Archive for the ‘Palmeiras’ Category

Brasileirão 2020 – Grêmio 1×1 Palmeiras

September 21, 2020

 

O resultado foi justo. Nenhuma das equipes fez algo para “merecer” mais do que o empate.

Com três volantes o Grêmio apresentou uma significativa melhora na comparação com a partida anterior (até porque seria muito difícil repetir um desempenho tão baixo). Coincidência ou não, o pior momento do tricolor se deu no início do segundo tempo, logo após a saída de Lucas Silva.

Fotos: Cesar Greco (S.E. Palmeiras)

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz, Paulo Miranda, David Braz e Diogo Barbosa; Darlan (Isaque, 29’/2ºT), Lucas Silva (Ferreira, 18’/2ºT) e Matheus Henrique; Robinho (Guilherme Azevedo, 34’/2ºT), Alisson e Diego Souza
Técnico: Renato Portaluppi

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Felipe Melo, Gustavo Gómez e Viña; Ramires (Wesley, 22’/2ºT), Gabriel Menino (Bruno Henrique, int.), Danilo, Raphael Veiga (Vitor Hugo, 41’/2ºT) e Rony (Gabriel Verón, 14’/2ºT); Willian (Luiz Adriano, 22’/2ºT)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

11ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2020
Data: 20 de setembro de 2020, domingo, 16h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Árbitro: Rodrigo Dalonso Ferreira
Assistentes: Henrique Neu Ribeiro e Éder Alexandre
VAR: Caio Max Augusto Vieira
Cartões amarelos: Victor Ferraz (Grêmio); Felipe Melo, Matias Viña e Gabriel Menino (Palmeiras)
Gols: Raphael Veiga, aos 25 minutos do segundo tempo; e Ferreira, aos 46 minutos do segundo tempo

Brasileirão 2019 – Palmeiras 1×2 Grêmio

November 25, 2019

2019 palmeiras Marcos Ribolli ge

O campeonato de pontos corridos proporciona algumas sensações estranhas. Como essa é de ontem, onde havia certo constrangimento em comemorar um gol da vitória no último minuto porque isso significou o título de um terceiro time, que sequer entrou em campo no domingo.

Renato já deveria pensar em iniciar algumas partidas com essa formação com Everton e Pepê no ataque.

Gremio x PalmeirasFotos: Marcos Ribolli (Globo Esporte) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Palmeiras 1×2 Grêmio

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez (Ramires, 25/2ºT), Vitor Hugo, Diogo Barbosa; Thiago Santos, Bruno Henrique; Dudu, Lucas Lima, Zé Rafael (William, 18/2ºT); Borja (Luiz Adriano, intervalo)
Técnico: Mano Menezes

GRÊMIO: Paulo Victor; Léo Moura, Geromel, Kannemann, Cortez; Matheus Henrique, Maicon (Michel, 24/2ºT); Alisson, Diego Tardelli (Patrick, 38/2ºT), Everton; Luciano (Pepê, 20/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

34ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 24 de novembro de 2019, domingo, 16h00min
Local: Allianz Parque, em São Paulo – SP
Público: 22.767 pagantes
Renda: R$ 1.292.109
Arbitro: Wilton Pereira Sampaio
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva e Bruno Raphael Pires
VAR: Wagner Reway (PB)
Cartões amarelos: Matheus Henrique, Diego Tardelli, Thiago Santos e Dudu
Gols: Everton (de pênalti), aos 23 minutos do 2º tempo; Bruno Henrique (de pênalti), aos 37 minutos, e Pepê, aos 49 minutos do 2º tempo.

Brasileirão 1995 – Palmeiras 3×0 Grêmio

November 23, 2019
1995 palmeiras 3x0 gremio b

Foto: Zero Hora

Esse foi o último dos setes confrontos entre Palmeiras e Grêmio no ano de 1995.  Um detalhe interessante é que em todos esses sete jogos há uma pequena variação dos uniformes dos times. Nesse, o Palmeiras estava usando sua nova camisa da Rhummel, com o scudetto de campeão brasileiro de 1994, enquanto o Grêmio entrou em campo com um calção todo preto (sem a listra nas laterais usada nos jogos anteriores).

Mesmo com a vitória (iniciada com um gol de mão de Edilson) o Palmeiras não conseguiu a classificação para as semifinais, tendo empatado com o Juventude no Alfredo Jaconi na última rodada da primeira fase.

A última matéria da Folha de São Paulo transcrita abaixo menciona que os jogadores do Palmeiras recebiam R$ 700,00 por resultado positivo. Esse valor, ajustado pelo IGPM, corresponderia a cerca R$ 4.300,00 atualmente.

1995 palmeiras 3x0 gremio emerson b

Foto: Zero Hora

GRÊMIO NÃO RESISTE AO BOM FUTEBOL DO PALMEIRAS
Os paulistas mantêm a liderança isolada no grupo com 22 pontos ganhos e são favoritos para garantir a classificação

O sétimo encontro do clássico do ano teve vantagem paulista. O Palmeiras fez 3 a 0 em um Grêmio desfalcado, mas aguerrido, e é favorito para ganhar a vaga do Grupo A, agora com 22 pontos, contra 19 do Cruzeiro (um jogo a menos). Sem cinco titulares, o Grêmio surpreendeu com a volta de Émerson, depois de sete meses recuperando-se de cirurgia no joelho. O time gaúcho fica em nono lugar.

O Palmeiras jogou-se ao ataque logo no início. Aos 10 minutos, Muller recebeu um lançamento às costas de André Vieira. Cruzou na medida para a cabeça de Edilson. A bola ainda tocou `no braço do atacante e entrou. Com desvantagem, o Grêmio reagiu. Arilson e Emérson, em freqüentes deslocamentos, confundiram o bom meio-de-campo paulista e levaram vantagem. A volta de Émerson ficou marcante em um chute de pé esquerdo, aos 20 minutos. A bola raspou o travessão. Depois de ter sido tirado do futebol por uma falta de Pedrinho, do Brasil, de Farroupilha, Émerson teve fôlego para jogar 55 minutos.

O Grêmio perdeu a partida pelo lado direito. O segundo gol do Palmeiras nasceu de um cruzamento em que André Vieira tentou rebater e Wágner Fernandes não alcançou. Cafu fez o corta-luz, a bola sobrou para Rivaldo, que chutou de bico, rasteiro. O goleiro Danrlei tentou tirar com os pés, mas não teve sorte. A bola passou por entre suas pernas aos 15 minutos do segundo tempo.

O nervosismo ameaçou reprisar a tensão dos jogos da Libertadores. Goiano acertou Antônio Carlos logo no início. E Cléber revidou sobre Arilson. Ao ‘final (36 minutos), Rivaldo arrancou do meio e marcou o terceiro.” (Zero Hora, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

Revista Placar

O JOGO: A necessidade da vitoria empurrou a Palmeiras ao ataque e a primeiro gol saiu logo no início. Com a vantagem, o time explorou – e bem – os contra-ataques.

HISTÓRIA: CONFRONTO - PALMEIRAS X GRÊMIO

PALMEIRAS BATE GRÊMIO E É O FAVORITO À VAGA
O Palmeiras derrotou ontem o Grêmio por 3 a 0 no Parque Antarctica. Com o resultado, a equipe paulista mantém a liderança no Grupo A e o favoritismo à vaga nas finais do Brasileiro.
O técnico palmeirense, Carlos Alberto Silva, surpreendeu ao escalar Cafu na lateral-direita e Alex Alves no ataque, tirando o lateral Índio da equipe.
Com isso, o Palmeiras modificou sua maneira habitual de jogar, abandonando as tabelas rápidas e adotando os lançamentos para aproveitar a velocidade de Alex.
O bicampeão brasileiro marcou logo aos 9min de jogo. Muller recebeu um passe em profundidade de Wágner pela esquerda e cruzou. Edílson, desmarcado, tocou de cabeça. A bola ainda resvalou na sua mão e entrou.
A desvantagem não intimidou o Grêmio. A equipe gaúcha manteve a partida equilibrada.
O Palmeiras concentrava demais suas investidas pelo lado esquerdo. Na direita, Cafu não recebia ajuda de ninguém do meio-campo ou do ataque.
Além disso, ao insistir excessivamente nos lançamentos, o Palmeiras acabava devolvendo a posse da bola ao time gaúcho com muita facilidade.
O Grêmio teve, aos 36min, a sua melhor oportunidade na primeira etapa. O lateral-esquerdo Roger penetrou na área e chutou colocado. Velloso espalmou para escanteio.
Para a segunda etapa, o Palmeiras voltou com Índio no lugar de Alex Alves. Cafu foi para o meio-campo e Edílson, para o ataque.
A modificação devolveu ao time o seu estilo de toques habitual, além de reequilibrar os dois lados da equipe e melhorar a marcação no meio-campo.
O segundo gol palmeirense saiu aos 13min. Cafu cruzou rasteiro da linha de fundo, Muller deixou a bola passar e Rivaldo chutou fraco. A bola acabou passando por entre as pernas de Danrlei.
Rivaldo fez também o terceiro gol, quando o Grêmio já não tinha chance de reação. Ele partiu com a bola dominada do meio-campo, driblou dois adversários e tocou na saída de Danrlei.” (Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

PALMEIRAS DERROTA GRÊMIO E CONTINUA LÍDER NO GRUPO A
O Palmeiras derrotou ontem o Grêmio por 3 a 0. Com o resultado, a equipe paulista mantém a liderança no grupo A e o favoritismo à vaga nas finais do Brasileiro.
O Palmeiras marcou logo aos 9min de jogo. Muller puxou um contra-ataque rápido pela esquerda e cruzou. Edílson, desmarcado, tocou de cabeça. A bola ainda resvalou involuntariamente na mão.
A desvantagem não intimidou o Grêmio. A equipe gaúcha manteve a partida equilibrada.
Teve aos 36min a sua melhor oportunidade na primeira etapa. O lateral-esquerdo Roger penetrou na área e chutou colocado. Velloso espalmou para escanteio.
Para a segunda etapa, o Palmeiras voltou com Índio no lugar de Alex Alves. Cafu foi para o meio e Edílson, para o ataque.
O segundo gol palmeirense saiu aos 13min. Cafu cruzou rasteiro da linha de fundo, Muller deixou a bola passar e Rivaldo chutou fraco. A bola acabou passando por entre as pernas de Danrlei.
Rivaldo fez também o terceiro. Ele partiu com a bola dominada do meio-campo, driblou dois adversários e tocou na saída de Danrlei.” (Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

TIME EXIBE ESTILOS DIFERENTES
O Palmeiras exibiu estilos diferentes em cada tempo da partida. No primeiro, a entrada de Alex Alves no ataque mudou radicalmente o perfil ofensivo da equipe.
Por ser um atacante veloz, Alex levou o time a adotar um estilo à base de lançamentos longos às costas dos zagueiros adversários.
Essa estratégia tornou-se ainda mais evidente, ontem, pelo fato de o Palmeiras ter marcado seu primeiro gol logo no início -aliás, numa jogada de lançamento para Muller na ponta esquerda.
Em contrapartida, os meias-ofensivos palmeirenses tiveram pouca participação na criação.
Como o time preferiu a velocidade ao toque, Edílson e Rivaldo evitaram reter a bola em busca de tabelas ou jogadas individuais.
Ao mesmo tempo, o lado direito, que costuma funcionar bem com Índio na lateral e Cafu na meia, praticamente desapareceu.
A substituição de Alex Alves por Índio, no intervalo, devolveu ao Palmeiras o estilo “natural” de toque de bola rápido e o equilíbrio entre os dois lados do time, além de aumentar o poder de marcação, graças ao deslocamento de Cafu para o meio-campo.” (Mário Moreira e Arnaldo Ribeiro, Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

JUCA KFOURI
[…]E que o Palmeiras voltou a a se organizar mais cedo do que seria razoável esperar. Aliás, com frequência, querem saber: o que a coluna tem contra o jogador Muller?
A resposta é sempre a mesma: nada. A não ser a indiferença que ele confunde com frieza, por mais que se argumente que ganhou quase tudo que disputou no São Paulo, etc e tal -até fazendo gol sem querer na decisão do mundial de clubes contra o Milan, em 93.
Pois bem. Agora a coluna faz a mesma pergunta com mão invertida: o que o craque Muller tem contra a coluna?
Porque é estranho saber ao voltar que ele tem feito a diferença e é o maior responsável pela ascensão alviverde. Será mesmo?
A partida contra o Grêmio mostrou que sim. Muller participou até pouco, mas deu o primeiro gol, foi espertíssimo no segundo e sempre tocou de primeira. Mostrou que nada tem contra a coluna. E vice-versa, estamos entendidos?” (Juca Kfouri, Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

HISTÓRIA: CONFRONTO - PALMEIRAS X GRÊMIO

ALBERTO HELENA JR. – PALMEIRAS VENCE COM AS ARMAS DO RIVAL
O mais curioso é que o Palmeiras venceu o Grêmio ontem, no Parque Antarctica, com folga no marcador, com as armas desse seu recente e feroz rival: o contragolpe. Talvez, por estar fora do páreo, na qualidade de livre-atirador, o Grêmio veio a São Paulo seduzido pela idéia de que poderia pregar uma peça no Palestra.
E se transfigurou em campo: de humilde, modesto e disciplinado guerreiro, atirou-se de peito aberto sobre a área inimiga. Pimba, um contra-ataque rápido pela esquerda, o cruzamento exato de Muller para a cabeçada de Edílson, e eis o Palmeiras com a vantagem que pediu a Deus. E assim foi até o final.
No segundo tempo, mais duas pontadas e mais dois gols de Rivaldo. Isso sem que o Palmeiras brilhasse, nem mesmo impusesse sua técnica mais refinada.
Na verdade, nem precisou.” (Alberto Helena Jr. – Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

DANRLEI SE DIZ ARREPENDIDO
Ontem, definitivamente, não foi um bom dia para o goleiro gremista Danrlei, 22.
Seu time perdeu por 3 a 0, ele levou um gol entre as pernas e foi xingado durante todo o jogo pelos torcedores palmeirenses.
Aos gritos de “covarde”, Danrlei deixou o campo tranquilamente. “Isso não me abala”, disse.

Folha – Os palmeirenses ainda não perdoaram o soco que você deu no Válber, no jogo pela Taça Libertadores, e te xingaram muito. Isso não te incomodou?
Danrlei – Não. Quem não souber trabalhar nessas condições, não pode ser jogador. Eu gosto de jogar assim. Dá mais vontade.
Folha – Você não se sente arrependido?
Danrlei – Isso já passou. Vi o erro que fiz e me arrependo dele. Esse tipo de coisa não vai mais acontecer.
Folha – O Grêmio vai continuar desprezando o Campeonato Brasileiro?
Danrlei – Vamos continuar nos preparando para a decisão do Mundial interclubes, em novembro.” (Arnaldo Ribeiro, Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

RIVALDO VOLTA A MARCAR GOLS
O meia-atacante Rivaldo, 23, fez ontem seus dois primeiros gols no Brasileiro. Não marcava desde 22 de julho, contra o Mogi Mirim, pelo Paulista.
Para ele, a formação tática do Palmeiras no segundo tempo funcionou melhor que a do primeiro.

Folha – Havia muito tempo que você não marcava. Estava com saudade de fazer gols?
Rivaldo – É, fazia dois jogos e meio que eu não marcava, desde que renovei contrato. Fazer gol é sempre importante para um jogador. Graças a Deus, consegui marcar dois. No último, senti que os zagueiros deram uma puxada para o lado e que o campo estava livre para eu avançar.
Folha – O Palmeiras usou táticas diferentes no primeiro e no segundo tempo. Qual foi a melhor?
Rivaldo – A do segundo tempo. No primeiro, insistimos nos lançamentos para o Alex Alves e erramos quase todos. Depois, com o Cafu no meio-campo, ficamos mais fortes na marcação.” (Mário Moreira, Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

ALEX ALVES SE IRRITA E VAI EMBORA NO INTERVALO
O atacante Alex Alves não gostou de ser substituído no intervalo e, irritado, deixou o Parque Antarctica antes do segundo tempo.
Ao saber da atitude do jogador, o técnico Carlos Alberto Silva disse que Alex “tem de se ajustar e dizer por que foi embora”.
Apesar disso, ele afirmou que pretende conversar com o atacante para, só então, decidir se toma alguma medida disciplinar.
O vice-presidente de futebol, Seraphim Del Grande, disse que os jogadores substituídos não têm obrigação de esperar o fim das partidas para ir embora, mesmo com a possibilidade de serem sorteados para o exame antidoping.
“Em princípio, não há motivo para punir o Alex”, afirmou.
Silva explicou que substituiu o jogador porque o Palmeiras estava errando os lançamentos para ele e perdendo sempre a posse da bola.
“Não é que o Alex estivesse mal. O time é que não estava trabalhando a bola. Depois, com o Cafu no meio-campo, o setor se fortaleceu.”
O ministro do Planejamento, José Serra, torcedor do Palmeiras, assistiu ao jogo e foi ao vestiário cumprimentar o time pela vitória.
“É a quarta vez que venho e o Palmeiras ganha. Quando precisarem, contem comigo”, brincou.
O técnico Luiz Felipe, do Grêmio, reclamou muito da arbitragem de Antônio Pereira da Silva.
Segundo ele, o juiz errou ao validar o primeiro gol do Palmeiras, marcado por Edílson.
“Todo mundo viu que a bola bateu na mão dele antes de entrar. Faz oito jogos que não vencemos com as arbitragens desse juiz. Não pode ser só coincidência.”
Luiz Felipe, porém, achou justo o resultado da partida. “O Palmeiras hoje é melhor que o Grêmio e mereceu vencer.” (Mário Moreira e Arnaldo Ribeiro, Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

ALEX ALVES DIZ QUE SAIU DO ESTÁDIO POR `PRESSA`
O atacante Alex Alves, do Palmeiras, disse ontem à Folha que deixou o Parque Antarctica no intervalo do jogo contra o Grêmio, na véspera, porque estava “com pressa”.
Ele tivera sua substituição decidida pelo técnico Carlos Alberto Silva para o segundo tempo.
“Tinha que viajar e aproveitei para tentar trocar a passagem para um horário mais cedo”, afirmou Alex. Ele não quis revelar para onde teria viajado.
A Folha telefonou várias vezes para a casa de Alex Alves ontem, mas, antes de o atacante finalmente atender, o meia Paulo Isidoro, que mora com ele, dera informação diferente.
“Quando cheguei do jogo, no domingo à noite, ele já estava dormindo. Hoje (ontem), ele saiu cedo e nós não conversamos”, disse o meia.
Alex Alves admitiu ter ficado chateado pela substituição. “Mas a opção é do técnico. Se ele quiser me tirar, ele é quem manda.”
O jogador acha que estava “muito bem” na partida.
A diretoria do Palmeiras só vai punir Alex Alves se Carlos Alberto Silva pedir.
A informação foi dada pelo vice-presidente de futebol, Seraphim Del Grande. Segundo ele, Silva deve conversar hoje com Alex, na reapresentação dos jogadores, para obter uma explicação.
O atacante, porém, disse não acreditar que o treinador tome essa iniciativa. “A opção de ficar no estádio é minha. Se eu quiser, vou embora.”
Del Grande afirmou que os jogadores substituídos não têm obrigação de esperar o fim das partidas para deixar o estádio, mesmo com a possibilidade de serem sorteados para o exame antidoping.
“Nem me lembrei que podia ficar para o antidoping”, disse Alex. “Se me lembrasse, não teria ido embora.”
Seraphim Del Grande afirmou que o Palmeiras não tem condições de aumentar o valor mínimo dos prêmios por vitória no Campeonato Brasileiro.
Os jogadores alegam que os R$ 700 pagos pelos resultados positivos estão abaixo dos valores pagos por outros clubes grandes.
“Não temos como aumentar o valor dos prêmios porque as rendas estão muito baixas”, disse o dirigente.
“Além disso, os jogadores estão recebendo direito de arena pelas transmissões das partidas pela TV cinco vezes maior do que no ano passado”, acrescentou.” (Mário Moreira, Folha de São Paulo, terça-feira, 3 de outubro de 1995)

Palmeiras 3×0 Grêmio

PALMEIRAS: Velloso; Cafu, Antônio Carlos (Célio Lúcio), Cléber e Wágner; Amaral, Mancuso, Edílson e Rivaldo; Alex Alves (Índio) e Muller
Técnico: Carlos Alberto Silva

GRÊMIO: Danrlei; André Vieira (Carlos Alberto), Rivarola, Wágner Fernandes e Roger; Gélson, Goiano, Émerson (Ranieli) e Arílson; Márcio (Magno) e Jardel
Técnico: Luis Felipe Scolari

Brasileirão 1995 – 1ª Fase – 10ª Rodada
Data: 1º de outubro de 1995, domingo, 19h00min
Local: Estádio do Parque Antarctica, em São Paulo – SP
Público: 7.199 pagantes
Renda: R$ 78.760,00
Juiz: Antônio Pereira da Silva (GO)
Auxiliares: Filomeno Dourado e Elmo Rezende
Cartões amarelos: Wágner Fernandez, Cléber, Edílson, Antônio Carlos e Jardel
Gols: Edílson, aos 9 minutos do primeiro tempo, Rivaldo, aos 13 minutos e aos 41 minutos do segundo tempo

Libertadores 2019 – Palmeiras 1×2 Grêmio

August 29, 2019




Gremio x Palmeiras

De tudo que aconteceu no jogo acho importante destacar o momento que Alisson mandou seus companheiros para dentro da área antes de cobrar a falta que resultou no gol de empate tricolor. Essa ação mudou o rumo do confronto.

E pela segunda vez o Grêmio de Renato, conhecido pela posse de bola, por jogar com a bola no chão, saiu de um “buraco” graças a bola parada levantada na área.

Muito importante foi a “correção” do posicionamento de Cortez do 1º para o 2º jogo. Dudu, de fato, “não jogou”.

Também achei interessante a opção feito por Renato no segundo tempo, colocando Pepê em campo e passando Everton para o meio do ataque, deixando sua linha de frente ainda mais rápida para explorar contra-ataques.

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Gremio x Palmeiras
Fotos: Richard Callis (Jovem Pan), Eduardo Moura (Globo Esporte), Cesar Grego (S.E. Palmeiras) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Palmeiras 1×2 Grêmio

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Luan, Gustavo Gómez e Diogo Barbosa; Thiago Santos, Bruno Henrique (Raphael Veiga, 28/2ºt), Gustavo Scarpa (Zé Rafael, 20/2ºt); Dudu, Willian (Deyverson, intervalo); Luiz Adriano.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Cortez; Matheus Henrique, Maicon (Rômulo, 29/1ºt); Alisson (Diego Tardelli, 36/2ºt), Jean Pyerre e Everton; André (Pepê, 18/2ºt)
Técnico: Renato Portaluppi

Libertadores 2019 – Quartas de final – jogo de volta
Data: 27 de agosto de 2019, terça-feira, 21h30min
Local: Estádio Pacaembu, em São Paulo – SP
Público: 36.081 (34.541 pagantes)
Renda: R$ 1.847.047,50
Árbitro: Néstor Pitana (ARG)
Assistentes: Hernan Maidana (ARG) e Ezequiel Brailovsky (ARG)
VAR: Daniel Fedorczuk (URU)
Cartões amarelos: Marcos Rocha; Maicon, Matheus Henrique, Jean Pyerre, Alisson e Geromel
Gols: Luiz Adriano, aos 13 minutos do 1º Tempo, Everton, aos 17 minutos do 1º Tempo, e Alisson, aos 21 minutos do 1º Tempo

Brasileirão 2019 – Grêmio 1×1 Palmeiras

August 20, 2019

Gremio x Palmeiras

– Média de Público do Grêmio no Brasileirão 2019:
17.758 (16.042 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
23.863 (21.765 pagantes)

– Média de público do Grêmio como mandante em 2019:
22.467 (20.453 pagantes)

Gremio x Palmeiras

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 1×1 Palmeiras

GRÊMIO: Julio César; Léo Moura (Luciano, 32/2ºT), Paulo Miranda, David Braz e Cortez; Rômulo, Darlan (Patrick, intervalo); Thaciano, Luan (Everton, 27/2ºT) e Pepê; Diego Tardelli
Técnico: Renato Portaluppi

PALMEIRAS: Weverton; Mayke (Marcos Rocha, 9/2ºT), Antonio Carlos, Gustavo Gómez, Victor Luís; Thiago Santos, Matheus Fernandes (Bruno Henrique, 18/2ºT); Dudu (Ramires, 32/2ºT), Raphael Veiga, Hyoran; Borja
Técnico: Luiz Felipe Scolari

15ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 17 de agosto de 2019, sábado, 21h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 14.777 (12.897 pagantes)
Renda: R$ 485.858,00
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (RJ)
Assistentes: Luiz Claudio Regazone e Silbert Faria Sisquim (RJ)
Árbitro de vídeo: Emerson de Almeida Ferreira (MG)
Gols: Dudu, aos 13 minutos do 1º tempo; David Braz, aos 42 minutos do 2º tempo

Robertão 1967 – Grêmio 1×1 Palmeiras

August 16, 2019
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Foto: Correio do Povo

No quadrangular final do Robertão de 1967, Grêmio e Palmeiras empataram em 1×1 no Olímpico, com os visitantes marcando o seu gol no último lance da partida. O empate no apagar das luzes deixou o tricolor na última posição do grupo, enquanto o alvi-verde ficou na primeira posição, da qual não saiu até garantir o título na última rodada.

É válido lembrar que nessa primeira edição do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, bem como no ano seguinte, Grêmio e Inter fizeram todos seus jogos como mandantes no Olímpico. O Rodrigo Cardia fez um excelente post sobre o este episódio, que acabou sendo esmiuçado em um capítulo da sua monografia.

Recomendo a leitura integral de ambos. Abaixo segue um pequeno trecho do material por ele produzido:

“Em 1967, pela primeira vez a dupla Gre-Nal participava do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, que reunia os maiores clubes cariocas e paulistas desde 1950, e que em 1967 foi estendido a Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. O torneio, disputado até 1970, foi o “embrião” do Campeonato Brasileiro, que foi realizado pela primeira vez em 1971.

Como o critério para a participação no “Robertão” para os clubes de fora do eixo Rio-São Paulo era o convite – a princípio seriam convidados apenas os clubes mineiros, visto que as viagens a Belo Horizonte não eram dispendiosas para cariocas e paulistas – era preciso que as partidas em Porto Alegre fossem rentáveis, para que a dupla Gre-Nal continuasse a ser convidada para o “Robertão”. Os dois clubes jogavam no Olímpico, visto que o Inter ainda não tinha um estádio em condições de sediar jogos importantes – o Beira-Rio seria inaugurado somente em 1969.

Para obterem boas rendas, os clubes decidiram adotar o sistema de caixa único, e foi também conclamada uma união entre as duas torcidas para o “Robertão”, pela “afirmação do futebol gaúcho”. Surgia assim a “Torcida Gre-Nal”.

Parecia maluquice, mas a idéia vingou! Gremistas iam aos jogos do Inter e apoiavam o time vermelho, e colorados iam às partidas do Grêmio e apoiavam o Tricolor. E a união deu certo: os dois clubes se classificaram para o quadrangular final, junto com Corinthians e Palmeiras (que foi o campeão). O Inter foi vice-campeão, e o Grêmio acabou em quarto lugar.”

Na primeira fase, o Grêmio havia vencido o Palmeiras em casa por 2×0.

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GRÊMIO CASTIGADO COM O EMPATE
Palmeiras salvou-se no último momento

Foi uma lástima mas aconteceu. Quando a torcida preparava-se para saudar uma memorável façanha do futebol gaúcho, a fatalidade entrou em cena e tudo ficou tão semente no episódio do Pacaembu, onde o Internacional foi o herói. O Grêmio não perdeu para o Palmeiras no Olímpico. Mas o 1×1 teve um sabor amargo de derrota para o penta. Porque não se pode fugir: o resultado foi tremendamente injusto para o elenco tricolor. O Palmeiras, tática e tecnicamente, jamais conseguiu fazer frente ao Grêmio no curso dos 90 minutos. Aquela vantagem mínima, na expressão dos números que o penta levou até ao apagar das luzes, já era um contraste flagrante pelo que se via em campo. Faltava tão semente o azar fazer das suas. E êle veio da forma mais berrante possível, porque não deu a mínima chance sequer para o injustiçado tentar uma reação. De qualquer forma, os resultados serviram para comprovar que os gaúchos estão nesta final do “Gomes Pedrosa” como fórças reais e não por acaso. Não fôsse aquela lamentável indecisão de Ari e Alberto, no fatídico lance dos 89m12 de jogo, o Palmeiras não estaria agora isolado lá na frente da tabela. Tudo começaria de nôvo, com os de lá e os de cá iguais, na luta pelo título máximo.

GRÊMIO ABSOLUTO

O quadro gremista entrou em campo com uma escalação que aparentava preocupação mais defensiva. Mas isso jamais aconteceu. Ante um Palmeiras que foi à luta amedrontado e pensando no empate, os tricolores tomaram conta da partida na base de um acionar agressivo. Êsse panorama foi tônica de quase todo o jôgo. Alberto acabou sendo notado e de forma triste — naquele trágico final de ações, uma vez que a zaga, gremista, soberana e clássica, tranqüilamente amordaçava as poucas tentativas de invasão de um ataque “capenga”, como soube ser o do Palmeiras. Tão eficiente era o labor de Everaldo, Ari e Paulo Souza que até os pecados de Altemir pela direita não representaram maiores dissabores. No meio de campo, mesmo com “cortina” palmeirense ali plantada, o setor gremista movimentou-se com invulgar brilho, embora sem uma peça de inegável valia como é Sérgio Lopes. O veterano Oléo, manobrando com extraordinária, capacidade, levou junto Áureo — deficiente apenas nos lançamentos — e teve em Babá e as vezes João Severiano, eméritos colaboradores. Faltou para o Grêmio apenas os golos para traduzir tanta superioridade. Não por falta de oportunidades. Porque elas foram criadas em boa dose e, inclusive, em três ou mais vezes, de forma cristalina, em que pese a irregularidade de Alcindo no confronto com os demais companheiros. Antes do 1×0, Volmir — mesmo vigiado por dois, já que Suingue foi à campo para ajudar D. Santos —por diversas vezes colocou em pânico a defesa palmeirense e numa delas atirou na trave, com Perez já batido. João Severiano. numa desviada de cabeça sensacional, proporcionou ao excelente arqueiro Perez uma intervenção ainda mais espetacular. E quando o 1×0 já estava escrito, João Severiano escapou e voltou a carimbar o travessão, quando tudo parecia consumado.

EMPATE CHEGAVA

Dizendo que o Palmeiras manteve na frente apenas dois homens (César e Dario) fica bem caracterizada as intenções com que o campeão paulista foi a campo para enfrentar o Grêmio. E nem sofrendo o tento, o Palmeiras teve fôrças próprias para buscar o acionar mais ofensivo, porque aquela agressividade maior, apresentada pelo quadro de Aimoré Moreira no final, nasceu mais por urna conseqüência de atitude do adversário: o Grêmio diminuiu o ritmo de frente em favor de um cuidado mais defensivo. Entretanto, no cômputo geral, o alviverde paulista andou sempre num 4-4-2. Na meia cancha, além de Ademir da Guia — por sinal deficiente — e Dudu, estavam sempre Rinaldo e Suingue, que, de atacante, tinha sômente o 8 nas costas. Quando a supremacia gremista no importante setor mais transparecia, o técnico paulista tirou Ademir e colocou Zequinha, numa tentativa vã para buscar o equilíbrio, já que não passou muito tempo para o Grêmio marcar e estabelecer a verdade dentro das quatro linhas. Uma realidade que acabou sendo desfeita, mais por culpa exclusiva do próprio Grêmio do que por méritos do adversário. E o destino escolheu Alberto como instrumento para um final ilógico e que, normalmente, jamais aconteceria.

OS TENTOS

O Grêmio fêz o 1×0 aos 75 minutos de ações. Everaldo patrocinou espetacular “rush”, que terminou na área palmeirense. Alcindo arrematou nas costas de um contrário e no rebote fêz a cruzada para Joao Severiano. Êste, na altura do penalti, alvejou sem apelação. Aos 89m e meio aconteceu a fatídica “bobeada” na área gremista e que deu o empate ao Palmeiras. Dudu lançou despretenciosamente a bola para a esquerda. César partiu e Ari ficou esperando que Alberto entrasse em ação, já, que o lance estava todo para o arqueiro. Alberto saiu mas parou no meio do caminho! Cesar, sem perda de tempo, cruzou por cima do arqueiro, para entrar João Daniel, que, de bico de botina, acertou o arco desguarnecido.

OUTROS DETALHES

A arbitragem de Romualdo Arpi Filho, sem influir no resultado do jôgo, deixou algo a desejar. Foi complascente com “cêra” dos palmeirenses mas agiu diferente quando os gremistas utilizaram o mesmo expediente. Ao final não deu desconto algum para um jogo, cheio de interrupções. O apitador acabou expulsando Ferrari (discussão com auxiliar J. C. Ferrari), mas logo terminou a partida. Nas laterais, Djalma Moura destoou na marcação de impedimentos, mas João Carlos Ferrari andou acertado. A arrecadação foi de NCr$ 36.903,50.” (Correio do Povo, 30 de maio de 1967)

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1×1 NO MAIOR CRIME DO RGP
Grêmio foi dono do jogo

Embora num turno final onde jogam as quatro melhores equipes do Brasil, qualquer resultado deva ser recebido sem surprêsa, a grande verdade é que o Palmeiras cometeu domingo, no Olímpico, o “crime” do Gomes Pedrosa, empatando com o Grêmio, pelo marcador de 1 a 1, num prélio em que o elenco campeão paulista deu mostras, desde o primeiro minuto que se sentia inferiorizado ante o pentacampeão gaúcho tanto assim que ao iniciar o cotejo colocava-se em rígida “retranca’, atuando para não perder como que sabendo não possuir condições para ganhar o jôgo.

Foi o jôgo mais fácil para o Grêmio, desde o início e, paradoxalmente, aquele cujo resultado mais desgostou a torcida gaúcha que, a estas horas, não fora aquele tento palmeirense no período de descontos estaria festejando invejável situação de liderança, ainda que ao lado da dupla paulista.

Sabendo que o adversário estava entregue, o quadro gremista jogou tranquilo na primeira etapa, sem, que o arco de Alberto sofresse qualquer assedio e. ainda, dando-se ao luxo de perder dois ou três lances de gol, salvos pela atuação novamente extraordinária do arqueiro Perez.

No período final, sentindo que o tento da vitória estava germinando, o Grêmio foi para cima do Palmeiras e mesmo com a equipe bandeirante usando de os expedientes para truncar o jogo e manter o empate, surgiu o gol, obra de JOÃOZINHO, desviando para as rêdes um chute de Alcindo que ia sair do outro lado da meta de Perez. Decorriam então trinta minutos de jogo e, ainda que pareça impossível, foi aí que o Grêmio perdeu o jôgo, em nossa opinião.

Com o escore de um a zero e sabendo que o Palmeiras buscaria desesperadamente o empate, o elenco tricolor deveria manter a ofensiva, inclusive retirando Joãozinho e Alcindo, que estavam esgotado um e batido outro, para manter preocupado o setor defensivo visitante. Tal não aconteceu, porém, A vos do túnel ouviu-se para nós erradamente, A ordem de Froner foi recuar para garantir a vantagem. Em futebol, entretanto — e isto o treinador gremista tem obrigação de saber — quanto mais tempo o seu ataque permanecer nas proximidades do arco do Palmeiras, menos possibilidades terá o ataque palmeirense de chegar até o arco de Alberto. Lógico, não?

Caindo na defensiva e com os homens de frente totalmente parados, o Grêmio favoreceu o trabalho da meia-cancha alvi-verde e os quinze minuto finais foram dramáticos, pois Aimoré Moreira mais expedito, colocou em campo três jogadores “inteiros” fisicamente e estes se encarregaram de levar e pânico ao setor defensivo tricolor. Isto feito e para corroborar sem contestação plausível a nossa tese, surgiu o gol que tirou do Grêmio o sabor da liderança. Uma bola, das multas lançadas neste final para a área gremista provocou instantes de indecisão entre Alberto e Ari Hericilio, dando oportunidade ao comandante Cesar de desviar para o lado direito onde JOÃO DANIEL, que entrava sozinho atirou para as redes desguarnecidas, sem apelação. Estava selada a sorte do cotejo.
A bola voltou ao centro do campo e o árbitro apenas teve tempo de expulsar o lateral Ferrari por ofensas ao bandeirinha e logo deu por encerrado o cotejo.

Romualdo Arpi Filho sem reprisar suas atuações anteriores, dirigiu o cotejo, auxiliado por Djalma Moura e João Carlos Ferrari. Seus pecados maiores foram permitir a “cera” em excesso dos visitantes sem de pois descontar o tempo de paralisação do jogo e não ter expulsado de campo, no primeiro tempo, o lateral Ferrari que ofendeu ao “bandeirinha” com palavras de baixo calão. Se expulsou o defensor palmeirense no fim do jogo, pelo mesmo motivo, por que então não o fez no primeiro tempo?

A renda chegou apenas aos 36.903.50 cruzeiros novos, o que provou que a torcida rubra esteve ausente, já que não tinha interesse direto no resultado e, com o aumento do preço dos ingressos precisara guardar o “tutu* para os jogos de seu clube contra o Grêmio e o Corinthians na próxima semana. ” (Diário de Notícias, 30 de maio de 1967)

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Grêmio 1×1 Palmeiras

GRÊMIO: Alberto, Altemir, Ari Ercílio, Paulo Souza e Everaldo; Áureo e Cléo; Babá, João Severiano, Alcindo e Volmir
Técnico: Carlos Frôner

PALMEIRAS: Pérez, Djalma Santos, Baldochi, Minuca e Ferrari; Dudu e Ademir da Guia (Zequinha, 13/2°T); Dario, Suingue (Zico, 35/2°T), César Maluco e Rinaldo (João Daniel, 30/2°T)
Técnico: Aymoré Moreira

Torneio Roberto Gomes Pedrosa 1967 – Quadrangular Final – 3ª Rodada
Data: 28 de maio de 1967, domingo
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre – RS
Renda: NCr$ 36.903,50
Árbitro: Romualdo Arppi Filho (SP)
Auxiliares: Djalma Moura e João Carlos Ferrari
Expulsão: Ferrari 45 minutos do 2° Tempo.
Gols: Joãozinho Severiano aos 31 minutos e João Daniel, aos 44 minutos do 2° tempo.

Brasileirão 2018 – Palmeiras 2×0 Grêmio

October 14, 2018

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O Palmeiras não precisou fazer nada de extra-ordinário para ganhar o jogo e se manter no topo da tabela. O Grêmio fez uma partida pouco inspirada. O time, mesmo com o devido desconto em função de todos os desfalques, parecia ter entrado em campo para cumprir tabela.

Já é a segunda temporada que o Grêmio sofre demais quando Geromel ou Kannemann não podem atuar. Uma pena que não se tenha achado um zagueiro reserva um pouco mais confiável para jogos como o de hoje.

Bressan, sob o comando do Renato, fez boa temporada em 2013. Mas na época ele jogava bem mais protegido,. Hoje a linha de zaga do Grêmio joga bem mais adiantada, longe do próprio gol.

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Tem uma série de coisas que eu acho estranha nesse suposto mecenato da Crefisa/FAM no Palmeiras. Se o patrocínio é tão benevolente, por que as mesmas marcas são repetidas tanta vezes no uniforme?

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Fotos: Cesar Greco (Palmeiras) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Palmeiras 2×0 Grêmio

PALMEIRAS: Fernando Prass; Mayke, Luan, Gustavo Gómez e Diogo Barbosa; Thiago Santos (Jean, 38’/2º), Bruno Henrique e Moisés; Willian (Lucas Lima, 47’/2º), Dudu (Hyoran, 32’/2º) e Deyverson
Técnico: Luiz Felipe Scolari

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Bressan e Marcelo Oliveira; Maicon e Cícero; Alisson, Luan (Thaciano, 29’/2º) e Pepê (Marinho, intervalo); Jael (André, 37’/2º)
Técnico: Renato Portaluppi

29ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2018
Data: 14/10/2018, domingo, 16h00min
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo-SP
Público: 35.812 (32.015 pagantes)
Renda: R$ 1.254.125,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (FIFA/MG)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (FIFA/MG) e Sidmar dos Santos Meurer (MG)
Cartões amarelos: Thiago Santos, Gustavo Gómez, Dudu, Bressan, Marcelo Oliveira
Gols: Deyverson, aos 7 minutos do primeiro tempo e aos 33 minutos do segundo tempo

Brasileirão 2018 – Grêmio 0x2 Palmeiras

June 7, 2018

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O Grêmio perdeu em casa pela primeira vez no Brasileirão 2018. E mereceu perder. O Palmeiras foi muito mais eficiente em fazer valer sua proposta de jogo. Os visitantes conseguiram duas bolas na trave no primeiro tempo e dois gols nos 45 minutos finais. O tricolor, por outro lado, até conseguiu manter a bola no seu campo de ataque, mas fez isso sem levar tanto perigo ao gol defendido por Jailson.

Dessa vez Renato não pode reclamar da postura defensiva do adversário,visto que o Palmeiras começou o jogo pressionando o Grêmio. O tricolor mais uma vez não apresentou soluções para velhos problemas, como a queda de rendimento do setor direito do time quando Ramiro e Leo Moura estão ausentes.

As supostas “lições” da derrota de ontem poderiam ter sido assimiladas muito antes, até porque perder para esse Palmeiras é bem mais “aceitável” do que empatar com Atlético-PR e Paraná.
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Eu não consigo ter uma opinião definitiva sobre a posição do William no momento do lançamento para o segundo gol. As imagens da transmissão da TV não ajudaram. Me parece que o jogo já estava decidido ali e a vitória do Palmeiras foi merecida. Mas isso não autoriza certos especialistas (e como tem especialista!) a tentar passar um cachorro no público. O toque do Leo Gomes NÃO “TIRA” o impedimento do atacante Palmeirense. As figuras 11 e 13 do Livro de Regras da CBF esclarecem.

Eu entendo e concordo com a escolha (tácita até o momento) que a diretoria do Grêmio fez pela Libertadores e pela Copa do Brasil. O Brasileirão já é um campeonato suficientemente complicado para os times daqui. Para completar, em pleno 2018, ainda ouvimos coisas como “tem muita coisa pela frente, o que interessa é lá no fim“, sendo que a história da competição demonstra que os pontos conquistados na 1ª e na 38ª rodada valem exatamente a mesma coisa.

E o Grêmio poderia ter mais cuidado com alguns detalhes no Brasileirão, ainda que não seja a competição “favorita” da direção/torcida. Não é legal jogar duas quartas-feiras de inverno seguidas as 21h45min. Não é legal viajar até o Nordeste em dois domingos seguidos.

  • Média de público do Grêmio na Arena na temporada:
    24.374 (22.178 pagantes)
  • Média de público do tricolor no Brasileirão 2018:
    30.463 (28.124 pagantes)

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Fotos: Cesar Greco (Palmeiras) e Lucass Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 0x2 Palmeiras

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Leonardo Gomes, Bressan, Kannemann e Cortez; Arthur (Thonny Anderson, 33’/2ºT) e Maicon; (Jailson, int.), Lima (Pepê, 24’/2ºT), Luan e Everton; André
Técnico: Renato Portaluppi

PALMEIRAS: Jailson; Marcos Rocha, Luan, Thiago Martins e Victor Luis; Felipe Melo (T. Santos, 29’/2ºT), Bruno Henrique (Lucas Lima, 37’/2ºT), Hyoran, Moisés (Jean, 32’/2ºT) e Dudu; Willian.
Técnico: Roger Machado

10ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2018
Data: 06 de junho de 2018, quarta-feira, 21h45min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 28.664 (26.566 pagantes).
Renda: R$ 889.315,00
Árbitro: Rafael Traci
Assistentes: Ivan Carlos Bohn e Rafael Trombeta
Cartões amarelos: Luan e Paulo Victor (GRE), Bruno Henrique, Hyoran, Moisés, Felipe Melo e Dudu (PAL)
Gols: Willian, aos 21 e aos 41 minutos do segundo tempo.
Arbitragem: Rafael Traci, auxiliado por Ivan Carlos Bohn e Rafael Trombeta (trio paranaense)

Brasileirão 2017 – Palmeiras 1×0 Grêmio

July 3, 2017

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O Grêmio poupou todos seus titulares e foi até São Paulo com o claro propósito de arrancar um empate diante do Palmeiras no Pacaembu. E ia conseguindo fazer isso (mais na base da raça/vontade do que propriamente na técnica/organização) até os 32 minutos do segundo tempo, quando numa jogada de extrema infelicidade, Machado tentou cortar uma cruzamento e acabou fazendo contra (a bola ainda desviou em Bressan antes de entrar no gol). O Palmeiras, que também poupou alguns titulares, igualmente não fez grande partida, mostrando certa dificuldade para propor o jogo, mas acabou sendo premiado pela maior iniciativa.

Diferente do que aconteceu em Recife, dessa vez o time reserva atuou na mesma formação do time titular, mas mesmo assim acabou fugindo das suas características. O Grêmio teve pouca posse de bola, trocou poucos passes e não conseguiu trabalhar as jogadas no campo de ataque. Um exemplo disso é o fato de Lincoln e Bolaños terem atuado longe da área adversária e não terem conseguido fazer nenhuma finalização.

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A campanha do Grêmio até aqui, em que pese as duas derrotas seguidas, é muito boa. 66% de aproveitamento lhe daria o título em todas as edições anteriores do campeonato por pontos corridos.

Demorei algum tempo pra perceber que o Grêmio estava jogando com a meia azul. O tom destoa muito do tom do azul da camisa.
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Fotos: Cesar Grego (Palmeiras)

Palmeiras 1×0 Grêmio

PALMEIRAS: Fernando Prass; Mayke, Luan, Juninho e Egídio; Bruno Henrique, Zé Roberto e Michel Bastos (Raphael Veiga, 26’/2ºT); Erik (Willian, 16’/2ºT), Borja e Keno (Roger Guedes, 31’/2ºT)
Técnico: Cuca

GRÊMIO: Léo Jardim; Leonardo Gomes, Rafael Thyere, Bressan e Marcelo Oliveira; Jaílson (Lima, 35’/2ºT), Kaio, Fernandinho, Lincoln (Machado, 29’/2ºT) e Éverton; Miller Bolaños (Nicolas Careca, 15’/2ºT).
Técnico: Renato Portaluppi

11ª Rodada – Campeonato Brasileiro
Data: 1/7/2017, sábado, 16h00min
Local: Pacaembu, em São Paulo – SP
Público: 31.622 (29.075 pagantes)
Renda: R$ 963.172,50
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (FIFA-RJ)
Auxiliares: Rodrigo F Henrique Correa (FIFA-RJ) e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ)
Cartões amarelos: Juninho, Borja e Bressan
Gol: Machado (contra) aos 32 minutos do 2º tempo

Copa do Brasil 2016 – Palmeiras 1×1 Grêmio

October 20, 2016

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Tendo saído em vantagem no jogo de ida, o Grêmio adotou uma postura mais reativa diante do Palmeiras no Allianz Parque. No primeiro tempo o time sofreu certa pressão dos mandantes, com direito a bola na trave, mas também teve chance de marcar em contra-ataques, como no lance que Pedro Rocha chutou para fora depois de tabelar com Douglas.

Logo no início do segundo tempo o Grêmio sofreu um gol, mais uma vez em jogada de escanteio, que Thiago Martins aproveitou para marcar de cabeça. Mas o tricolor soube reagir e aproveitou os espaços que surgiram após a expulsão de Allione. O time mostrou paciência para “abrir o campo” e  rodar a bola (legado da passagem de Roger) até os 30 minutos do segundo tempo, quando Everton empatou a partida.

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Não acho legal que o treinador seja expulso, mas acho que Renato fez bem em reclamar do juiz. O jogo simplesmente não andava após o cartão vermelho mostrado para o atleta do Palmeiras.

Tanto o Bruno Grassi como o estreante Léo usaram a camisa preta de linha do ano passado (com uma faixa por cima do patrocínio da Tramontina) e a meia preta de treino do ano passado. Mas as questões inexplicáveis de fardamento não foram exclusividade do lado tricolor. É difícil entender porque o Palmeiras optou por usar azul justamente contra o Grêmio.
sergio-barzaghi-gazeta-pressFotos: Palmeiras, Lucas Uebel (Grêmio.net) e Sergio Barzaghi (Terra)

Palmeiras 1×1 Grêmio

PALMEIRAS: Jailson; Fabiano (Jean, aos 19’/2ºT), Edu Dracena, Thiago Martins e Egídio; Thiago Santos, Gabriel e Cleiton Xavier (Erik, aos 21’/2ºT); Allione, Gabriel Jesus e Lucas Barrios (Zé Roberto, aos 24’/2ºT).
Técnico: Cuca

GRÊMIO: Bruno Grassi (Léo, aos 21’/2ºT); Edílson, Pedro Geromel, Kannemann e Marcelo Oliveira; Walace, Maicon, Ramiro (Miller Bolaños, aos 27’/2ºT); Douglas e Pedro Rocha (Everton, aos 15’/2ºT); Luan.
Técnico: Renato Portaluppi

Copa do Brasil 2016 – quartas de final – jogo de volta
Data: 19/10/2016, quarta-feiram 21h45min
Local: Allianz Parque, São Paulo – SP
Público: 29.991 pagantes
Renda: R$ 1.697.841,00
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Auxiliares: Bruno Boschilia (FIFA-PR) e Cristhian Passos Sorence (GO)
Cartões amarelos: Edu Dracena (PAL), Pedro Geromel, Everton, Edílson e Douglas (GRE)
Cartão vermelho: Allione (19’/2ºT)
Gols: Thiago Martins aos 5 do 2ºT e Everton aos 30 minutos do 2º tempo