Archive for the ‘Palmeiras’ Category

Brasileirão 2015 – Grêmio 1×0 Palmeiras

June 22, 2015

Para enfrentar o Palmeiras na Arena, Roger manteve o esquema usado no segundo tempo da partida anterior, com Luan sendo o homem mais adiantado da equipe. O Grêmio manteve a velocidade e movimentação vistas nas últimas vitórias, mas pouco finalizou no primeiro tempo, pois careceu de maior presença na área. O time também tinha alguma dificuldade para sair jogando, visto que diversas vezes os zagueiros e volantes recuaram a bola para o goleiro Tiago dar um chutão. O Palmeiras teve constantemente a possibilidade do contra-ataque, mas pouco aproveitou. Na situação mais clara dos 45 minutos iniciais, Geromel deu um providencial carrinho para evitar a conclusão de Arouca.
Na segunda etapa, o Grêmio passou a trabalhar um pouco mais a bola nas proximidades da área Palmeirense. Aos 10 minutos, Luan arriscou de calcanhar, acionando Maicon dentro da área, que por sua vez levou a bola para perna esquerda e chutou no ângulo de Fernando Prass. A partir daí o Grêmio tratou de administrar a vantagem e o Palmeiras passou buscar o empate na bola longa, mas as a dupla de zaga gremista ganhou a maioria das disputas por cima e Walace complementou o serviço chegando sempre antes na disputa da “segunda bola”.

A entrevista do Roger foi muito lúcida e muito elucidativa. Fazia tempo que eu não vi um treinador falar sobre seus conceitos com clareza. A explicação sobre o posicionamento dos volantes foi bem didática.
É difícil chegar a um consenso entre 8 milhões de torcedores. A existência de diferenças na avaliação dos jogadores, até certo ponto, é normal.  Mas eu nunca entendi por que parte da torcida do Grêmio inventou que o Luan é “soneca”.
Acho que também nunca vou entender por que o Walace foi reserva nas finais do Gauchão.
O telão e o sistema de som da Arena foram usados de maneira mais inteligente nesse jogo. Não vi a “câmera do beijo” antes da partida e a torcida pode cantar após o apito final sem ter que competir com a música que saía dos alto falantes. Mas eu não entendi porque ficaram repetindo um vídeo tosco do lançamento da terceira camisa que usa a mesma música de um comercial da Nike dos anos 90.

 
 

Grêmio Grêmio 1×0 Palmeiras Palmeiras

GRÊMIO: Tiago; Rafael Galhardo, Pedro Geromel, Rhodolfo e Marcelo Oliveira; Walace, Maicon, Giuliano (Braian Rodríguez – 39’/2ºT), Douglas (Edinho – 35’/2ºT) e Pedro Rocha (Yuri Mamute – 22’/2ºT) e Luan.
Técnico: Roger Machado
PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel (Amaral – Intervalo) e Arouca (Cleiton Xavier – 28’/2ºT); Rafael Marques, Robinho (Zé Roberto – 18’/2ºT) e Dudu; Alecsandro.  

Técnico: Marcelo Oliveira

08ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2015
Data: 21/6/2015, sábado, 21h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 22.896. (20.814 pagantes)
Renda:  R$ 718.882,00
Árbitro: Raphael Claus (Fifa-SP)
Auxiliares: Danilo Simon Manis (SP) e Rafael da Silva Alves (RS)
Cartões amarelos: Gabriel, Alecsandro, Robinho (PAL); Marcelo Oliveira, Rafael Galhardo, Maicon
Gol: Maicon, aos 10 minutos do segundo tempo

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Brasileirão 2014 – Palmeiras 2×1 Grêmio

October 12, 2014

O “já não tão desesperado” Palmeiras promoveu uma correria desde o apito inicial e o Grêmio, inexplicavelmente, embarcou nela. Escalado no 4-2-3-1 com Matias Rodriguez no meio, o tricolor só foi ter o controle da bola lá pela metade do primeiro tempo, mas ainda assim o Palmeiras, ajudado, pela torcida e por uma arbitragem caseira e conivente com o excesso de simulação dos seus jogadores, foi quem esteve mais perto de marcar durante todos os 45 minutos iniciais.
Com Giuliano no lugar de Alan Ruiz, o Grêmio voltou melhor para o segundo tempo. Aos nove minutos, após um escanteio, Riveros cabeceou e a bola bateu na mão de Valdivia, que saltou de braços abertos. O juiz marcou pênalti, que Barcos converteu, fazendo apenas o segundo gol gremista oriundo de uma cobrança de escanteio em todo o campeonato (o primeiro havia sido também do Pirata contra a Chapecoense). Não houve muito tempo para o Grêmio explorar a vantagem, já que aos 16 minutos Sandro Meira Ricci injustamente mostrou o segundo cartão amarelo para Barcos, que não cometeu falta ou mesmo tocou em Cristaldo na jogada. A expulsão estragou o jogo. E para infelicidade do Grêmio, o Palmeiras virou com dois gols de xiripa. No primeiro Henrique errou a cabeçada, Mouche errou o chute e ainda assim a bola terminou dentro do gol. No segundo o chute de João Pedro desviou em Bressan e tirou Tiago Machowski da jogada.

O Grêmio teve os seus próprios erros que ajudam a explicar a derrota, sendo o principal deles o fato de ter permitido que o Palmeiras (que hoje é uma equipe inferior) ditasse o ritmo do jogo. Mas isso jamais pode justificar os erros da arbitragem. E mais uma vez o Grêmio foi prejudicado pelo juiz. Novamente contra o time paulista. Novamente contra o Palmeiras no Pacaembu no jogo apitado por Sandro Meira Ricci (que supostamente é considerado o melhor juiz do pais pela CBF, o que torna tudo ainda mais difícil de aguentar).

Sálvio Spínola, ex-juiz e comentarista de arbitragem da ESPN foi “mais realista que o Rei” e afirmou que, no lance do pênalti para o Grêmio, a bola bateu na cabeça do Valdivia, quando o próprio jogador confirmou que a bola bateu na sua mão. Ficou estranho, mas talvez o velho hábito de contemporizar os prejuízos com a surrada justificativa de que “o juiz errou para os dois lados” explique isso. O que torna tudo ainda pior, já que o juiz que erra pros dois lados erra duas vezes.

Achei o pênalti discutível, mas quanto a expulsão do Barcos não pode haver discussão: Ele sequer tocou em Cristaldo na jogada em que recebeu o segundo amarelo. Dorival Junior disse que “se alguém tivesse que reclamar seria o Palmeiras”. Essa declaração é surreal. É de se duvidar da sanidade de alguém que trabalha profissionalmente no futebol e considere essa expulsão justa e ache que isso não tenha prejudicado o time.

 Fotos: Ari Ferreira (Lance) e Robson Ventura (Folha de São Paulo)

 Palmeiras  Palmeiras 2×1 Grêmio Grêmio

PALMEIRAS: Fernando Prass; João Pedro, Lúcio, Tobio e Juninho (Mouche, 20’/2ºT); Victor Luis, Washington, Wesley e Valdivia (Bernardo, 46’/2ºT); Cristaldo (Leandro, 35’/2ºT) e Henrique
Técnico: Dorival Júnior

GRÊMIO: Tiago; Pará, Bressan, Pedro Geromel e Zé Roberto; Ramiro, Fellipe Bastos (Riveros, 28’/1ºT), Matías Rodríguez (Lucas Coelho, aos 26’/2ºT), Alán Ruiz (Giuliano – intervalo) e Dudu; Barcos. 
Técnico: Luiz Felipe Scolari
28ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2014
Data: 11 de outubro de 2014, sábado, às 21h00min
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Renda: R$ 647.130,00
Público: 29.353 (26.940 pagantes)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (FIFA-PE)
Auxiliares:
Cleriston Clay B. Rios (FIFA-SE) e Clovis Amaral da Silva (PE)
Cartões amarelos: Lúcio; Barcos, Fellipe Bastos, Riveros, Dudu e Ramiro
Cartões vermelhos: Barcos, aos 16’/2ºT
Gols: Barcos (de pênalti) aos 9 minutos, Mouche, aos 21, e João Pedro, aos 29 minutos do segundo tempo

Brasileirão 2014 – Grêmio 0x0 Palmeiras

June 2, 2014

O Grêmio fez terceiro jogo ruim na sequência (2 pontos em 9 disputados) e decepcionou a sua torcida que compareceu em bom número ao Alfredo Jaconi. O começo tricolor foi muito bom, pressionando o adversário em seu campo e tendo várias chances de abrir o marcador. A melhor delas aconteceu aos 17 minutos, quando Dudu recebeu dentro da área e deu um passe de calcanhar, Barcos escorregou ao tentar a conclusão, e Rodriguinho, que chegava de trás chutou para fora. Após os primeiros 20 minutos, o Palmeiras passou a controlar o jogo (o Grêmio não conseguia retomar a posse de bola) e teve oportunidades de marcar. Aos 21 Diogo arriscou de longe e a bola beliscou a quina da trave. Aos 30, o mesmo Diogo acabou desviando a conclusão de Felipe Menezes que parecia ter endereço certo, fazendo que com a bola batesse na trave. O Grêmio perdia a presença ofensiva e passava a contar exclusivamente com os lançamentos e chutes de longa distância de Alan Ruiz. Aos 35 o camisa 11 assustou o goleiro Fábio num belo arremate de fora da área (foto acima)
O Palmeiras, apesar de estar longe de ser brilhante, continuou melhor na segunda etapa. Os palestrinos ameaçavam em cruzamentos fechados vindos do lado esquerdo do ataque. Em dois deles Marcelo Grohe se esforçou para colocar a bola em cima da linha, em um deles Diogo fez um gol que foi questionavelmente anulado, e em outro Rhodolfo salvou em cima da linha (penúltima foto). O Grêmio tinha dificuldade para articular jogadas de ataque. As duas principais chances ocorreram em conclusões de Alan Ruiz após bolas erguidas na área. O treinador acabou mexendo mal na equipe tricolor, que sequer conseguiu promover um abafa nos minutos finais da partida.

Enderson mais uma vez fez substituições que pioraram o time. Especialmente quando sacou Dudu para a entrada de Zé Roberto. Perdeu velocidade e movimentação, não acrescentou presença ofensiva (que poderia ter com Lucas Coelho) e não teve ganho no passe e na criação das jogadas (o que se poderia esperar do Zé Roberto)

Eu acho que o Barcos está jogando pouco e falando demais. Creio que sua saída do time (ainda que no decorrer da partida, como aconteceu ontem) demorou a acontecer. Em parte eu entendo a comoção vista ontem no estádio quando foi anunciada sua substituição. Mas é estranha essa dinâmica que o Grêmio e sua torcida tem tido com os seus centroavantes nos últimos anos. Os ciclos, bem curtos, parecem se repetir. Um atleta é contratado a peso de ouro e chega como salvador de pátria. A torcida vive uma breve lua de mel com ele até que nas primeiras dificuldades se chega a conclusão de que o jogador não serve mais pra equipe. Aí a solução passa sempre por trazer outro camisa nove, que demandará  um gasto ainda maior do clube. Acho que o Grêmio, como instituição, tem gerido mal essa situação.

Jaílson Macedo de Freitas, como de costume, foi mal na partida. Os burocráticos 3 minutos de acréscimos, quando ele mesmo foi responsável por parar o jogo por mais de um minuto numa única ocasião, foram ridículos. O Palmeiras reclama do gol anulado de Diogo. E tem boa dose de razão, considerando as orientações mais atuais da FIFA/International Board. Contudo, eu repito aqui o que disse nos jogos contra Botafogo no ano passado e Atlético Nacional nesse ano (situações nas quais o Grêmio foi favorecido por essa interpretação) e afirmo que o impedimento deveria sim ser marcado. Dois jogadores do Palmeiras estão em posição de impedimento quando a bola é lançada. A bola foi na direção deles e um deles ainda tentou cabecear a bola. Na minha avaliação ele participou/interferiu na jogada.
O curioso é que um outro no lance da partida poderia (e deveria) também ser considerado um erro de arbitragem sem maiores discussões (e não foi considerado pelo Globo Esporte): O pênalti no Barcos. Wellington escorregou e derrubou o argentino dentro da área. O fato de ter sido sem querer, ou mesmo de que a jogada não teria sequência não afastam a infração.

Corrigi ontem um grave erro na minha formação futebolística que era não conhecer o Alfredo Jaconi. Confirmei in loco ontem as impressões que sempre tive pelas imagens da televisão. É um estádio muito simpático, bem acolhedor. Se vê bem a partida em todos os setores. E aquele trecho com uma “arquibancada de grama” tem um charme todo o especial. Um dos poucos benefícios de atuar como mandante fora da Arena é ter um pouco mais de perspectiva em alguns dos benefícios que por vezes passam despercebidos na nossa nova casa, como por exemplo a facilidade para entrar, circular e sair do estádio.

Fotos: André Kruse, João Kruse,  Ricardo Rimoli (Lance), Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio Grêmio 0x0 Palmeiras Palmeiras

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Rhodolfo, Werley e Marquinhos; Edinho, Alan Ruiz, Ramiro e Rodriguinho (Maxi Rodriguez, 17’/2ºT); Dudu (Zé Roberto, 31’/2ºT) e Barcos (Kléber, 17’/2ºT).  
Técnico: Enderson Moreira
PALMEIRAS: Fábio; Wendel, Lúcio, Wellington e William Matheus; Marcelo Oliveira, Renato e Felipe Menezes (Josimar, 40’/2ºT); Marquinhos Gabriel, Diogo e Henrique.
Técnico: Alberto Valentim
09ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2014
Data: 1º/6/2014, domingo, 16h00min
Local: Estádio Alfredo Jaconi, Caxias do Sul (RS)
Público: 17.034 (15.136 pagantes)
Renda: R$ 391.145,00
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (CBF/BA)
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (FIFA/BA) e Adson Marcio Lopes (CBF/BA)
Cartões Amarelos: Werley, Maxi Rodriguez, Ramiro; Henrique, Marcelo Oliveira, Lúcio, Marquinhos Gabriel, Renato

1995 – Copa do Brasil – Palmeiras 2×2 Grêmio

June 20, 2012

1995 palmeiras copa do brasil arilson orlando kissner

Grêmio garante a vaga na raça

[…]

A principal jogada do Palmeiras com o atacante Rivaldo foi anulada logo no começo da partida. Os meio-campistas Goiano e Dinho reforçaram a marcação sobre o atleta. Aos sete minuots o meia Carlos Miguel passou para Paulo Nunes. O ponta lançou na área, a bola bateu no ombro de Goiano e encobriu o goleiro Veloso: 1 a 0. O gol desnorteou o Palmeiras. O meio de campo paulista errava os passes e deixava espaços para o contra-ataque. Na cobrana de escanteio por Arce aos 24 minutos iniciais, o atacante Paulo Nunes completou no canto direito: 2 a 0.

Com o resultado adverso o Palmeiras intensificou as disputas de bola com rispidez e violência. Em poucos minutos o volante Mancuso foi expulso. O Grêmio poderia aproveitar o momento favorável. Mas seus jogadores revidaram as faltas e três receberam cartão vermelho. Dinho, Arílson e Goiano. O jogo ficou para por oito mintos no primeiro tempo por causa das suspensões.

O segundo tempo foi dramático para o Grêmio. Com dois a jogadores a mais o Palmeiras pressionou e aos oito minutos o meio-campista Lozano (substituto de Maurílio) diminuiu: 2 a 1. O técnico do Grêmio, Luiz Felipe, retirou Jardel e colocou o volante André Vieira. O empate ocorre aos 31 minutos, por Rivaldo: 2 a 2. O desespero gremista poderia ser toral se o goleiro Danrlei não fizesse grandes defesas, como a na cabeçada de Rivaldo a dois minutos do final.” (Zero Hora – 19 de abril de 1995)

“Foi inacreditável”, recordou Danrlei a respeito do jogo. “No vestiário o Luiz Felipe pediu esforço redobrado para segurar o 2 a 0”, lembrou. O Grêmio retornou com oito jogadores, sem Dinho, Goiano e Arílson, expulsos.
Um gol do volante Lozano aos oito minutos apavorou o goleiro nascido em Crissiumal, a 548 quilômetros de Porto Alegre. “Só falta empatarem”, pensou Danrlei. E aos 31, Rivaldo igualou o placar. “Quase enlouqueci”, disse. Os 14 minutos restantes foram de Danreli. Intervenções seguras e ousadas nos pés dos atacantes do Palmeiras. Saídas oportunas nos cruzamentos.
A dois minutos do final, uma espetacular defesa. O lateral Roberto Carlos lançou a bola na área. Os 15 mil torcedores palmeirenses viram a entrada de Rivaldo pelo lado oposto e se levantaram. Pressentiram o gol da vitória. Mas Danrlei previu a ação do avante. “Ele fez como eu queria, fechei o ângulo direito e esperei a cabeçada no lado esquerdo”, explicou. A bola foi na direção esperada e parou nas mãos do goleiro, a menos de 15 centímetros da liha do gol. O Grêmio assegurou a continuidade no torneio. Com a ajuda de Danrlei de Deus Hinterholz, o aniversariante.” (Zero Hora – 20 de abril de 1995)

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“Eu passei para os jogadores tanta raiva de querer ganhar do Palmeiras, que quase a equipe foi prejudicada” Luiz Felipe Scolari

“A casa era do Palmeiras, mas a festa foi do Grêmio, numa partida inesquecível pela Copa do Brasil. Os gaúchos seguraram (na bola e no braço) um empate heróico em 2×2 com apenas oito jogadores em campo. O resultado tirou os paulistas da competição e a pequena torcida tricolor no Parque Antártica se divertiu aos gritos de “e-li-mi-na-do” (Revista Placar, 1995)


“Grêmio, sem 3, elimina Palmeiras


Mesmo jogando 51 minutos com dois jogadores a mais do que o Grêmio, o Palmeiras foi eliminado da Copa do Brasil, ontem à noite, no Parque Antarctica.
O jogo terminou empatado em 2 a 2. O Grêmio ficou com a vaga porque havia empatado em casa em 1 a 1 (o critério de desempate neste caso foi o número de gols marcados fora de casa).
O Grêmio enfrenta agora o São Paulo .
O Palmeiras começou o jogo melhor e logo criou duas chances, com Rivaldo. Mas aos 8min, a defesa falhou num cruzamento e Luiz Carlos Goiano marcou o primeiro gol, de cabeça.
O gol abalou o Palmeiras. Num outro cruzamento, Jardel cabeceou livre na pequena área. Velloso defendeu no reflexo.
Aos poucos, o Palmeiras recuperou o equilíbrio, mas não conseguia passar a marcação do Grêmio.
Aos 23min, a defesa falhou de novo, numa cobrança de escanteio, e o atacante Paulo Nunes completou na pequena área, livre: 2 x 0.
Aos 34min, Mancuso fez falta violenta e, como tinha o cartão amarelo, foi expulso. Parecia que o jogo estava decidido.
Dois minutos depois, ocorreu a maior confusão da partida. O zagueiro Antônio Carlos atingiu o meia Arílson sem bola. O volante Dinho peitou Antônio Carlos. Formou-se uma confusão. O palmeirense Válber chutou vários gremistas. O juiz expulsou Dinho.
Aos 43min, Arílson atingiu o lateral Roberto Carlos por trás. Foi expulso. Goiano chutou a bola para longe e foi expulso também.
Mesmo com dois jogadores a menos, o Grêmio quase liquidou o jogo ainda no primeiro tempo. Paulo Nunes invadiu a área, aos 47min, e chutou. Velloso pegou.
No segundo tempo, a 1min, Rivaldo, o maior destaque do jogo, cobrou falta, a bola bateu na barreira e saiu rente à trave.
Para fechar o meio, o técnico gremista Luiz Felipe pôs o lateral-esquerdo Roger como volante, deixando o flanco aberto. Aos 3min, o lateral-direito Flávio Conceição aproveitou a brecha e chutou rente à trave.
Aos 8min, o Palmeiras fez seu primeiro gol. Rivaldo invadiu a área e perdeu a bola. No rebote, Lozano chutou fraco e o goleiro Danrlei falhou.
Após o gol, o Palmeiras não manteve a pressão. Passou a insistir com cruzamentos altos e penetrações pelo meio. Aí o goleiro Danrlei tornou-se o destaque, nas intervenções precisas e no esforço em gastar o tempo.
Aos 31min, quando o Palmeiras parecia perdido, Rivaldo fez a jogada mais bonita do jogo. Ele recebeu a bola sobre a linha da área. De costas para Luciano, driblou o zagueiro com um toque. Entrou livre na área, fuzilou Danrlei e empatou o jogo.
Depois do gol, o Palmeiras aumentou a pressão e o Grêmio, a “catimba”. Mas o juiz só descontou 1min32.” (Marcelo Damato – Folha de São Paulo, quarta-feira, 19 de abril de 1995)

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Palmeiras 2×2 Grêmio

PALMEIRAS: Velloso; Flávio Conceição, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; Amaral, Mancuso, Válber e Rivaldo; Maurílio (Lozano) e Paulo Isidoro.

Técnico: Valdir Espinosa
GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Luiz Carlos Goiano, Carlos Miguel e Arílson; Paulo Nunes (Magno) e Jardel (André Vieira).

Técnico: Luiz Felipe

Copa do Brasil 1995 – Oitavas de final – Jogo de volta
Data: 18 de abril de 1995, terça-feira
Local:
Estádio do Parque Antarctica, em São Paulo-SP
Juiz: Wilson Souza de Mendonça
Renda: R$ 139.400,00
Público: 12.473 pagantes
Cartões vermelhos: Dinho, Arílson e Luiz Carlos Goiano (G); Mancuso (P)
Gols: Luiz Carlos Goiano, aos 7min, e Paulo Nunes, aos 23min do primeiro tempo; Lozano, aos 8min, Rivaldo , aos 31min do segundo

1996 – Copa do Brasil – Grêmio 2×1 Palmeiras

June 19, 2012

“Há um esquema para favorecer o time paulista” Fábio Koff

“Vamos pedir a interdição do Olímpico” Seraphim del Grande

“O Palmeiras tem um estádio que só é liberado graças à certidão falsa e vem reclamar do Olímpico” Fábio Koff

“Terminado o jogo, o técnico Luiz Felipe protagonizou um dos poucos episódios lúcidos ocorridos nas duas horas que se seguiram. Aproximou-se calmamente de Alves e, sem gesticular, sem levantar a voz e sem se alterar, perguntou por que el havia anulado o gol. “Eu achei que foi impedimento”, respondeu o auxiliar, com tranqüilidade. “As televisões estão mostrando que não foi impedimento”, retrucou Luiz Felipe.
“Amanhã tu vais ficar com a consciência pesada”. O bandeirinha não pareceu se abalar. “Tudo bem, não há o que fazer”, conformou-se. (Zero – 8 de junho de 1996)

 


“Faltou um gol, justamente o gol que Jardel fez a 49 minutos do segundo tempo e que foi anulado pelo bandeira Paulo Jorge Alves e, depois de alguma relutância, ratificado pelo juiz Francisco Dacildo Mourão. Injustiça, erro desnecessário”
(Ruy Carlos Ostermann)

“A equipe do SBT, paulista, considerou legítimo o gol.” (Wianey Carlet)



“E o Grêmio mereceu os 3 a 1 que construiu e o bandeirinha impediu” (Juca Kfouri)

“Não pelo terceiro gol do Grêmio, aquele que levaria a decisão para os pênaltis, pois o lance extremamente duvidoso, embora para mim não houvesse impedimento nem de Roger, nem de Jardel” (Alberto Helena)

 

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Fontes: Folha de São Paulo e Zero Hora

Grêmio 2×1 Palmeiras

GRÊMIO: Danrlei, Arce, Rivarola, Luciano e Roger; Adílson, João Antônio, Aílton e Rodrigo Mendes (Zé Alcino); Paulo Nunes e Jardel
Técnico: Luís Felipe Scolari

PALMEIRAS: Velloso; Cafu, Sandro Blum, Cláudio e Júnior; Galeano, Amaral, Djalminha ( Roque Júnior) e Rivaldo;, Müller ( Marquinhos) e Luizão (Elivélton)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Copa do Brasil 1996 – Semifinal – Partida de volta
Data: 07 de junho de 1996, sexta-feira, 21h35min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 48.266 (36,808 pagantes)
Renda: R$ 384.050,00
Preço dos ingressos: Cadeira R$ 15,00 e Arquibancada R$ 10,00
Juiz: Dacildo Mourão (CE)
Auxiliares: Paulo Jorge Alves (RJ) e Marco Antônio Martins (MG)
Cartão Amarelo: Júnior, João Antônio, Sandro, Amaral, Cafu, Rodrigo Mendes, Paulo Nunes, Luciano, Arce, Adílson, Djalminha, Velloso e Cláudio
Cartão Vermelho: Sandro
Gols: Cláudio 12/2ºT, Jardel 16/2ºT e Zé Alcino 33/2ºT