Archive for the ‘Glória’ Category

Recopa Gaúcha 2022 – Glória 0x5 Grêmio

May 26, 2022

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Essa Recopa Gaúcha segue se mostrando como uma competição sem sentido. Ano passado ainda havia o atenuante de que a partida foi exibida em TV aberta. Dessa vez nem isso (só pay-per-view).

 

 

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Fotos: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

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Glória 0x5 Grêmio

GLÓRIA: Samuel; Douglas, Vacaria (Bruno Cruz, 16’/2ºT) e Igor; Marcão, Baggio (Felipe Klein, 16’/2ºT), Matheus Paulista (Francis, intervalo), Germano e Vitor; Tcharles (Biel, 16’/2ºT) e João Paulo (Rafael, 24’/2ºT)
Técnico: Alê Menezes

GRÊMIO: Gabriel Grando; Rodrigues, Natã, Kannemann (Heitor, 12’/2ºT); Sarará (Jhonata Varela, 20’/2ºT), Thiago Santos (Fernando Henrique, 26’/2ºT), Campaz, Benítez e Thiago Rosa; Janderson (Quejada, 26’/2ºT) e Elkeson (Ricardinho, 20’/2ºT)
Técnico: Roger Machado

Recopa Gaúcha 2022
Data: Terça-feira, 24 de maio de 2022, 19h00min
Local: Estádio Altos da Glória, em Vacaria, RS
Público: 1.759
Renda: R$ 94.400,00
Árbitro: Roger Goulart (RS)
Assistentes: Otávio Legramanti (RS) e Conrado Bittencourt Berger (RS)
Cartões amarelos: Marcão, Igor Souza e Baggio; Kannemann e Thiago Santos
Gols: Elkeson, aos 7, e Campaz (de pênalti) aos aos 45 minutos do primeiro tempo; Janderson aos 18, Jhonata Varela aos 22 e Ricardinho aos 35 minutos do segundo tempo

Gauchão 2004 – Glória 0x1 Grêmio

May 23, 2022
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Foto: Correio do Povo (Fonte: Camisas do Grêmio)

 

Gauchão de 2004. Essa foi a última vez que o Grêmio foi a Vacaria enfrentar Glória. Até onde eu consegui apurar, nessa partida o Grêmio estreou essa camisa azul marinho (no ano anterior a Kappa já havia lançado um outro modelo em azul marinho, mas aquela não foi usada em jogo)

 

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Foto: Jeferson Botega (Zero Hora) – Fonte: Grêmiopédia

 

FESTA DO GRÊMIO COMEÇOU CEDO

Leonardo Oliveira/Vacaria – O Grêmio acabou com a festa preparada pelo Glória nos Campos de Cima da Serra. Ontem à tarde, venceu por 1 a 0.e voltou de Vacada praticamente classificado às semifinais do Gauchão. Frustrado com o resultado e fatigado pelo acúmulo de jogos, o Glória pensa em usar reservas em Porto Alegre, no sábado.

A partida de ontem consumiu as últimas reservas do time. As rádios da região tratavam o domingo como “de gala”. A torcida ocupou cada centímetro das modestas dependências do Estádio Altos da Glória. A atmosfera criada para o jogo potencializou a tensão. O Grêmio concentrou-se em Vacaria sob olhares desconfiados e críticas pelo pedido de exame antidoping. O ambiente nervoso para o jogo estava criado.

O resultado desse tempero todo foi uma partida genuína de Gauchão. Atacante virou bola em determinados momentos. A marcação nunca deixou de ser severa. Alguns exageraram, como os zagueiros Luciano Sobrosa e Careca. Bateram sem piedade. Fábio Pinto jogou 30 minutos e apanhou por um mês.

— Pobre do Fábio, ficou pouco tempo em campo e apanhou mais que todos — espantou-se Bruno.

O gol de Élton a 1min30s desarrumou o Glória. Com três zagueiros e dois volantes, faltou criação e inspiração para o time. João Pedro, um azougue pela direita, foi quem levou perigo. Sotilli, vigiado por Marcelo, assustou apenas no início. Perdeu o empate aos dois minutos, levou vantagem em três lances pela esquerda e restringiu-se depois a reclamar. Acabou prejudicado pela falta de inspiração do time.

Mesmo assim, Sotilli embalou a esperança da torcida. Oficialmente, 5.987 pessoas estavam no estádio. A impressão era de que havia mais. Todos atenderam ao pedido do presidente Francisco Schio e se apertaram na arquibancada. Teve gente que assistiu ao jogo de lado. Diferente daqueles que subiram em três caminhões estacionados na rua lateral. Havia torcedores até em cima do pavilhão. Mas estes a Brigada Militar tratou de retirar.

Todos voltaram para casa indignados com a atuação de Carlos Simon. Vacaria reclama de um lance no primeiro tempo, quando de fato Cocito desviou com a mão dentro da área um chute de Gasolina. O lance poderia mudar os rumos da partida, mas seria difícil tirar a vitória do Grêmio. O time teve uma atuação consciente e determinada. Claudiomiro comandou uma defesa segura. Cocito e Tiago Prado não se constrangeram em mandar a bola para fora do estádio, na BR-295. Christian, mesmo vigiado, levou perigo. Marcelinho, e Fábio Pinto, no segundo tempo, perderam chance de ampliar. O Grêmio também se queixa, com razão, de um pênalti no segundo tempo em Marcelinho. O atacante foi puxado pelo ombro quando se preparava para chutar em gol.

Mais um lance para discussão em uma tarde azul.” (Leonardo Oliveira, Zero Hora, segunda-feira, 22 de março de 2004, Fonte: Grêmiopédia)

 

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GRÊMIO PODE ATÉ PERDER POR UM GOL

O Grêmio largou na frente na decisão por uma vaga na final do Grupo 1 do Gauchão 2004. A equipe tricolor fez 1 a 0 no Glória neste domingo, em Vacaria, gol de Élton. O resultado dá a vantagem ao time gremista, que pode perder até por 1 a 0 para garantir a vaga na final da Chave 1 da competição.

O time dono da casa ainda não atravessara o meio de campo, a 1min30 de jogo, quando o Tricolor abriu o placar. Christian foi lançado na entrada da grande área e deixou Élton livre, na cara do goleiro Marcão. O chute foi forte, batendo no travessão antes de cruzar a risca do gol.

Então o Glória começou a jogar. Perdeu a chance de empate um minuto após o gol gremista e na seqüência deu continuidade a uma pressão desordenada, com bolas levantadas a todo instante para dentro da grande área gremista, buscando preferencialmente o goleador Sandro Sotilli.

Aos 28 minutos, quando a pressão era enorme, houve um pênalti a favor do Glória, que o árbitro Carlos Simon não assinalou. Rodrigo Gasolina, na entrada da pequena área, chutou em direção às redes e o volante Cocito claramente jogou-se e defendeu com a mão.

Ciente de que seu time vinha sendo muito pressionado, Adilson Batista decidiu voltar com a defesa reforçada para a etapa final. Entrou Tiago Prado e saiu o meia Luciano Ratinho. O Grêmio passou a rondar a área do Glória com mais assiduidade do que no primeiro tempo. Marcelinho, aos 12 minutos, quase ampliou, quando ficou frente a frente com o goleiro, mas chutou fraco, nas mãos de Marcão.

Aos 30 minutos, numa espetacular arrancada em contra-ataque, Fábio Pinto poderia ter matado a partida, mas, sozinho, chutou exatamente em cima do goLeiro, desperdiçando a grande chance.

O Grêmio ainda poderia ter ampliado aos 40, quando o zagueiro Sobrosa agarrou Marcelinho e o derrubou dentro da grande área. Um pênalti que Simon não marcou.

Para a partida de volta, no Estádio Olímpico, a equipe não poderá contar com Élton, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Baloy, que ainda se recupera de lesão, pode reforçar o time no final de semana.” (Gazeta do Sul, segunda-feira, 22 de março de 2004)

 

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Foto: Abelardo Marques (Gazeta do Sul)

 

“GRÊMIO VENCE E FICA A UM EMPATE DA DECISÃO DO GAÚCHO

Mesmo jogando fora de casa, o Grêmio deu um grande passo para a classificação à final do Campeonato Gaúcho. Na tarde deste domingo, o time derrotou o Glória por 1 a 0, em Vacaria, e joga pelo empate no estádio Olímpico.

O único gol da partida foi marcado pelo meia Élton, logo aos dois minutos da partida. A partir daí, o Gloria buscou o empate, mas não teve sucesso em suas tentativas. Agora, o tricolor joga pelo empate em casa, para ir à decisão.

O Grêmio iniciou muito bem na partida e abriu o placar logo aos dois minutos. Christian fez jogada pelo meio e tocou para Élton, que invadiu a área e chutou sem chances para o goleiro rival.

Aos 18min, Christian recebeu de Luciano Ratinho, mas o goleiro Marcão se antecipou e fez bela defesa. Cinco minutos depois, Xavier aproveitou cruzamento e Tavarelli defendeu. Aos 31min, Christian voltou a exigir boa defesa de Marcão.

Na etapa final, o Glória tentou pressionar e Sotilli exigiu boa defesa de Tavarelli, aos 8min. Sem muita criatividade, o time do interior arriscou apenas em jogadas de bola parada, que o Grêmio não teve trabalho para parar e conseguir assim uma boa vantagem para ir à final.” (UOL, 21/03/2004 – 18h21)

 

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Foto: Jeferson Botega (Zero Hora) – Fonte: Grêmiopédia

 

GRÊMIO VENCE E AMPLIA A VANTAGEM
Fez 1 a 0 no Glória e agora pode perder pelo mesmo escore no Olímpico que garantirá vaga para a fase seguinte do Gauchão

Só dois gols tiram o Grêmio da final do grupo 1 do Gauchão. Ontem, o time venceu o Glória por 1 a 0, em Vacaria, e ampliou a vantagem nas semifinais. Agora, pode perder por 1 a 0 no Olímpico, no próximo final de semana, que ainda assim tem vaga na decisão. O Glória só avança caso vença por uma diferença de dois gols ou então por um gol, contanto que marque pelo menos duas vezes.

A vitória foi construída no primeiro minuto de jogo. O lateral Élton tabelou com Christian e avançou pela esquerda para chutar na saída de Marcão e marcar o único gol do jogo. A melhor chance do Glória viria no minuto seguinte, quando Sotilli recebeu livre na pequena área, mas chutou para fora.

De resto, o primeiro tempo foi marcado mais pela empolgação e menos pela qualidade técnica. Toda dividida era uma epopéia para os jogadores, o que paralisou a partida em função do grande número de faltas.

Para a segunda etapa, Adílson Batista trocou um articulador (Ratinho) por um zagueiro (Tiago Prado). A medida conteve a iniciativa ofensiva do Glória, que ainda viu a sua situação complicar ainda mais com a expulsão do técnico Bagé, aos 16 minutos.

Desgastado pela recente maratona de jogos, a equipe de Vacaria cedeu ao cansaço nos minutos finais, e o Grêmio se aproveitou para jogar no contra-ataque, com Fábio Pinto e Marcelinho. Foi a vez então de o goleiro Marcão mostrar qualidade e impedir que os gremistas voltassem para Porto Alegre com uma vantagem ainda maior.

A arbitragem de Carlos Simon foi contestada por ambos os lados. O Glória reclama de um pênalti não marcado no primeiro tempo, quando Cocito interceptou com o braço um chute de Rodrigo Gasolina. O Grêmio, por sua vez, alega que aos 41 minutos da etapa final Marcelinho foi puxado pelo zagueiro Careca dentro da área.” (Correio do Povo, segunda-feira, 22 de março de 2004 – Fonte: Grêmio Dados)

 

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Foto: Jeferson Botega (Zero Hora) – Fonte: Grêmiopédia

Glória 0x1 Grêmio

GLÓRIA: Marcão; Sobrosa, Marcelo Bolacha e Careca; Flavinho (Marquinhos), Xavier, Toto (Fábio de Los Santos), João Pedro e Aldo; Rodrigo Gasolina (Lela) e Sandro Sotilli
Técnico: Bagé

GRÊMIO: Tavarelli; Michel, Marcelo Magalhães, Claudiomiro e Elton; Cocito (Adriano),Leanderson, Bruno e Luciano Ratinho (Tiago Prado); Marcelinho e Christian (Fábio Pinto)
Técnico: Adilson Batista

Gauchão 2004 – Primeira Fase
Data: 21 de março de 2004, domingo
Local: Altos da Glória, em Vacaria, RS
Público: 5.987 (5.097 pagantes)
Renda: R$ 53.960,00
Árbitro: Carlos Eugênio Simon
Auxiliares: José Antônio Chaves Franco Filho e Sílvio Rogério Silva
Cartões Amarelos: Sobrosa, Marcelo Bolacha, Xavier, Cocito, Élton
Gol: Élton, a um minuto e 30 segundos do primeiro tempo

Gauchão 1989 -Glória 1×2 Grêmio

April 30, 2019
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Foto: José Doval (Zero Hora)

Esse jogo contra o Glória, em Vacaria, marcou uma virada do Grêmio na temporada 1989. Era a última rodada do segundo turno do Gauchão, e o tricolor precisava da vitória para avançar ao quadrangular final do turno e assim manter vivas as chances de ir para o hexagonal final da competição.

Cláudio Duarte, que havia assumido o comando do time no início da semana (Rubens Minelli fora demitido após a derrota nos pênaltis para o Passo Fundo) promoveu a estreia dos recém contratados Hélcio, Jandir e Edinho. A partir daí começou a se firmar a base da equipe que ganharia o pentacampeonato gaúcho e a primeira edição da Copa do Brasil.

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Foto: José Doval (Zero Hora)

GRÊMIO VENCE A GUERRA E VAI PARA O QUADRANGULAR
Na estréia de Cláudio. Duarte, time supera jogo tumultuado e fica a um ponto do Hexagonal

O Grêmio venceu a “guerra” de Vacaria, ao ganhar do Glória por 2 a 1, e classificou-se ao Quadrangular em segundo lugar no Grupo B, com,11 pontos positivos. O Pelotas ficou em primeiro com 13. Na classificação geral, o time de Cláudio Duarte tem 24 pontos. E precisa de apenas mais um para chegar ao Hexagonal. Em resumo, basta não chegar em último no Quadrangular para que a participação na etapa final do Gauchão esteja assegurada. O adversário do Grêmio na próxima quarta-feira será o Aimoré, em São Leopoldo. No domingo, o jogo acontecerá no Estádio Olímpico, contra o Pelotas.

No Alto da Glória, a confusão foi a marca predominante. O Grêmio atacou durante todo o primeiro tempo. O Glória simplesmente não teve poder ofensivo. E concluiu apenas duas bolas contra o gol de Mazaropi, ambas por Juarez e para fora, sendo uma delas sobre o alambrado, caindo fora do estádio. Enquanto isso, o lateral esquerdo Hélcio, um dos estreantes, mostrava bom futebol e marcava com firmeza. Edinho, era o dono da área. E Jandir, o último dos três reforços recém-contratados, apesar da falta de ritmo, organizava os lances de frente. A partida, até 25 minutos, foi dura, com muitas faltas e enorme tensão. Aí, o ponteiro esquerdo Paulo Egídio lançou urna bola em diagonal para o Almir. O ponteiro driblou Francisco, um mau marcador, passou também por Juarez e chutou forte na saída de Gasperin, aos 30 minutos. O Glória teve que se abrir e buscar o empate. Mas o Grêmio continuou melhor.

Daltro Menezes, aos 37 minutos, tirou Francisco e colocou Zé Roberto em seu lugar. O lateral não acompanhava. Almir. Branco, o mais qualificado atleta de Daltro, não rendeu bem nos primeiros 45 minutos. Com isso, a superioridade do Grêmio implantou-se exatamente a partir do setor de criação.

Tumulto

No segundo tempo, o Glória voltou desesperado. E contou com a intranqüilidade do árbitro Carlos Martins para transformar o jogo em um grande tumulto, com 17 minutos de paralisação. O primeiro desentendimento ocorreu quando Paulão, que entrou em lugar de Edimilson, cruzou uma bola para a área e Rubinho fez o gol. Martins marcou impedimento. Nesta altura, a violência já predominava. Depois, Kita e Juarez chocaram-se de cabeça. O centroavante do Grêmio sofreu afundamento do malar e foi retirado de campo. O zagueiro teve que prosseguir com uma bandagem. Aos 18 minutos, Marcos Vinícius, que substituiu Kita, foi lançado, entrou na área, e foi puxado: pênalti.

O Glória discordou da marcação de Martins e houve invasão de campo de parte do treinador Daltro Menezes e dirigentes. Paulão pressionou Carlos Martins e chegou mesma a dar-lhe um encontrão. A Brigada Militar entrou no gramado. Houve muitas ameaças a Martins. Aos 27 minutos, Edinho bateu a penalidade e fez 2 a 0. Carlos Martins, entretanto, perturbou-se. Aos 33 minutos, expulsou Edinho, que, provocado por Zé Cláudio, estava envolvido em mais uma discussão. Com isso, o Glória cresceu. Aos 37 minutos, Alfinete afastou mal uma bola dentro da área e, na sobra, Zé Cláudio descontou.

Ainda houve tempo para mais atritos. O médico Alarico Endres tentou prestar atendimento dentro do campo e foi agredido. Daltro Menezes insultou e ameaçou Martins. Aos 43 minutos, a partida recomeçou. E foi até 61 minutos. Quase ao final, Cuca aparou um cruzamento e encobriu Gasperin, em gol legítimo. O confuso Carlos Martins apitou impedimento. Contrariou o experiente Justimiano Gularte, que nada tinha assinalado. O Glória perdeu, mas lutou até o fim. E fez de tudo para desestabilizar o sistema nervoso de quem estivesse por perto.” (Renato Barros e Carlos Alberto Fruet, Zero Hora, 1º de maio de 1989)

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Foto: Valdir Friolin (Placar)

A Guerra de Vacaria

Ser gremista no começo de 1989 era um suplício. Em péssima fase, o tricolor não convencia no campeonato gaúcho. Na penúltima rodada da fase classificatória, com a vaga à fase final a perigo, deixou escapar uma vitória fácil contra o Passo Fundo, no Olímpico. Precisaria vencer seu último jogo para conseguir a classificação. E o adversário era ninguém mais, ninguém menos, do que o Glória. E em Vacaria, no Altos da Glória…

Entre o dia do empate contra o Passo Fundo e o jogo contra o “Leão”, o Grêmio desencadeou uma grande mobilização. Chamou Cláudio Duarte para o comando técnico e contratou três reforços: o zagueiro Edinho, capitão do Brasil na Copa de 86, o volante Jandir e o lateral-esquerdo Hélcio. Os recém-chegados teriam pouco menos de uma semana para se adaptarem e absorverem as instruções do treinador.

Seria o suficiente para derrotar o Glória? Além de possuir uma equipe entrosada, o moral estava em alta graças à melhor campanha da competição até aquele momento. Não bastasse isso, o “Leão” não perdia em casa há 24 jogos, quase um ano sem derrota. Cláudio Duarte reconhecia a força do oponente: “O time do Daltro [Menezes] ataca com muita vontade e mostra que está sempre disposto a vencer”.

Não havia dúvida: aquele domingo, 30 de abril de 1989, prometia muita emoção. Todos os olhos voltaram-se para Vacaria. Era lá que o tricolor iria disputar uma das partidas mais decisivas de sua existência. Ironicamente, contra um clube que possuía as mesmas cores e levava “Grêmio” em seu nome. Uma grande expectativa tomou conta da cidade, e os ingressos postos à venda esgotaram-se rapidamente. No data do jogo, a cidade não cabia em si de tanta excitação. Na hora marcada para a abertura dos portões, grandes filas se formavam junto às entradas. Faltando duas horas para o começo do confronto, a lotação do estádio estava completa. Aquelas 8.510 pessoas – recorde de público do Altos da Glória em todos os tempos – testemunhariam um dos episódios mais dramáticos da história do futebol gaúcho: a “Guerra de Vacaria”!

Precisando vencer, o Grêmio iniciou na pressão, não permitindo que Branco e Edmundo organizassem a meio-campo do Glória e fizessem a bola chegar ao perigoso atacante Zé Cláudio. Edinho, Jandir e Hélcio davam segurança ao sistema defensivo, e não havia conclusões contra o gol tricolor. Nos primeiros minutos, a partida mostrava como seria: dura, com muitas faltas e uma tensão gigantesca.

Francisco, lateral do Glória, parecia o mais nervoso. Foi pelo seu setor que, aos 30 minutos, o Grêmio abriu o placar. Paulo Egídio lançou Almir, que passou com facilidade por Francisco, driblou Vladimir e chutou sem chances para Gasperin. Atento, Daltro substitui Francisco por Zé Roberto. Com Branco e Edmundo contidos, o “Leão” não teve forças para reagir, e o primeiro tempo acabou com vantagem gremista. No intervalo, torcedores do Glória agrediam-se nas sociais, prenunciando o clima do segundo tempo.

No retorno, Edmílson entra no lugar de Paulão. A equipe melhora, e Rubinho marca após cruzamento de Paulão, mas o gol é anulado pelo árbitro, iniciando-se grande confusão em campo e a paralisação do jogo. Pior para o auxiliar Carlos Kruse, que assinalou o impedimento: trabalhando junto às gerais, onde apenas o alambrado separa o auxiliar da torcida, passou a ser alvo de cusparadas e xingamentos. Na seqüência, numa disputa de bola pelo alto, Kita e Juarez se chocam. O primeiro sofre afundamento de malar, sendo substituído, enquanto Juarez acusa um profundo corte na cabeça. Bravo, ele volta a campo protegido por uma bandagem, pois o Glória já havia realizado as duas alterações.

Aos 18 minutos, Marcus Vinícius cai na área e o árbitro marca pênalti. O banco de reservas do time da casa invade o gramado e cerca o árbitro Carlos Martins. Após nove minutos de paralisação, Edinho cobra a penalidade, fazendo 2 a 0. Depois de tomar o segundo gol, o “Leão” parte para cima do adversário. Para compensar o prejuízo do time da casa, Martins expulsa Edinho aos 33 minutos. Valente, o Glória pressiona e é recompensado: aos 37 minutos, aproveitando um rebote, Zé Cláudio desconta. Na seqüência, o médico gremista tenta prestar socorro dentro de campo e ocorre nova invasão do banco do time de Vacaria.

O jogo parecia não ter mais fim devido às paralisações, dando um grande suspense à disputa, pois o Glória permanecia no ataque e ninguém sabia, ao certo, quanto tempo restava. Quase ao final, Cuca apara cruzamento e encobre Gasperin, mas o juiz marca impedimento, apesar de o auxiliar Justimiano Gularte nada ter sinalizado. A partida termina aos 61 minutos da segunda etapa. Emocionados, os gremistas comemoram, enquanto dirigentes, atletas e comissão técnica do Glória cercam novamente a arbitragem. Nas gerais, a torcida visitante festejava discretamente, talvez ainda sem acreditar que seu time obtivera a classificação mesmo sob tamanha “fumaceira”.

Após aquele embate, o tricolor, recuperado, conquistou o Gauchão e, na seqüência, a primeira Copa do Brasil. Mas, enquanto forem lembradas essas vitórias, será inevitável recordar que, para tanto, o Grêmio teve que subir a Serra e vencer a “Guerra de Vacaria”, um dos maiores jogos da história do futebol gaúcho. Para o “Leão” o jogo assinalou o clímax da época mais próspera e vitoriosa do clube, chamando para si as atenções do Rio Grande e do Brasil. Após aquele ciclo feliz, jamais veríamos a comunidade tão unida em torno de um único objetivo…” (Site Oficial do Glória)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Edinho: “Em 1989, o meu papel era o de não se envolver com o caldeirão. No jogo contra o Glória, no qual precisávamos ganhar de qualquer maneira, houve um pênalti. Percebi que ninguém queria pegar a bola e bater. Era o clima pesado. Como recém tinha chegado, eu estava fora deste ambiente. Cobrei com toda a calma e fiz o gol.” (ClicRBS, 28/08/2010 18h07min)

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Foto: Zero Hora

Fonte: Livro “Gauchão: A História Ilustrada De Uma Tradição

Foto: Zero Hora

Glória 1×2 Grêmio

GLÓRIA: Gasperin; Chimbica, Vladimir, Juarez e Francisco (Zé Roberto); Edmílson (Paulão), Jair, Branco e Edmundo; Rubinho e Zé Cláudio
Técnico: Daltro Menezes

GRÊMIO: Mazaropi; Alfinete, Luiz Eduardo, Edinho e Hélcio; Jandir, Cristóvão e Cuca; Almir, Kita (Marcus Vinícius) e Paulo Egídio (Amaral).
Técnico: Cláudio Duarte

Gauchão 1989 – Segundo Turno – 7ª Rodada
Data: 30 de abril de 1989, domingo
Local: Estádio Altos da Glória, em Vacaria-RS
Público: 8.510 (7.213 pagantes)
Renda: NCz$ 17.096,00
Árbitro: Carlos Martins
Assistentes: Carlos Kruse e Justimiano Gularte
Cartões amarelos: Rubinho e Zé Cláudio
Cartão vermelho: Edinho (33/2ºT)
Gols: Almir, aos 30 minutos do 1º tempo; Edinho (de pênalti) aos 27 minutos do 2º tempo e Zé Cláudio, aos 37 do 2º tempo

Gauchão 2016 – Grêmio 4×2 Glória

February 28, 2016

Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio Grêmio 4×2 Glória Glória

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Wallace Oliveira, Pedro Geromel, Fred e Marcelo Oliveira; Maicon (Henrique Almeida, 33/2T), Kaio, Giuliano, Douglas (Lincoln, 26/2T) e Everton (Bobô, 29/2T); Luan.
Técnico: Roger Machado
GLÓRIA: Rafael Roballo; Danilo, PV, Alisson e Márcio Goiano; Luanderson, Elyeser, Eder e Cleiton (Vinicius, 18/2T); Leandro (Germano, 13/2T) e Baré.
Técnico: Rodrigo Bandeira

7ª rodada – Gauchão 2016
Data: 27 de fevereiro de 2016, sábado, 17h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 9.582 torcedores (8.155 pagantes)
Renda: R$ 279.800,00
Árbitro: Jean Pierre Lima
Assistentes: Max Augusto Guimarães Vioni  e Fabrício Lima Baseggio
Cartões amarelos: Fred, Douglas, Bressan (no banco de reservas), Maicon (GRE), Baré, Rafael Roballo, Cleiton, Luanderson (GLO)
Gol: Eder, aos 27, e Giuliano, aos 46 minutos do primeiro tempo; Geromel, aos 3, e Vinícius, aos 27, Henrique Almeida, aos 43, e Luan, aos 48 minutos do segundo tempo.