Archive for the ‘São Paulo’ Category

Brasileirão 2020 – Grêmio 1×2 São Paulo

February 15, 2021

O desempenho do Grêmio DURANTE as partidas anda oscilando demais. O time tricolor raramente consegue manter um padrão aceitável de jogo por mais de 30 minutos. Aí realmente fica difícil sair de campo com os três pontos.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

Grêmio 1×2 São Paulo

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz (Pinares), Rodrigues, Paulo Miranda (Thaciano) e Diogo Barbosa; Maicon (Lucas Silva), Matheus Henrique, Alisson, Jean Pyerre (Luiz Fernando) e Pepê (Ferreira); Diego Souza.
Técnico: Renato Portaluppi

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Igor Vinícius, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Luan, Tchê Tchê (Trallez), Vitor Bueno (Toró) e Daniel Alves; Luciano (Hernanes) e Carneiro (Galeano)
Técnico: Marcos Vizolli

36ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2020
Data: 14 de fevereiro de 2021, domingo, 20h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior (PR)
Assistentes: Bruno Boschilia (Fifa-PR) e Sidmar dos Santos Meurer (PR)
VAR: Adriano Milczvski (PR)
Cartões amarelos: Paulo Miranda, Diego Souza, Pinares e Alisson (Grêmio); Carneiro, Daniel Alves, Igor Vinícius e Tchê Tchê (São Paulo)
Cartão vermelho: Pinares (Grêmio)
Gols: Diego Souza, aos 32 do 1ºT ; Tchê Tchê, aos 17 do 2ºT, e Luciano, aos 22 do 2ºT (São Paulo)

Brasileirão 1995 – Grêmio 2×1 São Paulo

February 12, 2021

Foto: José Doval (Zero Hora)

 

É fácil verificar algumas semelhanças entre esse próximo Grêmio Vs São Paulo e o confronto pelo Brasileirão de 1995. Nas duas ocasiões o jogo era o antepenúltimo compromisso do Grêmio no Campeonato Brasileiro. Em 1995, assim como hoje, o Grêmio estava com seu foco voltado para uma outra decisão.

Um elemento marcante daquele jogo foi um embate entre Felipão e Telê Santana. Na época o técnico são-paulino era também colunista da Folha de São Paulo e, antes das finais da Copa do Brasil, escreveu queO Grêmio, em certas ocasiões, mostra-se uma equipe desleal” e que “o time gaúcho é um reflexo do Luiz Felipe, seu treinador. Na época em que ele era jogador, sempre foi considerado um atleta violento. Tinha pouca técnica e fazia muitas jogadas agressivas.” Meses depois, Felipão respondeu em uma entrevista para Placar, apontando para a hipocrisia do seu acusador: “Telê não olha o próprio rabo. Quando era do Grêmio, em 1977, ele contratou o Oberdã só para dar porrada.

 

Foto: José Doval (Zero Hora)

 

LUIZ FELIPE LEVA A MELHOR NO DUELO COM TELÊ SANTANA

Desde a disputa pela Copa do Brasil, no primeiro semestre deste ano, Luiz Felipe tem sido criticado pelo técnico Telê Santana, do São Paulo. “Ele incita os seus jogadores à violência”, insiste Tele. Sábado, no Estádio Olímpico, vencer os paulistas era uma questão de honra para o treinador gremista. O Grêmio não fez um bom primeiro tempo, chegou a estar perdendo por 1 a 0, mas ao final da partida Luiz Felipe deixou o gramado de cabeça erguida, amparado na vitória de 2 a 1. Além da derrota, Telê não pode evitar a ironia do destino. O São Paulo fez 18 faltas, apenas duas a menos que o Grêmio, e ainda teve um jogador expulso por excesso de violência.

A tarde ensolarada de sábado levou mais de 10 mil pessoas ao estádio. Eufóricos com o clima de acerto de contas entre Luiz Felipe e Telê, os torcedores não resistiram e vaiaram o técnico do São Paulo toda a vez que o polêmico treinador deixou o banco de reservas para passar instruções aos jogadores.

Preocupado com a alta velocidade das jogadas, Luiz Felipe pedia mais atenção no meio-campo e na zaga, que perdiam o confronto com Cláudio, Almir e Sierra. Em 12 minutos de jogo, o Grêmio levou perigo ao gol de Rogério duas vezes, enquanto o São Paulo perdia uma boa chance. O time de Tele desperdiçou a primeira oportunidade, mas foi fulminante na segunda, aos 17 minutos: aparando um cruzamento baixo do lateral Cláudio, o atacante Luciano colocou no canto esquerdo de Danrlei. Cinco minutos mais tarde, Arilson empatou cobrando falta, mas o inseguro árbitro Jose Rabelo anulou o gol, alegando toque de mão. Pouco depois, Rabelo voltou a anular um gol, desta vez aquele que seria o segundo de São Paulo, por falta na defesa.

Com 10 homens em campo – Bordon foi expulso por fazer falta violenta em Carlos Miguel – o São Paulo voltou mais cauteloso, para a etapa final. Levado pela torcida, o time de Luiz Felipe mostrou determinação para buscar o empate, com ataques sucessivos. À insistência foi recompensada com uma falta sobre Paulo Nunes, dentro da área: pênalti. À torcida pediu que Dinho cobrasse: O volante chutou com força e empatou. Luiz Felipe começava a derrubar Telê Santana do alto do pedestal.

A 18 minutos do final da partida, Jardel, como de hábito, subiu mais que a defesa adversária e marcou: 2 a 1. Lume Felipe se vingou das provocações de Telê Santana com uma vitória de virada e o Grêmio subiu para 16 pontos no segundo turno e 28 na classificação geral. Agora, livre definitivamente da ameaça de rebaixamento, o time passa a pensar apenas em Tóquio.” (Zero Hora, segunda-feira, 13 de novembro de 1995)

OS DESEMPENHOS (Zero Hora, 13 de novembro de 1995)
GRÊMIO SÃO PAULO
Conclusões a gol 9 6
Escanteios cedidos 5 8
Faltas cometidas 20 18
Impedimentos sofridos 4 6

ADÍLSON É APROVADO E GARANTE A SUA VAGA

O zagueiro Adilson voltou ao time do Grêmio sábado, depois de um longo período longe dos gramados. Operado de um grave problema de coluna, o capitão gremista fez uma exibição cautelosa diante do São Paulo. O  suficiente entanto, para provar que estará em condições para a decisão do Mundial Interclubes contra o Ajax, dia 28.

 Adilson só jogou a segunda etapa. Entrou no lugar de Luciano para dar mais segurança ao setor defensivo do time. Além disso, Adilson tem uma missão importante no esquema de Luiz Felipe. Com ele na equipe, Dinho e Goiano não precisam recuar para dar início à jogada. O próprio zagueiro se encarrega de sair com a bola dominada e distribui-la para o meio-campo. “Isso deixa a equipe mais adiantada e, em consequência, melhora a marcação”, disse Adilson, logo depois da partida.

A torcida gremista que compareceu ao estádio sábado não viu o Adilson vigoroso e campo.  Mesmo assim, o zagueiro mostrou habilidade. O capitão do Grêmio aparou a bola no peito, deu um “chapéu” sobre um adversário, fez lançamentos e comandou a defesa e o meio-campo. Nof inal do jogo, foi muito aplaudido. “Quero agradece o carinho dos torcedores com uma grande vitória em Tóquio”, disse. “Em toda a minha carreira, nunca recebi tanto apoio de um clube e de uma torcida como neste período aqui no Grêmio.” (Zero Hora, segunda-feira, 13 de novembro de 1995)

 

“A boa fase do Grêmio, com a vitória de virada no Olímpico, foi suficiente para convencer até o técnico Telê Santana, do São Paulo, sobre as condições em que se encontra o bicampeão da Copa Libertadores, duas semanas antes da decisão em Tóquio. Telê não economizou elogios ao Grêmio. ” O sistema de marcação é muito bom, com dois zagueiros firmes, dois volantes de contensão e dois meias criativos, mas também um atacante rápido, o Paulo Nunes, que cria condições para um atacante perigoso, o Jardel, um ótimo cabeceador”, resumiu. Telê ressaltou que o Grêmio não têm destaques individuais e o que prevalece é o senso coletivo. “Isso que o Arce, que faz as jogadas para o Jardel, não atuou” (Zero Hora, segunda-feira, 13 de novembro de 1995)

 

Foto: José Doval (Zero Hora)

 

SÃO PAULO PERDE PARA GRÊMIO E FICA EM 7º

O São Paulo perdeu para o Grêmio por 2 a 1, ontem, em Porto Alegre (RS), e ficou em situação muito ruim na luta por uma vaga nas semifinais do Brasileiro.
O time está em sétimo no Grupo B, com sete pontos em sete jogos. O Grêmio lidera o Grupo A, com 16 pontos, ao lado do Corinthians, mas com três jogos a mais.
O São Paulo marcou o primeiro gol aos 16min. O lateral Cláudio cruzou da direita e Luciano mergulhou para cabecear.
Ainda no primeiro tempo, o juiz Jorge Rabelo anulou dois gols: um do Grêmio, aos 22min -Arílson bateu falta e Goiano teria tocado com a mão na bola-, e um do São Paulo, aos 29min -Pedro Luiz marcou após escanteio, mas foi marcada falta de Edmílson.
Aos 34min, o zagueiro Bordon, que já tinha um cartão amarelo, foi expulso.
No segundo tempo, o Grêmio conseguiu o empate aos 14min, por meio de um pênalti cobrado por Dinho. Aos 19min, o goleiro Rogério evitou de forma espetacular um gol de cabeça de Arílson, mas, aos 27min, Alexandre cruzou e Jardel cabeceou, na pequena área, para marcar o segundo gol.” (Folha de São Paulo, domingo, 12 de novembro de 1995)

GRÊMIO FESTEJA DERROTA DE TELÊ
O Grêmio já havia conseguido o que queria no Campeonato Brasileiro: afastar o risco de rebaixamento para a segunda divisão.
Anteontem, no entanto, o técnico Luiz Felipe e seus jogadores deram à vitória sobre o São Paulo a importância de um desabafo há muito desejado.
“Foi um ‘cala-boca’ para o Telê Santana, que passou todo o primeiro semestre dizendo que nosso time era violento e que só sabia vencer batendo no adversário”, disse o volante Dinho.
“O meu gol foi o ‘gol São Paulo’, para quem fala muito, mas não ganha nenhum título”, disse o atacante Jardel.
O técnico Luiz Felipe foi irônico: “Eles dizem que nós batemos, que somos indisciplinados. Acho que este São Paulo que perdeu para nós e que bateu o tempo todo não é o time do Telê, deve ser o time treinado pelo Muricy (auxiliar de Telê)”.
A exemplo dos jogadores do São Paulo, os do Grêmio também se queixaram da arbitragem de Jorge Rabelo. “Ele anulou um gol nosso e um gol deles. Foi muito mal”, disse Paulo Nunes.” (Léo Gerchmann, Folha de São Paulo, segunda-feira, 13 de novembro de 1995)

“O volante Alemão disse que o São Paulo foi “roubado”.
“O Luiz Felipe (técnico do Grêmio), mesmo assim, conseguiu ser mais decepcionante que o juiz. Sabia que eu tinha cartão amarelo e mandou o Arílson me provocar”, afirmou Alemão. Para ele, esse tipo de recomendação é “coisa de mau caráter” (Folha de São Paulo, segunda-feira, 13 de novembro de 1995)

 

Foto: José Doval (Zero Hora)

 

“O JOGO: O Grêmio teve a domínio da partida, mas a zaga demonstrava insegurança no primeiro tempo. No segundo tempo, os gaúchos atacaram mais e as paulistas procuraram se defender.” (Placar, Tabelão 95 n.º 10)


Grêmio 2×1 São Paulo

GRÊMIO: Danrlei; Wágner Fernandes (Alexandre), Rivarola, Luciano (Adílson) e Roger; Dinho, Goiano, Arílson e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Magno) e Jardel
Técnico: Luiz Felipe Scolari

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Cláudio, Pedro Luiz, Bordon e André; Alemão, Edmílson, Sierra (Gilmar) e Aílton; Almir (Alexandre) e Luciano
Técnico: Telê Santana

Campeonato Brasileiro 1995 – Segunda Fase – 7ª Rodada
Data: 11 de novembro de 1995, sábado, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público: 10.298 (7.008 pagantes)
Renda: R$ 69.255,00
Juiz: Jorge Fernando Rabelo (RJ)
Cartões amarelos: Aílton, Pedro Luiz, Alemão, Gilmar e André (SP); Carlos Miguel, Paulo Nunes e Roger (G)
Cartão vermelho: Bordon, aos 38 minutos do 1º tempo
Gols: Luciano, aos 16min do primeiro tempo; Dinho (de pênalti), aos 14 minutos, e Jardel, aos 27 minutos do segundo tempo

Copa do Brasil 2020 – São Paulo 0x0 Grêmio

December 31, 2020

Foto: Diego Souza (Twitter)

O Grêmio teve uma atuação segura. Correu pouquíssimos riscos ao segurar o 0x0 que lhe era favorável. E mesmo com essa postura mais “reativa”, foram do Grêmio as três melhores chances de gol da partida (a bola na trave de Vitor Ferraz, a bicicleta de Diego Souza e o chute de Pepê, todas ainda no primeiro tempo)

As escolhas de Renato se mostraram muito acertadas. Lucas Silva foi o melhor em campo e deu muita segurança para defesa.

Surreais as críticas do São Paulo. Fernando Diniz inventou um número mágico de 12 minutos de acréscimo e Tiago Volpi achou que era papel do árbitro ajudar a um time a “acelerar o jogo“.

Com o que foi possível ver nesses três jogos com o Grêmio em 2020 fica muito difícil de entender a liderança do São Paulo no Brasileirão. Mais difícil ainda é entender todo o “hype” em torno dessa equipe.

 

Foto: Diego Souza (Twitter)

 

Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

São Paulo 0x0 Grêmio

SÃO PAULO: Volpi; Juanfran, Bruno Alves (Paulinho Bóia, aos 33/2ºT), Arboleda, Léo (Toró, aos 20/2ºT); Luan (Vitor Bueno, aos 20/2ºT), Tchê Tchê (Hernanes, 33/2ºT), Daniel Alves, Gabriel Sara e Igor Gomes (Tréllez, aos 33/2ºT); Brenner
Técnico: Fernando Diniz

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz (Ferreira, aos 23/2ºT), Rodrigues, Kannemann e Diogo Barbosa; Matheus Henrique e Lucas Silva; Alisson (Thaciano, aos 14/2ºT), Jean Pyerre (Darlan, aos 35/2ºT) e Pepê (Everton, aos 36/2ºT); Diego Souza (Paulo Miranda, aos 35/2ºT)
 Técnico: Renato Portaluppi

Copa do Brasil 2020 – Semifinal – jogo de volta
Data: 30 de dezembro de 2020, quarta-feira, às 21h30min
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo – SP
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (RJ)
Assistentes: Luiz Claudio Regazone e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ)
VAR: Rodrigo Dalonso Ferreira (SC)
Cartões amarelos: Juanfran, Bruno Alves, Fernando Diniz e Toró (São Paulo), Matheus Henrique, Thaciano (Grêmio)
Cartões vermelhos: Tréllez (São Paulo)

Confrontos como visitante contra o São Paulo pela Copa do Brasil

December 30, 2020

Foto: Carlinhos Rodrigues (Zero Hora)

 

Abaixo os links para os posts para todos os jogos que o Grêmio fez como visitante, contra o São Paulo, pela Copa do Brasil:

Copa do Brasil 1990 – Oitavas – Volta – São Paulo 0x0 Grêmio

Copa do Brasil 1995 – Quartas – Ida – São Paulo 1×1 Grêmio

Copa do Brasil 1998 – Oitavas – Ida – São Paulo 2×0 Grêmio

Copa do Brasil 2001 – Quartas – Volta – São Paulo 3×4 Grêmio

Copa do Brasil 2001 – São Paulo 3×4 Grêmio

December 29, 2020

Foto: Rubens Chiri (Correio do Povo)

Sem pensar muito, eu afirmaria que Marcelinho Paraíba teve nessa partida uma das maiores atuações individuais que eu vi um jogador fazer com a camisa do Grêmio.

Foto: Carlinhos Rodrigues (Zero Hora)

Ex-são-paulino faz 3 e tira São Paulo da Copa do Brasil
Grêmio vence em pleno Morumbi e ameaça cargo de Oswaldo Alvarez

A torcida do São Paulo teve ontem mais um motivo para reclamar do desmanche feito no time no ano passado. O meia-atacante Marcelinho, um dos atletas vendidos pela diretoria, fez três gols na vitória do Grêmio por 4 a 3, à tarde, no estádio do Morumbi. O resultado eliminou o São Paulo da Copa do Brasil e pode provocar a demissão do técnico Oswaldo Alvarez. O treinador são-paulino foi xingado de burro pelos torcedores, que pediram a sua saída. “Essa pressão é natural, mas só a diretoria pode dizer o que vai acontecer agora”, afirmou Alvarez. Os dirigentes já tinham sido pressionados a trocar a comissão técnica após a eliminação na primeira fase do Paulista. Em cinco meses no Morumbi, Alvarez conquistou o inédito Rio-São Paulo e foi eliminado de dois torneios. O próximo compromisso dos são-paulinos é a Copa dos Campeões, no final de junho. Os gaúchos, que venceram o primeiro jogo por 2 a 1, enfrentarão o Coritiba, pelas semifinais. A vitória foi comandada por Marcelinho, que também permitiu que o São Paulo melhorasse no final, graças a sua expulsão. “Jogamos com três zagueiros para fazer uma marcação especial nos atacantes deles. Mas fomos mal e deixamos o Marcelinho jogar bem”, disse Alvarez. O meia-atacante foi vendido pelo time paulista ao Olympique, que o repassou ao clube de Porto Alegre. Agora ele já está negociado com o Hertha (Alemanha). O Grêmio jogou quase todo o primeiro tempo no ataque. Aos 27min, Marcelinho fez o seu primeiro gol, ao aproveitar rebote. Os são-paulinos passaram a depender de uma vitória por pelo menos dois gols de diferença. Mas, logo após Marcelinho marcar, Carlos Miguel sofreu pênalti de Marinho. França cobrou no canto direito de Danrlei, aos 30min, e empatou. Aos 44min, França acertou um chute de perna esquerda e fez o segundo do seu time. Os gremistas reclamaram que ele teria ajeitado a bola com a mão. “Matei a bola no peito”, afirmou o atacante, que foi observado por um representante do Borussia Dortmund (Alemanha). Aos 9min do segundo tempo, Marcelinho fez o seu segundo gol, dessa vez em cobrança de falta no canto direito de Rogério. Aos 12min, o ex-jogador do São Paulo driblou Rogério e recolocou o seu time em vantagem. Com um chute rasteiro, o volante são-paulino Alexandre empatou a partida, aos 23min e voltou a dar esperanças à torcida. Cinco minutos depois, Marcelinho foi expulso, por reclamação. Mas, aos 38min, o juiz Wilson de Souza Mendonça marcou pênalti de Maldonado em Luiz Mário. Os são-paulinos reclamaram, pois a infração havia sido fora da área. Zinho cobrou e fez o quarto gol gremista. A cobrança foi feita com um torcedor do São Paulo em campo, o que é irregular. (Ricardo Perrone, Folha de São Paulo, quinta-feira, 24 de maio de 2001 )

 

 

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Jean (Kaká 42/1), Rogério Pinheiro, Wilson, Reginaldo Araújo, Maldonado, Alexandre, Souza (Renatinho 21/2), Carlos Miguel, Ilan (Oliveira 29/2), França.
Técnico: Oswaldo Alvarez (Vadão)
GRÊMIO: Danrlei; Marinho, Mauro Galvão e Anderson Polga; Anderson Lima (Gavião 43/2), Tinga (Roger 39/2), Eduardo Costa, Zinho e Rubens Cardoso; Warley (Luís Mário 29/2), Marcelinho Paraíba.
Técnico: Tite

Copa do Brasil 2001 – Quartas de final – Jogo de Volta
Data: 23 de maio de 2001, Quarta-feira, 15h00min
Local: Morumbi, São Paulo
Juiz: Wilson de Souza Mendonça-PE
Auxiliares: Cid Bezerra e Julio Cesar Bezerra da Silva
Cartões Amarelos: Mauro Galvão, Anderson Lima, Tinga
Cartões Vermelhos: Marcelinho Paraíba 28/2< >Gols: Marcelinho Paraíba 28/1T, França 30/1T (pen), França 44/1T, Marcelinho Paraíba 08/2T, Marcelinho Paraíba 12/2T, Alexandre 23/2T e Zinho (pênalti) 39/2T.

Copa do Brasil 1998 – São Paulo 2×0 Grêmio

December 29, 2020

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

O ano de 1998 não foi dos melhores para o Grêmio, mas quando entrou em campo para enfrentar o São Paulo no Morumbi pelas oitavas de final da Copa do Brasil a equipe gremista vivia um momento relativamente tranquilo, sem ainda ter estreado no Campeonato Gaúcho e liderando o seu grupo na Libertadores. De tal modo, a derrota por 2×0 foi um dos primeiros golpes que o time sofreu ao longo da temporada.

Nas matérias abaixo é possível notar que a Placar, Folha de São Paulo e Zero Hora ainda chamavam Ronaldinho de Ronaldo.

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

 

“GRÊMIO PERDE E DECIDE NO OLÍMPICO
O time não soube segurar a velocidade paulista e agora tentará reverter o resultado em casa, dia 14 de abril

Carlos Miguel cumprimentou antes do jogo cada um dos gremistas em campo. Foi no banco de reservas do adversário, saudou a comissão técnica. Enfim, fez tudo que um mestre de cerimônias faria com elegância. Quando São Paulo e Grêmio começou, porém, a camaradagem terminou. Foi ele o maestro time paulista. Lançou, correu, fez gol e ajudou a construir os 2 a 0 sobre seu ex-time. Agora, resta ao Grêmio devolver as mesuras a Carlos Miguel no Olímpico. Dia 14, o time gaúcho precisa fazer três gols para passar à próxima fase. Se fizer dois, e não sofrer nenhum, terá de decidir nos pênaltis a vaga à Copa do Brasil.

O São Paulo foi um time pretensioso no início. Tocou a bola de um lado para o outro, exagerou na troca de passes pelo centro, tentou um drible a mais, desfilou talento. Só não chutou a gol. Do outro lado, havia a objetividade do Grêmio. E então Guilherme recuperou um rebote, avançou sobre Rogério e só não marcou aos 22 minutos porque o goleiro tocou para escanteio. O São Paulo voltou a dar 10 mil toques na bola, até Ronaldo fugir em contra-ataque e chutar forte, rasteiro, cruzado, mas para fora. Foi a melhor chance de gol no primeiro tempo. E o time de craques teve de se contentar com uma falta isolada cobrada pelo goleiro-goleador Rogério, espalmada por Danrlei.

O técnico Sebastião Lazaroni segurou bem o jogo com as suas anunciadas triangulações. Aílton flutuou pelo lado esquerdo, deu cobertura a Roger, evitou os avanços de Zé Carlos, enfim, fez funcionar o triângulo da esquerda. Mas do outro lado, Itaqui sofreu. O garoto Ronaldo, razoável na frente, não acompanhava Serginho. Assim foi o primeiro tempo. Assim começou o segundo, com uma diferença: o São Paulo partiu resoluto ao ataque. Denílson ainda acertou um chutão no poste. Três minutos depois, Serginho partiu dois quilômetros atrás de Itaqui. Chegou à frente e cruzou numa velocidade meteórica. A bola caiu nos pés de Carlos Miguel, que fez o 1 a 0, aos 14 minutos do segundo tempo.

Lazaroni reagiu de imediato. Retirou Ronaldo e apostou no contra-ataque com Zé Alcino. Mas Denílson apareceu na área gremista, serviu Aristizábal, que deixou França em condições de entrar com bola e tudo. Era o 2 a 0. Então o Grêmio resolveu ser mais parecido com o Grêmio. Goiano cedeu lugar para Otacilio. Fez chuver bolas na área, mas Rogério estava lá. Então, o São Paulo trocou os toques pelos contra-ataques, sempre através de Carlos Miguel. No final, o jogo ficou aberto, emocionante. Denílson perdeu dois gols (e podia ter liquidado o Grêmio). Beto e Itaqui também erraram. E deixaram de amenizar o sofrimento gremista.” Zero Hora, sexta-feira, 20 de março de 1998)

 

“LAZARONI LAMENTA CHANCES PERDIDAS

O abatimento no vestiário gremista depois da partida denunciava a decepção pela derrota. A partida era propicia para o Grêmio garantir a  vantagem para o segundo jogo em Porto Alegre, dia 14 de abril. O São Paulo concedeu generosos espaços no primeiro tempo e permitiu que o Grêmio desperdiçasse duas grandes oportunidades de marcar. “Poderia ter sido a bola do jogo”, lamentou-se o técnico Sebastião Lazaroni, recostado a uma parede do vestiário do Morumbi. Elegantemente vestido e transpirando muito, Lazaroni lamentou a falta de experiência de alguns “Só jogando eles vão adquirir maturidade”, conformou-se.

A decepção do técnico era principalmente pelo panorama em que se apresentou o jogo. A torcida do São Paulo abandonou a equipe e compareceu em número muito reduzido ao Morumbi. Aliás, o futebol não tem sido o melhor programa para os são-paulinos nos últimos tempos. Ontem, além dos últimos decepcionantes resultados e do horário (21h40min), a transmissão do jogo para a capital paulista colaborou para afugentar os torcedores. Pouco mais de 3 mil pessoas compareceram. O reformado e imponente Morumbi ficou atirado às moscas. Alguns setores nem foram abertos.

O estádio estava tão vazio que era possível ouvir os diálogos entre os jogadores nas cabines. Foi um festival de “pega”, “fica” e “sai”. Talvez a técnico Sebastião Lazaroni não necessitasse berrar tanto para passar instruções para a equipe. As suas orientações eram ouvidas pelos torcedores na arquibancada superior localizada no outro lado do gramado. Para completar, os momentos mais empolgantes para os são-paulinos foram escassos e se resumiram a três lances, até o golaço de Carlos Miguel. No mais, se resumiram ao pagode emanado pelas caixas de som antes do jogo e no intervalo. A pasmaceira do time Nelsinho Batista era tamanha que, ao fim do Primeiro tempo, a torcida pediu a entrada de Susi, craque da equipe feminina do clube e da Seleção Brasileira “Se ao menos segurássemos o resultado, eles se perturbariam e abririam mais espaços”, afirmou volante Fabinho.

A mobilização para a partida de volta iniciou antes mesmo de os jogadores entrarem no vestiário. O vice-presidente Dênis Abrahão repetiu a atitude tomada depois da derrota de 2 a O para Portuguesa no Brasileirão e prometeu reação “a cobra vai fumar no Olímpico”, avisou Abrahão.“ (Leonardo Oliveira, Zero Hora, sexta-feira, 20 de março de 1998)

 

“PELO LADO ESQUERDO, SÃO PAULO BATE O GRÊMIO NA COPA DO BRASIL

O São Paulo venceu ontem o Grêmio por 2 a 0, no Morumbi, pela Copa do Brasil, e pode perder por até um gol diferença a segunda partida da série entre os dois times para se classificar para as quartas-de-final da competição.
As duas equipes voltam a jogar no dia 14 de abril, em Porto Alegre. Nas quartas-de-final, o vencedor dessa série vai enfrentar o Vasco da Gama. O primeiro jogo será no Rio de Janeiro.

O São Paulo concentrou suas jogadas pelo lado esquerdo de seu ataque, com o meia Denílson e o lateral Serginho. Com uma marcação forte e abusando das faltas, os gremistas conseguiram barrar a maioria das jogadas.
Os dois atacante dos São Paulo – Aristizábal e Marcelo Sergipano- ficaram isolados, pouco produzindo. A primeira oportunidade da partida foi numa falta batida pelo goleiro são-paulino Rogério. Danrlei defendeu.
O Grêmio respondeu logo depois. O jovem atacante Ronaldo, 17, campeão mundial sub17, avançou sem marcação e cruzou na pequena área do São Paulo. Porém nenhum atleta gaúcho apareceu para completar o passe.
Mesmo dominando a maioria das ações no primeiro tempo, o São Paulo teve outra chance de gol somente aos 34min. Carlos Miguel cruzou e Fabiano cabeceou, rente ao gol gremista.

Para tentar abrir o placar, o técnico Nelsinho, do São Paulo, fez duas alterações na sua equipe no começo do segundo tempo.
Ele tirou Fabiano e Marcelo Sergipano para a entrada de, respectivamente, Gallo e França.
As alterações não mudaram o perfil tático do São Paulo, que continuou concentrando suas jogadas ofensivas pelo lado esquerdo de seu ataque. Dessa maneira, aos 11min, o São Paulo teve sua primeira oportunidade no segundo tempo. Denílson, na entrada da área do rival, chutou na trave.
Mantendo o estilo, o São Paulo abriu o placar aos 13min. Carlos Miguel, que jogou por nove anos na equipe gaúcha, passou para Serginho e avançou para a área do Grêmio. O lateral e cruzou para o meia completar: 1 a 0.

Depois do gol, o técnico Sebastião Lazaroni, do Grêmio, tirou Ronaldo e colocou o atacante Zé Alcino para tentar o empate.
A equipe adiantou sua marcação e passou a pressionar o São Paulo dentro do campo do adversário.
Num bom contra-ataque, novamente pelo lado esquerdo, o São Paulo definiu a partida. Denílson, numa jogada individual, passou para Aristizábal. O atacante cruzou na pequena área para França, que tocou para o gol: 2 a 0.
A desvantagem desnorteou os gremistas, que passaram a atacar o São Paulo sem coordenação.

Aos 40min, a equipe paulista teve a chance de ampliar. Denílson invadiu a área do Grêmio e cruzou. A defesa gaúcha cortou.
Aos 42min, Aristizábal tabelou com Carlos Miguel. Porém o atacante chutou para fora.
Aos 43min, o Grêmio teve a chance de diminuir. Capitão cortou, de cabeça, um cruzamento nos pés do meia Beto. Porém o atleta chutou para fora.” (Folha de São Paulo, 20 de março de 1998)

“GRÊMIO PERDE E SE COMPLICA
São Paulo de Nelsinho fez 2 a 0 e deixou a equipe gaúcha em situação dramática na Copa do Brasil

O Grêmio não resistiu ao habilidoso setor esquerdo do São Paulo e acabou perdendo de 2 a 0, ontem à noite, no Morumbi, pela segunda fase da Copa do Brasil. Um dos principais destaques do jogo, Carlos Miguel, abriu o caminho da vitória sobre seu ex-clube. Dia 14, no Olímpico, o Grêmio precisa vencer por três gols de diferença para seguir na competição e 2 a 0 levam aos pênaltis.

Com um posicionamento correto no setor de marcação, o Grêmio conseguiu controlar o rápido ataque do São Paulo no primeiro tempo. Na direita, Itaqui contou com a ajuda decisiva de Goiano no combate a Denílson. Além disso, Ronaldinho, bisonho ontem com a bola nos pés, foi eficiente no primeiro combate a Serginho.

Os dois times abusaram das faltas. No primeiro tempo, Danrlei fez uma grande defesa na cobrança de falta do goleiro Rogério. No segundo tempo, o time de Nelsinho encontrou mais espaço pelo seu lado esquerdo. Aos 12, Denílson, livre, chutou na trave. Aos 14, Serginho arrancou espetacularmente e cruzou para Carlos Miguel fazer 1 a 0. Aos 28, Aristizabal cruzou para França marcar 2 a 0.” (Correio do Povo, 20 de março de 1998)

 

 

“DESTA VEZ, CARLOS MIGUEL DEIXA O CAMPO COMO CARRASCO DOS GREMISTAS

Com um belo gol aos 14 minutos do segundo tempo, Carlos Miguel foi o carrasco do Grêmio, ontem à noite. Além de marcar o gol que deu tranqüilidade ao São Paulo e fez com que o seu ex-time se abrisse para buscar o empate, Carlos Miguel foi um maestro em campo, tocando a bola com precisão e mostrando a Denílson que não é preciso abusar dos dribles para chegar ao gol. No final, saiu consagrado pela torcida e fez questão de destacar seu carinho pelo clube que o projetou. “Vibrei no gol como sempre faço, ainda mais num jogo difícil. Não teria por que sentir um gostinho especial, porque nada tenho contra o Grêmio. Pelo contrário, só tenho amigos lá.”

Carlos Miguel salientou, ainda, que o objetivo foi alcançado: “A gente sabe como é a Copa do Brasil. Precisávamos vencer por dois gols para jogar com boa chance de classificação em Porto Alegre e conseguimos isso”. No vestiário gremista, o presidente Cacalo lamentou a derrota e considerou o resultado injusto: “O Grêmio não merecia perder, e muito menos por 2 a 0. Mas nada está perdido. No Olímpico, com a ajuda da torcida, vamos buscar a vaga”.”(Correio do Povo, 20 de março de 1998)

 

HILTOR MOMBACH – PELA ESQUERDA
A pedra havia sido cantada. Não apenas por mim, não, mas por quem se dispôs a arriscar opiniões sobre o jogo. Estava claro: o São Paulo forçaria pela esquerda. Ali atuam Denílson, Serginho e Carlos Miguel, todos de estupenda habilidade.

Pois por ali, exatamente por onde se previa, o São Paulo venceu a partida. Numa cruzada precisa de Serginho, Carlos Miguel bateu Danrlei para fazer 1 a 0. Logo Carlos Miguel: o ex-companheiro de conquistas se transformou num vibrante carrasco.

O segundo gol, de França, foi todo ele também construído pela esquerda. Poderá haver o pensamento mágico de que aqui o torcedor resolverá tudo. Este São Paulo precisará de um pouco mais do que o estádio lotado para cair: o Grêmio terá que ousar. Isto significa arriscar numa partida onde levar um gol significa o fim da linha. Antecipa-se um jogo dramático. Bem ao estilo do Grêmio.” (Hiltor Mombach – Correio do Povo, 20 de março de 1998)

 

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

São Paulo 2×0 Grêmio

SÃO PAULO: Rogério; Zé Carlos, Capitão, Márcio Santos e Serginho; Alexandre (Edmílson), Fabiano (Gallo), Carlos Miguel e Denílson; Marcelo Sergipano (França) e Aristizabal
Técnico: Nelsinho Batista
GRÊMIO: Danrlei; Itaqui, Jorginho, Scheidt e Roger (André Silva); Fabinho, Luiz Carlos Goiano (Otacílio), Aílton e Beto; Ronaldinho (Zé Alcino) e Guilherme
Técnico: Sebastião Lazaroni

Copa do Brasil 1998 – Oitavas de final – Jogo de ida
Data: 19 de março de 1998, quinta-feira, 21h40min 
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (FIFA/MG)
Auxiliares: Herbert Costa Andrade e Marco Antônio Gomes
Cartões Amarelos: Capitão, Carlos Miguel, Jorginho, Roger e Fabinho
Gols: Carlos Miguel aos 14 do 2º tempo e França aos 28 minutos do 2º tempo

Copa do Brasil 1990 – São Paulo 0x0 Grêmio

December 28, 2020

Foto: Orlando Kissner (Placar)

Na partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil de 1990 o Grêmio não conseguiu sair do 0x0 com o São Paulo no Morumbi e acabou sendo eliminado da competição.

 

O TORNEIO DOS ERROS
São Paulo Elimina o Grêmio

Aos 14 minutos do segundo tempo, o meia Assis do Grêmio errou um lançamento e presenteou a bola ao são-paulino Carrasco. A torcida vibrou com a possibilidade do contra-ataque, mas logo se enfureceu. O armador uruguaio deixou a bola passar e teve de usar o braço. Num jogo de tantos erros, domingo no Morumbi, só podia mesmo dar 0 x 0, um resultado que classificou o São Paulo para a terceira fase da confusa Copa do Brasil.

O retrato mais fiel dessa confusão era o técnico Pablo Forlan, que, apesar da classificação de seu time, não se mostrava muito entusiasmado depois da partida. “Não sei se preparo o time para a Copa do Brasil ou para o Campeonato Brasileiro”, reclamou o treinador. De fato, o Brasileiro deve iniciar antes do final deste torneio, que ninguém sabe quando vai terminar. Por enquanto, o certo é que o tricolor enfrentará o vencedor de Criciúma x Coritiba (dias 8 e 12). Quem sobrar daí joga contra o Goiás. A outra semifinal também vai custar: Remo x Santa Cruz decidem no próximo dia 10 (a primeira partida foi 0x0) quem disputa com o Náutico. Só depois desses dois jogos, o Flamengo conhecerá seu adversário. Até lá, o Brasileiro já terá iniciado (começa dia 18) e ninguém mais vai prestar muita atenção na Copa do Brasil.

Tanto isso é verdade que, mesmo agora, o público não tem comparecido. Na quinta-feira, menos de 6 000 pagantes foram ao Beira-Rio, em Porto Alegre, para ver o 1 x 1 entre os tricolores. No domingo, o Morumbi recebeu 6 500 torcedores, que devem ter-se arrependido por enfrentar o frio para ver um jogo tão ruim. O Grêmio, sem Cuca (vendido para a Espanha) e sem criatividade no meio-campo, não soube fazer o gol que precisava contra um São Paulo preocupado somente em não sofrer.

Na falta de futebol, sobrou violência. Uma sucessão de cotoveladas e pontapés que culminou com a expulsão do centroavante Nilson no último minuto do jogo. Um fecho digno para uma partida que teve pênalti perdido por Flávio, do São Paulo, contusões dos gremistas Hélcio e Fábio, chutões e muita discussão. Os gremistas, campeões da última Copa do Brasil, saem dela sem deixar saudade. Os são-paulinos, porém, eliminados no Paulistão, ficam sem saber se fizeram um grande negócio.” (Placar, edição n.º 1.051, 10 de agosto de 1990)

 

RETRANCA DO SÃO PAULO ALCANÇA CLASSIFICAÇÃO

O São, Paulo empatou em O a O com o Grêmio, ontem à tarde no Morumbi, e classificou- se para as quartas-de-final da Copa do Brasil. A vaga foi obtida por ter feito um gol na casa do adversário, quinta-feira passada, no empate em 1 a 1 em Porto Alegre (RS).

O próximo adversário do São Paulo sairá do confronto entre Coritiba e Criciúma. O primeiro jogo está marcado para quarta-feira, em Curitiba (PR), e o segundo domingo, em Criciúma (SC). Quem vencer jogará uma das semifinais contra o Goiás. Não há datas definidas pela CBF para os jogos das quartas nem das semifinais.

O técnico uruguaio Pablo Forlan manteve o esquema defensivo com cinco jogadores no meio-campo e apenas um atacante para assegurar o empate, como já havia feito na primeira partida, A tática não deu chance ao Grêmio nem ao próprio São Paulo de jogar ofensivamente,

Num ataque esporádico, o volante Bernardo, um dos três utilizados por Forlan, invadiu a área e foi derrubado pelo zagueiro João Marcelo, campeão brasileiro pelo Bahia em 88. Mas o também volante Flávio chutou o pênalti fraco e para fora, aos 19min do primeiro tempo, No intervalo, ele não arrumou nenhuma desculpa pela cobrança mal feita. “Errei mesmo”, disse.

O trio de atacantes do Grêmio, formado por Paulo Egídio, Nilson e Assis, não passou pela muralha defensiva do São Paulo até ser favorecido pela expulsão do meia Betinho. Ele já tinha recebido um cartão amarelo por colocar a mão na bola quando impediu um contra-ataque gaúcho segurando o lateral China pela camisa. Só então o Grêmio, com um jogador a mais, ganhou força para tentar a vitória.

Mesmo assim, não criou nenhuma chance para marcar. As jogadas ofensivas foram conduzidas sem precisão pelo ponta-esquerda Paulo Egídio. Ora cruzava mal, ora não passava pela marcação do lateral Zé Teodoro ou pela cobertura de Flávio ou do zagueiro Antônio Carlos. A pressão ainda ofereceu alguns perigosos contra-ataques ao São Paulo, que não soube aproveitai-los em Jogadas individuais dos uruguaios Juan Carrasco e Diego Aguirre.

A eliminação iminente levou o centroavante Nilson ao desespero quando, a três minutos do rural, após ser desarmado no meio-campo, agrediu com um soco na cabeça o zagueiro Antônio Carlos. Foi fazer companhia a Betinho, também expulso.

O Grêmio manteve sua rotina neste ano de só se dar bem no campeonato estadual, quando conquistou o hexacampeonato, Além de estar fora da Copa do Brasil, onde lutava pelo bicampeonato, já havia sido eliminado da primeira fase da Taça Libertadores da América, ficando em quarto lugar num grupo com quatro clubes que classificou três, Olimpia e Cerro Porteño, do Paraguai, e Vasco.” (Fernando Santos, Folha de São Paulo, Segunda-feira, 6 de agosto de 1990)

Foto: Orlando Kissner (Placar)

 

GRÊMIO DESPEDE-SE DA COPA DO BRASIL

O Grêmio não teve forças ofensivas ontem à tarde, no Morumbi, e acabou ficando no 0 a 0 com o São Paulo. Com o resultado, o he­xacampeão gaúcho se despede da Copa do Brasil, dando lugar ao São Paulo, que soube segurar-se na defe­sa e garantir o resultado que lhe era favorável. O jogo foi bastante corri­ do, porém muito truncado, com muitas faltas de parte a parte.

A equipe gremista errou muitos passes, foi pouco objetiva no ataque, setor que apresentou muitos problemas na partida de ontem. Até 28 minutos do primeiro tempo, o Grê­mio esteve bem até o meio-de-campo, mas, no ataque, Nílson e Paulo Egídio ficavam isolados, sem alguém que lhes auxiliasse. Já a equi­pe paulista, que prossegue na competição graças ao empate, prendeu muito a bola no meio-de-campo, em­ bolando o setor. Aos 17 minutos do primeiro tempo, o zagueiro João Marcelo, do Grêmio, cometeu pênal­ti em Bernardo, que Luís Carlos Félix, assinalou. Mas Flávio desper­diçou, para alívio da torcida gremista. Para o segundo tempo, o Grêmio veio com mais disposição e melhorou de rendimento, porém os problemas ofensivos continuavam, e, no meio-de-campo, João Antônio apresentava deficiências, pois é um joga­ dor de pouca habilidade. Aos 20 mi­ nutos da segunda etapa, Betinho, do São Paulo, fez falta por trás em China e foi expulso, já que possuía anteriormente o cartão amarelo. O São Paulo estava com dez homens, mas a equipe porto-alegrense não soube tirar proveito disso e acabou tendo o centroavante Nílson expul­so. O empate sem gols acabou sen­do um resultado justo pelo que apresentaram São Paulo e Grêmio.” (Folha de Hoje, 6 de agosto de 1990)

 

GRÊMIO EMPATE DE NOVO E SAI DA COPA DO BRASIL

Campeão da Copa do Brasil de 1989, o Grêmio foi prematuramente eliminado da competição deste ano após dois empates com o São Paulo. O último deles aconteceu ontem: 0 a 0, no Morumbi. Agora o campeão gaúcho pensa no Campeonato Brasileiro e na Supercopa e admite que vai precisar reforçar-se.

O Grêmio, ainda se ressentindo da ausência de Cuca, não conseguiu vencer o São Paulo ontem à tarde, no Morumbi, e acabou eliminado da Copa do Brasil. Com o resultado de O a O, o São Paulo ficou com a vaga em função de ter obtido um empate com marcação de gol em Porto Alegre (1 a 1).

Na 1ª etapa, o jogo foi equilibrado. O são Paulo, especialmente no início, teve algumas chances, enquanto o Grêmio, aos poucos, foi recuperando o terreno. Mas as principais jogadas ofensivas foram do São Paulo. A principal delas aconteceu aos 17min, quando Bernardo realizou boa jogada individual e acabou derrubado por João Marcelo. O árbitro carioca Luís Carlos Félix marcou pênalti que Flávio cobrou muito mal, colocando a bola para fora.

No 1° tempo, as principais jogadas do São Paulo aconteceram com Zé Teodoro, o lateral-direito, que subia para o ataque e não era acompanhado por Paulo Egídio. Na fase final, o Grêmio foi para cima do adversário, pois precisava marcar gols. A equipe do técnico Evaristo de Macedo teve maior volume de jogo, mas pecou nas finalizações. Durante toda esta parte do jogo, apenas em duas vezes o Grêmio esteve próximo da marcação de seu gol.

A tarefa tricolor parecia ter ficado facilitada quando o atacante do São Paulo, Betinho, foi expulso aos 13min. Ao final do jogo, nova expulsão aconteceu. Desta vez, o centroavante gremista Nilson perdeu a calma e partiu para a agressão contra o zagueiro Antônio Carlos, alegando que havia sido atingido antes. Félix não perdoou e expulsou o jogador gremista.

FUTURO

Com a eliminação, o Grêmio passa a preocupar-se com o Campeonato Brasileiro, competição onde estréia no próximo dia 19 jogando contra o Coríntians, em Porto Alegre. A direção promete contratações para esta semana. Sidimar, da Portuguesa, é dado como certo no Olímpico, enquanto Donizetti e Silas são lembrados para a vaga de Cuca, mas custam muito caro.” (Pioneiro, 06 de agosto de 1990)

Foto: Orlando Kissner (Placar)

São Paulo 0 x 0 Grêmio

SÃO PAULO: Gilmar Rinaldi; Zé Teodoro, Antônio Carlos, Ronaldão, Ivan; Bernardo, Flávio, Betinho, Cafu; Carrasco (Raí), Diego Aguirre (Vizolli)
Técnico: Pablo Forlan

GRÊMIO: Mazaropi; China, João Marcelo, Vilson, Hélcio (Fábio, depois Vander); Jandir, João Antônio, Caio, Assis; Nílson, Paulo Egídio
Técnico: Evaristo de Macedo

Copa do Brasil 1990 – Oitavas de final – Jogo de volta
Data: 05 de agosto de 1990, Domingo, 16h00min
Local: Estádio do Morumbi
Público: 6.501
Renda: Cr$ 2.600.400,00
Juiz: Luiz Carlos Félix-RJ
Auxiliares: Sérgio Cristiano Nascimento e Reinaldo Barros
Cartões Amarelos: Raí e João Marcelo
Cartões Vermelhos: Betinho aos 19 e Nílson aos 44 do 2º

Copa do Brasil 2020 – Grêmio 1×0 São Paulo

December 24, 2020


Impressionante como aumentou o nível de concentração da equipe gremista em relação aos jogos contra o Santos. Isso já faz uma brutal diferença. O Grêmio não fez uma partida brilhante, chegou a “sofrer” bastante no início do segundo tempo, mas “competiu” e “combateu” sem perder o foco durante os 90 minutos e saiu de campo com uma suada e importante vitória.

Kannemann só pode ficar de fora de jogos decisivos quando está totalmente sem condições de atuar. Ele é um monstro. Contagia todo o time com sua entrega.

Acho que a arbitragem acertou ao anular o gol de Victor Ferraz. Contudo, já vi marcações distintas em lances parecidos. Diego Souza atrapalhou mesmo o goleiro? Sua movimentação se enquadra mais na figura 6 da página 215 ou na figura 7 da página 216 do livro de regras?

Em 2010 eu fiz um post sobre uma matéria publicada em um site alemão onde Tim Vickery afirmava que as estrelas que retornam da Europa para o Brasil são tratadas de forma privilegiada pela arbitragem. Em 2020 Daniel Alves parece ser um exemplo claro disso. Joga muito, mas anda fazendo faltas em demasia, entrando sempre com mais força do que a jogada pede e ainda assim conta com a complacência dos juízes.

Durante o jogo, vi no twitter que a aplicação do logo da Umbro na camisa do Churin estava diferente, com as cores invertidas.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 1×0 São Paulo

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz, Geromel (Rodrigues, 34/2ºT), Kannemann e Diogo Barbosa; Darlan (Lucas Silva, 16’/2ºT), Matheus Henrique; Thaciano (Ferreira, 16/2ºT), Jean Pyerre (Everton, 37’/2ºT) e Pepê; Diego Souza (Churín, 37’/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Juanfran, Arboleda, Bruno Alves (Vitor Bueno, 28’/2ºT) e Reinaldo; Luan, Daniel Alves, Gabriel Sara, Igor Gomes (Toró, 41’/2ºT); Luciano (Tchê Tchê, 28’/2ºT) e Brenner
Técnico: Fernando Diniz

Copa do Brasil 2020 – Semifinal – Jogo de volta
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre – RS
Data: 23 de dezembro de 2020, quarta-feira, 21h30min
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Correa (Fifa-RJ) e Michael Correia (RJ)
VAR: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
Cartões amarelos: Bruno Alves, Vitor Bueno, Reinaldo, Daniel Alves e Gabriel Sara; Thaciano, Matheus Henrique e Vanderlei
Gols: Diego Souza, aos 17 minutos do 2º tempo

Copa do Brasil 2001 – Grêmio 2 x 1 São Paulo

December 23, 2020

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

 

Na Copa do Brasil de 2001, o Grêmio venceu o São Paulo por 2×1 no Olímpico, pelo jogo de ida das quartas de final.

Foi uma mostra de força gremista, que buscou a vitória mesmo com os importantes desfalques de Anderson Lima, Rodrigo Mendes e Marcelinho Paraíba

 

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

 

“SÃO PAULO SOFRE PRIMEIRA DERROTA NA COPA DO BRASIL
Equipe paulista perde por 2 a 1 e precisa de vitória por 1 a 0 no Morumbi

O São Paulo perdeu ontem a sua invencibilidade na Copa do Brasil ao ser derrotado pelo Grêmio por 2 a 1, no estádio Olímpico, em Porto Alegre. A equipe do técnico Oswaldo Alvarez havia vencido as suas cinco partidas anteriores na competição e precisa de uma vitória por 1 a 0, no Morumbi, quarta-feira, para ir às semifinais. Alvarez, que estava hospitalizado e teve alta ontem pela manhã, comandou o time de uma cabine, enquanto o auxiliar Ivo Secchi ficou no banco de reservas. A equipe da casa foi mais ofensiva desde o início, sem se descuidar na marcação. Os meias e atacantes souberam marcar os defensores adversários, o que deixou os são-paulinos com dificuldades para armar as suas jogadas. Aos 9min, o Grêmio abriu o placar com Warley, ex-jogador do São Paulo. Sem marcação, ele rebateu a bola após Rogério tentar defender cobrança de falta feita pelo meia Zinho. Os gaúchos tentaram seguir no ataque, mas o São Paulo não demorou para empatar. Reginaldo Araújo cruzou para França, dentro da área, chutar e marcar, aos 15min do primeiro tempo. Foi o sexto gol do artilheiro são-paulino na competição. O Grêmio continuou com a posse de bola por mais tempo até o final da primeira etapa. No começo do segundo tempo, o clube de Porto Alegre conseguiu ser ainda mais ofensivo do que nos primeiros 45 minutos. Aos 2min, a equipe já havia desperdiçado duas chances para marcar. Mas os gaúchos não mantiveram esse ritmo por muito tempo. Como o rival já não fazia uma marcação eficiente, o São Paulo passou a ser mais ofensivo. Mas os atacantes França e Ilan, que aos 30min saiu para a entrada de Fabiano Souza, não conseguiram finalizar as jogadas. Ao contrário da etapa anterior, foram os gaúchos que passaram a optar pelos contra-ataques. Mesmo sem corrigir as suas falhas, o Grêmio chegou ao segundo gol, aos 38min. Após cobrança de escanteio, Eduardo Costa chutou da entrada da área, a defesa tentou tirar a bola, mas ela sobrou para Marinho, que desempatou. O goleiro Rogério reclamou de impedimento do autor do gol.” (Folha de São Paulo, quinta-feira, 17 de maio de 2001)

 

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

GRÊMIO DERROTA O SÃO PAULO NO OLÍMPICO PELA COPA DO BRASIL
O Grêmio derrotou o São Paulo por 2 a 1, ontem à noite, em Porto Alegre, no jogo de ida das quartas-de-final da Copa do Brasil 2001. Agora, na partida de volta, na próxima semana, em São Paulo, o tricolor porto-alegrense precisará do empate ou de derrotas por diferença de um gol a partir de 2 a 3. Se o São Paulo devolver o 2 a 1 a vaga será decidida nos pênaltis. E se ganhar por 1 a 0 passará às semifinais. No primeiro tempo de ontem o Grêmio foi arrasador, lembrando o time com alma castelhana dos tempos de Felipão em 94 e 95. E largou na frente com um gol de Warley aos 9 minutos, aproveitando um rebote do goleiro Rogério Ceni após cobrança de falta de Zinho. Mas cinco minutos depois, aos 14, o goleador França empatou num vacilo da zaga gremista. Na segunda parte, o tricolor gaúcho diminuiu o ritmo e o tricolor paulista equilibrou. Mas as chances de gol foram do Grêmio, que pararam nas mãos do ótimo goleiro Rogério Ceni. Aos 39 ele não pode evitar que Marinho, embaixo da meta, marcasse o gol da vitória. Ele aproveitou-se de uma bola chutada por Eduardo Costa que bateu em Fábio Simplício.” (Diário Popular17/05/2001)

Foto: Ricardo Giusti (Correio do Povo)

“GRÊMIO GANHA COM GARRA INCOMUM
Time faz 2 a 1 no São Paulo mostrando muita determinação. Precisa de um empate para estar na semifinal da Copa do Brasil

O Grêmio venceu o São Paulo por 2 a 1, ontem, no Olímpico. Agora, a equipe de Tite precisa de apenas um empate contra os paulistas, no Morumbi, para garantir a vaga à semifinal da Copa do Brasil. Derrota a partir de 3 a 2 também classificará o Grêmio. Para o São Paulo a vitória de 1 a 0 já é suficiente. Uma derrota gremista por 2 a 1 levará a decisão para os pênaltis.

Jogando com uma vontade incomum, o Grêmio atacou desde o início. Depois de intensa pressão, Warley fez 1 a 0, aos 9 minutos. Luiz Mário sofreu falta na entrada da área. Zinho cobrou e Rogério Ceni espalmou para a frente. A bola bateu no peito de Warley e entrou. A resposta paulista veio logo em seguida. Aos 14, Souza se aproveitou de um erro da defesa, invadiu a área e passou para França empatar. O Grêmio não se abalou e voltou a atacar. Apesar da vontade, o ritmo já não era o mesmo. Aos 33, porém, Tinga deixou Warley na frente do goleiro, que fez grande defesa.

No 2º tempo, o Grêmio voltou revigorado ao ataque. A 1 minuto, Zinho bateu e Ceni espalmou. Na seqüência, cruzamento de Itaqui, a defesa afastou e Tinga bateu a gol, mas Wilson salvou. No rebote, novo cruzamento; a bola sobrou para Zinho, que chutou para fora.

Depois do susto inicial, o São Paulo equilibrou o jogo. Aos 27, Warley foi substituído por Cláudio. “Não entendi nada”, protestou ele ao deixar o campo. Aos 38, o gol da vitória. Zinho cobrou escanteio, a defesa afastou e Eduardo Costa, no rebote, bateu a gol. Simplício salvou com o peito e Marinho, ao lado da trave esquerda, esticou a perna e empurrou a bola para o gol.” (Correio do Povo, quinta-feira, 17 de maio de 2001)

“PELO EMPATE NO MORUMBI

É ruim levar gol em casa, mas não é nada desesperador. Importante mesmo é vencer.

Especialmente para o novo Grêmio do técnico Tite: agressivo, ousado, que não escolhe lugar nem hora para ir ao ataque com energia. Os 2 a 1 de ontem, contra o São Paulo, darão  vaga com qualquer empate ou derrota partir de 3 a 2 (2 a 1 dá pênaltis). Vitória de 1 a 0 ou por mais de um gol de diferença classifica o São Paulo.

Mas convém tirar lições da merecida e justa vitória de ontem.

Uma deles é que o Grêmio torou-se um tanto óbvio sem os deslocamentos rápidos de Marcelinho e Rodrigo Mendes. As jogadas de ataque da dupla ofensiva reserva se resumi-quase que exclusivamente a disparadas e cruzamentos de Luiz Mário pelo lado direito. Warley fez o gol, meio sem querer, embora estivesse ali, acima do lance, depois da falta batida por Zinho e da ótima defesa parcial de Rogério Ceni, aos nove minutos. Com nitidez , apareceu a falta de centroavante de oficio, o chamado camisa 9 de “referência”, como dizem os especialistas.

 Só para se ter uma idéia: com dois minutos do primeiro tempo, o Grêmio já tinha erguido cinco bolas para a área, todas da linha de fundo, sempre pelo lado direito. Todas terminaram nas mãos de Rogério ou foram tiradas pelos fracos zagueiros Jean e Wilson. A crena se repetiu o jogo todo, com pequenas variações. E o Grêmio não conseguiu encontrar alternativas ofensivas para o problema. Energia e disposição sobraram, registre-se. Bem como disciplina tática. Só que o São Paulo, ao contrário do Fluminense, é bem mais veloz, organizado. Sem falar na qualidade técnica. É mais difícil marcar Carlos Miguel do que Ramon, assim como França é infinitamente mais matador na estocada final e inteligente com a bola nos pés do que Marco Brito.

Tanto que o gol de empate do São Paulo foi dele, França, após bobeira da zaga. O arremesso lateral foi cobrado para Reginaldo Araújo, livre de marcação. Ele cruzou para trás e o artilheiro não perdoou.

No segundo tempo, o Grêmio voltou fulminante. Perdeu três gols incríveis em 2min20s. Zinho chutou forte e Rogério Ceni, o melhor em campo do São Paulo, fez grande defesa, fechando o ângulo. Itaqui cabeceou fraco, sem goleiro, e Wilson tirou de cima da linha. Zinho, também sem goleiro, errou o alvo logo em seguida. Depois, o ânimo arrefeceu. Mas Tite mexeu certo no time.

Fábio Baiano entrou no lugar de Itaqui e Cláudio no de Luiz Mário. Aos 38 do segundo tempo, Eduardo Costa chutou de dentro da área. A bola bateu no braço de Wilson e ficou picando em cima da linha, rente ao poste direito. Marinho, o melhor do Grêmio, empurrou para dentro. Outra vez a estrela de Tite, que segurou Eduardo e liberou Marinho, convertido em atacante várias vezes.

A nota negativa foi o público escasso: 16, 4 mil pessoas. Pouco para um jogo tão importante — mesmo descontados o frio, o horário e o dinheiro escasso. Quem foi estádio, porém, empurrou o time até o fim. A partida de volta será na próxima quarta-feira.” (Diogo Olivier, Zero Hora, quinta-feira, 17 de maio de 2001)

“O GOL COMO PRÊMIO AO FUTEBOL DE MARINHO
Copa do Brasil –  Zagueiro mostra recuperação depois de atuações ruins e deixa o gamado como o maior destaque do Grêmio

Se restava ainda alguma dúvida quanto a total recuperação de Marinho depois da crise técnica que levou a diretoria a tentar negociá-lo, ela desapareceu por completo ontem à noite. Melhor jogador em campo, o zagueiro teve sua atuação coroada com a marcação do segundo gol.

Execrado no começo do ano, em conseqüência das sucessivas falhas, o zagueiro teve seu nome gritado em coro pela torcida após a partida.

— Jogador tem que ter personalidade. E eu tenho — desabafou Marinho.

Humilde, ele preferiu valorizar o esquema montado pelo técnico Tite, que permite suas chegadas freqüentes ao ataque. Na sua avaliação, cada um dos jogadores do Grêmio merecia ter deixado o gramado com um troféu de destaque da partida nas mãos.

O presidente José Alberto Guerreiro voltou a elogiar o esquema tático montado por Tite, enfatizando que todos os jogadores têm a mesma capacidade de doação.

 — Encaixotamos o adversário com a nossa marcação. Tite soube dar esse espírito ao grupo — disse Guerreiro.

O capitão Zinho também saudou a recuperação do companheiro, dizendo que a fé do zagueiro em Deus ajudou na sua recuperação.” (Zero Hora, quinta-feira, 17 de maio de 2001)

 

Foto: Edison Vara (Placar)

Grêmio 2×1 São Paulo

GRÊMIO: Danrlei, Marinho, Mauro Galvão e Anderson Polga; Itaqui (Fábio Baiano 28 do 2ºT), Tinga, Eduardo Costa, Zinho e Rubens Cardoso; Luís Mário (Roger 42 do 2ºT) e Warley (Cláudio Pitbull 29 do 2ºT).
Técnico: Tite

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Reginaldo Araújo, Jean, Wilson e Gustavo Nery; Alexandre (Kaká), Fábio Simplício, Carlos Miguel e Souza (Júlio Baptista); França e Ilan (Fabiano Souza)
Técnico: Ivo Cecchi (auxiliar)

Copa do Brasil 2001 – Quartas de Final – Jogo de Ida
Data: 16 de maio de 2001, Quarta-feira, 21h45min
Local: Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 16.450 (15.082 pagantes)
Renda: R$ 95.254,00
Juiz: Luciano Augusto Teotonio Almeida (FIFA-DF)
Auxiliares: Jorge Paulo Gomes e Nilson Alves Carrijo
Cartões Amarelos: Rogério Ceni, Jean, Gustavo Nery, Alexandre, Souza, Fabiano Souza
Gols: Warley, aos 9 minutos do 1º tempo; França aos 14 minutos do 1º tempo e Marinho aos 36 minutos do 2º tempo

Copa do Brasil 1998 – Grêmio 0x2 São Paulo

December 22, 2020

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

Nas oitavas de final da Copa do Brasil de 1998 o Grêmio recebeu o São Paulo no Olímpico precisando, no mínimo, devolver os 2×0 que tinha levado no Morumbi. Para isso a diretoria gremista esperava contar com o forte apoio da sua torcida, e assim a chamada para o jogo (imagem abaixo) fazia o chamado/previsão de 55 mil torcedores no estádio.

A torcida até compareceu em bom número (32 mil pagantes) mas isso não foi suficiente para obter a classificação. Fazendo dois gols cedo, o São Paulo repetiu o placar da ida e avançou para as quartas-de-final.

 

GRÊMIO ESCAPA DE GOLEADA NO OLÍMPICO
São Paulo fez 2 a 0 em 20 minutos e sempre teve o controle da partida que eliminou o time de Sebastião Lazaroni

Sabe aquelas noites em que você toma um banhozão de 45 minutos, se perfuma todo, veste a sua camisa xadrezinha que sempre faz sucesso e sai de casa todo pimpão, pronto para o romance mais efervescente do mundo com a morena de olhos amendoados? Sabe? E aí fura o pneu do carro, você se suja de graxa trocando, o macaco hidráulico cai no seu dedão, você chega atrasado, tropeça na entrada do bar, derruba o chope no colo da moça e ela começa a dar bola para o músico. Sabe? Sabe? Pois é. Aconteceu mais ou menos isso com o Grêmio ontem à noite, na derrota para o São Paulo por 2 a 0, que resultou na sua eliminação da Copa do Brasil.

Deu tudo errado para o Grêmio. Mas também é imperioso dizer que não foi por isso que o Grêmio perdeu o jogo. Não. Perdeu por uma outra razão, mais substanciosa: porque o São Paulo é melhor. O São Paulo tem mais time, mais calma, mais organização, melhores jogadores. O São Paulo tem um capeta no ataque, Denílson, um Garrincha canhoto. Ele sempre consegue dar o drible, sempre abre espaços na defesa, sempre é endemoninhado. O São Paulo tem um papa-léguas no lado esquerdo da defesa, Serginho, que, quando vai à frente não leva vantagem, atropela. O São Paulo tem dois homicidas frios no meio da área do inimigo, Dodô e França, que matam, sopram a fumaça da pistola e depois sorriem de lado.

E o Grêmio… O Grêmio não tem. Ou, antes, tem pouco. Tem só um atacante, Guilherme. Tem quase nenhuma inspiração. Tem poucos jogadores de marcação no meio-campo, mais especificamente um: Fabinho, um explorado que ontem corria para a esquerda, para a direita e se jogava aos pés dos adversários enquanto os outros assistiam ao jogo. Inclusive Goiano, que só se fez notar em campo ao ser expulso por jogada violenta, aos 42 minutos.

O que não faltou ao Grêmio ontem foi torcida. Os mais de 35 mil gremistas no Olímpico estavam prontos para a epopeia. Gritaram, gritaram, incentivaram o time. Mas, puxa, o cronômetro do juiz ainda não marcara 11 minutos e já estava 1 a O para o São Paulo. Alexandre chutou lá de longe, a bola nem foi tão alta assim, mas Danrlei falhou melequentamente. Foi um melo frango, coxa e peito.

O Grêmio bem que tentou. Pressionou sem inteligência, Tinga deu seus driblezinhos, houve uma seqüência de escanteios em alguns momentos, mas, olha, o São Paulo não estava nem aí. Jogou aos bocejos, tocando a bola com indiferença. Aos 20, França levantou a bola sobre a zaga do Grêmio para Dodô, que deu um lençol em Danrlei: 2 a 0. Depois, os paulistas esperaram o tempo passar vendo os jogadores do Grêmio correndo atrás da bola tão inatingível quanto à morena de olhos amendoados. Uma pena. Mas venceu o melhor.” (David Coimbra, Zero Hora, quarta-feira, 22 de abril de 1998)

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

 

“TRICOLORES
▣ O técnico Sebastião Lazaroni reconheceu a qualidade do São Paulo e rebateu as afirmações de que o grupo do Grêmio ainda carece de reforços. Lazaroni utilizara todos os titulares contra o Esportivo, amanhã, no Olímpico.

▣ Os dirigentes mantive-ram o mesmo discurso. O presidente Luiz Carlos Silveira Martins elogiou o São Paulo. O vice de futebol Marcos Herrmann até achou um lado positivo na eliminação: a folga no calendário.

▣ Denilson reclamou da violência do Grêmio. Ele deixou o campo sentindo uma pancada. Guilherme reagiu, acusando-o de provocações com ofensas e palavrões durante o jogo.

▣  Como a partida contra o Nacional será mesmo dia 29, a direção pretende jogar à tarde, pois à noite Brasil e Argentina se enfrentam no Maracanã.” (Zero Hora, quarta-feira, 22 de abril de 1998)

 

SÃO PAULO VENCE NO SUL E CONQUISTA VAGA

Da reportagem local –

O São Paulo garantiu classificação para as quartas-de-final da Copa do Brasil ao vencer o Grêmio ontem, no estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS), por 2 a 0.
Como vencera o primeiro jogo em São Paulo pelo mesmo placar, o time de Nelsinho Batista podia perder por um gol de diferença.
A partida, para o técnico são-paulino, serviu também como um teste para o time, que terá compromisso semelhante no próximo sábado, quando enfrenta o Palmeiras pela semifinal do Paulista podendo perder por um gol.
Nas quartas-de-final da Copa do Brasil, o São Paulo pega o Vasco.
O time gaúcho, empurrado pela torcida, tentou sufocar o São Paulo no começo da partida.
Entretanto, recorria apenas às bolas alçadas na área, para que o atacante Guilherme cabeceasse.
O São Paulo chegava melhor distribuído ao ataque. E no primeiro chute ao gol, abriu o placar.
Alexandre arriscou da intermediária, aos 10min, e marcou um belo gol, acertando o ângulo superior esquerdo do goleiro Danrlei.
O gol fez com que o Grêmio se abrisse mais e o São Paulo não demorou a ampliar.
Aos 19min, Dodô recebeu de França, ajeitou de cabeça e, percebendo Danrlei adiantado, encobriu o goleiro com um leve toque.
O time de Nelsinho Batista ainda teve duas chances claras para marcar no primeiro tempo.
Aos 33min, quando, após cruzamento de Serginho, França, da pequena área, cabeceou por cima.
E aos 38min, quando Dodô recebeu de França e, frente a frente com Danrlei, tocou para fora.
A melhor chance gremista aconteceu aos 32min, quando Guilherme recebeu dentro da área, passou pelo goleiro Rogério, mas teve a conclusão bloqueada por Capitão.
A situação ficou mais complicada para o time gaúcho quando o volante Luís Carlos Goiano foi expulso aos 40min, após carrinho por trás em Alexandre.
Mesmo assim, no começo do segundo tempo, Guilherme desperdiçou a melhor chance gremista para diminuir.
Aos 6min, após falha de Rogério na saída de gol para evitar cruzamento da direita, o atacante cabeceou, mas Capitão conseguiu desviar para escanteio.
Pouco depois, o meia-atacante Denílson foi substituído após se desentender com atletas rivais.
Ele teve que ser protegido por policiais no caminho para o vestiário para não ser atingido por objetos atirados da torcida.
Aos 29min, Tinga desperdiçou a última chance do Grêmio ao bater por cima do gol são-paulino.
França, aos 31min, teve oportunidade para ampliar mas bateu à esquerda do gol de Danrlei.
O São Paulo está contratando o zagueiro Marinho, que disputou o Paulista pelo Guarani.” (Folha de São Paulo, quarta-feira, 22 de abril de 1998)

 

“GRÊMIO LEVA 2 A 0 E ESTÁ FORA
Precisava vencer o São Paulo para seguir na Copa do Brasil. Levou dois gols ainda na primeira fase

O Grêmio está fora da Copa do Brasil. Precisava vencer por três gols de diferença e acabou perdendo de 2 a 0, ontem à noite, no estádio Olímpico, que recebeu mais de 35 mil torcedores. Desde 1990, o Grêmio não era eliminado tão cedo (2a fase) da competição.

Para um time que tinha a obrigação de atacar e marcar gols, não poderia ser pior o começo de partida do Grêmio. Nervoso, o time errou demais e, quando conseguiu organizar alguma jogada pelas extremas, teve em Roger e Dário duas inutilidades absolutas, com cruzamentos ridículos. O São Paulo também não conseguia acertar, parecendo sentir a pressão da torcida. Até que, aos 11 minutos, Alexandre dominou pelo meio, ajeitou a bola e chutou no canto direito, com Danrlei saltando tarde na bola: 1 a 0. O time e a torcida sentiram o golpe.

O nervosismo gremista aumentou. Os jogadores do meio de campo não se entendiam, enquanto o time paulista se mostrava cada vez mais perigoso nos rápidos contra-ataques. Aos 20 minutos, o estádio silenciou de novo. Dodô recebeu de França e, livre, esperou a saída de Danrlei para colocar a bola por cima e fazer 2 a 0. O Grêmio, que havia perdido de 2 a 0 no Morumbi, teria de marcar cinco gols para seguir na competição. Para complicar, Goiano foi expulso aos 41.

O Grêmio voltou mais tranqüilo no 2º tempo, conseguindo ao menos organizar jogadas ofensivas. Contudo, não teve sorte nas raras situações de gol que criou, e o resultado do 1O tempo foi mantido.” (Correio do Povo, quarta-feira, 22 de abril de 1998)

Foto: J.Ernesto (Correio do Povo)

Grêmio 0x2 São Paulo

GRÊMIO: Danrlei; Dário (Itaqui), Jorginho, Scheidt e Roger; Fabinho, Goiano, Tinga e Ronaldinho (Djair); Beto (Zé Alcino) e Guilherme
Técnico: Sebastião Lazaroni

SÃO PAULO: Rogério; Zé Carlos, Capitão, Márcio Santos e Serginho; Alexandre, Gallo, Fabiano (Edmílson) e Denílson (Marcelinho Paraíba); França e Dodô (Aristizabal)
Técnico: Nelsinho Batista

Copa do Brasil 1998 – Oitavas de final – Jogo de volta
Data: 21 de abril de 1998, terça-feira, 21h40min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 35.295 (32.256 pagantes)
Renda: R$ 322.389,00
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (FIFA/MG)
Auxiliares: Marco Antônio Machado e e Marco Antônio Martins (MG)
Cartões Amarelos: Tinga, Djair e Serginho
Cartão Vermelho: Goiano, aos 42 minutos do 1º tempo
Gols: Alexandre, aos 10 do 1º tempo e Dodô, aos 20 minutos do primeiro tempo