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Supercopa 1989 – Grêmio 2×1 River Plate

October 30, 2018
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Foto: José Doval (Zero Hora)

Na Supercopa de 1989 o Grêmio passou pelo River Plate, com Gomes defendendo uma cobrança de Batistuta.

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

GRÊMIO GANHA VAGA NOS PÊNALTIS E AGORA ENFRENTA O ESTUDIANTES
River saiu na frente mas o Grêmio reagiu e venceu por 2 a 1. Na decisão por pênaltis, nova vitória gremista. Agora vem o Estudiantes

Após 2 a 1 no tempo normal, o Grêmio venceu o River Plate por 4 a 1 nos pênaltis e se classificou à próxima fase da Supercopa, quando terá o Estudiantes de La Plata como adversário (dia 18 no Estádio Olímpico e 25 na Argentina). Edinho, Adilson Heleno, Jandir e Hélcio marcaram para o Grêmio e Batista para o River. Gomes pegou a cobrança de Batistuta, enquanto Medina Bello chutou para fora.

Após um começo promissor, com vontade e raça, onde Kita perdeu um gol aos nove minutos, o Grêmio, nervoso e errando muitos passes, foi sendo aos poucos dominado pelo River Plate. O time argentino, paciente, esperava o Grêmio em seu campo e, sempre através de Batista e Hernan Diaz iniciava as suas perigosas jogadas de contra-ataque. Foi assim que aconteceu o primeiro gol do River, aos 24 minutos: Centurión aproveitou o rebote de um chute de Medina Bello no travessão e completou sem chances para Gomes.

Este gol desarticulou o Grêmio, que errava passes e não conseguia fazer boas jogadas. Marcando forte, o River poderia ter ampliado o placar aos 31, quando Talarico chutou outra vez no travessão, após cruzada de Medina Bello. Na raça, mas injustamente, Kita empatou aos 43, de cabeça, após lançamento de Alfinete, em falha do goleiro Comizzo.

O time do Grêmio voltou mais tranqüilo para o segundo tempo e aos 11 minutos fez 2 a 1: Adilson Heleno cobrou falta, a bola bateu em Gomez, que estava na barreira e enganou Comizzo, que tentava a defesa. Depois, Cláudio Duarte tirou Assis e Kita, colocando Sérgio Araújo e Gilson em seus lugares, para dar maior agressividade ao ataque.

Esta alteração até que deu alguns resultados, pois o Grêmio foi à frente para tentar o terceiro gol e se classificar à próxima fase sem precisar decidir nos pênaltis. Aos 28 e 32 minutos, Gilson fez duas conclusões, para fora, em boas jogadas de Sérgio Araújo. O River Plate, que já tinha Batistuta em lugar de Centurión, só se defendia. Aos 35 minutos, Alfinete teve azar ao concluir, de cabeça, no travessão. Depois, não conseguiu mais nada.” (Zero Hora, quinta-feira, 12 de Outubro de 1989)

UMA FESTA NO OLÍMPICO E MUITOS ELOGIOS A GOMES

O Grêmio sofreu, mas chegou lá. Venceu no jogo e nos pênaltis, a torcida fez a festa e os jogadores, agora, já pensam no Estudiantes. E quem mais vibrou foi o goleiro Gomes, que defendeu o pênalti cobrado por Batistuta:

— Isso só mostrou a força do Grêmio. Vamos continuar unidos em busca deste titulo tão importante.

Mazaropi, que assistiu a partida sem esconder o nervosismo, vibrou muito com o sucesso de Gomes:

— Ele é o maior responsável pela classificação.

A noite era de festa. Gomes e Hélcio falaram em “Deus”, Adilson Heleno também vibrava muito, pois de sua recuperação pessoal dois jogos frente o River:
— Sempre acreditei no meu potencial. Cheguei aqui fora de forma, não desanimei e ainda pretendo dar muitas alegrias à torcida do Grêmio.” (Zero Hora, quinta-feira, 12 de Outubro de 1989)

Grêmio 2×1 River Plate

GRÊMIO: Gomes; Alfinete, Luís Eduardo, Edinho e Hélcio; Jandir, Cuca, Adilson Heleno e Assis (Sérgio Araújo); Kita (Gilson) e Paulo Egídio
Técnico: Cláudio Duarte

RIVER PLATE: Comizzo; Basualdo, Higuain, Corti e Gomez; Zapata, Batista, Talarico (Hector Henrique) e Hernan Diaz; Centurion (Batistuta) e Medina Bello
Técnico: Reinaldo “Mostaza” Merlo

Supercopa 1989 – Oitavas de final – Jogo de volta
Data: 11 de outubro de 1989, quarta-feira, 21h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre/RS
Público: 15.980 pagantes
Renda: NCz$ 207.441,00
Árbitro: José Martínez Bazam (URU)
Auxiliares: Juan Gardelino e Jorge Nieves
Gols: Centurion, aos 24 minutos e Kita, aos 44 minutos do primeiro tempo;
Adílson Heleno, aos 11 minutos do 2º tempo

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Supercopa 1989 – River Plate 2×1 Grêmio

October 23, 2018
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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

GRÊMIO LUTA MUITO, MAS ESTRÉIA COM DERROTA PARA O RIVER PLATE
Uma falha no início e um erro do árbitro definiram o resultado. Grêmio reagiu bem, mas perdeu muitas chances e agora precisa vencer

Mesmo com uma boa atuação, para o número de desfalques (seis, ao todo), o Grêmio não resistiu ao River Plate, ontem à noite, no Monumental de Nudez, em Buenos Aires, e perdeu por 2 a 1, gois marcados por Adilson Heleno, para o Grêmio, Centurion e Borrelli. Com este resultado, seguiu o mesmo destino dos outros clubes brasileiros, que também perderam na estréia da Supercopa. Agora, precisa apenas de uma vitória simples, por diferença dois gols, no jogo de volta, no Olímpico.
O time de Cláudio Duarte começou o jogo como se previa. Esperando o adversário em seu próprio campo e aproveitando para partir nos contra-ataques. Mas uma falha dupla de Trasante e Alfinete permitiu que, aos 16 minutos, o atacante Centurion abrisse o marcador, mudando toda a estratégia do time gaúcho. Aos 23 minutos, já mais ambientado à partida, o Grêmio perdeu sua primeira situação clara de gol, com Nando chutando fraco para a defesa aliviar a escanteio. Mas aos 41 minutos, Adilson Heleno empatava o jogo, concluindo de primeira uma jogada de Hélcio pela esquerda. A alegria brasileira durou pouco. Aos 44 minutos, Borrelli desempatou, em mais uma falha da confusa defesa gremista, que reclamou impedimento de Zamora.
Na segunda etapa, o Grêmio pressionou muito, perdendo algumas boas oportunidades de gol. Aos 22 minutos, Edinho bateu falta frontal a grande área, mas Comizzo defendeu. Mas a melhor situação de gol foi desperdiçada por Alfinete, aos 32 minutos, chutando no travessão, após o escanteio cobrado por Darci. O centroavante Nando também teve chance de empatar, mas chutou sobre o goleiro Comizzo, ficando mesmo no 2 a 1.” (CARLOS ALBERTO FRUET, Enviado a Buenos Aires, Zero Hora 06 de outubro de 1989)

CLÁUDIO DIZ QUE A DEFESA ERROU MAIS NO SEGUNDO GOL
O técnico Cláudio Duarte preferiu analisar mais a falha da defesa do Grêmio do que o erro do juiz no segundo gol do River. Para o treinador, a defesa não poderia ter parado à espera do impedimento:
— Nem quero discutir se havia ou não impedimento. Nós havíamos combinado que não procuraríamos deixar o ataque deles impedido. E paramos naquele lance. Se o rapaz estava ou não impedido é outra história, mas nós não podemos parar nunca.
Apesar disso, Cláudio mostrou-se conformado com o resultado e lamentou apenas as oportunidades perdidas: — Precisamos voltar àquela maré boa das outras competições. Antes, tínhamos duas ou três chances marcávamos. Agora, desperdiçamos inúmeras oportunidades e o adversário, com duas apenas, marcou dois gols. Mas acho que o Grêmio tem condições de recuperar este resultado em casa, no segundo jogo. ” (CARLOS ALBERTO FRUET, Enviado a Buenos Aires, Zero Hora 06 de outubro de 1989)

 

RIVER DERROTA GRÊMIO
Buenos Aires (Sport Press-Especial) — O Grêmio foi o quarto clube brasileiro a perder na primeira rodada da Supercopa. Na noite desta quinta-feira, no estádio Monumental de Nunez, foi derrotado pelo River Plate por 2 a 1, apesar de ter dominado quase toda a partida. Os gols surgiram no primeiro tempo, através de Centurion, aos 2 minutos, fazendo 1 a 0 para o River Plate, Adilson Heleno, aos 41, empatando para o Grêmio, e Borrelli, aos 45, dando a vitória aos argentinos. “(O Liberal – 06 de outubro de 1989)

 

 

RIVER PLATE: Comizzo; Basualdo, Higuain, Corti e Gomez; Batista, Talarico (Medina Bello) e Hernan Diaz; Zamora (Hector Henrique) Borreli e Centurion.
Técnico: Reinaldo “Mostaza” Merlo

GRÊMIO: Gomes; Alfinete, Trasante, Edinho e Hélcio; Jandir, André (Darci), Adilson Heleno e Assis; Sérgio Araújo (Gilson) e Nando.
Técnico: Cláudio Duarte

Supercopa 1989 –
Local: Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires-ARG
Data: 05 de outubro de 1989
Árbitro: Salvador Imperatore (Chile)
Auxiliares: Hernan Silva e Gaston Castro

Supercopa 1989 – Grêmio 0x1 Estudiantes

August 27, 2018
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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

A primeira partida de mata-mata entre Grêmio e Estudiantes aconteceu no  em outubro de 1989, no estádio Olímpico, pelo jogo de ida das quartas de final da Supercopa de 1989.

O tricolor contava com praticamente o mesmo time que havia conquistado a primeira edição da Copa do Brasil poucos meses antes. Uma novidade na escalação foi o goleiro Gomes, que acabou sendo personagem na partida. Falhando no gol dos visitantes e se redimindo defendendo um pênalti sete minutos depois (os dois lances em conclusões do atacante Cariaga).

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Foto: José Doval (Zero Hora)

GRÊMIO JOGA MAL, PERDE E AGORA PRECISA VENCER BEM EM LA PLATA
O Esquema de Cláudio não funcionou. A derrota deixa o sonho de um título inédito um pouco mais distante. Gomes ainda pegou um pênalti.

O Grêmio perdeu de 1 a O para o Estudiantes, ontem à noite e terá que vencer por dois gois de diferença, em La Plata, na próxima quarta-feira. O time argentino foi sempre melhor e, com seu esquema defensivo, mas eficiente, deu uma aula de futebol ao amarrado Grêmio, que mostrou não saber jogar contra equipes retrancadas.

Quem esperava um Grêmio agressivo e para definir o jogo logo no seu inicio, teve uma falsa impressão com um chute de Assis a um minuto, que Battaglia defendeu para escanteio. Depois, o Estudiantes se refez do susto e mostrou qualidades no contra-ataque: o excelente Craviotto, aos três minutos, cruzou para Carriaga e Marquez, que erraram o cabeceio.

Sem dar espaços, o Estudiantes marcava muito bem ao lento meio-campo do Grêmio. Kita, sem mobilidade, foi dominado pela zaga e, por isso, o Grêmio só conseguiu atacar bem aos 20 minutos, quando Agüero salvou em cima da linha uma conclusão de Paulo Egidio, para Battaglia, em seguida, pegar um chute de Assis. A resposta argentina foi rápida, com Cardozo concluindo no poste e Gomes, no mesmo lance, defendeu com os pés para escanteio. Aos 40, Kita, sozinho perdeu chance.

Os dois times voltaram para o segundo tempo com as mesmas formações. E o Estudiantes, marcando muito bem, nada permitia ao Grêmio. Aos 18 minutos Sérgio Araújo e Gilson substituíram Assis e Kita, para dar mais agressividade ao ata. que. Isto não adiantou, já que a bola não chegava na frente, pois os argentinos nada permiyiam. Aos 38, no contra ataque, Cariaga fez 1 a 0, numa falha de Gomes e houve justiça no placar, para quem sempre foi melhor em campo. Aos 45, o goleiro se recuperou ao defender um pênalti que ele mesmo fez em Di Carlo, cobrado por Cariaga. O sonho da Supercopa, agora, ficou mais difícil.” (Zero Hora – 26 de outubro de 1989)

GOMES ERRA, PEGA PÊNALTI E SILENCIA
O goleiro Gomes, que falhou no gol do Estudiantes e defendeu o pênalti no final, não quis dar entrevistas. Gomes foi seguido por seus companheiros, com exceção de Alfinete que tomou banho no vestiário e falou sobre o que aconteceu em campo. Chateado pelo escore, ele mantém a confiança na classificação:
— Somos superiores e tivemos mais oportunidades, três no primeiro tempo, enquanto os argentinos atacaram só uma vez no segundo tempo e marcaram. No pénalti, o Gomes evitou uma injustiça ainda maior.
Os outros jogadores não ficaram no vestiário, preferindo esconder-se na concentração. Mas, ainda no campo, Adilson Heleno tratou de consolar o goleiro Gomes:
— Está certo que ele falhou no lance do gol, mas redimiu-se totalmente ao defender o pênalti. Temos time para reagir em La Plata — assegurou ele.” (Zero Hora – 26 de outubro de 1989)

CLÁUDIO DIZ QUE NADA HÁ A TEMER
Durante todo o dia de ontem, o técnico Cláudio Duarte preocupou-se em fugir dos repórteres para fazer mistério quanto a escalação do Grêmio. À noite, depois da derrota, ele teve que explicar o resultado negativo:
— O Estudiantes mostrou porque o futebol argentino é campeão do mundo e mereceu vencer. Eu prefiro não criticar os meus jogadores e reconhecer os méritos do adver-ário. Mas, segue a esperança, pois quem já foi a Bagé e São Borja nada tem a temer —reagiu ele.
O vice de futebol, Rafael Bandeira dos Santos, admitiu que o time não esteve bem em campo, ressaltando o bom futebol do adversário:
— Eles mostraram um futebol de muita velocidade e até mereceram a vitória. Mas o pênalti defendido pelo Gomes, no final, psicologicamente será muito importante para nossa reações. Precisamos ser machos lá em La Plata.” (Zero Hora – 26 de outubro de 1989)

E OS ARGENTINOS MANTÊM A CAUTELA
A festa no vestiário do Estudiantes só não foi maior por causa da defesa de Gomes no pênalti assinalado pelo árbitro quase no final da partida. Mas o time argentino venceu e joga pelo empate na partida da próxima quarta-feira, em La Plata, para chegar á terceira etapa da Supercopa. O lateral direito Craviotto, melhor jogador em campo, pensa em nova vitória:
— Estamos de parabéns, estivemos fortes em campo, entretanto precisamos da mesma disposição para que vençamos, novamente, o Grémio. O adversário é forte e não podemos nos acomodar por causa deste resultado em Porto Alegre.
O técnico Eduardo Solari, que armou um esquema perfeito — com base numa forte marcação e contra-ataques rápidos — endossou as palavras de seu lateral:
— Demos um passo muito grande rumo à classificação. Mas, nesta competição, os jogos duram 180 minutos e só passamos pela metade.” (Zero Hora – 26 de outubro de 1989)

 

Grêmio 0x1 Estudiantes

GRÊMIO: Gomes; Alfinete, Luís Eduardo, Edinho e Hélcio; Jandir, Cuca e Adílson Heleno; Assis (Sérgio Araújo), Kita (Gílson) e Paulo Egídio.
Técnico: Cláudio Duarte

ESTUDIANTES: Battaglia; Craviotto, Aguero, Trota e Ramirez; Vargas, Peinado e Cardoso; Cariaga, Marques (Di Carlo) e MacAllister (Kumyochoglu).
Técnico: Eduardo Miguel Solari

Supercopa 1989 – Quartas de final – jogo de ida
Data: 25 de outubro de 1989, quarta-feira, 21h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 14.040 pagantes
Renda: NCz$ 187.550,00
Árbitro: Juan Francisco Escobar (PAR)
Assistentes: Carlos Maciel e Lucio Gonzalez
Cartões amarelos: Jandir
Gol: Cariaga, aos 38 minutos do 2º tempo

Supercopa 1989 – Estudiantes 0x3 Grêmio

August 7, 2018

1989 estudiantes volta paulo nunes correio do povo

O confronto mais famoso entre Estudiantes e Grêmio sem sombra de dúvidas é a “Batalha de La Plata de 1983“. Mas aquele jogo valia pelo triangular semifinal da Libertadores daquele ano. O primeiro mata-mata entre as equipes aconteceu seis anos depois, pelas quartas-de-final da Supercopa de 1989.

Na partida de ida, o Estudiantes saiu em vantagem, levando a vantagem de 1×0 para a Argentina. Mas o Grêmio conseguiu se recuperar no Jorge Hirschi, fazendo 3×0, com um gol de Paulo Egídio e dois de Cuca.

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Grêmio goleia Estudiantes e segue em frente na Supercopa
Poucos esperavam que o Grêmio obtivesse recuperação expressiva em La Plata, depois de ter perdido para o Estudiantes no Olímpico. Mas a equipe venceu por 3 a O ontem à noite, e agora enfrenta o Boca Júniors numa das semifinais da competição. A partida foi equilibrada no lº tempo, mas Paulo Egídio aproveitou-se de uma falha dos argentinos para fazer 1 a O, aos 37 minutos do 1º tempo. Cuca, em duas jogadas individuais muito bem trabalhadas, completou o marcador, aos 7min e 36min do 2º tempo. No final Alfinete, Edinho e Trotta foram expulsos” (Jornal Pioneiro – 2 de Novembro de 1989)

GRÊMIO CAÇA OS ARGENTINOS
o Grêmio mostrou que o trauma contra o Estudiantes faz parte do passado. Na quarta-feira, 1º, deu um passeio em La Plata, na Argentina, e goleou por 3 x O, classificando-se para a semifinal da Supercopa Libertadores. Além de se vingar da derrota de 1 x O no Olímpico, na semana anterior, apagou da memória um histórico e tumultuado jogo da Taça Libertadores em 1983. O tricolor vencia por 3 x 1, mas cedeu o empate diante de um adversário com sete jogadores em campo. A vingança até fez o presidente Paulo Odone delirar. “Estamos preparados para vencer o Campeonato Argentino”, ironizava. É que, em sua trajetória na Supercopa, o tricolor já havia despachado o River Plate e, ao bater o Estudiantes, credenciou-se a encarar o também argentino Boca Juniors. E a overdose portenha só acaba na decisão. Se os gaúchos chegarem à final, enfrentarão o vencedor de Independiente x Argentinos Jrs. o Grêmio, porém, não deverá ter moleza no primeiro jogo, no Olímpico. Alfinete e Edinho foram expulsos contra o Estudiantes e desfalcam a equipe. “Mas, na guerra na casa deles, nosso time estará completo”, garante o técnico Cláudio Duarte. De fato, o jogo de volta certamente apresentará ânimos acalorados. Afinal, o Estádio de La Bombonera é um tradicional caldeirão onde o Boca costuma encurralar os inimigos. “Não vamos nos intimidar”, sentencia o meia Cuca, autor de dois gols da vitória. Com esse pensamento o Grêmio espera atropelar seu próximo inimigo. E, de quebra, conquistar o simbólico Campeonato Argentino.” (Revista Placar – 10 de Novembro de 1989)

1989 estudiantes fora Jose Doval Zero Hora
Fotos: Paulo Nunes (Correio do Povo) e José Doval (Placar e Zero Hora)

Estudiantes 0x3 Grêmio

ESTUDIANTES: Battaglia; Craviotto, Aguero, Trota e Ramirez; Vargas, Peinado e Cardoso (Kuyumchoglu); Cariaga, Marques (Di Carlo) e MacAllister .
Técnico: Eduardo Miguel Solari

GRÊMIO: Mazaropi; Alfinete, Luís Eduardo, Edinho e Fábio; Jandir, Lino,  Adílson Heleno e; Cuca, Paulo Egídio e  Kita (Vílson)
Técnico: Cláudio Duarte

Supercopa 1989 – Quartas de final – jogo de volta
Data: 1º de novembro de 1989, quinta-feira, 21h00min
Local: Estádio Jorge Hirschi, em La Plata, Argentia
Público: 15.232 pagantes
Árbitro: Gaston Castro (CHI)
Auxiliares: Salvador Imperatore e Sergio Vasquez
Cartões amarelos: Jandir e Cuca
Cartões vermelhos: Alfinete (38 do 2ºT), Trotta (39 do 2ºT) e Edinho (43 do 2ºT)
Gols: Paulo Egídio, aos 37 minutos do 1º tempo; Cuca aos 7 e aos 36 minutos do 2º tempo

Grêmio e Boca – História

June 12, 2007


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Em 1959, o Grêmio de Foguinho realizou uma excursão aos vizinhos do Prata. Primeiro faria um jogo no Centenário contra a seleção uruguaia, depois enfrentaria o Boca Juniors na Bombonera.

Gessy, que apesar de ser um craque, tinha como meta na vida ser dentista (nada contra dentistas) não viajou para o primeiro jogo pois faria vestibular para odontologia, Contudo Foguinho fez questão que ele jogasse o segundo jogo. Gessy fez o vestibular, passou, comemorou com álcool e viajou para Buenos Aires de ressaca. Na Argentina, a direção fez questão de esconder Gessy do disciplinador Foguinho e ele só apareceu poucos minutos antes do jogo. Entrou na Bombonera, fez 4 gols e o placar final foi de 4×1. O Grêmio não era só Gessy, tinha Aírton, Ênio Rodrigues, Élton, Milton Kuelle, Vieira, Juarez e etc, mas foi Gessy que fez o 4 gols e foi Gessy que assustou o famigerado Rattin. A história vocês ja deviam conhecer e está muito melhor escrita em outros lugares (Como aqui, aqui, ou aqui), o que vocês provavelmente ainda não tinha visto é a foto da delegação acima.

Já em competições oficiais, em mata-mata, o Grêmio enfrentou 4 vezes o Boca na saudosa Supercopa. Em 1988, pelas Oitavas, 1xo Boca na Bombonera e 2×0 Grêmio no Olímpico. No ano seguinte, já nas semifinais, 0x0 em Porto Alegre e 2×0 Boca em Buenos Aires.

 

boca 1988 - Cópia

Fonte: El Grafico

boca 1988 - Cópia - Cópia supercopa

Gol do jogo de 1988:

Gols dos jogos de 1989: