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Libertadores 2002 – Grêmio 4×0 River Plate

October 26, 2018
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Foto: Itamar Aguiar (O Sul)

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Foto: Itamar Aguiar (O Sul)

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Foto: Ronaldo Bernandi (Zero Hora)

O último confronto entre Grêmio e River em Porto Alegre aconteceu em maio de 2002, pelo jogo de volta das oitavas de final da Libertadores daquela temporada. A situação da época era bastante parecida com a de 2018, tendo o Grêmio na ida por 2×1 (naquela época não havia saldo qualificado).

Em casa o Grêmio confirmou a classificação atropelando o River, num legítimo “dois vira, quatro ganha”. Com um jogador a menos desde os 30 minutos do primeiro tempo, Ramon Diaz chegou a tirar Ortega, Ledesma e D´alessandro no intervalo, visando poupar esses atletas para os compromissos  restantes do campeonato argentino ( o qual conseguiu conquistar dez dias depois).

Como curiosidade, vale mencionar que esse jogo não teve qualquer tipo de transmissão televisiva para o Brasil. O que talvez explique o fato de ter sido registrado nessa partida o maior público presente do Grêmio em oitavas de final de Libertadores.

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Foto: José Doval (Zero Hora)

TRICOLOR MATA O RIVER PLATE COM DIREITO A OLÉ.
Equipe de Tite aplicou goleada histórica de 4 a 0, ontem, garantindo vaga nas quartas-de-final da Copa Libertadores.

A classificação do Grêmio para as quartas-de-final da Libertadores teve um herói. Um herói que até pouco tempo era olhado com desconfiança pela torcida. Um herói chamado Gilberto. Foi ele, quem marcou o segundo gol da vitória de 2 a 1 da semana passada. Gol que matou o River Plate, diante da incredulidade de Nuñez no derradeiro minuto do jogo.

Gilberto não foi diferente, ontem, na revanche entre as duas equipes, no Olímpico. No último minuto, desta vez do primeiro tempo, driblou três adversários e chutou em cima de um Comisso desesperado. No rebote, Luizão foi indefectível e marcou 2 a 0.

Cerca de 15 minutos antes da lírica criação de Gilberto, o experimentado zagueiro paraguaio Ayala foi expulso. A partir dali o River Plate, que sustentava o equilíbrio tático com o Grêmio, adernou tão rápido quanto o Titanic. Então Rodrigo Mendes, percebendo a sincope do time portenho, trabalhou com Zinho e não precisou fuzilar – típico do goleador gremista na Libertadores – Comisso. Apenas colocou, aos 32, leve, suave, numa espécie de carinho na amada. Amada bola. E o 1 a 0 no placar.

HERMANOS – Ortega, a grande esperança do River, não deu vazão a raiva que nutre pelo Grêmio. Foi uma das vítimas daquele 4 a 2 de 2001, em Nunez, pela Copa Mercosul. Saiu no intervalo. Ramón Díaz, de boca aberta como sempre, sequer soltou os crônicos oh…oh…oh… Estava em estado de choque absoluto, Promoveu trocas fúteis e sem efeitos práticos.

O Grêmio voltou afinado feito uma orquestra de tango. E pela quarta vez em dez meses, a equipe gaúcha tirou o River para dançar. E dançar. E girar aos olhos felizes de 50 mil torcedores. Husain, que havia entrado no segundo tempo, não suportou, bateu e foi para rua e levou consigo o orgulho e arrogância do futebol argentino.

Zinho encarregou-se de enfiar ainda mais o River no fundo do poço escuro. Ampliou para 3 a O aos 25. O fim dos argentinos foi decretado aos 32. Luís Mário, que substituiu Luizão, usou toda a sua reconhecida velocidade para cima da desmontada defesa do River. O passe de Mendes foi perfeito e o atacante gremista não encontrou grandes dificuldades de desviar de Comisso, decretar a goleada de 4 a 0. Vejamos o que dirá o diário argentino Olé hoje. Terá de engolir o Tricolor e 4 a 0. O Grêmio esmagou os adversários. Não chores por mim Argentina...” (Antônio Celso Sampaio – O Sul – 3 de maio de 2002)

TÉCNICO TITE ELOGIOU AMADURECIMENTO DO TIME.
Germano exige “pés no chão”.

pés no chão. Manter os pés no chão e a humildade. Esta foi a recomendação do vice-presidente de futebol do Grêmio, José Otávio Germano, logo após a goleada gremista em cima do River Plate. Germano parabenizou a aplicação dos jogadores e o comportamento da torcida, extremamente disciplinado.

O dirigente destacou a calma da equipe dentro da partida. A qualidade de aguardar as ocasiões certas e tornar as coisas mais fáceis a partir da dedicação tática e técnica “Tivemos superioridade e equilíbrio emocional no transcorrer do confronto”, afirmou Germano.

DETERMINAÇÃO- O zagueiro Anderson Polga disse, pouco depois de deixar o campo, no final da partida, que o Grêmio goleou o River Plate porque soube fazer, como ninguém, o dever de casa. Ganhou em Buenos Aires e reafirmou a vantagem no Olímpico.

O lateral-direito Anderson enalteceu o espirito de luta da equipe. “Fomos em busca da vitória desde o minuto inicial da partida. Conseguimos nos impor pela força da nossa dedicação”, observou.

O goleiro Eduardo Martini foi exigido somente em pouquíssimos lances, nos 45 minutos iniciais, antes do estabelecimento da vantagem gremista no placar. Soubemos dominar o River. Atuamos da mesma maneira que em Buenos Aires. Marcamos firme, fechamos espaços e chutamos de média e longa distâncias”.

O técnico Tite mostrava-se exultante. Elogiou o desempenho do Grêmio e a maturidade do grupo de jogadores na grande vitória. Alias, histórica” (Antônio Celso Sampaio – O Sul – 3 de maio de 2002)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

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Foto: Clarin

ARRASADOR
Sabe aqueles jogos em que o torcedor sai do estádio convencido da absoluta inexistência de motivos para não acreditar no sonho de um título? Pois é. Este, exatamente este, é o sentimento que restou da goleada do Grêmio sobre o River Plate por 4 a O, ontem, no Olímpico.

O adversário nas quartas-de-final é o Nacional do Uruguai, que empatou ontem à noite (2h pelo horário brasileiro) em 0x0 com o América, da Colômbia. Como venceu a partida de ida, garantiu a vaga. O primeiro jogo acontece dia 8, no Olímpico e decisão será a dia 15 de maio, no Uruguai

A torcida gritou “olé” quando estava 4 a 0 River, entregue, já com dois expulsos. Os argentinos odeiam isso. O que é, convenhamos, uma maravilha: eles vieram a Porto Alegre, levaram quatro, perderam a cabeça e entraram na roda. Por alguns minutos, até Tite mandar suspender O “olé”, os orgulhos argentinos foram humilhados pelos brasileiros vestidos de azul. Justamente eles, que não perdem uma oportunidade sequer para fazer piada com os rivais no continente. Mas, enfim, o jogo.

O jogo começou, como previa o técnico Tite. Equilibrado, com os dois times marcando muito sem a bola e trocando passes com ela. Grêmio e River atuam de forma muito parecida. O esquema é o mesmo, o 3- 5-2. A iniciativa de marcar a saída de bola dos zagueiros, idem. Então, foi uma partida rigorosamente igual a partir do apito do árbitro colombiano Oscar Ruiz, que justificou a alcunha de melhor do continente. O treinador do Grêmio fez algumas alterações de última hora que funcionaram. Roger marcou Ortega, Emerson vigiou D’Alessandro. E Tinga, que se imagina como perseguidor de D’Alessandro, ficou um tanto mais solto. Foi esta a surpresa de Tite.

Houve, durante 15 minutos, superioridade técnica do River. Ortega foi se desvencilhando de Roger na base da habilidade. Coudet trabalhava bem pela direita. Mas perigo a Eduardo Martini, a rigor, só no chute de Coudet rente ao poste direito. Antes, Anderson havia cobrado falta no travessão, aos 11 minutos, seguido de chute por cima de Rodrigo Mendes. Aí veio a expulsão do libero é líder do time, Ayala. Rodrigo Mendes acreditou na jogada no flanco esquerdo. Ayala chegou um segundo atrasado e só achou a perna do atacante. A partir daí, o Grêmio tomou conta da partida. Trocou passes, fez valer a superioridade numérica —o que não é tão simples assim e construiu a vitória estupenda, com brilho especial para Rodrigo Mendes.

O Grêmio soube se aproveitar da expulsão de Ayala e deu show.

No primeiro gol, Rodrigo e Zinho puxaram contra-ataque. O atacante, com força e explosão acertou no ângulo de Comizzo. Eram 40 minutos. Aos 45 minutos, Gilberto fez fila: driblou um, dois, o goleiro, até a bola sobrar para Luizão completar para a rede, em meio a um bolo de jogadores. No segundo tempo, a superioridade foi ainda mais flagrante. O técnico do River, Ramón entregou os pontos no intervalo. Retirou Ortega e D’Alessandro, poupando-os para as rodadas finais do Campeonato Argentino. Era a capitulação suprema. Tite ainda retirou Emerson e colocou Fernando, depois trocou Gilberto por Galvão e, finalmente. Luizão por Luís Mário. Foi um passeio. Zinho marcou o terceiro aos 24 do segundo tempo e Luís Mário fechou a goleada aos 31.
Com autoridade, o time do técnico Tite administrou o resultado: E mostrou que, a partir das evidências de ontem, o direito de sonhar com o tri da Libertadores é quase imposição para os gremistas. ” (Diogo Olivier – Zero Hora -3 de maio de 2002)

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Foto: Agência RBS

RIVER REPITIÓ LA HISTORIA Y SUMÓ UN NUEVO FRACASSO
Le tocó definir cinco etapas con equipos brasileños y siempre se retiró perdedor

PORTO ALEGRE (Especial).- Siempre la misma historia. River no se cansa de sumar fracasos ante equipos brasileños en la Copa Libertadores. Ayer, frente a Gremio, añadió otro triste capítulo. Para muchos era un desenlace previsible, porque las estadísticas, que no suelen mentir, lo orientaban hacia la eliminación y lo alejaban de un milagro con tinte de utopía. River no pudo con el club de Porto Alegre en el Monumental -menos hizo como visitante- y redondeó otra pobre actuación.

El karma brasileño comenzó en 1976, ante Cruzeiro, cuando perdió la final de la Copa Libertadores en un partido desempate en Chile por 3 a 2 (en Núñez había ganado 2 a 1 y en Belo Horizonte perdió 4 a 1).

La odisea siguió en 1982 cuando en las semifinales Flamengo lo vapuleó, tanto en el Monumental como en el Maracaná, venciéndolo 4 a 2 y 3 a 0.

Pasaron 16 años para que River volviera a cruzarse en su camino con un equipo brasileño, en 1998, pero la racha siguió inmutable. Vasco da Gama lo eliminó en las semifinales, imponiéndose por 1 a 0, en Río de Janeiro, e igualando como visitante 1 a 1, con un gol de Juninho a diez minutos del final.

Los millonarios otra vez fueron protagonistas en las semifinales de la Libertadores 99, pero encontró un verdugo verdeamarelho . Palmeiras sucumbió en Núñez por 1 a 0 y se retractó en San Pablo con una goleada por 3 a 0. Ayer, River perdió el quinto round frente a Gremio, sin atenuantes, por 4 a 0 (la peor derrota en la historia de la Libertadores, junto con el 0-4 ante San Lorenzo, en 1973) . Fiel a la historia, vio como enseguida se le escurría de las manos la posibilidad de, al menos, anotar un gol y esperar la fortuna de los penales.

Ni eso logró. Los 300 hinchas que recorrieron muchísimos kilómetros para estar con sus banderas en el estadio Olímpico de Porto Alegre se retiraron con la desazón de observar a un equipo que ya estaba derrotado antes de ingresar en el campo de juego.” (La Nacion, 3 de mayo de 2002)

“CACHETAZO: RIVER FUE UNA SOMBRA Y SE QUEDÓ CON LAS MANOS VACÍAS
En una noche negra, Gremio lo goleó por 4 a 0 y lo eliminó; los millonarios se descontrolaron: fueron expulsados Ayala y Husain

PORTO ALEGRE (Especial).- Después del cachetazo, los jugadores no encontraron consuelo. Todavía se los ve a Coudet, a Cambiasso, a Comizzo en el piso del estadio Olímpico. Es que Gremio volvió a ser el verdugo de River, lo goleó por 4 a 0 y lo eliminó de la Copa Libertadores. Así como había sucedido en la última Copa Mercosur. Pero esta vez dolió más. Porque uno de los grandes objetivos millonarios era destronar a Boca, que defiende aún su bicampeonato de América. Quería volver a Tokio y sacarse la espina del 96, cuando cayó con Juventus por 1 a 0 por la Copa Europeo-Sudamericana. Sabía que la empresa era complicada, pero fracasó.

River salió con una actitud ofensiva. Con Ricardo Rojas bien abierto por la izquierda en la función de volante y ganándole la espalda a Anderson Polga. Coudet, D´Alessandro y Ortega presionaron arriba, cerca del área del conjunto brasileño.

Por eso, por la obligación de jugar a matar o morir para revertir la derrota de 2 a 1 en Núñez, sufrió desacoples en el fondo y la línea de volantes. Ledesma vio la tarjeta amarilla enseguida por una infracción a destiempo a Zinho. De ese tiro libre, sorprendió Anderson Lima con un violento derechazo desde 30 metros, que dio en el travesaño de Comizzo. Fue el primer susto.

Gremio buscó manejar el balón con Tinga -fue la figura en el Monumental-, Lima y Gilberto, pero respetó demasiado al equipo de Ramón Díaz en el comienzo. Después, logró imponerse y Ayala fue amonestado por golpearlo a Luizao.

El negocio de River fue que Ortega generara una infracción cerca del área, pero cuando lo consiguió, a D´Alessandro le faltó precisión en la pegada. El Chori Domínguez tuvo su gran chance a los 25 minutos después de un centro de Coudet desde la derecha, pero el delantero prefirió cederle el balón a Cambiasso antes que cabecear directamente al arco.

Ayala siguió corriendo desde atrás a los rivales y se fue correctamente expulsado tras recibir la segunda tarjeta amarilla por una falta a Rodrigo Mendes.

Con un hombre de más, el local se agrandó y tras un rebote de Comizzo Roger tuvo la ventaja, pero su disparo se fue desviado. Pero el golpe no tardó en llegar y, en cinco minutos, Gremio se puso 2 a 0 con un golazo de Rodrigo Mendes, tras de una corrida de 50 metros y un derechazo cruzado, y una arremetida de Luizao , después de que Gilberto dejara en el camino a Comizzo.

En la segunda etapa, ya sin Ortega, D´Alessandro ni Ledesma, a River se le complicó mucho más. Como si hubiera renunciado a jugar; como si se tratara de cambiar el objetivo de “dar vuelta el resultado” por el de “no perder por goleada”. Los brasileños controlaron el ritmo del juego a voluntad, sin apuros.
Domínguez arrancó en off-side y tuvo una oportunidad inmejorable para descontar, pero no le acertó al arco cuando quedó mano a mano con Eduardo. Enseguida, Husain se fue expulsado por otro patadón a Gilberto.

Para cerrar la goleada, llegaron el zurdazo de Zinho y el toque de Luis Mario para el 4-0 final. Y sólo quedó tiempo para el “ole” de los brasileños.

Pasó Gremio. River sufrió un revés abultado, jugando sin alma, y reviviendo experiencias ingratas. La Libertadores ya es un mal recuerdo.

Los cambios de Ramón
Muchos se sorprendieron con las modificaciones que realizó Ramón Díaz en el entretiempo. Ingresaron Zapata, Lequi y Husain por D´Alessandro, Ortega y Ledesma, respectivamente. El DT ya había empezado a pensar en el partido de pasado mañana con Lanús por el torneo Clausura.” (La Nacion, 3 de mayo de 2002)

2002 capa voltaOTRA VEZ BAILÓ CON LA MÁS FEA
River se fue de la Copa recibiendo una goleada de las que duelen y dejan secuelas. Gremio le dio un toque de novela aprovechando las expulsiones de Ayala y Husain.
¿Cuándo se murió la ilusión de River? ¿Con la rápida expulsión de Celso Ayala? ¿Tras el golazo de Rodrigo Mendes? ¿O la semana pasada, en el Monumental, cuando perdió un partido que no se puede ni debe en instancias donde la revancha se reduce al mínimo? Sea cual fuere de las razones, lo que no hay que demorar son las certezas: Gremio es un cuadrazo y probablemente el candidato más sólido para ganar esta edición de la Libertadores.
Ramón Díaz metió el plantel en una licuadora y del batido le salió Ricardo Rojas de carrilero izquierdo, Orteguita adentro con más miedo de resentirse que decisión para encarar a Anderson Polga y compañía. Y un planteo, al menos de entrada, generoso en intenciones pero marcadamente debilucho en concreciones.
La rápida tarjeta amarilla para Emerson, un implacable volante de persecución y corte, ilusionó con mayores libertades para D’Alessandro. Pero la realidad marcó otra cosa. Gremio siguió cortando con infracciones tácticas cada intento de River y, de paso, Anderson Lima metió en el travesaño una bomba de tiro libre.
Cuando el Chori Domínguez no se animó a darle de volea a un pase magistral de Coudet, chau, se escapó una chance que nunca más se presentaría con el valor que tuvo ésa.
La roja para Ayala apuró el final. El golazo de Rodrigo Mendes (con liga tras un rebote en Garcé) anunció el entierro. Y el oficio de Luizao para empujar sobre la raya una extraordinaria aparición en ataque de Gilberto (el del segundo gol en el Monumental), fue la lápida para el conjunto argentino.
Para no sufrir tanto. Si para arrancar el partido Ramón había metido al plantel en una licuadora, para afrontar el segundo tiempo el DT lo metió en una mezcladora. Tres cambios para no perder por más, para evitar la goleada, para no comerse uno de esos bailes que los brasileños son capaces de animar cuando están agrandados. Salió Ortega, aunque por lo que hizo, claramente disminuido físicamente, nunca debió haber entrado. Se fue D’Alessandro y con él partió la llave que podía abrir la puerta para jugar. Husain reemplazó a Ledesma y duró en la cancha sólo 21 minutos, porque el Turco entró para cazar brasileños y el colombiano Ruiz le recordó con una roja justiciera que la selva queda más en el interior de Brasil.
Gremio, con Tinga, Zinho, Anderson Lima y Gilberto, metió toque para aquí, toque para allá. Seguro, ganador y clasificado, el equipo de Porto Alegre movió la pelota con la soltura de un entrenamiento. Ya estaban once contra nueve cuando Zinho ajustició a Comizzo con un zurdazo demoledor. Entre Luiz Mario y Rojas fabricaron el 4-0, una bolsa de sal en la heridas sangrantes de River.
Con 50.000 gaúchos clavando oles sobre los restos de River como hace un torero con sus banderillas a un toro tambaleante, llegó el final.
Demasiado rápido River fue eliminado de la Libertadores. Poquito duró el sueño de terminar con la hegemonía de Boca en la Copa. Y si lo deportivo le duele, porque no quedan dudas de lo que significa la Libertadores para su gente, lo extradeportivo reúne algunos factores que parecen impropios para un grande como el club de Núñez.
Como si no hubiera alcanzado con los apenas 12 minutos que Orteguita jugó el partido de ida, anoche aguantó un tiempo, lapso en el cual se lo vio temeroso, lento y sin confianza, todo lo opuesto a lo que se le reconoce al Burrito legítimo. Y el descontrol disciplinario de los últimos 45 minutos, un bochorno. Pero éste es el River que hay. Y menos mal que Pipino Cuevas, el domingo pasado, sacó un conejo enorme de adentro de un bonete.” (Eduardo Castiglione, Olé, 3 de maio de 2002)

SE LES PELARON LOS CABLES…
Parecido a lo que pasó contra el Vasco, en el 2000: River fue eliminado y terminó con nueve.

“Señor, se va. Afuera, que está expulsado…”

Al final, el optimismo se transformó en impotencia. La impotencia en calentura. Y la calentura en tarjetas rojas. Porque como pasó en la Mercosur del 2000 ante el Vasco, River anoche se volvió de Porto Alegre eliminado, con expulsados y al borde de un ataque de nervios con los rivales.

Aquel 30 de noviembre del 2000, por la Copa Mercosur, en el Sao Januario, River fue a remontar un 1-4, pero no sólo perdió 1 a 0 (con gol de Juninho Paulista) sino que también sufrió las amonestaciones de Berizzo, Cardetti y Lombardi, y las expulsiones de Coudet y de Trotta. De hecho, luego de recibir la roja por pegarle y pisar a Euller sobre un lateral, la relación entre el Cabezón y los dirigentes no tuvo retorno: al capitán nunca le perdonaron semejante reacción.

Anoche casi se repitió la película. Primero, con la expulsión de Celso Ayala por doble amonestación a los 30 minutos del primer tiempo (demasiado riguroso el árbitro Ruiz). Y luego, por la roja al Turco Husain, quien entró a la cancha desde el inicio de la segunda etapa, se peleó con los rivales, tiró patadas para todos los costados, y se fue con apenas 21 minutos en el campo de juego (además fueron amonestados Ledesma y Cambiasso).

“Era difícil y nos complicó quedarnos con un hombre menos en el primer tiempo”, explicó al final Ricardo Rojas, después de tirarle la camiseta a los hinchas.” (Olé, 3 de maio de 2002)

ARIEL NO ARRANCÓ
Ortega volvió a jugar luego de los desencuentros con Ramón y quedó claro que no estaba bien físicamente. Le costó superar la marca personal y salió en el descanso.

Que juega, que es preferible no arriesgarlo, que se lo pidieron sus compañeros, que ahora sí… Al final, el culebrón que protagonizan Ariel Ortega y Ramón Díaz no terminó bien. Y no sólo por la goleada en contra o la eliminación de River en la Copa Libertadores. No, en todo caso, eso es secundario. Lo importante es que anoche quedó demostrado que el jujeño no estaba listo físicamente para ponerse la 10 y mucho menos para desnivelar con gambeta, cintura e inteligencia. Su fuerte.

¿Irresponsabilidad del cuerpo médico? ¿Unas ganas terribles del jugador? ¿Otra mala decisión del técnico? Muchas pueden ser las razones acerca de por qué jugó Ortega. Lo que no admite discusión es que no estaba en condiciones de hacerlo. Una corrida en 45 minutos, dos pases mal y ningún tiro al arco demostraron que el Burrito no se encontraba en su plenitud. ¿Que le hicieron marca personal? Es verdad. Roger se le pegó desde que arrancó el partido. Y lo acosó. Y lo zamarreó. Y lo anticipó. ¿Le pegó? Sí. Fueron cinco foules en total. Pero la mayoría de ellos tácticos para impedir que se diera vuelta. Así, lo obligó a jugar de espaldas al arco de Eduardo, a descargar siempre a un toque. Un dato: la única que tuvo más o menos peligrosa fue un arranque en tres cuartos de cancha que terminó en los pies de Claudiomiro cuando intentaba meterse en el área. ¿Poco? Poquísimo para el “estandarte del equipo”, como lo definió Andrés D”Alessandro unos horas antes de viajar a Brasil. Y a la vez la confirmación de que los últimos días del Burrito en River no pintan para nada felices. ¿Por qué? Veamos…

Desconectados. La historia comenzó el martes de la semana pasada, un día antes del partido de ida con el Gremio, cuando el Burrito abandonó la práctica a los cinco minutos, acusando un dolor en la pierna derecha. Lo que sorprendió al DT, que aclaró que él no estaba al tanto de la lesión. Ante esa actitud, Ortega no dijo nada y entró a jugar. ¿El resultado? Aguantó apenas 12 minutos y debió salir por una contractura en el isquiotibial derecho. El desencuentro siguió frente a Racing, un partido que el volante quiso jugar, pero que finalmente se perdió por decisión de Ramón. Fue demasiado para el jujeño, que les habría asegurado a sus íntimos que mientras el DT no se fuera, no jugaría más en River. Aunque horas después cambiaría de parecer. ¿Qué pasará ante Lanús? El Burrito no querrá perderse el que puede ser su último partido en River…” (Santiago Gomez, Olé, 3 de maio de 2002)

TIRÓ LA TOALLA ANTES DEL FINAL
Con los cambios del entretiempo, Ramón apostó -a no perder por goleada. Pero le salió todo mal.

¡No sirve! ¡No sirve! ¡Volvé!”. Iban ocho minutos del segundo tiempo cuando Víctor Zapata se adelantó para ir a presionar sobre la salida del Gremio. Pero desde el banco, Ramón Díaz le pidió que no fuera, que esperara más atrás. Con esos gritos y con los cambios que hizo en el entretiempo, el técnico mostró la hilacha. En vez de jugarse a matar o morir, prefirió apostar a cuidarse para que Gremio no le hiciera más goles. Quedó claro que su negocio está en el torneo local.

Cambios, parte I. En el arranque del partido, el Pelado apostó por Domínguez en lugar de Cavenaghi, puso a Rojas como volante izquierdo y a Demichelis de stopper izquierdo (¿lo habrá probado para reemplazar al misionero el domingo?). La idea no era mala: poblar el mediocampo, adueñarse de la pelota y a correr con D”Alessandro, Ortega y el Chori. Pero el resultado no fue el esperado. Sobre todo porque la expulsión de Celso Ayala complicó todos los planes. Eso sumado a los goles de Rodrigo Mendes y Luizao terminó de desmoralizar a River.

Cambios, parte II. En el entretiempo, Ramón decidió las polémicas modificaciones. El más entendible fue el de Husain por Ledesma, quien estaba amonestado y al borde de la expulsión. Pero los ingresos de Zapata y Lequi por D”Alessandro y Ortega fueron una muestra de las intenciones del riojano: armar una defensa con cuatro y un mediocampo combativo, apostando sólo a lo que podían generar Cambiasso y Domínguez, los que quedaron más adelantados.

Pero lo peor de todo fue que esa idea de que la diferencia de dos goles no se agrandara tampoco salió bien. Husain entró muy caliente y a los 21 minutos se fue expulsado por doble amonestación. Una irresponsabilidad que dejó a River con nueve jugadores. Gremio supo aprovechar la diferencia numérica, le metió dos goles más y se floreó a puro toque. El ole de los hinchas brasileños se hizo sentir en el Estadio Olímpico. Un sonido con el que los jugadores de Ramón están acostumbrados a jugar, pero de su gente… no de los rivales.

Anoche, el que bailó fue el Millo. Y Ramón tuvo mucho que ver con esa fiestita brasileña debido a los cambios que realizó. Pensó más en cuidar a sus muchachos para el partido ante Lanús que en tirar las últimas fichas para seguir en la Copa. Y así le fue. Chau.”(Federico Del Rio, Olé, 3 de maio de 2002)

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Foto: Mauro Mattos (O Sul)

Grêmio 4×0 River Plate

GRÊMIO: Eduardo Martini; Anderson Polga, Claudiomiro e Roger; Anderson Lima, Émerson Leal (Fernando Menegazzo, intervalo), Tinga, Zinho e Gilberto (Mauro Galvão 29/2º); Luizão (Luis Mário 20/2ºt) e Rodrigo Mendes
Técnico: Tite

RIVER PLATE: Ángel Comizzo: Hernán Garcé, Celso Ayala e Martín Demichelis;  Eduardo Coudet, Cristian Ledesma (Víctor Zapata, intervalo), Esteban Cambiasso e Ricardo Rojas; Ariel Ortega (Claudio Hussaín, intervalo); Andrés D’Alessandro (Matías Lequi, intervalo) e Alejandro Domínguez
Técnico: Ramón  Díaz

Libertadores 2002 – Oitavas de Final – Jogo de ida
Data: 2 de maio de 2002, quinta-feira, 21h40min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público: 50.838 (44.715 pagantes)
Renda: R$ 522.625,00
Árbitro: Oscar Ruiz (COL)
Assistentes: Felipe Russi e Oswaldo Díaz (COL)
Cartões amarelos: Émerson Leal, Polga, Claudiomiro e Mauro Galvão, Ledesma e Cambiasso
Cartões vermelhos: Celso Ayala (30/1ºT) e Claudio Hussaín (22/2ºT).
Gols: Rodrigo Mendes, aos 40 minutos e Luizão, aos 45 minutos do 1º tempo; Zinho aos 24 e Luis Mário, aos 31 minutos do 2º tempio

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Libertadores 2002 – River Plate 1×2 Grêmio

October 17, 2018
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Foto: AFP

Grêmio e River já se enfrentaram nas Oitavas-de-final da Libertadores de 2002. O tricolor havia terminado a primeira fase em primeiro lugar do Grupo 2 (com Cienciano, 12 de Octubre e Oriente Petrolero), enquanto os Millonarios haviam se classificado na segunda posição do grupo 7 (com América do México, Talleres e Deportivo Tuluá).

O jogo de ida foi disputado numa quarta-feira, 21h40 em Buenos Aires. A curiosidade é que não houve nenhum tipo de televisionamento para o Brasil ( Globo só foi comprar os direitos de tranmissão a partir da semifinal).

As duas equipes atuaram no 3-5-2. O Grêmio, que estava pressionado pela derrota de 5×1 para o Atlético-PR no Olimpico 4 dias antes, contava com dois atletas que viriam a se tornar pentacampeões em poucos meses: Anderson Polga e Luizão (que fazia sua primeira partida como titular do Grêmio). Pelo lado do River atuaram Ortega, Husain e Celso Ayala, que também iriam para Copa da Coréia e Japão.

Ortega acabou sendo substituído logo aos 12 minutos por D´alessandro (que estava sendo observado in loco, juntamente com Cavenaghi, por Roberto Bettega e Omar Sivori, emissários da Juventus).

O River saiu na frente com um gol de Chaco Coudet no início do segundo tempo. Tinga empatou aos 12 minutos (aproveitando assistência de Luizão) e Gilberto fez o gol da vitória aos 45 minutos, concluindo contra-ataque puxado por Fernando Menegazzo (lembro de discussões se ele poderia formar a dupla de volantes junto com Tinga).

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Foto: Olé

RAÇA DO GRÊMIO CALA O RIVER E O MONUMENTAL.
Equipe de Tite venceu por 2 a 1 o adversário argentino, ontem à noite, em Buenos Aires. Tinga e Gilberto marcaram os gols.

      O Grêmio teve, contra o River Plate, a fúria e a indignação completamente ausentes da tragédia chamada Atlético-PR. Teve Martini em noite de poesia em Nunez. Teve, também, Polga, Claudiomiro, Tinga, Luizão. A vitória por 2 a 1 resgatou o orgulho abalado do time e engatilhou poderosamente a vaga para as quartas-de-final da Libertadores da América.
     O Tricolor precisa de apenas um empate simples, na revanche com os argentinos, dia 2 de maio, no Olímpico. Ontem, o primeiro tempo foi marcado pelo equilíbrio entre as duas equipes. Marcação fechada de lado a lado. Poucos espaços disponíveis para jogadas de ataque.
     Coudet fez 1 a O para o River, logo a dois minutos da fase final. A desvantagem não abalou a determinação gremista. Tinga empatou aos 12, finalizando jogada ente Gilberto e Luizão. No final do jogo, aos 45, um contragolpe protagonizado por Fernando encontrou Gilberto bem colocado. O lateral-esquerdo não vacilou e mandou a bola para o fundo das redes. Loucura gremista no Monumental.” (Antônio Celso Sampaio – Jornal O SUL – Porto Alegre, quinta-feira, 25 de abril de 2002)

TITE FESTEJA VITÓRIA NO CAMPO.
      O técnico Tite festejou intensamente a vitória de 2 a 1 sobre o River Plate. O treinador, criticado pelo fracasso diante do Atlético-PR, invadiu o gramado no final da partida em Nunez, e abraçou cada jogador. Lembrou que foi o triunfo da vontade em Buenos Aires.  A emoção gremista era visível e seguiu dentro do vestiário na noite fria de Buenos Aires.
     Ontem, pela Libertadores, Olmedo 0x5 Morellia, Montevideo Wanderes 2×2 Nacional.
   Definições – O meia Zinho não é mais o batedor oficial de penalidades máximas do Grémio. O aproveitamento deficiente do capitão gremista, basta lembrar o erro cometido contra o Atlético-PR, no sábado passado, levou o técnico Tite a indicar Anderson como o novo cobrador de pênaltis do time.” (Jornal O SUL – Porto Alegre, quinta-feira, 25 de abril de 2002)

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Foto: Fabian Gredillas (O Sul)

GREMIO FUE LA PESADILLA DE RIVER EN EL  MONUMENTAL

Tras ir venciendo 1-0 con un gol de Coudet, el equipo de Ramón Díaz no pudo mantener la diferencia y terminó cayendo por 2 a 1; Tinga y Gilberto, los tantos brasileños

River tendrá que batallar en Porto Alegre, si quiere seguir en la Copa Libertadores, luego de caer en el Monumental por 2 a 1 frente a Gremio, en el encuentro de ida de los octavos de final del certamen. La noche no empezó bien para los millonarios , Ariel Ortega, en duda para el encuentro, fue finalmente titular, pero sólo jugó unos minutos y debió ser reemplazado por resentirse de una lesión. En la segunda mitad, el equipo de Ramón Díaz arrancó en busca del gol, y a los 2 minutos lo encontró con Eduardo Coudet.

Gremio respondió con el empate de Tinga y Gilberto, sobre el final del match, liquidó el pleito, para dejar a River sin reacción, en un encuentro que nunca pudo dominar. Ahora deberá vencer si quiere seguir en el certamen, cuando visite Porto Alegre el jueves de la semana próxima” (La Nacion, 24 de abril de 2002)

DESILUSIÓN: GREMIO SE QUEDÓ CON EL FESTEJO EN EL MONUMENTAL

River perdió 2 a 1 en el primer partido por los octavos de final; estuvo en ventaja, pero careció de claridad y peso ofensivo

La consigna tenía en la previa varios atractivos. Extender la marcha triunfal del Clausura en la Copa Libertadores; hacerse fuerte ante un rival brasileño de peso; marcar varios goles de diferencia para ir con aire a la revancha en Porto Alegre; desquitarse del equipo que le aguó el debut de Ramón Díaz en su regreso como DT millonario, ya que el 22 de julio último con derrota por 4 a 2 en el Monumental, por la Copa Mercosur… Pero River recibió un cachetazo sobre el final . Porque en el último minuto se quedó con las manos vacías en un partido que comenzó ganando. Sí, los millonarios perdieron 2 a 1 en el Monumental e hipotecaron sus chances de cara a la revancha de la semana próxima. ¿El concepto? Más allá de mostrar voluntad para atacar siempre, no fue claro para crear peligro y, cuando lo hizo, falló en la definición. La noche había arrancado mal. A los 12 minutos Ortega se fue lesionado; y en la acción siguiente Polga se perdió solo el gol de Gremio debajo del arco de Comizzo después de un anticipo de Luizao a Coudet.

Eso despertó a Coudet y también a Alejandro Domínguez, que empezaron a ganar terreno por el sector derecho. Intentaron con chispazos y contestaron con remates de D´Alessandro (el reemplazante del Burrito) y de Domínguez, que desvió muy bien el arquero Eduardo. Coudet, uno de los más movedizos, volvió a tener el gol tras una salida en falso del guardavallas, pero rechazó justo Claudiomiro.

En medio del vértigo, así como empujó para hacer la diferencia frente a una defensa que dio ventajas, River también sufrió atrás cada vez que Gremio movió rápido la pelota en ataque. Como a los 30 minutos: en un contragolpe, Roger le ganó la posición a Garcé y lo dejó solo a Luizao frente a Comizzo, pero su cabezazo se fue inexplicablemente al lado del palo izquierdo.

River se descontroló. Claudio Husain le dio una patada terrible a Tinga en la mitad de la cancha y no se justificaba otra medida que la expulsión, pero el árbitro sólo le mostró la tarjeta amarilla.

River tuvo problemas cuando Tinga, Gilberto y Zinho manejaron la pelota. Por ese motivo terminó sin peso arriba y con remates de media distancia sin dirección de D´ Alessandro y Ledesma.

En el comienzo de la segunda etapa River mostró decisión (no así claridad) para quebrar la resistencia de Gremio. Y lo consiguió al minuto con un zapatazo de Coudet , que se desvió en Emerson y se metió en el ángulo superior derecho de Eduardo.La jugada del gol, más allá de la asistencia de D´Alessandro (sufrió la marca de Anderson Lima), no fue limpia.

Gremio, con poco, logró el empate con un tiro al medio del arco de Tinga (uno de los mejores hombres visitantes) en su primera llegada luego de estar abajo en el marcador. El volante brasileño recibió demasiado solo, lejos de las marcas de Coudet, Zapata y Rojas y no perdonó. Con la igualdad, subió el vértigo del partido y Ramón Díaz movió el tablero: ingresaron Cambiasso y Franco por Ledesma y Coudet. Eduardo evitó el segundo de River en un gran remate de zurda de D´Alessandro. Más tarde, fue otra vez Eduardo el que se lució ante un disparo de Zapata que buscaba el ángulo superior izquierdo.

El equipo brasileño cruzó pocas veces la mitad de la cancha, pero le alcanzó para complicarlo. River tuvo su chance con el Chori Domínguez, que sorprendió con un derechazo que le sacó astillas al travesaño. Pero no hubo caso. Quedaba un indicio más para confirmar que no era la noche de River. Gilberto , sobre el final, batió a Comizzo entrando por el medio del área. Ahora, más que nunca, todo dependerá de River.

Ortega, apenas doce minutos

Las lesiones de Ariel Ortega preocupan a Ramón Díaz. El volante, que arrastraba una molestia en el isquiotibial de la pierna derecha, sintió un pinchazo y tuvo que abandonar la cancha a los 12 minutos del primer tiempo y dejarle su lugar a Andrés D´ Alessandro. El jujeño estuvo en duda hasta último momento, pero pese a sentir una molestia en la zona inflamada, igual quiso ser titular.”  (La Nacion, 25 de abril de 2002)

“COPA LIBERTADORES: EL EQUIPO BRASILEÑO DERROTO A RIVER POR 2 A 1 EN EL MONUMENTAL

Gremio hizo un negocio redondo en el final
El equipo de Ramón se puso en ventaja con un gol de Coudet al comienzo del segundo tiempo. Después, Tinga y Gilberto dieron vuelta el resultado a favor del Gremio. La revancha se jugará el próximo jueves en Porto Alegre.

Si el empate lo complicaba, ese gol postrero de Gilberto, el triunfo de Gremio en definitiva, le oscureció el camino a River en estos octavos de final de la Libertadores. Lo cierto es que River no tuvo fútbol y cayó en su propia cancha, y por sus propias limitaciones. Ahora deberá cambiar, pronto y mucho, si pretende seguir en el torneo.

Desde el arranque River quiso arrinconar a Gremio pero lo suyo fueron más insinuaciones que otra cosa. Toda la noche fue así. Y el equipo brasileño, tranquilo, sin desesperarse, salió con un plan:jugar con la desesperación de su anfitrión. Y a medida que fueron pasando los minutos, Gremio aprendió a controlar los momentos. Con orden en el fondo y una salida prolija en el medio incluso se acercó peligrosamente a Comizzo en aquel primer tiempo en el que no se pudo quebrar el cero a cero. Un tiro de Anderson Polga que se perdió cerca del palo derecho y un cabezazo de Luizao que se fue cerca del otro poste, quedaron como fieles testimonios.

Apenas reemplazó a Ortega, D”Alessandro entró enchufado, pero fue solo por unos minutos. Enseguida se diluyó entre la medianía, en la que “sobresalían” los errores de Garcé en el fondo y los de Ledesma en el medio. A propósito de Ortega: fue arriesgada la determinación de hacerlo jugar teniendo en cuenta que a River se le viene un partido clave con Racing y enseguida la revancha con el Gremio para ver quién sigue y quién se baja de la Copa. El Burrito estuvo 12 minutos en el campo, pero apenas jugó los primeros 6, hasta que acusó el dolor. Luego permaneció dentro del rectángulo verde solo para esperar que D”Alessandro no ingresara frío.

Bien ordenado atrás, entonces, Gremio manejó las urgencias de River por ganar de local. Emerson se les pegó como una estampilla a Ortega primero y a D”Alessandro después. Anderson Polga emergió con firmeza en el fondo y adelante Rodrigo Méndes preocupó al ser abastecido por Tinga y el veterano Zinho.

En este contexto River buscaba más sobre el sector derecho. Coudet le ganaba el duelo a Gilberto y hacia allí se recostaba el Chori Domínguez (eléctrico y veloz, fue el más peligroso en la primera parte) para prolongar en el terreno la búsqueda del equipo de Ramón Díaz. Por el otro lado no ocurría lo mismo. Zapata estaba más contenido. Y adelante Cavenaghi se metía entre los defensores visitantes. Y no pesaba en absoluto.

Cuando en el arranque del segundo tiempo Coudet, con un bombazo desde fuera del área (se desvió en Zinho) clavó el uno a cero en el ángulo superior derecho del arquero Eduardo Martini, el resultado se corrió hacia el lado de la injusticia. Pero no duró mucho. Diez minutos más tarde se reacomodó cuando Luizao cedió a Tinga y éste, con un derechazo bajo, estampó la igualdad.

Zapata, que mejoró en el complemento, pudo convertir pero el arquero visitante voló para echar su disparo al córner. También el segundo se le quedó atragantado a Domínguez cuando sacudió con un remate la unión entre el travesaño y el poste izquierdo. Hasta que, justo en el último minuto del partido, Gilberto puso el 2 a 1 y le dio la victoria Gremio. Una victoria que resultó una verdadera puñalada a las ilusiones del equipo argentino.

Las llegadas generadas por River sólo nacieron de atributos individuales, no hubo demostración de juego asociado, de producciones colectivas. Y ésto, definitivamente, es lo que más le debe preocupar a Ramón Díaz de cara a los noventa minutos de vuelta programados para el jueves 2 de mayo, en Porto Alegre.

Esto, claro, y el resultado en sí mismo. Porque si el empate lo complicaba, la derrota lo deja muy mal parado en la Libertadores. Tendrá que cambiar y mucho este River que se mostró cansado y sin ideas. Tendrá que hacerlo en una semana para seguir vivo en la Copa. Y tendrá que hacerlo antes, todavía, si quiere que Racing no le ponga una piedra grande en su camino como líder del Clausura.” (Clarin, 25/04/2002)

RIVER TAMPOCO TIENE EFECTIVO
River lo tuvo, pero por Eduardo, su propia falta de definición y hasta el travesaño, perdió un partido increíble. Si mete lo que no entró, allá puede darlo vuelta.

N o hay caso. Por donde se lo mire, la frase trillada le cae como anillo al dedo al partido: lo que no concretás en el arco rival, después lo sufrís en el tuyo. Pregúntenle a los hinchas de River, que vieron cómo su equipo fue y fue, cómo monopolizó el balón en buena parte del partido, pero también cómo chocó contra una noche fenomenal de Eduardo y con sus propias fallas a la hora de mandarla a guardar, que en definitiva es el objetivo de este juego.

Gremio, en cambio, hizo su trabajito. Fino, eh. Aguantó el chubasco, mostró el oficio suficiente para dormir el partido en los pasajes en que River quería imprimirle vértigo, y lo liquidó con dos estocadas a fondo, definiendo de la forma en que River debía haberlo hecho. Por eso ganó. Con el mérito adicional que significa darlo vuelta de visitante. Porque uno está acostumbrado a ver un equipo brasileño matando de contra (el mismo Gremio le dio esa medicina a River en la Mercosur el 22 de julio del 2001, con un 2-4 en el re-debut de Ramón), pero este Gremio, ducho, experimentado, no se desesperó estando en desventaja. Y en esta Argentina sin bancos, al final se llevó todo el efectivo que quedaba.

¿La historia ya está escrita? No, ni ahí. El equipo de Ramón demostró tener un volumen de juego importante como para ganar en cualquier cancha. Si el Burrito se recupera, D”Alessandro se enchufa, Coudet repite un partido como el de anoche y el Chori concreta lo que insinúa, la empresa no es imposible. Porque no siempre se erran tantos goles y si Eduardo ataja todos los días cómo lo hizo ayer, estaría en el Scratch y, que se sepa, en Brasil sólo piden por Romario.

Lo que no fue. River había salido como para comerse crudo a su rival. Fueron diez minutos a puro vértigo, en el que Domínguez ganaba en todo el frente del ataque y Coudet, en su función de volante—puntero, hacía todo con criterio. Ya sea unirse a Ortega para hacerle el dos-uno a Gilberto o directamente, desbordar a Roger. Pero River cometió el pecado de no apretar el gatillo. Y en la primera contra, el Gremio asustó feo con una entrada de Polga. Que tuvo dos efectos simultáneos: agrandó al Gremio tanto como aminaló el ímpetu de la banda. Y entonces el juego se hizo mucho más parejo, conformando una partida de ajedrez donde ambos contendientes parecían tener controlado el match.

En ese escenario, River fue un poco más, porque tuvo la pelota aunque no creó situaciones en proporción a ese dominio. Tuvo algunas, sí, pero la impresión general era que se trataba más de un juego estilo papi fútbol, con mucho toque y poca profundidad, que una búsqueda arrolladora. Digámoslo así: muy estético pero poco efectivo. Igual, parecía que ese dominio podía traducirse en el marcador en algún momento, porque River no dejaba nunca de jugar en el campo rival, mientras que el Gremio apelaba al foul táctico para cortar el juego y se encomendaba a las muy buenas noches de Eduardo y de Rodrigo Mendes, uno en cada área, como avisando que tampoco quería ser un mero partenaire.

En el segundo tiempo, River lo abrió rapidito. Y ahí sí parecía que se lo comía. Porque el Gremio necesitaba salir y más de uno se relamía pensando en los espacios para la contra. Pero no. Luizao, en uno de sus pocos aciertos, aguantó con oficio una bocha de Gilberto y se la abrió a Tinga que fusiló en el hueco que Comizzo dejó en su primer palo. Quedaba media hora para remar de nuevo. Y River se subió al bote. Fue y fue. Esta vez con más profundidad. Creó una, otra, y otra más. Pero entre Eduardo, la falta de precisión en la puntada final y hasta el travesaño (que paró un tiro del Chori) dejaron la chapa en empate. ¿Empate dijo? No, en el descuento, el Gremio facturó: Fernando desbordó a lo lateral brasileño y se la puso a Gilberto para que la empresa de River de seguir en la Copa, sea cuesta arriba, difícil. Pero no imposible.” ( Eduardo Castiglione, Olé, 25 abril de 2002)

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MACUMBA
River llegó 12 veces, hizo figura al arquero, pegó una en el palo. Gremio, con un par de escapadas, ganó 2-1 en el descuento.Si mete lo que no entró, allá puede darlo vuelta. a caption

SON BIENVENIDOS
A River le cuesta de local: en la Libertadores sólo le ganó al Tuluá, empató con Talleres y perdió dos veces. ¿Qué pasa? No sale a comerse crudos a sus rivales.

El Chori Domínguez recibe de espalda al arco, mete un taco con giro incluido para Cambiasso y queda de frente al arco, en la medialuna. El Cuchu se la devuelve de primera y lo deja en posición de gol. Pum, derechazo al ángulo y ¿golazo? La pelota pega en el travesaño y se va. Pocos minutos después Fernando corre como una gacela por la izquierda, 50 metros a toda velocidad, asiste a Gilberto y Gremio se lleva los tres puntos del Monumental…

Parece un trabajito de una bruja brasileña, pero es una película que se está viendo bastante seguido en Núñez. Sólo queda la nostalgia de aquellos equipos de Ramón Díaz que arrasaban con los rivales en el Monumental. Para este River 2002, ganar en casa es una tarea forzosa, desgastante, y no tan habitual como en otras épocas. Porque de los cuatro partidos de local que jugó en esta Copa Libertadores, sólo ganó uno (2-0 al Tuluá). Empató con Talleres (0-0), perdió 1-0 con el América de México y 2-1 anoche ante Gremio.

Es cierto, en los equipos del riojano que goleaban en los torneos internacionales estaban Crespo, Gallardo, Salas, Francescoli o Saviola. Aunque no se trata de una cuestión de figuras, porque el Chori Domínguez, D”Alessandro, Ortega, Coudet y Cavenaghi son jugadores desequilibrantes, de nivel internacional. El problema de fondo es que River no sale a la cancha con la actitud y la ambición de comerse al rival. Toquetea, juega lindo pero va poco a los bifes. Y los contrarios ya no le tienen miedo, sólo respeto. Es un déficit que también sufre en el Clausura: en Núñez empató con Chicago, Banfield y Chacarita.

River muestra los dientes más de lo que muerde. En los pies de Ledesma, D”Alessandro, Coudet y los dos de arriba tiene una estética atractiva, que encandila por momentos, aunque carece de definición. Generalmente se repite en la estrategia de ataque: si el Cabezón tiene el medio cercado, la pelota termina en Zapata o Coudet, centro y que sea lo que Dios o los defensores rivales quieran. Porque Sava juega en Gimnasia y Crespo se fue a Italia hace rato. Por eso ayer Cavenaghi, que cabecea bien cuando la bola le cae justo pero es mucho más efectivo con los pies, no tuvo ninguna situación de gol. Las ocasiones en las que River pudo haber convertido fueron tiros desde afuera del área, como el gol de Coudet.

Ramón se conformaba con ganar 1 a 0 y viajar a Porto Alegre con un equipo combativo y rápido para la contra. Quizá porque sabe que de visitante River juega más suelto, con más espacios y así los de arriba pueden explotar mejor sus virtudes. La jugada le salió mal, porque se topó con un Gremio ordenado y letal, que supo controlar a los generadores de fútbol que tiene River. Un River que sigue dependiendo exclusivamente de sus individualidades, que consume los minutos esperando una gambeta de Ortega, una genialidad de D”Alessandro o una definición salvadora del Torito Cavenaghi. Y si en la Copa no mandás en tu casa...” ( Jorge Luis Sierra , Olé, 25 abril de 2002)

“EL CHACHO GOLEADOR
Coudet le metió uno al Gremio y venía de festejar con Chacarita.

Cuando se hablan de estrellas en River, rápidamente se piensa en Ariel Ortega, en Andrés D”Alessandro, o el Cuchu Cambiasso. Pero por el carril derecho, con mucho recorrido, él llama la atención más allá de su cabellera platinada: Eduardo Coudet es un jugador importantísimo en el equipo de Ramón. Al punto que no tiene un reemplazante de su nivel (Ariel Franco ataca a toda velocidad pero no tiene su lectura del juego, el Turco Husain se pierde cuando lo corren a la derecha). Encima, ahora el Chacho está llegando al gol: le hizo uno a Chacarita, el domingo, y le metió otro al Gremio.

Contra los brasileños, se lo notó afilado, enchufado, pasando a toda velocidad de zona defensiva a la ofensiva. Y buscando el arco rival, incluso antes del gol había probado con un tiro libre (las pelotas paradas son propiedad de Ortega, aunque esta vez las manejó el Chori Domínguez hasta que Coudet le robó una).

De todos modos, el volante con banda larga no pudo terminar el juego: a los 27 minutos del segundo tiempo, Ramón decidió que le dejara su lugar a Franco. En ese momento también ingresó Cambiasso por el Lobo Ledesma. Pareció que al ver que no podía encontrarle la llave al partido (iban 1-1), el Pelado guardó a dos jugadores importantes para el clásico contra Racing. Si con el empate se presentaba complicado pasar de ronda en Brasil, más complejo será levantar una derrota en Porto Alegre. Aunque, si el Chacho sigue su racha de goles…”  (Olé, 25 abril de 2002)

¡POBRE BURRITO!
Ortega se arriesgó por el equipo, pero aguantó sólo 12 minutos en la cancha. ¿Jugará con Racing?

¡Arieeel! ¡Arieeel! ¿Podés?”.

No, Ramón, Ortega no pudo. Al final, el Burrito no aguantó los dolores en la pierna derecha y apenas estuvo 12 minutos en la cancha con el Gremio. Por las dudas, el Pelado ya prende unas velas para que el jujeño pueda jugar ante Racing, el domingo. Pero…

Las dudas. Con molestias y entre algodones, Ariel se levantó más temprano que el resto de los concentrados y se fue con el Pelado (“me sorprendió. No le dolió, salió por precaución. Me había contado que estaba bien”, había dicho un sorprendido Ramón el martes) y Omar Labruna a una de las canchas auxiliares del Monumental. Ahí, probó su pierna durante un loco y entendió que valía la pena arriesgar: “La idea es jugar, vamos a ver…”, dijo convencido, a minutos de las 21. Un rato más tarde, recibió la primera ovación de la noche al salir entre los titulares. Los hinchas le reconocieron el sacrificio, pero la pierna le pasó una factura: la contractura en la cara posterior del muslo derecho no lo dejó ni mover.

A los cinco minutos del inicio sintió dolor. A los seis, se agarró la pierna, gesto que motivó al DT a mandar a calentar a D”Alessandro. A los ocho, el jujeño elongó y casi no volvió a tocar la pelota. El tiempo le alcanzó para una pisadita y dos toques. Apenas para eso: a los 12 minutos fue reemplazado por el Cabezón. Aplauso, medalla y… hielo para Orteguita.

Maldita contractura. El primer problema físico apareció el 28 de febrero, contra el América de México. Aquella noche, Ariel sintió un pinchazo: contractura en el isquiotibial izquierdo. No estuvo contra Chicago, en el Monumental, pero reapareció frente a Boca, diez días después. La segunda señal de desgaste se notó con Gimnasia, en La Plata. Otra vez el pinchazo, otra vez a detener la marcha, de nuevo las medias bajas: “No es un desgarro, pero tiene una contractura en la cara posterior del muslo derecho”, informó el doctor Giulietti. A los cuatro días estuvo ausente frente a Chacarita porque el riojano prefirió guardarlo para el partido ante el Gremio. “¿Chacarita? Estoy para diez minutos, y así no quiero arriesgar”, dijo Ariel entonces.

Tres días después, jugó apenas dos minutos más. ¿Y ahora? A esperar y rezar, porque para el partido con Racing, Maxi López está suspendido y Esnaider salió el domingo con dolores en el aductor izquierdo. “ (Olé, 25 abril de 2002)

SE HA FORMANDO UNA PAREJA, ROBERTO...
Cavenaghi y D”Alessandro fueron seguidos por Bettega y Sívori, hombres fuertes de la Juve. Antes hubo una reunión con Aguilar.

Llamó la atención. En la platea Belgrano, en uno de los nuevos palcos del Monumental, Enrique Omar Sívori y Roberto Bettega seguían el partido con atención. Parece que especialmente los movimientos de Fernando Cavenaghi y de Andrés D”Alessandro, quien arrancó en el banco y rápidamente saltó a la cancha cuando Ariel Ortega pidió el cambio. Unas horas antes, Bettega, vicepresidente de la Juve, se reunió en el estadio con José María Aguilar, el presidente de River.

Los rumores, que juegan carreras cuando se producen encuentros de este tipo, dicen que el italiano buscaría asegurarse a los chicos revelación del fútbol argentino. Aguilar, cuando pasó por la zona de vestuarios antes del partido, minimizó el tema. Más allá de que en Europa se dice que Bettega tendría para ofrecer unos 30.000.000 de dólares por la parejita ofensiva de River.

Haciendo hipótesis, tal vez apresuradas, hay que decir que Aguilar es consciente de que será difícil retener a D”Alessandro cuando los europeos se decidan a sacar los dólares de la caja fuerte. En cambio, hace unos días anunció que Cavenaghi, en este momento es intransferible. Sabe que el Cabezón es conocido en el Primer Mundo y que ya se menciona más al Torito goleador (ya se habló de un interés del Parma y un sondeo menos importante de la Lazio). De todos modos, el tema quedó ahí. Después del partido, Bettega se fue hacia Paraguay, donde hoy participará de la inauguración del estadio del club Sol de América, cancha que llevará su nombre en reconocimiento a su trayectoria. Ese fue el motivo principal de su viaje.

A principios de marzo, River rechazó la primera oferta formal que llegó por el zurdo que lleva la 11 con clase: fue de 15 millones de dólares y la hizo un agente FIFA israelí, llamado Ronen Katzav, quien tiene mucha llegada en Inglaterra. A los pocos días, considerado un jugador de elite por todos los dirigentes de la Comisión Directiva del club, Andrés recibió un retoque en su contrato por la temporada pasada: de cobrar 3 mil pesos de sueldo y 90 mil de prima, pasó a recibir 7 mil y 200 mil respectivamente. Pero todavía no le retocaron el contrato por el 2001/02, acordado por 5 mil pesos de sueldo y 120 mil.

Ya lo dijo Aguilar: “Y, va a ser muy difícil retener a Andrés. Los jugadores saben que en Europa puede ganar diez veces más de lo que gana acá”. Los poderosos, los que tienen dólares en sus maletines, también lo saben. Por eso es probable que haya empezado la excursión en busca de talentos que desean asegurar su futuro.”  (Federio Del Rio, Olé, 25 abril de 2002)


river

GRÊMIO TEM REABILITAÇÃO SENSACIONAL
EQUIPE COMEÇOU PERDENDO, MAS VIROU O JOGO CONTRA O RIVER PLATE, 2 A 1, E ESTÁ BEM PERTO DA PRÓXIMA ETAPA DA LIBERTADORES

O Grêmio deu a volta por cima. Ontem, em Buenos Aires, a equipe de Tite venceu o River Plate por 2 a 1, de virada, no jogo de ida das oitavas-de-final da Copa Libertadores. Coudet abriu o placar, Tinga e Gilberto viraram. Agora, o Grêmio precisa de um empate para obter a vaga. A partida de volta, no estádio Olímpico, será no dia 2 de maio.

O River começou pressionando o Grêmio, que conseguiu controlar o ímpeto do time argentino. Bem posicionada na defesa, a equipe gaúcha tentava surpreender nos contra-ataques. A partida teve um início eletrizante. Logo aos 12min, o Grêmio recebeu uma ótima notícia: Ortega voltou a sentir a lesão muscular e foi substituído por D’Alessandro. Na seqüência, após cobrança de escanteio, Polga chutou por cima. Num jogo entre grandes, as oportunidades de gol não paravam. Aos 17min, Dominguez bateu forte e Martini fez ótima defesa. O Grêmio quase marcou, aos 29min. Roger disparou pela esquerda e cruzou para Luizão concluir à esquerda.

Na segunda etapa, o River surpreendeu o Grêmio logo no primeiro minuto. Coudet pegou um rebote, a bola desviou em Roger e entrou, sem chances para Martini esboçar a defesa. O gol não intimidou o Grêmio, que foi para cima do River. Aos 11min, Luizão passou para Tinga dentro da área acertar um forte chute no gol empatando a partida. Depois do empate, o Grêmio queria mais. E, aos 45min, Fernando, que havia entrado no lugar de Zinho para reter a bola, fez grande jogada e achou Gilberto livre para marcar o gol da virada.

Hoje, em Assunção, o presidente do Grêmio, José Alberto Guerreiro, deverá pedir à Conmebol que libere Danrlei para jogar o restante da Libertadores.” (Correio do Povo, 25 de abril de 2002)

TITE E A CAPACIDADE DE INDIGNAÇÃO

O festivo vestiário gremista, ontem, no Monumental de Nuñez, em nada lembrava o clima tenso e triste que envolveu o time tricolor após a goleada de domingo. O presidente José Guerreiro disse que foi feito um ‘trabalho profundo sobre a importância da Libertadores’ e que os jogadores deram ‘uma resposta excelente’. O dirigente elogiou o futebol de Luizão, que fez a jogada do primeiro gol, e destacou as substituições feitas por Tite, em especial a de Fernando por Zinho.

O treinador gremista elogiou a sua equipe, que ‘soube absorver o golpe do gol do River e depois saiu para buscar o resultado’. Tite salientou que o Grêmio teve ‘qualidade e equilíbrio para jogar bem e vencer com justiça um time forte como o River Plate em seu estádio’. Ele observou que a vitória mostrou, ainda, a capacidade de indignação dos jogadores: ‘O pessoal estava com o último resultado engasgado na garganta. E entrou em campo sem omitir-se da responsabilidade'”. (Correio do Povo, 25 de abril de 2002)

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Foto: Fabian Gredillas (Correio do Povo)

GRÊMIO BATE O RIVER NO ÚLTIMO MINUTO PELA LIBERTADORES
O Grêmio foi até Buenos Aires e bateu por 2 a 1 o River Plate, na noite desta quarta-feira, pelas oitavas-de-final da Copa Libertadores da América. Gilberto, aos 45 do segundo tempo, marcou o gol da vitória gremista.

As equipes voltam a se enfrentar na quinta da próxima semana, no estádio Olímpico, em Porto Alegre. O time gaúcho precisa apenas de um empate para se classificar.

A equipe que passar pega na próxima fase pega o vencedor do confronto entre Nacional e América de Cali. Os uruguaios venceram a primeira partida por 1 a 0.

Em tom de desabafo, o técnico Tite agradeceu o suporte das famílias dos jogadores e comissão técnica, que foram muito criticados após a goleada sofrida para o Atlético-PR por 5 a 1, no último sábado, pela Copa Sul-Minas.

O River foi melhor no primeiro tempo. O time argentino pressionou, mas foi o Grêmio que assustou nos contra-taques. Aos 14 minutos, Zinho levantou de escanteio na área, Luizão escorou e Polga apareceu livre no segundo pau para tocar para fora.

Aos 29 foi a vez de Luizão desperdiçar uma boa oportunidade. O atacante sobiu de cabeça depois do cruzamento de Roger e a bola passou raspando a trave esquerda do goleiro Comizzo.

Mas, logo no primeiro minuto da etapa final, o River abriu o placar. Caudet pegou uma sobra dentro da área e bateu. A bola ainda desviou na zaga antes de entrar no ângulo.

O Grêmio não demorou a reagir e, aos 11, Luizão rolou para Tinga soltar a bomba e deixar tudo igual.

O time argentino partiu com tudo para cima, mas foi o Grêmio que marcou. Aos 45, Gilberto recebeu dentro da área e marcou o gol da vitória.” (Terra, 24 Abril de 2002, Quarta-feira, 23h32)

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Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

NO MINUTO FINAL, GRÊMIO DERROTA RIVER
    Com o atacante Luizão de volta ao time, o Grêmio derrotou o River Plate por 2 a 1, em Buenos Aires, pelas oitavas de final da Libertadores. A partida de volta será na próxima quarta, em Porto Alegre.
   O River sentiu a perda de Ortega, que saiu aos 12 min do primeiro tempo, com uma contratura muscular. Apesar disso, o time argentino abriu o marcado logo a 1 min do segundo tempo. Coudet chutou de fora da área, a bola bateu na defesa e enganou Eduardo.
   Aos 11 min, Tinga apareceu pela direita e chutou forte, no canto de Comizzo. Aos 45 min, Fernando fez boa jogada. A bola sobrou para Gilberto, que desempatou.” (Folha de São Paulo – quinta-feira, 25 de abril de 2002)

GRÊMIO VIRA NO ÚLTIMO MINUTO E BATE O RIVER EM BUENOS AIRES

Após a desconcertante derrota de 5 a 1 para o Atlético-PR, no último sábado, no Olímpico, na abertura das semifinais da Copa Sul-Minas, o Grêmio se reabilitou hoje e bateu o River Plate por 2 a 1, em Buenos Aires, pela partida de ida das oitavas-de-final da Libertadores.

O resultado dá a vantagem da equipe gaúcha jogar pelo empate na partida de volta, no estádio Olímpico, em Porto Alegre. Foi o segundo triunfo consecutivo do time de Tite contra o rival, em Buenos Aires. No ano passado, o Grêmio bateu o River Plate por 4 a 2, pela Mercosul.

Após um primeiro tempo sem gols, o River Plate abriu o placar logo a 1min da etapa final com Coudet, que chutou de fora e foi beneficiado pelo desvio na zaga, que enganou o goleiro Eduardo Martini. A vantagem argentina, no entanto, durou pouco tempo.

Aos 12min, em jogada que teve participação do atacante Luizão _foi a primeira vez que o jogador inicia uma partida desde o início pelo Grêmio [antes, Luizão jogou meio tempo contra o Cruzeiro, pela Sul-Minas]_, Tinga chutou forte para as redes do gol de Comizzo.

A virada veio aos 45min. O lateral-esquerdo Gilberto recebeu de Fernando, entrou na área e bateu sem chances para Comizzo. Agora, as duas equipes voltam a jogar no dia 2 de maio, em Porto Alegre, e o empate classifica o Grêmio.” (Folha de São Paulo – 24/04/2002 – 23h34min)

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Fonte: ClicRBS

River Plate 1×2 Grêmio

RIVER PLATE: Ángel Comizzo; Hernán Garce, Celso Ayala e Ricardo Rojas; Eduardo Coudet (Ariel Franco), Cristian Ledesma (Esteban Cambiasso), Cláudio Husaín, Victor Zapata e Ariel Ortega (D’Alessandro); Alejandro Dominguez, Fernando Cavenaghi
Técnico: Ramón  Díaz

GRÊMIO: Eduardo Martini; Anderson Polga, Claudiomiro e Roger; Anderson Lima, Emerson, Tinga, Zinho (Fernando Menegazzo) e Gilberto; Rodrigo Mendes (Rodrigo Fabri) e Luizão (Fábio Baiano)
Técnico: Tite

Copa Libertadores 2002 – Oitavas de Final – Jogo d eIda
Data: 24 de abril de 2002, quarta-feira, 21h40min
Local: Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires-ARG
Público: 10.842 pagantes
Renda: $ 66.131,00
Árbitro: Carlos Amarilla (Par).
Assistentes: Robert Troxler e Amélio Andino (Par)
Cartões Amarelos: Garcé, Husaín, Celso Ayala, Rodrigo Mendes, Anderson Polga, Gilberto
Gols: Eduardo Coudet, no primeiro minuto do segundo tempo.  Tinga, aos 12 e Gilberto, aos 45 minutos do segundo tempo.

 

Libertadores 2002

February 12, 2007

O Grêmio participou da libertadores de 2002 como campeão da Copa do Brasil de 2001. Na primeira fase ficou no grupo 2 com 12 de Octubre (Paraguai), Cienciano (Peru) e Oriente Petrolero (Bolívia). Primeiros 3 jogos com 3 vitórias. a primeira derrota só aconteceu contra o 12 de octubre em Assunção num jogo tumultuado, onde Danrlei teria, supostamente, agredido um bandeirinha. Essa agressão lhe baniu do resto da competição . No jogo seguinte nova derrota, dessa vez na altitude de Cuzco para o Cienciano. O Grêmio garantiu o primeiro lugar do grupo com um vitória contra o 12 de octubre em casa.

Para oitavas de final, o Grêmio trouxe Luizão, que estava brigado com o Corinthians, e se não arranjasse clube não iria a copa do Japão/Coreia. Após a copa, Luizão abandonou o Grêmio, fugindo das semifinais da libertadores. Mas nas quartas o grêmio deu um chocolate no river. 2 x 1 em Nuñez e 4 x 0 no olímpico.

Nas quartas o Nacional. 1 x 0 no olímpico com gol de Fabri. No centenário, Claudiomiro fez pênalti que o gigante Richard Morales converteu, mas Claudimiro se redimiu empatando o jogo.

Mas difícil que o Nacional foi aguentar ter que apenas ouvir os jogos da libertadores. explico: a Globo e FoxSports não entraram num acordo e somente as semifinais e finais foram televisionadas para o Brasil, antes disso a opção nos jogos fora de casa era o rádio.

Nas semifinais o Olimpia. No defensores del chaco Eduardo Martini falhou mais de uma vez o Grêmio perdeu por 3 x 2. Na volta o Grêmio ficou no 1 x 0 e perdeu nos pênaltis, graças ao juiz Daniel Gimenez, (clique aqui pra saber mais)


Jogadores inscritos naquela Libertadores:
1-Danrlei, 2-Anderson Lima, 3-Anderson Polga, 4-Mauro Galvão, 5-Roger, 6-Gilberto, 7-Tinga, 8-Fernando, 9-Rodrigo Mendes, 10-Rodrigo Fabbri, 11-Zinho, 12-Eduardo Martini, 13-Pedrinho, 14-Pablo Hernandez, 15-Claudiomiro, 16-Grafite, 17-Fábio Baiano, 18-Valdo, 19-Emerson, 20-Marcelo Pitol, 21-Adriando, 22-Gavião, 23- Luizão, 24-Fabiano, 25-Luis Mario, 21- Fábio de los Santos, 23- Claúdio Pitbull

1ªfase – Grupo 2
07/02/02 – Santa Cruz – Oriente Petrolero 2 x 4 Grêmio – Gols: R.Mendes (3) e A.Lima
20/02/02 – Poa -Grêmio 2 x 0 Cienciano – Gols: F.Baiano e R.Mendes
28/02/02 – Poa –Grêmio 3 x 2 Oriente Petrolero – Gols: Rodrigo Mendes (3)
12/03/02 – Assunção – 12 de Octubre 1 x 0 Grêmio
03/04/02 – Cuzco – Cienciano 2 x 1 Grêmio – Gol: R.Mendes
09/04/02 – Grêmio 1 x 0 12 de Octubre – Gol: Anderson Lima

Oitavas de Final – River Plate
24/04/02 – Buenos Aires – River 1 x 2 Grêmio – Gols: Tinga e Gilberto
02/05/02 – Poa – Grêmio 4 x 0 River – Gols: R.Mendes, Luizão,Zinho e L.Mário – Público: 50.838 (44.715 pagantes)

2002 Libertadores Gremio 4x0 river plate luiza itamar aguiar o sul

2002 gremio river JOSe-DOVAL-AGNCIA-RBS2002 Gremio river plate VALDIR-FRIOLIN-AGNCIA-RBS1

Quartas de Final – Nacional (Uruguay)

08/05/02 – Poa – Grêmio 1 x 0 Nacional – Gol: Rodrigo Fabri

15/05/02 – Montevideo – Nacional 1 x 1 Grêmio – Gol: Claudiomiro

 

Semifinal – Olimpia
10/07/02 – Assunção – Olimpia 3 x 2 Grêmio – Gols: A.Lima e R.Mendes
17/07/02 – Porto Alegre – Grêmio 1 x 0 Olimpia – Gol: Zinho
obs: Olimpia 5 x 4 nos pênaltis