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Supercopa 1989 – River Plate 2×1 Grêmio

October 23, 2018
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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

GRÊMIO LUTA MUITO, MAS ESTRÉIA COM DERROTA PARA O RIVER PLATE
Uma falha no início e um erro do árbitro definiram o resultado. Grêmio reagiu bem, mas perdeu muitas chances e agora precisa vencer

Mesmo com uma boa atuação, para o número de desfalques (seis, ao todo), o Grêmio não resistiu ao River Plate, ontem à noite, no Monumental de Nudez, em Buenos Aires, e perdeu por 2 a 1, gois marcados por Adilson Heleno, para o Grêmio, Centurion e Borrelli. Com este resultado, seguiu o mesmo destino dos outros clubes brasileiros, que também perderam na estréia da Supercopa. Agora, precisa apenas de uma vitória simples, por diferença dois gols, no jogo de volta, no Olímpico.
O time de Cláudio Duarte começou o jogo como se previa. Esperando o adversário em seu próprio campo e aproveitando para partir nos contra-ataques. Mas uma falha dupla de Trasante e Alfinete permitiu que, aos 16 minutos, o atacante Centurion abrisse o marcador, mudando toda a estratégia do time gaúcho. Aos 23 minutos, já mais ambientado à partida, o Grêmio perdeu sua primeira situação clara de gol, com Nando chutando fraco para a defesa aliviar a escanteio. Mas aos 41 minutos, Adilson Heleno empatava o jogo, concluindo de primeira uma jogada de Hélcio pela esquerda. A alegria brasileira durou pouco. Aos 44 minutos, Borrelli desempatou, em mais uma falha da confusa defesa gremista, que reclamou impedimento de Zamora.
Na segunda etapa, o Grêmio pressionou muito, perdendo algumas boas oportunidades de gol. Aos 22 minutos, Edinho bateu falta frontal a grande área, mas Comizzo defendeu. Mas a melhor situação de gol foi desperdiçada por Alfinete, aos 32 minutos, chutando no travessão, após o escanteio cobrado por Darci. O centroavante Nando também teve chance de empatar, mas chutou sobre o goleiro Comizzo, ficando mesmo no 2 a 1.” (CARLOS ALBERTO FRUET, Enviado a Buenos Aires, Zero Hora 06 de outubro de 1989)

CLÁUDIO DIZ QUE A DEFESA ERROU MAIS NO SEGUNDO GOL
O técnico Cláudio Duarte preferiu analisar mais a falha da defesa do Grêmio do que o erro do juiz no segundo gol do River. Para o treinador, a defesa não poderia ter parado à espera do impedimento:
— Nem quero discutir se havia ou não impedimento. Nós havíamos combinado que não procuraríamos deixar o ataque deles impedido. E paramos naquele lance. Se o rapaz estava ou não impedido é outra história, mas nós não podemos parar nunca.
Apesar disso, Cláudio mostrou-se conformado com o resultado e lamentou apenas as oportunidades perdidas: — Precisamos voltar àquela maré boa das outras competições. Antes, tínhamos duas ou três chances marcávamos. Agora, desperdiçamos inúmeras oportunidades e o adversário, com duas apenas, marcou dois gols. Mas acho que o Grêmio tem condições de recuperar este resultado em casa, no segundo jogo. ” (CARLOS ALBERTO FRUET, Enviado a Buenos Aires, Zero Hora 06 de outubro de 1989)

 

RIVER DERROTA GRÊMIO
Buenos Aires (Sport Press-Especial) — O Grêmio foi o quarto clube brasileiro a perder na primeira rodada da Supercopa. Na noite desta quinta-feira, no estádio Monumental de Nunez, foi derrotado pelo River Plate por 2 a 1, apesar de ter dominado quase toda a partida. Os gols surgiram no primeiro tempo, através de Centurion, aos 2 minutos, fazendo 1 a 0 para o River Plate, Adilson Heleno, aos 41, empatando para o Grêmio, e Borrelli, aos 45, dando a vitória aos argentinos. “(O Liberal – 06 de outubro de 1989)

 

 

RIVER PLATE: Comizzo; Basualdo, Higuain, Corti e Gomez; Batista, Talarico (Medina Bello) e Hernan Diaz; Zamora (Hector Henrique) Borreli e Centurion.
Técnico: Reinaldo “Mostaza” Merlo

GRÊMIO: Gomes; Alfinete, Trasante, Edinho e Hélcio; Jandir, André (Darci), Adilson Heleno e Assis; Sérgio Araújo (Gilson) e Nando.
Técnico: Cláudio Duarte

Supercopa 1989 –
Local: Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires-ARG
Data: 05 de outubro de 1989
Árbitro: Salvador Imperatore (Chile)
Auxiliares: Hernan Silva e Gaston Castro

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Supercopa 1989 – Grêmio 0x1 Estudiantes

August 27, 2018
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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

A primeira partida de mata-mata entre Grêmio e Estudiantes aconteceu no  em outubro de 1989, no estádio Olímpico, pelo jogo de ida das quartas de final da Supercopa de 1989.

O tricolor contava com praticamente o mesmo time que havia conquistado a primeira edição da Copa do Brasil poucos meses antes. Uma novidade na escalação foi o goleiro Gomes, que acabou sendo personagem na partida. Falhando no gol dos visitantes e se redimindo defendendo um pênalti sete minutos depois (os dois lances em conclusões do atacante Cariaga).

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Foto: José Doval (Zero Hora)

GRÊMIO JOGA MAL, PERDE E AGORA PRECISA VENCER BEM EM LA PLATA
O Esquema de Cláudio não funcionou. A derrota deixa o sonho de um título inédito um pouco mais distante. Gomes ainda pegou um pênalti.

O Grêmio perdeu de 1 a O para o Estudiantes, ontem à noite e terá que vencer por dois gois de diferença, em La Plata, na próxima quarta-feira. O time argentino foi sempre melhor e, com seu esquema defensivo, mas eficiente, deu uma aula de futebol ao amarrado Grêmio, que mostrou não saber jogar contra equipes retrancadas.

Quem esperava um Grêmio agressivo e para definir o jogo logo no seu inicio, teve uma falsa impressão com um chute de Assis a um minuto, que Battaglia defendeu para escanteio. Depois, o Estudiantes se refez do susto e mostrou qualidades no contra-ataque: o excelente Craviotto, aos três minutos, cruzou para Carriaga e Marquez, que erraram o cabeceio.

Sem dar espaços, o Estudiantes marcava muito bem ao lento meio-campo do Grêmio. Kita, sem mobilidade, foi dominado pela zaga e, por isso, o Grêmio só conseguiu atacar bem aos 20 minutos, quando Agüero salvou em cima da linha uma conclusão de Paulo Egidio, para Battaglia, em seguida, pegar um chute de Assis. A resposta argentina foi rápida, com Cardozo concluindo no poste e Gomes, no mesmo lance, defendeu com os pés para escanteio. Aos 40, Kita, sozinho perdeu chance.

Os dois times voltaram para o segundo tempo com as mesmas formações. E o Estudiantes, marcando muito bem, nada permitia ao Grêmio. Aos 18 minutos Sérgio Araújo e Gilson substituíram Assis e Kita, para dar mais agressividade ao ata. que. Isto não adiantou, já que a bola não chegava na frente, pois os argentinos nada permiyiam. Aos 38, no contra ataque, Cariaga fez 1 a 0, numa falha de Gomes e houve justiça no placar, para quem sempre foi melhor em campo. Aos 45, o goleiro se recuperou ao defender um pênalti que ele mesmo fez em Di Carlo, cobrado por Cariaga. O sonho da Supercopa, agora, ficou mais difícil.” (Zero Hora – 26 de outubro de 1989)

GOMES ERRA, PEGA PÊNALTI E SILENCIA
O goleiro Gomes, que falhou no gol do Estudiantes e defendeu o pênalti no final, não quis dar entrevistas. Gomes foi seguido por seus companheiros, com exceção de Alfinete que tomou banho no vestiário e falou sobre o que aconteceu em campo. Chateado pelo escore, ele mantém a confiança na classificação:
— Somos superiores e tivemos mais oportunidades, três no primeiro tempo, enquanto os argentinos atacaram só uma vez no segundo tempo e marcaram. No pénalti, o Gomes evitou uma injustiça ainda maior.
Os outros jogadores não ficaram no vestiário, preferindo esconder-se na concentração. Mas, ainda no campo, Adilson Heleno tratou de consolar o goleiro Gomes:
— Está certo que ele falhou no lance do gol, mas redimiu-se totalmente ao defender o pênalti. Temos time para reagir em La Plata — assegurou ele.” (Zero Hora – 26 de outubro de 1989)

CLÁUDIO DIZ QUE NADA HÁ A TEMER
Durante todo o dia de ontem, o técnico Cláudio Duarte preocupou-se em fugir dos repórteres para fazer mistério quanto a escalação do Grêmio. À noite, depois da derrota, ele teve que explicar o resultado negativo:
— O Estudiantes mostrou porque o futebol argentino é campeão do mundo e mereceu vencer. Eu prefiro não criticar os meus jogadores e reconhecer os méritos do adver-ário. Mas, segue a esperança, pois quem já foi a Bagé e São Borja nada tem a temer —reagiu ele.
O vice de futebol, Rafael Bandeira dos Santos, admitiu que o time não esteve bem em campo, ressaltando o bom futebol do adversário:
— Eles mostraram um futebol de muita velocidade e até mereceram a vitória. Mas o pênalti defendido pelo Gomes, no final, psicologicamente será muito importante para nossa reações. Precisamos ser machos lá em La Plata.” (Zero Hora – 26 de outubro de 1989)

E OS ARGENTINOS MANTÊM A CAUTELA
A festa no vestiário do Estudiantes só não foi maior por causa da defesa de Gomes no pênalti assinalado pelo árbitro quase no final da partida. Mas o time argentino venceu e joga pelo empate na partida da próxima quarta-feira, em La Plata, para chegar á terceira etapa da Supercopa. O lateral direito Craviotto, melhor jogador em campo, pensa em nova vitória:
— Estamos de parabéns, estivemos fortes em campo, entretanto precisamos da mesma disposição para que vençamos, novamente, o Grémio. O adversário é forte e não podemos nos acomodar por causa deste resultado em Porto Alegre.
O técnico Eduardo Solari, que armou um esquema perfeito — com base numa forte marcação e contra-ataques rápidos — endossou as palavras de seu lateral:
— Demos um passo muito grande rumo à classificação. Mas, nesta competição, os jogos duram 180 minutos e só passamos pela metade.” (Zero Hora – 26 de outubro de 1989)

 

Grêmio 0x1 Estudiantes

GRÊMIO: Gomes; Alfinete, Luís Eduardo, Edinho e Hélcio; Jandir, Cuca e Adílson Heleno; Assis (Sérgio Araújo), Kita (Gílson) e Paulo Egídio.
Técnico: Cláudio Duarte

ESTUDIANTES: Battaglia; Craviotto, Aguero, Trota e Ramirez; Vargas, Peinado e Cardoso; Cariaga, Marques (Di Carlo) e MacAllister (Kumyochoglu).
Técnico: Eduardo Miguel Solari

Supercopa 1989 – Quartas de final – jogo de ida
Data: 25 de outubro de 1989, quarta-feira, 21h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 14.040 pagantes
Renda: NCz$ 187.550,00
Árbitro: Juan Francisco Escobar (PAR)
Assistentes: Carlos Maciel e Lucio Gonzalez
Cartões amarelos: Jandir
Gol: Cariaga, aos 38 minutos do 2º tempo

Supercopa 1989 – Estudiantes 0x3 Grêmio

August 7, 2018

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O confronto mais famoso entre Estudiantes e Grêmio sem sombra de dúvidas é a “Batalha de La Plata de 1983“. Mas aquele jogo valia pelo triangular semifinal da Libertadores daquele ano. O primeiro mata-mata entre as equipes aconteceu seis anos depois, pelas quartas-de-final da Supercopa de 1989.

Na partida de ida, o Estudiantes saiu em vantagem, levando a vantagem de 1×0 para a Argentina. Mas o Grêmio conseguiu se recuperar no Jorge Hirschi, fazendo 3×0, com um gol de Paulo Egídio e dois de Cuca.

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Grêmio goleia Estudiantes e segue em frente na Supercopa
Poucos esperavam que o Grêmio obtivesse recuperação expressiva em La Plata, depois de ter perdido para o Estudiantes no Olímpico. Mas a equipe venceu por 3 a O ontem à noite, e agora enfrenta o Boca Júniors numa das semifinais da competição. A partida foi equilibrada no lº tempo, mas Paulo Egídio aproveitou-se de uma falha dos argentinos para fazer 1 a O, aos 37 minutos do 1º tempo. Cuca, em duas jogadas individuais muito bem trabalhadas, completou o marcador, aos 7min e 36min do 2º tempo. No final Alfinete, Edinho e Trotta foram expulsos” (Jornal Pioneiro – 2 de Novembro de 1989)

GRÊMIO CAÇA OS ARGENTINOS
o Grêmio mostrou que o trauma contra o Estudiantes faz parte do passado. Na quarta-feira, 1º, deu um passeio em La Plata, na Argentina, e goleou por 3 x O, classificando-se para a semifinal da Supercopa Libertadores. Além de se vingar da derrota de 1 x O no Olímpico, na semana anterior, apagou da memória um histórico e tumultuado jogo da Taça Libertadores em 1983. O tricolor vencia por 3 x 1, mas cedeu o empate diante de um adversário com sete jogadores em campo. A vingança até fez o presidente Paulo Odone delirar. “Estamos preparados para vencer o Campeonato Argentino”, ironizava. É que, em sua trajetória na Supercopa, o tricolor já havia despachado o River Plate e, ao bater o Estudiantes, credenciou-se a encarar o também argentino Boca Juniors. E a overdose portenha só acaba na decisão. Se os gaúchos chegarem à final, enfrentarão o vencedor de Independiente x Argentinos Jrs. o Grêmio, porém, não deverá ter moleza no primeiro jogo, no Olímpico. Alfinete e Edinho foram expulsos contra o Estudiantes e desfalcam a equipe. “Mas, na guerra na casa deles, nosso time estará completo”, garante o técnico Cláudio Duarte. De fato, o jogo de volta certamente apresentará ânimos acalorados. Afinal, o Estádio de La Bombonera é um tradicional caldeirão onde o Boca costuma encurralar os inimigos. “Não vamos nos intimidar”, sentencia o meia Cuca, autor de dois gols da vitória. Com esse pensamento o Grêmio espera atropelar seu próximo inimigo. E, de quebra, conquistar o simbólico Campeonato Argentino.” (Revista Placar – 10 de Novembro de 1989)

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Fotos: Paulo Nunes (Correio do Povo) e José Doval (Placar e Zero Hora)

Estudiantes 0x3 Grêmio

ESTUDIANTES: Battaglia; Craviotto, Aguero, Trota e Ramirez; Vargas, Peinado e Cardoso (Kuyumchoglu); Cariaga, Marques (Di Carlo) e MacAllister .
Técnico: Eduardo Miguel Solari

GRÊMIO: Mazaropi; Alfinete, Luís Eduardo, Edinho e Fábio; Jandir, Lino,  Adílson Heleno e; Cuca, Paulo Egídio e  Kita (Vílson)
Técnico: Cláudio Duarte

Supercopa 1989 – Quartas de final – jogo de volta
Data: 1º de novembro de 1989, quinta-feira, 21h00min
Local: Estádio Jorge Hirschi, em La Plata, Argentia
Público: 15.232 pagantes
Árbitro: Gaston Castro (CHI)
Auxiliares: Salvador Imperatore e Sergio Vasquez
Cartões amarelos: Jandir e Cuca
Cartões vermelhos: Alfinete (38 do 2ºT), Trotta (39 do 2ºT) e Edinho (43 do 2ºT)
Gols: Paulo Egídio, aos 37 minutos do 1º tempo; Cuca aos 7 e aos 36 minutos do 2º tempo