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Supercopa 1991 – Grêmio 1×1 River Plate

October 30, 2018
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Foto: José Doval (Zero Hora)

 

Na Supercopa de 1991, o Grêmio foi eliminado pelo River Plate nos pênaltis no estádio Olímpico.

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

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Foto: José Doval (Zero Hora)

ERRO DO JUIZ LEVA DECISÃO AOS PÊNALTIS. GRÊMIO FORA
Renato abriu o placar, mas o River empatou com gol de Medina Bello, em completo impedimento. O River se classificou nos pênaltis, por 4 a 3

O Grêmio está fora da Supercopa. Empatou com o River Plate em um gol na partida, prejudicado pela arbitragem pois o gol dos argentinos foi marcado através de um jogador impedido. Nos pênaltis, o River venceu por 4 a 3, vingando-se do mesmo Grémio que o eliminara de forma semelhante na competição de 1989.

A disputa foi forte. A estratégia do técnico Daniel Passarella foi posicionar seu time na defesa, à espera dos contra-ataques. Mas o Grêmio acabou tirando proveito disso e teve três oportunidades: uma através de Renato, outra por Caio. Na terceira, foi mortal. Caio avançou com a bola dominada, lançou Alcindo que cruzou com perfeição. Renato cabeceou com força sem nenhuma chance de defesa para o goleiro. Eram 27 minutos.

Só depois disso, o River saiu para o campo adversário. Levado pelo talento do meio-campo Borrelli, que conseguia escapar da marcação de Pino e Grotto. E. aos 42 minutos, o Grêmio escapou do pior. Sidmar fez a defesa e, no rebote, Sílvani, livre, chutou no travessão.

IMPEDIMENTO – No segundo tempo, em desvantagem no escore, Passarella escalou Ramón Díaz no lugar de Zapata. E, depois de escapar do segundo gol gremista, quando AIcindo cruzou e Renato não alcançou a bola, os argentinos empataram. Silvani estava impedido, a arbitragem não marcou e Medina Bello bateu no canto direito. Logo aos oito minutos. Depois do susto, o Grêmio ameaçou por Renato, aos 14 minutos. Comizzo foi perfeito e evitou o gol. O jogo melhorou, os dois times só atacavam. Renato obrigou Comizzo a fazer nova defesa aos 19. Aos 20, Ramón Díaz respondeu, mas bateu por cima. Aos 28, Renato, espetacular, lançou Caio que chutou por cima. Renato ainda cobrou falta na trave. A decisão foi para os pênaltis. ” (José Evaristo Villalobos, Zero Hora, 11 de outubro de 1991)

A EFICIÊNCIA DOS ARGENTINOS NAS COBRANÇAS
Sidmar trocou a luva a antes da cobrança dos pênaltis. Era, quem sabe. A esperança de encontrar as luvas abençoadas para eliminar os argentinos. Mas não deu certo para a tristeza de uma torcida que ficaria ao lado dos jogadores até o final. Ironia do destino: os dois melhores jogadores em campo. Renato e Borrelli, desperdiçaram suas cobranças. Renato chutou por cima. Borrelli cobrou fraco, defendeu Sidmar. Mas Bizu tocou fraco na bola e o goleiro Comizzo, excelente todo o tempo, defendeu

Houve discussão até neste tipo de disputa. Alcindo chutou, o goleiro defendeu, a bola bateu na trave e entrou. Os argentinos protestaram muito. No final, com o empate de três gols, Medina Bello foi preciso. Os argentinos calavam o Olímpico, repetiam a festa dos paraguaios do Olimpia, dois anos antes, no Beira-Rio, quando tiraram o Inter da Libertadores.” (Zero Hora, 11 de outubro de 1991)

ARBITRAGEM
A arbitragem do uruguaio Ernesto Felippi acabou muito prejudicada por um erro que foi decisivo. Validou um gol irregular de Medina Bello, que decretou o empate do jogo. Foi, em parte, induzido ao erro por seu auxiliar, Fernando Cardelino, que deu condições a Silvani, Também exagerou ao expulsar Caio, que foi agredido sem bola e não conseguiu revidar. Nota 3 ” (Zero Hora, 11 de outubro de 1991)

“OS PREJUÍZOS DA ELIMINAÇÃO
A eliminação do Grêmio da Supercopa dos Campeões irá custar caro aos cofres do clube. Segundo os cálculos do próprio presidente Rafael Bandeira dos Santos, o clube vai deixar de arrecadar cerca de US$ 400 mil (Cr$ 240 milhões), apenas considerando-se a renda da TV e da bilheteria das partidas contra o Flamengo, pela próxima fase, sem contar uma possível chegada à final. Mesmo as-sim, ele garante que o investimento feito na contratação de Renato já teve retorno, com a venda de mais de 40 mil cautelas do Superbolão (Cr$ 200 milhões), mais os US$ 80 mil (Cr$ 50 milhões) da TV e Cr$ 87 milhões (US$ 130 mil) da renda da partida contra o River Plate, que é toda do dono da casa.” (Zero Hora, 11 de outubro de 1991)

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Foto: José Doval (Zero Hora)

Grêmio 1×1 River Plate (River 4×3 nos pênaltis)

GRÊMIO: Sidmar; Polaco, João Marcelo, Vílson e Lira; Pino, Grotto (Bizú 33/2ºT), Volnei Caio, e Juninho; Renato Portaluppi e Alcindo Sartori
Técnico: Valdir Espinosa

RIVER PLATE: Angel Comizzo, Jorge Gordillo, Jorge Higuaín, Guillermo Rivarola, Carlos Enrique, Gustavo Zapata (Ramón Díaz, intervalo), Ornaldo Claut, Juan Borrelli, Hernán Díaz, Medina Bello, Walter Silvani (Júlio Toresani 35/2ºT)
Técnico: Daniel Passarela

Supercopa 19991 – Oitavas de Final – Jogo de volta
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre – RS
Público: 42.551 (38.792 pagantes)
Renda: Cr$ 87.430.000,00
Árbitro: Ernesto Filippi Cavani (FIFA/URU)
Auxiliares: Fernando Cardellino e Sal Feldman
Cartões Amarelos: Higuain, Silvani, Medina Bello, Pino e Sidmar
Cartões Vermelhos: Volnei Caio e Claut
Gols: Renato Portaluppi 27′ do 1º tempo; Ramón Medina Bello 7′ do 2º tempo
Nos pênaltis: Grêmio – Lira, Alcindo Sartori e João Marcelo acertaram. Bizú e Renato Portaluppi erraram. River Plate – Rivarola, Ramón Díaz, Hernán Díaz, Medina Bello acertaram, Borrelli errou.

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Supercopa 1991 – River Plate 2×2 Grêmio

October 22, 2018
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Foto: Roberto Santos (Folha de Hoje)

River e Grêmio se enfrentaram em Buenos Aires pelo jogo de ida das oitavas de final da Supercopa de 1991. Era a segunda partida de Renato na sua segunda passagem como jogador no segundo semestre daquela temporada.

Como curiosidade, vale citar que Jorge “Pipa” Higuain que marcou o gol de empate do River é o pai do Gonzalo “Pipita” Higuain.

GRÊMIO FAZ JOGÃO EM BUENOS AIRES
Time gaúcho esteve duas vezes na frente, mas cedeu empate. Caio e Sidmar foram os grandes nomes da noite portenha

o Grêmio surpreendeu ontem à noite em Buenos Aires. O time vinha de duas fracas apresentações no Gauchão, mas superou-se e conseguiu um excelente empate em 2 a 2, contra o River Plate, pela Supercopa dos Campeões. A decisão da vaga para a próxima fase será no Olímpico, no próximo dia 10.

O River Plate queria garantir a vitória em casa para não ter que decidir a vaga em Porto Alegre. Por isso, o time do experiente técnico Daniel Passarela, partiu para o ata-que. Com todos os jogadores recuados, exceção de Renato e Alcindo, o Grêmio procurava explorar os contra-ataques e o fazia muito bem.

Foi num deles, aos 12 minutos, que Renato sofreu uma falta na esquerda. Lira cruzou na área, a zaga tentou fazer a linha de impedimento, mas Higuain permaneceu dando condições a Caio que dominou e mandou urna bomba de perna direi-ta, marcando o primeiro gol gremista.

O tricolor cedeu espaços e o River cresceu no jogo. Aos 21 minutos, Sponton, cobrou uma falta com perfeição e empatou o jogo. O River continuou com mais presença até o fim do primeiro tempo. Na segundo tempo, o River perdeu Berti, lesionado aos 3 minutos. Aos 19, Renato fez excelente jogada e Juninho, depois de Alcindo, chutou sobre o gol. O Grêmio melhorou e aos 27, Polaco cobrou falta da direita, Alcindo antecipou-se ao goleiro e cabeceou marcando o segundo gol do Grêmio. A alegria gaúcha durou pouco. Aos 28 minutos Higuain empatou, também de cabeça, após uma cobrança de escanteio.

Depois disso, os dois times perderam s árias oportunidades de marcar, principalmente o River, mas Sidmar brilhou e impediu a derrota de suas equipes. Melhor para o Grêmio.”(Folha de Hoje, 2 de outubro de 1991)

OS DOIS DESTAQUES
Dois jogadores do Grêmio merecem destaque por suas atuações: Caio e Sidmar. O primeiro pela garra e espírito de luta que mantem cm campo. Ontem, no em-pate contra o River Plate, que agora dá a condição ao Grêmio de disputar a vaga em casa, Caio foi um guerreiro singular. Correu muito, marcou implacavelmente, fez jogadas e tabelas que enlouqueceram os argentinos e ainda fez um golaço. A convicção de Caio nas jogadas contagiou os gremistas. A maioria das emissoras de rádio o escolheu como o melhor jogador em campo. E pelo gol e pela raça, com a maior justiça. Sidmar salvou o Grêmio em quatro oportunidades. Por duas vezes os atacantes argentinos poderiam ter mar-cado, pois estavam livres na área. Entretanto, mesmo tendo se destacado em vários lances, Sidmar merece um pequeno puxão de orelhas, pois teve uma parcela de culpa no primeiro gol do River. Se por um lado o atacante Sponton fez um belo gol, por outro ele armou mal a barreira. De resto, o conjunto gremista merece aplausos.” (Folha de Hoje, 2 de outubro de 1991)

GOLS E EMOÇÃO NO BOM EMPATE DO GRÊMIO CONTRA O RIVER PLATE
Caio abriu o placar e Spontón empatou. Na etapa final, Alcindo fez 2 a1, mas Higuain igualou. Vitória simples garantirá vaga gaúcha

O Grêmio conseguiu um bom resultado ontem à noite em Buenos Aires: empatou com o River Plate em 2 a 2 e agora precisa uma vitória por diferença mínima na quinta-feira, em Porto Alegre, para passar à etapa seguinte da Super. Se houver empate a decisão acontecerá nos pênaltis.

Valdir Espinosa jogou pelo regulamento e escalou o jovem Grotto no lugar de Bizu para fechar o meio-campo. O empate era um bom resultado e o Grêmio começou muito bem. Aos 1, Lira cobrou falta da esquerda, os argentinos tentaram criar o impedimento e a bola sobrou para Caio, que bateu sem chances para o goleiro. Gol legal

Apesar do apoio da torcida, o River não conseguiu progredir porque o Grêmio se organizou bem. Mas aos 20 minutos, Sponton aproveitou um tiro livre direto e bateu muito forte, no canto esquerdo: 1 a 1. Depois seguiu-se um jogo truncado, de muita marcação, com Renato e Ramón Diaz não conseguindo os esperados lances de ataque para seus times.

ATAQUE – No segundo tempo, logo aos nove minutos, Berti foi atingido no tornozelo por Vilson e saiu. Entrou Lavalle. Mas quem atacou com muito perigo — e primeiro – foi o Grêmio. Renato deu o passe para Alcindo, que chutou e Juninho, livre, concluiu por cima. Aos 27 Polaco cobrou falta, Comizzo não segurou a bola e Alcindo, mesmo desiquilibrado, completou. Só que a vitória gremista durou um minuto, pois Higuain empatou, de cabeça, aos 28. Foi um jogo que agradou aos torcedores presentes no estádio pela emoção. Sidmar salvou gol certo de Spontón. E Caio também quase marcou. Foi um resultado justo, pois o goleiro gremista ainda fez mais duas grandes defesas” (Antonio Bavaresco, enviado a Buenos Aires, Zero Hora, 02 de outubro de 1991)

DIÁRIO DE VIAGEM – Uma babel dolarizada
O saguão do hotel era uma confusão de línguas. Aos turistas americanos, sul africanos e escandinavos que já andavam por aqui, juntou-se uma turma barulhenta brasileira, ainda sob o efeito do “pulo” dado pelo dólar no Brasil. Aqui, o efeito da alta foi pequeno. Maior foi a surpresa do atacante Diego Aguirre, agora jogando no Independiente da Argentina, cuja delegação está também hospedada aqui no Continental, quando soube o valor da transação que envolveu o empréstimo do Renato ao Grêmio. Na conversa, declarou-se incrédulo e pediu minha confirmação, diante de seus colegas de clube, que se recusavam a aceitar a informação. Para se ter uma idéia, Ramón Diaz, o argentino mais bem pago ainda em atividade por recebe US$ 100 mil por ano. Para quem não lembra, Renato recebera cerca de US$ 70 mil por mês” (Antônio Bavaresco, de Buenos Aires, Zero Hora, 02 de outubro de 1991)

River Plate 2×2 Grêmio

GRÊMIO: Sidmar; Polaco, João Marcelo, Vílson e Lira; Pino, Grotto, Volnei Caio e Juninho (Bizú 22 do 2ºT); Renato Portaluppi, Alcindo Sartori
Técnico: Valdir Espinosa

RIVER PLATE: Angel Comizzo; Jorge Gordillo, Jorge Higuaín, Guillermo Rivarola eCarlos Enrique; Júlio Toresani, Leonardo Astrada, Juan Borrelli eSérgio Berti (Pablo Lavallén 10 do 2ºT); Cláudio Spontón e Ramón Díaz
Técnico: Daniel Passarela

Supercopa 1988 – Oitvas de final – Jogo de ida
Data: 2 de outubro de 1991
Local: Estádio Monumental de Nuñez, Buenos Aires – ARG
Árbitro: Enrique Marin (Chile)
Auxiliares: Gaston Castro e Ivan Guerrero
Cartões Amarelos: Toresani, João Marcelo, Ramon Diaz a Volnei Caio
Gols: Caio, aos 11 minutos; Spontón aos 20 do 1º tempo; Alcindo Sartori aos 27 minutos e Jorge Higuaín aos 28 do segundo tempo