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Supercopa 1995 – Grêmio 2×1 River Plate

October 29, 2018
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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

 

 

Grêmio e River se enfrentaram em Porto Alegre pelo jogo de ida das quartas de final da Supercopa de 1995. Esse confronto quase aconteceu na final da Libertadores daquele ano, não fosse o River eliminado pelo Atlético Nacional na semifinal. Esse confronto quase aconteceu na final da Libertadores do ano seguinte, não tivesse o Grêmio sido eliminado pelo América de Cali na semifinal.

É válido lembrar que o Grêmio teve compromisso pelo brasileirão na terça, contra o Fluminense no Rio e recebeu o River no Olímpico na quinta.

 

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

 

GRÊMIO VAI DECIDIR A VAGA EM VANTAGEM
Vitória por 2 a 1 sobre o River dá ao campeão da América a chance de se classificar com o empate em Buenos Aires

O Grêmio venceu o River Plate por 2 a 1, ontem à noite, no Estádio Olímpico, e garantiu a vantagem para a decisão da vaga na segunda fase da Supercopa dos Campeões da Libertadores. Um empate na segunda partida, dia 2 de novembro, em Buenos Aires, será suficiente para o Grêmio. Mas a missão não será fácil. Ao final do jogo de ontem, o próprio técnico Luiz Felipe admitiu: o i River Plane foi a melhor equipe que o Grêmio enfrentou em 87 jogos realizados este ano.

O Grêmio começou o primeiro tempo dando a impressão de que iria solucionar a partida em seguida. Até os cinco minutos, foram três escanteios. Num deles. Paulo Nunes concluiu com perigo para fora. A pressão, porém, aos poucos foi administrada pelo River Rate. Os argentinos tiraram proveito dos passes errados de Arilson e Luciano e ameaçaram o gol de Danrlei em contra-ataques velozes. O alerta geral surgiu aos 30 minutos, quando Gallardo chutou para fora com perigo.

No final do primeiro tempo, o atacante Jardel até então mais armador do que centroavante, ficou sem ângulo e ainda assim conseguiu colocar a bola pelo meio das pernas do goleiro Irigoytia. O 1 a 0 não chegava a ser injusto. Mas Francescoli, o uruguaio do River, executou com perfeição uma cobrança de falta, aos 46 minutos, empatando a partida. Foi o segundo alerta ao Grêmio.

O River passou a tocar a bola, com a esperança de levar o empate até o final. Com quatro jogadores da seleção argentina, Altamirano, Astrada, Gallardo e Ortega, levou o plano de jogo até os 15 minutos finais. O Grêmio ajudava, porque recomeçou o segundo tempo sem iniciativa. Então, Nildo foi visto aquecendo-se à beira do gramado. No minuto seguinte, Dinho, um dos melhores em campo, acertou a trave do River em um chute rasteiro e forte de fora da área e Carlos Miguel, como se fosse centroavante, concluiu com o goleiro batido. Nildo voltou para o reservado. Jardel ainda cabeceou na rede pelo lado de fora e o time soube manter a vitória até o final.”(Zero Hora, 27 de outubro de 1995)

 

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Grêmio 2×1 River Plate

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Catalino Rivarola, Luciano e Roger; Dinho, Luis Carlos Goiano, Arílson e Carlos Miguel (Ranielli); Paulo Nunes (Gélson) e Jardel
Técnico: Luiz Felipe Scolari

River Plate: Joaquín Irigoytia: Ricardo Altamirano, Guillermo Rivarola, Celso Ayala e Juan Gómez; Matías Almeyda, Leonardo Astrada, Hernán Díaz (Néstor Cédres) e Marcelo Gallardo (Gabriel Amato), Ariel Ortega e Enzo Francescoli.
Técnico: Ramón Díaz

Supercopa 1995 – Jogo de ida
Data: 26 de outubro de 1995, quinta-feira, 21h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 12.176 (10.254 pagantes)
Renda: R$ 64.255,00
Árbitro: Salvatore Imperatore (FIFA/CHI)
Auxiliares: Mário Sanchez e Juan Riquelmes
Gols: Jardel aos 43 minutos e Francescoli aos 44 minutos do 1º tempo; Carlos Miguel aos 14 minutos do 2º tempo

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Supercopa 1995 – River Plate 3×2 Grêmio

October 22, 2018
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Foto: La Nacion

Em 1995, o Grêmio perdeu por 3×2 no tempo normal para o River em Buenos Aires e acabou sendo eliminado nos pênaltis, em jogo válido pelas quartas de final da Supercopa.

Interessante notar na matéria da Zero Hora transcrita abaixo que Felipão reclama do cansaço do time. E não era pra menos. Num intervalo de 7 dias o Grêmio atuou quatro vezes. Primeiro no jogo de ida contra o River em Porto Alegre. Depois, no domingo, contra o Sport em casa pelo Brasileirão. Na terça-feira, um Gre-Nal no Beira-Rio e 48 horas depois o jogo de volta contra o River em Buenos Aires. O tricolor só usou 17 atletas diferentes nesses jogos e Danrlei, Rivarola e Luciano jogaram os 90 minutos dos 4 compromissos.

DERROTA NOS PÊNALTIS ELIMINA O GRÊMIO
O campeão da Libertadores foi heroico no segundo tempo, mas o River teve competência na série decisiva

Grêmio e River Plate fizeram uma partida emocionante pela Supercopa dos Campeões da América, no Estádio Monumental de Nunez, em Buenos Aires, ontem à noite. A equipe argentina foi superior e fez 2 a 0 no primeiro tempo. O time de Luiz Felipe se recuperou no segundo tempo e empatou o jogo. O River, porém, chegou aos 3 a 2. O resultado levou a decisão para os pênaltis (o time gaúcho vencera em Porto Alegre 2 a 1) e o Grêmio não foi bem. Dinho e Arílson bateram bem, mas Émerson e Goiano chutaram fraco para defesas de Irigoytia. Francescoli, Gallardo, Ortega e Hernán Diaz marcaram para os argentinos, definindo os 4 a 2 da classificação do River. A próxima fase da Supercopa terá dois clássicos nacionais: River Plate x Independiente, na Argentina; Flamengo x São Paulo, no Brasil. A equipe gaúcha volta a jogar pelo Brasileirão neste domingo, contra o Vasco, no Estádio Olímpico.

Os argentinos dominaram completamente o Grêmio na etapa inicial. Desde o chute de Ortega, aos 30 segundos de partida, o River não parou mais de atacar. Atordoado com o ímpeto do adversário, o Grêmio teve problemas para conter os talentosos Ortega, Francescoli e Amato. Aos 12 minutos. Ayala, livre, aparou uma cobrança de falta ao lado da área e, de cabeça, abriu o placar. A 13 minutos do final do primeiro tempo, Francescoli confirmou a atuação de luxo da equipe cobrando falta com perfeição, no ângulo 2 a 0.

Com uma marcação mau forte sobre Ortega e Francescoli, o Grêmio conseguiu equilibrar o jogo na segunda etapa. Aos 10 minutos, Arilson pegou um rebote de fora da área e chutou violentamente: 2 a 1. O gol devolveu a confiança à equipe de Luiz Felipe. Os jogadores do River Plate sentiram a mudança de ânimo do time gaúcho. Pouco depois dos 20 minutos, Ayala fez gol contra quando tentou interceptar cruzamento de Paulo Nunes, O empate de 2 a 2 garantia a passagem do Grêmio para as semifinais da Supercopa. Aos 29 minutos, no entanto, o oportunista Francescoli fez o terceiro gol do River, o segundo dele, levando a decisão para os pênaltis A torcida argentina foi ao delírio e se preparou para vaiar o volante Dinho, o primeiro a cobrar. Experiente, Dinho marcou. Francescoli empatou para River. Émerson cobrou fraco e Irigoytia defendeu. Gallardo colocou o Rever em vantagem. Arilson, o melhor jogador do Grêmio, chutou alto, indefensável. Danrlei quase pegou o chute de Ortega, mas não evitou o gol. A exemplo de Emerson, Goiano também errou. Bastava apenas um gol para o River passar à próxima fase e Diaz não desperdiçou a chance.” (Zero Hora, 3 de novembro de 1995)

CANSAÇO COMPLICOU A SITUAÇÃO DO TIME

O Grêmio perdeu ontem a vaga para as semifinais da Supercopa dos Campeões porque o time estava exausto. Esta foi a explicação do técnico Luiz Felipe para a derrota contra o River Plate, no Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. De acordo com o treinador, a maratona de jogos que a equipe vem enfrentando pelo Brasileirão e a Supercopa está deixando o grupo debilitado fisicamente. “Nós não tínhamos as mínimas condições de fazer gols no River, o time estava muito cansado e só empatamos por obra do acaso”, afirmou Luiz Felipe logo depois da partida. Mas a derrota nos pênaltis não ocorreu apenas por causa do desgaste generalizado dos jogadores, conforme o treinador. “Tivemos erros de posicionamento e de marcação.

Para Luiz Felipe, o time terá de tirar as lições da derrota para os argentinos. A equipe foi ingênua em alguns momentos, principalmente nas bolas paradas. Os três gols do River partiram de cobranças de falta. Em dois deles, a defesa falhou na marcação a Ayala e Francescoli, que não desperdiçaram. “Os jogadores têm de saber que um pequeno erro numa decisão pode complicar tudo”, alertou. Quanto aos pênaltis, Luiz Felipe disse que os argentinos tiveram o equilíbrio necessário para a decisão.

A preocupação de Luiz Felipe, agora, é somar mais pontos pelo Brasileirão, livrar o clube do risco de disputar uma repescagem para fugir do rebaixamento. “Só assim nós poderemos trabalhar o grupo para Tóquio com tranquilidade”, disse o técnico.”  (Zero Hora, 3 de novembro de 1995)

RIVER PLATE: Joaquín Irigoytia ; Ricardo Altamirano, Guillermo Rivarola (Gabriel Amato), Celso Ayala e Juan Gómez;  Leonardo Astrada, Matias Almeyda, Hernán Díaz, Marcelo Gallardo; Ariel Ortega e Enzo Francescoli.
Técnico: Ramón Díaz

GRÊMIO: Danrlei ; Marco Antonio (Wagner), Catalino Rivarola, Lucianoe Roger; Dinho,Luis Carlos Goiano,  Arílson e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Émerson) e Jardel.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Supercopa 1995 – quartas de final – jogo de volta
Data: 2 de novembro de 1995, quarta-feira.
Local: Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires-ARG
Árbitro: Julio Matto (URU)
Cartões amarelos: Luciano, Catalino Rivarola, Danrlei, Jardel, Goiano, Ayala e Guillermo Rivarola
Cartão vermelho: Jardel
Gols: Ayala, aos 12 minutos e Francescoli, aos 32 do primeiro tempo; Arilson, aos 10, Ayala (contra) aos 20 e Francescoli aos 29 minutos do segundo tempo