Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Brasileirão 2018 – Grêmio 2×1 Vasco

November 12, 2018

2018 vasco maxi2018 vasco gol

O Grêmio venceu a segunda partida seguida no Brasileirão após a eliminação da Libertadores e ingressou no G4. Venceu, mas não teve uma grande atuação. Ainda sem Luan e com Everton sem ritmo, o tricolor teve um meio campo de pouca mobilidade com Michel, Maicon e Cícero. O Vasco saiu na frente, com Thiago Galhardo aproveitando uma bela assistência de calcanhar de Maxi Lopez. Jael empatou ainda no primeiro tempo, completando de cabeça a grande jogada feita por Leo Moura na ponta direito. E a virada gremista só saiu graças ao frango de Martin Silva, que se atrapalhou com o chute de fora da área de Matheus Henrique.

Eu gostaria de ter 1/10 da autoestima do Jael.

Gremio x Vasco

– Média de público da Arena na atual temporada:
25.843 (23.699 pagantes)

– Média de público do Grêmio como mandante no Brasileirão 2018:
23.719 (21.761 pagantes)

Gremio x Vasco
Fotos: Rafael Ribeiro (Vasco) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 2×1 Vasco

GRÊMIO: Paulo Victor; Léo Moura (Marinho  33’/2ºT), Paulo Miranda, Pedro Geromel e Bruno Cortez; Michel, Maicon (Matheus Henrique  24’/2ºT) e Cícero; Alisson (Jean Pyerre 13’/2ºT), Jael e Everton
Técnico: Renato Portaluppi

VASCO: Martín Silva, Luiz Gustavo (Lucas Kal 41’/2ºT), Henríquez, Ricardo Graça e Ramon; Willian Maranhão, Andrey, Marrony (Rildo  11’/2ºT) e Thiago Galhardo (Raul  33’/2ºT); Yago Pikachu e Maxi López
Técnico: Alberto Valentim

33ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2018
Data: 11 de novembro de 2018, Domingo, 17h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Público: 22.622 presentes (20,763 pagantes)
Renda: R$ 666.258,00
Árbitro: Raphael Claus (FIFA-SP)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (FIFA-SP) e Rogerio Pablos Zanardo (SP)
Cartões Amarelos: Paulo Miranda, Marinho; Ricardo, Thiago Galhardo, Yago Pikachu, Lucas Kal
Gols:  Thiago Galhardo, aos 12 minutos e Jael, aos 19 minutos do 1º tempo; Matheus Henrique, aos 49 minutos do 2º tempo

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Libertadores 2018 – Grêmio 1×2 River Plate

October 31, 2018

2018 river casa conmebol 2 gol
2018 ricardo giusti cp 2

A prudência recomendaria um pouco mais de espera para ter o devido distanciamento crítico, mas eu já arrisco em afirmar, no calor do momento mesmo, que esse jogo entrou para história como uma das eliminações mais doloridas  do Grêmio. E foi especialmente dolorido porque o tricolor esteve muito perto de chegar a sua sexta final de Libertadores (o que seria sua segunda decisão da competição em sequência).

Foi dolorido mas não foi injusto, porque o confronto foi decidido nos detalhes. Em Buenos Aires os “detalhes” penderam a favor do Grêmio. Em Porto Alegre, os “detalhes” penderam para o River.

O Grêmio mais uma vez adotou uma postura mais reativa, “abrindo mão” da posse de bola. E assim foi resistindo ao River no início do primeiro tempo, conseguindo até ampliar sua vantagem aos 35 minutos, com Leonardo Gomes apanhando um rebote de escanteio (ele praticamente fez o gol que deixou de fazer em Buenos Aires).

Na etapa final, o jogo parecia transcorrer mais ao feitio do tricolor. Everton, que entrara no lugar de Maicon (que esteve fora do seu padrão habitual), teve chance de liquidar a partida, mas o bom goleiro Armani conseguiu travar a conclusão do avante gremista. Quando faltavam menos de dez minutos para  o final, o River empatou o jogo, numa falta cobrada na área que Borré desviou para as redes. E aos 42, o juiz, com auxilio do VAR, marcou um pênalti de Bressan, que Pity Martinez converteu, classificando os visitantes.

Eu não marcaria o pênalti dado pelo árbitro Andrés Cunha. Vale lembrar que o texto da regra fala em “tocar deliberadamente a bola com as mãos“. Não acho que o toque foi deliberado (e me parece que o juiz desconsiderou o critério “a distância entre o jogador e a bola (bola inesperada)“). Mas é preciso reconhecer que a arbitragem mundial (como pode ser visto na Copa do Mundo) vem marcando pênalti em lances parecidos com esse.  O problema maior é a falta de critério, uma vez que, aparentemente, o VAR não foi acionado no toque de braço de Borré no gol de empate do River Plate.

Mas é bom lembrar que o Grêmio chegou bastante enfraquecido nessa semifinal. O time principal foi “preservado” inúmeras vezes ao longo da temporada e mesmo assim o grupo sofreu com lesões no momento decisivo. Luan não participou de nenhum dos jogos contra o River e Everton atuou em pouco mais de 30 minutos dos 180 do confronto. As contratações mais caras da temporada (André e Marinho) não deram nenhuma resposta. A discrepância (não só de qualidade, mas principalmente de característica) entre os zagueiros titulares e reservas do Grêmio era conhecida desde o ano passado e pouco se fez para corrigir isso. Enfim, é possível dizer que o Grêmio da semifinal de 2018 decaiu na comparação com o Grêmio da semifinal de 2017 (enquanto o nível dos adversários, ao menos em tradição, aumentou).

2018 river casa conmebol 1 gol2018 ricardo giusti cp

– Média de público do Grêmio na Libertadores 2018:
38.821 (36.250 pagantes)

– Média de público da Arena na atual temporada:
25.940 (23.788 pagantes)

– Média de público do Grêmio na história da Libertadores (90 jogos em casa):
32.049 torcedores

– Média de público em jogos de semifinal da Libertadores (7 jogos em casa):
41.747 (37.655 pagantes)

– Média de público do Grêmio em partidas de Libertadores na Arena (26 jogos):
37.873 (35.360 pagantes)

– Média de público do Grêmio em partidas de mata-mata pela Libertadores na Arena (11 jogos):
46.051 (43.287 pagantes)

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Gremio vs River 30.10.2018 Foto Maxi FaillaFotos: Conmebol , Ricardo Giusti (Correio do Povo), Maxi Failla Olé e Eduardo Moura (GloboEsporte)

Grêmio 1×2 River Plate

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Leonardo, Geromel, Paulo Miranda (Bressan, 25’/2º) e Bruno Cortez; Michel e Maicon (Everton, 9’/2º); Ramiro, Cícero e Alisson; Jael (Thaciano, 40’/2º).
Técnico: Renato Portaluppi

RIVER PLATE: Armani; Montiel, Maidana, Pinola e Casco; Ponzio (Enzo Pérez, 23’/1º), Palacios, Quintero (Scocco, 17’/2º) e Nacho Fernández (Pity Martínez, int); Borré e Lucas Pratto.
Técnico: Marcelo Gallardo

Libertadores 2018 – Semifinal – jogo de volta
Data: 30 de outubro de 2018, terça-feira, 21h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 53.571 (49.893 pagantes)
Renda: R$ 4.477.119,50
Árbitro: Andrés Cunha (Uruguai)
Asistentes: Nicolás Tarán y Richard Trinidad (Uruguai)
Quarto Árbitro: Jonathan Fuentes (Uruguai)
VAR: Leodan González (Uruguai)
AVAR 1: Esteban Ostojich (Uruguay)
AVAR 2: Mauricio Espinosa (Uruguai)
Cartões amarelos: Enzo Pérez, Pinola, Paulo Miranda, Cortez, Bressan, Cícero
Cartão vermelho: Bressan
Gols: Leonardo, aos 35 minutos do primeiro tempo; Borré, aos 36 e Pity Martínez (de pênalti), aos 49 minutos do segundo tempo.

Confrontos entre Grêmio e River Plate disputados no Brasil

October 30, 2018
2002-volta-roger-ortega-clarin - Copia

Foto: Clarin

 

Segue abaixo uma lista de todos confrontos entre Grêmio e River Plate disputados no Brasil, com links para posts com a ficha de cada um deles:

Taça do Atlântico 1971 – Grêmio 2×0 River Plate
Taça Cidade de Salvador 1972 – Grêmio 1×0 River Plate
Amistoso em 1980 – Grêmio 0x1 River Plate
Supercopa 1988 – Grêmio 1×0 River Plate
Supercopa 1989 – Grêmio 2×1 River Plate
Supercopa 1991 – Grêmio 1×1 River Plate
Supercopa 1995 – Grêmio 2×1 River Plate
Copa Mercosul 1998 – Grêmio 2×3 River Plate
Copa Mercosul 2001 – Grêmio 1×0 River Plate
Libertadores 2002 – Grêmio 4×0 River Plate

Amistoso em 1980 – Grêmio 0x1 River Plate

October 30, 2018

1980 river zh baltazar

Em 1980, o Grêmio recebeu o River Plate, no segundo jogo do festival de reinaguração do estádio Olímpico. Os visitantes ganharam por 1×0 com um gol marcado por Tarantini.

Além do lateral esquerdo autor do gol, o River também contava com Fillol, Ortiz (que jogou no Grêmio em 1976) e Leopoldo Luque. No Grêmio, Valdir Espinosa estava na casamata (na sua primeira passagem como treinador) e Renato fazia sua terceira partida no time principal.

1980 river zh

GRÊMIO PERDEU PARA A VIOLÊNCIA DO RIVER
Mauro, Ortiz, Omar Labruna foram expulsos do jogo

O Grémio não teve multa sorte em sua segunda partida do festival de reinauguração do Estádio Olímpico: o time jogou melhor do que na vitória de sábado sobre o Vasco, mas perdeu por 1 a 0 para o Riverr Plate, gol do lateral esquerdo campeão do mundo, Tarantini, aos 42 minutos do primeiro tempo. A partida teve boa movimentação, apesar do campo enlameado, mas não chegou a entusiasmar os torcedores do Grêmio que, no final, diante da derrota consumada, vaiou a equipe.

No primeiro tempo, o Grémio foi muito melhor do que o River, tomando a iniciativa das jogadas ofensivas. No entanto, o detalhe mais importante da primeira fase foram as expulsões de Ortíz e Mauro, por agressão e revide, respectivamente, aos 31 minutos, e de Labruna, aos 46. Esses incidentes motivaram ainda mais as duas equipes, mas o Grêmio, com Leandro se destacando entre os companheiros, dominava, pressionava e mantinha o controle do jogo.

O grande problema do Grêmio, além da atuação fraca de Kiese — melhor do que sábado, mas ainda abaixo das necessidades da equipe – eram os contra-ataques do River, que sempre chegava a uma boa jogada ofensiva logo depois de recuperar a bola. E esse problema se agravou no segundo tempo, principalmente pelo descuido do próprio Grêmio. O time perdia o jogo para uma equipe que tinha apenas nove jogadores e a vantagem (o Grêmio tinha dez) provocou alguns erros de marcação.

Por isso, não seria injusto se o River tivesse marcado pelo menos mais três gols. Aos 11 minutos, por exemplo, Giudice lançou Diaz, que passou por Vantuir e desviou de Leão, tocando pelo lado direito do gol. Um minuto depois, perdeu outro gol certo na mesma situação. E aos 38, o mesmo Diaz, recebendo de Carrasco, entrou livre na área e tocou pelo lado de Leão: a bola bateu nas duas traves e sobrou para Vantuir. Enquanto isso, o Grêmio limitava-se a forçar as jogadas de ataque, mas cometendo um erro de avaliação do adversário: as jogadas pra preferenciais eram realizadas pelo meio, ficando Jésum, o único ponteiro realmente ofensivo, completamente esquecido na esquerda.

O técnico Angel Labruna, então, tornou a providência correta para reforçar mais ainda sou sistema defensivo: tirou Gonzales, que havia substituído Luque no primeiro tempo, e colocou Pavoni — isto é, trocou um atacante por um jogador de bloqueio no meio-campo, fixando-o na frente dos zagueiros. Assim, o Grêmio só tinha mesmo uma opção desesperada: a bola alta na área do River Plate, chutada de qualquer parte do campo. Com este recurso, a única maneira do marcar seria através de um erro individual de um zagueiro, o que sé aconteceu uma vez e não foi aproveitado pelo Grêmio: aos I8 minutos*, Leandro ficou livre para o chute mas a bola bateu na trave. No rebote, errou da área pequena.” (Zero Hora, 25 de julho de 1980)

 

Existe muita expectativa entre os gaúchos, pela presença de Maradona no novo Olímpico, contra o Grêmio. O Argentinos Juniors é o terceiro colocado no Campeonato Argentino e esse é outro motivo para que a renda seja bem melhor do que aquela da última terça-feira, contra o River Plate, quando atingiu apenas a Cr$ 376 mil, dando prejuízo certo ao clube gaúcho, que pagou Cr$ 3 milhões para trazer o adversário do segundo amistoso” (Jornal dos Sports, 26 de junho de 1980)

Fotos: Luiz Avila e Valério Ayres (Zero Hora)

GRÊMIO: Leão; Mauro, Newmar, Vantuir e Dirceu; Kiese, Flávio e Leandro (Renato Portaluppi); Jurandir, Baltazar e Jésum
Técnico: Valdir Espinosa

RIVER PLATE: Ubaldo Fillol (Luis Landaburu) – Héctor López, Daniel Lonardi, Héctor Rodríguez e Alberto Tarantini (Giudice); Alfredo de los Santos, Omar Labruna e Juan Carrasco; Ramon Diaz, Leopoldo Luque (Pedro González e depois José Pavoni) e Oscar Ortíz
Técnico: Ángel Labruna

Data: 24 de junho de 1980, terça-feira.Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre/RS
Renda: Cr$ 376.000,00
Árbitro: Carlos Martins
Assistentes: João da Silva Mendes e Jorge Silva
Cartões vermelhos: Mauro, Ortíz e Omar Labruna
Gols: Alberto Tarantini, aos 42 minutos do primeiro tempo

Supercopa 1989 – Grêmio 2×1 River Plate

October 30, 2018
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Foto: José Doval (Zero Hora)

Na Supercopa de 1989 o Grêmio passou pelo River Plate, com Gomes defendendo uma cobrança de Batistuta.

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

GRÊMIO GANHA VAGA NOS PÊNALTIS E AGORA ENFRENTA O ESTUDIANTES
River saiu na frente mas o Grêmio reagiu e venceu por 2 a 1. Na decisão por pênaltis, nova vitória gremista. Agora vem o Estudiantes

Após 2 a 1 no tempo normal, o Grêmio venceu o River Plate por 4 a 1 nos pênaltis e se classificou à próxima fase da Supercopa, quando terá o Estudiantes de La Plata como adversário (dia 18 no Estádio Olímpico e 25 na Argentina). Edinho, Adilson Heleno, Jandir e Hélcio marcaram para o Grêmio e Batista para o River. Gomes pegou a cobrança de Batistuta, enquanto Medina Bello chutou para fora.

Após um começo promissor, com vontade e raça, onde Kita perdeu um gol aos nove minutos, o Grêmio, nervoso e errando muitos passes, foi sendo aos poucos dominado pelo River Plate. O time argentino, paciente, esperava o Grêmio em seu campo e, sempre através de Batista e Hernan Diaz iniciava as suas perigosas jogadas de contra-ataque. Foi assim que aconteceu o primeiro gol do River, aos 24 minutos: Centurión aproveitou o rebote de um chute de Medina Bello no travessão e completou sem chances para Gomes.

Este gol desarticulou o Grêmio, que errava passes e não conseguia fazer boas jogadas. Marcando forte, o River poderia ter ampliado o placar aos 31, quando Talarico chutou outra vez no travessão, após cruzada de Medina Bello. Na raça, mas injustamente, Kita empatou aos 43, de cabeça, após lançamento de Alfinete, em falha do goleiro Comizzo.

O time do Grêmio voltou mais tranqüilo para o segundo tempo e aos 11 minutos fez 2 a 1: Adilson Heleno cobrou falta, a bola bateu em Gomez, que estava na barreira e enganou Comizzo, que tentava a defesa. Depois, Cláudio Duarte tirou Assis e Kita, colocando Sérgio Araújo e Gilson em seus lugares, para dar maior agressividade ao ataque.

Esta alteração até que deu alguns resultados, pois o Grêmio foi à frente para tentar o terceiro gol e se classificar à próxima fase sem precisar decidir nos pênaltis. Aos 28 e 32 minutos, Gilson fez duas conclusões, para fora, em boas jogadas de Sérgio Araújo. O River Plate, que já tinha Batistuta em lugar de Centurión, só se defendia. Aos 35 minutos, Alfinete teve azar ao concluir, de cabeça, no travessão. Depois, não conseguiu mais nada.” (Zero Hora, quinta-feira, 12 de Outubro de 1989)

UMA FESTA NO OLÍMPICO E MUITOS ELOGIOS A GOMES

O Grêmio sofreu, mas chegou lá. Venceu no jogo e nos pênaltis, a torcida fez a festa e os jogadores, agora, já pensam no Estudiantes. E quem mais vibrou foi o goleiro Gomes, que defendeu o pênalti cobrado por Batistuta:

— Isso só mostrou a força do Grêmio. Vamos continuar unidos em busca deste titulo tão importante.

Mazaropi, que assistiu a partida sem esconder o nervosismo, vibrou muito com o sucesso de Gomes:

— Ele é o maior responsável pela classificação.

A noite era de festa. Gomes e Hélcio falaram em “Deus”, Adilson Heleno também vibrava muito, pois de sua recuperação pessoal dois jogos frente o River:
— Sempre acreditei no meu potencial. Cheguei aqui fora de forma, não desanimei e ainda pretendo dar muitas alegrias à torcida do Grêmio.” (Zero Hora, quinta-feira, 12 de Outubro de 1989)

Grêmio 2×1 River Plate

GRÊMIO: Gomes; Alfinete, Luís Eduardo, Edinho e Hélcio; Jandir, Cuca, Adilson Heleno e Assis (Sérgio Araújo); Kita (Gilson) e Paulo Egídio
Técnico: Cláudio Duarte

RIVER PLATE: Comizzo; Basualdo, Higuain, Corti e Gomez; Zapata, Batista, Talarico (Hector Henrique) e Hernan Diaz; Centurion (Batistuta) e Medina Bello
Técnico: Reinaldo “Mostaza” Merlo

Supercopa 1989 – Oitavas de final – Jogo de volta
Data: 11 de outubro de 1989, quarta-feira, 21h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre/RS
Público: 15.980 pagantes
Renda: NCz$ 207.441,00
Árbitro: José Martínez Bazam (URU)
Auxiliares: Juan Gardelino e Jorge Nieves
Gols: Centurion, aos 24 minutos e Kita, aos 44 minutos do primeiro tempo;
Adílson Heleno, aos 11 minutos do 2º tempo

Supercopa 1991 – Grêmio 1×1 River Plate

October 30, 2018
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Foto: José Doval (Zero Hora)

 

Na Supercopa de 1991, o Grêmio foi eliminado pelo River Plate nos pênaltis no estádio Olímpico.

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

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Foto: José Doval (Zero Hora)

ERRO DO JUIZ LEVA DECISÃO AOS PÊNALTIS. GRÊMIO FORA
Renato abriu o placar, mas o River empatou com gol de Medina Bello, em completo impedimento. O River se classificou nos pênaltis, por 4 a 3

O Grêmio está fora da Supercopa. Empatou com o River Plate em um gol na partida, prejudicado pela arbitragem pois o gol dos argentinos foi marcado através de um jogador impedido. Nos pênaltis, o River venceu por 4 a 3, vingando-se do mesmo Grémio que o eliminara de forma semelhante na competição de 1989.

A disputa foi forte. A estratégia do técnico Daniel Passarella foi posicionar seu time na defesa, à espera dos contra-ataques. Mas o Grêmio acabou tirando proveito disso e teve três oportunidades: uma através de Renato, outra por Caio. Na terceira, foi mortal. Caio avançou com a bola dominada, lançou Alcindo que cruzou com perfeição. Renato cabeceou com força sem nenhuma chance de defesa para o goleiro. Eram 27 minutos.

Só depois disso, o River saiu para o campo adversário. Levado pelo talento do meio-campo Borrelli, que conseguia escapar da marcação de Pino e Grotto. E. aos 42 minutos, o Grêmio escapou do pior. Sidmar fez a defesa e, no rebote, Sílvani, livre, chutou no travessão.

IMPEDIMENTO – No segundo tempo, em desvantagem no escore, Passarella escalou Ramón Díaz no lugar de Zapata. E, depois de escapar do segundo gol gremista, quando AIcindo cruzou e Renato não alcançou a bola, os argentinos empataram. Silvani estava impedido, a arbitragem não marcou e Medina Bello bateu no canto direito. Logo aos oito minutos. Depois do susto, o Grêmio ameaçou por Renato, aos 14 minutos. Comizzo foi perfeito e evitou o gol. O jogo melhorou, os dois times só atacavam. Renato obrigou Comizzo a fazer nova defesa aos 19. Aos 20, Ramón Díaz respondeu, mas bateu por cima. Aos 28, Renato, espetacular, lançou Caio que chutou por cima. Renato ainda cobrou falta na trave. A decisão foi para os pênaltis. ” (José Evaristo Villalobos, Zero Hora, 11 de outubro de 1991)

A EFICIÊNCIA DOS ARGENTINOS NAS COBRANÇAS
Sidmar trocou a luva a antes da cobrança dos pênaltis. Era, quem sabe. A esperança de encontrar as luvas abençoadas para eliminar os argentinos. Mas não deu certo para a tristeza de uma torcida que ficaria ao lado dos jogadores até o final. Ironia do destino: os dois melhores jogadores em campo. Renato e Borrelli, desperdiçaram suas cobranças. Renato chutou por cima. Borrelli cobrou fraco, defendeu Sidmar. Mas Bizu tocou fraco na bola e o goleiro Comizzo, excelente todo o tempo, defendeu

Houve discussão até neste tipo de disputa. Alcindo chutou, o goleiro defendeu, a bola bateu na trave e entrou. Os argentinos protestaram muito. No final, com o empate de três gols, Medina Bello foi preciso. Os argentinos calavam o Olímpico, repetiam a festa dos paraguaios do Olimpia, dois anos antes, no Beira-Rio, quando tiraram o Inter da Libertadores.” (Zero Hora, 11 de outubro de 1991)

ARBITRAGEM
A arbitragem do uruguaio Ernesto Felippi acabou muito prejudicada por um erro que foi decisivo. Validou um gol irregular de Medina Bello, que decretou o empate do jogo. Foi, em parte, induzido ao erro por seu auxiliar, Fernando Cardelino, que deu condições a Silvani, Também exagerou ao expulsar Caio, que foi agredido sem bola e não conseguiu revidar. Nota 3 ” (Zero Hora, 11 de outubro de 1991)

“OS PREJUÍZOS DA ELIMINAÇÃO
A eliminação do Grêmio da Supercopa dos Campeões irá custar caro aos cofres do clube. Segundo os cálculos do próprio presidente Rafael Bandeira dos Santos, o clube vai deixar de arrecadar cerca de US$ 400 mil (Cr$ 240 milhões), apenas considerando-se a renda da TV e da bilheteria das partidas contra o Flamengo, pela próxima fase, sem contar uma possível chegada à final. Mesmo as-sim, ele garante que o investimento feito na contratação de Renato já teve retorno, com a venda de mais de 40 mil cautelas do Superbolão (Cr$ 200 milhões), mais os US$ 80 mil (Cr$ 50 milhões) da TV e Cr$ 87 milhões (US$ 130 mil) da renda da partida contra o River Plate, que é toda do dono da casa.” (Zero Hora, 11 de outubro de 1991)

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Foto: José Doval (Zero Hora)

Grêmio 1×1 River Plate (River 4×3 nos pênaltis)

GRÊMIO: Sidmar; Polaco, João Marcelo, Vílson e Lira; Pino, Grotto (Bizú 33/2ºT), Volnei Caio, e Juninho; Renato Portaluppi e Alcindo Sartori
Técnico: Valdir Espinosa

RIVER PLATE: Angel Comizzo, Jorge Gordillo, Jorge Higuaín, Guillermo Rivarola, Carlos Enrique, Gustavo Zapata (Ramón Díaz, intervalo), Ornaldo Claut, Juan Borrelli, Hernán Díaz, Medina Bello, Walter Silvani (Júlio Toresani 35/2ºT)
Técnico: Daniel Passarela

Supercopa 19991 – Oitavas de Final – Jogo de volta
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre – RS
Público: 42.551 (38.792 pagantes)
Renda: Cr$ 87.430.000,00
Árbitro: Ernesto Filippi Cavani (FIFA/URU)
Auxiliares: Fernando Cardellino e Sal Feldman
Cartões Amarelos: Higuain, Silvani, Medina Bello, Pino e Sidmar
Cartões Vermelhos: Volnei Caio e Claut
Gols: Renato Portaluppi 27′ do 1º tempo; Ramón Medina Bello 7′ do 2º tempo
Nos pênaltis: Grêmio – Lira, Alcindo Sartori e João Marcelo acertaram. Bizú e Renato Portaluppi erraram. River Plate – Rivarola, Ramón Díaz, Hernán Díaz, Medina Bello acertaram, Borrelli errou.

Supercopa 1995 – Grêmio 2×1 River Plate

October 29, 2018
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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

 

 

Grêmio e River se enfrentaram em Porto Alegre pelo jogo de ida das quartas de final da Supercopa de 1995. Esse confronto quase aconteceu na final da Libertadores daquele ano, não fosse o River eliminado pelo Atlético Nacional na semifinal. Esse confronto quase aconteceu na final da Libertadores do ano seguinte, não tivesse o Grêmio sido eliminado pelo América de Cali na semifinal.

É válido lembrar que o Grêmio teve compromisso pelo brasileirão na terça, contra o Fluminense no Rio e recebeu o River no Olímpico na quinta.

 

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

 

GRÊMIO VAI DECIDIR A VAGA EM VANTAGEM
Vitória por 2 a 1 sobre o River dá ao campeão da América a chance de se classificar com o empate em Buenos Aires

O Grêmio venceu o River Plate por 2 a 1, ontem à noite, no Estádio Olímpico, e garantiu a vantagem para a decisão da vaga na segunda fase da Supercopa dos Campeões da Libertadores. Um empate na segunda partida, dia 2 de novembro, em Buenos Aires, será suficiente para o Grêmio. Mas a missão não será fácil. Ao final do jogo de ontem, o próprio técnico Luiz Felipe admitiu: o i River Plane foi a melhor equipe que o Grêmio enfrentou em 87 jogos realizados este ano.

O Grêmio começou o primeiro tempo dando a impressão de que iria solucionar a partida em seguida. Até os cinco minutos, foram três escanteios. Num deles. Paulo Nunes concluiu com perigo para fora. A pressão, porém, aos poucos foi administrada pelo River Rate. Os argentinos tiraram proveito dos passes errados de Arilson e Luciano e ameaçaram o gol de Danrlei em contra-ataques velozes. O alerta geral surgiu aos 30 minutos, quando Gallardo chutou para fora com perigo.

No final do primeiro tempo, o atacante Jardel até então mais armador do que centroavante, ficou sem ângulo e ainda assim conseguiu colocar a bola pelo meio das pernas do goleiro Irigoytia. O 1 a 0 não chegava a ser injusto. Mas Francescoli, o uruguaio do River, executou com perfeição uma cobrança de falta, aos 46 minutos, empatando a partida. Foi o segundo alerta ao Grêmio.

O River passou a tocar a bola, com a esperança de levar o empate até o final. Com quatro jogadores da seleção argentina, Altamirano, Astrada, Gallardo e Ortega, levou o plano de jogo até os 15 minutos finais. O Grêmio ajudava, porque recomeçou o segundo tempo sem iniciativa. Então, Nildo foi visto aquecendo-se à beira do gramado. No minuto seguinte, Dinho, um dos melhores em campo, acertou a trave do River em um chute rasteiro e forte de fora da área e Carlos Miguel, como se fosse centroavante, concluiu com o goleiro batido. Nildo voltou para o reservado. Jardel ainda cabeceou na rede pelo lado de fora e o time soube manter a vitória até o final.”(Zero Hora, 27 de outubro de 1995)

 

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Grêmio 2×1 River Plate

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Catalino Rivarola, Luciano e Roger; Dinho, Luis Carlos Goiano, Arílson e Carlos Miguel (Ranielli); Paulo Nunes (Gélson) e Jardel
Técnico: Luiz Felipe Scolari

River Plate: Joaquín Irigoytia: Ricardo Altamirano, Guillermo Rivarola, Celso Ayala e Juan Gómez; Matías Almeyda, Leonardo Astrada, Hernán Díaz (Néstor Cédres) e Marcelo Gallardo (Gabriel Amato), Ariel Ortega e Enzo Francescoli.
Técnico: Ramón Díaz

Supercopa 1995 – Jogo de ida
Data: 26 de outubro de 1995, quinta-feira, 21h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 12.176 (10.254 pagantes)
Renda: R$ 64.255,00
Árbitro: Salvatore Imperatore (FIFA/CHI)
Auxiliares: Mário Sanchez e Juan Riquelmes
Gols: Jardel aos 43 minutos e Francescoli aos 44 minutos do 1º tempo; Carlos Miguel aos 14 minutos do 2º tempo

Amistoso em 1972 – Grêmio 1×0 River Plate

October 29, 2018
cp 1972 river foto

Foto: Correio do Povo

Em 1972, Grêmio e River Plate se enfrentaram na Fonte Nova pela Taça Cidade de Salvador. Pelo segundo ano seguido o tricolor comandado por Otto Glória (treinador de Portugal na Copa de 1966) superou os “Millonarios” treinados por Didi.

Acho válido lembrar que Valdir Espinosa (que foi o lateral-direito gremista nessa partida) me disse que Otto Glória foi o melhor técnico com quem ele trabalhou enquanto era jogador.

“GRÊMIO BATE RIVER E GANHA TAÇA
Salvador (De Jodoé Souza) — O Grêmio conquistou o primeiro título de 72, ao laurear-se na Taça Cidade de Salvador, quadrangular que terminou domingo na capital baiana. O tricolor gaúcho começou a ficar campeão ao ganhar do River Plate de 1×0, golo de Loivo nos primórdios da partida. Depois veio a derrota do Fluminense, também de 1×0, para o Vitória e a confirmação da conquista gremista. O time gaúcho terminou invicto o torneio, com 2 pontos perdidos e quatro ganhos. Em segundo ficaram River e Vitória com 3 perdidos e 3 ganhos e por fim o Fluminense, que só ganhou 2 pontos, perdendo quatro.

RITMO GREMISTA – Otto Glória só ameaçou lançar Ancheta na meia-cancha. Mas houve mudança no setor. O Grêmio começou o jogo com o River sem Caio e com um tripé formado por Jadir-Torino-Gaspar. E o acionar do setor melhorou. Não só porque Jadir e Gaspar apressaram o seu ritmo de jogo, como e principalmente porque Torino foi um portento, especialmente nos lançamentos, o seu forte. Com isso, o time gremista não deu chances para os argentinos no importante setor de campo. Como se não bastasse, logo aos 6 minutos Loivo conseguiu acertar as redes do goleiro Barisio. O 1 x 0 cedo deu mais força para os tricolores, que se aproveitassem a metade das oportunidades que criram para marcar, teriam chegado ao intervalo com uma vitória mais expressiva. Aliás, Carlos chegou a fazer 2×0, mas a intervenção errada de um “bandeirinha” fez o árbitro anular o gol.

No segundo tempo, o panorama não foi diferente. Mesmo com Didi mexendo no seu time em busca de maior efetividade. O Grêmio continuou no jogo e perdendo gol, um em cima de outro, às vezes por falta de perícia dos atacantes, outras pela perfeita atuação do goleiro Barisio, que brilhou intensamente.

O domínio de meia-cancha gremista era tão flagrante que Didi afastou Merlo e colocou Laraigné. Só que Otto não dormiu no ponto: tirou Gaspar, bastante empregado, e colocou o descansado Caio. O River nem chegou a ter chance para reagir, mesmo porque não demorou muito o lateral Perez foi expulso, depois de acertar Flecha e ainda reclamar. Com 10, tudo ficou mais difícil para o time argentino, que acabou fazendo um bom negócio ao perder só de 1 x 0, pois Loivo e Flecha, que acertou o poste, tiveram tudo para marcar mais gols no excelente Barisio” (Correio do Povo, 01 de fevereiro de 1972)

“RUY CARLOS OSTERMANN – TABELINHA
O Grêmio provou contra o River aquilo que eu dizia do River: é um time de jovens inocentados pelo 4-2-4 de Didi. O Grêmio atacou e as situações de golo em desacordo com o único golo feito, foram superiores a uma dezena bem contada. * E o primeiro título obtido pelo futebol gaúcho, a Taça Cidade de Salvador, foi também o mais raro de todos os títulos: obtido com um único golo em três partidas. Mas sempre com uma atenuante de importância: um golo contra nenhum * Suspeitei que a idéia de aproveitar Ancheta no meio campo era urna forma de tomar também o problema do meio campo do Grêmio urgente. Fachin não responde a isso, mas enumera as prioridades: 1) Obberti; 2) Mazinho; 3) Deca;. e, 4) o meio campo. A partir de hoje o Grêmio começa a pensar neste jogador.” (Correio do Povo, 01 de fevereiro de 1972)

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Grêmio 1×0 River Plate
GRÊMIO: Jair; Valdir Espinosa, Ancheta, Beto e Everaldo; Jadir, Torino e Gaspar (Caio); Flecha, Carlos (Bira) e Loivo
Técnico: Otto Glória

RIVER PLATE: Barisio; Zucarine, Rodriguez, Daute e Perez;  Reinaldo Merlo (Larraignee) e J.J. Lopez;  Beto Alonso, Moretti, Martinez e Ghiso (Granato).
Técnico: Didi

Data: 30 de janeiro de 1972
Local: Estádio Fonte Nova, em Salvador-BA
Árbitro: Saul Mendes
Auxiliares: José Gomes e Jairo Câmara
Cartão Vermelho: Perez (27/2ºT)
Gol: Loivo, aos 6 minutos do 1º tempo

Amistoso 1971 – Grêmio 2×0 River Plate

October 28, 2018
1971 gremio river grandes clubes - Copia

Fonte: Revista Grandes Clubes Brasileiros nº 7

 

O primeiro confronto entre Grêmio e River Plate aconteceu em 1971, num torneio amistoso promovido chamado Taça do Atlântico, promovido pelo Grêmio, que ainda havia convidado o Nacional de Montevideo (que se sagraria campeão do mundo pela primeira vez naquela temporada).

Loivo e Scotta (que, juntamente com seu compatriota Chamaco Rodriguez, havia sido contratado junto ao River poucas semanas antes) marcaram os gols do jogo.

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GASPAR, Scota e Chamaco arrancam para mais um ataque, deixando no chão o craque do River. Um retrato fiel de um jôgo bem unilateral” (Correio do Povo, 18 de maio de 1971)

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Num país de tão excelsos e hábeis jogadores, o River Plate, do mestre Didi, reedita um exagero argentino, o fulbito, facilmente identificável pelo “tomalo vos, damela a mi”. O público delira com esta equipe jovem e com sua bola, finamente retocada, e a revista “El Gráfico” presta a sua homenagem risonha no desenho de Perez D’Elias, que eu reproduzo paro que todos nós possamos ir pensando no River que vem vindo aí” (Ruy Carlos Ostermann, Correio do Povo, Maio de 1971)

RIVER TAMBÉM NÃO RESISTIU AO GRÊMIO
O Grêmio não precisou fazer muita fôrça para somar outro expressivo resultado de caráter internacional. Agora, ganhou de 2 x O do River Plate com muita autoridade e conquistou a Taça do Atlântico, troféu que estava em disputa no triangular que participou igualmente o Nacional, bicampeão uruguaio. Um golo de Loivo, no primeiro tempo, e outro de Scota, selaram a sorte do líder do metropolitano argentino, domingo, no Olímpico, no curso de um confronto em que a superioridade de acionar da equipe treinada por Oto Glória não deixou dúvidas. O time orientado por Didi, apesar da capacidade individual dos jogadores, manobrou de forma muita lenta e num esquema surpreendentemente frouxo. E o Grêmio, também sem deixar de mostrar habilidade — nesse particular teve em Gaspar uma enciclopédia – quase não encontrou resistência para impor seu ritmo, um acionar de equipe com futebol moderno, de outro porte tático.

Ao final dos primeiros 45 minutos, o panorama do jôgo ficou bem claro. Para o torcedor, os golos eram questão de tempo, do aproveitamento de oportunidades frente à meta argentina. O golo de Loivo na fase primária foi pouco. O de Scota, que consolidou a vitória, não chegou a dar a medida exata da superior atuação do tricolor nos 90 minutos.

RITMO GREMISTA – O River tocou a bola, jogou bonito como gosta Didi mas isso foi muito pouco. Pelo menos para um duelo forte com um time gaúcho e do porte do Grêmio. Muito cedo ficou caracterizada a desigualdade no confronto tático. O Grêmio era soberano defensivamente, dava as cartas no meio de campo e quando atacava levava a confusão na área river-platense. E isso aconteceu a miúde, pois Gaspar, Chamaco e Caio não deram chances para Bulla e Della Savia, pois Onega nunca se completou no setor.

E mais: quando investia, o tricolor o fazia em massa, com o precioso auxílio de um Everaldo ou Chiquinho, que cansaram de fazer cruzamentos e até arrematar ao arco, como aconteceu com o tricampeão mundial. Aos 8 minutos, o primeiro golo. Loivo tabelou com Caio na intermediária, infiltrou-se e recebeu na entrada da grande área. Com o pé direito mesmo, o ponteiro esquerdo alvejou forte, sem chances para Carballo, O River, lento e muito longe de um futebol solidariedade — atacando ou defendendo não havia êsse estoque tão importante no futebol moderno – jamais chegou a ter grandes chances frente a Jair, um goleiro que passou quase todo o jôgo a fazer simples intervenções. Tirando uma jogada isolada de Osmar Más, que no 1º tempo infiltrou-se área à dentro como craque, e outra de Trebuch entrou quase no fim no lugar de Onega -, que estêve cara a cara com Jair, o River não fêz mais nada ofensivamente.

Se o Grêmio tivesse aproveitado tôdas as chances que criou frente à meta argentina, a vitória poderia ser mais retumbante na expressão dos números. O Grêmio não foi só um conjunto certinho, superior taticamente ao credenciado rival.Teve também peças brilhantes em matéria de individualidade. Começando por Gaspar, para não citar Everaldo e não falar do argentino “Chamaco ” Rodriguez, que desta feita apareceu muito mais do que seu compatriota Scota, embora alguns, lances de envergadura que patrocinou o jovem atacante. Coube a Scota, que não terminou o jôgo por fôrça de lesão, selar a sorte do River de Didi. Eram 25 minutos do segundo tempo. O lance foi todo de Flecha, que forçou a jogada junto a Carballo e acabou levando a melhor sôbre o arqueiro. A cruzada encontrou Scota no ar, e a cabeçada saiu fraca, mas a bola foi adormecer nas rêdes.” (Correio do Povo, 18 de maio de 1971)

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Grêmio 2 x 0 River Plate

GRÊMIO Jair; Chiquinho, Ari Ercílio, Beto e Everaldo: Chamaco Rodriguez e Gaspar; Flecha, Caio (Taquito), Scota (Torino) e Loivo
Técnico: Otto Glória

RIVER PLATE: Carballo; Dominichi, Pallerano, Rodrigues e Osvaldo Perez; Bulia e Della Savia; Pignani (Trebucq), Morette, Onega (Ramiro Perez) e Más
Técnico: Didi

Amistoso – Taça do Atlântico 1971
Data: 16 de maio de 1971
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Arbitragem: José Luis Barreto
Auxiliares: Ivaldo Mensch e João Carlos Ferrari
Renda: Cr$ 98.381,00
Gols: Loivo, aos 8 minutos do primeiro tempo; Scotta, aos 25 minutos do segundo tempo

Copa Mercosul 1998 – Grêmio 2×3 River Plate

October 28, 2018
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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

 

Em 1998, Grêmio e River Plate se enfrentaram no Estádio Olímpico pela primeira rodada da fase de grupos da primeira edição da Copa Mercosul. Os visitantes ganharam por 3×2, graças a boa atuação do atacante Juan Antonio Pizzi (atual treinador da Arábia Saudita, e técnico da Universidad Catolica na Libertadores de 2011), que recém retornara da Espanha (país pelo qual, após ter se naturalizado, havia disputado a Copa do Mundo da França).

Vale destacar ainda que o técnico Edinho foi demitido do Grêmio no jogo seguinte (derrota para o Atlético-MG em casa), tendo comandado o tricolor por somente 9 partidas;

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GRÊMIO NÃO RESISTE AO MISTO DO RIVER
A torcida não poupou alguns jogadores, como Fabinho, que reclamou da substituição, e chamou Edinho de burro

O Grêmio decepcionou em sua estréia na Copa Mercosul, ontem à noite. Perdeu para o River Plate, desfalcado de seis titulares, por 3 a 2 e mostrou que o entendimento dos jogadores com o técnico Edinho está mesmo difícil. O volante Fabinho, ao ser substituído por Tinga, aos 15 minutos do segundo tempo, não aceitou o cumprimento do vice de futebol, Marcos Hermann, disse que estava tudo errado e prometeu cobrar do técnico mais tarde, na concentração. Com o empate em 1 a 1 entre Universidad Católica e Vasco, no Chile, o Grêmio ocupa a lanterna do grupo E.

Os poucos torcedores que enfrentaram a noite fria para conferir o novo esquema do Grêmio com três volantes em campo – Fabinho, Goiano e Djair – e Palhinha, livre, para organizar os lances de ataque, viram a defesa repetir os erros de sempre. Logo aos três minutos, o árbitro marcou pênalti de Rodrigo Costa em Pizzi e prenunciou o que seria a noite gremista. O lateral Hernán Diaz chutou na trave e desperdiçou a chance de abrir o placar.

O curioso é que o esquema cauteloso dos gremistas funcionou ofensivamente, impulsionado pelo talento de Palhinha, pela boa atualção de Zé Alcino e pelo oportunismo de Guilherme. O primeiro gol surgiu através de um lance iniciado por Palhinha. Guilherme recebeu do meia e acertou um belo chute no ângulo, aos 16 minutos. Pizzi empatou aos 35 minutos. Os gremistas reclamaram, impedimento, mas Roger atrasou-se e deu condições ao atacante argentino. Depois, Sorin iniciou um contra-ataque, lançou Pizzi, que livrou-se dos dois zagueiros para marcar o segundo. Eram 44 minutos e a torcida vaiava o árbitro e os jogadores do Grêmio.

No segundo tempo, o River foi logo marcando o terceiro gol, aos 8 minutos, através de Solari. O gol surgiu novamente num lance pelo lado direito da defesa gremista. A torcida que pedia a entrada de Tinga desde os cinco minutos vaiou e ficou surpresa quando Fabinho levantou as mãos para o céu ao ser substituído, reclamando de Edinho. Rodrigo Costa descontou aos 20. Sem Fabinho e com dois volantes, o Grêmio melhorou. Tinga deu mais vibração ao time, insuficiente para chegar ao empate.” (Zero Hora – 31 de julho de 1998)

HERRMANN GARANTE PERMANÊNCIA DE EDINHO

O Grêmio perdeu para o Inter, domingo, na estréia do Brasileirão. O Grêmio perdeu ontem para o River, na estréia da Copa Mercosul. O Grêmio que enfrenta uma crise técnica e de relacionamento, escancarada ontem pela reação de Fabinho foi vaiado pelo torcedor. O vice de futebol, Marcos Herrmann, minimizou a atitude do jogador, garantiu que Edinho está firme no cargo e tem o comando do grupo e avaliou o trabalho do técnico como positivo.

– Edinho é sério, dedicado, preocupado, Não será trocando de nome a cada dois dias que vamos melhorar. Tivemos alma em campo, o resultado foi injusto. Acho que o Atlético-MG vai pagar a mula roubada no domingo – disse, na clara tentativa de manter o astral em alta, reconhecendo que jogadores estão sentindo muito sucessão de maus resultados. O Grêmio não vence um jogo oficial desde 3 de maio, quando derrotou o Santa Cruz por 2 a 0, no Olímpico, pelo Gauchão.

O presidente Luiz Carlos Silveira Martins, Cacalo, que foi ao vestiário na terça-feira dar força aos jogadores, deixou o estádio irritado, evitando as entrevistas. O técnico Edinho, que confessou não gostar do esquema com três volantes e colocou a culpa no meio-campo pela derrota no primeiro tempo, ficou um longo tempo em sua sala conversando com o diretor César Pacheco, e só depois analisou o momento da equipe e a sua própria situação.
– Temos que ter tranquilidade neste momento, o que virá quando as vitórias chegarem – destacou. Vou conversar internamente com o Fabinho para analisar o que de falou e ver qual a decisão certa a ser tomada” (Zero Hora – 31 de julho de 1998)

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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

GRÊMIO PAGÓ LOS PLATOS ROTOS
River descargó su bronca por la eliminación en la Copa de una sola vez: le ganó a Gremio, volvió al triunfo después de tres partidos y mostró a un Pizzi inspirado.

PORTO ALEGRE (ENVIADO ESPECIAL). River se está acostumbrando a convivir con el sufrimiento. Su calvario empezó la semana pasada, cuando Vasco le hizo morder el polvo en la Libertadores. Y anoche no pudo evitar que la mediocridad de Gremio lo complicara. Acumuló fastidio por la impotencia que por momentos generó su juego. Así y todo, hizo que su rival de turno pague los platos rotos por tanta rabia contenida. Y se dio varios gustos a la vez: se despachó con tres goles de visitante (no lo hacía desde el 19 de marzo de este año, cuando goleó a Sporting Cristal en Perú), volvió al triunfo después de tres partidos y disfrutó de las dos primeras delicias de Pizzi.

El partido que Ramón Díaz planteó en el pizarrón fue diferente al que se dio en la realidad. River se imaginó que Gremio se le iba a venir y apostó su dibujo táctico al contragolpe. No acertó, porque Gremio también salió a esperar muy a pesar de su urgencia de triunfos. Paradójicamente, en lugar de aliviarlo, eso complicó más a River. ¿Cómo se entiende? Simplemente, porque el equipo de Ramón no tenía conductor.

La temerosa estructura montada en el mediocampo incluyó a tres volantes de contención. Porque si bien Netto y Marcelo Gómez se repartían el ancho de la cancha, Escudero jamás se decidió a desprenderse. No fue todo: River no tuvo un enganche fijo, ya que Solari jugó como lo hace Sorín cada vez que River juega de visitante: excesivamente preocupado por las subidas de Walmir.

Gremio le cedió la pelota y River no la supo usar. Angel estuvo tan perdido que cuando Ramón puso a Placente por Solari, empezó a correr pensando que quien tenía que salir era él. El equipo pedía a gritos a Aimar. O, al menos, que Solari reaccione y se suelte. Ni una cosa ni la otra. Pero para fortuna de River, Pizzi explotó como nunca. Primero aprovechó que Roger se quedó dormido y después inventó un autopase de pecho y definió con categoría europea, pasando al olvido hasta el golazo de Guilherme que había puesto en ventaja a los brasileños.

El partido le quedó servido a River. Solari definió con clase un contragolpe y pareció que estaba liquidado. Pero no. Al equipo de Ramón le faltaba el sufrimiento. Y lo tuvo. Porque Berizo no achicó hacia adelante y la defensa tuvo muchas distraccionesas. Demasiadas para un equipo con pretensiones. Rodrigo Costa aprovechó una de las tantas. River lo padeció. Y a los tumbos, pero ganó.” (Adrián Piedrabuena , Olé, Viernes 31 de julio de 1998)

“PIZZI FUE EL REY DE LA NOCHE
Anoche hizo sus dos primeros goles en River y fue la figura.

PORTO ALEGRE (ENVIADO ESPECIAL). La tercera es la vencida, asegura el refranero popular. Y puede ser, porque anoche, en su tercer partido con la camiseta de los Millonarios, explotó Juan Antonio Pizzi. Apareció en toda su dimensión el delantero que imaginó River cuando le pagó 2.300.000 dólares al Barcelona. Anoche fue la figura de la cancha: por los dos goles que hizo en el primer tiempo y por el penal que a los tres minutos le hizo Rodrigo Costa, pero también por otras cosas.

El jugadón previo al segundo gol (se llevó la peleota con el pecho y arrastró a tres defensores brasileños) fue la frutilla del postre para Pizzi, que venía en deuda con los hinchas de River por sus primeros partidos. Pero hubo más. Lo suyo dejó mucha tela para cortar, aunque lo que más llamó la atención fue ver a un delantero que ya está adaptado al ritmo de juego que pretende Ramón Díaz y que sumó con la chapa de todos los años que pasó en el fútbol europeo.

Lejos de quedarse escondido en el área, con lo que le hubiera alcanzado, el que quiere ser el nuevo hombre gol de River, bajó a conectarse con los volantes y se animó en el toque corto y largo. Ahí muchas veces apareció como imprecisio, pero eso no lo asustó.

Venía con el plus que le daban sus triunfos de área. Como el penal que le hicieron y el emnpate que metió de media vuelta a los 35 minutos de juego. Y justo cuando se había equivocado un par de veces en el toque corto, apareció con todo para meter el segundo. Y fue, en ese primer tiempo, el hombre de Núñez que sacó la diferencia y le salvó las papas a su equipo.

Le sobró. En el segundo tiempo el hombre gol de River no estuvo tan activo como en el primero, aunque preocupó siempre. Es que, como los buenos boxeadores, ya había puesto las manos de nocaut. Esas de las que los rivales muchas veces no se recuperan.’ “(Adrián Piedrabuena , Olé, Viernes 31 de julio de 1998)

NO SE AMONTONEN
En Porto Alegre hubo nada más que 5 mil hinchas. El promedio supera apenas los 8 mil. Hasta ahora, la Mercosur tiene menos atractivo que un discurso de Romay.

PORTO ALEGRE (ENVIADO ESPECIAL). La Copa Mercosur tiene menos convocatoria que un discurso de Alejandro Romay. Y no por el nivel de los equipos, precisamente. El torneo, creado más para la comercialización de sus derechos televisivos que para incentivar la competencia entre los equipos sudamericanos, no engancha a la gente. Se pensó en convocar a los clubes “grandes” de cada país para tratar de atraer a los hinchas, pero hasta ahora sólo se logró que la gente le prestase la misma -y escasa- atención que la que a la Supercopa cuando recién daba sus primeros pasos, hace una década.

Para muestra basta un botón: anoche, en Gremio-River, al estadio Olímpico de Porto Alegre (con capacidad para 60 mil espectadores) sólo fueron unos 5.000 hinchas, entre los cuales se encontraban 10 aventureros argentinos con cuatro banderas. Y es cierto que el equipo brasileño no está pasando por su mejor momento y que viene de perder el clásico con Inter. Pero también lo es que este nuevo torneo todavía no creó un hábito para que los futboleros gasten aunque sea 5 o 10 dólares, lo que anoche costaba una entrada.

Otro dato que pinta la poca importancia que tiene la Copa es un insólito pedido de los dirigentes brasileños: como Gremio y Vasco tienen que jugar por el torneo de su país el 16 de agosto y también deben hacerlo más tarde por la Copa, le van a proponer a la Confederación Sudamericana que el choque entre ambos sirviera para los dos torneos. O sea, que un triunfo puede llegar a valer 6 puntos…

De todas maneras, la falta de convocatoria no es sólo propiedad de Gremio. En los cuatro partidos que se jugaron el miércoles tampoco hubo demasiada gente. Por ejemplo, nada más que 800 brasileños fueron a ver el debut del Palmeiras frente a Independiente, 4.300 asistieron al Maracaná para ver Flamengo-Cerro Porteño, 15.000 uruguayos estuvieron en el Centenario cuando Nacional le ganó a Universidad de Chile y, en Buenos Aires, 15.000 personas le dieron un poco de clima al Nuevo Gasómetro cuando jugaron San Lorenzo y Cruzeiro. El promedio de público en los cinco partidos fue bajísimo: 8.020 espectadores.

“El torneo más importante del continente”, como fue presentado, tiene muchos premios. De convocatoria, por ahora, ni hablar.”  (Adrián Piedrabuena , Olé, Viernes 31 de julio de 1998)

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“TORCIDA SE REVOLTA COM NOVA DERROTA
Grêmio estréia no Torneio Mercosul com derrota de 3 a 2, no Olímpico, para o River. Treinador Edinho foi chamado de ‘burro’
O Grêmio decepcionou em sua estréia no Torneio Mercosul, ontem à noite, no Olímpico, ao perder de 3 a 2 para o River Plate. O time jogou boa parte do 2º tempo sob vaias, que só amenizaram com a entrada de Tinga e a reação em busca do empate. No final, torcedores criticaram a equipe, falando até em rebaixamento no Brasileiro.

Logo aos 3 minutos, o árbitro assinalou pênalti de Rodrigo em Pizzi. Hernan Diaz cobrou e acertou a trave superior. O Grêmio assumiu o controle do jogo e, aos 16 minutos, Palhinha lançou Guilherme, que chutou de fora da área para fazer 1 a 0. O Grêmio voltou a criar situações de gol, mas quem marcou foi o River. Aos 35, Pizzi recebeu livre na área e desviou de Danrlei: 1 a 1. O time gremista reclamou impedimento no lance. Aos 45, Pizzi, substituto de Salas. recebeu do excelente Sorin e marcou 2 a 1.

No segundo tempo, aos 8 minutos, Solari recebeu lançamento às costas de Rivarola e Walmir e concluiu para a rede: 3 a 1. Vaias para o time e gritos de ‘burro, burro’ para o treinador Edinho. Ao ser substituído por Tinga, aos 15min, Fabinho reclamou. Aos 20min, Rodrigo Costa descontou na cobrança de escanteio, aparando toque de Rivarola. O Grêmio forçou o empate, mas sem sucesso.” (Correio do Povo, 31 de julho de 1998)

DIREÇÃO INSINUA QUE DEMITIRÁ EDINHO SE NÃO GANHAR DOMINGO
Grêmio sofreu mais uma derrota, agora na Mercosul
O vice-presidente Marcos Herrmann afirmou, após o jogo, que o Grêmio tem obrigação de ‘colher um bom resultado domingo, contra o Atlético Mineiro’, deixando claro que uma derrota poderá determinar mudanças no comando do time. O dirigente enfatizou, contudo, que não adianta mudar de técnico a cada ‘dois ou três dias’.

Em relação à atitude de Fabinho, que gesticulou e criticou Edinho ao ser substituído, Herrmann garante que ‘não será tolerada a indisciplina no Olímpico’ e adianta que pode pensar em contratar um psicólogo. O diretor Duda Kroeff considera que ‘há tempo de reverter a situação’.

Paulo César Tinga não resistiu à dor de uma nova derrota e chorou no vestiário, evitando até dar entrevistas. Tinga, que entrou no segundo tempo, quando o jogo estava em 3 a 1, conseguiu sacudir a equipe, levando a uma forte reação e calando parcialmente as vaias. “(Correio do Povo, 31 de julho de 1998)

 

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Foto: Edison Vara (Placar)

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Grêmio 2×3 River Plate

GRÊMIO: Danrlei; Walmir, Rivarola, Rodrigo Costa e Roger; Djair, Fabinho (Tinga), Goiano e Palhinha; Zé Alcino (Ronaldinho) e Guilherme
Técnico: Edinho Nazareth

RIVER PLATE: Bonano; Hernan Diaz, Sarabia, Berizzo e Sorin; Netto, Escudero, Gomez e Solari (Placente); Pizzi e Angel
Técnico: Ramon Diaz

Copa Mercosul 1998 – Grupo E- 1ª Rodada
Data: 30 de julho de 1998, quinta-feira, 21h55min
Público: 5.901 (4.611 pagantes)
Renda: R$ 26.939,00
Árbitro: Ubaldo Aquino (PAR)
Auxiliares: Ricardo Grance e Nestor Gonzalez
Cartões Amarelos: Palhinha, Tinga, Fabinho, Solari, Berizzo e Netto
Cartão vermelho: Netto
Gols: Guilherme, aos 16 minutos; Pizzi, aos 34 e 44 minutos do 1º tempo; Solari aos 8 minutos e Rodrigo Costa aos 20 minutos do segundo tempo