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Gauchão 2019 – Grêmio 0x0 Inter (Grêmio 3×2 nos pênaltis)

April 22, 2019

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Foi um Gre-Nal típico. Pegado, tenso, discutido, com poucas oportunidades. Odair Hellmann escalou Pottker para ajudar a fechar o lado direito da sua defesa, e assim tratou de esperar o Grêmio. E o tricolor tinha a iniciativa, mas só ameaçava em chutes de fora da área e eventuais arrancadas de Everton.  O jogo foi desenvolvendo dessa forma (com eventuais situações de bola parada) até os 26 minutos do segundo tempo, quando Cortez caiu na área após ter seu calção puxado por Guilherme Parede.  A penalidade foi marcada, houve muita catimba e Lomba defendeu a cobrança de André. Esse lance alterou a dinâmica da partida. O Grêmio sentiu e o Inter se animou, mas 0x0 não saiu do placar. Nos pênaltis, Paulo Victor defendeu três das cinco cobranças coloradas e garantiu a permanência do (horroroso) troféu na Arena.

O pênalti foi bem marcado. Puxar o calção é falta. A regra fala em infração quando o jogador “segurar (agarrar) um adversário”. Não há qualquer referência a intensidade/força do puxão. É óbvio que o pênalti só foi marcado porque havia o recurso do VAR.  E realmente parece que o VAR irá mudar a forma como os jogadores atuam na defesa.

 

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Esse foi o maior público pagante de uma final de Campeonato Gaúcho com mando do Grêmio  desde 1989.

– Média de público do Grêmio na Arena na temporada:
23.342 (21.213 pagantes)

– Média de público do Grêmio no Gauchão em 2019:
21.502 (19.437 pagantes)

– Média de Público de todos Gre-Nais disputados na Arena:
44.844 (41.647 pagantes)

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Fotos: Eduardo Moura e Eduardo Deconto (Globo Esporte), Ricardo Duarte (S.C. Internacional)

Grêmio 0x0 Inter

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Cortez; Maicon (Michel, 35’/2ºT), Matheus Henrique, Alisson (Diego Tardelli, 38’/2ºT), Jean Pyerre (Luan, 15’/2ºT) e Everton; André
Técnico: Renato Portaluppi

INTER: Marcelo Lomba; Zeca (Camilo, 38’/2ºT), Rodrigo Moledo, Cuesta e Iago (Rafael Sobis, 52’/2ºT); Rodrigo Dourado, Edenilson, Patrick, Pottker (Parede/int.) e Nico López; Paolo Guerrero
Técnico: Odair Hellmann

Gauchão 2019 – Final – Jogo de volta
Data: 17 de abril de 2019, quarta-feira, 21h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre
Público: 51.003 (47.759 pagantes)
Renda: R$ 2.960.606,00
Árbitro: Jean Pierre Lima
Auxiliares: Rafael da Silva Alves e Lúcio Flor
Cartões amarelos: Kannemann, Michel; Cuesta, Rafael Sobis, Patrick, Pottker, Parede, Guerrero
Cartão vermelho: D’Alessandro (no banco de reservas)
Disputa de Pênaltis: Camilo (errou), Tardelli (converteu), Sobis (converteu), Everton (errou), Guerrero (converteu), Matheus Henrique (converteu), Cuesta (errou), Michel (errou), Nico Lopez (errou) e André (converteu)

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Médias de públicos de finais do Gauchão com mando do Grêmio

April 17, 2019

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Fiz um levantamento dos públicos das finais do Gauchão da década de 90 para cá. Na semana passada publiquei a média de público nas finais com mando do Inter. Hoje publico as médias das finais com mando tricolor, que é de 34.868 pagantes.

Vale lembrar que em 1990, 1993 e 1994 a fórmula de disputa não previa uma final. Em alguns anos a final envolvia uma melhor de três jogos, casos em que eu só considerei um jogo por mandante.

Isolando apenas as finais com Gre-Nais, a média de público em finais com mando do Grêmio é de 35.939.

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Gauchão 2019 – Inter 0x0 Grêmio

April 15, 2019

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O Gre-nal do jogo de ida da final do Gauchão 2019 foi um jogo relativamente aberto (para os padrões do clássico). O Grêmio foi um pouco melhor do início até mais ou menos a metade do primeiro tempo e o Inter conseguiu um maior domínio no segundo, mas nenhuma das equipes teve brilho/capricho para aproveitar esses períodos de superioridade.

Assim como aconteceu nos Gre-Nais jogados no Beira-Rio no ano passado, o Grêmio usou a meia do uniforme  azul de goleiro da temporada 2017.

O público desse domingo foi o segundo maior das finais de Gauchão com mando do Inter nos últimos 29 anos.

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Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net), Itamar Aguiar (Terra)

Inter 0x0 Grêmio

INTER: Marcelo Lomba; Zeca, Moledo, Cuesta e Iago; Rithely (Rodrigo Lindoso, 18/2ºT); Edenilson, Patrick, D’Alessandro (Parede, 22/2ºT) e Nico López; Guerrero (Rafael Sobis, 40/2ºT).
Técnico: Odair Hellmann

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Cortez; Matheus Henrique e Maicon (Michel, 19/2ºT); Alisson (Diego Tardelli, 26/2ºT), Jean Pyerre e Everton; André (Pepê, 42/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

Gauchão 2019 – Final – Jogo de ida
Data: 14 de abril de 2019, domingo, 16h00min
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre-RS
Público: 45.209 (40.567 pagantes)
Renda: R$ 2.332.686,00
Arbitro: Leandro Vuanden,
Auxiliares: Elio Nepomuceno Junior e José Eduardo Cauza
Cartões amarelos: Iago, Lindoso, Nico López, Sobis; Michel e André (G)

Gauchão 1999 – Final – 1º Jogo – Inter 1×0 Grêmio

April 14, 2019
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Foto: Julio Cordeiro (Zero Hora)

No primeiro jogo (dos três) das finais do Gauchão de 1999, o Inter largou com uma vitória no Beira-Rio graças ao gol do zagueiro Gonçalves.

Por falar em zagueiro é válido ressaltar que os dois times zaatuaram no 3-5-2.

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Foto: Sílvio Avila (Zero Hora)

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Foto: Sílvio Avila (Zero Hora)

“VENCEU QUEM QUIS JOGAR

O Gre-Nal vencido pelo Inter por 1 a O, ontem à tarde, não foi o jogo do Grêmio contra o Inter Foi o jogo do Inter. O Inter foi o protagonista da partida. O Grêmio entrou em campo como discreto coadjuvante. Condição, por sinal, proposta pelo próprio Grêmio, que foi ao Beira-Rio com um esquema tático retrancado com o qual jamais jogou ou sequer treinou.

O técnico gremista, Celso Roth, escalou o time com três zagueiros, Ronaldo Alves, Scheidt e Eder. Um deles, Éder, com a missão exclusiva de marcar Fabiano. Não foi mal Eder, mas, como estava sempre no mano-a-mano com o ponteiro colorado, enfrentou dificuldades oceânicas. Fabiano foi o melhor atacante do Inter e, quando substituído por Almir, no segundo tempo, saiu sob o brado da torcida:
– Uh. Fabiano! Uh. Fabiano!

Christian também não jogou mal, embora tenha colidido com a eficiente marcação de Ronaldo Alves.

Essa estratégia, em tese, serviria para liberar os laterais Marco Antônio e Roger. Só que Roger esteve apático, parecia deprimido, e Marco António… bem, foi corno se não houvesse Marco Antônio.

Soltos e agudos estavam mesmo eram os laterais do Inter. Enciso menos, por ter que parar o voluntarioso Cleison, que caía pelo seu setor. Mais Elivélton, o melhor em campo, que passou o tempo todo ingressando peio setor onde devia estar Marco Antônio.

Como o Grêmio estava acantonado e trêmulo diante da sua área, não se aproveitou das precariedades do meio-de-campo do Inter, lá onde o afoito Claiton era, exatamente, afoito, e Dunga se atrapalhava com a bola, fazendo-a sair feito um caroço de abacate do seu pé, sempre que sob meia-pressão. A bola que voou perfeita, alçada por Dunga, foi de falta, aos 12 minutos, direto na cabeça de Gonçalves, que se valeu da saída de gol errada de Danrlei e marcou o único gol do Gre-Nal.

Para piorar a situação do Grêmio, seu centroavante ”presente de Natal”, Agnaldo, não é que ele tenha sido ruim: foi péssimo. Agnaldo não apenas errou quase todos os lances de que participou como ainda conseguiu perder dois gols que nenhum camisa 9 assalariado pode perder – aos 33 minutos, ao receber livre de Ronaldinho, dentro da área, ele esperou, esperou. até a zaga se recuperar e colocar a bola para fora. E aos 48 minutos do segundo tempo, depois de uma falta que Ronaldinho acertou no travessão, Agnaldo, a um passo da linha de gol, deixou que a bola batesse na sua coxa e desmaiasse nas mãos do goleiro André, perplexo por ter conseguido fazer a defesa.

Essa falta de Ronaldinho, aliás, foi o lance mais polêmico do jogo. A bola bateu no travessão e no risco. Os jogadores do Grêmio reclamaram que foi gol, mas no risco não vale – a bola tem que entrar inteiramente. A falta de Ronaldinho teve uma outra importância: foi o único chute do Grêmio a gol, em toda a partida. Único! O que dá a justa medida da proposta de Celso Roth para o clássico, um amigável convite para que o Inter jogasse. E o Inter jogou.” (David Coimbra, Zero Hora, segunda-feira, 14 de junho de 1999)

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Elivélton, o melhor da partida

André – Quase não trabalhou. Seguro nas intervenções… 8

Enciso – Marcou com eficiência, mas não apoiou …………. 7

Lúcio – Foi soberano em todas as bolas pelo alto ………… 8

Gonçalves – Sua experiência tem sido fundamental …….. 9

Régis – Bem nas antecipações. Jogou com categoria……. 8

Elivélton – Foi o maior destaque do jogo. Uma lição de como se joga como ala. Marcou e atacou na hora certa …..10

Ânderson – Guerreiro e heróico, ao estilo do Gre-Nal …… 8

Dunga – Combateu e comandou o time até cansar ………. 8

Claiton – Valeu mais pelo espírito de luta e superação ….. 7

Fabiano – Iniciou como um furacão. Caiu no 2º tempo ….. 8

Christian – Irritou-se com a marcação. Sempre perigoso…8

Almir – Pouco acrescentou. 6 Denílson – Entrou aos 41..s/n

João Santos – Entrou no fim e causou lance polêmico….s/n”

(Correio do Povo, segunda-feira, 14 de junho de 1999)

Ronaldo Alves, destaque

Danrlei – Fez defesas importantes, mas vacilou no gol……7
M. Antônio – Marcou bem, mas deveria ter apoiado mais .6

R. Alves – Não deu espaço para Christian. Muito seguro ..9

Scheidt – Ficou na sobra e mostrou sua categoria ……….. 8

Éder – Teve que fazer muita faltas para conter Fabiano …7

Roger – Quase não jogou. Ficou muito preso atrás…………5

Djair – Exagerou nas faltas, mas cobriu bem o setor……….7

Goiano – Parecia perdido no esquema improvisado……….6

Cleison – Começou participativo. Cansou e sumiu …………6

Ronaldo – Sofreu com o esquema no 1º tempo, mas teve alguns lances. Depois, ao lado de Gral, melhorou muito…8

Agnaldo – Desapareceu diante da marcação forte …………4

Rodrigo Gral – Difícil entender por que não entrou antes…8

Gavião e Zé Afonso entraram bem ………………………………7

(Correio do Povo, segunda-feira, 14 de junho de 1999)

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Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

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Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

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Foto: Julio Cordeiro (Zero Hora)

INTER: André; Gonçalves, Lúcio e Regis; Enciso; Dunga (Denilson), Anderson, Claiton (João Santos) e Elivelton: Fabiano (Almir) e Christian
Técnico: Paulo Autuori

GRÊMIO: Danrlei; Ronaldo Alves (Zé Afonso), Scheidt e Eder; Marco Antonio (Gavião), Djair, Goiano, Cleison (Rodrigo Gral) e Roger; Ronaldinho e Agnaldo
Técnico: Celso Roth

Data: 13 de junho de 1999, domingo, 17h00min
Local: Estádio Beira-Rio
Público: 37.329 (29.079 pagantes)
Renda: RS 253.439,00
Árbitro: Leonardo Gaciba
Auxiliares: Valdir Cardia e Paulo Ricardo da Conceição.
Cartões amarelos: Ronaldo Alves, Cleison, Djair, Roger, Chistian, Dunga, João Santos.
Gol: Gonçalves, aos 12 minutos do segundo tempo

Médias de públicos de finais do Gauchão com mando do Internacional

April 13, 2019

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Fiz um levantamento dos públicos das finais do Gauchão da década de 90 para cá. A média de público nas finais com mando do Inter é de 31.547.

Vale lembrar que em 1990, 1993 e 1994 a fórmula de disputa não previa uma final. Em alguns anos a final envolvia uma melhor de três jogos, casos em que eu só considerei um jogo por mandante. E não achei o público pagantes das finais no Beira-Rio em 2003 e 2006 (casos em que estimei o público pagante com base no público total)

Isolando apenas as finais com Gre-Nais, a média de público em finais com mando do Inter é de 32.628.

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Gauchão 1994 – Inter 1×0 Grêmio

April 13, 2019
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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

No “interminável” Gauchão de 1994, Inter e Grêmio se enfrentaram no primeiro Gre-Nal daquela temporada no Beira-Rio em 12 de junho de 1994.

O Co-irmão havia sido eliminado da Copa do Brasil, no meio da semana, pelo Ceará e buscava se reabilitar com um vitória no certame regional. Conseguiu isso graças a um gol de Argel.

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

 

VITÓRIA DEVOLVE A ALEGRIA AO INTER
O time de Lopes se recuperou da eliminação na Copa do Brasil e aumentou a vantagem sobre o Grêmio no Gauchão

O torcedor que há quase um ano não assistia ao mais tradicional clássico gaúcho teve ontem, no Estádio Beira-Rio, a oportunidade de refrescar a memória com um típico Gre-Nal. Muita força, jogadas concentradas no meio campo, sete cartões amarelos e apenas um gol marcado. A tarde que havia começado coberta por um céu azul cintilante, terminou num crepúsculo vermelho, colorida pelo gol de Argel — aos 16 minutos do segundo tempo — que garantiu a vitória e a invencibilidade do Inter no Gauchão. Com 24 pontos, o time de Lopes mantes e a liderança isolada e aumentou a diferença sobre o Grêmio para cinco pontos.

Assim como a bela tarde de domingo, o Gre-Nal também mostrou uma certa predominância do azul em campo. Foi a equipe do técnico Luiz Felipe que mais tempo esteve com a posse de bola. Foi ela que mais situações de gol criou e, também, a que mais chances desperdiçou. Ao Internacional coube a estratégia dos contra-ataques. Mas, sobretudo, coube à equipe de Antônio Lopes fazer o único gol da partida. Após a cobrança de falta pelo lateral-direito Daniel Frasson, o zagueiro Argel desviou de Danrlei. 1 a 0. Méritos à eficiência.

As oportunidades de gol do primeiro tempo foram muito raras. Limitaram-se a um chute fraco de Caíco, uma cabeçada de Paulão pelo lado, um chute de Mazinho Loiola, e um arremate de Nildo na entrada da pequena área pelo alto. As duas equipes jogavam-se ao ataque com cautela, preocupadas em não deixar espaços para o contra-ataque adversário.

OUSADIA – A segunda etapa recebeu alguns contornos mais ousados. Um chute forte de Carlos Miguel balançou o travessão da goleira de Sérgio. O gol marcado por Argel forçou o Grêmio a sair mais à frente. Luiz Felipe chamou Carlinhos e o colocou no lugar do garoto Émerson. Era a tentativa do técnico gremista de buscar uma reação que acabou não chegando. Mesmo com três atacantes —Carlinhos, Fabinho e Nildo — o time de Luiz Felipe não conseguiu converter em gols as chances criadas. A defesa segura do Inter e a boa participação de Caíco na articulação das jogadas de ataque foram suficientes para controlar a força gremista. O Gre-Nal de número 322 terminou com festa colorada. Um presente ao 53° aniversário de Antônio Lopes.” (Sílvio Ferreira, Zero Hora, segunda-feira, 13 de junho de 1994)

 

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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

JOVENS FESTEJAM OS 53 ANOS DE LOPES
Os garotos Caíco e Argel, lançados pelo treinador, transformaram a vitória em presente de aniversário

O Gre-Nal de número 322, que deixou o Inter na liderança isolada do Gauchão, reservou momentos de emoção. O técnico António Lopes viu Argel e Caíco, dois jogadores por ele lançados para o futebol, presentearem-no com atuações individuais convincentes, um gol e uma vitória importante sobre o principal rival. Desde ontem um homem com 53 anos, Lopes passou o jogo inteiro agitado. A partir dos nove minutos, quando se ergueu pela primeira vez e correu em direção à beirada do campo, o senta-levanta se tornou quase que constante.
Em campo, a aplicação tática e a garra de Argel se somavam à habilidade de Caíco.

O atacante Aírton Graciliano dos Santos, 20 anos completos desde o último dia 15, já dava seus dribles desconcertantes na boa zaga gremista quando uma falta na meia-esquerda incentivou o zagueiro Argelico Fucks, 19, a se arriscar na área adversária. Daniel Frasson chutou rasteiro. A bola roçou em Anderson e encontrou o pé de Argel. Parou na rede. Desacostumado à emoção de fazer gols, o garoto disparou em direção à torcida mostrando o distintivo. “Sou mais do que um jogador, sou um colorado”, bradou. “Esta vitória compensa qualquer derrota para o Ceará, o importante é derrotar o Grêmio.”

No momento do gol, Lopes foi lacônico. “Isto é Gre-Nal, nada está decidido”, comentou, demonstrando familiaridade com o futebol gaúcho. Eram 16h55min. A noite reservaria ainda a comemoração do Dia dos Namorados com a mulher Elza. A festa de aniversário ficou para hoje. Com os amigos gaúchos. Especialmente os garotos que devolveram a ele a alegria de vencer um Gre-Nal.” (Léo Gerchmann, Zero Hora, segunda-feira, 13 de junho de 1994)

 

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Fonte: Pioneiro

 “DERROTA NÃO ABALA GREMISTAS

A derrota para o Inter por 1 a 0 não desanimará o grupo de jogadores gremistas nem modificará o trabalho planejado pela comissão técnica. A garantia é do presidente Fábio Koff e do técnico Luiz Felipe — que perdeu o seu primeiro Gre-Nal como treinador. Ambos consideraram o resultado negativo normal em um clássico, lamentaram as oportunidades perdidas, o vacilo no lance do gol de Argel, e pediram a confiança da torcida para a equipe em formação

Depois do jogo, Fabio Koff insistiu para que a torcida tricolor dê crédito à equipe. “Temos um time confiável e bem trabalhado para formar um grande elenco, portanto um resultado absolutamente previsível não vai desestruturar o grupo”, falou Koff. Em análise semelhante, Luiz Felipe elogiou o desempenho do Grêmio, lamentou o gol de bola parada e os erros nas conclusões. Mas descartou mudanças na filosofia de trabalho de aproveitamento dos jovens.

Os jogadores e o técnico Luiz Felipe enfatizaram da importância do Gauchão e acham que o time vai se recuperar — caiu para 4º — contra o Guarani-VA, na quarta-feira e domingo em Pelotas, diante do Brasil. O Grêmio ainda espera pelo próximo adversário da semifinal da Copa do Brasil: Vasco ou Atlético-MG.” (Alvaro Larangeira, Zero Hora, segunda-feira, 13 de junho de 1994)

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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

Inter 1×0 Grêmio

INTER: Sérgio Guedes; Daniel Frasson, Argel, Ricardo e Silvan; Anderson, Elson, Mazinho Oliveira (Alexandre) e Caíco; Mazinho Loiola (Fábio) e Paulinho McLaren
Técnico: Antonio Lopes

GRÊMIO: Danrlei; Ayupe, Paulão, Agnaldo e Roger; Pingo, Jamir, Emerson (Carlinhos) e Carlos Miguel; Fabinho e Nildo
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Gauchão 1994 – 12ª Rodada
Data: 12 de junho de 1994, domingo
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre/RS
Público: 21.184 (17.401 pagantes)
Renda: Cr$ 56.456.000,00
Árbitro: Silvio Luís de Oliveira
Assistentes: Luís Augusto Muhle e Marco Aurélio Charão
Cartões amarelos: Silvan, Ânderson, Daniel Frasson, Elson, Paulão, Nildo, Fabinho
Gol: Argel, aos 16 minutos do segundo tempo

Gauchão 1979 – 1º Turno – Inter 0x0 Grêmio

April 13, 2019
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Foto: J.B. Scalco (Placar)

 

Em 13 de maio, Grêmio e Inter disputaram, no estádio Beira-Rio, o primeiro clássico da temporada 1979, o qual ficou conhecido como o Gre-Nal que Jurandir marcou/parou/anulou Falcão.

Era a última rodada do primeiro turno do Gauchão daquele ano. O tricolor estava um ponto na frente da classificação, de modo que o empate lhe garantira a liderança e o ponto-extra para o octogonal final. Com diversos desfalques, como Nardela e Paulo César Caju, Orlando Fantoni optou por escalar Jurandir, originalmente um atacante, no meio de campo, com a função de acompanhar o camisa 5 colorado em qualquer setor do campo. Deu certo, o Grêmio teve clara superioridade tática e conseguiu o resultado que lhe bastava para conquistar o turno.

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Foto: Zero Hora

“ESSE EMPATE GARANTIU O PONTO-EXTRA AO GRÊMIO
Grandes destaques foram a vantagem tática de Fantoni sobre o quadrado de Cláudio e a péssima atuação de Sílvio Rodrigues, que prejudicou o Grêmio até a expulsão de André e depois ajudou

A jogada começou com Jurandir, passou por André e chegou a lúra, meia-esquerda de ataque, dentro da área do Inter. O meta-cancha do Grêmio deu uma puxeta sobre a zaga adversária, encontrando André livre pelo outro lado. O Centroavante dominou, chutou, Benitez defendeu com o pé mas no rebote o goleador do Grêmio fez o gol que poderia ter definido o Grenal de ontem à tarde no Beira-Rio. Eram 18 minutos do segundo quando o, árbitro Silvio Rodrigues cometeu seu maior erro, anulando o gol do Grêmio.

Três minutos mais tarde, porém, o resultado do Gre-Nal praticamente ficou definido. André, que recebera cartão amarelo quando da anulação de seu gol, resolveu catimbar – chutou a bola para longe – e foi expulso acertadamente pelo juiz da partida. Mas Silvio Rodrigues, a partir desse momento, simplesmente deixou de marcar faltas a favor do Inter perto da área do Grêmio e ajudou decisivamente — para desespero de alguns jogadores do Inter em campo — o time de Fantoni a manter o empate que lhe garantiu o ponto extra desse turno.

O Inter teve algumas oportunidades no primeiro tempo, quando Jair aproveitou um erro de Eder na marcação a Valdomiro —21 minutos – ganhou a frente da jogada mas chutou com muita força, por cima do gol de Manga. Falcão também errou uma cabeçada — 25 minutos – após um escanteio da direita com o gol vazio pois Manga sairá errado e se passara da bola cruzada. E mais tarde Jair esperou muito, permitindo a cobertura de Dirceu, quando ficou com a frente aberta pela meia-direita depois da jogada de Mário pela ponta-esquerda. Na fase final, apesar da pressão, da correria e da superioridade numérica, o time de Cláudio não conseguiu levar perigo ao gol de Manga.

Tarciso foi o responsável pela primeira grande jogada da partida. Eram três minutos quando ele dominou a bola em seu campo, ganhou de toda zaga do Inter na corrida mas centrou mal — lúra reclamou toque de Larry dentro da área. O Grêmio ainda poderia ter feito seu gol no final da primeira fase, quando lúra recebeu um lançamento longo da direita, penetrou entre os zagueiros do Inter, dominou sozinho à frente de Benitez e foi derrubado — Silvio Rodrigues não quis marcar o pênalti – quando o goleiro do Inter sentiu que fora batido com um drible para seu lado esquerdo.

A partir da expulsão de André, Fantoni definiu sua equipe defensivamente; tirou Iúra e colocou Valderez, pouco depois colocando Vilson no lugar de Eder pela ponta-esquerda. O Grêmio se encolheu e tratou de garantir o empate sem gols, Só Tarciso ainda tentava qualquer coisa no ataque, em velocidade. O Inter passou a jogar no campo adversário, mas, sem espaço, nada conseguiu.” (Zero Hora, segunda-feira, 14 de maio de 1979)

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Foto: Zero Hora

“VITÓRIA TÁTICA SURGIU COM JURANDIR MARCANDO FALCÃO

Sábado pela manhã Fantoni já confirrmava definitivamente informação exclusiva de Zero Hora: Jurandir sairia jogando, não Valderez ou Leandro. E a partir dessa definição tática o Grêmio começou a lutar com grandes possiblidades seu objetivo, o ponto-extra. Jurandir não foi ponta, nem meia-direita mas simplesmente um aplicadíssimo marcador de Falcão, em qualquer setor do campo do Grêmio.

Jair tentou organizar as jogadas para seu ataque e foi eficiente nos primeiros 30 minutos mas logo Vítor Hugo corrigiu um pouco seu posicionamento – desde o início muito preocupado em ajudar Dirceu na marcação a Valdomiro — e terminou com o setor de armação do Inter. Taticamente Falcão esteve bem pois tratou de levar Jurandir para a lateral-direita do Grêmio, preocupando Eurico que até então jogava livre. Mas essa atitude de Falcão exigia que alguém aprovei-tasse o espaço surgido pelo meio e conseguisse levar o time à frente, o que Caçapava, Batista e Jair não conseguiram. Adilson entrou aos 25 minutos da fase final tentando a mesma coisa mas também nada conseguiu.

Sem Paulo César e Nardela lesionados, Fantoni tratou de neutralizar o quarteto de meia-cancha do Inter com Jurandir. E foi muito feliz. Sexta-feira o técnico gremista se lembrou da partida disputada em 20 de fevereiro na cidade de Rosário, contra o Independiente. Nardela estava em Porto Alegre e Paulo César fora expulso, então ele usou Jurandir e Tarciso em revezamento pelo setor e o Grêmio assegurou os 4 x 0. Repetiu a dose nesse momento de emergência e novamente obteve sucesso, ajudado pelo ponto de vantagem que o Pelotas deu ao Grêmio quatro dias antes.” (Zero Hora, segunda-feira, 14 de maio de 1979)

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Foto: Zero Hora

“FOI SIMPLES

Na última sexta-feira, Jurandir já havia tomado banho, vestido sua roupa e despedia-se dos companheiros quando o supervisor Antonio Verardi entrou no vestiário do Olímpico: “O Fantoni quer falar com vocês é para tu concentrares amanhã (sábado).” Jurandir foi até o ficou sabendo das idéias do técnico. “Nem esperava jogar neste Gre-Nal. Fui chamado a última hora ” explicava, e substituir ao Paulo César e também ao Nardela, era uma responsabilidade muito grande.”

Ontem durante o Gre-Nal não foram necessários mais de alguns minutos para que a função de Jurandlr fosse conhecida. Mal o juiz apitou seu início e ele colou em Falcão. Desfalcado e necessitando apenas de um empate, o Grêmio queria prejudicar a armação das jogadas. O responsável por isto seria Jurandir, marcando de cima ao meia-cancha colorado quando sua equipe era atacada.

— Foi simples — dizia ele. Uma vez quando ainda estava no Caxias com o Froner fiz isto contra o Falcão e deu certo. Sabia que ele, bem marcado, seria muito bom para o Grêmio, porque ele faz tudo na equipe do Inter. Fazendo isto, 50% do time deles estaria prejudicado. E depois ninguém consegue jogar direito com alguém em cima, marcando sempre. O cara não agüenta e quando tem a bola dominada já acaba errando.

O esquema já estava definido no sábado “quando treinamos, isto durante uns 30 minutos”, lembrava Vitor Hugo. “Nós iríamos jogar da mesma forma do Inter. Quando eles atacavam tinham quatro e nós também, pois o Tarciso e o Jurandlr voltavam. Quando nós atacávamos também tínhamos quatro, pois os dois subiam. E o Jurandir com sua aplicação e sua dedicação foi insuperável nesta função,” comentou o centromédio.” (Zero Hora, segunda-feira, 14 de maio de 1979)

 

JURANDIR:Eu não estava nem concentrado. No sábado, já estava saindo pelo portão do Olímpico quando o seu Verardi (Antônio Carlos, supervisor) me chamou. Iúra, Tarciso e Paulo César (Caju) se reuniram e disseram que só eu poderia marcar o Falcão. Peguei a vaga do Ladinho. Falcão era o melhor jogador brasileiro, uma estrela, fazia a diferença. Mas consegui marcá-lo sem dar um pontapé. Eu estava muito bem preparado. Até nisso Falcão era diferenciado. Foi elegante, não reclamou de nada. Aquele Gre-Nal ficou na história, virou o meu cartão-postal. Marquei o cara que viria a ser o Rei de Roma.” (Diário Gaúcho, 1º de maio de 2015)

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Foto: Zero Hora

 

“Na breve viagem pelo passado, Silvio recorda um dos três Gre-Nais que apitou, que se destaca na história do clássico em razão de um lance insólito protagonizado pelo atacante gremista André Catimba, no Estádio Beira-Rio, nos anos 70. Após ser advertido, André foi para cima de Silvio, que estendeu o braço para impedir que ele se aproximasse. Quando a mão do juiz encostou no peito jogador, este se jogou no chão como se Silvio o tivesse empurrado. O estádio inteiro caiu na risada. Gremistas e colorados riram muito, possivelmente pela primeira vez juntos. Foi um lance engraçado.” (Jornal Marca da Cal, Janeiro/Fevereiro 2012)

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ORLANDO FANTONI:O Jurandir neutralizou o Falcão. Eu achava, antes da partida que o jogo seria decidido no meio do campo, onde o Inter possui jogadores excepcionais, como Falcão, Batista e Jair. Mas fomos felizes, graças à Deus, pois conseguimos anular as principais jogadas do adversário e ainda tivemos oportunidade de gols, como aquele lance em que o André marcou mas o juiz, inexplicavelmente, anulou a jogada.”

ORLANDO FANTONI: “Olha que eu já vi muitos jogos entre equipes rivais em toda minha vida. Co- mo o Gre-Nal eu não conhecia em termos DE catimba, de virilidade, enfim, de dureza nas disputas de bola. Conheci clássicos no futebol carioca, mineiro e baiano, como o gaúcho não tem igual: esta experiência eu vivi neste Gre-Nal. E o jogo mais nervoso e catimbado do Brasil para quem está dentro do campo; e para quem está fora torcendo

ORLANDO FANTONI: “O árbitro foi um pouco indeciso ao cometer algumas falhas importantes dentro da partida. Foram lances capitais, como uma penalidade clara em Iúra, um gol anulado do André e a expulsão por reclamação. Reclamação por reclamação, os jogadores do Inter estavam fazendo desde o primeiro tempo e não foram expulsos.”

INTERNACIONAL: Benitez; Hermes, Larry, Beliato e Bereta (Chico Espina); Caçapava, Batista, Falcão e Jair; Valdomiro e Mário (Adilson)
Técnico: Claúdio Duarte

GRÊMIO: Manga; Eurico, Vicente, Vantuir e Dirceu; Vitor Hugo, Jurandir e Iura (Valderez); Tarciso, André e Éder Aleixo (Vilson)
Técnico: Orlando Fantoni

Data: 13/05/1979, domingo
Local: Estádio Beira Rio, em Porto Alegre – RS
Público: 58.932 pagantes
Renda: Cr$ 3.204.250,00
Árbitro: Sílvio Rodrigues
Auxiliares: Juarez Oliveira e Estemir Vilhena da Silva
Cartão Vermelho: André

Libertadores 2019 – Grêmio 3×1 Rosario Central

April 11, 2019

Gremio x Rosario Central

Não foi uma atuação brilhante, mas o Grêmio “reagiu” e finalmente conseguiu sua primeira vitória na Libertadores 2019.

Os mapas de calor mostram Jean Pyerre caindo pela esquerda e Everton aparecendo bastante dentro da área. Não por acaso foram essas as “peças” mais acionadas do ataque tricolor.

Leonardo Gomes tomou gosto por fazer gol em Libertadores.

– Média de público do Grêmio na Libertadores 2019:
31.620 (29.206 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na temporada:
20.576 (18.559 pagantes)

Gremio x Rosario Central

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) e C.A. Rosario Central

Grêmio 3×1 Rosario Central

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Cortez; Maicon (Thaciano, 21/2ºT), Matheus Henrique, Diego Tardelli (Alisson, 13/2ºT), Jean Pyerre (Rômulo, 33/2ºT) e Everton; André
Técnico: Renato Portaluppi

ROSARIO CENTRAL: Ledesma; Molina, Barbieri, Recalde e Parot (Rizzi, 21’/2ºT); Ojeda, Villagra, Aguirre e Pereyra (Vergara, int.); Herrera e Barrera (Riaño, 34’/2ºT).
Técnico: Diego Cocca

Libertadores 2019 – Grupo H – 4ª Rodada
Data: 10 de abril de 2019, quarta-feira, 21h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 30.251 (27.732 pagantes)
Renda: R$ 921.410
Árbitro: Andres Rojas (COL)
Auxiliares: Wilmar Navarro (COL) e John Alexander Leon (COL)
Cartões amarelos: Kannemann, Matheus Henrique, André; Barbieri, Ojeda e Herrera
Gols: Jean Pyerre, aos 30 minutos do primeiro tempo; Leonardo Gomes aos 9 e aos 36, e Aguirre aos 42 minutos do segundo tempo.

Gauchão 1991 – Grêmio 3×0 São Luiz de Ijuí

April 7, 2019
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Foto: José Doval (Zero Hora)

 

Em 20 novembro de 1991, o Grêmio venceu o São Luiz de Ijuí no Olímpico por 3×0, pela quarta rodada do quadrangular semifinal do Gauchão daquela temporada. Renato, que havia voltado dois meses antes para o tricolor, fez um dos gols da partida.

Esse jogo foi o de estreia da nova camisa reserva feita pela Penalty. Dá pra se dizer que esse foi o primeiro fardamento moderno do clube, onde os desenhos na camiseta passaram a ser feitos por sublimação, e os números, distintivos e marcas dos patrocinadores deixaram de ser costurados no tecido.

A matéria da Zero Hora transcrita abaixo menciona que a camisa branca teria um “design europeu”. Imagino que seja uma referência as três listras em diagonal, o que já havia sido adotado pela Adidas no Bayern, Liverpool e Olympique de Marseille na metade daquele ano, quando do lançamento do novo logo da empresa. Estranhamente a mesma matéria nada fala da mudança do tom do azul nos dois fardamentos (bem mais escuro que o habitual)

Vale lembrar que esse design da camisa reserva perdurou até 1994. Primeiro nessa versão com gola V e sem marca d´água no tecido. Depois com gola polo e com marca d´água e na sua última versão com o retorno do azul celeste.

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Foto: José Doval (Zero Hora)

GRÊMIO REPETE A GOLEADA E FICA A DOIS PONTOS DA FINAL
João Luís (contra), Renato, Alcindo fizeram os gols. Com a derrota do Glória, o Grêmio só precisa dois pontos para disputar o título

O Grêmio está a dois pontos da decisão do Gauchão. Com a vitória de 3 a 0. ontem, sobre o São Luiz, no Olímpico, gols marcados por João Luís (contra). Renato e Alcindo (de pênalti), o time de Valdir Espinosa subiu para sete pontos na tabela da Chave 4, enquanto Glória e Lajeadense estão com quatro, depois dos jogos de ontem. Como restam apenas duas rodadas, nenhum deles poderá chegar aos 9 pontos, o que dá a oportunidade de classificação antecipada para o Grêmio.

Foi a vitória da afirmação tricolor. Animado pela goleada de 3 a 0, em ljuí, e jogando em casa, o Grêmio repetiu a dose. Pressionou desde o início e fez 1 a 0, aos 16 minutos. Chiquinho, o grande destaque do time, cruzou forte e João Luís tentou cortar, marcando contra. O segundo veio aos 43 minutos, no erro de Kiko, que deu um verdadeiro lançamento para Renato apenas deslocar o goleiro Jânio. O segundo tempo serviu apenas para administrar o resultado e torcer pela vitória do Lajeadense. Mesmo assim, chegou ao terceiro gol, através de Alcindo, que sofreu e cobrou com categoria um pênalti, aos 90 minutos.

EXPULSÕES – Mas antes da cobrança, houve uma confusão, pois Marco Antônio atingiu Lira, e o goleiro Sidmar reclamou do auxiliar. Ambos foram expulsos.” (Antônio Bavaresco, Zero Hora, quinta-feira, 21 de novembro de 1991)

Pontos J V E D GP GC S
1 – Grêmio 7 4 3 1 0 11 3 8
2 – Glória 4 4 1 2 1 4 3 1
3 – Lajeadense 4 4 2 0 2 6 7 -1
4 – São Luiz 1 4 0 1 3 0 8 -8

ESPINOSA: ELOGIOS E ALEGRIA

O técnico Valdir Espinosa gostou do desempenho do time, quando o Grêmio repetiu o escore de domingo, em Ijuí:

— A equipe apresentou muita qualidade, teve jogadas de projeção e procurou sempre o gol. O importante é que nessa reta final, o time está embalando e já temos o ataque mais positivo na fase.

Muito aplaudido ao deixar o campo, o goleiro Émerson também destacou o bom futebol gremista:

— Foi uma vitória importante, pois nos deixou mais perto da classificação e veio com muita tranqüilidade.

Chiquinho, o melhor em campo, saiu ligeiro e foi comemorar em casa. Agora o técnico Espinosa começa a pensar no jogo contra o Lajeadense, esperando contar com Assis, que recupera-se de lesão muscular, mas terá o retorno de João Marcelo que cumpriu suspensão.

ARBITRAGEM – E mais uma vez os erros de arbitragem acabaram sendo o destaque negativo. No primeiro tempo, José Mocelin chegou a marcar uma falta, numa jogada que aconteceu nitidamente dentro da área e que, segundo reclamações dos jogadores do São Luiz, nem aconteceu. No segundo tempo, muita confusão, com um gol anulado (do São Luiz), as expulsões de Marco Antônio e Sidmar e a reclamação no pênalti em Alcindo:

— É uma vergonha o que fez esse juiz – reclamou o presidente Clóvis Bagetti.” (Antônio Bavaresco, Zero Hora, quinta-feira, 21 de novembro de 1991)

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ROUPA NOVA
Na quarta-feira da semana que vem, diante do São Luiz, no Olímpico, o Grêmio estréia a nova camiseta. O clube é o primeiro do Brasil a modernizar o uniforme confeccionado pela Pênalti.

NOVA CAMISETA NO OLÍMPICO
Opções: nova camisa tem losangos nos ombros e listrar no lado direito

Na quarta-feira da próxima semana, diante do São Luiz, o Grêmio apresenta a sua nova camiseta (número 2, segundo terno), confeccionada pela fábrica Penalty em poliamida e forrada em algodão. A principal característica está no moderno e exclusivo desenho escolhido pelo presidente do clube, Rafael Bandeira dos Santos.

Conforme Clóvis Haggstram, representante da Penalty no Estado e conselheiro do Grêmio, a nova camiseta substitui a de acrílico com a vantagem de ser mais leve e confortável, além de ter um design europeu. A tradicional (número 1, oficial) mantém as linhas originais, mas será confeccionada em uma só estampa, não necessitando da aplicação posterior de logotipos e números.

Nos próximos dias, a Penalty lançará no mercado três mil camisetas. O Grêmio, segundo Haggstram, receberá royalties por unidade comercializada. Fluminense e São Paulo também adotarão o novo estilo. ” (Zero Hora, 13 de novembro de 1991)

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Grêmio 3×0 São Luiz de Ijuí

GRÊMIO: Émerson; Chiquinho, Baidek, Vílson e Lira; Pino, Juninho e Volnei Caio. Renato Portaluppi, Alcindo Sartori e Júnior (Grotto 32/2ºT)
Técnico: Valdir Espinosa

SÃO LUIZ: Jânio; Limm, Caçula, Newmar e Kiko; João Luis (Nélson, 3/2ºT), Chico Cebola, Negrini e Betinho (Marco Antônio 15/2ºT) Edmundo e Zé Cláudio
Técnico: Orlando Bianchini

Gauchão 1991 –  Segunda  Fase –  Grupo 4 – 4ª Rodada
Data: 20 de novembro de 1991, quarta-feira
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre/RS
Público: 11.420 pagantes
Renda: Cr$ 16.489.000,00
Árbitro: José Mocellin
Assistentes: Justimiano Goularte e Carlos Kruse
Cartões amarelos: Juninho, Chico Cebola, Caçula, João Luis, Betinho, Marco Antônio, Zé Cláudio
Cartões vermelhos: Sidmar e Marco Antônio
Gols: João Luís (contra) aos 16 minutos e Renato aos 43 minutos do primeiro tempo. Alcindo Sartori (de pênalti) aos 45 minutos do segundo tempo.

Libertadores 2019 – U. Católica 1×0 Grêmio

April 5, 2019

Gremio x Universidad Catolica

O Grêmio teve (mais) uma fraca atuação na Libertadores e foi merecidamente derrotado pela Universidad Católica em Santiago.

Pelo desempenho dos atletas em campo a sensação que fica é que o time está sem ritmo, como se estive fazendo seu primeiro jogo no ano. Não é o caso. Essa foi a 17ª partida do tricolor em 2019 (a 3ª pela Libertadores). Na falta de brilho, poderia se esperar um pouco mais de combatividade nessa altura da temporada, mas ontem o Grêmio parecia um time sem reação.

Quem é o centroavante titular do Grêmio? Qual a posição do Montoya? Quem faz a função que Ramiro fez em nas últimas temporadas? Estamos no trimestre do ano e ainda não temos respostas para essas perguntas.

 

Gremio x Universidad Catolica
Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

U. Católica 1×0 Grêmio

UNIVERSIDAD CATÓLICA: Dituro; Magnasco, Kusevic, Lanaro e Cornejo; Fuentes, Pinares e Aued; Fuenzalida, Sáez (Riascos, aos 43/2ºT) e Puch (Lobos, aos 29/2ºT)
Técnico: Gustavo Quinteros

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Cortez; Michel, Maicon, Montoya (Alisson, aos 28/2ºT), Luan (André, aos 18/2ºT) e Everton; Diego Tardelli (Jean Pyerre, aoos 18/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

Libertadores 2019 – Grupo H – 3ª Rodada
Data: 04/04/2019 (Quinta-feira)
Local: Estádio San Carlos de Apoquindo, em Santiago (Chile)
Público: 11.600
Árbitro: Wilmar Roldán (Colômbia)
Auxiliares: John León (COL) e Dionísio Ruiz (COL)
Cartões amarelos: Magnasco, Cornejo, Aued; Geromel
Gol: Sáez,  aos 16 minutos do primeiro tempo