Archive for the ‘mosqueteiro’ Category

Mosqueteiro Gordo

April 9, 2008
Quando fiz o post sobre o mosqueteiro uma dúvida ficou no ar. Por que o Mosqueteiro era inicialmente gordo. Acho que encontrei uma resposta:

Segundo agenda do Grêmio, elaborada pro Claudio Dienstmann, o dirigente Franscico Maineri serviu de inspiração para o mascote.

No livro “Futebol e identidade social -Uma leitura antropológica das rivalidades entre torcedores e clubes“, Arlei Sander Damo conta a história da torcida criada por Salin Nigri, que acabou sendo efetivado pelo Grêmio como chefe dos torcedores. Com medo da juventude de Salin, a direção do Clube, através de Armando Ciaglia, diretor do quadro social, colocou Franscico Maineri como supervisor de Salim, conforme ele mesmo conta:

Um cara que tinha uns quarentas anos, gordo, barrigudo […] e eu logo vi que a intenção dele – Ciaglia – era por cara esse me controlar, me cortar alguma bobagem que eu quisesse fazer. Aí eu comecei a fazer faixa no campo, papel picado, soltar foguete…”

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Mascote: Mosqueteiro

January 8, 2008

Uma das poucas coisas que nunca gostei muito do Grêmio é o mascote. Talvez por ser o mesmo do Corinthians, talvez por não conhecer a origem. Pois bem, tratei de fazer uma pequena pesquisa sobre o tema. Há duas versões para a origem do mascote corinthiano, uma de 1913 , outra de 1929. Já no Grêmio, o mosqueteiro só apareceu em 1946, como explica o site Pelé.net:Em 1946, o chargista Pompeo, do jornal “Folha da Tarde”, criou uma tira que circulava sempre às segundas-feiras. Ela trazia sete personagens representando os sete clubes que disputavam o Campeonato Citadino. O Mosqueteiro era um deles, provavelmente inspirado na mascote do Corinthians, de São Paulo. Naquele mesmo ano, a torcida levou o personagem ao estádio, desenhado numa faixa que também trazia os dizeres “Com o Grêmio, onde estiver o Grêmio” (mais tarde adaptada no hino composto por Lupicínio Rodrigues para “Com o Grêmio, onde o Grêmio estiver”). Inicialmente era um mosqueteiro gordo. Com o tempo, ele foi se tornando mais esbelto e atlético (Pelé.net)
No seu livro “Futebol e identidade social -Uma leitura antropológica das rivalidades entre torcedores e clubes“, Arlei Sander Damo entrevistou Salim Nigri, que confirmou esta versão:

Segundo Salin, o mosqueteiro foi mesmo invenção do chargista Pompeu, da Folha da Tarde/Correio do Povo. Antes mesmo de iniciar o Campeonato Gaúcho de 1946, disputado apenas pelos clubes de Porto Alegre, a Folha da Tarde já anunciava que, às terças e sextas-feiras, seriam publicadas as charges do Pompeu e fazia uma breve explanação sobre o enredo e o perfil dos personagens. Resumidamente, “O Casamento da Rosinha” era uma metáfora sexual na qual a rosinha, “moça esbelta e vaidosa”, simbolizava o campeonato e, seus pretendentes, os clubes. Tinha o Zé Marmita, representando os colorados – “democrata cem por cento/quando surge o povo grita/Salve o Dr.Marmita”-, o Mosqueteiro, gremista – “esgrimista das palavras e da pelota” – e outros como o Seu Dindim, do Força e Luz – clube ligado à Companhia Carris, responsável pelos bondes – e o Seu Sertório, do Renner – um dos últimos “clubes de fábrica” do futebol gaúcho. O flerte da semana seguia de acordo com os resultados do domingo e, à medida que se aproximava o final do campeonato, a Rosinha voltava as suas atenções apenas para o Zé Marmita e Mosqueteiro, tendo, este Último, seduzido a moça. Cf Folha da Tarde entre 18/5/1946 e 1/10/1946. (Arlei Sander Damo)

Nesta obra, o antropólogo, cita a faixa “com o Grêmio/Onde estiver o Grêmio”, o Hino de lupícinio e o mascote mosqueteiro como fatores importantes da retomada da popularidade do Grêmio nas décadas 40 e 50

Não consegui encontrar o desenho original de Pompeo, e a única imagem do mosqueteior gordo que achei, foi essa abaixo, retirado do site Coleção Grêmio Gianfranco. No mesmo site, se encontram flámulas das décadas de 1950 e 1960 onde o mosqueteiro já aparece mais magro.

Vale lembrar que, além de uma revista, o mosqueteiro já deu nome a uma churrascaria localizada no Olímpico

Versão de Ziraldo pro mascote tricolor.

Figurinha do Album Campeonato Brasileiro 96, da Panini

Mascote reformulado nos anos 200o, tirado de adesivo usado na campanha da Libertadores de 2002

Boneco feito a partir da versão atual do mascote, vendido na internet

Retirado de um papel de parede do IG


Desenho de Rodrigo Habib


Quando da reformulação da Revista Placar em 1995 ( Edição 1107 Setembro/1995) , foi promovido pela publicação uma renovação dos mascotes, que ficariam mais parecidos com os heróis da Marvel/DC. O Mascote Gremista ganhou o nome de espadachim azul e é essa figura bizarra que vocês podem ver na imagem acima


A mesma placar, fez, em novembro de 1995, um ensaio com Danrlei, Dinho e Jardel como os três mosqueteiros tricolores.