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A antecipação do horário do jogo contra o Náutico teria sido benéfica ou prejudicial?

July 8, 2022

A diretoria enviou uma solicitação à CBF para tentar adiantar o horário do jogo. A ideia era que a bola rolasse às 19h ou às 20h, pois o clube acredita que o horário e o frio de Porto Alegre nessa época do ano poderiam prejudicar a presença de público no estádio. Mas isso não foi aprovado pela CBF.” (Globo Esporte, 04 de julho de 2022)

 

Eu acho que o horário das 21h30min está longe de ser o ideal. Não entendo porque na atual grade televisiva praticamente só há dois horários nos jogos de meio de semana (19h e 21h30min). Ainda assim, confesso não ter compreendido muito bem a lógica por trás desse pedido feito pelo Grêmio. A justificativa do tempo frio me pareceu extremamente subjetiva. Diante disso, decido tentar analisar as médias de público da Arena. O resultado está na imagem abaixo.

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Dentro do universos de todos os jogos que o Grêmio realizou na Arena com torcida até hoje considerei apenas os jogos de Campeonato Brasileiro (Séries A e B). Separei os jogos realizados em dias de semana. E dividi os jogos de meio de semana entre os iniciados até às 20h e os iniciados após esse horário. Nesse levantamento, a média de público dos jogos mais tardios é levemente superior.

Não sei se essa diferença é tão significativo a ponto de justificar uma opção por parte da diretoria, mas diante deste números me parece que outros elementos além do “frio” deveriam ser considerados (como, por exemplo, o trânsito, que é algo mais concreto e mensurável).

Por curiosidade, tentei analisar os números do Olímpico. Num recorte semelhante (os últimos 300 jogos do Grêmio na Azenha) a média de público dos jogos iniciados mais cedo é um pouco superior.

É interessante notar que no caso dos jogos do Olímpico, foram 22 partidas iniciadas entre 20h30min e 20h45min, contra apenas duas partidas iniciadas às 20h30min na Arena.

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Brasileirão 1998 – Cruzeiro 0x2 Grêmio

May 7, 2022
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Foto: Estado de Minas/Zero Hora

No Brasileirão de 1998, o Grêmio venceu o Cruzeiro por 2×0 no Mineirão em partida da 1ª fase. Foi uma vitória importantíssima para o tricolor, que recém havia sido eliminado da Copa Mercosul pelo River Plate e iniciou esta rodada apenas 4 pontos acima da zona do rebaixamento. Depois disso o time comandado por Celso Roth venceu 4 do 5 jjogos restantes e consegui classificação para as quartas-de-final.

Ao que tudo indica o Cruzeiro optou por jogar de camisa branca em casa. Já havia feito isso antes contra América e Coritiba na mesma competição.

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Foto: Estado de Minas/Zero Hora

 

GRÊMIO VENCE NO MINEIRÃO E FAZ SUA MELHOR PARTIDA
Time de Roth faz 2 a 0 e praticamente escapa do rebaixamento

Defesa, meio-campo, ataque. Scheidt, Djair, Rodrigo Mendes. O Grêmio ontem teve destaques nos três setores do time. Logo, foi equilibrado. Logo, jogou bem. Logo, venceu. E venceu fora de casa, no Mineirão, a boa equipe do Cruzeiro,  por 2 a 0.  Com este resultado, o time de Celso Roth, soma 24 pontos e ocupa a 16ª posição na tabela de classificação, praticamente escapando do rebaixamento o até lutando por uma vaga entre os oito classificados.

Mais: se o centroavante Loco Abreu atravessasse uma fase melhor, o Grêmio talvez até goleasse o Cruzeiro. O time gaúcho foi sólido e inteligente. Danrlei fez grandes defesas. Verdade que ainda não corrigiu seu maior defeito, a saída de gol. Mas, sob as traves, foi perfeito. Itaqui, deslocado na lateral-direita, teve uma atuação tranqüila. Roger, na esquerda, passou algum trabalho com Alex Alves no começo. Depois, se estabilizou. No meio, Rodrigo Costa fez sua melhor apresentação desde que chegou ao clube, enquanto Scheidt foi matemático, preciso, desarmando os adversários, conduzindo a bola com calma e até marcando gol.

Essa atuação da defesa é explicável pela presença indefectível de Djair no meio-campo, feito um buldogue diante da área. Os zagueiros sempre tiveram cobertura, os laterais nunca ficaram sozinhos e os outros dois volantes, Goiano e Fabinho, não precisaram se estrebuchar fazendo faltas de uma lateral à outra. Para completar, Rodrigo Mendes voltou a mostrar que é um dos melhores jogadores do grupo jogou com habilidade, força, velocidade e marcou um gol.

Enfrentando um adversário tão bem arrumado, o Cruzeiro acabou encaixotado entre as intermediárias. Até os 35 minutos do primeiro tempo, o time mineiro só rondava a área do Grêmio. Aos 36, quem perdeu uma excelente oportunidade foi Loco Abreu, desperdiçando um ótimo cruzamento de Rodrigo Mendes. Aos sete do segundo tempo, foi a vez de Robert errar o gol. O Grêmio dominava a partida, era nítido que ia marcar. Marcou: aos 10, depois de um bate-rebate na área do Cruzeiro, Rodrigo Mendes chutou na trave, a bola foi recuperada pelos gremistas, Loco Abreu encostou para a sua direita e Rodrigo Mendes, desta vez, acertou: 1 a 0.

Do reservado, Roth gritou para que o time não recuasse muito. Os jogadores atenderam ao apelo do treinador. Rodrigo Mendes perdeu uma chance aos 21, Loco Abreu, sozinho com o goleiro, outra, aos 23, Itaqui aos 34 e, finalmente, aos 35, Scheidt aparou bem uma cobrança de escanteio e marcou o 2 a 0. O Cruzeiro, perturbado, ainda teve dois jogadores expulsos: Vágner e Alex Alves. O jogo terminou com a torcida mineira gritando olé contra o seu próprio time e o presidente Luiz Carlos Silveira Martins festejando à beira do gramado.” (Zero Hora, segunda-feira, 19 de outubro de 1998)

 

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Foto: Estado de Minas/Zero Hora

 

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GRÊMIO VENCE NO MINEIRÃO E FAZ SUA MELHOR PARTIDA
Time de Roth faz 2 a 0 e praticamente escapa do rebaixamento

Defesa, meio-campo, ataque. Scheidt, Djair, Rodrigo Mendes. O Grêmio ontem teve destaques nos três setores do time. Logo, foi equilibrado. Logo, jogou bem. Logo, venceu. E venceu fora de casa, no Mineirão, a boa equipe do Cruzeiro,  por 2 a 0.  Com este resultado, o time de Celso Roth, soma 24 pontos e ocupa a 16ª posição na tabela de classificação, praticamente escapando do rebaixamento o até lutando por uma vaga entre os oito classificados.

Mais: se o centroavante Loco Abreu atravessasse uma fase melhor, o Grêmio talvez até goleasse o Cruzeiro. O time gaúcho foi sólido e inteligente. Danrlei fez grandes defesas. Verdade que ainda não corrigiu seu maior defeito, a saída de gol. Mas, sob as traves, foi perfeito. Itaqui, deslocado na lateral-direita, teve uma atuação tranqüila. Roger, na esquerda, passou algum trabalho com Alex Alves no começo. Depois, se estabilizou. No meio, Rodrigo Costa fez sua melhor apresentação desde que chegou ao clube, enquanto Scheidt foi matemático, preciso, desarmando os adversários, conduzindo a bola com calma e até marcando gol.

Essa atuação da defesa é explicável pela presença indefectível de Djair no meio-campo, feito um buldogue diante da área. Os zagueiros sempre tiveram cobertura, os laterais nunca ficaram sozinhos e os outros dois volantes, Goiano e Fabinho, não precisaram se estrebuchar fazendo faltas de uma lateral à outra. Para completar, Rodrigo Mendes voltou a mostrar que é um dos melhores jogadores do grupo jogou com habilidade, força, velocidade e marcou um gol.

Enfrentando um adversário tão bem arrumado, o Cruzeiro acabou encaixotado entre as intermediárias. Até os 35 minutos do primeiro tempo, o time mineiro só rondava a área do Grêmio. Aos 36, quem perdeu uma excelente oportunidade foi Loco Abreu, desperdiçando um ótimo cruzamento de Rodrigo Mendes. Aos sete do segundo tempo, foi a vez de Robert errar o gol. O Grêmio dominava a partida, era nítido que ia marcar. Marcou: aos 10, depois de um bate-rebate na área do Cruzeiro, Rodrigo Mendes chutou na trave, a bola foi recuperada pelos gremistas, Loco Abreu encostou para a sua direita e Rodrigo Mendes, desta vez, acertou: 1 a 0.

Do reservado, Roth gritou para que o time não recuasse muito. Os jogadores atenderam ao apelo do treinador. Rodrigo Mendes perdeu uma chance aos 21, Loco Abreu, sozinho com o goleiro, outra, aos 23, Itaqui aos 34 e, finalmente, aos 35, Scheidt aparou bem uma cobrança de escanteio e marcou o 2 a 0. O Cruzeiro, perturbado, ainda teve dois jogadores expulsos: Vágner e Alex Alves. O jogo terminou com a torcida mineira gritando olé contra o seu próprio time e o presidente Luiz Carlos Silveira Martins festejando à beira do gramado.” (Zero Hora, segunda-feira, 19 de outubro de 1998)

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Foto: Estado de Minas/Zero Hora

 

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GRÊMIO DERROTA O CRUZEIRO E VOLTA A SONHAR COM UMA VAGA

O Grêmio praticamente afastou o fantasma do rebaixamento ao vencer, em grande estilo, o Cruzeiro por 2 a 0, ontem à tarde, no estádio Mineirão. Com os três pontos, subiu para o 12º lugar em aproveitamento e pode até sonhar com a classificação, principalmente se derrotar o São Paulo, quarta-feira, no Morumbi.

Com um esquema forte de marcação, bem montado por Celso Roth, o Grêmio soube controlar as principais jogadas do Cruzeiro. Djair e Fabinho apareceram com destaque. Mais à frente, Robert, com um toque de bola refinado, e Rodrigo Mendes, melhor jogador em campo. Tivesse o time um centroavante de qualidade em lugar do tosco Abreu, a vitória poderia ser até por goleada.

O Cruzeiro começou pressionando, mas o Grêmio contra-atacou sempre com perigo. Em escapadas rápidas de Rodrigo, Loco Abreu perdeu duas chances. Logo no começo do segundo tempo, ele desperdiçou outra ótima oportunidade. Aos 10 minutos, Abreu se recuperou ao dar o toque final para Rodrigo Mendes fazer 1 a 0. Aos 36, Scheidt, após escanteio, ampliou. Depois, Vágner e Alex acabaram expulsos.” (Correio do Povo, segunda-feira, 19 de outubro de 1998)

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Foto: Osmar Ladeia

Cruzeiro 0x2 Grêmio

CRUZEIRO: Dida; Ronaldo, João Carlos (Jean 21 do 1º tempo), Marcelo Dijian e Gustavo; Marcos Paulo (Marcelo Ramos 16 do 2º tempo), Ricardinho (Vágner 16 do 2º tempo), Djair e Valdo; Fábio Júnior e Alex Alves
Técnico: Levir Culpi

GRÊMIO: Danrlei; Itaqui, Rodrigo Costa, Scheidt e Roger; Djair, Fabinho, Goiano (Tinga 36 do 2º tempo) e Robert (Palhinha 21 do 2º); Loco Abreu e Rodrigo Mendes (Gavião 33 do 2º tempo)
Técnico: Celso Roth

Brasileirão 1998
Data: 18 de outubro de 1998, domingo
Local: Estadio Mineirão, em Belo Horizonte,MG
Publico: 24.791 pagantes
Renda: R$217.327,00
Árbitro: Reinaldo Ribas (RJ)
Auxiliares: Hilton Coutinho Rodrigues e Luiz Antonio Leitão
Cartões amarelos: Roger, Ricardinho, Danrlei, Guotavo, Fabinho e Palhinha;
Cartões Vermelhos: Vagner, 36 e Alex Alves, 38 do 2°
Gols: Rodrigo Mendes, aos 10, e Scheidt, aos 35 minutos do segundo tempo

Camisa Branca 2022

May 5, 2022

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No último dia 12 de abril, a Umbro lançou a nova camisa branca do Grêmio. A minha crítica em relação a essa camisa é muito similar a crítica que fiz em relação a camisa titular: A peça transmite muito uma idéia de preguiça/falta de inspiração por parte da Umbro. No caso da camisa reserva, entendo existir um agravante que é a desnecessidade de se lançar uma camisa branca todos os anos.

A gola parece uma mistura entre as golas das camisas titulares de 2021 e 2022. E eu fiquei com a impressão que a própria marca não levou muito fé nesse em azul  e preto nas laterais. Acho que isso poderia ser melhor explorado ou nem ser usado, partindo para uma camisa mais minimalista. Do jeito que está parece algo sem muito sentido.

 

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Uma possibilidade que me ocorreu foi a de repetir essa listra azul da lateral no restante da camisa, formando uma espécie de escada/V na parte inferior.

Abaixo, com duas versões de calção, tentando imitar um pouco do estilo dos calções da Umbro dos anos 1990 (como o do Tottenham de 1991)

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Uma outra versão, repetindo essa “escada” na altura do peito, indo para algo mais próximo a camisa reserva da Libertadores de 2009. Abaixo com um fardamento completo.

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Abaixo, uma versão tentando resgatar as listras da camisa branca de 1996, aproveitando o fato de que o corte nas mangas da atual camisa ter um ângulo parecido.

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Como comentei no post anterior, acho que uma camisa/fardamento azul teria muito mais serventia para o Grêmio. Acima uma versão invertendo o azul com o branco e abaixo uma versão em azul da camisa com degradê antes postada.

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Uma outra alternativa seria fazer uma camisa branca com o mesmo template das camisas de goleiro

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Série B 2022 – Grêmio 2×0 CRB

May 2, 2022

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Dessa vez o erro praticamente teve quase nenhuma consequência. Mas no aspecto conceitual o impedimento assinalado pelo VAR no segundo gol do Elias foi tão absurdo quanto aquele contra o Palmeiras no ano passado. Estão tentando atribuir a ferramenta uma precisão que ela não tem. Na melhor das hipóteses (só um jogador caminhando e câmera com 60 fps) a diferença entre cada quadro seria de cerca de 2,5 cm.

 

– Média de público do Grêmio na temporada:
17.611 (16.407 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Série B 2022:
21.296 (19.909 pagantes)

Como curiosidade, vale apontar que a média de público dos três primeiros jogos que o Grêmio fez com torcida na Série B de 2005 foi de 15.895 (11.941 pagantes). Cabe lembrar que naquele ano o clube tinha menos de 20 mil sócios (contra pouco mais de 60 mil sócios ao final do primeiro trimestre de 2022)

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Fotos: Luciano Maciel (Grêmio FBPA)

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GRÊMIO:Brenno; Rodrigo Ferreira, Geromel, Bruno Alves e Nicolas; Villasanti, Lucas Silva (Gabriel Silva, 22’/2ºT) e Bitello (Diogo Barbosa, 47’/2ºT); Elias (Campaz, 37’/2ºT), Diego Souza (Elkeson, 22’/2ºT) e Biel (Janderson, 37’/2ºT)
Técnico: Roger Machado

CRB : Diogo Silva; Reginaldo, Gum, Iago Mendonça eGuilherme Romão; Marthã (Wallace, 33’/ºT) e Yago; Raul Prata (Vico, intervalo), Gustavo Apis (Fabinho, intervalo) e Richard (Negueba, 23’/2ºT); Anselmo Ramon
Técnico: Marcelo Cabo

Série B 2022 – 5ª Rodada
Data:  30 de abril de 2022, Sábado, 16h30min
Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (FIFA-MG e Felipe Alan Costa de Oliveira (MG)
VAR: Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira (MG)
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre, RS
Público: 17.739 (16.394 pagantes)
Renda: R$ 633.555,00
Cartões amarelos: Yago, Negueba
Cartão vermelho: Nicolas
Gols: Elias, aos 14 minutos;, Bitello a 38 minutos do primeiro tempo; Elias aos 28 minutos do segundo tempo

Sobre a reunião do Conselho Deliberativo de 6 de abril de 2022

April 19, 2022

A ordem do dia da reunião do Conselho Deliberativo de 6 de abril de 2022 era a seguinte:

“- Em convocação ordinária:
1. Apreciar o relatório do Presidente do Grêmio;
2. Tomar conhecimento do parecer do Conselho Fiscal;
3. Tomar conhecimento do parecer da Comissão para Assuntos Econômico-Financeiros;
4. Julgar as contas do Conselho de Administração referentes ao exercício de 2021;
5. Eleger e empossar 02 (dois) Conselheiros Fiscais, com mandato de 03 (três) anos. A inscrição da chapa para o Conselho fiscal terá início dia 19/03 e findará em 25/03 e deve ser entregue diretamente no Conselho Deliberativo do Clube.
– Em convocação extraordinária:
1.    Homenagem Conselheira Ema Tereza Facchin Coelho de Souza”

De início foi feito a homenagem à Dona Ema, que fez um discurso de agradecimento sucinto, mas muito bonito, no qual ressaltou como se sentia realizada como gremista.

Em relação as contas de 2021, o presidente Romildo Bolzan fez uma rápida introdução, acrescentando que o ano de 2022 será “um desafio enorme” em razão da queda de receitas.  A apresentação do relatório do exercício de 2021 foi feita pelo CEO, Carlos Amodeo, que exibiu em slides um material um pouco mais amplo do que o publicado no portal de governança. Eu achei preocupante que houve uma queda de mais de 17% no número de sócios na comparação de com 2020, combinado com uma queda de quase 25% na arrecadação do quadro social (foi adiantado que houve uma leve recuperação no número de sócios no primeiro trimestre de 2022).

Após foi feita a leitura do parecer do Conselho Fiscal, no qual se afirmou que “os investimentos no futebol não vem refletindo na performance do time nas competiçõese do relatório da Comissão de Finanças, no qual é manifestada a preocupação com  “a qualidade do gasto executado em 2021“.

Quando a palavra foi colocada a disposição para manifestação do plenário um conselheiro (jubilado), discursou longamente, encerrando sua manifestação  dizendo que os demais deveriam aprovar as contas “com um voto de louvor“. Outro conselheiro fez manifestação semelhante, afirmando que o resultado apresentado era “para ser aplaudido“.  Simplesmente surreal. Eu acho que seria possível apontar para aspectos positivos nas contas de 2021 sem precisar usar de um discurso que beira o lunatismo. Da mesma forma, não me parece que o recorrente argumento de que “em anos anteriores se fez/se aprovou coisa pior”  seja algo que resulte em melhora/crescimento do clube.

Mas até aí dá pra considerar que esse tipo de coisa faz parte do processo democrático. Inaceitável foi a postura de um conselheiro que ficou resmungando, tentando interromper e/ou atrapalhar aos gritos, toda e qualquer manifestação minimamente crítica a gestão. Esse mesmo conselheiro já havia tomado atitude parecida em reunião anterior e a Mesa Diretora só pediu para ele ficar em silêncio quando a sessão se encaminhava pro fim.

Uma vez que o uso do vôos fretados foi uma das justificativas para os gastos elevados de 2021 eu perguntei se essa política seria mantida para a série B. O CEO respondeu dizendo que não, que o clube estava usando somente vôos comerciais e que estava buscando reduzir o máximo os gastos nas viagens. Da mesma forma, tendo em vista que em 31 de março foi enviado aos conselheiros uma “nominata atualizada dos conselheiros jubilados com direito a voto e a sua respectiva data de nomeação” eu questionei quando os nomes ali indicados foram ratificados pelo Conselho Deliberativo (conforme determina o §1º do artigo 63-A do Estatuto). O Presidente Biedermann esclareceu que esses nomes ainda não foram submetidos a ratificação pelo conselho.

Acho válido destacar algumas manifestações de conselheiros. O Conselheiro Eduardo Magrisso lembrou que o Grêmio evoluiu muito em termos de governança, mas alertou para o fato das reuniões de aprovação da suplementação e das contas de 2021 terem sido realizadas fora de prazo. O conselheiro Roger Ritter questionou sobre a previsão de apresentação dos trabalhos de uma consultoria sobre governança (sobre a qual os conselheiros responderam um questionário no início de 2021). O conselheiro Bruno Carvalho pediu maior atenção para as dificuldades que os torcedores que frequentam a arquibancada norte acabam sendo submetidos (baixo número de portões de acesso e a questão da biometria). O conselheiro Daniel Follmann afirmou que os conselheiros tem a prerrogativa de analisar os números de 2021 de maneira global. Afirmou que era possível fazer uma comparação com os gastos e consequentes resultados esportivos de outros grandes clubes brasieliros e por último perguntou se houvesse necessidade de suplementação orçamentária para 2022 quando ela seria submetida ao conselho. O presidente Romildo Bolzan afirmou que, em 2022, havendo necessidade será feita uma “readequação” ao longo da temporada.

Como já se sabe as contas foram aprovadas. Ao meu ver, a aprovação da suplementação, em dezembro, após a ocorrência dos gastos, de certa maneira significou uma aprovação antecipada das contas do exercício 2021. Como novamente não foi apresentada justificativa concreta para a demora na apresentação da suplementação, acabe sendo  um dos que votou contra a aprovação. Julgo válido dizer que uma minoria dos conselheiros que votou pela aprovação achou oportuno aplaudir o resultado da votação (o que pra mim é meio descabido).

– Achei interessante que o executivo de Marketing Beto Carvalho reconheceu, antes de fazer a sua apresentação, necessidade assumir um erro, pois considera que faltou uma conexão entre torcida e clube nos últimos anos.

– Eu diria que menos de 20% dos presentes estavam usando máscara. Nenhum dos vice presidentes e/ou diretores (que convivem com os atletas) estava de máscara.

Preciso dizer que tentei começar esse post diversas vezes.  Isso porque o sentimento em relação a falar e escrever sobre o conselho é muito parecido com sentimento de integrar o conselho: um exercício de total futilidade. A sensação é que tudo que é dito, que qualquer crítica ou sugestão feitas por conselheiros são completamente ignoradas. As coisas são decididas através de inúmeras outras relações. O fato de existir um órgão, de representação dos sócios, com prerrogativas e responsabilidades estabelecidas no estatuto é quase que encarado como uma inconveniência, um contratempo. Ainda assim, decidi escrever por duas razões: 1) pois já tinha assumido o compromisso (comigo mesmo) de tentar falar mais sobre o que acontece no conselho; 2) Na ínfima esperança de isso servir, de algum maneira, como alerta ou esclarecimento para quem pretende atuar dentro do conselho deliberativo.

Brasileirão 2001 – Ponte Preta 3×2 Grêmio

April 8, 2022
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Foto: Elcio Alves (Diário do Povo/Zero Hora)

 

No Brasileirão de 2001, o Grêmio foi derrotado pela Ponte Preta, em Campinas, em partida da 8ª rodada da competição.  Foi a quarta derrota em quatro jogos disputados até ali no campeonato. Apesar desse início claudicante, o tricolor conseguiu terminar a primeira fase na quinta posição.

 

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A QUARTA DERROTA FORA DE CASA

Poucas vezes tantas circunstâncias apontavam para derrota do Grêmio, como ontem, contra a Ponte Preta.

Com muitos desfalques, Tinga com dores musculares, Zinho chateado por não ter sido convocado e um adversário mordido por ter levado 4 a 0 do São Paulo, aconteceu o que estava escrito: o Grêmio perdeu a quarta fora de casa. Levou 3 a 2 e segue em 20° lugar.

Apesar dos desfalques, o Grêmio encontrou espaços no início do jogo. Conseguiu, inclusive, chegar mais ao ataque do que a Ponte. O problema foi o último passe, o arremate derradeiro. Aí, faltou qualidade. Assim, com o passar do tempo, a Ponte tomou conta das ações —muito mais pela fragilidade gremista do que por méritos próprios. Resultado: aos 21 minutos, Elivélton cruzou da esquerda, Marinho deixou a bola passar na sua frente e Macedo abriu o placar.

As mais graves mazelas enfrentadas em Campinas estiveram no ataque. Luís Mário e, especialmente, Rodrigo Gral, não retinham a bola na frente. Não fosse Zinho a segurar a bola, cavar faltas e acertar passes, e o Grêmio seria um apagão completo ontem. Na zaga, foi possível ter a dimensão do quanto dói não ter Galvão. Assustado, Gabriel abusou dos chutões.

No  segundo tempo, já com Itaqui no lugar de Rubens Cardoso, o Grêmio melhorou. Aos três minutos, Itaqui bateu falta no travessão. Aos sete, Gral completou cruzamento de Luís Mário e empatou. O árbitro anotou gol de Gral, mas a bola bateu no calcanhar do zagueiro antes de entrar. Tudo ia bem, até o Grêmio cansar.

Aos 18, Tinga cometeu pênalti, bem cobrado por Piá no ângulo direito de Danrlei. Aos 35 minutos, Washington bateu forte no canto, selando o placar. Luís Mário descontou aos 45, mas era tarde.

A nota lamentável foi Tinga. Ele avisou que a coxa esquerda lhe doía muito. Mesmo assim, foi escalado. No segundo tempo, mal conseguia correr. Quase ao final, a tristeza: mão na coxa e choro.

O Grêmio pode anunciar o reforço do atacante Fernando Baiano, ex-Corinthians. Mas Lucas e Aloísio, que estão na França, também são opções. Segundo o repórter Farid Germano Filho, da Rádio Gaúcha, de Campinas, o volante César Sampaio é outro que está perto de ser contratado.” (Zero Hora, quinta-feira, 30 de agosto de 2001)

 

TINGA ASSUME CULPA POR TER JOGADO

O drama de Tinga, que jogou com dores musculares e saiu de campo com estiramento no local, foi o tema dominante do vestiário derrotado do Grêmio no estádio Moisés Lucarelli.

O volante saiu de maca, chorando. Na véspera, avisara que sentia dores e temia transformá-las em lesão, como acontecera com Anderson Lima e Nenê. Agora, pode ser cortado da Seleção Brasileira que enfrenta a Argentina no dia 5 de setembro, em Buenos Aires, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.

– Tinga não deveria ter sido substituído, já que era visível não estar em condições no segundo tempo? – perguntaram a Tite logo no começo da entrevista coletiva, encerrada a análise da partida, de praxe.

A resposta foi dura. Tite começou um tanto bravo, mas sua prudência e educação habituais, na vitória e na derrota, registre-se, foram atenuando o tom de aspereza da explicação:

– O técnico o manteve porque não viu desta forma. Os médicos deram o aval, conversamos juntos e o jogador não reclamou de nada no intervalo.

Tinga disse que nada falou sobre não voltar para o segundo tempo, mas ressaltou que também ninguém lhe questionou sobre as dores na coxa.

– Tô sentindo muita dor. Tô triste. Tenho esperança que possa não ser grave. Venho entrando em campo com dores há algum tempo. Agora, os médicos dirão se terei condições de me apresentar à Seleção. Se alguém tiver culpa por isso, a culpa é minha. Quem entra em campo sou eu – afirmou Tinga.

Além dos sete machucados (Roger, Galvão, Anderson Lima, Nenê, Claudiomiro, Fábio Baiano e Renato Martins) ontem aconteceram mais três baixas. Tinga será avaliado hoje para ver se terá de ser cortado da Seleção. Itaqui, que voltava de lesão, saiu com o tornozelo inchado. Rubens Cardoso sentiu o joelho. Agora são 10 lesionados.” (Zero Hora, quinta-feira, 30 de agosto de 2001)

 

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Fonte: Revista Placar Edição nº 1.195 – 4 de Setembro de 2001

“GRÊMIO PERDE A 4ª FORA E TINGA DEIXA O GRAMADO MACHUCADO

Com a equipe desfalcada, o Grêmio não resistiu aos seus próprios erros e ao bom futebol da Ponte Preta e acabou perdendo de 3 a 2, ontem à noite, no estádio Moisés Lucarelli. Além de amargar nova derrota (a quarta no campeonato), o Grêmio terminou o jogo com mais três jogadores lesionados, entre eles Tinga, que pode até desfalcar a Seleção Brasileira.

A direção tricolor deve anunciar hoje a contratação do atacante Fernando Baiano, do Corinthians. O time comandado por Tite começou bem, criando situações de gol que, mais uma vez, não foram aproveitadas. A Ponte Preta também teve chances de marcar, até que aos 20 minutos, numa falha coletiva do sistema defensivo, Macedo marcou 1 a 0.

Rodrigo Gral, que parecia perdido no ataque, empatou aos 8min, do segundo tempo, aparando cruzamento de Luiz Mário, o melhor do time. A Ponte Preta, no entanto, estava superior em campo. Rubens Cardoso sentiu lesão muscular e foi substituído por Itaqui. Aos 18, Tinga cometeu pênalti em Piá, que bateu e converteu. A Ponte manteve o domínio. Aos 35, Washington, grande destaque do jogo, chutou forte de fora de área e ampliou para 3 a 1. Tinga, contundido, foi substituído por Rafael.

Depois, Itaqui caiu no gramado e deixou o Grêmio com dez em campo. Aos 40, Elivélton foi expulso ao acertar um pontapé em Luiz Mário. A resposta do veloz atacante gremista ocorreu aos 44 minutos, quando ele pegou rebote da zaga, driblou e chutou cruzado para fazer 3 a 2. Domingo, às 16h, o Grêmio enfrenta o Guarani no estádio Olímpico.” (Correio do Povo, quinta-feira, 30 de agosto de 2001, fonte: Grêmio Dados)

 

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Fonte: Revista Placar Edição nº 1.195 – 4 de Setembro de 2001

Médias de público do Grêmio no Gauchão – 2000/2022

April 6, 2022

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Como escrevi no post anterior, a média de  público do Grêmio no Gauchão 2022 foi
16.229 (15.093 pagantes).

Achei que seria interessante fazer um comparativo com as edições anteriores. Obviamente não inclui as partidas disputadas com portões fechados em decorrência do COVID em 2020 e 2021.

Também não considerei o jogo que o Grêmio fez como mandante fora de Porto Alegre, contra o Aimoré, no estádio do Vale em 2016, e contra Caxias e São Luiz, em Cidreira, em 2007. Incluindo estas partidas, a média de 2016 iria para 15.505 (13.901 pagantes) e a média de 2007 ficaria em 13.536 pagantes.

Gauchão 1962 – Floriano 0x0 Grêmio

March 5, 2022
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Foto: Folha Esportiva

 

No Gauchão de 1962, Floriano e Grêmio não saíram do 0x0 no estádio Santa Rosa, em jogo válido pelo 1º turno da competição.

A chuva que caiu na região metropolitana naquele dia deve realmente ter sido muito forte, uma vez que a partida entre Inter e Guarany de Bagé, marcada para o mesmo horário nos Eucaliptos, acabou sendo adiada.

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Foto: Folha Esportiva

FLORIANO X GRÊMIO FOI BEM À MODA PRÉ-ELEITORAL: JOGO SÓ FICOU NAS PROMESSAS

NOVO HAMBURGO – (De Ataíde Ferreira, nosso enviado especial) — Partidas como a que o que Grêmio e Floriano disputaram ontem, no Santa Rosa, fazem com que o cronista seja obrigado a voltar seus pensamentos o início da semana, até o momento da efetivação do embate. Apontado, com inteiro razão, como uma das pelejas mais interessantes da temporada, o choque entre anilados e tricolores prendia, com muita antecedência, as atenções do mundo esportivo gaúcho. Havia, de parte dos florianistas, a esperança de manter a a posição invejável na tabela de classificações, para os tricolores, a oportunidade para confirmar o triunfo categórico do domingo anterior, frente ao Flamengo.

Quando, porém, foram confirmadas as ausências de Giovani e Odon, no quadro de Novo Hamburgo, surgiu um “calafrio” no calor da torcida da Courocap. De outra parte, a família gremista passou a encarar o compromisso como “apenas um a mais”. Sem Giovani e Sem Odon o Flori no, que alicerçara suas atuações anteriores (no que tange a ataque) justamente nêsses dois elementos, dificilmente ameaçaria o quadro do Olímpico.

Mesmo assim o entusiasmo se foi acentuando a ponto de, com urna tarde chuvosa como a de ontem, levar ao Santa Rosa uma assistência extraordinária. Assistência que chegou, em sua maioria, nada menos do que de 3 horas antes do prélio.

Nunca, em época alguma, mesmo com o tempo como cenário de mau gosto, houve tanta preparação em tôrno de um cotejo reunindo tricolores e anilados. O palco estava armado, faltando apenas os artistas. E foi ai que o espetáculo, pelo muito que oferecia, que prometia, teve a sua parte negativa.

Floriano e Grêmio não andaram como se esperava. Tiveram, no balanço das ações, apenas um mérito: o espírito de luta, a vontade de jogar. No mais, foi um legitimo jogo em que a bola, “judiada”, castigada, andou de pé em pé sem um objetivo definido, sem o desejo, a vontade de goal.

Com um início meio a jato acabou, por fim, caindo. Não tanto em sua movimentação e sim no desacêrto. A etapa inicial foi mais do Grêmio, pela serenidade, já que Milton e Elton estiveram mais ou menos com uma produção equivalente a do domingo anterior. A defesa foi absoluta no confronto com o ataque anilado, que teve em Miguel um homem isolado, esporadicamente acompanhado por Carlinhos e Xameguinha.

E aí surgiu a outra realidade do gramado: a superioridade da defensiva dona da casa sôbre o ataque gremista. Foi tentada a mesma manobra do domingo anterior, com Vieira ficando e Milton avançando (outras vezes o próprio Elton). E que fêz o Floriano? A coisa mais simples. Luiz Engelke ordenou a Rui a tarefa de policiar Milton (ou Gessi, nos deslocamentos) cabendo a Odir a tarefa de policiar Vieira, que foi mais meia cancha, nesta fase, do que homem de frente. Paralelamente, surgiu aquela modalidade já batida, surrada e raramente de resultados positivos:. bola cruzada, de um lado ou outro, para a área. Altino foi o dono absoluto, na primeira etapa, das antecipações. Ganhou tôdas, no miolo da área. E convenhamos, cruzar a pelota pelo alto, com cancha molhada e bola mais molhada ainda, só mesmo contra uma defesa de “anões”.

O Floriano, é verdade, não incorreu nesse erro mas, de qualquer forma, não teve um ataque capaz de vencer a segurança dos laterais, por onde foram tentados as Valério e Mourão não permitiram muita liberdade aos homens que tiveram pela frente. Aos arqueiros, logicamente, sobrou pouco no primeiro tempo. E ai está a motor prova do domínio absoluto das retaguardas sôbre os ataques.

A fase final, tal como a primeira, teve um começo que pareceu pender para os visitantes. Marino, com boa velocidade, passou a ser explorado mais pelo miolo, trocando com Ivo Diogo. A tentativa de Ênio Rodrigues teve sua razão principal no fato de Marino parecer melhor. adaptado ao terreno molhado. Mas o efeito não foi, para os tricolores, o desejado, já que a linha de zagueiros manteve o mesmo ritmo, aliviando com autoridade. Vieira, que poderia ser outra solução indo à frente, também não deu ponto. Rui, seu marcador, acabou dominando inteiramente ao catarinense. Com isso, cresceu o Nadir e Ica, mais preocupados, na primeira fase em marcar, passaram a jogar, a acionar o ataque, invertendo os papéis, Por outro lado, a entrada de Odon na direita veio dar mais mobilidade e também mais personalidade à vanguarda. Como excelente ponteiro que é, o ex-Taquarense começou a usar, com autoridade, suas principais virtudes (principalmente para cancha pesada): velocidade e reflexão espantosa nas corridas com a bola. Pela facilidade de conduzir o couro, de soltá-lo ou prendê-lo conforme a necessidade do momento. Odon aplicou nada menos de cinco cortes espetaculares cm Mourão, obrigando o excelente lateral do primeiro tempo a “sarrafá-lo”. Depois, com habilidade, pois viu que o juiz já, se preparava sempre que Mourão ia no lance, atirava-se ao solo, provocando pelo menos duas faltas que não existiram. Certo ou não, para o Floriano os resultados foram benéficos, A preocupação passou a ser dupla.

Xameguinha, apenas lutador no primeiro tempo, passou a jogar mais livre, quase sempre correndo ao lado de Odon, a espera do passe ou da cruzada. Para completar, Miguel usando a cabeça (para jogar), com campo livre, foi um companheiro ideal paro Ica, e Nadir, pois quando via a possibilidade de perigo para suas caminhadas, recuava, facilitando, com isso, as investidos de um seus companheiros de meia cancha. Uma espécie de réplica da manobra do Grêmio, no primeiro período.

Por vêzes, houve expectativa de goal. Mas ficou apenas nisso. Os homens de área do Grêmio tiveram autoridade suficiente para evitar, que os ataques sequer se aproximassem da área para as conclusões. E quando o Floriano, ante a impossibilidade de vencer Airton e Ortunho no corpo a corpo, tentou pela esquerda, encontrou, um Valério com grande personalidade, voltando a confirmar que valeu os milhares de cruzeiros gastos com a sua aquisição.

Como observaram os leitores, sobrou pouco, muito pouco mesmo, de uma partida que se antecipava como um dos grandes espetáculos do atual campeonato. E o público, principalmente o gremista, deixou o Santa Rosa intrigado, mais uma vez, com as reais possibilidades de seu onze. Os anilados mais alegres do que tristes, pois esperavam a derrota com a ausência de Giovani, puderam saborear um empate que chegou a parecer impossível antes do cotejo. Para a época de eleições, a partida esteve à altura: prometeu muito mas cumpriu muito pouco.” (Ataíde Ferreira, Folha Esportiva, segunda-feira, 16 de julho de 1962)
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“GRÊMIO E FLORIANO BAIXARAM PARA O TERCEIRO POSTO: MARCADOR EM BRANCO NO ´SANTA ROSA`!

[…]  Muito embora as chuvas que se fizeram sentir desde às primeiras horas da tarde, transformando o gramado do “Santa Rosa”, num lodaçal e quase impraticável para o futebol, pois o relvado tornou-se escorregadio, não permitindo que o espetáculo futebolístico fosse dos mais brilhantes […]“(Jornal do Dia, terça-feira, 17 de julho de 1962)

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Foto: Folha Esportiva

 

FLORIANO FOI MAIS EQUIPE E GRÊMIO PERDEU NÔVO PONTO!

[…] A verdade, no entanto, é que o gramado encontrava-se algo impraticável tanto para os gremistas como para Florianistas – Acreditamos que em condições normais outro talvez fosse o resultado do jôgo e sem dúvida outra fosse a conduta dos dois bandos. […](Diário de Notícias, terça-feira, 17 de julho de 1962)

 

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Foto: Folha Esportiva

Copa do Brasil 2022 – Mirassol 3×2 Grêmio

March 2, 2022

A derrota gremista foi inapelável. O time tricolor jogou menos que o Mirassol e não conseguiu o empate que lhe daria a classificação mesmo tendo jogado por quase meia hora com um jogador a mais e tendo marcado um gol em impedimento não visto pela arbitragem.

De todos os envolvidos, certamente Roger é quem menos tem culpa pelo momento do Grêmio. Mas ficou difícil de entender porque ele optou por Thiago Santos como substituto de Villasanti

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Fotos: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

MIRASSOL: Darley; Rodrigo Ferreira, Thalisson, Lucão e Pará; Oyama, Neto Moura, Fabrício Daniel (Edinei, 23’/2ºT), Camilo e Negueba (Fabinho, 25’/1ºT); Zeca (Rafael Silva, 38’/2ºT)
Técnico: Eduardo Baptista

GRÊMIO: Brenno; Orejuela, Geromel, Bruno Alves e Nicolas; Thiago Santos (Lucas Silva, 39’/2ºT), Bitello (Diego Churín, 20’/2ºT) e Gabriel Silva (Benítez, 13’/2ºT); Janderson (Campaz, 20’/2ºT), Diego Souza e Rildo (Elias, 13’/2ºT)
Técnico: Roger Machado

Copa do Brasil 2022 – Primeira Fase
Data: 1º de março de 2022, terça-feira, 21h30min
Local: Estádio José Maria de Campos Mais, em Mirassol, SP
Árbitro: Ramon Abatti Abel (SC)
Assistentes: Ivan Carlos Bohn e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)
Cartões amarelos: Luís Oyama e Fabrício Daniel; Janderson e Geromel
Cartão vermelho: Camilo (Mirassol)
Gols: Camilo, aos 4min, Diego Souza, aos 19min, Bruno Alves, aos 22min, e Fabrício Daniel, aos 29min, do 1º tempo; Fabinho, aos 8min do 2º tempo.

Gauchão 2022 – Grêmio 2×1 Caxias

January 28, 2022

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Há diversas razões para se lamentar o gol mal anulado diante do Palmeiras. Uma delas é a injustiça com o Elias. Ainda bem que ele segue fazendo os seus gols.

Achei interessante a resposta do Presidente Romildo Bolzan (a uma pergunta de Lucas Dias da Rádio Grenal) sobre a questão do relacionamento com a torcida e preço dos ingressos. A postura de agora é bem diferente da mostrada na última reunião do Conselho Deliberativo, quando ele ironizou (e/ou se mostrou bem impaciente) com os conselheiros que reclamaram da falta de uma promoção de ingressos para o fatídico jogo contra o Sport Recife

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Fotos: Everton Silveira (Grêmio FBPA)
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Grêmio 2×1 Caxias

GRÊMIO: Felipe Scheibig; Felipe, Ericson, Heitor e Guilherme Guedes; Jhonata Varela e Bitello (Gazão, 32’/2ºT); Vini Paulista (Matheus Frizzo, 24’/2ºT), Pedro Lucas e Rildo (Guilherme Azevedo, 24’/2ºT); Elias (Wesley, 17’/2ºT)
Técnico: Cesar Lopes

CAXIAS: Marcelo Pitol; Marcelo, Rafael Dumas, Thiago Sales e Rennan Siqueira (Jonathan, 27’/2ºT); Amaral e Davi Lopes (Vidaletti, 38’/2ºT); França, Renan Oliveira (Diogo Sodré, 17’/2ºT) e Matheuzinho (Willian, 17’/2ºT); Giovane Gomez (Batista, 17’/2ºT)
Técnico: Rogério Zimmermann

Gauchão 2022 – 1ª Rodada
Data: 26 de janeiro de 2022, quarta-feira, 19h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 3712 (3123 pagantes)
Renda: R$ 1.264.98,00
Árbitro: Leandro Vuaden
Assistentes: Michael Stanislau e Otavio Legramanti
Cartões amarelos: Davi Lopes (Caxias)
Gols: Elias Manoel, aos 32 minutos do primeiro tempo; Elias Manoel (de pênalti) aos oito minutos do segundo tempo e Heitor (gol contra) aos 29 minutos do segundo tempo