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Libertadores 1995 – Atlético Nacional 1×1 Grêmio

August 30, 2020

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Há exatos 25 anos o Grêmio chegava ao seu segundo título de Libertadores ao empatar com o Atlético Nacional em Medellin.
Todos detalhes da campanha em:
Libertadores1995.blogspot.com
 
LA LIBERTADORES TIENE UN DUEÑO: GREMIO
Publicado el 09/Enero/1995 | 00:00 Medellín. 01.09.95.
Merecidamente, el equipo brasileño Gremio conquistó el miércoles la Copa Libertadores de Fútbol de América 1995, al empatar con el colombiano Nacional 1-1, tras vencerlo en el partido de ida por 3-1 en Porto Alegre hace ocho días. Nacional, que necesitaba ganar como mínimo por dos goles para forzar la rifa de los remates desde los doce pasos, bregó y bregó, pero falló en la puntada final, frente a un rival que se abroqueló sobre su marco y despejó a cualquier lado en su afán de preservar el resultado. Sin embargo, el tempranero gol de Nacional a los 13 minutos, conseguido por Aristizábal mediante un “globito”, obligó a Gremio a intentar la igualdad con Nunes y Adilson por la derecha, buscando con sus centros al espigado Jardel, quien pese a la severa custodia, creó varias jugadas de peligro ante la valla de Higuita. Hubo muchos roces y siete hombres de Gremio recibieron amonestaciones, lo mismo que tres de Nacional, siendo al final expulsado el brasileño Goiano. El empate de Gremio ocurrió a los 86 minutos, en una dudosa acción de Herrera sobre el recién ingresado Alexandre, quien aparentemente se llevó el balón con la mano y cayó al piso dentro del área. El consiguiente penal fue bien cobrado por Dinho engañando a Higuita quien se arrojó al lado contrario. Los 52.000 espectadores que desde muy temprano abarrotaron el estadio Atanasio Girardot, no se mostraron desencantados por el desenlace, aplaudiendo inclusive a Gremio al dar la vuelta olímpica, siendo la opinión general que Nacional encontró un oponente de jerarquía que logró hacer su negocio y alzarse con la Copa, segunda después de la de 1983. Los comentaristas y aficionados coincidieron en afirmar que Nacional se entregó a fondo, sobre todo en el primer período, pero que tuvo al frente a un adversario recio, bien plantado atrás y con oficio, elogiando eso si la llegada del conjunto colombiano a la final del torneo continental. Además, hicieron notar que el equipo actuó con muchos elementos jóvenes y carentes de experiencia internacional, ya que sólo actuaron cuatro sobrevivientes del elenco que en 1989 alcanzó la Copa Libertadores: Higuita, García, Arango, y en los minutos postreros Herrera, quien reemplazó al lesionado Santa. Al sonar el pitazo final, los jugadores, cuerpo técnico y periodistas brasileños se confundieron en abrazos, lloraron, se besaron y agarraron puñados de hierba como recuerdo. Paulo Nunes parecía loco, saltando y gritando con el torso desnudo, mientras sus compañeros, más mesurados, saludaban una y otra vez a las graderías, de intachable comportamiento. “Somos campeones, somos campeones”, exclamaban Nunes y Jardel exultantes, coreados por sus seguidores y camaradas. (3B) (Diario Hoy)

 

 

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Foto: José Doval (Zero Hora)

Foto: José Doval (Zero Hora)

Foto: José Doval (Zero Hora)

Foto: José Doval (Zero Hora)

Foto: José Doval (Zero Hora)

ATLÉTICO NACIONAL: Higuita; Santa (Herrera, 12/2ºT), Marulanda, Foronda e Mosquera (Matamba, 37/2ºT); Gutiérrez, Serna, Arango (Pabón, 12/2ºT) e García; Ángel e Aristizábal.
Técnico: Juan José Peláez

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adilson e Roger; Dinho, Goiano, Arílson (Luciano 34/2ºT) e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Alexandre Xoxó 19/2ºT) e Jardel (Nildo, 38/2ºT).
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Libertadores 1995 – Final – Jogo de volta
Data: 30 de agosto de 1995
Local: Estádio Atanasio Girardot, Medellín, Colômbia.
Juiz: Salvatore Imperatore (Chile)
Auxiliares: Márcio Sandez (CHI) e Mário Maldonado (CHI)
Cartões Amarelos: Danrlei, Arce, Rivarola, Dinho, Paulo Nunes, Alexandre, Foronda, Serna, Gutierrez
Cartão Vermelho: Goiano
Gols: Aristizabal aos 12 minutos do 1º tempo e Dinho( de pênalti) aos 41 do 2ºtempo

 

Libertadores 1995 – Grêmio 3×1 Atlético Nacional

August 23, 2020

 

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Foto: Guilherme de Almeida (Revista Gol)

Há exatos 25 anos o Grêmio vencia o Atlético Nacional no estádio Olímpico pelo jogo de ida da final da Libertadores de 1995.

O gol de Angel para os colombianos no segundo tempo tornou o placar “mentiroso”. O 3×1 nem de longe corresponde ao massacre que o tricolor impôs à Higuita & Cia.

A média de público do Grêmio na Libertadores 1995 foi de 23.389 pagantes. Curiosamente os 54.257 (42.519 pagantes) dessa final foram o quarto maior público do Grêmio naquela temporada.

Foto: Pisco Del Gaiso (Placar)

Foto: Pisco Del Gaiso (Placar)

Foto: José Doval (Zero Hora)

GRÊMIO VENCE PRIMEIRO JOGO DA DECISÃO

O Grêmio se acomodou e perdeu a chance de golear o Nacional, da Colômbia, no primeiro jogo da final da Taça Libertadores da América. Depois de fazer três gols em 55 minutos, deixou o adversário fechar o jogo em 3 a 1.
Quarta-feira, em Medellín, o Nacional terá de vencer por dois gols de diferença para decidir o título nos pênaltis. Aristizábal, o principal atacante da equipe, volta à equipe.
Nos primeiros minutos, o Grêmio envolveu a equipe colombiana. Só não marcou porque o goleiro Higuita fez várias defesas. Aos 10min, por exemplo, ele desviou uma cabeçada de Jardel, sozinho na pequena área.
A partir dos 20min, o Grêmio diminuiu o ritmo e o Nacional cresceu.
Quando o jogo estava equilibrado, o Grêmio abriu o marcador. Aos 35min, o ponta Paulo Nunes cruzou da direita. Higuita saiu do gol, mas o zagueiro Marulanda se antecipou e chutou torto. A bola pegou efeito e entrou junto à trave direita.
A vantagem deu ânimo ao Grêmio. Aos 43min, Carlos Miguel atacou pela direita e chutou cruzado. Higuita falhou pela primeira vez e soltou a bola.
O atacante Jardel foi mais rápido do que os zagueiros e tocou para o gol vazio. Os colombianos, sem razão, pediram impedimento.
No intervalo, o Nacional colocou mais um atacante: Matamba. Aos 40s, após escanteio, Jardel cabeceou e Paulo Nunes tocou para as redes.
O juiz equatoriano Alfredo Roda anulou lance apontando empurrão de Jardel no zagueiro colombiano Foronda.
Depois de três minutos de nervosismo, o Grêmio se acalmou e, aos 10min, marcou de novo. Adílson cabeceou, Higuita rebateu mal de novo e Paulo Nunes empurrou para o gol.
Depois, o Grêmio diminuiu o ritmo e deixou o Nacional descontar aos 26min, com Angel, após jogada de Arango.” (Marcelo Damato, Folha de São Paulo, quinta-feira, 24 de agosto de 1995 )

Fonte: Zero Hora

Fonte: Zero Hora

Fonte: Zero Hora

Fonte: Zero Hora

Fonte: Zero Hora

Fonte: Zero Hora

Fonte: Zero Hora

Grêmio 3 x 1 Atlético Nacional

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Arílson (Alexandre) e Carlos Miguel (Nildo); Paulo Nunes e Jardel.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

ATLÉTICO NACIONALHiguita; Santa, Marulanda, Foronda e Mosquera; Serna, Gutierrez, Pabón (Matamba) e Alexis Garcia; Angel e Arango.
Técnico: Juan José Peláez

Libertadores 1995 – Final – Jogo de ida
Data: 23 de agosto de 1995, quarta-feira, 21h40min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 54.257 (42.519 pagantes)
Renda: R$ 533.680,00
Juiz: Alfredo Rodas (FIFA- Equador)
Auxiliares: Roger Zambrano e Jorge Caballos (FIFA-Equador)
Cartão Amarelo: Adílson, Angel, Gutierrez e Aléxis Garcia
Gols: Marulanda (Contra) aos 36 e Jardel aos 43 minutos do 1ºtempo; Paulo Nunes aos 10 e Angel aos 27 do 2º tempo.

Libertadores 1995 – Grêmio 2×0 Emelec

August 16, 2020

Há exatos 25 anos o Grêmio se classificava para sua terceira final de Libertadores, ao vencer o Emelec por 2×0 no estádio Olímpico.

Interessante notar que o próprio anúncio de venda de ingressos do Grêmio reconhece a redução do preço em relação à fase anterior: ““TORCEDOR:  Desta vez, não há desculpa: nem do tempo, muito menos do preço.”.

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

 

GRÊMIO ESTÁ NA FINAL CONTRA O NACIONAL

Os 2 a 0 garantiram a vaga para a grande decisão que terá o primeiro jogo em Porto Alegrem quarta-feira, dia 23

Tóquio está a apenas 180 minutos de Porto Alegre. Depois da vitória sobre o Emelec por 2 a 0, ontem à noite, no Estádio Olímpico, o Grêmio garantiu a vaga na final da Copa Libertadores da América. Serão dois jogos contra o Nacional, da Colômbia, que ontem venceu o River Plate nos pênaltis, em Buenos Aires. Para chegar outra vez ao estádio de Tóquio, em dezembro, e enfrentar o campeão europeu Ajax, de Amsterdã, o Grêmio precisa ser melhor nas parti das decisivas, a primeira delas quarta-feira, em Porto Alegre. A torcida confia. Poucas vezes um time teve um ano de tanto sucesso e tanta superação como o campeão gaúcho nestes primeiros meses de 1995. A decisão do Mundial Interclubes não é mais um sonho tão distante.

O Emelec fez o que se esperava. O esquema tático escondido pelo técnico Juan Ramón Silva ficou claro logo que o time se posicionou em campo. A frente dos quatro zagueiros. Silva colocou uma barreira de cinco jogadores: o zagueiro Tenorio e Fajardo como volantes, ao lado de Verduga, Rehermann e Edu. Quando a  bola era recuperada, o Emelec partia em toques lentos. Nos primeiros minutos, os equatorianos foram ajudados pela pressa gremista. A situação começou a melhorar aos 20 minutos, quando Espinoza uma grande defesa, impedindo o gol de Jardel. A torcida se entusiasmou — e o Grêmio cresceu junto.

O gol tão esperado surgiu aos 30 minutos, numa jogada excepcional, quando Porozzo já estava fora do jogo com suspeita de fratura da tíbia. Dinho virou o corpo no meio-campo, deu a impressão de que lançaria Arce, mas preferiu Paulo Nunes mais pelo meio. O ponteiro tocou de primeira, para Jardel, recebeu de volta e, também d primeira, chutou no ângulo. Um golaço Pouco depois, Rehermann deu uma cotovelada em Roger, foi expulso, e a situação ficou mais tranquila. O gol do alívio surgi aos 41 minutos: Carlos Miguel, pouco antes de ser substituído com dores na mão machucada, lançou Jardel, que coloco rasteiro, na saída do goleiro. Grêmio 2 a 0, festa de Jardel em campo e da torcida na arquibancadas.

No segundo tempo, o Grêmio passo a jogar com mais calma, esperando o momento certo para atacar. O Emelec partiu para a violência. Roger foi acertado por Quinteros. Verduga foi expulso ao bater em Paulo Nunes. Com dois homens mais, Grêmio passou a manter o controle da bola, com toques de pé em pé. O Emelec  não teve forças para reagir” (Zero Hora, quinta-feira, 17 de agosto de 1995)

 

O DESEMPENHO DAS EQUIPES (Zero Hora, 17 de agosto de 1995)
GRÊMIO EMELEC
Conclusões a gol 17 2
Escanteios cedidos 1 10
Faltas cometidas 21 22
Impedimentos 3 1

 

GRÊMIO VENCE E VAI À FINAL DA LIBERTADORES

O Grêmio derrotou o Emelec, do Equador, por 2 a 0, ontem, no estádio Olímpico e garantiu vaga na decisão da Taça Libertadores da América -torneio interclubes mais importante da América do Sul.
É a terceira vez que o time gaúcho disputa a final da competição.
O adversário do Grêmio na decisão sairia do jogo entre River Plate, da Argentina, e Nacional, da Colômbia, que não havia terminado até o fechamento desta edição.
O Grêmio marcou seu primeiro gol aos 30min, com Paulo Nunes. Ele tabelou com Jardel e chutou colocado, no ângulo esquerdo do goleiro Espinosa.
O Emelec se perdeu após a expulsão de Rehermann, que agrediu o lateral-esquerdo Roger.
O Grêmio aproveitou para ampliar o placar, com Jardel, aos 41min. Ele recebeu passe e tocou na saída do goleiro Espinosa.
Foi o 11º gol do atacante na Taça Libertadores. Ele é o artilheiro da competição.
No segundo tempo, com dois jogadores a mais, o Grêmio perdeu diversas chances de marcar. O Emelec não ameaçava, nem em esporádicos contra-ataques.
Com a vitória garantida, alguns jogadores gremistas procuraram se poupar, evitando as divididas mais duras.
Mesmo assim, o meia Carlos Miguel e o lateral-esquerdo Roger se machucaram e tiveram que ser substituídos.
A primeira partida da decisão da Libertadores será disputada na próxima quarta-feira, em Porto Alegre.” (Folha de São Paulo, quinta-feira, 17 de agosto de 1995)

“GREMIO ELIMINA A EMELEC

Publicado el 17/Agosto/1995 | 00:00 Porto Alegre, Brasil. 17.08.95.

El Gremio de Porto Alegre calificó a la final de la Copa América 95, al derrotar por 2-0 al ecuatoriano Emelec, en el partido de vuelta de la semifinal, disputada el miércoles por la noche en esta ciudad. El partido de ida, disputado el pasado 9 de agosto, acabó empatado sin goles. Esta será la tercera vez que Gremio (campeón de 1983) califica para la final de la competición mayor del balompié sudamericano. Gremio no encontró muchas dificultades para derrotar al Emelec, aunque su presentación haya sido pésima, sin ningún conjunto, sobre todo, en la segunda etapa del partido. Gremio empezó el partido dando la impresión que aplastaría al Emelec, que se preocupó apenas en defenderse. Mantuvo un único hombre, Eduardo Hurtado, en el ataque. Reforzó su mediocampo y buscó sorprender el sistema defensivo gremista con largos lanzamientos para Hurtado, que aislado entre cuatro defensas, nada lograba. Además, poco después de los 30 minutos, el Emelec perdió uno de sus hombres, Rehermann, expulsado por juego violento. Una oportunidad más para el Gremio de ampliar su ventaja en el marcador. No obstante, le faltó coordinación entre su medio campo y su línea ofensiva para conseguir esta ampliación. Si el primer gol lo anotó a los 30 minutos, el segundo sólo lo marcó diez minutos después. No supo aprovecharse de una segunda expulsión del Emelec, que perdió a Verduga, también por juego violento. Con apenas nueve hombres, el Emelec no dejó que el Gremio lo aplastase. Espinoza hizo grandes defensas y Capurro fue muy valiente, que defendió, atacó y organizó los muy pocos ataques de su equipo.” (Diario Hoy)

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger (Vagner Mancini); Dinho (Luciano), Goiano, Arílson e Carlos Miguel (Alexandre), Paulo Nunes e Jardel.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

EMELEC: Espinosa, Quinteros (Gonzalez), Ivan Hurtado, Poroso (Smith) e Capurro; Tenório, Fajardo, Verduga, Rehermann e Edu Manga; Eduardo Hurtado Técnico: Juan Ramon Silva

Libertadores 1995 -Semifinais – jogo de volta
Data: 16 de agosto de 1995, 21h35min
Local: Estadio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 30.743 (24.023 pagantes)
Renda: R$ 281.636,00
Juiz: Felix Benegas (Paraguai)
Auxiliares: Juan Jose Bernabe e Juan Francisco Ortiz
Cartões amarelos: Edu Manga, Eduardo Hurtado e Quinteros
Cartões vermelhos: Rehermann e Verduga
Gols: Paulo Nunes aos 29 e Jardel aos 40 do 1º tempo

Libertadores 1995 – Emelec 0x0 Grêmio

August 10, 2020

Há exatos 25 anos o Grêmio dava um mais importante passo na sua caminhada rumo ao bicampeonato da América, ao empatar com o Emelec em 0x0 no Equador, pela partida de ida da Semifinal da Libertadores de 1995.
O bizarro desse jogo foi o seu horário de início, meio dia em quito (14h em Brasília). Os equatorianos planejavam usar o calor de Guayaquil com um trunfo. Não deu muito certo.

GRÊMIO FICA A UMA VITÓRIA DA DECISÃO

O time gaúcho conseguiu um empate heroico contra o Emelec e suportou bem a temperatura de 32º C de Guaiaquil

O Grêmio está muito próximo da final da Copa Libertadores da America deste ano. Ontem, sob uma temperatura de 32 graus, no Estádio Modelo de Guaiaquil, no Equador, o time gaúcho sustentou um importante empate de 0 a o. contra o Emelec, e agora terá a vantagem de decidir a sua classificação na próxima quarta-feira, em Porto Alegre, dentro do Estádio Olímpico. Nesta primeira partida da semifinal, o Grêmio encontrou muitas dificuldades e precisou recorrer a sua conhecida garra para garantir o resultado.

No primeiro tempo, incentivados por 25 mil torcedores, os equatorianos imprimiram um ritmo forte e criaram boas chances. A. nove minutos, o argentino Rehermann teve a primeira oportunidade, através de uma cabeçada, assustando o goleiro Danrlei. Aos 17 minutos, ocorreu o lance mais polêmico do jogo.

Edu Manga invadiu a área e sofreu uma entrada dura de Dinho, dando a nítida impressão de pênalti. O árbitro colombiano Oscar Ruiz., próximo ao lance, nada marcou. O Emelec continuou exercendo forte pressão e criou mais duas boas oportunidades, através do atacante Eduardo Hurtado. Aos 26 minutos, ele passou por Rivarola e concluiu contra o poste direito e, aos 30, através de uma cabeçada.

O segundo tempo começou com os times mais lentos. Aos quatro minutos, Paulo Nunes quase abriu o placar, aproveitando um descuido de Ivan Hurtado. Aos 14, Edu Manga, de falta, assustou Danrlei. Os tricolores responderam imediatamente, com uma cabeçada de Jardel, aproveitando o levantamento de Arilson. Depois disso, o Emelec criou outras três chances, sempre de bola parada, sem sucesso.

Com o empate, a decisão fica adiada para a próxima semana. Agora, com uma vitória, por qualquer resultado, o Grêmio garante o direito de realizar um sonho dos seus torcedores: ser bicampeão da América.” (Adroaldo Guerra Filho, Enviado Especial/Guaiaquil, Zero Hora, sexta-feira, 11 de agosto de 1995)

“O Emelec dominou todo o primeiro tempo, utilizando as laterais para avançar e criar perigo ao gol gaúcho com cruzamentos para o atacante Eduardo Hurtado e o meia uruguaio Reherman. Os atacantes gremistas Paulo Nunes e Jardel, isolados, pouco produziram. Aos 9min, Reherman cabeceou próximo ao gol de Danrlei. Dois minutos depois, foi a vez de Verduga finalizar de cabeça para fora. Aos 25min, o lateral-esquerdo Capurro recebeu um lançamento na área e chutou cruzado para a defesa do gremista Danrlei. No minuto seguinte, Eduardo Hurtado fez jogada pessoal e chutou na saída do goleiro, mas a bola bateu na trave direita. No primeiro tempo, a única chance de gol da equipe brasileira aconteceu aos 43min, com o atacante Paulo Nunes, que, na grande área, chutou sobre o travessão.
No segundo tempo, o Grêmio voltou melhor, enquanto os equatorianos demonstraram nervosismo. Aos 4min, Paulo Nunes roubou a bola de Iván Hurtado, mas acabou desarmado. Um minuto depois, Arilson chutou cruzado, mas Jardel chegou atrasado para o arremate. Aos 16min, Goiano cobrou uma falta e Jardel cabeceou rente à trave direita de Espinoza. O equatoriano Eduardo Hurtado ameaçou o gol rival aos 35min e, aos 41min, completou com a mão para dentro do gol de Danrlei”. (Folha de São Paulo)

GRÊMIO CONSEGUE SEGURAR EMPATE EM GUAYAQUIL
Emelec dominou o jogo, mas não saiu do 0 a 0, e gaúchos só precisam vencer quinta-feira, em Porto Alegre

GUAYAQUIL- O Grêmio conseguiu um bom resultado ao empatar sem gols com o Emelec, ontem, no Estádio Modelo de Guayaquil, pelas semifinais da Libertadores. Para chegar à decisão, o time gaúcho precisa vencer a equipe equatoriana, quinta-feira, em Porto Alegre. O técnico Luís Felipe armou o time para empatar. Ele sabia que seria difícil superar o Emelec, um time habituado ao clima quente e úmido de Guayaquil. A partida começou com a temperatura de 32 graus e terminou com 36. O time gaúcho sentiu o desgaste e, por isso, Luís Felipe orientou o Grêmio para evitar a derrota, Com o objetivo alcançado, o técnico acha que não será tão dramático vencer o Emelec no jogo de volta.

Mas apesar de toda a precaução do Grêmio, que durante a maior parte da partida se defendeu com três volantes no meio-de-campo (Dinho, Luís Carlos Goiano e Vágner Mancini), o time equatoriano encontrou espaços na intermediária do adversário e várias vezes assustou o goleiro Danrley, que ontem se atrapalhou em algumas jogadas.

O Emelec quase marcou aos 26 minutos. A defesa do Grêmio se abriu, permitindo a Eduardo Hurtado entrar na área e chutar no canto direito. A bola bateu na trave. A melhor jogada do Grêmio aconteceu aos 18 minutos, com Arílson. Ele completou, de cabeça, um cruzamento e a bola passou perto do gol de Espinosa, que tem muita semelhança fisica com o colombiano Higuita.

No segundo tempo, o Grêmio começou forçando as jogadas de ataque com Paulo Nunes e Jardel, mas logo percebeu que seria um risco avançar. Assim, a partir dos 20 minutos, recuou. Os últimos minutos foram dramáticos para o time gaúcho. Seus jogadores, exaustos em razão do forte calor, quase não tiveram fôlego para agüentar até o final.” (O Estado de São Paulo, 12 de agosto de 1995)

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

O DESEMPENHO DAS EQUIPES (Zero Hora, 11 de agosto de 1995)
EMELEC GRÊMIO
Conclusões a gol 18 11
Escanteios cedidos 1 10
Faltas cometidas 23 29
Impedimentos sofridos 4 3

 

 
Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

 

EMELEC: Espinosa; Coronel, Tenório, Ivan Hurtado (Muñoz) e Capurro; Verduga, Fajardo (Vidal Gonzalez), Rehermann e Edu Manga; Eduardo Hurtado e Fernandez.
Técnico: Juan Ramon Silva

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Vagner Mancini (Alexandre) e Arílson (Luciano); Paulo Nunes e Jardel
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Libertadores 1995 – Semifinal – Jogo de ida
Data: 10 de agosto de 1995
Local: Estádio Modelo, em Guaiaquil (EQU)
Horário: 12h hora local (14h Brasília)
Árbitro: Oscar Ruiz (COL)
Auxiliares: Felipe Russi e Dember Perdomo
Cartão Amarelo: Tenorio, Capurro, Verduga, Vidal Gonzalez (E). Danrlei, Roger, Dinho e Goiano (G).

Libertadores 1995 – Palmeiras 5×1 Grêmio

August 2, 2020

Há exatos 25 anos o Grêmio se classificava para a semifinal da Libertadores de 1995, num senhor sufoco, depois de levar 5×1 de virada do Palmeiras.

Esse é provavelmente o jogo que eu mais fiquei nervoso em todo minha vida de torcedor (talvez só o jogo contra o Santos na Vila Belmiro, em 2007, chegou perto desse em matéria de nervosismo).

Interessante observar que a Zero Hora e o Correio do Povo nada falaram sobre o pênalti inventado pelo Antonio Pereira da Silva (Enquanto um colunista do Estadão reconhece que a falta foi inexistente).

É curioso notar também que a Folha, Zero Hora e Correio do Povo afirmam que o Jardel fez o gol com a barriga, quando na imagem da TV fica claro que ele utilizou outra parte do corpo para marcar.

Foto: Gazeta Esportiva

PALMEIRAS GOLEIA GRÊMIO, MAS SAI DA LIBERTADORES
O Palmeiras goleou ontem o Grêmio por 5 a 1, mas foi eliminado da Taça Libertadores da América. Pelo Palmeiras, marcaram Cafu (dois), Amaral, Mancuso e Paulo Isidoro. No final, a torcida aplaudiu o time e gritou “é tricampeão”, título que o Palmeiras ganhará se superar o Corinthians na decisão do Paulista, domingo. O Grêmio se classificou porque havia vencido o jogo em Porto Alegre por 5 a 0. Vai jogar nas semifinais contra o Emelec, do Equador. O primeiro jogo, quarta-feira, será em Guayaquil. Para tentar o “milagre” _expressão dos jogadores palmeirenses_, a diretoria do clube usou recursos especiais. Escalou oito gandulas para apressar a reposição de bola. Três ficaram atrás do gol do Grêmio, dois em cada lateral. Os gandulas, além disso, moviam-se acompanhando o lance.O Palmeiras iniciou o jogo tentando intimidar os jogadores do Grêmio. Aos 10s, o volante Mancuso atingiu o gremista Adílson sem bola. O juiz não deu falta.A 1min, 2min, 6min, 6min30 e 7min, palmeirenses fizeram faltas.Na cobrança da última infração, cometida por Antônio Carlos, quase na linha de fundo da defesa, o Grêmio marcou. O lateral Arce cobrou e o centroavante Jardel marcou com a barriga. Com o gol, o Palmeiras passou a mostrar nervosismo. O técnico Carlos Alberto Silva berrava a todo momento, corrigindo a colocação dos jogadores.O Palmeiras só chegou ao primeiro gol graças a um erro da arbitragem. Alex Alves tocou para Cafu, em impedimento. Ele disputou a bola com dois adversários e tocou na saída do goleiro Murilo _que jogou com uma contusão na mão esquerda.O empate fez o Palmeiras crescer. Aos 39min, Alex Alves invadiu a área pela direita e tocou para Amaral. O volante cortou um adversário e fez 2 a 1.No segundo tempo, Antônio Carlos e Mancuso continuaram a jogar com violência. Aos 6min, no meio-campo, o zagueiro chutou o meia Arílson, que teve de ser atendido fora de campo.
Aos 12min, Alex Alves invadiu a área e tocou para Paulo Isidoro no meio. Com um toque, ele desviou a bola de Murilo: 3 x 1.Aos 12min, Alex Alves invadiu a área e tocou para Paulo Isidoro no meio. Com um toque, ele desviou a bola de Murilo: 3 x 1.Aos 22min, Antônio Carlos entrou na área e foi derrubado por Arce, perdeu o equilíbrio e caiu. O juiz marcou pênalti. Mancuso bateu e fez 4 x 1.Aos 39min, Cafu foi lançado na direita e chutou no meio das pernas do goleiro Murilo. O Palmeiras atacou ainda mais, mas não fez o sexto gol. (Marcelo Damato – Folha de São Paulo, 3 de agosto de 1995)

Foto: Orlando Kissner (Estadão)

“TREINADOR GREMISTA TEMEU ELIMINAÇÃO

O técnico do Grêmio, Luiz Felipe, disse que a goleada sofrida para o Palmeiras revelou deficiências em sua equipe, que terão que ser corrigidas para a disputa das semifinais da Taça Libertadores, contra o Emelec, do Equador.
“Embora o resultado tenha sido bom para nós, propiciamos ao Palmeiras todas as condições para fazer gols”, analisou.
Ele disse que de maneira nenhuma esperava que o Grêmio tomasse tantos gols. “Acho que foi a maior goleada que sofremos nos últimos dois ou três anos”, afirmou.
Luiz Felipe admitiu que chegou a temer pela eliminação do Grêmio. “É claro que fiquei com medo, porque, quando o Palmeiras fez o quinto gol, ainda tinha cinco minutos pela frente.”
“O Palmeiras teve força muito superior ao Grêmio, em todos os sentidos”, reconheceu.
O técnico disse que não considera o Emelec um adversário mais fácil que o Palmeiras. “O Palmeiras não chegou às semifinais da Libertadores e o Emelec, sim. Então o Emelec é melhor”, disse.
Luiz Felipe agradeceu a Cafu por ter desejado boa sorte ao Grêmio na sequência da Taça Libertadores: “Eu também desejo que o Palmeiras tenha felicidade nas próximas competições que disputar.” (Mário Moreira – Folha de São Paulo, 3 de agosto de 1995)

Foto: José Francisco Diório (Estadão)

TÉCNICO SILVA FAZ ELOGIO A JOGADORES

O técnico Carlos Alberto Silva, do Palmeiras, saiu de campo com lágrimas nos olhos após a goleada sobre o Grêmio. Ele se disse “chateado” com a eliminação do time.
“Se faltou mais um gol, sobrou disposição para todo mundo. Os jogadores se mataram em campo para conseguir o resultado.”
Segundo o treinador, o que atrapalhou o Palmeiras ontem foi a ansiedade. “Infelizmente, no nosso único erro, levamos um gol. Não era mesmo para nós nos classificarmos.”
Para Cafu, o azar do Palmeiras foi ter levado o gol no início do jogo. “Pensei que nossa equipe iria desmontar, mas isso não aconteceu. Tentamos até o fim.”
Todos os jogadores concordaram que a goleada de ontem dá um ânimo novo para a segunda partida da final do Campeonato Paulista, domingo, contra o Corinthians.
“Precisamos entrar com a mesma disposição contra o Corinthians”, afirmou o volante Amaral, que ontem marcou seu primeiro gol em mais de dois anos como profissional do Palmeiras. “Agradeço a Deus pelo gol. Foi um momento muito bonito para mim.”
Além dele, também Mancuso e Cafu marcaram seus primeiros gols com a camisa do Palmeiras.
Cafu agradeceu à torcida pelo incentivo ao time. “Eles nos deram força até o final.” (Mário Moreira – Folha de São Paulo, 3 de agosto de 1995)

ALBERTO HELENA JR. – REPETIRÁ O PALMEIRAS A ATUAÇÃO DE QUARTA?

A pergunta que certamente atormenta o amante do futebol é por que um time como o Palmeiras, com a tradição do Palmeiras, com o elenco do Palmeiras, com a estrutura do Palmeiras, não joga, senão sempre, pelo menos vez ou outra com o empenho, o desprendimento e o talento demonstrados na inesquecível noite da última quarta-feira?
Não é preciso ser palmeirense para cair de paixão por um time capaz de realizar a façanha de meter cinco gols no Grêmio, num jogo sem sobressaltos, sem expulsões, brigas ou quizumbas. Apenas, movido pelo coração, atacar, atacar e atacar um time experimentado nas artes das defesas marciais como o Grêmio.
Mas atacar com classe, categoria, juízo, mesmo levando um gol desmoralizante pela singeleza de seu desenho.
Meu querido amigo, calejadíssimo e frio analista Sérgio Noronha, na sua coluna do “Jornal do Brasil”, confessou que foram os cinco minutos finais de um dos jogos mais eletrizantes que viu na sua vida, longa e bem vivida, diga-se.
Cá entre nós, ouso supor que muitos corintianos vestiram-se de verde naqueles momentos em que o impossível esteve vivo, concreto, ao alcance de um gesto mais feliz dos palmeirenses. Menos pela impossibilidade que se tornava plausível, mas muito mais pela forma como o time estava virando a lógica de cabeça pra baixo. Isto é, praticando um futebol belíssimo, sob o comando desse argentino extraordinário chamado Mancuso.
E aqui entra um repórter de “O Globo”, ligando pra minha casa. Queria saber qual o meu melhor ataque do mundo. Incauto, respondi que era a linha do Ajax, com seus crioulos e brancos maravilhosos, nigerianos e holandeses. Era véspera da estréia de Edmundo no Flamengo, e certamente frustrei-lhe, sem querer, posto que esperava que eu dissesse: Edmundo, Romário e Sávio. A verdade é que esse ataque ainda não existe.
Ou, pelo menos, não pudemos vê-lo em ação. O que existe, o que está gravado em teipe e na memória dos que assistiram aos últimos jogos do Ajax e a goleada palestrina, é a certeza de que, sem essa determinação anímica, não há ataque que entre para a história do futebol.
No fundo, não há ataque, simplesmente. A diferença é que o Palmeiras jogou assim, premido por circunstâncias muito especiais, enquanto o Ajax joga assim, em quaisquer circunstâncias.
Sei que estou dando voltas para não chegar ao centro da questão. E a questão hoje é saber se o Palmeiras será capaz de repetir tal performance diante do Corinthians, na decisão do campeonato.
Ah, se pudesse responder tais perguntas… Estaria milionário, numa praia do Taiti, mergulhado naqueles olhos verdes, distante de dilemas como esse. E oferecendo a vocês a paz do meu silêncio.” (Folha de São Paulo, 6 de agosto de 1995)

GOL DE LETRA – ROBERTO BENEVIDES
NOITE DE FÉ

O Palmeiras de Mancuso mostrou que todos os sonhos são possíveis quando a fé move a bola    

       A descrença era generalizada, tanto que os dirigentes do Palmeiras apelaram para a promoção — com um ingresso, entravam dois torcedores. Que diabos, então, foram fazer no Parque Antártica 12 ou 13 mil Palmeirenses? Claro: é pouca gente para um Palmeiras x Grêmio que valia uma vaga nas semifinais da Libertadores da América. Acontece que, depois dos 5 a 0 em Porto Alegre, o Grêmio já tinha a vaga como certa. A generalizada descrença palmeirense era mais do que justificada. O incrível, porém, é que tenham ido ao estádio mais de 10 mil crentes. Acreditavam no inacreditável: uma vitória do Palmeiras por uma diferença de cinco gols, no mínimo!

Longe dali, diante da telinha de televisão, os incrédulos certamente se sentiram robustecidos em sua descrença quando Jardel fez 1 a 0 para o Grêmio, logo no comecinho do jogo, O que era improvável, mais do que difícil, quase impossível passou para a categoria do absolutamente impossível, pelo menos aos olhos razoáveis dos que não acreditam em milagres, Mas os jogadores do Palmeiras também entraram em campo movidos pela mesmíssima (e, aparentemente, absurda) fé das arquibancadas e, ao final, por muito pouco o impossível não se fez possível no Parque Antártica. O Palmeiras acabou vencendo o Grêmio por 5 a 1. Faltou um golzinho para se classificar. Não é tudo para quem queria o absoluto, mas é muito mais do que poderiam imaginar os realistas de todas as torcidas
O impossível é possível – eis a lição que Mancuso e companhia legaram ao futebol e, portanto, à vida na poluída noite paulistana de quarta-feira. Enquanto houver a mundo e uma bola rolar em algum campinho, ninguém mais poderá se dar por vencido diante da vantagem esmagadora de um adversário. Bastará que alguém lembre ao derrotado que, certa vez, 13 rapazes comandados por Carlos Alberto Silva precisavam reverter uma desvantagem de cinco gols e por pouco, muito pouco não conseguiram. Depois deles, todos ficaram sabendo que nada é impossível. No futebol, pelo menos.
É verdade: Cafu estava impedido no primeiro gol; não houve o pênalti em Antônio Carlos que o juiz marcou para Mancuso converter no quarto gol, jamais se vira antes em qualquer estádio brasileiro uma equipe tão numerosa e rápida de gandulas não foi propriamente delicado o transporte de gremistas pelos maqueiros de plantão no Parque Mi com. Nada disso, porém, se compara aos prejuízos impostos ao Palmeiras no Olímpico numa partida que jamais chegaria a 5 a 0 se Rivaldo não tivesse sido expulso injustamente e Danrley muito justamente tivesse sido mandado para fora. Infelizmente, as complicações em campo vão se tornando rotina no futebol brasileiro.
Releve-se tudo o que de errado se viu neste duplo embate entre palmeirenses e gremistas para se celebrar a noite em que o Palmeiras de Mancuso mandou para escanteio todas as descrenças e mostrou a crédulos e incrédulos que todos os sonhos são possíveis quando é a fé que move a bola.  Quem não acreditou e ficou em casa jamais saberá o que perdeu
■ Roberto Benevides é editor de Esporte do Estadão”   (Estado de São Paulo, sexta-feira, 4 de agosto de 1995)

“[…] O Palmeiras tinha todos os motivos para ficar tenso, mas foi o Grêmio que reagiu mal, Cafu, impedido, empatou aos 28 minutos e, aos 39, Amaral fez 2 a 1. […]” (Zero Hora, 3 de agosto de 1995)

O DESEMPENHO DAS EQUIPES (Zero Hora, 3 de agosto de 1995)
PALMEIRAS GRÊMIO
Conclusões a gol 12 2
Escanteios cedidos 1 13
Faltas cometidas 21 31
Impedimentos sofridos 5 4

“[…] Arílson também reclamou da arbitragem: “O juiz deu um gol impedido e não houve pênalti”, disse.” […] (Zero Hora, 3 de agosto de 1995)

“[….] Luiz Felipe também reclamou de irregularidades no gol de Cafu e no pênalti em Antônio Carlos. […]” (Zero Hora, 3 de agosto de 1995)

GRÊMIO VIVE UMA NOITE DE TERROR

Levou 5 a 1 do Palmeiras, mas garantiu sua vaga nas semifinais da Libertadores

Mesmo sendo goleado por 5 a 1 pelo Palmeiras, ontem à noite, no Parque Antártica, o Grêmio garantiu sua classificação à semifinal da Taça Libertadores da América. Na próxima fase, irá enfrentar o Emelec. O primeiro jogo será dia 9, em Guayaquil, no Equador.

A noite de terror para a torcida gremista começou com um instante de sonho. Logo aos 8 minutos. Arce cruzou da esquerda e Jardel, que era segurado pela camisa por Cléber. conseguiu tocar com a barriga para fazer 1 a 0. A torcida palmeirense calou. O jogo começou a ficar violento, com os jogadores do Palmeiras batendo forte. O árbitro deu cartões amare-los, mas acabou intimidado.

Aos 29 minutos, Cafu recebeu a bola em impedimento e na disputa com Murilo empatou o jogo. O gol sacudiu a torcida e o time paulista. Aos 38. Alex Alves foi ao fundo e tocou para Amaral fazer 2 a 1. No meio-campo. o argentino Mancuso era um guerreiro, empurrando o time ao ataque.

No segundo tempo, o Palmeiras foi com tudo para cima do Grêmio. Aos 13 minutos. Alex fez grande jogada e deixou Paulo Isidoro livre para desviar de Murilo e ampliar. O Grêmio ficou desesperado. Aos 24, Mancuso fez 4 a 1, batendo pênalti sofrido por Antônio Carlos. A pressão palmeirense continuou intensa. Luiz Felipe alterou o time para tentar uma retenção de bola. Não deu certo. Aos 39, Cafu aparou a bola na área e bateu cruzado para fazer 5 a 1. O Palmeiras lutou para tentar mais um gol, o que levaria a decisão aos pênaltis.” (Correio do Povo, 3 de agosto de 1995)

SEGURANÇA SEM NENHUM TRABALHO 
O Grêmio chegou ontem ao Parque Antárctica esperando um clima de guerra. A única coisa que encontrou foi um silencio sepulcral dos torcedores paulistas. As torcidas organizadas do Palmeiras ainda se encontravam em suas sedes quando o ônibus com a delegação gremista chegou ao estádio. às 19h15min. O Grêmio ainda contava com o reforço de 10 seguranças cedidos pelo Co-Corinthians. A PM enviou 15 homens. Todo o esquema se mostrou desnecessário. pois os encarregados pela segurança não trabalharam. E nas bilheterias. apesar do preço de R$ 10.00, sobraram ingressos. “ (Correio do Povo, 3 de agosto de 1995)

Foto: Marcos Mendes (O Estado de São Paulo)

Foto: Gazeta Esportiva

PALMEIRAS: Sérgio; Índio, Antônio Carlos, Cléber e Wagner; Amaral (Magrão), Mancuso, Cafu e Paulo Isidoro; Alex Alves (Maurílio) e Müller.
Técnico: Carlos Alberto Silva

GRÊMIO: Murilo; Arce, Rivarola, Scheidt e Roger; Adílson, Goiano, Arílson (André Vieira) e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Vágner Mancini) e Jardel (Nildo)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Libertadores 1995 Quartas de final – jogo de volta
Data: 2 de agosto de 1995
Local: Parque Antártica (São Paulo)
Juiz: Antônio Pereira da Silva
Auxiliares: Sidrack Marinho e Arnaldo Pinto
Público: 7.615
Renda: R$ 84.509,00
Cartão Amarelo: Antônio Carlos, Cléber, Wágner, Mancuso, Alex Alves, Adílson e Carlos Miguel
Gols: Jardel aos 8, Cafu aos 29 e Amaral aos 39 minutos do 1°tempo; Paulo Isidoro aos 13, Mancuso (de pênalti) aos 24 e Cafu aos 39 minutos do 2°tempo.

Libertadores 1995 – Grêmio 5×0 Palmeiras

July 26, 2020

Em 26 de julho de 1995 o Grêmio conseguiu uma das suas maiores vitórias na Copa Libertadores, ao golear o Palmeiras por 5×0 no Olímpico.

O dado curioso dessa partida é que nela foi registrado o menor público (16.136 presentes, 12.547 pagantes) do Grêmio jogando em casa em partidas de mata-mata da Libertadores (e 14º menor público de um total de 98 partidas que o Grêmio realizou em seus domínios nessa competição).

E o que explica essa marca negativa num jogo tão especial? Muito provavelmente, o preço dos ingressos. Abaixo eu fiz um quadro comparativo com os valores praticados nos outros mata-mata da Libertadores de 1995 e com os demais confrontos em casa com o Palmeiras naquela temporada.  Na época, um tema constante no noticiário gremista era a necessidade do clube fazer caixa para enfrentar seus compromissos. Contudo, podemos ver que essa iniciativa de aumentar demasiadamente o preço das entradas acabou sendo contraproducente (foi a menor renda dos jogos decisivos da Libertadores)

1995 libertadores

1995 palmeiras tres


Ingresso de Günther Gartner

Ingresso de Beto Lewin

 Ingresso de Thiago Floriano 

Ingresso de Pimpo Contursi



O Grêmio goleou o Palmeiras por 5 a 0, ontem à noite, em Porto Alegre. O Palmeiras precisa vencer o próximo jogo pela mesma diferença para decidir nos pênaltis uma vaga nas semifinais da Taça LIbertadores da América.
O primeiro tempo foi marcado por brigas dentro e fora do campo.
Houve três expulsões _Rivaldo e Válber, do Palmeiras, e Dinho. Na arquibancada, os palmeirenses brigaram com os gremistas.
A partida foi violenta desde o início. Aos 10min, Rivaldo levou cartão amarelo. Aos 17min,
acertou Arce e foi expulso.

O Grêmio continuou pressionando. Aos 19min, Carlos Miguel bateu escanteio, Jardel cabeceou, Paulo Nunes desviou, mas o goleiro Sérgio defendeu.
Vários jogadores do Palmeiras passaram a demonstrar nervosismo. O argenti
no Mancuso nem marcava nem armava. Os laterais Roberto Carlos e Cafu se omitiam.

Aos 26min, houve mais confusão. O volante Dinho agrediu o meia Válber. O palmeirense reagiu com um soco no nariz de Dinho.

O juiz Cerdeira não viu os dois lances, mas os bandeirinhas, sim.

Depois de quatro minutos de confusão, Válber e Dinho foram expulsos. Fora de campo, Dinho correu atrás de Válber, saltou e deu um chute em sua cabeça. O goleiro Danrlei também agrediu o palmeirense, pelas costas.
Por causa das brigas, a partida ficou parada por 14 minutos.

As expulsões desmontaram o Palmeiras. Um minuto após o reinício, o Grêmio marcou.

O lateral Arce apanhou um rebote na frente da área do Palmeiras, ajeitou a bola e chutou no canto direito do goleiro Sérgio.

Aos 51min, o meia Arílson arriscou um chute de longe. A bola bateu no pé de Mancuso, subiu e encobriu Sérgio: 2 a 0.
No segundo tempo, o técnico Carlos Alberto Silva tentou mudar o Palmeiras. Trocou o meia Amaral pelo atacante Alex Alves.

Mas o Grêmio definiu a vitória logo aos 4min. O lateral Roger cruzou, Jardel se antecipou a Cléber e chutou rasteiro: 3 a 0.

Aos 20min e 36min, de cabeça, Jardel marcou mais dois gols.
Os jogadores do Palmeiras reclamaram do árbitro Claudio Cerdeira. “Ele estava mal-intencionado”, afirmou Flávio Conceição. ( Marcelo Damato – Folha de São Paulo)

 




 

Briga no campo chega à torcida
Do enviado especial
e da Agência Folha, em Porto Alegre
A violência ocorrida em campo, entre os jogadores, no primeiro tempo do jogo, `contaminou’ a torcida no estádio do Grêmio.
Houve um início de conflito entre palmeirenses gremistas.
A Brigada Militar interveio e, segundo responsáveis pela segurança do estádio, ninguém ficou ferido ou foi detido.
Foram colocados à venda mais de 50 mil ingressos. A renda e público do jogo não foram divulgados. Os torcedores ocupavam um pouco mais da metade do estádio Olímpico.
O ingresso mais barato, para não-sócios do Grêmio, custava R$ 15,00. O mais caro, R$ 50, ou seja, meio salário mínimo.
O Grêmio pretende usar a renda da partida para comprar o passe do atacante Jardel, que marcou três gols e foi destaque no jogo de ontem. O atacante pertence ao Vasco, do Rio.
Para incentivar a presença no estádio, o Grêmio realizou várias promoções.
Foram dados brindes na compra de ingressos, entre eles, uma camiseta com a escrita “o leite vai azedar de novo”, ironizando a Parmalat , patrocinadora do Palmeiras, e a desclassificação do time pelo Grêmio na Copa do brasil.
Além disso, foram sorteados três carros no intervalo do jogo. (Humbero Saccomandi – Folha de São Paulo)

 

 

Laterais gaúchos viram pontas
Da Agência Folha, em Porto Alegre
O Grêmio aproveitou a vantagem de ter um jogador a mais desde os 17min do primeiro tempo para golear o Palmeiras.
A partir da expulsão de Rivaldo, o Grêmio avançou seu time para o campo do adversário a pedido do técnico Luis Felipe.
O jogo ficou ainda melhor com a segunda expulsão palmeirense, de Válber, embora, no mesmo lance, o time da casa tenha perdido o volante Dinho.
Os laterais Arce e Roger foram liberados para atacar. O volante Goiano cuidava da cobertura.
A estratégia do time logo surtiu efeito. Aos 27min, Arce, pela direita, fez 1 a 0, de fora da ár
ea.
O time gaúcho, com espaço para trocar passes, envolveu os jogadores do Palmeiras.
No lance do terceiro gol, Roger se transformou em ponta-esquerda, foi à linha de fundo e cruzou para Jardel finalizar.
No final da partida, nervoso, o palmeirense Mancuso retratou a irritação dos palmeirenses.
Ele se aproximou do juiz Claudio Cerdeira e, com os dedos, fez gesto insinuando que o árbitro tinha recebido dinheiro do Grêmio. (Folha de São Paulo)

O meia Rivaldo considerou injusta a expulsão contra o Grêmio. Ele disse que não entrou para pegar o zagueiro Rivarola, apesar de as imagens de TV indicarem o contrário.

(Humberto Saccomani – Folha de São Paulo) Folha – Você concorda com sua expulsão?

Rivaldo – Não, não tive maldade no lance. Se tivesse, machucaria o Rivarola. Acho que merecia ser expulso quando tomei o primeiro amarelo, mas não depois.

 





“O técnico Carlos Alberto Silva sugeriu que o juiz carioca Cláudio Vinicius Cerdeira prejudicou deliberadamente sua equipe, para compensar um pênalti que ele não marcou a favor do Grêmio em outra partida com o Palmeiras. Silva diz que não errou nas alterações.

(Humberto Saccomani – Folha de São Paulo)


Folha – O que
você achou da arbitragem?
Carlos Alberto Silva
– Maravilhosa. O Cerdeira tinha um dívida com o Grêmio. Veio e pagou a fatura. Agora está tudo certo.

Folha – A derrota se deveu só à arbitragem?

Silva – Não só. Deu tudo errado para o Palmeiras. As expulsões desequilibraram o time. Foi um desastre.

Folha – Não foi arriscado trocar o Amaral pelo Alex Alves? Não teria sido mais prudente tentar segurar a derrota por 2 a 0?

Silva – Não. Tínhamos que tentar o gol, jogar na frente. Não acho que nos expusemos mais do que já estávamos expostos. Além disso, o Amaral já tinha tomado um cartão amarelo.”

“Os números apurados pelo Datafolha na partida Grêmio x Palmeiras não dão margem a dúvida: o placar de 5 a 0 para os gremistas apenas refletiu o desempenho das equipes em campo.
O domínio do time gaúcho aparece, por exemplo, no número de finalizações a gol. O Grêmio finalizou o triplo de vezes que o Palmeiras: 18 a 6.
Nesse fundamento, o destaque foi o atacante gremista Jardel. Suas seis finalizações tiveram o rumo do gol, e três delas acabaram dentro da rede.
Do lado palmeirense, nem Muller nem Alex Alves, os dois atacantes que atuaram, conseguiram finalizar uma única vez a gol.
Com isso, o meia defensivo Mancuso acabou sendo o jogador do Palmeiras que
mais tentou o gol, com dois chutes certos.Outro dado: os jogadores gremistas trocaram 399 passes, com 85% de acerto; os palmeirenses deram 229 passes, alcançando 75% de eficiência.
O símbolo do desempenho do Grêmio nesse fundamento foi o zagueiro Adílson, que teve aproveitamento de 100%, acertando os 44 passes que fez.
A falta de combate do Palmeiras no meio-campo se traduz nos índice
s de passes certos dos meias ofensivos do Grêmio: 80% para Arílson e 84% para Carlos Miguel.
O jogo registrou 56 faltas (30 cometidas pelo Grêmio e 26, pelo Palmeiras). No Campeonato Paulista de 95, ocorrem 50 infrações, em média, por partida.
O recordista de faltas foi o meio-campista Goiano, do time gaúcho, com seis.
O meia palmeirense Válber, expulso aos 30 minutos do primeiro tempo por brigar com o gremista Dinho, sofreu quatro faltas no período em que esteve em campo. (Folha de São Paulo)

A briga entre os jogadores Dinho, do Grêmio, e Válber, do Palmeiras, que interrompeu o jogo por 14 minutos, resultou em inquérito policial.
Ambos devem responder processo por desordem e lesões corporais. Eles registraram queixa, um contra o outro, na 2ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, no início da madrugada de ontem.
O delegado Ivair Mainard, responsável pelo inquérito, pretende enviá-lo à Justiça em 30 dias. Válber e Dinho, que haviam sido expulsos, brigaram também fora do gramado do estádio Olímpico.
O inquérito não levará em conta as primeiras agressões trocadas ainda dentro do gramado, fato que deverá constar da súmula do juiz da partida, Cláudio Cerderia.
Os dois jogadores não se submeteram a exames de lesões corporais no Instituto Médico Legal.
Cerdeira e os seus dois auxiliares não viram as primeiras agressões entre os atletas” (Folha de São Paulo)
 



1995 palmeiras ida zh

 

GRÊMIO: Danrlei, Arce (Scheidt) , Rivarola, Adílson, Róger; Dinho, Goiano, Arílson e Carlos Miguel (Alexandre); Paulo Nunes e Jardel (Nildo).
Técnico: Luiz Felipe Scolari

PALMEIRAS: Sérgio; Cafú, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; Amaral (Alex Alves), Mancuso, Flávio Conceição e Válber; Müller (Daniel Frasson) e Rivaldo
Técnico: Carlos Alberto Silva


Libertadores 1995 – Quartas de final – jogo de ida
Data: 26 de julho de 1995, quarta-feira
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 16.136 (12.547 pagantes)
Renda: R$ 186.685,00
Juiz: Claúdio Cerdeira (Brasil)
Auxiliares: Dalmo Bozzano e Paulo Jorge Alves
Cartão Amarelo: Amaral, Mancuso, Arílson, Daniel Frasson, Cléber, Arce e Carlos Migu
el.
Cartão Vermelho: Rivaldo, Válber e Dinho.
Gols: Arce aos 41 e Arílson aos 51 do 1°tempo; Jardel aos 4, 21 e 38 do 2°tempo.


Preço e número de Ingressos:
Cadeira central: R$ 50,00 (8 mil, junto com cadeira central)
Cadeira lateral: R$ 40,00
Arquibancada: R$ 15,00 (21 mil)
Social: R$ 10,00 (18 mil)

Estudante Gremista: R$ 5,00 (3 mil)

Libertadores 1995 – Grêmio 2×0 Olimpia

May 3, 2020
1995 olimpia Paulo Franken zh mancini

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

Em 03 de maio de 1995, o Grêmio voltava a vencer o Olimpia e confirmava sua classificação para as quartas-de-final da Libertadores. Jardel e Adilson marcaram os gols daquela noite.

O serviço do jogo publicado na Zero Hora afirma que “os primeiros mil compradores de um rádio portátil ou livro do Grêmio (R$ 20,00) ganham um ingresso de cadeira“. Lembro do rádio (com um adesivo com distintivo dourado do clube) mas não faço idéia de qual seria o livro do Grêmio em questão.

Foto: Paulo Fraken (Zero Hora)

Foto: Paulo Fraken (Zero Hora)

GRÊMIO GARANTE A VAGA COM VITÓRIA
O time gaúcho jogou com seriedade, venceu o Olímpia por 2 a 0 e vai enfrentar o Palmeiras

O Grêmio garantiu ontem, com uma vitória por 2 a 0 sobre o Olimpia, sua classificação para as quartas-de-final da Copa Libertadores da América. Jardel, artilheiro do time na competição – com cinco gols – fez o primeiro, e Adilson o segundo gol. Agora a competição será interrompida por três meses e, quando recomeçar, o adversário gremista será o Palmeiras, que se classificou com uma vitória por 3 a 0 sobre o Bolívar. Os próximos jogos serão nos dias 26 de julho e 2 de agosto.

A partida foi de bom nível desde o primeiro minuto. O Grêmio, jogando em casa, postou-se naturalmente na ofensiva. E o Olimpia, que precisava ganhar por diferença de três gols para sonhar com a classificação, também se viu obrigado a atuar de forma aberta, ambiciosa. A bola corria verde, agitando um público que, aos olhos dos dirigentes gremistas, era decepcionante em número, não em entusiasmo.

A postura dos dois times, parecida, resultou num jogo equilibrado nos minutos iniciais. O diferencial, o ponto de desequilíbrio, despontou na medida em que Paulo Nunes passou a ser explorado pelos companheiros. O ponteiro estava inspiradíssimo. Os grandes lances de ataque passavam, todos, por ele. Foi assim no primeiro gol, quando deu o tempo exato a jogada, passou a Carlos Miguel e na sequência houve o cruzamento para a pequena área, onde Jardel completou com precisão.

O gol aos 17 minutos não mudou o panorama. O Olimpia continuou no ataque, sempre perigoso, dando trabalho aos zagueiros gremistas que, muitas vezes, tiveram de usar de rispidez.

O resultado negativo do primeiro tempo aumentou o desespero dos paraguaios e obrigou o técnico Luis Cubilla a um gesto suicida: tirou um meia de marcação, Esteche, e colocou mais um centroavante, o experiente Amarilla. Em compensação – e devido à inesperada lesão de Carlos Miguel – O Grêmio voltou para o segundo tempo com Mancini e com isso tornou-se ainda mais forte na marcação. A bola trabalhada pelo Olimpia não conseguia entrar na área do time gaúcho. Ciente disso, Sanabria arriscou um chute de fora da área e acertou o posto, lance de ataque mais perigoso do time até então.

Mas nenhum esforço, nenhum chute, nenhum gesto desesperado seria suficiente para estragar a noite festiva do Grêmio. Festa que, aos 8 minutos, ganhou um ingrediente novo. Arce cobrou escanteio e o zagueiro Adilson cabeceou no canto direito do goleiro Arbiza. Gol. Ali o Olimpia deu seus últimos suspiros. Ao Grêmio restou se poupar para o jogo de amannha contra o São Paulo pela Copa do Brasil.” (Nico Noronha, Zero Hora, quinta-feira, 4 de maio de 1995)

OS DESEMPENHOS (Zero Hora, 4 de maio de 1995)
GRÊMIO OLIMPIA
Conclusões a gol 12 11
Escanteios cedidos 6 5
Faltas cometidas 16 15
Impedimentos sofridos 2 0

“GRÊMIO-GOL DESPACHA DE VEZ O OLÍMPIA
Fez 5 a 0 nos dois jogos e agora enfrentará o Palmeiras de Edmundo pela Libertadores

Apesar do esforço do Olímpia, o Grêmio-gol não encontrou maiores dificuldades para garantir sua classificação à próxima fase da Libertadores, ontem À noite, no estádio Olímpico, ao vencer o jogo por 2 a O. Com isso, volta a enfrentar o Palmeiras. Os jogos estão marcados para os dias 26 de julho (no Olímpico) e 2 de agosto (em São Paulo).

Na maior parte do tempo a partida foi uma festa para a torcida. Afinal, desde o começo o Grémio mostrou que não estava disposto a dar chance aos paraguaios, que haviam perdido por 3 a O em Assunción e precisavam de igual resultado para levar a decisão aos pênaltis. Logo aos 2 minutos, Paulo Nunes ficou livre para marcar, mas Arbiza salvou.

O goleiro paraguaio não teve a mesma sorte aos 17 minutos. Depois de grande jogada entre Paulo Nunes e Carlos Miguel. Jardel recebeu cruzamento na área e tocou para a rede, aproveitando cruzamento do meia, deslocado pela direita. Com o 1 a 0, o Grêmio diminuiu um pouco seu ritmo. Na arquibancada, colorida de azul, branco e preto, os gremistas faziam a festa.

No segundo tempo, o Olímpia voltou com força. Aos 3 minutos, Sanabria acertou um arremate na trave superior. A resposta do Grêmio foi aos 8 minutos. Arce bateu escanteio e Adilson subiu para cabecear e fazer 2 a 0. Depois disso, mesmo conscientes de que a classificação aquela altura seria praticamente impossível, os paraguaios continuaram brigando pelo gol. Danrlei foi muito exigido e fez grandes defesas. Nos contra-ataques, o Grêmio voltou a levar perigo para Arbiza, mas o jogo ficou nos 2 a 0.”(Correio do Povo, quinta-feira, 4 de maio de 1995)

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Adílson e Róger; Dinho, Goiano, Arílson (Rivarola) e Carlos Miguel (Vágner Mancini); Paulo Nunes e Jardel.
Técnico: Luis Felipe Scolari

OLIMPIA: Arbiza; Cáceres, Caballero, Saravia e Suárez; Morán, Sanabria, Monzón e Esteche (Amarilla); Richard Baez e Mauro Caballero (Jara).
Técnico: Luis Cubilla

Libertadores 1995 – Oitavas de Final –
Data: 3 de maio de 1995, quarta-feira, 21h40min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 28.730 (23.606 pagantes)
Renda: R$ 193.578,00
Juiz: Horacio Elizondo (ARG)
Auxiliares: Francisco Lamolina e Gerardo Bertoni
Cartões Amarelos: Danrlei, Luciano, Vágner Mancini, Morán, Saravia, Sanabria, Cáceres
Gols: Jardel aos 17 minutos do 1°tempo e Adílson aos 8 minutos do 2º tempo

Preço dos Ingressos:
Cadeira: R$ 16,00
Arquibancada: R$ 8,00
Social: R$ 5,00
Estudante Gremista: R$ 3,00

Preços praticados no bares do Olímpico:
Cerveja: R$ 1,00
Refri: R$ 0,70
Conhaque (dose): R$ 0,70
Uísque (dose): R$ 2,00
Cachorro-Quente: R$ 1,00

Libertadores 1995 – Olimpia 0x3 Grêmio

April 25, 2020

Foto: José Doval (Zero Hora)

 

Há 25 anos o Grêmio ganhava do Olimpia por 3×0 no primeiro jogo das Oitavas de final da Libertadores de 1995.

Abaixo transcrevo matérias sobre a partida. Interessante notar que o Correio do Povo afirma que o segundo gol saiu aos 6 minutos do segundo tempo, já a Zero Hora cita 8 minutos e 30 segundos. Contudo, no vídeo da partida fica claro que Jardel ampliou o placar aos 12 minutos da segunda etapa.

 

GRÊMIO DÁ UM SHOW, FAZ 3 A 0 E ESTÁ QUASE NA PRÓXIMA FASE DA LIBERTADORES

O Grêmio praticamente garantiu sua classificação à próxima fase da Copa Libertadores ao golear o Olímpia por 3 a 0, ontem à noite, em pleno Defensores del Chaco. No segundo jogo, dia 3, no Olímpico, poderá perder até por 2 a 0 que terá a vaga assegurada para enfrentar Independiente ou Vela Sarsfield, da Argentina, ou, de novo, o Palmeiras.

No começo, o time gaúcho sentiu a pressão paraguaia, que tinha todo o apoio de sua torcida. Mesmo assim, o Grêmio manteve a calma, tocando a bola com segurança para chegar à frente. Num contra-ataque, aos 8 minutos, Arilson chutou forte e o Arbiza salvou. Aos 24, Danrlei brilhou, evitando o gol de Baez.

Quando o Olímpia era superior em campo, aconteceu o primeiro gol do Grêmio. Aos 28 minutos, na cobrança de escanteio por Arce, a bola foi afastada por Caballero. Fora da área, Dinho aparou o rebote e acertou um chute fulminante para fazer 1 a 0 e calar a torcida. Sete minutos depois. Carlos Miguel, com o goleiro fora da jogada, chutou fraco para Suarez salvar.

No segundo tempo, o time treinado por Luiz Felipe ignorou a tentativa de reação do Olímpia. E, logo aos 6 minutos, Arce levantou para Paulo Nunes, que desviou de cabeça para Jardel. O centroavante aproveitou o descuido da zaga com o goleiro Arbiza, pegou a bola, avançou e a empurrou, com calma e categoria, para a rede: 2 a 0.

Depois disso, o Olímpia foi todo para o ataque, abrindo espaço para os lançamentos longos. Aos 19, Dinho, o melhor em campo, recuperou a bola no meio de campo e lançou Paulo Nunes na direita. O ponta disparou em direção à área e tocou no canto esquerdo, na saída desesperada de Arbiza. O jogo continuou movimentado e muito leal, com as duas equipes atacando e criando boas oportunidades de gol. No final do jogo, o presidente Fábio Koff convocou a torcida a colaborar com clube, comparecendo aos jogos.” (Correio do Povo, quarta-feira, 26 de abril de 1995)

GRÊMIO SE IMPÕE E HUMILHA O OLIMPIA

O time gaúcho mostrou personalidade e um futebol eficiente para golear fora de casa e decidir a vaga em vantagem

O Grêmio teve uma excepcional atuação e deu um passo importante em busca de uma vaga às quartas de final da Copa Libertadores ao golear o Olimpia por 3 a 0, ontem à noite, no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção. Agora o time gaúcho tem a vantagem de se classificar até cm derrota por diferença de dois gols no dia 3 de maio, em Porto Alegre.

A estratégia do Grêmio foi perfeita no primeiro tempo. O time gaúcho esperou pela iniciativa do Olimpia, para conhecer o seu potencial, corrigiu a marcação no meio e se recompôs. Os paraguaios conseguiram boas jogadas ao explorar a fragilidade do lateral Arce como marcador. Aos sete minutos Báez cruzou da esquerda e Samaniego errou em bola. O Grêmio reagiu com Arilson, um minuto depois, em chute forte que o goleiro Arbiza desviou para escanteio.

Depois de duas conclusões sem perigo – Samaniego de falta e Báez para fora – o Olimpia teve o seu melhor momento aos 23 minutos: Báez disputou com Arílson na área e chutou forte, Danrlei defendeu parcialmente e, no rebote, Monzón deu de calcanhar para Samaniego concluir cruzado, para fora. A partir deste momento o Grêmio teve o controle da partida.

O domínio foi concretizado a partir do belo gol de Dinho, aos 28 minutos, Arce cobrou escanteio da esquerda, Caballero afastou de cabeça e no rebote, de sem-pulo, de fora da área, Dinho acertou um chute forte, que ainda desviou em Morán, antes de entre no gol. O a 1 a 0 empolgou o Grêmio.

Com personalidade, o time gaúcho criou outras situações. Aos 30 minutos, Jardel chutou de fora da área, um minuto depois Paulo Nunes entrou livre e concluiu por cima. Aos 35 minutos, Jardel recebeu de Arílson, deu um “balãozinho” no goleiro, devolveu para Arílson e Carlos Miguel chutou para o zagueiro Saravia salvar. O Olimpia não reagiu porque Arilson anuou Esteche.

A necessidade de fazer gols levou o técnico Luis Cubilla, do Olimpia, a colocar o veterano Amarilla, 35 anos, no lugar de Samaniego. Mas o Grêmio, determinado, manteve o domínio, explorou os erros do adversário e ampliou a vantagem aos 8min30seg: Jardel se aproveitou da indecisão entre Saravia e o goleiro e fez 2 a 0.

O time gaúcho estava infernal. Aos 19 minutos Dinho roubou uma bola no meio, lançou Paulo Nunes que entrou pela direita e chutou com precisão: 3 a 0. O Grêmio soube controlar o ritmo, Danrlei fez algumas boas defesas e garantiu o placar. No final, Dinho estava feliz: “Consegui fazer um belo gol, mas o mérito é de todos”, disse. O técnico Luiz Felipe estava contente, “Tivemos a felicidade de fazer a 3 a 0, mas precisamos agradecer a defesa por ter evitado gols no começo”, lembrou o técnico. O Grêmio chega a hoje no final da tarde.”  (Nico Noronha, Enviado Especial a Assunção, Zero Hora, quarta-feira, 26 de abril de 1995)

LAURO QUADROS: “Em Assunção, o Olimpia dominava. Mas aquele golaço do Dinho, pegando de sem pulo na veia, foi decisivo, numa partida entre dois “Coperos” ex-campeões mundiais. O Grêmio cresceu, porém só no segundo tempo Jardel e Paulo Nunes ampliaram para 3 a 0, praticamente assegurando a classificação, quarta que vem, no Olímpico.”(Zero Hora, quarta-feira, 26 de abril de 1995)

WIANEY CARLET: “Competência e sorte estão sempre juntas. O Olimpia massacrava o Grêmio quando aconteceu o disparo mortal de Dinho, auxiliado por uma falsificada perna paraguaia. Golaço que mudou a história do jogo. Depois veio Jardel, Paulo Nunes…” (Zero Hora, quarta-feira, 26 de abril de 1995)

Olimpia 0x3 Grêmio

OLIMPIA: Arbiza; Cáceres, Caballero, Saravia e Suárez; Morán, Sanabria, Monzón (Franco) e Esteche; Richard Báez e Samaniego (Amarilla).
Técnico: Luis Cubilla

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Arílson e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Magno) e Jardel (Vagner Mancini).
Técnico: Luiz Felipe Scolari


Libertadores 1995, Oitavas de Final, Jogo de ida
Data: 25 de abril de 1995, terça-feira, 21h40min
Local: Defensores del Chaco, em Assunção-PAR

Público: 16.180 pagantes
Renda: US$ 80.000,00
Juiz: Alberto Tejada (FIFA/Peru)
Auxiliares: Antonio Arnao e Vitor Arambulo
Cartões amarelos: Morán, Danrlei, Roger, Luis Carlos Goiano e Paulo Nunes
Gols: Dinho aos 28 do 1° tempo, Jardel aos 11 e Paulo Nunes 19 minutos do 2°tempo