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Libertadores 2014 – Grêmio 1×0 San Lorenzo (San Lorenzo 4×2 nos pênaltis)

May 2, 2014

Pela terceira vez consecutiva o Grêmio é eliminado nas oitavas de final da Libertadores. Dessa vez em casa, nos pênaltis, o que talvez torne todo mais cruel. Se sabia das dificuldades impostas pelo 1×0 contra da ida. O tricolor teria que tentar reverter o escore, mas não poderia se descuidar da defesa. O Grêmio tinha 90 minutos para buscar um gol e seguir vivo. Buscando o ataque com uma escalação com 2 volantes e Dudu, Zé Roberto e Luan acionando Barcos na frente o time de Enderson Moreira tentou trabalhar a bola no inicio do jogo, mas tinha algumas dificuldades, especialmente pelo nervosismo de alguns atletas e pela incompreensível e irritante impaciência de boa parte da torcida que compareceu na Arena. O San Lorenzo tratou de se fechar e gastar o tempo, no que jamais foi atrapalhado pelo árbitro, que gostava de uma “charla” com os atletas em cada marcação feita. Ainda assim o Grêmio teve situações de gol, e na melhor delas Barcos tocou por cima de Torrico (foto acima) e Buffarini salvou em cima da linha.
No segundo tempo o Grêmio aparentou alguma desorganização. A bola queimava nos pés dos zagueiros que buscavam sair jogando, enquanto seus companheiros se embretavam na marcação no campo de ataque. Assim o time acabou apelando para os lançamentos e cruzamentos longos, e curiosamente conseguiu incomodar mais o adversário com essa prática, tendo um gol anulado, colocando bola na trave (foto abaixo) e obrigando o goleiro adversário a fazer boas defesas. Mas o gol tricolor só aconteceu aos 38 minutos, quando o Grêmio estava todo aberto (dois centroavantes e Werley de lateral direito) e o jogo tinha entrado na fase do “seja o que deus quiser”. Lucas Coelho roubou uma bola na intermediária a abriu para Rodriguinho que entrava pelo bico da área. De lá saiu um chute forte cruzado que Dudu completou para as redes. Depois disso o Grêmio seguiu pressionando e o San Lorenzo (apesar de uma boa cobrança de falta) parecia muito cansado para se aproveitar do desespero e desorganização do Grêmio.
Nos pênaltis o capitão Barcos abriu a série errando a sua cobrança e Maxi Rodriguez também desperdiçou o seu tiro. No San Lorenzo, todas os chutes foram bem colocados, até mesmo quando um dos jogadores escorregou ao executar a cobrança.

Mais uma vez Zé Roberto teve uma atuação muito tímida. Sei bem de todos os limites que a idade lhe impõe, mas esperava mais deles. Foi um dos jogadores mais apáticos em campo.
Assim como aconteceu no jogo de ida, o Grêmio apresentou total desorganização nas cobranças de bola parada. Quantos atletas diferentes bateram escanteios? Será que todos esses treinaram para isso? Por que em cada mudança de batedor deve também alterar os jogadores que vão para área e os jogadores que ficam no rebote.
Pra não dizer que não vi coisas boas na partida acho importante salientar que Geromel foi bem na zaga, mostrando qualidade no bote e antecipações. Lucas Coelho entrou bem no jogo também.


 
 Nós todos queremos muito que o Grêmio ganhe. Torcemos muito para que isso aconteça (por mais que alguns tenham a pretensão de questionar isso). Mas fica difícil que o sentimento vá muito além da fé própria do torcedor e de acreditar numa “sorte” que é inerente ao jogo. Porque vemos tantos detalhes dando errado que fica complicado imaginar que o “macro” possa dar certo. Quem vai a campo pode perceber vários desses detalhes.
Um deles é a questão dos materiais da torcida (que já falei aqui no blog em outra ocasião). É inacreditável que não se consiga chegar a uma solução que contemple a entrada de faixas, barras e bandeiras no campo. Também é complicado ver diversos assentos vazios em um lugar que supostamente teve todos os ingressos vendidos. O Grêmio lançou uma nova coleção de fardamentos no fim de semana. A camisa branca parece ter causado o maior frisson. Mas justamente essa peça não estava exposta na frente da loja antes do jogo. E o entorno do estádio? Vamos completar quase dois anos da inauguração da Arena e praticamente não se conseguiu nenhuma melhoria nesse quesito frente aos órgãos e entidades públicas. Enfim, poderia alongar bastante essa lista dos “detalhes” que acabam se somando e fazendo diferença. Poderia falar em gestão, em respeito ao seu próprio planejamento, ao orçamento, mas não estou com paciência para ser chamado de oportunista ou coisa que o valha.
Vi os ônibus e carros particulares dos torcedores do San Lorenzo estacionados dentro do estacionamento E1 da Arena. Até pode ser um luxo, mas é uma boa medida de segurança. Só resta saber se esse tipo de medida é retribuída em outros estádios da América do Sul.

 

 Fotos: Vinícius Costa (Lance) e André Kruse

Gremio Grêmio 1×0 San Lorenzo  San Lorenzo
(San Lorenzo 4×2 nos pênaltis)

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará (Lucas Coelho – 34’/2°T), Werley, Pedro Geromel e Wendell; Edinho, Riveros, Luan (Maxi Rodríguez – 19’/2°T), Zé Roberto (Rodriguinho – 14’/2°T) e Dudu; Barcos 
Técnico: Enderson Moreira
SAN LORENZO: Torrico; Buffarini, Valdés, Gentiletti e Más; Mercier, Villalba (Prósperi – 23’/2°T), Ortigoza e Piatti; Matos e Corrêa (Elizari – 28’/2°T)(Blandi – 46’/2°T) 
Técnico: Edgardo Bauza

Oitavas de final – jogo de volta – Libertadores 2014
Data: 30/04/2014, quarta-feira, 22h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Público: 47.244 (44.042 pagantes)
Renda: R$ 2.394.936,00
Árbitro: Roberto Silvera (URU)
Auxiliares: Carlos Pastorino e Nicolas Taran (URU)
Cartões amarelos: Zé Roberto, Pará, Edinho, Gentiletti, Buffarin
Gols: Dudu , aos 38 minutos do 2° tempo
Cobranças de pênaltis: Barcos (errou), Ortigoza (acertou), Riveros (acertou), Matos (acertou), Maxi Rodriguez (errou), Blandi (acertou), Rodriguinho (acertou) e Buffarini (acertou)

Libertadores 2014 – San Lorenzo 1×0 Grêmio

April 24, 2014
 

O 1×0 de ontem pode ser analisado de uma maneira pessimista e de uma maneira otimista. Na primeira somos obrigados a constatar que o time perdeu pelo terceira vez consecutiva, justamente num momento crítico da temporada. Por outro lado, podemos afirmar que, apesar do insucesso, o time mostrou alguma evolução em relação aos dois jogos anteriores (onde foi completamente apático).
Logo de início o Grêmio se resguardou, esperando o San Lorenzo e só foi trocar mais de 2 passes no campo de ataque após os primeiros 15 minutos de jogo, o que convenhamos é uma cautela aceitável quando se enfrenta o campeão argentino em seus domínios. O time de Enderson Moreira voltou a estar relativamente bem posicionado e conseguia disputar e ganhar bolas no meio do campo. O time do Papa tinha iniciativa e propunha o jogo, mas sem muito sucesso. Prova disso é o fato de que suas melhores oportunidades na primeira etapa surgiram em erros gremistas. Aos 9 minutos Geromel errou uma antecipação e Matos aproveitou para chutar forte sobre o gol de Marcelo Grohe. Pouco depois, em uma falta mal cobrada por Ramiro, o San Lorenzo teve perigoso contra-ataque que só foi terminar com um providencial corte de Pará.
O tricolor voltou mais solto para o segundo tempo. Logo de cara Ramiro teve duas boas chances, mas na primeira o chute saiu pela linha de fundo e na segunda o volante chegou atrasado no bom passe de Zé Roberto. E como castigo, o Grêmio levou o gol justamente no seu melhor momento na partida. Num lateral cobrada rápido, que pegou Léo Gago fora de lugar, e resultou numa série de chegadas tardias dos defensores gremistas e culminou com o chute em curva de Correa que Grohe aceitou. Em desvantagem o Grêmio se abriu, e já com Luan em campo, foi pra cima do San Lorenzo. O tricolor teve algumas oportunidades, mas desperdiçou de forma bizarra a melhor delas num tiro livre dentro da área marcado após um recuo. A pressão gremista nos minutos finais acabou sendo inútil, servindo apenas para dar a sensação de que era plenamente possível conseguir um resultado mais favorável na Argentina.

 
Perder por 1×0 fora de casa no primeiro jogo é um resultado, historicamente, perigoso. Porém reversível. Especialmente se considerarmos que o  San Lorenzo fez muito pouco para conseguir a vitória. Resta saber se eles tem algo a mais a oferecer na partida de volta. O Grêmio certamente tem (Ou deveria ter).
Posso estar equivocado, mas pelo currículo e rodagem que tem, sempre espero mais do Zé Roberto nesse tipo de jogo. Ainda que ele não consiga mais acrescentar tanto no aspecto técnico, poderia mostrar mais liderança no aspecto anímico.
Léo Gago nunca se destacou pelo bom posicionamento e disciplina tática, mesmo quando joga na sua posição. Como lateral esquerdo ele errou demais, ainda que não por omissão (como ficou claro no lance em que chutou a bandeirinha de escanteio e na falta que recebeu amarelo). É sabido que a escalação de um atleta passa por diversos fatores, mas pro meu gosto, Breno, que é lateral de ofício, nunca desapontou nas partidas em que foi escalado.
Teve um pênalti, difícil de ser observado num primeiro momento, não marcado para o Grêmio no primeiro tempo. O curioso é que a imprensa gaúcha precisou ser avisada sobre ele pela imprensa argentina. No segundo tempo Geromel pediu pênalti em uma das sua idas a área adversária, mas a transmissão do jogo não exibiu replay da joga, preferindo ficar mostrando a presença de Marcelo Tinelli nas arquibancadas.
Dudu foi o melhor jogador gremista em campo. E teve a tarefa hercúlea de auxiliar Léo Gago na marcação, sendo que quando ia para o ataque, era obrigado a partir da intermediária ofensiva.
Uma questão que precisa ser resolvida urgentemente no time do Grêmio é a cobrança de bolas paradas. Cada uma é feita de um jeito, por um jogador diferente. O dois toques dentro da área executado por Dudu e Barcos foi simplesmente varzeano.

Fotos: Diego Guichard (Globo Esporte), Juan Mabromata (Lance) e SanLorenzo.com.ar

San Lorenzo San Lorenzo 1×0 GrêmioGremio

SAN LORENZO: Torrico; Buffarini, Valdés, Gentiletti, Mas; Mercier, Ortigoza, Villalba (Cavallaro, 30’/2ºT), Piatti (Kannemann, 23’/2ºT); Correa (Elizari, 37’/2ºT) e Matos
Técnico: Edgardo Bauza

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Geromel, Werley, Léo Gago (Breno, 38’/2ºT); Edinho, Ramiro (Luan, 11’/2ºT), Riveros, Zé Roberto (Maxi Rodríguez, 40/2ºT); Dudu e Barcos
Técnico: Enderson Moreira

Jogo de Ida – Oitavas de Final – Libertadores 2014
Data: 23 de abril de 2014, quarta-feira, 22h00min
Local: Estádio Nuevo Gasómetro, Buenos Aires-ARG
Arbitragem: Enrique Osses (FIFA-Chile)
Auxiliares: Carlos Astroza (Chile) e Sergio Roman (Chile) 
Cartões amarelos: Correa, Buffarini, Mas, Kannemann; Léo Gago, Edinho
Gols: Ángel Correa, aos 6 minutos do segundo tempo.

Presença de público na fase de grupos da Libertadores

April 22, 2014

Eu mencionei aqui no blog que esperava ver mais gente na Arena nos confrontos contra Atlético Nacional e Nacional.  Mas essa questão de expectativa de público pode ser um tanto subjetiva. Em razão disso decidi fazer alguns comparativos.

O primeiro, de número de pagantes e ocupação média do estádio com os outros times Brasileiros que disputaram a fase de grupos (assim os jogos da 1ª fase ou “pré-libertadores” foram excuídos). E como se pode ver na tabela acima Grêmio fica atrás de Cruzeiro e Flamengo na média de pagantes e atrás dos clubes mineiros na questão da ocupação do estádio.
O segundo comparativo (Figura abaixo) é da presença de público da torcida tricolor em jogos da fase de grupos  nas 5 participações anteriores do Grêmio na Libertadores. Só em 2007 o público foi superior (com a ressalva de que no ano passado o setor da Geral estava interditado)

Libertadores 2014 – Grêmio 1×0 Nacional

April 11, 2014

E o Grêmio chegou a última rodada do “Grupo da Morte” tranquilo, já classificado para a próxima fase. Ao Nacional, que já não tinha mais chances de avançar, restava a missão de fazer um enfrentamento honroso em Porto Alegre. E esse cenário ajuda a explicar um pouco o andamento da partida. O tricolor gaúcho mostrou ímpeto logo no início da jogo. Aos 2 minutos Barcos fez jogada pela esquerda e cruzou rasteiro, mas Riveros chegou um pouco atrasado. Dez minutos depois o capitão gremista sofreu pênalti (assinalado pelo bandeirinha). O próprio Pirata converteu , anotando o que acabou sendo o único gol de jogo

Depois disso o jogo ficou um tanto enfadonho. O Grêmio não fez muita força para marcar um segundo tento e o Nacional não se desesperou na busca do empate. No Bolso, o bom Ivan Alonso jogava muito recuado e ficou muito sobrecarregado tendo criar e concluir jogadas. No segundo tempo, apesar dos uruguaios terem chegado a incomodar Marcelo Grohe numa série de escanteios e cruzamentos (e protestado por um pênalti numa dessas jogadas) as melhores chances de gol foram do Grêmio, como na bola que Barcos tentou encobrir Munua, no chute de Lucas Coelho e na jogada em que o time desperdiçou uma chance com o gol livre no último minuto da partida.
 
O Grêmio ficou com a 2ª melhor campanha na classificação geral, tomou apenas 1 gol em toda a fase de grupos e como presente vai enfrentar o atual campeão argentino. Não sei se é possível, no futebol de hoje, escolher adversário (Em 1974 Beckenbauer & Cia conseguiram fazer isso com sucesso), mas mesmo que seja é sempre arriscado afirmar qual adversário é mais ou menos complicado. Me pareceu que o chaveamento do Grêmio foi o pior possível, mas talvez seja bom aproveitar o bom momento do time para tentar avançar com a moral elevada.

Com Dudu e Luan o Grêmio tinha jogada de velocidade pelos lados do campo, mas carecia de maior retenção de bola e criatividade no meio de campo. Infelizmente ontem Alan Ruiz não acrescentou tanto na organização das jogadas, e o time acabou perdendo também a jogada rápida pela direita (Jean Deretti  parece ter entrado para ocupar aquele setor)  Mas mesmo podendo ficar mais centralizado e tendo três companheiros a frente para acionar, o nosso camisa 11 não conseguiu mostrar muito serviço. O curioso é que o posicionamento defensivo permaneceu o mesmo com a ausência de Luan. Dudu volta pelo lado para acompanhar o lateral direito adversário enquanto Alan Ruiz permanece mais centralizado vigiando os volantes do oponente.
Fiquei negativamente surpreso com o público de ontem na Arena. Os 28.302 presentes de ontem formaram  o menor público do Grêmio em Libertadores desde o confronto com o Universidad San Martin pela oitavas de final em 2009.
Um aspecto muito legal da partida de ontem foi ver uma grande quantidade de torcedores do Nacional circulando livremente por Porto Alegre e confraternizando com os gremistas no entorno da Arena antes da bola rolar. Essas situações deveriam se repetir com maior frequência.

 
 Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)  e Terra (AFP)

Grêmio 1×0 Nacional 

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Werley, Rhodolfo e Wendell; Edinho (Jean Deretti, intervalo), Ramiro, Riveros, Alán Ruiz (Lucas Coelho, 40/2ºT) e Dudu (Maxi Rodríguez, 26/2ºT); Barcos
Técnico: Enderson Moreira
NACIONAL: Munua; Piriz, De los Santos, Scotti (Coates, 7/2ºT) e Diaz; Dorrego, Arismendi (Calzada, intervalo), Prieto e Espino; Iván Alonso e García (Macia, 37/2ºT)
Técnico: Gerardo Pelusso
Grupo 6 – Fase de Grupos – Libertadores 2014
Data: 10 de abril de 2014, quinta-feira, 22h00min
Local: Arena do Grêmio
Público: 28.302 (25.733 pagantes)
Renda: R$ 1.131.941,00
Arbitragem: Oscar Maldonado (Bolívia)
Auxiliares: Efrain Castro e Wilson Arellano (Bolívia)
Cartões amarelos: Alonso, Prieto, De los Santos (N), Ramiro e Maxi Rodríguez (G)

Gols: Barcos (de pênalti), aos 12 minutos do primeiro tempo

Libertadores 2014 – Atlético Nacional 0x2 Grêmio

April 3, 2014

Havia uma grande dúvida sobre como o Grêmio reagiria a derrota no Gre-Nal, de como se iria se restabelecer da letargia do segundo tempo de domingo, do cansaço alegado na coletiva pós-jogo.  E a resposta da equipe gremista foi a melhor possível, ganhando a partida, jogando bem e se classificando antecipadamente para as oitavas de final da Libertadores.
O confronto foi o menos nervoso do tricolor até aqui. É claro que existiram dificuldades, que teve pressão, mas muito menos do que se poderia esperar de um jogo  fora de casa contra um campeão da América num enfrentamento pelo grupo da morte. E essa “tranquilidade” talvez passe pela atitude do Grêmio, que foi pouco incomodado num primeiro tempo que pouca coisa aconteceu. O time de Enderson Moreira apresentou uma defesa muito bem postada, e seus homens de frente não deixaram de pressionar a saída de bola do adversário. Ao atacar o Grêmio novamente sentiu falta de um jogador que trabalhasse mais as jogadas, umas vezes que todos avanços eram tentados na transição rápida ou na ligação direta. O Atlético Nacional acabou tendo maior posse bola, mas de maneira inócua, uma vez que as ações era ditadas por jogadores sem talento para tanto, como o camisa 2 Medina.
Em termos de classificação o 0x0 dos primeiros 45 minutos já era bem interessante para o Grêmio. Mas o time voltou ainda melhor para o segundo tempo, conseguindo adiantar a linha de marcação e roubar mais bolas no meio de campo. Aos 7 minutos, Luan dominou uma bola difícil na direita, quase em cima da linha lateral, mas deu sequência na jogada, passando pelo marcador e acionando Ramiro, que cruzou para Dudu marcar o 1×0. Com a desvantagem o Nacional foi pra cima e pressionou bastante em busca do empate, que só não aconteceu em função de Marcelo Grohe, que fez ao menos três grandes defesas. Esse ímpeto do time da casa durou até os 24 minutos do segundo tempo, quando Barcos e Luan ganharam uma série de disputas na intermediária ofensiva e o argentino arrancou em velocidade até a grande área, aonde deu um leve toque para tirar o goleiro Armani da jogada e estabelecer o 2×0 final.

O resultado foi importantíssimo para o futuro do Grêmio na competição e atuação foi importantíssima para a retomada da autoestima da equipe e torcida. Nesse último aspecto, foi muito bom que o time tenha tido um confronto fora de casa três dias depois da derrota no clássico.
No intervalo do jogo eu li críticas (algumas bem pesadas) ao Luan. Nada poderia ser mais injusto. É o jogador mais inexperiente do time e vem fazendo dupla função, de armador e finalizador. A jogada que ele fez no início do primeiro gol é simplesmente genial. Um desafogo para o time.
Um aspecto que, ao primeiro olhar, pode ser contraditório a todo esse boa atuação do time é o reconhecimento de que Marcelo Grohe foi um dos melhores jogadores em campo. Mas as jogadas que terminaram em defesas dele foram muito mais mérito do ataque adversário do que falhas da defesa tricolor.
Essa meia preta, com duas listras na parte da frente, parece ser novidade para mim. A usada no ano passado era diferente. Será que essa e a branca serão exclusivas da Libertadores?

Fotos: AFP (Terra) e  EFE (Colombia.com)

Atlético Nacional Atlético Nacional 0x2 Grêmio Grêmio

A. NACIONAL: Franco Armani; Medina, Murillo e Alexis Henríquez (Berrio, 17’/2º); Bocanegra, Mejía, Juan Valencia, Cárdenas, Cardona e Farid Diaz (Páez, 34/2º); Juan Pablo Angel (Jefferson Duque, 13/2º).
Técnico: Juan Carlos Osorio
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Werley, Rhodolfo e Wendell; Edinho, Ramiro, Riveros, Luan (Alán Ruiz, 37/2º) e Dudu (Geromel, 44/2º); Barcos (Léo Gago, 45/2º).

Técnico: Enderson Moreira

5ª Rodada – Grupo 06 – Libertadores 2014
Data: 02 de abril de 2014, quarta-feira, 22h00min
Local: Estadio Atanasio Girardot, em Medellín, Colômbia
Público: 42.840 espectadores. 
Renda: $1.360.481,00
Arbitragem: Enrique Caceres-PAR
Auxiliares: Carlos Caceres-PAR e Juan Zorrilla-PAR 
Cartões amarelos: Pará

Gols: Dudu (G), aos 7 minutos  e Barcos, aos 24 minutos do segundo tempo.

Libertadores 2014 – Newell´s Old Boys 1×1 Grêmio

March 20, 2014

Fotos: Julian Valiente (newellsoldboys.com.ar)

Newell`s Old Boys Newell´s Old Boys 1×1 GrêmioGrêmio

NEWELL’S OLD BOYS: Guzmán; Cáceres, Víctor López, Heinze e Casco; Villalba, Bernardi (Castro, 43’/2º) e Banega (Orzán, 26’/2º); Maxi Rodríguez, Figueroa e Ponce (Trezeguet, 26’/2º).
Técnico: Alfredo Berti 
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará (Everaldo, 43’/2º)Werley, Rhodolfo e Wendell; Edinho (Alán Ruiz, 36’/2°), Ramiro, Riveros, Luan e Dudu; Barcos
Técnico: Enderson Moreira 

Gols: Maxi Rodríguez (N), a 33 minutos do segundo tempo; Rhodolfo (G), aos 46 minutos do segundo tempo.
Arbitragem: Carlos Vera, auxiliado por Christian Lescano e Byron Romero (trio equatoriano)
Local: Estádio Coloso del Parque, em Rosario-ARG

Libertadores 2014 – Grêmio 3×0 Atlético Nacional

February 26, 2014

E o Grêmio conseguiu um grande resultado na Arena ontem. Um sonoro 3×0 que talvez não reflita exatamente o que aconteceu no jogo, mas de forma alguma se pode dizer que o Grêmio jogou mal ou que não tenha merecido a vitória. O confronto foi bem interessante, e o Atlético Nacional se mostrou um valoroso adversário, com típicas características colombianas, de bom toque de bola e com o jogo sendo organizado desde a sua linha defensiva, com zagueiros que não se furtavam de tentar um drible mesmo quando eram o último homem. Apesar dessa valorização da posse de bola pelos visitantes, era o Grêmio que propunha o jogo, tendo na velocidade e movimentação de Wendell e Luan pela  esquerda a sua principal arma (embora usasse o lado direito também, como no primoroso lançamento de Edinho para Pará). O tricolor já havia ingressado com perigo na área do Nacional antes, mas o gol saiu aos 29 minutos, quando Ramiro lançou para Riveros que estava impedido, contudo quem chegou antes na bola foi Luan,que estava em condição legal e tocou por cima do goleiro. Os atletas colombianos, ao contrário dos seus cronistas compatriotas, reclamaram demais, contudo o juiz confirmou o gol.
A reação dos campeões colombianos foi mais forte no início do segundo tempo, quando chegou a pressionar e encurralar o Grêmio (que não conseguia segurar a bola na frente). Logo aos 2 minutos Marcelo Grohe travou com os pés o atacante Uribe que ingressava perigosamente na área. A torcida sentiu o momento, jogou junto e o Grêmio saiu do sufoco com duas roubadas de bola. A primeira foi de Luan, aos 17 minutos, que cruzou para Zé Roberto acertar um bonito voleio, obrigando Martinez a fazer grande defesa. Dois minutos depois, foi Wendell que desarmou um adversário e cruzou rasteiro para Ramiro completar pro gol. 2×0 que dava tranquilidade. O Nacional seguiu pressionando, mas foi o Grêmio que marcou novamente. Com Alan Ruiz (que já havia pifado o Barcos) fazendo grande jogada e colocando com calma no canto do goleiro adversário.

Eu repito aqui o que disse em relação ao gol do Vargas contra o Botafogo no ano passado. Na minha visão, tendo presente a razão de ser da lei do impedimento, eu considero que deveria ser marcado a posição irregular. A bola foi lançada para um jogador que estava impedido, fato que julgo já ser suficiente para parar a jogada. Não obstante, Riveros ainda correu em direção a bola. Contudo, pela nova orientação da International Board (a qual considero bastante equivocada), é possível dizer que o gol é legal, uma vez que podemos questionar se Riveros efetivamente esteve obstruindo claramente o campo de visão do adversário ou disputando a bola.

Luan e Wendell novamente foram destaques. Mas acho importante ressaltar como esse meio campo do Grêmio incomoda os adversários, com a intensidade do trio Riveros, Ramiro e Edinho. Essa é uma característica que o Grêmio manteve do ano passado, de ter muita pegada no meio, mas agora acrescentando velocidade na frente, o que faz com que o time não jogue os 90 minutos por uma única chance.

Bonita essa camisa do A. Nacional. Uma pena que o box verde nas costas coloque quase tudo a perder.
Será que a torcida “verdolaga” chama o Sherman Cardenas de SHERMINATOR?
Número de pagantes ontem ficou acima da média histórica do Grêmio na competição, mas abaixo do que o clube teve na Libertadores 2013 (onde 3 dos 5 jogos foram disputados com o setor da geral fechado). Francamente eu esperava mais gente, tendo em vista que o time vive bom momento e era a estreia em casa.
Infelizmente alguns problemas no entorno/entrada da Arena persistem. Mais uma vez se viram várias poças nos acessos, e na rampa sul, que é a de maior movimentação na saída, a mobilidade é prejudicada por uma série de vendedores ambulantes que obstruem o seu final, que já é problemático pelo terreno irregular e pouca luminosidade. 
Muito legal a volta das bandeiras na Geral. Dá outro clima no estádio. O papel picado também ajuda, ainda que tenha sido pouco e esse prateado jogado por um canhão, e não aquele “roots”, jogado pelos torcedores. Aliás, a torcida foi muito importante ontem, especialmente no início do segundo tempo quando o Nacional pressionou em busca do empate.

Fotos: Ricardo Rimoli (Lance), Terra (EFE), El Colombiano (AFP), Lucas Uebel (Grêmio.net)  e Jefferson Bernardes (UOL)

Grêmio Grêmio 3×0 Atlético Nacional Atlético Nacional

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Werley, Rhodolfo e Wendell; Edinho, Ramiro, Riveros (Maxi Rodríguez – 45’/2°T), Luan (Alán Ruiz – 39’/2°T) e Zé Roberto (Dudu – 28’/2°T); Barcos
Técnico: Enderson Moreira
ATLÉTICO NACIONAL: Martínez; Bocanegra, Medina, Murillo e Valencia; Bernal, Mejía (Díaz – 21’/2°T), Cárdenas e Edwin Cardona; Berrío e Uribe (Tréllez – 14’/2°T) 
Técnico: Juan Carlos Osório.
Libertadores 2014 – 2ª Rodada – Grupo 6

Data: 25/02/2014. terça-feira, 22h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Público: 33.640 (31.586 pagantes)
Renda: R$ 1.595.910,00
Árbitro: Patricio Polic (CHI)
Auxiliares: Francisco Mondria e Raul Orellana (CHI)
Cartões amarelos: Edinho, Luan (GRE) Bernal, Cardona, Berrío (CAN)
Gols: Luan, aos 29 min do primeiro tempo, Ramiro, aos 19min e Alán Ruiz, aos 43 minutos do segundo tempo.

Libertadores 2014 – Nacional 0x1 Grêmio

February 14, 2014
 

Creio que seja difícil imaginar uma estreia melhor: O Grêmio mostrou bastante empenho e iniciou sua participação no grupo da morte conquistando fundamentais 3 pontos fora de casa. Contudo a vitória foi suada, talvez até mesmo sofrida, o que ajuda a evitar euforia excessiva e mostra que o time ainda pode (e deve) evoluir.
A esperada repetição do time que começou o Gre-Nal se revelou um acerto. O Grêmio mostrou-se consciente nos primeiros minutos de jogo, marcando forte mas também saindo pro jogo. Logo aos 7 minutos, Luan tentou um voleio de dentro da área. O Nacional era bastante pragmático na sua proposta, buscando a bola longa. De Pena incomodou numa série de chutes de fora da área, mas a melhor oportunidade foi dada a Cruzado, que recebeu dentro da área e arrematou pela linha de fundo. Ainda no primeiro tempo, o tricolor gaúcho também teve boas oportunidades nas conclusões de Zé Roberto (que Munua fez boa defesa) e Ramiro (que o chute saiu fraco).
Na volta do intervalo o time da casa quase marcou numa cabeçada de Scotti, que obrigou Marcelo Grohe a fazer uma providencial intervenção. Logo depois, Barcos tentou encobrir Munua num chute de fora da área. Aos poucos o Nacional foi adiantando suas linhas, o que criou espaço para o Grêmio contra-atacar. Aos 23, numa interessante movimentação ofensiva, Barcos saiu da área acionou Ramiro na ponta direita, e de lá saiu o cruzamento para Riveros, de cabeça, abrir o marcador. Dois minutos mais tarde Barcos teve chance de ampliar, mas foi desarmado quando se preparava para concluir. O Nacional começou a apressar seu jogo, insistindo em testar a defesa do Grêmio na bola área, mas Werley, Edinho e Rhodolfo ganhavam todas de cabeça. Aos 31 Riveros acertou a rede pelo lado de fora. Aos 38 Barcos sairia de frente para o goleiro, mas foi agarrado por Scotti (o juiz deu só amarelo) e aos 41 Luan concluiu de dentro da área, mas com pouco ângulo. O Nacional só incomodou mesmo nos últimos minutos. Aos 43 Léo Gago tirou uma bola de cima da linha após confusão em um cruzamento e na sequencia o juiz marcou um toque de mão Barcos fora da área (no replay o toque parece ser involuntário e dentro da área, como bem salienta a matéria do El País) mas Recoba não aproveitou a cobrança.



Gostei muito do espírito que os atletas encararam o jogo. Não fugiram da luta e não deixaram de procurar jogo. Apenas Zé Roberto destoou um pouco, mas já mostrou maior participação do que a vista no Gre-Nal.
Luan mais uma vez mostrou muita naturalidade em estar na equipe titular do Grêmio. E Wendell foi muito bem, aparece bem no apoio e tem uma jogada interessante quando corta para dentro, buscando a diagonal.
Eu achava que o Nacional somente perdia em “mística” quando optava por não jogar no Centenario. Mas eles também deixam de ganhar dinheiro. O Parque Central tem capacidade para mais de 26 mil torcedores, e a torcida do Grêmio recebeu apenas 600 ingressos (2,3% do estádio). É muita mesquinharia, assim como praticar um preço muito mais alto para os visitantes. Resta saber se a diretoria do Grêmio irá adotar o critério da reciprocidade.

Custei a acreditar quando me avisaram, mas realmente parece que Marcelo Grohe jogou com uma camisa da comissão técnica. Por falar em uniforme, eu, que já nao sou grande fã da camisa preta, achei bem estranha essa combinação do fardamento. Mas “deu sorte”.
É evidente que se precisa fazer uma grande ressalva em relação ao adversário. O Nacional mostrou muito pouco além da sua imensa camisa. Alonso, grande destaque do bolso nos jogos anteriores, foi muito bem marcado e se limitou a ficar reclamando de faltas. E beira o inacreditável que Recoba, que mesmo quando jovem nunca primou pelo aspecto físico, ainda seja uma opção aos 37 anos de idade.

 Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net), M.Cerchiari (El Observador), Matilde Campodonico (UOL), EFE (Terra), Nacional.com.uy e Miguel Rojo (Lance)
 
Nacional-URU Nacional 0x1 Grêmio  Grêmio

NACIONAL: Munúa, Álvarez, Scotti, Curbelo e Díaz; Prieto, Calzada e Cruzado (Dorrego – 37’/2°T); Pereiro (Recoba – 28’/2°T), De Pena (Mascía – 28’/2°T) e Alonso
Técnico: Gerardo Pelusso
GRÊMIO: Marcelo Grohe, Pará, Werley, Rhodolfo e Wendell; Edinho, Riveros, Ramiro (Léo Gago – 40’/2°T), Zé Roberto (Maxi Rodríguez – 47’/2°T) e Luan (Bressan – 45’/2°T); Barcos
Técnico: Enderson Moreira
01ª Rodada – Grupo 6 – Libertadores 2014
Data: 13/2/2014, quinta-feira, 22h15min
Local: Parque Central, em Montevidéu (URU)
Árbitro: Antonio Arias (Fifa-PAR)
Auxiliares: Dario Gona (Fifa-PAR) e Eduardo Cardozo (Fifa-PAR)
Cartões amarelos: Riveros, Werley, Barcos (GRE) Scotti (NAC)
Gols: Riveros, aos 23 minutos do 2º tempo