Archive for the ‘Gre-Nal’ Category

Gauchão 1986 – Grêmio 1×0 Inter

July 20, 2021

Fonte: Livro “Gauchão: A História Ilustrada De Uma Tradição

Há exatos 35 anos o Grêmio garantia o título do Gauchão de 1986 ao vencer o Internacional, no Olímpico (1×0 com gol marcado por Osvaldo) na última rodada do quadrangular final.

Acho interessante o aspecto quase “artesanal” dessas camisas feitas sem sublimação.  Na “foto do poster” é possível perceber que a disposição das listras na camisa do Baidek é diferente da disposição na camisa do Caio Jr., que por sua vez também é diferente da camisa do Bonamigo.

Foto: Luis Avila (Placar)

Foto:  (Correio do Povo)

Foto: Luis Avila (Placar)

Foto: Luis Avila (Placar)

Foto: Roberto Santos (Correio do Povo)

 

GRÊMIO BATE INTER E CONQUISTA O BI

PORTO ALEGRE – A torcida do Grêmio fez a festa na tarde de ontem no Estádio Olímpico. O Grêmio venceu o Internacional por 1 a 0, gol de Osvaldo aos 9 minutos do segundo tempo, e conquistou o bicampeonato gaúcho. Como já é tradição em todos os Gre-Nais, a decisão foi disputada num clima de muita tensão tanto que, no final do jogo, Marcelo, do Inter, e Luis Eduardo, do Grêmio, trocaram agressões e foram expulsos pelo árbitro Carlos Rosa Martins. A renda, que não superou o recorde, somou Cz$ 730.564,00 e o público foi de 41.295 pagantes.

O Grêmio iniciou a decisão com a vantagem do empate. Entretanto, desde o início jogou em busca da vitória. O Internacional, por sua vez, linha a obrigação de vencer para ficar com o titulo. No primeiro tempo o clássico esteve muito equilibrado com as duas equipes atacando com a mesma disposição sem, no entanto, marcar.

Na fase final, o técnico Valdir Espinoza colocou Osvaldo no lugar de Caio júnior. Esta alteração foi decisiva, já que aos 9 minutos Osvaldo marcou o gol do título após completar um cruzamento de Luís Carlos. A partir daí, o Inter precisava marcar dois gols, pois o empate não servia. Numa tentativa de virar o placar, o técnico Otacílio Gonçalves colocou Tita em lugar de Balalo. Só que a alteração não deu o resultado esperado, embora Tita tivesse se empenhado bastante. Aos 30 minutos a torcida do Inter começou a deixar o Estádio Olímpico, enquanto a do Grêmio já comemorava o bicampeonato.

Aos 42 minutos, visivelmente nervoso, Marcelo empurrou Luís Eduardo, que revidou a agressão. Ambos foram expulsos. Final de jogo, os jogadores do Grêmio comemoraram a conquista dando a volta olímpica com a taça” (Jornal dos Sports, segunda-feira, 21 de julho de 1986)

 

Foto:  (Correio do Povo)

GRÊMIO: Mazaropi; Raul, Baidek, Luis Eduardo e Casemiro; China, Bonamigo e Luis Carlos Martins; Renato, Caio Júnior (Osvaldo) e Valdo
Técnico: Valdir Espinosa

INTER: Taffarel; Luis Carlos Winck, Pinga, Aloisio e Mauro Galvão; Marquinhos, Aírton e Ruben Paz; Robertinho, Marcelo e Balalo (Tita)
Técnico: Otacílio Gonçalves

Gauchão 1986 – Quadrangular Final – 2º Turno – 3ª Rodada
Data: 20 de julho de 1986, domingo, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre, RS
Público: 41.295 (pagantes)
Renda: Cz$ 730.574,00
Árbitro: Carlos Martins
Auxiliares: Adão Alípio Soares e Adílson da Silveira
Gol: Osvaldo

Brasileirão 1991 – Grêmio 0x0 Inter

July 10, 2021

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora) / Fonte: Súmulas -Tchê

 

As grandes atrações deste Gre-Nal estavam do lado vermelho.  Lima faria sua estreia como centroavante do Inter e Cuca enfrentaria o Grêmio pela primeira vez usando a camiseta colorada. De certa maneira essa contratações do Inter eram vista como uma espécie de troco ao Grêmio, que havia contratado os ex-colorados Nilson e Maurício na temporada anterior. Neste partida nenhum desses atletas conseguiu se destacar e o placar não saiu do zero.

Vale lembrar que além dos citados acima, outros envolvidos na partida tinha ou acabaram tendo passagens pelos dois clubes. A começar pelos treinadores (tanto o Jornal do Brasil como o Jornal dos Sports equivocadamente identificam Cládio Duarte como técnico do Inter), além de Bonamigo, Chiquinho, Luis Carlos Winck e João Antônio

Outra curiosidade é que o jogo foi marcado para uma segunda-feira à noite, em virtude do televisionamento pela Bandeirantes (que deixava de fora do estado do RS, no Jornal Folha de Hoje, de Caxias, o colunista Alfeu de Oliveira relata ter assistido ao “Gre-Nal através da antena parabólica“)

 

Foto: Paulo Franken (Zero Hora) / Fonte: Súmulas -Tchê

 

“A TORCIDA BEM QUE MERECIA UM CLÁSSICO DE MELHOR QUALIDADE
O maior destaque do Gre-Nal foi mesmo o público que lotou o Olímpico, mas o 0 a 0 não agradou ninguém. Juiz prejudicou o Inter

Um erro da arbitragem tirou do Inter a chance de vencer o Gre-Nal de ontem à noite. Foi 0 x 0, mas Lima teve um gol anulado ao receber passe de Cuca e o auxiliar Clodoaldo Oliveira marcou impedimento antes mesmo do chute certeiro do atacante, sendo endossado por Luiz Cunha Martins. Os torcedores não gostaram de um clássico que prometia muito brilho,- mas acabou opaco.

Luis Carlos cruzou, Lima bateu forte, mas Sidmar fez a defesa. Eram apenas quatro minutos e o Gre-Nal das estrelas ameaçou ser sensacional, Mas, afora urna cabeçada de Vilson, aos 34 minutos, depois da cobrança de um escanteio, o primeiro tempo foi decepcionante. Foi um jogo truncado, com muitos lances violentos e pouca inspiração, Destacou-se quem transpirou mais, caso de Darci, responsável pela condução de bola rio time gremista e Winck no apoio. A marcação superou ao resto e os goleiros não tiveram trabalho. A maior prova disso é que Maizena só tocou na bola no final, defendendo um cruzamento de Donizete,

No segundo tempo, o Grêmio foi quem ameaçou primeiro com um chute de João Antônio defendido por Maizena e o Inter chegou a marcar, aos sete, por Lima, em lance erradamente anulado pela arbitragem. Winck bateu farte em China que saiu e o jogo ameaçou melhorar. Eram 15 minutos.

Lima deixou o campo aos 22 minutos, mas o Inter ameaçou duas vezes: por Simão e por Hamilton, quando Sidmar brilhou. O Grêmio respondeu no final na saída errada de Maizena. Nilson cabeceou e a bota só não entrou pois Márcio Santos salvou. Helcinho entrou no final, mas não teve tempo de mostrar seu futebol.” (José Evaristo Villalobos, Zero Hora, terça-feira, 19 de fevereiro de 1991 / Fonte: Súmulas -Tchê)

 

Foto: Folha de Hoje

 

GRENAL É JOGO VIOLENTO QUE ACABA EM 0 A 0

PORTO ALEGRE — Alta tensão e baixo nível técnico impediram que Grêmio e Internacional saíssem do empate em 0X0, ontem, a noite, no Estádio Olímpico. Um jogo muito disputado no meio de campo e quase nulo em ações de ataque tornou-se, muitas vezes, violento e terminou com nove jogadores punidos com cartão amarelo, sendo cinco do Internacional. Terminado o jogo, o juiz Luiz Cunha, Martins quase foi agredido pelo técnico do lnter, Cláudio Duarte.

O goleiro Sidmar, do Grêmio, fez uma 1 defesa importante, aos 3 minutos de jogo e Maizena, do Internacional, fez sua primeira defesa já nos acréscimos do primeiro tempo. Isto, praticamente, resumiu o que houve de ofensivo e emocionante, na primeira etapa, para uma torcida que lotou as instalações disponíveis do estádio — uma parte das arquibancadas está interditada, por medida de segurança. O jogo já se anunciava violento, e Vilson e João Antônio do Grêmio, e Ricardo, do lnter, receberam cartão amarelo.

Logo no início do segundo tempo Maizena defendeu dois chutes perigosos do Grêmio, aos 3 e aos 18 minutos, e logo o jogo voltaria à monotonia de jogadas brutais no meio de campo.” (Jornal do Brasil, terça-feira, 19 de fevereiro de 1991)

 

Foto: Folha de Hoje

 

GRE-NAL ACABA EMPATADO EM JOGO DISPUTADO

Porto Alegre – A tradição do futebol gaúcho foi confirmada ontem no Estádio Olímpico. Grêmio e Internacional fizeram uma partida bastante disputada com uma forte marcação no meio-de-campo, o que dificultou a ação dos atacantes de ambos os times. Assim o jogo só poderia terminar sem gols. Desde o início, as duas equipes fizeram uma forte marcação no meio-de-campo, característico do futebol gaúcho. No entanto, as faltas violentas foram muitas o que obrigou o juiz Luís C nha Martins a distribuir cinco cartões amarelos, para Vilson. Ricardo, João Marcelo, Lima e João Antônio. No segundo tempo, nada mudou e o árbitro advertiu mais três jogadores – Luís Carlos Winck, Alex e Célio. No final, o técnico do Internacional, Cláudio Duarte tentou agredir o juiz”. (Jornal dos Sports, terça-feira, 19 de fevereiro de 1991)

 

Foto: Luiz Gonçalves (Zero Hora) / Fonte: Súmulas -Tchê

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora) / Fonte: Súmulas -Tchê


GRÊMIO: Sidmar; Chiquinho, João Marcelo, Vílson e China (Marquinho); João Antônio, Donizete, Assis e Darci; Maurício e Nílson
Técnico: Cláudio Duarte

INTER: Maizena, Luiz Carlos Winck, Célio Silva, Márcio Santos, Ricardo; Simão, Júlio, Paulinho Criciúma, Cuca; Aléx Rossi (Hélcinho) e Lima (Hamílton)
Técnico: Ênio Andrade

Brasileirão 1991 – Primeira Fase – 3ª Rodada
Data: 18 de fevereiro de 1991, segunda-feira, 21h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público: 45.276 pagantes
Renda: Cr$ 51.448.500,00
Juiz: Luiz Cunha Martins
Auxiliares: Clodoaldo Ramon Jesus Oliveira e Gilberto dos Santos Cardoso
Cartões Amarelos: João Marcelo, Vílson, João Antônio, Luiz Carlos Winck, Célio Silva, Ricardo, Aléx Rossi, Lima

Gauchão 2021 – Inter 1×2 Grêmio

May 17, 2021

Foto: Diego Souza (Twitter)

Foto: Richard Dücker (@Ducker_Gremio)

 

Como a imensa maioria dos Gre-Nais, esse foi um jogo decidido nos detalhes. Matheus Henrique esteve envolvido em dois lances que poderiam ter mudado/mudaram a história da partida. No final do primeiro tempo ele perdeu um gol de um modo que não se pode perder em clássico. Mas não se abalou e ganhou a dividida e roubou a bola na origem do gol da virada do Grêmio.

Apesar da participação decisiva de Matheus Henrique e Lucas Silva o setor de meio de campo do Grêmio não funcionou tão bem (deu uma melhorada após a entrada de Darlan). Tiago Nunes vai ter que se acostumar com o fato de que, à exceção de Jean Pyerre, o Grêmio só tem jogadores de lado de campo ou volantes com bom passe. Faltam meias que joguem por dentro e se aproximem da área adversária.

Entendo que a Federação queira fazer ações para valorizar a final do campeonato, mas colocar um escudo do Inter na camisa do Grêmio (e vice-versa) passa de todos os limites. Os times não deveriam ter aceitado isso.

Foto: Ricardo Duarte (Inter)

 

Foto: Ricardo Duarte (Inter)

 

Foto: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

Foto: Richard Dücker (@Ducker_Gremio)

Inter 1×2 Grêmio

INTER: Marcelo Lomba; Rodinei, Zé Gabriel (Lucas Ribeiro, 40’/2ºT), Víctor Cuesta e Moisés; Rodrigo Dourado, Edenilson, Nonato (Marcos Guilherme, 40’/2ºT); Mauricio (Caio Vidal, 22’/2ºT), Palacios (Yuri Alberto, 14’/2ºT) e Thiago Galhardo (Praxedes, 22’/2ºT)
Técnico: Miguel Ángel Ramírez

GRÊMIO: Brenno; Rafinha, Geromel, Ruan e Diogo Barbosa; Lucas Silva (Fernando Henrique, 35’/2ºT), Luiz Fernando (Léo Pereira, 17’/1ºT), Maicon (Darlan, 19’/2ºT), Matheus Henrique e Ferreira; Diego Souza (Ricardinho, 35’/2ºT)
Técnico: Tiago Nunes

Gauchão 2021 – Final – Jogo de Ida
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, RS
Data: 16 de maio de 2021, domingo, 16h00min
Árbitro: Anderson Daronco
Assistentes: Lúcio Flor e André Bittencourt
VAR: Adriano Milczvski (PR)
Cartões amarelos: Rodrigo Dourado; Léo Pereira, Rafinha, Ruan e Maicon
Gols: Thiago Galhardo, aos 26 minutos do 1º tempo, Diego Souza, aos 12min e Ricardinho, aos 42min do 2ºT

Gauchão 2001 – Inter 0x0 Grêmio

May 16, 2021

Foto: Ricardo Duarte (Zero Hora)

No Gauchão de 2001, o clássico Gre-Nal disputado no Beira-Rio terminou sem movimentação no Placar. Com a vitória do Juventude no clássico Caju disputado na véspera, o Inter já entrou em campo sem chances na competição. O Grêmio, já garantido na final como vencedor do 1º turno, ainda buscava atingir a melhor campanha no geral, para poder fazer o segundo jogo da final contra o Juventude no Olímpico.

Durante a semana o Presidente José Alberto Guerreiro sugeriu que o Grêmio poupasse os titulares pensando no confronto contra o São Paulo pela Copa do Brasil. A sugestão não foi aceita, o tricolor entrou com força máxima e infelizmente Rodrigo Mendes sofreu uma lesão no ligamento do joelho direito ainda no primeiro tempo.

Esse foi  último  Gre-Nal que os dois times jogaram sem patrocínio nas camisas (no clássico anterior o Grêmio ainda estava com a camisa com patrocínio da Chevrolet)

Foto: Edison Vara (Placar)

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

 

 

“GRE-NAL TEVE MUITAS CHANCES DE GOL
As duas equipes se empenharam muito e o empate sem gol não reflete aquilo que se viu em campo

Para um jogo que não valia muita coisa, principalmente depois da vitória do Juventude sobre o Caxias, sábado, até que Gre-Nal, disputado ontem, no Beira-Rio, foi bastante movimentado. O placar em branco não retrata o que as duas equipes mostraram em campo. O resultado acabou com as chances de Grêmio e Inter superar o Juventude na classificação do returno do octogonal final do Campeonato Gaúcho.

A partida começou em alto ritmo. Antes de dois minutos, Grêmio e Inter já havia levado perigo aos goleiros Hiran e Danrlei. Aos 40 segundos, Zinho chutou de fora da área e obrigou Hiran a fazer grande defesa. A resposta colorada veio 30 segundos depois em uma jogada de Fábio Pinto, que Lê concluiu por cima. Aos 26 minutos, Paraíba desperdiçou a melhor chance de gol do primeiro tempo. No final do primeiro tempo, o zagueiro Ronaldo foi cobrar o árbitro Alexandre Barreto: “Tú é responsável pela pancadaria”, acusou o zagueiro.

Na confusão, Hiran empurrou Tite. A segunda etapa foi como a primeira: cheia de opções. Apesar disso, os atacantes nunca conseguiram levar vantagem sobre os defensores, deixando o placar em 0 a 0.” (Correio do Povo, 14 de maio de 2001 – Fonte: Grêmio Dados)

 

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

INTER: Hiran; Denílson, Ronaldo, Duílio e Dênis (Leandro Guerreiro); Marcelo Rosa, William, Juca e Lê (Gil Baiano); Fábio Pinto e Luiz Cláudio (Marco Aurélio)
Técnico: Cláudio Duarte

GRÊMIO: Danrlei; Mauro Galvão, Marinho e Ânderson Polga; Itaqui, Eduardo Costa, Tinga, Zinho e Rubens Cardoso; Marcelinho Paraíba (Luiz Mário) e Rodrigo Mendes (Warley)
Técnico: Tite

Gauchão 2001 – Octogonal Final – 2º Turno – 7ª Rodada
Data: 13 de maio de 2001, domingo, 16h00min
Local: Beira-Rio, em Porto Alegre, RS
Público: 11.408 (9.520 pagantes)
Renda: R$ 77.595,00
Juiz: Alexandre Barreto
Auxiliares: José Silva Oliveira e José Bittencourt.
Cartões Amarelos: Duílio, Juca, Lê; Marinho, Eduardo Costa, Zinho e Itaqui

Gauchão 2021 – Grêmio 1×0 Internacional

April 6, 2021

Uma dúvida que surge: Seria esse gol do Léo Chu, marcado aos quatro minutos após a meia-noite, o mais tardio da história dos Gre-Nais?

Foto: Ricardo Duarte (S.C. Internacional)

 

Foto: Ricardo Duarte (S.C. Internacional)

Grêmio 1×0 Internacional

GRÊMIO: Brenno; Vanderson, Ruan, Rodrigues e Diogo Barbosa; Matheus Henrique, Maicon (Darlan, 17’/2ºT), Alisson (Léo Chú, aos 23’/2ºT), Pinares (Ricardinho, aos 17’/2ºT) e Ferreira (Léo Pereira, aos 42’/2ºT); Diego Souza (Lucas Silva, aos 35’/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

INTERNACIONAL: ​Marcelo Lomba; Rodinei (Heitor, aos 35’/2ºT), Lucas Ribeiro, Vitor Cuesta e Moisés; Rodrigo Dourado, Praxedes (Nonato, aos 25’/2ºT), Edenílson, Patrick (Palacios, aos 18’/2ºT) e Maurício (Caio Vidal, aos 25’/2ºT); Yuri Alberto (Paolo Guerrero, aos 35’/2ºT)
Técnico: Miguel Ángel Ramírez

Gauchão 2021 – Primeira Fase – 9ª Rodada
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Data: 3 de abril de 2021, sábado, 22h15min
Árbitro: Anderson Daronco
Assistentes: Rafael da Silva Alves e Tiago Augusto Kappes Diel
Cartões amarelos: Vanderson
Gol: Léo Chú aos, 43 minutos do 2º tempo)

Gauchão 1979 – Octogonal final -Grêmio 1×1 Inter

April 3, 2021

Foto: Correio do Povo

Em 20 de setembro de 1979, o Grêmio fez o último dos 52 jogos da campanha do título estadual daquela temporada. Um Gre-Nal no Olímpico, com praticamente nenhum importância para o desfecho da competição, uma vez que o tricolor já havia conquistado o título três rodadas antes. O empate em 1×1 fez com que o Inter ficasse em 3º lugar, 1 ponto atrás do vice Esportivo e 10 atrás do campeão.

Assim algum eventos extra-campo foram mais marcantes que o clássico:

– A reunião de grandes clubes brasileiros (O Correio do Povo menciona a presença de 21 clubes, a Folha de São Paulo 22 e o Jornal do Brasil 26) em Porto Alegre, onde procuravam dar sequência a um movimento de associação, com intuito de fazer reivindicações em conjunto perante a CBD.

– A presença do General João Figueiredo, à época Presidente da República, na Tribuna de Honra do Estádio Olímpico. Interessante notar a diferença da cobertura do Correio do Povo e Jornal do Brasil sobre este fato.

 

GRE-NAL TEVE VIOLÊNCIA, EXPULSÕES E RESULTADO JUSTO

Setembro, dia 20. Olímpico em festa. Na tribuna principal, o presidente João Figueiredo, ministros, governador Amaral de Souza, secretários estaduais, políticos e presidentes de 21 clubes brasileiros. No campo, o Gre-Nal do tricolor campeão por antecipação, levando dez pontos da vantagem.

No primeiro tempo, o empate em branco. Dois times nervosos. A bola rodando com rapidez. Jogadas vigorosas, algumas marcadas pela violência. No ar, a perspectiva de uma festa que poderia ser inacabada pelo excesso de lances viris. A rigor, 45 minutos de jogo equilibrado.

Aos três minutos, segundo tempo, o golo de Leandro sacudindo a torcida gremista. E a festa esquentou. O presidente Figueiredo também se agitando ria tribuna. Mas, aos 34 minutos, a resposta colorada Jair, goleador do campeonato, de bicicleta, acertou as redes de Manga. No final, 1 x 1. Justo, sem dúvida.  Assim, ontem, no Olímpico, Grêmio encerrou sua campanha vitoriosa, enquanto o Internacional acabou em terceiro lugar nesta temporada.

 

PRIMEIRO TEMPO

Intensa movimentação. Esta é a primeira característica do jogo. Os times decidiram correr o campo todo, buscando uma definição ainda no período de abertura do clássico. Em decorrência, houve muito vigor e até mesmo rispidez nos primeiros 45 minutos.

Até os trinta minutos, todos os lances marcaram pela igualdade, paridade de forças. O Grêmio trabalhava com maior insistência na ofensiva, enquanto o Internacional respondia à altura.

O Gre-Nal teve quatro momentos que quase decidiram na movimentação do escore: aos 2 min. chute de Éder; 13 min. cabeçada de Ancheta, que João Carlos salvou embaixo dos paus; 20 min., Baltazar teve chance e bateu fraco; 38, Chico Espina perdeu golo.

O zero a zero, apesar da insistência ofensiva do Grêmio, foi justo. A partida foi bem disputada, havendo lances violentos. O Internacional fez 14 faltas, enquanto o Grêmio treze, Washington foi caçado pela zaga tricolor, caso exemplo da violência. No futebol, tudo igual nesta fase.

 

SEGUNDO TEMPO

Aos três minutos, a festa tricolor no Olímpico: Jurandir lançou Baltazar que de primeira estendeu a bola na frente para Tarciso. O ponteiro olhou a colocação de Leandro e deu o toque certo. O apoiador bateu forte, Benitez mergulhou atrasado no canto direito. Grêmio 1, Inter 0.

Seguindo atrás no marcador, o Internacional passou a buscar a igualdade na base de intensa movimentação. Aos dez minutos, de novo, Chico Espina prejudicou o colorado num lance, de área. A entrada de Mário, substituindo a Washington, deu maior explosão ao ataque. No Grêmio, Iúra entrou no lugar de Leandro.

Aos 34 minutos, o empate: João Carlos levantou da direita; a bola subiu, bateu num zagueiro e, na sobra, ficou na altura do peito de Jair, que deu a bicicleta mortal. Manga se esticou, mas não conseguiu evitar o golo do Internacional, estabelecendo urna justa igualdade.

A partida começou e terminou com temperatura alta. Por isso, aos 43 minutos, num dos muitos incidentes, M. Sergio e Jurandir foram expulsos. No mais, um Gre-Nal de empenho, muito suor, fibra dos jogadores.” (Correio do Povo, sexta-feira, 21 de setembro de 1979)

 

 

FIGUEIREDO VÊ EMPATE DO GRÊMIO E AMEAÇA REPÓTER

 Porto Alegre — O Presidente João Figueiredo compareceu ontem à noite ao Estádio Olímpico para assistir ao jogo pela rodada final do Campeonato Gaúcho em que o seu clube, o Grêmio, já campeão, empatou com o Internacional por um gol. No intervalo, em meio a homenagens dos dirigentes, perdeu a calma e chegou a ameaçar um repórter, por lhe fazer uma pergunta sobre política.

Com a interferência dos seus assessores, o Presidente da República concordou em dar rápida entrevista à imprensa, desde que o assunto se restringisse ao futebol. Tranqüilo, de início, brincou com os jornalistas:

–  Só não posso falar nada sobre a possível volta de Paulo César Lima à Seleção, porque não sou o técnico da Seleção.

Mas quase a seguir o Presidente irritou-se de forma ostensiva e até ameaçou o repórter Roberto Tomé, da TV Gaúcha, que lhe perguntou sobre a reforma partidária:

— Você não sabia que combinamos falar apenas de futebol? Você não cumpriu seu compromisso. Quando se assume um compromisso, se cumpre até o fim. Não faça mais isso. Cuidado, você poderá se arrepender.

O Presidente João Figueiredo prometeu presenciar o Fla x Flu, domingo, para torcer pela vitória de seu clube no Rio, o Fluminense.

 

REUNIAO DOS CLUBES

Porto Alegre — A novidade da reunião dos 26 maiores clubes brasileiros, realizada na tarde de ontem, nesta Capital, foi a criação de uma comissão, formada por representantes de três clubes cariocas que fará um detalhamento técnico do documento resultante do encontro do: clubes no Rio, no início do mês, para posterior encaminhamento à CBD. CND e ao Ministério da Educação e Cultura.

 — Aquela reunião que realizamos no Rio contou com a presença de 12 grandes clubes e essa, de Porto Alegre, com 26. Assim, o que fizemos foi apresentar a: nossas sugestões aos clubes que não tomaram parte da reunião anterior. O apoio foi total e decidimos marcar outra reunião para o dia 19 de outubro, novamente no Rio, quando discutiremos a redação final do documento”, disse o presidente do Vasco da Gama, Agathyrno Silva Gomes, que foi designado como presidente da comissão. Esta será integrada ainda pelo presidente do conselho deliberativo do Flamengo, Sr. Antônio Augusto Dunshee de Abrantes, pelo procurador do Botafogo, Antonio Meirelles Quintella pelo assessor da presidência do Vasco Ivo Marques, e pelo presidente do América, Álvaro Bragança.

Até o próximo dia 5 de outubro, os clubes deverão enviar à Comissão de Detalhamento Técnico novas sugestões “Carta do Rio”. A Comissão elaborar uma nova redação do documento até dia 12 de outubro, quando será dado conhecimento do texto, a ser novamente discutido na reunião do dia 19, no Rio.”  (Jornal do Brasil, sexta-feira, 21 de setembro de 1979, página 37)

 

Grêmio 1×1 Inter

GRÊMIO: Manga; Vilson, Ancheta, Vantuir e Dirceu; Vítor Hugo, Jurandir e Jorge Leandro (Iúra); Tarciso, Baltazar e Éder
Técnico: Orlando Fantoni

INTER: Benitez; João Carlos, Mauro, Mauro Galvão e Cláudio Mineiro; Batista, Falcão e  Jair e Falcão; Espina, Washington (Mário) e Mário Sérgio
Técnico: Otacílio Gonçalves (Interino)

Gauchão 1979 – Octogonal Final – 14ª Rodada
Data: 20 de setembro de 1979, quinta-feira, 21h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público: 39.179
Renda:  Cr$ 1.539.850,00
Árbitro: Airton Bernardoni
Auxiliares: Jorge Silva e João Mendes,
Cartões Vermelhos: Mário Sérgio e Jurandir, aos 43 do 2ºT
Gols:  Jorge Leandro, aos 4 minutos e Jair, aos 34 minutos do segundo tempoo

Brasileirão 2020 – Inter 2×1 Grêmio

January 25, 2021

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Em algum momento toda essa autossuficiência e arrogância vista Grêmio nos últimos tempos seria punido. Infelizmente esse “castigo” está sendo duríssimo.

 

É impressionante como o Grêmio se preparou mal para esse Brasileirão. E isso ficou muito claro já na segundo rodada da competição, quando diversos atletas foram inexplicavelmente poupados no jogo contra o Ceará.  O mais triste é que o Grêmio se recusou a aprender com o seu erro, e voltou a cometer o mesmo equívoco, novamente usando diversos reservas no jogo em Fortaleza. Ali o cenário que se apresenta hoje já se desenhava com muita clareza. E mesmo assim o Grêmio fez de conta que não tinha nada a ver com isso, tendo adotado uma estratégia muito equivocada para essa reta final do campeonato.

 

Não me parece ser absurdo cogitar que esse desdém convicto do Grêmio com o Brasileirão não tenha algum impacto sobre as decisões da arbitragem.

 

O pênalti em Ferreira ficou claríssimo nos replays. E o suposto toque de mão no pênalti marcado para o Inter é bastante discutível. É um escândalo que o árbitro não tenha ido checar essas jogadas no monitor que lhe é disponibilizado.

 

 

Foto: Ricardo Giusti (Correio do Povo)

Inter 2×1 Grêmio

INTERNACIONAL: Lomba; Rodinei, Lucas Ribeiro, Cuesta e Moisés (Uendel); Rodrigo Dourado Nonato), Peglow (Maurício), Edenilson, Praxedes (Marcos Guilherme) e Patrick (Abel Hernández); Yuri Alberto
Técnico: Abel Braga

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz, Geromel (Rodrigues), Kannemann e Diogo Barbosa; Lucas Silva (Maicon), Alisson (Luiz Fernando), Jean Pyerre (Pinares), Matheus Henrique e Pepê (Ferreira); Diego Souza
Técnico: Renato Portaluppi

32ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2020
Local: estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, RS
Data: 24 de janeiro de 2021, domingo, 16h00min
Árbitro: Luís Flávio de Oliveira (FIFA-SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Manis (FIFA-SP) e Miguel Cataneo da Costa (SP)
VAR: Wagner Reway (PB)
Cartões amarelos: Moisés, Rodinei; Victor Ferraz e Diego Souza
Gol: Jean Pyerre, aos 30 do 2ºT; Abel Hernández, aos 44 do 2ºT, e Edenilson (de pênalti), aos 49 do 2ºT

Brasileirão 2020 – Grêmio 1×1 Internacional

October 5, 2020

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

O Grêmio está oito ponto atrás do Inter. O Grêmio jogou em casa. O Grêmio saiu na frente. O Grêmio ficou um período com um jogador a mais. Todos esses elementos deveriam fazer com o que o 1×1 final fosse lamentado pelo lado tricolor, mas estranhamente o Grêmio (e alguns dos seus jogadores) tocaram flauta no pós jogo. Tudo pela sequência de onze clássicos sem derrota. As vezes esse folclore da rivalidade é meio difícil de entender.

Cortez foi muito infeliz no lance que ocasionou o pênalti. Mas eu questiono se na jogada ele estava com o braço “em posição antinatural” tal como prevê o texto da página 112 do livro de regras?

Até hoje foram disputados 17 Gre-Nais na Arena, com 6 vitórias do Grêmio, 10 empates e 1 vitória do Inter (No Brasileirão são 3 vitórias do Grêmio e 4 empates).

Retrospecto dos últimos 50 Gre-Nais (todos de 2010 até hoje): 17 vitórias do Grêmio, 19 empates e 14 vitórias do Inter.

Foto: Eduardo Moura (Globo Esporte)

Grêmio 1×1 Internacional

GRÊMIO: Vanderlei; Orejuela, Paulo Miranda, David Braz e Cortez; Lucas Silva (Diogo Barbosa, 41/2ºT); Alisson (Robinho, 14/2ºT), Matheus Henrique, Darlan (Luiz Fernando, 33/2ºT) e Pepê; Diego Souza (Guilherme Azevedo, 41/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

INTER: Marcelo Lomba; Heitor, Rodrigo Moledo, Cuesta e Uendel; Musto; Edenilson, Boschilia (D’Alessandro, 15/2ºT) e Patrick; Thiago Galhardo e Abel Hernández (Pottker, 15/2ºT)
Técnico: Eduardo Coudet

13ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2020
Data: 3 de outubro de 2020, sábado, 17h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Árbitro: Raphael Claus (FIFA-SP)
Assistentes: Neuza Ines Back (FIFA-SP) e Alex Ang Ribeiro (SP)
VAR: José Claudio Rocha Filho (SP)
Cartões Amarelos: Cuesta
Cartões Vermelhos: Cortez (Grêmio); Musto (Internacional)
Gols: Pepê, aos sete minutos do 2º tempo e Thiago Galhardo (de pênalti), aos 29 minutos do 2º tempo

Gre-Nais pelo Brasileirão com mando do Grêmio

October 3, 2020

 

Até hoje foram disputados 58 Gre-Nais pelo Campeonato Brasileiro. Nesses 58 clássicos foram 23 vitórias do Grêmio, 16 empates e 19 vitórias do Inter (a esta conta devem ser acrescentados dois empates, se também considerarmos o Gre-Nais pela Seletiva para a Libertadores em 1999).

Desses 58 Gre-Nais, 6 foram realizados na Arena, 34 no Beira-Rio, 1 no Centenário e 17 no Olímpico. Curiosamente os dez primeiros Gre-Nais pelo Brasileirão foram todos de mando do Inter. O primeiro clássico pelo Brasileirão no Olímpico só foi acontecer em 1985.

Nos 23 Gre-Nais de Brasileirão com mando do Grêmio foram 10 vitórias do Grêmio, 10 empates e 3 vitórias do Inter. (Na Arena são 3 vitórias do Grêmio e 3 empates)

Abaixo público algumas fotos desses clássicos de Brasileirão com mando do Grêmio.

 

Brasileirão 1985 – Grêmio 2×0 Inter – Renato Portaluppi fuzila Gilmar Rinaldi, marcando o segundo gol gremista – Foto: Mauro Mattos (Zero Hora)

 

Brasileirão 1988 – Grêmio 1×0 Inter – Aguirregaray Vs Trasante  – Público: 20.600 pagantes – Foto: Adolfo Alves (Zero Hora)

 

 

Brasileirão 1988 – Semifinal – jogo de ida 09/fevereiro/1989 – Grêmio 0x0 Inter – Luis Carlos Martins Vs. Bonamigo – Público: 71.621 pagantes  – Foto: Claudio Bergman  (Jornal do Comércio)

 

Brasileirão 1994 – Grêmio 1×1 Inter – Anderson e Pingo – Público: 43.890 (39.164 pagantes) – Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

 

 

Brasileirão 1997 – Inter 5×2 Grêmio – Fabiano comemora – Público: 42.929 (33.912 pagantes) – Fonte: Correio do Povo

 

Brasileirão 1999 – Grêmio 1×0 Inter – Zezinho é marcado por Scheidt – Fonte: Zero Hora

 

Campeonato Brasileiro 2001 – Grêmio 1×0 Inter – Luis Mario fez o único gol da partida – Público: 28.718  (23.743 pagantes) – Foto: Ricardo Chaves (Zero Hora)

 

Brasileirão 2003 – Grêmio 0x0 Inter

 

Brasileirão 2007 – Grêmio 1 x 0 Internacional – Público: 35.547 (32.863 pagantes) – Foto: Carla Guimarães

 

 

Brasileirão 2008– Grêmio 1 x 1 Internacional  – Público: 42.888 pessoas (39.241 pagantes) – Foto: Gustavo Pereira

 

 

Brasileirão 2009 – Grêmio 2 x 1 Internacional  –Público: 40.020 pessoas (36.046 pagantes) – Foto: Pedro Marques 

 

 

Brasileirão 2010 – Grêmio 2 x 2 Internacional – Público: 45.234 (41.661 Pagantes) – Foto: Helio Paz

 

 

Brasileirão 1985 – Grêmio 2×0 Inter

October 2, 2020

Foto: Mauro Mattos (Zero Hora)

Até hoje foram disputados 58 Gre-Nais pelo Campeonato Brasileiro. Nesses 58 clássicos foram 23 vitórias do Grêmio, 16 empates e 19 vitórias do Inter (a esta conta devem ser acrescentados dois empates, se também considerarmos o Gre-Nais pela Seletiva para a Libertadores em 1999).

Desses 58 Gre-Nais, 6 foram realizados na Arena, 34 no Beira-Rio, 1 no Centenário e 17 no Olímpico. Curiosamente os dez primeiros Gre-Nais pelo Brasileirão foram todos de mando do Inter.

O primeiro Gre-Nal do Brasileirão no Olímpico aconteceu em 10 de fevereiro de 1985, vitória tricolor por 2×0. O grande destaque daquela noite de domingo foi Renato Portaluppi, que deu passe para o primeiro e marcou o segundo gol.

Evaristo de Macedo, então técnico da Seleção, esteve presente no Olímpico nesse dia. Contudo, não convocou Renato durante sua curta passagem como treinador da CBF (vale fazer a ressalva de que Renato teve uma série de lesões nesse primeiro semestre de 1985).

Uma curiosidade dessa partida é o uso do calção branco pelo Grêmio no clássico. Só encontrei outro registro disso na década de 40 (em 1975 o Grêmio usou camisa celeste no Beira-Rio, em 1983 camisa branca no Beira-Rio e em 1997 a camisa “negresco” no Olímpico, mas em todas essas ocasiões o calção utilizado foi o preto).

.

Foto: Mauro Mattos (Zero Hora)

TALENTO DE RENATO DECIDIU O GRE-NAL
Ponteiro fez jogada brilhante no gol de Ademir e marcou o segundo, em chute violento

O Grêmio venceu com méritos o Gre-Nal de ontem no Estádio Olímpico por 2×0, numa partida em que o grande destaque foi o talento do ponteiro-direito Renato — que marcou o segundo gol e fez toda a jogada do primeiro. Foi falsa a impressão do primeiro tempo de que os dois times estariam satisfeitos com um empate. No início do segundo, empurrados pelo entusiasmo das duas torcidas, os times passaram a se comportar de uma forma menos cuidadosa, transformando a partida num dos mais atraentes jogos da Taça de Ouro.

No início, com esquemas extremamente cuidadosos, tanto o Grêmio como o Internacional realizaram raríssimas jogadas ofensivas, tanto que o primeiro chute a gol só surgiu aos 18 minutos — Ruben Paz bateu prensado com Baidek, de dentro da área, e Mazaropi segurou. Aos 36, Renato bateu da entrada da área, rasteiro, mas fraco, facilitando a defesa de Gilmar. Fora disso, as conclusões se limitaram a chutes de média distância, geralmente fora do gol, o que criava uma expectativa de empate num jogo que não agradava a ninguém.

No segundo tempo, por obra e iniciativa das torcidas, houve uma transformação total do jogo: os dois times estavam mais ambiciosos em campo e a vantagem ficou com o Grêmio, que marcava melhor, mesmo que fosse necessário cometer uma infinidade de faltas. Seguro na defesa e com a confiança que essa segurança assegurava, o Grêmio marcou um gol logo aos 14 minutos — Ademir — e completou concretamente uma vantagem que começava a aparecer em campo. Esse gol desestruturou — pelo menos do ponto de vista defensivo — o time do Internacional: bem marcado no ataque e procurando a pressão sobre o adversário, o Inter começou a errar na marcação. O segundo gol, de Renato, aos 20 minutos, estabeleceu definitivamente a vitória do Grêmio e a liderança isolada do grupo A da Taça de Ouro.” (Pedro Macedo, Zero Hora, segunda-feira, 11 de fevereiro de 1985)

Foto: Adolfo Alves (Zero Hora)

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

DEU GRÊMIO POR CAUSA DO PONTEIRO RENATO
A velocidade, o drible e a força do ponta-direita Renato, exibidas em duas jogadas no segundo tempo, deram a vitória de 2 a 0 ao Grêmio contra o Internacional, domingo, à noite, no Olímpico Aos 14 minutos, Renato driblou Mauro Galvão, deu uma meia-lua em Ademir e passou para Ademir Padilha marcar. Aos 20, ele venceu na corrida o lateral André Luís e disparou uma bomba, que o goleiro Gilmar não conseguiu segurar.

A rigor, essas foram as duas grandes jogadas do Gre-Nal, que durante o primeiro tempo apresentou um futebol truncado, cheio de faltas no meio de campo. O primeiro chute perigoso só aconteceu aos 36 minutos, quando o mesmo Renato arrematou rasteiro, exigindo que o goleiro Gilmar fizesse boa defesa para escanteio. O Inter não conseguia boas jogadas, pois o cérebro do time, Ruben Paz, estava apagado.

No segundo tempo, até acontecer o primeiro golo, a partida permanecia sem bons lances de área. Mas Renato, em apenas seis minutos, despertou, fez duas grandes Jogadas e levou o Grêmio à vitória, garantindo a liderança do time no seu grupo na Taça de Ouro.

O Internacional, depois dos golos, ainda tentou esboçar reação. Mas esbarrou no sistema defensivo gremista, que esteve sempre muito atento. Ruben Paz, em noite opaca, permaneceu não conseguindo armar as jogadas de ataque. A vitória do Grêmio acabou sendo justa, mas a qualidade do clássico ficou aquém da expectativa dos torcedores.” (Pioneiro, terça-feira, 12 de fevereiro de 1985)

GRE-NAL I
Inter não poderia mesmo ter vencido ao Grêmio no domingo à noite. Seu ataque esteve irreconhecível. Os ponteiros Jussiê e Silvinho foram medíocres, Para Silvinho havia a explicação da gripe que o acometeu durante a semana, mas Jussiê não tinha desculpa. Sem abastecimento dos ponteiros e com Ruben Paz e Luis Freire não jogando nada, Kita afundou. O Inter como conjunto teve um desempenho apagado por causa das más atuações individuais.

GRE-NAL II
Apesar da badalação feita pela crônica, o time do Grêmio também não foi o primor que se pintou. Os dois a zero, nascidos em lances individuais de Renato – belíssimos, diga-se de passagem -, foram das poucas coisas que o time produziu. Teve alguns arremates de longa distância, mas as jogadas de penetração estiveram ausentes. Algumas individualidades luziram com regularidade, como Valdo e outras por alguns instantes, como foi o caso de Renato. Foi o suficiente para ganhara jogo.” (Guiomar Chies, Pioneiro, terça-feira, 12 de fevereiro de 1985)

Foto: Jurandir Silveira (Placar)

Foto: Adolfo Alves (Zero Hora)

MINELLI VENCE A PRIMEIRA
Há 17 clássicos que o Grêmio não derrotava o velho rival

“O jogador passa, mas a bola não”, avisava antes do jogo o zagueirão Baidek. Mas foi o contrário: quem não passou, domingo no Olímpico, foram os homens do Inter. O Grêmio cometeu praticamente o dobro de faltas, o que acabou sendo o ingrediente mais picante da receita de Rubens Minelli para chegar à vitória em seu primeiro Gre-Nal como técnico tricolor (também a primeira do time nos últimos 17 clássicos oficiais). “Foi a saída que encontramos para truncar um adversário com mais conjunto”, ensinava ele.

Para construir os 2 x 0, e ganhar a liderança dos grupos A e B. com oito pontos ganhos em cinco jogos, o Grêmio acrescentou um condimento igualmente forte: o futebol de Renato. assistido pelo treinador da Seleção. Evaristo de Macedo. No primeiro gol, ele driblou dois adversários antes de cruzar na medida para Ademir emendar no ar. No segundo, arremeteu como um touro furioso e, mesmo com pouco ângulo, soltou um torpedo certeiro.

Não faltou nem mesmo o lance psicológico no clássico gaúcho: Minelli e o preparador físico Gilberto Tim ressaltaram o favoritismo do Inter em todas as entrevistas anteriores ao jogo, o que aguçou a vontade dos jogadores gremistas e deixou muito confiante, os craques colorados. Conclusão: enquanto os primeiros se matavam em campo, os últimos paravam ao perder um lance.

De tal maneira empenhados que pareciam se multiplicar em campo, os tricolores deixaram uma dúvida no ar: onde vai entrar o clássico porém lento meia argentino Sabella? Justamente no lugar de Valdo, que é quem mais se movimenta?(Placar, Edição n.º 769, 15 de fevereiro de 1985)

Foto: José Doval (Zero Hora)

Foto: Guaracy Andrade (Zero Hora)

GRÊMIO: Mazaropi; Ronaldo, Baidek, Luis Eduardo e Casemiro; China, Luis Fernando (Sérgio Peres, intervalo) e Valdo; Renato, Roberto César e Ademir (Tarciso, 31 do 2ºT).
Técnico: Rubens Minelli

INTER:  Gilmar; Luis Carlos Winck, Aloísio, Mauro Galvão e André Luiz; Ademir Kaeffer, Luis Freire e Rubén Paz; Jussiê, Kita e Silvinho (Paulo Santos, 22 do 2ºT)
Técnico:  Otacílio Gonçalves

Brasileirão 1985 – 1ª Fase – 1º Turno – 5ª Rodada
Data: 10 de fevereiro de 1985, domingo, 20h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público: 32.341 pagantes
Renda: Cr$ 186.994.000,00
Árbitro: Carlos Martins
Auxiliares: Justimiano Gularte e César Carrasco