Archive for the ‘Palmeiras’ Category

Brasileirão 2021 – Palmeiras 2×0 Grêmio

July 8, 2021

Não há muita análise a se fazer dessa partida que não seja enfatizar que o time que ainda não venceu e está na lanterna do campeonato tomou um gol com quinze SEGUNDOS de partida.

Tá certo que o treinador era interino, mas não deu pra entender muito bem essa ideia de começar o jogo com dois laterais direito para sacar os dois no intervalo.

Foto: Cesar Greco (S.E. Palmeiras)

Foto: Cesar Greco (S.E. Palmeiras)

Palmeiras 2×0 Grêmio

PALMEIRAS: Jailson; Gabriel Menino (Mayke, 31’/2ºT), Luan, Gustavo Gómez e Viña; Danilo, Zé Rafael (Felipe Melo, 33’/2ºT); Raphael Veiga; Gustavo Scarpa (Patrick de Paula, 31’/2ºT), Wesley (Breno Lopes, 19’/2ºT); Rony (Deyverson, 24’/2ºT)
Técnico: Abel Ferreira

GRÊMIO: Brenno; Rafinha (Ruan, intervalo), Geromel, Kannemann e Diogo Barbosa (Alisson, 35’/2ºT); Victor Bobsin (Jean Pyerre, 31’/2ºT), Matheus Henrique; Vanderson (Léo Pereira, intervalo), Douglas Costa e Ferreira; Diego Souza (Ricardinho, intervalo)
Técnico: Thiago Gomes (interino)

10ª Rodada – Brasileirão 2021
Data: 07 de julho de 2021, quarta-feira, 19h00min
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP
Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG)
Assistentes: Felipe Alan Costa de Oliveira e Celso Luiz da Silva (ambos de MG)
VAR: Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG)
Cartões amarelos: Gabriel Menino, Danilo; Thiago Gomes, Matheus Henrique, Vanderson
Gols: Raphael Veiga, aos 15 segundos e Gabriel Menino, aos 16 minutos do 1º tempo

Copa do Brasil 2020 – Palmeiras 2×0 Grêmio

March 8, 2021

Foto: Cesar Greco (Palmeiras)

Foto: Marcos Ribolli (Globo Esporte)

Eu não lembro de nenhuma outra final que o Grêmio tenha jogado tão mal. O Palmeiras precisou fazer muito pouco para ganhar os dois jogos.

Foto: Cesar Greco (Palmeiras)

Fotos: Cesar Greco (Palmeiras)

Palmeiras 2×0 Grêmio

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Alan Empereur e Matías Viña; Felipe Melo e Zé Rafael (Patrick de Paula, 17’/2ºT); Rony, Raphael Veiga (Mayke, 29’2ºT) e Wesley (Gabriel Menino, 29’2ºT); Luiz Adriano (Willian, 29’2ºT).
Técnico: Abel Ferreira

GRÊMIO: Paulo Victor; Vanderson (Victor Ferraz, 32’/2ºT), Paulo Miranda, Kannemann (Churín, 32’/2ºT) e Diogo Barbosa; Matheus Henrique e Maicon; Thaciano (Jean Pyerre, 23’/2ºT), Alisson (Guilherme Azevedo, 14’/2ºT) e Pepê (Ferreira, 14’/2ºT); Diego Souza
Técnico: Renato Portaluppi

Copa do Brasil 2020 – Final – Jogo de volta
Data: 7 de março de 2021, domingo, 18h00min
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo
Assistentes: Kleber Lucio Gil e Bruno Raphael Pires
VAR: Igor Junio Benevenuto de Oliveira
Cartões amarelos: Zé Rafael e Mayke. Paulo Miranda e Kannemann
Gols: Wesley, aos sete, Gabriel Menino, aos 39 minutos do segundo tempo

Confrontos entre Palmeiras e Grêmio pela Copa do Brasil em São Paulo

March 7, 2021

Foto: Zero Hora

Abaixo links para todos os posts com com confrontos, disputados em São Paulo, entre Palmeiras e Grêmio pela Copa do Brasil:

Copa do Brasil 1993 – Palmeiras 1×1 Grêmio – Público: 12.654 pagantes
Copa do Brasil 1995 – Palmeiras 2×2 Grêmio – Público: 12.473 pagantes
Copa do Brasil 1996 – Palmeiras 3×1 Grêmio – Público: 29.747 pagantes
Copa do Brasil 2012 – Palmeiras 1×1 Grêmio – Público: 26.255 pagantes
Copa do Brasil 2016 – Palmeiras 1×1 Grêmio – Público: 29.991 pagantes

 

Foto: Zero Hora

Foto: Orlando Kissner

Copa do Brasil 2020 – Grêmio 0x1 Palmeiras

March 5, 2021

 

A sensação é que, por enquanto, o Grêmio se escapou de um resultado muito pior.

Cabe a pergunta: Algum dos titulares teve uma boa atuação?

Nesse cenário o 1×0 contra ficou barato.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

Grêmio 0x1 Palmeiras

GRÊMIO: Paulo Victor; Victor Ferraz (Diego Churín,  26’/2ºT), Paulo Miranda (Thaciano, 36’/2ºT), Kannemann e Diogo Barbosa; Matheus Henrique, Maicon (Ferreira, 26’/2ºT); Alisson (Vanderson, 36’/2ºT), Jean Pyerre ( Isaque, 36’/2ºT) e Pepê; Diego Souza
Técnico: Renato Portaluppi

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Luan, Gustavo Gómez e Matías Viña; Felipe Melo, Zé Rafael (Danilo, 33’/2ºT), Raphael Veiga (Gabriel Menino, 21’/2ºT); Rony (Maike, 33’/2ºT), Wesley (Alan, 21’/2ºT); Luiz Adriano (Gabriel Veron, 27’/2ºT).
Técnico: Abel Ferreira

Copa do Brasil 2020 – Final – Jogo de ida
Data: 28 de fevereiro, domingo, 21h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre – RS
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (FIFA-RJ) e Alessandro Alvaro Rocha de Matos (FIFA-RJ)
VAR: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
Cartões amarelos: Diogo Barbosa, Kannemann e Vanderson; Zé Rafael, Willian
Cartão vermelho: Luan (PAL)
Gol: Gustavo Gomez , aos 31 minutos do 1º tempo

Confrontos entre Grêmio e Palmeiras pela Copa do Brasil em Porto Alegre

February 28, 2021

Eu gostaria muito de ter pesquisado sobre os confrontos entre Grêmio e Palmeiras pela Taça Brasil. Infelizmente isso não foi possível. Mas acho que cabe deixar o link para todos os posts com os jogos em Porto Alegre pela Copa do Brasil

 

Copa do Brasil 1993 – Grêmio 1×1 Palmeiras – 19.122 (16.348 pagantes)

Copa do Brasil 1995 – Grêmio 1×1 Palmeiras – 17.122 (12.533 pagantes)

Copa do Brasil 1996 – Grêmio 2×1 Palmeiras – 48.266 (36.808 pagantes)

Copa do Brasil 2012 – Grêmio 0x2 Palmeiras – 45.535 (43.508 pagantes)

Copa do Brasil 2016 – Grêmio 2×1 Palmeiras – 26.589 (24.471 pagantes)

 

Brasileirão 2020 – Palmeiras 1×1 Grêmio

January 17, 2021

No primeiro tempo o Grêmio foi completamente apático e, por sorte levou diversos bolas na trave e somente um gol. No final da partida, Diego Souza conseguiu anotar o gol de empate e por pouco o tricolor não buscou uma virada “criminosa”.

Eu não entendi muito bem o que o Renato pensou para o meio-campo do Grêmio. Nos mapas de calor, Thaciano atuou mais adiantado do que Jean Pyerre, posicionamento que, ao menos para mim, não faz muito sentido.

Eu gostaria de ver mais peças azuis nessas combinações de fardamento reserva do Grêmio.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

Palmeiras 1×1 Grêmio

PALMEIRAS: Weverton, Marcos Rocha (Mayke 40’/2ºT), Luan, Alan Empereur (Kuscevic 22’/2ºT) e Matías Viña; Emerson Santos, Zé Rafael e Raphael Veiga (Lucas Lima 33’/2ºT); Breno Lopes, Rony (Luiz Adriano 22’/2ºT) e Willian Bigode (Gustavo Scarpa 34’/2ºT)
Técnico: Abel Ferreira

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz, Rodrigues, Kannemann e Diogo Barbosa; Matheus Henrique (Maicon 34’/2ºT), Thaciano (Pinares 27’/2ºT), Alisson (Luiz Fernando 35’/2ºT), Jean Pyerre e Pepê; Diego Souza
Técnico: Renato Portaluppi

30ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2020
Data: 15 de janeiro de 2021, sexta-feira, 21h30min
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo
Assistentes: Michael Correia e Thiago Henrique Neto Correa Farinha
VAR: Rodrigo Nunes de Sá
Cartões amarelos: Breno Lopes, Marcos Rocha e Lucas Lima (PAL); Kannemann
Gols: Raphael Veiga, do Palmeiras, aos 32 minutos do primeiro tempo; Diego Souza, do Grêmio, aos 42 minutos do segundo tempo

Brasileirão 1976 – Palmeiras 0x0 Grêmio

January 15, 2021

No Brasileirão de 1976, o grande “personagem” do confronto entre Palmeiras e Grêmio foi o gramado do Parque Antártica, tendo sido objeto de reclamação forte dos atletas do tricolor. Curiosamente, na rodada anterior, os Palmeirenses haviam reclamado bastante do terreno de jogo do estádio Centenário, quando também ficaram no 0x0 com o Caxias.

 

De tal modo fica a pergunta: O gramado do Parque Antártica em algum momento foi bom?

 

Foto: Hipolito Pereira (Zero Hora)

 

CAMPO RUIM NÃO PERMITIU MAIS QUE UM EMPATE

O mau estado do gramado do Parque Antártica foi o principal responsável pela Partida muito ruim que Grêmio e Palmeiras realizaram na tarde de ontem. O campo seco, esburacado e com muitos cocorutos, acabou logo nos primeiros minutos, com toda a boa intenção que os treinadores Dudu, do Palmeiras e Telê Santana, do Grêmio, tinham no sentido de fazer com que suas equipes apresentassem um futebol de toques e jogadas organizadas dentro do esquema pretendido por eles.

No final, o empate em zero acabou sendo o resultado mais justo de urna partiria muito ruim tecnicamente, onde o excelente público pagante de 31.798 pessoas teve poucas oportunidades de vibrar com jogadas de gol ou ao menos com bons lances de futebol.

PELAS PONTAS

Os primeiros minutos de jogo serviram principalmente para determinar a transformação na forma de atuar da equipe do Grêmio. Desde o início os jogadores tentaram rolar a bola, procurando realizar as jogadas que haviam sido ensaiadas durante a semana. Mas logo eles viram que isso seria impossível pelo mau estado do gramado. A bola não rolava, ela batia nos cocorutos, desviava, obrigando os jogadores a um maior esforço, para recuperar o lance.

Durante esses minutos, quando tentou as jogadas ensaiadas, o Grêmio ficou totalmente perdido no gramado do Parque Antártica. Sorte dele que o Palmeiras – melhor adaptado aos buracos e cocorutos  – não se mostrava muito interessado em ir ao ataque. O esquema de jogo organizado por Dudu em momento algum mostrou ser ofensivo. Havia um cuidado muito grande na defesa e o meio-campo procurava fechar espaços um pouco à frente da área os bons lances que eram criados no ataque aconteciam através de lançamentos em profundidade, visando explorar a velocidade dos ponteiros Edu e Nei.

Aos poucos os jogadores do Grêmio foram percebendo que, se quisessem conseguir alguma coisa de útil, deveriam tirar a bola de primeira, jogando pelas laterais do campo, onde os acidentes geográficos tinham menor intensidade. E foi a partir dos lances individuais tentados principalmente por Ortiz, que o Grêmio teve as suas boas oportunidades, A melhor delas aconteceu aos 8 minutos, quando Ortiz passou por Rosemiro e cruzou para Alcino, que errou em bola, mas ainda teve tempo para, chutar a gol na segunda tentativa. A bola venceu ao goleiro Leão, mas o lateral-esquerdo Ricardo salvou em cima do risco, tocando para escanteio. Este foi o grande lance de gol do Grêmio em toda a partida, mas dois minutos antes, Ancheta já havia perdido também uma boa oportunidade , na cobrança de um escanteio, no tocar de cabeça para o gol, e na volta, chutar pela linha de fundo.

Depois das duas chances de gol perdidas, o Palmeiras aumentou os cuidados defensivos, colocando um jogador a mais em cima de Ortiz (normalmente era Didi). Aos 15, minutos foi a vez do Palmeiras perder sua primeira chanca de gol, quando Alexandre perdeu a bola infantilmente para Toninho, que chutou por cima do gol de Cejas. E aos 41 minutos, o Palmeiras perdeu a maior chance do primeiro tempo, quando Neio ganhou de Eurico e tocou a bola entre Ancheta e Beto Fuscão, para a entrada de Ademir da Guia, que ficou sozinho diante de Cejas e tocou pelo lado do gol.

Depois disto, aos 43 minutos, aconteceu o único lance discutível da arbitragem, quando a bola bateu na mão de Ancheta e a torcida palmeirense pediu pênalti. O árbitro Jose Roberto Wright interpretou o lance como bola na mão e mandou seguir a jogada. Logo depois terminou o primeiro tempo, com vaias da torcida para o mau espetáculo.

As esperanças de que no segundo tempo, as duas equipes melhorassem a qualidade do futebol apresentado, acabaram cedo. Desde os primeiros movimentos desta etapa, os jogadores procurando tocar rapidamente a bola  para frente, tentando explorar os únicos lances que deram certo no primeiro tempo: as jogadas pelas pontas.

No Grêmio, a defesa não tinha maiores problemas, e quando Eurico avançava para ajudar o ataque, Vitor Hugo fazia a cobertura do setor. O meio-campo tinha em Vitor Hugo, seu jogador mais lúcido, embora Alexandre tentasse inutilmente parar a bola e organizar as jogadas. Iúra era um peso morto, e apesar de todo o esforço, comprometia o trabalho dos companheiros. No ataque, até ser substituído por Tarciso, Zequinha criou alguns lances de perigo, mas bem menos que Ortiz, enquanto Alcino ficava trocando empurrões com a zaga do Palmeiras, talvez para compensar o mau futebol apresentado.

O Palmeiras era um time bem organizado na defesa e tinha um meio-campo sem muitas idéias, cuja única preocupação era explorar a velocidade dos ponteiros, deixando o centroavante Toninho perdido entre os zagueiros.

Nesta etapa, o Grêmio teve maior presença em campo embora sem grandes oportunidades de gol. A maior delas aconteceu aos 18min, quando Zequinha chutou da entra da área, obrigando Leão a desviar para escanteio. O Palmeiras que parecia inferiorizado em campo, perdeu um gol certo aos 16 minutos e quase ganhou o jogo no minuto final, quando Edu chutou desviado no risco da pequena área. O que seria uma injustiça, já que nenhuma das equipes, pelo futebol apresentado, merecia a vitória.” (José Enedir, Zero Hora, segunda-feira, 20 de setembro de 1976)

 

 

PALMEIRAS E GRÊMIO, SEM GOLS, SEM FUTEBOL
Os times completaram o segundo empate em zero. Houve equilíbrio e pouco futebol. No 1º tempo, o Palmeiras ficou na defesa, aceitando a pressão. Só depois reagiu

Mais de 30 mil torcedores foram ao Parque Antártica e viram um futebol sem gols, ontem à tarde, num jogo equilibrado tanto no cuidado defensivo como na falta de criatividade dos dois ataques. O Palmeiras de Dudu e o Grêmio de Telê Santana completaram o segundo empate seguido a zero, na partida em que o lateral-direito Eurico não derrotou seu ex-clube mas também não deu chances para o ponta Nei levá-lo à vitória.

Mesmo atuando em casa, com sua torcida a incentivar, o Palmeiras começou cauteloso, guardando-se e prendendo a bola. O Grêmio, que precisava mais da vitória, tomou a iniciativa ofensiva, mas sem encontrar espaços para penetração.

Forçava principalmente pela esquerda, com o argentino Ortiz em cima, de Rosemiro, que gostava de avançar e além disso não é bom marcador. Logo nos primeiros lances o lateral mostrou que não estava bem, dando vantagem ao ponta. Pressionando por ali o time gaúcho preocupava a defesa palmeirense, perdendo uma, boa oportunidade para abrir a contagem aos 9 minutos. Num cruzamento para a área, Leão falhou e o centroavante Alcino furou na conclusão, aparecendo Ricardo para salvar antes da chegada de outro atacante gremista.

Ademir da Guia, peça mais importante do Palmeiras, não saia para levar sua equipe ao ataque como era de se esperar. Plantava-se do meio para trás e os companheiros o acompanhavam na cautela defensiva. A primeira tentativa visando o gol foi um chute de Toninho, em contra-golpe, virando bem a bola passando sobre as traves de Cejas.

Pouco depois Jorge Mendonça chutava também com perigo, rente ao poste direito de Cejas, e mais tarde Didi cobrava uma falta com malícia, assustando mais uma vez o arqueiro. Mas eram apenas tentativas esporádicas, que animavam a torcida mas não encorajavam o time a partir para um sistema mais ofensivo.

Jorge Mendonça e Toninho voltavam para acompanhar o recuo de Ademir, deixando tranquila a defesa do Grêmio, que era o time mais distribuído e organizado taticamente em campo. Só faltava seu ataque penetrar, o que se tornava difícil pela aglomeração da equipe de Dudu na retaguarda.

Esta resistência, que consistia em dar também maior cobertura a Rosemiro contra as jogadas individuais de Ortiz, foi aos poucos quebrando a disposição ofensiva do time gaúcho, tornando a partida equilibrada, presa no meio de campo, ao final do primeiro tempo.

Edu havia sentido uma fisgada na coxa, que prejudicou seu rendimento quando a equipe tentou algum lance pelo seu lado. Mesmo assim, acreditava-se que o Palmeiras tivesse guardado o fôlego e a coragem para a segunda fase. Foi o que realmente se viu no reinicio do jogo, logo ele esteve perto do gol por duas vezes.

Um ataque do Grêmio através de Zequinha, entretanto, exigiu a defesa de Leão e mostrou que a equipe do Parque Antártica não poderia se descuidar na retaguarda para não ser, surpreendido em contra-golpes. Invertendo-se a situação do primeiro tempo, o time gaúcho voltou armado na resistência, impedindo as jogadas de área por parte do Palmeiras que forçava.

O receio de Edu em forçar a perna e a necessidade de Rosemiro se prender atrás na marcação de Ortiz tornavam praticamente nulo o setor direito do time, enquanto do outro lado Eurico não dava chances a Nei e Zequinha ameaçava atacar nas costas de Ricardo se este saísse para apoiar.

Ademir da Guia soltou-se um pouco mais, porém sofria agora a firme vigilância do volante Vitor Hugo, que contava com o recuo de Alexandre no trabalho de destruição (depois de armar e forçar Didi a se fixar no campo de defesa em toda a primeira etapa). Com a retração também de Iura, o goleador gremista Alcino ficou isolado na, frente.

Dudu, para reforçar o ataque pelo meio, substituiu Toninho por Itamar, ao mesmo tempo em. que Telê mudava também o Grêmio, trocando Zequinha por Tarciso que se desloca melhor no ataque. Minutos após, o Palmeiras perdeu Samuel, contundido, entrando Jair Gonçalves na quarta-zaga e passando Arouca para central.

O técnico mandou sua equipe toda ao ataque no fim, mas foi inútil, A última grande oportunidade foi desperdiçada por Edu no último minuto, recebendo preciso passe de Jorge Mendonça e chutando para fora quando estava sozinho frente ao goleiro Celas.” (Folha de São Paulo, segunda-feira, 20 de setembro de 1976)

“DUDU GOSTOU, E TEM UM REFORÇO: PICOLÉ

Como sempre acontece nos resultados negativos da equipe, o Palmeiras só abriu o vestiário para a imprensa quando os jogadores já estavam saindo, apressados. Lá dentro, o presidente Paschoal Giuliano comentava que “o importante é não perdermos em nosso campo, acho que o empate foi bom para nós”, enquanto’ o técnico Dudu dava a mesma opinião e acrescentava elogios ao Grêmio:

“Sabíamos que seria um jogo difícil, por isso não entramos jogando num ritmo desenfreado, buscando logo o gol. Tentamos a vitória, mas sempre nos resguardando de uma surpresa, pois conhecemos a força do Grêmio. Além disso, o Palmeiras estava jogando bem, criando situações de perigo para o gol do Ceias, Só não marcamos por falta de sorte dos nossos atacantes.”

O lateral-direito Rosemiro, um dos poucos jogadores que ainda não haviam ido embora, culpou o campo do Parque Antártica pelo resultado e o mau futebol dos dois times: “O gramado não está bom e isso impediu um jogo mais clássico, Em várias oportunidades tivemos que dar chutões para a frente, pois não podíamos facilitar e tocar a bola tendo pela frente atacantes perigosos como o Ortiz, Alcino e outros.”

Antes da partida, por volta de 14h30, Giuliano e o diretor Nicola Racciopi apareceram no clube acompanhados do centroavante Picolé, revelação do Noroeste no último Campeonato Paulista. Os três estavam chegando de Bauru, onde o Palmeiras acabara de acertar a compra do atacante, que é a mais nova contratação do clube.

Como havia outros times interessados no jogador, a diretoria palmeirense, temendo perdê-lo, resolveu fazer uma proposta para a compra definitiva como o Noroeste exigia, pagando então 400 mil cruzeiros pelo passe. Picolé já assinou o contrato, em base não reveladas, e viajou depois para Bauru, mas hoje à tarde estará de volta. Dudu, que queria o centroavante inicialmente por empréstimo para testá-lo, dará a ele agora a chance de disputar a camisa titular com Toninho e Itamar.” (Folha de São Paulo, segunda-feira, 20 de setembro de 1976)

 

 

 

Foto: Hipolito Pereira (Zero Hora)

 

TELÊ E JOGADORES CULPARAM O GRAMADO

Embora reconhecendo que o empate foi um bom resultado para o Grêmio, seu técnico Telê Santana e os jogadores demonstraram revolta com o estado do gramado, apontando% como Principal adversário da equipe na partida.

 “Procurei fazer o time jogar ofensivamente, tocando a bola rápido, mas esse campo é impossível praticar um bom futebol, Acho que deveria haver um protesto geral, dos clubes e da imprensa, contra a realização dos jogos em gramados que prejudicam o espetáculo e descontentam o público”, comentou Telê.

Mesmo assim, o treinador gostou da apresentação de sua equipe: “O Grêmio teve uma boa atuação, jogando um futebol ofensivo. Nossos jogadores correram, lutaram, procuraram o gol. Só não puderam produzir mais no aspecto técnico porque o campo não permitiu.”

Eurico, ex-Palmeiras, também saiu satisfeito com a produção do time gancho. Ele, que conhecia bem a equipe do Parque Antártica, disse que tinha medo do meio de campo adversário: “Todos sabem que o Ademir é o responsável por grande parte das jogadas do Palmeiras. Procuramos então marcá-lo em cima. Acho que conseguimos um excelente resultado.”

Para Alexandre Bueno, o Grémio não rendeu o que pode: “Nosso time melhorou bastante com a entrada do Telê, agora já temos uma série de Jogadas ensaiadas. Hoje elas só não funcionaram porque o estado do gramado não deixou. Era Milito difícil armar os lances, quando nós conseguias dominar a bola o adversário já estava por perto.”

A torcida estranhou a substituição do ponta Zequinha por Tarciso, quando quem atuava mal era o centroavante Alcino, Telê explicou a alteração, alegando que “mantive o Alcino como opção de jogo pelo alto, pois estava difícil chegar ao gol por baixo. O centroavante é um bom cabeceador. Infelizmente não deu certo, mas tínhamos que tentar.”

A delegação do Grêmio seguiu direto do Parque Antártica para o aeroporto, embarcando de volta a Porto Alegre.” (Folha de São Paulo, segunda-feira, 20 de setembro de 1976)

 

Foto: Verdazzo

 

TELÊ SANTANA:O campo está em péssimo estado e o prejuízo não foi só do Grêmio, mas de todo o espetáculo. Desse jeito é difícil jogar. Mas no final, o empate foi um resultado razoável; todos preferíamos uma vitória, mas não há de ser nada, isso vai melhorar.”

TELÊ SANTANA:O que eu gostei mesmo foi que o Grêmio não foi um time defensivo, ele atacou sempre, não dando folga para o Palmeiras. Essa é uma boa forma para se jogar.”

 

ORTIZ:Esses caras vão lá no Sul e dizem que o campo é ruim. Então, o que dizer do campo deles? Não dava para dominar a bola, a grama é ruim e nem sei como é que as autoridades permitem realizar jogos de um campeonato importante nessas condições.

ORTIZ:Jogamos bem e merecíamos melhor sorte. No jogo contra o Santos o empate foi justo, mas contra o Palmeiras tivemos mais presença. Se os gols não surgiram só pode ter sido pelo campo. Eles já estavam acostumados  a jogar assim, nós não. Aí é que está a diferença. Para mim, o campo do Palmeiras é pior do que muitos campos do nosso campeonato regional.

 

EDU:Sei que é chato justificar o terreno, principalmente depois daquela bronca que demos lá em Caxias. Mas o homem que cuidava da grama faleceu.

 

Foto: Hipolito Pereira (Zero Hora)

 

Palmeiras 0x0 Grêmio

PALMEIRAS: Emerson Leão; Rosemiro, Samuel (Jair Gonçalves), Arouca e Ricardo Longhi; Didi e Ademir da Guia; Edu Bala, Jorge Mendonça, Toninho (Itamar) e Nei
Técnico: Dudu

GRÊMIO: Cejas; Eurico, Ancheta, Beto Fuscão e Bolívar; Vítor Hugo, Iúra e Alexandre Bueno; Zequinha (Tarciso), Alcino e Ortiz
Técnico: Telê Santana

Campeonato Brasileiro 1976 – 1ª Fase – Grupo A
Data: 19 de Setembro de 1976
Local: Parque Antártica, em São Paulo, SP
Público: 31.798 pagantes
Renda: Cr$ 690.070,00
Árbitro: José Roberto Wright (RJ)
Auxiliares: Nilson Cardoso Bilha e Márcio Campos Sales
Cartões Amarelos: Nei e Vítor Hugo

Brasileirão 2020 – Grêmio 1×1 Palmeiras

September 21, 2020

 

O resultado foi justo. Nenhuma das equipes fez algo para “merecer” mais do que o empate.

Com três volantes o Grêmio apresentou uma significativa melhora na comparação com a partida anterior (até porque seria muito difícil repetir um desempenho tão baixo). Coincidência ou não, o pior momento do tricolor se deu no início do segundo tempo, logo após a saída de Lucas Silva.

Fotos: Cesar Greco (S.E. Palmeiras)

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz, Paulo Miranda, David Braz e Diogo Barbosa; Darlan (Isaque, 29’/2ºT), Lucas Silva (Ferreira, 18’/2ºT) e Matheus Henrique; Robinho (Guilherme Azevedo, 34’/2ºT), Alisson e Diego Souza
Técnico: Renato Portaluppi

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Felipe Melo, Gustavo Gómez e Viña; Ramires (Wesley, 22’/2ºT), Gabriel Menino (Bruno Henrique, int.), Danilo, Raphael Veiga (Vitor Hugo, 41’/2ºT) e Rony (Gabriel Verón, 14’/2ºT); Willian (Luiz Adriano, 22’/2ºT)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

11ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2020
Data: 20 de setembro de 2020, domingo, 16h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Árbitro: Rodrigo Dalonso Ferreira
Assistentes: Henrique Neu Ribeiro e Éder Alexandre
VAR: Caio Max Augusto Vieira
Cartões amarelos: Victor Ferraz (Grêmio); Felipe Melo, Matias Viña e Gabriel Menino (Palmeiras)
Gols: Raphael Veiga, aos 25 minutos do segundo tempo; e Ferreira, aos 46 minutos do segundo tempo

Brasileirão 2019 – Palmeiras 1×2 Grêmio

November 25, 2019

2019 palmeiras Marcos Ribolli ge

O campeonato de pontos corridos proporciona algumas sensações estranhas. Como essa é de ontem, onde havia certo constrangimento em comemorar um gol da vitória no último minuto porque isso significou o título de um terceiro time, que sequer entrou em campo no domingo.

Renato já deveria pensar em iniciar algumas partidas com essa formação com Everton e Pepê no ataque.

Gremio x PalmeirasFotos: Marcos Ribolli (Globo Esporte) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Palmeiras 1×2 Grêmio

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez (Ramires, 25/2ºT), Vitor Hugo, Diogo Barbosa; Thiago Santos, Bruno Henrique; Dudu, Lucas Lima, Zé Rafael (William, 18/2ºT); Borja (Luiz Adriano, intervalo)
Técnico: Mano Menezes

GRÊMIO: Paulo Victor; Léo Moura, Geromel, Kannemann, Cortez; Matheus Henrique, Maicon (Michel, 24/2ºT); Alisson, Diego Tardelli (Patrick, 38/2ºT), Everton; Luciano (Pepê, 20/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

34ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 24 de novembro de 2019, domingo, 16h00min
Local: Allianz Parque, em São Paulo – SP
Público: 22.767 pagantes
Renda: R$ 1.292.109
Arbitro: Wilton Pereira Sampaio
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva e Bruno Raphael Pires
VAR: Wagner Reway (PB)
Cartões amarelos: Matheus Henrique, Diego Tardelli, Thiago Santos e Dudu
Gols: Everton (de pênalti), aos 23 minutos do 2º tempo; Bruno Henrique (de pênalti), aos 37 minutos, e Pepê, aos 49 minutos do 2º tempo.

Brasileirão 1995 – Palmeiras 3×0 Grêmio

November 23, 2019
1995 palmeiras 3x0 gremio b

Foto: Zero Hora

Esse foi o último dos setes confrontos entre Palmeiras e Grêmio no ano de 1995.  Um detalhe interessante é que em todos esses sete jogos há uma pequena variação dos uniformes dos times. Nesse, o Palmeiras estava usando sua nova camisa da Rhummel, com o scudetto de campeão brasileiro de 1994, enquanto o Grêmio entrou em campo com um calção todo preto (sem a listra nas laterais usada nos jogos anteriores).

Mesmo com a vitória (iniciada com um gol de mão de Edilson) o Palmeiras não conseguiu a classificação para as semifinais, tendo empatado com o Juventude no Alfredo Jaconi na última rodada da primeira fase.

A última matéria da Folha de São Paulo transcrita abaixo menciona que os jogadores do Palmeiras recebiam R$ 700,00 por resultado positivo. Esse valor, ajustado pelo IGPM, corresponderia a cerca R$ 4.300,00 atualmente.

1995 palmeiras 3x0 gremio emerson b

Foto: Zero Hora

GRÊMIO NÃO RESISTE AO BOM FUTEBOL DO PALMEIRAS
Os paulistas mantêm a liderança isolada no grupo com 22 pontos ganhos e são favoritos para garantir a classificação

O sétimo encontro do clássico do ano teve vantagem paulista. O Palmeiras fez 3 a 0 em um Grêmio desfalcado, mas aguerrido, e é favorito para ganhar a vaga do Grupo A, agora com 22 pontos, contra 19 do Cruzeiro (um jogo a menos). Sem cinco titulares, o Grêmio surpreendeu com a volta de Émerson, depois de sete meses recuperando-se de cirurgia no joelho. O time gaúcho fica em nono lugar.

O Palmeiras jogou-se ao ataque logo no início. Aos 10 minutos, Muller recebeu um lançamento às costas de André Vieira. Cruzou na medida para a cabeça de Edilson. A bola ainda tocou `no braço do atacante e entrou. Com desvantagem, o Grêmio reagiu. Arilson e Emérson, em freqüentes deslocamentos, confundiram o bom meio-de-campo paulista e levaram vantagem. A volta de Émerson ficou marcante em um chute de pé esquerdo, aos 20 minutos. A bola raspou o travessão. Depois de ter sido tirado do futebol por uma falta de Pedrinho, do Brasil, de Farroupilha, Émerson teve fôlego para jogar 55 minutos.

O Grêmio perdeu a partida pelo lado direito. O segundo gol do Palmeiras nasceu de um cruzamento em que André Vieira tentou rebater e Wágner Fernandes não alcançou. Cafu fez o corta-luz, a bola sobrou para Rivaldo, que chutou de bico, rasteiro. O goleiro Danrlei tentou tirar com os pés, mas não teve sorte. A bola passou por entre suas pernas aos 15 minutos do segundo tempo.

O nervosismo ameaçou reprisar a tensão dos jogos da Libertadores. Goiano acertou Antônio Carlos logo no início. E Cléber revidou sobre Arilson. Ao ‘final (36 minutos), Rivaldo arrancou do meio e marcou o terceiro.” (Zero Hora, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

Revista Placar

O JOGO: A necessidade da vitoria empurrou a Palmeiras ao ataque e a primeiro gol saiu logo no início. Com a vantagem, o time explorou – e bem – os contra-ataques.

HISTÓRIA: CONFRONTO - PALMEIRAS X GRÊMIO

PALMEIRAS BATE GRÊMIO E É O FAVORITO À VAGA
O Palmeiras derrotou ontem o Grêmio por 3 a 0 no Parque Antarctica. Com o resultado, a equipe paulista mantém a liderança no Grupo A e o favoritismo à vaga nas finais do Brasileiro.
O técnico palmeirense, Carlos Alberto Silva, surpreendeu ao escalar Cafu na lateral-direita e Alex Alves no ataque, tirando o lateral Índio da equipe.
Com isso, o Palmeiras modificou sua maneira habitual de jogar, abandonando as tabelas rápidas e adotando os lançamentos para aproveitar a velocidade de Alex.
O bicampeão brasileiro marcou logo aos 9min de jogo. Muller recebeu um passe em profundidade de Wágner pela esquerda e cruzou. Edílson, desmarcado, tocou de cabeça. A bola ainda resvalou na sua mão e entrou.
A desvantagem não intimidou o Grêmio. A equipe gaúcha manteve a partida equilibrada.
O Palmeiras concentrava demais suas investidas pelo lado esquerdo. Na direita, Cafu não recebia ajuda de ninguém do meio-campo ou do ataque.
Além disso, ao insistir excessivamente nos lançamentos, o Palmeiras acabava devolvendo a posse da bola ao time gaúcho com muita facilidade.
O Grêmio teve, aos 36min, a sua melhor oportunidade na primeira etapa. O lateral-esquerdo Roger penetrou na área e chutou colocado. Velloso espalmou para escanteio.
Para a segunda etapa, o Palmeiras voltou com Índio no lugar de Alex Alves. Cafu foi para o meio-campo e Edílson, para o ataque.
A modificação devolveu ao time o seu estilo de toques habitual, além de reequilibrar os dois lados da equipe e melhorar a marcação no meio-campo.
O segundo gol palmeirense saiu aos 13min. Cafu cruzou rasteiro da linha de fundo, Muller deixou a bola passar e Rivaldo chutou fraco. A bola acabou passando por entre as pernas de Danrlei.
Rivaldo fez também o terceiro gol, quando o Grêmio já não tinha chance de reação. Ele partiu com a bola dominada do meio-campo, driblou dois adversários e tocou na saída de Danrlei.” (Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

PALMEIRAS DERROTA GRÊMIO E CONTINUA LÍDER NO GRUPO A
O Palmeiras derrotou ontem o Grêmio por 3 a 0. Com o resultado, a equipe paulista mantém a liderança no grupo A e o favoritismo à vaga nas finais do Brasileiro.
O Palmeiras marcou logo aos 9min de jogo. Muller puxou um contra-ataque rápido pela esquerda e cruzou. Edílson, desmarcado, tocou de cabeça. A bola ainda resvalou involuntariamente na mão.
A desvantagem não intimidou o Grêmio. A equipe gaúcha manteve a partida equilibrada.
Teve aos 36min a sua melhor oportunidade na primeira etapa. O lateral-esquerdo Roger penetrou na área e chutou colocado. Velloso espalmou para escanteio.
Para a segunda etapa, o Palmeiras voltou com Índio no lugar de Alex Alves. Cafu foi para o meio e Edílson, para o ataque.
O segundo gol palmeirense saiu aos 13min. Cafu cruzou rasteiro da linha de fundo, Muller deixou a bola passar e Rivaldo chutou fraco. A bola acabou passando por entre as pernas de Danrlei.
Rivaldo fez também o terceiro. Ele partiu com a bola dominada do meio-campo, driblou dois adversários e tocou na saída de Danrlei.” (Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

TIME EXIBE ESTILOS DIFERENTES
O Palmeiras exibiu estilos diferentes em cada tempo da partida. No primeiro, a entrada de Alex Alves no ataque mudou radicalmente o perfil ofensivo da equipe.
Por ser um atacante veloz, Alex levou o time a adotar um estilo à base de lançamentos longos às costas dos zagueiros adversários.
Essa estratégia tornou-se ainda mais evidente, ontem, pelo fato de o Palmeiras ter marcado seu primeiro gol logo no início -aliás, numa jogada de lançamento para Muller na ponta esquerda.
Em contrapartida, os meias-ofensivos palmeirenses tiveram pouca participação na criação.
Como o time preferiu a velocidade ao toque, Edílson e Rivaldo evitaram reter a bola em busca de tabelas ou jogadas individuais.
Ao mesmo tempo, o lado direito, que costuma funcionar bem com Índio na lateral e Cafu na meia, praticamente desapareceu.
A substituição de Alex Alves por Índio, no intervalo, devolveu ao Palmeiras o estilo “natural” de toque de bola rápido e o equilíbrio entre os dois lados do time, além de aumentar o poder de marcação, graças ao deslocamento de Cafu para o meio-campo.” (Mário Moreira e Arnaldo Ribeiro, Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

JUCA KFOURI
[…]E que o Palmeiras voltou a a se organizar mais cedo do que seria razoável esperar. Aliás, com frequência, querem saber: o que a coluna tem contra o jogador Muller?
A resposta é sempre a mesma: nada. A não ser a indiferença que ele confunde com frieza, por mais que se argumente que ganhou quase tudo que disputou no São Paulo, etc e tal -até fazendo gol sem querer na decisão do mundial de clubes contra o Milan, em 93.
Pois bem. Agora a coluna faz a mesma pergunta com mão invertida: o que o craque Muller tem contra a coluna?
Porque é estranho saber ao voltar que ele tem feito a diferença e é o maior responsável pela ascensão alviverde. Será mesmo?
A partida contra o Grêmio mostrou que sim. Muller participou até pouco, mas deu o primeiro gol, foi espertíssimo no segundo e sempre tocou de primeira. Mostrou que nada tem contra a coluna. E vice-versa, estamos entendidos?” (Juca Kfouri, Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

HISTÓRIA: CONFRONTO - PALMEIRAS X GRÊMIO

ALBERTO HELENA JR. – PALMEIRAS VENCE COM AS ARMAS DO RIVAL
O mais curioso é que o Palmeiras venceu o Grêmio ontem, no Parque Antarctica, com folga no marcador, com as armas desse seu recente e feroz rival: o contragolpe. Talvez, por estar fora do páreo, na qualidade de livre-atirador, o Grêmio veio a São Paulo seduzido pela idéia de que poderia pregar uma peça no Palestra.
E se transfigurou em campo: de humilde, modesto e disciplinado guerreiro, atirou-se de peito aberto sobre a área inimiga. Pimba, um contra-ataque rápido pela esquerda, o cruzamento exato de Muller para a cabeçada de Edílson, e eis o Palmeiras com a vantagem que pediu a Deus. E assim foi até o final.
No segundo tempo, mais duas pontadas e mais dois gols de Rivaldo. Isso sem que o Palmeiras brilhasse, nem mesmo impusesse sua técnica mais refinada.
Na verdade, nem precisou.” (Alberto Helena Jr. – Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

DANRLEI SE DIZ ARREPENDIDO
Ontem, definitivamente, não foi um bom dia para o goleiro gremista Danrlei, 22.
Seu time perdeu por 3 a 0, ele levou um gol entre as pernas e foi xingado durante todo o jogo pelos torcedores palmeirenses.
Aos gritos de “covarde”, Danrlei deixou o campo tranquilamente. “Isso não me abala”, disse.

Folha – Os palmeirenses ainda não perdoaram o soco que você deu no Válber, no jogo pela Taça Libertadores, e te xingaram muito. Isso não te incomodou?
Danrlei – Não. Quem não souber trabalhar nessas condições, não pode ser jogador. Eu gosto de jogar assim. Dá mais vontade.
Folha – Você não se sente arrependido?
Danrlei – Isso já passou. Vi o erro que fiz e me arrependo dele. Esse tipo de coisa não vai mais acontecer.
Folha – O Grêmio vai continuar desprezando o Campeonato Brasileiro?
Danrlei – Vamos continuar nos preparando para a decisão do Mundial interclubes, em novembro.” (Arnaldo Ribeiro, Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

RIVALDO VOLTA A MARCAR GOLS
O meia-atacante Rivaldo, 23, fez ontem seus dois primeiros gols no Brasileiro. Não marcava desde 22 de julho, contra o Mogi Mirim, pelo Paulista.
Para ele, a formação tática do Palmeiras no segundo tempo funcionou melhor que a do primeiro.

Folha – Havia muito tempo que você não marcava. Estava com saudade de fazer gols?
Rivaldo – É, fazia dois jogos e meio que eu não marcava, desde que renovei contrato. Fazer gol é sempre importante para um jogador. Graças a Deus, consegui marcar dois. No último, senti que os zagueiros deram uma puxada para o lado e que o campo estava livre para eu avançar.
Folha – O Palmeiras usou táticas diferentes no primeiro e no segundo tempo. Qual foi a melhor?
Rivaldo – A do segundo tempo. No primeiro, insistimos nos lançamentos para o Alex Alves e erramos quase todos. Depois, com o Cafu no meio-campo, ficamos mais fortes na marcação.” (Mário Moreira, Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

ALEX ALVES SE IRRITA E VAI EMBORA NO INTERVALO
O atacante Alex Alves não gostou de ser substituído no intervalo e, irritado, deixou o Parque Antarctica antes do segundo tempo.
Ao saber da atitude do jogador, o técnico Carlos Alberto Silva disse que Alex “tem de se ajustar e dizer por que foi embora”.
Apesar disso, ele afirmou que pretende conversar com o atacante para, só então, decidir se toma alguma medida disciplinar.
O vice-presidente de futebol, Seraphim Del Grande, disse que os jogadores substituídos não têm obrigação de esperar o fim das partidas para ir embora, mesmo com a possibilidade de serem sorteados para o exame antidoping.
“Em princípio, não há motivo para punir o Alex”, afirmou.
Silva explicou que substituiu o jogador porque o Palmeiras estava errando os lançamentos para ele e perdendo sempre a posse da bola.
“Não é que o Alex estivesse mal. O time é que não estava trabalhando a bola. Depois, com o Cafu no meio-campo, o setor se fortaleceu.”
O ministro do Planejamento, José Serra, torcedor do Palmeiras, assistiu ao jogo e foi ao vestiário cumprimentar o time pela vitória.
“É a quarta vez que venho e o Palmeiras ganha. Quando precisarem, contem comigo”, brincou.
O técnico Luiz Felipe, do Grêmio, reclamou muito da arbitragem de Antônio Pereira da Silva.
Segundo ele, o juiz errou ao validar o primeiro gol do Palmeiras, marcado por Edílson.
“Todo mundo viu que a bola bateu na mão dele antes de entrar. Faz oito jogos que não vencemos com as arbitragens desse juiz. Não pode ser só coincidência.”
Luiz Felipe, porém, achou justo o resultado da partida. “O Palmeiras hoje é melhor que o Grêmio e mereceu vencer.” (Mário Moreira e Arnaldo Ribeiro, Folha de São Paulo, segunda-feira, 2 de outubro de 1995)

ALEX ALVES DIZ QUE SAIU DO ESTÁDIO POR `PRESSA`
O atacante Alex Alves, do Palmeiras, disse ontem à Folha que deixou o Parque Antarctica no intervalo do jogo contra o Grêmio, na véspera, porque estava “com pressa”.
Ele tivera sua substituição decidida pelo técnico Carlos Alberto Silva para o segundo tempo.
“Tinha que viajar e aproveitei para tentar trocar a passagem para um horário mais cedo”, afirmou Alex. Ele não quis revelar para onde teria viajado.
A Folha telefonou várias vezes para a casa de Alex Alves ontem, mas, antes de o atacante finalmente atender, o meia Paulo Isidoro, que mora com ele, dera informação diferente.
“Quando cheguei do jogo, no domingo à noite, ele já estava dormindo. Hoje (ontem), ele saiu cedo e nós não conversamos”, disse o meia.
Alex Alves admitiu ter ficado chateado pela substituição. “Mas a opção é do técnico. Se ele quiser me tirar, ele é quem manda.”
O jogador acha que estava “muito bem” na partida.
A diretoria do Palmeiras só vai punir Alex Alves se Carlos Alberto Silva pedir.
A informação foi dada pelo vice-presidente de futebol, Seraphim Del Grande. Segundo ele, Silva deve conversar hoje com Alex, na reapresentação dos jogadores, para obter uma explicação.
O atacante, porém, disse não acreditar que o treinador tome essa iniciativa. “A opção de ficar no estádio é minha. Se eu quiser, vou embora.”
Del Grande afirmou que os jogadores substituídos não têm obrigação de esperar o fim das partidas para deixar o estádio, mesmo com a possibilidade de serem sorteados para o exame antidoping.
“Nem me lembrei que podia ficar para o antidoping”, disse Alex. “Se me lembrasse, não teria ido embora.”
Seraphim Del Grande afirmou que o Palmeiras não tem condições de aumentar o valor mínimo dos prêmios por vitória no Campeonato Brasileiro.
Os jogadores alegam que os R$ 700 pagos pelos resultados positivos estão abaixo dos valores pagos por outros clubes grandes.
“Não temos como aumentar o valor dos prêmios porque as rendas estão muito baixas”, disse o dirigente.
“Além disso, os jogadores estão recebendo direito de arena pelas transmissões das partidas pela TV cinco vezes maior do que no ano passado”, acrescentou.” (Mário Moreira, Folha de São Paulo, terça-feira, 3 de outubro de 1995)

Palmeiras 3×0 Grêmio

PALMEIRAS: Velloso; Cafu, Antônio Carlos (Célio Lúcio), Cléber e Wágner; Amaral, Mancuso, Edílson e Rivaldo; Alex Alves (Índio) e Muller
Técnico: Carlos Alberto Silva

GRÊMIO: Danrlei; André Vieira (Carlos Alberto), Rivarola, Wágner Fernandes e Roger; Gélson, Goiano, Émerson (Ranieli) e Arílson; Márcio (Magno) e Jardel
Técnico: Luis Felipe Scolari

Brasileirão 1995 – 1ª Fase – 10ª Rodada
Data: 1º de outubro de 1995, domingo, 19h00min
Local: Estádio do Parque Antarctica, em São Paulo – SP
Público: 7.199 pagantes
Renda: R$ 78.760,00
Juiz: Antônio Pereira da Silva (GO)
Auxiliares: Filomeno Dourado e Elmo Rezende
Cartões amarelos: Wágner Fernandez, Cléber, Edílson, Antônio Carlos e Jardel
Gols: Edílson, aos 9 minutos do primeiro tempo, Rivaldo, aos 13 minutos e aos 41 minutos do segundo tempo