Archive for the ‘Libertadores 2009’ Category

Libertadores – Quartas de Final

May 22, 2009



JOGOS DE IDA
27 de maio – Quarta-feira
21h50 – Caracas – Caracas x Grêmio
21h50 – Belo Horizonte – Cruzeiro x São Paulo

28 de maio – Quinta-feira
19h30 – Montevidéu – Defensor x Estudiantes
22h00 – São Paulo Palmeiras x Nacional

JOGOS DE VOLTA
17 de junho – Quarta-feira
19h20 – Montevidéu – Nacional x Palmeiras
21h50 – São Paulo – São Paulo x Cruzeiro
21h50 – Porto Alegre – Grêmio x Caracas

18 de junho – Quinta-feira
21h15 – La Plata – Estudiantes x Defensor

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Libertadores – Equipes eliminadas nas oitavas de final

May 22, 2009


09º – Boca Juniors (ARG)
10º – Deportivo Cuenca (EQU)
11º – Sport Recife (BRA)
12º – Universidad de Chile (CHI)
13º – Libertad (PAR)
14º – Chivas Guadalajara (MEX)*
15º – San Luis (MEX) *
16º – Universidad San Martín (PER)

* Mexicanos se recusaram a disputar partida única nas oitavas de final, alegando que o regulamento não foi cumprido.



Libertadores – Oitavas de Final – Jogos de volta

May 22, 2009

12/maio/2009 – Terça-feira
20h15min – Sport 1 x 0 Palmeiras (Melhores Momentos)
Gol: Wilson 83´
Nos pênaltis: Palmeiras 3×1 Sport

22h45min – Caracas 4 x 0 Deportivo Cuenca (Melhores Momentos)
Gols: D.Figueroa (penalti) 24´, R.Prieto 42´, Emilio Rentería 52´. 4-0, José Manuel Rey 74´

13/maio/2009 – Quarta-feira
19h20min – Nacional x San Luis *
* Mexicanos se recusaram a disputar partida única, porque o regulamento não foi cumprido

21h50min – Grêmio 2 x 0 San Martín (Melhores Momentos)
Gols: Jonas 17´ e Herrera 74´

21h50min – São Paulo x Chivas *
* Mexicanos se recusaram a disputar partida única, porque o regulamento não foi cumprido.

14/maio/2009 – Quinta-feira
19h30min – Cruzeiro 1 x 0 U. de Chile (Melhores Momentos)
Gol: Kléber 74´

22h00min – Libertad 0 x 0 Estudiantes (Melhores Momentos)

21/maio/2009 – Quinta-feira
19h50min – Boca 0 x 1 Defensor (Melhores Momentos)
Gol: Diego de Souza 27´

Libertadores – Grêmio precisa estar atento

May 17, 2009

A 50ª edição da Copa Libertadores está bastante bagunçada. Reclamei disso antes mesmo de o Grêmio estrear na competição.

Por mais que a bagunça ainda não tenha prejudicado o Grêmio diretamente, a direção tricolor precisa estar bem atenta, sob o risco de ser passada para trás nos bastidores.

São Paulo e Nacional avançaram para as quartas-de-final, sem ter que enfrentar as equipes mexicanas. O caso não era simples, mas a demora e a decisão tomada pela Conmebol foram inaceitáveis. No Twitter já tinha dito que Paulo Calçade fez o comentário definitivo sobre o caso.

O tricolor do Morumbi fez o seu lobby através de gente graúda, como o ministro do esporte, o presidente da CBF e o Presidente da FPF:

Os intermediários
Para fazer valer seu desejo de não jogar no México pela Libertadores, o São Paulo teve a ajuda da CBF e da federação paulista. O presidente são-paulino, Juvenal Juvêncio, telefonou para o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Ele e o presidente em exercício da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, fizeram a articulação com a Conmebol. O episódio culminou até com discussão ríspida entre Teixeira e Julio Grondona, da federação argentina, que fez lobby pelos jogos no México por causa da Fox Sports, patrocinadora do torneio.” (Coluna Painel FC – Ricardo Perrone, Folha de São Paulo, sexta-feira, 15 de maio de 2009)

Sequer cogito a possibilidade de o presidente da nossa federação estadual nos ajudar de alguma forma, mas será que Ricardo Teixeira e Orlando Silva “defenderão os interesses” do Grêmio na competição caso isto se faça necessário?

Mas não é só o São Paulo que trabalha forte nos bastidores da Conmebol:

Boca grande. Foi a falta de discrição do Palmeiras que evitou que o plano do clube de jogar contra o Sport amanhã, e não hoje, se concretizasse. Após acertar a alteração com a Globo, a Traffic e a Conmebol, cartolas pediram sigilo em relação à mudança para não melindrar o Sport. Queriam também fazer acordo com os pernambucanos e divulgar que a mudança fora um censo comum. O pedido não foi atendido, e palmeirenses começaram a anunciar vitória nos bastidores. O Sport, para não ficar por baixo, foi à Conmebol.

Telinha. A Globo pediu a alteração pois planejava transmitir o jogo palmeirense para São Paulo e Corinthians x Fluminense para o resto da rede. Com a reclamação do Sport de que a mudança feria o Estatuto do Torcedor, preferiu se abster da discussão

Apito…. Mais uma vez, nos bastidores, Palmeiras e Sport lançam dúvidas sobre o árbitro da partida. O time paulista alega que o chileno Carlos Chandía é caseiro. Em seus seis jogos no torneio, o time da casa ganhou cinco, e por mais de dois gols.

…amigo. Os pernambucanos, por sua vez, reclamam de que o clube rival tem forte influência na Conmebol por conta de sua parceira, a Traffic, e que já recebeu a informação de que o Palmeiras não terá problemas com os juízes.” (Coluna Painel FC – Ricardo Perrone, Folha de São Paulo, terça-feira, 12 de maio de 2009)

Ainda sobre a bagunça na Libertadores, Rodrigo Bueno, da mesma Folha de São Paulo, fez uma coluna bem interessante sobre as decisões esdruxúlas da Conmebol na história da competição:

50 anos de histórias

Não há torneio no mundo tão rico em asteriscos e decisões discutíveis quanto a nobre e cinquentenária Libertadores

A LIBERTADORES só ganhou mais um asterisco em sua longa história com a conturbada saída dos clubes mexicanos.

1960. Peñarol, clube mentor da Libertadores, ficou em igualdade num confronto com o San Lorenzo. Foi necessário um jogo de desempate. Onde ocorreu? Em Montevidéu.
1961. Independiente Santa Fé e Jorge Wilstermann deveriam fazer jogo de desempate em Bogotá (!!), que não ocorreu. Houve sorteio, que favoreceu… o time da santa fé.
1962. Santos e Peñarol jogam 51 minutos na Vila Belmiro, e os uruguaios vencem por 3 a 2. O jogo para por causa de incidentes. E continua depois, amistosamente. O Santos empata com Pepe, mas vale o 3 a 2.
1963. Botafogo x Millonarios não é disputado. O time colombiano paga multa de US$ 4.500 para não jogar.
1964. Por causa de tragédia num jogo entre Peru e Argentina pelo Pré-Olímpico, o estádio Nacional de Lima é fechado. Por isso, o Alianza manda seu jogo contra o Independiente em Avellaneda (!), embora no campo do Racing. Millonarios x Independiente não ocorre em Bogotá por “”diferenças” entre a Sul-Americana e a cúpula do futebol colombiano. O Independiente, que seria campeão naquele ano, ganha os pontos.
1965. Deportivo Galicia segura 0 a 0 com o Peñarol, mas pela primeira vez a Conmebol, no tapetão, dá pontos a um time (ao gigante uruguaio) por causa do uso irregular de um jogador (Roberto Leopardi) pelo rival.
1966. Entram os vice-campões nacionais na disputa. Motivo? Bom, para que os dois grandes uruguaios atuem no torneio. Brasileiros aband
onam a Libertadores, que teria sido “”desnaturalizada” com os vices.
1968. O Náutico bate por 3 a 2 no Recife o Deportivo Portugués, da Venezuela. Mas perde os pontos por fazer substituições irregulares (três, não duas, e todas de atletas de linha).
Poderia citar mais dezenas de casos com decisões confusas da Confederação Sul-Americana de Futebol, a hoje popular Conmebol. Ainda mais a partir de 1968, quando começou o império de Estudiantes e Independiente, times que ganharam edições seguidas com a ajuda de práticas não muito esportivas, digamos. Falou-se nos últimos dias até em jogos nos EUA para os duelos entre Chivas x São Paulo e San Luis x Nacional. Mas isso não seria novidade.
Em 1991, com o futebol colombiano suspenso, times do país fizeram jogos em diferentes cidades, como San Cristóbal e Miami, cidade que abrigou já seis duelos de Libertadores. Se os venezuelanos foram excluídos em 1986 porque estavam suspensos por “”problemas internos” na federação, em 1989 o Sport Marítimo recebeu o Inter em Caracas com “”portões fechados” devido ao temor da violência de torcedores irados com medidas econômicas no país. Por essas (de hoje) e outras (de ontem), a Libertadores é tão especial.

Como bem disse o colunista, mas uma dezena de casos poderiam ser citados. Como o problema do local do primeiro jogo da final de 2005 . Ou repentina mudança da parada para a Copa do Mundo em 2006. Ou a anulação de um jogo entre Vasco e Atlético Nacional em 1990. A suspensão de Danrlei em 2002. E por aí vai.

Como se vê, a bagunça não é um privilégio desta edição.

Libertadores – Oitavas de Final – Jogos de Ida

May 15, 2009

05/maio/2009 – Terça-feira
21h15min – Palmeiras 1 x0 Sport (Melhores Momentos)
Gol: Ortigoza 74´

06/maio/2009 – Quarta-feira
19h40min – San Luis x Nacional*
* Jogo cancelado, Conmebol marcou partida única em Montevideo (Partida anteriormente adiada)

21h50min – San Martín1 x 3 Grêmio (Melhores Momentos)
Gols: Souza 9′, Arzuaga 34′, Maxi López 46′ e 61′

22h10min – Chivas x São Paulo**
** Jogo cancelado, Conmebol marcou partida única em São Paulo (Partida anteriormente adiada)

07/maio/2009 – Quinta-feira
17h20min – Deportivo Cuenca 2 x 1 Caracas (Melhores Momentos)
Gols: Cichero aos 3 (Caracas), Texeira aos 58 e Villalba aos 70 (Cuenca)

19h40min – Estudiantes 3 x 0 Libertad (Melhores Momentos)
Gols: Fernández 1′, Boselli 64′ (Penalti) e 70′.

22h00 – Universidad de Chile 1 x 2 Cruzeiro (Melhores Momentos)
Gols: Soares 8′, Marquinhos Paraná 52′, e Villalobos 85′.

14/maio/2009 – Quinta-feira (Jogo adiado)
22h00 – Defensor 2 x 2 Boca Juniors (Melhores Momentos)
Gols: Palermo 3′, Gaglianone45′, Palacio 56′ e Mora 84′.

Libertadores – Grêmio 2 x 0 San Martín

May 15, 2009

A essa altura já não há muito a se falar sobre o jogo de ontem.

A chuva tirou bastante público, e acabou tirando também a possibilidade de ver um jogo ainda melhor.

Os peruanos entraram em campo com a missão de encerrar dignamente sua participação na Libertadores.

Já o Grêmio entrou em campo mais para cumprir uma formalidade. A equipe não chegou a ser burocrático, mas também não teve nenhuma inspiração. E nem seria justo exigir isto.


Nenhum jogador se destacou muito, e ninguém foi muito mal (Thiego teve um começo vacilante, mas depois se acertou).

No primeiro tempo o Grêmio só teve um susto, no erro de Thiego, que acabou sendo salvo por um espetacular carrinho de Réver.

O tricolor fez o gol relativamente cedo, Jonas de cabeça (fotos acima), e criou mais alguma outras chances no primeiro tempo, a maioria delas através do mesmo Jonas, mas o placar ficou em 1×0 na primeira etapa.

No segundo tempo Rospide colocou Jadílson no lugar de Fábio Santos. O time até ficou ofensivo, mas ficou um pouco displicente, permitindo que o San Martín se animasse a trocar passes no ataque. Jogo foi se encaminhando para o final sem maiores perçalços. Aos 30 Jadílson cruzou, Maxi escorou e Herrera mandou para as redes.

Autuori foi finalmente anunciado, durou tanto tempo a novela que o anuncio perdeu a graça

Voltaram as meias brancas.

Fotos: Grêmio.net, ClicRBS, Terra, Final

Grêmio 2 x 0 Universidad San Martín
Jonas 17´
Herrera 75´

GRÊMIO: Victor; Thiego (Túlio 40/2T), Rafael Marques e Réver; Ruy, Adilson, Tcheco, Souza e Fábio Santos (Jadilson, intervalo); Jonas (Herrera 19/2T) e Maxi López.
Técnico: Marcelo Rospide

SAN MARTÍN: Butrón; Huaman, Cristian Ramos, Reyes e Salas; Carrillo, Ballon, Hinostroza e Díaz; García (Allende 35/2T) e Arzuaga (Pérez 25/2T).
Técnico: Victor Rivera.

Libertadores – Oitavas-de-final – Jogo de volta
Data: 13/05/2009, quarta-feira, 22h00min
Local: Estádio Olímpico (Porto Alegre, RS)
Público: 23.839 (total)
Renda: R$ 466.964,00
Árbitro: Antonio Arias (PAR)
Auxiliares: Milcíades Saldívar e César Franco (PAR)
Cartão amarelo: Carrillo, Hinostroza (SM)
Gols: Jonas 17 do primeiro tempo; Herrera 30 do segundo tempo.

Libertadores – Caracas 4 x 0 Deportivo Cuenca

May 13, 2009

Kriger disse que tinha preferência pelo Caracas, e justificou:

Caracas, na Venezuela, para o Grêmio, em termos de logística, se apresenta mais favorável. Trabalhamos nesse aspecto, visando as duas possibilidades. Isso não fazemos de um dia para outro

Olhando estritamente pela logística ele tem razão. Poderia falar também da altitude de Cuenca (250o m), e igualmente. Mas pelo aspecto “futebolístico” tal preferência não faz o menor sentido.

Caracas foi o 1º colocado no seu grupo (Cuenca ficou em 2º no grupo do Boca), está disputando o título em seu país (Cuenca está nas últimas colocações no Equador). Ontem estas diferenças ficaram evidentes em campo.

Os times fizeram um jogo aberto. O Caracas conseguiu marcar cedo, aos 24, já atingindo o placar necessário para a classificação. Obrigado a sair para o jogo o Cuenca não se achou mais em campo.

Dario Figueroa foi o jogador que mais me chamou a atenção no jogo de ontem, mas foi uma daquelas jornadas felizes de uma equipe, onde todos jogaram bem.

O estádio do caracas tem uma pista atlética, mas não dá pra se chamar de “neutro”. O clima onte era bastante favorável aos locais, muitas faixas (uma do Homer) e até mesmo “lança-chamas” nas arquibancadas.

Venezuela

Líder en deportes
“Los grandes equipos se distinguen por sacar su mejor versión en la hora cero. Caracas dio ayer ante Cuenca un golpe sobre la mesa y gritó al continente que el objetivo inicial de trascender en la Copa Santander Libertadores no es una utopía.

El Olímpico se maquilló para la gran noche y en un césped de aspecto aceptable los rojos volvieron a sacar su mejor juego. El primer cuarto de hora sirvió para ver que Gómez y Figueroa partirían cerca de las bandas, trocando eventualmente sus posiciones. Cuenca no salió a meterse atrás y gracias a esto el rojo tuvo su oportunidad.”

El Universal
“Al venezolano le gusta ganar por encima de cualquier cosa y si gana bien, así como lo hizo el Caracas con la goleada 4-0 sobre el Deportivo Cuenca, puede gozárselo y gritar: “¡eeeeliminado!” como se canta en el beisbol y luego seguir con el “¡oleee! ¡oleee!”

Caracas abrochó su primera clasificación a cuartos de final de la Copa Libertadores en un partido en el que se hizo grande, o se sintió grande como dice su lema, al ser muy superior que su rival. Ahora iguala al Deportivo Táchira de 2004 y Estudiantes de Mérida de 1999.

Todavía se oye el eco en las tribunas del estadio Olímpico: ¡Reeeentería, Reeeentería! Si de este partido se hace un trofeo debe llevar el nombre del delantero. Dio los dos pases para las jugadas de los primeros dos goles y marcó el tercero con un gran disparo de larga distancia que se clavó en el ángulo del palo derecho del portero Álvarez.”

El Nacional
“Un tiro penal y tres golazos fuera del área, guiaron a los “rojos de El Ávila” a su primer pase a esta instancia en sus participaciones dentro del torneo continental, y ahora tendrán que esperar por el vencedor de la llave entre el Gremio brasileño y el Universidad San Martín peruano que se enfrentarán hoy. Al Caracas le era suficiente un triunfo de 1-0 para clasificar, pero durante los noventa minutos buscó el arco contrario y nunca especuló con la ventaja luego de abrir el marcador a los 22 minutos con un penal ejecutado por Darío Figueroa, quien había sido víctima de una falta dentro del área. El segundo gol de los dirigidos por Noel Sanvicente, que liquidó la serie, fue obra del mexicano Rodrigo Prieto, quien remató de cabeza, sólo y frente al arco, un centro certero de Emilio Rentería. El propio Rentería amplió la cuenta con un tiro desde fuera del área a los 51 minutos, mientras que José Manuel Rey con un estupendo tiro libre marcó el 4-0 final a los 74. “

Equador

El Tiempo
“El propio Figueroa, el goleador del Caracas, con un preciso remate a la izquierda, convirtió el penalti a los 24 minutos.

Este resultado obligó al equipo que dirige el argentino Guillermo Duró a salir por el empate, poco después apareció la mejor ocasión de los visitantes a través de Javier Chila, que exigió al arquero Renny Vega.

Caracas no cejó en sus opciones de aumentar las cifras con varias opciones ante los defensores ecuatorianos, que permitieron muchas licencias a los delanteros locales.

Casi al final del primer tiempo, una gran maniobra de Emilio Rentería, que dejó descolgado a los zagueros visitantes, encontró el cabezazo certero del mexicano Rodrigo Prieto, que estableció el 2-0 a los 42 minutos.

El Cuenca, que pudo descontar en la prolongación con un cabezazo de Rodrigo Texeira, comenzó con fuerza el segundo tiempo. Una gran acción de Holger Matamoros terminó con un remate de Edison Preciado, que rozó el poste derecho de Renny Vega.

Poco después, Emilio Rentería hizo la joya de la noche. Recogió un balón en el medio sector y se despachó un zapatazo que se colgó en el ángulo superior derecho de Cristopher Álvarez, para establecer el 3-0 a los 52 minutos.

Ese tanto terminó de sellar la suerte del partido. El Caracas tomó las riendas definitivas pese a los arrestos de los visitantes con esporádicas llegadas, que incluyó un tiro libre de José Granda.

La goleada no tardó en llegar con un tiro libre del defensor José Manuel Rey, imparable para Álvarez, a los 74 minutos.”

El Mercurio:

Dado que necesitaba un gol para clasificar, el equipo dueño de casa saltó a proponer el juego desde el pitazo inicial y, a los 12, estuvieron a punto de abrir el marcador: En un tiro de esquina el portero Israel Álvarez no pudo atenazar el esférico; Darío Figueroa lo tomó y remató al arco, pero su disparo rebotó en el mismo arquero colorado; ahí no terminó el peligro, ya que la pelota le cayó a otro jugador local, quien sacó un tiro que iba a ir a las redes, pero se encontró con un morlaco; finalmente Álvarez logró llevarse el balón.

A los 23 minutos, Caracas logró romper el celofán. Tras un pase a profundidad, Figueroa apareció solo por el costado derecho del área, Álvarez salió desesperado para bloquearlo y el volante cayó en una jugada no muy clara. No obstante, el árbitro consideró que había penal y el mismo Figueroa lo capitalizó con un remate bajo y esquinado.

Los rojos sabían que este resultado los dejaba fuera de la Copa y empezaron a martillar por el empate, llegando a emparejar el trámite. Sin embargo adelantar sus líneas provocó que el Caracas aumente la ventaja a los 42 de contragolpe. Jámerson Rentería sacó el centro perfecto para que Rodrigo Prieto llegara solo a cabecear la pelota al fondo. Antes de ir al descanso, “el Expreso” tuvo la oportunidad de descontar, pero Vega le negó el gol a Texeira, quien había sacado un muy buen cabezazo tras un centro desde la diestra.

Al minuto 50 del segundo tiempo Caracas terminó de liquidar el pleito al poner la tercera gracias a una individualidad de Jámerson Rentería tomó el balón a unos 30 metros del arco, se tuvo fe y disparó un misil que se convirtió en un verdadero golazo.

Y para sellar la goleada a los 73 minutos luego de un tiro libre, Juan Manuel Rey mandó el esférico a las mallas. Con este tanto, todo quedó definitivamente sentenciado el encuentro.”

Caracas: Renny Vega; Franklin Lucena, José Manuel Rey, Deivis Barone, Gabriel Cichero; Luis Vera (m.74, Giovanny Romero), Gerardo Torres (m.53, Bremer Piñango), Darío Figueroa, Jesús Gómez; Rodrigo Prieto y Emilio Rentería (m.77, Zamir Valoyes).
Entrenador: Noel Sanvicente.

Deportivo Cuenca: Cristopher Álvarez; William España, Roberto Orrego, Javier Chila, Juan Guerrón; Geancarlo Ramos (m.67, Jhon García), José Granda, Holger Matamoros (m.82, Christian Cordero), Juan Carlos Paredes (m.46, Édison Preciado); Ismael Villalba y Rodrigo Teixeira.
Entrenador: Guillermo Duró.

Libertadores 2009 – Oitavas de final – jogo de volta
Data: 12/05/2009, terça feira, 23h00min
Arbitragem: Pablo Lunati (ARG), assistido por Gustavo Esquivel e Norberto Moyano.
Cartões Amarelos: Christopher Álvarez e José Granda (Cuenca); Emilio Rentería, José Manuel Rey e Deivis Barone (Caracas)
Gols: Darío Figueroa (penalti) 24´, Rodrigo Prieto 42´. 3-0, m.52: Emilio Rentería 52´. 4-0, José Manuel Rey 74´

Libertadores – Deportivo Cuenca 2 x 1 Caracas

May 8, 2009

A tentativa de golpe não deu certo. O boato (que estranhamente só repercutiu em Porto Alegre) sobre a possibilidade de mudanças no adversário do Grêmio nas quartas foi prontamente desmentido pelo Conmebol. (ou aqui e aqui também). Nem era necessário consultar a confederação, uma lida no regulamento da competição (imagem acima) já era suficientemente esclarecedora.

Assim sendo, o adversário do Grêmio nas quartas-de-final continuará sendo o vencedor do confronto entre Caracas e Deportivo Cuenca, que fizeram o jogo de ida ontem, no Equador.

Não consegui assistir a partida. Passei em frente a uma televisão durante o primeiro tempo e vi que o Gramado estava encharcado, impraticável e que o Caracas vencia por 1×0.

Para saber mais sobre a partida, sugiro a leitura dos post do Carta na Manga e no Impedimento.

Ou, leiam o que disseram os jornais do Equador e da Venezuela, dos quais transcrevi alguns trechos abaixo:


El Mercurio – Equador

Un empate en Caracas el próximo martes a las 19h50 de Ecuador le bastaría al Deportivo Cuenca para clasificar por primera vez a los cuartos de final de la Copa Libertadores de América.

Esto gracias al triunfo que consiguió anoche por 2-1 en el partido de ida de los octavos de final que se jugó en medio de fuertes relámpagos y una lluvia torrencial que formó varios charcos de agua en la parte sur de la cancha del Alejandro Serrano Aguilar.

Más que fútbol parecía un juego de Water Polo que afeó el espectáculo, al menos en la primera etapa del compromiso al que asistieron más de 10.000 espectadores. El frío y la lluvia mantenían en completo silencio a los aficionados.” (El Mercurio)

El Tiempo – Equador

“En la primera acción de peligro, Caracas aprovechó y anotó a través de Cichero, que se adelantó a los defensores y al portero local, Cristopher Álvarez, para anotar de cabeza tras el cobro de un tiro libre por su compañero José Manuel Rey.

El conjunto venezolano actuó con un hombre menos a partir de los 20 minutos, tras la expulsión de Rafael Castellín, quien cometió una falta contra Norberto Orrego.

Deportivo Cuenca se lanzó con todo en busca del empate, pero los intentos se estrellaron en el portero del Caracas, Renny Vega, que se convirtió en la figura de su equipo al conjurar sendos remates de Villalba, a los 28 minutos, y de Holger Matamoros, a los 43.

El brasileño Teixeira anotó un gol, pero con la mano, por lo que el árbitro del partido, el peruano Víctor Hugo Rivera, anuló la acción y castigó con tarjeta amarilla al infractor, a los 41 minutos.

El tanto del empate fue anotado por Teixeira, de penalti rasante al vertical izquierdo, a los 57 minutos, después de una falta del defensor Franklin Lucena sobre Matamoros en el área del conjunto venezolano.

La segunda anotación del equipo ecuatoriano fue obra de Villalba quien, con tranquilidad, dominó el balón en el área del Caracas, esperó la salida de Vega y definió con precisión, a los 69 minutos.” (El Tiempo)

Líder en Deportes – Venezuela

La tranquila ciudad de Cuenca lució como un escenario dantesco para el Caracas. Un torrencial aguacero dejó la cancha inservible, perdió a su delantero más importante por una tonta expulsión y perdió a otros dos por lesiones. Todo esto enmarcado en los 2.550 metros de altitud de la localidad ecuatoriana.

El rojo perdió pero dejó una cuerda de la que aferrarse, que le sirve para motivarse. Que hace de gasolina para preparar el choque de vuelta en el Olímpico. Para devolverle el golpe a Cuenca y seguir avanzando en la Copa Santander Libertadores.” (Líder en Deportes)

El Universal – Venezuela

Salió barato el Caracas en su visita al Deportivo Cuenca, e incluso perdiendo 2-1 no salió tan mal parado pensando que el partido de vuelta de los octavos de final de la Copa Libertadores se jugará en el estadio Olímpico.

Pudo ser peor ante un Deportivo Cuenca que le dominó a placer, y que lo bombardeó con centros y remates al arco.

Pero los capitalinos hicieron el sacrificio de aguantar el envión jugando con 10 desde el minuto 22 del primer tiempo con la expulsión del delantero Rafael Castellín por roja directa.” (El Universal)

Deportivo Cuenca 2 x 1 Caracas

Deportivo Cuenca: Israel Alvarez – William España (Preciado, 37), Norberto Orrego, Bernardo Chila, Juan Guerrón (García, 85) – Giancarlo Ramos, José Granda, Hólger Matamoros, Juan Carlos Paredes – Ismael Villalba y Rodrigo Teixeira.
DT: Guillermo Duró.

Caracas: Renny Vega – Gerardo Torres, José Manuel Rey, Deivis Barone, Gabriel Cichero – Luis Vera (Bustamante, 36), Franklin Lucena, Darío Figueroa, Jesús Gómez (Rentería, 33 -Valoyes, 63-) – Rodrigo Prieto y Rafael Castellín.
DT: Noel Sanvicente.

Libertadores 2009 – Oitavas de final – jogo de ida
Estadio: Alejandro Serrano (Cuenca)
Espectadores: 15.000
Arbitro: Víctor Rivera. Líneas: Luos Avila y Juan Sulca (terna peruana)
Cartões Amarelos: Alvarez (22), Texeira (42), Villalba (85) Cichero (66)
Expulsiones: Castellín aos 20
Gols: Cichero aos 3 (Caracas), Texeira aos 58 e Villalba aos 70 (Cuenca)

Libertadores – San Martín 1 x 3 Grêmio

May 7, 2009

Grêmio estreiou nas oitavas repetindo o uniforme das outras partidas (meias pretas), mas não repetiu o bom futebol exibido nos últimos compromissos pela Libertadores.

Aparentemente o time do Grêmio se constrangeu com tudo que cercava a partida. O Gramado grande e ruim, a (ausência) de torcida, a fragilidade do adversário. Acabou, ao menos na primeira etapa, se igualando na mediocridade que era lhe era apresentada.

Mesmo que demonstrasse a intenção de tomar a iniciativa, o tricolor começou o jogo devagar, errando passes no meio campo e com pouca movimentação. Ainda assim o Grêmio saiu na frente, aos 9 Maxi fez a parede, a bola ficou “curta” para Souza, que num leve toque superou o carrinho do adversário e chutou da entrada da área, forte, de perna esquerda. Butrón não chegou. Gol que deu algum ânimo ao time, que criou ainda mais algumas chances, mas não corrigiu seus problemas. Passes fáceis seguiam sendo errados, claramente se via um buraco entre o meio-campo e a zaga, que jogava muito recuada. Os meio campistas peruanos tinham muito espaço e muita facilidade para jogar, Grêmio só retomava a bola muito perto de sua meta. Aos 34 Hinostroza aproveita este espaço dado e joga a bola nas costas da zaga do Grêmio, Arzuaga tomou a frente de Fábio Santos e chutou cruzado, sem chance para o Victor. Castigo para um Grêmio apático, que não melhorou até o final do primeiro tempo.


Na volta para o segundo tempo, não deu tempo de ver se ocorreram ajustes na equipe tricolor, antes de completar um minuto da etapa complementar, Souza cruzou da esquerda e Maxi Lopez subiu mais que o zagueiro e cabeceou no canto do goleiro Butron. O gol “matou” a equipe peruana. A equipe gremista também pareceu estar melhor postada defensivamente, e ainda assim, Victor foi obrigado a fazer uma defesa espetacular após o rebote chutado da entrada da área por um adversário. Aos 16 Jonas fez jogada na ponta direita, foi a linha de fundo e cruzou para trás, Maxi, novamente de cabeça fez o terceiro do Grêmio e decretou o placar final. A partir daí o jogo se encaminhou para o seu final sem maiores ocorrências.


Fiquei bastante assustado com o primeiro tempo do Grêmio, dificilmente terá a mesma “sorte” repetindo esta exibição contra uma equipe mais qualificada.

Victor bem como sempre. Souza e Maxi foram justamente premiados com a autoria dos gols, pois foram os que mais procuraram jogar. De resto não gostei do time, Réver mostrou alguma garra, o resto da equipe foi burocrática.

Não gostei da atuação e do posicionameto dos alas. Não entendi porque eles estavam jogando na mesma linha dos zagueiros.

Rafael Marques poderia deixar de usar as mãos na hora de marcar seus adversários. Um atacante mais “manhoso” poderá cavar pênaltis facilmente em cima dele.

Não sei se mais alguém notou, mas na camisa do Túlio, o nome dele estava escrito em um retângulo preto, colocado por cima do nome do Reinaldo.

Mesmo com tudo o que foi dito, eu esperava mais do San Martín. Não vi nada do “Romário dos pobres

Jogo que valeu muito mais pelo resultado e pelo encaminhamento da classificação.

Muito chato este boato lançado sobre a mudança nos confrontos das quartas. Por que isto só está repercutindo no RS? De onde e de quem partiu isso? A quem interessa este tipo de mudança?

Fotos: Terra e ClicRBS

San Martín 1 x 3 Grêmio
Souza 9´
Arzuaga 34´
Maxi Lopez 46´
Maxi Lopez 61´

SAN MARTÍN: Butrón; Díaz (Carrillo 21/2T), Ramos, Guizasola (Huaman 3/2T) e Salas; Fernandez, Hinostroza, Ballón e García; Cejas (Silva 15/2T) e Arzuaga.
Técnico: Victor Rivera

GRÊMIO: Victor; Léo, Rafael Marques e Réver; Ruy, Adilson, Tcheco (Douglas Costa 46/2T), Souza e Fábio Santos; Jonas (Túlio 33/2T) e Maxi López (Herrera 25/2T).
Técnico: Marcelo Rospide


Oitavas de final – jogo de ida – Libertadores 2009
Data: 06/05/ 2009, quarta-feira, 21h50min
Local: Estádio Alejandro Villanueva (Lima, PER)
Renda e público: não divulgado
Árbitro: Carlos Vera (ECU)
Auxiliares: Juan Cedeño (ECU) e Carlos Herrera (ECU)
Cartão amarelo: Fábio Santos, Souza (GRE), Arzuaga (SM)
Gols: Souza, aos 9 e Arzuaga aos 34 do 1ºTempo; Maxi López a 1 e aos 16 do 2ºTempo .

Caminho do Grêmio

May 5, 2009

Muito se repetiu a ladainha (ou falácia) de que o Grêmio pegou um grupo fácil na primeira fase da Libertadores.

O discurso já está se repetindo no início das oitavas. O que se fala é algo do tipo “Grêmio já está nas semifinais“.

Dessa vez os “detratores tricolores” tem alguma (ou pouca) razão. Mesmo assim é preciso fazer alguma ressalvas.

Não dá pra confundir tradição (camiseta, história, etc..) com momento (futebol apresentado).

Não é preciso fazer grandes pesquisas pra se perceber que o Grêmio tem muita mais camiseta do que San Martín, Caracas e Cuenca. Por isso seria o favorito para avançar nas oitavas e nas quartas.

Uma outra questão é o futebol apresentado na competição. O Grêmio, nós sabemos, vem bem. Já o desempenho de San Martín, Caracas e Cuenca é mais difícil falar, a imensa maioria das pessoas não viu estes times jogando (eu vi pedaços dos jogos dos peruanos contra o River). Provavelmente, são equipes fracas, mas o San Martín deixou o River de fora, o Cuenca venceu o temido Boca Juniors, e o Caracas foi líder do seu grupo, ficando na frente de Chivas e Lanús.

Dito isto tudo, eu afirmo que sim, o Grêmio é amplo favorito e tem sim um caminho mais fácil até as semifinais.

Mas aí também é preciso fazer algumas lembranças.

Primeiro, o Grêmio “ganhou” esse “benefício” dentro de campo. Tendo a melhor campanha, melhor ataque e melhor defesa da primeira fase da competição. São Paulo, Boca, Nacional tinham todas as condições de fazer campanha igual e não conseguiram.

Segundo, e principal ponto deste post, ser favorito e ter um caminho “fácil” não é garantia de nada na Libertadores. Vários são os exemplos.

Em 1981 o Cobreloa tinha apenas 4 de existência, e foi até a final da competição, só sendo derrotada no terceiro jogo pelo Flamengo.

Em 1997 o Grêmio era amplo favorito contra o Guaraní do Paraguai, e se classificou com as calças na mão (gol nos descontos e vitória nos pênaltis).

Em 2003 o Grêmio também era favorito, mas foi surpreendido pelo Indenpediente Medellín na quartas de final.

Em 2004 o Once Caldas surpreendeu o mundo e venceu a Libertadores, superando São Paulo, Santos e Boca Jrs.

Em 2007 o Santos foi a melhor equipe da primeira fase, teve um caminho tranquilo nas oitavas e nas quartas, mas levou um baile no primeiro jogo da semifinal (Contra uma equipe que cresceu durante a competição) e acabou ficando de fora.

Em 2008, no início das oitavas, quem apostaria na LDU?

Ser favorito e ter um caminho fácil, ainda que sejam condições conquistadas dentro de campo, não são garantias de classificação antecipada.

Nisso aí a postura de respeito em relação ao adversário dos atletas do Grêmio e o pensamento jogo a jogo de Rospide são decisões acertadas. Por mais banais que sejam.

Como diz o ditado “Canja de galinha e cautela não faz mal a ninguém”.