Archive for the ‘Flamengo’ Category

Brasileirão 2019 – Flamengo 3×1 Grêmio

August 12, 2019

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Não sou muito fã da camisa reserva toda branca do Grêmio, especialmente nessa combinação com calção preto e meia branca. O kit infantil com essa camisa reserva é vendido um calção azul. Na necessidade de usar uma camisa branca, preferiria ver mais azul na combinação do uniforme.

fla 2019 cFotos: Alexandre Vidal (C.R. Flamengo)

FLAMENGO: Diego Alves; Rafinha, Thuler, Pablo Marí e Filipe Luís (Renê, 16/2ºT); Cuéllar (Piris da Motta, 32/2ºT), Willian Arão, Berrío (Everton Ribeiro, 20’/2º), Gerson, Arrascaeta; Bruno Henrique
Técnico: Jorge Jesus

GRÊMIO: Júlio César; Léo Moura, Paulo Miranda, David Braz e Juninho Capixaba A; Thaciano, Darlan, Galhardo (Everton, 11/2ºT), Luan (Da Silva, 39/2ºT), Pepê e Luciano (Patrick, 24/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

14ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 10 de agosto de 2019, Sábado, 19h00min
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Público: 57.644 (53.970 pagantes)
Renda: R$ 2.420.747,00
Árbitro: Braulio da Silva Machado (FIFA-SC)
Assistentes: Helton Nunes (SC) e Alex dos Santos (SC)
VAR: Rodrigo D’alonso Ferreira (SC)
Cartões amarelos: Rafinha, Pablo Marí, Berrío, Cuéllar, Thaciano, Juninho Capixaba
Gols: Willian Arão, aos 28 minutos e Galhardo (de pênalti), aos 50 do primeiro tempo, Arrascaeta, aos 5, e Éverton Ribeiro, aos 46 minutos do segundo tempo.

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Robertão 1969 – Flamengo 0x3 Grêmio

August 10, 2019
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Foto: Correio do Povo

No Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1969 o Grêmio conseguiu uma categórica vitória por 3×0 sobre o Flamengo no Maracanã (local onde o tricolor tem retrospecto interessante. Iniciando com uma vitória em 1950 e só sofrendo o primeiro revés em 1974)

É de se notar que o Grêmio está usando uma meia mais escura que a tradicional, o que eu suponho ser da cor cinza (uma vez que o tom nas fotos difere do azul da camisa e do preto do calção e camisa).

RECUPERAÇÃO GREMISTA VEIO FULMINANTE: 3 X 0 NO FLAMENGO COM BELA EXIBIÇÃO NO MARACANÃ

RIO, 15 (Dos enviados especiais) — O Grêmio somou os primeiros pontos no “RGP” de forma sensacional, pois aplicou 3×0 Flamengo em pleno Maracanã. E para dobrar o até então invicto rubro-negro da Gávea, o heptacampeão gaúcho mostrou do tudo o que sabe, através de um futebol moderno, insinuante, tática e tecnicamente de alto nível. Um resultado que além de, colocar o tricolor entre os líderes no Grupo B do “Robertão”, manteve a invencibilidade gremista em confronto com o Flamengo e no “maior estádio do mundo”.

Ao final do primeiro tempo, a representação gaúcha já vencia de 1 x 0, tento anotado por Alcindo. Na etapa decisiva, Flecha e Loivo, que substituiu Alcindo, voltaram a alimentar o marcador. O paulista Romualdo Arppi não teve trabalho na condução do jôgo, cuja renda superou ou a casa dos 90 mil cruzeiro novos, soma das melhores, considerando que choveu até pouco antes da partida.

IRRESISTIVEL — O Grêmio cumpriu uma atuação de gala no Maracanã. Com um futebol tranquilo, preciso e de força coletiva, os tricolores não tomaram conhecimento do e poderiam ter chegado a uma goleada. Muito cedo os gremistas apresentara perfeição na defensiva, onde Ari Erclio despontava, e atacaram de maneira envolvente através, especialmente, de Flecha e Volmir. E o Flamengo, coma um ataque dispersivo, um meio de campo sem força e uma retaguarda tonta com a velocidade dos atacantes gaúchos, foi pacificamente envolvido. Como se não bastasse, contara o Grêmio, afora o perfeito entrosamento dos setores, com jogadores em plano individual muito acima. Pois também Jadir, como destruidor, Júlio Amaral no apoio e Davi, defendendo e investindo, brilhavam intensamente. No período complementar, o Flamengo chegou a forçar o jôgo, levando o Grêmio a um resguardo. Mas isso não durou muito. Paulatinamente, os tricolores, no mesmo ritmo com que prevaleceram nos 45 minutos, liquidaram com o adversário.

OS GOLOS — Alcindo fêz 1 x 0, aos 15 minutos de ações. Renato lançou em profundidade, o «Bugre» levou a melhor sôbre Manicera, iludiu a Sidnei que abandonou a meta e com leve toque acertou as rêdes.

Aos 58 minutos, Flecha aumentou. E de forma sensacional. O ponteiro recebeu na intermediária flamenguista, bateu a dois contrários na corrida e mesmo acossado e sem ângulo, na grande área alvejou forte e certeiro. Faltavam 3 minutos para o final, quando Loivo marcou o terceiro. Flecha bateu a Paulo Henrique e fêz o cruzamento. O substituto de Alcindo entrava pelo meio e de bate-pronto estufou os barbantes de Sidnei.” (Correio do Povo, terça-feira, 16 de setembro de 1969)

MARACANÃ – FLA, A DECEPÇÃO
A bola veio descendo. Alcindo fingiu que ia para um lado, e saiu para o outro. Manicera se estatelou no chão, completamente batido no lance. O goleiro Sidnei ainda tentou salvar a situação, mas o atacante gaúcho foi mais rápido. Quase entrou com bola e tudo. Eram 28 minutos do primeiro tempo, 1 a 0 Grêmio. ‘

Tão perdido como Manicera neste lance, estava o Flamengo desde o início da partida. O gol saiu naturalmente, a favor da equipe armada com mais inteligência, mais disposta à luta e contando com jogadores de maior categoria. O placar apontava 1 a 0, no primeiro tempo, mas para os torcedores cariocas parecia muito mais. Nunca uma reação se mostrou tão impossível.

O Flamengo jamais se encontrou. A exceção do goleiro Sidnei, que demonstrou mais uma vez ser um elemento de boa categoria, os demais eram figuras dispersas de uma equipe sem conjunto e com valores individuais duvidosos, sobretudo para um time que possui a maior torcida da cidade, talvez a maior do país. Um dos mercados consumidores pior explorados do mundo.

Ao Grêmio bastou usar a paciência e a velocidade de dois jogadores sempre perigosos, como Alcindo e o ponteiro-direito Flexa. O time gaúcho, a exemplo do que fez nos dois últimos torneios, manteve-se bem fechado na sua defesa, com o médio Jadir dando proteção constante aos zagueiros. O meio de campo nunca foi multo importante para os adversários do Flamengo. O seu objetivo era o de manter-se bem armado atrás, procurando a vitória na base dos contra-ataques.

O Flamengo, um time perdido, caiu na armadilha. Foi todo à frente, exercendo um domínio territorial duvidoso, pois ao chegar na frente da área adversário nada mais conseguia de positivo. Ao contrário das últimas partidas, o juvenil Ademir, surpreendentemente mal marcado por Everaldo, foi o melhor dos atacantes cariocas. Mas suas jogadas foram desperdiçadas por um Fio lento e dispersivo e por um Dionisio bem marcado, sem poder dar das suas cabeçadas. Na ponta esquerda, ninguém. Luis Cláudio, no primeiro tempo, e Bianchini, no segundo, foram figuras inexpressivas.

Mas, o ataque jogar mal já era até esperado. Estava desfalcado dos seus dois ponteiros, Doval e Arilson. A defesa é que foi a maior surpresa. De Murilo a Paulo Henrique, ninguém se entendeu e todos os contra-ataques gaúchos levaram pânico e desordem. Era só os atacantes do Grêmio terem tido um pouco mais de sorte nas conclusões e o placar não seria apenas 3 a O. De tudo, ficam as palavras do dirigente George Helal: — O Flamengo está satisfeito com os jogadores que tem.” (Jornal do Brasil, segunda-feira, 15 de setembro de 1969)

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GRÊMIO GANHA COMO QUER NOS ERROS DO FLA
O Flamengo perdeu para o Grêmio por 3 a 0 e, pelos erros de estruturação que mostrou, o placar até que não fêz justiça a superioridade do time gaúcho, melhor do primeiro ao último minuto da partida. Enquanto o Grêmio se mostrava consciente de sua força, plantada na defesa e rápido no ataque, o Flamengo perdia-se numa troca de passes inconsequente. […]” (Jornal dos Sports, 15 de setembro de 1969)

 

 

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Flamengo 0x3 Grêmio

FLAMENGO: Sidnei; Murilo, Manicera, Guilherme e Paulo Henrique; Liminha e Rodrigues Neto; Ademir, Fio, Dionísio, Luís Cláudio (Bianchini).
Técnico: Tim

GRÊMIO: Arlindo; Renato, Ari Ercílio, Áureo e Everaldo; Jadir e Júlio Amaral; Flecha, Davi (João Severiano), Alcindo (Loivo) e Volmir
Técnico: Sergio Moacir Torres

Torneio Roberto Gomes Pedrosa 1969 – 1ª Fase – 3ª Rodada
Data: 14 de setembro de 1969
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro-RJ
Público: 30 938
Renda: NCr$ 92.822,75
Árbitro: Romualdo Arppi Filho (SP)
Assistentes: José Aldo Pereira (RJ) e Luis Carlos Felix (RJ)
Gols: Alcindo, aos 27 minutos do 1º tempo; Flecha, aos 14 minutos do 2º tempo e Loivo aos 38 minutos do 2º tempo

Brasileirão 2018 – Flamengo 2×0 Grêmio

November 22, 2018

2018 flamengo gilvan souza b2018 flamengo gilvan souza

O Grêmio vai chegando ao final da temporada 2018 longe da sua melhor forma. O time sofre com desfalques (especialmente pela ausência de Luan) e Renato tem feito variações na escalação para tentar contornar esse problema. Diante do Flamengo no Maracanã o Grêmio não fez boa partida. O tricolor até teve bastante posse de bola, mas não conseguiu dar muita velocidade nas suas jogadas de ataque.

O Flamengo acabou sendo melhor e venceu por 2×0. Mas não dá pra deixar de registar que os donos da casa saíram na frente com um gol grosseiramente ilegal. O árbitro poderia até escolher que tipo de falta marcaria (tiro livre direto ou indireto) quando Uribe levantou o pé próximo a cabeça do Cortez.

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Últimos 10 jogos entre Flamengo e Grêmio pelo Brasileirão com mando de campo rubro-negro: 5 Vitória do Fla, 2 empates e 3 vitórias do Grêmio. Média de público nesses dez jogos: 31.230 pagantes.

Média de públicos dos últimos dez jogos entre Flamengo e Grêmio pelo Brasileirão no Maracanã: 35.152

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Fotos: Gilvan de Souza (C.R.Flamengo) e Globo Esporte

Flamengo 2×0 Grêmio

FLAMENGO: César; Pará, Rhodolfo, Réver e Renê; Cuéllar e Willian Arão; Everton Ribeiro (Jena Lucas, 40’/2ºT), Diego e Vitinho (Marlos Moreno, 40’/2ºT) ; Uribe (Berrío, 21’/2ºT)
Técnico: Dorival Júnior

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Marcelo Oliveira e Cortez; Michel e Matheus Henrique (Alisson, 14’/2ºT); Ramiro, Jean Pyerre (Thaciano, 25’/2ºT) e Everton; Jael (André, 28’/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

36ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2018
Data: 21 de novembro de 2018, quarta-feira, 21h40min
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro/RJ
Público: 36.013 (33.932 pagantes)
Renda: R$ 701.361,00
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Auxiliares: Kleber Lucio Gil (FIFA/SC) e Guilherme Dias Camilo (FIFA/MG)
Cartões amarelos: Willian Arão e Diego; Matheus Henrique e Ramiro
Gols: Uribe, no 1º minuto, e Diego, aos 44 minutos do segundo tempo

Copa do Brasil 2018 – Flamengo 1×0 Grêmio

August 17, 2018

Gremio x FlamengoGremio x Flamengo

Não deu. O Grêmio pagou um preço caro pelo gol que sofreu tardiamente em Porto Alegre  pelo gol que levou cedo no Maracanã.  Com um pouco mais de sorte, a bola que bateu no rosto de Paquetá após a furada de Cortez teria tido outro destino que não o pé de Everton Ribeiro (e outro destino final que não o fundo das redes de Marcelo Grohe).

Mas a verdade é que o fica bastante complicado falar em sorte ou azar após constatarmos que o time titular do Grêmio, mesmo tendo sido poupado durante boa parte do ano, (ainda) não fez nenhuma grande atuação nesses jogos de mata-mata que estavam marcados para agosto.

Gremio x Flamengo
Flamengo Gilvan de Souza - Cópia

O comparativo geral dos confrontos (considerando que acabou avançando) entre Flamengo e Grêmio pela Copa do Brasil começa a ficar mais parelho. O curioso é que até 1997 ele era totalmente favorável ao tricolor:

1989 – Semifinal – Jogo de Volta – Grêmio 6×1 Flamengo
1993 – Semifinal – Jogo de Volta – Grêmio 1×0 Flamengo
1995 – Semifinal – Jogo de Volta – Grêmio 1×0 Flamengo
1997 – Final – Jogo de Volta – Flamengo 2×2 Grêmio
1999 – Oitavas de final – Jogo de Volta – Flamengo 2×2 Grêmio
2004 – Quartas de final – Jogo de Volta – Flamengo 0x0 Grêmio
2018 – Quartas de final – Jogo de Volta – Flamengo 1×0 Grêmio

Flamengo Gilvan de Souza2flamengo celso pupo 2018
Fotos: Lucas Uebel (Grêmio), Gilvan de Souza (Flamengo) e Celso Pupo (Fim de Jogo)

Flamengo 1×0 Grêmio

FLAMENGO: Diego Alves; Rodinei, Léo Duarte, Réver, Renê; Cuéllar (Willian Arão 39’/2T); Éverton Ribeiro, Lucas Paquetá, Diego (Rômulo 43’/2T), Vitinho (Marlos 11’/2T); Henrique Dourado.
Técnico: Maurício Barbieri

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Léo Moura (Marinho 25’/2T), Pedro Geromel, Kannemann, Bruno Cortez; Jailson, Maicon (Alisson 37’/2T); Ramiro, Luan, Everton; André (Jael 19’/2T).
Técnico: Renato Portaluppi

Copa do Brasil 2018 – Quartas de final – Jogo de volta
Data: 15 de agosto de 2018, quarta-feira, 21h45min
Local  Estádio:Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Público: 55.461 (50.803 pagantes)
Renda: R$ 2.467.530,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (FIFA/MG)
Assistentes: Kleber Lucio Gil (FIFA/SC) e Danielo Ricardo Simon Manis (FIFA/SP)
Árbitro de Vídeo: Raphael Claus (FIFA/SP)
Cartão amarelo: Diego Alves, Renê, Diego, Henrique Dourado; Maicon, Luan, Marinho, Douglas (do banco)
Gol: Éverton Ribeiro, aos quatro minutos do primeiro tempo

Confrontos contra o Flamengo pela Copa do Brasil no Maracanã

August 15, 2018

O Grêmio já enfrentou o Flamengo em seis ocasiões no Maracanã pela Copa do Brasil. Abaixo a relação com links para fichas e reportagens de cada um desses jogos:

1989 – Semifinal – Jogo de Ida – Flamengo 2×2 Grêmio
1993 – Semifinal – Jogo de Ida –  Flamengo 4×3 Grêmio
1995 – Semifinal – Jogo de Ida – Flamengo 2×1 Grêmio
1997 – Final – Jogo de Volta – Flamengo 2×2 Grêmio
1999 – Oitavas de final – Jogo de Volta – Flamengo 2×2 Grêmio
2004 – Quartas de final – Jogo de Volta – Flamengo 0x0 Grêmio

A média desses públicos nesses jogos é de 31.519 pagantes.

Copa do Brasil 1995 – Flamengo 2×1 Grêmio

August 15, 2018

1995 Flamengo 2x1 Gremio Fernando Gomes ZH

Em 1995, Flamengo e Grêmio se enfrentaram pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil do Maracanã. Como se pode ver nas matérias abaixo, Sávio foi o grande personagem da partida, marcando os dois gols do time da casa (Jardel marcou no finalzinho para o Grêmio, aumentando consideravelmente as chances do tricolor para partida de volta).

Acho que cabe aqui fazer um prevê paralelo do Sávio de 1995/1996 com o Neymar de 2018. Assim como acontece hoje com o Neymar, a imprensa não cansava de repetir a narrativa de que Sávio era caçado por seus marcadores (a sua caneleira especial de fibra de carbono entrou para o folclore futebolístico dos anos 90). E assim como Neymar faz hoje, Sávio gostava muito de exagerar nos saltos quando recebia contato dos adversários (Para ser totalmente justo é preciso dizer que ele melhorou bastante nesse aspecto quando foi jogar no Real Madrid)

É interessante notar nas colunas transcritas abaixo que Ruy Carlos Ostermann elogiou o árbitro da partida enquanto Washington Rodrigues o considerou um “fracasso absoluto”. O curioso é que alguns meses depois o “Apolinho” deixaria a crônica esportiva de lado para assumir como treinador do Flamengo. E uma das suas primeira orientações aos jogadores foi a seguinte: “a partir de agora, ninguém escova dentes, se penteia ou faz a barba. Vamos assustar os caras na entrada em campo.” O objetivo era assustar os jogadores do Velez na Supercopa. Aparentemente não deu muito resultado.

1995 Flamengo 2x1 Gremio Jardel Fabinho Fernando Gomes ZH

GRÊMIO PERDE E VAI DECIDIR A VAGA EM CASA
A equipe gaúcha levou 2 a 1 do Flamengo, dois gols de Sávio, mas Jardel diminuiu o prejuízo no final da partida

Rio – Na primeira partida das semifinais da Copa do Brasil, o Grêmio perdeu para o Flamengo por 2 a 1 (gols de Sávio e Jardel), ontem à noite, no Maracanã. Com este resultado, a equipe gaúcha terá que vencer a partida de volta em Porto Alegre — no próximo dia 31 — para chegar às finais da competição. Uma vitória simples de 1 a O classifica o Grêmio para a decisão contra Corinthians ou Vasco da Gama.

Com o objetivo de perturbar a equipe gremista psicologicamente, o Flamengo retardou a sua entrada em campo em quase 10 minutos. Este artificio, entretanto, não abalou os jogadores do Grêmio que começaram a partida com empenho e personalidade. Para tentar anular os atacantes Romário e Sávio, o técnico Luiz Felipe optou em escalar o volante Gélson ao lado de Dinho, e liberou Goiano para a armação de jogadas no meio-campo. Com esta formação compacta e uma forte marcação, o Grêmio não deu espaços para o toque de bola do adversário e dominou a partida nos primeiros 20 minutos, tendo inclusive duas oportunidades para marcar por intermédio de Jardel e Paulo Nunes.

Mas a partir da metade da etapa inicial, o Flamengo equilibrou a partida e começou a explorar o lado direito da defesa gremista. Por ali, a equipe carioca criou as suas melhores chances de abrir o marcador, especialmente nas jogadas talentosas de Sávio. O atacante flamenguista foi o grande destaque da partida, com grandes arrancadas e dribles envolventes. E foi em um lance individual que Sávio fez o primeiro gol do Flamengo, driblando três jogadores do Grêmio e chutando cruzado. Com o placar desfavorável, o Grêmio se lançou ao ataque, mas a bola poucas vezes chegou em boas condições para o centroavante Jardel tentar o cabeceio.

No início do segundo tempo logo aos três minutos — o volante Dinho foi expulso do jogo depois de falta em Sávio, e o Grêmio teve que tentar uma reação com apenas 10 jogadores. Perdendo um homem de marcação no meio-campo, o treinador Luiz Felipe deslocou Arílson para a frente da área e a equipe ficou sem criatividade no setor. Conseqüentemente, o Flamengo voltou a crescer na partida, principalmente depois da entrada do ponteiro Mauricinho. Com jogadas em velocidade pelas pontas, o time carioca chegou várias vezes com perigo ao gol de Danrlei — que fez defesas importantes, evitando dois gols.

Quando parecia que o resultado terminaria mesmo no 1 a O, a estrela de Sávio brilhou novamente — dois minutos depois que Romário deixou o campo com problemas musculares — e fez o segundo gol em uma jogada rápida de contra-ataque. Mas, aos 43 minutos, o Grêmio descontou com uma cabeçada certeira do centroavante Jardel, transferindo a decisão para o Olímpico” (Zero Hora – 24 de maio de 1995)

FLAMENGO GRÊMIO
8 Conclusões a gol 8
4 Escanteios a favor 4
11 Faltas cometidas 14
2 Impedimentos 1

Ruy Carlos Ostermann – O GOL DA HORA
O segundo jogo na quarta feira vai ser de baixas. Não joga Dinho, talvez não jogue Carlos Miguel. Arílson pode estar suspenso e no Flamengo sai Válber, o elegante e eficiente zagueiro do Maracanã, e talvez: não jogue Romário. Ele puxou a perna, disseram que era joelho, desconfio que seja o músculo.

O Grêmio precisa de apenas uma vitória. Não é uma tarefa impossível, é mesmo bem razoável. O Flamengo teve Sávio, magnífico duas vezes, dois gols, mas teve pouco mais, uma bola tocada, duas ou três coisas de Romário e muita vacilação defensiva. Acontece que o Grêmio não jogou bem. A bola alta não entrou para fardel, quando entrou no fim do jogo, foi gol. Uma vantagem que não pode ser desperdiçada. Dinho foi expulso na abertura do segundo tempo, e Dinho é muito importante no meio campo, mas o Grémio jogou 35 minutos com um jogador a menos, jogando melhor que o Flamengo. Tivesse perdido de 2 a O, talvez a situação no Olímpico fosse, até certo ponto, delicada. Mas o gol de Jardel fora, o gol em dobro, coloca o Grêmio no caminho da classificação

Ah, o mineiro Lincoln Alfonso Bicalle foi como um árbitro experiente, superior e, qualidade maior de quem dirige um jogo, invisível.” (Ruy Carlos Ostermann -Zero Hora – 24 de maio de 1995

LESÃO AFASTA MAGNO POR CINCO MESES
O avante foi atingido por Fabiano, do Flamengo, teve ruptura dos ligamentos e só deve voltar a jogar em outubro

O atacante Magno, 21 aos, sofreu a ruptura total de dois ligamentos do„, joelho direito na partida contra o Flamengo na última terça-feira, e vai ser operado na próxima semana. O prazo mínimo de recuperação do jogador será de cinco meses, conforme o diagnóstico dos médicos Celso Jacobus, João Zanini e Luiz Roberto Marckzyk. A lesão ocorreu numa entrada dura do zagueiro flamenguista Fabiano, na segunda participação de Magno na partida em que o Grémio perdeu de 2 a 1 no Maracanã. Magno, ao tentar evitar a marcação teve o pé preso pelo adversário e ao girar a perna sentiu a forte dor causada pelo rompimento. O departamento médico do Grêmio pedirá a permissão do Flamengo, clube ao qual o Jogador tem o passe vinculado, para realizar a cirurgia. O protesto do clube carioca quanto à suposta violência da equipe gremista revoltou Magno. “Se um time usou de truculência, o meu caso prova que foi o Flamengo” disse. Mesmo abatido com a situação, Magno tratou de inocentar Fabiano de ter agido com deslealda de. “Afinal, eu sou o seu padrinho de casamento e ainda pertenço ao Flamengo” A única mágoa de Magno era o fato de Fabiano não ter feito contato até a tarde de ontem. Emprestado ao Grêmio em Janeiro, Magno considerava o jogo do Maracanã como a chance de reverter o resultado do jogo, “Entrei com muita disposição e pressenti que poderia criar muitas jogadas para o Jardel, lembrou. Seu pressentimento durou menos de dois minutos. “O pior é ficar de fora das partidas decisivas de todas as competições”, lamentou. Magno vai passar o período de recuperação pós-operatória em Curitiba, sua cidade natal, sob os cuidados da família. O atleta ficará três semanas com joelho engessado, um mês com urna proteção especial e, conforme a recuperação muscular, voltara a treinar em cinco meses. A lesão de Magno foi semelhante à do meia Emerson. Em fevereiro, o meio-campista também teve ruptura total de dois ligamentos na partida com o Brasil, de Farroupilha, em Porto Alegre. “A diferença é que ocorreu com o Magno o comprometimento total de um ligamento, o colateral medial, — localizado na face interna do joelho lesão que exige um repouso mínimo de dois meses para a regeneração natural” explicou João Zanini. A recuperação de Émerson está sendo anterior ao prazo previsto de seis meses e poderá retornar aos treinos em um mês. “O importante é evitar o desânimo, seguir as recomendações e valorizar a força de vontade” recomendou Émerson, 19 anos, ao amigo Magno” (Zero Hora – 26 de maio de 1995)

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FLAMENGO VENCE GRÊMIO POR 2 A 1
O Flamengo venceu o Grêmio por 2 a 1 pelas semifinais da Copa Brasil e agora joga pelo empate no segundo jogo contra os gaúchos, na próxima quarta-feira, em Porto Alegre. Romário torceu o joelho esquerdo e pode desfalcar a equipe no clássico de domingo contra o Vasco, pelo Campeonato Estadual.

O Flamengo dominava as ações, mas era a equipe gaúcha que atacava com mais decisão. Paulo Nunes perdeu grande chance, aos 18m. Mas o Flamengo saiu na frente, graças ao talento de Sávio. O camisa 10 da Gávea pegou uma bola na intermediária aos 23m, driblou quatro adversários e chutou cruzado, já dentro da área.

O Flamengo voltou para o segundo tempo com Fabiano no lugar de Branco, contundido — Charles passou para a lateral direita. ficando Marcos Adriano na esquerda. As mudanças desarticularam o já frágil sistema defensivo rubro-negro. Só que a tarefa da equipe carioca foi facilitada aos 5m do segundo tempo. Dinho, que já tinha cartão amarelo, fez falta dura em Sávio e foi expulso.

O Grêmio tentou buscar o empate trocando Paulo Nunes por Magno, que se contundiu logo na primeira jogada e foi substituído. Aos 37m, Romário torceu o joelho esquerdo ao tentar uma arrancada e deixou o Flamengo também com 10 homens. Dois minutos depois. Sávio driblou o goleiro e marcou o segundo do Flamengo. Aos 44, Jardel, de cabeça. diminuiu. “ (Jornal do Brasil -24 de maio de 1995)

Washington Rodrigues – O TOMBO DO GUERREIRO
Um pique forte pela esquerda na disputa de uma bola lançada pelo goleiro Roger, Romário ganha do zagueiro do Grêmio na corrida, prepara-se para partir para área e levantar outra vez a galera quando acontece o pior. Diminui a velocidade, manca, bota a mão na perna e deixa o campo. A torcida se cala como se soubesse antes do médico o que acabara de acontecer. O Flamengo ganha o jogo mas perde o seu guerreiro, lesão de menisco. Fora do campeonato, fora da Copa do Brasil e muito provavelmente fora das futuras convocações para a seleção, quem sabe até da Copa América. Pouco antes o presidente Kléber Leite tinha, feito um comentário se lamentando de que tudo tem sido muito difícil para o Flamengo. No campo as vitórias são sempre suadas e quando chega na hora das decisões as dificuldades aumentam. O fato vem confirmar isso, o Flamengo entra na reta final, parte para o confronto que vai determinar quem será o campeão, órfão do Romário. Cada jogador terá que multiplicar os seus esforços para tentar suprir a sua falta. Não vai ser fácil mas é um desafio que eles não podem enfrentar sozinhas. A galera rubro-negra tem que se aquecer para pegar junto com o time. Só ela é quem pode entrar no lugar do Romáro.

JOGO RÁPIDO
• • • Encontrei Eurico Miranda antes do jogo do Vasco com o Coríntians, ontem a noite, cuspindo abelhas africanas com a indicação do árbitro Valdomiro Mathias da Silva. A CBF deve mesmo fazer uma reavaliação criteriosa do seu quadro de árbitros. O que apitou Flamengo x Grêmio, Lincoln Borjaille, foi um fracasso absoluto. No final só deixou uma dúvida entre os observadores: se é ruim assim mesmo, estava doente ou é desonesto.

• • • O regulamento da Copa do Brasil prega o antijogo. Se o Flamengo ficasse retrancado dando bicos para a geral e garantisse a vitória por apenas 1 x O levaria vantagem. Jogaria pelo empate e ainda teria uma nova chance se perdesse por 1 x 0 em Porto Alegre porque disputaria a classificação nos pênaltis. Foi buscar o segundo gol, levou um e agora se vencer por apenas 1 x 0 o Grêmio está classificado.” (Washington Rodrigues – Jornal dos Sports – 25 de maio de 1995)

Mário Neto – GOL DE PLACA
Sávio realizou contra o Grêmio, pela Copa do Brasil, a sua melhor atuação deste ano, disparado. Marcou dois golaços e foi o fator decisivo para a vitória. O seu primeiro gol, quando driblou espetacularmente quatro jogadores do Grêmio, além de ser o mais bonito deste ano, entrou para a galeria dos grandes lances no estádio Mario Filho. Foi uma pintura, que chegou a lembrar, sem exagero nenhum, as arrancadas do maior de todos os tempos, Pelé. Outro &acaço, useiro e vezeiro neste tipo de jogada, era Zico. Sem essa de comparação, vou logo avisando. Grande jogador — a meu ver falta pouco para ser considerado um craque na acepção da palavra — Sávio neste ano vem alternando boas e médias atuações. Queixa-se, na maioria das vezes com razão, de que vem sendo marcado deslealmente. Mas é bom não esquecer que neste jogo pela Copa do Brasil Sávio também não teve refresco, foi muito marcado e por duas ou três vezes o Dinho entrou para rachar. Mesmo assim ele acabou com o jogo. Ultimamente Sávio está mais preocupado em brigar com os árbitro. Quanto ao jogo, que diante da atuação do Sávio ficou em segundo plano, o Flamengo jogou “fora”, literalmente, a chance de se classificar já para a final do campeonato. O primeiro tempo foi equilibrado, mas o Sávio fez a diferença num único lance. Romário não estava nos seus melhores dias. Colocava-se muito bem em campo, uma válvula de escape para o time, mas na hora “H” e não completava a jogada. No segundo tempo só deu Flamengo, notadamente depois da expulsão merecida do meio de campo Dinho, na sua terceira ou quarta entrada violenta. Daí em diante foi um show de gols perdidos. Além de outro golaço do Sávio, o Fla desperdiçou umas três ou quatro chances claras de liquidar 1 com o Grêmio e o que é pior, acabou levando um gol no último minuto, a que devolveu ao Grêmio a aspiração de chegar à final: joga pela vitória. Antes teria que marcar dois gols para ir aos pênaltis. Outra baixa foi a contusão de Romário. Distensão ou torção no joelho é coisa preocupante. Acabou a novela: Edmundo é, do Flamengo. Grande contratação, comparável a de Romário. Como o Fla vai pagar, não é problema nosso. O que interessa é que o “Animal” sabe tudo de bola. Ganham todos. “ (Mário Neto – Jornal dos Sports – 25 de maio de 1995)

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Fotos: Fernando Gomes (Zero Hora)

Flamengo 2×1 Grêmio

FLAMENGO: Roger; Marcos Adriano, Jorge Luis, Valber e Branco (Fabiano); Charles. Fabinho. Marquinhos e Sávio: Romário e Mazinho (Mauricinho)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Adilson e Roger; Dinho, Goiano, Gélson e Arilson: Paulo Nunes (Magno depois Nildo) e Jardel
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Copa do Brasil 1995 – Semifinal – Jogo de ida
Data: 23 de maio de 1995, terça-feira, 20h45min
Local: Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro-RJ
Público: 28.707 (25.220 pagantes)
Renda: R$ 238.095,00
Árbitro: Lincoln Afonso Borjaille Bicalho-MG
Auxiliares: Marco Antonio Martins e Antonio Williams Gomes
Cartões amarelos: Marcos Adriano, Charles, Sávio, Mauricinho, Luciano, Dinho, Goiano e Luciano
Cartão vermelho: Dinho, aos 5 minutos do 2º tempo
Gols: Sávio, aos 23 minutos do primeiro tempo e aos 39 minutos do segundo tempo; Jardel aos 44 minutos do segundo tempo

Copa do Brasil 1993 – Flamengo 4 x 3 Grêmio

August 14, 2018
1993 zh dener flamengo ida

Foto: Guaracy Andrade (Zero Hora)

Na partida de ida da semifinal da Copa do Brasil de 1993, Flamengo x Grêmio fizeram um jogo bastante movimentado (com direito à invasão de campo pelos dirigentes flamenguistas)  que terminou em 4×3 para os mandantes. Como curiosidade, vale destacar que Renato Portaluppi, à época, estava no outro lado (e conseguiu marcar um gol e ser expulso em menos de 20 minutos em campo).

Como é possível ler nas matérias abaixo, especialmente nos jornais cariocas, os rubro-negros reclamaram bastante da arbitragem. O estranho é que o vídeo ao final não sustenta todas as queixas. O gol de Gaúcho foi de fato equivocadamente anulado, mas o pênalti marcado para o tricolor no final da partida é claríssimo.

Mas esses vídeos de melhores momentos nem sempre registram tudo. Esse jogo foi o de estreia de Dener com a camisa do Grêmio. E essa estreia (ao menos na minha memória e conforme a coluna do Paulo Sant´ana transcrita abaixo) foi espetacular, e isso não transparece no vídeo. Lembro bem do impacto inicial de ver o Dener trajando azul, preto e branco na transmissão feita pela TVE (que mal pegava na minha casa). Repito o que disse no post que fiz sobre a passagem do Dener pelo tricolor que nesse jogo ele fez o drible de “dar chute no ar” com muito mais habilidade do que o Valdivia (que acabou se consagrando por esse tipo de lance).

1993 flamengo ida jb

“FLAMENGO VENCE O GRÊMIO
Partida teve tumultos, muitos gols, e até o retorno de Renato, que acabou expulso
Flamengo e Grêmio, ontem à noite, pela Copa do Brasil, no Maracanã, fizeram uma partida com muitos ingredientes: sete gols, três expulsões, seis cartões amarelos, pênalti inexistente, gol mal anulado, o retorno de Renato Gaúcho e a estréia de Dener no Grêmio. No final, aos 54m do segundo tempo, vitória do Flamengo (4 a 3), que agora joga pelo empate na segunda partida, quinta-feira, no Olímpico.
O Flamengo fez 1 a O com gol de Nélio, aos 12m, numa bela jogada de Djalminha. Aos 38m, o Grêmio conseguiu o empate com gol de Juninho, numa falha conjunta de Gilmar e Rogério. No segundo tempo, aos 5m, Djalminha, que teve boa atuação, desempatou numa bola que bateu em Geraldão e enganou o goleiro. Aos 12m. Gilson voltou a igualar em outra falha de Gilmar.
Renato entrou aos 13m e, aos 29m, fez seu gol. Porém, se envolveu num tumulto com Geraldão e ambos foram expulsos. Aos 41m, Djalminha novamente ampliou, mas, aos 46m, o juiz marcou pênalti (convertido por Eduardo) numa jogada em que a bola bateu na mão de Rogério. Além da péssima atuação do árbitro Paulo César Gomes, os dirigentes do Flamengo trataram de protagonizar um triste espetáculo: invadiram o campo o tumultuando o final da partida.” (Jornal do Brasil – 21 de maio de 1993)

COBRAF ADMITE ERRO AO ESCALAR JUIZ
O presidente da Comissão de Arbitragens, Ivens Mendes, admite ter errado ao escalar o capixaba Paulo César Gomes, que é policial federal, para atuar na partida Flamengo x Grêmio, pela Copa do Brasil. “Como ele já havia apitado outros jogos não só este ano como no ano passado, achei que era hora de testá-lo para saber até onde poderia chegar”, justificou-se. Na avaliação de Ivens Mendes, o árbitro falhou ao anular o gol de Gaúcho — “O juiz alega que estava encoberto e guiou-se pela marcação do auxiliar” —, mas não pensa da mesma forma em relação ao pênalti, que os dirigentes do flamengo dizem não ter existido. Sobre a invasão de campo, o juiz relatou na súmula que “aos 41 minutos do segundo tempo, ao marcar escanteio em favor do Flamengo, pôde observar que o fosso destinado ao time carioca estava cheio”. Ivens disse que na descrição, o juiz cita nominalmente o presidente rubro-negro, Luiz Augusto Veloso, como um dos invasores. Em Porto Alegre, o vice-presidente de futebol do Grêmio, Luís Carlos Silveira Martins, prometeu “uma guerra contra o Flamengo” na próxima partida da Copa do Brasil, quinta-feira. “Mas sem violências. Os gremistas vão vaiá-los intensamente desde o hotel até o campo. Aqui eles não vão intimidar ninguém, como tentaram fazer no Maracanã. Se fosse com a gente, seríamos suspensos”, aposta.”(Jornal do Brasil – 22 de maio de 1993)

BAIANO DÁ EXEMPLO PAIA DIRIGENTES
Zagueiro, que foi ameaçado de punição por agressão, contém os exaltados ‘cartolas’, que insinuam suborno ao juiz capixaba
Não faz um mês e os dirigentes do Flamengo queriam multar Júnior Baiano. O motivo: a agressão a Gilmar do São Paulo, em jogo pela Taça Libertadores. Quinta-feira, no final da partida com o Grêmio, o mesmo Júnior Baiano ajudou a deter os cartolas em pleno gramado do Maracanã. O motivo: eles queriam agredir o juiz capixaba Paulo César Gomes. “Fui ao ataque tentando um gol. Quando vi a confusão, procurei evitar que o Flamengo fosse: prejudicado. Tive medo de que o jogo fosse anulado. Estávamos vencendo”, lembrou. Na Gávea, só se falou na má arbitragem do desconhecido juiz e no pacificador Júnior Baiano. Logo após a partida, o presidente Luiz Augusto Veloso admitiu que os erros de Paulo César Gomes não justificaram a invasão. Ontem, levantou dúvidas quanto as intenções do árbitro: “Os antecedentes dele não são bons. Pediremos á COBRAF que apure a razão de uma atuação tão desastrosa e, se necessário, vamos pedir quebra de sigilo bancário”, adiantou, inocentando o Grémio. No clube, há quem acredite numa trama “anti rubro-negra” que poderia partir até de pessoas do próprio Flamengo. Comenta-se sobre suborno, mas ninguém aponta o responsável. Enquanto alguns dirigentes falavam sério sobre o assunto, outros faziam piadinhas irônicas sobre a invasão ao gramado, lembrando, às gargalhadas, a caçada ao juiz. Paulo César Gomes anulou, erradamente, um gol de Gaúcho no primeiro tempo e por pouco não foi agredido no final. Ao encerrar a partida, mergulhou no túnel para chegar ao vestiário antes de ser alcançado. “Na hora o sangue esquenta e o pessoal perde a cabeça”, tentou explicar o tranquilo Júnior Baiano.
Os invasores
• Getúlio Brasil, Vice-Presidente Geral
• Haroldo Couto, Presidente do Conselho Fiscal
• Carlos Peixoto, Vice de Relações Institucionais”
(Mauro Cezar Pereira – Jornal do Brasil – 22 de maio de 1993)

“Sérgio Noronha
Pode-se compreender o nervosismo da direção do Flamengo, diante dos vários problemas internos que enfrenta. pode-se entender a revolta com a fraca arbitragem de Paulo César Gomes, mas nada justifica a invasão do campo no jogo contra o Grêmio. Parte da culpa, porém, é dos próprios árbitros, que permitem um excesso de gente nos bancos e (iradas que dão acesso ao gramado do Maracanã. Ali não é o lugar do presidente e de seus amigos e assessores. e tudo pode ser sanado apenas com a aplicação das regras do futebol. Mas se os árbitros não sabem aplicá-las dentro do campo, o que dirá fora dele.” (Jornal do Brasil – 22 de maio de 1993)

flamengo ida cp1

“AGORA GRÊMIO TERÁ QUE VENCER
Empate no Olímpico classificará o Flamengo, que ganhou por 4 a 3
O Grêmio até que conseguiu um bom resultado, ontem à noite, no Maracanã, ao perder de 4 a 3 para o Flamengo. O resultado poderia ser pior diante dos inúmeros erros individuais do time e também se o árbitro não tivesse invalidado um gol legítimo de Gaúcho aos 28 minutos do 1º tempo. No próximo jogo o Grêmio se classifica à final da Copa do Brasil com vitórias de 1 a 0, 2 a 1 ou 3 a 2.
O festival de gols começou aos 13 minutos. Nélio recebeu entre a zaga e desviou do goleiro com categoria, marcando 1 a 0. Aos 26, Dener fez a primeira de suas belas jogadas ao longo do jogo, deixando Juninho livre para marcar. Juninho demorou e a zaga defendeu. Dois minutos depois, o gol anulado de Gaúcho, que recebeu um passe “milimétrico” de Paulão dentro da pequena área. Paulo César Gomes assinalou impedimento do centroavante sob violentos protestos do time carioca. Aos 38, o Grêmio, que já merecia empatar, chegou ao 1 a 1 através de Juninho após boa jogada de Fabinho, um dos destaques do time ao lado do estreante Dener. No segundo tempo, aos 5, Júnior chuta e a bola desvia na defesa: 2 a 1. Mas, aos 12, a resposta. Dener arrancou em velocidade, driblou dois e deixou Gílson livre para fazer 2 a 2. Aos 29, Renato, que voltou depois de três meses fora do futebol, fez 3 a 2, recebendo passe de Gaúcho de cabeça. O centroavante saltou mais alto que a dupla Paulão-Geraldão, que continua deixando os gremistas aterrorizados. Logo depois. Renato e Geraldão se desentenderam e foram expulsos. Aos 41 minutos, um lance grotesco. Paulão foi para a área receber um lançamento de Eduardo, que cobrou uma falta no meio do campo. E Dener, com todo o seu talento, ficou na marcação no campo do Grêmio. Paulão, como era de se esperar, não conseguiu controlar a bola, o Flamengo saiu no contra-ataque e fez 4 a 2. Na área do Grêmio, brigando pela bola, Dener. Vantagem para Djalminha sobre os escombros da defesa gremista. Nos últimos minutos, mesmo com um jogador a menos (Jamir havia sido expulso no começo do segundo tempo), o Grêmio na raça e na coragem, partiu em busca de um resultado melhor. Dener e Fabinho puxavam os ataques. Aos 47 minutos, Pingo recebeu de Caio e chutou forte. O zagueiro Rogério defendeu com os braços dentro da área. Pênalti corretamente assinalado pelo árbitro. Eduardo cobrou com muita habilidade e deixou o jogo em 4 a 3. No segundo jogo pela semifinal da Copa Brasil o Flamengo não terá Júnior Baiano e Renato. O Grêmio jogará sem Jamir e Geraldão.” (Correio do Povo, 21 de maio de 1993)

“KOFF PROMETE DAR O TROCO
“Este treinador é um moleque. Ainda bem que não o contratamos. Mas em Porto Alegre vamos dar o troco.” O desabafo do presidente Fábio Koff, normalmente muito equilibrado, contra o treinador Jair Pereira mostra a irritação que tomou conta do Grêmio com a confusão armada por Pereira e pelos dirigentes do clube carioca quase ao final do jogo, tumultuando tudo. Quando o árbitro Paulo César Gomes marcou pênalti a favor do Grêmio, aos 45 minutos do 2º tempo, o Flamengo reclamou muito. Depois disso, os dirigentes invadiram o campo para agredir o juiz, forçando uma paralisação e pressionando de todas as formas. Assim que Paulo César apitou o final da partida, houve nova invasão e nem a Polícia conseguiu evitar a perseguição contra o juiz, que escapou correndo e com sorte se escondeu no vestiário.” (Correio do Povo, 21 de maio de 1993)

1993 fla ida

“MENGÃO VENCE JOGO TUMULTUADO
Time meteu 4 a 3 no Grêmio, e jogará pelo empate em Porto Alegre
O Flamengo derrotou o Grêmio, ontem, à noite, no Maracanã, por 4 a 3 numa partida recheada de emoção e tumulto. Na próxima quinta-feira, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, o time rubro-negro poderá garantir a vaga à finalíssima da Copa do Brasil com um empate diante do tricolor gaúcho. Unia vitória simples do Grêmio, porém, lhe assegurará a classificação. Até que Flamengo e Grêmio fizeram um primeiro tempo movimentado. Os dois times estavam equilibrados em campo. Logo aos três minutos, Fabinho cruzou da direita e o centroavante Gilson cabeceou para uma importante defesa de Gilmar. Dez minutos depois (13), Djalminha executou um lançamento primoroso deixando Nélio na cara de Eduardo. O atacante rubro-negro apenas desviou do goleiro tricolor e fez Flamengo 1 a 0. A partir deste gol o Flamengo passou a dominar a partida. Aos 28 minutos Gaúcho emendou para o fundo da rede, mas o juiz Paulo César Gomes anulou equivocadamente — o gol alegando impedimento. Sé que a bola fora atrasada pelo próprio zagueiro Paulão. Mas se o Flamengo tem Djalminha, o Grêmio tem Dener. O atacante, emprestado pela Portuguesa cruzou da direita aos 39 minutos, Gilmar falhou, e Juninho aproveitou o rebole para empatar o jogo: 1 a 1. As emoções estavam por vir na etapa final. Já aos cinco minutos, Djalminha chutou, a bola desviou em Geraldão e entrou: Flamengo 2 a 1. Aos 12, o centroavante Gilson voltou a decretar o empate: 2 a 2. Aos 29, Renato Gaúcho, que voltava ao time rubro-negro após três meses na “geladeira”, desempatou (3 a 2). O ponta, entretanto, só permaneceu 18 minutos em campo, pois foi expulso juntamente com o zagueiro Geraldão. Aos 41 minutos, Djalminha tabelou com Luís António e fez 4 a 2 num lance de pura plástica no Maracanã. Quando todos pensavam que o jogo estava definido, Eduardo diminuiu (4 a 3) aos 47 minutos, num pênalti inventado pelo juiz” (Jornal dos Sports – 21 de maio de 1993)

DJALMA CONDUZ FLA À VITÓRIA
Djalminha foi o grande condutor do Flamengo à vitória. Marcou o quarto gol (o seu segundo na Copa do Brasil) após bela tabelinha com Luís António e foi o responsável pela jogada que redundou no gol de Nélio. Além disso, de seus pés saíram os lances mais bonitos da partida. Arriscou alguns chutes de fora e apresentou a técnica que lhe é peculiar. Satisfeito com a vitória, ele só lamentou a atuação do juiz. — Conseguimos marcar quatro, mas fomos prejudicados no finalzinho com um pênalti que não existiu. Agora não adianta chorar. Temos é que nos concentrar no jogo lá, em Porto Alegre, que com certeza será muito difícil. Vivendo a melhor fase de sua carreira, a cada jogo Djalminha mostra a razão de ter conquistado a posição de titular do time. A displicência que o caracterizava em épocas passadas foi substituída por espírito de luta, que ele mostrou ontem durante os noventa minutos. Ele, que é uma das principais armas do Flamengo para o clássico de domingo com o Vasco, pode-rá decidir o destino da Taça Rio. — Será um jogo decisivo. Uma derrota poderá significar a eliminação de nosso time do campeonato. Mas sinto que isso não irá acontecer, pois o Flamengo cresce nos momentos decisivos. Sem dúvida será um grande clássico — comentou o herói dos 4 a 3.” (Jornal dos Sports – 21 de maio de 1993)

ÁRBITRO REVOLTA OS RUBRO-NEGROS
A revolta tomou conta dos dirigentes do Flamengo, que chegaram a invadir o campo quase no final do jogo para ofender o juiz Paulo César Gomes. O presidente Luís Augusto Veloso, bastante nervoso, considerou a arbitragem um escândalo. “Foi uma provocação ao Flamengo”, gritou. Segundo ele e todos os jogadores e comissão técnica, o time foi muito prejudicado. Não apenas pela marcação do pênalti aos 47 minutos do segundo tempo em favor do Grêmio, mas em toda a partida. Paulo César Gomes deixou o gramado correndo, e tropeçou nas escadarias que dão acesso ao vestiário. Julgamento — O STJD absolveu Júnior de ter agredido o juiz Jorge Travassos com uma cabeçada, no Flamengo x Vasco pela última Taça Rio. Após uma eleição que terminou 6 a 3, o relator Luís Valter manteve a punição imposta pelo TJD da Ferj, de quatro jogos, convertida em multa. O desempenho do advogado de defesa Clóvis Sahioni foi importante para convencer os juízes. Ele chegou a citar um depoimento de Eurico Miranda, em que o dirigente diz que não houve da parte de Júnior a intenção de agredir Travassos, que, por sinal, apitou muito mal esta partida.” (Jornal dos Sports – 21 de maio de 1993)

Paulo Sant´ana – TEM QUE COMPRAR O DENER!
Não me lembro de que uma derrota da dupla Gre-Nal em toda a história que tenha servido ao mesmo tempo de campo a um entusiasmo tão grande de uma torcida pela atuação de um Dener, anteontem, no Maracanã. Recém entrado no time, sem entrosamento com seus companheiros, Dener encantou a que puderam ver, nos intermitentes da transmissão defeituosa, as suas jogadas de pura arte e objetividade, confirmando inteiramente o seu cartaz e referendando um talento raro nos dias de hoje, tempos de futebol muito mais tático e físico do que técnico.
Não há nada individualmente parecido com Dener no futebol brasileiro ultimamente, em matéria de habilidade. A única tristeza que se derivou de sua estupenda apresentação foi subjetiva: não é possível que um jogador de tais atributos fique apenas três meses entre nós. A provável grandeza remanescente do Grêmio será testada em Dener: é preciso que se desfeche desde já um gigantesco movimento que leve o clube a comprar definitivamente o passe do jogador. A maioria das pessoas mais importantes do Rio Grande é gremista. É impossível que ela não saiba encontrar jeito de tirar da seiva extraordinária de paixão que incendeia a grande torcida tricolor os recursos para adquirir o passe de Dener.
Só para dar uma idéia de que não é utópico o projeto, basta dizer que, se cada gremista contribuir com um dólar (apenas Cr$ 40.000,00), Dener será para sempre do Grêmio. E há mais de 1.500.000 gremistas no território gaúcho, totalizando os US 1.500.000 necessários.
Eu estou aí à disposição para costurar este colossal e relativamente fácil empreendimento.” (Paulo Sant´ana – Zero Hora – 22 de maio de 1993)

Flamengo 4 x 3 Grêmio

FLAMENGO: Gilmar Rinaldi; Uidemar, Rogério, Júnior Baiano, Piá; Júnior, Marquinhos, Djalminha, Nélio, Marcelinho Carioca (Renato Portaluppi); Gaúcho (Luiz Antônio)
Técnico: Jair Pereira

GRÊMIO: Eduardo Heuser; Jackson, Paulão, Geraldão, Eduardo; Pingo, Jamir, Juninho (Dorival Júnior); Fabinho; Gílson (Caio); Dener.
Técnico: Sérgio Cosme

Copa do Brasil 1993 – Semifinal – Jogo de ida
Data: 20 de maio de 1993, 21h40min
Local: Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro-RJ
Público: 16.270
Renda: CrS 782.420.000,00
Árbitro: Paulo César Gomes
Cartões Amarelos: Uidemar, Júnior, Marquinhos, Júnior Baiano, Nélio e Jackson
Cartões Vermelhos: Jamir, Geraldão e Renato
Gols: Nélio 12/1T, Juninho 38/1T, Djalminha 05/2T, Gílson 13/2T, Renato Portaluppi 29/2T, Djalminha 41/2T, Eduardo 45/2T

Copa do Brasil 1999 – Flamengo 2×2 Grêmio

August 13, 2018
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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Na partida de volta das quartas de final da Copa de Brasil de 1999, o Grêmio precisa de uma vitória no Maracanã para avançar a próxima fase. Não conseguiu, ficando num empate por 2×2 que garantiu a classificação flamenguista.

Depois dessa partida o elenco tricolor sofre algumas reformulações (a mais notada delas foi a titularidade de Ronaldinho) que foram resultar no título de campeão gaúcho daquela temporada

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

 

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QUASE DEU GRÊMIO
Empate em 2 a 2 com o Flamengo elimina o time de Celso Roth, que anuncia contratações e lista dispensas
Sabe aquela sensação de que faltou um pouquinho apenas para chegar lá. Foi isso que o Grêmio experimentou ontem no Maracanã. Mesmo com o time aos pedaços, fez o Flamengo passar por momentos de pavor antes de garantir o 2 a 2 e a classificação. Mas não faltou apenas o gol. O Grêmio careceu de um pouco mais de qualidade. Nunca Roger, Agnaldo, Capitão e, principalmente, o lateral Zé Carlos tiveram as suas ausências tão sentidas. Agora, resta ao Grêmio se dedicar ao Gauchão e a azeitar o time para o segundo semestre. Ao final do jogo, Roth anunciou a elaboração de uma lista de dispensas e a retomada das contratações. Mas, por mais que isso seja válido, ninguém digere a forma como o Grêmio foi desclassificado. O Flamengo, historicamente, parece jogar anestesiado no Maracanã. Como estava com a vantagem construída em Porto Alegre, passava a impressão de estar desinteressado. Tão manso quanto a fala do seu técnico, Carlinhos. Um carioca legítimo, daqueles que utilizam boné com a aba para cima. Fabão marcou de cabeça aos oito minutos, numa falha da defesa gremista, e deixou o Flamengo ainda mais relaxado em campo. O Grémio entrou com três volantes e Itaqui no meio-campo. Éder tem boa vontade em jogar na lateral, mas apenas isso. É zagueiro. No lado direito, Walmir foi decepcionante. A questão é que, enquanto Fabão marcava o gol, o meia Beto deixava o campo com uma lesão no tornozelo. A desvantagem fez com que Roth trocasse Djair por Ronaldinho. Foi a sua decisão mais feliz da noite. O Flamengo é generoso quando joga no ataque. Concede espaços, deixa o adversário solto. E Ronaldinho é craque, joga fácil, desequilibra. Em apenas 10 minutos, criou quatro chances de gol. Na última delas, aos 37, deixou Zé Alcino livre para empatar. Depois dessa atuação exuberante, Roth admitiu no vestiário que Ronaldinho está virando titular. O problema é que o Grêmio teve um segundo de desatenção e, contra Romário, isso é fatal. Num contra-ataque, aos 41, Leandro cruzou e ele desempatou o jogo, se antecipando como um jato a Danrlei e Scheidt, de quem virou amigo na viagem de volta da Espanha. O troco do zagueiro veio no início do segundo tempo. Aos 13, Scheidt empatou de cabeça. O risco iminente de eliminação deixou o Flamengo em estado de alerta. Mas ainda vulnerável. Roth colocou Arílson no meio e formou o ataque com Ronaldo e Rodrigo Gral. O jogo ficou eletrizante. O Grêmio perdeu, ao menos, cinco chances de marcar. O Flamengo, aturdido, só conseguiu chutar a gol aos 33 minutos, com Rodrigo Mendes. Depois disso, a partida ficou aberta, emocionante. O Grêmio investia, o Flamengo respondia com contra-ataques. Arílson quase marcou. Mas ficou nisso. Restou o reconhecimento pela valentia e o sentimento de que faltou muito pouco. — Foi difícil por que o adversário era o Grêmio — disse Romário ao deixar o campo, cercado por dezenas de repórteres e seguranças. “(Leonardo Oliveira, Zero Hora, Sexta-feira, 30 de abril de 1999)

 

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FLA GARANTE VAGA NA COPA DO BRASIL COM UM EMPATE DRAMÁTICO: 2 A 2
Time rubro-negro elimina o Grêmio e enfrentará o Palmeiras nas quartas-de-final
• O Grêmio, como de costume, complicou. Só não estragou a festa porque o Flamengo com uma resistência dramática, sustentou o empate em 2 a 2, ontem à noite, no Maracanã, garantindo a vaga nas quartas-de-final na Copa do Brasil. O adversário é o Palmeiras e o primeiro jogo será no Rio, dia 14. O segundo, dia 21. O Flamengo começou pressionando e depois de estar vencendo por duas vezes, caiu de produção, deixou o time gaúcho empatar. Logo aos dois minutos, o rubro-negro perdeu Beto, machucado no tornozelo direito. Mas Iranildo ia cumprindo bem sua missão, de armar as jogadas de ataque. Aos 8 minutos, Iranildo cobrou falta da esquerda, Fabão raspou de cabeça, marcou 1 a O para o Flamengo e, imitando Romário, exibiu uma camisa pedindo paz. Inexplicavelmente, o rubro-negro deu espaço ao Grêmio, que de tanto pressionar acabou empatando aos 37, numa jogada individual de Zé Alcino. Mas o time gaúcho não teve muito tempo para festejar. Quatro minutos mais tarde, Leandro recebeu passe de Iranildo e centrou na medida para Romário mamar 2 a I, com um toque sutil de direita.
Mantendo a tradição, o craque, que marcou seu 22º gol em 21 jogos este ano, tinha uma camisa por baixo da rubro-negra, uma mensagem antidrogas: “Be a winner, don’t take drugs” (Seja um vencedor, não use drogas). No segundo tempo, Romário cansado e Leonardo substituindo Pimentel machucado, o Flamengo caiu de produção e passou a errar jogadas fáceis. Aos 13 minutos, Scheidt empatou, de cabeça. Começou aí o drama. O Grêmio atacou, criou chances mas esbarrou nas boas defesas de Clemer.” (Antonio Maria Filho e Paulo Julio Clement, O Globo, Sexta-feira, 30 de abril de 1999)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Flamengo Flamengo 2×2 Grêmio Grêmio

FLAMENGO: Clemer; Pimentel (Leonardo Inácio), Fabão, Luiz Alberto e Athirson; Jorginho, Maurinho, Iranildo e Beto (Vágner e depois Rodrigo Mendes), Leandro Machado e Romário.
Técnico: Carlinhos

GRÊMIO: Danrlei; Walmir, Ronaldo Alves, Scheidt e Éder; Djair (Ronaldinho), Fabinho, Goiano e Itaqui; Macedo (Arílson) e Zé Alcino (Rodrigo Gral).
Técnico: Celso Roth

Copa do Brasil 1999 – Oitavas de final – Jogo de volta
Data: 29 de abril de 1999, quinta-feira, 20h30min
Local: Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro-RJ
Público: 20.366 pagantes
Renda: R$ 133.708,00.
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (MG)
Auxiliares: Marco Antônio Martins e Helbert Costa Andrade
Cartões Amarelos: Leandro Machado, Goiano e Itaqui
Gols: Fabão aos 8 minutos do 1º tempo, Zé Alcino aos 37 e Romário aos 41; Scheidt aos 13 minutos do 2º tempo

Copa do Brasil 2004 – Flamengo 0x0 Grêmio

August 10, 2018
20 maio 2004 gilvan dos santos futura press

Foto:  Gilvan dos Santos (Futura Press)

O último confronto entre Flamengo e Grêmio pela Copa do Brasil no Maracanã aconteceu em 2004. Na ida, o tricolor havia sido derrotado no Olímpico por 1×0.

Na volta o tricolor não conseguiu sair do 0x0 com os rubro-negros, que avançaram na competição até a final, quando foram derrotados pelo Santo André.
20 maio 2004 o globo

EMPATE COM SABOR DE VITÓRIA
Fla segura o O a O com o Grêmio e enfrenta baianos na semifinal da Copa do Brasil
Num jogo de multa correria e pouquíssima técnica, o Flamengo se classificou para a semifinal da Copa do Brasil ao segurar o empate em O a O com o Grêmio, ontem à noite, no Maracanã. Como vencera no Olímpico por 1 a O, o time rubro-negro enfrentará o Vitória, que superou o Corinthians ontem por 2 a O, em Salvador, e também se classificou. Na outra quartas-de-final, o 15 de Campo Bom-RS classificou-se ao vencer o Palmas por 1 a O, em Tocantins, e enfrentará Palmeiras ou Santo André, que jogam hoje. Na partida de ida, o placar foi 3 a 3. O Flamengo recebeu um reforço de última hora para o jogo. Horas antes de a bola rolar, os advogados do clube conseguiram efeito suspensivo para Abel, que fora suspenso por 30 dias pelo Tribunal de Justiça Desportiva. Com o seu treinador em campo, o rubro-negro começou com dificuldades de se livrar da marcação. Mesmo assim, era quem mais se aproximava do gol. Aos 23, Felipe pôs a bola entre as pernas de Tiago e chutou, mas a a zaga gremista salvou.

Com mais volume de jogo, o Flamengo ainda teve boa chance num lance em que Tavarelli segurou uma bola atrasada. No tiro livre dentro da área, Felipe fez um golaço mas a cobrança deveria ser em dois lances. O Grêmio começou o segundo tempo um pouco mais ousado. Com menos de dois minutos, Marcelinho obrigou Júlio César a espalmar para escanteio. O Flamengo deu a resposta em contra-ataque desperdiçado por Jean, que chutou para fora quando tinha duas boas opções de passe. Aos poucos, o rubro-negro foi cedendo espaço para os gaúchos, que começavam a rondar a área perigosamente. A entrada de Athirson no lugar de Zinho deixou o Flamengo mais vulnerável. Sorte que o Grêmio era muito fraco ofensivamente e o rubro-negro pôde comemorar a vaga com sua torcida. Antes do jogo, a torcida do Flamengo engrossou o pedido feito por Felipe logo depois do jogo contra o Internacional, no último domingo. Com uma faixa, pediu a volta dos jogos do time para o Rio: “Volta Redonda, não. Maracanã, sim”. “(O Globo, Quinta-feira, 20 de maio de 2004)

ATUAÇÕES
FLAMENGO
JÚLIO CÉSAR: Duas defesas em chutes de Marcelinho, uma em cada tempo e só. • Nota 6,5.
REGINALDO ARAÚJO: Seguro, mas sem brilho. Com Felipe aberto na direita, quase não foi ao fundo. Apareceu mais atacando em diagonal e até tentando a cabeçada na área. • Nota 6,5.
ANDRÉ BAHIA: Sem muito trabalho na marcação, ainda saiu em arrancadas com a bola dominada. • Nota 6.
FABIANO ELLER: Teve certa dificuldade para conter Marcelinho. Depois de levar um drible entre as pernas, fez falta em Christian que levou muito perigo. • Nota 5.
ROGER: Pouco apoiou, preocupado com o setor mais forte do Grêmio enquanto Marcelinho esteve em campo. Soltou-se mais no fim, mas pouco fez. • Nota 5,5.
DA SILVA: Sua regularidade pouco aparece para a torcida mas dá equilíbrio do time. Saiu machucado. • Nota 7.
JULIANO entrou no fim e pouco fez. • Nota Sem nota.
DOUGLAS SILVA: Um passe errado que quase complica o jogo no fim. Foi sempre melhor na marcação do que no apoio. • Nota 4,5.
IBSON: Preso á marcação, não brilhou mais evitou que o time corresse riscos. • Nota 6.
ZINHO: Boa movimentação, deu ritmo ao time até ser substituído. • Nota 6,5
ATHIRSON entrou, buscou o ataque e assim reduziu a pressão do Grêmio. • Nota 5,5.
FELIPE: Depois de um início apagado, soube segurar a bola no ataque com categoria, mas voltou a cair no fim do jogo. • Nota 7.
JEAN: É mais perigoso pelas pontas. Pelo meio, prendeu a bola quando tinha companheiros livres. Deu um chute com perigo e perdeu duas chances. • Nota 5,5. Foi substituído por DIOGO que nada fez. • Nota Sem nota.
ABEL BRAGA: Com o forte bloqueio que armou no meio, seu time teve o domínio da posse de bola e quase não foi atacado. • Nota 7.

GRÊMIO
Um time fraco em todos os setores. Marcelinho fez uma boa jogada em cada tempo.” (O Globo, Quinta-feira, 20 de maio de 2004)

JOGO RUIM, EMPATE E GRÊMIO FORA
Tricolor gaúcho teve baixa produção diante do Flamengo, na noite de ontem, no Maracanã. Time carioca segue para as semifinais do torneio e Grêmio volta suas
atenções ao Brasileiro
Dessa vez não deu certo para o time especialista em Copa do Brasil. Grêmio e Flamengo fizeram um espetáculo de baixo nível técnico e o empate por 0 a 0, ontem à noite, no Maracanã, foi justo. O resultado, porém, tirou o clube gaúcho da caminhada rumo ao quinto título nessa competição. O Fla se beneficiou da vitória de 1 a 0 no jogo de ida, realizado no Olímpico, e segue para as semifinais, em que enfrentará o Vitória, da Bahia, que eliminou o Corinthians Paulista.
Como precisava da vitória, o Grêmio iniciou o jogo pressionando o Flamengo. Logo aos três minutos, Marcelinho passou por dois adversários, mas o arremate saiu fraco, facilitando a vida de Júlio César. O ímpeto do time gaúcho, no entanto, acabou aí. O Flamengo também não jogou bem e apenas em lances esporádicos de Felipe, a equipe conseguiu alguma coisa. 
O goleiro Tavarelli quase entregou o ouro aos 31 minutos do primeiro tempo, quando Claudiomiro atrasou uma bola para ele, na pequena área. Assustado pela presença de Jean, ele errou o chute e acabou mergulhando para segurar a bola com as mãos. Falta indireta dentro da área quase na linha de fundo, mas Felipe cobrou direto para as redes e o gol não valeu.
Na etapa final, apesar de ter a posse da bola por um tempo maior, o Flamengo não conseguiu transformar esse domínio em gols. Nos minutos finais, o time carioca abdicou do ataque, enquanto o desorganizado Grêmio buscou, sem sucesso, o gol que levaria o jogo para a decisão dos pênaltis.” (GAZETA DO SUL, Quinta-feira, 20 de maio de 2004)

20 maio 2004 gazeta do sul

GRÊMIO ESTÁ FORA DA COPA DO BRASIL
Time não teve bom desempenho e ficou no 0 a 0 com o Flamengo no Rio. Eliminação aumenta a tensão no estádio Olímpico
O Grêmio está fora da Copa do Brasil. Ontem, o time não teve forças para fazer um gol no Flamengo e está desclassificado da competição. O empate em 0 a 0, no Maracanã garantiu vaga à equipe carioca e aumentou a tensão no Olímpico.
A etapa inicial chamou mais a atenção por alguns lances isolados do que pela disputa tática das equipes. Primeiro, em uma janelinha que Felipe aplicou em Tiago Prado, que não teve maiores conseqüências porque a zaga afastou para escanteio. Segundo, em uma jogada curiosa envolvendo Tavarelli. O goleiro recebeu passe de Claudiomiro e errou o chute. Em seguida, segurou a bola com a mão, cedendo falta ao Flamengo. Felipe cobrou direto e acertou o ângulo. Como a jogada era em dois lances, o gol foi anulado por Héber Roberto Lopes.
De resto, o Grêmio, que precisava reverter a vantagem obtida pelo Flamengo na primeira partida, acomodou-se na defesa e apostou nos contra-ataques, sem sucesso. Com Christian jogando mais recuado e Marcelinho apostando nos cruzamentos, o time apenas viu o adversário ameaçar.
A necessidade do gol obrigou o Grêmio a atacar com mais força na segunda etapa. O time voltou melhor e com dez minutos já havia levado mais perigo do que o primeiro tempo inteiro. A melhor chance até então foi desperdiçada com Bruno, que cobrou por cima uma falta da entrada da área.
O ímpeto gremista, porém, cedeu espaço para o contra-ataque rubro-negro, e por pouco, aos 12 minutos, Jean não tornou quase impossível a missão gremista, ao desperdiçar boa chance de gol.
Adílson então sacou Marcelinho, Élton e Claudiomiro para as entradas de Pitbull, Léo Inácio e George. O time e a partida pouco mudaram e, com a proximidade do final, os erros de passe cresceram na mesma medida da ansiedade do Grêmio.” (Correio do Povo – 20 de maio de 2004)

ADÍLSON SE DESCULPA JUNTO AO TORCEDOR
A desclassificação do Grêmio na Copa do Brasil é de responsabilidade de Adílson Batista. A afirmação foi feita pelo técnico ontem, ao final do jogo. Ele iniciou a entrevista coletiva pedindo desculpas ao torcedor gremista pelo fracasso na competição. ‘A responsabilidade é toda do treinador. Essa é a nossa cultura’, afirmou.
O técnico considera que a desclassificação se deu em Porto Alegre, quando o Grêmio perdeu a primeira partida contra o Flamengo por 1 a 0. Adílson ressaltou que sabia das dificuldades em reverter o quadro, já que o time carioca conta com jogadores de Seleção. Ele assegurou ainda não estar preocupado com as conseqüências que um insucesso frente ao Paysandu, teria no seu futuro no clube.
Adílson explicou que retirou Marcelinho de campo no segundo tempo também em função da convocação do atacante para a seleção sub-20, no dia anterior. ‘Jogador convocado a gente sabe, é natural que fique com a cabeça na seleção’, disse.
A incapacidade do Grêmio para ter sucesso sobre a defesa do Flamengo foi admitida pelos jogadores ao final do jogo. O lateral Michel elogiou a capacidade de marcação do adversário, enquanto o centroavante Christian apenas resignou-se que o trabalho agora será voltado para o Campeonato Brasileiro, no qual ocupa o 15º lugar.
Para o volante Cocito, a postura do Flamengo merece elogios. ‘Eles jogaram com inteligência. Não tem mais essa de que o futebol carioca não marca. Hoje em dia, são os jogadores e o técnico que fazem um time’, disse.” (Correio do Povo – 20 de maio de 2004)

20 maio 2004 cp

Flamengo 0x0 Grêmio

FLAMENGO: Júlio César; Reginaldo Araújo, André Bahia, Fabiano Eller e Roger; Da Silva (Juliano), Douglas Silva, Ibson e Zinho (Athirson); Jean (Diogo) e Felipe
Técnico: Abel Braga

GRÊMIO: Tavarelli; Claudiomiro (George Lucas), Baloy e Tiago Prado; Michel, Cocito, Leânderson, Bruno e Élton (Léo Inácio); Marcelinho (Cláudio Pitbull) e Christian
Técnico: Adílson Batista

Copa do Brasil 2004 – Quartas de final – Jogo de volta
Data: 19 de maio de 2004, quarta-feira, 21h45min
Local: Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro-RJ
Público: 22.163 (19.968 pagantes)
Renda: R$ 205.709,00
Árbitro: Héber Roberto Lopes (PR)
Cartões amarelos: Leanderson, Cocito, André Bahia.

Brasileirão 2018 – Grêmio 2×0 Flamengo

August 5, 2018

Gremio x FlamengoGremio x Flamengo

O Grêmio teve 11 alterações em relação a equipe que entrou em campo na quarta. Já o Flamengo repetiu 7 atletas da escalação titulares. E diante desse cenário não dá pra deixar de considerar surpreendente a vitória tricolor, especialmente pela forma como ela aconteceu, tendo o Grêmio sido superior em campo desde o apito inicial.

A vitória Gremista serviu não só para agitar a disputa pela primeira posição no Brasileirão mas também para recuperar algumas questões para o jogo de volta pela Copa do Brasil. É demasiado cedo para atestar o futebol rubro negro tenha definitivamente suplantado o futebol tricolor (Até porque a predominância carioca se deu somente no segundo tempo de um jogo que terminou empatado).

O 2×0 dos “reservas” do Grêmio sobre os “titulares” do Flamengo poderia servir também para diminuir o habitual “oba-oba” rubro-negro. Mas aparentemente o treinador flamenguista prefere achar que quando o time dele vai mal é porque o jogo foi “feio”.

Em relação há alguns atletas gremistas, é válido lembrar que Leonardo Gomes, que errou no lance do gol de empate na quarta, fez boa partida e deu um belo cruzamento para Jael marcar o primeiro gol. E Marinho (que reconheceu seu fraco desempenho na partida anterior) mostrou crescimento e marcou o segundo gol.

Jael foi o personagem do jogo. Marcou o primeiro, deu passe para o segundo e fez grande jogada em lance que Diego Alves defendeu o arremate de Pepê. Isso tudo depois de perder um pênalti (numa cobrança um tanto mal feita para quem estava diante de um dos maiores pegadores de pênalti do futebol mundial)

Cortez acrescenta muito na saída de jogo do time, especialmente nos contra-ataques. A escalação dele dá uma ideia de que o time reserva/alternativo do Grêmio ganharia muito em competitividade com o acréscimo de 2 ou 3 titulares.

Gostei de ouvir Renato falando sobre o posicionamento mais recuado do time. Ele costuma falar muito pouco dos aspectos táticos nas suas coletivas (Ele deveria abordar mais esse tema nas suas respostas).

Gremio x Flamengo

Ontem o Grêmio fez o seu centésimo jogo na Arena pelo Campeonato Brasileiro.
Média de público nestas 100 partidas é de 24.117 (21.808 pagantes)

Destas 100 partidas, 68 foram realizadas em finais de semana. Média de público nos finais de semana é de 26.508 (24.003 pagantes)

Nas 32 partidas jogadas no meio de semana, a média de público é de 19.037 (17.148 pagantes).

Gremio x FlamengoGremio x Flamengo
Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 2×0 Flamengo

GRÊMIO: Paulo Victor, Leonardo, Paulo Miranda, Bressan (Matheus Henrique, 35’/1ºT) e Cortez; Jailson, Thaciano, Pepe (Thonny Anderson, 42’/2ºT), Douglas, e Marinho (Alisson, 32’/2ºT); Jael
Técnico: Renato Portaluppi

FLAMENGO:
 Diego Alves, Rodinei, Juan, Thuler e Renê; Cuéllar, Jean Lucas (Geuvânio, 12’/2ºT) e Lucas Paquetá; Everton Ribeiro (Lincoln, 31’/2ºT), Vitinho (Marlos, 23’/2ºT) e Uribe
Técnico: Maurício Barbieri

17ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2018
Data: 4 de agosto de 2018, Sábado, 19h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 16.588 (14.649 pagantes)
Renda: R$ 499.161,00
Árbitro: Rafael Traci (PR).
Assistentes: Ivan Carlos Bohn (PR) e Rafael Trombeta (PR).
Cartões amarelos: Jaílson, Matheus Henrique, Thaciano, Juan, Cuéllar, Renê, Marlos
Gol: Jael, aos 46 minutos do primeiro tempo e Marinho, aos 02 minutos do segundo tempo