Archive for the ‘River Plate’ Category

Libertadores 2018 – River Plate 0x1 Grêmio

October 24, 2018

2018 JUAN MABROMATA conmebol 12018 JUAN MABROMATA conmebol 22018 German Garcia Adrasti clarin

O Grêmio teve (diante das circunstâncias ) uma exibição quase perfeita diante do River no Monumental de Nuñez. Desfalcado dos seus principais jogadores de ataque, o tricolor não aparentou nenhum desconforto ao alterar sua maneira de atuar, abrindo mão da posse de bola, deixando a iniciativa para os mandantes e buscando desacelerar o ritmo do jogo. Ademais, o time não teve nenhum pudor em utilizar as faltas marcadas a seu favor para forçar a bola na área do adversário (aproveitando para gastar um bom tempo em cada cobrança). A estratégia deu certo e o River praticamente só teve oportunidades em chutes de fora da área.

Acertada também foi a escalação de Renato. Conforme previra Romero Jucáa solução mais fácil era botar o Michel“. O gol, por si só, já justificaria a titularidade do camisa 5, mas sua entrada teve como efeito colateral benigno o posicionamento mais adiantado de Cícero. O camisa 10 foi bem nesse papel, auxiliou na marcação, apareceu na frente e arriscou chutes de fora da área (eu sigo sem entender porque Cícero, um jogador que domina tantos fundamentos do jogo, não é mais valorizado por parte da torcida e imprensa). O tricolor teve pouco jogos pelo lado do campo (Ramiro retornava de lesão e Alisson se dedicou bastante a marcação), mas em compensação Jael, que foi valente na briga com os zagueiros adversários, conseguiu segurar bem a bola no campo de ataque.

Fiz questão de dizer que a atuação tricolor foi quase perfeito. Porque o time cometeu por duas vezes o mesmo erro em escanteios, quando Maidana cabeceou livre após um jogador do River bloquear a tentativa de marcação de Kannemann (tal qual um corta-luz/pick-and-roll do basquete).

Alem do aspecto tático, o time do Grêmio também esteve muito bem na parte física. O tricolor ganhou a maioria das divididas e rebotes.  O River não foi avassalador como prometera o seu técnico e muitos dos seus jogadores pareciam estar “numa pilha errada” (chegou a ser engraçado ver Borré tentando intimidar Kannemann com gritos no início da partida).

Gremio x River Plate2018 Gustavo Garello ole

Esse número azul royal no calção branco ficou ainda mais sem sentido quando combinado com a camisa titular.

Marcelo Gallardo pareceu estar mais bronzeado do que o eterno Rei do Rio Renato Portaluppi

2018 afp oleRiver vs Gremio Semifinal Copa Libertadores Foto Juano TesoneRiver vs Gremio Semifinal Copa Libertadores Foto Juano TesoneRIVER GREMIO DE PORTO ALEGRE  foto MARCELO CARROLLGremio x River PlateRiver vs Gremio Semifinal Copa Libertadores Foto Juano Tesone

2018 eduardo moura geFotos: Juan Mabromata (Conmebol) Juano Tesone, German Garcia Adrasti, Marcelo Carrol e Gustavo Garello (Olé e Clarin) Lucas Uebel (Grêmio.net) e Eduardo Moura (GloboEsporte)

River Plate 0x1 Grêmio

River Plate: Armani; Montiel, Maidana, Pinola e Casco; Ponzio (Enzo Pérez, 30’/2º), Palacios (Ignacio Fernández, 21’/2º), Quintero e Pity Martínez; Borré e Scocco (Lucas Pratto, 12’/2º)
Técnico: Marcelo Gallardo

Grêmio: Marcelo Grohe; Leonardo, Geromel, Kannemann e Bruno Cortez; Michel, Maicon, Ramiro (Thaciano, 44’/2º), Cícero e Alisson (Kaio, 49’/2º); Jael (Thonny Anderson, 36’/2º).
Técnico: Renato Portaluppi

Libertadores 2018 – Semifinal – Jogo de Ida
Data: 23 de outubro de 2018, terça-feira, 21h45min
Local: Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires-ARG
Árbitro: Victor Carrillo (PER)
Auxiliares: Jonny Bossio (PER) e Victor Raez (PER)
Quarto Árbitro: Diego Haro (PER)
VAR: Leodan González (URU)
AVAR 1: Esteban Ostojich (URU)
AVAR 2: Richard Trinidad (URU)
Cartões amarelos: Borré, Maidana, Pinola, Ponzio, Alisson, Kannemann
Gol: Michel, aos 16 minutos do segundo tempo.

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Confrontos entre River Plate e Grêmio em Buenos Aires

October 23, 2018
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Foto: Fabian Gredillas (O Sul)

Segue abaixo uma lista de todos confrontos entre River Plate e Grêmio em Buenos Aires com links para posts com a ficha de cada um deles:

Supercopa 1988 – River Plate 3×1 Grêmio
Supercopa 1989 – River Plate 2×1 Grêmio
Supercopa 1991 – River Plate 2×2 Grêmio
Supercopa 1995 – River Plate 3×2 Grêmio
Copa Mercosul 1998 – River Plate 3×1 Grêmio
Copa Mercosul 2001 – River Plate 2×4 Grêmio
Libertadores 2002 – River Plate 1×2 Grêmio
Libertadores 2018 – River Plate 0x1 Grêmio

 

Supercopa 1988 – River Plate 3×1 Grêmio

October 23, 2018
1988 arivaldo chavez zh river gremio

Foto: Arivaldo Chaves (Zero Hora)

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Foto: Arivaldo Chaves (Zero Hora)

1988 arivaldo chavez zh river gremio capa

GRÊMIO NÃO RESISTIU À PRESSÃO ARGENTINA
Pressão foi forte e River chegou ao gol da classificação no último minuto

Apesar de ter Jogado um bom futebol no segundo tempo, o Grêmio foi desclassificado da Supercopa, ao ser derrotado por 3 a 1. O time argentino saiu na frente, com gol contra de Alfinete, mas Lima empatou. O River ver ainda perdeu um pênalti, mas, ao expulsar Cuca e Luis Eduardo, o juiz desfalcou o Grêmio, que não resistiu e nos dez minutos finais perdeu o jogo.” (Zero Hora, 12 de maio de 1988)

INDIGNAÇÃO COM ARBITRAGEM DE LUÍS BARRANCOS
Enquanto os jogadores do River comemoravam a classificação, os gremistas, com Mazaropi alterado, partiram para cima do árbitro Luis Barrancos. Eles estavam inconformados com a expulsão de Luis Eduardo e também a marcação do pênalti (desperdiçado). Mazaropi estava irritado e sentia-se prejudicado:
— Assim nunca haverá um time brasileiro nas finais. O que esse juiz fez foi vergonhoso. Primeiro que aquele pênalti não existiu. Depois, o Luis Eduardo fez uma falta normal e foi expulso. Só assim o River conseguiria ganhar, com 11 contra nove.
O presidente Paulo Odone também estava inconformado com a arbitragem boliviana e disse que o Grêmio ainda é o melhor dos times que disputou a Supercopa:
— Se a arbitragem no Olímpico fosse assim, o River teria dois expulsos lá. Esse descritério nos prejudicou. De qualquer forma, valeu a experiência e na outra Supercopa seremos campeões. Nem o River é melhor que nós.” (Zero Hora, 12 de maio de 1988)

1988 arivaldo chavez zh river gremio GOL CONTRA ALFINETE

Foto: Arivaldo Chaves (Zero Hora)

1988 arivaldo chavez zh river gremio ruggeri lima

Foto: Arivaldo Chaves (Zero Hora)

River Plate 3×1 Grêmio

RIVER PLATE: Nery Pumpido; Jorge Borelli, Nelson Gutiérrez, Oscar Ruggeri e Pablo Erbín (Carlos Enrique 19 do 2ºT); Ernesto Corti, Pedro Troglio e Omar Palma; Jorge Da Silva (Ramón Centurión 5 do 2ºT), Antonio Alzamendi e Claudio Caniggia
Técnico: Carlos Timoteo Griguol

GRÊMIO: Mazaropi; Alfinete, Astengo, Luis Eduardo e Airton Ravagniani; Amaral, Bonamigo, Valdo e Cuca; Jorge Veras (Joao Antonio 20 do 2ºT) e Lima
Técnico: Otacilio Gonçalves

Supercopa 1988
Data: 11 de maio de 1988, quarta-feira
Local: Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires-ARG
Árbitro: Luis Barrancos (FIFA/BOL)
Auxiliares: Jorge Antequera e Armando Ralaga
Cartões Amarelos: Borelli, Amaral, Airton, Valdo, João Antonio, Mazzaropi e Astengo
Cartões Vermelhos: Cuca e Luis Eduardo
Gols: Alfinete (contra) aos 24 minutos do primeiro; Lima, aos 2 minutos, Centurion aos 38 e Alzamendi aos 44 minutos do segundo tempo

Supercopa 1989 – River Plate 2×1 Grêmio

October 23, 2018
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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

GRÊMIO LUTA MUITO, MAS ESTRÉIA COM DERROTA PARA O RIVER PLATE
Uma falha no início e um erro do árbitro definiram o resultado. Grêmio reagiu bem, mas perdeu muitas chances e agora precisa vencer

Mesmo com uma boa atuação, para o número de desfalques (seis, ao todo), o Grêmio não resistiu ao River Plate, ontem à noite, no Monumental de Nudez, em Buenos Aires, e perdeu por 2 a 1, gois marcados por Adilson Heleno, para o Grêmio, Centurion e Borrelli. Com este resultado, seguiu o mesmo destino dos outros clubes brasileiros, que também perderam na estréia da Supercopa. Agora, precisa apenas de uma vitória simples, por diferença dois gols, no jogo de volta, no Olímpico.
O time de Cláudio Duarte começou o jogo como se previa. Esperando o adversário em seu próprio campo e aproveitando para partir nos contra-ataques. Mas uma falha dupla de Trasante e Alfinete permitiu que, aos 16 minutos, o atacante Centurion abrisse o marcador, mudando toda a estratégia do time gaúcho. Aos 23 minutos, já mais ambientado à partida, o Grêmio perdeu sua primeira situação clara de gol, com Nando chutando fraco para a defesa aliviar a escanteio. Mas aos 41 minutos, Adilson Heleno empatava o jogo, concluindo de primeira uma jogada de Hélcio pela esquerda. A alegria brasileira durou pouco. Aos 44 minutos, Borrelli desempatou, em mais uma falha da confusa defesa gremista, que reclamou impedimento de Zamora.
Na segunda etapa, o Grêmio pressionou muito, perdendo algumas boas oportunidades de gol. Aos 22 minutos, Edinho bateu falta frontal a grande área, mas Comizzo defendeu. Mas a melhor situação de gol foi desperdiçada por Alfinete, aos 32 minutos, chutando no travessão, após o escanteio cobrado por Darci. O centroavante Nando também teve chance de empatar, mas chutou sobre o goleiro Comizzo, ficando mesmo no 2 a 1.” (CARLOS ALBERTO FRUET, Enviado a Buenos Aires, Zero Hora 06 de outubro de 1989)

CLÁUDIO DIZ QUE A DEFESA ERROU MAIS NO SEGUNDO GOL
O técnico Cláudio Duarte preferiu analisar mais a falha da defesa do Grêmio do que o erro do juiz no segundo gol do River. Para o treinador, a defesa não poderia ter parado à espera do impedimento:
— Nem quero discutir se havia ou não impedimento. Nós havíamos combinado que não procuraríamos deixar o ataque deles impedido. E paramos naquele lance. Se o rapaz estava ou não impedido é outra história, mas nós não podemos parar nunca.
Apesar disso, Cláudio mostrou-se conformado com o resultado e lamentou apenas as oportunidades perdidas: — Precisamos voltar àquela maré boa das outras competições. Antes, tínhamos duas ou três chances marcávamos. Agora, desperdiçamos inúmeras oportunidades e o adversário, com duas apenas, marcou dois gols. Mas acho que o Grêmio tem condições de recuperar este resultado em casa, no segundo jogo. ” (CARLOS ALBERTO FRUET, Enviado a Buenos Aires, Zero Hora 06 de outubro de 1989)

 

RIVER DERROTA GRÊMIO
Buenos Aires (Sport Press-Especial) — O Grêmio foi o quarto clube brasileiro a perder na primeira rodada da Supercopa. Na noite desta quinta-feira, no estádio Monumental de Nunez, foi derrotado pelo River Plate por 2 a 1, apesar de ter dominado quase toda a partida. Os gols surgiram no primeiro tempo, através de Centurion, aos 2 minutos, fazendo 1 a 0 para o River Plate, Adilson Heleno, aos 41, empatando para o Grêmio, e Borrelli, aos 45, dando a vitória aos argentinos. “(O Liberal – 06 de outubro de 1989)

 

 

RIVER PLATE: Comizzo; Basualdo, Higuain, Corti e Gomez; Batista, Talarico (Medina Bello) e Hernan Diaz; Zamora (Hector Henrique) Borreli e Centurion.
Técnico: Reinaldo “Mostaza” Merlo

GRÊMIO: Gomes; Alfinete, Trasante, Edinho e Hélcio; Jandir, André (Darci), Adilson Heleno e Assis; Sérgio Araújo (Gilson) e Nando.
Técnico: Cláudio Duarte

Supercopa 1989 –
Local: Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires-ARG
Data: 05 de outubro de 1989
Árbitro: Salvador Imperatore (Chile)
Auxiliares: Hernan Silva e Gaston Castro

Supercopa 1991 – River Plate 2×2 Grêmio

October 22, 2018
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Foto: Roberto Santos (Folha de Hoje)

River e Grêmio se enfrentaram em Buenos Aires pelo jogo de ida das oitavas de final da Supercopa de 1991. Era a segunda partida de Renato na sua segunda passagem como jogador no segundo semestre daquela temporada.

Como curiosidade, vale citar que Jorge “Pipa” Higuain que marcou o gol de empate do River é o pai do Gonzalo “Pipita” Higuain.

GRÊMIO FAZ JOGÃO EM BUENOS AIRES
Time gaúcho esteve duas vezes na frente, mas cedeu empate. Caio e Sidmar foram os grandes nomes da noite portenha

o Grêmio surpreendeu ontem à noite em Buenos Aires. O time vinha de duas fracas apresentações no Gauchão, mas superou-se e conseguiu um excelente empate em 2 a 2, contra o River Plate, pela Supercopa dos Campeões. A decisão da vaga para a próxima fase será no Olímpico, no próximo dia 10.

O River Plate queria garantir a vitória em casa para não ter que decidir a vaga em Porto Alegre. Por isso, o time do experiente técnico Daniel Passarela, partiu para o ata-que. Com todos os jogadores recuados, exceção de Renato e Alcindo, o Grêmio procurava explorar os contra-ataques e o fazia muito bem.

Foi num deles, aos 12 minutos, que Renato sofreu uma falta na esquerda. Lira cruzou na área, a zaga tentou fazer a linha de impedimento, mas Higuain permaneceu dando condições a Caio que dominou e mandou urna bomba de perna direi-ta, marcando o primeiro gol gremista.

O tricolor cedeu espaços e o River cresceu no jogo. Aos 21 minutos, Sponton, cobrou uma falta com perfeição e empatou o jogo. O River continuou com mais presença até o fim do primeiro tempo. Na segundo tempo, o River perdeu Berti, lesionado aos 3 minutos. Aos 19, Renato fez excelente jogada e Juninho, depois de Alcindo, chutou sobre o gol. O Grêmio melhorou e aos 27, Polaco cobrou falta da direita, Alcindo antecipou-se ao goleiro e cabeceou marcando o segundo gol do Grêmio. A alegria gaúcha durou pouco. Aos 28 minutos Higuain empatou, também de cabeça, após uma cobrança de escanteio.

Depois disso, os dois times perderam s árias oportunidades de marcar, principalmente o River, mas Sidmar brilhou e impediu a derrota de suas equipes. Melhor para o Grêmio.”(Folha de Hoje, 2 de outubro de 1991)

OS DOIS DESTAQUES
Dois jogadores do Grêmio merecem destaque por suas atuações: Caio e Sidmar. O primeiro pela garra e espírito de luta que mantem cm campo. Ontem, no em-pate contra o River Plate, que agora dá a condição ao Grêmio de disputar a vaga em casa, Caio foi um guerreiro singular. Correu muito, marcou implacavelmente, fez jogadas e tabelas que enlouqueceram os argentinos e ainda fez um golaço. A convicção de Caio nas jogadas contagiou os gremistas. A maioria das emissoras de rádio o escolheu como o melhor jogador em campo. E pelo gol e pela raça, com a maior justiça. Sidmar salvou o Grêmio em quatro oportunidades. Por duas vezes os atacantes argentinos poderiam ter mar-cado, pois estavam livres na área. Entretanto, mesmo tendo se destacado em vários lances, Sidmar merece um pequeno puxão de orelhas, pois teve uma parcela de culpa no primeiro gol do River. Se por um lado o atacante Sponton fez um belo gol, por outro ele armou mal a barreira. De resto, o conjunto gremista merece aplausos.” (Folha de Hoje, 2 de outubro de 1991)

GOLS E EMOÇÃO NO BOM EMPATE DO GRÊMIO CONTRA O RIVER PLATE
Caio abriu o placar e Spontón empatou. Na etapa final, Alcindo fez 2 a1, mas Higuain igualou. Vitória simples garantirá vaga gaúcha

O Grêmio conseguiu um bom resultado ontem à noite em Buenos Aires: empatou com o River Plate em 2 a 2 e agora precisa uma vitória por diferença mínima na quinta-feira, em Porto Alegre, para passar à etapa seguinte da Super. Se houver empate a decisão acontecerá nos pênaltis.

Valdir Espinosa jogou pelo regulamento e escalou o jovem Grotto no lugar de Bizu para fechar o meio-campo. O empate era um bom resultado e o Grêmio começou muito bem. Aos 1, Lira cobrou falta da esquerda, os argentinos tentaram criar o impedimento e a bola sobrou para Caio, que bateu sem chances para o goleiro. Gol legal

Apesar do apoio da torcida, o River não conseguiu progredir porque o Grêmio se organizou bem. Mas aos 20 minutos, Sponton aproveitou um tiro livre direto e bateu muito forte, no canto esquerdo: 1 a 1. Depois seguiu-se um jogo truncado, de muita marcação, com Renato e Ramón Diaz não conseguindo os esperados lances de ataque para seus times.

ATAQUE – No segundo tempo, logo aos nove minutos, Berti foi atingido no tornozelo por Vilson e saiu. Entrou Lavalle. Mas quem atacou com muito perigo — e primeiro – foi o Grêmio. Renato deu o passe para Alcindo, que chutou e Juninho, livre, concluiu por cima. Aos 27 Polaco cobrou falta, Comizzo não segurou a bola e Alcindo, mesmo desiquilibrado, completou. Só que a vitória gremista durou um minuto, pois Higuain empatou, de cabeça, aos 28. Foi um jogo que agradou aos torcedores presentes no estádio pela emoção. Sidmar salvou gol certo de Spontón. E Caio também quase marcou. Foi um resultado justo, pois o goleiro gremista ainda fez mais duas grandes defesas” (Antonio Bavaresco, enviado a Buenos Aires, Zero Hora, 02 de outubro de 1991)

DIÁRIO DE VIAGEM – Uma babel dolarizada
O saguão do hotel era uma confusão de línguas. Aos turistas americanos, sul africanos e escandinavos que já andavam por aqui, juntou-se uma turma barulhenta brasileira, ainda sob o efeito do “pulo” dado pelo dólar no Brasil. Aqui, o efeito da alta foi pequeno. Maior foi a surpresa do atacante Diego Aguirre, agora jogando no Independiente da Argentina, cuja delegação está também hospedada aqui no Continental, quando soube o valor da transação que envolveu o empréstimo do Renato ao Grêmio. Na conversa, declarou-se incrédulo e pediu minha confirmação, diante de seus colegas de clube, que se recusavam a aceitar a informação. Para se ter uma idéia, Ramón Diaz, o argentino mais bem pago ainda em atividade por recebe US$ 100 mil por ano. Para quem não lembra, Renato recebera cerca de US$ 70 mil por mês” (Antônio Bavaresco, de Buenos Aires, Zero Hora, 02 de outubro de 1991)

River Plate 2×2 Grêmio

GRÊMIO: Sidmar; Polaco, João Marcelo, Vílson e Lira; Pino, Grotto, Volnei Caio e Juninho (Bizú 22 do 2ºT); Renato Portaluppi, Alcindo Sartori
Técnico: Valdir Espinosa

RIVER PLATE: Angel Comizzo; Jorge Gordillo, Jorge Higuaín, Guillermo Rivarola eCarlos Enrique; Júlio Toresani, Leonardo Astrada, Juan Borrelli eSérgio Berti (Pablo Lavallén 10 do 2ºT); Cláudio Spontón e Ramón Díaz
Técnico: Daniel Passarela

Supercopa 1988 – Oitvas de final – Jogo de ida
Data: 2 de outubro de 1991
Local: Estádio Monumental de Nuñez, Buenos Aires – ARG
Árbitro: Enrique Marin (Chile)
Auxiliares: Gaston Castro e Ivan Guerrero
Cartões Amarelos: Toresani, João Marcelo, Ramon Diaz a Volnei Caio
Gols: Caio, aos 11 minutos; Spontón aos 20 do 1º tempo; Alcindo Sartori aos 27 minutos e Jorge Higuaín aos 28 do segundo tempo

Supercopa 1995 – River Plate 3×2 Grêmio

October 22, 2018
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Foto: La Nacion

Em 1995, o Grêmio perdeu por 3×2 no tempo normal para o River em Buenos Aires e acabou sendo eliminado nos pênaltis, em jogo válido pelas quartas de final da Supercopa.

Interessante notar na matéria da Zero Hora transcrita abaixo que Felipão reclama do cansaço do time. E não era pra menos. Num intervalo de 7 dias o Grêmio atuou quatro vezes. Primeiro no jogo de ida contra o River em Porto Alegre. Depois, no domingo, contra o Sport em casa pelo Brasileirão. Na terça-feira, um Gre-Nal no Beira-Rio e 48 horas depois o jogo de volta contra o River em Buenos Aires. O tricolor só usou 17 atletas diferentes nesses jogos e Danrlei, Rivarola e Luciano jogaram os 90 minutos dos 4 compromissos.

DERROTA NOS PÊNALTIS ELIMINA O GRÊMIO
O campeão da Libertadores foi heroico no segundo tempo, mas o River teve competência na série decisiva

Grêmio e River Plate fizeram uma partida emocionante pela Supercopa dos Campeões da América, no Estádio Monumental de Nunez, em Buenos Aires, ontem à noite. A equipe argentina foi superior e fez 2 a 0 no primeiro tempo. O time de Luiz Felipe se recuperou no segundo tempo e empatou o jogo. O River, porém, chegou aos 3 a 2. O resultado levou a decisão para os pênaltis (o time gaúcho vencera em Porto Alegre 2 a 1) e o Grêmio não foi bem. Dinho e Arílson bateram bem, mas Émerson e Goiano chutaram fraco para defesas de Irigoytia. Francescoli, Gallardo, Ortega e Hernán Diaz marcaram para os argentinos, definindo os 4 a 2 da classificação do River. A próxima fase da Supercopa terá dois clássicos nacionais: River Plate x Independiente, na Argentina; Flamengo x São Paulo, no Brasil. A equipe gaúcha volta a jogar pelo Brasileirão neste domingo, contra o Vasco, no Estádio Olímpico.

Os argentinos dominaram completamente o Grêmio na etapa inicial. Desde o chute de Ortega, aos 30 segundos de partida, o River não parou mais de atacar. Atordoado com o ímpeto do adversário, o Grêmio teve problemas para conter os talentosos Ortega, Francescoli e Amato. Aos 12 minutos. Ayala, livre, aparou uma cobrança de falta ao lado da área e, de cabeça, abriu o placar. A 13 minutos do final do primeiro tempo, Francescoli confirmou a atuação de luxo da equipe cobrando falta com perfeição, no ângulo 2 a 0.

Com uma marcação mau forte sobre Ortega e Francescoli, o Grêmio conseguiu equilibrar o jogo na segunda etapa. Aos 10 minutos, Arilson pegou um rebote de fora da área e chutou violentamente: 2 a 1. O gol devolveu a confiança à equipe de Luiz Felipe. Os jogadores do River Plate sentiram a mudança de ânimo do time gaúcho. Pouco depois dos 20 minutos, Ayala fez gol contra quando tentou interceptar cruzamento de Paulo Nunes, O empate de 2 a 2 garantia a passagem do Grêmio para as semifinais da Supercopa. Aos 29 minutos, no entanto, o oportunista Francescoli fez o terceiro gol do River, o segundo dele, levando a decisão para os pênaltis A torcida argentina foi ao delírio e se preparou para vaiar o volante Dinho, o primeiro a cobrar. Experiente, Dinho marcou. Francescoli empatou para River. Émerson cobrou fraco e Irigoytia defendeu. Gallardo colocou o Rever em vantagem. Arilson, o melhor jogador do Grêmio, chutou alto, indefensável. Danrlei quase pegou o chute de Ortega, mas não evitou o gol. A exemplo de Emerson, Goiano também errou. Bastava apenas um gol para o River passar à próxima fase e Diaz não desperdiçou a chance.” (Zero Hora, 3 de novembro de 1995)

CANSAÇO COMPLICOU A SITUAÇÃO DO TIME

O Grêmio perdeu ontem a vaga para as semifinais da Supercopa dos Campeões porque o time estava exausto. Esta foi a explicação do técnico Luiz Felipe para a derrota contra o River Plate, no Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. De acordo com o treinador, a maratona de jogos que a equipe vem enfrentando pelo Brasileirão e a Supercopa está deixando o grupo debilitado fisicamente. “Nós não tínhamos as mínimas condições de fazer gols no River, o time estava muito cansado e só empatamos por obra do acaso”, afirmou Luiz Felipe logo depois da partida. Mas a derrota nos pênaltis não ocorreu apenas por causa do desgaste generalizado dos jogadores, conforme o treinador. “Tivemos erros de posicionamento e de marcação.

Para Luiz Felipe, o time terá de tirar as lições da derrota para os argentinos. A equipe foi ingênua em alguns momentos, principalmente nas bolas paradas. Os três gols do River partiram de cobranças de falta. Em dois deles, a defesa falhou na marcação a Ayala e Francescoli, que não desperdiçaram. “Os jogadores têm de saber que um pequeno erro numa decisão pode complicar tudo”, alertou. Quanto aos pênaltis, Luiz Felipe disse que os argentinos tiveram o equilíbrio necessário para a decisão.

A preocupação de Luiz Felipe, agora, é somar mais pontos pelo Brasileirão, livrar o clube do risco de disputar uma repescagem para fugir do rebaixamento. “Só assim nós poderemos trabalhar o grupo para Tóquio com tranquilidade”, disse o técnico.”  (Zero Hora, 3 de novembro de 1995)

RIVER PLATE: Joaquín Irigoytia ; Ricardo Altamirano, Guillermo Rivarola (Gabriel Amato), Celso Ayala e Juan Gómez;  Leonardo Astrada, Matias Almeyda, Hernán Díaz, Marcelo Gallardo; Ariel Ortega e Enzo Francescoli.
Técnico: Ramón Díaz

GRÊMIO: Danrlei ; Marco Antonio (Wagner), Catalino Rivarola, Lucianoe Roger; Dinho,Luis Carlos Goiano,  Arílson e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Émerson) e Jardel.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Supercopa 1995 – quartas de final – jogo de volta
Data: 2 de novembro de 1995, quarta-feira.
Local: Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires-ARG
Árbitro: Julio Matto (URU)
Cartões amarelos: Luciano, Catalino Rivarola, Danrlei, Jardel, Goiano, Ayala e Guillermo Rivarola
Cartão vermelho: Jardel
Gols: Ayala, aos 12 minutos e Francescoli, aos 32 do primeiro tempo; Arilson, aos 10, Ayala (contra) aos 20 e Francescoli aos 29 minutos do segundo tempo

Copa Mercosul 1998 – River Plate 3×1 Grêmio

October 19, 2018
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Foto: La Nacion

River Plate e Grêmio se enfrentaramenos Aires na última rodada da fase de grupos da Copa Mercosul 1998. O tricolor precisa de uma vitória simples para avançar as quartas de final, enquanto os mandantes precisavam vencer por dois gols de diferença para se classificar.

E os donos da casa conseguiram o placar de 3×1 com um gol de pênalti, nos acréscimos, convertido por Gallardo, atual treinador do River.

Vale lembrar que depois desse jogo, o Grêmio venceu 5 dos 6 jogos restantes da primeira fase do Brasileirão e conseguiu se classificar para os playoffs na oitava posição.

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Foto: Zero Hora

MAIS UM FRACASSO TRICOLOR
Grêmio é eliminado da competição e tem quatro jogadores expulsos

Houve esforço, iniciativa, marcação forte, é verdade. Quanto a isso ninguém poderá reclamar de River Plate e Grêmio, ontem à noite, em Buenos Aires. O difícil mesmo foi enxergar futebol: passes corretos, lançamentos com alguma lucidez, tabelas de atacantes, toques de primeira, avanços verticais rumo ao gol, nada disso se viu no Monumental de Nufiez. Não fosse pelo golaço de Aimar aos 32 minutos da etapa final, o segundo dos argentinos, o jogo poderia ser considerado ruim, apesar dos quatro gols. Mas o golaço de Aimar de fora da área valeu o ingresso. Antes, Pizzi tinha aberto o placar de cabeça, aparando cruzamento da direita. O Grêmio ainda descontou em um gol contra de Berizzo, mas Galhardo fechou o placar de pênalti. A derrota por 3 a 1 eliminou o clube da Copa Mercosul e classificou o River.

Resta ao Grêmio; terminar o Brasileirão numa numa boa classificação. Hoje, ocupa a 16ª colocação, faltando, seis rodadas para encerrar a primeira fase. Ontem o Grêmio não jogou bem em nenhum momento, mas resistia aos ataque do River com o trio de volantes Fabinho, Goiano e Djair. Com ltaqui ajudando na marcação, os argentinos não conseguiam chegar à frente. Isto até Rodrigo Mendes perder a cabeça e atingir Castilho por trás. Foi expulso na hora. Então, Celso Roth teve que organizar a equipe com um jogador a menos desde os 24 minutos do primeiro tempo.

Daí em diante, os argentinos só não garantiram a vitória antes dos 10 minutos da segunda etapa, quando Pizzi marcou o primeiro, por incompetência do River, nem sombra daquele,. time multicampeão de um ano atrás. Na segunda etapa, mesmo com um a menos, o Grêmio melhorou. Palhinha entrou no lugar de Djair e conseguiu ser o melhor em campo, mesmo ficando em campo apenas alguns minutos.

Mas tudo não poderia terminar de forma mais melancólica para o tricolor. Rodrigo Costa, Goiano e Fabinho perderam a cabeça e foram expulsos. O Grêmio finalizou o jogo com apenas sete jogadores em campo. A rigor, o time de Celso Roth teve um belo chute de fora de Rodrigo Mendes na primeira etapa e um gol perdido por Tinga na segunda. E foi só. Pouco para quem precisava vencer. ” (Zero Hora – 16 de Outubro de 1998)

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ENTRÓ DE ÚLTIMA
River tenía que ganarle a Gremio por dos goles y lo hizo cerca del final con un penal de Gallardo. Antes sufrió mucho, a pesar de la gran noche de Pablo Aimar.

Había alguien que no merecía ese final. Los golpes de los brasileños le dolían con retroactividad pero él solo había encendido la ilusión de River. Asistencia para el primer gol, una joya en el segundo. Era posible. Por Aimar. Por Pablo Aimar, en la noche que dejó de ser Pablito. Pero… Gol en contra de Martínez. No. Todo mal. No puede ser. Afuera de la Mercosur. Un año maldito. Pero… Penal ¿Penal? Show de rojas y gol de Gallardo, después de los cinco minutos más largos de la historia. Clasificación. Desahogo. Con más fervor que fútbol. Sudando. Sufriendo. Al estilo de este River.

Con amor propio, como ahora le gusta a Ramón Díaz, pero con la falta de brillo de estos tiempos. Las señales de que a River todo le iba a costar el doble aparecieron con las primeras vueltas de la pelota. Enseguida se vio cómo Astrada y Marcelo Gómez se empecinaban en jugar de lo mismo. Entonces, como el ex Vélez no tenía recorrido, ni para ser salida ni para recuperar, lo de Astrada también se deslucía. Ahí surgió un interrogante: si River tenía que salir a buscar un triunfo por más de dos goles, ¿para qué Ramón Díaz armó esa dupla en el medio? Y este error de concepto del técnico se potenciaba al ver a Pablo Aimar solo de tanta soledad. El Cai intentó siempre, se bancó todas y demostró que además de tener muy buena técnica, es guapo. Cuánto le pegaron! El cordobés aceptó el compromiso y fue el conductor del equipo. Pero cada vez que levantaba la cabeza se encontraba sin los suyos. Castillo se alejaba del área para tratar de tocar y no lo conseguía. Pizzi, el único punta-punta casi no participaba del juego. Y como a Solari lo sacó un hachazo de Rodrigo Mendes, el Cai tuvo que crecer de golpe.

Este River no se pareció en nada al que goleó a Ferro el domingo y por eso quedó condenado al trabajo forzoso. No supo sacarle el jugo al hombre de más. Los laterales se proyectaron poco y entonces River dejó que Gremio se agrupara bien. Y con la amenaza constante del grandote Ze Afonso, llegó un par de veces cerca de Burgos.

Muñeco, adentro. Ramón Díaz había anunciado que Marcelo Gallardo iba a jugar un rato para ponerse en ritmo pensando en Boca. Como los papeles se quemaban, el Muñeco jugó todo el segundo tiempo. Otro manotazo del Pelado fue meter a Escudero por el opaco Gómez. Necesidad y urgencia.

A esa altura los nervios pateaban en contra. River hizo de los centros su sistema y no una alternativa. Pizzi metió un cocazo y se encendió la esperanza. Se podía, a pesar de todo. Pelotazos, más centros, algo de Gallardo y todo el coraje de Aimar. Para meter aquel derechazo. Para que River vuelva a vivir. Dedicado a Boca… (Facundo Quiroga, Olé, Viernes 16 de octubre de 1998)

ENTRÓ EL MUÑECO Y SE ARMÓ LA FIESTA
Gallardo entró en el segundo tiempo y fue clave: inició la jugada del gol de Aimar y metió el tercero de penal. Hacía un mes y medio que no pisaba una cancha.

A River le faltaba algo. Los hinchas, cansados de añorar la potencia goleadora de Salas, los lujos de Francescoli y las gambetas de Ortega, anoche se dieron el gusto de volver a disfrutar de la calidad de Marcelo Gallardo después de un mes y medio. Se nota que al Muñeco todavía le falta, pero entró en contacto con la pelota y mostró algunas cosas interesantes. De sus pies (encaró por la izquierda y le dio el pase a Cristian Castillo) nació la jugada del gol de Pablito Aimar y definió el partido con un penal. La idea es que llegue a punto para el superclásico con Boca, dentro de nueve días.

El Muñeco volvió después de recuperarse de una distensión en los isquiotibiales de la pierna izquierda en el partido contra Talleres, hace un mes y medio. Después, durante la recuperación, se complicó por una fatiga muscular en la pierna derecha. En el entretiempo, Ramón Díaz decidió que Santiago Solari se quedara en el vestuario para dejarle su lugar.

Empezó bastante bien. A los cuatro minutos le metió una buena pelota a Pizzi, pero el árbitro cobró falta del delantero contra el arquero Darnlei. A los 19 minutos, le quedó un tiro libre ideal para su perfil: a 25 metros del arco, sobre el sector izquierdo. Le pegó bien y el tiro superó la barrera, pero le faltó dirección: fue casi al medio y el arquero se quedó con la pelota.

Lo más interesante fue su buena buena aceleración en tres cuartos de cancha. A los 23 tuvo otra chance. La agarró en tres cuartos de cancha y encaró. Fabihno lo bajó dentro de la media luna. Esta vez optó por pegarle fuerte al palo del arquero. Se le fue arriba. Cinco minutos más tarde le pegó a otro tiro libre, también fabricado por él. Pero la tercera no fue la vencida. La quiso acariciar y le salió igual que el primero. Sobre el final se sacó las ganas con el penal.” (Jorge Luis Sierra, Olé, Viernes 16 de octubre de 1998)

Hizo una del Sheriff
Astrada volvió a jugar como volante central tras la polémica con Ramón. Y lo hizo muy bien.

No fue la figura de la cancha, aunque tuvo una muy buena noche. Pero lo más importante del partido de ayer para Leonardo Astrada es que volvió a jugar de cinco, como más le gusta. Porque finalmente el Negro ganó la pulseada que durante la semana tuvo con Ramón Díaz sobre su posición en la cancha. El técnico anoche ante Gremio decidió ponerlo nuevamente como volante central y el que ocupó el polémico sector derecho del mediocampo de River fue Marcelo Gómez.

“Creo que en la semana se habló de más. El domingo me tocó jugar por derecha y hoy (por ayer) tuve la oportunidad de hacerlo de volante central. Sólo espero seguir rindiendo lo mejor posible”. Después del triunfo y la clasificación, el Negro le bajó los decibeles a la polémica que nació después del partido con Ferro del domingo pasado. Astrada jugó 45 minutos como volante por derecha, y en el entretiempo el técnico lo sacó y mandó a la cancha a Escudero.

A la hora de dar las explicaciones del caso, Ramón dijo “salió porque necesitábamos ser más punzantes por ese sector”. En los primeros días de la semana, Astrada se puso firme: “Si el técnico me vuelve a pedir que juegue por la derecha, le digo que no”, dijo. Pero Ramón no se echó atrás y contestó que “es muy inteligente y sabe que en estos momentos debe jugar”. Por lo que se vio ayer en el Monumental, quedó claro que el DT no pudo convencer al Negro y las cosas fueron como antes.”(Jorge Lopez,Olé, Viernes 16 de octubre de 1998)

ficha 1998 OLE

EN EL ULTIMO MINUTO, CLASIFICO EN LA MERCOSUR
River entró por la ventana

Le ganó 3-1 a Gremio en un final caliente. Se quedaba afuera por un gol en contra de Martínez, pero el árbitro paraguayo González cobró un penal agónico y dejó a los brasileños con siete jugadores

En un final polémico, River pudo ganarle 3-1 al Gremio y logró clasificarse para la segunda ronda de la Mercosur. Los brasileños terminaron con siete jugadores, luego de haber complicado el partido, que el equipo de Ramón Díaz ganaba cómoda y merecidamente por 2-0 hasta que un gol en contra de Jorge Martínez, a diez minutos del final, impuso suspenso e incertidumbre. Un penal a Castillo en el último minuto, convertido suavemente por Gallardo, le dio la clasificación al local.
River había sufrido todo el primer tiempo. Manejaba el partido pero nunca pudo sacar provecho de la situación, facilitada cuando a los 20 minutos fue expulsado el delantero brasileño Rodrigo Mendes. Pizzi estuvo aislado, Castillo no le encontró la vuelta al partido, Aimar manejaba el ataque pero no conseguía ordenar las ideas, y fue repetidamente golpeado bajo la complacencia del paraguayo mundialista González.
Para el segundo tiempo, Díaz puso a Gallardo y Escudero para imprimirle más ritmo e inteligencia al ataque. Por los veinte del complemento, el partido era, definitivamente, un frontón. Gremio había renunciado a todo lo que no fuera defender, Gallardo se juntaba con Aimar, River abría la cancha, era fervor y pausa. Por eso no extrañó que Pablito –el mejor jugador de River– desbordara por izquierda, tirara un centro impecable y Pizzi, con potencia y ubicación, cabeceara solito en el área chica y pusiera el 1-0. Faltaba el último empujoncito. Castillo metió una volea a la carrera, que conjuró Danrlei. Pero de contra también se lo comió Zé Alfonso. Hasta que a los 32, tras una maniobra de Castillo, Aimar le pegó de derecha, con la cara interna, desde afuera del área, como caminando. Un golazo.Llegó el gol en contra de Martínez –un centro paralelo al fondo empujado involuntariamente– y la angustia. Hasta que en una entrada de Castillo, a un minuto del final, González cobró penal, los brasileños hicieron el escándalo y Gallardo le puso el sello.” (Página 12, 16 de outubro de 1998)

LOS NERVIOS DE RIVER NO ESTALLARON GRACIAS A UN PENAL
Sobre la hora, cuando Gremio tenía siete jugadores, Gallardo entregó la victoria y la clasificación

Difícil momento, de responsabilidad máxima, de jugarse la supervivencia del año en un simple remate. Así encaró Marcelo Gallardo el tiro final, ese penal a todo o nada como pocas veces. Temple en el elegido que salió del banco de suplentes para cambiarla la cara a River, en el juego y en la sonrisa por ese agónico triunfo por 3 a 1 que le permite avanzar a los cuartos de final de la Copa Mercosur, tras superar al Gremio desmembrado en siete hombres por culpa de un árbitro paraguayo Epifanio González que demostró ser un desastre en su trabajo. Malo en serio fue el arbitraje, pero River hizo méritos de todas maneras para mantenerse con vida futbolística.

Por más que le cuesta mucho a este River organizar un ataque colectivo y coherente. Menos claro resulta apurado por urgencias, necesitado de goles para seguir en el torneo y casi asfixiado por la cuerda de un año futbolístico tenso. Voluntad sobra y ese es un problema, porque son individualidades que por querer mucho hacen poco en beneficio del equipo.

Ni siquiera aprovechó la superioridad numérica y la expulsión de Rodrigo Mendes le provocó una ansiedad que aportó más confusión. Porque River no piensa, avanza por instinto y depende demasiado de Aimar, a quien todos le cargan la responsabilidad, sacándose la propia, claro. Y como el joven conductor se equivocó al encerrarse solo por el centro de la marca rival, el pelotazo empezó a ser el único recurso. Es una variante de pobreza futbolera, pero no daba para más River y encima le servía. No estaba este equipo para desperdiciar nada. Más convencido del camino quedó cuando uno de esos tantos centros encontró la cabeza goleadora de Juan Antonio Pizzi.

Entonado por ese tanto que bajaba las pulsaciones, River consolidó la ofensiva. Y mejoró bastante. Ya Marcelo Gallardo y Marcelo Escudero descargaban la presión de Aimar y éste encontraba la libertad para pararse en la medialuna y rematar hacia un golazo. Aunque respirar sin ahogarse no es para River y apurado en un cierre Martínez hizo un gol en contra.

Parecía un fin de año sin algo para festejar, pero a Castillo lo frenaron con una infracción y el penal fue uno de los pocos aciertos del árbitro González -ignoró un penal de Sorin por mano- que empezó a repartir rojas a mansalva. Toque firme de Gallardo y River que da otro paso tembloroso, pero que tambaleándose y todo sigue de pie…

Discusión por el horario

El horario del partido entre River y Gremio generó una situación confusa. La hora señalada para el comienzo era las 21.40. Pero ayer, a las 16.30, un fax de la Confederación Sudamericana de Fútbol llegó a la AFA con una nueva orden: se debía largar a las 21.10.

La noticia inquietó a las autoridades de Multimedios América, encargado de la transmisión, ya sin tiempo de cambiar su programación; finalmente, la emisora y la CSF se pusieron de acuerdo y el partido empezó a las 21.40, igual que el de San Lorenzo v. Gremio, televisado por TyC Max. “(La Nacion – 16 de octubre de 1998)

River Plate 3×1 Grêmio

RIVER PLATE: Burgos; Martinez, Paz, Berizzo e Sorin (Placente); Astrada, Gomez (Escudero), Solari (Gallardo) e Aimar; Castillo e Juan Pizzi.
Técnico: Ramon Diaz

GRÊMIO: Danrlei; Walmir, Rodrigo Costa, Scheidt e Roger; Djair (Palhinha), Goiano, Fabinho e Itaqui (Clóvis); Zé Afonso (Tinga) e Rodrigo Mendes.
Técnico: Celso Roth

Copa Mercosul 1998 – Grupo E – 6ª Rodada
Data: 15 de outubro de 1998, quinta-feira
Local: Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires/ARG
Público: 10 mil pagantes.
Renda: US$ 186.588,00
Árbitro: Epifanio Gonzalez (PAR).
Auxiliares: Ricardo Grance (PAR) e Celestino Galvan (PAR)
Cartões Amarelos: Astrada, Aimar, Fabinho, Danrlei, Goiano, Djair e Palhinha
Cartões vermelhos: Rodrigo Mendes (25´/1ºT), além de Rodrigo Costa (40´/2ºT), Fabinho (43´/2ºT) e Goiano (43´/2ºT)
Gols: Pizzi, aos 10 minutos; Aimar, aos 31, Martinez (contra), aos 37 e Gallardo (de pênalti) aos 46 minutos do segundo tempo

 

Copa Mercosul 2001 – River Plate 2×4 Grêmio

October 19, 2018

 

A maior vitória do Grêmio sobre o River Plate em solo argentino aconteceu em 2001, na primeira rodada da Copa Mercosul daquele ano. Foi um categórico 4×2 tricolor, no primeiro jogo oficial do Grêmio após o Tetra da Copa do Brasil.

O River estava fazendo seu primeiro jogo na temporada (na época a Argentina seguia o calendário europeu). Ramón Diaz retornava a casamata do Monumental de Nuñez e promoveu as estreias de Cambiasso (contratado junto ao Independiente) e Maxi Lopez (então com 17 anos). Tite, por sua vez, tinha uma série de desfalques em relação a equipe que se consagrou no Morumbi, mas conseguiu manter o bom padrão de jogo visto no primeiro semestre daquela temporada.

Uma curiosidade, esse foi o último jogo do Grêmio com essa camisa da Kappa sem patrocínio (uma despedida em grande estilo). O primeiro jogo foi na partida de ida contra o Fluminense na Copa do Brasil, em maio do mesmo ano. Todos os 17 jogos desse período foram feitos com essa camisa tricolor (10 vezes com calção preto e meia branca, três vezes com calção preto e meia azul e 4 vezes com calção branco e meia azul)

2001 fabio baiano

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

OLÉ, GRÊMIO!
O quarto gol do Grêmio na vitória de 4 a 2 sobre o River Plate, ontem à tarde, no Estádio Monumental de Nuñez, expressou com perfeição o que foi a partida de estréia do time de Tite na Copa Mercosul. Bola de pé em pé, troca de passes rápidos até a conclusão sutil de Zinho no canto direito de Constanzo.

A equipe gaúcha manteve uma invencibilidade de 19 jogos e ganhou do River pela primeira vez na história, atuando em Buenos Aires. Nenhuma das mais de 24 mil pessoas presentes ao estádio poderá fazer reparos ao resultado. O Grêmio teve poucos erros. Contou com o vigilante Anderson Polga – autor de um golaço aos 35 minutos do segundo tempo – como um destaque na defesa, ao lado de Marinho. O que dizer, então, de Claudiomiro, que está há apenas uma semana no clube e só realizou um treino tático? A rigor, os erros do Grêmio foram dois, justamente nos gols do River – aos 33 do primeiro tempo, com Cambiasso, e aos 20 do segundo, com Ortega convertendo um pênalti.

– Estou feliz, mas tivemos falta de concentração nos dois gols – alertou Tite.

O Grêmio começou a ganhar a partida logo aos oito minutos. Anderson Lima bateu uma falta na entrada da área e fez 1 a 0. Aos 24, Danrlei salvou o empate ao realizar excelente defesa em cabeçada de Cardetti. O empate veio aos 33: a defesa se atrapalhou e deixou Cambiasso empatar. Um placar injusto para o melhor futebol do time gaúcho. Aos 35, Astrada salvou sobre a linha. Cinco minutos depois, Constanzo evitou o 2 a 1 ao defender voadora de Gral.

O espetáculo maior ficou reservado para a etapa final. O Grêmio manteve a segurança. Parecia atuar em casa e encurralava os argentinos. Até a torcida do River se calou por instantes – algo incomum em jogos no Monumental de Nuñez – talvez para apreciar o futebol da envolvente equipe brasileira. Aos oito minutos, Tinga aproveitou um erro de Constanzo e fez 2 a 1. Em uma nova falha, Gavião perdeu a bola na entrada da área e, na sobra, Claudiomiro derrubou Cardetti. Pênalti que Ortega converteu.

Mas qualquer possibilidade de reação do River acabou minutos depois com a expulsão de Franco, após falta por trás em Fábio Baiano. Polga fez um golaço em um chute potente de fora da área, aos 35 minutos, e a vitória se encerrou aos 42 minutos: Zinho concluiu combinação envolvente, de passes rápidos. A mais pura expressão do futebol arte. ” (Renato Bertuol Barros – Enviado Especial/Buenos Aires – Zero Hora, segunda-feira, 23 de julho de 2001)

O SUBSTITUTO DE EDUARDO ESTAVA MESMO EM CASA
Anderson Polga retorna ao meio-campo e faz até gol na Argentina

Anderson Polga já foi goleador do time júnior do Grêmio no campeonato gaúcho da categoria de 1998. Atuava como segundo volante, mas fazia gols de tudo quanto é jeito — terminou a competição daquele ano com 15 —, como se fosse um centroavante.

Ontem, Polga voltou a revelar essa sua virtude com um belo chute de fora da área, aos 35 minutos do segundo tempo, marcando o terceiro gol e consolidando a vitória na estréia do Grêmio na Copa Mercosul.

– Desde os juniores que treino chutes de longa distância. Vi que o goleiro do River estava fora de posição e peguei muito bem na bola – disse ele, garantindo que o gol não foi casual, mas resultado de muito trabalho e do incentivo que recebe do treinador Tite e do auxiliar técnico Cléber Xavier, que vivem sugerindo que ele arrisque mais de fora da área.

Além de ter sido fundamental ofensivamente, Polga também foi uma peça encaixada com competência no esquema defensivo que conteve os principais jogadores do River: Ortega, Cardetti e Cambiasso. Polga impôs sua força física, mas dividiu os méritos com Marinho e Claudiomiro:

– Atuando ao lado de jogadores da qualidade deles, fica fácil.

O maior treino de Polga com seu novo companheiro de zaga, Claudiomiro, foi a conversa. Ontem, antes de a partida começar, os dois, mais Marinho, se reuniram na meia-lua da área do Grêmio e trocaram as últimas rápidas palavras. Deu certo, apesar da desatenção em dois momentos, que acabou provocando os dois gols do River. O ex-santista Claudiomiro chegou na semana passada e realizou apenas um treino tático com a equipe.

– O grupo do Grêmio está muito entrosado e por isso não tive problemas para atuar com tranqüilidade – explicou Claudiomiro.

Satisfeito com o desempenho de seu time, o treinador Tite só exige agora que seus jogadores mantenham a humildade:

– Temos de ter simplicidade, o elogio não pode trazer soberba.

O próximo confronto do Grêmio pela Copa Mercosul será no sábado, em Porto Alegre, contra o Universidad do Chile. A expectativa é para saber se Tite poderá contar com Mauro Galvão e Luís Mário, que se recuperam de lesões. Roger está com a Seleção Brasileira na Copa América.” (Renato Bertuol Barros – Enviado Especial/Buenos Aires – Zero Hora, segunda-feira, 23 de julho de 2001)

PAULO ROBERTO FALCÃO: O Grêmio estreou na Copa Mercosul como terminou a Copa do Brasil: deu um banho de bola no River Mate, em pleno Monumental de Nuñez. Com exceção do ataque, Tite recompôs sem grandes dificuldades as perdas do time. Claudiomiro, que sequer havia feito um coletivo com os novos companheiros, entrou bem no lugar de Mauro Galvão. Anderson Polga substituiu Eduardo Costa com tanta de envoltura até marcou um belíssimo gol. Só Marcelinho Paraíba ainda não tem um substituto à altura. Mas a presença de Fábio Baiano mais adiantado está compensando em parte a falta de um homem-gol. Rodrigo Gral e Rodrigo Mendes revezaram-se na frente, mas os gols tiveram que ser marcados por jogadores de defesa e de meio-campo.

Ainda assim, o Grêmio chegou tantas vezes na frente que poderia ter goleado por uma diferença maior O que mais chamou a atenção no jogo de ontem foi exatamente a ambição ofensiva do time gaúcho. Até parece que Tite, vendo a dificuldade da Seleção Brasileira para chutar a gol, está orientando os seus jogadores para concluir de qualquer distância. Quando um time faz isso, sempre tira vantagem. Às vezes, o goleiro adversário solta a bola, como no gol de Tinga, e as vezes ela toma o endereço certo, como aconteceu no gol de Anderson Polga. ” (Paulo Roberto Falcão – Zero Hora, segunda-feira, 24 de julho de 2001)

UM GOL COM O ESTILO DE TITE
No jogo que impressionou os argentinos, a goleada fechou com lance coletivo, marca do técnico

Foi como definiu o meia-atacante Fábio Baiano, na manhã de ontem, café tomado, rosto relaxado, sentado no saguão do luxuoso hotel no qual o Grêmio estava hospedado, em Buenos Aires:

— Parecia os gols que a gente faz em treinos de dois toques (aqueles nos quais cada jogador não pode dar mais do que dois toques na bola).

Baiano se referia ao quarto gol da vitória de 4 a 2 do Grêmio sobre o River Plate, marcado por Zinho, no domingo. Foi uma seqüência impressionante de toques rápidos, não mais do que sete, que deixaram os zagueiros argentinos atônitos e envolveram o próprio Fábio Baiano, Rubens Cardoso, Anderson Lima até a conclusão sutil de Zinho no canto direito do goleiro Constanzo. Eram 42 minutos do segundo tempo e o Grêmio fechava uma atuação quase perfeita com um gol espetacular.

— Estou voltando ao time agora, mas o Zinho e os demais jogadores sabem exatamente como cada um se posiciona, a melhor colocação. O time está atuando da maneira que o Tite deseja, está dando certo, é um estilo que não vai mudar — afirma Baiano, destacado pelo jornal esportivo Olé de ontem com o prêmio Maradona, por sua atuação na partida;

“Não fez gols, mas sim desastres na defesa local”, escreveu o Olé sobre o jogador do Grêmio. Outro jornal argentino, o Clarín, concedeu as maiores notas da partida para Fábio Baiano e Rodrigo Gral, oito para cada um.

Tite ressaltou que, pelo fato de o time ser formado por jogadores “móveis”, ele até incentiva movimentação e situações semelhantes à do gol nos treinamentos no Olímpico. Mesmo obtendo tanto sucesso com um esquema sem um atacante fixo, de área, o treinador não descarta a contratação de um centroavante típico. Neste caso, porém, teria que ser um homem com característica de saber fazer parede, escorar a bola e abrir espaço para os companheiros que vêm de trás.

– Não era meu projeto tático armar um esquema 3-5-2 quando cheguei ao Grêmio. Aconteceu devido às características dos jogadores. No Caxias campeão usava um 4-4-2, jogava com um centroavante de área, o Adão, e ponta-direita, o Jajá. A perfeição não existe, mas a gente ambiciona o melhor possível, Temos que ter uma equipe que marque, mas que também jogue – ensina Tite.”
(Renato Bertuol Barros – Enviado Especial/Buenos Aires – Zero Hora, terça-feira, 24 de julho de 2001)

2001 river fora gol

O LANCE, SEGUNDO ZINHO:
“A origem de toda a jogada foi uma bola afastada de cabeça pela zaga do River Plate. De posse da bola, fiz a abertura no Lado direito para o Fábio Baiano. Depois de driblar o marcador, ele devolveu-me a bola. Do lado direito, eu lancei para o Rubens Cardoso, na esquerda. Ele voltou a bola para o Anderson na direita que, inteligentemente, levantou a cabeça e viu a defesa fechando para a pequena área. Eu vim de trás para receber e o Anderson tocou para mim, que tive tranquilidade para esperar o momento certo e fazer o gol. Foi um gol trabalhado, com boa articulação e finalização.” (Zero Hora, 24/07/2001)

2001 river fora valdir friolin zh

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

OLE 2001 07 23
“REMIENDOS O REFUERZOS
El River de Ramón cayó en el debut. Sólo se salvaron Cambiasso y D’Alessandro. Si no hay incorporaciones, el Pelado debe armar un equipo ganador con lo que tiene

Debut. Derrota. Por goleada. Y Ramón dice “esto recién empieza”. ¿Lo dijo porque le va a cambiar la cara a River o porque ésta será la cara de River? Con este plantel tiene el desafío de hacer un equipo con lo que heredó de Gallego, sin Saviola pero con Comizzo, D’Alessandro y Cambiasso (estos dos, los mejores de ayer). Con los nombres que pidió, el equipo puede cambiar. Refuerzos o remiendos, piensa Ramón aunque le cabe mejor la duda de Hamlet: ¿Ser o no Ser?.

Con justa razón, el hincha recurre a todos los atenuantes posibles: El equipo recién vuelve de la pretemporada, Cambiasso apenas tuvo dos entrenamientos con sus nuevos compañeros, DAlessandro viene de la exigencia del Mundial Sub 20, hay varios (Costanzo, Cardetti, el propio Astrada) que saben que su titularidad está en discusión y otros (Franco, Lombardi, Pereyra) quienes se juegan el puesto. Y hay más: Gremio es muy buen equipo. Pero son eso, atenuantes. Darles otra envergadura los convertiría en excusas y las excusas son malas consejeras para los análisis.

Ramón insiste con los refuerzos. Dos puntas (José Cardozo y el Turu Flores) y un lateral izquierdo (Federico Domínguez). Los necesita si utiliza un 4-3-1-2 o si cumple su amenaza de imitar el Calcio y juega con tres en el fondo y luego va con cinco volantes y dos puntas definidos o tres volantes, enganche y tres puntas o con cuatro volantes, un media punta y dos arriba. Con cualquier opción, necesita seguridades para esas funciones.

La idea de sacar un lateral y sumarlo a los volantes duró un cuarto de hora. En ese lapso, Lombardi armó un buen circuito de contención-salida-proyección con Pereyra y Ortega. Pero en cuanto se afianzó Gremio, que además ya estaba en ventaja, el proyecto se fue cayendo al mismo tiempo que empezaban las confusiones de Franco entre ir o no ir a la marca y quedarse abierto o cerrarse. El dominó fatal arrastró a Sarabia a demostrar sus problemas para cerrar a la izquierda y las dificultades de Ayala para buscar lejos al punta Fabio Baiano, quien se tiraba atrás. Quedó claro, entonces que, al menos ayer, con estos nombres, no funcionó ni el breve ensayo de la línea de tres y mucho menos la natural línea de cuatro. Si está Yepes, se tapa un hueco en la zona Sarabia-Franco pero ¿Lombardi es el indicado para ser el tercer defensor de una línea de tres? Si fuera así y llega Domínguez, ¿de qué juega Cambiasso? ¿Y DAlessandro? Tal vez Ramón piense en el Cuchu como volante central lo cual significaría la salida de Astrada…

Del medio hacia el ataque, también hace faltan nombres. Para jugar con cualquier sistema. Ortega (anduvo mal)-Cardetti (anduvo peor) es lo único que tiene. El único punta en el banco fue Maxi López. ¿Puede River pelear Apertura y Mercosur con sólo dos cartas?, ¿hay muchas variantes tácticas para asistir a sólo dos formas de definición? No parece.remio, correcto, prolijo, efectivo y con argumentos simples (marcas personales del medio hacia atrás, rápida salida por afuera, movilidad en los puntas) hizo evidente las carencias de River. Le hizo cuatro, pudieron ser más.

Ramón pide más jugadores. Si no se los traen podrá demostrar que es un gran técnico armando un River competitivo con lo que tiene. Pero, con refuerzos o con remiendos, deberá responderle a Hamlet aquello de Ser o no Ser. A Ramón, prócer de los hinchas, le vendría bien recordar la máxima de San Martín: “Serás lo que debas ser o no serás nada“. (Daniel Lagares, Olé, Lunes 23 de julio de 2001)

Tranquilos esto recién empieza
Para Ramón, la clave de la derrota fue el poco tiempo de trabajo. Antes, había vivido a full su ansiado regreso: “Me emocionó el recibimiento de la gente”, dijo.

“íCucho! íCuchoooooooooo!” ¿Qué? ¿El líder de Los Auténticos Decadentes es el nuevo refuerzo de River? ¿Desde cuándo Cucho juega al fútbol, si lo único que quiere es tocar la guitarra todo el día y que la gente se enamore de su voz? Ah, no es él.

¿Entonces? Entonces… ívolvió Ramón, volvió la alegría! Y en el emocionado fragor de lo que es su primer partido en este retorno, a Cambiasso le dice Cucho, y no Cuchu, como cuando Bilardo gritaba desesperado “íFaría, Faría”, y Farías ni mu, porque se trataba de Rivero.

Volvió Ramón a River, señores, Ramón Díaz, el Pelado Ramón Díaz, el más Gallina de todos. hay alboroto en el gallinero.

El cantito clásico. Primero fueron los aplausos a su nombre, cuando la voz del estadio, con un inusitado tono frenético, totalmente sacada, lo anunció. Nada de “señor Ramón Díaz”, ni “Díaz, Ramón Angel” o sobriedades por el estilo. Fue un gigantesco “íRamóoooon Díiiiiiiaaaaaaazzzz”, por momentos entrecortado como se entrecorta la voz de un pibe cuando hace pucheros. Después, traje oscuro, camisa celeste, Ramón saltó al césped detrás del equipo y lo recibió una ovación conocida, el “oy, oy, oy, oy”. El Pelado saludó con el brazo derecho en alto y la mano izquierda en el bolsillo. Hacía frío y, ubicado, no usó la excusa del calor riojano para hacer lo de algunos exagerados del Gremio, que entraron a jugar con guantes.

Además, prontito sintió calor. Su paciente observación del partido desde el banco duró unos 20 minutos. Después, igual que antes: se fue hasta el otro lado de los carteles de publicidad y, casi metiéndose en la cancha, dio antes aliento que indicaciones.

Para DAlessandro, para Franco, para Ortega. Para todos el mismo “íeh!, íeh!”. Y para el Cuchu un “íeh!” y un “íCucho!”.a en el segundo tiempo, mantuvo la actividad hasta la expulsión de Franco, cuando detuvo un par de cambios que tenía pensados y se resignó junto a su amigo Omar Labruna a dejar consumir el retorno en una derrota.

Tranquilidad, amigos. El Pelado, por último, volvió a caminar desde el vestuario hasta la sala de conferencias, como lo hacía entonces. Y con la sonrisa de siempre ofreció las explicaciones de la derrota. “Digo lo que ya dije unos días atrás: me gusta este equipo. Pero me parece que estuvo apurado por querer demostrar las cosas de entrada, un poco nervioso. Hay que hacer un buen análisis, porque estos partidos sirven para poner a todos en condiciones para empezar el Apertura. Improvisamos a Franco por la izquierda, a Ortega de punta… Hicimos poco fútbol hasta ahora”.

Ante la atenta mirada de los dirigentes Fito Cuiña y Ernesto Homsani (integrantes del Consejo de Fútbol), que siguieron la conferencia en el fondo del salón, Ramón volvió a arremeter también con el reclamo: “Sería importantísimo tener los tres refuerzos, y que se entienda que esto no es una disputa entre los dirigentes y yo. En realidad es una exigencia de todos. Los directivos me tranquilizaron en la reunión de ayer (por el sábado). Tenemos que trabajar muchísimo. Hace poco que está Cambiasso, hay que dejar crecer a los chicos. Pero vamos a completar el equipo”.

Agradeció a la gente (“me emocionó el recibimiento que me hicieron los hinchas”, aseguró), y para esa misma gente dejó un mensaje: “Tranquilos, tranquilos, que esto recién empieza”.

Entonces sí, lo que todos esperaban: “Ta luego, muchachos”. íCuánto tiempo pasó sin escuchar ésa, su fabulosa despedida! el resultado impidió el “je”, aunque su vuelta lo mereciera.” (Julio Boccalatte, Olé, Lunes 23 de julio de 2001)

EL CAMBIO QUE NO FUE
Un minuto antes del penal a Cardetti, Ramón había decidido reemplazar a Astrada para que Cambiasso fuera el cinco. Un indicio del duelo que puede instalar Ramón.

¿Premonitorio? River no encontraba la pelota, los espacios, el arco, el orden, nada… El 2 a 1 abajo le devoraba la paciencia a Ramón. Iban 19 minutos del segundo tiempo cuando el Pelado le entregó el papelito de un cambio al cuarto árbitro, Rodolfo Otero: 7 x 5. En nombres, Maxi López por Leo Astrada. El asistente hasta encendió y exhibió el cartel luminoso. Pero al Jefe lo salvó el penal a Cardetti y el gol de Ortega. 2 a 2 y cambio suspendido. Hasta ahí, se podía leer como un reemplazo de urgencia resultadista. Pero entre líneas se puede leer el primer indicio de que hay algo más.

¿Qué más? Por ejemplo, que Ramón está preparando el terreno para cumplir un viejo anhelo: que el cinco de su equipo no sea Astrada si no un hombre elegido por él. Algo que intentó un tiempito con Matías Almeyda, allá en el 96, y que después no pudo lograr con Gancedo, Maisterra, Marcelo Gómez o Ledesma. Ahora trajo a Cambiasso. La pregunta es: ¿para jugar ahí? A la respuesta se la podía empezar a encontrar ayer si finalmente, el pibe López ingresaba por Leo y el medio se rearmaba con el Cuchu de central, DAlessandro a la izquierda y Ortega de enganche. “Justo vino la jugada del penal y decidimos esperar unos minutos más por la experiencia que tiene Astrada”, se justificó el técnico.

Táctica. Hay una sensación que comparte hasta el mismísimo Astrada. Deberá recuperar pronto el nivel que tenía cuando decidió irse a jugar a Gremio, en enero de 2000, o su destino será un lugar en el banco, al lado de Ramón. Repetición: es una sensación. Pero el amague del cambio bien pudo ser un anticipo.

El capitán no terminó bien el Clausura en el equipo del Tolo. Una lesión, la sobrecarga de partidos, la factura que le pasó la inactividad del 2000 (jugó 5 partidos en un año en el Gremio). En fin, no fue el Jefe que todos conocen. Lento, sin timming para cortar juego, impreciso con la pelota, el Negro sólo muestra por estos días la voz de mando, la experiencia para salir al paso de situaciones engorrosas. Se vio ayer cuando del medio a la derecha necesitó siempre de Pereyra y Lombardi para recuperar. O cuando Zinho, de 34 años, le ganó algunas veces en velocidad y en otras con el cuerpo. Aunque la excusa valedera es que todo River está todavía duro por la pretemporada.

“Mi idea es que manejemos la pelota, presionemos y siempre ataquemos”, dijo el Pelado. Y sobre estos conceptos se puede establecer un futuro duelo entre Astrada y Cambiasso. Primero: al morocho no le quema la pelota en los pies, aunque el rubio tiene técnica más exquisita. Segundo: el oficio que puede imponer el histórico difícilmente pueda conseguirlo el flamante refuerzo. Tercero: al Cuchu le gusta pisar el área, pero también se puede ser ofensivo por el contagio que se transmite en la cancha. Y eso el Jefe lo hizo siempre.” (Jorge Luis Sierra, Olé, Lunes 23 de julio de 2001)

“Mi buen pie izquierdo
Ramón juntó a Cambiasso con D’Alessandro, dos zurdos que levantan a la gente. No la rompieron, pero fueron lo más claro en una tarde oscura. Cuchu hizo un gol.

La gran mayoría de las 18.000 personas que fueron al Monumental, lo hizo motivada por la vuelta al banco de suplentes de Ramón Díaz. Pero también atraída por las expectativas que despertaban el debut de Esteban Cambiasso y el reestreno de Andrés D’Alessandro, el pibe que fue figura de la Selección Sub 20 que ganó el Mundial (fue elegido como el segundo mejor jugador del torneo, detrás de Saviola). Los dos son zurdos, los dos son jugadores de buen pie y los dos son los responsables de que los hinchas puedan encontrar algo positivo en el 2-4 ante Gremio.

No la descosieron. Es más, el Cuchu estuvo lejos de ser el jugador que llenaba los ojos en Independiente, pero arrancó su estadía en Núñez con un gol. Y el Cabezón apenas mostró unas pinceladas del fútbol que desplegó en la cancha de Vélez durante el Mundial Juvenil, con un par de pisadas y gambetas. Pero fueron los mejores de un equipo que todavía tiene las piernas en las sierras de Tandil y que necesita ritmo de competencia seria.

Gritos y aplausos. Cuando la voz del estadio anunció las formaciones, el Cuchu fue uno de los más aplaudidos. El volante llegó con crédito. Y en parte pagó. Sólo en parte, aunque a su favor está el hecho de que tenía nada más que un par de prácticas con sus nuevos compañeros y que no pudo realizar una buena pretemporada. Más allá de eso, no le pesó la banda en el pecho.

Se paró como volante por izquierda y sus principales virtudes fueron el trato de pelota y sus ganas de pisar el área rival, especialmente en los primeros 45 minutos. Así fue que en la primera media hora se perdió un gol imposible al mandar por arriba del travesaño un rebote de Danrlei. Pero un rato después del blooper puso el 1 a 1 parcial con un zurdazo dentro del área. Buscó asociarse con DAlessandro y Ortega, y pese a que se encontraron muy poco, quedó la sensación de que el trío dará qué hablar.

Al Cuchu le quedó en el debe un segundo tiempo chato, en el que se comprometió muy poco con el juego y perdió muchas pelotas. Ya no se proyectó y no se mostró como alternativa para generar llegadas. Más, luego de que tuvo que retrasarse por la expulsión de Franco. Claro que a esa altura al Cuchu ya no le daban las piernas. De todos modos, al ser reemplazado por Maxi López, recibió un sostenido aplauso de toda la cancha. Eso que iban 2-3.

La promesa. DAlessandro no debutaba, pero lo que se generó alrededor de su habilidad en los últimos días provocaba la sensación de que el pibe hacía su presentación. Y en cierto sentido era cierto, porque por primera vez en Primera, el Cabezón tuvo la responsabilidad de conducir a River. Lo suyo también fue de mayor a menor. Arrancó con varias de sus típicas pisaditas, algunos enganches y apariciones por derecha e izquierda. Cada vez que desairaba a algún brasileño, los hinchas festejaban. Y aunque no le alcanzó para ser desequilibrante, ratificó ser un gran proyecto.

El pibe tuvo ganas y se mostró siempre, pero no pudo convertirse en el generador del circuito de fútbol. En parte porque no pudo coronar sus intenciones en las puntadas finales, ya que no supo desnivelar con un pase o con una segunda marcha cerca del área. Y en gran medida porque no encontró socios y los delanteros pocas veces se le mostraron bien.

Cambiasso y DAlessandro, los dos zurditos que ayudan a mirar el futuro con mucho optimismo.(Juan Berreta, Olé, Lunes 23 de julio de 2001)

A CONSTANZO SE LE AGRANDÓ EL ARCO
Presionado por la exigente lupa de Ramón Díaz, el pibe tuvo responsabilidad en el segundo y tercer gol de Gremio. Comizzo lo vio desde la platea. ¿Sólo por ahora?

Si bien nadie tiene el puesto asegurado en el nuevo River de Ramón Díaz, por el momento el duelo más picante está en el arco, entre Franco Costanzo y Angel David Comizzo. El pibe se había anotado el primer poroto: el Pelado le tiró el buzo con el número 1 y al Flaco le dejó el 12. Pero en la cancha el cordobés de 20 años no arrancó con el pie derecho. La primera pelota que fue al arco terminó en la red y eso lo condicionó para todo el partido. Mostró reacción y reflejos, sus caballitos de batalla, aunque nunca pudo encontrar serenidad. Encima tuvo responsabilidad en el segundo y tercer gol de Gremio.

Costanzo no fue un desastre. Tapó varios tiros desde afuera del área y achicó bien en los mano a mano. También sacó una volea a quemarropa de Rodrigo Gal que se metía en el ángulo. Pero falló tres veces. Y, como los errores del arquero se pagan con goles, el costo fue muy alto: el pibe fue uno de los responsables de la derrota y no le dejó una buena impresión a Ramón en su examen inicial. En el primer gol se paró muy cerca del segundo palo, Anderson Lima aprovechó el hueco y la colocó perfecto por arriba de la barrera. El segundo de Gremio llegó tras un zurdazo de Zinho que picó en la línea de cal, pegó en el hombro de Costanzo y le quedó servida a Tinga. En el tercero, cometió un error de principiante: había salvado a River dos veces seguidas, el partido estaba 2-2 y Ariel Franco ya no estaba en la cancha, pero se apuró en la salida y se la dejó en el pecho a Anderson Polga, quien no le dio tiempo a recuperar la posición y lo fusiló desde 30 metros.

Ramón Díaz lo bancó en la conferencia de prensa: “En el fútbol se pueden cometer errores y lo vamos a seguir defendiendo. Es un jugador muy joven y hay que seguir apoyándolo para que le salgan las cosas bien cuando le toque jugar”, dijo el riojano.

Sin embargo, desde su vuelta, el Pelado insistió con la incorporación de un arquero de experiencia y recomendó a Comizzo, quien hace dos meses que no juega y ayer estuvo en la platea. Con una larga trayectoria a cuestas, un pasado exitoso en River y mucho carisma, el Flaco de 39 años empezó a ganar protagonismo y a postularse para ser titular: “Yo vengo a jugar, obvio”, aclaró de entrada. Y después soltó frases como “Costanzo será un gran arquero dentro de dos años” y “los más grandes sabemos resolver mejor ciertas situaciones dentro de la cancha”.

Costanzo lo hizo notar.” (Martin Blotto, Olé, Lunes 23 de julio de 2001)

NERY PUMPIDO – YO DIGO
No siente la presión

Sinceramente, no creo que Costanzo esté sintiendo ahora la presión de que Ramón Díaz haya traído a Comizzo para esta Copa Mercosur y el Apertura que está por comenzar. El pibe atajó todo el torneo pasado sabiendo que en el banco había dos buenos arqueros: Bonano y Sala. Y se la bancó. Por eso tengo toda la sensación de que no es un factor de presión que juegue en su contra.

La jugada que más parece que se le cuestiona en el partido ante Gremio, el gol que le hacen tras haber sacado mal, es un error eventual, no conceptual. Son cosas que pueden pasar. Sacar con la mano cruzando la pelota no está prohibido en el manual del arquero. Y justo la jugada venía de una muy buena atajada suya…

Me parece que es un arquero que tiene un gran futuro. Su mayor cualidad es estar en el arco de River con la poca edad que tiene. Eso no es fácil, y cumplirlo es un gran mérito, realmente. Tiene colocación, le faltan partidos. Y como defecto se le puede marcar cierto apresuramiento en algunas jugadas, propio de la gente joven. Creo que va a dar mucho, y hasta puede ser de Selección, si Bielsa ya lo convocó una vez…”(Olé, Lunes 23 de julio de 2001)

UN PIBE CON LA REMERA DE SAVIOLA
Maximiliano López, de sólo 17 años, hizo ayer su debut en River con el número 7. Jugó poco, pero Ramón Díaz le apuesta fuerte para repetir la historia del Conejo.

“Pibe, vení”. Como esos pibes que acompañan a sus padres a un picado en el barrio y se ilusionan con la chance de que falte uno -y efectivamente hay una ausencia que le permite el ingreso-, Maximiliano Gastón López escuchó el llamado de Ramón Díaz y fue música para sus oídos.

Si la emoción ya había sido grande el viernes, cuando el Pelado lo confirmó entre los concentrados para enfrentar al Gremio, ni hablar de lo que habrá sido ayer, cuando a los 39 minutos del segundo tiempo ingresó por el Cuchu Cambiasso y debutó en la Primera de su querido River.

En realidad, pudieron ser más de seis sus minutos en la cancha. Pero cuando estaba a punto de reemplazar a Leonardo Astrada (hasta el cuarto árbitro ya había anunciado el cambio en su cartel electrónico), sobrevino la expulsión de Ariel Franco y el técnico decidió postergar la modificación.

En esos seis minutos, entonces, no fue mucho lo que pudo hacer, pero con apenas algunas cositas, como un lindo enganche por la izquierda que terminó en remate al arco (una jugada que, vale decirlo, fue muy aplaudida por los hinchas), dejó en claro que es un proyecto interesante. que hace muy bien Ramón en apostarle fuerte.

¿El nuevo Saviola? La pregunta no está relacionada con características de juego. Maxi López, un “9” de área, corpulento, alto, es definitivamente distinto al hábil Conejo que se fue hacia Barcelona. La pregunta, más bien, tiene que ver con la idea de Ramón: en esta nueva etapa, el técnico prometió darles pista a los chicos. Y quiere repetir con López lo que hizo con Saviola.

Es, para Díaz, casi una cábala.

La primera coincidencia: el nuevo Pibito heredó la “7”. La segunda: ambos debutaron con 17 años (Saviola, nacido el 11 de diciembre de 1981, jugó su primer partido ante Gimnasia de Jujuy el 18 de octubre del 98; López, del 3 de abril del 84, debutó ayer). si López no pudo imitar la proeza del que se fue (un gol en su presentación), fue en gran parte porque su ingreso coincidió con el peor momento de su equipo, ya sin ánimo para ir hacia el arco de los buenos brasileños.

Hasta la semana pasada, López era el “9” de la Sexta, con 12 goles en los 15 partidos jugados en lo que va del año. Desde el viernes, pasó a compartir el vestuario con los profesionales. Desde ayer, amigos, es una de las caras nuevas de este River.

Le dicen la Gata.

Promete goles.” (Martin Blotto, Olé, Lunes 23 de julio de 2001)

ficha ole

GRÊMIO SURPREENDE E VENCE O RIVER PLATE EM BUENOS AIRES
O Grêmio surpreendeu e venceu o River Plate por 4 a 2, hoje, no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, na estréia dos dois clubes pelo Grupo E da Copa Mercosul-2001.

Mesmo jogando fora de casa, o time gremista dominou praticamente toda a partida e esteve sempre à frente no placar. Anderson Lima, Anderson Polga, Tinga e Zinho fizeram os gols do Grêmio, enquanto Cambiasso e Ortega descontaram para a equipe da casa.

A equipe gaúcha foi superior no primeiro tempo e deixou de abrir uma boa vantagem. Com uma marcação forte, o Grêmio neutralizou as principais jogadas do adversário e criou boas chances para marcar.

No entanto foi o River Plate quem chegou pela primeira vez com perigo. Aos 5min, o meia Ortega cruzou da direita e Cardetti cabeceou rente à trave esquerda de Darnlei.

A resposta do Grêmio veio quatro minutos depois. Zinho sofreu falta próximo à área. Na cobrança, o lateral Anderson Lima bateu no canto direito de Constanzo e abriu o placar para a equipe brasileira.

Aos 25min, o time argentino teve a chance de empatar, mas Darnlei fez ótima defesa em cabeçada a queima-roupa de Cardetti. No rebote, Cambiasso desperdiçou a chance de empatar, ao chutar por cima.

O meia argentino, que foi campeão Mundial sub-20 pela seleção argentina, não perdeu a segunda oportunidade. Aos 34min, após chute de Ortega da entrada da área, a bola ficou com Cambiasso, que dominou no peito e bateu no canto direito de Darnlei empatando o jogo.

Dois minutos depois, o Grêmio quase marcou novamente. Após cobrança de escanteio de Zinho, Claudiomiro cabeceou no canto esquerdo, Constanzo ainda conseguiu tocar na bola e Astrada tirou em cima da linha.

Aos 41min, a equipe brasileira perdeu outra grande chance. O atacante Rodrigo Gral pegou de primeira, dentro da área, cruzamento de Anderson, mas Constanzo fez excelente defesa, impedindo o segundo gol do Grêmio.

O time gaúcho passou novamente à frente no placar logo aos 9min do segundo tempo. Rubens Cardoso cruzou da esquerda, o goleiro Constanzo falhou e Paulo César Tinga fez o segundo gol do Grêmio.

O Grêmio, no entanto, não conseguiu segurar o placar. Aos 20min, Claudiomiro cometeu pênalti em Cardetti. Na cobrança, o meia Ortega chutou no canto direito de Darnlei e empatou novamente para o River Plate.

Aos 25min, a equipe argentina ficou com um jogador a menos. Franco derrubou Fábio Baiano, que avançava livre em direção ao gol, e foi expulso pelo juiz paraguaio Carlos Torres.

Com vantagem numérica, o Grêmio passou a dominar a partida. O time, no entanto, falhava nas finalizações. Aos 30min, Ayala derrubou Fábio Baiano na área, mas o juiz errou e não marcou pênalti.

Após o River Plate sair jogando errado, Anderson Polga fica com a bola e chutou de fora da área, surpreendendo o goleiro Constanzo, e marcou o terceiro gol da equipe.

Aos 42min, Zinho fechou a ótima vitória da equipe brasileira. Após cruzamento de Anderson Lima da direita, o meia, dominou e bateu no canto direito de Constanzo, fazendo 4 a 2.” (Folha de São Paulo – 22 de julho de 2001)

GRÊMIO VENCE RIVER EM ESTRÉIA NA MERCOSUL
O atual campeão da Copa do Brasil estreou ontem no Grupo E do torneio sul-americano com unta vitória de 4 a 2 sobre o time argentino, em partida disputada no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. Os gols do Grêmio foram marcados por Anderson Lima, Tinga, Ânderson Polga e Zinho. Cambiasso e Ortega fizeram os gol do River Plate, atual campeão argentino.
O River, dirigido por Ramón Diaz, foi prejudicado pela expulsão do zagueiro Ariel Franco, justamente quando o jogo estava 2 a 2. A novidade de ontem na equipe gaúcha foi a estréia do volante Claudiomiro, ex-Santos. Além de Grêmio e River, a chave conta com Palmeiras e Universidad de Chile, que jogam quarta-feira, em Santiago” (Folha de São Paulo, 23 de julho de 2001)

COPA MERCOSUR: PERDIO 4-2 EN EL MONUMENTAL CON GREMIO DE PORTO ALEGRE

River tuvo un mal debut y dejó más dudas que antes
El equipo de Ramón Díaz mostró serias falencias en todas sus líneas y por largos momentos fue bailado por su rival. Cambiasso hizo su estreno con un gol, pero cumplió una labor despareja.

Alguna vez sonará el tiro de la sinceridad en el fútbol argentino. Y, entonces, el reaparecido Ramón Díaz —entre tantos otros copados por el efecto-televisión— reconocerá que casi nadie de su equipo podía prestarle atención a los gritos y protestas lanzados desde afuera. Los que estaban adentro de la cancha, ocupados en encontrar la pelota y concentrados en curar los desaciertos. Y que los otros, los testigos de las tribunas que percibían sus gestos ampulosos, deberían pensar que lo que no se previó de antemano es difícil armarlo sobre la marcha. O que los movimientos no se corrigen a los gritos. En fin, todo eso que se sabe, pero que en la era del marketing se entiende como ingenuidad. Hay que fingir, gritar, hacer señales confusas, dar órdenes… O que lo parezca. Que lo crean los otros.

Lo cierto es que —mientras tanto— la nueva versión River (con casi todos los mismos, menos Saviola, más Cambiasso, más D”Alessandro, y sin Coudet) era apabullada en el campo por Gremio, un equipo brasileño que recordando sus raíces se encargó de practicar el juego simple y atractivo de la marca registrada: circulación larga y segura, toque para el que viene y no para el que va, apertura para la llegada por afuera, desborde, centro desde el fondo. Y todo eso. Claro, interpretado por actores que quieren a la pelota y la juegan con cariño. Como el veterano Zinho, o Baiano, o Gral, o los otros. Esto se vio más en el segundo tiempo. Cuando los brasileños rompieron con los resquemores del visitante, cuando comprendieron que River estaba físicamente endurecido (efecto de la pretemporada, quizás) y que, además, parecía vacío de ideas.

Fue entonces cuando pasaron a ganar definitivamente un partido que ganaban en el juego desde la primera etapa. Cuando River estaba con diez por expulsión de Franco (le pegó desde atrás al habilidoso Baiano) y cuando el joven Franco Costanzo —un arquero con reflejos— transmitía con ciertas inseguridades la presión psicológica que significaba para él la contratación del veterano Angel Comizzo. Fue el tiempo del festival. Un saque apurado de Costanzo, tras una gran intervención, lo tomo distraído a Ortega. Polga lo anticipó y sacó un remate espectacular que fue el tercer gol. El cuarto fue una obra futbolera perfecta, como para mostrarla en escuelas y en estadios ansiosos de jugadas antológicas. La llevaron desde el centro a la izquierda, al centro, a la derecha. Con amagos y encares intermedios. Hasta que Baiano se la sirvió a Zinho y éste eligió el rincón. Era tanta la desazón que nadie se atrevió a aplaudir ese himno al fútbol.

Los ejes de atención eran tres: Ramón, afuera de la cancha. Y adentro, Esteban Cambiasso y Andrés D”Alessandro. Y quedaron algunas evidencias. Lo de Ramón en la escena ya está contado. Ahora tendrá que enfrentar el verdadero desafío, el de la semana, el de diseñar el equipo y establecer un concepto de juego, el de compartir convicciones con sus dirigidos. Esta etapa es distinta de aquella cuando llegó a River, aun inexperto, y el equipo estaba poblado de estrellas. Ese plantel ganó mucho. Pero ahora se viene de una frustración y él llega con cartel y pedido por la gente. Doble responsabilidad.

Cambiasso jugó en la posición que menos le conviene. El está para mirar el juego de frente, en el medio, como cinco clásico o por la izquierda, si se divide la misión, tiene capacidad de quite y pulcritud, pero no está para picar y buscar arriba sin sorpresa. Que haya conseguido un gol es una simple anécdota. No tuvo un buen desempeño. Claro, no contó con compañía. Porque D”Alessandro se empeñó en la gambeta cerrada y entró poco en el circuito. Y porque Ortega no acertó una posición estable. Entonces, Cardetti, aislado, casi no entró en juego.

El primero fue con un tiro libre exacto de Lima, al palo derecho. Cambiasso igualó en una jugada común. Después, tras un error de Costanzo, marcó Tinga. Y volvió a empatar Ortega, de penal, por una infracción (pareció jugada peligrosa) de Claudiomiro a Cardetti. Como se ve, River corrió siempre desde atrás. Con vacilaciones defensivas y sin creatividad de ataque. Gremio fue de menor a mayor. Y al final, organizó un baile

Fue el primer partido. Con sus relatividades. Que reabrió el estigma de River en los choques internacionales. Pero no hay que dramatizar (nunca sirve). Hay buen plantel en relación con los otros. Y está el entrenador reclamado. El compromiso es hacerlo notar de ahora en más.” (Clarin, 23/07/2001)

“COPA MERCOSUR: EL ESPERADO DEBUT DE CAMBIASSO

El Cuchu gritó un gol, pero a su actuación le faltó peso
Los sueños de un debut tienen siempre el mismo final: el del chico de la película, el debutante, obvio, haciendo un gol y con su equipo ganando. A Esteban Cambiasso se le cumplió sólo una parte, que es, seguro, la que no se le borrará nunca. La del gol, que, en posición de centrodelantero, le sirvió a River para revertir un 1 a 0 abajo que empezaba a incomodar a la gente que había elegido pasar la tarde chupando frío con su River querido. La otra parte de la ilusión, la del triunfo y la de todo el equipo con las manos en alto, quedó para otra vez. Como también será una historia para el futuro la de un rendimiento a la altura del fútbol que vive en los pies y en la cabeza del Cuchu. Pero, bueno, con apenas un entrenamiento con sus nuevos compañeros, se merece un aprobado, aunque el peso de su fútbol no haya sido el que se le conoce. Y del que no se duda.

Debe haber sido la combinación de todas estas cuestiones la razón por la cual, después de su primera ducha oficial en el vestuario de River, el volante explicaba: “Estoy triste y con bronca porque salimos a buscar un resultado y no lo logramos. Hubiera preferido no hacer un gol y que el equipo ganara. ¿Lo mío? No sé, me sentí bien, tranquilo; ya iremos viendo cómo me acomodo”. Pintor de tardes a puro fútbol, Cambiasso se daba cuenta de que había, en su primera tarde con la camiseta de River, tramas por resolver para que la explosión Cambiasso termine de tomar forma, y también algunos atenuantes. Uno de ellos, más vale, es que en el debut no se puede pedir todo, porque es en esos días iniciáticos cuando los nervios, las ansiedades y los apuros por hacer todo bien juegan sus cartas. Además, hay otra cuestión directamente relacionada con lo táctico, y es que la posición de volante por izquierda que ocupó, quedando expuesto varias veces casi como wing izquierdo, no es la que mejor se adapta a su juego. Si se revisan los antecedentes de Cambiasso, se encontrarán mas luces para él parándose como número 5, o acomodándose en el medio y partiendo la cancha con otro volante central. En fin, da la sensación de que desde ahí habrá en el ex volante del Rojo mucho más cuerda en el carretel.

De todos modos, ese gol que festejó largo (como siempre se festeja la primera vez), algunas pinceladas de su calidad individual y los intentos de sociedad que intentó armar por izquierda cuando Ortega lo buscó para respaldarse en él, permiten vislumbrar una proyección para el rubio volante que no baja en nada las expectativas que generó su llegada a River. Aunque, claro, a todos los ingredientes de su juego aún les falte un golpe de horno.

Desde el lugar que ocupó en el campo, lo que fundamentalmente perdió Cambiasso fueron cuestiones relacionadas con la creación de juego desde posiciones en las que sobran las piernas rivales, al fin, la firma autorizada de su mejor fútbol. Es posible que el Cuchu se haya dado cuenta de que algo le faltó en su debut, más allá del lindo momento de su gol. Quizá por eso, cuando Ramón Díaz lo hizo salir a los 39 minutos del segundo tiempo (un poco por la necesidad de River de ir a descontar y otro poco para mimarle su ego con una despedida privada), los aplausos con que lo despidieron los hinchas no lo confundieron: “Sé que tengo mucho que hacer todavía para merecer esos aplausos de la gente”.

Cambiasso está eligiendo caminar de a poquito, y lo que intentó ayer, cuando intentó desmenuzar sus primeras impresiones en el equipo de Ramón, parece que fue no dejarse llevar por las emociones. Para sentirse en su salsa, y para ser el jugador de Argentinos, de los juveniles y de Independiente, ya habrá tiempo. Lo que se vio, en esta primera aparición del Cuchu en la película River lo sintetizó bien su técnico cuando dijo: “Al Cuchu no se le puede pedir más…”. Sí, suena a verdad eso.” (Clarin, 23/07/2001)

PEDRO SARABIA“Que éste haya sido el primer partido de la temporada no debe ser una excusa para la mala tarde. Cometimos muchos errores y hay unas cuantas cosas por mejorar.”

LEONARDO ASTRADA“Nos faltó ritmo y perdimos ante un gran equipo. Esperemos mejorar en el próximo partido.”

ARIEL FRANCO“En la roja no me quedó otra que bajar al 10 de ellos. Estoy triste por la derrota, claro. Pero en cuanto empecemos a hacer más fútbol vamos a mejorar.”

CELSO AYALA“Esto no es para nada grave. Gremio está en ritmo y por eso sacó diferencia.” (Clarin, 23/07/2001)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

UN GOLPAZO AL SALIR A LA CANCHA

Leo cabeceó de entrada
Se podría esperar de un recién llegado al club, como Esteban Cambiasso, o de pibes sin experiencia, como Juan Pablo Raponi o Maxi López. Pero es difícil imaginar algo así de Leonardo Astrada… ¿Cuántas veces el Negro habrá salido por ese mismo túnel encabezando la fila? Contando los inicios de partidos y las salidas para los segundos tiempos, deben llegar a cientos, miles de veces… Sin embargo, cuando ayer River entró a la cancha para debutar en la Mercosur ante el Gremio, el capitán Astrada chocó su cabeza contra la chapa corrediza que hace las veces de techo del túnel. Por eso en la foto se lo ve agachado y como tambaleante. Viendo lo que había sucedido y tras escuchar cómo retumbó el cocazo de Leo ante el techito, los compañeros tomaron la precaución de agacharse, pero antes de ver la luz exterior. Y, claro, por respeto hacia el capitán y porque por algo le dirán Jefe, todos aguantaron la carcajada. Nadie dijo ni mu… (Clarin, 23/07/2001)

EN FOCO

El desafío
Ramón Díaz volvió a dirigir a River, tras un año y medio. Y se transformó, claro, en una de las atracciones del domingo en Núñez. Fue ovacionado. Pero la derrota lo dejó preocupado.

Acaso sepa, como pocos, que no hay que dejarse abatir por las despedidas. Que son necesarias para el reencuentro. Y acaso sepa, como muchos, que no hay cosecha después de la cosecha, sino después de la siembra. Volvió Ramón. Y esa comunión entre el frío de la tarde, el del juego de su equipo y el del resultado final, dejó en penumbras la apertura de su segundo ciclo como técnico de River. Tal vez, la producción de ayer haya sido la evidencia que faltaba. Tal vez, aún sea demasiado pronto para proyectar las sensaciones de hoy. Lo cierto es que Ramón Díaz tendrá que echar mano a su legajo de entrenador exitoso y hurgar allí alguna solución. Y en el corto plazo. Con o sin los otros refuerzos por los que sigue presionando a cada paso. Porque los tiempos, según el umbral de tolerancia futbolera, son escasos. Y esto sí, quien se jacta de ser uno de los tres entrenadores con más títulos en la historia del club (conquistó 6, igual que José María Minella y Angel Amadeo Labruna), acaso lo sepa mejor que nadie.

Es insoslayable el crédito que tiene de parte del público. Y ayer, al asomar sus ojos negros a las 14.56, comprobó que no perdió vigencia el ya clásico “oy, oy,oy…oy,oy,oy… es el equipo de Ramón”, esta vez seguido por unos típicos versos desempolvados para la ocasión: “Miren, miren que locura; miren, miren que emoción; ése es el Pelado Díaz que volvió a River para ser campeón”. Y ahí en donde nació este respaldo incondicional, hábitat natural de sugestivos apoyos de otrora, ahí en la bandeja superior de la tribuna Almirante Brown, acompañó ayer a este cancionero popular una bandera que no podía faltar: la de las dos caras juntas, las de Ramón y Angelito, con la frase Eternamente en River.

No hubo grandilocuentes demostraciones de afecto porque, de hecho, no hubo una multitud en la cancha de River. Y porque, encima, el equipo estuvo lejos de cautivar. Pero ni el 4 a 2 con el que ganó Gremio, en particular, ni la pálida imagen de sus dirigidos, en general, apagaron la bienvenida a quien protagonizará entre mediados de 1995 y el verano de 2000 un ciclo que tuvo en los títulos y en los culebrones todos los condimentos que se requieren para hacer historia.

Ramón, claro, insistió con los refuerzos. Dijo más de lo mismo que dijo el sábado, el miércoles… Y si se rebobina el almanaque se encontrarán más pedidos del entrenador en este sentido. Aclaró que “no se trata de una disputa” con los dirigentes, pero… “si queremos hacer un gran equipo, los tenemos que traer”. Y apelando a la habilidad que tiene para este juego de los mensajes cifrados, disparó: “No es una exigencia mía solamente; es de la gente”. Hasta se respiró en el ambiente que el efecto mayor que causó esta inapelable derrota fue el de haber reforzado el reclamo de Ramón…

Admitió: “Nadie esperaba esta derrota, y menos yo”. Y con distintos puñados de palabras, armó frases (“Lo vi apurado al equipo”; “nos falta muchísimo trabajo”; “los jóvenes necesitan tiempo”) destinadas a respaldar su prioridad de hoy: los refuerzos. Mientras tanto, aseguró haberse emocionado por “el apoyo y la confianza de la gente”. Y lamentó que el inicio del River de Ramón II no haya sido el ideal.

Hizo gestos, se amargó; esta vez le tocó sufrir y no gozar. Pero se fue escuchando la misma melodía de apoyo que al llegar. Tiene crédito Ramón. Eso está claro. Como está claro, también, que está parado frente a la silueta de un gran desafío.” (Clarin, 23/07/2001)

“Maxi López, de Primera
Faltando seis minutos, Maximiliano López se dio el gusto de debutar en la Primera de River. Nació el 3 de abril de 1984 en la Capital Federal, pesa 76 kilos y mide 1,82 centímetros, según detalla su ficha personal. Es de las inferiores de River y fue uno de los pocos juveniles que impactó a Ramón Díaz durante la pretemporada realizada en Tandil.

Ayer dijo que “me sentí bien y cómodo cuando me tocó entrar. Claro que me hubiese gustado hacerlo con otro resultado. Tanto mis compañeros como el cuerpo técnico me dieron un respaldo muy grande y eso influyó para que entrase tranquilo. ¿Qué me pidió Ramón? Que aportase movilidad y que buscase juntarme con Ortega y D”alessandro”.

Del partido, López opinó que “Gremio es un equipo muy ordenado, pero por momentos River fue más. La diferencia fue que ellos aprovecharon sus oportunidades y algunas individualidades desequilibrantes” (Clarin, 23/07/2001)

“OSCURO DEBUT: Ramón volvió al frente de un River apagado y frágil Gremio fue superior y le ganó por 4 a 2 a un rival con poco fútbol e impreciso

Por eso de la vuelta de Ramón Díaz, del debut de una individualidad carismática como Cambiasso y porque se está ante el comienzo de una nueva temporada, por River se respiraba un clima renovador, aunque la mayoría de los nombres todavía remite al pasado reciente. Como todo alumbramiento, el aprendizaje se hace inevitable. Y ayer River recibió una lección futbolística de un Gremio mucho más avanzado en materias como funcionamiento, control del juego, capacidad para anular al adversario y movimientos asociados en ataque.

Los brasileños resultaron demasiado para un River que sigue siendo una incógnita tan grande como antes del partido. Con la diferencia de que antes de los 90 minutos había más espacio para las esperanzas que para las dudas que quedaron como impresión final.

Está claro que sólo se trata del arranque de un ciclo y como tal es imprudente extraer conclusiones definitivas. También es cierto que existen atenuantes: era el primer partido oficial tras el receso y una pretemporada que en lo inmediato ayuda más en lo físico que en lo futbolístico. Gremio también venía de un intervalo de tres semanas, pero le costó mucho menos recordar los fundamentos que lo llevaron a ser uno de los mejores conjuntos de su país en el primer semestre, al ser campeón estadual y de la Copa Brasil. Y si a River le faltaron Coudet y Yepes, los gaúchos no tuvieron a cinco titulares debido a lesiones, la Copa América y alguna venta.

A River se le fue el partido sin encontrar un circuito de juego. Le costó una enormidad dar más de dos pases seguidos o entregar respuestas individuales para perforar el compacto muro que Gremio armó en su campo. Y además dio facilidades defensivas, con notorios desacoples entre la zaga central y los volantes, además de la inferioridad numérica en la que quedaba Franco para defender un sector (el izquierdo) que no es favorable a su perfil.

Gremio fue bastante completo: duro para defender, con un planteo corto entre sus líneas para achicar espacios en la zona central, y variado en el ataque, a través de la sucesión de toques, el apoyo continuo para el portador de la pelota y la aptitud para utilizar las bandas y saber cambiar de frente. A los 8 minutos ya estaba en ventaja, con un tiro libre de Anderson Lima.

Ortega arrancaba desde atrás y los encuentros con D´Alessandro y Cambiasso eran esporádicos; Cardetti vivía en soledad y rodeado de marcadores. Pese a las dificultades para desnivelar, Cambiasso consiguió el empate al tomar un cabezazo de Sarabia.

El segundo tiempo acentuó las virtudes de Gremio a medida que River caía en errores -la salida de Costanzo en el tanto de Tinga- y cierta desesperación. A la igualdad de Ortega le siguió enseguida un handicap que la quebradiza estructura de River no estaba en condiciones de compensar: jugar con uno menos por la expulsión Franco, que derribó desde atrás a la figura, Fabio Baiano, a quien dio placer verlo despejar caminos ofensivos por su calidad y panorama.

Un bombazo del líbero Anderson Polga y el golazo de Zinho, construido con más de una decena de toques y dos cambios de frente, sellaron la previsible derrota de River, que para empezar a ser un equipo en serio necesita un ensamble y definir un estilo que van más allá de los ruegos de Ramón por los refuerzos.” (Claudio Muari – La Nacion – 23 de julio de 2001)

“Una presentación agridulce

El debut de Esteban Cambiasso en River seguramente no fue el soñado por el volante, más allá de que haya marcado el primer gol de su nuevo equipo. A los 20 años, el ex jugador de Argentinos Juniors e Independiente parece haberles caído muy bien a los hinchas millonarios , que lo despidieron con aplausos cuando fue reemplazado en el segundo tiempo por el debutante Maximiliano López.

“Tuve pocos días de práctica; me hubiese gustado debutar con otro resultado. El gol es una anécdota, porque no sirvió para que River ganara. Gremio es un buen equipo, que está en plena temporada. Igualmente le agradezco al entrenador la confianza que tuvo en mí y a la gente, que me demostró todo su apoyo”, comentó Cambiasso.

Maxi López , un delantero de 1,80 metro, de 17 años, que no realizó la pretemporada con el plantel, señaló sobre su presentación: “Aunque no me pude mostrar mucho porque estuve muy poco tiempo en la cancha, estoy muy contento por haber debutado y espero tener más oportunidades”.

El capitán de River, Leonardo Astrada, reconoció errores, aunque le quitó dramatismo a la derrota. “Este partido nos sirvió para darnos cuenta de que hay muchos errores por corregir. Nos faltaron juego y ritmo, por lo que deberemos seguir trabajando para mejorar. Se perdió y ya está, no hay que dramatizar. Es el primer partido después de la pretemporada y el equipo no jugó como todos queríamos, hay que saber que esto se revierte jugando.”.

“Tenemos que crear un equipo competitivo, y para eso debemos seguir trabajando”, concluyó Celso Ayala.” (La Nacion – 23 de julio de 2001)

GREMIO, EUFORICO
El entrenador resaltó la personalidad

Entre los eufóricos allegados al vestuario de Gremio había una persona que resaltaba que ésta era la segunda vez que los gaúchos le hacían cuatro goles a un equipo grande en la Argentina. El antecedente se remonta a fines de la década del 50, cuando Gremio superó a Boca por 4 a 2 en un amistoso en la Bombonera.

Alejado de las estadísticas, el director técnico Tite resumía con mucha amabilidad los méritos de su equipo: “Tuvimos mucha personalidad para hacer nuestro juego en un estadio que impone tanto respeto. Gremio mostró concentración, equilibrio emocional y entendimiento colectivo”.

Sobre River, el entrenador destacó a D´Alessandro: “Tiene unas condiciones técnicas extraordinarias. También está Ortega, pero él es más conocido”. Tite tiene una particularidad: en la escuela secundaria fue alumno de Luiz Felipe Scolari, DT del seleccionado, que en las décadas del 80 y 90 obtuvo con Gremio una Copa Libertadores, entre otros tantos títulos.” (La Nacion – 23 de julio de 2001)

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Foto: Carlos Brigo (Correio do Povo)

River Plate 2×4 Grêmio

RIVER PLATE: Costanzo; Lombardi, Ayala, Sarabia e Franco; Pereyra, Astrada, Cambiasso (Maxi López) e D’Alessandro; Ariel Ortega e Cardetti
Técnico: Ramón Diaz

GRÊMIO: Danrlei; Marinho, Claudiomiro e Anderson Polga; Ânderson Lima, Gavião, Tinga, Zinho e Rubens Cardoso; Fábio Baiano (Guilherme Weisshiemer) e Rodrigo Gral (Rodrigo Mendes)
Técnico: Tite

Copa Mercosul 2001 – Grupo 5 – 1ª Rodada
Data: 22 de julho de 2001, domingo, 15h00min
Local: Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires-ARG
Público: 18.000
Renda: Us$ 142.987,00
Árbitro: Carlos Torres (PAR)
Auxiliares: Celestino Galvan (PAR) e Roberto Troxler (PAR)
Cartões Amarelos: Astrada, Marinho, Danrlei, Ortega, Rodrigo Gral, Tinga e Claudiomiro
Cartão Vermelho: Ariel Franco, aos 24 minutos do 2º tempo
Gols: Anderson Lima, aos 8 minutos e Cambiasso, aos 33 minutos do 1º tempo; Tinga, aos 8 minutos, Ortega, aos 20, Anderson Polga aos 35 e Zinho aos 42 minutos do 2º tempo

Libertadores 2002 – River Plate 1×2 Grêmio

October 17, 2018
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Foto: AFP

Grêmio e River já se enfrentaram nas Oitavas-de-final da Libertadores de 2002. O tricolor havia terminado a primeira fase em primeiro lugar do Grupo 2 (com Cienciano, 12 de Octubre e Oriente Petrolero), enquanto os Millonarios haviam se classificado na segunda posição do grupo 7 (com América do México, Talleres e Deportivo Tuluá).

O jogo de ida foi disputado numa quarta-feira, 21h40 em Buenos Aires. A curiosidade é que não houve nenhum tipo de televisionamento para o Brasil ( Globo só foi comprar os direitos de tranmissão a partir da semifinal).

As duas equipes atuaram no 3-5-2. O Grêmio, que estava pressionado pela derrota de 5×1 para o Atlético-PR no Olimpico 4 dias antes, contava com dois atletas que viriam a se tornar pentacampeões em poucos meses: Anderson Polga e Luizão (que fazia sua primeira partida como titular do Grêmio). Pelo lado do River atuaram Ortega, Husain e Celso Ayala, que também iriam para Copa da Coréia e Japão.

Ortega acabou sendo substituído logo aos 12 minutos por D´alessandro (que estava sendo observado in loco, juntamente com Cavenaghi, por Roberto Bettega e Omar Sivori, emissários da Juventus).

O River saiu na frente com um gol de Chaco Coudet no início do segundo tempo. Tinga empatou aos 12 minutos (aproveitando assistência de Luizão) e Gilberto fez o gol da vitória aos 45 minutos, concluindo contra-ataque puxado por Fernando Menegazzo (lembro de discussões se ele poderia formar a dupla de volantes junto com Tinga).

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Foto: Olé

RAÇA DO GRÊMIO CALA O RIVER E O MONUMENTAL.
Equipe de Tite venceu por 2 a 1 o adversário argentino, ontem à noite, em Buenos Aires. Tinga e Gilberto marcaram os gols.

      O Grêmio teve, contra o River Plate, a fúria e a indignação completamente ausentes da tragédia chamada Atlético-PR. Teve Martini em noite de poesia em Nunez. Teve, também, Polga, Claudiomiro, Tinga, Luizão. A vitória por 2 a 1 resgatou o orgulho abalado do time e engatilhou poderosamente a vaga para as quartas-de-final da Libertadores da América.
     O Tricolor precisa de apenas um empate simples, na revanche com os argentinos, dia 2 de maio, no Olímpico. Ontem, o primeiro tempo foi marcado pelo equilíbrio entre as duas equipes. Marcação fechada de lado a lado. Poucos espaços disponíveis para jogadas de ataque.
     Coudet fez 1 a O para o River, logo a dois minutos da fase final. A desvantagem não abalou a determinação gremista. Tinga empatou aos 12, finalizando jogada ente Gilberto e Luizão. No final do jogo, aos 45, um contragolpe protagonizado por Fernando encontrou Gilberto bem colocado. O lateral-esquerdo não vacilou e mandou a bola para o fundo das redes. Loucura gremista no Monumental.” (Antônio Celso Sampaio – Jornal O SUL – Porto Alegre, quinta-feira, 25 de abril de 2002)

TITE FESTEJA VITÓRIA NO CAMPO.
      O técnico Tite festejou intensamente a vitória de 2 a 1 sobre o River Plate. O treinador, criticado pelo fracasso diante do Atlético-PR, invadiu o gramado no final da partida em Nunez, e abraçou cada jogador. Lembrou que foi o triunfo da vontade em Buenos Aires.  A emoção gremista era visível e seguiu dentro do vestiário na noite fria de Buenos Aires.
     Ontem, pela Libertadores, Olmedo 0x5 Morellia, Montevideo Wanderes 2×2 Nacional.
   Definições – O meia Zinho não é mais o batedor oficial de penalidades máximas do Grémio. O aproveitamento deficiente do capitão gremista, basta lembrar o erro cometido contra o Atlético-PR, no sábado passado, levou o técnico Tite a indicar Anderson como o novo cobrador de pênaltis do time.” (Jornal O SUL – Porto Alegre, quinta-feira, 25 de abril de 2002)

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Foto: Fabian Gredillas (O Sul)

GREMIO FUE LA PESADILLA DE RIVER EN EL  MONUMENTAL

Tras ir venciendo 1-0 con un gol de Coudet, el equipo de Ramón Díaz no pudo mantener la diferencia y terminó cayendo por 2 a 1; Tinga y Gilberto, los tantos brasileños

River tendrá que batallar en Porto Alegre, si quiere seguir en la Copa Libertadores, luego de caer en el Monumental por 2 a 1 frente a Gremio, en el encuentro de ida de los octavos de final del certamen. La noche no empezó bien para los millonarios , Ariel Ortega, en duda para el encuentro, fue finalmente titular, pero sólo jugó unos minutos y debió ser reemplazado por resentirse de una lesión. En la segunda mitad, el equipo de Ramón Díaz arrancó en busca del gol, y a los 2 minutos lo encontró con Eduardo Coudet.

Gremio respondió con el empate de Tinga y Gilberto, sobre el final del match, liquidó el pleito, para dejar a River sin reacción, en un encuentro que nunca pudo dominar. Ahora deberá vencer si quiere seguir en el certamen, cuando visite Porto Alegre el jueves de la semana próxima” (La Nacion, 24 de abril de 2002)

DESILUSIÓN: GREMIO SE QUEDÓ CON EL FESTEJO EN EL MONUMENTAL

River perdió 2 a 1 en el primer partido por los octavos de final; estuvo en ventaja, pero careció de claridad y peso ofensivo

La consigna tenía en la previa varios atractivos. Extender la marcha triunfal del Clausura en la Copa Libertadores; hacerse fuerte ante un rival brasileño de peso; marcar varios goles de diferencia para ir con aire a la revancha en Porto Alegre; desquitarse del equipo que le aguó el debut de Ramón Díaz en su regreso como DT millonario, ya que el 22 de julio último con derrota por 4 a 2 en el Monumental, por la Copa Mercosur… Pero River recibió un cachetazo sobre el final . Porque en el último minuto se quedó con las manos vacías en un partido que comenzó ganando. Sí, los millonarios perdieron 2 a 1 en el Monumental e hipotecaron sus chances de cara a la revancha de la semana próxima. ¿El concepto? Más allá de mostrar voluntad para atacar siempre, no fue claro para crear peligro y, cuando lo hizo, falló en la definición. La noche había arrancado mal. A los 12 minutos Ortega se fue lesionado; y en la acción siguiente Polga se perdió solo el gol de Gremio debajo del arco de Comizzo después de un anticipo de Luizao a Coudet.

Eso despertó a Coudet y también a Alejandro Domínguez, que empezaron a ganar terreno por el sector derecho. Intentaron con chispazos y contestaron con remates de D´Alessandro (el reemplazante del Burrito) y de Domínguez, que desvió muy bien el arquero Eduardo. Coudet, uno de los más movedizos, volvió a tener el gol tras una salida en falso del guardavallas, pero rechazó justo Claudiomiro.

En medio del vértigo, así como empujó para hacer la diferencia frente a una defensa que dio ventajas, River también sufrió atrás cada vez que Gremio movió rápido la pelota en ataque. Como a los 30 minutos: en un contragolpe, Roger le ganó la posición a Garcé y lo dejó solo a Luizao frente a Comizzo, pero su cabezazo se fue inexplicablemente al lado del palo izquierdo.

River se descontroló. Claudio Husain le dio una patada terrible a Tinga en la mitad de la cancha y no se justificaba otra medida que la expulsión, pero el árbitro sólo le mostró la tarjeta amarilla.

River tuvo problemas cuando Tinga, Gilberto y Zinho manejaron la pelota. Por ese motivo terminó sin peso arriba y con remates de media distancia sin dirección de D´ Alessandro y Ledesma.

En el comienzo de la segunda etapa River mostró decisión (no así claridad) para quebrar la resistencia de Gremio. Y lo consiguió al minuto con un zapatazo de Coudet , que se desvió en Emerson y se metió en el ángulo superior derecho de Eduardo.La jugada del gol, más allá de la asistencia de D´Alessandro (sufrió la marca de Anderson Lima), no fue limpia.

Gremio, con poco, logró el empate con un tiro al medio del arco de Tinga (uno de los mejores hombres visitantes) en su primera llegada luego de estar abajo en el marcador. El volante brasileño recibió demasiado solo, lejos de las marcas de Coudet, Zapata y Rojas y no perdonó. Con la igualdad, subió el vértigo del partido y Ramón Díaz movió el tablero: ingresaron Cambiasso y Franco por Ledesma y Coudet. Eduardo evitó el segundo de River en un gran remate de zurda de D´Alessandro. Más tarde, fue otra vez Eduardo el que se lució ante un disparo de Zapata que buscaba el ángulo superior izquierdo.

El equipo brasileño cruzó pocas veces la mitad de la cancha, pero le alcanzó para complicarlo. River tuvo su chance con el Chori Domínguez, que sorprendió con un derechazo que le sacó astillas al travesaño. Pero no hubo caso. Quedaba un indicio más para confirmar que no era la noche de River. Gilberto , sobre el final, batió a Comizzo entrando por el medio del área. Ahora, más que nunca, todo dependerá de River.

Ortega, apenas doce minutos

Las lesiones de Ariel Ortega preocupan a Ramón Díaz. El volante, que arrastraba una molestia en el isquiotibial de la pierna derecha, sintió un pinchazo y tuvo que abandonar la cancha a los 12 minutos del primer tiempo y dejarle su lugar a Andrés D´ Alessandro. El jujeño estuvo en duda hasta último momento, pero pese a sentir una molestia en la zona inflamada, igual quiso ser titular.”  (La Nacion, 25 de abril de 2002)

“COPA LIBERTADORES: EL EQUIPO BRASILEÑO DERROTO A RIVER POR 2 A 1 EN EL MONUMENTAL

Gremio hizo un negocio redondo en el final
El equipo de Ramón se puso en ventaja con un gol de Coudet al comienzo del segundo tiempo. Después, Tinga y Gilberto dieron vuelta el resultado a favor del Gremio. La revancha se jugará el próximo jueves en Porto Alegre.

Si el empate lo complicaba, ese gol postrero de Gilberto, el triunfo de Gremio en definitiva, le oscureció el camino a River en estos octavos de final de la Libertadores. Lo cierto es que River no tuvo fútbol y cayó en su propia cancha, y por sus propias limitaciones. Ahora deberá cambiar, pronto y mucho, si pretende seguir en el torneo.

Desde el arranque River quiso arrinconar a Gremio pero lo suyo fueron más insinuaciones que otra cosa. Toda la noche fue así. Y el equipo brasileño, tranquilo, sin desesperarse, salió con un plan:jugar con la desesperación de su anfitrión. Y a medida que fueron pasando los minutos, Gremio aprendió a controlar los momentos. Con orden en el fondo y una salida prolija en el medio incluso se acercó peligrosamente a Comizzo en aquel primer tiempo en el que no se pudo quebrar el cero a cero. Un tiro de Anderson Polga que se perdió cerca del palo derecho y un cabezazo de Luizao que se fue cerca del otro poste, quedaron como fieles testimonios.

Apenas reemplazó a Ortega, D”Alessandro entró enchufado, pero fue solo por unos minutos. Enseguida se diluyó entre la medianía, en la que “sobresalían” los errores de Garcé en el fondo y los de Ledesma en el medio. A propósito de Ortega: fue arriesgada la determinación de hacerlo jugar teniendo en cuenta que a River se le viene un partido clave con Racing y enseguida la revancha con el Gremio para ver quién sigue y quién se baja de la Copa. El Burrito estuvo 12 minutos en el campo, pero apenas jugó los primeros 6, hasta que acusó el dolor. Luego permaneció dentro del rectángulo verde solo para esperar que D”Alessandro no ingresara frío.

Bien ordenado atrás, entonces, Gremio manejó las urgencias de River por ganar de local. Emerson se les pegó como una estampilla a Ortega primero y a D”Alessandro después. Anderson Polga emergió con firmeza en el fondo y adelante Rodrigo Méndes preocupó al ser abastecido por Tinga y el veterano Zinho.

En este contexto River buscaba más sobre el sector derecho. Coudet le ganaba el duelo a Gilberto y hacia allí se recostaba el Chori Domínguez (eléctrico y veloz, fue el más peligroso en la primera parte) para prolongar en el terreno la búsqueda del equipo de Ramón Díaz. Por el otro lado no ocurría lo mismo. Zapata estaba más contenido. Y adelante Cavenaghi se metía entre los defensores visitantes. Y no pesaba en absoluto.

Cuando en el arranque del segundo tiempo Coudet, con un bombazo desde fuera del área (se desvió en Zinho) clavó el uno a cero en el ángulo superior derecho del arquero Eduardo Martini, el resultado se corrió hacia el lado de la injusticia. Pero no duró mucho. Diez minutos más tarde se reacomodó cuando Luizao cedió a Tinga y éste, con un derechazo bajo, estampó la igualdad.

Zapata, que mejoró en el complemento, pudo convertir pero el arquero visitante voló para echar su disparo al córner. También el segundo se le quedó atragantado a Domínguez cuando sacudió con un remate la unión entre el travesaño y el poste izquierdo. Hasta que, justo en el último minuto del partido, Gilberto puso el 2 a 1 y le dio la victoria Gremio. Una victoria que resultó una verdadera puñalada a las ilusiones del equipo argentino.

Las llegadas generadas por River sólo nacieron de atributos individuales, no hubo demostración de juego asociado, de producciones colectivas. Y ésto, definitivamente, es lo que más le debe preocupar a Ramón Díaz de cara a los noventa minutos de vuelta programados para el jueves 2 de mayo, en Porto Alegre.

Esto, claro, y el resultado en sí mismo. Porque si el empate lo complicaba, la derrota lo deja muy mal parado en la Libertadores. Tendrá que cambiar y mucho este River que se mostró cansado y sin ideas. Tendrá que hacerlo en una semana para seguir vivo en la Copa. Y tendrá que hacerlo antes, todavía, si quiere que Racing no le ponga una piedra grande en su camino como líder del Clausura.” (Clarin, 25/04/2002)

RIVER TAMPOCO TIENE EFECTIVO
River lo tuvo, pero por Eduardo, su propia falta de definición y hasta el travesaño, perdió un partido increíble. Si mete lo que no entró, allá puede darlo vuelta.

N o hay caso. Por donde se lo mire, la frase trillada le cae como anillo al dedo al partido: lo que no concretás en el arco rival, después lo sufrís en el tuyo. Pregúntenle a los hinchas de River, que vieron cómo su equipo fue y fue, cómo monopolizó el balón en buena parte del partido, pero también cómo chocó contra una noche fenomenal de Eduardo y con sus propias fallas a la hora de mandarla a guardar, que en definitiva es el objetivo de este juego.

Gremio, en cambio, hizo su trabajito. Fino, eh. Aguantó el chubasco, mostró el oficio suficiente para dormir el partido en los pasajes en que River quería imprimirle vértigo, y lo liquidó con dos estocadas a fondo, definiendo de la forma en que River debía haberlo hecho. Por eso ganó. Con el mérito adicional que significa darlo vuelta de visitante. Porque uno está acostumbrado a ver un equipo brasileño matando de contra (el mismo Gremio le dio esa medicina a River en la Mercosur el 22 de julio del 2001, con un 2-4 en el re-debut de Ramón), pero este Gremio, ducho, experimentado, no se desesperó estando en desventaja. Y en esta Argentina sin bancos, al final se llevó todo el efectivo que quedaba.

¿La historia ya está escrita? No, ni ahí. El equipo de Ramón demostró tener un volumen de juego importante como para ganar en cualquier cancha. Si el Burrito se recupera, D”Alessandro se enchufa, Coudet repite un partido como el de anoche y el Chori concreta lo que insinúa, la empresa no es imposible. Porque no siempre se erran tantos goles y si Eduardo ataja todos los días cómo lo hizo ayer, estaría en el Scratch y, que se sepa, en Brasil sólo piden por Romario.

Lo que no fue. River había salido como para comerse crudo a su rival. Fueron diez minutos a puro vértigo, en el que Domínguez ganaba en todo el frente del ataque y Coudet, en su función de volante—puntero, hacía todo con criterio. Ya sea unirse a Ortega para hacerle el dos-uno a Gilberto o directamente, desbordar a Roger. Pero River cometió el pecado de no apretar el gatillo. Y en la primera contra, el Gremio asustó feo con una entrada de Polga. Que tuvo dos efectos simultáneos: agrandó al Gremio tanto como aminaló el ímpetu de la banda. Y entonces el juego se hizo mucho más parejo, conformando una partida de ajedrez donde ambos contendientes parecían tener controlado el match.

En ese escenario, River fue un poco más, porque tuvo la pelota aunque no creó situaciones en proporción a ese dominio. Tuvo algunas, sí, pero la impresión general era que se trataba más de un juego estilo papi fútbol, con mucho toque y poca profundidad, que una búsqueda arrolladora. Digámoslo así: muy estético pero poco efectivo. Igual, parecía que ese dominio podía traducirse en el marcador en algún momento, porque River no dejaba nunca de jugar en el campo rival, mientras que el Gremio apelaba al foul táctico para cortar el juego y se encomendaba a las muy buenas noches de Eduardo y de Rodrigo Mendes, uno en cada área, como avisando que tampoco quería ser un mero partenaire.

En el segundo tiempo, River lo abrió rapidito. Y ahí sí parecía que se lo comía. Porque el Gremio necesitaba salir y más de uno se relamía pensando en los espacios para la contra. Pero no. Luizao, en uno de sus pocos aciertos, aguantó con oficio una bocha de Gilberto y se la abrió a Tinga que fusiló en el hueco que Comizzo dejó en su primer palo. Quedaba media hora para remar de nuevo. Y River se subió al bote. Fue y fue. Esta vez con más profundidad. Creó una, otra, y otra más. Pero entre Eduardo, la falta de precisión en la puntada final y hasta el travesaño (que paró un tiro del Chori) dejaron la chapa en empate. ¿Empate dijo? No, en el descuento, el Gremio facturó: Fernando desbordó a lo lateral brasileño y se la puso a Gilberto para que la empresa de River de seguir en la Copa, sea cuesta arriba, difícil. Pero no imposible.” ( Eduardo Castiglione, Olé, 25 abril de 2002)

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MACUMBA
River llegó 12 veces, hizo figura al arquero, pegó una en el palo. Gremio, con un par de escapadas, ganó 2-1 en el descuento.Si mete lo que no entró, allá puede darlo vuelta. a caption

SON BIENVENIDOS
A River le cuesta de local: en la Libertadores sólo le ganó al Tuluá, empató con Talleres y perdió dos veces. ¿Qué pasa? No sale a comerse crudos a sus rivales.

El Chori Domínguez recibe de espalda al arco, mete un taco con giro incluido para Cambiasso y queda de frente al arco, en la medialuna. El Cuchu se la devuelve de primera y lo deja en posición de gol. Pum, derechazo al ángulo y ¿golazo? La pelota pega en el travesaño y se va. Pocos minutos después Fernando corre como una gacela por la izquierda, 50 metros a toda velocidad, asiste a Gilberto y Gremio se lleva los tres puntos del Monumental…

Parece un trabajito de una bruja brasileña, pero es una película que se está viendo bastante seguido en Núñez. Sólo queda la nostalgia de aquellos equipos de Ramón Díaz que arrasaban con los rivales en el Monumental. Para este River 2002, ganar en casa es una tarea forzosa, desgastante, y no tan habitual como en otras épocas. Porque de los cuatro partidos de local que jugó en esta Copa Libertadores, sólo ganó uno (2-0 al Tuluá). Empató con Talleres (0-0), perdió 1-0 con el América de México y 2-1 anoche ante Gremio.

Es cierto, en los equipos del riojano que goleaban en los torneos internacionales estaban Crespo, Gallardo, Salas, Francescoli o Saviola. Aunque no se trata de una cuestión de figuras, porque el Chori Domínguez, D”Alessandro, Ortega, Coudet y Cavenaghi son jugadores desequilibrantes, de nivel internacional. El problema de fondo es que River no sale a la cancha con la actitud y la ambición de comerse al rival. Toquetea, juega lindo pero va poco a los bifes. Y los contrarios ya no le tienen miedo, sólo respeto. Es un déficit que también sufre en el Clausura: en Núñez empató con Chicago, Banfield y Chacarita.

River muestra los dientes más de lo que muerde. En los pies de Ledesma, D”Alessandro, Coudet y los dos de arriba tiene una estética atractiva, que encandila por momentos, aunque carece de definición. Generalmente se repite en la estrategia de ataque: si el Cabezón tiene el medio cercado, la pelota termina en Zapata o Coudet, centro y que sea lo que Dios o los defensores rivales quieran. Porque Sava juega en Gimnasia y Crespo se fue a Italia hace rato. Por eso ayer Cavenaghi, que cabecea bien cuando la bola le cae justo pero es mucho más efectivo con los pies, no tuvo ninguna situación de gol. Las ocasiones en las que River pudo haber convertido fueron tiros desde afuera del área, como el gol de Coudet.

Ramón se conformaba con ganar 1 a 0 y viajar a Porto Alegre con un equipo combativo y rápido para la contra. Quizá porque sabe que de visitante River juega más suelto, con más espacios y así los de arriba pueden explotar mejor sus virtudes. La jugada le salió mal, porque se topó con un Gremio ordenado y letal, que supo controlar a los generadores de fútbol que tiene River. Un River que sigue dependiendo exclusivamente de sus individualidades, que consume los minutos esperando una gambeta de Ortega, una genialidad de D”Alessandro o una definición salvadora del Torito Cavenaghi. Y si en la Copa no mandás en tu casa...” ( Jorge Luis Sierra , Olé, 25 abril de 2002)

“EL CHACHO GOLEADOR
Coudet le metió uno al Gremio y venía de festejar con Chacarita.

Cuando se hablan de estrellas en River, rápidamente se piensa en Ariel Ortega, en Andrés D”Alessandro, o el Cuchu Cambiasso. Pero por el carril derecho, con mucho recorrido, él llama la atención más allá de su cabellera platinada: Eduardo Coudet es un jugador importantísimo en el equipo de Ramón. Al punto que no tiene un reemplazante de su nivel (Ariel Franco ataca a toda velocidad pero no tiene su lectura del juego, el Turco Husain se pierde cuando lo corren a la derecha). Encima, ahora el Chacho está llegando al gol: le hizo uno a Chacarita, el domingo, y le metió otro al Gremio.

Contra los brasileños, se lo notó afilado, enchufado, pasando a toda velocidad de zona defensiva a la ofensiva. Y buscando el arco rival, incluso antes del gol había probado con un tiro libre (las pelotas paradas son propiedad de Ortega, aunque esta vez las manejó el Chori Domínguez hasta que Coudet le robó una).

De todos modos, el volante con banda larga no pudo terminar el juego: a los 27 minutos del segundo tiempo, Ramón decidió que le dejara su lugar a Franco. En ese momento también ingresó Cambiasso por el Lobo Ledesma. Pareció que al ver que no podía encontrarle la llave al partido (iban 1-1), el Pelado guardó a dos jugadores importantes para el clásico contra Racing. Si con el empate se presentaba complicado pasar de ronda en Brasil, más complejo será levantar una derrota en Porto Alegre. Aunque, si el Chacho sigue su racha de goles…”  (Olé, 25 abril de 2002)

¡POBRE BURRITO!
Ortega se arriesgó por el equipo, pero aguantó sólo 12 minutos en la cancha. ¿Jugará con Racing?

¡Arieeel! ¡Arieeel! ¿Podés?”.

No, Ramón, Ortega no pudo. Al final, el Burrito no aguantó los dolores en la pierna derecha y apenas estuvo 12 minutos en la cancha con el Gremio. Por las dudas, el Pelado ya prende unas velas para que el jujeño pueda jugar ante Racing, el domingo. Pero…

Las dudas. Con molestias y entre algodones, Ariel se levantó más temprano que el resto de los concentrados y se fue con el Pelado (“me sorprendió. No le dolió, salió por precaución. Me había contado que estaba bien”, había dicho un sorprendido Ramón el martes) y Omar Labruna a una de las canchas auxiliares del Monumental. Ahí, probó su pierna durante un loco y entendió que valía la pena arriesgar: “La idea es jugar, vamos a ver…”, dijo convencido, a minutos de las 21. Un rato más tarde, recibió la primera ovación de la noche al salir entre los titulares. Los hinchas le reconocieron el sacrificio, pero la pierna le pasó una factura: la contractura en la cara posterior del muslo derecho no lo dejó ni mover.

A los cinco minutos del inicio sintió dolor. A los seis, se agarró la pierna, gesto que motivó al DT a mandar a calentar a D”Alessandro. A los ocho, el jujeño elongó y casi no volvió a tocar la pelota. El tiempo le alcanzó para una pisadita y dos toques. Apenas para eso: a los 12 minutos fue reemplazado por el Cabezón. Aplauso, medalla y… hielo para Orteguita.

Maldita contractura. El primer problema físico apareció el 28 de febrero, contra el América de México. Aquella noche, Ariel sintió un pinchazo: contractura en el isquiotibial izquierdo. No estuvo contra Chicago, en el Monumental, pero reapareció frente a Boca, diez días después. La segunda señal de desgaste se notó con Gimnasia, en La Plata. Otra vez el pinchazo, otra vez a detener la marcha, de nuevo las medias bajas: “No es un desgarro, pero tiene una contractura en la cara posterior del muslo derecho”, informó el doctor Giulietti. A los cuatro días estuvo ausente frente a Chacarita porque el riojano prefirió guardarlo para el partido ante el Gremio. “¿Chacarita? Estoy para diez minutos, y así no quiero arriesgar”, dijo Ariel entonces.

Tres días después, jugó apenas dos minutos más. ¿Y ahora? A esperar y rezar, porque para el partido con Racing, Maxi López está suspendido y Esnaider salió el domingo con dolores en el aductor izquierdo. “ (Olé, 25 abril de 2002)

SE HA FORMANDO UNA PAREJA, ROBERTO...
Cavenaghi y D”Alessandro fueron seguidos por Bettega y Sívori, hombres fuertes de la Juve. Antes hubo una reunión con Aguilar.

Llamó la atención. En la platea Belgrano, en uno de los nuevos palcos del Monumental, Enrique Omar Sívori y Roberto Bettega seguían el partido con atención. Parece que especialmente los movimientos de Fernando Cavenaghi y de Andrés D”Alessandro, quien arrancó en el banco y rápidamente saltó a la cancha cuando Ariel Ortega pidió el cambio. Unas horas antes, Bettega, vicepresidente de la Juve, se reunió en el estadio con José María Aguilar, el presidente de River.

Los rumores, que juegan carreras cuando se producen encuentros de este tipo, dicen que el italiano buscaría asegurarse a los chicos revelación del fútbol argentino. Aguilar, cuando pasó por la zona de vestuarios antes del partido, minimizó el tema. Más allá de que en Europa se dice que Bettega tendría para ofrecer unos 30.000.000 de dólares por la parejita ofensiva de River.

Haciendo hipótesis, tal vez apresuradas, hay que decir que Aguilar es consciente de que será difícil retener a D”Alessandro cuando los europeos se decidan a sacar los dólares de la caja fuerte. En cambio, hace unos días anunció que Cavenaghi, en este momento es intransferible. Sabe que el Cabezón es conocido en el Primer Mundo y que ya se menciona más al Torito goleador (ya se habló de un interés del Parma y un sondeo menos importante de la Lazio). De todos modos, el tema quedó ahí. Después del partido, Bettega se fue hacia Paraguay, donde hoy participará de la inauguración del estadio del club Sol de América, cancha que llevará su nombre en reconocimiento a su trayectoria. Ese fue el motivo principal de su viaje.

A principios de marzo, River rechazó la primera oferta formal que llegó por el zurdo que lleva la 11 con clase: fue de 15 millones de dólares y la hizo un agente FIFA israelí, llamado Ronen Katzav, quien tiene mucha llegada en Inglaterra. A los pocos días, considerado un jugador de elite por todos los dirigentes de la Comisión Directiva del club, Andrés recibió un retoque en su contrato por la temporada pasada: de cobrar 3 mil pesos de sueldo y 90 mil de prima, pasó a recibir 7 mil y 200 mil respectivamente. Pero todavía no le retocaron el contrato por el 2001/02, acordado por 5 mil pesos de sueldo y 120 mil.

Ya lo dijo Aguilar: “Y, va a ser muy difícil retener a Andrés. Los jugadores saben que en Europa puede ganar diez veces más de lo que gana acá”. Los poderosos, los que tienen dólares en sus maletines, también lo saben. Por eso es probable que haya empezado la excursión en busca de talentos que desean asegurar su futuro.”  (Federio Del Rio, Olé, 25 abril de 2002)


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GRÊMIO TEM REABILITAÇÃO SENSACIONAL
EQUIPE COMEÇOU PERDENDO, MAS VIROU O JOGO CONTRA O RIVER PLATE, 2 A 1, E ESTÁ BEM PERTO DA PRÓXIMA ETAPA DA LIBERTADORES

O Grêmio deu a volta por cima. Ontem, em Buenos Aires, a equipe de Tite venceu o River Plate por 2 a 1, de virada, no jogo de ida das oitavas-de-final da Copa Libertadores. Coudet abriu o placar, Tinga e Gilberto viraram. Agora, o Grêmio precisa de um empate para obter a vaga. A partida de volta, no estádio Olímpico, será no dia 2 de maio.

O River começou pressionando o Grêmio, que conseguiu controlar o ímpeto do time argentino. Bem posicionada na defesa, a equipe gaúcha tentava surpreender nos contra-ataques. A partida teve um início eletrizante. Logo aos 12min, o Grêmio recebeu uma ótima notícia: Ortega voltou a sentir a lesão muscular e foi substituído por D’Alessandro. Na seqüência, após cobrança de escanteio, Polga chutou por cima. Num jogo entre grandes, as oportunidades de gol não paravam. Aos 17min, Dominguez bateu forte e Martini fez ótima defesa. O Grêmio quase marcou, aos 29min. Roger disparou pela esquerda e cruzou para Luizão concluir à esquerda.

Na segunda etapa, o River surpreendeu o Grêmio logo no primeiro minuto. Coudet pegou um rebote, a bola desviou em Roger e entrou, sem chances para Martini esboçar a defesa. O gol não intimidou o Grêmio, que foi para cima do River. Aos 11min, Luizão passou para Tinga dentro da área acertar um forte chute no gol empatando a partida. Depois do empate, o Grêmio queria mais. E, aos 45min, Fernando, que havia entrado no lugar de Zinho para reter a bola, fez grande jogada e achou Gilberto livre para marcar o gol da virada.

Hoje, em Assunção, o presidente do Grêmio, José Alberto Guerreiro, deverá pedir à Conmebol que libere Danrlei para jogar o restante da Libertadores.” (Correio do Povo, 25 de abril de 2002)

TITE E A CAPACIDADE DE INDIGNAÇÃO

O festivo vestiário gremista, ontem, no Monumental de Nuñez, em nada lembrava o clima tenso e triste que envolveu o time tricolor após a goleada de domingo. O presidente José Guerreiro disse que foi feito um ‘trabalho profundo sobre a importância da Libertadores’ e que os jogadores deram ‘uma resposta excelente’. O dirigente elogiou o futebol de Luizão, que fez a jogada do primeiro gol, e destacou as substituições feitas por Tite, em especial a de Fernando por Zinho.

O treinador gremista elogiou a sua equipe, que ‘soube absorver o golpe do gol do River e depois saiu para buscar o resultado’. Tite salientou que o Grêmio teve ‘qualidade e equilíbrio para jogar bem e vencer com justiça um time forte como o River Plate em seu estádio’. Ele observou que a vitória mostrou, ainda, a capacidade de indignação dos jogadores: ‘O pessoal estava com o último resultado engasgado na garganta. E entrou em campo sem omitir-se da responsabilidade'”. (Correio do Povo, 25 de abril de 2002)

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Foto: Fabian Gredillas (Correio do Povo)

GRÊMIO BATE O RIVER NO ÚLTIMO MINUTO PELA LIBERTADORES
O Grêmio foi até Buenos Aires e bateu por 2 a 1 o River Plate, na noite desta quarta-feira, pelas oitavas-de-final da Copa Libertadores da América. Gilberto, aos 45 do segundo tempo, marcou o gol da vitória gremista.

As equipes voltam a se enfrentar na quinta da próxima semana, no estádio Olímpico, em Porto Alegre. O time gaúcho precisa apenas de um empate para se classificar.

A equipe que passar pega na próxima fase pega o vencedor do confronto entre Nacional e América de Cali. Os uruguaios venceram a primeira partida por 1 a 0.

Em tom de desabafo, o técnico Tite agradeceu o suporte das famílias dos jogadores e comissão técnica, que foram muito criticados após a goleada sofrida para o Atlético-PR por 5 a 1, no último sábado, pela Copa Sul-Minas.

O River foi melhor no primeiro tempo. O time argentino pressionou, mas foi o Grêmio que assustou nos contra-taques. Aos 14 minutos, Zinho levantou de escanteio na área, Luizão escorou e Polga apareceu livre no segundo pau para tocar para fora.

Aos 29 foi a vez de Luizão desperdiçar uma boa oportunidade. O atacante sobiu de cabeça depois do cruzamento de Roger e a bola passou raspando a trave esquerda do goleiro Comizzo.

Mas, logo no primeiro minuto da etapa final, o River abriu o placar. Caudet pegou uma sobra dentro da área e bateu. A bola ainda desviou na zaga antes de entrar no ângulo.

O Grêmio não demorou a reagir e, aos 11, Luizão rolou para Tinga soltar a bomba e deixar tudo igual.

O time argentino partiu com tudo para cima, mas foi o Grêmio que marcou. Aos 45, Gilberto recebeu dentro da área e marcou o gol da vitória.” (Terra, 24 Abril de 2002, Quarta-feira, 23h32)

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Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

NO MINUTO FINAL, GRÊMIO DERROTA RIVER
    Com o atacante Luizão de volta ao time, o Grêmio derrotou o River Plate por 2 a 1, em Buenos Aires, pelas oitavas de final da Libertadores. A partida de volta será na próxima quarta, em Porto Alegre.
   O River sentiu a perda de Ortega, que saiu aos 12 min do primeiro tempo, com uma contratura muscular. Apesar disso, o time argentino abriu o marcado logo a 1 min do segundo tempo. Coudet chutou de fora da área, a bola bateu na defesa e enganou Eduardo.
   Aos 11 min, Tinga apareceu pela direita e chutou forte, no canto de Comizzo. Aos 45 min, Fernando fez boa jogada. A bola sobrou para Gilberto, que desempatou.” (Folha de São Paulo – quinta-feira, 25 de abril de 2002)

GRÊMIO VIRA NO ÚLTIMO MINUTO E BATE O RIVER EM BUENOS AIRES

Após a desconcertante derrota de 5 a 1 para o Atlético-PR, no último sábado, no Olímpico, na abertura das semifinais da Copa Sul-Minas, o Grêmio se reabilitou hoje e bateu o River Plate por 2 a 1, em Buenos Aires, pela partida de ida das oitavas-de-final da Libertadores.

O resultado dá a vantagem da equipe gaúcha jogar pelo empate na partida de volta, no estádio Olímpico, em Porto Alegre. Foi o segundo triunfo consecutivo do time de Tite contra o rival, em Buenos Aires. No ano passado, o Grêmio bateu o River Plate por 4 a 2, pela Mercosul.

Após um primeiro tempo sem gols, o River Plate abriu o placar logo a 1min da etapa final com Coudet, que chutou de fora e foi beneficiado pelo desvio na zaga, que enganou o goleiro Eduardo Martini. A vantagem argentina, no entanto, durou pouco tempo.

Aos 12min, em jogada que teve participação do atacante Luizão _foi a primeira vez que o jogador inicia uma partida desde o início pelo Grêmio [antes, Luizão jogou meio tempo contra o Cruzeiro, pela Sul-Minas]_, Tinga chutou forte para as redes do gol de Comizzo.

A virada veio aos 45min. O lateral-esquerdo Gilberto recebeu de Fernando, entrou na área e bateu sem chances para Comizzo. Agora, as duas equipes voltam a jogar no dia 2 de maio, em Porto Alegre, e o empate classifica o Grêmio.” (Folha de São Paulo – 24/04/2002 – 23h34min)

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Fonte: ClicRBS

River Plate 1×2 Grêmio

RIVER PLATE: Ángel Comizzo; Hernán Garce, Celso Ayala e Ricardo Rojas; Eduardo Coudet (Ariel Franco), Cristian Ledesma (Esteban Cambiasso), Cláudio Husaín, Victor Zapata e Ariel Ortega (D’Alessandro); Alejandro Dominguez, Fernando Cavenaghi
Técnico: Ramón  Díaz

GRÊMIO: Eduardo Martini; Anderson Polga, Claudiomiro e Roger; Anderson Lima, Emerson, Tinga, Zinho (Fernando Menegazzo) e Gilberto; Rodrigo Mendes (Rodrigo Fabri) e Luizão (Fábio Baiano)
Técnico: Tite

Copa Libertadores 2002 – Oitavas de Final – Jogo d eIda
Data: 24 de abril de 2002, quarta-feira, 21h40min
Local: Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires-ARG
Público: 10.842 pagantes
Renda: $ 66.131,00
Árbitro: Carlos Amarilla (Par).
Assistentes: Robert Troxler e Amélio Andino (Par)
Cartões Amarelos: Garcé, Husaín, Celso Ayala, Rodrigo Mendes, Anderson Polga, Gilberto
Gols: Eduardo Coudet, no primeiro minuto do segundo tempo.  Tinga, aos 12 e Gilberto, aos 45 minutos do segundo tempo.