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Supercopa 1997 – Grêmio 3×2 Estudiantes

August 17, 2018
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Fonte: El Dia

O último confronto entre Grêmio e Estudiantes em Porto Alegre aconteceu em outubro de 1997, no Estádio Olímpico, pela 5ª rodada do Grupo 4 da Supercopa daquele ano. O tricolor venceu por 3×2,  resultado que lhe deixou com chances de classificação na última rodada (onde o Grêmio acabou derrotado pelo Atlético Nacional em Medellin).

Nas matérias transcritas abaixo me parece válido explicar que o a manchete “Beto marca um gol de Tinga” faz referência ao gol marcado pelo Tinga contra o Sport Recife pelo Brasileirão em agosto daquela mesma temporada.

1997 Gremio 3x2 Estudiantes Djair ZH Fernando Gomes

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

GRÊMIO VENCE E RECUPERA A DIGNIDADE
A equipe de Hélio dos Anjos mostrou bom futebol e afastou a ameaça de rebaixamento também na Supercopa.

Os gremistas respiram mais aliviados. Depois de afastar o rebaixamento no Brasileirão no final de semana, a equipe barrou o fantasma do descenço na Supercopa e passou a vice-liderança do Grupo 4, com seis ponto. A vitória sobre o Estudiantes por 3 a 2, ontem à noite, serviu também para reforçar a auto- estima. O Grêmio mostrou um bom futebol e começa a relegar a má fase que torturou os torcedores desde o início do semestre. No dia 30, a equipe enfrentará o Nacional, em Medelín,  na última rodada da primeira fase. 

Mais de 4 mil corajosos torcedores enfrentaram o frio,  o vento gelado e compareceram ao Olímpico. Os minutos que antecederam a partida foram, no mínimo, divertidos. Os argentinos trouxeram apenas um uniforme e provocaram uma celeuma dentro de campo, O arbitro ordenou que fossem trocados os calções pretos. iguais aos do Grêmio. Impossível. Os reservas adormeciam na rouparia do clube em La Plata. Foram cinco minutos de discussões. Até que Guilherme irrompeu no círculo e sugeriu: “Vamos assim mesmo!” O árbitro aceitou, correu em direção ao meio do campo, mas parou Danrlei, assim como os argentinos, vestia camiseta branca. Então o goleiro desceu ao vestiário, vestiu uma chamativa camiseta azul e, finalmente, a partida começou.

O Grêmio parecia ansioso em sepultar a má fase. Foram muitos passes, lançamentos e chances de gols desperdiçados. Mas insuficientes para irritar os gremistas. Eles seguiam à risca as recomendações passadas pelo presidente Luiz Carlos Silveira Martins. Nenhuma vaia ou manifestação ecoou nas dependências quase abandonadas do Olímpico. O comportamento exemplar foi premiado. Aos 31, Arce cruzou para Guilherme, que mergulhou e marcou o primeiro gol.

O segundo tempo valeu pelo jogo. Aos 16 minutos, Guilherme aparou um cruzamento de Beto e ampliou a vantagem. Aos 30 minutos. Beto propiciou o principal espetáculo, marcando um golaço. O Estudiantes esboçou reação e marcou através de Furiga, aos 33. Em seguida. Villarreal agrediu Goiano e armou-se uma grande confusão  dentro de campo. Transtornado, Danrlei interveio na confusão. Houve desconcentração e ele tomou um frango escandaloso, aos 46 minutos, em uma falta cobrada por Ramos da intermediária. Mas nada que ameaçasse a recuperação do Grêmio.” (Zero Hora – 23 de outubro de 1997)

BETO MARCA UM GOL DE TINGA
O Grémio abriu as burras e desembolsou US$ 4,6 milhões para retirar Beto do Napoli. Contratação recorde no futebol gaúcho. Beto foi recepcionado com festa no aeroporto e imediatamente colocado em campo para solucionar os problemas do meio-campo da equipe. Passaram-se vários jogos e nada de repetir as grandes atuações dos tempos de Botafogo e Seleção Brasileira. Assusta-do com as péssimas atuações do craque, o técnico Hélio dos Anjos chamou-o para uma conversa reservada antes do jogo contra o Atlético-MG. Pronto. As palavras do treinador foram magicas. Desde o confronto com os mineiros, o meia se transformou no grande nome do time. “Estou soltando e quero chegar à Seleção novamente”, festejou Beto.

Ontem, contra os Estudiantes, Beto foi perfeito. Correu por todas as partes do campo com o fôlego de fundista queniano, atacou com a velocidade de um corredor dos 100 metros rasos e marcou um golaço. daqueles de receber homenagem em placa de metal. Foi aos 30 minutos do segundo tempo, em alta velocidade e sempre acossado por um argentino. Beto recebeu a bola na intermediária, driblou Scaloni, deu uma “janelinha” em Leonardo Ramos, venceu novamente Scaloni, caiu no gramado, levantou-se e encobriu o goleiro Bóssio com um toque preciso. “O Beto deslanchou e está preenchendo a nossa expectativa”, comemorou Hélio.

O meia fizera uma jogada semelhante no primeiro tempo, mas teve azar concluindo para fora. “Estou no mesmo nível dos tempos de Botafogo”, avaliou depois da partida, enquanto escutava os sucessos da dupla Claudinho e Bochecha no seu reluzente Chrysler Neon conversível.” (Zero Hora – 23 de outubro de 1997)

1997 Gremio 3x2 Estudiantes Guilherme ZH Fernando Gomes

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

GRÊMIO AINDA RESPIRA NA SUPERCOPA 
Time faz 3 a 2 no Estudiantes, escapa do rebaixamento e ainda tem algumas chances de classificação para a fase semifinal

O Grêmio venceu o Estudiantes de La Plata por 3 a 2, ontem à noite, no estádio Olímpico, e escapou do rebaixamento na Supercopa dos Campeões da Libertadores, subindo para 6 pontos, dois atrás do líder, Peñarol. Guilherme fez dois e Beto, destaque do jogo, marcou o terceiro. Depois, o Estudiantes deu um susto, marcando dois gols.

O time argentino até que fez uma marcação forte no meio de campo, mas isso não impediu que o Grêmio encontrasse o caminho do gol. Logo aos 2 minutos, Beto invadiu a área e perdeu grande oportunidade. Cinco minutos depois, Djair aparou escanteio com o pé direito, mas Rojas tirou de cima da risca com o goleiro batido.

Depois disso, o Estudiantes equilibrou o jogo, mas continuou sem ameaçar Danrlei. O Grêmio diminuiu o ritmo, sentindo a marcação mais firme, e só melhorou com o crescimento de Dinho e Djair, já que Beto e Sérgio Manoel mantinham uma movimentação irregular. Aos 23, Beto tabelou com Guilherme e perdeu outro gol. Se os companheiros erram, o goleador gremista não perdoa. Aos 31, Arce cruzou na medida da direita e Guilherme, de ‘peixinho’, mandou para a rede: 1 a 0.

No segundo tempo, o Grêmio continuou dominando, pressionando em busca do segundo gol. Aos 8, Guilherme concluiu e Bossio tirou a bola de dentro, atrás da linha da goleira. O árbitro, no entanto, não sinalizou o gol, apesar dos protestos dos jogadores e da torcida. Aos 16, Guilherme voltou a marcar e, dessa vez, o gol foi validado. Beto cruzou com perfeição e o goleador cabeceou para fazer 2 a 0. Aos 30, Beto fez grande jogada, driblando dois argentinos e desviando do goleiro para marcar 3 a 0. Aos 33, Furiga aproveitou descuido de marcação e fez 3 a 1. Goiano e Villa Real foram expulsos depois de uma briga. A dois minutos do final, Catan bateu falta e fez o segundo, na falha de Danrlei.” (Correio do Povo – 23 de outubro de 1997)

1997 10 23 CORREIO DO POVO

Grêmio 3×2 Estudiantes

Grêmio: Danrlei; Arce, Rivarola, Éder e Róger; Dinho, Djair, Beto (Tinga) e Sérgio Manoel; Gilmar e Guilherme (Luís Carlos Goiano)
Técnico: Hélio dos Anjos

Estudiantes: Bossio; Zapata, Ramos, Quatrocchi e Rojas; Ledesma (Massuco), Alajes (Catan), Scaloni e Villareal; Romeo e Simoni (Furiga)
Técnico: Eduardo Cordoba

Supercopa 1997 – Grupo 4 – 5ª Rodada
Data: 22 de outubro de 1997, quarta-feira, 21h40min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 4.114 pagantes
Renda: R$ 21.798,00
Árbitro: Renê Ortube (Bolívia/FIFA)
Assistentes: Juan Luna e Juan Arroyo
Cartões Amarelos: Gilmar, Arce e Éder, Leonardo Ramos, Scaloni e Villareal
Cartões Vermelhos: Goiano e Villareal
Gols: Guilherme aos 31 minutos do primeiro tempo; Guilherme aos 8 minutos, Beto aos 30 minutos, Furiga aos 33 minutos e Ramos aos 46 minutos do segundo tempo

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Amistoso em 1963- Estudiantes 1×1 Grêmio

August 6, 2018

embarque gremio março 1963 correio do povo

O primeiro confronto entre Estudiantes e Grêmio em solo argentino ocorreu em 1963, em La Plata. Em março daquele ano o tricolor fez uma rápida excursão aos vizinhos do prata, na qual o jogo contra o “Pincha” foi o último dos quatros compromissos da viagem. O placar foi de 1×1, com Marino marcando para o Grêmio e Adolfo Bielli para os donos da casa.

As fotos do post são do Correio do Povo. Na primeira vemos a delegação (que contava com somente 16 atletas) no momento do embarque no Aeroporto Salgado Filho em 11 de março de 1963. Na última, vemos Marino, Milton Kuelle, João Severiano e Airton no desembarque em Porto Alegre.

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GRÊMIO RETORNOU DE MADRUGADA
Encerrando sua excursão pelos gramados argentinos, o elenco do Grêmio jogou e empatou na noite de anteontem, em La Plata, com o Estudiantes. Mais uma vez, agradou plenamente a exibição dos pupilos de Sergio Torres e o empate para os argentinos somente foi possível pela arbitrarem facciosa do arbitro que, inclusive, puniu o Grêmio com uma penalidade máxima, a qual foi transformada no tento do empate do Estudiantes. Marino, no primeiro tempo, marcou o tento do Grêmio. Assim, invicto na Argentina, retornou o Grêmio voo noturno, chegando de madrugada a nossa Capital. Os tricolores realizaram quatro jogos em sua rápida “gira”. Perderam, em Montevidéu, para o Penharol por 5×4. Venceram ao Colon por 2 x 1 e ao Newell’s Old Boys, por 2 x 1, empatando com o Estudiantes de La Plata em um tento.” (Jornal do Dia  – 23 de março de 1963)

DELEGAÇÃO
A delegação tricolor, que deixou ontem a capital gaúcha as 11:40 em avião da Varig, foi chefiada pelo presidente Renato Souza, assessorado pelo dirigente Rudy Petry. Seguiram ainda o médico dr. Sérgio Ferreira; técnico Sérgio Moacir Nunes; massagista Ataíde Carvalho; e os jogadores Henrique, Irno, Renato, Airton, Altemir, Ortunho, Áureo, Sérgio, Gilnei, Milton, Fernando, Marino, Joãozinho, Alcindo, Lumumba e Volnei. Na comitiva seguiu ainda nosso companheiro Ataíde Ferreira que, juntamente com Ruy Carlos Ostermann, fará a cobertura para os órgãos da Cia. Jornalística Caldas Junior dos jogos do Grêmio no exterior.” (Correio do Povo – 12 de março de 1963)

GRÊMIO DESDE ONTEM ENTRE NÓS

Desde ontem à noite, já se encontra de volta à nossa Capital a delegação do Grêmio Futebol Porto- Alegrense que realizou curta temporada pelas Republicas do Prata. Festiva foi a recepção que tiveram os integrantes da comitiva tricolor em sua chegada ao aeroporto Salgado Filho, vendo-se crescido número de simpatizantes do clube das três cores, alémde dirigentes e altos próceres e familiares dos recém-vindos

 Tecnicamente, a representação gremista obteve bons resultados em sua curta gira pelo Uruguai e Argentina Dos quatro jogos disputados, o conjunto campeão estadual de 62 obteve duas vitórias, um empate e uma derrota. As vitórias foram assinaladas em Rosário de Santa Fé, na Argentina, com 2×0 ante o Colón e 2×1 ante o Newell’s Old Boys. O empate em 1 goal foi assinalado em La Plata, frente ao Estudiantes; e finalmente o revés por 5×4, foi em pleno Estádio Centenário, ante o Peñarol, pentacampeão oriental.” (Correio do Povo – 23 de março de 1963)

desembarque gremio março 1963 correio do povo Marino Milton Kuelle João Severiano e Airton

Supercopa 1997 – Estudiantes 0x0 Grêmio

August 6, 2018
1997 Estudiantes 0x0 Gremio Fernando Gomes Zero Hora

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

O último confronto entre Estudiantes e Grêmio na Argentina aconteceu em 1997, pela derradeira edição da Supercopa dos Campeões da Libertadores. Naquele último ano, a competição passou a ter uma fase de grupos, e as equipes entraram em campo em La Plata pela segunda rodada do grupo 4 (que também era composto por Atlético Nacional e Peñarol).

O Grêmio começava a viver aquele medonho segundo semestre de 1997. No início de julho o tricolor perdera a final do Campeonato Gaúcho no Beira-Rio. Após isso, Paulo Nunes, Carlos Miguel, Emerson e Mauro Galvão deixaram o time. No Brasileirão, em 11 rodadas disputadas até ali, o tricolor já havia sido goleado por duas vezes (6×0 para o Goiás no Serra Dourada e 5×2 para o co-irmão no Olímpico). Isso ajuda a explicar o tom das matérias transcritas abaixo, que celebravam o desempenho da defesa gremista.

Como curiosidade, vale destacar que pelo Estudiantes jogou Lionel Scaloni, que recentemente foi escolhido (juntamente com Pablo Aimar) como treinador interino da Seleção Argentina.

1997 Estudiantes 0x0 Gremio Arce Fernando Gomes Zero Hora

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

GRÊMIO SEGURA EMPATE EM LA PLATA
Time de Hélio dos Anjos mostrou consistência defensiva, mas voltou a revelar pouca criatividade no ataque

Com uma boa atuação defensiva, muitos problemas de criação no meio-campo e inoperância ofensiva, o Grêmio arrancou um empate em 0 a 0 com o Estudiantes, da Argentina, em La Plata, ontem à noite. O resultado deixou o clube gaúcho em segundo lugar no Grupo 4 da Supercopa dos Campeões da Libertadores, com dois pontos. O Estudiantes e o Peñarol, do Uruguai, com quatro pontos, lideram. Foi uma partida com dois tempos absolutamente diversos. Para efeitos de assistência, seria melhor para os amantes do futebol que os primeiros 45 minutos fossem esquecidos. Foi um festival de passes errados, escorregões, lançamentos para ninguém, chutões e raríssimas conclusões. Com muito boa vontade, pode-se dizer que o Estudiantes teve uma chance de abrir o marcador aos 40 minutos, quando Zapata entrou em velocidade pela direita c chutou na rede pelo lado de fora.

O Grêmio teve a sua em um rebote de primeira de André Silva, de fora da área, depois de escanteio cobrado por Arce. E foi só. Até chegar o segundo tempo. Foi como se no vestiário brasileiros e argentinos tivessem acordado de um estado de sonolência. Em menos de cinco minutos, Zé Alcino já havia perdido de cabeça uma chance clara e Roman tinha obrigado Murilo a fazer bela defesa em um voo ao encontro da bola. Com mais movimentação, Estudiantes e Grêmio finalmente ficou com cara de clássico. Em casa, o Estudiantes partiu para cima. Em pelo menos cinco oportunidades, todas em jogadas trabalhadas na entrada da área, Murilo brilhou com defesas difíceis e salvou o time. Apesar da boa atuação de Otacílio, um guerreiro, Murilo foi o melhor jogador em campo. A zaga, com Eder, resistiu a pressão argentina. A exemplo do empate em 1 a 1 com o Vitoria, o garoto emprestou consistência e qualidade ao sistema defensivo tricolor, que parece ter sido acertado pelo técnico Hélio dos Anjos. “Jogamos fora de casa, com todas as dificuldades de enfrentar um adversário argentino, e não levamos gol, o que é um avanço na parte defensiva”, analisou o diretor de futebol Marcio Bolzoni. Os volantes Otacílio e Dario cobriram com eficiência os avanços de André Silva e Arce. Na parte ofensiva, Rodrigo Gral, de má atuação, e Sergio Manoel tentaram, mas outra vez não conseguiram a aproximação com os atacantes Zé Alcino e Guilherme. O centroavante, especialmente, ficou isolado na frente, dependendo de sua habilidade e rapidez em lances esporádicos para tentar decidir. O próximo compromisso do Grêmio será sábado, no Estádio Olímpico, contra o Vasco, pelo Campeonato Brasileiro.” (Zero Hora – 4 de setembro de 1997)

DESTA VEZ, O ATAQUE FOI MAL 
Até o dia 24 de agosto, o domingo do Gre-Nal. odiento para o Grêmio e glorioso para o Inter, dizia-se que o time do técnico Hélio dos Anjos era bom do meio para frente e ruim do meio para trás. O problema era a defesa. O zagueiro Rivarola, de passado luminoso no clube, foi contestado. O quarto-zagueiro Luciano acabou praticamente queimado. Vaiado pela torcida na partida seguinte, o empate com o Peñarol. Agora, tudo mudou. A defesa teve boa atuação no empate em 1 a 1 contra o Vitoria, na Bahia. O jovem zagueiro Eder entrou bem no time, deu segurança dentro da área e acertou-se com Rivarola. Depois do que ficou mais ou menos estabelecido que, Rivarola e Luciano são da mesma posição e que Eder e André Santos, um ou outro, jogam ao lado deles. Ontem, a zaga foi excelente e, atrás dela, estava uma barreira: Murilo. E este jogador, Murilo, merece uma atenção especial. Estava debaixo das traves nas quatro partidas em que o Grêmio foi goleado no Brasileirão e ainda assim resistiu, trabalhou tranquilamente e ontem foi o melhor em campo. Na frente da área, dois batalhadores voluntariosos Otacílio e Dário. Otacílio jogou. Tanto correu tanto, desarmou tanto que sentiu câimbras.

Mas o ataque… o ataque só tinha o solitário centroavante Guilherme, habilidoso, rápido, esforçado, mas só. Segundo Hélio dos Anjos, o inoperante meia Rodrigo Gral foi escalado para exercer uma “importante função tática”, e a fez “com inteligência”. Curioso, porque Rodrigo Gral perdeu a bola em quase todos os lances de que participou. Zé Alcino, da mesma forma, foi sempre superado pela marcação. Teve chance de marcar um gol no primeiro tempo, mas chutou torto, para o meio da área, na zaga do Estudiantes. Talvez o Grêmio pudesse ter melhorado, se Hélio dos Anjos tivesse feito substituições antes do que fez. Mas Dinho, que entrou em lugar de Rodrigo Gral, jogou apenas sete minutos. Gilmar jogou ainda menos tempo. Mas, ao participar pela primeira vez de uma jogada, fez mais do que Zé Alcino tentou fazer durante todo o restante da partida: arrancou em velocidade, passou por três marcadores e foi derrubado na entrada da área, cavando uma falta perigosa, cobrada por cima da trave pelo lateral Arce. Hélio dos Anjos também tinha a alternativa de colocar Paulo Cesar Tinga em campo, mas só tomou esta providência aos 45 minutos do segundo tempo. Tinga sequer tocou na bola.” (Leonardo Oliveira – Zero Hora – 4 de setembro de 1997)

“MURILO GARANTE EMPATE EM LA PLATA
Grêmio obteve um bom resultado contra o Estudiantes, resistiu à pressão e garantiu o 0 a 0 em jogo válido pela Supercopa

Depois de controlar bem o adversário no 1º tempo, o Grêmio sofreu enorme pressão na etapa final e teve muitas dificuldades para empatar em 0 a 0 com o Estudiantes, ontem à noite, em La Plata, pela Supercopa. O grande herói gaúcho foi o goleiro Murilo.

Disciplinado taticamente, procurando neutralizar as jogadas do adversário desde a origem, o Grêmio chegou a dar a idéia de que arrancaria uma vitória no caldeirão de La Plata. As maiores dificuldades eram oferecidas pelo gramado, muito pesado e escorregadio, em conseqüência da chuva forte que caíra à tarde em La Plata.

Ofensivamente, o Grêmio buscava preferencialmente as jogadas pelo lado direito, onde Arce apoiava com liberdade. Guilherme, no entanto, não conseguia a vitória sobre a zaga nas bolas aéreas. A melhor oportunidade do time gaúcho ocorreu aos 28 minutos. André Silva apoiou pelo flanco e chutou com violência, com a bola passando perto do gol de Bossio. Marcado em todas as partes do campo, o Estudiantes aos 40 minutos, quando Fúriga, sem ângulo, acertou o lado externo da rede.

Apoiado por sua torcida, o Estudiantes voltou com muito maior disposição no segundo tempo. A entrada de Scaloni no lugar de Catán tornou o time argentino extremamente perigoso. Foi a vez de Murilo, o melhor jogador em campo, mostrar toda a sua qualidade, fazendo defesas difíceis em pelo menos três lances seguidos. Faltava ao Grêmio a capacidade de segurar a bola na frente, para diminuir o ímpeto do adversário.

Aos 30 minutos, o técnico Hélio dos Anjos buscou a solução definitiva para neutralizar o ímpeto adversário, retirando Rodrigo Gral para a entrada de Dinho. O empate já se constituía num grande resultado.” (Correio do Povo – 4 de setembro de 1997)

1997 Estudiantes 0x0 Gremio Rodrigo Gral Fernando Gomes Zero Hora

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

Estudiantes 0x0 Grêmio

ESTUDIANTES:  Bossio; Ramos, Quatrocchi, Ricardo Rojas e Zapata; Catán (Scaloni), Tagliani, Marcelo Ledesma e Aguillar; Fúriga (Carranza) e Román
Técnico: Daniel Córdoba

GRÊMIO: Murilo; Arce, Rivarola, Eder e Andre Silva; Dario, Otacílio, Rodrigo Gral (Dinho) e Sergio Manoel (Tinga); Zé Alcino (Gilmar) e Guilherme.
Técnico: Hélio dos Anjos

Supercopa 1997 – Grupo 4 – 2ª Rodada
Data: 3 de setembro de 1997
Local: Estádio Jorge Hirsch, em La Plata
Publico: 3.500 pessoas
Árbitro: Robert Troxler (FIFA/PAR)
Auxiliares: Cecilio Bejarano e William Weiller
Cartões Amarelos: Dario, Otacílio, Éder e Guilherme

Supercopa 1997 – Grêmio 2×2 Atlético Nacional

February 25, 2014

 

Atletico Nacional e Grêmio tem um histórico de 5 confrontos. Começando por um amistoso no início do ano de 1982, passando pelas finais da Libertadores de 1995 e terminando por mais dois jogos pela Supercopa de 1997.

 

O último enfrentamento em Porto Alegre aconteceu em 24 de setembro de 1997, pela terceira rodada do grupo 4 da Supercopa, no que acabou sendo a última edição do saudoso torneio, depois que Conmebol e Vasco apatifaram a competição.

 

Comandado por Hélio dos Anjos, o Grêmio fazia um segundo semestre muito fraco, com os seus reforços (Beto, Guilherme e Sérgio Manoel) não conseguindo preencher o espaço deixado pela saídas de Paulo Nunes, Carlos Miguel, Emerson e Mauro Galvão. O time entrou pressionando em campo, tendo como principal atrativo a presença de um jovem Paulo Cesar Tinga desde o inicio do jogo. Contudo os colombianos abriram 2×0 no primeiro tempo e a reação tricolor (com dois gols de Beto) só foi o suficiente para buscar um empate.

Fotos: Zero Hora

Grêmio 2×2 Atlético Nacional  

GRÊMIO: Murilo; Arce, Rivarola (Wagner Fernandes), Éder e André Silva; Dinho (Gilmar), Dário, Tinga e Sérgio Manoel; Zé Alcino (Silva) e Beto
Técnico: Hélio dos Anjos

ATLÉTICO NACIONAL: Tuberquia; Santa, Perea, Córdoba e Mosquera; Rueda, Serna, Gaviria e Garcia (Orejuela); Moreno (Pabón) e Castro (Angel)
Técnico: Gabriel Jaime Goméz

Supercopa 1997 – Grupo 4 – 3ª Rodada
Data: 24 de setembro de 1997, quarta-feira, 21h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS 
Público: 13.629  (10.700 pagantes)
Renda: R$ 60.839,00
Arbitragem: Oscar Sequeira (Argentina)
Cartao Vermelho: Rueda (Nacional)
Gols: Perea, aos 26/1ºT, Castro aos 43/1ºT e Beto aos 45/1ºT; Beto aos 34/2ºT