Archive for the ‘Gre-Nal’ Category

Gauchão 2019 – Inter 0x0 Grêmio

April 15, 2019

Grenal 419

O Gre-nal do jogo de ida da final do Gauchão 2019 foi um jogo relativamente aberto (para os padrões do clássico). O Grêmio foi um pouco melhor do início até mais ou menos a metade do primeiro tempo e o Inter conseguiu um maior domínio no segundo, mas nenhuma das equipes teve brilho/capricho para aproveitar esses períodos de superioridade.

Assim como aconteceu nos Gre-Nais jogados no Beira-Rio no ano passado, o Grêmio usou a meia do uniforme  azul de goleiro da temporada 2017.

O público desse domingo foi o segundo maior das finais de Gauchão com mando do Inter nos últimos 29 anos.

2019 grenal itamar aguiar
Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net), Itamar Aguiar (Terra)

Inter 0x0 Grêmio

INTER: Marcelo Lomba; Zeca, Moledo, Cuesta e Iago; Rithely (Rodrigo Lindoso, 18/2ºT); Edenilson, Patrick, D’Alessandro (Parede, 22/2ºT) e Nico López; Guerrero (Rafael Sobis, 40/2ºT).
Técnico: Odair Hellmann

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Cortez; Matheus Henrique e Maicon (Michel, 19/2ºT); Alisson (Diego Tardelli, 26/2ºT), Jean Pyerre e Everton; André (Pepê, 42/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

Gauchão 2019 – Final – Jogo de ida
Data: 14 de abril de 2019, domingo, 16h00min
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre-RS
Público: 45.209 (40.567 pagantes)
Renda: R$ 2.332.686,00
Arbitro: Leandro Vuanden,
Auxiliares: Elio Nepomuceno Junior e José Eduardo Cauza
Cartões amarelos: Iago, Lindoso, Nico López, Sobis; Michel e André (G)

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Gauchão 1979 – Octagonal final – Inter 1×2 Grêmio

April 14, 2019
1979 grenal inter 1x2 gremio olivio lamas placar - Cópia

Foto: Olivio Lamas (Placar)

Com essa vitória por 2×1 no Beira-Rio o Grêmio encaminhou o título do Gauchão de 1979.

Duas curiosidades:
– A diretoria colorada franqueou a entrada para qualquer torcedor que estivesse usando uma camisa vermelha ou portasse uma bandeira do Inter.

– O VT do jogo foi exibido a noite pela TV Guaíba (que havia sido inaugurada naquele ano).

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Foto: Correio do Povo

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Fotos: Correio do Povo

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Foto: Correio do Povo

GRÊMIO, MODÉSTIA A PARTE
Com cinco pontos ganhos à frente do Inter, o time de Paulo César está a um passo do título. Basta, apenas, que mantenha a regularidade do campeonato. Em 45 jogos do campeonato, apenas nove pontos perdidos.

A palavra mais ouvida no vestiário do Grêmio, após a vitória sobre o Inter: humildade. Quem se arriscava a falar em título já ganho recebia logo severos olhares de advertência. E, se era assim, convenhamos, não falta mais nada. Só uma hecatombe (como a de 1961, quando o Inter, com seis pontos na frente e três jogos a disputar, acabou entregando o ouro) pode melar a festa final do Grêmio.

São cinco pontos sobre o Inter, sete jogos a disputar — os do returno do octogonal, e o Grêmio mostra o time mais humilde e justamente o mais bem armado, orientado e guerreiro. Como se viu neste domingo, no Beira-Rio. Considerando que em dois turnos (38 partidas) mais sete jogos do turno inicial do octogonal, o Grêmio perdeu apenas nove pontos, o prognóstico é óbvio: ao Inter, não restam mais de 10% de esperanças matemáticas.

Sem contar com Falcão para o Gre-Nal, Zé Duarte preferiu uma formação que — podia se apostar — abriria um buraco no meio-campo. Zé dizia que precisava ganhar, por isso, arriscava com um time ofensivo. Respeitável. Só que Fantôni, que é malandro velho, preferiu manter sua estratégia de esperar atrás para ver no que dava — inclusive com o anão-guerrilheiro Jurandir, que só entra para marcar Falcão. Não deu outra. Em 12 minutos, o jogo estava liquidado. Fixado na idéia de atacar, o Inter esqueceu de cadenciar e perdeu no meio-campo, descuidou-se atrás e tomou dois gols.

E daí, pra virar? Sabe-se que isso é difícil. Ainda mais quando, do outro lado, segurando os mais entusiasmados, só soltando o time na certa, calculando tudo, está uma raposa como Paulo Cé-sar. Que bem merecia, para coroar sua atuação, ter marcado o terceiro numa de suas escapadas.

Depois do gol de Jurandir, pegando um rebote, e do de Baltazar, que escapou livre, foi esse o trabalho do Grêmio: 78 minutos de tensa porém segura contenção. Uma grande partida do time que em 45 jogos do campeonato não cansou de demonstrar que é o mais bem armado. Para o Inter, que conseguiu o seu golzinho nos descontos, fica o consolo de ter jogado sem três titulares importantes, entre eles Falcão. Eu disse consolo? Me enganei. Não há o que console uma torcida que perde o campeonato e, além de tudo, vê seu time disputando o segundo lugar com o São Paulo.” (Divino Fonseca, Revista Placar, Edição n.º 488, 31 de agosto de 1979)

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Fonte: Correio do Povo

GRÊMIO ESTÁ CADA VEZ MAIS PRÓXIMO DO TÍTULO

Com a vitória do último domingo, o Grêmio é o virtual campeão de 1979. Ganhando do Internacional por dois a um, depois de vencer até quase o final por dois a zero, o Grêmio aumentou a distância que o separa do Internacional. Os cinco pontos de vantagem dão ao Grêmio condições de conseguir o título por antecipação duas rodadas antes do dia 20 de setembro, data do próximo Gre-Nal.

Os golos da merecida vitória gremista foram marcados por Jurandir e Baltazar, no primeiro tempo e Chico Espina, anotou para o Internacional.

O árbitro Carlos Martins teve uma excelente atuação no Gre-Nal, bem auxiliado por Justimiano Goularte e Hermínio Goulart. A renda chegou perto dos três milhões de cruzeiros.

No final da partida a torcida do Grêmio comemorou vivamente o resultado, e dirigentes e jogadores foram até a beira do campo para saudar os torcedores. Os jogadores Baltazar e Jurandir foram os mais aplaudidos e o vice-presidente Fernando Zacouteguy, entusiasmado, sugeriu que os torcedores colocassem as faixas.

A VITÓRIA

O entusiasmo de Zacouteguy era perfeitamente compreensível, pois o Grêmio jogou uma grande partida e taticamente surpreendeu ao Internacional. Zé Duarte esperava, um Grêmio retrancado e foi exatamente o contrário, logo nos primeiros minutos de Gre-Nal. O Grêmio tomou a iniciativa e partiu para cima do Internacional tentando fazer o primeiro golo. E não demorou muito para conseguir. Aos sete minutos houve falta em Tarciso e Paulo César e Éder ficaram em posição de cobrar. Éder veio de longe e disparou um chute forte que Benitez não segurou firme. A defesa do Internacional estava desatenta ao rebote mas Jurandir, bem colocado, não perdeu a oportunidade e atirou para marcar.

Um golo tão, cedo só poderia causar um forte impacto psicológico no Inter e, antes mesmo que o time tivesse oportunidade de se recompor em campo, o Grêmio já estava fazendo dois a zero. Larri dominou bola na saída de área e ao tentar dar um passe para Batista entregou para Jurandir que trocou passes com Baltazar. O centroavante escapou, venceu a Larri e Batista, entrou na área e na saída do geleiro Benitez desviou com o pé esquerdo. Daí para diante o Grêmio não chutou mais a golo e o Inter teve domínio territorial. Mas a oportunidade só veio numa falta cobrada por Jair, de longa distância, que Manga, em excelente defesa, atirou para fora.

A CONFIRMAÇÃO

Zé Duarte atendeu o apelo da torcida e colocou Borracha no time. Sacou Mário e adiantou Adilson. Quando parecia eminente o crescimento do time do Internacional com a entrada de Borracha Adilson teve torção de tornozelo, depois de atirar uma bola no poste direito de Manga. A entrada de Washinton, pouco acrescentou ao time e aos poucos o Grêmio foi mandando mais e mais na partida.

Apertando a marcação no meio de campo e utilizando Baltazar para o contra-ataque, o Grêmio foi um time perigoso e bem organizado contra um adversário nervoso, desorganizado e pouco inspirado no ataque. Orlando Fantoni usou apenas uma substituição, retirando Éder e colocando Jésum para reter mais a bola no ataque. Aos 45 minutos Tonho driblou dois jogadores do Grêmio e a bola sobrou para Chico Espina chutar de longe e fazer o golo do Inter. A tentativa de reação veio tarde e o Grêmio ganhou com justiça.” (Correio do Povo, terça-feira, 28 de agosto de 1979)

1979 tv guaiba

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FIM DE CAMPEONATO – Lasier Martins

A questão inicial do Terceiro Tempo de ontem foi se o campeonato estaria terminado ou não. E por 9×3 a Equipe da Guaíba respondeu que sim. Belmonte, Samuel, Joabel, Cagliari, Érico, Ibsen, Élio, Edgar e este colunista afirmaram que o Grêmio já é campeão gaúcho de 79. Ranzolin, Lauro e Milton foram os votos dissidentes.

O Grêmio fez por merecer o título, porque se determinou a ganhá-lo com mais acertos que erros. Deflagrou unia mobilização geral desde o início do ano, que contagiou desde o pedreiro do Olímpico Total ao ponta-esquerda do time. Basta ver a prova: os operários da construção civil fizeram apenas meia greve nas obras do Olímpico e o Éder do Gre-Nal foi um operário no time. Em meio a estes extremos trabalharam seriamente dirigentes, torcida e outros. O Departamento Médico foi eficiente nas curas rápidas de seus pacientes, o departamento de futebol exigiu disciplina em campo e o departamento jurídico sempre foi diligente para evitar punições pesadas aos raros infratores. O Grêmio cuidou de tudo e de todos. Por isso e merecidamente, ainda muito cedo ganhou o campeonato regional e tende a distanciar-se ainda mais do segundo colocado.

A própria regularidade dos disputantes do título autoriza a lógica do maior distanciamento. O Inter continua esfacelado como time e o returno terá a fórmula de um torneio: curto e atropelado. Em três semanas estará terminado e nesse tempo não haverá condições para reviravoltas. Acreditar que o Grêmio perca cinco pontos e o Internacional nenhum até o final é acreditar em história da carochinha.

Abstraído o aspecto estatístico do campeonato, ressalta maliciosa prevenção da Federação contra o Internacional. No primeiro turno o clube jogou apenas em um domingo em seu estádio e no returno novamente só terá um jogo naquele dia mais favorável a boa arrecadação. No total do octogonal o Inter terá jogado duas vezes em domingos e o Grêmio cinco. Mais uma derrota do Inter, só que esta no terreno político, onde neste ano perdeu todas para a mater.

O Inter começa a pensar na utilização de mais juvenis no restante do campeonato. Se não incidir nos mesmos excessos da famosa juvenilização da época do sr. Braga Gastal, poderá projetar novos craques. Entretanto, esta política impõe muita habilidade. O Inter é hoje um time derrotado e confiar seu reerguimento a jogadores inexperientes é uma temeridade. Conviria à direção no restante de sua gestão salvar o que ainda puder e evitar mais queimações”. (Lasier Martins – Correio do Povo, terça-feira, 28 de agosto de 1979)

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1979 ingressos

A GRANDE DIFERENÇA – Antônio Goulart

As atenções agora estão voltadas para a frente e todas as projeções apontam, como não poderia deixar de ser, o Grêmio como virtual campeão gaúcho de 1979. Mas o Gre-Nal não é jogo que se esgota em 24 horas. A ressaca emocional do clássico – como diria Nelson Rodrigues — perdura por mais tempo, dando validade também a considerações sob aspectos técnicos da partida.

Há alguns princípios que são imutáveis no futebol, como o de que a vitória está sempre mais próxima da equipe que se predispõe a atacar mais. E o Grêmio fez isso, pelo menos enquanto esteve interessado em construir um marcador que lhe garantisse o triunfo, o que durou menos de uma dúzia de minutos. Depois, manteve o jogo sob controle e o fez com a mais absoluta tranqüilidade e segurança, considerando o estado de ânimo que o clássico costuma despertar.

Ainda sob o ângulo ofensivo, o simples confronto dos dois setores que atuaram domingo no Beira-Rio já revela a grande diferença. De um lado um trio especialista — Tarciso, Baltazar e Éder — e que vem atuando há bastante tempo. Do outro, três que nunca haviam jogado juntos neste Octogonal – Jair, Mário e Chico Espina. Aqui, apenas dois com características nitidamente ofensivas, mas um deles é reserva. E, no segundo tempo, o centroavante foi substituído por um homem de armação, Washington. E era o Internacional que mais precisava da vitória. Mas não teve ataque para entrar com a bola uma vez sequer na área do Grémio.

Este foi o Gre-Nal de resultado mais lógico e indiscutível dos últimos tempos. Se o Grémio não optasse pela precaução, teria construído urna goleada. O Grêmio fez o jogo da determinação, da organização e do equilíbrio, técnico e emocional (nenhum cartão amarelo contra cinco do adversário, apenas um detalhe). Entrou em campo sabendo o que queria, organizou-se para esse objetivo e tratou de buscá-lo antes que o outro sequer tivesse despertado para a realidade.

O Internacional, é justo que se mencione, pagou tributo a uma situação de emergência: desfalque de três titulares, a perda de outro (Adilson) durante a partida e as condições precárias de Batista. Mas, diante do que vi em campo, não me arriscaria a dizer que o resultado seria muito diferente se a equipe estivesse completa. O time colorado foi tão flagrantemente inferior, que o próprio torcedor aceitou o resultado, conformado e triste, mas sem revolta ou qualquer tipo de contestação. Se reações houve, foi mais devido ás atuações deficientes de alguns jogadores, corno Hermes, Larri, Mário e Washington.

No confronto dos dois treinadores, Zé Duarte perdeu em tudo para Orlando Fantoni, dando a impressão de não haver se preparado convenientemente para um clássico que só conhecia de ouvir falar ou pela televisão. Enquanto o técnico estreante mandava a campo uma equipe sem muita convicção, mais na base do “vamos ver o que é que dá”, o outro se dava ao luxo de mover apenas numa peça, mas no ponto certo, considerando-se o que representava a partida. E com esta alteração (Jurandir), criou um novo repertório de jogadas, que funcionou tanto no sentido da construção, participando dos dois golos, como no sentido da destruição, impedindo que o adversário se armasse por aquele setor.

DOIS TOQUES – Teria sido o próprio transcorrer, do jogo, praticamente decidido logo aos 12 minutos, que determinou a boa atuação de Carlos Martins? Ou foi o árbitro que soube se impor e manter o controle de tudo? Acho que as duas coisas contribuíram. O que também não deixa de ser um elogio. * Conforme previ aqui, aumentaram o preço dos ingressos e sobrou espaço nas arquibancadas, e a renda ficou muito aquém do esperado. Prejuízo para os clubes e para o torcedor”. (Antônio Goulart – Correio do Povo, terça-feira, 28 de agosto de 1979)

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Foto: Correio do Povo

INTER: Benitez; Hermes, Mauro, Larry e Bereta, Batista, Tonho e Adilson, (Washington); Jair, Mário (Borracha) e Chico Espina.
Técnico: Zé Duarte

GRÊMIO: Manga; Vilson, Ancheta, Vantuir, Dirceu; Vitor Hugo, Jurandir e Paulo César Caju; Tarciso, Baltazar e Éder Aleixo (Jesum)
Técnico: Orlando Fantoni

Data: 26 de agosto de 1979, domingo
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre-RS
Renda: Cr$ 2.491.760,00
Árbitro: Carlos Martins
Assistentes: Herminio Goulart e Justiimiano Goularte
Cartões Amarelos: Larri, Batista, Adilson e Mario

Gauchão 1994 – Inter 1×0 Grêmio

April 13, 2019
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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

No “interminável” Gauchão de 1994, Inter e Grêmio se enfrentaram no primeiro Gre-Nal daquela temporada no Beira-Rio em 12 de junho de 1994.

O Co-irmão havia sido eliminado da Copa do Brasil, no meio da semana, pelo Ceará e buscava se reabilitar com um vitória no certame regional. Conseguiu isso graças a um gol de Argel.

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

 

VITÓRIA DEVOLVE A ALEGRIA AO INTER
O time de Lopes se recuperou da eliminação na Copa do Brasil e aumentou a vantagem sobre o Grêmio no Gauchão

O torcedor que há quase um ano não assistia ao mais tradicional clássico gaúcho teve ontem, no Estádio Beira-Rio, a oportunidade de refrescar a memória com um típico Gre-Nal. Muita força, jogadas concentradas no meio campo, sete cartões amarelos e apenas um gol marcado. A tarde que havia começado coberta por um céu azul cintilante, terminou num crepúsculo vermelho, colorida pelo gol de Argel — aos 16 minutos do segundo tempo — que garantiu a vitória e a invencibilidade do Inter no Gauchão. Com 24 pontos, o time de Lopes mantes e a liderança isolada e aumentou a diferença sobre o Grêmio para cinco pontos.

Assim como a bela tarde de domingo, o Gre-Nal também mostrou uma certa predominância do azul em campo. Foi a equipe do técnico Luiz Felipe que mais tempo esteve com a posse de bola. Foi ela que mais situações de gol criou e, também, a que mais chances desperdiçou. Ao Internacional coube a estratégia dos contra-ataques. Mas, sobretudo, coube à equipe de Antônio Lopes fazer o único gol da partida. Após a cobrança de falta pelo lateral-direito Daniel Frasson, o zagueiro Argel desviou de Danrlei. 1 a 0. Méritos à eficiência.

As oportunidades de gol do primeiro tempo foram muito raras. Limitaram-se a um chute fraco de Caíco, uma cabeçada de Paulão pelo lado, um chute de Mazinho Loiola, e um arremate de Nildo na entrada da pequena área pelo alto. As duas equipes jogavam-se ao ataque com cautela, preocupadas em não deixar espaços para o contra-ataque adversário.

OUSADIA – A segunda etapa recebeu alguns contornos mais ousados. Um chute forte de Carlos Miguel balançou o travessão da goleira de Sérgio. O gol marcado por Argel forçou o Grêmio a sair mais à frente. Luiz Felipe chamou Carlinhos e o colocou no lugar do garoto Émerson. Era a tentativa do técnico gremista de buscar uma reação que acabou não chegando. Mesmo com três atacantes —Carlinhos, Fabinho e Nildo — o time de Luiz Felipe não conseguiu converter em gols as chances criadas. A defesa segura do Inter e a boa participação de Caíco na articulação das jogadas de ataque foram suficientes para controlar a força gremista. O Gre-Nal de número 322 terminou com festa colorada. Um presente ao 53° aniversário de Antônio Lopes.” (Sílvio Ferreira, Zero Hora, segunda-feira, 13 de junho de 1994)

 

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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

JOVENS FESTEJAM OS 53 ANOS DE LOPES
Os garotos Caíco e Argel, lançados pelo treinador, transformaram a vitória em presente de aniversário

O Gre-Nal de número 322, que deixou o Inter na liderança isolada do Gauchão, reservou momentos de emoção. O técnico António Lopes viu Argel e Caíco, dois jogadores por ele lançados para o futebol, presentearem-no com atuações individuais convincentes, um gol e uma vitória importante sobre o principal rival. Desde ontem um homem com 53 anos, Lopes passou o jogo inteiro agitado. A partir dos nove minutos, quando se ergueu pela primeira vez e correu em direção à beirada do campo, o senta-levanta se tornou quase que constante.
Em campo, a aplicação tática e a garra de Argel se somavam à habilidade de Caíco.

O atacante Aírton Graciliano dos Santos, 20 anos completos desde o último dia 15, já dava seus dribles desconcertantes na boa zaga gremista quando uma falta na meia-esquerda incentivou o zagueiro Argelico Fucks, 19, a se arriscar na área adversária. Daniel Frasson chutou rasteiro. A bola roçou em Anderson e encontrou o pé de Argel. Parou na rede. Desacostumado à emoção de fazer gols, o garoto disparou em direção à torcida mostrando o distintivo. “Sou mais do que um jogador, sou um colorado”, bradou. “Esta vitória compensa qualquer derrota para o Ceará, o importante é derrotar o Grêmio.”

No momento do gol, Lopes foi lacônico. “Isto é Gre-Nal, nada está decidido”, comentou, demonstrando familiaridade com o futebol gaúcho. Eram 16h55min. A noite reservaria ainda a comemoração do Dia dos Namorados com a mulher Elza. A festa de aniversário ficou para hoje. Com os amigos gaúchos. Especialmente os garotos que devolveram a ele a alegria de vencer um Gre-Nal.” (Léo Gerchmann, Zero Hora, segunda-feira, 13 de junho de 1994)

 

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Fonte: Pioneiro

 “DERROTA NÃO ABALA GREMISTAS

A derrota para o Inter por 1 a 0 não desanimará o grupo de jogadores gremistas nem modificará o trabalho planejado pela comissão técnica. A garantia é do presidente Fábio Koff e do técnico Luiz Felipe — que perdeu o seu primeiro Gre-Nal como treinador. Ambos consideraram o resultado negativo normal em um clássico, lamentaram as oportunidades perdidas, o vacilo no lance do gol de Argel, e pediram a confiança da torcida para a equipe em formação

Depois do jogo, Fabio Koff insistiu para que a torcida tricolor dê crédito à equipe. “Temos um time confiável e bem trabalhado para formar um grande elenco, portanto um resultado absolutamente previsível não vai desestruturar o grupo”, falou Koff. Em análise semelhante, Luiz Felipe elogiou o desempenho do Grêmio, lamentou o gol de bola parada e os erros nas conclusões. Mas descartou mudanças na filosofia de trabalho de aproveitamento dos jovens.

Os jogadores e o técnico Luiz Felipe enfatizaram da importância do Gauchão e acham que o time vai se recuperar — caiu para 4º — contra o Guarani-VA, na quarta-feira e domingo em Pelotas, diante do Brasil. O Grêmio ainda espera pelo próximo adversário da semifinal da Copa do Brasil: Vasco ou Atlético-MG.” (Alvaro Larangeira, Zero Hora, segunda-feira, 13 de junho de 1994)

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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

Inter 1×0 Grêmio

INTER: Sérgio Guedes; Daniel Frasson, Argel, Ricardo e Silvan; Anderson, Elson, Mazinho Oliveira (Alexandre) e Caíco; Mazinho Loiola (Fábio) e Paulinho McLaren
Técnico: Antonio Lopes

GRÊMIO: Danrlei; Ayupe, Paulão, Agnaldo e Roger; Pingo, Jamir, Emerson (Carlinhos) e Carlos Miguel; Fabinho e Nildo
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Gauchão 1994 – 12ª Rodada
Data: 12 de junho de 1994, domingo
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre/RS
Público: 21.184 (17.401 pagantes)
Renda: Cr$ 56.456.000,00
Árbitro: Silvio Luís de Oliveira
Assistentes: Luís Augusto Muhle e Marco Aurélio Charão
Cartões amarelos: Silvan, Ânderson, Daniel Frasson, Elson, Paulão, Nildo, Fabinho
Gol: Argel, aos 16 minutos do segundo tempo

Gauchão 1979 – 1º Turno – Inter 0x0 Grêmio

April 13, 2019
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Foto: J.B. Scalco (Placar)

 

Em 13 de maio, Grêmio e Inter disputaram, no estádio Beira-Rio, o primeiro clássico da temporada 1979, o qual ficou conhecido como o Gre-Nal que Jurandir marcou/parou/anulou Falcão.

Era a última rodada do primeiro turno do Gauchão daquele ano. O tricolor estava um ponto na frente da classificação, de modo que o empate lhe garantira a liderança e o ponto-extra para o octogonal final. Com diversos desfalques, como Nardela e Paulo César Caju, Orlando Fantoni optou por escalar Jurandir, originalmente um atacante, no meio de campo, com a função de acompanhar o camisa 5 colorado em qualquer setor do campo. Deu certo, o Grêmio teve clara superioridade tática e conseguiu o resultado que lhe bastava para conquistar o turno.

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Foto: Zero Hora

“ESSE EMPATE GARANTIU O PONTO-EXTRA AO GRÊMIO
Grandes destaques foram a vantagem tática de Fantoni sobre o quadrado de Cláudio e a péssima atuação de Sílvio Rodrigues, que prejudicou o Grêmio até a expulsão de André e depois ajudou

A jogada começou com Jurandir, passou por André e chegou a lúra, meia-esquerda de ataque, dentro da área do Inter. O meta-cancha do Grêmio deu uma puxeta sobre a zaga adversária, encontrando André livre pelo outro lado. O Centroavante dominou, chutou, Benitez defendeu com o pé mas no rebote o goleador do Grêmio fez o gol que poderia ter definido o Grenal de ontem à tarde no Beira-Rio. Eram 18 minutos do segundo quando o, árbitro Silvio Rodrigues cometeu seu maior erro, anulando o gol do Grêmio.

Três minutos mais tarde, porém, o resultado do Gre-Nal praticamente ficou definido. André, que recebera cartão amarelo quando da anulação de seu gol, resolveu catimbar – chutou a bola para longe – e foi expulso acertadamente pelo juiz da partida. Mas Silvio Rodrigues, a partir desse momento, simplesmente deixou de marcar faltas a favor do Inter perto da área do Grêmio e ajudou decisivamente — para desespero de alguns jogadores do Inter em campo — o time de Fantoni a manter o empate que lhe garantiu o ponto extra desse turno.

O Inter teve algumas oportunidades no primeiro tempo, quando Jair aproveitou um erro de Eder na marcação a Valdomiro —21 minutos – ganhou a frente da jogada mas chutou com muita força, por cima do gol de Manga. Falcão também errou uma cabeçada — 25 minutos – após um escanteio da direita com o gol vazio pois Manga sairá errado e se passara da bola cruzada. E mais tarde Jair esperou muito, permitindo a cobertura de Dirceu, quando ficou com a frente aberta pela meia-direita depois da jogada de Mário pela ponta-esquerda. Na fase final, apesar da pressão, da correria e da superioridade numérica, o time de Cláudio não conseguiu levar perigo ao gol de Manga.

Tarciso foi o responsável pela primeira grande jogada da partida. Eram três minutos quando ele dominou a bola em seu campo, ganhou de toda zaga do Inter na corrida mas centrou mal — lúra reclamou toque de Larry dentro da área. O Grêmio ainda poderia ter feito seu gol no final da primeira fase, quando lúra recebeu um lançamento longo da direita, penetrou entre os zagueiros do Inter, dominou sozinho à frente de Benitez e foi derrubado — Silvio Rodrigues não quis marcar o pênalti – quando o goleiro do Inter sentiu que fora batido com um drible para seu lado esquerdo.

A partir da expulsão de André, Fantoni definiu sua equipe defensivamente; tirou Iúra e colocou Valderez, pouco depois colocando Vilson no lugar de Eder pela ponta-esquerda. O Grêmio se encolheu e tratou de garantir o empate sem gols, Só Tarciso ainda tentava qualquer coisa no ataque, em velocidade. O Inter passou a jogar no campo adversário, mas, sem espaço, nada conseguiu.” (Zero Hora, segunda-feira, 14 de maio de 1979)

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Foto: Zero Hora

“VITÓRIA TÁTICA SURGIU COM JURANDIR MARCANDO FALCÃO

Sábado pela manhã Fantoni já confirrmava definitivamente informação exclusiva de Zero Hora: Jurandir sairia jogando, não Valderez ou Leandro. E a partir dessa definição tática o Grêmio começou a lutar com grandes possiblidades seu objetivo, o ponto-extra. Jurandir não foi ponta, nem meia-direita mas simplesmente um aplicadíssimo marcador de Falcão, em qualquer setor do campo do Grêmio.

Jair tentou organizar as jogadas para seu ataque e foi eficiente nos primeiros 30 minutos mas logo Vítor Hugo corrigiu um pouco seu posicionamento – desde o início muito preocupado em ajudar Dirceu na marcação a Valdomiro — e terminou com o setor de armação do Inter. Taticamente Falcão esteve bem pois tratou de levar Jurandir para a lateral-direita do Grêmio, preocupando Eurico que até então jogava livre. Mas essa atitude de Falcão exigia que alguém aprovei-tasse o espaço surgido pelo meio e conseguisse levar o time à frente, o que Caçapava, Batista e Jair não conseguiram. Adilson entrou aos 25 minutos da fase final tentando a mesma coisa mas também nada conseguiu.

Sem Paulo César e Nardela lesionados, Fantoni tratou de neutralizar o quarteto de meia-cancha do Inter com Jurandir. E foi muito feliz. Sexta-feira o técnico gremista se lembrou da partida disputada em 20 de fevereiro na cidade de Rosário, contra o Independiente. Nardela estava em Porto Alegre e Paulo César fora expulso, então ele usou Jurandir e Tarciso em revezamento pelo setor e o Grêmio assegurou os 4 x 0. Repetiu a dose nesse momento de emergência e novamente obteve sucesso, ajudado pelo ponto de vantagem que o Pelotas deu ao Grêmio quatro dias antes.” (Zero Hora, segunda-feira, 14 de maio de 1979)

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Foto: Zero Hora

“FOI SIMPLES

Na última sexta-feira, Jurandir já havia tomado banho, vestido sua roupa e despedia-se dos companheiros quando o supervisor Antonio Verardi entrou no vestiário do Olímpico: “O Fantoni quer falar com vocês é para tu concentrares amanhã (sábado).” Jurandir foi até o ficou sabendo das idéias do técnico. “Nem esperava jogar neste Gre-Nal. Fui chamado a última hora ” explicava, e substituir ao Paulo César e também ao Nardela, era uma responsabilidade muito grande.”

Ontem durante o Gre-Nal não foram necessários mais de alguns minutos para que a função de Jurandlr fosse conhecida. Mal o juiz apitou seu início e ele colou em Falcão. Desfalcado e necessitando apenas de um empate, o Grêmio queria prejudicar a armação das jogadas. O responsável por isto seria Jurandir, marcando de cima ao meia-cancha colorado quando sua equipe era atacada.

— Foi simples — dizia ele. Uma vez quando ainda estava no Caxias com o Froner fiz isto contra o Falcão e deu certo. Sabia que ele, bem marcado, seria muito bom para o Grêmio, porque ele faz tudo na equipe do Inter. Fazendo isto, 50% do time deles estaria prejudicado. E depois ninguém consegue jogar direito com alguém em cima, marcando sempre. O cara não agüenta e quando tem a bola dominada já acaba errando.

O esquema já estava definido no sábado “quando treinamos, isto durante uns 30 minutos”, lembrava Vitor Hugo. “Nós iríamos jogar da mesma forma do Inter. Quando eles atacavam tinham quatro e nós também, pois o Tarciso e o Jurandlr voltavam. Quando nós atacávamos também tínhamos quatro, pois os dois subiam. E o Jurandir com sua aplicação e sua dedicação foi insuperável nesta função,” comentou o centromédio.” (Zero Hora, segunda-feira, 14 de maio de 1979)

 

JURANDIR:Eu não estava nem concentrado. No sábado, já estava saindo pelo portão do Olímpico quando o seu Verardi (Antônio Carlos, supervisor) me chamou. Iúra, Tarciso e Paulo César (Caju) se reuniram e disseram que só eu poderia marcar o Falcão. Peguei a vaga do Ladinho. Falcão era o melhor jogador brasileiro, uma estrela, fazia a diferença. Mas consegui marcá-lo sem dar um pontapé. Eu estava muito bem preparado. Até nisso Falcão era diferenciado. Foi elegante, não reclamou de nada. Aquele Gre-Nal ficou na história, virou o meu cartão-postal. Marquei o cara que viria a ser o Rei de Roma.” (Diário Gaúcho, 1º de maio de 2015)

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Foto: Zero Hora

 

“Na breve viagem pelo passado, Silvio recorda um dos três Gre-Nais que apitou, que se destaca na história do clássico em razão de um lance insólito protagonizado pelo atacante gremista André Catimba, no Estádio Beira-Rio, nos anos 70. Após ser advertido, André foi para cima de Silvio, que estendeu o braço para impedir que ele se aproximasse. Quando a mão do juiz encostou no peito jogador, este se jogou no chão como se Silvio o tivesse empurrado. O estádio inteiro caiu na risada. Gremistas e colorados riram muito, possivelmente pela primeira vez juntos. Foi um lance engraçado.” (Jornal Marca da Cal, Janeiro/Fevereiro 2012)

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ORLANDO FANTONI:O Jurandir neutralizou o Falcão. Eu achava, antes da partida que o jogo seria decidido no meio do campo, onde o Inter possui jogadores excepcionais, como Falcão, Batista e Jair. Mas fomos felizes, graças à Deus, pois conseguimos anular as principais jogadas do adversário e ainda tivemos oportunidade de gols, como aquele lance em que o André marcou mas o juiz, inexplicavelmente, anulou a jogada.”

ORLANDO FANTONI: “Olha que eu já vi muitos jogos entre equipes rivais em toda minha vida. Co- mo o Gre-Nal eu não conhecia em termos DE catimba, de virilidade, enfim, de dureza nas disputas de bola. Conheci clássicos no futebol carioca, mineiro e baiano, como o gaúcho não tem igual: esta experiência eu vivi neste Gre-Nal. E o jogo mais nervoso e catimbado do Brasil para quem está dentro do campo; e para quem está fora torcendo

ORLANDO FANTONI: “O árbitro foi um pouco indeciso ao cometer algumas falhas importantes dentro da partida. Foram lances capitais, como uma penalidade clara em Iúra, um gol anulado do André e a expulsão por reclamação. Reclamação por reclamação, os jogadores do Inter estavam fazendo desde o primeiro tempo e não foram expulsos.”

INTERNACIONAL: Benitez; Hermes, Larry, Beliato e Bereta (Chico Espina); Caçapava, Batista, Falcão e Jair; Valdomiro e Mário (Adilson)
Técnico: Claúdio Duarte

GRÊMIO: Manga; Eurico, Vicente, Vantuir e Dirceu; Vitor Hugo, Jurandir e Iura (Valderez); Tarciso, André e Éder Aleixo (Vilson)
Técnico: Orlando Fantoni

Data: 13/05/1979, domingo
Local: Estádio Beira Rio, em Porto Alegre – RS
Público: 58.932 pagantes
Renda: Cr$ 3.204.250,00
Árbitro: Sílvio Rodrigues
Auxiliares: Juarez Oliveira e Estemir Vilhena da Silva
Cartão Vermelho: André

Médias de Público em Gre-Nais desde 1999

March 16, 2019

Médias público grenais gauchão na Arena

Desde 1999 foram disputados 81 Gre-Nais, sendo que a média de público nos clássicos desse período é de 33.340 torcedores por partida.

O Grêmio recebeu o Inter 11 vezes na Arena desde a sua inauguração. A média de público nesses jogos é de 44.354 (41.145 pagantes).

Pelo Gauchão, foram realizados 6 clássicos na Arena, com média de 41.707 (38.930 pagantes)

Carga de ingressos para torcida gremista no Beira-Rio no Borderô é sempre menor do que a carga divulgada pela imprensa

September 12, 2018

grenais diferenças

Já falei sobre esse “fenômeno” em 20132015, e ele vem se repetindo desde então. No último clássico Gre-Nal no Beira-Rio o roteiro não foi diferente: Os clubes divulgam a quantidade de ingressos disponíveis para a torcida gremista no Beira-Rio. Os clubes informam que todos esses ingressos foram vendidos. Mas no Borderô o quantidade de ingressos comprados pela torcida gremista sempre é menor do que a divulgada anteriormente.

Nesse último Gre-nal, o Globo Esporte noticiou que: “a torcida do Grêmio também adquiriu todos os 2 mil ingressos colocados à venda para o setor visitante“. Contudo,  no borderô, só constam como vendidos 1.700 ingressos para a torcida tricolor (imagem abaixo)

grenal 417

Nos Gre-Nais pós reabertura do Beira-Rio, esse desencontro entre borderô e noticíais só não aconteceu no clássico do Brasileirão 2014. Depois disso sempre essa discrepância nos números se verifica. Gostaria muito de entender a razão disso.

Gre-Nal n.º 417 – Inter 1×0 Grêmio – Data: 09/09/2018
– Quantidade de ingressos supostamente destinados para a torcida gremista: 2.000 – ”
– Quantidade de ingressos supostamente vendidos para a torcida gremista: 2.000 ” diretoria Tricolor colocou à disposição os 2 mil bilhetes e eles foram adquiridos em poucas horas” (UOL)
– Ingressos vendidos segundo o borderô: 1.700
– Diferença: 300 ingressos

Gre-Nal n.º415 – Inter 2X0 Grêmio – Data: 21/03/2018
– Quantidade de ingressos supostamente destinados para a torcida gremista: 2.000 – “os torcedores do Grêmio esgotaram as 2 mil entradas disponíveis para a torcida visitante ” (GloboEsporte)
– Quantidade de ingressos supostamente vendidos para a torcida gremista: 2.000 – “A torcida do Grêmio adquiriu os dois mil ingressos reservados ao clube, ao preço de R$ 40, para o Gre-Nal desta quarta-feira (20), no Beira-Rio ” (Zero Hora)
– Ingressos vendidos segundo o borderô: 1.640
– Diferença: 360 ingressos

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Gre-Nal n.º413 – Inter 1X2 Grêmio – Data: 11/03/2018
– Quantidade de ingressos supostamente destinados para a torcida gremista: 2.000 – “Saiba quantos ingressos terá a torcida do Grêmio no Gre-Nal. Somente na área exclusiva para os torcedores do clube serão 2 mil lugares“(Zero Hora)
– Quantidade de ingressos supostamente vendidos para a torcida gremista: 2.000 – ” Em apenas cinco minutos, os torcedores do Tricolor esgotaram todos os 2 mil ingressos destinados ao seu setor” (Gazeta Esportiva)
– Ingressos vendidos segundo o borderô: 1.700
– Diferença: 300 ingressos

grenal 413

Gre-Nal n.º410 – Inter 0X1 Grêmio – Data: 03/07/2016
– Quantidade de ingressos supostamente destinados para a torcida gremista: 2.500 – “No total, 3,5 mil gremistas poderão estar no Beira-Rio, mil deles na zona mista” (Zero Hora)
– Quantidade de ingressos supostamente vendidos para a torcida gremista:  2.200 – ” O Grêmio anunciou, nesta sexta-feira, que dos 2500 ingressos destinados ao time ainda restam cerca de 300 para o clássico deste domingo” (Zero Hora)
– Ingressos vendidos segundo o borderô: 1.484
– Diferença: 716 ingressos
grenal 410

Gre-Nal n.º408 – Inter 1X0 Grêmio – Data: 22/11/2015
– Quantidade de ingressos supostamente destinados para a torcida gremista: 2.500 – “Foram destinados 3,5 mil ingressos para a torcida adversária, sendo 1 mil deles para a torcida mista” (Internacional.com.br)
– Quantidade de ingressos supostamente vendidos para a torcida gremista:  2.500 – “Restam ingressos apenas para Cadeiras Centrais”(Internacional.com.br)
– Ingressos vendidos segundo o borderô: 1.304
– Diferença: 1.196 ingressos

grenal 408

Gre-Nal n.º406 – Inter 2X1 Grêmio – Data: 03/05/2015
– Quantidade de ingressos supostamente destinados para a torcida gremista: 2.500 – “A previsão é que o Inter ceda 3,5 mil ingressos para o Grêmio, sendo que mil para gremistas e colorados assistirem à partida lado a lado” (Zero Hora)
– Quantidade de ingressos supostamente vendidos para a torcida gremista: 2.500 – “2.500 ingressos destinados ao torcedor gremista foram reservados em poucos minutos após serem disponibilizados no site do Clube. Restam apenas camarotes” (Grêmio.net)
– Ingressos vendidos segundo o borderô: 1.768
– Diferença: 732 ingressos

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Gre-Nal n.º404 – Inter 0x0 Grêmio – Data: 01/03/2015
– Quantidade de ingressos supostamente destinados para a torcida gremista: 1.300 – “Além dos mil bilhetes mistos, os gremistas ainda terão 1,3 mil entradas para um espaço destinado apenas a eles no Beira-Rio” (UOL)
– Quantidade de ingressos supostamente vendidos para a torcida gremista: 1.100 – “aos gremistas a comercialização foi encerrada ao meio-dia. Sobraram 200 entradas, que serão devolvida” (Globo Esporte)
– Ingressos vendidos segundo o borderô: 962
– Diferença: 138 ingressosgrenal 404

Gre-Nal n.º402 – Inter 2X0 Grêmio – Data:10/08/2014
– Quantidade de ingressos supostamente destinados para a torcida gremista: 1.300 – Uma reunião na sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, nesta segunda-feira, definiu que os gremistas terão direito a 1,3 mil entradas para o clássico Gre-Nal do próximo domingo, no Beira-Rio” (UOL)
– Quantidade de ingressos supostamente vendidos para a torcida gremista: 1.300 – “Com todos os ingressos vendidos, exceto as áreas VIP” (Jornal do Comércio)
– Ingressos vendidos segundo o borderô: 1.300
– Diferença: 0
grenal 402

Não consegui encontrar notícias sobre vendas de todos os Gre-Nais na Arena, mas mesmo assim é possível dizer que o fenômeno se repete também na cargas dos visitantes nos Gre-Nais com mando do Grêmio.

grenais diferenças arena

Brasileirão 2018 – Internacional 1×0 Grêmio

September 12, 2018

gol edenilson diego guichard ge2018 grenal gol edenilson marcelo campos

O Grêmio entrou em campo com sérios desfalques (Everton e Kannemann, nas sua respectivas seleções e Maicon e Jael lesionados) e não conseguiu ter boa atuação no clássico. E acabou derrotado num erro infantil do seu sistema defensivo (que é o melhor do campeonato), quando permitiu que Edenilson se deslocasse desacompanhado até dentro da área gremista, onde saltou sem ser incomodado para aproveitar o bom cruzamento de Uendel e fazer o 1×0 (numa jogada que, conforme o próprio Renato reconheceu, era de pleno conhecimento dos atletas tricolores).

Gostaria de saber o tempo total de bola rolando nesse clássico. Esse é um dado que esses sites de estatísticas (WhoScored, SofaScore, FootStats, etc…) não costumam fornecer.

Essa história de um time sofrer com desfalque em jogo importante por causa de convocação da seleção é um absurdo que se repete há mais de 20 anos (E vai continuar acontecendo).

Rossi e Maicon conseguiram ser personagens do pós jogo sem terem jogado. Por aí já se começa a ver a inversão de valores que resulta nas cenas bizarras ocorridas após o apito final.

Tivemos um festival de hipocrisia. Um diretor do Internacional falou que tem “o  maior respeito pela instituição Grêmio, pela torcida do Grêmio” e que acha “que um clube fez o outro grande, uma instituição fortalece o outro“. Esse mesmo diretor, duas semanas antes mandou a diretoria gremista “espernear” quando esse se queixou da convocação da seleção.  Eu acho muito estranho se falar em “respeito com a instituição” quando essa mesma instituição baixa tanto o nível do debate esportivo, ao se propor a ter na sua folha de pagamento um troll das redes sociais.

Mais uma vez o número de ingressos anunciados para os visitantes não bateu com o divulgado no borderô (mais sobre isso no próximo post).

2018 grenal lucas uebel

Fotos: Diego Guichard (GloboEsporte), Lucas Uebel (Grêmio.net)  Marcelo Campos Fotografia

Internacional 1×0 Grêmio

INTERNACIONAL: Marcelo Lomba; Zeca, Rodrigo Moledo, Victor Cuesta e Uendel (Fabiano, aos 32/2ºT); Rodrigo Dourado, Edenílson, Patrick, Nico López (D’Alessandro, aos 41/2ºT) e William Pottker; Jonatan Álvez (Leandro Damião, aos 20/2ºT).
Técnico: Odair Hellmann

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Léo Moura, Pedro Geromel , Bressan e Bruno Cortez; Cícero, Thaciano (Pepê, aos 18/2ºT), Ramiro, Luan (Jean Pyerre, aos 28/2ºT) eAlisson;  André (Thonny Anderson, aos 37/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

24ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2018
Data: 9 de setembro de 2018, domingo, 16h00min
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, RS
Público: 44.176 (40.348 pagantes).
Renda: R$ 1.375.621,00
Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez (PE)
Assistentes: Clovis Amaral da Silva(PE) e Bruno Cesar Chaves Vieira(PE)
Cartões amarelos: Nico López, Cuesta, Rossi, Luan, Thaciano, Ramiro, André, Marcelo Grohe
Gol: Edenilson, aos 13 minutos do segundo tempo

Gre-Nais pelo Brasileirão no Beira-Rio

September 9, 2018
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Brasileirão 1996 – Gre-Nal no Beira-Rio – Inter 1×2 Grêmio – Paulo Nunes marca o primeiro gol do jogo de bicicleta – Foto: Zero Hora

Até hoje foram disputados 55 Gre-Nais pelo Campeonato Brasileiro. Nesses 55 clássicos foram 22 vitórias do Grêmio, 15 empates e 18 vitórias do Inter.

Desses 55 Gre-Nais, 5 foram realizados na Arena, 32 no Beira-Rio, 1 no Centenário e 17 no Olímpico. Curiosamente os dez primeiros Gre-Nais pelo Brasileirão foram todos de mando do Inter.

Nos 32 Gre-Nais de Brasileirão realizados no Beira-Rio foram 15 vitórias do Inter, 4 empates e 13 vitórias do Grêmio.

Abaixo público algumas fotos desses clássicos de Brasileirão no Beira-Rio

1973 picasso

Brasileirão 1973 – Inter 1×1 Grêmio Picasso, Ancheta e Claudiomiro
Fonte: Zero Hora

1974

Brasileirão 1976-  Inter 3×1 Grêmio – Zequinha Vs. Chico Fraga
Foto: Zero Hora

1975 fuscao

Brasileirão 1975 –  Inter 1×0 Grêmio – Valdomiro e Paulo Cesar Carpegianni Vs. Picasso, Bolivar e Beto Fuscão
Foto: Zero Hora

1976 Grenal Brasileirao Inter 3x1 Gremio Zequinha Chico Fraga

Brasileirão 1976-  Inter 3×1 Grêmio – Zequinha Vs. Chico Fraga
Foto: Zero Hora

1977

Brasileirão 1977 – Inter 0x4 Grêmio – Estréia do uniforme todo vermelho do Internacional  
 
Foto: Zero Hora

1978

Brasileirão 1978 – Inter 2×3 Grêmio – André Catimba marca o primeiro gol do Grêmio no jogo (deixando o placar em 1×1)
Fonte: Zero Hora

1979

Brasileirão 1979 – Inter 1×0 Grêmio – Manga não chegou na bola chutada por Jair

1985 gol

Brasileirão 1985 – Inter 0x1 Grêmio – Luis Fernando Gaúcho marcou o gol da partida
Foto: J. Doval (Zero Hora)

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1987

Brasileirão 1987 – Inter 0x1 Grêmio
Foto: Arivaldo Chaves (Zero Hora)

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Brasileirão 1988 – Semifinal – Inter 2×1 Grêmio
Foto: Fernando Gomes (Agência RBS)

1995

Brasileirão 1995 – Inter 0x1 Grêmio – Jardel – Foto: Zero Hora

1996 paulo nunes 2

Brasileirão 1996 – Gre-Nal no Beira-Rio – Inter 1×2 Grêmio – Paulo Nunes marca o primeiro gol do jogo de bicicleta – Foto: Zero Hora

1998 Brasileirao Inter 1x0 Gremio Mauro Vieira ZH

Brasileirão 1998 – Inter 1×0 Grêmio – Christian fez o único gol do jogo
Público: 32.404 (27.616 pagantes)
Renda: R$ 347.100,00
Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

2000

Brasileirão 2000 – Inter 1×2 Grêmio 
Foto: José Ernesto (Correio do Povo)

2002

Brasileirão 2002 – Inter 0x1 Grêmio – Rodrigo Mendes marcou o único gol do jogo
Foto: Roberto Santos (Correio do Povo)

2003

Brasileirão 2003 – Inter 0x1 Grêmio – Christian chuta e marca o único gol do jogo – Foto: Zero Hora

 

2004 Ricardo Chaves GloboEsprote

Brasileirão 2004 – Inter 2×0 Grêmio – Público: 23.525 (20.218 pagantes)

Foto: Ricardo Chaves (Globo Esporte)

2007 lucio

Brasileirão 2007 – Inter 0x2 Grêmio – Gol de Lúcio – Público: 33.478 (30.237 pagantes)

 

Brasileirão 2018 – Grêmio 0x0 Inter

May 13, 2018

2018 grenal mauro schaffer cp

Esse não foi o primeiro Gre-Nal a terminar em 0x0. Não foi a primeira vez que um dos times focou todos seus esforços no plano defensivo, apostando todas suas fichas em um empate. Assim acabo interpretando a declaração de Renato de que  “Foi um time grande, de Primeira Divisão, contra um time de Segunda Divisão” e que “O Inter joga como time pequeno” como frases destinadas à flauta e ao folclore, e não como uma leitura do que aconteceu em campo ou uma sincera indignação profissional.

Obviamente o Grêmio foi o único time que poderia ter saído com a vitória (e isso talvez tivesse acontecido caso o árbitro marcasse ao menos um dos três pênaltis reclamados pelo Presidente Romildo), mas o tricolor não fez uma grande partida, se ressentindo demais das ausências de Ramiro (que traz dinâmica e movimentação ao meio de campo) e de Léo Moura (que auxilia bastante no toque de bola paciencioso necessário para furar retrancas).

2018 grenal fabiano do amaral cpGrenal 416

– Média do público do Grêmio na Arena em 2018:
24.798 (22.551 pagantes)

– Média de público do Grêmio no Brasileirão 2018:
34.536 (31.954 pagantes)

– Média de público dos 11 Gre-Nais realizados até hoje na Arena:
44.354 (41.145 pagantes)

– Média de público dos 7 Gre-Nais realizados no Beira-Rio após a reforma para a Copa de 2014:
38.862 (31.430 pagantes)

– Média de público dos 5 Gre-Nais, válidos pelo Brasileirão, realizados até hoje na Arena: 47.532 (43.804 pagantes)

– Média de público dos últimos 20 Gre-Nais  pelo Brasileirão com mando do Grêmio:
37.454 pagantes

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Fotos: Mauro Schaefer e Fabiano do Amaral (Correio do Povo), Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 0x0 Inter

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Madson, Geromel, Kannemann e Cortez; Arthur (Cícero, aos 38/2ºT) e Maicon; Alisson, Luan e Everton (Lima, aos 39/2ºT); André (Thonny Anderson, aos 33/2ºT).
Técnico: Renato Portaluppi

INTERNACIONAL: Danilo Fernandes; Fabiano, Victor Cuesta, Rodrigo Moledo e Iago; Rodrigo Dourado, Rossi (Juan Alano, aos 17/2ºT), Zeca (Gabriel Dias, aos 26/2ºT) e Patrick; Lucca e Leandro Damião (Brenner, aos 37/2ºT).
Técnico: Odair Hellmann

05ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2018
Data: 12/5/2018, sábado,  16h00min
Local: Arena Grêmio, Porto Alegre (RS)
Público: 51.870 (48.035 pagantes)
Renda: R$ 2.094.717,00
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva (GO) Bruno Raphael Pires (GO)
Cartões amarelos: André, Maicon, Kannemann (GRE), Patrick, Lucca, Leandro Damião, Rodrigo Moledo (INT)

Gauchão 2018 – Inter 2×0 Grêmio

March 22, 2018

2018 Inter 2x0 Gremio Diego Guichard GloboEsporte2018 Inter 2x0 Gremio Ricardo Giusti Correio do Povo

Não acredito em um “bom momento” para perder um jogo, muito menos para ser derrotado em um clássico. Mas se havia em 2018 um momento que uma vitória colorada não teria maiores consequências para a temporada tricolor, esse momento foi ontem.

O jogo começou muito ruim, com um festival de chutões e divididas. Foi só após a primeira metade do primeiro tempo que o Inter, que precisava de três gols, foi conseguir ter algum tipo de iniciativa mais organizada, se aproximando da área gremista.  Aos 33 minutos, Bressan cometeu pênalti em Rodrigo Moledo. Nico Lopez converteu a cobrança. O Inter obviamente se animou com 1×0, mas não apresentou uma melhora repentina na qualidade do seu jogo. A pressão seguia muito mais na base de força, da vontade, especialmente nas bolas cruzadas na área (27 cruzamentos do Inter contra 7 do tricolor).

O segundo tempo acabou sendo um tanto parecido com o segundo tempo do Grenal de 10 dias atrás, com um Grêmio aparentando cansaço e o Inter buscando ocupar espaços no seu campo de ataque. D´alessandro marcou o segundo, logo aos 2 minutos, cobrando uma falta inexistente (só o bandeirinha viu um contato faltoso de Kannemann em Gabriel Dias). O 2×0 no placar deixou o jogo ainda mais tenso, mas o Inter não articulou nenhuma jogada concreta depois de marcar o segundo gol, apesar de seu treinador ter colocado todo seu time a frente.

Grenal

Arrisco a dizer que desde 2011/2012 (quando o estádio estava em obras) não havia se registrado um público abaixo da casa dos 30 mil em Gre-nais no Beira-Rio.

Entendo que desmerecer a vitória do adversário é inerente ao folclore da rivalidade, mas eu não me filio a esse corrente que considera “gol de bola parada” como algo de menor valor.

Não acho absurda a escolha feita por Renato de começar o jogo com Cícero de titular. A opção por um jogador que auxiliaria bastante na defesa no jogo aéreo fazia muito sentido. O problema é que ele não mostrou bom entrosamento com Jaílson, tanto na hora de sair jogando e especialmente na hora de marcar (era perceptível o distanciamento dos dois, o que deixou a dupla de zaga um tanto exposta).

Grenal
Fotos: Diego Guichard (GloboEsporte.com),  Ricardo Giusti (Correio do Povo) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Inter 2×0 Grêmio

INTERNACIONAL: Marcelo Lomba; Fabiano (Brenner, aos 5′ do 2°T), Rodrigo Moledo, Cuesta (Camilo, aos 40′ do 2°T) e Iago; Rodrigo Dourado, Edenílson, Gabriel Dias (Wellington Silva, aos 29′ do 2°T), Patrick e D’Alessandro; Nico López.
Técnico: Odair Hellmann

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Léo Moura (Alisson, aos 27′ do 2°T), Bressan, Kannemann e Cortez; Jailso e Cícero; Ramiro, Luan e Everton (Michel, aos 46′ do 2°T); Jael (Arthur, aos 19′ do 2°T).
Técnico: Renato Portaluppi

Gauchão 2018 – Quartas de final – Jogo de volta
Data: 21/3/2017, quarta-feira, 21h45min
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, RS
Público: 26.219  (23.753 pagantes)
Renda: R$ 961.157,00
Árbitro: Leandro Vuaden
Auxiliares: Rafael da Silva Alves e Lúcio Beiersdorf Flor
Cartões amarelos: Rodrigo Dourado, Nico López, D’Alessandro, Cuesta e Rodrigo Moledo; Bressan, Cortez, Kannemann e Alisson
Gols: Nico López (de pênalti) aos 33 minutos do 1°T e D’Alessandro aos 2º minutos do 2° tempo