Archive for the ‘Libertadores 2009’ Category

Libertadores – Grêmio 2×2 Cruzeiro

July 3, 2009



Novamente é desnecessário fazer uma demorada introdução sobre a partida. Semifinal de Libertadores. Clima “copero” criado nas arquibancadas, e por mais que isso tenha virado algo comum, ainda é muito bonito de se ver.

Autuori repetiu o esquema do Mineirão. Adílson Baptista, com Gerson Magrão na lateral, usou um 4-4-2. mais ortodoxo. O Grêmio tinha dificuldade para sair jogando, especialmente pelas laterais. O Cruzeiro fechava o lado esquerdo, e pelo direito, faltava cacoete de lateral para Thiego. Sobrava a ligação direta, e ainda assim, os primeiros 30 minutos foram de abafa gremista.

Na base da raça e da vontade o Grêmio poderia ter inaugurado o marcador. Foram várias oportunidades de erguer a bola na área. Fábio Santos teve boa chance em grande jogada de Tcheco. Um impedimento mal marcado de Maxi Lopez, que deixava Souza na cara do gol e, aos 28, Herrera sofreu claro pênalti de Leonardo Silva, mas Oscar Ruiz não marcou.

Aos 36 ocorreu a jogada que definiu a classificação. Lateral marcado para o Cruzeiro (Réver reclamou). Cobrança feita para Kleber, Fábio Santos erra na marcação, toma o giro, não faz a falta, Réver dá o bote pelo lado errado, Kleber ingressa na área e de carrinho dá o passe para Wellington Paulista fazer o 1×0. Ali ficava tudo mais difícil.

E ficaria praticamente impossível dois minutos depois quando Wellington Paulista fez o 2×0, após linha de impedimento mal feita pela Grêmio (muito embora seja lance para tira-teima).

Obviamente o clima pesou no Olímpico, o primeiro tempo custou em acabar.


Fazer 5 gols era altamente improvável. Restava jogar pela torcida. Foi o que aconteceu. Grêmio foi buscar diminuir, de alguma forma, o prejuízo. O time foi para cima, e, conseguiu um gol cedo, através de Réver, após escanteio batido por Tcheco. Aos 14 arrancada de Wágner, falta de Adílson. Não vi clara e manifesta situação de gol, mas Ruiz viu e expulsou o 11 gremista.

O Cruzeiro esperava o tempo passar e era uma equipe mais consciente em campo, o Grêmio ia para cima na vontade, e criou algumas chances, mas Fábio fez boas defesas. Aos 30, Souza (até então apagado no jogo) percebeu o goleiro cruzeirense adiantado e fez um golaço.

Autuori só mexeu na equipe pela lesão de Herrera (Perea entrou). O tricolor seguiu pressionando, em busca de uma virada, que tão somente diminuiria o descontantemento da torcida. Não aconteceu, apesar do esforço dos atletas (visivelmente exaustos) e de várias bola erguidas na área do Cruzeiro.


Sobrou empenho e raça, faltou sorte e competência. Sim, transformar vantagem em gols é um sinal de competência. Grêmio pagou um preço alto pelos gols perdidos no Mineirão, concordo com a leitura de a classificação foi decidida em Belo Horizonte.

Encarnando um torcedor corneteiro, digo que um time que toma 3 gols do Wellington Paulista não pode ser campeão.

Não bastasse ter prejudicado o Grêmio em lances capitais, Oscar Ruiz fez uma arbitragem voltado a sua própria preservação (Até o Wright comentou isso). Catimbou mais do que qualquer jogador do Cruzeiro.

Não faria nenhuma diferença, mas não entendi porque Autuori não fez mais substituições no segundo tempo. A entrada de Jadílson no lugar de Fábio Santos me parecia óbvia.

A mudança de esquema não trouxe melhorias. Pelo contrário. Réver e Léo caíram de produção, Túlio cerca, mas jamais rouba alguma bola. Fábio Santos não melhorou deixando de ser ala.



O que aconteceu no “extracampo” ontem será comentado no próximo post.

fotos: Grêmio.net, ClicRBS, Final e UOL

Grêmio 2×2 Cruzeiro
Wellington Paulista 36´
Wellington Paulista 38´
Réver 54´
Souza 75´

GRÊMIO: Victor, Thiego, Leo, Réver e Fábio Santos; Adilson, Túlio, Souza e Tcheco; Herrera (Perea, 38’/2ºT) e Maxi López.
Técnico: Paulo Autuori.

CRUZEIRO: Fábio, Jonathan, Thiago Heleno, Leonardo Silva (Anderson, 6’/2ºT) e Gerson Magrão (Elicarlos, 20’/2ºT); Marquinhos Paraná, Ramires, Fabinho e Wagner; Wellington Paulista (Thiago Ribeiro, 25’/2ºT) e Kléber.
Técnico: Adilson Batista

Libertadores 2009 – semifinal – jogo de volta
Data: 2/7/2009 (quinta-feira), 22h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Público: 44.920 (40.452 pagantes)
Renda: R$ 966.652,00
Árbitro: Oscar Ruiz (COL)
Auxiliares: Abraham González e Humberto Clavijo (COL)
Cartões Amarelos: Ramires, Kléber (C); Tcheco, Thiego, Herrera, Maxi López (G)
Cartões Vermelhos: Adilson (Grêmio) aos 14 do 2ºt
Gols: Wellington Paulista, aos 34min e 36min do primeiro tempo; Réver, aos 9min e Souza, aos 30 min do segundo tempo;

Loucos por Tri América

July 2, 2009

Libertadores – Estudiantes 1 x 0 Nacional

June 27, 2009
Vi este jogo com “o canto do olho”, sem prestar muita atenção. Os primeiros 20 minutos davam a impressão de que o Estudiantes definaria a classifcação já no primeiro jogo. Os argentinos já tinham ameaçado a meta de Muñoz antes, mas foi aos 14 que abriram o placar. Falta no meio campo, cobrança rápida e lançamento preciso de Véron, cruzamento da direita de Benítez, saída estranha do arqueiro Uruguaio e gol de peixinho de Galván.

Mas a partir daí o Nacional, sem desepero, passou a se resguardar mais defensivamente, e conseguiu manter o placar em 1×0 até o final.

Verón saiu no intervalo e fez muita falta ao time do Estudiantes.

Uma resenha mais completa pode ser lida no Carta na Manga ou no Impedimento


Estudiantes 1 x 0 Nacional

Diego Galván 14´

ESTUDIANTES: Mariano Andujar; Cristian Cellay (80′ Juan Manuel Díaz), Rolando Schiavi, Leandro Desábato e Gastón Ré; Diego Galván (58′ Maximiliano Núñez), Rodrigo Braña, Juan Sebastián Verón (46′ Matías Sánchez) e Leandro Benítez; Gastón Fernández e Mauro Boselli.
Técnico: Alejandro Sabella.

NACIONAL: Rodrigo Muñoz; Matías Rodríguez, Mauricio Victorino, Sebastián Coates e Adrián Romero; Alvaro Fernández (73′ Federico Domínguez), Oscar Morales, Diego Arismendi e Nicolás Lodeiro; Gustavo Biscayzacú (64′ Angel Morales) e Alexander Medina (46′ Santiago García).
Técnico: Gerardo Pelusso.

Libertadores 2009 – Semifinal – Jogo de Ida
Data: 25 de junho de 2009, quinta-feira, 19h30min
Local: Estádio Único, La Plata-ARG
Arbitragem: René Ortubé, Jorge Calderón e César Nistahuz (Bolivia).
Cartão Amarelo: 39′ Romero (N), 47′ Benítez (E), 61′ Arismendi (N), 69′ M. Rodríguez (E).
Gol: 14′ Diego Galván (E).

Libertadores – Cruzeiro 3 x 1 Grêmio

June 25, 2009

Semifinal de Libertadores, times de de grande e igual tradição, estádio lotado. Não vou me estender mais do que isto neste preâmbulo.

Taticamente se desenhava uma situação interessante no jogo, os dois times tinham problemas no mesmo lado do campo. Autuori “improvisou” Thiego na lateral-direita, Adílson colocou seu multifuncional homem de confiança, Marquinhos Paraná, na lateral-esquerda.

Como time de casa, Cruzeiro foi para cima, mas o Grêmio, bem postado, se defendia bem. A Raposa tinha dificuldades em ultrapassar sua intermediária ofensiva. Kleber era visto voltando para buscar jogo no meio campo. O Cruzeiro insistiu com a mesma jogada, bola enfiada na diagonal, da esquerda para a direita (normalmente de Paraná para Jonathan)

Mas o tricolor não só se defendia, contra-atacava também, e com bastante perigo. Aos cinco minutos, Maxi Lopez fez jogada pela ponta direita, cruzou rasteiro e Alex Mineiro, na linha da pequena área, furou em bola. Aos 14, nova jogada pela direita, Maxi para Souza, que lançou Túlio na linha de fundo. De lá, saiu um cruzamento perfeito para Alex Mineiro, que dá marca do pênalti, cabeceou fraco, no meio, facilitando a defesa de Fábio. Aos 22, Maxi roubou a bola de Tiago Heleno, arrancou em direção ao gol, cortou seu marcador, escolheu o canto, bateu de perna esquerda, mas a bola caprichosamente raspou a trave.

Voltava o fantasma dos gols perdidos em jogos anteriores, da primeira fase da Libertadores e do Fluminense no brasileiro. Mas lá eram adversários limitados ou desorganizados e o Grêmio escapou do castigo. Contudo, o Cruzeiro não é desorganizado e tampouco limitado, e fez valer a máxima do “quem não faz, leva”.

Os “mineiros” já haviam tido duas oportunidades antes, mas as credito mais ao “abafa” naturalmente feito por um mandante. Na sua primeira jogada trabalhada, o Cruzeiro fez o gol. Até então o Grêmio não havia errado seu posicionamento defensivo (Fábio Santos guardava sua posição junto aos zagueiros). O gol nasceu dos pés de Wagner, na intermediária defensiva. Jonathan foi acionado na direita e pegou toda a defesa fora de lugar. Kleber recebeu na ponta direita e cruzou para área, Wellington Paulista se antecipou a Léo e, de cabeça, abriu o marcador.

O resultado da primeira etapa era pra lá de injusto (se é que se pode falar em justiça no futebol), até os “imparciais” jornalistas do Sportv afirmavam isto.

A volta para o segundo tempo foi marcada por uma ducha de água fria. Primeiro Marcelo salvou um gol olímpico. Novo escanteio, cochilo da marcação gremista, Wagner chuta do bico da área, a bola desvia em Tcheco e mata Marcelo. O Placar, era de um até ali exagerado 2×0.

O time sentiu bastante o golpe. Autuori tirou Alex Mineiro e colocou Herrera. O time não reagiu. Cruzeiro cresceu no jogo. Aos 22, em novo erro do Grêmio após escanteio, Marquinhos Paraná cruzou, Fabinho subiu livre, no meio da área gremista, e dali cabeceou para baixo fazendo o terceiro.

O 3×0 praticamente definia o classificado a final. Todos no estádio sentiam isso. Mas aos 30 veio a bizarra lesão do árbitro, que teve que ser substituído (confesso que não lembro de ter “presenciado” isto antes). A parada foi boa para o Grêmio, que se acalmou e finalmente voltou para o segundo tempo. O time passou a conseguir articular algumas jogadas no ataque. Aos 33, o quarto árbitro marca um falta no grito (ainda que existente). Souza se fez presente em campo pela segunda vez (primeira em chute no primeiro tempo) bateu magistralmente a falta. Gol que fazia retornar as esperanças. Foi a vez do Cruzeiro sentir o golpe, passando a segurar o resultado feito. O tricolor continuou no ataque, tendo algumas chances em cruzamentos e/ou bolas paradas. Na melhor delas, Herrera não achou ninguém com sua escorada de cabeça. Assim, o placar final foi mesmo o de 3×1.

O resultado é sim reversível, mas não podemos nos enganar. O Cruzeiro tem uma senhora vantagem.

O que me dá um pouco de esperança é que quando o Grêmio “quis”, conseguiu jogar. Ontem nenhum jogador teve uma atuação de superação. Espero ver isto na quinta.

Faltou maior participação do meio campo. Tcheco e, especialmente, Souza deveriam ter participado mais do jogo.

Juiz ruim e caseiro. Marcou muitas faltas (mal parecia arbitragem de Libertadores), mostrou poucos cartões, permitiu várias confusões. Teve sorte de não ter ocorrido um lance mais decisivo, se bem que o carrinho de Elicarlos era passível de vermelho direto.

Tirando a postura da delegação do Grêmio e do Delegado do estádio, achei muito mal conduzido este episódio entre Maxi Lopez e Elicarlos. Parece que não foi dimensionada corretamente a repercussão e as conseqüências da denúncia. Por que o atleta cruzeirense não falou nada no intervalo? A polícia mineira sempre age assim em casos de injúria?
É impossível que não ocorram desdobramentos deste fato aqui em Porto Alegre.

E a imprensa fazendo pré-julgamento sem o menor pudor.

Pra terminar, gostei muito de uma frase na Zero Hora de hoje, no texto de Leandro Behs:

Agora, o milagre poderá acontecer no dia 2, quando a torcida gremista terá que marcar dois gols para o time no Olímpico. “

Fotos: Uol, Terra, Clicrbs

Cruzeiro 3 x 1 Grêmio
Wellington Paulista 37´
Wágner 47´
Fabinho 67´
Souza 78´

CRUZEIRO: Fábio, Jonathan, Leonardo Silva, Thiago Heleno e Marquinhos Paraná; Fabinho, Elicarlos (Jeancarlos, 40’/2ºT), Henrique e Wagner (Bernardo); Kléber e Wellington Paulista.
Técnico: Adilson Batista.

GRÊMIO: Marcelo Grohe, Ruy, Leo, Réver e Fábio Santos; Adilson, Túlio, Tcheco e Souza; Alex Mineiro (Herrera, 13’/2ºT) e Maxi López.

Técnico: Paulo Autuori.

Libertadores 2009 – Semifinal – Jogo de Ida
Data: 24/06/09, quarta-feira, 21h50min
Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte (MG).
Público: 51.296 pagantes
Renda: R$ 1.387.644,94.
Árbitro: Henrique Osses (CHI), depois Jorge Osorio (CHI) aos 30 do 2ºtempo.
Auxliares: Cristian Julio (CHI) e Osvaldo Talamilla (CHI).
Cartões amarelos: Elicarlos (CRU); Marcelo Grohe (GRE) e Tcheco
Gols: Wellington Paulista ( 37’/1ºT); Wágner ( 2’/2ºT); Fabinho ( 22’/2ºT); Souza, ( 33’/2ºT).

Libertadores – Semifinais

June 20, 2009



JOGOS DE IDA
Quarta-feira – 24/06 – 21h50min
Cruzeiro x Grêmio – Mineirão

Quinta-feira – 25/06 19h30min
Estudiantes x Nacional – Ciudad de La Plata (19h30)

JOGOS DE VOLTA
Quarta-feira – 01/07 21h15min
Nacional x Estudiantes – Centenário

Quinta-feira – 02/07 21h50min
Grêmio x Cruzeiro – Olímpico Monumental

Libertadores – Quartas de Final – Jogos de Volta

June 20, 2009


17 de junho – Quarta-feira
19h20 – Nacional 0x0 Palmeiras – (Melhores Momentos)

21h50 – Grêmio 0x0 Caracas – (Melhores Momentos)

18 de junho – Quinta-feira
19h30 – Estudiantes 1×0 Defensor – (Melhores Momentos)
Gol: Leandro Benítes 13´

22h00 – São Paulo 0x2 Cruzeiro – (Melhores Momentos)
Gols: Henrique 65´ e Kléber (pênalti) 81´

Libertadores – Grêmio 0 x 0 Caracas

June 18, 2009

Ontem, depois de observar tudo o que se falava sobre o jogo fiz o seguinte comentário no Twitter:
Gostaria de ver um pouco mais de respeito ao Caracas. Não é jogo jogado. Ainda bem que os jogadores não entraram nessa

De fato não era jogo jogado. Não há como se pensar nisso numa quarta-de-final da Libertadores. Caracas não é galinha morta. O bom é que os atletas gremista aparanteram não ter embarcado nesse clima de oba-oba criado.

O time ficou num dilema. O 0x0 inicial já garantia a classificação. Fora satisfazer o ego e a torcida, não existiam motivos para se jogar deseperadamente ao ataque. Ainda assim, o Grêmio tomou a iniciativa nos primeiros 30 minutos de jogo, e criou oportunidades de abrir o marcador.:Voleio de Souza (fotos abaixo), duas enfiadas para chutes de Maxi Lopez e um chute de primeira de Tcheco, após cruzamento de Fábio Santos. O tricolor ainda teve um pênalti não marcado ao seu favor, aos 30 minutos, quando Barone empurrou a cabeça de Maxi Lopez durante um cruzamento. Os venezuelanos tiveram grande chance em um conclusão de fora da área, na qual Marcelo Grohe fez grande defesa com ponta dos dedos.

Mas somente listar as chances criadas não ilustra bem o que era o jogo, que foi bastante pegado, truncado. Com o gramado molhado as equipes não arriscavam passes mais complicados, optavam pelo balão, disputa no alto de cabeça e pela segunda bola.

O Grêmio tinha alguma dificuldade para sair jogando. Noel Sanvincente posicionou seus meias ofensivos bem abertos pelas pontas, bloqueando a passagem dos laterais gremistas.


O Caracas era uma equipe bastante consciente em campo. Sabia que uma eventual classificação passava primeiro por não sofrer gols do Grêmio. Os venezeulanos conseguiram segurar o ímpeto gremista, retomado na volta para o segundo tempo. O Caracas também era sabedor das suas limitações, e da sua condição de franco atirador. A equipe não tinnha a menor vergonha de forçar sua jogada forte. A bola parada. Em qualquer falta além do meio-campo o time era posicionado no ataque e a bola era erguida em direção ao gol do Grêmio. Sorte nossa que os jogadores ofensivos de maior cartaz do Caracas, Renteria e Figueroa, não estavam em uma noite inspirada, sendo inclusive substituídos.

Com o passar do tempo, o time foi perecebendo que a noite era uma daquelas onde o jogo não flui. Sabiamente os jogadores passaram a jogar com o regulamento embaixo do braço, tentando levar o 0x0 até o final. E foi o que aconteceu, não sem levar ao menos dois grandes sustos:

– Linha de impedimento mal executada, Cichero fica livre dentro da área, pronto para fazer o arremate, e Réver dá um carrinho salvador.
– Escanteio, Herrera corta mal no primeiro pau, Castellin e Barone sobem junto no segundo, mas a bola vai para linha de fundo.

Enfim, ao contrário do que se “previa”, um jogo complicado até o último minuto.

Não foi uma atuação brilhante, longe disso. Mas foi uma classificação com a cara do Grêmio, sofrido, copero, jogo de libertadores, etc…

O Grêmio não é mais, nem menos, favorito ao título do que qualquer outra equipe que permanece na competição.

Adílson foi o melhor em campo. Marcou, desarmou, saiu para o jogo, simplificou na hora do passe.

Marcelo Grohe foi mais uma vez muito seguro.

Herrera entrou incendiando o jogo. Fez jogada pelas pontas. Algo que não aconteceu quando Alex Mineiro estava em campo.

Maxi Lopez lutou muito, mas faltou maior “brilho” no momento das conclusões.

Tcheco e Souza, de quem mais se esperava, foram as figuras mais apagadas.

Os zagueiros novamente foram bem no novo esquema.

Caracas valorizou a classificação do Grêmio. Notável a atuação da sua linha defensiva. A equipe deixou o gramado devidamente aplaudida por parte do estádio.

Bom público. Melhorou o humor da torcida. Mas ainda está londe do ideal (2007?). Me parece que ontem tinha muita gente preocupada demasiadamente com a Copa do Brasil.

Não tenho preferência entre São Paulo e Cruzeiro.

Grêmio 0 x 0 Caracas

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Ruy, Leo, Réver e Fábio Santos; Adilson, Túlio, Tcheco e Souza; Alex Mineiro (Herrera, 13′ 2º/T) e Maxi López.
Técnico: Paulo Autuori.

CARACAS: Renny Vega; Romero, Rey, Barone e Cichero; Luis Vera, Lucena, Darío Figueroa (Guerra, 21′ 2º/T) e Gomez (Prieto, 30, 2º/T); Rentería (Valoyes, 11′ 2º/T) e Castellín.
Técnico: Noel Sanvicente

Libertadores 2009 – quartas de final – Jogo de volta
Data: 17/06/2009, quarta-feira, 21h50min
Local: Estádio Olímpico (Porto Alegre, RS)
Público: 40.127 (36.725 pagantes)
Renda: R$ 821.862,00
Árbitro: Carlos Torres (PAR)
Auxiliares: Rodney Aquino e César Franco (PAR)
Cartão Amarelo: Rentería( 5′, 1º/T); Figueroa (40, 1º/T); Gomez ( 46′, 1º/T); Castellín ( 7′, 2º/T); Máxi lópez (15′, 2º/T); Souza( 31′, 2º/T);

Libertadores – Quartas de Final – Jogos de Ida

May 29, 2009

27 de maio – Quarta-feira
21h50 – Cruzeiro 2 x 1 São Paulo – (Melhores Momentos)
Gols: Leonardo Silva 45+1, Washington 56´ e Zé Carlos 65´
21h50 – Caracas 1 x 1 Grêmio – (Melhores Momentos)
Gols: Cichero 1´ e Fábio Santos 75´

28 de maio – Quinta-feira
19h30 – Defensor 0 x 1 Estudiantes – (Melhores Momentos)
Gol: Desábato 12´

22h00 – Palmeiras 1 x 1 Nacional – (Melhores Momentos)
Gols: Diego Souza 55´ e Santiago García 80´

Libertadores – Caracas 1 x 1 Grêmio

May 28, 2009

Antes de se fazer qualquer análise sobre o jogo é necessário dizer que o gramado do Estádio Olímpico de la UCV era ruim, mas muito ruim. Tal informação é fundamental para uma melhor compreensão do que aconteceu na partida disputada na Venezuela.

O Caracas abriu o placar logo após o ponta pé inicial. Falta boba cometida por Ruy. Rey levantou na área e Cichero cabeceou para o fundo da meta defendida por Victor. Me pareceu que a defesa do Grêmio ficou muito “dentro” do gol, próxima a pequena área. De qualquer forma um erro em bola parada, pelo qual o Grêmio pagou um preço alto, o de ter que jogar atrás no marcador.

Gol animou a torcida, que já estava em chamas (literalmente) e deu tranquilidade para o Caracas fazer o jogo que tinha se proposto, com o time bem mais adaptado a condição do relvado. Os venezuelanos esperavam o Grêmio e saiam pouco, concentrando-se mais nas jogadas de bola parada.

Grêmio sofreu com o susto do gol tomado cedo e com as precárias condições do campo. Até os jogadores mais técnicos do time, como Souza e Tcheco, estavam “apanhando” para a bola. Primeiro tempo foi bem favorável para o Caracas, que ameaçou mais algumas vezes (numa delas Victor fez grade defesa). Já a torcida do Grêmio só se animou quando o goleiro Vega se mostrou um tanto atrapalhado ao fazer defesas que eram pra ser fáceis.

O time do Grêmio melhorou um pouco na segunda etapa. Primeiro conseguiu travar o jogo do Caracas. Depois então passou a botar a bola no chão e tentar trocar passes no campo de ataque. Fábio Santos teve boa chance mais chutou por cima do travessão. Aos 26 Souza cobrou falta na forquilha. Aos 29 falta próxima ao bico da área. Tcheco viu Fábio Santos entrando livre por trás da zaga e botou na cabeça do lateral. 1×1. Logo depois disso a irrigação do gramado foi acionada (acidentalmente?) , o jogo esfriou e o Grêmio sabiamente tratou de administrar o resultado, que dadas as condições, foi bem interessante.


Não achei que foi uma atuação desastrosa da equipe. O primeiro tempo foi muito ruim, mas o time reagiu na etapa complementar.

O Gramado era pior do que qualquer campo do Gauchão. Por causa disso o jogo por vezes ganhou contornos de partida disputada na várzea.

Muito pouca bola rolando (seria interessante ver os números concretos). Enquanto lhe era interessante o Caracas catimbou o máximo possível. Gandulas não se fizeram presente na maior parte do jogo. Arbitragem era conivente.

Péssima arbitragem do uruguaio. Permitiu de tudo, sem pulso nenhum. Descritério nos cartões mostrados.

Fábio Santos fez boa partida, e digo isso não só pelo gol marcado. Contudo ele poderia melhorar o acabamento das jogadas.

Boa a mexida feita por Autuori. Alex Mineiro é mais técnico, e teria mais condições para jogar no gramado ruim do que Jonas e Herrera, que são jogadores de movimentação.

Empate com gols e invencibilidade mantida. O jogo valeu sobretudo pelo resultado.


Caracas 1 x 1 Grêmio
Cichero
Fábio Santos 74´

CARACAS: Vega; Romero, DeivisBarone, Rey e Cichero; Vera, Piñango, Gómez (Escobar 78´) e Emilio Rentería (Pietro 15´) ; Castellín e Darío Figueroa (Guerra 65´).
Técnico: Noel Sanvicente.

GRÊMIO: Victor; Leo, Rafael Marques e Réver; Ruy, Túlio, Tcheco, Souza (Tulio 90´) e Fábio Santos; Jonas (Alex Mineiro 62´) e Maxi López.
Técnico: Paulo Autuori

Libertadores 2009 – Quartas-de-final – Jogo de Ida
Data: 27 de maio de 2009, quarta-feira, 22h00min
Local: Estádio Olímpico de La UCV (Caracas, VEN)
Árbitro: Roberto Silveira (URU)
Auxiliares: Miguel Nievas e Marcelo Gadea (URU)
Cartões amarelos: Tcheco, Ruy, Léo (Grêmio) Figueroa, Piñango(Caracas)
Gols: Cichero 1 minuto do 1º tempo e Fábio Santos aos 29 do 2º

Adversário – Caracas

May 22, 2009

Nome completo: Caracas Fútbol Club
Site oficial: http://www.caracasfutbolclub.com/
Sede: Caracas, Venezuela
Fornecedor material Esportivo: Runic
Patrocinadores: Maltín PolarDirectv – Pepsi
Fundação: 1967

História:Bajo la organización de “Yamaha”, incursionó en la actividad futbolística organizada a través de la Asociación del Estado Miranda, militando en la primera categoría amateur. Tras una exitosa campaña de varios años fue inscrito en la Liga de Fútbol Profesional de Venezuela para cumplir el paso obligado por la segunda división. En 1984, rebautizado con el nombre mixto de Caracas – Yamaha, el equipo ingresó oficialmente en el fútbol profesional venezolano en segunda división. El entusiasmo que movía tanto a directivos como a jugadores, así como también el indiscutible aporte de los refuerzos incorporados a la plantilla, sin olvidar la barra solidaria que para entonces aupaba al equipo, fueron factores que se conjugaron para alcanzar otro éxito indiscutible. En efecto, Caracas – Yamaha se proclamó campeón en su temporada de estreno en la segunda categoría. Para entonces, los campeonatos de fútbol profesional venezolano se disputaban por el sistema de eliminatorias y liguilla.” (Site Oficial)


Estádio : Estadio Olímpico de la UCV, reformado para a Copa América de 2007 (Vejam aqui como era antes)


Títulos:
Primera División de Venezuela (9): 1991/92, 1993/94, 1994/95, 1996/97, 2000/01, 2002/03, 2003/04, 2005/06, 2006/07.
Copa Venezuela (4): 1988, 1994, 1995, 2001.
Segunda Division de Venezuela (1): 1984.

Libertadores: Em 2009, será a 11ª participação do Caracas na Libertadores (5ª consecutiva). Foi eliminado na primeira fase em 1993,1996,2004,2005,2006 e 2008. Em 1998 e 2002 ficou na pré-libertadores e chegou até as oitavas de final em 1995 e 2007.

Na atual edição, ficou na primeira colocação do grupo 6, com 10 pontos (3 vitórias – todas em casa-, 1 empate e 2 derrotas)

Nas oitavas perdeu o primeiro jogo de 2×1 para o Deportivo Cuenca no Equador, e na partida de volta, aplicou 4×0 nos equatorianos.

Até aqui a equipe sofreu 6 gols, e marcou 12 (5 de Figueroa, 2 de Rey, 1 de Prieto, Renteria, Cichero, Bustamante e Castellín)

nº 21 Dario Figueroa


Campeonato Venezuelano: A equipe foi campeã do Clausura 2009 da Venezuela, com 37 pontos em 17 jogos (11 vitórias, 4 empates e 2 derrotas), ficandou um ponto a frente do rival Táchira, segundo colocado

Disputará o título da temporada 2008/2009 com o Deportivo Itália (campeão do apertura 2008) , em dois jogos, ambos no estádio Olímpico de Caracas (Dias 23 e 31 de maio)

nº 9 – Rafael Castellín

Trivela:

“O Caracas também se reforçou, mas os três integrantes da seleção venezuelana trazidos para o setor defensivo não parecem suficientes para que o time iguale o desempenho de 2007, quando deixou LDU e River Plate para trás.

Figueroa e Devis Barone (nº2)

Globo Esporte:

Fique de olho: o atacante Rodrigo Prieto, de 25 anos, é o principal reforço do time para a temporada. No ano passado, atuou pelo Carabobo e se tornou o primeiro mexicano a jogar no futebol venezuelano. Está confiante em seu novo time: seu contrato tem um cláusula que lhe garante um bônus se for o artilheiro da Libertadores.

Técnico: Noel Sanvicente (VEN), que está no time desde 2002. Nos últimos seis anos, foi quatro vezes campeão e duas vice.

Opinião: “O Caracas se reforçou bastante, em todos os setores, para conseguir mais um título venezuelano e fazer história na Libertadores. Uma das principais contratações foi o atacante Prieto, bom na bola aérea. O time é forte ofensivamente e toca bem a bola. Deve passar da primeira fase, porque os rivais não são complicados. Se for eliminado, será visto como um fracasso retumbante, pelo investimento que fez.”Pablo López, do jornal “Lider en Deportes”‘

nº3 – José Manuel Rey

Blog Preleção:

O Caracas joga no 4-4-2, com um desenho de meio-campo bastante parecido com o implantado por Klinsmann no Bayern de Munique. A defesa se distribui alinhada com quatro jogadores sem a bola, protegida à frente por dois volantes centralizados, e próximos; os meias jogam pelos lados, abertos, ambos invertendo os posicionamentos e alternando jogadas em diagonal ou na direção da linha de fundo.

Na defesa, os laterais Lucena (direito) e Cichero (esquerdo) apoiam pouco, e dão preferência à marcação. Na área, o time conta com o algo espalhafatoso goleiro Vega, e com o bom zagueiro Rey, acompanhado por Barone. Rey joga pela direita, é firme no combate físico e eficiente na bola aérea, além de exercer liderança. Na entrada da área, posicionam-se os volantes Torres e Vera, jogadores de mobilidade que combinam cobertura dos laterais e bloqueio defensivo pelo meio.

Os meias-extremos são Figueroa e Gómez. No posicionamento original, Figueroa joga pela direita, e Gómez pela esquerda, mas ambos costumam fazer inversões. A estratégia é parecida: com a bola, podem investir em diagonais, entrando na área, ou buscar a linha de fundo, em combinação com os laterais ou os atacantes. Estes movimentos proporcionam ao Caracas boas variações de jogadas, ora pelos lados, ora com infiltrações, mas quase sempre pelo chão. Sem a bola, a dupla exerce marcação sobre os laterais adversários, liberando os próprios laterais para marcar por zona na linha defensiva.


Figueroa é o principal jogador do Caracas. Ele tem iniciativa para acrescentar à tática o improviso técnico. Gosta de driblar, tem velocidade para arriscar jogadas individuais, e entra na área com frequência para concluir. No 4 a 0 de ontem sobre o Cuenca, ele cavou e cobrou o pênalti que abriu o placar.

No ataque, o jogador que mais chama a atenção é reserva: Rentería. Atarracado, forte e veloz, ele joga preferencialmente na direita, mas movimenta-se de um lado a outro, abrindo espaço para as diagonais dos meias. O camisa 7, apesar da técnica limitada que às vezes o faz protagonizar lances engraçados, tem muito vigor e confiança quando parte com a bola dominada. Contra o Cuenca, ele lançou Figueroa no primeiro gol, cruzou para o atacante Prieto no segundo, e marcou o terceiro (Rey, de falta, fechou o placar).

Mas o titular é Castelín, que não jogou ontem por suspensão. O camisa 9 é considerado o craque do time pela torcida local, e tem em Prieto o companheiro habitual. Ainda assim, mesmo com a presença de seu centroavante, o Caracas joga sempre com a bola no chão, troca passes com objetividade – sempre em direção aos meias e aos atacantes – conclui bastante a gol e evita ligação direta.

Falando em torcida, para quem se baseia na hostilidade local, o Caracas parece um time brasileiro. O estádio lota, a torcida é fanática, e a hinchada não para de cantar um minuto. A pressão na casa dos venezuelanos é grande.


Zero Hora – 14 de maio de 2009

Chamado pelos torcedores como Maquinaria Roja (máquina vermelha), o Caracas esteve a ponto de fechar em 1989. O Cocodrilos, tradicional clube de basquete de Caracas, assumiu a franquia. Em 10 anos, fez do time um dos melhores do país e dono da torcida mais fervorosa. Dos 22 convocados para a Copa América de 2007, 10 estão no clube. Na última lista para as Eliminatórias, cinco jogadores foram chamados: o goleiro Vega, o zagueiro Rey, o lateral Cichero, o volante Lucena e o meia Ramirez.

Velozes e curiosos
O Caracas usa o 4-4-2 e abusa dos contra-ataques rápidos, sempre iniciados pelo argentino Figueroa e finailzado por Castellín e Prieto. O técnico Noel Sanvicente é um caso raro na América do Sul. Ele completa a oitava temporada no comando do time. Neste período, conquistou quatro títulos nacionais e dois vices.

Torcida quente
O beisebol é o grande esporte do país. Mas desde a Copa América, em 2007, os venezuelanos adotaram o futebol. O campeonato passou de 10 para 16 clubes. O Caracas, principal time da capital, é a prova da popularização. Na Libertadores, seus jogos são sempre lotados. Pouco afeitas ainda ao futebol, as autoridades permitem até o uso de lança-chamas descartáveis. Mesmo com a arquibancada distante do campo, o Estádio Universitário vira um caldeirão.

Olho neles
Na defesa, as referências são o goleiro Vega e o zagueiro Rey (foto, ao centro), ídolo do futebol no país. O argentino Darío Figueroa, 31 anos, é o centro do time. Formado no River, em um time de força é quem tem mais categoria. Embora também seja de vigor físico. É preciso vigiá-lo de cima. Fez cinco gols na Libertadores. O centroavante Castellín, expulso em Cuenca, é o titular. Na terça-feira, jogou Emílio Renteria. Prieto, o mexicano, é quem joga mais centralizado. O clube conta com outro mexicano, o volante Torres.

Ponto fraco
O Cuenca só conseguiu levar perigo quando tramou jogadas pelos lados. Como usa muito da força, o Caracas enfrenta dificuldades em cadenciar a partida. A tática é de um Mike Tyson: bater até derrubar o inimigo. Como jogo de futebol é mais longo que uma luta, pode faltar fôlego no final, o que aconteceu no ultimo jogo.

Estádio bom, gramado ruim
Situado dentro da maior universidade pública do país, o Estádio Olímpico Universitário tem um anel único, larga pista atlética e recebe 20 mil pessoas. O gramado é péssimo. Para que tivesse condições mínimas, o estádio ficou fechado por três semanas antes do jogo com o Cuenca.

Zero Hora