Archive for the ‘Gre-Nal’ Category

Gauchão 2017 – Grêmio 2×2 Inter

March 5, 2017

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Foi um bom Gre-nal. Disputado, corrido e com alternância no placar. Pelo lado do Grêmio o jogo deixou um sentimento dividido. Por um lado essa foi a atuação mais vibrante do time na temporada e o tricolor dominou seu adversário na maior parte da partida; por outro lado, esse domínio não resultou em vitória e não me parece demasiado achar que essa equipe do Grêmio já deveria ter maturidade suficiente para saber traduzir em gols a superioridade que demonstrou em outros quesitos (posse de bola, finalizações, etc…) durante os 90 minutos.

Não vi o “massacre” mencionado por Renato na coletiva, mas é inegável que o Grêmio assumiu o controle do jogo a partir do pontapé inicial. O Inter não conseguia encaixar a marcação e os avantes gremistas tinham liberdade para jogar no espaço existente entre as linhas da zaga e do meio campo colorado. Aos 21, num rápido contra-ataque, Pedro Rocha deu um belo passe para Bolaños abrir o marcador. Depois disso o tricolor continuou rondando a área adversária, mas não conseguiu chegar ao segundo gol.

Antonio Carlos Zago mexeu no seu time no intervalo, colocando Roberson e Nico Lopez em campo. Com isso, D´Alessandro recuou e acabou tendo liberdade para armar jogadas. O Grêmio ficou excessivamente “espalhado” no campo, dando espaço para o Inter trocar passes. E foi aí que aconteceu a virada, num intervalo de dois  minutos, em dois gols  que os dianteiros colorados entraram tabelando pelo meio da defesa gremista (uma “bobeira” inaceitável para um clássico). Menos mal que o Grêmio conseguiu reagir. Fernandinho marcou o 2×2 com um forte chute cruzado. E já com Barrios e Lincoln em campo o tricolor seguiu buscando o terceiro gol (que não veio) até o apito final.

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Até o gol do Fernandinho  0 jogo estava muito parecido com aquele fatídico primeiro Gre-Nal de 2003.

Com a jogada do gol é de se perguntar se Fernandinho não deveria ser preferencialmente escalado para jogar aberto pelo lado direito, de onde ele pode cortar para dentro e buscar a finalização.

Pedro Rocha não pode ser tido somente como um “assessor de lateral”. O passe com o lado de fora do pé para o gol do Bolaños mostra que ele tem  técnica e visão de jogo.

Bolaños segue bem em 2017. Impressionante a velocidade que ele dominou e concluiu a jogada no 1×0.

Leandro Vuaden deu uma importante contribuição ao futebol brasileiro ao ser um dos percursores de um estilo de arbitragem que privilegia o jogo mais movimentado, deixando de marcar faltas em qualquer jogada com contato. Mas essa maneira de apitar exige bastante da capacidade atlética do juiz. Capacidade que Vuaden parece não ter no momento. Além disso, ele, infelizmente, se mostrou atrapalhado neste Gre-Nal. Exemplo disso foi o lance que ele deixou de dar vantagem em uma jogada em que Bolaños claramente estava levando vantagem (e ainda deu amarelo para o equatoriano). Ademais, deixou de dar um pênalti de Paulão (que deu um carrinho e não tocou na bola) em Pedro Rocha.

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Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) e Ricardo Duarte (Inter)

Grêmio 2×2 Inter

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Léo Moura, Geromel, Kannemann e Marcelo Oliveira; Michel (Fernandinho, 22/2º) e Jailson (Lincoln, 37/2º); Ramiro, Bolaños e Pedro Rocha (Lucas Barrios, 14/2º); Luan
Técnico: Renato Portaluppi

INTER: Danilo Fernandes; William, Léo Ortiz, Paulão e Carlinhos; Dourado, Charles (Roberson,intervalo), Uendel e D´Alessandro; Carlos (Nico López, intervalo) e Brenner (Anselmo, 24/2º)
Técnico: Antônio Carlos Zago

06ª Rodada – 1ª Fase – Campeonato Gaúcho 2017
Data: 04/02/2017, Sábado, 18h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 45.903 (43.032 pagantes)
Renda: R$ 1.909.903,00.
Árbitro: Leandro Vuaden
Auxiliares: Lúcio Beiersdorf Flor e José Eduardo Calza
Cartões amarelos: Michel, Bolaños, Luan e Geromel; Léo Ortiz, Nico López, Anselmo, Paulão e D’Alessandro
Gols: Bolaños, aos 21 minutos do primeiro tempo; Roberson,aos 10 minutos do segundo tempo; Brenner, aos 13 minutos do segundo tempo; Fernandinho,aos 23 minutos do segundo tempo;

Brasileirão 2016 – Grêmio 0x0 Inter

October 24, 2016

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Foi um Gre-Nal de pouquíssimas alternativas. Chances concretas de marcar foram apenas uma para cada lado no segundo tempo: a cabeçada de Kannemann depois de um escanteio e o chute por cima de Vitinho em um contra-ataque perigoso. De resto se viu um jogo truncado, com algumas tentativas de conclusão de fora da área. Após a longa paralisação em razão das expulsões, as equipes adotaram uma postura ainda mais cautelosa.

Entendo que tenha que se levar o fato de que a lesão na mandíbula atrapalhou o ritmo de jogo do Bolaños, mas isso não explica porque ele, com 26 anos, se movimenta menos que Douglas (que tem 34). Com a escalação do equatoriano, o Grêmio teve menos troca de posicionamento entre seus homens de frente e assim Luan acabou jogando mais longe do gol, onde costuma render menos.
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Eu não sei o que foi mais absurdo: o fato do Vitinho não ter sido expulso apesar de ter dado um soco no Kannemann ou o fato do Rodrigo Dourado ter sido expulso por ter levado dois socos do Edilson (não vi nos replays o tal do revide mencionado pelo juiz na súmula)

Renato foi didático ao explicar a função exercida pelo Ramiro e ao dizer porque Everton está na reserva de Pedro Rocha. De um modo geral ele é autêntico e espontaneamente engraçado nas coletivas, mas ontem parecia falar como se tivesse vencido o clássico e como se estivesse no G6.  Kannemann e Geromel foram os melhores atletas do Grêmio na partida, e isso é preocupante se de fato foi o tricolor o time que buscou a vitória.

Foi batido o recorde de público da Arena ontem (desde 1996 o Grêmio não tinha dois públicos acima de 50 mil em partidas de Campeonato Brasileiro), mas o estádio ainda não lotou. Um dado curioso é que o percentual de não pagantes ontem (10,55%) foi maior do que no jogo contra o Corinthians (8,01%).

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Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 0x0 Inter

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Edílson, Geromel, Kannemann e Marcelo Oliveira; Walace, Maicon (Guilherme – 39’/2ºT) e Ramiro; Miller Bolanõs (Jaílson – 20’/2ºT), Luan e Pedro Rocha (Everton – 11’/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

INTERNACIONAL: Danilo Fernandes; Ceará, Paulão, Ernando e Geferson; Anselmo, Rodrigo Dourado, William e Valdívia (Eduardo Henrique – 24’/2ºT); Eduardo Sasha (Gustavo Ferrareis – 41’/2ºT) e Vitinho (Aylon – 39’/2ºT)
Técnico: Celso Roth

32ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2016
Data: 23/10/2016, domingo, 17h00min
Local: Arena do Grêmio, Porto Alegre-RS
Público: 53.287 (47.662 pagantes)
Renda: R$ 1.782.613,00
Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento (AL)
Auxiliares: Alessandro A. Rocha de Matos (FIFA-BA) e Bruno Raphael Pires (FIFA-GO)
Cartões Amarelos: Anselmo e Vitinho (INT)
Cartões Vermelhos: Edílson (GRE, aos 17’/2ºT) e Rodrigo Dourado (INT, aos 20’/2ºT)

Retrospecto e público dos Gre-Nais de 1996 a 2016

October 21, 2016

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Fiz um breve levantamento sobre o retrospecto e o público dos Gre-Nais desde 1996.

A média de público é maior levando em conta apenas os jogos do Brasileirão e maior levando em conta somente os jogos disputados na Arena (embora tenham sido disputados poucos clássicos no Humaitá). Neste link é possível achar mais dados sobre a média de público do Grêmio no Brasileirão de acordo com o adversário.

É interessante notar que o Grêmio tem um retrospecto melhor quando se considera apenas os jogos do Campeonato Brasileiro (Mais dados sobre isso podem ser visto neste link).

 

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Brasileirão 2016 – Inter 0x1 Grêmio

July 4, 2016

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O Grêmio começou o clássico melhor (talvez por manter seu esquema e padrão de jogo), saiu na frente aos 19 minutos (numa jogada que começou por Walace puxando contra-ataque, passou por Luan armando, Everton concluindo e Douglas aparecendo na área para pegar o rebote) e teve chances de fazer o segundo antes do intervalo (verdade que também levou alguns sustos nos 15 minutos finais da primeira etapa).

O segundo tempo acabou sendo bem diferente. O Grêmio recuou e “cedeu” espaço. O Inter pressionou (com mais força nos primeiros 15 minutos da etapa final) e manteve a bola constantemente perto da meta defendida por M. Grohe. Mas fez isso muito mais na base da vontade do que na técnica ou em jogadas bem construídas. O Grêmio mostrou dificuldade para sair jogando e para valorizar a posse de bola, mas mesmo assim segurou a vantagem até o final.

O jeito do Inter jogar é muito peculiar. O time de Argel insiste tanto nos cruzamentos e nas jogadas pelo lado do campo que as vezes parece que o único objetivo dos jogadores é chegar a linha de fundo e cavar um escanteio, ao invés de buscar o gol.

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Faz uma diferença brutal ter o Douglas (sabotador de trator) entrando na área pra concluir. As duas últimas vitórias passaram por isso.

Walace e Jailson  fizeram, mais uma vez, grande partida. O meio de campo do Grêmio fica muito dinâmico com os dois.

Dewson Freitas da Silva só errou depois do apito final, quando resolveu dar cartão amarelo para Edilson, por ter “brincado” com a bandeirinha de escanteio.

O Grêmio vinha tomando muitos gols em jogadas de bola área. Hoje o time garantiu o 1×0 mesmo com os 36 (TRINTA E SEIS!) cruzamentos do Inter.

O público dessa Gre-Nal das 11h da manhã foi bom, superior a média dos últimos 20 anos. E na última vez que se jogou um clássico as 11h (pelo Gauchão de 1987) o público foi de 18.634.

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Fotos: Diego Guichard (Globo Esporte) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Inter 0x1 Grêmio

INTERNACIONAL: Muriel; William, Paulão, Ernando e Artur; Fernando Bob (Gustavo Ferrareis, 29’/1ºT), Rodrigo Dourado, Fabinho e Seijas (Valdívia, 18’/2ºT); Eduardo Sasha (Anderson, 28’/2ºT) e Vitinho
Técnico: Argel Fucks

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Edílson, Rafael Thyere, Fred e Marcelo Oliveira; Walace, Jailson (Ramiro, 33’/2ºT), Giuliano, Douglas (Miller Bolaños, 27’/2ºT) e Everton (Pedro Rocha, 33’/2ºT); Luan
Técnico: Roger Machado

13ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2016
Data: 3/7/2016 , domingo, 11h00min
Local: Beira-Rio, Porto Alegre -RS
Público: 40.686 (36.299 pagantes)
Renda: R$1.726.850,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (FIFA-PA)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (FIFA-SP) e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (FIFA-SP)
Cartões amarelos: Fernando Bob, Artur, Anderson e Vitinho (INT); Luan, Rafael Thyere, Marcelo Grohe, Ramiro e Edílson (GRE)
Gol: Douglas,  aos 19 minutos  1º tempo

 

Juízes que apitaram Grenais desde 1986

July 2, 2016

No último Gre-Nal, a diretoria tricolor pediu a FGF que fosse “designada uma arbitragem com profissionais provenientes de outras Federações“. Pediu e não levou. Para o clássico desse domingo não foi noticiado nenhum pedido desse tipo. E Dewson Freitas acabou ganhando o “sorteio” de Heber Roberto Lopes.

Diante disso, resolvi atualizar e ampliar o levantamento sobre os juízes designados para os clássicos Grenais. Desde 1986, foram disputados 133 clássicos e para eles foram designados 37 árbitros diferentes. Carlos Simon apitou 19 vezes nesse período. Leonardo Gaciba, Renato Marsiglia e Leandro Vuaden apitaram 10 cada (abaixo a relação completa):

 

Dos 134 Gre-Nais jogados nesse período, 104 foram apitados por juízes vinculados a Federação Gaúcha e 30 por juízes de fora do estado.

todos juizes lista atualizadas

Abaixo segue o retrospecto de todos os Gre-Nais desse período:

todos juizes vitorias

Abaixo segue o retrospecto dos Gre-Nais apitados por juízes de fora do estado nesse período:

juizes fora do rs

Abaixo segue o retrospecto dos Gre-Nais apitados por juízes gaúchos nesse período:
só juizes gauchos

Como se vê existe uma certa variação. Mas ela me parece pequena demais pra dizer que existe uma diferença efetiva. Ademais, ainda que amostragem englobe um período bastante longo, o número de Gre-Nais apitados por juízes de fora do RS não é suficientemente grande para poder fazer uma tese sobre o tema.

Ademais, esses dados não levam em conta que um empate possa ter favorecido um dos times, ou mesmo que uma derrota por certa diferença de gols seja do interesse de alguma equipe. Ainda, o juiz pode ter prejudicado muito mais o lado que saiu vencedor. De modo que resolvi publicar estes números mais com uma curiosidade, e não com uma conclusão definitiva.

 Atualização:  Depois do Gre-Nal 410, alertado por alguns comentários, decidi fazer um novo levantamento com base na competição disputada. Aqui sim há uma diferença considerável.  Muito embora a amostragem de jogos apitados por juízes da FGF  no Brasileirão seja pequena, chama a atenção a diferença no retrospecto. O percentual de vitórias do Grêmio salta de 30% no Gauchão para 43% no Brasileirão (ou ainda 50% se considerarmos somente os jogos de Brasileirão apitados por juízes gaúchos).

 

juizes brasileirao desde 1986

juizes gauchao desde 1986

Gauchão 2016 – Grêmio 0x0 Inter

March 7, 2016

 

Esse era um Gre-Nal estranho desde antes do seu começo. Valia por duas competições, mas nenhuma delas é a prioridade do Grêmio neste momento. Mesmo assim o tricolor entrou com força máxima e talvez tenha pago um preço alto por isso. Miller Bolaños fraturou a mandíbula logo aos 3 minutos de jogo, após receber uma cotovelada do lateral William. O equatoriano ainda resistiu no primeiro tempo, mas foi substituído no intervalo e deve desfalcar o Grêmio por um bom tempo.
Esse lance e as suas consequências acabaram se sobrepondo sobre o jogo. Por dois motivos: 1) o jogo foi “chato”; 2) mais uma vez a imbecilidade tomou conta das discussões sobre o que aconteceu na jogada.

Me parece ser tarefa bastante complicada medir ou verificar a presença de intenção/maldade na conduta de um atleta. Contudo, fica difícil de isentar William de responsabilidade quando se constata que não foi a primeira vez que o lateral colorado agiu dessa forma.  De maneira cínica o jogador e a sua assessoria resolveram citar o seu histórico para alegar ausência de dolo na jogada.

Com igual desfaçatez se portou o árbitro Anderson Daronco, que diz não precisar se defender ou justificar num lance em que ele ele inverteu a marcação e um jogador saiu com uma dupla fratura na mandíbula.

 

 

O jogo em si não foi muito movimentado. O Inter claramente jogou pelo 0x0, e isso foi perceptível não só pelo posicionamento da equipe, mas especialmente pela indolência dos colorados em cada tiro de meta e lateral que tinham que executar. No primeiro tempo o Grêmio foi claramente superior, ganhando a primeira e a segunda bola e sempre rondando a área colorada. Contudo, faltou um pouco mais de refino para traduzir essa superioridade em gols. Nos 45 minutos finais o Inter conseguiu adiantar sua última linha e afastou a bola de perto do seu gol.

 

Sei bem que os jogos de final de semana costumam levar mais gente ao estádio. Mas ainda assim me surpreendi ao ver um público maior em Gre-Nal de primeira fase do Gauchão do que no jogo de Libertadores. Talvez a diferença no preço dos ingressos explique, mas será que é só por isso?

 

Segundo o FootStats, o Grêmio teve 57,8% de posse de bola. Somente em outros 4 jogos de 2016 o time teve números melhores neste quesito.
O número de 48.204 espectadores foi saudado como recorde da Arena, mas na semana passada foi divulgado que o público da inauguração foi de 51.901 (46.969 pagantes).
Na média da temporada o Grêmio costuma ceder 4,1 escanteios por jogo. Ontem o Inter teve 7 escanteios a seu favor e pouco ameaçou na bola aérea (tida como um dos seus pontos fortes). Interessante notar que o tricolor posicionava os seus 11 atletas dentro da sua área nos escanteios, algo que eu não lembro de ter acontecido antes sob o comando de Roger.

 

. Grêmio Grêmio 0x0 Inter Internacional

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Wesley, Geromel, Fred e Marcelo Oliveira; Edinho, Maicon, Giuliano, Douglas (Everton, 27’/2t) e Luan (Bobô, 45’/2t); Bolaños (Henrique Almeida, int)
Técnico: Roger Machado 
INTER:  Allisson; William, Paulão, Ernando e Artur; Rodrigo Dourado, Fabinho, Anderson (Vitinho, 18’/2t) e Andrigo (Alex, 28’2/t); Aylon (Réver, 45’/2t) e Sasha
Técnico: Argel Fucks 

Gauchão 2016 – 08ª Rodada
Primeira Liga 2016 – Grupo B – 3ª Rodada
Data: 06 de março de 2016, domingo, 18h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre – RS
Público: 48.204 presentes (44.839 pagantes)
Renda: R$ 1.937.749,00
Árbitro: Anderson Daronco
Auxiliares: Rafael da Silva Alves e Júlio Cesar dos Santos
Cartões Amarelos: Geromel, Marcelo Oliveira, Maicon, Henrique Almeida ; Aylon, Andrigo, William
Cartão Vermelho: Paulão, aos 47 minutos do 2º tempo

Brasileirão 2015 – Inter 1×0 Grêmio

November 23, 2015

Um zagueiro tentando (e não conseguindo) tirar uma bola de letra é bem representativo do estado anímico que o Grêmio entrou em campo nesse Gre-Nal.
É claro que não poderíamos reduzir a explicação do resultado somente pelo maior vontade do Inter, mais me parece que muito da vitória colorada passa por aí, uma  vez que o time de Argel foi sim superior, errou menos e criou mais, mas não teve uma imposição técnica e nem submeteu o time do Grêmio a um nó tático.
Uma pena que o Grêmio tenha decidido abrir mão de suas características justo no clássico. O time de Roger não procurou valorizar a posse de bola, não teve movimentação intensa dos homens de frente e não mostrou compactação entre suas linhas.  Se via um grande espaço entre os meias e os volantes, e nesse espaço o Inter tinha tempo de sobra pra jogar. O tricolor só foi conseguir controlar as ações após tomar o gol, quando o técnico Argel empilhou volantes no seu time, trazendo o Grêmio para perto da sua área.

Uma pena que a passagem de Erazo pelo Grêmio tenha que acabar desse jeito, mas não dá pra aceitar que um defensor ache adequado tentar um desarme de letra quando o jogo está 0x0. É curioso (pra não dizer triste) ver como os erros se repetem no Grêmio. Em 2012 foi o lateral Gabriel que tentou tirar uma bola de dentro da área com o calcanhar em um clássico
Mas não é justo tirar somente um atleta para Cristo quando o time foi mal coletivamente. Foi um pouco irritante notar a diferença da postura de atletas como Luan e Pedro Rocha (que se apresentavam pro jogo) em relação a outros como Giuliano e Douglas (que pareciam mais inertes).
Todo treinador precisa de suporte do seu entorno. Roger, por melhor que seja, não pode fazer tudo sozinho. Hoje no Grêmio ele é a única pessoa que fala sobre futebol (aqui entendido como é que acontece dentro das quatro linhas).
Pelo jeito o roupeiro do Grêmio não leu o meu post de ontem sobre a meia reserva a ser usada no Gre-Nal.
E o público ficou um pouquinho abaixo da média dos últimos 20 Gre-Nais no Beira-Rio pelo Brasileirão

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net), Diego Guichard (Globo Esporte) e Ricardo Duarte (Internacional.com.br)

Inter 1×0 Grêmio

INTERNACIONAL: Alisson; William, Paulão, Ernando e Artur; Rodrigo Dourado, Nico Freitas (Silva, 37’/2ºT), Anderson (Bertotto, 24’/2ºT) e D’Alessandro; Vitinho (Alisson Farias, 34’/2ºT) e Lisandro López
Técnico: Argel Fucks
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Galhardo, Geromel, Erazo e Marcelo Oliveira; Walace, Ramiro (Maxi Rodriguez, 34’/2ºT), Giuliano, Douglas (Bobô, 22’/2ºT),e Everton (Pedro Rocha, Intervalo); Luan
Técnico: Roger Machado

36ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2015
Data: 21/11/2015, domingo, 17h00min
Local: Beira-Rio, Porto Alegre – RS
Público: 34.109 (30.692 pagantes)
Renda: R$ 1.081.230,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (FIFA-MG)
Auxiliares: Alessandro A. Rocha de Matos (FIFA-BA) e Dibert Pedrosa Moisés (RJ)
Cartões amarelos: Vitinho, William, Alisson e Silva (INT); Galhardo e Luan (GRE)
Gol: Vitinho, aos 7 minutos do 2º tempo.

Grenal – Grêmio como visitante: Meia preta ou meia azul?

November 21, 2015

O Gre-Nal da foto acima (vitória de 2×1 do Grêmio no Beira-Rio pelo Brasileirão de 1996) foi o primeiro da era moderna que um dos times foi obrigado a mudar uma peça de uniforme para não confundir com o adversário. Desde então em apenas uma ocasião (Final do Gauchão de 1997) o Grêmio usou a meia branca nos clássicos que jogou como visitante.

De cabeça, eu poderia dizer que o Grêmio tem predileção por usar a meia azul nesses casos, mas resolvi conferir jogo a jogo qual foi a opção do roupeiro tricolor nessas partidas. O resultado está abaixo. O curioso é que não só o Grêmio usou mais vezes a meia azul como também tem um retrospecto bem melhor do que quando usa a meia preta. Resta saber qual será a opção feita amanhã, uma vez que nos primeiros dois Grenais desse ano no Beira-Rio a Umbro ainda não tinha disponibilizado a meia azul para o tricolor.

Apenas para ter uma ideia de comparação, disponibilizo abaixo o retrospecto de todos os Grenais desse período. Vale lembrar que como mandante, apenas uma vez o Grêmio não usou seu fardamento titular completo (Em um clássico com os reservas pelo Gauchão de 1997).

Foto: José Doval/Agência RBS/Globo Esporte

Brasileirão 2015 – Grêmio 5×0 Inter

August 10, 2015

Foi um categórico 5×0. Duvido que alguém se atreva a dizer que o placar não tenha refletido o que foi o jogo. E pra mim, o mais legal é que o Grêmio construiu essa vitória sem fazer nada muito diferente do que vinha fazendo anteriormente em termos de escalação e esquema. Talvez o time tenha tido mais intensidade e, certamente, foi mais eficiente no aproveitamento das situações de gol. E claro, teve um adversário que vive período de turbulência (pra não dizer um adversário bagunçado).
O curioso é que a história do jogo começa por um desperdício gremista. Aos 10 minutos, Giuliano sofreu pênalti que Douglas cobrou pra fora. Mas o Grêmio não se abalou e seguiu se impondo. O 1×0 foi acontecer aos 34 minutos, quando Galhardo bateu mal um escanteio, Lisandro Lopez cortou igualmente mal e a bola sobrou para Giuliano, que, de pé esquerdo, mandou na gaveta. Oito minutos depois, Erazo desarmou Lisandro Lopez e saiu pro jogo, acionando Luan, que por sua vez chutou rasteiro, no cantinho de Alisson, estabelecendo uma justa vantagem de 2×0 no final do primeiro tempo.
No intervalo, o técnico interino do Inter sacou Anderson (que não foi nem volante e nem meia) e colocou Alex em campo. Roger apenas inverteu o posicionamento de Pedro Rocha e Giuliano. Logo aos 3 minutos, Muriel conseguiu chegar antes que Giuliano num cruzamento rasteiro, mas a bola sobrou para Luan, que marcou o 3×0 com espantosa tranquilidade. Para evitar uma goleada, Nilton entrou no lugar de Lisandro Lopez. Não deu certo. Fernandinho entrou no Grêmio para puxar contra-ataque. Em duas descidas pela direita, Fernandinho participou das jogadas do 4º e do 5º gol. Aos 30, após bom lançamento de Maicon, ele teve muito tempo e espaço para driblar Alisson e chutar com força para dentro das redes. E aos 39 ele fez boa tabela com Galhardo e buscou o estreante Bobô com um passe rasteiro, mas Réver acabou marcando contra antes

Foi a primeira vez que eu ouvi o estádio cantando o nome do Luan. Algo que demorou a acontecer, considerando tudo o que ele já fez com a camisa tricolor (e considerando como parte da torcida não titubeou em celebrar personagens de contribuição bem mais questionável)

Erazo foi muito bem no jogo. Atuação digna da música do Jorge Ben. A antecipação que resultou no segundo gol foi espetacular. E ainda conseguiu devolver o balãozinho que levou na final do Gauchão (Com a “licença-poética” de ter sido em outro adversário).

A partir desse jogo, o atual camisa 10 do Grêmio deverá ser chamado de “Douglas, o Misericordioso”. Falando sério, pelas minhas contas foi o terceiro pênalti que ele desperdiçou em cinco cobranças no ano. Um número muito ruim.

Muito boas as entrevistas do Roger e do presidente Romildo Bolzan. Foram serenos, considerando que recém tinham vivenciado um momento histórico. Me parece ser a postura correta, não é momento para a fanfarronice.  O triste é que essa sobriedade tricolor talvez tenha servido como desculpa para que praticamente todo o espaço na mídia fosse destinado ao lado perdedor. É justo que se fale dos erros do Inter. Mas dá pra fazer isso sem esquecer os méritos do Grêmio. Teve gente se aproveitando da posição de repórter/comentarista para extravasar a sua indignação de torcedor, ignorando o trabalho jornalístico.  E até entendo que o Presidente Piffero seja requisitado por ser um sujeito declarações interessantes/fortes/folclóricas, mas um dirigente não pode ser o principal personagem de um jogo de 5 gols. O que aconteceu DENTRO DO CAMPO deveria ser o mais importante.

Não preciso de nenhum motivo pra querer que o Grêmio goleie o Inter, mas acho que  montagem irresponsável de plantel no Beira-Rio no início do ano e a inexplicável demissão de um treinador na quinta-feira que antecede o clássico dão um gostinho a mais nos 5×0. É muito legal quando a gente ACHA que o futebol tem justiça.

 Esquema especial de trânsito montado pela EPTC = Trânsito ainda pior do que o de costume.

Uma pena os vários assentos vazios vistos ontem na Arena, apesar do anúncio de ingressos esgotados. Desse jeito vai ser muito difícil superar a casa dos 50 mil presentes

Grêmio 5×0 Inter

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Galhardo, Geromel, Erazo e Marcelo Oliveira; Edinho, Maicon, Douglas (Maxi Rodriguez, 41’/2º), Giuliano e Pedro Rocha (Fernandinho, 28’/2º); Luan (Bobô, 35’/2º).
Técnico: Roger Machado

INTER: Alisson; Willian, Juan, Réver e Hernando; Rodrigo Dourado, Wellington Martins, Anderson (Alex, int), Sasha e Valdívia (Vitinho, 35’/2º); Lisandro Lopez (Nilton, 9’/2º)
Técnico: Odair Hellmann

17ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2015
Data: 9 de agosto de 2015, domingo, 18h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre – RS
Público: 46.010 (42.432 pagantes)
Renda: R$ 1.745.584,00
Árbitro: Dewson Freitas Silva (FIFA-PA)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho van Gasse (ambos FIFA-SP)
Cartões amarelos: Edinho ; Alisson, Rodrigo Dourado e Eduardo Sasha
Gols: Giuliano, aos 34, e Luan, aos 42 minutos do primeiro tempo; Luan, aos 3, e Fernandinho, aos 30, e Réver (contra) aos 39 minutos do segundo tempo

Gauchão 2015 – Inter 2×1 Grêmio

May 6, 2015

Times que entregam gols para o adversário não costumam ser campeões.
Equipes que demoram 20 minutos pra perceber que o jogo começou costumam ser goleadas.
A maneira que o Grêmio se portou no começo desse Gre-Nal foi tão absurda que acaba praticamente desautorizando qualquer outro tipo de discussão (sobre arbitragem, pênaltis e outros favorecimentos). Com 4 minutos de bola rolando o Grêmio já tinha cedido o primeiro contra-ataque. Com 5 minutos levou uma bola na trave. Com 6 minutos sofreu um gol onde o ataque adversário entrou com a bola no chão pelo meio de sua zaga. Com 10 minutos, mesmo jogando como visitante, deixou o time da casa criar seu terceiro contra-ataque perigoso. Não há como resistir a uma sequência tão desastrosa como essa. Pra piorar, quando o Grêmio esboçou uma reação, Fellipe Bastos pegou o rebote da falta que ele mesmo cobrou na trave e deu um passe demasiadamente curto para Matias Rodriguez, justo na frente de Nilmar, que desde 2004 aproveita esse tipo de vacilo para criar gols para o co-irmão.

Tem um dado que ilustra bem a apatia do Grêmio nesse primeiro tempo. O time, mesmo com esse 2×0 contra, só fez duas faltas durante todo a primeira etapa. No mesmo período, mesmo tendo tudo a favor, o Inter cometeu 9 faltas. Menos mal que o tricolor aproveitou a 9ª falta recebida, quando Douglas levantou na área, Rhodolfo cabeceou, Alisson soltou e Giuliano empurrou para dentro.

Durante todo o segundo tempo o Grêmio teve bastante posse de bola, muitos escanteios, mas pouquíssimas chances concretas de fazer o gol que lhe daria o título.

Não é exatamente a falta de títulos estaduais o que mais me incomoda nesses últimos anos do Grêmio. Imagino que a maior parte da torcida só vai considerar o jejum como encerrado com um título de maior expressão. Mas sempre fica a dúvida: Como é que um clube que não consegue se organizar para vencer uma disputa local vai conseguir alcançar objetivos maiores? Esse ano o Grêmio teve algumas vantagens consideráveis (fez mais jogos em casa na primeira fase, adversário pensando na Libertadores) e não aproveitou.
Impressionante como time repetiu o que já tinha feito no primeiro jogo e seguiu atacando praticamente só pelo lado esquerdo. 
Eu não vi tanta diferença nas faltas que explicasse o fato de o Valdivia ter tomado cartão amarelo pelo carrinho que acertou no Luan enquanto o Rhodolfo levou vermelho por entrada parecida em Sasha. Talvez tenha sido só pela aquela velha tradição de expulsar um atleta do Grêmio no final dos Grenais. Mas a derrota do domingo não passa, de forma alguma pela arbitragem. Passa, isso sim, pelos terríveis 20 minutos iniciais, onde o time praticamente entregou a taça para o co-irmão.
Não sei se o Walace tem problemas disciplinares. Não se se ele tem alguma questão contratual pra resolver com o clube. Mas pela bola que joga ele não pode ser reserva desse time do Grêmio.

Fotos: Alexandre Lops (S.C.Internacional), Diego Guichard  e Tomás Hammes (GloboEsporte) e Marcelo Campos (MCDEZ Comunicação)

Internacional Inter 2×1 Grêmio Grêmio

INTERNACIONAL: Alisson; William, Ernando, Alan Costa e Geferson (Alan Ruschel, 35’/2ºT); Rodrigo Dourado, Aránguiz, Valdívia e D’Alessandro (Alex, 24’/2ºT); Eduardo Sasha e Nilmar (Lisandro López, Intervalo)
 TÉCNICO: Diego Aguirre
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Matias Rodríguez, Erazo, Rhodolfo e Marcelo Oliveira; Felipe Bastos (Wallace, 28’/1ºT), Maicon, Giuliano, Douglas (Éverton, 24’/2ºT) e Luan; Braian Rodríguez (Yuri Mamute, Intervalo)
TÉCNICO: Luiz Felipe Scolari

Gauchão 2015 – Final – Jogo de volta
Data: 03/05/2015, domingo, 16h00min
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Público:  41.791 (37.227 pagantes)
Renda: R$ 1.993.870,00
Árbitro: Leandro Vuaden (Fifa/RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Marcelo Bertanha Barison (RS)
Cartões amarelos:  Felipe Bastos, Aránguiz, Ernando, Valdívia, Marcelo Oliveira e Wallace
Cartão vermelho:  Rhodolfo (aos 43 do segundo tempo).
Gols:  Nilmar, aos sete minutos; Valdívia, aos 18 minutos e Giuliano aos 47 minutos do primeiro tempo