Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Brasileirão 2020 – Grêmio 1×0 Athlético Paranaense

February 22, 2021

O Grêmio voltou a vencer na Arena, depois de quatro jogos sem resultado positivo em casa. O Grêmio voltou a usar a camisa celeste depois de mais de três meses da sua estreia (nesse meio tempo bem que a Umbro poderia ter “acertado” o tom da meia). Mas tudo isso só pode ser visto, aqui no Brasil, por um link pirata na internet)

 

Fotos: Lucas Uebel  (Grêmio FBPA) e Lucas Bubols (Globo Esporte)

Grêmio 1×0 Athlético Paranaense

GRÊMIO: Paulo Victor; Victor Ferraz, Paulo Miranda, Kannemann e Diogo Barbosa; Lucas Silva (David Braz, 37’/2ºT), Darlan (Thaciano, intervalo); Everton (Ferreira, intervalo), Isaque (Jean Pyerre, intervalo) e Pepê; Diego Souza (Churín, 29’/2ºT)
Técnico: Renato Portalupppi

ATHLETICO-PR: Santos; Jonathan (Khellven, 37’/2ºT), Pedro Henrique, Thiago Heleno e Abner; Richard, Christian, Léo Cittadini (Bissoli, 37’/2ºT); Jadson (Renato Kayzer, 23’/2ºT), Nikão e Carlos Eduardo (Vitinho, 23’/2ºT)
Técnico: Antônio Oliveira (interino)

37ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2020
Data: 21 de fevereiro, domingo, 18h15min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Celso Luiz da Silva (MG)
VAR: Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG)
Cartões amarelos: Darlan, Ferreira e Lucas Silva; Nikão (Athletico-PR)
Cartões vermelhos: Thiago Heleno e Richard (Athletic
Gol: Thaciano, aos 31 minutos do 2º tempo

Brasileirão 1981 – Botafogo 2×3 Grêmio

February 7, 2021
zh 1981 botafogo b

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

Há exatos 40 anos o Grêmio conseguiu sua primeira vitória fora de casa no Brasileirão de 1981, ao vencer Botafogo no Maracanã por 3×2, em jogo válido pela 7ª rodada da Primeira Fase. Um dos destaques daquela tarde foi Baltazar, autor dos três gols gremistas.

Outro jogador com atuação destacada nesse dia foi Vilson Tadei, que fez sua primeira partida como titular na competição (antes disso ele somente havia entrado no segundo tempo do jogo contra o Goiás)

Nessa etapa, 7 dos 10 times de cada grupo avançavam para a fase seguinte. O Botafogo, treinado por Paulinho de Almeida (que havia sido campeão gaúcho pelo Grêmio em 1980) avançou até as semifinais.

 

1981 botafogo tarciso china

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

FALTOU FORÇA PARA O GRÊMIO GOLEAR
Daí, o Botafogo reagiu e quase chegou ao empate no segundo tempo

A reação do Botafogo, sábado, no Maracanã, foi sensacional, chegando a ameaçar uma “virada” no jogo após estar perdendo por diferença de três gols. Mas o Grêmio mereceu a vitória por 3 a 2 porque aproveitou melhor as chances de gols, e embora tenha tido o domínio de jogo apenas no primeiro tempo, conseguiu garantir sua vantagem. Os gols foram marcados por Baltazar (3) no primeiro tempo, descontando Mendonça (2) para o Botafogo na etapa final. Com este resultado o Grêmio isolou-se na vice-liderança do Grupo B, com dez pontos, apenas um de diferença da Portuguesa.

No primeiro tempo o Grêmio fez o que quis em capo, impondo um ritmo forte de jogo e marcando três gols, através de Baltazar. E só não fez mais porque parou de atacar. Logo no início, a um minuto, Tadei lançou Baltazar, às costas de Gaúcho. Ele dominou no peito mas concluiu mal de pé esquerdo. Aos quatro minutos Uchoa fez um gol, mas estava impedido. Aos dez minutos Baltazar transformou a vantagem do Grêmio em 1 a O. A equipe de Ênio Andrade tinha um bom ritmo de jogo, com Vilson Tadei destacando-se pela boa presença no meio-campo. Fez tabelas com Renato Sá e China, lançando os ponteiros e o centroavante. Rocha, Marcelo e Mendonça ficaram completamente perdidos.

O Botafogo assustou-se e tomou o segundo e o terceiro gol. A galera previa urna goleada incrível. A própria crônica carioca esperava isso com resignação, achando que o Grêmio realmente mostrava um bom esquema tático de proteção a defesa, a segurança de Hugo De Léon no combate a Miradinha e o bom trabalho do meio-de-campo, mais a vantagem de Tarciso e Baltazar sobre a confusa defesa do Botafogo: Gilmar, Zé Eduardo, Gaúcho e Serginho estavam apavorados.

Já no Intervalo Paulinho de Almeida pensou que seu time estava muito mal e fez a primeira mudança, com muito acerto: tirou Marcelo, lento e sem combatividade, colocando o habilidoso e esforçado Jérson. Mudou tudo e até Mendonça pode desenvolver seu futebol na frente.

Os erros do primeiro tempo foram corrigidos, com o time carioca marcando melhor no meio e jogando rápido pelas pontas Edson deu trabalho a Dirceu e Mendonça chegava perto da área. O Grêmio resolveu segurar o resultado num esquema de troca de passes e retardamento a Leão: teve o merecido, pois tomou dois gols, como poderia ter levado mais.

A torcida do Botafogo, depois da briga nas arquibancadas, vendo o time melhorar, passou ao incentivo e os jogadores de Paulinho reagiram. Tiveram boas chances mas o Grêmio estava em boa tarde, resistindo aos ataques no final. Paulinho ainda fez uma alteração, tirando Ziza e colocando Revelles na direita, passando Edson para a ponta-esquerda. Ênio tentou rebater, colocando Heber e Bonamigo no lugar de Baltazar e Odair, respectivamente. Para segurar o jogo.

O placar

BALTAZAR, para o Grêmio — 1 a 0 aos dez minutos do primeiro tempo. Dirceu cobrou uma falta pela intermediária do Botafogo, pelo lado esquerdo, passando a De León. O zagueiro chutou sem muita força mas a bola bateu no pé de Baltazar, desviando para o canto esquerdo do goleiro Paulo Sergio.

BALTAZAR, para o Grêmio 2 a 0 aos 16 minutos do primeiro tempo. Tarciso cobrou o escanteio pela ponta-esquerda, colocando na pequena área. O goleiro esperou pela ação da zaga, que ficou parada e Baltazar cabeceou sem multo esforço no canto direito.

BALTAZAR, para o Grêmio 3 a 0 — aos 23 minutos do primeiro tempo. Novamente o escanteio pela esquerda foi cobrado por Tarciso. Odair tocou de calcanhar para a área e Vantuir cabeceou para Zé Eduardo tirar parcialmente. China chutou a gol e a zaga rebateu. Baltazar acabou colocando para dentro do gol de pé direito.

MENDONÇA, para o Botafogo 3 a 1 se, aos 13 minutos do segundo tempo. De León fez falta em Mirandinha na intermediária, pelo lado esquerdo do Grêmio. Leão orientou a barreira, mas Mendonça cobrou por cobertura, com perfeição, colocando no canto direito do goleiro, sem chances.

MENDONÇA, para o Botafogo 3 a 2 aos 37 minutos do segundo tempo. Serginho fez um lançamento em diagonal para a área. Mendonça aparou no peito, passando a bola por sobre a cabeça de Dirceu e completando com um chute forte de pé direito, sem deixar a bola cair no chão.” (Julio Sortica, Zero Hora, Segunda-Feira, 9 de fevereiro de 1981)

1981 botafogo vilson tadei

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

COTAÇÃO – TADEI GARANTE SEU LUGAR NO TIME
Ele armou, lançou e ainda deu cobertura para sua área, jogando um futebol de alto nível

Botafogo

PAULO SÉRGIO — Não teve culpa nos gols: foi enganado no primeiro e nos outros falha foi da zaga. Poderia ter orientado os companheiros. Nota 5

GILMAR — Reserva de Perivaldo, não se complicou porque Odair foi muito mal. Não apoiou no primeiro tempo e marcou mal. Melhorou na etapa final. Nota 5

ZÉ EDUARDO — Completamente errado no início, marcando mal, levando desvantagem com Baltazar. Recuperou-se no final, quando teve bom trabalho com Gaúcho. Nota5

GAÚCHO — Zagueiro alto, mostrou-se desatento, mal na marcação e bom no apoio. Perdeu lances para Baltazar na cabeça e só melhorou na etapa final. Nota 5

SERGINHO — Era um dos mais fracos da defesa e Tarciso aproveitou o nervosismo do garoto. Batido no início, recuperou-se no final. Nota 5

ROCHA — Foi envolvido por Vilson Tadei. Tem pouco senso de jogo, em termos de visão. Errou passes e perdeu a tranqüilidade. Melhorou no segundo tempo, colocando a bola no chão. Nota 5

MARCELO — Um trabalho de baixo nível no início, foi dominado por China e Tadei. Acabou substituído por Jérson. Nota 3

EDSON — Ponteiro rápido e habilidoso, deu muitos dribles em Dirceu. Mas falta objetividade no seu futebol. Nota 4

MIRANDINHA — Bom atacante, sabe driblar bem e chuta com os dois pés. Deu trabalho a Vantuir e De León. Por ser individualista, sumiu do jogo no final. Nota 3

ZIZA — Já não é mais o jogador do Passado. No início ficou isolado na esquerda e foi para o meio. Melhorou levemente mas não rendeu bem. Acabou substituído por Revelles. Nota 3

JERSON – Um dos melhores do time. Rápido, boa visão de jogo e muita mobilidade. Já está merecendo uma vaga no time titular. Responsável pela reação do Botafogo. Nota 7

REVELLES – Entrou no lugar de Ziza, jogou na direita mas não fez nada. Nota 3

Grêmio

LEÃO — Foi um dos destaques do time, principalmente no segundo tempo. Fez boas saídas aos pés dos atacantes, interceptou bem os cruzamentos e não teve culpa nos gols do Botafogo. Nota 7.

UCHOA — Está melhorando de rendimento. No primeiro tempo não tomou conhecimento de Ziza e apoiou bem. Nota7.

VANTUIR — Um excelente primeiro tempo, bem na antecipação, na cobertura e nas bolas altas. Na etapa final andou vacilando em alguns lances. Nota 6.

DE LEON — Com Tadei, o melhor do Grêmio no primeiro tempo. Dominou completamente Mirandinha e ainda partiu para o apoio, lançando e fazendo passes. Caiu na etapa final. Nota 6

DIRCEU — O pior da defesa, pois na etapa inicial foi bem (como todo o time), mesmo permitindo alguns cruzamentos de Edson. No final, perdeu lances individuais e errou na marcação. Nota 5.

CHINA — Do bom trabalho de bloqueio, passes e cobertura no primeiro tempo, passou a ser envolvido e precipitado na etapa final. Talvez tenha sido emoção. Nota 4.

RENATO SÁ – No esquema de Ênio ele tem que recuar e marcar. Preocupa-se demais com isso e esquece de ir ao ataque. Regular no primeiro tempo e mal no segundo. Nota 4.

TARCISO — Taticamente, o melhor do ataque. Dominou a Serginho fez bons cruzamentos e deslocou-se para o meio. Nota 7

BALTAZAR — Entusiasmou os cariocas com seu oportunismo, posicionamento e sorte. Marcou os três gols do Grêmio, no início. Bem marcado, passou trabalho. Saiu para Héber “prender” o jogo na frente. Nota. 8.

ODAIR — Está na pior fase da sua carreira no Grêmio. Confunde-se taticamente, indo muito pelo meio e esquecendo da ponta. Nota 3

HÉBER – Entrou no lugar de Baltazar aos 37 minutos e não pode mostrar nada. Sem nota.

BONAMIGO – Entrou aos 30 minutos no lugar de Odair e quase complicou sua defesa num lance. Nota 3.

Os melhores

VILSON Tadei, com seu futebol objetivo e rápido, mostrou que pode ganhar a condição de titular. Contra o Botafogo ele fez de tudo: armou jogadas, fez tabelas, lançou e esteve até na área, para cobertura e retardamento de bolas a Leão. Foi dono do jogo no primeiro tempo. Na etapa final acabou cansando para marcar o meio-campo adversário. Fora de ritmo, ainda assim teve fôlego para agüentar os 90 minutos. Nota 9

MENDONÇA, talvez o único grande jogador que o Botafogo possui no momento, fez por merecer o respeito da torcida. No início foi envolvido pelo bom trabalho do meio de campo do Grêmio. Ficou retraído e só foi ao ataque depois dos 30 minutos. Na etapa final, junto com Jérson, mandou no jogo. Cobrou uma falta com perfeição e mostrou excelente visão de jogo e deslocamento. Fez o segundo gol do seu time na reação da etapa final. Nota 8

Atuação do juiz
Nota: 8
O árbitro paulista José Assis de Aragão é multo visado pelos dirigentes e jogadores. No jogo de sábado à tarde, no Maracanã, no entanto, foi quase perfeito. Acompanhou os lances de perto, marcou bem as faltas e talvez tenha sido exagerado apenas ao mostrar cartão para Rocha, Mirandinha e De León. Apenas um erro ao aceitar a marcação do bandeira Carlson Gracie num impedimento de Baltazar. Bom o trabalho dos auxiliares Carlson Gracie e Mário Santos.” (Julio Sortica, Zero Hora, Segunda-Feira, 9 de fevereiro de 1981)

1981 botafogo de leon

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

 

“ÊNIO MANTÉM A MESMA EQUIPE PARA DOMINGO
O treinador não muda o time que venceu Botafogo no sábado

Ênio gostou do time no primeiro tempo, mas no início da etapa final sentiu que o Botafogo havia se modificado e vinha modificado taticamente. O treinador concluiu que também deveria mexer na sua equipe e colocar jogadores descansados:

— O Botafogo colocou mais um jogador no ataque, tirando um do meio campo e reforçando sua força ofensiva. Isto perturbou nosso meio campo e com aquele gol de falta, eles ganharam mais motivação. Assim, eu tirei o Baltazar e coloquei o Heber, para não deixar os zagueiros do Botafogo saírem jogando, ele estava mais descansado que o Baltazar. Acho que no primeiro tempo dominamos bem o jogo e no segundo tempo o time meio que largou a bola. Acontece que com um resultado destes logo no início da partida, qualquer equipe fica morna, se desinteressa da movimentação, diminui a produção e acaba se perturbando. Mas, nosso objetivo é conseguir o primeiro lugar nesta chave. Veja só, temos no domingo o Brasília no Olímpico e quinta-feira o Operário, em Campo Grande, poderemos chegar aos 12 ou 14 pontos, o que poderá nos, dar a primeira colocação na chave B, e assim teremos vantagens nos próximos jogos.

O treinador reconheceu que o time todo diminuiu sua produção no segundo tempo, mas não chegou a se perturbar com isto. Para ele, fo. tudo uma reação natural:

— O time se desmotivou por causa do resultado. O importante é que eu gostei de tudo o que vi e não creio que haja modificação no time para o jogo do próximo domingo. Terei uma semana para pensar nisto, mas é quase certo que não farei alterações. Gostei desta equipe e vou escalar os mesmos jogadores contra o Brasília.” (Julio Sortica, Zero Hora, Segunda-Feira, 9 de fevereiro de 1981)

 

“TADEI SOUBE ESPERAR

Tadei esperou até ganhar um lugar no time, sem nunca reclamar. Treinava diariamente entre os reservas, só aguardando a chance que Ênio daria. Ela surgiu contra o Botafogo, no Maracanã e ele foi considerado como o melhor em campo:

— Todo o time foi bem, no primeiro tempo, mas no segundo houve uma acomodação. Conseguimos segurar o resultado e isto aí é importante. Claro que não poderíamos ter nos acomodado como aconteceu, mas são coisas de futebol e isto acontece. O importante é que ganhamos os dois pontos, garantimos nossa classificação e agora vamos lutar pelo primeiro lugar na chave. Eu soube esperar minha oportunidade, ela veio e se Deus quiser eu não sairei tão cedo. Tenho certeza que cumpri aquilo que o seu Ênio me pediu, mas reconheço que acabei cansando um pouco no segundo tempo. Isto se explica pois estou há muito sem jogar com a equipe principal. Com o tempo o entrosamento vai aumentando e poderei me adaptar em seguida com os titulares. Sei também que o time acomodou no segundo tempo, mas ainda bem que nos acordamos quase no final e conseguimos dar um sufoco no Botafogo.” (Julio Sortica, Zero Hora, Segunda-Feira, 9 de fevereiro de 1981)

 

BOTAFOGO REAGE TARDE: GRÊMIO VENCE COM 3 DE BALTAZAR

Depois do primeiro tempo em que (apresentou uma atuação totalmente falho no setor defensivo, quando tomou três gols, o Botafogo reagiu no segundo tempo, mas não conseguiu o empate e foi derrotado por 3 o 2 pelo Grêmio. Baltazar, com uma grande atuação, marcou os três gols no primeiro tempo. Mendonça fez os dois gols do time carioca. 

Para surpreso dos 17.161 torcedores que foram Estádio Mário Filho, o Grêmio começou jogando bem e dominando inteiramente o Botafogo. O time gaúcho encontrou uma defesa totalmente falha, fez o que quis e só não terminou com uma goleada no primeiro tempo por falto de sorte […]” (Jornal dos Sports, 08 de fevereiro de 1981)

BOTAFOGO ESCAPA DE SER GOLEADO PELO GRÊMIO

Depois de jogar de forma lamentável no primeiro tempo, quando se deixou envolver inteiramente pelo Grêmio — que chegou fácil aos 3 a 0 e ameaçou ganhar de goleada — o Botafogo, embora desordenadamente e mais na base do empenho, reagiu e acabou reduzindo o marcador para 3 a 2.

O Grêmio fez uno boa partida, sabendo aproveitar os erros gritantes da defesa do Botafogo e a inoperância de seu ataque que em todo o tempo, mesmo na fase de reação, não exigiu grande esforço de Leão, vencido nas duas únicas bolas, perigosas que foram a seu gol.  […]”  (Jornal do Brasil, 08 de fevereiro de 1981)

Placar: Se no primeiro tempo o jogo foi todo do Grêmio, que marcou em cima, no segundo o Botafogo melhorou muito chegando a ter oportunidade de empatar.” (Milton Costa Carvalho, Revista Placar, edição n.º 561, 13 de fevereiro de 1981)

GRÊMIO GANHA DO BOTA E INTER VOLTA A EMPATAR

Enquanto o Grêmio fez uma boa partida no Maracanã, vencendo o Botafogo por 3 a 2 e recuperando-se da derrota em São Paulo, o Internacional, no Beira-Rio voltou a decepcionar, empatando sem gols com o Bangu. E, por isso, a torcida colorado vaiou o time.

O Grêmio começou com um notável primeiro tempo. Com futebol rápido, jogadas organizadas com inteligência por Vilson Tadei e movimentação intensa de Baltazar e Tarciso, o tricolor inibiu o adversário. E, assim. surgiram os três gols de Baltazar.

No segundo tempo, porém, o Grêmio facilitou. Em decorrência, o Botafogo cresceu e marcou dois gols. Leão, Uchoa, Vantuir, De León, e Dirceu; China, Tadei e Renato: Tarciso, Baltazar (Éber) e Odair (Bonamigo) jogaram pelo Grêmio, no jogo que rendeu CrS 2.270.200.00.

Aqui, com os torcedores revoltados, Benitez, Carlos Alberto, Wagner, André, Minero (Bereta); Ademir, Jair, Galvão; Paulo Santos. Jones (Birra) e Mário Sérgio não conseguiram vencer o time carioca.

Nos resultados, a classificação automática da dupla, ontem.” (Correio do Povo, 08 de fevereiro de 1981)

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Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

Botafogo 2 x 3 Grêmio

BOTAFOGO: Paulo Sérgio; Gilmar, Zé Eduardo, Gaúcho e Serginho; Rocha, Mendonça e Marcelo Oliveira (Jérson, intervalo); Édson, Mirandinha e Ziza (Revelles, 17 do 2ºT)
Técnico: Paulinho de Almeida

GRÊMIO: Leão; Uchoa, Vantuir, De León e Dirceu; China, Vilson Tadei, e Renato Sá; Tarciso, Baltazar (Éber 37 do 2ºT) e Odair (Bonamigo 30 do 2ºT)
Técnico: Ênio Andrade

Brasileirão 1981  – 1ª Fase – Grupo B – 7ª Rodada
Data: 07 de fevereiro de 1981, sábado, 17h00min
Local: Estádio Maracanã, Rio de Janeiro
Público: 17.161 pagantes
Renda: Cr$ 2.270.200,00
Árbitro: José de Assis Aragão – SP
Auxiliares: Carlson Gracie e Mário Leite Santos
Cartões Amarelos: Rocha, De León e Mirandinha
Gols: Baltazar 10, 16 e 23 minutos do 1º tempo; Mendonça 13 e 37 do 2º

Brasileirão 1985 – Grêmio 0x0 Bahia

January 5, 2021

Foto: João Onofrio (Zero Hora)

 

No Brasileirão de 1985, o Grêmio recebeu o Bahia em casa, estava liderando o grupo depois de 7 rodadas, mas não conseguiu sair do 0x0.

A grande atração da noite era Alejandro Sabella, que faria sua primeira apresentação no Olímpico, após estrear com a camisa do Grêmio contra o Cruzeiro no Mineirão.

O público presente foi terceiro maior  do Grêmio naquele Brasileirão, onde a média tricolor foi de 15.195 pagantes por jogo.

Interessante notar nos textos transcritos abaixo as menções as vaias que parte da torcida presente direcionou a Renato.

 

Foto: Gerson Schirmer (Zero Hora)

 

“GRÊMIO DECPECIONA, MAS AINDA É LÍDER
Time de Minelli se complicou muito num jogo onde era o grande Favorito

O consolo dos 20 mil torcedores que assistiram ao empate do Grêmio com o Bahia em O x 0, ontem à noite, no Estádio Olímpico é a liderança que o time ainda mantém (está ao lado do Atlético Mineiro com 11 pontos, mas com uma vitória a menos) no grupo A da Taça de Ouro. Fora disso, não havia mais nenhum motivo para comemorar porque a equipe realizou sua pior apresentação deste ano em Porto Alegre. Houve momentos em que os torcedores vaiaram — a Renato, por exemplo, aos 36 minutos do primeiro tempo — e até pediram a substituição do ponteiro-direito por Tarciso, num pedido que Minelli não tinha condições de atender, pois o jogador não estava no banco de reservas.

Desde o início, no entanto, a torcida demonstrava muita fé na equipe, especialmente no argentino Sabella, que centralizou as jogadas, procurou driblar e conseguiu boas faltas próximas à área. O problema é que o Bahia mostrou um bom esquema tático, que deixava claras as suas intenções — manter o empate a qualquer preço. Beneficiado pela falta de inspiração do adversário, o Bahia mereceu o 0 x 0 do primeiro tempo e voltou para o segundo com a mesma disposição, sem que o Grêmio soubesse como reagir. Minelli tentou uma modificação, tirando Ademir e colocando Osvaldo, expulso dois minutos depois junto com o lateral-esquerdo Miguel. Em tese, esse incidente deveria ajudar o Grêmio: haveria mais espaço no campo para o time que realmente tentava vencer, e Renato estava se livrando de um excelente marcador. Mas nada disso aconteceu e o Bahia até tornou-se mais eficiente nos contra-ataques.

No final, restou mesmo o consolo de que o time ocupa a primeira posição no grupo e uma constatação: é preciso melhorar muito para chegar ao título deste turno.” (Pedro Macedo, Zero Hora, 28 de fevereiro de 1985)

 

“MINELLI PEDE TEMPO PARA ACERTAR TIME
Técnico admite que há problemas de adaptação

O técnico Rubens Minelli considerou o segundo empate consecutivo do Grêmio (e o quinto neste Campeonato Nacional, como um resultado justo: “O Bahia veio a Porto Alegre para tentar o empate e conseguiu”. Depois lembrou que todas os times que participam desta Taça de Ouro são adversários de respeito:

— O nosso consolo é que ainda nos mantivemos na liderança. Mas eu quero dar os parabéns à torcida, que não nos vaiou. Todos precisam entender que o Grêmio ainda está tentando se armar. Há problemas de adaptação que certamente serão resolvidos na seqüência de jogos.

Minelli explicou que a substituição de Osvaldo por Valdo foi para dar mais força ao setor do meio de campo do time. ‘‘O Osvaldo tem faro de gol e é mais ofensivo do que o Valdo. Mas infelizmente esta substituição não deu em nada”, disse ele, lembrando a expulsão do jogador. Em seguida falou do argentino Sabella:

— É um jogador ofensivo e que sempre procura a área adversaria. Ele sabe fazer girar o jogo como poucos Mas o Sabella precisa de um melhor entrosamento com a equipe. Só então é que ganharemos maior qualidade. Ele deve melhorar com a seqüência de jogos” — explicou o técnico Rubens Minelli no vestiário.” (Zero Hora, 28 de fevereiro de 1985)

 

 

“OSVALDO: UMA EXPULÃO INCRÍVEL

A expulsão de Osvaldo no segundo tempo da partida contra o Bahia foi muito prejudicial ao esquema tático de Rubens Minelli. O meia-direita jogou apenas 2 minutos, depois de aquecer durante 12 minutos com o preparador físico Gilberto Tim. E ao deixar o gramado do Olímpico, Osvaldo reclamou da decisão do árbitro. Preferiu culpa-lo pela expulsão:

— É brincadeira. Fui apenas pegar e a Bola e ele (árbitro) me deu o cartão vermelho: É Brincadeira — explicou rapidamente o jogador, ao deixar o gramado, gaguejando muito.

Os outros jogadores, porém, queixaram-se apenas da retranca do Bahia: O argentino Sabella disse que o time baiano jogou os 90 minutos na defesa: “Eles vieram buscar o empate e conseguiram. Ficaram atrás, não nos deram espaço e acabaram anulando nossa força ofensiva”.

O lateral Casemiro explicou que o Grêmio não conseguiu mostrar seu futebol. Disse que o ponto ganho foi importante, mas e lembrou que a partida com o São Paulo, domingo, é decisiva: -“Precisamos faturar estes dois pontos de qualquer maneira“. (Zero Hora, 28 de fevereiro de 1985)

 

 

“Cotação

[…]

SABELLA -Primeiro tempo excelente: driblou, lançou e tabelou. Discreto no segundo. NOTA 6.

RENATO – Conseguiu uma jogada de linha de fundo. Mas irritou a torcida com seu individualismo e foi vaiado no primeiro tempo. NOTA 4.

[…]

OSVALDO – Conhece o árbitro paulista e expôs-se a uma justa expulsão dois minutos depois de entrar. NOTA 0. […] ” (Zero Hora, 28 de fevereiro de 1985)

 

 

 

GRÊMIO NÃO SAI DO EMPATE: OXO

Com uma atuação sofrível e muito pouca inspiração no meio de campo o Grêmio não conseguiu sair do empate em zero ontem a noite, em seu estádio, contra o Bahia. O time criou pouquíssimas situações e esteve confuso a maior parte do tempo. Minelli ainda tentou corrigir no segundo tempo colocando Osvaldo em lugar ao ineficiente Roberto César. Mas não adiantou, pois Osvaldo foi expulso. O 0x0 acabou sendo resultado justo.” (Pioneiro, 28 de fevereiro de 1985)

 

 

MINELLI DEVE MANTER A MESMA EQUIPE DOMINGO

Conhecedor profundo dos mistérios do futebol o treinador Rubens Minelli muitas vezes opta pelo silêncio antes dos jogos e de anunciar o time. Ontem, foi dia de folga geral no Olímpico, e foi no hotel onde se hospeda que comentou as atuações do Grêmio. De tudo que disse, pode-se concluir que a equipe tende a ser a mesma que começou o jogo contra o Bahia.

“O Roberto César não é culpado. O meio-de-campo é que não está chegando perto”, analisou Mas a modificação que poderia fazer para aumentar esta aproximação seria a entrada de Osvaldo, que não poderá jogar domingo, porque foi expulso quarta-feira. “Temos que prestigiar a equipe”, foi outra de suas frases, isto é, apesar do individualismo de Renato e da pouca eficiência objetiva de Ademir, ele ainda vai apostar mais uma vez no time. O coletivo de hoje pode ajudar a sanar as dificuldades.

O paulista Luís Fernando, por exemplo volta a treinar com bola amanhã, e à tarde, conforme for a reação do treino matinal, participa do coletivo Ele era o titular até o Gre-Nal, quando se lesionou e saiu do time para fazer tratamento. E Luís Fernando era o jogador titular no time idealizado por Minelli ainda quando Sabella não tinha condições de jogo, pois faz lançamentos longos e ajuda na marcação. “Dois estilos diferentes”, explica o treinador.

Tarciso também pode ser uma solução testada .No primeiro tempo do jogo contra o Bahia, a torcida gritou o seu nome, irritada com algumas jogadas do titular Renato. .Mas não será no ataque que .Minelli mudará. Tarciso fica como uma boa opção de banco.” (Pioneiro, 1º de março de 1985)

Foto: João Onofrio (Zero Hora)

Grêmio 0x0 Bahia

GRÊMIO: Mazaropi; Ronaldo, Baidek, Luis Eduardo e Casemiro; China, Valdo e Sabella; Renato Portaluppi, Roberto César (Luis Fernando Gaúcho) e Ademir
Técnico: Rubens Minelli

BAHIA: Roberto Bahia; Salvador, Estevam, Celso e Miguel; Sales, Toinzinho e Jorge Leandro; Róbson, Ronaldo Marques e Emo
Técnico: Paulinho de Almeida

Brasileirão 1985 – 1ª Fase – 1º Turno – 8ª Rodada
Data: 27 de fevereiro de 1985, quarta-feira, 21h30min
Público: 20.240 pagantes
Renda: Cr$ 100.401.000,00
Árbitro: Dulcídio Wanderley Boschilia (SP)
Auxiliares: Osvaldo Ramos e Antonio Lopo Carlos
Cartões Amarelos: Renato e Roberto Bahia
Cartões Vermelhos: Osvaldo e Miguel

Retrospectiva do Blog em 2020

January 1, 2021

Eu não sei o quanto faz sentido manter o blog atualizado nos tempos de hoje, que são dominados pela imediatidade e efemeridade das redes sociais. Contudo, aos trancos e barrancos, eu consegui manter alguma regularidade por aqui.

Certamente essa regularidade foi um tanto lacônica, infelizmente ando sem tempo e sem muita paciência para me aprofundar muito nos temas abordados. E alguns temas, como a política do clube, eu sequer abordei aqui em 2020.

De longe, o que eu mais gosto de fazer aqui é procurar resgatar momentos da história do clube. Mas a atividade de pesquisa ficou seriamente comprometida em razão da pandemia. Ainda assim, consegui publicar diversos posts com alguma relação histórica com os compromissos que o time teve ao longo da temporada. Ademais, fiz algumas breves séries sobre o Hexacampeonato Gaúcho de 1990, Gauchão de 1995, o Bi da Libertadores em 1995 e os 25 anos da campanha da Copa do Brasil de 1995.

Abaixo deixa lista de todos esses posts sobre jogos que publiquei em 2020, bem como outros posts sobre camisas e fardamentos:

 

Gauchão 1960

Gauchão 1960 – Inter 1×5 Grêmio

Gauchão 1960 – Aimoré 1×3 Grêmio

Gauchão 1960 – Grêmio 2×1 São José


Gauchão 1965

Gauchão 1965 – Brasil de Pelotas 0x1 Grêmio


 

Gauchão 1970

Gauchão 1970 – Grêmio 3×0 Ypiranga

Gauchão 1970 – Grêmio 4×1 Caxias


Brasileirão 1971

Brasileirão 1971 – Grêmio 1×1 Botafogo


Brasileirão 1972

Brasileirão 1972 – Ceará 0x0 Grêmio


 

Brasileirão 1973

Brasileirão 1973 – São Paulo 1×0 Grêmio


Brasileirão 1975

Brasileirão 1975 – Flamengo 1×0 Grêmio

Brasileirão 1975 – Corinthians 3×2 Grêmio


Brasileirão 1979

Brasileirão 1979 – Grêmio 4×1 Coritiba


 

Gauchão 1980

Gauchão 1980 – Pelotas 0x2 Grêmio

Gauchão 1980 – Caxias 1×3 Grêmio

Gauchão 1980 – Grêmio 0x0 Esportivo

Gauchão 1980 – Novo Hamburgo 0x1 Grêmio


Brasileirão 1981

Brasileirão 1981 – Goiás 0x0 Grêmio


Amistosos

Amistoso em 1982 – América de Cali 3 x 1 Grêmio

Amistoso em 1984 – América de Cali 1×1 Grêmio

Trofeo Ciudad de Valladolid 1985 – Universidad Catolica 2×2 Grêmio (U. Catolica 3×0 nos pênaltis)


 

Brasileirão 1983

Brasileirão 1983 – Sport Recife 2×2 Grêmio


 

Brasileirão 1984

Brasileirão 1984 – Atlético Paranaense 1×4 Grêmio


 

 

Brasileirão 1985

Brasileirão 1985 – Santos 1×1 Grêmio

Brasileirão 1985 – Grêmio 2×0 Inter


Brasileirão 1988

Brasileirão 1988 – Atlético Mineiro 1×0 Grêmio


 

Gauchão 1990

Gauchão 1990 – Grêmio 6×0 Novo Hamburgo

Gauchão 1990 – Grêmio 3×1 Juventude

Gauchão 1990 – Inter 0x1 Grêmio

Gauchão 1990 – Caxias 1×1 Grêmio

Gauchão 1990 – Grêmio 1×1 Caxias

Gauchão 1990 – Juventude 3×3 Grêmio

Gauchão 1990 – Grêmio 4×1 Inter

Grêmio Hexacampeão Gaúcho 1990


Copa do Brasil 1990

Copa do Brasil 1990 – Grêmio 1 x 1 São Paulo

Copa do Brasil 1990 – São Paulo 0x0 Grêmio


 

Brasileirão 1993

Brasileirão 1993 – Fluminense 0x1 Grêmio


 

Brasileirão 1994

Brasileirão 1994 – Grêmio 3×1 Fluminense

Brasileirão 1994 – Grêmio 2×1 Bragantino


 

Gauchão 1995

Gauchão 1995 – Pelotas 2×1 Grêmio

Gauchão 1995 – Grêmio 0x0 São Luiz de Ijuí

Último jogo com patrocínio da Coca-Cola – Gauchão 1995 – Guarani-VA 1×0 Grêmio

Gauchão 1995 – Juventude 2×1 Grêmio

Gauchão 1995 – Inter 1×1 Grêmio

Gauchão 1995 – Grêmio 2×1 Inter

Grêmio Campeão Gaúcho de 1995


 

Copa do Brasil 1995

Camisa que o Danrlei usou em Palmeiras 2×2 Grêmio na Copa do Brasil de 1995

Copa do Brasil 1995 – São Paulo 1×1 Grêmio

Copa do Brasil 1995 – Grêmio 2×0 São Paulo

Há 25 anos – Grêmio 1×0 Flamengo pela Copa do Brasil 1995

Há 25 anos – Corinthians 2×1 Grêmio no primeiro jogo da final da Copa do Brasil de 1995

Há 25 anos – Grêmio 0x1 Corinthians no segundo jogo da final da Copa do Brasil de 1995


 

Libertadores 1995

Libertadores 1995 – Olimpia 0x3 Grêmio

Libertadores 1995 – Grêmio 2×0 Olimpia

Libertadores 1995 – Grêmio 5×0 Palmeiras

Libertadores 1995 – Palmeiras 5×1 Grêmio

Libertadores 1995 – Emelec 0x0 Grêmio

Libertadores 1995 – Grêmio 2×0 Emelec

Libertadores 1995 – Grêmio 3×1 Atlético Nacional

Libertadores 1995 – Atlético Nacional 1×1 Grêmio


 

Brasileirão 1995

Brasileirão 1995 – Grêmio 2×1 Corinthians

Brasileirão 1995 – Grêmio 1×2 Goiás

Brasileirão 1995 – Bahia 1×0 Grêmio

Brasileirão 1995 – Grêmio 2×1 Vasco

Brasileirão 1995 – Grêmio 1×0 Sport Recife


 

Libertadores 1996

Libertadores 1996 – Grêmio 1×0 America de Cali

Libertadores 1996 – América de Cali 3×1 Grêmio


 

Copa do Brasil 1998

Copa do Brasil 1998 – São Paulo 2×0 Grêmio

Copa do Brasil 1998 – Grêmio 0x2 São Paulo

 


 

Gauchão 2000

Gauchão 2000 – Grêmio 1×0 Internacional

Gauchão 2000 – Caxias 0x1 Grêmio


Copa do Brasil 2001

Copa do Brasil 2001 – Grêmio 2 x 1 São Paulo

Copa do Brasil 2001 – São Paulo 3×4 Grêmio


 

Libertadores 2007

Libertadores 2007 – Grêmio 2×0 Santos

Libertadores 2007 – Santos 3×1 Grêmio


Médias de público

Médias de Público de Gre-Nais na Arena


 

Uniformes

Camisa Tricolor 2020

Como ficaria a camisa do Grêmio no modelo usado pela Umbro no Fluminense?

Camisa de manga longa x Malha térmica

As novas camisas de goleiro e o seu preço

Terceira Camisa 2020

Uniforme de treino do Bristol Bears

Mockups inspirados na camisa branca de 1994/1995

1995 – Três meias diferentes nas três finais em casa


 

Confrontos contra o São Paulo pela Copa do Brasil em Porto Alegre

December 23, 2020

Abaixo os links para os posts para todos os jogos que o Grêmio fez, em Porto Alegre, contra o São Paulo, pela Copa do Brasil:

Copa do Brasil 1990 – Oitavas – Ida – Grêmio 1×1 São Paulo

Copa do Brasil 1995 – Quartas – Volta – Grêmio 2×0 São Paulo

Copa do Brasil 1998 – Oitavas – Volta – Grêmio 0x2 São Paulo

Copa do Brasil 2001 – Quartas – Ida – Grêmio 2×1 São Paulo

Copa do Brasil 1998 – Grêmio 0x2 São Paulo

December 22, 2020

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

Nas oitavas de final da Copa do Brasil de 1998 o Grêmio recebeu o São Paulo no Olímpico precisando, no mínimo, devolver os 2×0 que tinha levado no Morumbi. Para isso a diretoria gremista esperava contar com o forte apoio da sua torcida, e assim a chamada para o jogo (imagem abaixo) fazia o chamado/previsão de 55 mil torcedores no estádio.

A torcida até compareceu em bom número (32 mil pagantes) mas isso não foi suficiente para obter a classificação. Fazendo dois gols cedo, o São Paulo repetiu o placar da ida e avançou para as quartas-de-final.

 

GRÊMIO ESCAPA DE GOLEADA NO OLÍMPICO
São Paulo fez 2 a 0 em 20 minutos e sempre teve o controle da partida que eliminou o time de Sebastião Lazaroni

Sabe aquelas noites em que você toma um banhozão de 45 minutos, se perfuma todo, veste a sua camisa xadrezinha que sempre faz sucesso e sai de casa todo pimpão, pronto para o romance mais efervescente do mundo com a morena de olhos amendoados? Sabe? E aí fura o pneu do carro, você se suja de graxa trocando, o macaco hidráulico cai no seu dedão, você chega atrasado, tropeça na entrada do bar, derruba o chope no colo da moça e ela começa a dar bola para o músico. Sabe? Sabe? Pois é. Aconteceu mais ou menos isso com o Grêmio ontem à noite, na derrota para o São Paulo por 2 a 0, que resultou na sua eliminação da Copa do Brasil.

Deu tudo errado para o Grêmio. Mas também é imperioso dizer que não foi por isso que o Grêmio perdeu o jogo. Não. Perdeu por uma outra razão, mais substanciosa: porque o São Paulo é melhor. O São Paulo tem mais time, mais calma, mais organização, melhores jogadores. O São Paulo tem um capeta no ataque, Denílson, um Garrincha canhoto. Ele sempre consegue dar o drible, sempre abre espaços na defesa, sempre é endemoninhado. O São Paulo tem um papa-léguas no lado esquerdo da defesa, Serginho, que, quando vai à frente não leva vantagem, atropela. O São Paulo tem dois homicidas frios no meio da área do inimigo, Dodô e França, que matam, sopram a fumaça da pistola e depois sorriem de lado.

E o Grêmio… O Grêmio não tem. Ou, antes, tem pouco. Tem só um atacante, Guilherme. Tem quase nenhuma inspiração. Tem poucos jogadores de marcação no meio-campo, mais especificamente um: Fabinho, um explorado que ontem corria para a esquerda, para a direita e se jogava aos pés dos adversários enquanto os outros assistiam ao jogo. Inclusive Goiano, que só se fez notar em campo ao ser expulso por jogada violenta, aos 42 minutos.

O que não faltou ao Grêmio ontem foi torcida. Os mais de 35 mil gremistas no Olímpico estavam prontos para a epopeia. Gritaram, gritaram, incentivaram o time. Mas, puxa, o cronômetro do juiz ainda não marcara 11 minutos e já estava 1 a O para o São Paulo. Alexandre chutou lá de longe, a bola nem foi tão alta assim, mas Danrlei falhou melequentamente. Foi um melo frango, coxa e peito.

O Grêmio bem que tentou. Pressionou sem inteligência, Tinga deu seus driblezinhos, houve uma seqüência de escanteios em alguns momentos, mas, olha, o São Paulo não estava nem aí. Jogou aos bocejos, tocando a bola com indiferença. Aos 20, França levantou a bola sobre a zaga do Grêmio para Dodô, que deu um lençol em Danrlei: 2 a 0. Depois, os paulistas esperaram o tempo passar vendo os jogadores do Grêmio correndo atrás da bola tão inatingível quanto à morena de olhos amendoados. Uma pena. Mas venceu o melhor.” (David Coimbra, Zero Hora, quarta-feira, 22 de abril de 1998)

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

 

“TRICOLORES
▣ O técnico Sebastião Lazaroni reconheceu a qualidade do São Paulo e rebateu as afirmações de que o grupo do Grêmio ainda carece de reforços. Lazaroni utilizara todos os titulares contra o Esportivo, amanhã, no Olímpico.

▣ Os dirigentes mantive-ram o mesmo discurso. O presidente Luiz Carlos Silveira Martins elogiou o São Paulo. O vice de futebol Marcos Herrmann até achou um lado positivo na eliminação: a folga no calendário.

▣ Denilson reclamou da violência do Grêmio. Ele deixou o campo sentindo uma pancada. Guilherme reagiu, acusando-o de provocações com ofensas e palavrões durante o jogo.

▣  Como a partida contra o Nacional será mesmo dia 29, a direção pretende jogar à tarde, pois à noite Brasil e Argentina se enfrentam no Maracanã.” (Zero Hora, quarta-feira, 22 de abril de 1998)

 

SÃO PAULO VENCE NO SUL E CONQUISTA VAGA

Da reportagem local –

O São Paulo garantiu classificação para as quartas-de-final da Copa do Brasil ao vencer o Grêmio ontem, no estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS), por 2 a 0.
Como vencera o primeiro jogo em São Paulo pelo mesmo placar, o time de Nelsinho Batista podia perder por um gol de diferença.
A partida, para o técnico são-paulino, serviu também como um teste para o time, que terá compromisso semelhante no próximo sábado, quando enfrenta o Palmeiras pela semifinal do Paulista podendo perder por um gol.
Nas quartas-de-final da Copa do Brasil, o São Paulo pega o Vasco.
O time gaúcho, empurrado pela torcida, tentou sufocar o São Paulo no começo da partida.
Entretanto, recorria apenas às bolas alçadas na área, para que o atacante Guilherme cabeceasse.
O São Paulo chegava melhor distribuído ao ataque. E no primeiro chute ao gol, abriu o placar.
Alexandre arriscou da intermediária, aos 10min, e marcou um belo gol, acertando o ângulo superior esquerdo do goleiro Danrlei.
O gol fez com que o Grêmio se abrisse mais e o São Paulo não demorou a ampliar.
Aos 19min, Dodô recebeu de França, ajeitou de cabeça e, percebendo Danrlei adiantado, encobriu o goleiro com um leve toque.
O time de Nelsinho Batista ainda teve duas chances claras para marcar no primeiro tempo.
Aos 33min, quando, após cruzamento de Serginho, França, da pequena área, cabeceou por cima.
E aos 38min, quando Dodô recebeu de França e, frente a frente com Danrlei, tocou para fora.
A melhor chance gremista aconteceu aos 32min, quando Guilherme recebeu dentro da área, passou pelo goleiro Rogério, mas teve a conclusão bloqueada por Capitão.
A situação ficou mais complicada para o time gaúcho quando o volante Luís Carlos Goiano foi expulso aos 40min, após carrinho por trás em Alexandre.
Mesmo assim, no começo do segundo tempo, Guilherme desperdiçou a melhor chance gremista para diminuir.
Aos 6min, após falha de Rogério na saída de gol para evitar cruzamento da direita, o atacante cabeceou, mas Capitão conseguiu desviar para escanteio.
Pouco depois, o meia-atacante Denílson foi substituído após se desentender com atletas rivais.
Ele teve que ser protegido por policiais no caminho para o vestiário para não ser atingido por objetos atirados da torcida.
Aos 29min, Tinga desperdiçou a última chance do Grêmio ao bater por cima do gol são-paulino.
França, aos 31min, teve oportunidade para ampliar mas bateu à esquerda do gol de Danrlei.
O São Paulo está contratando o zagueiro Marinho, que disputou o Paulista pelo Guarani.” (Folha de São Paulo, quarta-feira, 22 de abril de 1998)

 

“GRÊMIO LEVA 2 A 0 E ESTÁ FORA
Precisava vencer o São Paulo para seguir na Copa do Brasil. Levou dois gols ainda na primeira fase

O Grêmio está fora da Copa do Brasil. Precisava vencer por três gols de diferença e acabou perdendo de 2 a 0, ontem à noite, no estádio Olímpico, que recebeu mais de 35 mil torcedores. Desde 1990, o Grêmio não era eliminado tão cedo (2a fase) da competição.

Para um time que tinha a obrigação de atacar e marcar gols, não poderia ser pior o começo de partida do Grêmio. Nervoso, o time errou demais e, quando conseguiu organizar alguma jogada pelas extremas, teve em Roger e Dário duas inutilidades absolutas, com cruzamentos ridículos. O São Paulo também não conseguia acertar, parecendo sentir a pressão da torcida. Até que, aos 11 minutos, Alexandre dominou pelo meio, ajeitou a bola e chutou no canto direito, com Danrlei saltando tarde na bola: 1 a 0. O time e a torcida sentiram o golpe.

O nervosismo gremista aumentou. Os jogadores do meio de campo não se entendiam, enquanto o time paulista se mostrava cada vez mais perigoso nos rápidos contra-ataques. Aos 20 minutos, o estádio silenciou de novo. Dodô recebeu de França e, livre, esperou a saída de Danrlei para colocar a bola por cima e fazer 2 a 0. O Grêmio, que havia perdido de 2 a 0 no Morumbi, teria de marcar cinco gols para seguir na competição. Para complicar, Goiano foi expulso aos 41.

O Grêmio voltou mais tranqüilo no 2º tempo, conseguindo ao menos organizar jogadas ofensivas. Contudo, não teve sorte nas raras situações de gol que criou, e o resultado do 1O tempo foi mantido.” (Correio do Povo, quarta-feira, 22 de abril de 1998)

Foto: J.Ernesto (Correio do Povo)

Grêmio 0x2 São Paulo

GRÊMIO: Danrlei; Dário (Itaqui), Jorginho, Scheidt e Roger; Fabinho, Goiano, Tinga e Ronaldinho (Djair); Beto (Zé Alcino) e Guilherme
Técnico: Sebastião Lazaroni

SÃO PAULO: Rogério; Zé Carlos, Capitão, Márcio Santos e Serginho; Alexandre, Gallo, Fabiano (Edmílson) e Denílson (Marcelinho Paraíba); França e Dodô (Aristizabal)
Técnico: Nelsinho Batista

Copa do Brasil 1998 – Oitavas de final – Jogo de volta
Data: 21 de abril de 1998, terça-feira, 21h40min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 35.295 (32.256 pagantes)
Renda: R$ 322.389,00
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (FIFA/MG)
Auxiliares: Marco Antônio Machado e e Marco Antônio Martins (MG)
Cartões Amarelos: Tinga, Djair e Serginho
Cartão Vermelho: Goiano, aos 42 minutos do 1º tempo
Gols: Alexandre, aos 10 do 1º tempo e Dodô, aos 20 minutos do primeiro tempo

Copa do Brasil 1990 – Grêmio 1 x 1 São Paulo

December 21, 2020

Foto: José Doval (Zero Hora)

O primeiro confronto entre Grêmio e São Paulo pela Copa do Brasil aconteceu na edição de 1990. Pelas oitavas de final.

O Grêmio era o mandante mas, por uma interdição do Olímpico imposta pela FGF, foi obrigado a jogar no Beira-Rio (na partida anterior, pela última rodada do Gauchão, o Grêmio jogou a arquibancada superior do Olímpico fechada).

E sigo sem ter uma explicação de porque o Grêmio utilizou uma camisa sem o logo da Penalty.

Foto: Marco Aurelio Couto (Pioneiro)

 

RETRANCA DO SÃO PAULO VOLTA DO SUL COM EMPATE

Da Reportagem Local

Graças a um gol de bicicleta do centroavante Diego Aguirre e a um forte esquema defensivo, o São Paulo empatou em 1 a 1 com o Grêmio, ontem à tarde no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS), na primeira partida pela segunda fase da Copa do Brasil.

Os dois times voltam a jogar domingo, no Morumbi, em São Paulo. Quem vencer se classifica para a terceira fase. O São Paulo joga pelo empate em 0 a 0 por ter feito um gol no campo do adversário. Se a partida terminar novamente em 1a 1, a decisão da vaga será em cobranças de pênaltis. Empate em dois ou mais gols classifica o Grêmio.

O técnico uruguaio Pablo Forlan jogou com cinco jogadores no meio-campo no seu esquema 4-5-1. Pôde contar com o volante Flávio que, sem contrato, voltou atrás e aceitou jogar com um seguro de Cr$ 4 milhões. Vizolli (que terá seu contrato encerrado hoje) ficou no banco, ainda fora de forma física, mas entrou no final para segurar o resultado.

A muralha defensiva da São Paulo resistiu até os 27min do primeiro tempo. Após a cobrança de um escanteio, o zagueiro Wilson ainda teve de se abaixar para cabecear sem chances de defesa para o goleiro Gilmar. O Grêmio já poderia ter marcado num pênalti ignorado pelo juiz catarinense Dalmo Bozano. num toque de mio do zagueiro António Carlos na grande área.

A arbitragem também prejudicou o São Paulo. Logo em seguida ao toque de António Carlos, Caiu foi lançado nas costas da defesa gaúcha. O bandeirinha deu condições de jogo, mas o juiz marcou impedimento. No intervalo. Dalmo Bozano respondeu irônico à TV Bandeirantes sobre a sua má forma física. Perguntado sobre seu peso. disse: “Estou bem menos do que podia”.

Sem alterar seu esquema, o São Paulo conseguiu o empate no início do segundo tempo. Contou com a habilidade do centroavante uruguaio Diego Aguirre e com a falha de marcação da defesa do Grêmio. O volante Bernardo cabeceou para trás e Aguirre marcou de bicicleta, livre, na marca do pênalti, aos 4min.

O gol motivou o São Paulo a jogar no ataque. Cafu foi liberado para ter uma atuação mais ofensiva e teve duas chances para chegar à vitória. O Grêmio não conseguiu furar a retranca de Forlan e ainda esbarrou no goleiro Gilmar. Ele só cometeu uma falha ao tentar cortar um cruzamento em que o ponta Paulo Egidio cabeceou para fora.

Como o estádio Olímpico do Grêmio está interditado pela Federação Gaúcha para reformas em suas estruturas de concreto, o jogo foi realizado no Beira-Rio, do Internacional. Mantendo a rivalidade entre os dois clubes. o Inter cedeu o vestiário principal ao São Paulo. O Grêmio. apesar de mandante do jogo. ficou com vestiário do visitante.” (Folha de São Paulo, sexta-feira, 3 de agosto de 1990)

 

Foto: Claudir Tigre (Correio do Povo)

 

GRÊMIO EMPATA COM SÃO PAULO

O Grêmio não conseguiu superar o franco São Paulo ontem à tarde, no estádio Beira-Rio, pela Co­pa do Brasil, cedendo o empate em 1×1, depois de ter arrancado na fren­te. Agora, o hexacampeão gaúcho ficou em situação difícil, obrigado a vencer a partida de volta, no Morumbi ou empatar em 2×2, porque gol marcado fora vale dobrado na competição.

Embalado pela conquista do título­ regional, no último domingo, o tricolor começou determinado a buscar a vitória. No início do jogo, Nil­son foi atropelado pelo zagueiro Antônio Carlos dentro da área, num pênalti claro, não marcado pelo juiz, de péssima atuação. Mas aos 27min. Vilson aparou de cabeça a cobrança de escanteio, abrindo o placar. O time ainda desperdiçou outras oportu­nidades para liquidar o São Paulo no primeiro tempo.

Somente aos 37 min., o São Pau­lo levou perigo à defesa gremista. O centroavante Diego Aguirre, que já jogou no Inter, chutou forte, sur­preendendo Mazaropi, que fez gran­de defesa. Era o prenúncio das difi­culdades que viriam na etapa final. O tricolor paulista voltou mais disposto do intervalo e, logo aos 4min., o mesmo Aguirre marcou um lin­do gol, de bicicleta, aproveitando lançamento de Ivan. O São Paulo continuou atacando e o Grêmio, na tentativa desesperada de conseguir a vitória, quase acabou perdendo o jogo. O Grêmio empatou com Maza­ropi, Fábio, João Marcelo, Vilson e Hélcio, João Antônio, Assis e Caio, Darci, Nilson e Paulo, Egídio. Técni­co: Evaristo de Macedo. O São Pau­lo saiu satisfeito com o resultado conseguido por Gilmar, Zé Teodoro, Antônio Carlos, Ronaldo e Zigomar, Vizolli, Bernardo, Flávio e Carras­co, Cafu e Diego Aguirre. Técnico: Pablo Forlan.” (Folha de Hoje, sexta-feira, 3 de agosto de 1990)

GRÊMIO NO BEIRA-RIO CONTRA O SP

“O Grêmio pode ser obrigado a en­frentar o São Paulo, amanhã à tarde, pela segunda fase da Copa do Brasil, no estádio do Inter. É que a Federação Gaúcha de Futebol interditou o Olímpico, por causa das arquibancadas superiores, que trepidam, sempre que o público toma este setor.

Preocupada com um possível acidente, a FGF resolveu interditar, O Próprio Grêmio lacrou a área para o Gre-Nal, temendo pelo pior.

O Presidente do Grêmio, Paulo Odone Ribeiro, argumenta que a interdição não passa de uma represália por causa dos desentendimentos do clube com a entidade. Os dirigentes passaram a tarde de ontem, enfurnados em uma sala de reunião para decidir qual a medida que o clu­be vai adotar para contornar a situação.” (Folha de Hoje, 1º de agosto de 1990)

NO ESTÁDIO DO INTER, GRÊMIO X SÃO PAULO

 Os torcedores gremistas mais fanáticos podem até ficarem constrangidos por ter que ir ao Beira-Rio assistirem a seu time jogar não um Gre-Nal, mas uma partida da Copa do Brasil, hoje, às 17h, contra o São Paulo. O local do jogo foi mudado por causa da confusão criada com a interdição do Estádio Olímpico pelo presidente Rubens Hoffmeister, em represália às agressões verbais sofridas da parle do presidente gremista Paulo Odone.

O assunto do Estádio Olímpico (que realmente tem problemas, mas que já era do conhecimento da própria Federação e do clube, que nada fizeram antes), é passado em termos de futebol. O que importa ao torcedor é a bola rolando, com o Grêmio enfrentando o São Paulo pela 2ª fase da Copa do Brasil.

O técnico Evaristo de Macedo não terá mais os jogadores Cuca e Luís Eduardo, e ainda aguarda a condição de jogo do lateral-direito China. Na defesa, Vílson fará companhia a João Marcelo, enquanto João Antônio está cotado para a vaga do Cuca. O resto do time permanece o mesmo.

Já o São Paulo passa por uma completa reformulação, inclusive na comissão técnica, formada pelo treinador Pablo Forlan e um preparador físico uruguaio. Rebaixado no futebol paulista, mesmo tendo sido campeão em 89, o São Paulo apresenta poucos nomes conhecidos: o goleiro Gilmar e o atacante Diego Aguirre, ex-Inter, o lateral Zé Teodoro e o meio-campo Bernardo. O São Paulo, hoje, jogará por um empate, deixando para definir a vaga domingo, no Morumbi.” (Pioneiro, quinta-feira, 2 de agosto de 1990)

 

GRÊMIO JOGA À TARDE NO BEIRA-RIO

Hoje à tarde, a partir das 17 horas, Grêmio e São Paulo come­çam a decidir, na melhor de duas partidas, quem continua disputando as fases seguintes da Copa do Brasil. Por motivo da interdição do seu estádio pela Federação Gaúcha de Futebol, que alega falta de segurança, o Grêmio jogará a partida no estádio Beira-Rio, cedido pelo Inter.

Para o jogo de hoje á tarde, o téc­nico Evaristo de Macedo promove­ rá dois novos titulares: Vilson, no lu­gar de Luis Eduardo e João Antônio, no de Cuca, que foram vendidos pa­ra o Valladolid da Espanha na sema­ na passada. O Grêmio precisa vencer o jogo, para ,domingo no Mo­rumby, com um simples empate ficar com a vaga.

O São Paulo, chegou a Porto Ale­gre no finalzinho da tarde de ontem e não quis fazer reconhecimento do Beira-Rio, aguardando apenas a hora do jogo. A intenção dos paulistas é obter, pelo menos, um empate, deixando a decisão para o domingo, em casa.” (Folha de Hoje, quinta-feira, 2 de agosto de 1990)

 

Foto: Silvio Avila (Folha de Hoje)

Grêmio 1 x 1 São Paulo

GRÊMIO: Mazaropi; Fábio, João Marcelo, Vilson, Hélcio; Jandir, João Antônio, Darci (Caio) e Assis; Nílson, Paulo Egídio
Técnico: Evaristo de Macedo

SÃO PAULO: Gilmar Rinaldi; Zé Teodoro, Antônio Carlos, Ronaldão, Ivan; Bernardo, Flávio (Edmílson), Betinho (Vizolli), Cafu; Carrasco, Diego Aguirre.
Técnico: Pablo Forlan

Copa do Brasil 1990 – Oitavas de Final – Jogo de ida
Data: 02 de agosto de 1990, Quinta-feira, 17h00min
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre-RS
Público: 5.945 pagantes
Renda: Cr$ 1.696.200,00
Juiz: Dalmo Bozzano
Auxiliares: Getúlio Barreto De Souza e Delmo Tadeu Finger
Cartões Amarelos: Antônio Carlos, Bernardo, Flávio
Gols: Vilson, aos 27 minutos do 1º tempo; Diego Aguirre aos 3 minutos do 2º tempo

Libertadores 2020 – Santos 4×1 Grêmio

December 19, 2020

Foto: Alexandre Schneider (AFP)

O Grêmio entregou um gol em casa e entregou um gol fora. Dificilmente isso não sai caro em mata-mata de Libertadores. Dessa vez saiu MUITO caro.

É pouco provável que um gol marcado aos 11 segundos não altere a dinâmica da partida e o ânimo dos jogadores. Mas o fato é que o Santos já havia sido melhor na Arena e foi amplamente superior na Vila Belmiro.

Também é complicado tentar medir empenho/competitividade, mas a impressão que ficou foi a de que os Santistas estavam mais concentrados e mais bem dispostos no confronto. No segundo gol do Santos, vários atletas tricolores tiveram a oportunidade de fazer a falta e matar o contra-ataque, porém ninguém fez isso. Por outro lado, Guilherme Nunes levou amarelo por fazer falta dura quando o jogo já estava 3×0.

Em 2018 o Grêmio não teve Luan nos dois jogos e Everton em somente um tempo contra o River. Em 2019, Jean Pyerre e Leonardo Gomes ficaram de fora dos dois jogos contra o Flamengo. Em 2020, Jean Pyerre ficou fora do primeiro jogo, Maicon do segundo e Kannemann só atuou 45 minutos contra o Santos. As eliminações passam também pelos desfalques (e os desfalques ocorrem com alta frequência para um time que poupa atletas pensando justamente nos mata-mata de Libertadores).

O fato do Kannemann ter ficado no banco na Vila Belmiro está muito mal contado.

Foto: Alexandre Schneider (AFP)

Santos 4×1 Grêmio

SANTOS: John; Madson, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan (Wagner, 20’/2ºT); Alison (Laércio, 30’/2ºT), Sandry, Jobson (Guilherme Nunes, intervalo); Marinho (Jean Mota, 20’/2ºT); Kaio Jorge (Marcos Leonardo, 36’/2ºT) e Lucas Braga
Técnico: Cuca

GRÊMIO: Vanderlei; Orejuela (Victor Ferraz, 15’/1ºT), Geromel, David Braz (Churín, 31’/2ºT) e Diogo Barbosa; Darlan (Pinares, intervalo), Matheus Henrique; Luiz Fernando (Ferreira, 13’/2ºT), Jean Pyerre (Thaciano, 13’/2ºT) e Pepê; Diego Souza
Técnico: Renato Portaluppi

Libertadores 2020 – Quartas de final
Data: 16 de dezembro de 2020, quarta-feira, 19h15min
Local: Vila Belmiro, em Santos, SP
Árbitro: Wilmar Roldan (COL)
Assistentes: Wilmar Navarro e Dionisio Ruiz (COL)
VAR: Nicolas Gallo (COL)
Cartões amarelos: John, Guilherme Nunes, Pinares, Pepê e Diego Souza
Gols: Kaio Jorge, aos 11 segundos; Marinho, aos 15 minutos do 1º tempo; Kaio Jorge, aos 9 min, Thaciano, aos 35min, Laércio, aos 38min do 2º tempo

Brasileirão 1981 – Goiás 0x0 Grêmio

December 11, 2020

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

 

Na estreia do Brasileirão de 1981, o Grêmio foi a Goiânia e ficou no 0x0 com o Goiás. A escalação daquela tarde era um tanto diferente da fase decisiva da competição. De León só estrearia com a camisa tricolor na rodada seguinte e Tarciso estava negociando a renovação do seu contrato.

Essa foi a primeira vez que o Grêmio enfrentou o Goiás no Serra Dourada.

 

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

 

GRÊMIO TEVE UMA ESTRÉIA MUITO FRACA
O time mostrou erros em diversos setores e foi envolvido pelo Goiás

A estréia do Grêmio na Taça de Ouro foi decepcionante para os torcedores porque a equipe se apresentou completamente desorganizada, principalmente no meio-de-campo. O empate sem gols foi um prêmio injusto para a equipe de Ênio Andrade porque o Goiás dominou grande parte do jogo, criando várias chances de gol. Só não venceu porque Leão fez pelo menos três excelentes defesas, constituindo-se no melhor jogador da partida. Os reforços precisam ser imediatamente incorporados ao, time porque para uma equipe que pretende ser campeã do Brasil, o Grêmio tem só o desejo.

A desculpa do cansaço pela viagem à Argentina e a demora para chegar a Goiânia poderiam servir de justificativa se a equipe terminasse o jogo esgotada. Não foi assim: os erros do Grêmio foram táticos e técnicos do princípio ao fim do jogo. A equipe de Paulo Emílio impôs-se com um futebol rápido, de tabela, triangulações e bons deslocamentos. Exatamente o que faltava ao Grêmio.

No primeiro tempo ficou evidente o desentrosamento entre China, Plein e Renato Sá, pois entravam afoitos na jogada, erravam passes, eram driblados e permitiam o confronto direto dos meias-canchas do Goiás com a zaga ou os laterais. China ainda conseguiu melhorar um pouco quando saiu para jogar, mas Plein e Renato Sá foram péssimos.

As jogadas aconteciam pelo meio, facilitando o desarme por parte de Matinha, Paulo Roberto ou Luvanor. O Grêmio não teve saídas pelas laterais e Dirceu e Casemiro ficaram quase sempre na marcação e assim mesmo, driblados constantemente. Vantuir e Vicente, no choque direto levaram algumas desvantagens mas Leão estava lá atrás para garantir o empate.

REAÇÃO
O Goiás mostrou o bom trabalho de Nonoca, pela lateral direita, que além de marcar Odair, sempre apoiou com perigo. Argeu dominou Baltazar na base do empurrão e no choque, ficando Alexandre Neto na sobra. Marcelo teve pouco trabalho com Vergara porque este fez poucas jogadas. Paulo Roberto, em boas tabelas com Luvanor, mais os deslocamentos de Ramon e as jogadas de Marco Antonio pela direita foram os melhores.

Se no primeiro tempo o Goiás gastou energia jogando rápido, naturalmente cansou um pouco. Na etapa final permitiu uma reação do Grémio que passou a acionar mais Odair e Vergara, conseguindo quatro oportunidades em doze minutos. Mas houve falta de objetividade e conclusões ruins.

No primeiro tempo o Goiás teve cinco boas chances, principalmente com Paulo Roberto, Luvanor, Ramon e Nonoca. O Grêmio, apenas uma, com Plein, no final. Na segunda etapa, as conclusões mais perigosas foram do Goiás, que teve a melhor aos 21 minutos, quando Ramon, pelo meio (o centroavante Gerson Lopes foi substituído por César), driblou a zaga e na saída de Leão jogou para fora. Depois, aos 28, Luvanor obrigou Leão a uma bela defesa, repetindo uma jogada de perigo aos 43 minutos.

Ênio Andrade colocou Jurandir e Vilson Tadei aos 30 minutos, um pouco tarde para mudar o jogo. No Goiás, a entrada de Carlos Alberto no lugar de Paula Roberto, também pouco alterou o jogo. De qualquer forma ficou evidente que Ênio Andrade terá muito trabalho para arrumar uma boa equipe, que seja competitiva para poder chegar às finais.” (Júlio Sortica, Zero Hora, segunda-feira, 19 de janeiro de 1981)

 

“OPINIÃO: O Goiás fez ama partida extraordinária confirmando o bom prestígio que goza a nível nacional. Apático, o Grémio cedeu espaços consideráveis ao time da casa.” (Placar)

 

GRÊMIO 0X0 GOIÁS

Goiânia — Em jogo corrido e bem disputado, Goiás e Grêmio empataram de 0 a 0, ontem, no Estádio Serra Dourada O time goiano começou melhor, mas o Grêmio equilibrou a partida a partir dos 15 minutos iniciais, destacando-se a atuação de Leão, que em duas oportunidades evitou que o time gaúcho tomasse gol.

Na primeira, Ramon, depois de driblar vários jogadores, entrou livre e ficou sem ângulo para o chute. Na segunda, Luvanor tocou por cobertura, mas Leão, mesmo deslocado, pois a bola bateu num dos zagueiros, saltou para trás e tocou para escanteio.

O juiz Roberto Nunes Morgado, auxiliado por Jefferson de Freitas e Benedito Gonçalves. Renda de Cr$ 2 milhões 101 mil, com público pagante de 21 mil 632 pessoas.” (Jornal do Brasil, segunda-feira, 19 de janeiro de 1981)

 

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

 

ÊNIO ANDRADE RECONHECE AS FALHAS DA EQUIPE

O Grémio não realizou uma boa partida e foi dominado pelo Goiás em grande parte do tempo. E o treinador Ênio Andrade foi o primeiro a admitir as falhas da equipe, considerando-se por isso mesmo muito satisfeito com o empate que o clube conseguiu na estréia na Taça de Ouro. Bem que ele procurou corrigir alguns erros, como explicou depois do jogo:

— No intervalo orientei os jogadores, especialmente no meio-campo, para os problemas que enfrentamos e as causas. Do ponto de vista defensivo, nossa falha era dar muita liberdade ao Paulo Roberto, um jogador habilidoso. Além disso, o meio-campo não estava explorando o Odair com os lançamentos que ele sabe aproveitar tão bem. E no segundo tempo as coisas realmente melhoraram bastante.

Ênio Andrade admitiu também que as substituições feitas na equipe — Jurandir e Vilson Tadei entraram nas posições de Plein e Renato Sá — é que acabaram equilibrando a partida e reduzindo o domínio do Goiás. “Minha idéia foi colocar o Jurandir para melhorar a marcação e o Vilson Tadei para fazer a armação, pois o Plein e o Renato Sá estavam um pouco cansados”. E, na realidade, o pior problema do time foi mesmo as condições físicas deficientes, além das ausências de jogadores importantes:

— Não se pode esquecer que estamos sem dois jogadores extremamente úteis à equipe, o Tarciso e o Paulo Isidoro. E o time sente bastante. Na quarta-feira, jogando no Olímpico e já podendo contar com o Tarciso, tenho certeza que a equipe melhora muito, também Porque teremos três dias de descanso e de treinos.” (Júlio Sortica, Zero Hora, segunda-feira, 19 de janeiro de 1981)

 

 

“EROÍNO LEMBROU O CANSAÇO

Tanto o técnico Ênio Andrade como a maioria dos jogadores do Grêmio lembraram que o condicionamento físico foi o fator principal que prejudicou a atuação da equipe. Nessas condições, o preparador físico do clube é quem deveria estar preocupado mas Eroíno Machado sabia que os comentados sobre o condicionamento dos jogadores não significavam uma crítica ao seu trabalho:

— Todos sabem que enfrentamos problemas que alguns times não tiveram — explicou Eroíno. Começando pelo jogo que disputamos na Argentina e, para completar, as viagens que esgotam a todos e nos tiram tempo que poderia ser aproveitado para treinamentos. O Goiás, assim como muitos outros clubes, apenas treinaram em suas cidades, enquanto o Grêmio desgastou-se.

Eroíno garantiu que quarta-feira no Estádio Olímpico, o rendimento físico da equipe será bem melhor, assim como conseguiu lambem perceber algum progresso do primeiro para o segundo jogo do ano. “Para mim, o time esteve melhor aqui em Goiânia do que em Mar Del Plata e isso que aquela partida foi disputada à noite e hoje (ontem) os jogadores correram no sol e com uma temperatura de 35 graus. Quer dizer, se houve progresso nestas condições, vamos melhorar muito na próxima partida”. (Júlio Sortica, Zero Hora, segunda-feira, 19 de janeiro de 1981)

 

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

LEÃO VAI DISCUTIR HOJE A PROPOSTA DO INDEPENDIENTE

Foram quatro defesas difíceis em toda a partida disputada ontem no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, mas suficientes para transformar o goleiro Leão no melhor jogador do Grêmio. Em consequência, o time conseguiu passar sem derrota pelo seu primeiro jogo oficial deste ano, num resultado que todos consideraram satisfatório, já que o Grêmio ganhou um ponto sem chegar a merecer o 0 a 0.

Na saída do campo, Leão parecia um pouco contrariado: “Do ponto de vista pessoal eu estou realmente satisfeito — disse o goleiro — mas não se pode esquecer que mais importante é a atuação coletiva da equipe e ela não foi boa”. Leão justificou essa afirmação dizendo que “o Goiás teve mais consciência das dimensões do campo, correndo nos momentos certos, enquanto o Grêmio cansou um pouco, pois correu demais no primeiro tempo”.

Quando saía do gramado, Leão até ouviu a brincadeira do repórter João Garcia, da Rádio Gaúcha, que o lembrou de que sua atuação dispensava outros argumentos no encontro que terá hoje com o vice-presidente de futebol Rafael Bandeira dos Santos — nesse encontra Leão e Bandeira discutem a proposta do Independiente da Argentina: ou o goleiro e mesmo negociado ou recebe uma compensação financeira do Grêmio.

E a proposta do clube argentino é realmente excepcional Cr$ 49 milhões para o Grêmio, Cr$ 12 milhões de luvas para o goleiro que receberá ainda Cr$ 70 mil por jogo, Cr$ 1 milhão e 200 mil mensais, casa, telefone e um carro. Essa proposta será oficializada ainda nesta semana por Pedro Isso, presidente do Independiente, que viaja a Porto Alegre e tenta contratar Leão.” (Júlio Sortica, Zero Hora, segunda-feira, 19 de janeiro de 1981)

 

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

Goiás 0x0 Grêmio

GOIÁS: Amauri; Nonoca, Argeu, Alexandre Neto e Marcelo; Matinha, Paulo Roberto (Carlos Alberto Santos 35 do 2ºT) e Luvanor; Marco Antônio, Ramón e Gérson Lopes (César 15 do 1ºT)
Técnico: Paulo Emílio

GRÊMIO: Leão, Casemiro, Vicente, Vantuir e Dirceu; China, Plein (Jurandir 32 do 2ºT) e Renato Sá (Vilson Tadei 32 do 2ºT); Vergara, Baltazar e Odair.
Técnico: Ênio Andrade

1ª Rodada – 1ª Fase – Campeonato Brasileiro 81
Data: 18 de janeiro de 1981, domingo
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia-GO
Público: 21.632 pagantes
Renda: Cr$ 2.101.400,00
Juiz: Roberto Nunes Morgado – SP
Auxiliares: Jefferson de Freitas e Benedito Gonçalves
Cartões Amarelos: Paulo Roberto e Plein

Brasileirão 2020 – Grêmio 4×0 Vasco

December 7, 2020

Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Foto: Lucas Bubols (GloboEsporte)

Diego Souza abriu o caminho da vitória com dois gols típicos de centroavante (função que, curiosamente,  ele só passou a exercer após uma análise equivocada de Tite).

Antes disso a arbitragem anulou um gol do Grêmio por toque de mão de Vitor Ferraz. Essa marcação é questionável. Infelizmente a nova redação do livro de regras dá bastante margem pra isso. Consta na fl.112:Com objetivo de determinar com clareza as infrações de mão/braço, fica definido que o braço tem início na parte superior da axila, como está demonstrado na figura ilustrativa“. E a figura ilustrativa ajuda menos ainda. Contudo, uma vez que a imagem que aparecia no replay não era suficientemente esclarecedora, me pareceu correto manter a decisão do campo.

Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

 

Grêmio 4×0 Vasco

GRÊMIO: Paulo Victor; Victor Ferraz, Geromel, David Braz e Diogo Barbosa; Maicon (Darlan, 13’/2ºT) e Matheus Henrique (Thaciano, 27’/2ºT); Ferreira, Pinares (Lucas Silva, 13’/2ºT) e Pepê (Robinho, 34’/2ºT); Diego Souza (Churín, 13’/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

VASCO: Fernando Miguel; Miranda, Marcelo Alves (Ribamar, 20’/2ºT) e Leandro Castán (Ricardo Graça, intervalo); Léo Matos, Benítez, Marcos Júnior (Juninho, intervalo), Leonardo Gil, Talles Magno (Tiago Reis, 40’/2ºT) e Neto Borges; Gustavo Torres (Carlinhos, 20’/2ºT)
Técnico: Ricardo Sá Pinto

24ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2020
Data: 6 de dezembro de 2020, domingo, 16h00min
Local: Arena Grêmio, em Porto Alegre – RS
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Alex Ang Ribeiro (SP)
VAR: Marcio Henrique de Gois (SP)
Cartões amarelos: Diego Souza, Lucas Silva (Grêmio); Léo Matos (Vasco)
Gols: Diego Souza, aos 40 minutos do 1º tempo; Diego Souza aos 7 minuts do 2º; Ferreira, aos 9, e Lucas Silva (de pênalti), aos 47 minutos do 2º tempo