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Gauchão 2001 – Grêmio 4×2 Inter

May 22, 2021

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

 

Dos Gre-Nais que eu vi, esse teve foi um dos placares mais enganosos. Os 2×0 do primeiro tempo saíram muito barato. Ainda não me conformei que o Grêmio deixou o Inter chegar perto do empate quando poderia/deveria ter imposto uma goleada histórica. E gol do Luis Claudio foi um dos mais lamentáveis que o Grêmio já tomou.

É curioso notar que na crônica da Zero Hora, David Coimbra coloca Anderson Polga como volante no Grêmio, enquanto a própria ficha técnica da Zero Hora escala o Grêmio num 3-5-2 com Polga de zagueiro.

Foto: Placar (Agência RBS)

“GRÊMIO GOLEIA E JÁ ESTÁ NA FINAL DO GAUCHÃO
Num dos melhores Gre-Nais dos últimos anos, o time do Olímpico fez 4 a 2 no Inter e levou o primeiro turno por antecipação

Os 4 a 2 que o Grêmio enfiou no Inter, ontem à tarde, no Estádio Olímpico, reafirmam uma verdade que, nos anos 70, era ensinada todos os dias pelo velho técnico Abílio dos Reis, ele com sua inconfundível voz roufenha:
– Quem ganha o meio-campo, ganha o jogo.

Foi assim no belo e trepidante Gre-Nal 348. O meio-campo do Grêmio foi absoluto, o time de Títe venceu até com alguma facilidade e conquistou, com antecipação, o título do primeiro turno do Campeonato Gaúcho.

Anderson Polga, Eduardo Costa, Tinga e Zinho, eis os nomes do jogo. Anderson Polga marcou o perigoso Fábio Pinto e foi perfeito. Passou quase todo o jogo com a ameaça de expulsão pendendo sobre sua cabeça (levou um cartão amarelo aos cinco minutos) e nem assim se perturbou. Fez uma partida sólida como as arquibancadas de pedra do Olímpico.

Eduardo Costa, com a atuação de ontem, tem de pensar em se matricular em um curso de italiano com urgência – um dirigente da Inter, de Milão, estava no estádio para observá-lo. Deve estar boquiaberto até agora. Eduardo Costa teve uma atuação de luxo, no desarme, no passe escorreito, m distribuição do jogo.

Zinho deu o ritmo ao time. Experiente e esperto, comandou seus jovens companheiros e ainda marcou o quarto gol, de pênalti. Finalmente, Tinga. Este merece um ponto de exclamação. Movimentou-se como um volante holandês e ainda arrumou fôlego para fazer dois gols.

O harmônico meio-de-campo do Grêmio contou com o auxílio luxuoso de uma zaga consistente, formada pelo aniversariante Marinho e pelo inteligente Mauro Galvão, além de um ataque sempre perigoso, com Renato Martins, afinal um centroavante ortodoxo, e Rodrigo Mendes.

Já o Inter foi sempre vacilante. Uma defesa insegura, um meio-campo frágil e um ataque que teve alguns lampejos agudos apenas no segundo tempo. No primeiro, o domínio do Grêmio foi irretorquível. O Inter mal entrou na área do excelente Danrlei. Aos 23 minutos aconteceu o previsível: Tinga fez 1 a 0. O Inter só assustava Danrlei com as cobranças de falta de Fábio Rochemback. Aos 42, Tinga, de novo, recebeu um passe notável de Renato Martins e ampliou.

O Inter voltou a campo disposto a atacar, no segundo tempo. E o Grêmio a contra-atacar. Num desses contragolpes, Eduardo Costa fez grande jogada pela direita, entrou na área e atrasou a bola para Rodrigo Mendes marcar 3 a 0. A impressão era de que o Grêmio aplicaria uma goleada devastadora. A torcida gritava olé nas arquibancadas e os jogadores trocavam passes delicados no meio do campo.

Essa desconcentração foi fatal. Aos 23, Rochemback jogou a bola para Luiz Cláudio dentro da área. O centroavante dominou, levantou para ele mesmo e, de bicicleta, assinalou o gol mais plástico da partida. A confiança dos gremistas trincou com o gol surpresa. Dois minutos depois, Luiz Cláudio, outra vez, foi a linha de fundo, cruzou e Fábio Pinto completou para a rede.

O jogo se revestiu de uma urgência e de um nervosismo que eletrizou as arquibancadas. O empate do Inter parecia iminente. Mas, aos 40, Eduardo Costa, mais uma vez, puxou o contra-ataque, passou para linho, que foi derrubado na área por Fernando Cardoso: pênalti. O próprio Zinho cobrou e fechou o placar: 4 a 2. Alivio para os gremistas. E justiça. Venceu quem foi melhor.” (David Coimbra, Zero Hora, segunda-feira, 2 de abril de 2001)

 

MELHORES MOMENTOS
1° TEMPO

♦ 2 minutos – Renato Martins deixa Rodrigo Mendes frente a frente com João Gabriel. O atacante do Grêmio para, pensa e erra.

♦ 14 minutos – Lê cobra falta e Danrlei espalma a escanteio.

♦ 14 minutos – Zinho passa para Rodrigo, que chuta de perna direita. João Gabriel defende.

♦ 17 minutos – Rodrigo chuta de direita e João Gabriel espalma a escanteio. Na cobrança, Galvão cabeceia e Guerreiro salva debaixo das traves.

♦ 23 minutos – Escanteio da esquerda. A bola sobra para Tinga no lado direito da área. Ele chuta forte e alto: gol.

♦ 31 minutos – Rochemback bate falta com violência e efeito. Danrlei tira com os pés.

♦ 42 minutos – Marinho passa para Renato, que, de peto, toca para Tinga fazer 2 a O.

 

2° TEMPO

♦ 8 minutos – Confusão na área do Grêmio. Lê acerta um chute na trave.

♦ 11 minutos – Danrlei faz duas grandes defesas em uma falta de Rochemback e, em seguida, num chute de Gil Baiano.

♦ 16 minutos – Eduardo Costa avança pela direita e passa para Rodrigo marcar 3 a 0.

♦ 23 minutos – Luiz Cláudio domina a bola na área, levanta para ele mesmo e, de bicicleta, desconta: 3 a 1

♦ 25 minutos – Luiz Cláudio corre pela direita, cruza e Fábio Pinto faz 3 a 2.

♦ 27 minutos – Marcelo perde gol na frente de Danrlei.

♦ 34 minutos – Tinga recupera a bola, passa para Rodrigo, que gol.

♦ 40 minutos – Eduardo lança Zinho que é derrubado na área por Cardozo. Pênalti, Zinho cobra e amplia: 4 a 2.” (Zero Hora, segunda-feira, 2 de abril de 2001)

Foto: Edison Vara (Placar) – Fonte: Interpedia

Foto: Edison Vara (Placar)

NÚMEROS DO JOGO (Zero Hora, 2 de abril de 2001)
GRÊMIO INTER
Passes errados 52 54
Faltas cometidas 16 20
Jogadas de linha de fundo 6 4
Finalização corretas 6 7
Finalizações erradas 3 7
Escanteios a favor 4 5
Impedimentos 1 1
Cartões amarelos 5 3

 

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

 “O GRE-NAL DE TITE

Um é elétrico, comanda seu time com rédea curta, invade o campo para vibrar nos gols, esforça-se para interferir no andamento da partida. O outro é pacato, não grita com os jogadores e passa a nítida impressão de estar resignado com tudo o que acontece à sua frente.

A vitória do Grêmio por 4 a 2 no clássico de ontem à tarde foi o triunfo de Tite, o determinado, sobre Zé Mário, o conformado.

Normalmente exaltado, Tite desta vez extrapolou, principalmente no primeiro tempo. Xingou o tempo todo o bandeira José Franco Filho, postado rio lado das sociais, bateu boca várias vezes com o árbitro reserva Ronaldo Silva e por muito pouco não acabou expulso.

— Não dá mais, eu vou embora se você não der cartão para eles — protestou o treinador em um dos momentos de maior exasperação, quase sapateando de raiva.

— Deu, deu, agora chega — gritou o árbitro Fabiano Gonçalves, ameaçando puxar o cartão vermelho.

O fato é que a energia de Tite chegou aos jogadores. Marinho, Polga e Eduardo Costa, normalmente vistos com desconfiança pela torcida, desdobraram-se no combate aos adversários e foram quase perfeitos.

— Os jogadores entenderam que só a capacidade de mobilização poderia superar os problemas decorrentes da falta de entrosamento — afirmou o treinador, dentro de seu estilo didático. — Não se tem padrão de jogo com 15 ou 16 jogos e com um time que é 70% diferente do ano passado.

Também coube a Tite a tarefa de manter o grupo mobilizado mesmo diante dos atrasos salariais. Seu argumento: os objetivos profissionais têm que estar acima de situações momentâneas. E quanto a Zé Mário? No primeiro tempo, quando virou uma presa fácil para o Grêmio, o Inter foi o espelho fiel de seu treinador. Embora tenha ficado o tempo todo à beira do gramado, Zé Mário só se manifestou pela primeira vez aos 25 minutos, reclamando de uma saída errada de Leandro Guerreiro.

Dá para dizer que Zé Mário só acordou após o segundo gol do Inter. Aí, sim, gesticulou um pouco mais e chegou a mostrar-se revoltado com o outro árbitro reserva, Rogério Gonçalves, que permitia a Tite passar instruções quase dentro do campo. Já era tarde. A essa altura, seus gritos eram abafados pelo coro de “burro, burro” da torcida colorada e de ” Zé Mário, Zé Mário”, um deboche dos gremistas.

— Se a diretoria achar que tenho de sair, tudo bem —afirmou após o jogo. — Mas estou certo de que um dia nosso trabalho ainda virá à tona. Futebol não é só Gre-Nal.

Tanto o presidente Fernando Miranda como o vice de futebol, Márcio Abreu, garantiram ontem à noite que nada muda no comando do time. Mas mudanças deverão ocorrer esta semana, quem sabe até na comissão técnica.” (Luis Henrique Benfica, Zero Hora, segunda-feira, 2 de abril de 2001)

 

 

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

 

 

 

OS ATLETAS DE CRISTO VOLTAM AO OLÍMPICO
GRE-NAL 348 – Jogadores mostram mensagens de louvor nas camisetas

Eles estão de volta. Ressurgiram das cinzas, feito a mitológica Fênix, Rubens Cardoso, Marinho, Itaqui, Anderson Lima e Zinho reeditaram ao final do Gre-Nal o movimento dos atletas de Cristo, expurgado do Olímpico no começo do ano passado sob acusação de provocar passividade em campo.

Por baixo da camiseta tricolor, exibiram com orgulho inscrições de louvor a Deus, atitude parecida com a adotada pelo São Caetano na Copa João Havelange.

O lateral-esquerdo Rubens Cardoso trouxe a frase “Deus é fiel”. Itaqui optou por “100% Jesus”, enquanto o Zagueiro Marinho preferiu mandar um recado sutil à direção que o afastou do grupo depois de algumas más atuações: “Deus exalta o justo”.

Iniciado com o goleiro João Leite e o ex-gremista Baltazar nos anos 80, o movimento ganhou adeptos e virou uma legião. Capitão, Macedo, Murilo, Fabinho, Hernani, todos foram mandados embora. Em um determinado momento, restou apenas Itaqui, ainda por cima renegado a reserva. Agora, de cara nova, os atletas de Cristo mostram sua força

– Fizemos as camisas no mesmo lugar – disse Cardoso.

O clima no vestiário gremista era de festa total. Nem a surpreendente briga entre o goleiro Danrlei e o diretor-executivo Denis Abrahão, na entrada do túnel, atrapalhou a festa. Ao final do jogo, Danrlei, aos gritos, correu em direção à Abrahão.

— Comigo é cara a cara! A vitória é do grupo! – gritou Danrlei, irritado.

Dênis nada respondeu e preferiu não aparecer na sala de conferências para esclarecer o episódio. O repórter Farid Germano Filho, da Rádio Gaúcha, perguntou a Danrlei o motivo da briga, mas ele não quis tocar no assunto ou responder se o motivo eram as críticas feitas ao árbitro Carlos Simon na semana passada, desaprovadas pela direção, O presidente José Alberto Guerreiro falou sobre o episódio:

– Sempre pude haver alguma discussão, é claro.

Hoje, o presidente estará em São Paulo na reunião do Clube dos 13. Além disso, examinará om a ISL como ficará o contrato do clube diante da concordata suíça. Por um lado, é até bom: assim resolvemos esta questão de uma vez por todas – afirmou Guerreiro.” (Diogo Olivier, Zero Hora, segunda-feira, 2 de abril de 2001)

 

Foto: Edison Vara (Placar)

 

Grêmio 4×2 Inter

 

GRÊMIO: Danrlei; Marinho, Mauro Galvão e Ânderson Polga; Ânderson Lima, Eduardo Costa, Tinga, Zinho e Rubens Cardoso; Rodrigo Mendes (Warley) e Renato Martins (Itaqui)
Técnico: Tite

INTER: João Gabriel; Denílson, Espínola, Fernando Cardozo e Marcelo Santos (Marco Aurélio); Leandro Guerreiro (Gil Baiano), Fábio Rochemback, Carlinhos e Lê (Marcelo); Luiz Cláudio e Fábio Pinto
Técnico: Zé Mário

Gauchão 2001 – Octogonal Final – 1º Turno – 6ª Rodada
Data: 1º de abril de 2001, domingo
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público: 29.062 (26.417 pagantes)
Renda: R$ 240.795,00
Juiz: Fabiano Gonçalves
Auxiliares: José Franco Filho e André Veras
Cartões Amarelos: Danrlei, Ânderson Lima, Marinho, Ânderson Polga, Eduardo Costa; Fernando Cardozo, Marcelo Santos, Gil Baiano
Gols: Tinga aos 23 minutos e aos 43 do 1º tempo; Rodrigo Mendes, aos 16 minutos, Luiz Cláudio aos 23; Fábio Pinto aos 24 e Zinho (de pênalti) aos 42 minutos do 2º tempo.

Gauchão 2001 – Inter 0x0 Grêmio

May 16, 2021

Foto: Ricardo Duarte (Zero Hora)

No Gauchão de 2001, o clássico Gre-Nal disputado no Beira-Rio terminou sem movimentação no Placar. Com a vitória do Juventude no clássico Caju disputado na véspera, o Inter já entrou em campo sem chances na competição. O Grêmio, já garantido na final como vencedor do 1º turno, ainda buscava atingir a melhor campanha no geral, para poder fazer o segundo jogo da final contra o Juventude no Olímpico.

Durante a semana o Presidente José Alberto Guerreiro sugeriu que o Grêmio poupasse os titulares pensando no confronto contra o São Paulo pela Copa do Brasil. A sugestão não foi aceita, o tricolor entrou com força máxima e infelizmente Rodrigo Mendes sofreu uma lesão no ligamento do joelho direito ainda no primeiro tempo.

Esse foi  último  Gre-Nal que os dois times jogaram sem patrocínio nas camisas (no clássico anterior o Grêmio ainda estava com a camisa com patrocínio da Chevrolet)

Foto: Edison Vara (Placar)

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

 

 

“GRE-NAL TEVE MUITAS CHANCES DE GOL
As duas equipes se empenharam muito e o empate sem gol não reflete aquilo que se viu em campo

Para um jogo que não valia muita coisa, principalmente depois da vitória do Juventude sobre o Caxias, sábado, até que Gre-Nal, disputado ontem, no Beira-Rio, foi bastante movimentado. O placar em branco não retrata o que as duas equipes mostraram em campo. O resultado acabou com as chances de Grêmio e Inter superar o Juventude na classificação do returno do octogonal final do Campeonato Gaúcho.

A partida começou em alto ritmo. Antes de dois minutos, Grêmio e Inter já havia levado perigo aos goleiros Hiran e Danrlei. Aos 40 segundos, Zinho chutou de fora da área e obrigou Hiran a fazer grande defesa. A resposta colorada veio 30 segundos depois em uma jogada de Fábio Pinto, que Lê concluiu por cima. Aos 26 minutos, Paraíba desperdiçou a melhor chance de gol do primeiro tempo. No final do primeiro tempo, o zagueiro Ronaldo foi cobrar o árbitro Alexandre Barreto: “Tú é responsável pela pancadaria”, acusou o zagueiro.

Na confusão, Hiran empurrou Tite. A segunda etapa foi como a primeira: cheia de opções. Apesar disso, os atacantes nunca conseguiram levar vantagem sobre os defensores, deixando o placar em 0 a 0.” (Correio do Povo, 14 de maio de 2001 – Fonte: Grêmio Dados)

 

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

INTER: Hiran; Denílson, Ronaldo, Duílio e Dênis (Leandro Guerreiro); Marcelo Rosa, William, Juca e Lê (Gil Baiano); Fábio Pinto e Luiz Cláudio (Marco Aurélio)
Técnico: Cláudio Duarte

GRÊMIO: Danrlei; Mauro Galvão, Marinho e Ânderson Polga; Itaqui, Eduardo Costa, Tinga, Zinho e Rubens Cardoso; Marcelinho Paraíba (Luiz Mário) e Rodrigo Mendes (Warley)
Técnico: Tite

Gauchão 2001 – Octogonal Final – 2º Turno – 7ª Rodada
Data: 13 de maio de 2001, domingo, 16h00min
Local: Beira-Rio, em Porto Alegre, RS
Público: 11.408 (9.520 pagantes)
Renda: R$ 77.595,00
Juiz: Alexandre Barreto
Auxiliares: José Silva Oliveira e José Bittencourt.
Cartões Amarelos: Duílio, Juca, Lê; Marinho, Eduardo Costa, Zinho e Itaqui

Gauchão 2001 – Juventude 1×0 Grêmio

March 25, 2021

Foto: Jeferson Botega (Zero Hora)

Na primeira rodada do segundo turno do Octogonal do Gauchão de 2001 o Grêmio foi derrotado pelo Juventude, no Alfredo Jaconi, por 1×0 (gol de Dauri, convertendo um pênalti cometido por Anderson Polga).

Por falar em Polga, nas fichas técnicas do Correio do Povo, Placar, Pioneiro e Zero Hora ele é escalado no meio de campo, deixando o Grêmio um 4-4-2. Mas se a memória não me falha, nesta altura da temporada o tricolor já estava atuando num 3-5-2 e Polga era zagueiro (stopper) pela esquerda.

“VITÓRIA DO JUVENTUDE DÁ NOVO ÂNIMO NA LARGADA DO RETURNO
Dirigentes sugerem que árbitro Carlos Simon não seja mais escalado nas partidas do Grêmio Vitória do juventude dá novo ânimo na largada do returno

O resultado da partida da tarde de sábado, no Alfredo Jaconi, foi péssimo para o Grêmio, que perdeu a invencibilidade no Gauchão, mas motiva o campeonato.

A vitória do Juventude por 1 a 0, gol de Dauri, de pênalti, aos 28 minutos do segundo tempo, deixa o Grêmio – campeão do primeiro turno do octogonal e já garantido na finalíssima – atrás na largada, e dá ânimo ao time de Caxias do Sul na briga pela conquista do returno, que lidera ao lado do Caxias, o outro vencedor na rodada.

Anderson Polga tocou claramente na bola com a mão direita dentro da área do Grêmio após uma cobrança de escanteio do Juventude pelo lado esquerdo. Mesmo assim, dirigentes e jogadores do Grêmio viram excesso no pênalti assinalado por Simon, que deu origem ao gol do jogo. Deixaram o Jaconi reclamando do juiz.

– Ele descobriu um pênalti – queixou-se Mauro Gaivão, fazendo coro ao presidente José Alberto Guerreiro e ao vice José Otávio Germano. Germano chegou a dizer que o Grêmio vem sendo “reiteradamente” prejudicado por Carlos Simon nos últimos jogos, enquanto Guerreiro afirmou que a arbitragem foi “péssima- não só pelo pênalti, mas também pela falta de rigor no aspecto disciplinar. Sugeriram que o departamento de árbitros não o escale mais nos jogos do Grêmio, repetindo a atitude do Inter com relação a Leonardo Gaciba.

– Isso faz parte da cultura do Gauchão, é assim mesmo -disse Simon, sem expressar preocupação.

No primeiro tempo, o Juventude chegou a ter um gol de Dauri corretamente anulado pelo auxiliar Sérgio Cordeiro. O atacante estava impedido. O Juventude começou mais insinuante, criou boas chances com Michel, aos 20 e 32 minutos, e Dauri, aos 30 minutos. O Grêmio especulou em contra-ataques, principalmente com Marcelinho, que acertou o travessão aos 44 minutos do primeiro tempo. Simon distribuiu 10 cartões amare-los (sete na etapa inicial), seis para o Grêmio, e também foi criticado pelo Juventude, principalmente pelo gol anulado de Dauri.

Ao final da partida, o Juventude fez o discurso da humildade, dizendo que foi apenas uma vitória e que restam mais seis jogos a serem superados. Mas muitos também não esconderam que acreditam sim em lutar pela vaga na decisão.

-Foi a vitória da equipe que acreditou e teve a atitude para fazer do sonho uma realidade – elogiou o treinador Hélio dos Anjos. — Não podemos pensar apenas no que fizemos, mas no que vem pela frente.

– O Juventude tem um sonho, e hoje demos um grande passo muito grande para realizá-lo – acrescentou Dauri.” (Zero Hora, segunda-feira, 9 de abril de 2001)

Foto: Roni Rigon (Pioneiro)

“O Grêmio foi derrotado pelo Juventude por 1 a 0, no sábado, em Caxias do Sul. Jogando contra o seu mais difícil adversário no Gauchão, a equipe de Tite perdeu a invencibilidade na competição. Logo a 7 minutos, Dauri marcou para o Juventude, mas, impedido, teve o gol anulado, o que deixou o clima do jogo ainda mais tenso. Aos 32, Michel desviou de Danrlei, mas a bola bateu na trave.

Acuado, o Grêmio buscou os contra-ataques e, aos 44, Marcelinho invadiu a área e acertou o travessão. Na segunda etapa, muita marcação e poucas chances de gol. Aos 29, quando o Juventude era melhor em campo, após uma cobrança de escanteio, Polga colocou a mão na bola dentro da área. Dauri cobrou e fez 1 a 0” (Correio do Povo, segunda-feira, 9 de abril de 2001 – Fonte: Grêmio Dados)

Juventude 1×0 Grêmio

JUVENTUDE Dieqo: Ivo (Marinho), Fernandão, Luiz Oscar e João Marcelo; Fernando, Ivair, Sidnei e Michel (Lau); Lucia­no Fonseca (Pontes) e Dauri
Técnico: Hélio dos Anjos

GRÊMIO Danrlei; , Alex Xavier (Marinho), Mauro Galvão e Anderson Polga; Anderson Lima, Eduardo Costa, Tinqa, Zinho (Rodrigo Mendes) e Rubens Cardoso; Renato Martins (Luís Mário) e Marcelinho Paraíba
Técnico: Tite

Gauchão 2001 – Segundo Turno – 1ª Rodada
Data: 07 de abril de 2001, sábado
Local: Estádio Alfredo Jaconi
Público: 12.567
Renda: R$ 60.104,00
Arbitragem: Carlos Simon
Auxiliares: Sérgio Cordeiro e Silvio Rogerio Silva
Cartões amarelos: Ivo, Fernando, Ivair, Michel  Alex Xavier, Rubens Cardo­so, Eduardo Costa, Anderson Polga, Rodrigo Mendes e Luís Mário
Gol: Dauri (de pênalti), aos 28minutos, do segundo tempo.