Archive for the ‘Gre-Nal’ Category

Gauchão 2000 – Grêmio 1×0 Internacional

June 7, 2020
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Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

 

Há exatos 20 anos, o Grêmio vencia o Gre-Nal 346 no Olímpico, graças a um gol de Ronaldinho no final da partida.

O clássico era válido pela penúltima rodada do segundo turno da segunda fase do Gauchão de 2000 (O Caxias já estava garantido na final tendo vencido o primeiro turno).

O empate era mais interessante para os colorados, que estavam dois pontos a frente do tricolor. Pela minha lembrança o jogo foi pavoroso, tendo entrado para o folclore/história dos Gre-Nais unicamente em razão do lance que decidiu o confronto: Aos 44 minutos Ronaldinho cobrou falta com força, a bola desviou na barreira e foi morrer dentro do gol colorado.

O detalhe irônico é que nos dias que antecederam o jogo o goleiro Hiran anunciou/blefou que não iria pedir barreira nas cobranças de falta contra a sua meta, alegando que com isso iria tirar “o ponto de referência de Ronaldinho”. O jovem atacante gremista respondeu dizendo que a sua referência era o fundo da rede.

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Foto: Julio Cordeiro (Zero Hora)

VITÓRIA DA DECISÃO
Gol de Ronaldinho colocou o time na liderança do turno

Aos 45 minutos do segundo tempo, a torcida do Grêmio vibrou e a do Inter prendeu a respiração. Ronaldinho caminhou lentamente, bateu em curva, a bola desviou na barreira e entrou no ângulo esquerdo, garantindo a vitória de 1 a 0 no Gre-Nal de ontem à noite no Estádio Olímpico.

– Falamos tanto na barreira que ela acabou nos ajudando – ironizou o alegre Ronaldinho, lembrando a promessa do goleiro Hiran (com quem trocou a camiseta no fim da partida) de retirar a barreira em alguns lances de falta.

Com o resultado, o Grêmio assume a liderança do segundo turno (16 pontos ganhos) e só depende de outra vitória, contra o Caxias, sábado, independentemente do jogo do Inter (15 pontos) contra o Juventude, para garantir a vaga a decisão do campeonato. Em caso de empoe nos dois jogos, o Grêmio também fica com o título do returno

Foi a vitória pessoal de alguém predestinado. Durante todo o clássico, o Grêmio, que precisava vencer, teve um ataque absolutamente nulo. Tão nulo que o melhor lance do centroavante Amato, escalado para fazer gols, foi uma jogada típica de zagueiro, aos oito minutos do segundo tempo, quando salvou o lance na pequena área. O Inter, bem organizado no meio, firme na defesa, perigoso no ataque – foram dele as melhores chances de gol -, estava conseguindo um grande resultado e a vantagem para a última rodada. Até que Rodrigão fez a falta.

Ronaldinho marcou, vibrou, fez a torcida do Grêmio esquecer de todas as dificuldades enfrentadas no Gre-Nal e conduziu o goleiro Hiran a um inferno astral. Nas arquibancadas, os torcedores gozavam do goleiro, perguntavam se ele continuaria desprezando as barreiras. No gramado, os jogadores se abraçavam como se a vitória tivesse garantido algum título Tudo por causa de Ronaldinho.

– Foi sorte – disse o técnico Zé Mário.

Mas a quem a sorte costuma ajudar nestes momentos?

Depois do gol, não houve mais jogo nos três minutos restantes. As bolas sumiram, alguns dirigentes do Grêmio invadiram a pista atlética pedindo o fim da partida, enquanto Paulo Nunes e André brigavam a socos, antes de serem expulsos pelo árbitro Carlos Simon. Até ali, o Inter dera um bom exemplo de organização. Competente na defesa, firme no meio, rápido no ataque, principalmente no segundo tempo, quando Elivélton, aos 11 minutos, e Rodrigão, aos 23, em duas jogadas de Fabiano, perderam as maiores chances de gol da partida O Grêmio tinha sérias dificuldades. Estava tranqüilo atrás com a competência de Marinho, mas não achava soluções na frente. Seu melhor lance aconteceu aos 19 minutos do segundo tempo, quando Anderson bateu escanteio e acertou o travessão.

Assim, só mesmo alguém predestinado para decidir. Alguém como Ronaldinho.” (Mário Marcos de Souza – Zero Hora, 08 de junho de 2000)

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

RONALDINHO FAZ A DIFERENÇA
Ele marcou o gol da vitória cobrando uma falta, que bateu na barreira, atrapalhando Hiran. Vantagem agora é toda do Grêmio

Com um esquema de jogo mais consistente e de forte marcação, o Inter foi melhor que o Grêmio e merecia o empate que o deixaria como favorito para disputar a final do Gauchão, mas um time que tem Ronaldinho guarda uma reserva técnica inestimável. E foi Ronaldinho, que até nem fazia boa partida, quem acabou revertendo tudo ao marcar o gol da vitória gremista no Olímpico, aos 45 minutos do segundo tempo, cobrando falta na entrada da área.

A bola desviou na barreira, enganando Hiran. A partir daí o Gre-Nal transformou-se em uma guerra, não faltando sequer uma briga a socos entre Alex e Paulo Nunes já nos acréscimos. Houve invasão de campo e por pouco a briga não envolveu outros jogadores.

Antes do gol de Ronaldinho, o que se viu foi um clássico em que o Grêmio insistia na troca de passes para buscar o gol, enquanto o Inter explorava os contra-ataques, especialmente com Fabiano, o melhor do jogo. Outro destaque foi Marinho. Paulo Nunes, que pouco antes da partida havia pedido para Antônio Lopes, para ser escalado como titular, entrou no segundo tempo no lugar de Amato e foi expulso após envolver-se em uma briga escandalosa com o lateral Alex. Lopes considerou a atitude de Paulo Nunes como infantil e desnecessária.” (Correio do Povo, 8 de junho de 2000 – Fonte: Grêmio Dados)

Foto: Fernando Gomes (Pioneiro)

MENOS DO QUE SE PENSA

Quem vê o Olímpico assim do alto muitas vezes não entende como a capacidade de público pode ser tão reduzida, como costumam mostrar os borderôs de jogos importantes. É que o estádio do Grêmio tem uma série de limitações.

Para o Gre-Nal da próxima quarta-feira, por exemplo, serão vendidos apenas 26.100 ingressos – 25.080 menos do que a capacidade do estádio.

Os demais lugares são ocupados por sócios, dependentes, menores, proprietários de cadeiras cativas e de camarotes. Mas não todos. Por medida de segurança, do clube e da Brigada Militar, os espaços não são inteiramente ocupados.

É por isso que, muitas vezes, quando ouve a informação sobre público no estádio, o torcedor se surpreende.” (Mário Marcos de Souza, Zero Hora, junho de 2000)

Os ingressos para o Gre-Nal estão esgotados – as alternativas são os cambistas. Foram colocados à venda 27.083 ingressos, divididos assim:

Olímpico – 12.896

Beira-Rio – 5.687

Postos de venda de Zero Hora – 8.500” (Zero Hora, 7 junho de 2000)

 

Gênio? Ele cobra uma falta, e a bola bate na barreira e desvia. Isso é ser genial? Então, eu sou cego, burro ou louco – desdenhou o paraguaio.

[…]

Falaram que do outro lado havia um gênio. Não vi. Gênio tem de fazer as coisas acontecerem. Ronaldinho é um bom jogador, mas não é melhor do que o Fabiano – cutucou Enciso.” (Zero Hora, 09 de junho de 2000)

POR QUE O ATACANTE CHOROU?

Confusão instalada no final do Gre-Nal. Sopapos, empurrões e xingões rolavam soltos entre os jogadores da dupla. Nervoso com a situação, Fabiano transformou sua raiva em lágrimas. Foi a forma, segundo ele, de não partir para a agressão de um adversário.

– Fiquei supernervoso com tumulto. Não consegui segurar e chorei, para extravasar – Justificou ele, que ontem arrastava a perna direita devido a dores causadas pelas faltas que levou durante o Gre-Nal.

Fabiano, no entanto, não foi exatamente um anjinho em campo. As câmeras de televisão mostraram duas agressões do atacante, um soco e um pontapé, no lateral Anderson.” (Zero Hora, 09 de junho de 2000)

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

O FIASCO DOS BRIGÕES

Foi um Gre-Nal de doer com a bola rolando. Por isso, ficou de bom tamanho o desfecho com uma confusão generalizada, agressões e muita discussão. Paulo Nunes lembrou seus tempos de Palmeiras. Não pelo futebol, mas por parecer um integrante da família Gracie, os Pelés do Vale-tudo. Paulo Nunes levou uma cotovelada do lateral Alex fora da bola e revidou com socos e pontapés, como fizera com o coritiano Edilson no ano passado. Acabou expulso junto com Alex.

— Ele esbarrou em mim e me agrediu — defendeu-se Alex.

O estopim para o início de uma batalha em campo. Os jogadores trocaram sopapos e houve muita correria no gramado. Não fosse a intervenção da Brigada Militar, dos seguranças e de alguns jogadores mais comedidos, como o goleiro Hiran e o lateral Roger, o clássico não teria terminado. Danrlei, sumido dos noticiários, reapareceu. Invadiu o campo, mas para acalmar. Tranqüilizou Fabiano que, transtornado, tentava partir para o revide a todo custo. Chorando muito, o atacante foi consolado pelo paraguaio Enciso e retirado do tumulto.

O gol de Ronaldinho perturbou os colorados e esquentou o clima. Antes da briga, o Grêmio escondeu as bolas no vestiário e parou o jogo. Uma delas caiu em frente ao reservado e, rapidamente, foi escondida pelo volante Eduardo. Os dirigentes invadiram a pista e, na beira do gramado, Antônio Lopes pedia o final do jogo. O árbitro Carlos Simon só recomeçou a partida depois de retirados todos da pista atlética. Sem bola para jogar e indignado, Enciso discutiu com o técnico e criticou a sua postura.

— Você não está sendo correto — protestou, com o dedo em riste para Lopes.

Do outro lado, Ronaldinho comemorava. — Futebol precisa de alegria — gritava quem deu luz a um Gre-Nal de pouca inspiração e, infelizmente, transpiração demais.” (Zero Hora, 8 junho de 2000)

 

GRÊMIO 1 x 0 INTERNACIONAL

GRÊMIO: Silvio, Anderson Lima, Marinho, Fabrício e Roger; Anderson Polga, Gavião, Itaqui (Jé) e Zinho (Nenê); Ronaldinho e Amato (Paulo Nunes)
Técnico: Antônio Lopes

INTERNACIONAL: Hiran, Márcio Goiano, Lúcio, Ronaldo (Fernando Cardozo) e Alex; Enciso, Leandro Guerreiro, Marcelo (Leonardo) e Elivélton; Fabiano e Rodrigão
Técnico: Zé Mário

Gauchão 2000 – Segunda Fase – Segundo Turno – 6ª Rodada
Data: 7 de junho de 2000, quarta-feira, 21h15min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 34.848 (32.897 pagantes)
Renda: R$ 209.692,00
Juiz: Carlos Eugênio Simon
Auxiliares: Marcos Ibañez e Paulo Conceição
Cartões amarelos: Anderson Lima, Fabrício, Roger, Ronaldinho Gaúcho, Amato, Ronaldo, Marcelo, Fernando Cardozo, Rodrigão e Elivélton; Expulsão: Paulo Nunes e Alex
Cartões vermelhos: Paulo Nunes e Alex
Gol: Ronaldinho, aos 44 minutos do 2º tempo

Libertadores 2020 – Grêmio 0x0 Inter

March 13, 2020

Obviamente que não é todo dia que vemos 8 expulsões em um jogo de futebol. Entendo que esse número ganhe destaque na cobertura da partida. Mas me pareceu um tanto exagerados os repúdios à confusão no final do confronto (houve muito mais empurra-empurra do que uma briga propriamente dita).

O co-irmão mostrou evolução em relação ao primeiro clássico da temporada e teve as chances claras do jogo, mas o tricolor também criou situações em que o placar poderia ter sido movimentado.

Renato não costuma entrar em detalhes táticos/técnicos nas suas coletivas. Dessa vez, contudo, ele apontou que a maior posse de bola do Inter se deu por lances no campo de defesa e os números  sustentam a alegação do técnico gremista.


– Média de público do Grêmio na temporada:
21.013 (18.812 pagantes)

– Média de público dos 15 Gre-Nais disputados na Arena:
45.383 (42.133 pagantes)

– Média de público dos últimos 80 Gre-Nais (2000 para cá):
34.126

– Média de público do Grêmio em jogos de fase de grupos da Libertadores:
26.946

– Média de público do Grêmio em jogos de fase de grupos da Libertadores na Arena:
33.102 (30.706 pagantes)

– Média de público do Grêmio em jogos de Libertadores na Arena:
38.617 (36.040 pagantes)



Fotos: Lucas Uebel (Grêmio FBPA), Raul Pereira (Terra) e Silvio Avila (AFP)

Grêmio 0x0 Inter

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz, Geromel, David Braz e Caio Henrique; Lucas Silva, Maicon (Jean Pyerre, 6/2ºT) e Matheus Henrique; Alisson (Pepê, 17/2ºT), Diego Souza (Luciano, 33/2ºT) e Everton
Técnico: Renato Portaluppi

INTER: Marcelo Lomba; Rodinei, Bruno Fuchs, Cuesta, Uendel (Moisés, intervalo); Musto; Marcos Guilherme, Edenilson e Boschilia; Thiago Galhardo (D’Alessandro, 29/2ºT) e Guerrero (Lindoso, 51/2ºT)
Técnico: Eduardo Coudet

Libertadores 2020 – Grupo E – 2ª Rodada
Data: 12 de março de 2020, quinta-feira, 21h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre, RS
Público: 53.389 (49.971 pagantes)
Renda: R$ 3.496.713
Árbitro: Facundo Tello (ARG)
Assistentes: Julio Fernandes e Ezequiel Brailovski (Ambos da Argentina)
Cartões amarelos: David Braz, Alisson e Lucas Silva; Uendel, Musto e Marcos Guilherme
Cartões Vermelhos: Pepê, Luciano, Caio Henrique e Paulo Miranda (no banco); Moisés, Edenílson, Cuesta e Praxedes (no banco).

Médias de Público de Gre-Nais na Arena

March 10, 2020

GRENAIS ARENA

Até hoje foram disputados 14 Gre-Nais na Arena, com uma média de público de  44.811 (41.573 pagantes). Acima a relação deles de maior para menor público (abaixo por ordem cronológica).

Foram 5 vitórias do Grêmio, 8 empates e 1 vitória do Inter. Nesses 14 jogos, o Grêmio marcou 20 gols, contra 7 do co-irmão.

Destes 14 clássicos, apenas três superaram a marca dos 50 mil torcedores presentes. E apenas dois ficaram abaixo dos 40 mil torcedores presentes. Em nenhum deles se registrou a presença de mais de 50 mil pagantes.

Destes 14 clássicos, cinco terminaram empatados em 0x0. Curiosamente, foram os cinco clássicos de maior presença de público na Arena.

– Maior público total: Brasileirão 2016 – 0x0 – 53.287 (47.662 pagantes)
– Maior público pagante: Brasileirão 2018 – 0x0 – 51.870 (48.035 pagantes)
– Menor público (pagante e total): Gauchão 2014 – 1×1 – 24.572 (22.888 pagantes)

Até hoje o Grêmio fez 247 jogos na Arena. Apenas dois Gre-nais estão entre os dez maiores públicos do tricolor na sua nova casa.

Para efeitos de comparação, vale citar que a média de público dos últimos 14 Gre-Nais disputados no Olímpico foi de  33.791 (30.761 pagantes).

GRENAIS ARENA CRONO

 

Gauchão 2020 – Inter 0x1 Grêmio

February 17, 2020

Renato acertou na escalação. Usou um esquema já utilizado por ele anteriormente, com três volantes e três atacantes. Lucas Silva, Maicon e Matheus Henrique ficaram mais fixos, protegendo a defesa, enquanto o trio de ataque pressionava a saída de bola colorada. Com isso, o time teve um bom primeiro tempo, quando poderia/deveria ter saído na frente, especialmente nos dez minutos iniciais, quando teve duas chances claras de gol.

No segundo tempo, mesmo jogando contra dez, o desempenho gremista caiu significativamente. Vanderlei teve algum trabalho com chutes de longa distância do adversário e gol da vitória gremista só foi acontecer nos acréscimos.

– Média de público dos últimos 50 Gre-Nais (de 2009 até hoje): 35.008

– Média de público dos últimos 40 Gre-Nais realizados no Beira-Rio (de 1999 até hoje): 35.522

– Média de público dos 11 Gre-Nais realizados no Beira-Rio após a reforma para a Copa de 2014: 38.328 (34.251 pagantes)

– Média de público dos últimos 20 Gre-Nais válidos pelo Gauchão disputados no Beira-Rio (de 1997 até hoje): 34.480

– Média de público dos últimos 30 Gre-Nais válidos pelo Gauchão (de 2009 até hoje): 32.560

Fotos: Victor Lannes, Manoel Petry e Fabiano do Amaral (Correio do Povo)

 

INTER: Marcelo Lomba; Rodinei (Thiago Galhardo, 48/2ºT), Bruno Fuchs, Cuesta e Moisés; Musto; Edenilson, Lindoso (Zé Gabriel, 44/2ºT) e Boschilia (Marcos Guilherme, 20/2ºT); D’Alessandro e Guerrero

Técnico: Eduardo Coudet

 

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz, Paulo Miranda, David Braz e Bruno Cortez (Caio Henrique, 36/2ºT); Lucas Silva (Pepê, 25/2ºT), Matheus Henrique e Maicon (Thiago Neves, 7/2ºT); Alisson, Diego Souza e Everton

Técnico: Renato Portaluppi

Data: 15 de fevereiro de 2020, sábado, 16h30min

Local: Estádio Beira-Rio, Porto Alegre – RS

Público: 37.157 (33.347 pagantes)

Renda: R$ 1.369.495,00

Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima

Auxiliares: Lúcio Beiersdorf Flor e Leirson Peng Martins

VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga

Cartões amarelos: Musto, Paolo Guerrero; Matheus Henrique, Maicon, Lucas Silva, Thiago Neves, Diego Souza

Cartão vermelho: Musto (41/1ºT)

GolDiego Souza, aos 46 minutos do segundo tempo 

 

Gauchão 1960 – Inter 1×5 Grêmio

February 14, 2020

1960 cp vieira

Foto: Correio do Povo

No primeiro turno da etapa metropolitana do Gauchão de 1960 o Grêmio venceu o Inter por 5×1 nos Eucaliptos. Foi o famigerado classico onde os dirigentes gremistas prometeram, no intervalo do jogo, dobrar o bicho caso a diferença de gols em favor do tricolor fosse dobrada(o primeiro tempo tinha encerrado em 3×1)

Esse bicho de vinte mil cruzeiros equivaleria a cerca de quatro mil reais nos dias de hoje.

Há uma divergência nas fontes históricas sobre os autores dos gols gremistas.

O Diário de Notícias, os livro “A História dos Grenais” e “História do Grêmio, passado e presente de um grande clube” e a Revista Grêmio 70 n.º6 creditam o segundo gol do Grêmio à Juarez. Contudo, o Correio do Povo, o Jornal do Dia e a Revista do Grêmio -Ano V – nº 28 – afirmam que o gol foi de Marino. A questão é saber se a bola ja havia entrado antes de Juarez apanhar o rebote do chute de Marino.

Interessante notar que os jornais da época escalam o Grêmio no WM, colocando Enio Rodrigues ao lado e Elton e posicionando Milton num “quinteto ofensivo. Por tudo que li sobre esse time do Foguinho, acho que o mais adequado seria a escalação no 4-2-4 com Enio Rodrigues na zaga e Milton mais proximo de Elton no meio campo.

1960 cp gol inter

Foto: Correio do Povo

GRÊMIO EM ESPLÊNDIDA ATUAÇÃO VENCEU O INTERNACIONAL NOS EUCALIPTOS: CINCO A UM

O quadro vencedor foi uma máquina e dominou completamente o seu adversário o, principalmente na fase derradeira — Juarez (2), Marino, Gessi e Vi marcaram para os tricolores — Ivo Diogo, autor do único tento dos rubros — Vitória do Internacional nos aspirantes: 2 x 1— Renda recorde nos Eucaliptos: Cr$ 1.588.050,00

A vitória do Grêmio sobre o Internacional, domingo, foi justa e merecida. O quadro tricolor, desde os primeiros minutos da contenda evidenciou melhor classe e padrão de jogo, dominando completamente as jogadas e a cancha. O resultado final foi 5 a 1, como podia ter sido maior, devendo-se a Silveira, numa tarde de gala, esse resultado. O Grêmio, depois.do empate da contenda, passou a dominá-la mais flagrantemente, infiltrando-se na defesa do Internacional como queria e desejava. O sexteto defensivo dos colorados, salvo o arqueiro, esteve apático, perdido. Sua meia-cancha foi batida irremediavelmente. Vilmar voltou a claudicar, apesar da confiança do treinador Teté. Nesse setor, residiu o maior fracasso dos rubros. Osmar e Louro estiveram sempre ausentes, notadamente Louro. Pelo seu lado Marino entrava com facilidade espantosa, abrindo desde o começo do embate o caminho para a goleada. Kim batalhou bastante, mas acabou perdido com os demais companheiros. Zangão foi outro elemento negativo na tarde de domingo. Vi esteve à vontade e inclusive levou o Grêmio para os ataques. Outro elemento ausente no ataque rubro foi Paulo Vecchio. O “guri” inventou de passar por Airton e por consecutivas vezes não conseguiu o seu intento. Entrou no gramado para dominar o atlético zagueiro tricolor e foi até o fim do prélio sem poder realizar nada de aproveitável. Alfeu, esforçado, e Ivo Diogo fêz o primeiro tento da tarde.

Deraldo foi negação, completamente dominado por Figueiró. Pulou multo durante o jogo, fêz “piruetas” em vão e nada de consistente apresentou para o seu quadro. Do onze internacionalista, apenas Silveira pode ser destacado. Os demais foram figuras quase apagadas, notadamente depois da fulminante reação do Grêmio. Antes, ainda alguns atletas do Internacional fizeram alguma coisa. Depois, nada de aproveitável realizaram no gramado. Foi, talvez, dêsses últimos tempos, o Gre-Nal mais fácil para os tetracampeões. Nos fêz lembrar aqueles vários anos de supremacia dos colorados, no futebol metropolitano.

O quadro gremista esteve quase como uma máquina. Tanto é assim, que o golo do Internacional não perturbou a equipe tricolor, que recebeu o contraste naturalmente. Ao em vez de cair, de “achicar-se”, o Grêmio redobrou suas energias, subindo de produção e alcançando urna vitória das mais contundentes sôbre seu adversário. Suas linhas agiram muito bem e Suli, a rigor, não foi empregado a fundo. Fêz algumas defesas, é verdade, mas não foram de molde a exigi-lo demasiadamente. O tento de Ivo Diogo foi surpreendente. O atacante colorado atirou bem, de esquerda, sôbre o canto direito de Suli, batendo-o irremediavelmente. Airton e Ortunho estiveram bem, marcando com precisão. Figueiró dominou sua ala e Elton não parou um instante, levando seus companheiros à luta. Enio Rodrigues atendeu bem o seu setor, demonstrando coesão e segurança. O ataque todo foi uma só peça: esteve explêndido. Com Juarez no centro, os cinco dianteiros fizeram um bom trabalho de deslocamentos, dominando completamente a defensiva colorada. Esse domínio se fêz sentir mais na segunda fase, quando os artilheiros do Grêmio, inclusive, exibiram um futebol como há muito não o faziam. Serenos e produtivos, os cinco atacantes do Grêmio deram uma boa exibição de futebol ao grande público que compareceu aos Eucaliptos. Assim, a rigor, a vitória do Grémio foi justa e liquida. Foi melhor quadro. Teve mais presença no gramado e acima de tudo atirou-se à luta para vencer. E não fosse o Silveira, talvez o resultado tivesse sido bastante maior. O arqueiro salvou pelos menos 4 tentos certos. A conquista, assim, foi do melhor quadro, do melhor conjunto e de quem realmente jogou com sangue e apetite. O Grêmio demonstrou maior coesão e entendimento em suas linhas.

OS SEIS TENTOS DA TARDE

O primeiro tento da tarde foi marcado aos 14 minutos. Foi seu autor o ponta-de-lança Ivo Diogo. O atleta colorado entrou pelo centro, depois de receber de Paulo Vecchio. De pé esquerdo, atirou canto direito do arco confiado a Suli.

Aos 30 minutos surgiu o empate. Juarez foi o autor do tento. Gerou-se uma. confusão frente ao arco de Silveira e surgiu Juarez, para atirar inapelavelmente.

Aos 38 minutos, Marino colocou o Grêmio em vantagem. O ponteiro direito, que agiu com facilidade no seu setor, pois Louro nunca lhe atacou, entrou para o centro, derivando para a esquerda. Daí, sem ângulo, atirou forte. A pelota bateu no travessão e ganhou às rêdes. Juarez, que vinha no lance, completou a jogada e o tento.

Dois minutos depois, coube a Gessi aumentar o marcador para, três, numa jogada explêndida dentro da área colorada. O couro, atirado por Milton, foi de encontro ao travessão, voltando ao gramado. Gessi, atento à jogada, colocou inteligentemente a bola nas rêdes de Silveira. E com 3×1, finalizou a primeira fase do grande embate.

No tempo derradeiro mais dois tentos assinalou o Grêmio. O primeiro por intermédio de Vi, aos 25 minutos dêsse tempo. Foi um tento de “garra” do ponteiro tricolor. Encerrando a contagem, aos 43 minutos, Juarez marcou o último tento da tarde. O centroavante tricolor entrou na área, jogou o corpo para todos os lados, enganou dois adversários e atirou certeiro. Era o último tento da partida, que chegou ao seu final com o resultado de 5×1.

FORMAÇÃO DOS DOIS QUADROS

Os dois quadros atuaram assim formados:

GRÊMIO: Suli: Figueiró, Airton e Ortunho: Elton e Enio Rodrigues; Marino, Gessi, Juarez, Milton e Vieira.

INTERNACIONAL Silveira, Zangão, Osmar e Louro (Ezequiel, quando transcorriam 39′ da 1.a etapa); Kim e Barradinhas; Alfeu, Ivo Diogo, Paulo Vecchio, Vilmar e Deraldo.

BOA ATUAÇÃO DE CLINAMULTE

Dirigiu a contenda, o árbitro baiano Clinamulte Vieira França. Seu trabalho agradou. Esteve sereno e preciso na marcação das faltas. Acompanhou bem as jogadas e dominou a partida. Boa estréia. Por outro lado, a parte disciplinar do embate cooperou para o seu excelente trabalho. Os dois quadros, salvo pequenos senões, comportaram-se com lealdade e disciplina.

PRELIMINAR

Preliminarmente jogaram as equipes de aspirantes. O Internacional, com um esquadrão jovem e cheio de vontade, foi o vencedor por dois a um, tentos de Oli. Para o Grêmio converteu o centromédio Sérgio. Foi um embate disputado e cheio de ótimos lances. Djalma Moura foi o árbitro, com excelente trabalho. Os dois quadros disputaram esse jogo assim constituídos:

INTERNACIONAL – Beno: Joel, Poleto e Dilson: Cláudio e Danúbio; Zózimo, Oli, Paulo Berg e Sepe.

GRÊMIO – Raul; Machado, Mala e Léo; Sérgio e Altino; Adroaldo, Cardoso, Joãozinho, Newton e Volnei.

RENDA RECORDE NOS EUCALIPTOS

A renda atingiu a apreciável soma de Cr$ 1.588.050,00. Foi arrecadação recorde nos Eucaliptos. “(Correio do Povo, terça-feira, 23 de agosto de 1960)

5X1 NÃO DIZ TUDO: DIFERENÇA DE CATEGORIA FOI PASMOSA

Grêmio: Que Time! Que Futebol! Que Colosso!

Equipe tricolor maravilhou o enorme público presente (1.588.050,00 cruzeiros) praticando um futebol perfeito, de ouro 18 quilates — Internacional “bombardeado” do início ao fim — Juaraz (3), Gessy e Vieira marcaram para o Grêmio, tendo Ivo Diogo descontado (abrindo o escore…) – Grande arbitragem do baiano Clinamulte França.

GRÊMIO BRINCOU DE ‘GATO E RATO’ COM O INTERNACIONAL

(Diário de Notícias, terça-feira, 23 de agosto de 1960)

“GRÊMIO, NOS EUCALIPTUS, DESMONTOU PEÇA POR PEÇA A EQUIPE ARMADA LABORIOSAMENTE POR TETÉ: 5X1
Marcaram para o Grêmio: Juarez (2), Gessi, Marino e Vieira — Os colorados arrancaram na frente, com um tento de Ivo Diogo, mas não resistiram a avalanche tricolor — Apenas Silveira se salvou no onze rubro, rubricando uma grande atuação – Boa estréia do baiano Clinamulte Vieira França – Arrecadação recorde: Cr$ 1.588.050,00

[…]

“O bicho do Grêmio pela vitória no Grenal já estava estipulado: Cr$ 10.000,00. No caso do escore chegar a cinco tentos o bicho subiria para vinte mil cruzeiros. […] Como se viu, tudo estava previsto no Grêmio – até mesmo a goleada por 5 tentos”

” (Jornal do dia, terça-feira, 23 de agosto de 1960)

“Pagando o ingresso mais caro do Brasil, uma imensa multidão tomou de assalto o Estádio dos Eucaliptos, avido por assistir as emoções do Grenal de número 153. E o resultado foi esse: renda recorde em Grenais, com uma arrecadação de Cr$ 1.588.050,00.

– O <Bicho> dos gremistas foi excepcional, também recorde nos clássicos: Cr$ 20.000,00. O prêmio oferecido inicialmente era de dez mil cruzeiros, entretanto, os diretores do Grêmio, eufóricos com a vitória parcial, ao término da primeira etapa, prometeram aos seus atletas <> dobrado, se eles conseguissem dobrar, também, a diferença de tentos àquela altura. Os jogadores aceitaram de bom grado a proposta e alcançaram o objetivo, marcaram mais dois tentos na etapa complementar, justificando assim o <bicho-monstro>.

– A nota trágico-cômica do clássico foi o aparecimento de um sapinho, amarrado com fitas tricolores, que surgiu, não se sabe como, junto ao arco que coube a Suli. O arqueiro gremista não gostou do batráquio rondando a sua meta e solicitou a sua remoção. O auxiliar de massagista tricolor entrou em campo e, segurando pelas pontas das fitas, atirou o sapinho por sobre os muros do estádio, na rua Barão de Guaíba” (Jornal do dia, terça-feira, 23 de agosto de 1960)

1960 cp juarez

Foto: Correio do Povo

1960 cp gol gessi

Foto: Correio do Povo

GRÊMIO: Suli; Figueiró, Airton, Ênio Rodrigues e Ortunho; Elton e Milton Kuelle; Marino, Gessi, Juarez e Vieira.
Técnico: Foguinho

INTER: Silveira; Zangão, Osmar, Louro (Ezequiel); Kim e Barradas; Alfeu, Ivo Diogo, Paulo Vecchio, Vilmar e Deraldo
Técnico: Teté

Gols: Ivo Diogo, aos 14 minutos; Juarez aos 30, Marino aos 38 e Gessi aos 40 minutos do primeiro tempo; Vieira aos 25 e Juarez aos 42 minutos do segundo tempo

Brasileirão 2019 – Grêmio 2×0 Inter

November 5, 2019

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Foto: Ricardo Giusti (Correio do Povo)

Zé Ricardo repetiu a escalação da sua estreia no comando do Inter, fazendo com que os colorados fossem a campo com uma linha de três atacantes de velocidade posicionados logo atrás de Guerrero. Essa formação acabou dando bastante liberdade aos volantes do Grêmio, que controlaram a partida (Matheus Henrique foi o nome do jogo).  Assim o 2×0 foi bastante justo.

A vitória do Grêmio se explica por esse domínio do meio de campo, mas o time esteve bem nos demais setores. A zaga (mais uma vez) não deu chance para Guerrero e Luciano e Diego Tardelli mostraram bom entendimento no centro do ataque.

– Média de Público do Grêmio no Brasileirão 2019:
19.147 (16.946 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
25.160 (22.824 pagantes)

– Média de público do Grêmio como mandante em 2019:
24.001 (21.739 pagantes)

– Média de público de todos os Gre-Nais jogados na Arena
44.811 (41.573 pagantes)

– Média de público dos Gre-Nais do Brasileirão jogados na Arena
47.006 (43.273 pagantes)

Foto: Raul Pereira / Fotoarena/Folhapress

GRÊMIO: Paulo Victor; Galhardo (Léo Moura, 24/2°T), Geromel, Kannemann e Bruno Cortez; Maicon (Rômulo, 14/2°T) e Matheus Henrique; Alisson, Diego Tardelli e Everton; Luciano (Pepê, 31/2°T);
Técnico: Renato Portaluppi

INTER: Marcelo Lomba; Bruno (Patrick, 31/2°T), Rodrigo Moledo, Víctor Cuesta e Uendel; Rodrigo Lindoso e Edenilson; Guilherme Parede (Danilo Fernandes, 9/2°T), Neilton (D’Alessandro, int.) e Wellington Silva; Paolo Guerrero.
Técnico: Zé Ricardo

30ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 03 de novembro de 2019, domingo, 18h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre – RS
Público: 44.376 (40.618 pagantes)
Renda: R$ 1.778.772
Arbitragem: Flávio Rodrigues de Souza (SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gasse
VAR: Rodrigo Guarizo do Amaral
Cartões amarelos: Maicon e Cortez; Edenilson, Patrick e Nico López
Cartão vermelho: Marcelo Lomba
Gols: Geromel, aos 33 minutos do 1º tempo tempo; Rômulo, aos 32 minutos do segundo tempo

Brasileirão 2019 – Inter 1×1 Grêmio

July 22, 2019

Grenal 421

Nenhum dos times fez (seja pela decisão de escalação ou pelo desempenho em campo) algo para merecer mais que um empate. O 1×1 foi merecido. O Inter, jogando em casa e com dois titulares em campo, fez um primeiro tempo levemente superior, mas criou poucas situações e só saiu na frente graças a um gol contra. E o Grêmio só conseguiu reagir e ter mais presença ofensiva após a entrada de Everton no segundo tempo.

Acho, só acho, que um dos zagueiros titulares do Grêmio deveria ter iniciado a partida. Paulo Miranda não jogava desde março. A infelicidade no lance do gol contra é típica de quem está sem ritmo de jogo (e, por consequência, sem tempo de bola).

Não entendi também por que Rafael Galhardo (que fez seu terceiro jogo na temporada) foi improvisado no meio de campo.

Grenal 421

– Média de público dos últimos 85 Gre-Nais (de 1999 até hoje):
33.871

– Média de público dos últimos 40 Gre-Nais realizados no Beira-Rio (de 1998 até hoje):
35.404

– Média de público dos 10 Gre-Nais realizados no Beira-Rio após a reforma para a Copa de 2014:
38.445 (34.342 pagantes)

– Média de público dos 4 Gre-Nais, válidos pelo Brasileirão, realizados até hoje no Beira-Rio após a reforma para a Copa de 2014:
38.293 (35.324 pagantes)

– Média de público dos Gre-Nais pelo Brasileirão de pontos corridos (2003 até hoje):
36.834 (33.178)

– Média de público dos Gre-Nais pelo Brasileirão de pontos corridos com mando do Inter (2003 até hoje):
34.114 (30.124)

Grenal 421
Fotos: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

Inter 1×1 Grêmio

INTER: Danilo Fernandes; Heitor, Emerson Santos (Klaus 30/1°T), Víctor Cuesta e Natanael; Rodrigo Lindoso, Edenilson e Nonato (Pedro Lucas 33/2°T); Guilherme Parede (Patrick 19/2°T), Rafael Sobis e Wellington Silva
Técnico: Odair Hellmann

GRÊMIO: Julio César; Léo Moura, Paulo Miranda, David Braz e Juninho Capixaba; Rômulo, Thaciano, Rafael Galhardo (Everton 14/2°T), Luan e Pepê; Diego Tardelli (Darlan 35/2°T)
Técnico: Renato Portaluppi

11ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 20 de julho de 2019, sábado, 19h00min
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre – RS
Público: 38.201 (33.958 pagantes)
Renda: R$ 1.687.655,00
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Auxiliares: Rafael da Silva Alves (RS) e Elio Nepocumuceno de Andrade Junior (RS)
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral(SP)
Cartões amarelos: Heitor, Rafael Sobis e Edenilson, Thaciano e Romulo
Gols: Paulo Miranda (contra), aos 21 minutos do primeiro tempo, e Luan, aos 25 do segundo tempo

Gauchão 2019 – Grêmio 0x0 Inter (Grêmio 3×2 nos pênaltis)

April 22, 2019

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Foi um Gre-Nal típico. Pegado, tenso, discutido, com poucas oportunidades. Odair Hellmann escalou Pottker para ajudar a fechar o lado direito da sua defesa, e assim tratou de esperar o Grêmio. E o tricolor tinha a iniciativa, mas só ameaçava em chutes de fora da área e eventuais arrancadas de Everton.  O jogo foi desenvolvendo dessa forma (com eventuais situações de bola parada) até os 26 minutos do segundo tempo, quando Cortez caiu na área após ter seu calção puxado por Guilherme Parede.  A penalidade foi marcada, houve muita catimba e Lomba defendeu a cobrança de André. Esse lance alterou a dinâmica da partida. O Grêmio sentiu e o Inter se animou, mas 0x0 não saiu do placar. Nos pênaltis, Paulo Victor defendeu três das cinco cobranças coloradas e garantiu a permanência do (horroroso) troféu na Arena.

O pênalti foi bem marcado. Puxar o calção é falta. A regra fala em infração quando o jogador “segurar (agarrar) um adversário”. Não há qualquer referência a intensidade/força do puxão. É óbvio que o pênalti só foi marcado porque havia o recurso do VAR.  E realmente parece que o VAR irá mudar a forma como os jogadores atuam na defesa.

 

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Esse foi o maior público pagante de uma final de Campeonato Gaúcho com mando do Grêmio  desde 1989.

– Média de público do Grêmio na Arena na temporada:
23.342 (21.213 pagantes)

– Média de público do Grêmio no Gauchão em 2019:
21.502 (19.437 pagantes)

– Média de Público de todos Gre-Nais disputados na Arena:
44.844 (41.647 pagantes)

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Fotos: Eduardo Moura e Eduardo Deconto (Globo Esporte), Ricardo Duarte (S.C. Internacional)

Grêmio 0x0 Inter

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Cortez; Maicon (Michel, 35’/2ºT), Matheus Henrique, Alisson (Diego Tardelli, 38’/2ºT), Jean Pyerre (Luan, 15’/2ºT) e Everton; André
Técnico: Renato Portaluppi

INTER: Marcelo Lomba; Zeca (Camilo, 38’/2ºT), Rodrigo Moledo, Cuesta e Iago (Rafael Sobis, 52’/2ºT); Rodrigo Dourado, Edenilson, Patrick, Pottker (Parede/int.) e Nico López; Paolo Guerrero
Técnico: Odair Hellmann

Gauchão 2019 – Final – Jogo de volta
Data: 17 de abril de 2019, quarta-feira, 21h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre
Público: 51.003 (47.759 pagantes)
Renda: R$ 2.960.606,00
Árbitro: Jean Pierre Lima
Auxiliares: Rafael da Silva Alves e Lúcio Flor
Cartões amarelos: Kannemann, Michel; Cuesta, Rafael Sobis, Patrick, Pottker, Parede, Guerrero
Cartão vermelho: D’Alessandro (no banco de reservas)
Disputa de Pênaltis: Camilo (errou), Tardelli (converteu), Sobis (converteu), Everton (errou), Guerrero (converteu), Matheus Henrique (converteu), Cuesta (errou), Michel (errou), Nico Lopez (errou) e André (converteu)

Gauchão 2019 – Inter 0x0 Grêmio

April 15, 2019

Grenal 419

O Gre-nal do jogo de ida da final do Gauchão 2019 foi um jogo relativamente aberto (para os padrões do clássico). O Grêmio foi um pouco melhor do início até mais ou menos a metade do primeiro tempo e o Inter conseguiu um maior domínio no segundo, mas nenhuma das equipes teve brilho/capricho para aproveitar esses períodos de superioridade.

Assim como aconteceu nos Gre-Nais jogados no Beira-Rio no ano passado, o Grêmio usou a meia do uniforme  azul de goleiro da temporada 2017.

O público desse domingo foi o segundo maior das finais de Gauchão com mando do Inter nos últimos 29 anos.

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Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net), Itamar Aguiar (Terra)

Inter 0x0 Grêmio

INTER: Marcelo Lomba; Zeca, Moledo, Cuesta e Iago; Rithely (Rodrigo Lindoso, 18/2ºT); Edenilson, Patrick, D’Alessandro (Parede, 22/2ºT) e Nico López; Guerrero (Rafael Sobis, 40/2ºT).
Técnico: Odair Hellmann

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Cortez; Matheus Henrique e Maicon (Michel, 19/2ºT); Alisson (Diego Tardelli, 26/2ºT), Jean Pyerre e Everton; André (Pepê, 42/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

Gauchão 2019 – Final – Jogo de ida
Data: 14 de abril de 2019, domingo, 16h00min
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre-RS
Público: 45.209 (40.567 pagantes)
Renda: R$ 2.332.686,00
Arbitro: Leandro Vuaden
Auxiliares: Elio Nepomuceno Junior e José Eduardo Cauza
Cartões amarelos: Iago, Lindoso, Nico López, Sobis; Michel e André (G)

Gauchão 1979 – Octagonal final – Inter 1×2 Grêmio

April 14, 2019

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Foto: Olivio Lamas (Placar)

Com essa vitória por 2×1 no Beira-Rio o Grêmio encaminhou o título do Gauchão de 1979.

Duas curiosidades:
– A diretoria colorada franqueou a entrada para qualquer torcedor que estivesse usando uma camisa vermelha ou portasse uma bandeira do Inter.

– O VT do jogo foi exibido a noite pela TV Guaíba (que havia sido inaugurada naquele ano).

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Foto: Correio do Povo

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Fotos: Correio do Povo

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Foto: Correio do Povo

GRÊMIO, MODÉSTIA A PARTE
Com cinco pontos ganhos à frente do Inter, o time de Paulo César está a um passo do título. Basta, apenas, que mantenha a regularidade do campeonato. Em 45 jogos do campeonato, apenas nove pontos perdidos.

A palavra mais ouvida no vestiário do Grêmio, após a vitória sobre o Inter: humildade. Quem se arriscava a falar em título já ganho recebia logo severos olhares de advertência. E, se era assim, convenhamos, não falta mais nada. Só uma hecatombe (como a de 1961, quando o Inter, com seis pontos na frente e três jogos a disputar, acabou entregando o ouro) pode melar a festa final do Grêmio.

São cinco pontos sobre o Inter, sete jogos a disputar — os do returno do octogonal, e o Grêmio mostra o time mais humilde e justamente o mais bem armado, orientado e guerreiro. Como se viu neste domingo, no Beira-Rio. Considerando que em dois turnos (38 partidas) mais sete jogos do turno inicial do octogonal, o Grêmio perdeu apenas nove pontos, o prognóstico é óbvio: ao Inter, não restam mais de 10% de esperanças matemáticas.

Sem contar com Falcão para o Gre-Nal, Zé Duarte preferiu uma formação que — podia se apostar — abriria um buraco no meio-campo. Zé dizia que precisava ganhar, por isso, arriscava com um time ofensivo. Respeitável. Só que Fantôni, que é malandro velho, preferiu manter sua estratégia de esperar atrás para ver no que dava — inclusive com o anão-guerrilheiro Jurandir, que só entra para marcar Falcão. Não deu outra. Em 12 minutos, o jogo estava liquidado. Fixado na idéia de atacar, o Inter esqueceu de cadenciar e perdeu no meio-campo, descuidou-se atrás e tomou dois gols.

E daí, pra virar? Sabe-se que isso é difícil. Ainda mais quando, do outro lado, segurando os mais entusiasmados, só soltando o time na certa, calculando tudo, está uma raposa como Paulo Cé-sar. Que bem merecia, para coroar sua atuação, ter marcado o terceiro numa de suas escapadas.

Depois do gol de Jurandir, pegando um rebote, e do de Baltazar, que escapou livre, foi esse o trabalho do Grêmio: 78 minutos de tensa porém segura contenção. Uma grande partida do time que em 45 jogos do campeonato não cansou de demonstrar que é o mais bem armado. Para o Inter, que conseguiu o seu golzinho nos descontos, fica o consolo de ter jogado sem três titulares importantes, entre eles Falcão. Eu disse consolo? Me enganei. Não há o que console uma torcida que perde o campeonato e, além de tudo, vê seu time disputando o segundo lugar com o São Paulo.” (Divino Fonseca, Revista Placar, Edição n.º 488, 31 de agosto de 1979)

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Fonte: Correio do Povo

GRÊMIO ESTÁ CADA VEZ MAIS PRÓXIMO DO TÍTULO

Com a vitória do último domingo, o Grêmio é o virtual campeão de 1979. Ganhando do Internacional por dois a um, depois de vencer até quase o final por dois a zero, o Grêmio aumentou a distância que o separa do Internacional. Os cinco pontos de vantagem dão ao Grêmio condições de conseguir o título por antecipação duas rodadas antes do dia 20 de setembro, data do próximo Gre-Nal.

Os golos da merecida vitória gremista foram marcados por Jurandir e Baltazar, no primeiro tempo e Chico Espina, anotou para o Internacional.

O árbitro Carlos Martins teve uma excelente atuação no Gre-Nal, bem auxiliado por Justimiano Goularte e Hermínio Goulart. A renda chegou perto dos três milhões de cruzeiros.

No final da partida a torcida do Grêmio comemorou vivamente o resultado, e dirigentes e jogadores foram até a beira do campo para saudar os torcedores. Os jogadores Baltazar e Jurandir foram os mais aplaudidos e o vice-presidente Fernando Zacouteguy, entusiasmado, sugeriu que os torcedores colocassem as faixas.

A VITÓRIA

O entusiasmo de Zacouteguy era perfeitamente compreensível, pois o Grêmio jogou uma grande partida e taticamente surpreendeu ao Internacional. Zé Duarte esperava, um Grêmio retrancado e foi exatamente o contrário, logo nos primeiros minutos de Gre-Nal. O Grêmio tomou a iniciativa e partiu para cima do Internacional tentando fazer o primeiro golo. E não demorou muito para conseguir. Aos sete minutos houve falta em Tarciso e Paulo César e Éder ficaram em posição de cobrar. Éder veio de longe e disparou um chute forte que Benitez não segurou firme. A defesa do Internacional estava desatenta ao rebote mas Jurandir, bem colocado, não perdeu a oportunidade e atirou para marcar.

Um golo tão, cedo só poderia causar um forte impacto psicológico no Inter e, antes mesmo que o time tivesse oportunidade de se recompor em campo, o Grêmio já estava fazendo dois a zero. Larri dominou bola na saída de área e ao tentar dar um passe para Batista entregou para Jurandir que trocou passes com Baltazar. O centroavante escapou, venceu a Larri e Batista, entrou na área e na saída do geleiro Benitez desviou com o pé esquerdo. Daí para diante o Grêmio não chutou mais a golo e o Inter teve domínio territorial. Mas a oportunidade só veio numa falta cobrada por Jair, de longa distância, que Manga, em excelente defesa, atirou para fora.

A CONFIRMAÇÃO

Zé Duarte atendeu o apelo da torcida e colocou Borracha no time. Sacou Mário e adiantou Adilson. Quando parecia eminente o crescimento do time do Internacional com a entrada de Borracha Adilson teve torção de tornozelo, depois de atirar uma bola no poste direito de Manga. A entrada de Washinton, pouco acrescentou ao time e aos poucos o Grêmio foi mandando mais e mais na partida.

Apertando a marcação no meio de campo e utilizando Baltazar para o contra-ataque, o Grêmio foi um time perigoso e bem organizado contra um adversário nervoso, desorganizado e pouco inspirado no ataque. Orlando Fantoni usou apenas uma substituição, retirando Éder e colocando Jésum para reter mais a bola no ataque. Aos 45 minutos Tonho driblou dois jogadores do Grêmio e a bola sobrou para Chico Espina chutar de longe e fazer o golo do Inter. A tentativa de reação veio tarde e o Grêmio ganhou com justiça.” (Correio do Povo, terça-feira, 28 de agosto de 1979)

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FIM DE CAMPEONATO – Lasier Martins

A questão inicial do Terceiro Tempo de ontem foi se o campeonato estaria terminado ou não. E por 9×3 a Equipe da Guaíba respondeu que sim. Belmonte, Samuel, Joabel, Cagliari, Érico, Ibsen, Élio, Edgar e este colunista afirmaram que o Grêmio já é campeão gaúcho de 79. Ranzolin, Lauro e Milton foram os votos dissidentes.

O Grêmio fez por merecer o título, porque se determinou a ganhá-lo com mais acertos que erros. Deflagrou unia mobilização geral desde o início do ano, que contagiou desde o pedreiro do Olímpico Total ao ponta-esquerda do time. Basta ver a prova: os operários da construção civil fizeram apenas meia greve nas obras do Olímpico e o Éder do Gre-Nal foi um operário no time. Em meio a estes extremos trabalharam seriamente dirigentes, torcida e outros. O Departamento Médico foi eficiente nas curas rápidas de seus pacientes, o departamento de futebol exigiu disciplina em campo e o departamento jurídico sempre foi diligente para evitar punições pesadas aos raros infratores. O Grêmio cuidou de tudo e de todos. Por isso e merecidamente, ainda muito cedo ganhou o campeonato regional e tende a distanciar-se ainda mais do segundo colocado.

A própria regularidade dos disputantes do título autoriza a lógica do maior distanciamento. O Inter continua esfacelado como time e o returno terá a fórmula de um torneio: curto e atropelado. Em três semanas estará terminado e nesse tempo não haverá condições para reviravoltas. Acreditar que o Grêmio perca cinco pontos e o Internacional nenhum até o final é acreditar em história da carochinha.

Abstraído o aspecto estatístico do campeonato, ressalta maliciosa prevenção da Federação contra o Internacional. No primeiro turno o clube jogou apenas em um domingo em seu estádio e no returno novamente só terá um jogo naquele dia mais favorável a boa arrecadação. No total do octogonal o Inter terá jogado duas vezes em domingos e o Grêmio cinco. Mais uma derrota do Inter, só que esta no terreno político, onde neste ano perdeu todas para a mater.

O Inter começa a pensar na utilização de mais juvenis no restante do campeonato. Se não incidir nos mesmos excessos da famosa juvenilização da época do sr. Braga Gastal, poderá projetar novos craques. Entretanto, esta política impõe muita habilidade. O Inter é hoje um time derrotado e confiar seu reerguimento a jogadores inexperientes é uma temeridade. Conviria à direção no restante de sua gestão salvar o que ainda puder e evitar mais queimações”. (Lasier Martins – Correio do Povo, terça-feira, 28 de agosto de 1979)

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A GRANDE DIFERENÇA – Antônio Goulart

As atenções agora estão voltadas para a frente e todas as projeções apontam, como não poderia deixar de ser, o Grêmio como virtual campeão gaúcho de 1979. Mas o Gre-Nal não é jogo que se esgota em 24 horas. A ressaca emocional do clássico – como diria Nelson Rodrigues — perdura por mais tempo, dando validade também a considerações sob aspectos técnicos da partida.

Há alguns princípios que são imutáveis no futebol, como o de que a vitória está sempre mais próxima da equipe que se predispõe a atacar mais. E o Grêmio fez isso, pelo menos enquanto esteve interessado em construir um marcador que lhe garantisse o triunfo, o que durou menos de uma dúzia de minutos. Depois, manteve o jogo sob controle e o fez com a mais absoluta tranqüilidade e segurança, considerando o estado de ânimo que o clássico costuma despertar.

Ainda sob o ângulo ofensivo, o simples confronto dos dois setores que atuaram domingo no Beira-Rio já revela a grande diferença. De um lado um trio especialista — Tarciso, Baltazar e Éder — e que vem atuando há bastante tempo. Do outro, três que nunca haviam jogado juntos neste Octogonal – Jair, Mário e Chico Espina. Aqui, apenas dois com características nitidamente ofensivas, mas um deles é reserva. E, no segundo tempo, o centroavante foi substituído por um homem de armação, Washington. E era o Internacional que mais precisava da vitória. Mas não teve ataque para entrar com a bola uma vez sequer na área do Grémio.

Este foi o Gre-Nal de resultado mais lógico e indiscutível dos últimos tempos. Se o Grémio não optasse pela precaução, teria construído urna goleada. O Grêmio fez o jogo da determinação, da organização e do equilíbrio, técnico e emocional (nenhum cartão amarelo contra cinco do adversário, apenas um detalhe). Entrou em campo sabendo o que queria, organizou-se para esse objetivo e tratou de buscá-lo antes que o outro sequer tivesse despertado para a realidade.

O Internacional, é justo que se mencione, pagou tributo a uma situação de emergência: desfalque de três titulares, a perda de outro (Adilson) durante a partida e as condições precárias de Batista. Mas, diante do que vi em campo, não me arriscaria a dizer que o resultado seria muito diferente se a equipe estivesse completa. O time colorado foi tão flagrantemente inferior, que o próprio torcedor aceitou o resultado, conformado e triste, mas sem revolta ou qualquer tipo de contestação. Se reações houve, foi mais devido ás atuações deficientes de alguns jogadores, corno Hermes, Larri, Mário e Washington.

No confronto dos dois treinadores, Zé Duarte perdeu em tudo para Orlando Fantoni, dando a impressão de não haver se preparado convenientemente para um clássico que só conhecia de ouvir falar ou pela televisão. Enquanto o técnico estreante mandava a campo uma equipe sem muita convicção, mais na base do “vamos ver o que é que dá”, o outro se dava ao luxo de mover apenas numa peça, mas no ponto certo, considerando-se o que representava a partida. E com esta alteração (Jurandir), criou um novo repertório de jogadas, que funcionou tanto no sentido da construção, participando dos dois golos, como no sentido da destruição, impedindo que o adversário se armasse por aquele setor.

DOIS TOQUES – Teria sido o próprio transcorrer, do jogo, praticamente decidido logo aos 12 minutos, que determinou a boa atuação de Carlos Martins? Ou foi o árbitro que soube se impor e manter o controle de tudo? Acho que as duas coisas contribuíram. O que também não deixa de ser um elogio. * Conforme previ aqui, aumentaram o preço dos ingressos e sobrou espaço nas arquibancadas, e a renda ficou muito aquém do esperado. Prejuízo para os clubes e para o torcedor”. (Antônio Goulart – Correio do Povo, terça-feira, 28 de agosto de 1979)

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Foto: Correio do Povo

INTER: Benitez; Hermes, Mauro, Larry e Bereta, Batista, Tonho e Adilson, (Washington); Jair, Mário (Borracha) e Chico Espina.
Técnico: Zé Duarte

GRÊMIO: Manga; Vilson, Ancheta, Vantuir, Dirceu; Vitor Hugo, Jurandir e Paulo César Caju; Tarciso, Baltazar e Éder Aleixo (Jesum)
Técnico: Orlando Fantoni

Data: 26 de agosto de 1979, domingo
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre-RS
Renda: Cr$ 2.491.760,00
Árbitro: Carlos Martins
Assistentes: Herminio Goulart e Justiimiano Goularte
Cartões Amarelos: Larri, Batista, Adilson e Mario