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A camisa “Negresco” era mesmo azarada? Quem desenhou ela?

September 18, 2021

 

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Há exatos 25 anos o Grêmio fazia sua estreia na edição de 1996 da Supercopa. E também estreava seu novo fardamento, com a famigerada camisa “Negresco” (que ganhou essa alcunha pela semelhança com a antiga embalagem da bolacha da Nestlé, imagem abaixo). Nessa partida de estreia o Grêmio empatou, no Olímpico, em 3×3 com o Velez Sarsfield, após estar vencendo por 3×1.

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Muito em função disso, essa camisa costuma ser citada em listas de fardamentos considerados como “azarados” pelos torcedores. Eu sempre achei essa fama um tanto injusta. Porque o empate com o Velez foi um resultado ruim, mas absolutamente normal. Os Argentinos foram campeões do mundo em 1994, do Torneo Apertura 1995, do Clausura 1996 e acabaram conquistando aquela edição da Supercopa. Assim, fui pesquisar se havia mais alguma coisa que confirmasse esse suposto azar da camisa.

A Zero Hora, já no final de setembro daquele ano, publicou uma notinha fazendo uma relação entre o uso do uniforme nos seus dois primeiros jogos e os resultados negativos naqueles compromissos (em uma imagem mais abaixo dá pra notar que o jornal também repetiu a informação INCORRETA de que o Inter teria aposentado seu uniforme todo vermelho após o Gre-Nal do Brasileirão de 1977, mas falaremos disso em um outro post). A revista Placar, em dezembro de 1996, foi mais enfática ao usar os termos “uniforme azarado”, “camisa maldita” e “tremendo pé-frio”, após o terceiro jogo e a terceira derrota com o novo fardamento.

 

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Curiosamente depois desses três primeiros jogos o Grêmio não mais usou o calções (pretos, usados contra o Velez, e azuis contra Botafogo e Sport) e meias (preta e branca, usada contra Velez e Botafogo e azuis contra o Sport) que faziam parte do conjunto. Em 1997 e 1998 o Grêmio usou essa camisa em, pelo menos, outras 11 ocasiões, mas jogando com os calção todo preto ou todo branco e as meias branca ou celeste. Com essa alteração no fardamento,  o retrospecto da camiseta negresco melhorou bastante.

Nos 14 jogos (sendo o último um amistoso com o Guarani de Venâncio em janeiro de 1998) em que ela foi utilizada  o Grêmio teve 6 vitórias (42,8%), 5 empates (35,7%) e 3 derrotas (21,5%). No período entre o “debut” e a “aposentadoria” da camisa, o Grêmio fez um total de 114 jogos, com 50 vitórias (43,9%), 35 empates (30,7%) e 29 derrotas (25,4%).  Destes 114 jogos eu não consegui identificar o fardamento que o Grêmio utilizou na partida contra Santa Cruz em 11 de junho de 1997.

Vale lembrar que a partir da derrota em casa para o Brasil de Pelotas no Gauchão de 1997, o Grêmio passou a utilizar essa camisa com a marca Ironcryl na frente.

 

As matérias do Correio do Povo e da Zero Hora publicadas abaixo informam que o fardamento foi lançado numa terça-feira, véspera do jogo contra o Velez. Mas na minha memória eu tenho que ele foi revelado pelo conselheiro Zelio Hocsman, numa segunda-feira, no antigo Cadeira Cativa da finada TV Guaíba.

Lembro de ter gostado muito do fardamento na época do lançamento. Hoje eu não me atrevo a dizer que a camisa é bonita, mas sigo achando que o conjunto todo (especialmente nas múltiplas possibilidades com os calções e meias) é interessante. Para o bem ou para o mal acaba sendo uma epítome dos exageros dos anos 1990. E a marca d´água que apareceu pela primeira vez nessa camisa foi repetida em todas as camisas titulares até 1999.

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O logo da Conmebol já havia aparecido na camisa branca lançada em fevereiro de 1996. Mas eu nunca entendi muito bem porque ele apareceu nessa camisa também, visto que em setembro de 1996 o Grêmio já não era mais o “detentor” do título mais recente da Libertadores. De qualquer forma esse logo foi repetido nas camisas tricolores de 98 e 99.

Em um post de 2008, eu havia me referido a essa camisa como a “quarta” de 1996. Hoje eu acredito que o mais correto seja se referir a ela como a terceira camisa, uma vez que esse lançamento significou o fim (temporário, do uso da camisa celeste (que havia sido retomado em agosto de 1994). O Grêmio só voltou a utilizar uma camisa predominantemente azul com a chegada dos novos fardamentos de 1998 (mais precisamente no empate com o Santa Cruz nos Plátanos pelo Gauchão daquele ano).

As marcas da Penalty e da Renner passaram a ser aplicadas num material aveludado enquanto o distintivo do clube voltou a ser sublimado

 

 

E o mapa-mundi do distintivo do mundial foi usado em uma das estampas da camisa e dos calções.

No seu Trabalho de Conclusão de Curso publicado em 2005, Frederico Guaragna transcreve a informação dada por Wesley Cardia (vice-presidente de marketing do Grêmio em 1996) de que esse fardamento foi uma “iniciativa exclusiva do departamento de marketing do Grêmio.” Contudo, na última terça-feira, meu amigo Snel questionou o Eugênio Lumertz , no Twitter, sobre o envolvimento da agência de publicidade SL&M na criação deste uniforme, e ele contou que a “agência pediu pra fazer a 3ª camisa” e que Luciano Leonardo foi o Diretor de Arte responsável pela criação do modelo.

 

 

 

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“O caso do Grêmio e Penalty, em 1996 é um exemplo da necessidade e o sucesso das iniciativas de novos lançamentos. Apesar do seu ótimo momento futebolístico, com grandes conquistas, a direção do clube temia pela redução do volume de vendas das camisetas oficiais após a saturação do mercado. Então, por uma iniciativa exclusiva do departamento de marketing do Grêmio, foi lançado um modelo inédito em que as combinações entre calção e camiseta formavam ondulações. A então fornecedora aprovou o modelo e a média de vendas diária nos primeiros meses de lançamento surpreendeu: 5 mil unidades, o equivalente às médias mensais dos grandes clubes do futebol do país.(A gestão do marketing esportivo no futebol : caso Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense. Frederico Mandelli Guaragna)

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“VÉLEZ SIEMPRE SALE ADELANTE

PORTO ALEGRE.- Habrá que rescatar el resultado. Y punto. Vélez empató 3 a 3 con Gremio, luego de ir perdiendo por 3 a 1, y festejó en la noche brasileña. Estuvo cerca de la goleada, sufrió la expulsión de Pellegrino (a los gaúchos le echaron a Adilson) y pudo haber regresado con una catástrofe a cuestas. Pero se recuperó con más suerte que otra cosa y se llevó a Buenos Aires mucho más de lo que pensó en algún momento. De arranque, por una cuestión de localía -casi como una obligación en esto de los torneos internacionales-, el que salió a buscar el partido resultó Gremio. Y la verdad es que no le fue demasiado bien al principio. No por que jugara mal, sino porque el que se puso en ventaja fue Vélez. Una injusticia, pero también una realidad inapelable.

Habían transcurrido 21 minutos de la primera etapa y, mientras Gremio manejaba la pelota sin crear peligro, un perfecto contraataque vía Cardozo-Pandolfi-Camps terminó con un golazo de éste, a través de un remate desde fuera del área.

El árbol, esta vez, no impidió ver el bosque. Dicho con otras palabras, el fantástico tanto de Camps no escondió el gran problema que tenía Vélez: sólo con disparos desde bien lejos podía llegar hasta los dominios de Danrlei.

Pandolfi y Posse estaban demasiado solos, como para que todos recordaran a Asad, aún en vías de recuperación. (Dicho sea de paso, Palmeiras se preocupó por la rehabilitación del delantero y pidió una cotización oficial).

Igual, los de Piazza no se retrasaron tanto en el campo. Esperaron a Gremio en la media cancha y desde allí planificaron sus contraofensivas.

Claro que no contaban con que, pocos minutos después, Chilavert reaccionara tarde en un centro de Carlos Miguel y Saulo marcara el empate de cabeza. Ni con que Arce desnivelara a un minuto del final del primer tiempo con un magnífico tiro libre que lo hizo acreedor al duelo de paraguayos. Ni mucho menos con que Ailton pusiera el 3 a 1 a los dos minutos del segundo tiempo con un cabezazo que parecía inofensivo.

Gremio se agrandó. Carlos Miguel se erigía en manija, Paulo Nunes volaba por su lateral, Saulo hacía olvidar a Jardel y Vélez tambaleaba por su lateral derecho. Para colmo, Pellegrino se tuvo que ir expulsado junto con Adilson y hasta se pensó que la firmeza defensiva quedaba a un paso del derrumbe.

Se produce el milagro

Pero no. Este Vélez está hecho a prueba de derrumbes; tiene todo para perder y no pierde. Apenas quince minutos después, Danrlei le regaló el descuento a Morigi y, cuando todavía se pensaba en que el 2-3 era un buen resultado, Mauro Galvao se llevó por delante la pelota y decretó el 3-3. Una perfecta carambola que, dadas las circunstancias, le daba muchísimo a Vélez y nada de nada a Gremio. Entre tantos desperfectos defensivos, el partido resultaba emocionante. Y aún quedaban 25 minutos. Pero Gremio se desanimó, Vélez levantó más la guardia y el tiempo sobró.

Al final, Piazza y los suyos festejaron un resultado muy bueno; más si se pone sobre la balanza el juego de ambos equipos.

Y ya es casi una costumbre. Cuando juega bien o cuando lo hace mal, cuando lo merece y cuando no, y hasta cuando ni sus hombres creen en cambiar la historia, Vélez siempre sale adelante. Como anoche.

Los equipos

Dirigió el uruguayo Julio Matto (regular) y los equipos formaron así:

Gremio: Danrlei (4); Arce (6), Rivarola (5), Galvao (5) y Roger (5); Dinho (5), Adilson (capitán, 4), Ailton (4; 23 del ST, Joao Antonio) y Carlos Miguel (7), Paulo Nunes (6) y Saulo (6). Director técnico: Luiz Scolari.

Vélez: Chilavert (5); Méndez (4), Sotomayor (5), Pellegrino (capitán, 4) y Cardozo (5); Herrera (4), Gómez (5), Morigi (7) y Camps (5; 30 del ST, Domínguez); Posse (4; 41 del ST, Cordone) y Pandolfi (5; 21 del ST, Husain). Director técnico: Osvaldo Piazza.

Primer tiempo: 21, Camps (V); 30, Saulo (G), y 44, Arce (G).

Segundo tiempo: 2, Ailton (G); 17, Morigi (V), y 20, Galvao (G), en contra. A los 11 minutos fueron expulsados Adilson (G) y Pellegrino (V)” (La Nacion)

 

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Grêmio 3 x 3 Velez Sarsfield

GRÊMIO: Danrlei; Marco Antônio, Rivarola, Mauro Galvão e Roger; Adílson, Dinho (Émerson), Aílton (João Antônio) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Saulo.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

VELEZ SARSFIELD: Chilavert; Mendes, Sotomayor, Pelegrino e Cardoso. Herrera, Gomez, Morigi e Camps (Dominguez); Póssi (Cordoni) e Pandolfi (Moussain)
Técnico: Osvaldo Piazza

Data: 18 de setembro de 1996, quarta-feira, 21h30min
Local: Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 22.903 (17.597 pagantes)
Renda: R$ 111.887,00
Juiz: Júlio Matto (Uruguai)
Cartões Amarelos: Paulo Nunes, Dinho, Mendes e Sotomayor
Cartões Vermelhos: Adílson e Pellegrino
Gols: Camps aos 20, Saulo aos 30 e Arce aos 44 do 1º; Aílton aos 2, Moriggi aos 16 e Mauro Galvão (contra) aos 20 do 2ºtempo

1995 – Três meias diferentes nas três finais em casa

December 26, 2020

 

Uma curiosidade da temporada de 1995 é que o Grêmio jogou com três tipos diferentes de meias brancas nas três finais que fez em casa.

A mais peculiar foi a usada na partida de volta contra o Corinthians na final da Copa do Brasil. Elas foram usadas algumas vezes pelos goleiros nas partidas de Libertadores. Os jogadores de linha usaram ela no jogo contra o Flamengo pela Copa dos Campeões Mundiais (na qual Renato jogou um tempo pelo tricolor).

Como são poucos os jogos, são poucas as imagens e eu não consigo ter certeza do desenho. Suponho que esteja escrito Grêmio por cima da faixa preta da parte superior da meia, mas pode ser que esteja escrito Penalty e pode ser que fossem apenas listras.

 

Foto: Mauro Vieira (Folha de São Paulo)

 

Na final do Gauchão, o time usou a meia branca com listras pretas e azuis na parte de cima, com o logo da Penalty em branco. Essa meia já foi usada na campanha da Copa do Brasil de 1993 (por isso o tom de azul é bem mais escuro). Vale lembrar que essas meias também foram usadas nos jogos contra o Olimpia na Libertadores.

Foto: Placar

 

E na final da Libertadores foi usada a meia toda branca, com apenas o distintivo do Grêmio e escrito Penalty logo abaixo. Era meia que foi na maioria dos jogos da Copa do Brasil de 1994 e que era vendida para o público em geral.

Fonte: Zero Hora

Camisas Passeio Penalty 1992- Camarões 1990

November 29, 2018

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Wagner Fernandes, ex-zagueiro do Grêmio, publicou no seu Facebook fotos da excursão do tricolor à Guatemala e Honduras em 1992. Eu fiquei intrigado com as camisas de passeio que os jogadores gremistas estão usando nas imagens.

É um modelo muito parecido com o usado pela seleção de Camarões (e também pela seleção do Egito) na Copa do Mundo de 1990.  Há uma pequena diferença na gola (na camisa do Grêmio há uma sobreposição que não é visto nos modelos das seleções africanas) e obviamente nas (três) listras do ombro.

Não era incomum a Penalty copiar modelos criados pela Adidas, como já vimos na camisa de treino de 1991 (“inspirada” no modelo da Alemanha Ocidental de 1990) e na camisa da comissão técnica de 1991 (com o template da Holanda de 1988)

Roger Milla Kamerun luchst dem kolumbianischen Torwart René Higuita den Ball ab und erzielt danach

Foto: Norbert Schmidt (Spigel)

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Adaptação feita da ilustração de erojkit.com

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Template disponibilizado em https://fm-view.net

O modelo azul é muito parecido com a camisa titular do Schalke 04 na temporada 1990/1991

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Adaptação feita da ilustração de erojkit.com

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Template disponibilizado em https://fm-view.net

E a camisa branca se assemelha a usada por Mathias Sammer & Cia no último jogo oficial da Alemanha Oriental (contra a Bélgica em Bruxelas no ano de 1990).

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Marca d´água da Camisa de 1993 – Hibernian 1989

October 10, 2018

 

No início do ano, ao tentar recriar um uniformes clássicos do Grêmio para o Pro Evolution Soccer, eu acabei observando com mais atenção a marca d´água do que a Penalty usou nas camisas (titular e reserva) de 1993.

Se fosse me guiar exclusivamente pela memória, eu diria que o desenho dessa marca d´água é o logo da Penalty repetido em diversas orientações. Todavia, isolando ele (imagem acima, a direita) vemos que não é o caso.

E para minha surpresa, essa marca d´água não é uma criação da Penalty, uma vez que já havia sido usada pela Adidas na camisa da temporada de 1989 do Hibernian, da Escócia (fotos abaixo).

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Camisa Branca Penalty 1988 – Primeiro Semestre

February 12, 2018

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Já faz algum tempo que eu estou bastante intrigado com essa camisa reserva que o Grêmio utilizou na temporada de 1988. É um modelo da Penalty, bastante parecido com um usado pela comissão técnica do Atlético Mineiro em 1987.

Pelas minhas pesquisas, essa camisa só foi usada no amistoso contra o Pinheiros no Olímpico (primeiro jogo daquele ano) e na estreia do Grêmio na Supercopa contra o Boca na Bombonera. No segundo semestre de 88, nas demais vezes que o Grêmio usou a camisa branca nessa temporada, ela era branca com gola e punho azul, sem esse retângulo no peito.

Essa camisa não era registrada naquele setor com caricaturas de jogadores do Memorial Hermínio Bittencourt no Olímpico e nem é citada no livro “A História das Camisas dos 12 Maiores Times do Brasil).

boca 1988

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Fotos: Fernando Gomes (Zero Hora), Lemyr Martins (Placar), Historia de Boca e Acervo Histórico do Grêmio

 

Protótipo das Camisas de 1998

September 3, 2013

Em 18 de fevereiro de 1998, Grêmio e Inter anunciaram o seu novo patrocinador, a Chevrolet, em uma cerimônia no Salão Negrinho do Pastoreio do Palácio Piratini. Depois de três anos, a dupla voltava a ter o mesmo patrocínio. O então diretor de Assuntos Corporativos e Exportação da General Motors do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, disse que: “Patrocinar apenas um clube seria um equívoco indesculpável”. Desde então os clubes sempre tiveram o mesmo patrocinador master.
Cada clube recebeu cerca de 7 milhões de Reais por um contrato de três anos. O lançamento em si teve uma curiosidade. O Inter estampou o símbolo da Chevrolet em seu uniforme modelo 1997, enquanto o Grêmio apresentou a marca no que parece ser um protótipo do uniforme de 1998.
O curioso é que essas camisas nunca foram usadas em jogo, e o fardamento gremista de 1998 só foi ser oficialmente lançado em 3 de março, véspera da estreia do clube na Libertadores daquele ano. Alguns detalhes foram alterados na versão final. Na camisa tricolor entrou o patrocínio do Corsa junto com o logo de Chevrolet (que passou a ser estampado num retângulo metade azul, metade preto). Já na camisa azul entrou apenas a inscrição Banco GM.

Camisa Passeio 1986

June 4, 2012

Em 1986 o Grêmio fez uma excursão a Europa. Antes do jogo contra o Cynthia, a delegação teve um dia de folga em Roma, e o grupo aproveitou para conhecer alguns pontos turísticos de Roma.

A Zero Hora publicou algumas dessas fotos, feitas com uma câmera do Baidek que estava emprestada a Mazaropi. Eu achei bem interessante essa camisa azul da Penalty que o Maza e o China estão usando nas fotos.

O curioso é que essa camisa de passeio do Grêmio é bem parecida com a camisa reserva da época e da camisa titular de jogo do Santo André, usada em 1987 quando Wladimir e Luis Pereira jogavam por lá.

Aparentemente era feita de um tecido mais “avançado” do que o de algodão que o Grêmio adotava na sua camisa titular na época.

Camisa de Treino 1994 – "Fluminense"

April 13, 2012

O site oficial do Fluminense tem uma seção que considero muito interessante onde é contada a história do uniforme do clube. Um exemplo é a explicação do modelo reserva criado pela Penalty para o tricolor das Laranjeiras em 1992:

“A idéia dessa camisa de design inusitado, surgiu da necessidade de se dificultar a ação de falsificadores, já que o uniforme anterior todo branco era fácil de ser copiado. Lançada em 24 de janeiro de 1992 a considerada espalhafatosa demais por muitos torcedores, introduzido a gola branca tipo pólo com borda tricolor que seria imitado tanto pela Reebok como pela Adidas, futuros fornecedores do Flu. A logomarca estampada na camisa era da Coca-cola, que já vinha patrocinando o clube desde 1987.”

Foi a camisa que o Fluminense usou na final da Copa do Brasil de 1992 e no confronto contra o Grêmio pelo Brasileirão de 1993, no Maracanã (foto abaixo):

A curiosidade é que o Grêmio, que também tinha a Penalty como fornecedora de material esportivo nos anos 90, e acabou usando um uniforme de treino azul que se valia do mesmo desenho, conforme se pode verificar nas fotos abaixo de Felipão e Fabinho na temporada de 1994:

Camisa Comissão Técnica 1991 – Holanda 1988

February 6, 2012


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Além da camisa do treinador “inspirada” na camisa da Alemanha na Copa de 1990, outra peça curiosa produzia pela Penalty para o Grêmio é essa da foto acima.

Trata-se de uma clara cópia (ou seria homenagem?) do desenho criado pela Adidas para Eurocopa de 1988, que ficou eternizado pela Seleção de Holandesa de Van Basten & Cia. A URSS usou a mesma estampa no referido torneio. O uniforme da reserva da Alemanha entre 1988 e 1990 valia-se do mesmo desenho. Nesse tom de azul, o uniforme foi usado pela seleção dos EUA em 1988 e pelo Belenenses, de Portugal, em 1989.

Alguns colecionadores afirmam que essa versão gremista é de 1988. Contudo, nas minhas pesquisas, eu só achei imagens dela sendo usada, por membros da comissão técnica, no começo dos anos 90, como nas fotos abaixo que registram treinos em 1991.

 

Outra curiosidade é que, recentemente, a Adidas fez uma releitura desse desenho, aplicando-o em azul numa hipotética camisa Jedi, na coleção em homenagem ao filme “Guerra nas Estrelas”

Camisa Treino Penalty 1991/1992 – Alemanha 1990

January 25, 2012

Certamente um dos desenhos mais famosos da história das camisetas de futebol é o que Adidas fez para a seleção da Alemanha Ocidental usar na Eurocopa de 1988 e na Copa de 1990. Um design que marcou e influenciou muito. A própria Adidas repetiu esse padrão em outras equipes, como o Boca Juniors em 1989.

GREMIO ALEMANHA 1990a

 

Existe um site que se arrisca a montar camisas imaginárias, aplicando este desenho na camisa de times brasileiros. Achei a do Fluminense interessante, mas não gostei muito do resultado da camisa imaginada para o Grêmio (no dos outros sempre é refresco).

O curioso é que o tricolor já teve um uniforme inspirado nesse clássico alemão, mas era uma camisa de treino, feita pela Penalty. Nas fotos acima e abaixo, Valdir Espinosa usa tal peça no início de 1992 e no final de 1991.

Link

P.S. Nessa mesma época, a penalty também aplicou esse desenho na camisa titular do América Mineiro. O coelho inclusive usou ela nos confrontos contra o tricolor em 1992.

P.S. 2: A NR fez uma camisa parecida com essa para o Napoli, na temporada 1989/1990.