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Gauchão 1980 – Pelotas 0x2 Grêmio

March 6, 2020
1980 pelotas

Foto: Correio do Povo

No segundo turno do Gauchão de 1980, o Grêmio venceu o Pelotas na Boca do Lobo, com gols de Renato Sá e Baltazar (jogadores que participariam da jogada do gol do primeiro título Brasileiro do Grêmio no ano seguinte).

CEDO, RENATO SÁ TRANQUILIZOU OS GREMISTAS

Líder isolado do campeonato gaúcho, o Grêmio esteve em Pelotas para manter a excelente posição que desfruta. E se, teoricamente, a partida na Boca do Lobo poderia ser considerada difícil, na prática o Grêmio liquidou cedo com as dificuldades marcando um golo por intermédio de Renato Sá. Foi uma jogada do ponteiro-esquerdo Odair com passe para entrada de Renato Sá, que arrematou duas vezes antes de marcar. Na continuação do lance, aproveitando indecisão da zaga pelotense, Renato fez 1×0. A jogada de gol de Renato Sá foi o único lance claro do Grêmio no primeiro tempo. Mas, a vantagem, deu a tranqüilldade suficiente para o segundo tampo.

E logo no início da etapa complementar, veio o segundo golo. Dirceu lançou Tarciso entre os zagueiros e ele conseguiu o toque para Baltazar. O centroavante, totalmente desmarcado, chutou sem apelação. O Pelotas, a partir do segundo golo do Grêmio, desmanchou o quadrado no meio-campo e tentou partir para cima. Mas a defesa gremista bem postada segurou o resultado e os jogadores mais habilidosos fizeram o tempo passar, garantindo o excelente resultado.” (Correio do Povo, terça-feira, 23 de setembro de 1980)

chamada pelotas

PELOTAS: Casagrande ; Betão, Fernando Xavier, Sílvio e Zé Carlos; Paulo Cesar (Júlio Cesar), Remi e Alamir; Celso, Mano e Miro
Técnico: Getúlio Saldanha

GRÊMIO: Leão; Nestor Simionatto, Newmar, Vicente e Dirceu; Bonamigo, Paulo Isidoro e Renato Sá; Tarciso, Baltazar e Odair.
Técnico: Paulinho de Almeida

Gauchão 1980 – 2º Turno – 7ª Rodada
Data: 21 de setembro de 1980, domingo, 15h30min
Local: Estádio Boca do Lobo, em Pelotas-RS
Público: 7.180 (fonte: Grêmiopédia)
Renda: Cr$ 649.170,00
Árbitro: Aírton Bernardoni
Auxiliares: Urbano Knorst e Antônio Fernando Moussalle
Gols: Renato Sá, aos 7 minutos do primeiro tempo e Baltazar, aos 12 minutos do segundo tempo

Gauchão 1980 – Caxias 1×3 Grêmio

February 22, 2020
1980 correio caxias baltazar

Foto: Correio do Povo

 

No Gauchão de 1980, o Grêmio venceu o Caxias por 3×1 no Centenário, em jogo do segundo turno. Baltazar, que terminaria a competição como artilheiro isolado, marcou dois gols naquela noite.

 

1980 pioneiro caxias baltazar

Foto: Pioneiro

DEPOIS DO SUSTO, VITÓRIA TRANQÜILA DOS GREMISTAS

Depois de um primeiro tempo muito movimentado e que finalizou empatado em 1 gol, o Grêmio foi superior nos últimos 45 minutos, fazendo 3 a 1, ontem à noite, no Estádio Centenário, em Caxias, A partida foi desenvolvida em ritmo quente e o tricolor manteve a liderança folgada com muita garra. O Caxias foi um adversário difícil e sua torcida não gostou do juiz.

PRIMEIRO TEMPO — O jogo começou muito quente. O Caxias aceitou a proposta de fazer uma partida em afta velocidade. O Grémio por sua vez entrou em ritmo acelerado. Assim logo nos primeiros movimentos pode-se observar o entusiasmo dos times.

Aos cinco minutos num descuido da defensiva tricolor Zezinho saiu da ponta-esquerda invadiu e deu um passe preciso para Juti. O comandante de :ataque não perdeu tempo arrematando sem defesa para Leão: Caxias 1 a 0.

Sem perder a velocidade o Grêmio foi em busca do empate. Este aconteceu aos treze minutos quando Dirceu cruzou bola para área. Tarciso desviou para o poste e Baltazar acertou as redes de Ortiz.

O 1 a 1 foi justo. Grêmio e Caxias tiveram uma movimentação muito equilibrada, E a partida nesta etapa agradou.

SEGUNDO TEMPO — O Caxias não resistiu. O Grêmio, depois de mostrar um excelente primeiro tempo, confirmou plenamente. Com velocidade e boa movimentação na meia-cancha, o tricolor não deu espaço para os caxienses manobrarem.

Aos 29 minutos, os 2 a 1 para o Grêmio. Odair foi derrubado na área e o juiz deu penalidade máxima. Baltazar cobrou e marcou. Aos 39, numa jogada pessoal, Tarciso encerrou o marcador em Caxias: 3 o 1 Grêmio. O jogo, nesta fase, também valeu pelo empenho. “ (Correio do Povo, 2 de outubro de 1980)

1980 pioneiro caxias juiz

Os jogadores do Caxias reclamaram muito do árbitro Orion Satter de Mello. Especialmente pela não marcação de penalidade máxima, no segundo tempo, ocorrida na área gremista. Aqui, a reclamação no momento da marcação da penalidade sobre Odair contra o Caxias. Mais tarde, foi constatado que o pênalti existiu, pois o jogador gremista foi empurrado.” (Pioneiro, 4 de outubro de 1980)

CAXIAS COM MAIS DIFICULDADES PARA CHEGAR À CLASSIFICAÇÃO

A derrota diante do Grêmio por três a um, na quarta-feira à noite, não pode ser considerada como surpresa. O Caxias não vinha apresentando futebol para vencer o adversário, mais categorizado e com grande poder de conjunto. Mas o Caxias via no encontro a chance de fazer esquecer todas as falhas cometidas ao longo do certame. Além disso, a partida marcou a volta do técnico Marco Eugênio. E este tem já uma imagem formada na opinião pública esportiva de ser inimigo do Grêmio. Inimigo em termos esportivos. No fundo, Marco Eugênio não tem a intenção de ser reconhecido como tal. O destino esportivo foi quem criou essa situação. E o detalhe serviu muito para dar mais atrativo ao jogo.

O Caxias iniciou com muita vontade, muita disposição. Até nem parecia atravessar uma fase de confusão. Marcou um gol logo aos cinco minutos, através de Juti. Mas a velocidade empregada no jogo pelo Caxias não foi sustentada. O Grêmio aceitou a proposta de jogo. E passou a se movimentar muito. Ainda mais com um gol sofrido logo no início. E talvez ai tenha residido todo o problema da equipe de Marco Eugênio. Propôs um sistema que não pôde suportar ao longo dos 90 minutos. O Grêmio empatou aos 13 minutos, justamente através de uma lance de velocidade do ponteiro Tarciso. A bola ia para a linha de fundo. Ninguém do Caxias acreditou que ela pudesse ainda ser alcançada. Mas Tarciso valeu-se da facilidade de correr, cruzou para a área, a bola bateu no poste e foi para Baltazar. Livre, marcou fácil. A partir daí, o jogo teria outra história. Aos 29, Baltazar fez o segundo gol, cobrando penalidade máxima e Tarciso, aos 39, marcou o terceiro. Houve muita reclamação quanto à arbitragem. Esta, efetivamente, não foi boa. Por tudo o que aconteceu. Aceitou reclamações, deixou de marcar duas penalidades, uma a favor do Grêmio e outra a favor do Caxias. Jogadores chegaram a agredir o árbitro Orion Satter de Mello, sem que tomasse providências. A renda é que foi excelente: Cr$ 1.049.200,00

Com esta derrota, somada às demais, o Caxias encontra cada vez, maiores dificuldades para chegar ao hexagonal.” (Pioneiro, 4 de outubro de 1980)

1980 pioneiro caxias gol juti

Foto: Pioneiro

GRÊMIO: Leão; Casemiro, Newmar, Vicente e Dirceu: Bonamigo (Plein), Paulo Isidoro e Renato Sá: Tarciso, Baltazar e Odair.
Técnico: Paulinho de Almeida

CAXIAS: Ortiz; Lauri, Ademir, Jerônimo e Segato; Vilson, Toninho e Liminha; Gonçalves, Juti e Zezinho.
Técnico: Marcos Eugênio

Local: Estádio Centenário, em Caxias do Sul-RS
Renda: CrS 1.049.200,00
Árbitro: Orion Sater de Melo
Auxiiares: Laor Ferreira e Carlos Torres. RE

Gauchão 1980 – Grêmio 0x0 Esportivo

February 2, 2020
1980 esportivo cp nelinho 1

Foto: Correio do Povo

 

No Gauchão de 1980, Grêmio e Esportivo ficaram no 0x0 no Olimpico em partida válida pelo segundo turno da competição. Esse jogo marcou a estreia de Nelinho com a camisa tricolor (com a qual ele atuou por menos de dois meses)

Nelinho chegara cinco dias antes deste confronto e ao desembarcar em Porto Alegre disse que dificilmente atuaria nessa partida pois estava sem ritmo. Foi pro jogo mesmo assim.

O detalhe curioso do jogo é que o Grêmio jogou de camisa branca e o Esportivo com camisa branca com listras finas azuis e nenhuma das reportagens abaixo menciona a aparente dos uniformes.

1980 esportivo cp vitor hugo

Foto: Correio do Povo

COM TROPEÇO DO GRÊMIO O INTER DIMINUI A DIFERENÇA

A estréia de Nelinho levou bom público ao Estádio Olímpico para assistir Grêmio x Esportivo. Dentro do campo e resultado não foi nada bom para o Grêmio que acabou perdendo um ponto precioso ao empatar em zero a zero. O time de Bento Gonçalves, depois dos 40 minutos do primeiro tempo, teve dois jogadores expulsos e assim mesmo segurou a igualdade sem gols. Carlos Martins agiu com precisão ao expulsar Raquete mas Sol muito rigoroso retirando de jogo o ponteiro Lambari.

O Grêmio no primeiro tempo limitou-se a conclusões de fora da área, principalmente por intermédio de Nelinho, e teve poucas jogadas de penetração por causa dá forte retranca do Esportivo. No segundo tempo o time de Bento passou a dar chutões para a frente ou para fora do campo. O Grêmio atacou muito e teve boas oportunidades de gol que não saíram por força da boa presença do goleiro Noslen ou então por falta de sorte nos arremates como aconteceu num chute de Renato Sá, que bateu no poste esquerdo. A entrada de Plein no lugar de Vitor Hugo tornou o time gremista ainda mais ofensivo, sem contudo determinar a vitória . Agora o Grêmio está com dois pontos à frente do Inter no segundo turno.” (Correio do Povo, terça-feira, 7 de outubro de 1980)

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Foto: Correio do Povo

NELINHO ADIA A EXPLOSÃO: ‘VEM Al MINHA MAIOR BOMBA”
O estádio encheu para ver sua estréia, suas cobranças de falta mortais.

O Grêmio empatou com o Esportivo (0 x 0), o show não saiu, mas não faltaram aplausos. Nelinho prometeu bombas, suor e o título — para voltar à Seleção e acabar com a imagem de santo do técnico Hilton Chaves.

A estréia de Nelinho no Grêmio, domingo, contra o Esportivo, teve de tudo: recorde de renda no campeonato, papo com a noiva, juiz estreando uniforme, muita catimba, expulsões e até piada de português. Só não teve o tão esperado gol de falta da nova bomba gremista.

Trinta mil eufóricos torcedores invadiram o Olímpico cedo na tarde. Era o maior público do campeonato — excetuando-se o último Gre-Nal. O recorde só não caiu porque Netinho estava sem jogar há 30 dias, sentiu bastante a física puxada da semana e até sextaf-eira sua estréia era posta em dúvida. Não houve, porém, o espetáculo que todos esperavam. Nelinho adiou a explosão de sua bomba — “Fica para a próxima vez, ela vem aí com força total” — e o Grêmio até empatou com o Esportivo, permitindo que o Inter se aproximasse perigosamente.

Não faltou incentivo ao lateral. Antes do jogo, já no meio do campo, um repórter da Rádio Gaúcha colocou-lhe os fones nos ouvidos e ele conversou rapidamente com sua noiva, Vanda, que estava em Belo Horizonte. “Como você está se sentindo com a camisa do Grêmio, amor?”. Vestido com o uniforme dois do time (o branco), Nelinho se emocionou: “Bem demais, amor, o estádio está quase lotado e todo mundo me dá força”.

E bem que ele tentou corresponder a todos aqueles aplausos. Por quatro vezes soltou sua bomba em cobranças de faltas: na primeira, logo a 1 minuto, chutou da direita, com efeito, fazendo a bola subir e baixar de repente, rente ao travessão; na segunda, aos 14, bateu rasteiro e forte no canto direito, mas, no susto, o goleiro Noslen espalmou para escanteio: aos 36, a terceira, já com menos força; e a quarta, aos 26 do segundo tempo, saiu mais fraca ainda. Praticamente andava em campo, sentindo o desgaste e as emoções da estréia.

Nelinho mostrou também, alguns defeitos na marcação, pela falta de ritmo, mas compensou essas falhas com belos passes de efeito. E foi longamente aplaudido ao fazer dois lançamentos de 40m nos pés do companheiro.

Sua estréia só não foi mais comentada porque os jogadores do Esportivo aprontaram demais, dando até peitaço no juiz Carlos Martins. Martins também tinha se preparado para a festa – usava pela primeira vez o seu uniforme de juiz da FIFA — mas não esperava ter tanto trabalho. Foi obrigado a expulsar dois, ainda no primeiro tempo, e o segundo, em conseqüência, foi de antifutebol: os nove jogadores do Esportivo se entrincheiraram, dando balões para todos os lados para garantir o 0 x 0.

De qualquer forma, sobraram elogios para Nelinho — principalmente por parte do técnico Paulinho de Almeida: “Quando ele estiver em forma, poderá até superar aquele Nelinho que todos conhecemos, pois hoje é um homem mais experiente”. Alegre, satisfeito, ele não se furtou nem a ouvir “a última do português”, que o cómico José Vasconcelos foi lhe contar no vestiário —Nelinho é descendente de portugueses e também bom piadista.

Ele só ficou sério quando soube que o técnico Hilton Chaves reagiu a sua entrevista a Placar com uma furiosa resposta. Sério, porém tranqüilo: “Isso apenas prova que ele não tem moral. Vou suar a camisa do Grêmio, ser campeão, voltar à Seleção e mostrar que estou acima de intrigas.” (Emanuel Mattos, Placar, edição n.º 545, 10 de outubro de 1980)

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Foto: Nico Esteves (Placar)

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Foto: Nico Esteves (Placar)

NA BASE DO CHUTÃO É DIFÍCIL JOGAR

Primeira preocupação de Nelinho, ontem pela manhã, logo após o café na concentração do Olímpico: escrever uma carta para a noiva. “É a saudade, bicho”, justificou. E, por isto, só desceu para o departamento de futebol após às 9 horas.

Abrigo da CBD e buscando o sol para se proteger do frio, Nelinho analisou sua atuação contra o Esportivo: “Foi regular. Dentro das condições físicas que me encontro no momento, cheguei a ter bons momentos. Na verdade, fiz a bola correr mais”.

Que tempo necessita para entrar em forma? A resposta é imediata: “Três a quatro jogos. Logo adquiro a condição ideal e entro no Gre-Nal na ponta dos cascos. O pessoal aqui é bom de jogar, sabe. Tocam bem a bola o são inteligentes. Fica mais fácil assim, não?”.

O que foi difícil no adversário? “Puxa, palavra, nunca neste tempo que jogo futebol vi um time tão preocupado em não jogar como o Esportivo. Eles não jogaraM. Tinham condições para tocar a bola, fazer a cera técnica, mas preferiam dar chutões para a avenida. Sinceramente, é difícil jogar assim”.

Diferença com os times de Minas? “A principal é a maneira de jogar mesmo. Lá um time pequeno segura a bola, faz o tempo passar e procura se fechar bem. Mas, acima de tudo, faz tudo isto sempre com a bola rolando. Quer dizer: ninguém dá chutão para fora do campo. Acho que esta é a grande diferença”.

Não deu para acertar uma falta domingo? “Não, bicho, não deu. Cobrei três, sendo duas no gol e uma fora. Usei a mesma técnica de sempre. Na bola fora, dei azar. Ela desceu um metro depois da goleira. Pelo efeito que dei, pensei que ela ia descer nas costas do goleiro. Sorte dele”.

Mas ainda vale advertir os zagueiros adversários para não cometerem faltas nas proximidades da área, não é? Depois do sorriso, a resposta: “Convém sim. Vou bater com força e o veneno habitual. Se facilitarem, chuto para fazer. Por isto, é bom não abrir emito e evitar as faltas. Estou sem condições físicas, mas continuo com o pé em forma”.

Chuteira alemã dá mais potência no chute. Manoel Rezende Mattos Cabral? “Pode trocar tudo isto por Nelinho que eu atendo logo. Não. O problema é que tenho o pé um pouco largo e a chuteira alemã tem maior elasticidade. O pé fica numa boa e aí o problema é do goleiro adversário”.

O empate não foi um bom começo. “Mas, também, não foi ruim. O pior é perder. Nosso time foi bem e o adversário passou todo o tempo evitando jogar futebol. Acho que comecei bem. Depois de quase oito anos de Cruzeiro, a saída me fez bem e o ambiente aqui é excelente”.

Casamento marcado para maio o morando no Olímpico, Nelinho tem dois objetivos imediatos: primeiro, entrar em forma; segundo, receber uma nova oportunidade na Seleção e mostrar que é importante em qualquer time.” (Correio do Povo, quarta-feira, 8 de outubro de 1980)

1980 esportivo guaiba

Grêmio 0x0 Esportivo

GRÊMIO: Leão; Nelinho, Newmar (Gaúcho), Vicente e Dirceu; Vítor Hugo (Plein), Paulo Isidoro e Renato Sá; Tarciso, Baltazar e Odair.
Técnico: Paulinho de Almeida

ESPORTIVO: Noslen; Toninho, Leocir, Raquete e Edgar; Dilvar, Silvio e Adilson; Lambari, Paulo Taborda (Saraci) e Rubem
Técnico: Zeca Rodrigues

Campeonato Gaúcho 1980 – 1ª Fase – 2º Turno – 11ª Rodada
Data: 05 de outubro de 1980, domingo, 15h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 26.769
Renda: Cr$ 2.107.380,00
Árbitro: Carlos Martins
Auxiliares: Mário Severo e Elinei Macedo
Cartões Vermelhos: Raquete e Lambari