Archive for the ‘Libertadores 2011’ Category

Libertadores – Universidad Católica 1 x 0 Grêmio

May 5, 2011

A eliminação do Grêmio na Libertadores passa muito mais pelos jogos anteriores do que por essa partida derradeira em Santiago.

Com um time desfacelado, o tricolor fez o que pode, tendo um bom início de partida, com presença no campo de ataque. O time teve algumas oportunidades em cobranças de faltas e escanteios, mas a bola parada não foi bem aproveitada e logo se viu que o conjunto carecia de maior entrosamento e criatividade. Por sua vez, a Católica parecia não saber bem o que fazer com sua vantagem, esperando timidamente que o Grêmio tomasse a iniciativa.

No segundo tempo o Grêmio ensaiou uma rápida e insuficente pressão, ficando perto de abrir o marcador no voleio de Viçosa. Mas não se viu nenhuma outra grande chance depois de tal lance. O problema da falta de combate, da marcação tardia, da ausência de roubadas de bola apareceu muitas vezes. Os cruzados seguiam fazendo pouco e se contentando com a passagem do tempo. O gol de Mirosevic só foi acontecer aos 41, depois de Renato escancarar o time na busca do tudo ou nada.

O resultado era esperado e foi, de certo modo, aceitável. O problema não está em perder um jogo de oitavas fora de casa por diferença mínima. Está em fazer uma partida tão atabalhoada no primeiro jogo. Está nas lesões (em quem quer que seja o culpado por elas, podendo mesmo ser o azar). Está nos fracos resultados e desempenhos nos jogos na Bolívia e no Peru.

Mas são diversos os fatores que resultaram na precoce desclassificação gremista. Se precipita quem já tem um único diagnóstico feito e uma única solução imaginada.

Fotos: Emol e La Cuarta

Universidad Católica 1 x 0 Grêmio
Mirosevic 86´

U. CATÓLICA : Garcés, Valenzuela, Martínez, Henríquez e Eluchans; Ormeño, Silva, Meneses, Costa (Mirosevic, 8’/2ºT) e Cañete; Lucas Pratto (R. Gutiérrez, 45’/2ºT).
Técnico: Juan Pizzi.


GRÊMIO _: Marcelo Grohe, Mário Fernandes (Vinícius Pacheco, 38/2ºT), Rafael Marques (Leandro, 18’/2ºT), Rodolfo, e Gilson; Vílson, Adilson, Fernando e Douglas; Lins (Escudero, 33’/2ºT) e Junior Viçosa.
Técnico: Renato Portaluppi


Oitavas de Final – Jogo de Volta – Libertadores 2011
Data: 04/05/2011, quarta-feira, 21h50min.
Local: Estádio San Carlos de Apoquindo, Santiago, Chile.
Árbitro: Carlos Amarilla
Auxiliares: Rodney Aquino e Cesar Franco.
Cartões amarelos : Eluchans, Costa, Ormeño, Felipe Gutierrez e Vilson
Gol: Mirosevic, aos 41min do 2º tempo (Católica).

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Libertadores – Grêmio 1 x 2 Universidad Católica

April 27, 2011


Foi uma noite desastrosa a de ontem no Olímpico, onde muitas coisas saíram erradas para o Grêmio. Poderia fazer um longo inventário dos erros tricolores, mas é muito mais simples citar o que saiu certo: O golaço do Douglas e uma grande defesa de M.Grohe aos 48 minutos do segundo tempo.

O Grêmio ensaiou um abafa, tendo uma série de escanteios. A torcida se inflou e Douglas quase abriu o placar aos 10 minutos, mas seu chute parou na trave. Borges também ficou no quase, aos 24, quando fez o giro em cima da zaga e bateu pra fora. Mas aos 28 minutos o time do Universidad Católica teve um contra-ataque (puxado por Cañete e concluído por Pratto) que só foi parar dentro do gol gremista. Pra piorar a situação, Borges foi expulso seis minutos depois, ao acertar cotovelada no adversário. O cenário passou a ser amplamente favorável aos chilenos.

O Grêmio tentou minimizar o prejuízo no segundo tempo e sem muito brilho foi pra cima, tentando se aproveitar do contentamento do adversário com a situação. Los cruzados trocaram passes despretensiosos nos primeiro minutos da etapa final, mas aos 14 Douglas empatou o jogo num chutaço da intermediária. O empate animou o Grêmio, que cresceu na partida, mas acabou levando o segundo gol em novo contra-ataque concluído por Pratto (dessa vez de cabeça)


É preciso que o time “entenda” o espírito do jogo e do campeonato que está participando. Me parece que o Grêmio não conseguiu fazer esta leitura ontem.

Um exemplo: O Grêmio fez somente 10 faltas ontem, contra 17 do U.Católica. Levou apenas dois cartões amarelos (sendo que o do Adílson foi fora do lance), enquanto os chilenos foram advertidos em cinco ocasiões.

O time poderia e deveria ter feito mais faltas no jogo de ontem. Como já vem acontecendo, o ataque do time adversário raramente é interrompido pelo Grêmio.

O time poderia e deveria ter se aproveitado da ruindade do árbitro. Rochemback foi pisado na cara e a reclamação foi muito tímida.

Ficou difícil, mas não impossível. Não acho que o U.Católica tenha mais time do que o Grêmio. Ontem pareceu que os comandos de Pizzi foram superiores pelo maior conjunto/entrosamento e pela maior consciência/tranquilidade em campo. Apesar de alguns bons valores, tem claros furos no time. O Grêmio é que precisa jogar mais (e pode jogar mais) para explorar essas deficiências em Santiago (onde, não custa lembrar, os chilenos tomaram 3×1 do Caracas)

Fotos: Richard Ducker e Luciano Leon (FinalSports)

Grêmio 1 x 2 Universidad Católica
Pratto 28´
Douglas 59´
Pratto 74´

GRÊMIO: Marcelo Grohe, Gabriel, Rafael Marques, Neuton e Gilson (Escudero 45’/2ºT); Fábio Rochemback, Willian Magrão (Lins – Intervalo), Adilson e Douglas; Leandro (Carlos Alberto 32’/2ºT) e Borges
Técnico: Renato Portaluppi

UNIVERSIDAD CATÓLICA: Garcés, Valenzuela, Henríquez, Martínez e Eluchans; Ormeño, Silva (Felipe Gutiérrez 18’/2ºT), Costa (Sepúlveda 38’/2ºT), Meneses e Cañete (Villanueva 30’/2ºT); Pratto
Técnico: Juan Antonio Pizzi.

Oitavas de Final – Jogo de Ida – Libertadores 2011
Data: 26/4/2011, terça-feira, 19h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre.
Público Total: 35.101 (31.559 pagantes)
Renda: R$ 766.807,50
Árbitro: Néstor Pitana (ARG)
Auxiliares: Hernan Maidana (ARG) e Alejo Castan (ARG)
Cartões amarelos: Martínez, Costa, Silva, Eluchans e Valenzuela (UCA); Willian Magrão e Adilson (GRE)
Cartões vermelhos: Borges 34’/1ºT (GRE)
Gols: Pratto (U), aos 28min, no 1º tempo; Douglas (G), aos 14min, e Pratto, aos 29min, no 2º tempo.

Adversário – Universidad Católica

April 25, 2011

O adversário do Grêmio nas oitavas será o Universidad Católica, de Santiago do Chile. Os “Cruzados” estão na sua 23ª participação na Taça Libertadores, tendo se classifcado para a presente edição com o título do campeonato Chileno de 2010. O time manda seus jogos no estádio San Carlos de Apoquindo.

Grêmio e Católica já se enfrentaram em 3 ocasiões. A primeira foi em um torneio em Valladolid, um empate em 2×2 que terminou com a vitória nos pênaltis dos chilenos. Os outro dois jogos valeram pela primeira fase da Copa Mercosul de 1998. Vitória gremista por 5×1 no Olímpico e empate em 1×1 no Chile.

Um dado curioso é que o técnico do Universidad Católica, Juan Carlos Pizzi, marcou 3 gols no Grêmio quando era jogador do River Plate, ma mesma Mercosul de 98 (2 gols no Olímpico e 1 gol no Monumental de Nuñez).


Campanha:
• 11 Pontos – Primeiro lugar no Grupo 4 ( sexto no geral)
• 3 Vitórias, 2 Empates, 1 Derrota
• 11 Gols Pró, 9 Gols Contra – 2 gols de saldo, Aproveitamento de 61,1%

1ª Rodada
– Unión Española 2×2 U. Católica – Gols: Pratto e Meneses
2ª Rodada – Vélez 3×4 U. Católica – Gols: Pratto (2), Costa e Pizarro
3ª Rodada – U. Católica 1×3 Caracas – Gols: Cabezas (2) e Barahona
4ª Rodada – Caracas 0x2 U. Católica – Gols: Villanueva e Pratto
5ª Rodada – U. Católica 0x0 Vélez Sarsfied
6ª Rodada – U. Católica 2×1 Unión Española – Gols: Calandria e Cañete

Blog Tabuleiro – Eduardo Cecconi
É tarefa de gincana estabelecer o diagrama para ilustrar o post sob
re la Universidad Católica, próxima adversária do Grêmio na Taça Libertadores. A equipe chilena, do técnico Juan Antonio Pizzi, já se utilizou de quatro sistemas táticos nesta temporada, e dentro de cada modificou a escalação em número ainda maior de oportunidades. Diversos jogadores foram escalados em mais de um setor/posição/função/posicionamento, dificultando a contextualização daquilo que pode acontecer nos confrontos de oitavas de final contra o tricolor gaúcho.

Em 2011, o 4-4-2 com dois volantes e dois meias foi o sistema predileto da Universidad Católica – confira no diagrama tático que ilustra o post. Pizzi forma uma convencional linha defensiva com quatro jogadores, posiciona na direita Ormeño como primeiro volante e Silva na segunda função, à esquerda – dois jogadores combativos e participativos na marcação; na segunda linha do meio-campo atuam geralmente Meneses na direita e Cañete no lado oposto. No ataque, o argentino Pratto – referência ofensiva da equipe – boa parte das vezes acompanhado por Roberto Gutiérrez. Este desenho iniciou em duas partidas pela Libertadores, e em grande parte da campanha no campeonato nacional – liderado pelos ‘Cruzados’.

O 4-4-2 desdobrado em 4-2-2-2 pode facilmente transformar-se no 4-4-2 em losango (ou 4-3-1-2), uma das variações prediletas de Pizzi. Ormeño torna-se o primeiro volante, com Silva e Meneses na segunda linha marcando e apoiando, e um enganche centralizado abastecendo os dois atacantes. O losango – que espelharia com o sistema do Grêmio, portanto também é uma possibilidade forte para a partida de terça-feira no Estádio Olímpico – apareceu duas vezes na Libertadores.

A terceira possibilidade da Universidad Católica do camaleônico Pizzi é o 3-5-2 com linha no meio-campo e um enganche à frente (ou 3-4-1-2) – formação da estreia na competição continental. E o quarto sistema, utilizado apenas uma vez – contra o Vélez Sarsfield, talvez para também espelhar o sistema adversário – foi o 4-5-1 com três meias ofensivos (ou 4-2-3-1).

Além das variações táticas, Pizzi gosta de modificar a escalação – acredito que abdicar de um padrão tático e de um time-base inspire-se na adequação ao adversário. Não são poucos os jogadores polivalentes da equipe. Tiago Costa já foi lateral-direito, volante, meia-ofensivo e lateral-esquerdo; Martínez foi zagueiro e lateral-base na direita; Valenzuela disputa posição na lateral-direita e no meio-campo, assim como Tiago Costa, mas foi terceiro zagueiro no 3-4-1-2; Villanueva pode atuar no meio ou no ataque; acompanhando Meneses já surgiram Cañete, Tiago Costa, Villanueva, F.Gutiérrez e Calandria; na zaga, quando Martínez passa para a lateral, atua Parot…alternativas, variações e modificações não faltam.


Zero Hora
“Renato e o Grêmio que se cuidem, porque o Universidad Católica, adversário nas oitavas da Libertadores, é daqueles times que gostam de jogar para o ataque, pelo chão, sem retranca ou bola aérea. O estilo tem tudo a ver com o perfil do técnico, o argentino Juan Antonio Pizzi, ex-atacante do Barcelona.
Não foi à toa que o Católica venceu o Grupo 4, com 11 pontos e 11 gols, e lidera o Apertura chileno, com 29 pontos, faltando cinco rodadas. Conquistou também, o Clausura 2010. Teve em Gutiérrez o goleador, mas ele agora é reserva. Os gols cabem a Lucas Pratto, um argentino de envergadura, como afirma o jornalista Claudio Herrera, do diário chileno El Mercúrio.

-Não é um time brilhante, mas muito sólido, ordenado. Tem em bom nível Franciso Silva, um volante que distribui o jogo. E na ofensiva está Pratto – explicou

Apesar de alguns altos (virtou contra o Vélez, em Buenos Aires) e baixos (perdeu para o Caracas, em casa), o Católica contribui ainda com a atual seleção chilena: o meia Meneses, o próprio Francisco Silva e o goleiro Garcés estão nas convocações. Outro destaque está no meia e capitão Mirosevic, que se recupera de lesao e entrará em campo amanhã à noite, contra o Cobresal, pelo Apertura. Será o último confronto antes da partida contra o Grêmio, terça, no Olímpico – no qual Pizzi deverá contar com força quase máxima, descontado o zagueiro vergara, um reserva lesionado

De fato, o Católica vive bom momento. Fundado em 1937 e dono de 10 títulos nacionais, gasta R$ 400 mil mensais com o futebol. Para se ter uma idéia, os principais ídolos do Católica não ultrapassam R$ 550 mil de anuais de salário “ (Carlos Guilherme Ferreira, Zero Hora, 22/abril/2011)

Guia Trivela

“Terceiro clube em número de títulos chilenos – atrás apenas de Colo-Colo, com 29 conquistas, e Universidad de Chile, com 13 -, a Universidad Católica faturou, no ano passado, o décimo campeonato nacional de sua história, e assim assegurou vaga na Libertadores. O troféu acaba com um jejum de cinco anos e, de certa forma, interrompe a flagrante hegemonia colocolina dos últimos anos.

A equipe se prepara para a competição com o objetivo de fazer uma campanha melhor do que a de 2010, quando, foi eliminada na primeira fase. Mas, para que isso aconteça, terá de superar a perda de algumas de suas principais peças, que se transferiram no final do ano e certamente irão fazer muita falta. A principal delas é o atacante Milovan Mirosevic, artilheiro do Campeonato Chileno com 19 gols, que se transferiu para o Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos.

Outro a sair foi o meia Dario Bottinelli, que acertou com o Flamengo e já começa a mostrar talento no futebol brasileiro. A aposta do clube para substituído é em Marcelo Cañete, que veio por empréstimo do Boca Juniors e poderá, além de ganhar experiência no futebol chileno, se firmar como seus compatriotas Conca e Montillo. A responsabilidade de fazer os gols fica por conta de Roberto Gutiérrez, atacante que balançou as redes adversárias em 14 oportunidades no Campeonato Chileno.

No meio-campo, os experientes Jorge Omeño e Rodrigo Valenzuela dão o respaldo necessário para que jovens como Francisco Pizarro e Felipe Gutiérrez possam se afirmar aos poucos. O volante Francisco Silva, muito eficiente na marcação, é o responsável por proteger os zagueiros. Na defesa, destaque para Adán Vergara, que teve rápida passagem pelo Vasco e não deixou saudades, assim como José Luis Villanueva, atacante recém-contratado.


Guia Globo Esporte

O atual campeão chileno mostrou seu poder de fogo na reta final da competição, no ano passado, quando ganhou 12 e empatou três dos 20 jogos finais na arrancada para o título. O técnico é o argentino-espanhol Juan Antonio Pizzi. Sim, ele mesmo, o Pizzi que foi ídolo no Barcelona e agora, do banco, sofreu com as perdas do meia argentino Darío Bottinelli para o Flamengo e do apoiador Mirosevic para o mundo árabe. Menos mal que o clube conseguiu uma grande contratação: o jovem meia argentino Marcelo Cañete. 20 anos, emprestado pelo Boca Juniors.As chegadas dos atacantes Calandria e Villanueva também são animadoras para um elenco já considerado de bom nível. Deve ir longe na Libertadores.

Olho neles: Gutierrez e Pratto formam boa dupla de ataque e têm tudo para arrebentar. Mas dependem do talento do jovem Cañete, que tem a missão de substituir Dario Bottinelli.

Curiosidade: vice-campeão da Libertadores em 1993, o clube tem a terceira maior torcida do Chile.

Time-base (4-3-1-2): Toselli, Valenzuela, Gonzalez, Henriquez e Eluchans; Meneses, Orme, Martinez; Cañete, Gutierrez, e Pratto.
Treinador: Juan Antonio Pizzi.

Opinião: “É o atual campeão do Chile. O time dos ‘Cruzados’, dirigido por Juan Antonio Pizzi, ex-Barcelona, atua de forma bem ofensiva. Na última temporada, mostrou na reta final do torneio um ataque bastante eficiente, especialmente em jogadas pelas laterais. Mas há sérios problemas no sistema defensivo, sobretudo nas jogadas aéreas e de bola parada. Provavelmente a equipe, bem posicionada do meio para o ataque, sentirá a saída de duas peças-chave no título de 2010: o meia argentino Dario Botinelli, agora no Flamengo, e o capitão da equipe, Milovan Mirosevic, que foi para o Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos. Para preencher as vagas no meio-campo, o clube trouxe o argentino Marcelo Cañete, do Boca Juniors, e Tomás Costa de Cluj, na Romênia.”
Alfredo Martinez Cortes, do jornal “Las Últimas Noticias”

Libertadores – Oitavas de Final

April 21, 2011

Fontes: ClicRBS, Correio do Povo e Globo Esporte

Libertadores – Fase de Grupos – Classificação Final

April 21, 2011



Fonte: Gazeta Esportiva

Grupo 1
P J V E D GP GC SG
Libertad (PAR) 14 6 4 2 0 13 5 8
Once Caldas (COL) 7 6 1 4 1 7 8 -1
Univ. San Martín (PER) 6 6 2 0 4 7 11 -4
San Luis (MEX) 5 6 1 2 3 6 9 -3

Grupo 2
P J V E D GP GC SG
Atlético Junior (COL) 13 6 4 1 1 9 7 2
Grêmio 10 6 3 1 2 9 6 3
Oriente Petrolero (BOL) 6 6 2 0 4 7 8 -1
León de Huánuco (PER) 5 6 1 2 3 4 8 -4

Grupo 3
P J V E D GP GC SG
América (MEX) 10 6 3 1 2 8 7 1
Fluminense 8 6 2 2 2 9 9 0
Nacional (URU) 8 6 2 2 2 3 3 0
Argentinos Juniors (ARG) 7 6 2 1 3 9 10 -1

Grupo 4
P J V E D GP GC SG
Universidad Católica (CHI) 11 6 3 2 1 11 9 2
Vélez Sarsfield (ARG) 10 6 3 1 2 12 7 5
Caracas (VEN) 9 6 3 0 3 7 10 -3
Unión Española (CHI) 4 6 1 1 4 7 11 -4

Grupo 5
P J V E D GP GC SG
Cerro Porteño 11 6 3 2 1 13 8 5
Santos 11 6 3 2 1 11 8 3
Colo Colo (CHI) 9 6 3 0 3 15 16 -1
Deportivo Táchira (VEN) 2 6 0 2 4 5 12 -7

Grupo 6
P J V E D GP GC SG
Internacional 13 6 4 1 1 14 3 11
Jaguares (MEX) 9 6 3 0 3 6 8 -2
Emelec (EQU) 8 6 2 2 2 4 5 -1
Jorge Wilstermann (BOL) 4 6 1 1 4 3 11 -8

Grupo 7
P J V E D GP GC SG
Cruzeiro 16 6 5 1 0 20 1 19
Estudiantes (ARG) 10 6 3 1 2 9 11 -2
Deportes Tolima (COL) 8 6 2 2 2 5 8 -3
Guarani (PAR) 0 6 0 0 6 2 16 -14

Grupo 8
P J V E D GP GC SG
LDU (EQU) 10 6 3 1 2 12 4 8
Peñarol (URU) 9 6 3 0 3 6 11 -5
Independiente (ARG) 8 6 2 2 2 7 8 -1
Godoy Cruz (ARG) 7 6 2 1 3 8 10 -2

Libertadores – Oriente Petrolero 3 x 0 Grêmio

April 15, 2011

Disseram que era o Grêmio que entrou em campo na Bolívia ontem. Custei a acreditar. Disseram que era praticamente o mesmo time que venceu o Junior na semana passada. Ficou ainda mais difícil de entender. A impressão era de que os atletas tinham sido apresentados uns aos outros cinco minutos antes do início da partida (alguns pareciam ter sido apresentados a uma bola cinco minutos antes do jogo). A atuação apática já era irritante nos vinte primeiros minutos de jogo, quando absolutamente nada aconteceu. Piorou na segunda metade do primeiro tempo, quando o desinteressado Oriente Petrolero passou a exigir boas defesas de Victor em chutes de longa distância.

Mas o pior mesmo aconteceu na segunda etapa. Logo com cinco minutos, Arce aproveitou o espaço dado por Rodolfo e cruzou na área, Rafael Marques acompanhou a distância e Fernandez abriu o marcador de cabeça. O Grêmio tentou entrar na partida, mas tinha imensa dificuldade em articular jogadas. Os atletas pareciam não conseguir manter o controle da bola e raros eram os lances em que mais de três passes eram trocados com sucesso. Ainda assim, duas boas chances foram criadas a partir dos 25 minutos. Borges chegou a driblar o goleiro, mas mandou a bola na trave quando tinha o gol vazio a sua frente. Gabriel também desperdiçou boa oportunidade em chute cruzado. Esses dois lances, ocorridos num intervalo de 2 minutos, mostravam que o Grêmio poderia virar o jogo com um pouco de esforço e um mínimo de inspiração. Mas isso não aconteceu. As alterações feitas não ajudaram e, em contra-ataques, o Oriente Petrolero chegou ao segundo (com Saucedo) e ao terceiro gol (com Arce). O 3×0 foi ficou ainda mais inapelável a partir do momento em que os bolivianos passaram a alegrar a sua torcida com o famigerado “olé”.

E, como a muito tempo não acontecia, a sorte olhou para o Grêmio e sorriu. O Grêmio fez de conta que não era com ele. A sorte insistiu, deixando claras as suas intenções. Não satisfeito em somente desdenhá-la, o Grêmio resolveu cuspir na cara da sorte.

Fracasso, vergonha, vexame… Vai ser difícil considerar algum desses termos exagerados para o que o Grêmio apresentou ontem. O resultado e, especialmente, a atuação (contra um time já eliminado) foram inaceitáveis.

Bastante questionável a idéia de Renato para substituir Douglas. Gabriel tem muita qualidade, mas anda sem força para jogar na sua posição de origem. Improvisado no meio de campo rendeu ainda menos do que vinha rendendo na lateral.

Mas não seria justo depositar tudo na conta do técnico quando nenhum jogador teve uma atuação minimamente digna. Escudero foi um que se esforçou, tentou bastante, mas em duas vezes tropeçou na bola.

O time segue deixando que o adversário jogue muito facilmente. É preciso botar mais gana na recuperação da bola. O ataque do oponente raramente deixa de ir até a área do Grêmio.

Eu já disse, mais de uma vez, que o Grêmio vem tendo algumas duras lições nesta temporada. Ainda não se sabemos o efetivo tamanho do prejuízo trazido por esse resultado negativo (Além da desvantagem de decidir fora de casa). Mas uma coisa é certa: O Grêmio perdeu todos os jogos que “poderia” perder em 2011. A partir de agora todas as partidas são decisivas. A margem para erro é mínima.

Fotos:
Lance, El Deber, Aizar Raldes (UOL)

Oriente Petrolero 3 x 0 Grêmio

ORIENTE PETROLERO: Etulain, Hoyos, Schiapparelli, Caamaño e Gutierrez; Fernando Saucedo, Terrazas, Aguirre e Veizaga (Campos 20’/2T); Fernández (Peña 20’/2T) e Arce (Melén 35’/2T)
Técnico: Ariel Russo.

GRÊMIO: Victor, Mário Fernandes (Diego Clementino 11’/2T), Rafael Marques, Rodolfo e Bruno Collaço (Fernando 31’/1T); Fábio Rochemback, Adilson (Vinícius Pacheco 11’/2T), Lúcio e Gabriel; Escudero e Borges
Técnico: Renato Portaluppi

6ª Rodada – Fase de Grupos – Libertadores 20111
Data: 14/4/2011, quinta-feira, 22h45min
Local: Ramón Tahuichi Aguilera, em Santa Cruz de la Sierra (BOL)
Público: Entre 6 e 10 mil espectadores
Arbitro: Omar Ponce (EQU)
Auxiliares: Juan Cedeño (EQU) e Christian Lescano (EQU)
Cartões amarelos: Fábio Rochemback (GRE)
Cartões vermelhos : Rodolfo 40’/2T (GRE)
Gols: Fernández, aos 5min, Saucedo, aos 30min, e Arce, aos 34min do segundo tempo

Libertadores – Grêmio 2 x 0 Junior Barranquilla

April 8, 2011

O Junior chegou em Porto Alegre com 100% de aproveitamento e o primeiro lugar do grupo praticamente garantido, mas ainda assim saiu pro jogo. Claro que foi cauteloso, com a defesa bem postado, com Viera fazendo cera e colocando 11 jogadores na sua área nos escanteios. Mas também saiu pro jogo, mostrando um toque de bola. Causou dificuldades e valorizou a boa partida do Grêmio, que foi para cima desde o início. Pelo lado direito, faltava parceria e um pouco mais de força para Gabriel poder mostrar sua grande categoria. Com 6 canhotos no time, o jogo acabou fluindo pela esquerda, graças ao grande empenho de Lúcio, que fez de tudo por aquele setor. E acabou sendo dele o gol que inagurou o marcador, completando o cruzamento de Borges após desvio na zaga. Mesmo sendo superior, o Grêmio correu riscos no primeiro tempo, em duas ocasiões Victor foi vencido por Bacca e o gol só não saiu por providenciais intervenções de Rodolfo e Bruno Collaço.

No segundo tempo, Renato fixou Escudero pelo lado direito de ataque, e o Grêmio passou a ter mais posse de bola no campo ofensivo. Logo passou a pressionar com cruzamentos. Rafa Marques quase marcou aos 3 minutos. Mas foi Borges que anotou o segundo tento, após escanteio batido por Douglas. A partir daí o Grêmio tratou de administrar o resultado, não sem levar novos sustos, quando Victor fez duas defesas magistrais na conclusão de Amaya e na bicicleta de Hernandez.

Gostei da atuação do Grêmio. Contudo algumas melhoras precisam ser feitas. Sigo achando que o adversário tem muita facilidade para jogar, o Junior ia até o campo de ataque sem muito combate. Existe uma distância entre o ataque a defesa gremista. Acho que era o jogo para o time tentar fazer mais a marcação por pressão no campo de ataque (que foi muito rara).

Lúcio jogou demais. Impressionante a entrega dele em campo. Fez a diferença no primeiro tempo, dando uma canseira na defesa adversária. E, inspirado pela passagem de Renato pelo Rio, deu até alguns “Shark Attacks”.


Borges foi decisivo. Fez boa jogada no primeiro gol, marcou o segundo e provocou a expulsão de Romero.

Foi possível perceber que Giovanni Hernandez não é um mero balaqueiro. Existe uma grande dose de talento por trás de toda aquela marra.

Hector Baldassi esteve tenebroso. Só não estragou o jogo por falta de oportunidade.
Rochemback mais uma vez foi o nosso “diez atrasado

Adílson, que já estava bem no jogo, cresceu quando teve que assumir primeira função do meio campo após a saída de Rochemback.

E, antes do jogo, tinha gente questionando o talento e até mesmo a titularidade do Victor.

O recado de Renato foi dito em alto e bom som na sala da coletiva. Resta saber se os destinatários captaram a mensagem.

Fotos: Luciano Leon (FinalSports), Cristiano Estrela (Correio do Povo), Richard Ducker (Ducker.com.br) e Jefferson Bernardes (UOL)

Grêmio 2 x 0 Junior Barranquilla
Lúcio 33´
Borges 60´

GRÊMIO: Victor, Gabriel, Rafael Marques, Rodolfo e Bruno Collaço; Fábio Rochemback (Vinícius Pacheco, 24’/2T), Adilson, Lúcio (Fernando, 36’/2T) e Douglas; Escudero (Diego Clementino, 30’/2T) e Borges.

Técnico: Renato Portaluppi


JUNIOR BARRANQUILLA: Viera, Otálvaro, De Almeida, Macías (Amaya, 44’1T), Fawcett; Romero, García, Valencia, Barahorna, Hernández (Cortés, 34’/2T); Bacca (Caneda, 41’/2T).
Técnico: Oscar Quintabani

5ª Rodada – Fase de Grupos – Libertadores 2011
Data: 7 de abril de 2011, quinta-feira, 19h15min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Público : 31.836 (28.798 pagantes)
Renda : R$ 705.906,50
Árbitro: Héctor Baldassi
Auxiliares: Ricardo Casas (ARG) e Diego Bonfa (ARG)
Cartões amarelos: Otálvaro, Macías, Romero, Barahorna (JUN); Fábio Rochemback, Borges, Adilson, Rodolfo (GRE)
Cartões vermelhos : Romero (JUN)
Gols: Lúcio, aos 33 do 1º tempo; Borges, aos 15 do 2º tempo

Libertadores – León de Huánuco 1 x 1 Grêmio

March 18, 2011

Foi uma partida em que o Grêmio praticamente se “recusou” a ganhar, e teria que se esforçar muito para conseguir perder. O León criou menos dificuldades como mandante do que na partida do Olímpico. Inexplicavelmente o tricolor não conseguia se impor. O jogo se desenvolvia de forma lenta, sem grandes ações. Mesmo sem forte marcação do adversário, o meio de campo gremista se atrapalhava na organização de jogadas. Rochemback voltou a ficar isolado na saída de bola (Fernando não o auxiliou na tarefa). Aos 36 minutos o empate já parecia mau negócio, e Renato promoveu a entrada de mais um atacante. A iniciativa de mudar o time é louvável, mas a repetição de tal expediente já incomoda. Não houve uma grande melhora com Viçosa em campo, e aos 44 minutos o Leon marcou o 1×0, quando a cabeçada do flácido Elias acabou encobrindo Victor. Ainda que o primeiro tempo do Grêmio tenha sido de uma obscena displicência, o gol sofrido talvez tenha sido um castigo exagerado, porque o Léon também não fez por onde (o atacante Gonzales “Ray Jackson” Vigil não chegou perto da meta gremista).

No início do segundo tempo houve uma ligeira melhora no Grêmio e no nível do jogo. A bola começou a rodar com um pouco mais de velocidade e jogadas de área finalmente foram vistas. Borges concluiu com perigo, de pé-esquerdo, logo na primeira jogada, e aos 9 minutos, numa das poucas jogadas onde o Grêmio conseguiu fazer uma seqüência de passes, Carlos Alberto recebeu assistência de Douglas e empatou. Uma virada não dependia de tanto esforço, mas o Grêmio caiu na partida. O problema da falta de conclusões se repetiu (Apenas Borges teve duas boas chances). Os atletas gremistas dificilmente ganhavam algum embate com os adversários (seja no drible, seja no desarme) e falta de iniciativa pessoal era maior inimiga do que a equipe peruana. Os erros de passe (já demasiados em todo o jogo) se acentuaram, o que tornou ainda mais irritante os minutos finais do confronto.


Me arrisco a dizer que foi a pior atuação do time titular no ano. Parecia que essa equipe jamais tinha treinado junto.

Pela primeira vez é possível questionar a saída de Carlos Alberto. Não que sua atuação tenha sido um primor, mas parecia mais a vontade jogando perto da área e claramente servia mais ao time assim, tendo inclusive anotado o gol. Era motivo de preocupação para o adversário.

Difícil de entender foi a entrada de Collaço, com a permanência de Gílson e Lúcio no time. Três laterais esquerdos em campo (seis canhotos no total), sendo que Lúcio era o mais recuado deles. Collaço, posicionado quase como um meia-direita, pouco foi visto na cancha.

Viçosa foi uma tentativa válida de Renato, mas o avante não entrou tão ligado como das outras vezes. Clementino, mesmo tendo jogado poucos minutos, conseguiu produzir mais (e ainda assim foi pouco).

Eu gostei da comemoração feita no gol. Era uma resposta necessária. O debate futebolístico no Rio Grande do Sul anda completamente desvirtuado. É bom ver iniciativas desse tipo, de indignação no plantel, mas os jogadores precisam ser respaldados.

O Grêmio certamente não merecia melhor sorte na partida. Não obstante, é preciso registrar a fraquíssima atuação do juiz mexicano. Um belo exemplo disso foi a falta não marcada após o violento carrinho de Cardoza em Carlos Alberto. O meia gremista fazia fila e a meia lua iniciada o deixaria na cara do gol. Era lance para cartão amarelo (e seria o segundo do peruano).

Rochemback, novamente, foi o destaque positivo do Grêmio. Está se matando para manter um padrão minimamente organizado de jogo. Victor foi bem, muito embora o gol sofrido seja criticável.

O resultado não foi tão ruim quanto a exibição (dificilmente seria). A classificação está encaminhada. O que ficou distante foi a primeira colocação do grupo (que era uma meta atingível), mas a conseqüência disso não é tão nefasta quanto andam apregoando. O que efetivamente preocupa é a possibilidade do time apresentar essa mesma postura apática contra um adversário mais qualificado.

Fotos: De Chalaca e Terra

León de Huánuco 1 x 1 Grêmio
Elias 44´
Carlos Alberto 54´

LEÓN DE HUÁNUCO: Juan Flores; Espinoza, Cambindo, Salas e Cardoza; Zegarra, Ferrari, Carlos Elías (Otálvaro 35/2ºT), Céspedes (Peña 22/2ºT) e Orejuela (Rodriguez 39/2ºT); Gonzáles-Vigil.
Técnico: Franco Navarro


GRÊMIO: Victor; Gabriel, Rafael Marques, Rodolfo e Gilson; Fábio Rochemback, Fernando (Júnior Viçosa 36/1ºT), Lúcio e Douglas; Carlos Alberto (Bruno Collaço 28/2ºT) e Borges (Diego Clementino 38/2ºT).

Técnico: Renato Portaluppi

4ª Rodada – Fase de Grupos – Libertadores 2011
Data: 17 de Março de 2011, quinta-feira, 17h00min
Local: Estádio Heraclio Tapia, em Huánuco, no Peru
Árbitro : Roberto García Orozco (MEX)
Assistentes : Jose Luis Camargo (MEX) e Alberto Morin (MEX)
Cartões amarelos : Cardoza, Elías, Ferrari, Rodolfo, Borges
Gols: Carlos Elías , aos 44 minutos do 1º tempo; Carlos Alberto, aos 9 minutos do 2º tempo.

Libertadores – Grêmio 2 x 0 León de Huánuco

March 4, 2011


Um jogo de Libertadores daqueles bem chatos de se jogar. O León todo no seu campo, jogando atrás da linha da bola. A receita era ter paciência e rodar a bola com calma, até que se abrissem os espaços. Mas não foi exatamente isso que o Grêmio fez, não no começo do jogo. O Grêmio teve dificuldades no seu meio do campo. Faltava movimentação, Rochemaback ia distribuir o jogo entre os zagueiros e se via sem muitas opções. Carlos Alberto ficou longe de Douglas e Adílson não se apresentava para o ataque. O León era eficiente no que propunha, e chegou a ameçar, mas parou em Victor. O tricolor melhorou um pouco quando deixou de tentar a bola enfiada pelo meio e passou a jogar mais pelos dois lados do campo. Mas o jogo seguia truncado, muito em função das diversas faltas cometidas. E foi numa delas, sofrida e batida por Douglas, que André Lima marcou o primeiro gol, de cabeça, aos 41 minutos do primeira etapa.

Com o 1×0, o Grêmio voltou um pouco mais tranquilo do para o segundo tempo. Renato inverteu o posicionamento de Adílson e Carlos Alberto. O León saiu um pouco para o jogo e tricolor passou a jogar com maior velocidade pelo lado de campo, acionando com mais frequência os seus avantes. Logo aos 8, um pênalti foi marcado num lance em que mais de um atleta gremista foi derrubado dentro da área. Borges bateu forte, sem chance pro arqueiro adversário. Depois disso, registra-se uma grande defesa de Victor, uma chance perdida por André Lima e a boa entrada de Bruno Collaço.


O objetivo primordial do jogo era o de sair de campo com o três pontos. E isso o Grêmio conseguiu. É claro que a atuação ficou longe do esperado, mas há uma expectativa de facilidade nesses jogos que não se corresponde ao que se tem visto na competição.

Ontem tivemos uma boa lição de como a torcida pode ajudar ou atrapalhar o time. Momento marcante do jogo aconteceu no final do primeiro tempo quando a geral passou a cantar mais forte, abafando o murmurinho dos impacientes. Segundos depois, falta marcada para o Grêmio e gol do André Lima.

Por falar em torcida, fiquei negativamente surpreso com o baixo público. É bem estranho que as partidas da briga pela vaga na libertadores levem mais gente do que os próprios jogos desta competição.

Gostei do retorno de Rafael Marques ao time. Foi bem como zagueiro central, tanto por cima como também por baixo.
Com exceção de alguns lances mais afobados, eu gostei da apresentação do Gílson. Sua melhor partida sem contar com o auxílio de Lúcio.

Acho que os gols marcados são a prova de que tem valido a pena escalar Borges e André Lima juntos.

Fotos: Richard Ducker, Luciano Leon (FinalSports), Mauro Schaefer (Correio do Povo), Terra e UOL

Grêmio 2 x 0 León de Huánuco
André Lima 40´
Borges 54´

GRÊMIO: Victor; Gabriel, Rafael Marques, Rodolfo(Mário Fernandes) e Gilson; Fábio Rochemback, Adilson, Carlos Alberto(Bruno Collaço) e Douglas; André Lima(Escudero) e Borges.

Técnico: Renato Portaluppi.

LEÓN: Flores; Espinoza, Araújo, Cardoza e Salas; Ferrari(Cevasco), Zegarra, Céspedes e Elías(Otálvaro); Orejuela e Gonzáles(Rodríguez).
Técnico: Franco Navarro

3ª Rodada – Fase de Grupos – Libertadores 2011
Data: 3 de março de 2011, Quinta-feira, 20h15min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Público: 28.605 (25.864 pagantes)
Renda: R$ 612.469,00
Árbitro : Enrique Osses (CHI)
Assistentes : Patricio Basualto (CHI) e Sergio Román (CHI)
Cartões amarelos : Ferrari, Zegarra, Araujo (L), Rochemback, Gabriel, Gilson (G)
Gols: André Lima, aos 41 minutos do primeiro tempo: Borges (pênalti), aos 9 do segundo tempo

Adversário – León de Huánuco

March 3, 2011

O Leon de Huánuco classificou-se pela primeira vez para a Libertadores da América ao vencer o seu grupo no Campeonato descentralizado 2010. Na final, empatou em 1×1 o primeiro jogo em casa contra o Universidad San Martin, num jogo tumultuado, e acabou sendo derrotado por 2×1 na partida de volta, disputada em Lima. Assim, ficou no Grupo 2 da Libertadores 2011.

O time manda seus jogos no Estádio Heraclio Tapia, constrúido em 1972 e reformado em 2010.


Na Libertadores 2011 o León jogou duas partidas em casa. Derrota por 2×1 para o Júnior de Barranquilla (gol de Elias) e vitória de 1×0 sobre o Oriente Petrolero (Gol de Zegarra).

No campeonat Peruano 2011 o time entrou em campo em três ocasiões até aqui. Derrotas para o Inti Gas (1×0) em Ayacucho e para o Cobresol em casa por 1×0 e derrotou o César Vallejo, em Trujillo, por 1×0 (gol de Leiva)

Grêmio e León jamais se enfrentaram. Mas o site do próprio time peruano trás um dado interessante sobre os confrontos do tricolor contra clubes daquele país pela Libertadores:

  • “Gremio ha enfrentado en ocho oportunidades a equipos peruanos en el marco del certamen desde 1997. En estas series, el empate no ha sido un marcador posible y los resultados señalan seis triunfos y dos derrotas para el cuadro brasileño.
  • Un buen dato radica en que el Gremio siempre ganó en Porto Alegre a los conjuntos peruanos, y es más, todos por el mismo resultado: 2 – 0. En el año 97′ las victimas fueron Alianza Lima y Sporting Cristal, en el 2002 fue Cienciano y en el 2009 la Universidad San Martín.”


Guia da Libertadores do Trivela:

“Depois de mais de uma década militando na Copa Peru – espécie de terceira divisão peruana, na qual o campeão sobe para a Série A e o vice, para a Série B -, o León se reergueu em grande estilo: logo em sua temporada de reencontro com a elite do país – direito conquistado após o título da Copa Peru 2009 -, conquistou o vice-campeonato, com direito a goleada por 6 a 0 sobre o Sporting Cristal, e garantiu pela primeira vez na história uma vaga na Copa Libertadores. A façanha deixou os habitantes de Huánuco, município situado na parte central do Peru e com população estimada em 120 mil habitantes, ansiosos para ver o time na principal competição do continente. E quem deverá lucrar com a mais nova atração da cidade é o presidente do clube, o empresário Luis Picón Quedo. Acusado de crimes como sonegação de impostos e venda de órgãos humanos, Quedo busca, através do León, conquistar a simpatia da população local para conquistar seus objetivos políticos, prática similar a de vários cartolas em times do interior do Brasil. O investimento para a Libertadores foi, dentro da realidade do clube, pesado. O meia colombiano Harrison Otálvaro, que já atuou no Dynamo Kiev e recentemente estava no Huracán-ARG, é o principal reforço e chega para ser o camisa 10 do time. Outros nove jogadores já foram contratados, entre eles o goleiro argentino Sebastián Cuerdo e o zagueiro colombiano Roller Cambindo, que chega para formar dupla de zaga com seu compatriota Luis Cardoza. Outro reforço sob o qual são depositadas muitas expectativas é atacante panamenho Orlando Rodríguez. Aos 26 anos, ele chega para substituir o colombiano Luis Alberto Perea, artilheiro do time no ano passado com 23 gols, que foi para o Deportivo Quito, assim como o argentino Gustavo Rodas, eleito o melhor jogador do Campeonato Peruano. O centroavante brasileiro Ronaille Calheira, vice-artilheiro do time na temporada passada com 11 gols, viajou à Grécia para fazer testes em clubes por lá, mas segue com o futuro indefinido

Orejuela (esquerda), Zegarra (deitado) e Gonzales Vigil (direita)

Guia da Libertadores do Globo Esporte

“Estreante na Libertadores, o vice-campeão peruano é outro que corre bem por fora para conseguir uma das vagas para a próxima fase. Na verdade, apesar dos discursos otimistas do presidente e do técnico, Franco Navarro, o grande objetivo é debutar na competição ao menos com dignidade. Para isso, o time até que se reforçou, mas nada sensacional. O destaque fica por conta do atacante Carlos Orejuela, com várias presenças na seleção nacional. Rápido, passou a ser a esperança da torcida por contra-ataques que terminem no fundo da rede.

Olho nele: é no veterano goleiro Juan Flores, de 34 anos, que a torcida bota fé por uma campanha sem vexames na primeira Libertadores.

Curiosidade: apesar da idade, Juan Flores, que mede 1,95m, não é o mais velho do time. O vovô é G. Salas, que tem 36.

Time-base (3-4-1-2): Flores; Cardoza, Cambindo e Espinoza; Salas, Ferrari, Zegarra e Céspedes; Otálvaro; Orejuela e Rodríguez.
Técnico: Franco Navarro

Opinião: “A primeira participação deste modesto clube peruano na Libertadores não deve ser das mais longas. O surpreendente vice-campeonato nacional fez o time perder alguns jogadores importantes da campanha histórica. Para compensar, o clube investiu em quatorze reforços para que o treinador Franco Navarro tenha um elenco mais equilibrado e com mais opções. Ele deve escalar o time no 3-4-1-2, com o recém-contratado colombiano Otálvaro sendo o cérebro da equipe. O zagueiro Espinoza fez parte da convocação mais recente para a seleção peruana.”
Cauê Dias, do blog La Pelota”

Guia da Libertadores da Zero Hora