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Médias de Público do Grêmio em 2013

December 19, 2013

Em 2013 o Grêmio fez 36 jogos como mandante (curiosamente o mesmo número de partidas que mandou na temporada passada). A média de público total foi de 22.698 e a média de pagantes foi de 20.417. Na comparação imediata com 2012 houve um queda do público total e uma diminuição no público pagante.
Mas é preciso apontar algumas diferenças nas duas temporadas. A primeira  é que no ano passado o Grêmio mandou todos os seus jogos no Olímpico. Já em 2013 o Grêmio fez 31 jogos na Arena, 4 no Olímpico e 1 no Alfredo Jaconi. Se considerarmos apenas os jogos disputados no novo estádio as médias sobem um pouco (Especialmente na questão dos pagantes). Outro dado importante de ser ressaltado é que em 2012 ocorreram promoções de ingressos em 6 partidas (Novo Hamburgo, Avenida, Figueirense, Atlético-GO, Náutico e Ponte Preta) enquanto nesse ano foram só 3 promoções (Vasco, Flamengo e Goiás)

Das 36 partidas, 5 foram pela Libertadores, 9 pelo Gauchão, 19 pelo Brasileirão e 3 pela Copa do Brasil.

Como já vimos, os números do público na Libertadores 2013 foram interessantes, acima da média histórica do Grêmio na competição.

No Gauchão houve uma queda em relação a 2012, que precisa ser relativizada, uma vez que nesse ano o Grêmio fez somente um mata-mata na Arena e não disputou clássico no seu estádio.
No Brasileirão a média ficou abaixo do que o time teve em edições recentes. Esse fato talvez se explique pelo número excessivo de partidas que o Grêmio teve no meio de semana na Arena.

Nos 10 jogos que mandou em finais de semana a média de público tricolor foi de 27.179 (23.765 pagantes). Nos 9 jogos realizados na Arena no meio da semana a média caiu para 17.279 (15.319 pagantes).

A renda média desses 19 jogos foi de R$ 755.411,00. A renda média dos jogos em finais de semana é de R$ 1.130.000,00; Já a renda média dos jogos em meio de semana é de R$ 418.000,00.  

Na Copa do Brasil, num primeiro olhar, se percebe um considerável aumento na comparação com 2012. Contudo, as médias ficam parecidas se considerarmos apenas os jogos das oitavas em final adiante (34.073 total e 30528 pagantes no ano passado).

Gauchão – Juventude 1×1 Grêmio (Nos pênaltis: 5×4 Juventude)

April 29, 2013
E o Gauchão 2013 chegou ao fim para o Grêmio. É evidente que o melhor seria que esse final fosse acompanhado de vitória e título, mas é inegável que há um alívio para o tricolor com o fim desse penoso certame estadual. É sabido que o campeonato gáucho não é a prioridade do Grêmio nessa temporada. Diante disso é até compreensivel um certo grau de desinteresse de toda coletividade gremista (plantel, diretoria, torcida, etc…).
Mas é preciso não confundir desinteresse com desleixo, com falta de compromisso. E em muitos momentos nesse torneio o Grêmio parece ter misturado esses conceitos. O planejamento feito nunca ficou claro para mim. E acho razoável concluir que isso tenha, de algum modo, afetado o rendimento dentro de campo. 
No sábado, o Grêmio até que não foi tão sonolento como em confrontos anteriores, mas ainda assim não fez uma grande partida. E é isso o que mais me incomoda, o que mais me preocupa. O baixo desempenho tricolor tem sido um padrão. É verdade que o revés no Jaconi passa também pela arbitragem, que foi muito ruim (anulando dois gols gremistas e deixando de marcar um pênalti para o Juventude), mas não há como fugir da constatação que o Grêmio jogou pouco. Mais uma vez o time de Luxemburgo conduziu a partida de uma forma perigosa, sem muita criatividade, sem muitas alternativas, e assim acaba nivelando o confronto por baixo, se igualando a um adversário que claramente tem menor qualidade. O 1×1 acabou não sendo um resultado de todo injusto, e a derrota nos pênaltis foi o derradeiro castigo tricolor neste campeonato.
Mais uma vez eu não gostei do rendimento de Fábio Aurélio no meio de campo. Pouco contribui na criação e na marcação. E por mais que entenda que é preciso ter calma com os guris da base, achei estranho que os irmãos Biteco tenham sobrado do banco nessa partida.
Há pouco menos de dois anos, a reclamação do local das cobranças da série de penalidades num jogo eliminatório de Gauchão ganhou amplo espaço nos microfones da imprensa gaúcha (muito embora a reclamação  aparentasse ser uma tentativa de criar uma cortina de fumaça para outros problemas). No Jaconi, o juiz encaminhou as cobranças para uma área onde se viam claras irregularidades no gramado, o que prejudicou os dois times, mas pouco se questionou a medida adotada po Fabricio Correa.

Mas o Grêmio não começou a perder esse campeonato no sábado, e sim muito antes disso, quando aceitou, pelo quinto ano seguido, esse formato esdrúxulo de disputa. Uma fórmula em que tudo se decide num único jogo, onde o mando de campo é definido através da comparação de campanhas absolutamente distintas. E jogar em casa é uma vantagem considerável, conforme se demonstra.
Desde 2009, quando iniciou-se esse modo de disputa, o Grêmio fez 18 jogos de mata (sem contar as finalíssimas de 2010 e 2011, que tinham ida e volta):
– No total foram 18 confrontos: O Grêmio venceu 9 (50%), empatou e ganhou nos pênaltis 3 vezes (16,66%), empatou e perdeu nos pênaltis 3 vezes (16,66%) e foi derrotado em 3 ocasiões (16,66%)
– O Grêmio foi mandante em 10 ocasiões: Foram 7 vitórias (70%), 2 empates com vitória nos pênaltis (20%) e uma derrota (10%)
– E em 8 partidas o Grêmio atuou como visitante:  Foram 2 vitórias (25%), 2 empates com vitória nos pênaltis (25%), 2 empates com derrota nos pênaltis  (25%) e 2 derrotas (25%).
De tal modo, se efetivamente tem alguma pretensão no Gauchão, o Grêmio não deveria abrir mão de atuar como mandante nos jogos de mata.

Fotos: Guilherme Testa (ACEG/Chute10), Gilmar Gomes (Terra) e Edu Andrade (Correio do Povo)

Juventude 1×1 Grêmio 
(Nos pênaltis: 5×4 Juventude)

JUVENTUDE: Fernando; Moisés, Rafael Pereira, Diogo e Robinho (Romano, 14’/2ºT); Fabrício, Jardel, Diogo Oliveira, Alan e Rogerinho (Adaílton, 26’/2ºT); Zulu
Técnico: Lisca.
GRÊMIO: Dida; Pará, Grolli, Bressan e André Santos; Fernando, Souza, Fábio Aurélio (Marco Antonio, 16’/2°T) e Zé Roberto; Vargas e Barcos
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Semifinal – 2º turno – Campeonato Gaúcho 2013
Data: 27/4/2013, sábado, 18h30min
Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS)
Árbitro: Fabrício Neves Corrêa (RS)
Auxiliares: Rafael Alves (RS) e Maurício Penna (RS)
Cartões amarelos: Alan e Fabrício (JUV); Fernando e Bressan (GRE)
Gols: Barcos,  aos 18’/2°T e Diogo Oliveira, aos 20’/2ºT

Gauchão – Grêmio 0x0 São Luiz (Grêmio 5×3 nos pênaltis)

April 23, 2013
O Grêmio tinha desfalques. O grupo está com a cabeça na Libertadores. O São Luiz era franco atirador e se postou todo atrás, sem nenhum pretensão ofensiva. Todos estes elementos são verdadeiros e devem ser levados em conta ao analisar o desempenho do tricolor ontem, mas ainda assim não há como fugir da conclusão que o Grêmio jogou pouco. Muito pouco.
Se o baixo rendimento visto em campo contra o São Luiz fosse uma exceção no contexto das últimas atuações a situação não seria tão preocupante. O problema é que isso tem sido uma constante. O Grêmio não só se mostra pouco inspirado como também pouco organizado. O time não tem um padrão, uma mecânica de jogo clara,  tampouco alternativas para mudar uma partida. O time confia excessivamente na técnica do Zé Roberto. Espera sempre que Barcos venha buscar o jogo. Torce para que Kléber dê seguimento nos seus embates contra os defensores adversários. Em suma, depende demasiadamente das individualidades.
Ontem o Grêmio foi, mais uma vez, burocrático. Não aumentou o ritmo. Não colocou velocidade nas jogadas. Não forçou a bola aérea. Não fez jogadas de linha de fundo. Não tentou inverter um meia com um volante. Não teve ultrapassagem. Não usou o seu centroavante como pivô. Apenas tocou a bola, esperando por um erro do adversário, que só foi acontecer nas cobranças de pênaltis, quando Danilo Baía mandou a bola por cima do travessão.
Pelo que apresentou contra o São Luiz, o Grêmio talvez devesse ter sido eliminado do turno no Gauchão. Poderia inclusive ter ficado de fora mesmo, caso fosse marcado um pênalti em um lance que Juba arrancou em posição duvidosa e foi derrubado por Bressan. Mas Anderson Daronco segue mais preocupado em fazer cara de mau do que apitar corretamente as regras do jogo.
Todo mundo sabe que o Gauchão não é a prioridade. Não é meta do Grêmio para 2013. Mas ainda assim é um tanto assustador notar como o clube enfrenta mal a fórmula da competição (que é muito ruim, diga-se de passagem). Pode até ser algo que no resultado final não faça diferença, mas, a priori, perder a vantagem de jogar a semifinal em casa é um prejuízo considerável.
A Libertadores é outra história. O foco é outro, a motivação é outra. Mas fica a dúvida. O time vai começar a render da noite pro dia? Vai conseguir repetir desempenho semelhante ao mostrado contra Fluminese no Rio e Caracas em casa?
O mesmo questionamento vale para a torcida. Uma eventual liberação do setor da geral irá por si só melhorar o clima no estádio? A torcida irá pegar junto com o time? A simbiose entra gramado e arquibancada pode crescer rapidamente?

Fábio Aurélio não acrescentou muito jogando como meia. Parece não ter encontrado o posicionamento ideal, por vezes se perdendo na movimentação. Mas é um jogador de grande experiência. Tem amplas condições de fazer a diferença.
Mas a noite não foi só de notícias ruims. Bressan e Alex Telles mais uma vez se portaram bem em campo. E Guilherme Biteco foi a figurada mais iluminada do time do Grêmio. Não consigo ver ele fora da lista dos inscritos para próxima fase.
E um momento notável da partida aconteceu quando a torcida do Grêmio aplaudiu ironicamente o goleiro Oliveira na execução de um tiro de meta, depois de tantas cobranças tortas efetuadas pelo arqueiro adversário.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net), Jeferson Guareze e André Avila (Correio do povo)

Grêmio 0x0 São Luiz (Grêmio 5×3 nos pênaltis)

GRÊMIO: Dida; Pará (Tony – 27’/2ºT), Cris, Bressan e Alex Telles; Matheus Biteco (Guilherme Biteco – 19’/2ºT), Souza, Zé Roberto e Fábio Aurélio (Yuri Mamute – intervalo); Kleber e Barcos 
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
SÃO LUIZ: Oliveira; Júnior Barbosa, Thiago Costa, Marcel e Adão; Chicão, Baiano, Washington e Marcos Paraná (Danilo Baía – 35’/1ºT); Eraldo (Ícaro – 24’/2ºT) e Juba
 Técnico: Leandro Machado.

Data: 22/04/2012, Segunda-feira,  21h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre -RS
Público: 16.164 (14.080 pagantes)
Renda: R$ 506.356,00
Árbitro: Anderson Daronco
Auxiliares: José Javel Silveira e Alexandre Kleiniche
Cartões amarelos: Thiago Costa, Marcos Paraná, Oliveira e Júnior Barbosa (SLZ) Souza (GRE)
Cartão vermelho: Thiago Costa

“PENALIDADES: O Tricolor conseguiu 100% de aproveitamento nas cobranças e garantiu a classificação. Zé Roberto, Kleber, Barcos, Alex Telles e Guilherme Biteco marcaram os gols gremistas. No São Luiz, Danilo Baia chutou por sobre o travessão desperdiçando o único pênalti dos visitantes. Washington, Marcel e Juba fizeram suas cobranças. Chicão, que era o último da lista, nem precisou cobrar.“(Grêmio.net)

A fórmula do Gauchão – Alternativas

April 15, 2013
Muito tem se discutido sobre a existência dos campeonatos estaduais. Radicalismos a parte, considero o debate salutar. O problema é que com certa frequência as ideias ganham ares utópicos, com propostas sobre a não participação dos times grandes, ou de um estadual que dure o ano inteiro.
Por enquanto tais soluções se mostram inviavéis. Assim, me preocupo muito mais com mudanças pontuais na fórmula, mudanças que poderiam tornar mais racional a forma que o campeonato gaúcho ocupa o calendário.
Já disse aqui no blog que o atual formato, muito embora seja defendido com unhas e dentes pelo presidente da Federação, implica num número excessivo de datas (23 para “apenas” 16 times).
Também registrei que a fórmula exige um número muito grande de compromissos dos grandes da capital num período cedo do ano. E isso acaba prejudicando a dupla Grenal em relação aos seus rivais nacionais. Um dado interessante sobre 2013: Entre Libertadores e Estadual o Grêmio já entrou em campo 23 vezes no ano, contra apenas 15 do Atlético-MG. Já o Inter atuou em 19 partidas entre Copa do Brasil e estadual, contra apenas 10 jogos do Cruzeiro.
Mas a fórmula parece que também não agrada aos clubes do Interior. Em entrevista ao jornal Zero Hora, o técnico Lisca, do Juventude, afirmou que o formato “É ruim, porque é curto e com muito formulismo. É difícil firmar um trabalho. Há muito imediatismo“.
O formulismo do Gauchão prevê uma surreal fase eliminatória no meio do campeonato. Fase essa que paralisa as atividades da metade dos clubes. E mesmo os clubes que eventualmente avançam para essa fase podem ficar distantes do seu torcedor. O São José ficou mais de um mês sem jogar no Passo d´areia, atuando como mandante em 09 de fevereiro, pela 7ª rodada do 1º turno e só tendo voltado a jogar em casa em 21 de março, pela 2ª rodada do 2º turno. Veranópolis e Juventude foram submetidos a mesma situação.
A melhora efetiva do Gauchão talvez passe por mudanças mais amplas, como a questão do número de times. Mas hoje, uma simples mudança na fórmula poderia amenizar a questão do excesso de datas e resolver a parada brusca que boa parte dos times é submetido durante o campeonato.
Se fosse adotada a fórmula do Campeonato Mineiro, com turno único e quatro equipes avançando as semifinais (disputadas em jogos de ida e volta) teríamos a necessidade de 19 datas, contra 23 da atual fórmula. Se fosse aplicada a classificação geral do Gauchão 2013 a essa fórmula teríamos os hipotéticos confrontos mostrados abaixo:

Outra possibilidade é seguir o modelo do campeonato paulista, onde 8 clubes avançam as quartas de final após um turno único. Com todos os confrontos eliminatórios sendo disputados em jogos de ida e volta teriamos 21 datas. Se apenas a final fosse disputada em 2 partidas a necessidade cairia para 19 datas. Adotando essa forma de disputa sobre a classificação geral do gauchão 2013 teríamos os hipotéticos enfrentamentos abaixo ilustrados:

Uma terceira alternativa seria seguir o modelo dos Playoffs da NFL, onde seis clubes se classificam após um turno único, e os dois primeiros colocados ganham um folga, esperando a definição das semifinais. Novamente as datas poderiam oscilar entre 18 e 21 datas, dependendo da necessidade de se ter confrontos de ida e volta. Com a atual classificação geral, seria esse o chaveamento do Gauchão 2013 de acordo com essa fórmula.

Torço muito para que ocorram mudanças nesse sentido. Os clubes precisam acordar para o fato de que o atual calendário do Campeonato Gaúcho não é nada racional.

Classificação Geral – Gauchão 2013

April 15, 2013

Posição            Equipe  PG    V   E   D   GP   GC   SG    %
Internacional Internacional  31    9   4   2    25     9   16   68%
Lajeadense Lajeadense  28    7   7   1    17     9    8   62%
São Luiz São Luiz  27    8   3   4    22   12   10   60%
Grêmio Grêmio  26    8   2   5    26   15   11   57%
Juventude Juventude  25    6   7   2    19   14     5   55%
Passo Fundo Passo Fundo  21    5   6   4    16   14     2   46%
Esportivo Esportivo  20    6   2  7    17   17     0   44%
Caxias Caxias  20    5   5  5    14   17    -3   44%
Veranópolis Veranópolis  18    5   3  7    13   15    -2   40%
10 Pelotas Pelotas  18    5   3  7    13   19    -6   40%
11 Cruzeiro-RS Cruzeiro-RS  17    4   5  6    11   13    -2   37%
12 Novo Hamburgo N. Hamburgo  17    4   5  6    14   17    -3   37%
13 São José-RS São José-Poa  17    4   5  6      7   16    -9   37%
14 Santa Cruz-RS Santa Cruz  16    5   1  9    20   27    -7   35%
15 Cerâmica-RS Cerâmica  15    4   3  8    10   14    -4   33%
16 Canoas Canoas  11    2   5  8    10   26   -16   24%

Gauchão – Classificação do 2º turno

April 15, 2013

 Grupo A

Times P J V E D GP GC SG %
1 Grêmio Grêmio 14 7 4 2 1 10 4 6 66
2 Passo Fundo Passo Fundo 13 7 3 4 0 9 5 4 61
3 Novo Hamburgo Novo Hamburgo 12 7 3 3 1 7 4 3 57
4 Lajeadense Lajeadense 10 7 2 4 1 6 6 0 47
5 Pelotas Pelotas 9 7 2 3 2 8 9 -1 42
6 Cruzeiro-RS Cruzeiro-RS 7 7 2 1 4 6 7 -1 33
7 Caxias Caxias 7 7 2 1 4 5 10 -5 33
8 Cerâmica-RS Cerâmica-RS 3 7 1 0 6 4 10 -6 14

Grupo B

Times P J V E D GP GC SG %
1 Internacional Internacional  16 7 5 1 1 14 4 10 76
2 Juventude Juventude 14 7 4 2 1 13 8 5 66
3 Veranópolis Veranópolis 14 7 4 2 1 7 4 3 66
4 São Luiz São Luiz   10 7 3 1 3 12 9 3 47
5 Santa Cruz-RS Santa Cruz-RS 9 7 3 0 4 10 11 -1 42
6 Esportivo Esportivo 7 7 2 1 4 8 9 -1 33
7 Canoas Canoas 5 7 1 2 4 6 15 -9 23
8 São José-RS São José-POA 3 7 0 3 4 0 10 -10 14

Gauchão – Novo Hamburgo 0x0 Grêmio

April 15, 2013

E mais uma vez o Grêmio entrou em campo pelo Gauchão. E mais uma vez estava com a cabeça na Libertadores. Não que o tricolor tenha sido um time disperso ou desconcentrado, isso ele não foi. Mas foi um time pouco criativo, excessivamente burocrático e teve pela frente um adversário que buscava apenas um empate para fugir do rebaixamento.
Como teste para quinta-feira, Luxemburgo usou uma formação com três volantes, que funcionou bem no segundo tempo contra o Fluminense. Mas dessa vez o Grêmio não tinha desvantagem numérica e teve muita dificuldade para propor o jogo. Havia uma clara separação entre meio campo e ataque. A jogada com o avanço dos laterais não fluía e a bola permanecia demasiadamente nos pés dos volantes do tricolor. Kléber era bem vigiado e se limitava a brigar com os seus marcadores, enquanto Vargas sequer foi acionado.
Assim o 0x0 foi um resultado natural e justo, muito embora o Novo Hamburgo tenha tido mais oportunidades concretas de marcar (como num impedimento mal assinalado pela arbitragem).

É compreensível que a má atuação seja justificada pelo foco na Libertadores. A dúvida é saber se o time irá conseguir dar uma resposta mais satisfatória no Chile. Será que o simples fato de se tratar de um compromisso mais importante fará com o que os jogadores rendam mais?

Gosto muito do futebol do Guilherme Biteco. Aparenta ter enorme potencial. Mas, com 17 anos, ainda não pode ser o principal responsavel pelo setor de criação do meio campo do time do Grêmio.
Fiquei decepcionado com Fabricio Correa por não ter abraçado nenhum jogador do Grêmio na partida. Dessa vez ele preferiu fazer uso do bom e velho cartão amarelo.
O Grêmio terminou em primeiro do seu grupo (OK) e em quarto na classificação geral (Razoável). O bom é que o Campeonato Gaúcho se encaminha para o seu final, seja ele qual for.

Fotos: Guilherme Testa (ACEG/Chute10) e Lucas Uebel (Grêmio.net)


Novo Hamburgo 0x0 Grêmio

NOVO HAMBURGO: Max; Carlinhos (William, 36’/2ºT), Sosa, Zé Carlos e Peixoto; Roberto Lopes, Fábio Gomes, Márcio Hahn e Geovani; Lucas Santos (Thiago Furlan, 15’2ºT) e Leo Cipriano (Mateus, 28’/2ºT)  
Técnico: Itamar Schülle.
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Cris, Bressan e André Santos; Adriano, Fernando, Souza (Fábio Aurélio, 15’2ºT) e Guilherme Biteco (Welliton, 27’/2ºT); Kleber e Vargas (Matheus Biteco, 33’/2ºT) Técnico: Vanderlei Luxemburgo
07ª Rodada – 2º Turno – Gauchão 2013
Data: 14/4/2013, domingo, 16h00min
Local: Estádio do Vale, em Novo Hamburgo – RS
Árbitro: Fabrício Neves Corrêa (RS)
Auxiliares: Júlio César dos Santos (RS) e Carlos Henrique Selbach (RS)
Cartões amarelos: Zé Carlos e Márcio Hahn (NH); Vargas e Welliton

Gauchão – Grêmio 1×0 Cerâmica

April 8, 2013
O Grêmio jogou pro gasto. Fez o suficiente para vencer o Cerâmica pela escore mínimo. Mas a questão é que o tricolor entrou em campo pelo campeonato gaúcho com a cabeça na Libertadores. O que plenamente compreensível e até certo ponto aceitável. A formação usada já levava em conta  a provável escalação que será utilizada contra o Fluminense (o tradicional 4-4-2 com Marco Antônio no lugar de Elano).
A partida foi muito parecida com as últimas disputadas na Arena pelo Gauchão. O adversário esperava em seu campo enquanto o Grêmio rodava a bola buscando espaço para criar chances. Aos 24 minutos saiu o gol. Fernando cobrou falta da intermediária e o zagueiro Alexandre desviou de cabeça para dentro da própria meta. E foi isso. No restante do jogo o Grêmio administrou o resultado com alguma competência, evitou riscos, ainda que tenha cedido alguns escanteios no final da partida.

É surreal que o “Chico Colorado” ainda esteja apitando neste Gauchão. Apitando um jogo do Grêmio então, nem se fala.

Kléber entrou no jogo no lugar de Barcos. Mais uma vez atuou como o homem mais avançado do time. Ao que tudo indica, hoje, ele é o reserva imediato das duas funções do ataque.

A estreía do Fabio Aurélio na lateral esquerda e na arena foi discreta e eficiente. Deu mostras de qualidade, inclusive em jogadas de linha de fundo. Além disso, deu um belo exemplo ao entrar em campo com a chuteira pintada de preto.

E vários problemas reais da Arena foram/estão sendo resolvidos. Uma prova disso é que ontem foi preciso inventar um factóide para criar polêmica. Factoide este que foi devidamente desmentido. Mas fica a pergunta: O que leva alguém a criar/alimentar/divulgar um boato mentiroso como este? Eu não tenho a resposta, mas o fato é que a Arena segue machucando.

Mas outros problemas do nosso novo estádio seguem aguardando uma solução. Um dos mais evidentes é a questão da torcida/geral. É preciso encontrar uma maneira para que se possa dar mais vida ao estádio com o retorno dos trapos, bandeiras e instrumentos musicais. E me parece ser inaceitável que todo o setor atrás de uma das goleiras siga fechado.

Fotos: Guilherme Testa (ACEG/Chute10.net) e Lucas Uebel (Grêmio.net)
Grêmio 1×0 Cerâmica

GRÊMIO: Dida, Pará, Cris, Werley e Fábio Aurélio; Fernando, Souza, Marco Antônio (Guilherme Biteco 33’/2ºT) e Zé Roberto; Vargas (Welliton 34’/2ºT) e Barcos (Kleber 20’/2ºT)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
CERÂMICA: Villa, Saraiva, Rodrigo, Alexandre e Pedro; Zaquel, Robson, Serginho Catarinense (Cristian 22’/2ºT) e Danilo; Cidinho (Murilo 13’/2ºT) e Soares (Paraíba 38’/2ºT)
Técnico: Luís Eduardo Lima.
06ª Rodada – 2º Turno – Campeonato Gaúcho 2013
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Data: 6/4/2013, sábado, 21h00min
Público: 11.496 (10.162 pagantes)
Renda: R$ 290.739,00
Árbitro: Francisco Silva Netto (RS)
Auxiliares: Vilmar Burini (RS) e Antônio Cesar Padilha (RS)
Cartões amarelos: Souza e Welliton (GRE); Rodrigo (CAC)
Gols: Fernando, aos 24 minutos do 1º tempo.

Gauchão – Passo Fundo 1×1 Grêmio

April 1, 2013

 Eu não consegui assistir ao jogo de hoje a tarde em Passo Fundo. Em parte eu lamento tal fato. Essas “fumaceiras” no interior do estado podem ser bem interessantes. Também tinha curiosidade para ver Kléber jogando com o atacante mais avançado (tal como ele jogou no Cruzeiro em 2010), Guilherme Biteco na meia e a estreia de Fábio Aurélio.
Por outro lado, fico feliz por ter um motivo para me afastar um pouco do Campeonato Gaúcho, que tem sido uma competição pouco séria. Os problemas são evidentes e ninguém faz nada para corrigi-los. Anderson Daronco segue mais preocupado com o aspecto disciplinar do jogo do que apitar corretamente os lances (hoje deixou de dar um pênalti em Kléber). Marcelo Barison segue errando impedimentos. E por aí a coisa vai.
E um Grenal com mando tricolor no segundo turno se torna cada vez mais improvável. Talvez seja para o melhor. A Arena segue machucando muito.


Foto: André Avila (Correio do Povo)  e O Nacional

Passo Fundo 1×1 Grêmio

PASSO FUNDO: Bruno Grassi, Jeferson, Mario, Júlio Santos e Xaro; Everton Garroni, Janderson, Chiquinho e Diego Miranda (Marcelão, 41’/2ºT); Branquinho (Léo Mineiro, 13’/2ºT) e João Paulo (Guto, 13’/2ºT)
Técnico: Beto Campos
 
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Tony, Werley, Bressan e André Santos; Adriano, Souza (Matheus Biteco, 21’/2º), Marco Antônio e Guilherme Biteco (Fábio Aurélio, 20’/2ºT); Vargas e Kleber (Welliton, 24’/2ºT)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
5ª Rodada – 2º Turno – Campeonato Gaúcho 2013
Data:31/3/2013, domingo, 16h00min
Local: Estádio Vermelhão da Serra, Passo Fundo (RS)
Público: 9.813 pagantes ou  12.225
Renda:  R$ 335.570,00
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Auxiliares: Marcelo Bertanha Barison e Julio C. Espinosa de Freitas
Cartões amarelos: Mario, Júlio Santos e Xaro (PFU); Vargas (GRE)
Gols: Vargas, 42’/1ºT(pênalti) e Diego Miranda, 30’/2ºT

Gauchão – Grêmio 1×2 Cruzeiro

March 30, 2013

É um filme que se repete. O Grêmio tem imensa dificuldade em achar uma alternativa para quando o seu jogo de toque, de passe, de bola no chão não funciona. Talvez influenciado pela facilidade que resolveu seus últimos compromissos no Gauchão, o tricolor entrou em campo no modo “pijama training”. Durante todo o primeiro tempo, o time tinha a posse de bola, mas era lento e não criava chances. E não foi porque encontrou uma grande retranca do outro lado. O Cruzeiro também saiu para o ataque e teve a melhor oportunidade da primeira etapa, quando Cris providencialmente travou a conclusão de Jô.
No segundo tempo o jogo seguiu igual até a trapalhada de Werley e Grohe, que resultou no gol de Jô. Aí sim o Grêmio tentou mudar, passando a explorar a jogada de lado de campo com Welliton e forçar a bola aérea. O empate saiu num escanteio, em que Welliton completou pro gol a bola desviada no primeiro pau. Mas seis  minutos depois o Cruzeiro buscou o desempate. Reinaldo tomou a frente da marcação e cabeceou no primeiro pau (não é a primeira vez que o Grêmio sofre um gol assim em 2013). Depois disso a torcida apupou, o time tentou buscar novamente o empate, mas a bola queimava no pé e nada de produtivo aconteceu.

O 4-3-3 do Grêmio nunca se pareceu com um 4-5-1 usado modernamente. Sempre houve um espaço entre o meio e o ataque. Espaço esse que Barcos (o centroavante) e o Souza (o volante) tentaram ocupar. Além do mais o Grêmio teve muito pouca presença dentro da área para um time escalado com três atacantes.
Luxemburgo garante que a derrota não passou pelo esquema, culpando “a falta de vontade” pelo insucesso da equipe. Tem certa dose de razão. Contudo, não se pode ignorar  que esse esquema até agora não rendeu o esperado. Mas é justamente no gauchão que se deve procurar saber quais são os esquemas que rendem e  quais os que não rendem.
Porto Alegre tem quase 1 milhão e 500  mil habitantes. Nessa semana foram disputadas duas partidas do Gauchão na cidade. Uma teve um público de 1600 pessoas, na outra foram pouco mais de 13 mil torcedores ao estádio. O futebol profissional movimentou apenas 1% da população. Diante disso fica difícil entender porque a Brigada Militar “proibiu” a realização de dois jogos no mesmo dia da semana. 

Foto: Guilherme Testa (Divulgação)

Grêmio 1×2 Cruzeiro

GRÊMIO: Dida (Marcelo Grohe – Intervalo); Pará, Cris, Werley e André Santos; Fernando, Souza (Marco Antônio – 25’/2ºT) e Zé Roberto; Kleber, Welliton e Barcos (Willian José – 38’/2ºT)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
CRUZEIRO: Fábio; Reinaldo, Cláudio, Léo Carioca (Rogério – 24’/2ºT) e Marcelo Santos; Alberto, Almir, Faísca e Jean Paulo; Jean (Maxwall – 27’/2ºT) e Jô.  
Técnico: Benhur Pereira

4ª Rodada – 2ºTurno – Campeonato Gaúcho 2013
Data:  28/03/2013, Quinta-feira, 19h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Público: 13.791 (11.278 pagantes)
Renda: R$ 310.843,00
Árbitro: Márcio Coruja
Auxiliares: José Eduardo Calza e Alexandre Kleiniche
Cartões Amarelos: André Santos e Pará; Reinaldo, Alberto, Marcelo Santos, Cláudio, Faísca e Jô

Gols: Jô , aos 14 minutos do 2º tempo, Welliton aos 22 min do 2º tempo e Reinaldo  aos 28 minutos do 2º tempo.