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Brasileirão 2019 – Grêmio 0x1 Flamengo

November 18, 2019

Gremio x FlamengoGremio x Flamengo

O Grêmio (desfalcado de Matheus Henrique e Kannemann) não fez grande partida contra o time “misto” do Flamengo e acabou sendo derrotado por 1 a 0.

O “detalhe” é que o gol saiu em pênalti inexistente. Estranhamente a arbitragem ignorou os apelos dos jogadores do Grêmio, que pediam para que o lance fosse revisto, uma vez a bola bateu no braço de apoio de Leo Moura, quando este deu um carrinho.

Essa situação foi amplamente divulgada quando da final da Copa América. O pênalti não deveria ser marcado. Mas o juiz e todos os seus auxiliares preferiram seguir convictos no seu erro.

O triste é que haverá pouca crítica em cima desse fato. O que torna pouco provável uma melhora no nível da arbitragem nacional. Sempre há alguém pra contemporizar. Rodrigo Mattos, do UOL, disse que “Precisa de uma definição mais clara sobre o que é pênalti ou não em certos lances. Porque a real é que não está claro neste tipo de lance“. PVC, inicialmente, disse que “O pênalti marcado por Gabriel e que deu vitória ao rubro-negro é discutível. Mas o Grêmio não mereceu o empate“.

Ao contrário do que esses dois jornalistas escreveram, há sim uma definição para esse tipo de lance, é ela é bastante clara. E sendo clara, a questão se torna indiscutível. Ademais, cabe ressaltar o quão equivocada é a ideia de que um time possa ou não merecer uma arbitragem justa.

Abaixo a reprodução do material da FIFA elucidando essa questão (conforme disponibilizado no site da Federação Goiana, assim como também divulgado pela Federação Portuguesa)

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– Média de Público do Grêmio no Brasileirão 2019:
19.496 (17.298 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
24.975 (22.649 pagantes)

– Média de público do Grêmio como mandante em 2019:
23.893 (21.636 pagantes)


Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) e Alexandre Vidal (C.R. Flamengo)

Grêmio 0x1 Flamengo

GRÊMIO: Paulo Victor; Léo Moura (Vizeu, 31/2ºT), Geromel, David Braz e Cortez; Michel (André, 20/2ºT) e Maicon; Alisson, Diego Tardelli (Pepê, intervalo) e Everton; Luciano
Técnico: Renato Portaluppi

FLAMENGO: Diego Alves; Rodinei, Thuler (Rodrigo Caio, 39/2ºT), Rhodolfo e Renê; Piris da Motta, Diego (Vinícius Souza, 20/2ºT), Lucas Silva (Everton Ribeiro, 9/2ºT) e Arrascaeta; Reinier e Gabigol
Técnico: Jorge Jesus

33ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre – RS
Público: 30.980 (28.541 pagantes)
Renda R$ 1.175.820,00
Arbitragem: Raphael Claus (Fifa)
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis (Fifa) e Anderson de Moraes Coelho
VAR: José Claudio Rocha Filho (quarteto de SP).
Cartões amarelos: Piris da Motta, Rodinei, Alisson
Cartão vermelho: Gabigol
Gol: Gabigol (de pênalti) aos 36 do primeiro tempo

Brasileirão 1986 – Grêmio 0x0 Flamengo

November 17, 2019
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Foto:  Eduardo Vasseur (Correio do Povo)

 

Grêmio e Flamengo se enfrentaram pela 5ª rodada da primeira fase do Brasileirão de 1986. O empate sem gols foi melhor para os visitantes que lideravam o grupo.

Os dois times voltariam a se enfrentar na fase seguinte, primeiro num empate no Rio e depois novamente no Olímpico, mas dessa vez com vitória tricolor por 2×0.

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Foto: Placar

GRÊMIO SÓ EMPATE CONTRA O FLA DESFALCADO

Ainda não foi desta vez, ontem, contra o Flamengo, no Estádio Olímpico, que o Grêmio recuperou-se da sua má fase no Campeonato Brasileiro. Havia unanimidade por parte da Comissão técnica e dos jogadores, antes do jogo, que contra o time carioca seria o jogo da reabilitação. No entanto, dentro de campo, o time campeão gaúcho continuou a mostrar os mesmos defeitos dos jogos anteriores, ou seja: existe uma crise técnica coletiva e alguns jogadores como Caio Jr., Valdo e Paulo Bonamigo, não estão jogando o que realmente podem.

É bem verdade que, ontem, com relação aos jogos anteriores, o Grêmio melhorou, mas não multo. Nem mesmo o retorno do meia-cancha Luiz Carlos, jogador que segundo Espinosa, desequilibra e dá ao time uma força técnica fora do comum, ajudou na recuperação.

Diante de um Flamengo descaracterizado, sem Adilio, Mozer e Leandro — sem contar, ainda, com as ausências de Zico e Sócrates que ainda não jogaram nesse Nacional — o Grêmio não teve condições de vencer E não soube por quê?

Porque taticamente houve uma enorme separação entre o setor da meia-cancha e o ataque. Ninguém do Grêmio soube trabalhar a bola com habilidade no sentido de penetração. Faltou maior imaginação nas construções das jogadas pelo meio e consciência de quando deveriam reter a bola ou lançá-la. A jogada mais importante e aguda do Grêmio durante os 90 minutos, foi a de sempre: Renato.

Ele criou algumas chances de gol e quando não foi individualista, quando cruzou bolas para a grande área, lá no meio não tinha ninguém.

O posicionamento do Flamengo foi inteligente durante todo o tempo do jogo. Sabendo que teoricamente era inferior ao adversário, quando perdia a bola, todos voltavam para a proteção. Quando estavam com a bola, saiam com toques curtos e rápidos e muitas vezes conseguiram envolver o Grêmio. O campeão gaúcho fazia bem ao contrário. Era apressado, sem imaginação e não tinha conclusões. Somente no fim do jogo, num cabeceio muito forte de Luiz Carlos. o Grêmio quase ganhou o jogo, mas Zé Carlos salvou. O resultado foi justo. O Grêmio não merecia mesmo vencer e o Flamengo que veio a Porto Alegre em busca de um ponto, levou. Agora o próximo jogo será contra o Botafogo da Paraíba, quinta-feira quando o Grêmio vai fazer a estréia do seu novo centroavante: Lima.” (Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

O DESABAFO DE RENATO

No intervalo do jogo de ontem, contra o flamengo, o ponteiro-direito Renato já estava inconformado com a maneira que o time do Grêmio vinha jogando. Quando descia as escadas para os vestiários, sempre gesticulando, ele dizia: “Tem que melhorar e muito se a gente quiser ganhar esse jogo”. Mas nem mesmo com as substituições feitas – Bonamigo no lugar de Caio Jr. e Ortiz no lugar de Valdo — o time melhorou a atuação. No final, o grande desabafo de Renato. “Se continuar dessa maneira, jogando assim, é bem melhor sair do Campeonato Brasileiro. Se aqui, diante de um público forte, dentro do nosso estádio e gente não consegue vencer, então a coisa está mal mesmo. Temos que nos reunir novamente, conversar abertamente e arrumar a casa. Ninguém consegue jogar mal assim como nós estamos. Tá certo que um jogo ou dois o time não renda o suficiente, mas jogar mal sempre, aí não dá. Temos que fazer alguma coisa para nos recuperar. Não estou entendendo o que está havendo com o time do Grêmio“. (Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

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Foto:  Eduardo Vasseur (Correio do Povo)

 

LAZARONI SATISFEITO. CONSEGUIU O OBJETIVO

No lado do Flamengo a satisfação foi muito grande depois do empate com o Grêmio, ontem à tarde. Desfalcado de vários titulares, o time carioca velo para empatar e conseguiu seu objetivo. Teve momentos do jogo que poderia até mesmo ter ganho.

“Faltou-nos um pouco mais de ambição ofensiva — fala o técnico Sebastião Lazaroni.

Estou muito satisfeito porque saímos do Rio para buscar dois pontos contra a Ponte Preta e o Grêmio. Conseguimos três, portanto temos um na poupança, brincou. Lazaroni não escondia sua alegria pela resposta dos jovens jogadores do Flamengo a um jogo contra um time bem mais experiente. Com um amador no time, o ponta-esquerda Zinho, mais dois no banco, Valtinho e Wallace, o Flamengo mostrou em campo, com uma equipe mista, que tem padrão definido e que a entrada de outros valores não altera a forma de jogar do time.

Quando fala dos garotos, Lazaroni se entusiasma: “O que mais cuidamos no Flamengo é da garotada. Eles aprendem desde cedo a não se preocupar com o adversário, jogam normalmente seu futebol. O Grêmio é um time extraordinário, dos melhores do Brasil e empatar aqui, com todos os titulares. já é muito difícil, imaginem com os meninos. Estou muito satisfeito”.

Já o apoiador Júlio César, que esteve no Grêmio no ano de 1984, jogou multo bem e salientou as qualidades do Grêmio: “Já joguei aqui e sei o quanto é difícil sair deste campo sem ser derrotado. O Grêmio é um belo time, mas conseguimos segurar as principais jogadas deles e o empate ficou bem para todos”.

O próximo jogo do flamengo é contra o Sergipe, no Maracanã, quando Moser estará de volta ao time.” (Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

VALDO EM MÁ FASE . ATÉ ESPINOSA PENSA ASSIM

No final do jogo de ontem, no vestiário, o técnico Valdir Espinosa dava muitas explicações sobre mais um resultado ruim do Grêmio, Em primeiro lugar, ele não aceitava a ponderação dos repórteres de que sua equipe havia jogado mal contra o Flamengo: “Acho que a campanha do Grêmio num todo não é boa, porém, o resultado de hoje não mostra isso, pois o Flamengo é uma equipe tradicional e merece o nosso respeito”.

O técnico Valdir Espinosa tem algumas explicações para a campanha da sua equipe que, depois de perder para o Paissandu e empatar com o Goiás, ontem apenas empatou com o Flamengo: “Reconheço alguns maus resultados e acho que isto deve-se, em parte, ao jogador Valdo não estar mostrando tudo o que sabe”. Espinosa tem razão. Valdo não ó nem de longe o mesmo jogador do Gauchão 86, o homem que desequilibrou o campeonato a favor do Grêmio e que também integrou  a Seleção Brasileira.

Espinosa foi cauteloso em todas as suas respostas.  Questionado sobre se o Flamengo não entrou em campo com uma equipe muito jovem — o próprio técnico Lazaroni chamou seu time de “meninos” — ele respondeu que não. “Temos que reconhecer que o Flamengo foi um time de muita disposição em campo. No futebol uma das verdades e que o jogador jovem que entra em campo quer mostrar serviço para não sair mais do time”.

Não existe, por enquanto, nenhuma campanha para tirar Valdo do time. Trata-se de uma das estrelas do Grêmio e técnico Valdir Espinosa acha que é apenas momentânea a má fase do jogador. Por aí se vê a falta que Valdo, em boa forma, faz ao Grêmio, pois ele, com Renato é uma das peças de desequilíbrio da equipe.” (Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

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Foto:  Eduardo Vasseur (Correio do Povo)

MILTON JUNG – DESAFINAÇÃO

Nunca duvidei do que vinha sendo dito sobre o Grêmio, mesmo porque os resultados de seus três jogos falavam ainda mais alto do que as criticas que eu ouvia. Mas eu queria ver o time de Espinosa do alto do Olímpico, com vista panorâmica. Não gostei do que me foi permitido observar, mesmo descontando as dificuldades criadas pelo Flamengo, líder do grupo e equipe com boas alternativas, embora sem Zico e Sócrates, seus monstros sagrados. Esteja um time diante de um adversário fraco ou credenciado, sempre se pode perceber, porém, se joga bem ou mal, e o Grêmio está, coletiva e individualmente, muito abaixo daquele que se viu no Regional. É provável que alguns declínios individuais estejam comprometendo o conjunto. Entre tais declínios, o de Valdo é o que mais impressiona. Se antes circulava pelo campo, distribuindo a bola, organizando a meia-cancha e atuando na cobertura, hoje, faz voltas em torno de si mesmo, não chuta a gol e não acerta um passe. Ontem, Osvaldo, retornando à sua posição, e Caio, que saiu jogando, também andaram mal. Diante disso, Espinosa se vê na obrigação de realizar variações em tomo do mesmo tema. Caio, que entrava no segundo tempo, sai quando termina o primeiro; Osvaldo passa do ataque para o meia-cancha e vice-versa, mas nada muda para melhor. O Grêmio. no momento, é um time dividido dentro do campo, como se feito de setores estanques. Onde teria deixado o seu belo futebol? Na Suécia, no Marrocos? Sorte sua que seus companheiros de grupo, em sua maioria, desafiam pelo mesmo diapasão e, como se classificam seis equipes, nesta primeira fase do Nacional, não há razão para desespero e sobra tempo para que os erros sejam corrigidos.

Bem ao contrário do Grêmio, o Internacional, que entrou na Taça de Ouro envolto em descrença e com um time em formação, na base do esforço e com a inclusão de dois reforços, vai dando conta do recado. Seu empate de ontem com o Sport, na Ilha do Retiro, tratando-se de uma partida contra o líder do grupo e em campo alheio, foi um ótimo resultado.” (Milton Jung, Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

EDEGAR SCHMIDT – BOM E RUIM

Isoladamente, olhando-se apenas o resultado; a dupla Gre-Nal foi bem no domingo. O Inter empatou no Recife, contra o Sport, melhor time da chave, e o Grêmio, mesmo em casa, empatou com o Flamengo, o que também é interessante. Mas no contexto, bom foi o empate do Inter, que começa até a surpreender. O Grêmio já começa a preocupar porque tem quatro pontos em quatro jogos, é um time com muitos jogadores em flagrante crise técnica e começa a discutir até mesmo seu excelente esquema.

A crise do Grêmio é simplesmente técnica e isso se corrige como o técnico fez com Valdo, que mesmo muito mal, começou o jogo. O que pode preocupar é há mais gente jogando abaixo do que pode e o técnico não parece mais muito convicto. Depois dos primeiros resultados, o Grêmio se modificou todo, começou o jogo com Luiz Carlos mas sem Bonamigo e sem o rodízio do meio-campo. Aos 10 minutos do segundo tempo, voltou Bonamigo, apagou-se a pedra, não valeu mais nada do que fora projetado para melhorar o time. O que é melhor para o Grêmio? Nem o próprio Grêmio sabe. Isso é que pode preocupar.

Renato, ao sair de campo, disse claramente ao Vianei Carlet: “Se não melhorar, é melhor sair do campeonato”. Pouco antes, ele levara o terceiro amarelo, está fora do próximo jogo contra o Botafogo da Paraíba, na quinta-feira à noite no Olímpico Mas não desistiu, não é?” (Edegar Schmidt, Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

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WASHINGTON RODRIGUES – FLA EMPATE NUM JOGÃO

Porto Alegre — Um grande jogo, no Olímpico, e um excelente resultado para o Flamengo, que, no 0 a 0 com o Grêmio, manteve a liderança do seu grupo, a invencibilidade e ficou precisando apenas de dois pontos para garantir matematicamente a classificação. E isso pode ser conseguido já na quarta-feira, no jogo com o Sergipe, no Rio.

E o Flamengo mereceu o empate, pois apresentou um futebol muito bom, sabendo usar a tática certa para a ocasião. A equipe rubro-negra teve tranqüilidade para enfrentar as dificuldades do gramado, o bom time do Grêmio e a pressão da torcida. Neutralizou as principais jogadas do adversário e ganhou um ponto, o que estava dentro dos seus planos, pois, dos quatro pontos que disputou fora de casa, o Flamengo obteve três — havia vencido a Ponte, por 1 a 0, quinta-feira, em Campinas.

O único erro do Flamengo na partida foi a insistência de alguns jogadores em utilizar as chuteiras baixas, tipo tênis, o que acarretou seguidos escorregões, permitindo até jogadas perigosas por parte do Grêmio no erro do jogador rubro-negro. Com o campo pesado como estava, não se pode entrar com chuteiras baixas. As chuteiras de trava alta oferecem mais estabilidade e evitam as constantes quedas.

De qualquer forma, o Flamengo tocou a bola, explorou os contra-ataques e em cima de grandes atuações de alguns de seus jogadores segurou o empate. Tivemos como destaque pelo lado do Flamengo o goleiro Zé Carlos, um monstro, a exemplo do que aconteceu cm Campinas. A defesa tombem esteve firme. O Adalberto marcou o Renato em cima e o ponta só teve chance de fazer uma grande jogada. O Andrade foi outro destaque e na frente o Zinho apareceu como o melhor, ajudando o meio campo pelo setor esquerdo e partindo com a bola para obrigar a defesa do Grêmio a se abrir.

Por sinal, a defesa do Grêmio é fraca, a dupla de área, Baidek e Carlos Eduardo, no chão é facilmente batida. E o Flamengo não soube explorar essa fragilidade. Mas o 0 a 0 valeu para as intenções rubro-negras, porque empatar no Olímpico não é fácil. E é bom lembrar que o Flamengo atuou ontem sem alguns titulares importantes. Do time que conquistou o titulo — não falo nem do Zico, Sócrates e Cantarele. que estão fora há meses — não atuaram em Porto Alegre Leandro, Mozer, Adilio e Marquinho” (Washington Rodrigues, Jornal dos Sports, 15 de setembro de 1986)

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Foto: Nico Esteves (Placar)

EMPATE NO SUL DEIXA MENGO NUMA BOA

PORTO ALEGRE — O Flamengo praticamente garantiu sua classificaçao para a próxima fase do Campeonato Brasileiro,  ontem, ao empatar com o Grêmio em 0 a 0, no Estádio Olímpico, graças a atuação do goleiro Zé Carlos, com defesas fantásticas, mais uma vez o herói do time. Com o resultado de ontem o campeão carioca de 86 soma 8 pontos ganhos em 5 jogos disputados. O seu próximo jogo será contra o Sergipe, quarta-feira à noite, no Estádio Caio Martins, em Niterói.

A partida foi muito disputada com as duas equipes tentando o gol a qualquer custo. O time local, empurrado pela sua imensa torcida, chegou por diversas vezes a área do adversário, mas não conseguiu êxito diante do goleiro Zé Carlos, seguro, impedindo todas as tentativas. O Flamengo, por sua vez, ressentiu-se do esforço empregado devido ao gramado encharcado, só indo à frente em contra-ataques rápidos, mas sem sucesso nas conclusões, já que Bebeto entrou em campo sem as condições físicas ideais, devido a forte gripe.

Foi o Flamengo, contudo, que por pouco quase marca o primeiro gol, logo no início da partida, através do atacante Bebeto, que de bicicleta, de dentro da área, concluiu, mas a bola desviou-se do gol, após bater no zagueiro Baidek, aos 14 minutos. O troco veio a seguir, por intermédio de Renato, que testou livre, dentro da área, obrigando Zé Carlos a espalmar para córner. Renato, novamente, fez outra grande jogada, numa arrancada sensacional pela direita, aos 22 minutos.

Na etapa final os dois times continuaram exercendo forte pressão em busca do gol: o Grêmio teve a sua frente Zé Carlos, enquanto o Flamengo continuou pecando nas conclusões dos seus atacantes. Andrade, um dos melhores em campo, aos 28 minutos, cobrou uma falta obrigando Mazaropi a fazer bela defesa. Renato perdeu uma chance aos 30 minutos. Ortiz, aos 40 minutos, mais uma vez esbarrou no goleiro Zé Carlos, ao concluir uma jogada de Valdo. ” (Jornal dos Sports, Segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

ZÉ CARLOS FOI O GRANDE DESTAQUE

O Flamengo consegue firmar-se a cada partida do Campeonato Brasileiro, mostrando acima de tudo um time competitivo, de boa organização tática, com os seus jogadores, especialmente os mais jovens, disputando com garra e determinação todos os lances do jogo.

E a exemplo do que ocorreu no recente título estadual conquistado pela equipe da Gávea, sem a presença dos seus maiores ídolos, contundidos, o time dirigido por Sebastião Lazaroni, parte firme para a conquista do titulo nacional. O goleiro Zé Carlos, agora titular absoluto, esteve impecável novamente, com defesas providenciais, evitando a todo custo o gol do adversário. Em Campinas, na vitória sobre a Ponte Preta, ele foi também o herói do Flamengo.

Na defesa, Aldair e Guto se saíram muito bem, assim como os laterais Jorginho e Adalberto, notadamente o último, na marcação a Renato Gaúcho. Foi no meio-campo, entretanto, que o time rubro-negro se saiu muito bem: Andrade, um verdadeiro paredão à frente dos zagueiros e Júlio César e Aílton no desarme e criação das jogadas. Bebeto e Zinho igualmente estiveram bem, ao contrário de Vinícius, que ficou perdido entre os zagueiros gaúchos.

NO GRÊMIO — destacaram-se Renato Gaúcho, um perigo, mesmo marcado por até três adversários; Valdo, pela boa colocação na área e Luís Carlos, ex-Vasco, pela boa distribuição de jogo.” (Jornal dos Sports, Segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

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FLAMENGO EMPATOU. MAS MERECIA A VITÓRIA

Porto Alegre — Um empate de 0 a 0. Foi apenas o que o Flamengo conseguiu, ontem, contra ao Grêmio, no Estádio Olímpico, numa tarde que iniciou com calor abafado e terminou debaixo de chuva intensa, cenário apropriado para o mau futebol jogado. Faltou calma ao Flamengo para fazer gol. As situações até que existiram, o Grêmio jogou muito mal, mas a afobação do time carioca afastou a bola da rede.

Para o Grêmio, que completa 83 anos de sua fundação e faz má campanha, o resultado não poderia ter sido pior: nas arquibancadas, a torcida não poupou vaias à equipe. A partida começou num clima de festa de aniversário, com foguetório, desfile de centenas de atletas das diversas categorias, as torcidas organizadas e uma banda tocando “parabéns pra você”. A prometida vitória do técnico Valdir Espinosa, para reabilitar o time, acabou, porém, não acontecendo.

Duas situações de gol foram criadas logo nos 15 minutos do primeiro tempo, por Vinícius e Zinho. A tática foi quase a mesma: de cabeça, eles concluíram contra o gol de Mazaropi, que conseguiu salvar. O Grêmio só conseguiu ver a área do Flamengo quase aos 20 minutos, quando Renato concluiu alto, de cabeça, depois de receber a bola de Valdo, numa cobrança de falta.

Quase no fim do primeiro tempo, o Grêmio reagiu à pressão do Flamengo — mais por iniciativa do ponta Renato, incansável no campo. Entretanto, logo decaiu e novamente
o Flamengo voltou a mostrar melhor rendimento. Numa entrada forte, num dos piores momentos do adversário, Ailton entrou rápido, pegando de surpresa Baidek e Luís Eduardo, contudo a bola rolou pelo lado esquerdo do gol de Mazaropi e não entrou.

Júlio César foi a grande estrela — melhor da partida escolhido pela imprensa gaúcha — do Flamengo. Durante todo o jogo mostrou-se competente e ágil na armação de jogadas ou neutralizando Renato. Junto com Andrade, deu ritmo ao time carioca, possibilitando
que a equipe apresentasse um futebol superior ao do Grêmio, embora com equívocos nas conclusões. Júlio César e Andrade assustaram o goleiro Mazaropi, com chutes fortes na metade do segundo tempo.

As entradas de Bonamigo, substituindo Caio Júnior, e, depois, Ortiz no lugar de Valdo, não deram a impulsão que o Grêmio necessitava. O time continuou até o fim desentrosado, nervoso e carente da habilidade individual de seus jogadores. Aparentemente satisfeito com o empate, o Flamengo não se empenhou mais em vencer,
voltando para o Rio até entusiasmado com o desempenho dos seus novos jogadores.

Zé Carlos — Quase não foi exigido. Porém, quanto foi preciso, mostrou segurança. Nota 7.

Jorginho — Marcou Valdo com firmeza, com eficiência ao ataque. Nota 6.

Aldair — Jogou melhor em partidas anteriores. Lutou bastante, embora nervosamente. Em um lance, agarrou a bola com as mãos sem explicação. Nota 5.

Guto — Entrou no lugar de Mozer, cumprindo suspensão. Está meio pesado, sem força. Não ajudou muito o time. Nota 5.

Adalberto — Sempre que exigido foi firme ao ataque, decidido, marcou China e Osvaldo. Nota 6

Andrade — Boa atuação. Dominou com facilidade as dificuldades criadas por Renato e Caio Júnior. Quase fez gol no fim. Nota 7

Ailton — Veloz, eficiente no domínio de bola, várias vezes preparou o lance para gol, que não saiu. Nota 7

Júlio César — Merecidamente escolhido como o melhor em campo pelos repórteres esportivos gaúchos. Do início ao fim, combateu, driblou, armou e criou sempre problemas para o adversário. Nota 8

Bebeto — Foi talvez o mais fraco do time. Marcado em cima por Caio e Valdo, participou de uns poucos lances no primeiro tempo. No segundo, diminuiu o desempenho. Nota 5

Vinícius — É um guerreiro. Lutou muito, foi habilidoso, rendeu para o time. Só faltou mesmo gol. Nota 7

Zinho — Recuou demais, preocupado com Renato, e teve dificuldade de chegar à linha de fundo. Nota 5

O ponta Renato foi, sem dúvida, o melhor do Grêmio. Sozinho, fez de tudo para marcar um gol. Queria mais festa no 83° aniversário do clube, mais só o seu esforço não bastou. Saiu de campo frustrado e furioso, sugerindo que, se o time não sabe jogar, é melhor não disputar o Campeonato Brasileiro. De resto, só se salvou Baidek. ” (Juarez Porto, Jornal do Brasil, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

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Grêmio 0x0 Flamengo

GRÊMIO: Mazaropi; Raul, Baidek, Luís Eduardo e Casemiro; China, Osvaldo e Luís Carlos Martins; Renato, Caio Júnior (Bonamigo) e Valdo (Ortiz)
Técnico: Valdir Espinosa

FLAMENGO: Zé Carlos; Jorginho, Aldair, Guto e Adalberto; Andrade, Ailton e Júlio César; Bebeto, Vinicius e Zinho
Técnico: Sebastião Lazaroni

Brasileirão 1986 – 1ª Fase – Grupo B – 5ª Rodada
Data: 14 de setembro de 1986, domingo, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 33.004 pagantes
Renda: Cz$ 799.675,00
Árbitro: Tito Rodrigues (PR)
Auxiliares: Valdir Festugato e Valdemar dos Santos
Cartões Amarelos: Renato, Luis Eduardo e Adalberto

Libertadores 2019 – Flamengo 5×0 Grêmio

October 25, 2019

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A classificação do Flamengo era esperada. É o time que vive melhor momento e o clube que mais gastou na temporada. O que jamais pode ser considerado “normal” é o placar final de 5×0.

O Grêmio até que fez um bom primeiro tempo (considerando todos os seus desfalques), mas levou um gol pouco antes do intervalo e acabou nocauteado ao levar o segundo gol logo no início do segundo tempo.

Além de todo o investimento e da boa-fase, o Flamengo chegou completo para os dois jogos. O Grêmio esteve longe da sua escalação ideal. Pelo segundo ano seguido o time chega enfraquecido na semifinal da Libertadores, mesmo tendo “poupado” diversos atletas em diversos jogos do Brasileirão.  Diante disso é inevitável questionar o trabalho da preparação física e departamento médico, bem como a montagem do elenco para essa temporada.

Para a posição de centroavante, Renato abriu mão de Tardelli (principal contratação de 2019) e optou André (uma das principais contratações de 2018). Nenhum apresentou, desde as suas chegadas em Porto Alegre, algo que justificasse o alto investimento feito pelo clube.

Luan esteve lesionado em três dos quatro jogos de semifinal de Liberadores que o Grêmio fez nos últimos dois anos.

Paulo Victor se mostrou um goleiro insuficiente para o Grêmio. Falhou nesse e nos dois jogos anteriores da campanha. É difícil um time resistir a uma sequência de erros em jogos de mata-mata.

Michel foi escalado para dar mais liberdade para Maicon e Matheus Henrique e para proteger a zaga. Nessa última função ele foi mal. Deixou de fazer a falta em Bruno Henrique após o erro de passe de Maicon, permitindo que o flamenguista arrancasse de frente, embalado e equilibrado contra a defesa tricolor no lance do primeiro gol.

Gremio x Flamengo
Foto: André Durão (Globo Esporte) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Flamengo 5×0 Grêmio

FLAMENGO: Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; Willian Arão, Gerson (Diego, 41/2ºT), Éverton Ribeiro, Arrascaeta (Piris da Motta, 23/2ºT); Bruno Henrique (Vitinho, 28/2ºT) e Gabigol
Técnico: Jorge Jesus

GRÊMIO: Paulo Victor; Paulo Miranda, Geromel, Kannemann e Cortez; Michel, Alisson (Thaciano, 30/2ºT), Matheus Henrique, Maicon (Tardelli, 17/2ºT) e Everton; André (Pepê, 12/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

Libertadores 2019 – Semifinal – Jogo de volta
Data: 23/10/2019, quarta-feira, às 21h30min
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro – RJ
Público: 69.981 (63.409 pagantes)
Renda: R$ 8.150.645,00
Árbitro: Patricio Loustau
Auxiliares: Diego Bonfa (ARG) e Gabriel Chade (ARG)
Árbitro de vídeo: Raphael Claus (BRA)
Cartões amarelos: Rodrigo Caio, Kannemann e Everton
Gols: Bruno Henrique, aos 41 minutos do primeiro tempo. Gabigol, a 1 minutos e aos 10 minutos (de pênalti), Pablo Marí, aos 21, e Rodrigo Caio, aos 25 minutos do segundo tempo.

Libertadores 1984 – Flamengo 0x0 Grêmio

October 23, 2019
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Foto: Olívio Lamas (O Globo)

Grêmio e Flamengo terminaram o triangular semifinal da Libertadores de 1984 empatados em pontos. Nesse caso, o regulamento previa um jogo desempate em campo neutro (e nesse caso a Conmebol considerou o Pacaembu como neutro).

Tendo ficado na frente no saldo de gols, o Grêmio jogava por um empate no tempo normal e um empate na prorrogação. E foi isso que conseguiu, segurando um 0x0 por 120 minutos.

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Foto: Zero Hora

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Foto: Zero Hora

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FUTEBOL- RENATO GAÚCHO

FLAMENGO: Fillol; Leandro, Guto, Mozer e Adalberto; Andrade, Adílio e Elder; Bebeto (Nunes), Tita e João Paulo
Técnico: Zagallo

GRÊMIO: João Marcos; Casemiro, Baidek, De León e Paulo César Magalhães; China, Osvaldo (Bonamigo) e Luis Carlos Martins; Renato Portaluppi, Guilherme Macuglia (Gilson Gênio) e Tarciso.
Técnico: Carlos Froner

Libertadores 1984 – triangular semifinal – Grupo B
Data: 19 de julho de 1983, quinta-feira, 21h30min
Local: Estádio Pacaembu, em São Paulo-SP
Público: 53.500 Pagantes
Renda: Cr$ 107.876.000,00
Árbitro: José Roberto Wright
Auxiliares: Arnaldo Cesar Coelho e Carlos Rosa Martins
Cartões Amarelos: Casemiro, China, Nunes e Guto

Libertadores 1984 – Flamengo 3×1 Grêmio

October 23, 2019
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Foto: Sebastião Marinho (O Globo)

No triangular semifinal da Libertadores de 1984, o Flamengo venceu o Grêmio no Maracanã por 3×1.

Esse resultado deixou as equipes (que receberiam  a ULA Mérida na semana seguinte) empatadas na liderança do grupo, com vantagem em saldo de gols para o tricolor.

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Fonte: Lance

 

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Foto: Ricardo Beliel (Placar)

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Foto: Ricardo Beliel (Placar)

Flamengo 3×1 Grêmio

FLAMENGO: Fillol; Leandro, Figueiredo (Heitor), Mozer e Adalberto; Andrade, Adílio e Elder; Bebeto, Tita e João Paulo (Lico)
Técnico: Zagallo

GRÊMIO: João Marcos; Raul (Casemiro), Baidek, De León e Paulo César Magalhães; China, Osvaldo e Luis Carlos Martins; Renato Portaluppi, Caio (Guilherme Macuglia) e Tarciso.
Técnico: Carlos Froner

Libertadores 1984 – triangular semifinal – Grupo B
Data: 6 de julho de 1983, sexta-feira, 21h30min
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro-RJ
Público: 38.715 Pagantes
Renda: Cr$ 101.032.500,00
Árbitro: Emilio Marques de Mesquita
Auxiliares: Arnaldo Cesar Coelho e Carlos Rosa Martins
Cartões Amarelos: De León
Gols: Andrade, aos 25 minutos e Bebeto aos 43 minutos do primeiro tempo; Bebeto aos 10 minutos e Guilherme Macuglia aos 20 minutos do segundo tempo

Libertadores 2019 – Grêmio 1×1 Flamengo

October 3, 2019

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O 1×1, por tudo que viu em campo, não deve ser um resultado a ser lamentado pelo Grêmio. No primeiro tempo, o tricolor foi completamente dominado, feito raras jogadas de área tendo o adversário controlado as ações, ameaçando constantemente o gol defendido por Paulo Victor. Na etapa final o Grêmio teve significativa melhora, mas acabou levando o gol no seu melhor  momento na partida, logo após Diego Alves fazer duas grandes defesas. Mas o time não se abalou e buscou o empate aos 43, com Pepê, numa jogada que começou Matheus Henrique tirando o Grêmio da pressão próximo da sua área, passou por Maicon na intermediária e terminou com Everton cruzando para o camisa 25 completar para as redes.

A superioridade flamenguista no primeiro tempo talvez se explique pela maior mobilidade do seu meio de campo. Gerson por vezes trocava de posição com Everton Ribeiro e por vezes recuava para W. Arão avançar. Já a meia-cancha tricolor era muita mais estática. Michel ficava fixo atrás de Matheus Henrique, que por sua vez estava sempre mais recuado do que Luan (No segundo tempo o desempenho gremista melhorou muito depois que o camisa 7 passou a ter maior movimentação).

Outra questão que complicou o Grêmio no primeiro tempo foi a “linha alta” do Flamengo. O tricolor não conseguia sair jogando com passes curto e tinha pouquíssimo sucesso quando tentava um lançamento mais longo. Diego Tardelli não é um camisa 9 para fazer pivô, reter a  bola e servir de desafogo pro time. Além do mais, nas raras vezes que os avantes gremistas conseguiam sucesso ao retornar para buscar o jogo, os atletas rubro-negros não tinham o menor pudor em fazer a falta para evitar um contra-ataque (como na bola que Rodrigo Caio acertou um joelhaço em Tardelli)

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Não entendi porque o Grêmio, por mais de uma vez, bateu rapidamente um escanteio curto no segundo tempo. A bola parada cruzada na área foi fundamental para o tricolor eliminar Libertad e Palmeiras.

Paulo Victor fez mais uma partida muito ruim na Libertadores. Assim como no jogo contra o Palmeiras, ele passou a sensação de ter sentido demasiadamente um erro cometido no início do jogo, não conseguindo retomar a concentração necessária para se recuperar no restante da partida. Galhardo falhou na marcação de Bruno Henrique no  lance do gol flamenguista, mas o arqueiro gremista deveria ter interceptado o cruzamento, visto que a bola “viajou” por um bom tempo antes de chegar na pequena área tricolor.

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Foto: Nelson Almeida (Garra)

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Foto: Nelson Almeida (Gazeta Esportiva)

Eu acho bastante equivocada a ideia de tratar uma competição esportiva como “um produto“. Mas ainda que se admita que isso seja possível e que a ideia da Conmebol é de valorizar a Libertadores como seu principal “produto”, parece que o confederação não faz a menor ideia do que de fato é atrativo no torneio. Fazer uma contagem regressiva no sistema de som do estádio não tem nada a ver com a tradição futebolística do continente.

Público de ontem ficou abaixo das duas semifinais de Libertadores disputadas anteriormente na Arena.

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– Média de Público do Grêmio na Libertadores 2019:
39.376 (36.660 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
25.765 (23.443 pagantes)

– Média de público do Grêmio como mandante em 2019:
25.018 (22.740 pagantes)

– Média de Público do Grêmio como mandante na Libertadores desde 1982:
32.507

– Média de Público do Grêmio em jogos da Libertadores na Arena:
38.154 (35.604 pagantes)

– Média de Público do Grêmio como mandante em partidas de mata-mata da Libertadores:
41.284

– Média de Público do Grêmio como mandante em partidas de mata-mata da Libertadores disputadas na Arena:
46.099 (43.279 pagantes)

– Média de Público do Grêmio como mandante em partidas de semifinal da Libertadores*:
42.954 (38.941 pagantes)
* Considerando os triangulares de 1983 e 1984 a média fica em 32.645 pagantes

– Média de Público do Grêmio como mandante em partidas de Semifinal da Libertadores disputadas na Arena:
53.035 (49.635 pagantes)

– Média de Público de jogos entre Grêmio x Flamengo pela Libertadores em Porto Alegre:
36.715 pagantes

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GRÊMIO: Paulo Victor; Galhardo, David Braz, Kannemann e Cortez; Michel (Maicon, 35/2ºT), Matheus Henrique; Alisson (Pepê, 35/2ºT), Luan e Everton; Diego Tardelli (André, 31/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

FLAMENGO: Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; Willian Arão, Gerson (Piris Da Motta, 26/2ºT), Éverton Ribeiro e Arrascaeta; Bruno Henrique e Gabigol
Técnico: Jorge Jesus

Libertadores 2019 – Semifinal – jogo de ida
Data: 2 de outubro de 2019, quarta-feira, às 21h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre – RS
Público: 51.406 (47.947 pagantes)
Renda: R$ 5.130.325,00
Árbitro: Nestor Pitana (ARG)
Assistentes: Juan Belatti (ARG) e Hernan Maidana (ARG)
VAR: Mauro Vigliano (ARG)
Cartões amarelos: Michel, Diego Tardelli, Kannemann e Rodrigo Caio
Gols: Bruno Henrique, aos 23 minutos do segundo tempo e Pepê, aos 43 minutos do segundo tempo

Confrontos contra o Flamengo pela Libertadores em Porto Alegre

October 2, 2019

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O Grêmio já recebeu o Flamengo em Porto Alegre, em jogos válidos pela Libertadores, em duas ocasiões. São elas:

Libertadores 1983 – Fase de Grupos – 1ª Rodada – Grêmio 1×1 Flamengo
Libertadores 1984 – Triangular Semifinal – Grêmio 5×1 Flamengo

A média de público desses dois jogos é de 31.100 pagantes.

Em partidas de mata-mata de semifinais de Libertadores, a média de público do Grêmio como mandante é de 41.747 (37.655 pagantes). Se incluirmos nessa conta os jogos dos triangulares das semifinais de 1983 e 1984 a média fica em 31.254 pagantes.

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– Média de Público do Grêmio na Libertadores 2019:
36.970 (34.402 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
24.041 (21.807 pagantes)

– Média de público do Grêmio como mandante em 2019:
24.778 (22.501 pagantes)

– Média de Público do Grêmio como mandante na Libertadores desde 1982:
32.308

– Média de Público do Grêmio em jogos da Libertadores na Arena:
37.727 (35.206 pagantes)

– Média de Público do Grêmio como mandante em partidas de mata-mata da Libertadores:
41.031

– Média de Público do Grêmio como mandante em partidas de mata-mata da Libertadores disputadas na Arena:
45.691 (42.919 pagantes)

Brasileirão 2019 – Flamengo 3×1 Grêmio

August 12, 2019

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Não sou muito fã da camisa reserva toda branca do Grêmio, especialmente nessa combinação com calção preto e meia branca. O kit infantil com essa camisa reserva é vendido um calção azul. Na necessidade de usar uma camisa branca, preferiria ver mais azul na combinação do uniforme.

fla 2019 cFotos: Alexandre Vidal (C.R. Flamengo)

FLAMENGO: Diego Alves; Rafinha, Thuler, Pablo Marí e Filipe Luís (Renê, 16/2ºT); Cuéllar (Piris da Motta, 32/2ºT), Willian Arão, Berrío (Everton Ribeiro, 20’/2º), Gerson, Arrascaeta; Bruno Henrique
Técnico: Jorge Jesus

GRÊMIO: Júlio César; Léo Moura, Paulo Miranda, David Braz e Juninho Capixaba A; Thaciano, Darlan, Galhardo (Everton, 11/2ºT), Luan (Da Silva, 39/2ºT), Pepê e Luciano (Patrick, 24/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

14ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 10 de agosto de 2019, Sábado, 19h00min
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Público: 57.644 (53.970 pagantes)
Renda: R$ 2.420.747,00
Árbitro: Braulio da Silva Machado (FIFA-SC)
Assistentes: Helton Nunes (SC) e Alex dos Santos (SC)
VAR: Rodrigo D’alonso Ferreira (SC)
Cartões amarelos: Rafinha, Pablo Marí, Berrío, Cuéllar, Thaciano, Juninho Capixaba
Gols: Willian Arão, aos 28 minutos e Galhardo (de pênalti), aos 50 do primeiro tempo, Arrascaeta, aos 5, e Éverton Ribeiro, aos 46 minutos do segundo tempo.

Robertão 1969 – Flamengo 0x3 Grêmio

August 10, 2019
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Foto: Correio do Povo

No Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1969 o Grêmio conseguiu uma categórica vitória por 3×0 sobre o Flamengo no Maracanã (local onde o tricolor tem retrospecto interessante. Iniciando com uma vitória em 1950 e só sofrendo o primeiro revés em 1974)

É de se notar que o Grêmio está usando uma meia mais escura que a tradicional, o que eu suponho ser da cor cinza (uma vez que o tom nas fotos difere do azul da camisa e do preto do calção e camisa).

RECUPERAÇÃO GREMISTA VEIO FULMINANTE: 3 X 0 NO FLAMENGO COM BELA EXIBIÇÃO NO MARACANÃ

RIO, 15 (Dos enviados especiais) — O Grêmio somou os primeiros pontos no “RGP” de forma sensacional, pois aplicou 3×0 Flamengo em pleno Maracanã. E para dobrar o até então invicto rubro-negro da Gávea, o heptacampeão gaúcho mostrou do tudo o que sabe, através de um futebol moderno, insinuante, tática e tecnicamente de alto nível. Um resultado que além de, colocar o tricolor entre os líderes no Grupo B do “Robertão”, manteve a invencibilidade gremista em confronto com o Flamengo e no “maior estádio do mundo”.

Ao final do primeiro tempo, a representação gaúcha já vencia de 1 x 0, tento anotado por Alcindo. Na etapa decisiva, Flecha e Loivo, que substituiu Alcindo, voltaram a alimentar o marcador. O paulista Romualdo Arppi não teve trabalho na condução do jôgo, cuja renda superou ou a casa dos 90 mil cruzeiro novos, soma das melhores, considerando que choveu até pouco antes da partida.

IRRESISTIVEL — O Grêmio cumpriu uma atuação de gala no Maracanã. Com um futebol tranquilo, preciso e de força coletiva, os tricolores não tomaram conhecimento do e poderiam ter chegado a uma goleada. Muito cedo os gremistas apresentara perfeição na defensiva, onde Ari Erclio despontava, e atacaram de maneira envolvente através, especialmente, de Flecha e Volmir. E o Flamengo, coma um ataque dispersivo, um meio de campo sem força e uma retaguarda tonta com a velocidade dos atacantes gaúchos, foi pacificamente envolvido. Como se não bastasse, contara o Grêmio, afora o perfeito entrosamento dos setores, com jogadores em plano individual muito acima. Pois também Jadir, como destruidor, Júlio Amaral no apoio e Davi, defendendo e investindo, brilhavam intensamente. No período complementar, o Flamengo chegou a forçar o jôgo, levando o Grêmio a um resguardo. Mas isso não durou muito. Paulatinamente, os tricolores, no mesmo ritmo com que prevaleceram nos 45 minutos, liquidaram com o adversário.

OS GOLOS — Alcindo fêz 1 x 0, aos 15 minutos de ações. Renato lançou em profundidade, o «Bugre» levou a melhor sôbre Manicera, iludiu a Sidnei que abandonou a meta e com leve toque acertou as rêdes.

Aos 58 minutos, Flecha aumentou. E de forma sensacional. O ponteiro recebeu na intermediária flamenguista, bateu a dois contrários na corrida e mesmo acossado e sem ângulo, na grande área alvejou forte e certeiro. Faltavam 3 minutos para o final, quando Loivo marcou o terceiro. Flecha bateu a Paulo Henrique e fêz o cruzamento. O substituto de Alcindo entrava pelo meio e de bate-pronto estufou os barbantes de Sidnei.” (Correio do Povo, terça-feira, 16 de setembro de 1969)

MARACANÃ – FLA, A DECEPÇÃO
A bola veio descendo. Alcindo fingiu que ia para um lado, e saiu para o outro. Manicera se estatelou no chão, completamente batido no lance. O goleiro Sidnei ainda tentou salvar a situação, mas o atacante gaúcho foi mais rápido. Quase entrou com bola e tudo. Eram 28 minutos do primeiro tempo, 1 a 0 Grêmio. ‘

Tão perdido como Manicera neste lance, estava o Flamengo desde o início da partida. O gol saiu naturalmente, a favor da equipe armada com mais inteligência, mais disposta à luta e contando com jogadores de maior categoria. O placar apontava 1 a 0, no primeiro tempo, mas para os torcedores cariocas parecia muito mais. Nunca uma reação se mostrou tão impossível.

O Flamengo jamais se encontrou. A exceção do goleiro Sidnei, que demonstrou mais uma vez ser um elemento de boa categoria, os demais eram figuras dispersas de uma equipe sem conjunto e com valores individuais duvidosos, sobretudo para um time que possui a maior torcida da cidade, talvez a maior do país. Um dos mercados consumidores pior explorados do mundo.

Ao Grêmio bastou usar a paciência e a velocidade de dois jogadores sempre perigosos, como Alcindo e o ponteiro-direito Flexa. O time gaúcho, a exemplo do que fez nos dois últimos torneios, manteve-se bem fechado na sua defesa, com o médio Jadir dando proteção constante aos zagueiros. O meio de campo nunca foi multo importante para os adversários do Flamengo. O seu objetivo era o de manter-se bem armado atrás, procurando a vitória na base dos contra-ataques.

O Flamengo, um time perdido, caiu na armadilha. Foi todo à frente, exercendo um domínio territorial duvidoso, pois ao chegar na frente da área adversário nada mais conseguia de positivo. Ao contrário das últimas partidas, o juvenil Ademir, surpreendentemente mal marcado por Everaldo, foi o melhor dos atacantes cariocas. Mas suas jogadas foram desperdiçadas por um Fio lento e dispersivo e por um Dionisio bem marcado, sem poder dar das suas cabeçadas. Na ponta esquerda, ninguém. Luis Cláudio, no primeiro tempo, e Bianchini, no segundo, foram figuras inexpressivas.

Mas, o ataque jogar mal já era até esperado. Estava desfalcado dos seus dois ponteiros, Doval e Arilson. A defesa é que foi a maior surpresa. De Murilo a Paulo Henrique, ninguém se entendeu e todos os contra-ataques gaúchos levaram pânico e desordem. Era só os atacantes do Grêmio terem tido um pouco mais de sorte nas conclusões e o placar não seria apenas 3 a O. De tudo, ficam as palavras do dirigente George Helal: — O Flamengo está satisfeito com os jogadores que tem.” (Jornal do Brasil, segunda-feira, 15 de setembro de 1969)

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GRÊMIO GANHA COMO QUER NOS ERROS DO FLA
O Flamengo perdeu para o Grêmio por 3 a 0 e, pelos erros de estruturação que mostrou, o placar até que não fêz justiça a superioridade do time gaúcho, melhor do primeiro ao último minuto da partida. Enquanto o Grêmio se mostrava consciente de sua força, plantada na defesa e rápido no ataque, o Flamengo perdia-se numa troca de passes inconsequente. […]” (Jornal dos Sports, 15 de setembro de 1969)

 

 

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FLAMENGO: Sidnei; Murilo, Manicera, Guilherme e Paulo Henrique; Liminha e Rodrigues Neto; Ademir, Fio, Dionísio, Luís Cláudio (Bianchini).
Técnico: Tim

GRÊMIO: Arlindo; Renato, Ari Ercílio, Áureo e Everaldo; Jadir e Júlio Amaral; Flecha, Davi (João Severiano), Alcindo (Loivo) e Volmir
Técnico: Sergio Moacir Torres

Torneio Roberto Gomes Pedrosa 1969 – 1ª Fase – 3ª Rodada
Data: 14 de setembro de 1969
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro-RJ
Público: 30 938
Renda: NCr$ 92.822,75
Árbitro: Romualdo Arppi Filho (SP)
Assistentes: José Aldo Pereira (RJ) e Luis Carlos Felix (RJ)
Gols: Alcindo, aos 27 minutos do 1º tempo; Flecha, aos 14 minutos do 2º tempo e Loivo aos 38 minutos do 2º tempo

Brasileirão 2018 – Flamengo 2×0 Grêmio

November 22, 2018

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O Grêmio vai chegando ao final da temporada 2018 longe da sua melhor forma. O time sofre com desfalques (especialmente pela ausência de Luan) e Renato tem feito variações na escalação para tentar contornar esse problema. Diante do Flamengo no Maracanã o Grêmio não fez boa partida. O tricolor até teve bastante posse de bola, mas não conseguiu dar muita velocidade nas suas jogadas de ataque.

O Flamengo acabou sendo melhor e venceu por 2×0. Mas não dá pra deixar de registar que os donos da casa saíram na frente com um gol grosseiramente ilegal. O árbitro poderia até escolher que tipo de falta marcaria (tiro livre direto ou indireto) quando Uribe levantou o pé próximo a cabeça do Cortez.

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Últimos 10 jogos entre Flamengo e Grêmio pelo Brasileirão com mando de campo rubro-negro: 5 Vitória do Fla, 2 empates e 3 vitórias do Grêmio. Média de público nesses dez jogos: 31.230 pagantes.

Média de públicos dos últimos dez jogos entre Flamengo e Grêmio pelo Brasileirão no Maracanã: 35.152

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Fotos: Gilvan de Souza (C.R.Flamengo) e Globo Esporte

Flamengo 2×0 Grêmio

FLAMENGO: César; Pará, Rhodolfo, Réver e Renê; Cuéllar e Willian Arão; Everton Ribeiro (Jena Lucas, 40’/2ºT), Diego e Vitinho (Marlos Moreno, 40’/2ºT) ; Uribe (Berrío, 21’/2ºT)
Técnico: Dorival Júnior

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Marcelo Oliveira e Cortez; Michel e Matheus Henrique (Alisson, 14’/2ºT); Ramiro, Jean Pyerre (Thaciano, 25’/2ºT) e Everton; Jael (André, 28’/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

36ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2018
Data: 21 de novembro de 2018, quarta-feira, 21h40min
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro/RJ
Público: 36.013 (33.932 pagantes)
Renda: R$ 701.361,00
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Auxiliares: Kleber Lucio Gil (FIFA/SC) e Guilherme Dias Camilo (FIFA/MG)
Cartões amarelos: Willian Arão e Diego; Matheus Henrique e Ramiro
Gols: Uribe, no 1º minuto, e Diego, aos 44 minutos do segundo tempo