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Copa do Brasil 1999 – Grêmio 1×2 Flamengo

August 1, 2018
1999 Gremio 1x2 Flamengo Valdir Friolin ZH

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Em 21 de abril de 1999, o Grêmio recebeu o Flamengo em casa, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.

Como se pode ver abaixo, os relatos são unânimes ao dizer que o 2 a 1 para os visitantes saiu barato.

 

FLAMENGO, AO NATURAL
Foi fácil identificar as causas da derrota do Grêmio para o Flamengo por 2 a 1, ontem à tarde, no Olímpico. Há tem alguns nomes próprios bem conhecidos do torcedor. Dois deles: Palhinha e Arílson. A dupla de articuladores do Grêmio é mesmo descansada. Ontem, parecia que eles estavam disputando uma partidinha de futebol de praia com os amigos. Palhinha e Arílson jogam hoje como Rivelino jogava em 1974, esperando a bola chegar. A diferença e que, quando a bola chegas a Rivellino, ele dava um lançamento de 60 metros no pé de Jairzinho, ou aplicava o drible elástico no marcador, ou desferia a sua celebre patada atômica. Palhinha e Arilson não. Eles caem. Ou são desarmados. Ou bocejam. São mesmos descansados.
Mas a derrota tem outros nomes. Como Agnaldo, O centroavante presente de Natal dá uma certa impressão de que é bom jogador. Pena que ainda não deu para comprovar isso. É que, embora tenham se passado quatro meses desde que chegou ao clube, ele nau consegue jogar meia dúzia de partidas em sequência. Ontem, saiu lesionado aos 14 minutos. Do primeiro tempo
A derrota também atende por um último, mas não menos importante, nome: Flamengo. O Flamengo foi muito melhor do que o Grêmio. Tocou a bola, como o Flamengo sempre toca. Mas com velocidade, objetividade e verticalidade. O Flamengo é um time bem-disposto, que sabe o que quer. E na sua intermediária circula um jogador que é um Sandoval com mais técnica: Iranildo. Iranildo lança, arma os contra-ataques, abre o jogo, prende a bola quando preciso e até vai lá atrás, ajudar a defender.. Aos 43 minutos, por exemplo, levou um cartão amarelo por fazer uma falta que interrompeu um contragolpe do Grêmio. Com lranildo dizendo e mostrando o que fazer, o Flamengo envolveu o Grêmio principalmente no primeiro tempo. Aos 22 minutos, Scheidt tirou uma bola de dentro do gol, aos 23, Fábio Baiano chutou para fora com perigo, aos 25, foi a vez de lranildo perder o gol, aos 40, o mesmo Iranildo acertou um chute forte no travessão, aos 42, Athirson bateu cruzado e Danrlei defendeu com dificuldade. Conte: cinco chances. Se o Grêmio tivesse levado dois ou três gols, seria pouco.Ironicamente, o Flamengo foi marcar no segundo tempo, quando o Grêmio melhorou com as saídas de Palhinha, no intervalo, e Arílson, que levou uma vaia estrepitosa ao dar lugar a Zé Afonso. Walmir substituiu Palhinha, mas o meio-campo foi recomposto por Itaqui, que se movimentou, se esforçou, correu, marcou, fez tudo que os outros dois não fizeram. Se que aos seis minutos, num contra-ataque, lranildo deixou Romano livre na pequena área para fazer 1 a 0. E aos 9 Romário cruzou para Caio ampliar.
A partir de então, no empenho, na dedicação, sem muita qualidade ou organização, mas com galhardia, o Grêmio se impôs, construiu oportunidades e descontou, aos 14 minutos, numa jogada inspirada de Zé Alcino, que passou para Macedo marcar. Ainda havia tempo para tentar o empate. Mas onde encontrar o futebol? O futebol, afinal, estava do outro lado, trajando vermelho e preto, tocando a bola com inteligência, esperando o tempo passar” (David Coimbra – Zero Hora – 22 de abril de 1999)

CELSO ROTH:O resultado não diz o que foi a partida. O Flamengo foi muito melhor”

CELSO ROTH:Temos que conversar com os jogadores e a comissão técnica. Não é possível o Agnaldo e o Arílson saírem com lesão no início do jogo”

CELSO ROTH: “Está faltando força física, força de vontade. Estou irritado com a apatia Ao time”

CELSO ROTH: “Esse não é o Grêmio que eu quero. O Grêmio não foi vibrante’

ROTH CRITICA ARÍLSON E AGNALDO
Sobrou para todo mundo. O técnico Celso Roth não poupou o time pela segunda derrota acachapaste em três dias. Falou da equipe e, desta vez. deu nome e sobrenome. Foi direto. Criticou Arílson e Agnaldo por acusarem dores musculares com poucos minutos de jogo. Disse que precisa investigar o que está acontecendo. Reclamou da pouca participação de Palhinha na marcação e vinculou a derrota à falta de vibração do time. Enfim. segundo ele. a equipe deixou-o na mão justamente no momento decisivo da Copa Sul e da Copa do Brasil. – Está faltando força física e força de vontade ao time – desabafou. – Agora. a nossa mobilização e tomar vergonha na cara As declarações de Roth retumbaram no vestiário. O diretor médico Luiz Eurico Vallandro apareceu em seguida alegando que as lesões dos jogadores já foram investigadas. O problema, justifica Vallandrro, é o calendário. A lesão sentida ontem por Agnaldo não foi no mesmo local da que o afastou do time por 20 dias. Agnaldo se defendeu das insinuações. – Eu tenho lesões, quem pode explicar são os médicos – afirmou o atacante. A direção agiu rápido e marcou para hoje uma reunião com Vallandro para discutir o assunto. O vice de futebol André Krieger exige justificativa por parte dos médicos. – E problema médico ou pessoal – tentou entender André Krieger. Roth reconheceu que a saída de Agnaldo aos dez minutos desestabilizou o time. O esquema com dois meias ofensivos não funcionou. A defesa ficou vulnerável, exposta as investidas de Beto e Iranildo. – Esse é um risco que corremos quando adotamos essa postura explicou-se o técnico.” (Leonardo Oliveira – Zero Hora – 22 de abril de 1999)

ROMÁRIO: ´ERA PARA TER SIDO MAIS DOIS OU TRÊS´
Atacante festejou a vitória, mas lamentou o placar

Ele só foi tocar na bola aos 14 minutos de jogo. E, ainda assim, só fez a paredinha para Caio tentar uma infrutífera investida rumo ao gol de Danrlei. Depois, ficou mais um bom tempo tão distante da partida quanto Palhinha e Arílson da marcação no meio-campo. Esnobou, tentou fazer gol e lançamento de letra. De produtivo mesmo, nada no primeiro tempo. Mas bastaram dois momentos no segundo te-po para Romário estraçalhar o Grêmio. Um gol de cabeça, do alto de seu 1m68cm, outro passe milimétrico nos pés de Caio mais adiante. Pronto: o Flamengo estava com 2 a O no placar. No vestiário, exibiu um de seus traços mais característicos: o de dizer o que bem entende, sem preocupação com o politicamente correto. — Era para ter ido mais uns dois ou três, podia ser no mínimo quatro — resumiu Romário. — A gente respeita o Grêmio, mas tornamos as coisas fáceis e perdemos um monte de gols. — Eu sou assim mesmo: digo o que penso e não me preocupo se vão gostar. Acho que as pessoas já se acostumaram com este meu jeito — disse o atacante na véspera da partida, sentado no Hotel Embaixador, onde se hospedou a delegação rubro-negra. Ali, estava de ótimo humor. Até pediu uma camiseta para o comentarista Paulo Roberto Falcão de presente, para es-tampar na parede do seu bar, o Café Gol. Ontem, no entanto, estava especialmente irritado, por algum motivo misterioso. Xingou quase todos os companheiros. Aos 5 minutos vociferou contra Beto, depois de um erro de passe no ataque. Aos 19 minutos, foi até a beira do campo pedir para o técnico Carlinhos tomar alguma providência com a saída de bola, errada ao seu juízo. Antes, protestara com Caio e Mau-rinho, especialmente Maurinho. Luiz Alberto chegou a pedir-lhe desculpas. Ninguém contestou as reclamações, piscou, disse um ai. Nada No final da partida, trocou de camiseta com Fabinho e saiu correndo para o vestiário — que, aliás, se resume a ele. Um segurança fica ao seu lado esperando-o se vestir. Sim, porque todos só querem falar com Romário. Ontem, além dele, só deram entrevistas o técnico Carlinhos e os meias Beto e Iranildo. E ainda assim muito rapidamente, enquanto o baixinho não se aprontava. Quando ele terminou de se vestir, bem, aí ninguém mais parecia existir por ali. Romário é mesmo o dono do Flamengo — que lhe deve R$ 2,5 milhões, inclusive. Para falar com ele ainda no campo é preciso correr. Ribeiro Neto, repórter da TV Bandeirantes, mostrando invejável preparo físico, tentou arrancar uma frase, da forma mais educada possível. — Tira a mão de mim! — grunhiu o atacante, reclamando, com exagero, porque o microfone tocou-lhe levemente o peito durante a corrida de repórter e entrevistado. Depois, impaciência no vestiário. O repórter de uma emissora carioca tentou iniciar uma conversa dizendo que o seu gol fora de oportunismo puro, aproveitando-se do vacilo da zaga. Romário detestou. — Faz quinze anos que eu faço gols e sempre é a zaga que vacila. Mas tudo bem. Mas e o que se diz no Flamengo sobre os humores de Romário? Serão irritantes? Com a palavra, Caio, um dos que aceitou os xingões do capitão do time sorrindo. — É o jeito dele, mas é incrível. Ele sempre resolve. Hoje, a gente sabe que o negócio é botar a bola nele: o Romário pode errar uma, duas, até três vezes. Mas uma ele vai acertar, isso é certo. E, na maioria das vezes, é o suficiente — resumiu Caio.” (Diogo Olivier – Zero Hora – 22 de abril de 1999)

1999 Gremio 1x2 Flamengo Mauro Vieira ZH

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

GRÊMIO APÁTICO LEVA SÓ 2 A 1 DO FLA
Este resultado deixa o time gaúcho em situação complicadíssima na Copa do Brasil. Cariocas poderiam ter feito mais gols

Ao perder de 2 a 1 para o Flamengo, ontem à tarde, no estádio Olímpico, o Grêmio tornou distante o sonho de buscar o título da Copa do Brasil, seu principal objetivo no semestre. Assim, em apenas quatro dias, o Grêmio colheu resultados que o colocam na iminência de perder duas competições. Domingo, terá de vencer o Paraná, em Curitiba, para conquistar a Copa Sul e, dia 29, precisará bater o Flamengo em pleno Maracanã.

São dois obstáculos que em outros tempos poderiam ser transpostos até com naturalidade, mas que hoje, com o futebol apático e ruim que o time vem apresentando, se tornam quase impossíveis. No primeiro tempo de ontem, o Flamengo ignorou o fator local e só não marcou por detalhe. Aos 22, Scheidt salvou de cima da risca uma conclusão de Iranildo. Aos 40, o mesmo Iranildo, que sozinho correu e armou mais que Palhinha e Arílson juntos, acertou a trave.

No segundo tempo, quando o Grêmio, ironicamente, equilibrava o jogo e ia ao ataque com força, o Flamengo, em duas jogadas rápidas, fez os seus gols. Aos 6 minutos, Iranildo venceu Roger pela direita e cruzou na medida para Romário completar de cabeça e fazer 1 a 0. Três minutos depois, outro golpe na torcida: Romário escapou pela direita e cruzou rasteiro para Caio, que desviou de Danrlei.

O Grêmio, que já contava com Walmir na lateral e Itaqui no meio, na vaga de Palhinha, ficou atordoado, assim como a torcida que quase lotava a arquibancada. Foi aí que o time começou a depender da raça e da velocidade de Zé Alcino, já que Arílson só queria bola no pé e Macedo não resistia ao choque com a zaga. Aos 14, o criticado Zé Alcino passou por três jogadores e tocou para Macedo, que livrou-se da marcação e chutou forte para a rede: 2 a 1.

O gol deu novo ânimo ao time, mas o Flamengo continuou administrando a vantagem. Celso Roth apelou para Zé Afonso, que participou de boas jogadas ofensivas, mas continuou faltando qualidade ao time.” (Correio do Povo, 22 de abril de 1999)

ROTH PEDE ´VERGONHA NA CARA´
A relação entre o técnico Celso Roth e os jogadores do Grêmio começa a dar sinais claros de estremecimento. Ontem, após a partida contra o Flamengo, Roth reclamou da desmobilização do grupo, já demonstrada na derrota para o Paraná, domingo. ‘O time tem que ter vergonha na cara para sair dessa situação. Não estou entendendo tanta apatia, já que sempre peço mobilização nas palestras’, desabafou.

A ausência de Zé Carlos e Capitão, não inscritos na Copa do Brasil, de Cleison, lesionado, e de Ronaldinho e Rodrigo Gral, servindo à seleção de juniores, também é lamentada pelo técnico. ‘Às vezes, quem critica não observa esses detalhes.’ Ele estranha o atual comportamento do Grêmio, ‘que sempre deu exemplo aos outros clubes brasileiros e que hoje não tem mais a mesma capacidade de reação’. Fabinho não concorda que o time tenha perdido a identidade. ‘Isso aconteceu somente nos dois últimos jogos’, afirma.

O vice de futebol, André Krieger, prefere ressaltar as virtudes do Flamengo. ‘O Grêmio pegou, foi combativo, só não criou como esperávamos. Não perdemos para um adversário qualquer, o Flamengo já está invicto há 12 partidas.’” (Correio do Povo, 22 de abril de 1999)

Médico fala das lesões musculares
Agnaldo e Arílson, que já desfalcaram o Grêmio este ano em razão de lesão muscular, voltaram a apresentar o mesmo tipo de problema na partida contra o Flamengo. Agnaldo esteve em campo apenas por 14 minutos. Arílson saiu aos 10 minutos do segundo tempo.
‘A situação seria melhor se o Grêmio não tivesse que disputar tantas partidas’, garante o médico Luiz Eurico Valandro. O presidente José Alberto Guerreiro não vê razões para tantas críticas ao departamento médico. ‘Além de Agnaldo e Arílson, só Itaqui se lesionou’.” (Correio do Povo, 22 de abril de 1999)

FLA VENCE O GRÊMIO E QUEBRA UM TABU NO OLÍMPICO
Romário e Iranildo comandam a vitória por 2 a 1. No Rio, o time poderá até perder por 1 a 0.
• PORTO ALEGRE. Com a confiança adquirida a partir da conquista da Taça Guanabara, o Flamengo jogou com autoridade ontem, chegou perto de uma goleada e venceu o Grêmio por 2 a 1, em pleno Estádio Olímpico. Mais do que quebrar o tabu de jamais ter vencido o tricolor gaúcho no Olímpico pela Copa do Brasil, o flamengo ficou em ótima situa-, ção na competição. Na próxima quinta-feira, no Maracanã, o time poderá até perder por 1 a O que estará classificado à próxima fase porque, para efeito de desempate no saldo de gols, o gol na casa do adversário vale por dois. — Foi um ótimo resultado em termos de classificação. Vamos ver se mantemos essa regularidade — disse o técnico Carlinhos. Apesar de o Grêmio ter chega-do com perigo por duas vezes ‘ nos primeiros minutos — aos quatro com Goiano em cobrança de falta e, aos seis, com Scheidt • foi o Flamengo quem teve sempre as melhores oportunidades. Romário reclama das chances perdidas pela equipe Não é difícil entender por quê. O Grêmio tem tradição, mas hoje é formado por jogadores refuga-dos por outros clubes, como Palhinha, Arílson e Macedo, que não demonstraram qualquer entusiasmo durante o jogo. Quando percebeu que o adversário estava longe do nível esperado, o Flamengo se soltou e, sempre com Iranildo, conseguiu ótimas jogadas. Aos 21, Iranildo teve a melhor oportunidade. Ele recebeu de Beto, tocou na saída de Danrlei e Scheidt salvou em cima da linha. Aos 24, novamente Iranildo apareceu. Ele foi à linha de fundo e cruzou rasteiro. Jorginho, na pequena área, não alcançou. Aos 39, mais lranildo, que tabelou com Fábio Baiano e chutou com violência, no travessão. Curiosamente, apesar de seu ti-me ser superior, Romário pratica-mente estava sumido. Tocou na bola pela primeira vez aos 15 minutos. Depois, foi visto errando uma conclusão de letra. O craque foi para o intervalo irritado: — Não estou com espaço; outros jogadores estão. O Flamengo está perdendo gols demais. Romário sabia o que dizia. Aos seis minutos do segundo tempo, Iranildo levantou na pequena área, Danrlei não saiu e o artilheiro, em sua primeira oportunidade, deu uma lição de como se conclui. Cabeceou colocado, fora do alcance do goleiro. O Grêmio sentiu e, aos nove, Beto lançou Romário na direita, o atacante cruzou e Caio fez 2 a 0. A partida parecia decidida, mas o Grêmio teve um lampejo de reação. Aos 14 minutos, Macedo driblou Fabão e chutou forte, sem chances para Clemer: 2 a 1. Giovanni e Leonardo, reforços que estão nos planos do Fia Uma equipe determinada parti-ria decidida em busca do empate. Mas o Grêmio, mesmo em casa, não tinha a força necessária. O jogo caiu muito e, apenas no final, o Grêmio ameaçou. Aos 37, quase Fabão fez contra. Aos 41, Macedo errou o passe que deixaria Zé Afonso diante do gol. Mas, apesar de deixar cair o ritmo no segundo tempo; o Flamengo não merecia ser castigado com o empate. O time jogou bem, acreditou em si e poderia ter saído daqui com mais gols — disse Romário. Apesar da vitória, uma baixa. Fábio Baiano, com estiramento na virilha, não enfrentará o Ola-ria, sábado, no Maracanã, pelo Campeonato Estadual. Vágner e Leandro voltarão ao time. O presidente Edmundo Santos Silva confirmou que, em 40 dias, terá a resposta definitiva da pro-posta feita à ISL, empresa alemã de marketing esportivo que deve-rá explorar a imagem do clube por 25 anos. O flamengo sugeriu um adiantamento de US$ 80 milhões, que pagaria as suas dívidas. As cifras não estão definidas e, a partir da criação de Fla-Licenciamentos S/A, o Flamengo pode-rá receber dois reforços para o time. Giovanni, do Barcelona, e Leonardo, do Milan, interessam. Apesar de as negociações estarem adiantadas, falta a aprovação do Conselho Deliberativo” (André Jockyman – O Globo – 22 de abril de 1999)

 

Grêmio 1×2 Flamengo

GRÊMIO: Danrlei; Itaqui, Ronaldo Alves, Scheidt e Roger; Fabinho, Goiano, Palhinha (Walmir) e Arílson (Zé Afonso); Macedo e Agnaldo (Zé Alcino).
Técnico: Celso Roth
FLAMENGO: Clemer; Fábio Baiano (Pimentel), Fabão, Luís Alberto e Athirson; Jorginho, Maurinho, Beto e Iranildo; Caio (Rodrigo Mendes) e Romário.

Técnico: Carlinhos

Copa do Brasil 1999 – Oitavas de final – Jogo de ida
Data: 21 de abril de 1999, quarta-feira, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 35.556 (30.408 pagantes)
Renda: R$ 334.554,00
Árbitro: Luciano A. Almeida (DF)
Auxiliares: Jorge Paulo Gomes e Nilson Carrijo
Cartões Amarelos: Jorginho, Iranildo e Zé Afonso
Gols: Romário, aos 6/2ºT, Caio aos 9/2ºT e Macedo aos 14/2ºT

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Copa do Brasil 1995 – Grêmio 1×0 Flamengo

July 31, 2018
1995 Gremio 1x0 Flamengo Mazinho Gelson Valdir Friolin ZH

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

O confronto entre Grêmio e Flamengo pela semifinal da Copa do Brasil de 1995 registra o quinto maior público pagante do tricolor como mandante na história da competição (só fica atrás das finais de 1989, 1994, 2016 e do Gre-Nal de 1992).

O grande interesse da torcida por esse jogo pode ser atribuído a vários fatores. Vale lembrar que esse foi o primeiro ano que o SBT exibiu a Copa do Brasil. A transmissão dos jogos em horário nobre por Sílvio Luiz & Cia certamente ajudou a alavancar o prestígio do torneio.

Também é importante lembrar que o Flamengo havia contratado Romário no início de 1995 e na semana anterior havia anunciado Edmundo. Os auto-intitulados “Bad Boys” formariam, juntamente com Sávio, o famigerado “Melhor ataque do mundo”. Contudo, só Sávio atuou em Porto Alegre. O “Baixinho’ estava lesionado e o “Animal” já havia jogado na Copa do Brasil pelo Palmeiras.

Mas creio que o principal fator de entusiasmo dos gremistas era a a própria campanha do tricolor na competição, tendo superado Palmeiras e São Paulo para chegar na semifinal (enquanto o Flamengo, de maneira bastante suspeita, havia tido um caminho bem mais fácil)

O Grêmio precisava de um 1×0. E conseguiu o 1×0. Num cruzamento que terminou com uma tabela entre Paulo Nunes e Jardel (foto abaixo).

O detalhe lendário/folclórico desse jogo é a briga entre os técnicos Luis Felipe Scolari e Vanderlei Luxemburgo aos 32 minutos do segundo tempo, após as expulsões de Roger e Mauricinho. Luxa afirmou ter recebido um soco do treinador gremistas, enquanto Felipão alega ter somente empurrado o seu oponente.

1995 Gremio 1x0 Flamengo Julio Cordeiro Zh

Foto: Julio Cordeiro (Zero Hora)

O herói Jardel dedica o gol ao amigo Magno

Herói do Grêmio nos jogos da semifinal da Copa do Brasil, o centroavante Jardel foi um dos jogadores mais festejados pelos torcedores ao final da partida no Olímpico. Emocionado, o artilheiro vibrou muito junto á torcida e fez questão de dedicar o gol decisivo para o ata-cante Magno, que se lesionou no jogo do Rio de Janeiro. “Eu tinha prometido ao Magno e, felizmente, pude cumprir a minha palavra”, disse o goleador.

Mas a festa não foi somente de Jardel. A vitória sobre o Flamengo foi muito comemorada no vestiário gremista. Jogadores e dirigentes eram uma só alegria. O presidente Fábio Koff destacou a união de todo o grupo que soube novamente superar os problemas e também agradeceu o apoio do público. “Com a força desta torcida, seremos novamente campeões”, afirmou o presidente.

O zagueiro Adilson, um dos jogadores mais sérios e ponderados do grupo, desta vez não escondia e emoção pela vitória. Improvisado como volante, Adilson comentou que a equipe não fez uma partida excepcional, mas alcançou o resultado desejado. “Todos estão de parabéns”, resumiu o zagueiro. O volante Goiano enfatizou a garra como fator fundamental.

Passada a euforia inicial, a comissão técnica do Grêmio começa a partir de hoje a projetar primeiro jogo contra o Corinthians, no dia 14. Sem Dinho e Arílson, o técnico Luiz Felipe não terá também o lateral Roger, que foi expulso e cumprirá suspensão. “Teremos que adaptar o Scheidt ou Carlos Miguel na posição, mas ainda é muito cedo para definir isto” analisou o treinador. No sábado, o time reserva joga em Pelotas.” (Zero Hora – 1º de junho de 1995)

TÉCNICOS TROCAM OFENSAS
Longe das câmeras da televisão, aos 33 minutos do segundo tempo, houve incidente entre os técnicos Luiz Felipe (Grêmio) e Wanderley Luxemburgo (Flamengo). Luxemburgo disse que foi agredido pelo treinador gremista. “Fui dizer a ele que um jogo não é uma guerra, mas o Luiz Felipe comprovou que é um mau caráter e me agrediu no queixo e no peito, reclamou. “Hoje acredito quando dizem que ele manda bater”, disse Luxemburgo. Luiz Felipe rebateu: “Naquela agressão do Mauricinho contra o Goiano, Luxemburgo me chamou de marginal, palhaço, que o meu time era um bando de louco”, disse. “Bando de louco são eles, e o Luxemburgo passa por bonzinho”. “Eu não aguentei as ofensas e só dei um empurrão, mas se já estou sendo rotulado de marginal, deveria ter dado um soco”, ressaltou.
Luxemburgo elogiou o estilo do Grêmio e acha que o time gaúcho será campeão, mas deixou claro que não é mais amigo de Luiz Felipe. “Não estou preocupado com isso”, completou o técnico gremista, agora preocupado com a raça do Corinthians” (Zero Hora – 1º de junho de 1995)

” Coluna do Falcão*
MÉRITOS PARA JARDEL

[…]

No ataque, o Grêmio só tinha uma jogada: o centro alto para Jardel. E exagerou nela. Muitas vezes, levantava do meio do campo, em vez de procurar urna zona mais adequada, entre a lateral e a área. O principal marcador de Jardel acabou sendo o goleiro Roger, que com as mãos só podia mesmo levar a melhor. No segundo tempo, porém, o Flamengo resolveu ficar atrás e facilitou a execução da jogada preferencial do Grêmio, em cima de fardel. Recuando, permitiu a bola alçada de perto da área, com mais direção e mais preparada para a conclusão do centroavante, Jardel, aliás, voltou a ser o jogador mais importante do Grêmio, porque é nele que se concentra sempre a esperança de gol. E isso é o que ele melhor sabe fazer, pois é objetivo, tem boa colocação na área e sabe aproveitar o mínimo vacilo dos zagueiros. Foi assim que garantiu ontem a vitória que deixa o Grêmio a um Corinthians do seu terceiro título na Copa do Brasil.” (*Depoimento a Nilson Souza, Zero Hora, 1º de junho de 1995)

Alexandre mudou a história do jogo no segundo tempo
O reserva Alexandre, número 16, mudou a cara do jogo. Depois de um primeiro tempo confuso, com poucas jogadas de ataque, o Grêmio voltou modificado para os 45 minutos decisivos. Cansado e sem ritmo, o titular Carlos Miguel foi substituído e o time cresceu de produção. As facilidades dos cariocas começaram a desaparecer e, aos poucos, o Grêmio foi ganhando confiança. Aberto pelo lado esquerdo, Alexandre passou a preocupar o lateral Marcos Adriano e, principalmente, o treinador Wanderley Luxemburgo. Logo nos primeiros minutos da etapa final, a mudança já mostrava a diferença. Alexandre pegou a bola, partiu para o ataque e foi derrubado, por trás, pelo talentoso Marquinhos, que merecidamente ganhou o cartão amarelo. O Grêmio, a partir deste momento, entrou no jogo. Alexandre passou a ganhar as jogadas, a ir ao fundo do campo e a acertar os cruzamentos. Alexandre mostrava confiança e infernizava o sistema defensivo dos cariocas. A torcida sentiu que o time estava bem melhor e fez o seu papel, apoiando até mesmo nos raros lances errados, O Flamengo sentiu a pressão, cedeu campo e o Grêmio soube explorar este detalhe. Passou a pressionar insistentemente, sempre sob o coman-do de Alexandre, que chamava as jogadas e levava vantagem sobre os adversários, Na metade do segundo tempo, ia com o domínio técnico, o Grêmio fez o que mais necessitava. Marcou o gol, através de Jardel, aproveitando um descuido dos zagueiros. Como já era esperado, o Flamengo partiu desesperadamente em busca do empate. E, a partir deste momento, Alexandre foi mais importante. Prendeu a bola. cavou faltas e continuou jogando em busca do ataque. Seu comportamento tático somente se. alterou aos 33 minutos. com a expulsão do lateral Roger. Sem possibilidades de realizar substituições. Luiz Felipe pediu para Alexandre cuidar do setor e ele não decepcionou, Brigou pela bola, deu chutões e ajudou o Grêmio a chegar mais uma vez à decisão da Copa do Brasil.” (Zero Hora – 1º de junho de 1995)

1995 Gremio 1x0 Flamengo Savio Fernando Gomes ZH

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

Felipão em entrevista à Revista Placar:

“WANDERLEY LUXEMBURGO: “Ele me deu um murro no jogo Grêmio x Flamengo pela Copa do Brasil lá em Porto Alegre. Estava louco”
A RESPOSTA: “Não dei um soco. Eu o empurrei com as duas mãos, porque ele disse que eu era maluco por mandar bater nos adversários” (Placar, Edição n.º 1.107 – Setembro de 1995)

1995 Gremio 1x0 Flamengo Paulo Nunes Valdir Friolin ZH

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

FUTEBOL DO RIO ELIMINADO DA COPA DO BRASIL

Flamengo perde de 1 a 0 do Grêmio e Vasco retorna cabisbaixo de São Paulo

[…]

A lamentação do técnico Vanderlei Luxemburgo deu a tônica no vestiário do Flamengo. “Com chutões para frente ninguém chega a lugar nenhum. Deveríamos ter mantido a tranquilidade do primeiro tempo”, reclamou Vanderlei, que disse ter sido agredido pelo técnico gremista, Luis Felipe, durante a confusão no segundo tempo que resultou nas expulsões da Roger e Mauricinho.

Sávio era o mais revoltado e não poupou críticas ao árbitro Márcio Rezende de Freitas. “Nem conseguia pegar na bola. Sempre que ela chegava, levava uma pancada” lamentou.

Como era de se esperar, o jogo começou com o time gaúcho tentando sufocar o Flamengo em seu próprio campo, perdendo uma boa chance logo aos 5 minutos, com Jardel e Paulo Nunes. Passada a pressão inicial, o Flamengo equilibrou e passou a tocar a bola inteligentemente. Willian aos 14, e Marquinhos aos 22, assustaram o goleiro Danrlei, mas a melhor chance apareceu aos 35, quando Branco deixou Willian na cara do gol. O meia chutou forte, mas por cima.

No segundo tempo, o Grêmio veio pra cima e o Flamengo, inexplicavelmente recuou dando campo ao adversário. O goleiro Roger ainda fez duas excelentes defesas, mas o gol não demorou: aos 23 minutos, Rivarola cobrou falta, Jardel cabeceou para Paulo Nunes, que dentro da área, devolveu a bola. O atacante do Grêmio chutou quase da pequena área e fez 1 a 0. A partir daí o Flamengo acordou e ainda tentou uma reação. Aos 47, Sávio recebeu livre da direita, trocou de perna e chutou em cima de Danrlei, que fez ótima defesa.” (Jornal do Brasil – 1º de junho de 1995)

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Foto: Roberto Santos (Correio do Povo)

Torcida empurra o time para a suada vitória

[…]

Os gremistas lotaram, literalmente, o estádio, com capacidade para 51 mil torcedores. Animados, entoavam gritos de guerra e fazia ola, dando mostrar da força do 12º jogador. Do lado de fora, já com a bola rolando, uma multidão se aglomerava nos portões, ainda na esperança de assistir ao espetáculo.

[…]
O time suportou o primeiro tempo, mas muito recuado, acabou sofrendo o gol no segundo, quando a torcida esteve ainda mais inflamada. Difícil saber se a disposição do time em campo incendiou as arquibancadas ou vice-versa.” (Jornal dos Sports – 1º de junho de 1995)

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Foto: Zero Hora

Grêmio 1×0 Flamengo

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Luciano e Roger; Adílson, Gélson, Luis Carlos Goiano e Carlos Miguel (Alexandre Xoxó); Paulo Nunes e Jardel (Nildo).
Técnico: Luis Felipe Scolari

FLAMENGO: Roger; Marcos Adriano, Jorge Luis, Gelson Baresi e Branco (Henrique); Charles, Fabinho (Mauricinho), Marquinhos e William; Mazinho e Sávio.
Técnico: Wanderley Luxemburgo

 

Copa do Brasil 1995 – Semifinal -Jogo de volta
Data: 31/05/1995, Quarta-feira, 20h45min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS.
Público: 58.205 (48.905 pagantes)
Renda: R$ 477.997,00
Juiz: Márcio Rezende de Freitas-MG
Auxiliares: Marco Antonio Martins e Marco Antonio Gomes
Cartões Amarelos: Arce, Luciano, Gelson, Branco e Marquinhos
Cartões Vermelhos: Roger (Grêmio) e Mauricinho, aos 32 do 2ºT
Gol: Jardel, aos 23 minutos do segundo tempo

Copa do Brasil 1993 – Grêmio 1×0 Flamengo

July 30, 2018
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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Em 27 de maio de 1993 o Grêmio recebeu o Flamengo no Olímpico pela jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil de 1993. Com o 4×3 para o Rubro-Negro no Maracanã no confronto de ida, o tricolor precisava de um simples 1×0 para classificar em Porto Alegre.  E foi exatamente esse o placar da partida, construído com um gol de Gílson Cabeção no início do segundo tempo.

O Grêmio, que contava com Dener, Carlos Miguel, Dorival Junior, Eduardo Heuser , Luís Carlos Winck (entre outros) era treinado por Sérgio Cosme, que chegava a sua segunda final seguida da Copa do Brasil em um intervalo de seis meses (ele havia disputado a final de 1992, em dezembro, pelo Fluminense)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

O GRÊMIO SOFRE, VENCE, E VAI À FINAL
O time gaúcho mostrou dificuldades mas o gol de Gilson garantiu vaga nas finais que começam domingo, no Olímpico
O Grêmio é, pela terceira vez, finalista da Copa do Brasil, competição que chega a sua 5ª edição. A vaga foi garantida na noite de ontem, no Estádio Olímpico, com a vitória sobre o Flamengo por 1 a O. No primeiro jogo, no Rio, os cariocas ganharam por 4 a 3 e precisavam do empate. O Grêmio começa a decisão do título e uma vaga para a Libertadores em dois jogos contra o Cruzeiro, o primeiro no domingo, no Olímpico e o segundo no dia 3 de junho em Minas. A torcida gremista fez e muito bem a sua parte. Encarou as gangues que atacavam perto do estádio, conseguiu enganar a segurança e estourar seus foguetes, e incentivou o time com gana incomum. Bom seria que os jogadores tivessem começado o jogo com o mesmo entusiasmo. Mas estiveram longe disso. A zaga saía errado, Pingo e Júnior se mandavam desprotegendo o meio de forma irresponsável, e lá na frente o time só aparecia em escassas investidas do habilidoso Dener. Sem ser brilhante, o Flamengo era um time melhor, chegando a assustar os gremistas com um escanteio cobrado no travessão por Djalminha. A conversa no vestiário, feito mágica, mudou tudo. A insegurança do primeiro tempo deu lugar a objetividade e velocidade, com resultados imediatos: aos 5 minutos Eduardo Souza fez bom cruzamento e Gilson, sempre ele, cabeceou para marcar 1 a O. O Flamengo já não tinha o zagueiro Rogério, machucado e substituído por Andrei, e isso trazia prejuízos. Dener, dois minutos depois da abertura do placar, esteve próximo de ampliar, pois entrou área a dentro driblando todos que via pela frente, mas Gottardo salvou sobre a risca.
PRESSÃO – A conhecida irregularidade gremista ainda resultaria em sustos para os 50 mil fiéis que passaram por cima do frio e foram apoiar o time. Por momentos o controle do jogo escapava e o Flamengo tirava proveito para tentar o empate. Djalminha teve a melhor chance mas, assim como no primeiro tempo, acertou o poste. Gílson fez o mesmo na goleira de Gilmar, a três minutos do final, numa seqüência de oportunidades que, aproveitadas, teriam resultado em vantagem maior. “( Zero Hora – 28 de maio de 1993)

Gilson e Dener fizeram a diferença no Olímpico
Somente um craque como Dener e um goleador como Gílson para desequilibrarem na noite da classificação para a final da Copa do Brasil. O meia criou boas situações, com dribles e lançamentos precisos. O centroavante ameaçou o goleiro Gilmar durante os 90 minutos. O artilheiro da Copa do Brasil só acertou uma vez, mas foi o gol da vitória, seu 22° na temporada e o sétimo na competição. “Eu faço mesmo”, gritou Gilson aos 5 minutos do segundo tempo. Gílson espera manter a boa média de gols e prometeu fazer 50 até o final do ano. “Estou marcando mais de urna vez por partida e, às vezes, até mais”, avaliou o centroavante. Mas não escondeu a satisfação de decidir a partida na noite de ontem. “É sempre bom fazer um gol num jogo importante como este”, reconheceu. “Foi uma jogada belíssima do Eduardo e o matador estava lá para fazer”, elogiou o técnico Sérgio Cosme. Dener foi o outro destaque do time, pois sempre que pegava a bola, ameaçava a zaga do Flamengo com grandes jogadas individuais, e mostrou que sabe deixar seus companheiros livres em ótimas condições para marcar. “O ti-me foi bem, todo mundo lutou e mostramos que somos capazes de chegar à final”, destacou o jogador que no segundo tempo enganou duas vezes a zaga do Flamengo.” (Zero Hora – 28 de maio de 1993)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

GRÊMIO É NOVAMENTE FINALISTA
Despachou (1 a 0) o Flamengo e decide o título da Copa do Brasil com o Cruzeiro

O Grêmio ainda não é o time dos sonhos dos gremistas, mas ao menos está vencendo quando precisa vencer. Ontem à noite, no Olímpico, depois de momentos difíceis diante do Flamengo, se recuperou e fez o gol que o leva à final da Copa do Brasil. Domingo, às 18h, no Olímpico, Grêmio decide com o Cruzeiro.
Muito da vitória se deve ao treinador Sérgio Cosme. Ele colocou em campo Marco Aurélio para melhorar a marcação e Mabília para qualificar o toque de bola. O que se viu, a partir daí, foi um Grêmio que massacrou o Flamengo no segundo tempo. Logo aos 5 minutos, Eduardo foi ao fundo e Gilson cabeceou para fazer 1 a O. Nos últimos minutos, o Grêmio teve pelo menos quatro grandes oportunidades para dar uma goleada no time carioca.” (Correio do Povo – 28 de maio de 1993)

Gilson: ‘Eu estou aqui para fazer gol’
Cercado pelos companheiros, que o abraçavam após a marcação do gol, aos cinco minutos do segundo tempo, o centroavante Gilson foi sincero no desabafo ao repórter Luiz Henrique Benfica, da Rádio Guaíba: “Eu faço mesmo”, disse. Este gol, o seu oitavo na Copa do Brasil. mostra que o jogador está em excelente fase. sendo o artilheiro da competição: “Estou aí para isto mesmo”, afirmou enquanto escutava pela Rádio Guaíba, emocionado, a repetição do gol que levou o time à final contra o Cruzeiro em dois jogos.
O vice-presidente de futebol, Luiz Carlos Silveira Martins, emocionado, quase não conseguia falar. Antes de entrar no vestiário, para comemorar a vitória com os jogadores, ele fez unia convocação para o jogo de domingo: “Todos têm que estar aqui no Olímpico novamente para lotar o estádio, como aconteceu hoje (ontem)”, salientou. Já o zagueiro Paulão, que jogou no Cruzeiro, advertiu que o seu ex-time é experiente em decisões: ´Eles sabem como jogar nesta hora. Mas sou mais Grêmio´.” (Correio do Povo – 28 de maio de 1993)

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FLAMENGO VOLTA A DOMINAR E PERDER
Porto Alegre – Foi a reprise de um filme quatro dias depois. Como no domingo,quando sofreu o gol aos três minutos do segundo tempo, pressionou e não soube empatar com o Vasco, o Flamengo foi novamente derrotado ontem à noite. Precisando pelo menos do empate com o Grêmio, o time dominou no primeiro tempo, sofreu o gol de Gilson aos cinco do segundo, atacou muito, mas não teve competência para empatar. Nos minutos final Gilmar ainda salvou o Flamengo com três grandes defesas.

O Grêmio aproveitou uma falha da zaga rubro-negra — Rogério, contundido, foi substituído por Andrei no intervalo — para decidir. Depois de perder a Libertadores e ser eliminado da Copa do Brasil, o Flamengo. que sonhava ganhar três títulos no primeiro semestre de 93, limita suas chances ao Campeonato Carioca, competição em que só terá chances se o Vasco Tropeçar. Domingo, o time rubro-negro enfrenta o motivado Botafogo no Maracanã.” (Jornal do Brasil – 28 de maio de 1993)

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GOL DE GÍLSON LIQUIDA O MENGO
Porto Alegre — O Flamengo merecia coisa melhor. A derrota de 1 a 0 para o Grêmio (Gilson) só não foi injusta porque o time gaúcho soube administrar a vantagem, principalmente nos últimos 15 minutos, quando infernizou a defesa rubro-negra. Se não fosse Gilmar, o placar seria maior. Desclassificado da Copa do Brasil, sua única esperança, mesmo que remota, é se classificar para as finais do Estadual para sair da crise financeira. Marcando a saída de bola do Grêmio, o Flamengo começou surpreendendo o adversário com rápido toque de bola e jogadas de alto nível técnico no meio campo, com Djalminha e Marquinhos. Apesar da superioridade, o time rubro-negro vacilava pelo lado direito, onde Fabinho era envolvido com as investidas do arisco Dener e do apoiador Carlos Miguel. O frio de 9 graus e o mau estado do gramado não impediam Flamengo pressionar a equipe gaúcha em sua intermediária. Depois de alguns sus-tos, quando Gilmar fez pelo menos três defesas importantes, o time rubro-negro melhorou ainda mais seu toque de bola. Aos 28 minutos, a melhor oportunidade: Piá cruzou para a área, Nélio tocou de cabeça para Marquinhos chutar rente a trave. Pressionado pelos torcedores, o Grêmio voltou mais ousado no segundo tempo. Logo aos 5 minutos, o lateral Eduardo cruzou na área e o atacante Gilson cabeceou sozinho para dentro do gol. Desesperado, o Flamengo foi todo ao ataque, mas não deu sorte nas finalizações. Aproveitando os contra ataques, o time gaúcho bombardeou o gol de Gilmar nos últimos 15 minutos.” (Jornal dos Sports – 28 de maio de 1993)

ATUAÇÕES
Flamengo
Gilmar — Seguro, não teve culpa no gol. Fez pelo menos cinco defesas importantes. Nota 7
Fabinho — Foi envolvido no primeiro tempo, mas melhorou um pouco na etapa final. Nota 5
Gotardo— Teve trabalho na cobertura do lado direito. Tranqüilo, comandou a defesa do Flamengo e ainda tentou algumas jogadas de ataque. Nota 6
Rogério — Mostrou categoria nas antecipações. Mesmo fora de ritmo, jogou com raça. Nota 6. Foi substituído por Andrei, que fez muitas faltas. Nota 4
Piá — Começou errando passes e parecia nervoso. Melhorou no segundo tempo. Nota 5
Uidemar — Não esteve bem. Enfeitou demais as jogadas. Nota 3. Luís Antônio entrou em seu lugar e deu mais mobilidade ao time. Nota 6
Marquinhos — Um dos melhores do jogo. Muita disposição no combate e um toque de classe na armação das jogadas. Nota 7 Júnior — O maestro esteve num dos seus melhores dias. Mostrou habilidade na organização do meio campo. Nota 7
Djalminha — O melhor da partida. Habilidoso, empurrou o time rubro-negro para o ataque com belas jogadas que contagiavam a equipe. Nota 8
Nilson — Lento e sem inspiração. Não foi bem nem nos cabeceios, sua principal característica. Nota 3
Nélio — A mesma eficiência de sempre. Muita raça nas investidas ao ataque. Nota 7

Grêmio
O Grêmio tem uma equipe experiente e provou isso ontem. Mesmo com a desvantagem do empate entrou em campo tranqüilo e soube segurar o placar quando estava na frente. O goleiro Eduardo mostrou segurança. A zaga esteve toda no mesmo nível. Tanto Winck, como Paulão, Luciano e Eduardo aguentaram com categoria a pressão do Flamengo no final. O meio campo com Pingo. Júnior, depois Marco Aurélio, Juninho e, principalmente Dener fizeram a bola correr dentro dos interesses do Grêmio. Na frente, Gilson, o autor do gol, e Carlos Miguel foram outros destaques.” (Jornal dos Sports – 28 de maio de 1993)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Grêmio 1×0 Flamengo

GRÊMIO: Eduardo Heuser; Luiz Carlos Winck (Mabília 33), Paulão, Luciano e Eduardo Souza; Pingo, Dorival Júnior (Marco Aurélio) e Juninho; Dener, Gilson e Carlos Miguel.
Técnico: Sérgio Cosme

FLAMENGO: Gilmar Rinaldi; Fabinho, Wilson Gottardo, Rogério (Andrey) e Piá; Uidemar (Luís António), Marquinhos, Júnior e Djalminha; Nílson e Nélio
Técnico: Jair Pereira

Copa do Brasil 1993 – Semifinal – Jogo de volta
Data: 27 de maio de 1993, quinta-feira
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 42.036 pagantes
Renda: Cr$ 6.314.950.000,00.
Arbitragem: Márcio Rezende de Freitas (FIFA/MG)
Auxiliares: com Evaristo de Souza e Marco Martins.
Cartões Amarelos: Gilson, Juninho e André
Gol: Gílson, aos 5 minutos do segundo tempo

Copa do Brasil 2004 – Grêmio 0x1 Flamengo

July 29, 2018
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Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

O último confronto de Grêmio e Flamengo pela Copa do Brasil em Porto Alegre aconteceu em maio de 2004, pela partida de ida das quartas de final. E o tricolor acabou sendo derrotado no Olímpico (algo que se repetiu com alguma frequência naquela temporada).

É interessante notar a obsessão do jornalista que fez a matéria do O Globo com o Cocito. Ao meu ver uma pegação no pé meio desmedida. Na minha memória o Cocito não era muito mais violante que a média dos camisas 5 que atuavam no Brasil no início dos anos 2000*. Acho que essa perseguição passa pela fatídica lesão do Kaká em 2001 e pela irresistível galhofa de repetir o apelido de “Coicito”.

* O próprio Douglas Silva** que atuou elo Flamengo nesse jogo viria a jogar no Grêmio no ano seguinte e “batia” tanto com o Cocito.
** Por falar em Douglas Silva, há uma confusão no artigo dele na Wikipedia***. Quem fez gol no Peñarol em 2003 foi o lateral esquerdo Douglas Delfino.
*** Wikipedia em português é uma das piores fontes de pesquisa de toda a internet
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Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

FALTOU TALENTO
O Grêmio precisará melhorar muito para o jogo de volta, na próxima semana, no Maracanã. Ontem, no Olímpico, time gaúcho criou poucas jogadas de ataque e acabou derrotado por 1 a 0 pelo Flamengo. Agora, terá de vencer por um gol de diferença fora de casa para passar à semifinal da Copa do Brasil.

Nada deu certo para o Grêmio. O time começou nervoso, inseguro, e não teve, novamente, qualidade para fazer gols no Flamengo. Marcando tanto quanto um time do interior quando joga em Porto Alegre, o time carioca forçava a defesa gremista a arriscar lançamentos para os atacantes e errar passes. Para piorar, em um dessas falhas, de Claudiomiro, logo aos três minutos, o centroavante Negreiros recuperou a bola, driblou Claudiomiro e encontrou Zinho livre. Da entrada da área, o meia chutou no canto no canto esquerdo, fora do alcance de Tavarelli: Flamengo 1 a 0.

Apesar do apoio da torcida mesmo com o placar desfavorável, o time dirigido por Adilson Batista demorou a se encontrar. Sem conseguir entrar na área adversária, arriscava chutes de longe. Foi assim a partir dos 10 minutos de jogo, em três chances seguidas, com Tiago Prado, Michel Bastos e Michel. Todas as conclusões pararam nas mãos do goleiro Julio César, que as defendeu sem dificuldade. Só aos 21 minutos o Grêmio levou perigo. Marcelinho, que no primeiro tempo só era parado com faltas – Henrique e Douglas Silva levaram cartões amarelos por isso -, em um giro pelo lado direito se livrou de três marcadores, cruzou rasteiro, Ratinho deu um carrinho, mas o goleiro defendeu.

Insatisfeitos com a pouca produtividade da equipe, os torcedores elegeram o responsável pela má atuação: o lateral-direito Michel. Tanto que pouco antes do intervalo, depois de mais um passe errado do jogador, a maior parte do estádio gritava pela entrada de George Lucas e chamava Adilson de burro.

No segundo tempo, Adilson mudou o lateral. Mas o esquerdo. Tirou Michel Bastos e colocou Leonardo Inácio. Não mudou muita coisa. O Grêmio começou o segundo tempo pressionando. As melhores chances eram em jogadas de bola para, mas, invariavelmente, paravam no goleiro Julio Cesar. Como no primeiro minuto, quando ele defendeu uma forte cabeçada de Claudiomiro. Com o resultado favorável, o Flamengo se fechou e procurou segurar a partida. Marcelinho tentava pelas pontas, mas não acertava os cruzamentos. Num contra-ataque rápido, Luciano Ratinho lançou Christian, mas o o centroavante chutou por cima. Na busca pelo empate, Adilson ainda colocou Fábio Pinto no lugar do contestado Michel. Luciano Santos também entrou, aos 27 minutos, no lugar de Cocito, lesionado. Claudiomiro, de cabeça, ainda teve mais uma chance, que o goleiro do Flamengo salvou. Aos 38, a melhor chance de gol, mas do Flamengo: Felipe entrou livre pela direita e chutou rasteiro na saída de Tavarelli. Na sua especialidade, o paraguaio fez a defesa. No final do jogo, vais para a atuação sem brilho do Grêmio.” (Gabriel Camargo – Zero Hora – 13 de maio de 2004)

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Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

“Wianey Carlet
COMPLICOU
O Flamengo mostrou ontem à noite no Olímpico que a qualidade do seu time não está afinada com os maus resultados das últimas partidas. Jogou melhor do que o Grêmio e mesmo quando foi pressionado, no segundo tempo, teve organização ofensiva e inteligência para neutralizar os esforços do adversário. Com a bola, reafirmou o histórico toque de bola carioca. Sem ela, apenas o goleiro Júlio César e o atacante Felipe não participaram do esforço coletivo de recuperação. Os destaques individuais também ficaram com o FLA. Júlio César, com duas grandes defesas, Fabiano Eller, o melhor em campo, Henrique, Reginaldo Araújo, Roger, Douglas Silva, todos tiveram atuações destacadas. O Flamengo ganhou e não foi por acaso.” (Wianey Carlet – Zero Hora – 13 de maio de 2004)

Bola Dividida – Mário Marcos de Souza
DECEPÇÃO DO GRÊMIO, ALEGRIA DO 15
A qualidade mais uma vez decidiu. Enquanto o Grêmio abusava de errar passes, o que parece uma característica irritante dos grandes times gaúchos nos dias atuais, o Flamengo marcava bem e valoriza a posse de bola, principalmente a partir de Felipe. Depois do gol de Zinho, marcado em falha da defesa gremista, o Flamengo passou a marcar bem e levou poucos sustos. Faltou competência ao Grêmio – sobrou irritação à torcida. Agora, o time terá de fazer em Volta Redonda tudo o que não conseguiu diante de sua torcida. A noite gaúcha foi salva pelo surpreendente 15 de Novembro. Depois da vitória de 3 a 0 sobre o Palmas, em Campo bom...” (Mário Marcos de Souza – Zero Hora – 13 de maio de 2004)

GRÊMIO, DERROTA NA PRIMEIRA BATALHA
Leva 1 a 0 do Flamengo e torcedor vaia o treinador Adílson. Time carioca só precisa de um empate no Rio para ir às semifinais

A vida do Grêmio na Copa do Brasil ficou complicada. Ontem, o time perdeu por 1 a 0 para o Flamengo, no Olímpico, e agora precisa reverter a situação na próxima semana, no Maracanã. Empate garante vaga aos cariocas.

Qualquer tranqüilidade que pudesse ter o Grêmio no primeiro tempo sumiu aos 3 minutos, com o gol do Flamengo. Depois de falha de Claudiomiro, a bola sobrou para Zinho, que driblou na entrada da área e desviou de Tavarelli. A vantagem surpreendeu o time e incrementou os erros de passe do lado gremista.

Sem jogadas pelo meio do campo, o Grêmio passou a apostar nos lançamentos da defesa para o ataque. Não funcionou e, nos primeiros 45 minutos, a equipe não teve nenhuma chance clara de gol, salvo um chute de Ratinho, já caído, que Júlio César defendeu.

Pior, o time cedia espaço ao Flamengo na intermediária e possibilitava aos cariocas avanços perigosos. Aos 41 minutos, Fabiano Eller deixou de ampliar o placar, ao perder o gol sem goleiro dentro da pequena área.

A inconstância dentro de campo se transformou em impaciência nas arquibancadas. Os alas Michel e Michel Bastos eram vaiados a cada passe errado e Adílson Batista escutou o coro de ‘burro’ antes mesmo do intervalo.

No segundo tempo, o nervosismo do Grêmio permaneceu, mas as oportunidades surgiram em maior número. Na mais clara, Claudiomiro forçou o goleiro Júlio César a fazer grande defesa aos 28 minutos, salvando à queima-roupa uma cabeceada do zagueiro.” (Correio do Povo – 13 de maio de 2004)

PARA ADÍLSON, ´EQUIPE ACELEROU´

Trabalhar e reverter foram os verbos mais lembrados pelos jogadores do Grêmio depois da derrota para o Flamengo. Na próxima semana, o time precisa vencer a equipe carioca no Rio de Janeiro para seguir na Copa do Brasil. Vitória por um gol de diferença a partir de 2 a 1 dá a vaga ao Grêmio.

O zagueiro Claudiomiro admite que a derrota surpreendeu o time, que esperava ir para o Rio de Janeiro com alguma vantagem. ‘Derrota nunca está nos planos, mas por que não decidir lá?’, diz ele. O outro defensor, Marcelo Magalhães, lembrou ainda a boa atuação do goleiro do Flamengo. ‘Paramos nas mãos do Júlio César’, admite.

Christian tinha outro lamento ao final do jogo. O centroavante ponderou que a bola chegou a ele apenas uma vez. ‘É difícil ter sempre 100% de aproveitamento’, afirma.

O técnico Adílson Batista disse que o gol do Flamengo, logo no início trouxe nervosismo ao time. ‘O time acelerou e queria empatar de qualquer forma, a gente tinha tempo’, alega o treinador. ” (Correio do Povo – 13 de maio de 2004)

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REDENÇÃO EM GRANDE ESTILO
Fla afasta a crise ao derrotar o Grêmio, no Olímpico, pela Copa do Brasil: 1 a 0

PORTO ALEGRE. O terror psicológico de Abel Braga funcionou e o Flamengo se recuperou em grande estilo da vergonhosa goleada para o Vitória, domingo passado, em Salvador. Com um gol de Zinho logo no início, o rubro-negro venceu o Grêmio por 1 a O, ontem à noite, no Estádio Olímpico, livrou-se de uma crise e deu um passo importante nas quartas-de-final da Copa do Brasil. O jogo de volta acontece na próxima quarta-feira, no Maracanã, e o time de Abel tem a vantagem do empate.

— Tive uma passagem muito boa pelo Grêmio, mas hoje defendo Fla-mengo evencer com gol fora de casa é melhor ainda — vibrou Zinho, que foi aplaudido pela torcida gaúcha.

O Flamengo não demorou a abrir o placar. Com três minutos de jogo, Negreiros deu um belo passe para Zinho, que deixou Cocito caído e tocou com muita categoria, fazendo Flamengo 1 a O.

• Como era de se esperar, o golpe fez o Grêmio se lançar de vez ao ataque. Aos 14, Negreiros sentiu dores na coxa esquerda e Jean entrou. Aos 39, o Flamengo perdeu uma excelente chance de fazer o segundo. Felipe tocou com perfeição para Jean, que avançou pela direita da área e cruzou rasteiro. Cocito conseguiu desviar levemente e Fabiano Eller se enrolou.

— Fazer gol fora de casa é bom. Nós estamos errando muito o último passe. Era para já termos liquidado o jogo — disse Abel, no intervalo.

O Grêmio voltou do intervalo com Leonardo Inácio no lugar de Michel Bastos. Pressionava no ataque e batia à vontade na defesa, contando com a conivência da arbitragem. O inacreditavelmente desleal Cocito fazia jus ao apelido de “Coicito”.

Com Felipe armando pela esquerda, Abel lançou Jônatas no lugar de Zinho para dar mais fôlego ao meio-campo. Mas quem pressionava era o Grêmio. Para sorte do rubro-negro, Christian errava quase tudo no ata-que. Irretocável na defesa para suportar o sufoco e tocando a bola E com inteligência no ataque, o Flamengo teve a chance de fazer o segundo com Felipe, aos 38. Mas o craque chutou em cima de Tavarelli. Um erro que não fez falta.

[…]

Ontem, o presidente do Flamengo, Márcio Braga, esteve em Brasília para se reunir com o ministro de Coordenação Política, Aldo Rebelo. Ele busca apoio para anular a de-cisão da Vara Cível Federal, que determinou que a Petrobras não pode assinar o novo contrato de patrocínio até que o clube quite suas dívidas fiscais. O departamento jurídico do Flamengo vai recorrer da decisão judicial.” (O Globo – 13 de maio de 2004)

ATUAÇÕES
FLAMENGO JÚLIO CÉSAR: Grande atuação. Sua defesa na cabeçada de Claudiomiro foi fenomenal.• Nota 8. REGINALDO ARAÚJO: Defendeu e foi várias ao ataque, mas lhe faltou criatividade. • Nota 5,5.
HENRIQUE Mais viril do que técnico, fez algumas fartas nas proximidades da área. • Nota 6.
FABIANO ELLER: Perdeu um gol incrível na pequena área, ainda mais porque tem técnica apurada e sabe bater na bola. Como zagueiro, esteve impecável. • Nota 8.
ROGER: Se lançou várias vezes à frente. Numa delas, quase teve a perna fraturada pelo violento Cocito.• NOta 7.
DA SILVA: Fez o que sabe: lutar e dar o primeiro combate para facilitar a tarefa dos zagueiros No mais, bico para frente. • Nota 6.
DOUGLAS SILVA: Fez muitas faltas Mas bem menos que o Cocito, claro. • Nota 5,5.
IBSON: Combateu e criou. Mostrou categoria em alguns momentos. No segundo tempo, ficou mais preso à defesa. • Nota 7.
ZINHO: Belo gol no início. No lance, mostrou categoria no drible e no chute. • Nota 8. JÔNATAS entrou bem na partida, mas se contundiu. • Nota 7. JULIANO atuou dois minutos. Sem nota.
FELIPE: Muito bem. Perdeu uma boa chance de gol. Parado com faltas, curiosamente recebeu cartão amarelo antes de Cocito. • Nota 8.
NEGREIROS: Com 12 minutos, sentiu a coxa e saiu. Sem nota.
JEAN entrou, correu muito, mas pouco conseguiu • Nota 6,5.
ABEL BRAGA: Armou bem a equipe. O Flamengo parecia em casa e apresentou futebol de qualidade. • Nota 7.

GRÊMIO
O time gaúcho lutou muito, sendo que Cocito com deslealdade. Este jogador foi o que houve de mais negativo na partida. Acabou castigado: contundiu-se ao fazer falta em Jean e teve que sair” (O Globo – 13 de maio de 2004)

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GOL DE ZINHO DERRUBA O GRÊMIO
Flamengo larga em vantagem nas quartas de final da Copa do Brasil ao vencer o Tricolor em Porto Alegre. Jogo de volta acontecerá na próxima quarta-feira, no Rio.

Uma zaga intransponível e um veterano que costuma fazer a diferença em decisões. Esses foram os dois principais entraves do Grêmio na noite de ontem, no Olímpico, para aproveitar obter vantagem sobre o Flamengo no primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil. O clube carioca fez 1 a 0 e joga pelo empate na quarta-feira que vem, no Rio, para passar à semifinal.

O Rubro-Negro não se intimidou no campo do adversário e jogou aberto, ofensivo. E assim foi, tanto que logo aos três minutos o experiente Zinho (ex-Grêmio),
deslocado pela direita, num chute perfeito, de fora da área, acertou o canto
direito de Tavarelli, fazendo o único gol da partida, surpreendendo e assustando
a torcida gremista.

A primeira grande oportunidade para os donos da casa veio aos 21, quando Marcelinho fez ótima jogada pela direita e cruzou para a grande área, onde Luciano Ratinho, bem colocado, bateu à meta, mas a bola foi nas mãos de Júlio César. O Grêmio insistia em cruzamentos altos para a área, de onde Christian tentava, mas não conseguia acertar a conclusão de cabeça. Na maioria das vezes a bola vinha da ponta-esquerda, mas o ala Michel Bastos era decepcionante e começava a irritar a torcida tricolor.
No segundo tempo o time da Azenha voltou decidido a buscar o empate, mas esbarrava no bom posicionamento da zaga rubro-negra. O técnico Adilson Batista, no desespero, fez uma troca radical. Colocou o atacante Fábio Pinto em campo, no lugar do lateral-direito Michel, que saiu sob vaias. Abel respondeu reforçando a marcação, incluindo Jônatas em substituição ao veterano Zinho. E este deixou o gramado sob aplausos da torcida gremista. O placar, porém, não se alterou até o final.” (Gazeta do Sul – 13 de maio de 2004)

gazeta do sul

Grêmio 0x1 Flamengo

GRÊMIO: Tavarelli; Marcelo Magalhães, Claudiomiro, e Tiago Prado; Michel (Fábio Pinto), Cocito (Luciano Santos), Leânderson, Luciano Ratinho e Michel Bastos (Léo Inácio); Marcelinho e Christian
Técnico: Adílson Batista

FLAMENGO: Júlio César, Reginaldo Araújo, Henrique, Fabiano Eller e Roger; Da Silva, Douglas Silva, lbson e Zinho (Jônatas e depois Juliano); Felipe e Negreiros (Jean)
Técnico: Abel Braga

Copa do Brasil 2004 – Quartas de final – jogo de ida
Data: 12 de maio de 2004, quarta-feira, 21h45min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 22.032 (19.346 pagantes)
Renda: R$ 225.267,00
Juiz: Luciano de Almeida (DF)
Auxiliares: César Augusto de Oliveira Vaz (DF) e André Veras (RS)
Cartões amarelos: Cocito, Tiago Prado, Henrique, Felipe e Douglas Silva.
Gol: Zinho, aos 3 minutos do 1º tempo

Brasileirão 2017 – Grêmio 3×1 Flamengo

November 6, 2017

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Esse jogo serviu para mostrar, de uma vez por todas, que Everton não pode ser reserva de Fernandinho ou de Jael. Renato não pode abrir mão de um jogador com tanta participação em gols. Hoje o Grêmio fazia um jogo pouco inspirado e perdia por 1×0 para o Flamengo até o camisa 11 entrar em campo e mudar a história da partida com dois gols. No primeiro ele apareceu como centroavante e empatou a partida aos 24 minutos do segundo tempo (1 minuto após ter entrado em campo. No segundo ele fez jogada individual pela ponta esquerda e concluiu com calma na saída do goleiro. Gols que o credenciam tanto para ser o titular do lado esquerdo do ataque do Grêmio como também para ser um substituto imediato de Barrios na “centroavância”. Depois disso, Luan ainda marcou o seu, após boa jogada de Beto da Silva (que igualmente entrou bem no jogo).

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Acredito que “Banricompras” não seja um patrocínio lá muito charmoso, mas ao menos a diagramação parece ter ficado um pouco melhor do Banrisul tradicional (que estava excessivamente largo).  Achei estranho o Grêmio não ter anunciado essa novidade/mudança nos seus veículos. Também me parece questionável introduzir essa mudança depois de ter vendido diversas camisas na temporada.

Média de público do Grêmio como mandante na temporada: 23.499 (21.477 pagantes)

Média de público do Grêmio no Brasileirão 2017: 22.868 (20.843 pagantes)

Média de público dos dez jogos anteriores contra o Flamengo em casa pelo Brasileirão: 26.368 (22.995 pagantes)

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Fotos: Staff Images (Flamengo) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 3×1 Flamengo

GRÊMIO: GRÊMIO: Paulo Victor; Edilson, Geromel, Kannemann e Marcelo Oliveira; Michel, Arthur, Ramiro (Léo Moura, 38’/2ºT), Luan e Fernandinho (Everton, 23’/2ºT); Jael (Beto da Silva, 23’/2ºT).
Técnico: Renato Portaluppi

FLAMENGO: FLAMENGO: Diego Alves; Pará, Rafael Vaz, Rhodolfo e Renê (Vinicius Jr, 30’/2ºT); Márcio Araújo, Cuéllar (Lucas Paquetá, 43’/2ºT), Willian Arão (Geuvânio, 38’/2ºT), Everton Ribeiro e Everton; Felipe Vizeu
Técnico: Reinaldo Rueda

32ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2017
Data: 05 de novembro de 2017, domingo, 17h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 19.973 (18.199 pagantes)
Renda: R$ 628.494,00
Árbitro: Raphael Claus (FIFA/SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (FIFA/SP) e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (FIFA/SP)
Gols: Éverton Ribeiro, a 1 minuto do segundo tempo; Éverton, aos 24 e 26min do segundo tempo; Luan, aos 36min do segundo tempo

Brasileirão 2017 – Flamengo 0x1 Grêmio

July 17, 2017

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O Grêmio se reabilitou no Brasileirão ao vencer o Flamengo (um adversário direto na briga pelas primeiras posições) fora de casa. O tricolor saiu na frente, e muito em função disso fugiu um pouco das suas características (teve pouco mais de 40% de posse de bola) para segurar o 1×0 até o apito final.

Luan contou com a sorte no lance do gol, mas também fez valer uma das suas habilidades, que é a capacidade de trocar rapidamente de direção, deixando os dois volantes adversários batendo cabeça na jogada.

2017 flamengo

Eu acho que o substituto de Pedro Rocha deveria ser Everton, e não o Fernandinho. Contudo, é preciso reconhecer que o Fernandinho ajudou bastante na marcação pelo lado esquerdo da defesa, e Everton tem um pouco mais de dificuldade em acompanhar o jogador adversário nessas situações.

Existem poucas coisas mais sem sentido no marketing esportivo do que um patrocínio na meia. Esse do Flamengo é impossível de identificar a marca.

Havia uma previsão oficial de 1.000 torcedores gremistas na Ilha do Urubu. Contudo o Flamengo disponibilizou 523 ingressos para a torcida visitante, dos quais apenas 71 foram vendidos. Estranho.

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Fotos: André Durão (GloboEsporte), Jorge Rodrigues (Lance) e Gilvan de Souza (Flamengo)

Flamengo 0x1 Grêmio

FLAMENGO: Thiago; Rodinei, Réver, Rafael Vaz e Trauco (Mancuello, 31’/2°T); Márcio Araújo (Geuvânio, 13’/2°T), Cuéllar (Vizeu, 31’/2°T) e Diego; Everton Ribeiro, Everton e Leandro Damião
Técnico: Zé Ricardo

GRÊMIO: Léo; Edilson, Geromel, Kannemann e Cortez; Michel e Arthur (Jailson, 28’/2°T) ; Ramiro, Luan (Thyere, 44’/2°T) e Fernandinho; Barrios (Everton, 25’/2°T)
Técnico: Renato Portaluppi

13ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2017
Data: 13/7/2017, quinta-feira, às 19h30min
Local: Ilha do Urubu, Rio de Janeiro (RJ)
Público: 18.204 (16.960 pagantes)
Renda: R$ 1.161.345,00
Árbitro: Marcelo Aparecido R de Souza
Auxiliares: Anderson José de Moraes Coelho e Bruno Salgado Rizo
Cartões amarelos: Michel, Kannemann; Trauco, Mancuello
Gol: Luan, aos 25 minutos do primeiro tempo

Primeira Liga 2017 – Flamengo 2×0 Grêmio

February 15, 2017

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Usando time reserva, o Grêmio fez uma péssima partida e foi justamente derrotado pelo Flamengo. Nos primeiros 15 minutos o tricolor sequer conseguiu ultrapassar a metade do campo. E quando finalmente o fez, não conseguia organizar jogadas de ataque com clareza. Assim é possível dizer que o 2×0 ficou barato.
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Difícil de entender o planejamento do Grêmio nesses primeiros jogos. Por que o tricolor usou time titular em Caxias e reserva em Brasília? O Flamengo com força máxima não seria um teste mais condizente para o que vem pela frente no restante da temporada para os titulares?

Entendo que o atrativo da Primeira Liga não está na disputa em si, e sim na iniciativa dos clubes, de buscar uma desvinculação da CBF, tentando um nova maneira de organizar o futebol no País.  Me parece estranho que o Flamengo prestigie mais do que o Grêmio essa tentativa de mudança no status quo.

Mas ainda mais estranha foi a explicação para a não ida do técnico Renato Portaluppi a Brasília. O Vice de futebol Odorico Roman afirmou que “a presença na beira do campo não dá ao técnico melhores condições de ver o jogo do que pela televisão”. Eu discordo. Desconheço local melhor para acompanhar a partida do que o próprio estádio.

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Fotos: Staff Images/Flamengo

Flamengo 2×0 Grêmio

FLAMENGO: Muralha; Pará, Réver, Rafael Vaz e Trauco; Rômulo, Arão, Diego e Mancuello (Berrío, 16’/2º); Everton (Gabriel, 25’/2º) e Guerrero.
Técnico: Zé Ricardo

GRÊMIO: Bruno Grassi; Léo Moura, Thyere, Bressan e Bruno Cortez; Arthur; Kaio, Michel (Jael, 10’/2º), Fernandinho e Everton (Maxi Rodríguez, 37’/2º); Bolaños.
Técnico: Alexandre Mendes

Primeira Liga 2017 – Grupo B – 1ª Rodada
Data: 8/2/2017, quarta-feira, às 19h30min
Local: Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF)
Público: 20.224 pagantes
Renda: R$ 943.060,00
Árbitro: Bráulio da Silva Machado (SC)
Auxiliares: Kléber Lúcio Gil (SC) e Carlos Berkenbrock (SC)
Cartões Amarelos: Diego (FLA) e Bressan (GRE)
Gols: Everton, aos 42 minutos do primeiro tempo e Berrío, aos 32 minutos do segundo empo

Brasileirão 2016 – Flamengo 2×1 Grêmio

August 22, 2016

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O Grêmio fez mais uma partida muito ruim como visitante e acabou perdendo por 2×1 para o Flamengo em Brasília. No primeiro tempo o tricolor teve muita dificuldade para sair jogando e foi bastante pressionado pelo Flamengo. O 1×0 no intervalo (gol de pênalti convertido por Damião) acabou até sendo barato para que os times apresentaram nos primeiros 45 minutos.  O Grêmio mostrou uma leve melhora no segundo tempo. Bolaños teve boa chance, Geromel obrigou Alex Muralha a fazer uma grande defesa, mas o Flamengo chegou ao segundo gol na cabeçada do estreante Diego, após bom cruzamento de Pará. Henrique Almeida ainda conseguiu descontar, aproveitando o vacilo de Réver, mas pouco fez depois disso para chegar a um empate.

Walace e Luan foram decisivos na conquista da medalha de ouro do Brasil. Qualquer time sentiria a falta deles. Mas acho que o Grêmio poderia ter um rendimento melhor sem eles. E, de qualquer maneira, o tricolor precisa melhorar seu desempenho fora de casa se pretende ser campeão.

Foi muito estranho o critério do juiz Raphael Claus na partida. Aos 24 minutos, quando a bola bateu na mão de Everton em um lance de ataque do Flamengo ele nada marcou. Cinco minutos depois, ele marcou pênalti e mostrou cartão amarelo para Geromel em um lance parecido. E no início do segundo tempo, ele nada marcou quando a bota bateu no braço de Rafael Vaz dentro da área do Flamengo. A mais recente orientação da FIFA vem sendo usada para legitimar as diversas interpretações sobre a bola na mão/mão na bola, mas é inadmissível que o árbitro mude seu critério durante a partida. Estranho também foi o comentarista da partida, Lédio Carmona, deixando de falar sobre essa questão do critério apesar das inúmeras repetições dos lances.
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Fotos: André Borges (Lance), Fred Gomes (GloboEsporte) e Gilvan de Souza (Flamengo)

Flamengo 2×1 Grêmio

FLAMENGO: Alex Muralha, Pará, Réver, Rafael Vaz e Jorge; Márcio Araújo, Cuéllar e Diego (Mancuello, 34’/2°T); Gabriel (Alan Patrick, 16’/2°T), Everton e Leandro Damião (Felipe Vizeu, 12’/2°T).
Técnico: Zé Ricardo

GRÊMIO: Marcelo Grohe, Wallace Oliveira (Lincoln, intervalo), Geromel, Wallace Reis e Marcelo Oliveira; Ramiro, Maicon, Douglas, Everton (Guilherme, 33’/2°T) e Pedro Rocha; Miller Bolaños (Henrique Almeida, 19’/2°T).
Técnico: Roger Machado

21ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2016
Data: 21/08/2016, domingo, 11h00min (de Brasília)
Local: Mané Garrincha, em Brasília (DF)
Público: 22.552 pagantes
Renda:  R$ 1.421.870,00
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Rogério Zanardo (SP) e Danilo Ricardo Manis (SP)
Cartões Amarelos: Geromel (GRE); Mancuello (FLA)
Gols: Leandro Damião (de pênalti) aos 29 minutos do 1° tempo; Diego aos 24 e Henrique Almeida  26 minutos do 2° tempo (2-1)

Confrontos Flamengo Vs. Grêmio

August 20, 2016

1990 flamengo 0x1 gremio

Postei mais algumas fotos de confrontos entre Flamengo e Grêmio pelo Brasileirão no Tumblr. A imagem de acima (do jornal Zero Hora) mostra Nilson marcando o único gol da partida em Juiz de Fora pelo Brasileirão de 1990 (Sidmar defendeu um pênalti cobrado por Renato Portaluppi quando o jogo ainda estava 0x0).

Flamengo e Grêmio já se enfrentaram 4 vezes em Brasília. No Brasileirão de 2013 (vitória do Grêmio com gol de falta do Pará), pela Copa dos Campeões Mundiais em 1997 (3 gols de Lúcio na vitória de 4×2 do Flamengo e em 1995 (quando Renato Portaluppi formou o ataque do Grêmio com Paulo Nunes e Jardel) e um amistoso em 1971, no qual o Flamengo levou a taça no sorteio após o empate em 2×2.
1968 volmir alcindo flamengo jb

A foto acima, retirada do Jornal do Brasil, mostra Volmir e Alcindo no lance do gol do Grêmio na vitória por 1×0 no Maracanã pelo Robertão de 1968.

Abaixo, foto do Jornal Zero Hora, do empate em 2×2 no Maracanã pelo Brasileirão de 1994, onde os gremistas Osias, Emerson, Jamir e Pingo disputam a bola com Marquinhos e Magno

1994 flamengo 2x2 gremio

Brasileirão 2016 – Grêmio 1×0 Flamengo

May 24, 2016

O Grêmio pode não ter feito uma grande partida. Pode ter corrido riscos desnecessários quando já estava em vantagem (Gol de cabeça Fred, que realmente estava “precisando” disso), mas é inegável que o tricolor foi melhor do que o Flamengo durante a maior parte do jogo, tendo criado mais oportunidades e merecendo levar os 3 pontos que estavam em disputa. 

Ontem ficou bem claro que o Grêmio jogou numa espécie de 4-4-2. Bolaños ficava sempre mais a frente do que Luan e Giuliano. E quando o time perdia a bola, era Bobô que voltava para recompor. Também me pareceu claro que o time passou a render mais quando Luan passou a jogar mais perto do gol, ficando Everton responsável por ocupar a faixa lateral. 

O público foi menor do que a média dos últimos 10 confrontos contra o Flamengo pelo Brasileirão em Porto Alegre. Uma pena. Enquanto isso cada vez surge uma nova desculpa na questão do check-in/check-out. Só o que não surge é uma solução.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 1×0 Flamengo

GRÊMIO:  Marcelo Grohe; Edílson, Geromel, Frede Marcelo Oliveira; Walace, Maicon, Giuliano (Pedro Rocha, 29’/2ºT), Luan e Bolaños; (Douglas, 37’/2ºT); Bobô (Everton, int.).
 Técnico: Roger Machado
FLAMENGO: Paulo Victor; Rodinei, Juan, Léo Duarte e Jorge; Cuellar (Willian Arão, 32’/2ºT), Márcio Araújo, Gabriel (Marcelo Cirino, 25’/2ºT), Éverton(Ederson, 25’/2ºT) e Alan Patrick; Guerrero.
Técnico: Jayme de Almeida

02ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2016
Data: 22 de maio de 2016, domingo, 16h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Público: 17.866 (15.976 pagantes)
Renda: R$ 522.592,00
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Anderson de Moraes Coelho (SP)
Cartões amarelos: Luan, Fred, Maicon (GRE); Guerrero, Everton (FLA)
Gol: Fred, aos 8 minutos do 2º tempo