Copa Mercosul 1998 – Universidad Catolica 1×1 Grêmio

April 4, 2019 by

O primeiro confronto entre Universidad Catolica e Grêmio em solo chileno aconteceu na quarta rodada do Grupo E da primeira edição da Copa Mercosul, em 1998.

O empate em 1×1 acabou sendo ruim para o tricolor, que permaneceu fora da zona de classificação para a próxima fase da competição.

Vale lembrar que o jogo teve transmissão ao vivo pelo Sportv e um VT, que se iniciava as 22h35min, no SBT.

UM EMPATE COM PROBLEMAS DE LESÕES
Itaqui e Djair retomam machucados do Chile e são dúvidas para o jogo contra o Sport, domingo, em Recife

A festa dos 95 anos não foi compita. O Grêmio perdeu ontem à noite a chance de assumir a liderança do Grupo E da Copa Mercosul. O empate em 1 a 1 com o time misto do Universidad Católica, em Santiago, reduziu as chances de se classificar para as quartas-de-final do torneio e reforçar o caixa em mais US$ 600 mil. Agora, os gaúchos estão em terceiro no Grupo E, com quatro pontos. Além da fraca atuação, o técnico Celso Roth ganhou dois problemas para enfrentar o Sport, no domingo. Itaqui sofreu urna entorse no tornozelo. Pela sua reação ainda em campo, pedindo substituição imediata, Itaqui preocupa. O volante Djair, que substituiria Goiano no Recife, machucou o joelho, deixou o campo chorando, carregado na maca.

O Grêmio parecia ressentir-se do cansaço da vitória sobre o Santos. Os jogadores erravam jogadas triviais. O resultado era uma equipe estática, apática, quase sonolenta Era o Grêmio de algumas semanas atrás, o que desesperava Roth. As reclamações aumentaram aos 12 minutos. Goiano, afoito, errou em bola ao tentar desarmar Figueroa e cometeu pênalti, convertido por Lépe.

Depois disso, o Universidad contagiou-se com a pasmaceira do Grêmio. O jogo se resumiu a um duelo dos volantes e defensores nas intermediárias. Uma tortura para os pouco mais de 2 mil torcedores que enfrentaram o frio e foram assistir ao jogo. Os lances mais agudos do Grêmio se resumiam a jogadas individuais de Ronaldo. Numa delas, 27 minutos, o meia deixou Itaqui livre para cruzar. Lembrando os tempos de lateral. Itaqui encontrou Goiano livre na área, mas o volante chutou para fora. Apesar da baixa estatura dos zagueiros chilenos, os gaúchos insistiam em carimbar os adversários.

Os gritos de Roth no intervalo despertaram os jogadores. Logo aos oito minutos, Itaqui acertou outro cruzamento — o segundo — e Rodrigo Mendes empatou o jogo. O gol, ao contrário do que se esperava, não estimulou o Universidad a procurar a vitória. Muito menos o Grêmio, que se conformou com a igualdade. Para azar de Celso Roth, as lesões sofridas por Djair e Itaqui aumentam a preocupação na armação do time para domingo, contra o Sport.” (Zero Hora, quarta-feira, 16 de setembro de 1998)

Empate com prejuízo para o Grêmio
Itaqui e Djair saem machucados no 1 a 1 contra o Universidade Católica, pela Mercosul. Time ocupa o 3º lugar do grupo E

O Grêmio não conseguiu comemorar seus 95 anos de fundação com uma vitória. Ficou no empate em 1 a 1 com o Universidad Católica, ontem à noite, no estádio San Carlos, em Santiago. Com isso, o Grêmio fica em 3º lugar no grupo E da Copa Mercosul, com 4 pontos. River Plate e Vasco lideram com 5. O Universidad é o último, com 3 pontos.

Com um toque de bola envolvente no começo do jogo, o time chileno conseguiu controlar o Grêmio. Aos 12 minutos, Goiano entrou mal na jogada e cometeu pênalti. Lepe cobrou com categoria e marcou 1 a 0. Mal posicionado e sem força na frente, o Grêmio foi mal no primeiro tempo. O Universidad, com mais posse de bola, não soube aproveitar o domínio na partida.

No segundo tempo, o treinador Celso Roth deslocou Itaqui para o lado direito. Aos 8min, Itaqui foi ao fundo e cruzou na medida para Rodrigo Mendes, que havia iniciado a jogada. O atacante desviou de cabeça e empatou o jogo. O Grêmio passou a pressionar em busca do segundo gol, mas o Universidad resistiu e, aos poucos, começou a levar perigo. Preocupado, Roth reforçou a marcação com Djair em lugar de Ronaldinho.

Próximo dos 30 minutos, Itaqui, lesionado, pediu para sair. Quase ao mesmo tempo, Djair sofreu uma torção de joelho. Marcelo Müller e Éder entraram, deixando o Grêmio muito descaracterizado. A partir daí, o time gaúcho tratou de resistir, tentando contra-ataques puxados por Rodrigo Mendes.” (Correio do Povo, quarta-feira, 16 de setembro de 1998)

Universidad Catolica 1×1 Grêmio

UNIVERSIDAD CATOLICA: Tapia; Cornejo, Ramirez, Vargas e Pizzarro; Ormazábal, Lépe, Edu Manga (Osorio) e Mirosevic (Goldberg); Moya e Figueroa
Técnico: Fernando Carvallo

GRÊMIO: Danrlei: Walmir, Scheidt, Rodrigo Costa e Roger; Fabinho, Luiz Carlos Goiano, Ronaldinho (Djair, depois Eder) e Itaqui (Marcelo Miller); Clóvis e Rodrigo Mendes.
Técnico: Celso Roth

Copa Mercosul 1998 – Grupo E – Quarta Rodada
Data: 15 de setembro de 1998, terça-feira, 21h40min
Local: Estádio San Carlos de Apoquindo, em Santiago do Chile.
Arbitragem: Robert Troxler (PAR)
Auxiliares: Carlos Torres e Luiz Mereles
Cartões Amarelos: Moya, Lépe, Goiano
Cartão vermelho: Moya
Gols: Lépe (de pênalti) aos 12 minutos do primeiro tempo; Rodrigo Mendes aos 8 minutos do segundo tempo

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Gauchão 2019 – São Luiz de Ijuí 0x0 Grêmio

April 2, 2019 by

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O jogo foi (ou ao menos me pareceu) desinteressante. Não teve uma dinâmica/andamento típico de uma semifinal. O Grêmio teve mais controle, teve as melhores chances mas não tirou o 0x0 do placar (Renato reclamou da falta de “tesão” na hora de aproveitar as oportunidades)

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Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

São Luiz de Ijuí 0x0 Grêmio

SÃO LUIZ: Paulo Gianezini; Maicon, Pablo, João Marcus e Márcio Goiano; Clayton e Rudiero; Leílson (Falcão, 47/2ºT), Mikael e Thiago Alagoano (Anderson Paraíba, 42/2ºT); Tauã (Vavá, 29/2ºT)
Técnico: Paulo Henrique Marques

GRÊMIO: Paulo Victor; Galhardo, Michel, Kannemann e Juninho Capixaba; Rômulo (Alisson, 19/2ºT) e Matheus Henrique; Thaciano, Jean Pyerre (Lincoln, 37/2ºT) e Pepê; Felipe Vizeu (Thonny Anderson, 24/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

Gauchão 2019 – Semifinal – jogo de ida
Data: 31 de março de 2019, domingo, 19h00min
Local: Estádio 19 de Outubro, em Ijuí-RS
Arbitragem: Leandro Vuaden
Auxiliares: Rafael da Silva Alves e Elio Nepomuceno de Andrade.
Cartões amarelos: Pablo; Kannemann

Gauchão 1976 – São Luiz de Ijuí 0x1 Grêmio

March 31, 2019 by
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Foto: Zero Hora

 

No Gauchão de 1976 o Grêmio foi até Ijuí e ganhou do São Luiz no Estádio 19 de Outubro por 1×0, gol de Alcino.

Paulo Lumumba era o técnico interino, visto que Telê Santana só assumiria a equipe em setembro daquele ano.

 

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Foto: Folha da Tarde

 

“SEM CRIATIVIDADE, O GRÊMIO FOI SALVO PELO OPORTUNISMO DE ALCINO

O objetivo principal, mais uma vitória, a equipe do Grêmio conseguiu obter, ontem à tarde em Ijuí, contra o São Luís. Apenas isso. Além dos dois pontos positivos e a conseqüente manutenção da invencibilidade e liderança isolada deste campeonato, o Grêmio não mostrou mais nada. Os jogadores orientados por Paulo Lumumba, na sua maioria, se comportaram durante a partida de maneira ridícula e sem criatividade. O marcador final, de 1 a 0 pode inclusive ser considerado injusto.

 No entanto, o São Luís nada fez para merecer uma melhor sorte no resultado, Seus jogadores, seguindo as orientações tática do treinador André Heinz, só tinham uma preocupação: evitar os gols e sem a preocupação de fazê-los. Mesmo quando o Grêmio marcou seu único gol, numa jogada oportunista de Alcino, no começo do segundo tempo, o São Luís continuou retrancado. E esse fato determinou a derrota final, que encarada dentro desse aspecto foi justa. O São Luís se recusou a jogar futebol. Tratou de ficar os 90 minutos, na defesa.

A equipe do Grêmio, muno contento com todos seus principais titulares, teve um grande erro tático no período inicial e o manteve no começo do segundo tempo, até marcar o gol. A vitória do Grêmio não surgiu por méritos táticos, mas sim, por um lance de oportunismo por parte de Alcino. Embora fosse visível que o tradicional “chuveirinho” (cruzamentos elevados para a área, pelos ponteiros) não daria certo, Zequinha, Ortiz, Bolívar e Eurico insistiram com esse tipo de jogada.

Com facilidade, a boa defesa do São Luís anulava o ataque do Grêmio. Alcino, Alexandre e Neca não estavam muito inspirados. Apesar de jogar errado, especialmente antes de fazer o gol, os jogadores do Grêmio demonstraram um fator bastante positivo, a tranquilidade, e isso contribuiu para a vitória. Desde o primeiro minuto de jogo, o Grêmio atacou, mas isso não surpreendeu ao São Luís que estava pronto para enfrentar, Inclusive, a marcação sob pressão nas reposições da bola em jogo.

Quando os jogadores do São Luís não conseguiam destruir os ataques adversários com jogadas normais, se utilizavam da violência. E, essas jogadas desleais, determinaram uma reação semelhante por parto do Grêmio. Conseqüentemente, Luís Guaranha viu-se obrigado a mostrar o cartão amarelo em cinco oportunidades. O ambiente violento favoreceu a esquematização de André Heinz, pois durante vários minutos, a partida era paralisada. Entretanto, Luís Guaranha soube conter os jogadores e conduzir o jogo com domínio total.

Se os jogadores do Grêmio estivessem mais inspirados e disciplinados taticamente, o resultado poderia ter sido melhor, porque o São Luís dava liberdade na armação de jogadas. Alexandre jogou livre, praticamente sem ninguém a marca-lo. Dessa maneira, ele pode armar boas jogadas ofensivas, mas seus companheiros as desperdiçavam ou não aproveitavam. Nos 90 minutas, o São Luís só teve uma chance de gol. Não merecia o empate, pois não teve opções ofensivas.

ALCINO 1 a 0

O time do Grêmio voltou muito motivado para o período final, movimentando-se bastante no ataque e procurando o gol de qualquer maneira. Aos seis minutos, ainda nessa pressão total do Grêmio, Ortiz cobrou um escanteio,  Jeronimo aparou com a perna e lançou por elevação para Alcino, que cabeceou com força pare baixo no canto esquerdo de Volnei, sem chances. “(Folha da Tarde, segunda-feira, 5 de julho de 1976)

 

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Foto: Zero Hora

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Foto: Folha da Tarde

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Foto: Zero Hora

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Foto: Zero Hora

SÃO LUIZ: Volnei, Manoel, Lourival, Ivan Honorato e Domingos; Carioca , Vilmar e Helio (Tarciso), César, Jaime Monaco e Vadi
Técnico: André Heinz

GRÊMIO: Cejas, Eurico, Ancheta, Beto Fuscão (Tadeu) e Bolívar; Jerônimo (Silva), Neca e Alexandre; Zequinha, Alcino e Ortiz
Técnico: Paulo Lumumba

Gauchão 1976 –
Data: 4 de julho de 1976, domingo
Local: Estádio 19 de Outubro, em Ijuí/RS
Árbitro: Luis Guaragna
Assistentes: Herminio Goulart e Justiimiano Goularte
Público: 6.825 pagantes
Renda: Cr$ 183.000,00
Cartões amarelos: Jeronimo, Ancheta, Beto Fuscão, Manoel e Ivan Honorato
Gols: Alcino aos 6 minutos do 2º tempo

Gauchão 2019 – Grêmio 0x0 Juventude

March 29, 2019 by

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Seria muito difícil esse jogo ser minimamente interessante depois dos 6×0 da ida. E de fato a partida foi bastante enfadonha. Uma pena o impedimento mal marcado no gol do Tardelli

Não entendi por que o Grêmio jogou de meia preta, especialmente considerando que a meia do Juventude era verde escura.

Como seria de se imaginar, foi o menor público do Grêmio na temporada. Sigo achando que nessas ocasiões deveria ser “testado” um política de ingressos com preço mais barato (R$ 25 para um jogo “morto” é muita coisa).

– Média de público do Grêmio no Gauchão em 2019:
17.952 (16.069 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na temporada:
19.832 (17.895 pagantes)
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Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 0x0 Juventude

GRÊMIO: Julio César; Léo Moura (Marinho, 33/2ºT), Rômulo, Marcelo Oliveira (Juninho Capixaba, 42/1ºT) e Cortez; Darlan (Alisson, 12/2ºT) e Maicon; Montoya, Luan e Diego Tardelli; André
Técnico: Renato Portaluppi

JUVENTUDE: Marcelo Carné; Vidal, Sidimar, Victor Salinas e Eltinho; Moisés e Rafael Jataí; Caprini (Breno, 26/2ºT), Dalberto e Bruno Camilo; (Aprile, 18/2ºT); Braian Rodríguez (Paulo Sérgio, 39/2ºT)
Técnico: Marquinhos Santos

Gauchão 2019 – Quartas de final – jogo de volta
Data: 28/03/2019, quinta-feira, 21h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 9.211 (7.530 pagantes)
Renda: R$ 314.820,00
Árbitro: Douglas Silva
Auxiliares: Teilor Thomas da Silva e Luiza Naujorks Reis

Gauchão 1979 – 1º Turno – Grêmio 0x1 Juventude

March 28, 2019 by
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Foto: Zero Hora

 

Em maio de 1979, o Grêmio foi derrotado pelo Juventude no Olímpico por 1×0, com um gol de José Luiz Plein, aproveitando uma saída equivocada do goleiro Manga. Foi a única derrota do tricolor na campanha de 52 (CINQUENTA E DOIS!!!) jogos do título (com 42 vitórias e 9 empates)

O detalhe é que André Catimba teve dois pênaltis defendidos pelo goleiro Rafael. No jogo seguinte, contra o Bagé, o Grêmio teve  uma penalidade máxima marcada a seu favor e Paulo César Caju converteu.

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Foto: Zero Hora

 INCRÍVEL! GRÊMIO PERDE DOIS PÊNALTIS E O JOGO!
Rafael defendeu dois pênaltis chutados por André. E Plein marcou, aproveitando erro de Manga

Pouco antes de iniciar a partida, André disse que não acreditava em bruxaria. Aos 31 minutos do primeiro tempo, depois de ter perdido seu segundo pênalti em dois minutos, deve ter começado a acreditar. Azar de André, sorte de Plein que, aos 17 minutos do segundo tempo, marcou o gol que garantiu a vitória do Juventude e ainda o deixou como goleador isolado do campeonato. Agora o Inter também é líder ao lado do Grêmio, por pontos perdidos.

Pênaltis

Fantoni escolheu cuidadosamente os jogadores para formar o time que enfrentaria o Juventude, o adversário mais perigoso antes do Gre-Nal do dia 13 deste mês. Em parte, a equipe correspondeu: tomou a iniciativa na partida e estabeleceu o domínio total em campo, sempre pressionando o Juventude em seu próprio campo. No entanto, havia um obstáculo importante: a marcação do seu meio-campo.

Jorge permaneceu sempre junto a Paulo César, permitindo pouca liberdade ao jogador do Grêmio que não tinha espaço para desenvolver seu futebol. Mesmo assim, diante da má atuação de lúra, ainda era Paulo César o jogador mais Importante e eficiente na armação, conseguindo pelo menos errar pouco.

O Juventude foi poucas vezes à frente e sempre lentamente. Mesmo assim, teve a primeira oportunidade de gol numa jogada que os zagueiros do Grêmio permitiram que Ivanildo dominasse livre na área e chutasse torto, pela linha de fundo. Mas, pela insistência do Grêmio no ataque — ainda errando muito — o Grêmio acabaria ando jogadas perigosas na área do Juventude. Na primeira, aos 25 minutos, Paulo César foi derrubado num pênalti claro que Rui Canedo não marcou. Quatro minutos depois, Edson trancou Tarciso na área e, desta vez, o pênalti estava confirmado: André bateu fraco, no canto direito e Rafael teve tempo para defender — Toninho, no rebote, chutou para escanteio. Na cobrança, Paulo César dominou a bola cabeceada por Vantuir e bateu forte. Rafael estava fora do gol e Toninho defendeu com a mão, num novo pênalti que o juiz — a menos de três metros do lance — marcou com segurança. Mas André novamente bateu fraco, no mesmo canto direito, para nova defesa de Rafael.

Surpresa

Com estas duas defesas, a resistência do Juventude aumentou muito no segundo tempo. Mesmo que o Grêmio tivesse uma modificação importante (Paulo César passou a jogar mais à frente, lura recuou um pouco) e, com isso, se tornasse mais eficiente no ataque, o Juventude ainda mantinha certa tranquilidade para defender-se, recuando até mesmo o goleador Plein.

Pelas condições do jogo, o gol do próprio Plein, aos 17 minutos, surpreendeu até mesmo a equipe do Juventude, que ainda contou com o erro de Manga para obter a vantagem. Precipitado nos passes, o Grêmio ainda assim continuava jogando todo no campo do Juventude e criando oportunidades. Só que faltava a tranqüilidade para concluir corretamente a jogada, como aconteceu com lura aos 18 minutos (pouco antes de ser substituído por Nardela, ele recebeu um excelente passe de André e chutou para fora Guando estava livre na área) e com Paulo César aos 20: Tarciso cruzou e, mesmo livre na área pequena, cabeceou para fora.

Para piorar mais ainda a situação do Grêmio, o Juventude se tornava perigoso no contra-ataque e, aos 38, Vicente salvou quase de dentro do gol uma bola chutada por Plein que encobriu Manga. Depois disto, o logo chegou ao final sem que o Grêmio ameaçasse sequer o empate.

O PLACAR
PLEIN para o Juventude — 1 a 0 aos 17 minutos do segundo tempo — Plein recebeu uma bola alta quase na intermediária do Grêmio. Vítor Hugo estava na jogada mas Manga saiu de sua área e cabeceou fraco, ganhando do centroavante mas chocando-se com o zagueiro e caindo junto. Plein ficou livre com a bola dominada e teve a tranqüilidade necessária para meter o pé esquerdo na bola, que entrou no gol vazio lentamente.” (Zero Hora, sexta-feira, 4 de maio de 1979)

A EXTRAORDINÁRIA VITÓRIA DO JUVENTUDE

Foi uma noite de glórias para o futebol de Caxias do Sul e principalmente para o Juventude na quinta-feira quando derrotou o Grêmio em pleno Estádio Olímpico por 1×0 gol marcado por Plein aos 17 minutos do segundo tempo depois de uma falha de Manga.

A vitória do Juventude foi pintada com lances de heroísmo que dificilmente será esquecido pelo torcedor do Juventude. Rafael defendeu dois pênaltes cobrados por André, o segundo muito mal assinalado por Rui Canedo. Rafael acabou se constituindo na grande personalidade da partida.

Depois de passar muitas dificuldades no primeiro tempo, o Juventude melhorou na etapa complementar com a entrada de Valdo no meio de campo, tendo em vista uma lesão de Casemiro. Marco foi obrigado a colocar Jorge na lateral direita e passar Toninho para a esquerda. O Grêmio ficou um time nervoso e inseguro e o Juventude jogando com bastante habilidade e muito bem posicionado acabou marcando o gol que lhe daria a vitória.

Foi praticamente um lançamento de Rafael que pressentiu o avanço dos zagueiros do Grêmio. Manga tentou tirar de cabeça. Plein inteligentemente apenas tocou de leve para as redes. Aos 37 minutos, num lance empolgante, Vicente tirou na marca, alguns dizem que entrou, depois de uma jogada monumental de Plein que chegou a dar um balãozinho no goleiro Manga. Foi urna vitória extraordinária. A vitória da década.” (Jornal de Caxias, sábado, 5 de maio de 1979)

PLEIN DEDICA VITÓRIA E O GOL A RAFAEL

O torcedor gremista quase nem acreditou. Não bastasse os dois pênaltis perdidos por André no primeiro tempo, Plein aos 17 minutos da segunda etapa acabava de marcar o gol do Juventude que viria a ser o da vitória. Ele aproveitou a falha de Manga que saíra de seu gol e provou mais uma vez porquê é considerado um dos maiores goleadores do futebol gaúcho. E assumiu a liderança dos artilheiros com 14 gois, contra os 13 de André.

— O Juventude mostrou hoje o futebol que ficamos devendo daquela outra apresentação aqui em Porto Alegre — disse ele ao final de jogo. Aquele time que jogou contra o Inter não era o Juventude. Nosso verdadeiro futebol é este que foi mostrado aqui no Olímpico. Conseguimos passar por todas as dificuldades, vencemos, foi-se o último invicto, só posso dizer que realmente estamos todos muito felizes.

O centroavante não aceitava as indicações de melhor jogador em campo. Na sua opinião o melhor jogador havia sido o goleiro Rafael, “pois além de defender os dois pênaltis batidos pelo André que teve muito azar também, foi na verdade o autor intelectual do gol que marquei. Foi ele quem me viu sozinho com o Vítor Hugo e lançou a bola. Aproveitei a indecisão do Manga e do Vantuir e conseguir marcar, “comentou ele” (Zero Hora, sexta-feira, 4 de maio de 1979)

ANDRÉ NÃO DEIXOU PAULO CÉSAR CHUTAR O SEGUNDO
E Fantoni não entende a guerra só contra o Grêmio
Foi grande o choro do Grêmio ao final da partida. Mas a declaração que causou impacto maior foi a de Paulo César. Isto porque, o meia-cancha gremista — é batedor oficiai de pênaltis da equipe — foi impedido por André de cobrar o segundo pênalti, depois que o goleador havia já perdido um: “Eu cheguei pro André e pedi prá bater: ele achou melhor bater novamente.” Paulo César ficou chateado principalmente porque é o jogador que mais treina cobranças depois dos treinos, mas até agora não chutou nenhum no campeonato.
Enquanto isto, o técnico Orlando Fantoni garantia que André havia cobrado pela segunda vez por ordem sua, depois de ouvir os jogadores. Mas a declaração mais importante do treinador gremista foi com relação a diferença de “motivação”, das equipes do interior o enfrentam Grêmio e Inter:
— Admirei a diferença de motivação das duas partidas do Juventude, contra nós e contra o Inter. Parece que a motivação é outra. Mas foi bom, pois o Grémio compreendeu que, se quiser vencer o campeonato, vai ter que fazer o possível e o impossível. Vencer o campeonato é mais difícil para o Grêmio do que para qualquer outra equipe. A guerra aqui parece ser para apenas impedir o Grêmio de ganhar o campeonato. Vamos ter que lutar até morrer para ganhar. Mas, quem sabe esta derrota não tenha sido para nossa felicidade. Agora repito: não tem nem comparação, qualquer um que assistiu os dois Jogos do Juventude em Porto Alegre viu a diferença.” (Zero Hora, sexta-feira, 4 de maio de 1979)

INTERNACIONAL ofereceu prêmio-extra para os jogadores do Juventude. Só que os dirigentes foram avisados e não permitiram o “expediente”: — Nós não fomos procurados pelo Grêmio quando do jogo com o Inter e estamos com o Fernando Zacouteguy: nada de bicho-extra. O Juventude é um clube médio, mas nós mesmos nos encarregamos de premiar nossos jogadores. Foram as declarações do vice-presidente Gastão Brito, confirmando a oferta oficial feita pelo Inter. E nem foi preciso, como ficou comprovado durante a partida.” (Zero Hora, sexta-feira, 4 de maio de 1979)

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Fonte: Pioneiro

 

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GRÊMIO: Manga: Enrico, Vicente, Vantuir e Dirceu; Vitor Hugo, Iura (Nardela) e Paulo César Caju; Tarciso, André Catimba e Éder Aleixo
Técnico: Orlando Fantoni

JUVENTUDE: Rafael; Toninho, Gonçalves, Edson, Casemiro (Jorge); Assis, Jorge (Valdo) e Cacau; Kásper, Plein e Ivanildo.
Técnico: Marco Eugênio

Gauchão 1979 – 1º Turno – 17ª Rodada
Data: 03 de maio de 1979, quinta-feira
Público: 25.978 pagantes
Renda: Cr$ 1.028.215,00
Árbitro: Rui Canedo
Auxiliares: Adão Alípio Soares e Estemir Vilhena da Silva
Gol: Plein, aos 17 minutos do segundo tempo

Gauchão 1979 – Octogonal Final – Grêmio 0x0 Juventude

March 27, 2019 by
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Foto: Correio do Povo

Na quarta rodada do octagonal final do Gauchão de 1979 o Grêmio não saiu do 0x0 com o Juventude no Olímpico. Foi o primeiro empate do tricolor na fase final da competição (na qual entrara com dois pontos extras).

É interessante notar que no segundo tempo o técnico Orlando Fantoni optou por usar André Catimba e Baltazar ao mesmo tempo, uma estratégia que ele usou por algumas vezes naquela temporada.

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JUVENTUDE NÃO DEIXOU O GRÊMIO AUMENTAR DIFERENÇA PARA 4 PONTOS

O Grêmio não jogou bem no último domingo mas outra vez foi favorecido no campeonato por um tropeço do Internacional diante do São Paulo. Empatando em zero a zero com o Juventude e aproveitando a derrota do Internacional, o Grêmio aumentou a diferença para três pontos na liderança rolada do campeonato gaúcho.

Favorito para ganhar o jogo, o Grêmio teve pela frente um adversário retrancado e disposto exclusivamente a não perder. Assim mesmo o Juventude poderia ter feito um golo no primeiro tempo, quando houve um contra-ataque organizado por Plein.

O Grêmio errou exatamente no setor que vem sendo um dos melhores do time: o meio-de-campo. Ali o Grêmio foi apático, sem organização, sem criatividade e por isso facilitou o trabalho do adversário.

O Grêmio, além do mais, jogou com lentidão e a bola demorava muito a sair da meia-cancha para as duas pontas. Nas poucas vezes que foi para a direita o time ainda teve o azar de ter Tarciso muito bem marcado e jogando mal.

SEGUNDO TEMPO

Orlando Fantoni começou o segundo tempo já com lúra no lugar de Nardela e depois retirou Tarciso para juntar André ao lado de Baltazar no comando do ataque.

O Juventude não mudou sua maneira de jogar e continuou a marcação forte no meio-de-campo, nas laterais e dentro da área. O domínio territorial foi todo do Grêmio mas faltou criatividade para o ataque.

As melhores oportunidades do segundo tempo o Grêmio as teve com cabeçadas de Baltazar. Aos 7 minutos uma falta cobrada por Éder não foi defendida por Rafael e Baltazar cabeceou no travessão. Aos 9 minutos, em jogada de £der, Baltazar novamente quase marcou. Apoiado pela torcida o time, na base do entusiasmo, tentou fazer o golo. E foi assim até o final da partida sem ser incomodado pelo Juventude, excessão do lance aos 40 minutos, quando Plein escapou e poderia ter marcado não fosse a pronta intervenção de Ancheta.” (Correio do Povo, terça-feira, 21 de agosto de 1979)

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GRÊMIO: Manga; Vilson, Ancheta, Vantuir e Dirceu; Vitor Hugo, Nardela (Iura, intervalo) e Paulo César Caju; Tarciso (André Catimba), Baltazar e Éder Aleixo
Técnico: Orlando Fantoni

JUVENTUDE: Rafael; Vinhas, Tadeu Vieira, Ademir e Toninho; Jorge, Cacau e Valdo; Casper, Plein e Ivanildo
Técnico: Carlos Gainete

Data: 19 de agosto de 1979, domingo
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre.
Renda: Cr$ 928.360,00
Árbitro: Luis Guaranha
Auxiliares: Adão Alípio Soares e Paulo Salazar

Gauchão 2019 – Juventude 0x6 Grêmio

March 27, 2019 by

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A fórmula do Campeonato Gaúcho melhorou nos últimos anos, mas não vejo muito sentido em que 8 dos 12 participantes avancem para os mata-mata.

O placar foi elástico, mas não surpreendente considerando que o primeiro colocado da primeira fase jogou 70 minutos com 11 contra 10 do oitavo colocado
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Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

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JUVENTUDE: Marcelo Carné; Vidal, Genílson, Victor Sallinas e Felippe; Moisés, Caprini, Rafael Jataí, Denner e Dalberto; Braian Rodríguez (Douglas, 27’/1ºT)
Técnico: Marquinhos Santos

GRÊMIO: Paulo Victor, Leonardo Gomes (Felipe Vizeu, 20/2ºT), Michel, Marcelo Oliveira e Cortez; Matheus Henrique, Maicon, Thaciano (Alisson, 9/2ºT), Luan e Pepê; André (Diego Tardelli, 9/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

Gauchão 2019 – Quartas de final – jogo de ida
Data: 24 de março de 2019 domingo, 16h00min
Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul-RS
Árbitro: Leandro Vuaden (FIFA-RS)
Assistentes: Maurício Coelho Silva Penna-RS e Jorge Eduardo Bernardi-RS
Cartões amarelos: Rafael Jataí e Dalberto; Bruno Cortez
Cartão vermelho: Genílson, aos 19/1ºT
Gols: Marcelo Oliveira, aos 24 minutos do primeiro tempo, Thaciano, aos 6, Luan aos 11 e aos 17, Felippe (contra) aos 41, Tardelli aos 43 minutos do segundo tempo

Gauchão 1979 – Octogonal Final – Juventude 0x1 Grêmio

March 24, 2019 by
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Foto: Jornal de Caxias

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Foto: Jornal de Caxias

Em setembro de 1979, Juventude e Grêmio se enfrentavam pela quarta e última vez naquela temporada. O tricolor foi ao Alfredo Jaconi com time misto, uma vez que já havia assegurado o título do Gauchão na rodada anterior, na vitória de 3×0 sobre o Brasil de Pelotas.

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Foto: Pioneiro

GRÊMIO GANHOU COM O MISTO

Com golo de Nardela a um minuto do segundo tempo, e com a penalidade máxima desperdiçada por Plein, o misto do Grêmio venceu o Juventude, ontem à noite, no Alfredo Jaconi. 

PRIMEIRO TEMPO — O Grémio esteve diferente no período de abertura, ontem, no AIfredo Jaconi, contra o Juventude. Ao invés do time competitivo de todo o campeonato, preferiu promover uma apresentação alegre, com congestionamento na meia-cancha e lentidão nos lances ofensivo.

 Assim, mesmo dominando a partida, o Grêmio não conseguiu abrir o escore nos primeiros 45 minutos. Havia o maior volume, com Cardaccio estreando com segurança, mas a finalização custou a acontecer. Em decorrência, o Juventude tinha condições para se recuperar.

O futebol alegre do Grêmio teve muita troca de passes e jogadas vibrantes de Jesum pela esquerda. Porém, em nenhuma houve a ameaça mais séria à defesa caxiense. Pelo contrário, foi o Juventude que, numa arrancada rápida de contra-ataque, teve uma oportunidade desperdiçada por Cacau.

Assim, mesmo mandando no jogo, o Grêmio não conseguiu abrir o escore. O Juventude, Porém, mostrou muitas falhas na linha de zagueiros. Manteve o escore sem abertura, mas o Grêmio estava muito alegre para explorar estas falhas.

SEGUNDO TEMPO — O futebol alegre do primeiro tempo, num lance rápido a um minuto desta fase final, foi premiado: Ladinho cobrou falta Nardela se antecipou aos zagueiros caxienses e marcou de cabeça. O Grêmio estava com 1 x 0 e a partida ainda nem havia esquentado, no tempo derradeiro.

Depois do golo, como é natural, o Grêmio passou a jogar  com mais cautela. Cardaccio e Nardela ficaram mais atrás, enquanto Iúra podia ir à frente, acompanhando os deslocamentos de Jurandir, André e Jesum – mais tarde Leandro. O Juventude não t nha condições de reagir, pois o adversário fechava bem os espaços.

Aos 32 minutos, a melhor oportunidade do empate foi desperdiçada pelo Juventude. Plein recolheu na entrada da área, avançou e foi derrubado por Valderez. O lance foi duvidoso, mas o árbitro Nazarino Pinzon assinalou a penalidade máxima. Plein bateu mal, muito mal para fora.

Com 1 x o, o Grêmio venceu a partida. Mereceu, apesar do futebol bem mais inferior ao do time titular ao longo do campeonato. O futebol alegre deu só para o gasto. (Correio do Povo, quinta-feira, 13 de setembro de 1972)

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O QUE É ISSO?
“Eu mandei avisar o Jesum, que se ele continuasse atentar fazer pouco dos jogadores do Juventude era para eles baixarem o pau”. Afirmação de Carlos Gainete, completamente perturbado no túnel durante o jogo de quarta-feira contra o Grêmio. Jesum fez “gato e sapato” para cima de Vinhas. Em tempo: Ivanildo “desmoralizou” o lateral Edegar do Esportivo, em Bento, num jogo em que os dois times empataram em um gol e o Espinosa não mandou nenhum recado.” (Jornal de Caxias, 15 de Setembro de 1979) 

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Foto: Pioneiro

GRÊMIO: Remi; Eurico, Valderez, Vicente e Ladinho, Cardarccio, Nardela e Iúra: Jurandir, André e Jesum (Leandro)
Técnico: Orlando Fantoni

JUVENTUDE: Luís Carlos; Toninho, Moacir, Vinhas e Ademir; Cacau, Plein e Valdo (Lacir); Maurinho, Rinaldo (Marquinho) e Ivanildo
Técnico: Carlos Gainete

Gauchão 1979 – Octagonal final – 12ª Rodada
Data: 12 de setembro de 1979, quarta-feira
Renda: Cr$ 221.920,00
Arbitragem: Nazarino Pinzon
Auxiliares: Euclides Angeli e Darli Etges
Gol: Nardela, aos 2 minutos do segundo tempo

Gauchão 1979 – Segundo Turno – Juventude 0x1 Grêmio

March 23, 2019 by
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Foto: Correio do Povo

No segundo turno do Gauchão de 1979, o Grêmio conseguiu uma magra vitória sobre o Juventude no Alfredo Jaconi.

O personagem do jogo foi o juiz José Luis Barreto, que deixou de dar um pênalti para o tricolor no primeiro tempo, quando o lateral Alcione usou a mão para evitar um gol olímpico de Éder Aleixo (o que teria sido o seu terceiro gol olímpico com a camisa tricolor) e marcou uma penalidade bastante duvidosa em Paulo César Caju no final da partida.

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Foto: Pioneiro

1979 pioneiro junho foto - gol

Foto: Pioneiro

FOI DIFÍCIL MAS GRÊMIO BATEU JUVENTUDE

Com um golo de Paulo César Lima cobrando pênalti que ele mesmo sofreu, no final do jogo, o Grêmio ganhou do Juventude, domingo último, no estádio Alfredo Jaconi. Foi uma vitória muito difícil e ao mesmo tempo importantíssima para um time que já conseguiu o primeiro ponto extra no atual campeonato. O Grêmio apenas jogou bem no segundo tempo, pois no primeiro o técnico Orlando Fantoni resolveu dar liberdade ao Juventude e esperar o adversário no próprio campo, o que abou criando problemas para o seu time. O plano era puxar o Juventude durante os primeiros 15 minutos e depois, gradativamente, ir subindo para o ataque. Mas isso não deu resultado e o time de Marco Eugênio foi superior na primeira etapa.

O mau estado do gramado dificultou os dois times, que erraram muitos passes. O Juventude teve o domínio territorial do jogo, mas a rigor chutou apenas de fora da área. A melhor chance foi numa cobrança, de falta com barreira, através de Kasper. O ponteiro cobrou com precisão e Manga fez extraordinária defesa.

SEGUNDO TEMPO

A etapa complementar mostrou um Grêmio bem mais motivado e organizado. O Juventude sentiu o impacto de um adversário que mudara completamente sua forma de jogar e cedeu terreno.

A pequena desvantagem que havia no meio-de-campo foi corrigida, quando entrou Jurandir na ponta esquerda em lugar de Éder. Antes de ser substituído, já com Jurandir pulando na pista, Éder cobrou quatro escanteios em seqüência e no último Alcione usou a mão para defender, quando a bola ia para as redes. O árbitro, mal colocado, nada marcou. Minutos depois Orlando Fantoni deu mais força ao ataque, colocando Baltazar no lugar de Nardela. Baltazar acabou perdendo, numa jogada de Vilson, um golo certo, quando apanhou o cruzamento e atirou por cima. O Juventude, no segundo tempo, teve a melhor oportunidade numa falta novamente cobrada por Kasper que Manga defendeu.

Quando o empate parecia certo Paulo Cesar fez uma jogada individual e entrou pela esquerda. Na hora do chute foi derrubado por Assis e Barreto marcou o pênalti que Paulo César cobrou com perfeição.” (Correio do Povo, terça-feira, 12 de junho de 1979)

ANTÔNIO GOULART: “Quando digo que o, Grêmio está se habituando perigosamente a enfrentar dificuldades e depois ganhar as partidas, é que isso pode conduzir a equipe a uma aceitação da realidade, sem se preocupar com o esforço de corrigir os defeitos ou encontrar outras soluções, já que o resultado final, do ponto de vista numérico, acaba satisfazendo. Nos sete jogos que disputou neste turno, o Grêmio, a rigor, só conseguiu impor o seu ritmo e ganhar com tranquilidade no primeiro: nos 3 a 0 sobre o Riograndense, em Santa Maria.

Mais dia menos dia, pôde ocorrer o inesperado. Já contra o Juventude, domingo, não fosse o pênalte, que para mim não existiu, nos minutos finais, o Grêmio teria deixado, um ponto no Alfredo Jaconi. Não nego que a vitória acabou _senda justa, porque se houve um time que mereceu fazer um golo foi o do Grêmio, apesar d6 primeiro tempo desorganizado. O Juventude  mostrou organização mas não teve finalização, a não ser nas três cobranças de falta de Kasper e num chute de Cacau. O Grêmio não teve harmonia mas buscou mais a vitória e criou, além do golo de Paulo César, mais duas situações: aquela em que o zagueiro Alcione tirou a bola com o braço e o juiz não viu e o chute desperdiçado por Baltazar quase do risco da pequena área. O que também não deixa de ser pouco para 90 minutos de jogo.” (Correio do Povo, terça-feira, 12 de junho de 1979)

INTERVALO  DA RODADA  – Lasier Martins

José Luiz Barreto, outrora ótimo árbitro, parece que não atravessa bom momento. Ainda há poucos dias, apitando no jogo do Inter contra o Pelotas, no Beira-Rio, invalidou golo de Adilson, julgado legítimo pela quase totalidade das pessoas respeitáveis que opinaram. Anteontem, em Grêmio e Juventude, não viu o pênalte de Alcione tirando a bola com a mão no golo olímpico que Éder fazia.

Teve sorte o Grêmio, porque, por coincidência, reclamando com maior veemência, parece ter condicionado a arbitragem para o lance final, onde, na dúvida, Barreto deu pênalte de Assis sobre Paulo César. Vantagem gremista, que não perdeu o ponto num jogo onde merecia o castigo pela má partida.

Aliás, como alguém já definiu, a campanha gremista vem sendo um treinamento para cardíacos. Basta ver o retrospecto: Estrela, São Paulo, Esportivo, Gaúcho e Juventude. Em qualquer desses últimos jogos, apesar de sua hierarquia, não fez sequer uma exibição convincente. Em todos eles, à exceção do empate em Bento, ganhou penando.” (Correio do Povo, terça-feira, 12 de junho de 1979)

CLASSIFICAÇÃO

Vencendo ao Juventude e igualando o número de jogos, o Grêmio chegou junto ao Internacional na contagem de pontos do segundo turno, mantendo a vantagem, de um ponto, que foi a diferença do primeiro turno. O Caxias que não perde há dez rodadas, e de 22 pontos disputados conquistou 20, conservou a liderança com os clubes do interior na disputa do ponto extra, O Esportivo, em quarto, continua com excelente regularidade. As derrotas do São Paulo, 14 de Julho e Brasil, praticamente não alteraram as posições do bloco intermediário, onde o Novo Hamburgo é o destaque.

Após a oitava rodada a classificação do segundo turno é a seguinte:

PG J V E D GF GC S PG
1 – Inter 13 7 6 1 0 16 0 16 13
2 – Grêmio 13 7 6 1 0 13 3 10 13
3 – Caxias 12 7 5 2 0 12 4 8 12
4 – Esportivo 11 8 4 3 1 7 3 4 11
5 – São Paulo 8 7 3 2 2 6 6 0 8
6 – N. Hamburgo 8 7 3 2 2 11 7 4 8
7 – Inter-SM 8 7 2 4 1 2 1 1 8
8 – Brasil 8 8 3 2 3 7 6 1 8
9 – Pelotas 8 7 2 4 1 4 3 1 8
10 – Gaúcho 7 7 2 3 2 7 6 1 7
11 – 14 de Julho 7 8 3 1 4 8 8 -1 7
12 – Estrela 7 7 2 3 2 6 3 3 7
13 – São Borja 7 7 3 1 3 9 12 -4 7
14 – Farroupilha 6 8 1 4 3 4 7 -3 6
15 – Juventude 5 7 2 1 4 2 6 -2 5
16–Riograndense 5 7 2 1 4 5 13 -8 5

.” (Correio do Povo, terça-feira, 12 de junho de 1979)

A arbitragem do jogo Juventude e Grêmio mereceu as mais duras críticas por parte de vários setores especializados da crônica esportiva. O importante é que em cada jogo, é uma atuação. Assim como os jogadores tem boa atuação em uma partida, e na, seguinte podem jogar mal, o mesmo acontece com os árbitros. Apitam bem num jogo, apitam mal em outro. Mas definir um árbitro como sempre mau apenas por uma partida, não é tanto justo assim. Afinal, se formos levar em conta as críticas feitas tis arbitragens, veremos que apenas dois ou três árbitros do Estado seriam aceitos pelos dirigentes e cronistas. Ora, se isto fosse posto em prática, chegaríamos à conclusão de que o certame não teria continuidade, por falta de árbitros. Mas o certame continua. E é de se prever, quando um árbitro tem má atuação, que ele tanto pode deixar de dar uma penalidade máxima existente, como poderá dar uma penalidade máxima não existente. Faz parte de sua má atuação naquele jogo. Foi o que aconteceu com José Luiz Barreto no jogo Juventude e Grémio. Ele merece ser criticado tão duramente, tanto na penalidade não marcada (Alcione) como na marcação da penalidade duvidosa (Assis) no final do jogo. Porém, criticá-lo ao extremo pela penalidade última, e não criticá-lo com a mesma veemência pela penalidade primeira não marcada, já é discriminar a atuação. Na verdade, José Luiz Barreto deve ser criticado na mesma intensidade pelas duas falhas. Porque ambas são falhas de idêntica gravidade. Por seu turno, o departamento de árbitros, se estiver atento, deverá chamar atenção do Barreto pelo que fez aqui. Um árbitro não pode ser considerado apto quando Pratica tantos erros. ” (Editoria de Esportes, Pioneiro, quarta-feira, 13 de junho de 1979)

MARCO EUGÊNIO: AGORA COMEÇOU O CAMPEONATO PARA NÓS

O resultado diante do Grêmio não parece ter esmorecido a disposição do Juventude. Ontem pela manhã os jogadores estiveram reunidos com o técnico, quando foram abordados vários aspectos. E Marco Eugênio diz que “o campeonato para nós começou agora”. E lembra um detalhe muito importante: “Vamos disputar até mesmo o título do interior. Ocorre que o clube mais distante de nós é o Caxias, com cinco pontos de vantagem, mas que ainda não enfrentou a dupla Gre-Nal. E os dois jogos serão em Porto Alegre”. Depois Marco Eugênio volta a analisar a equipe diante do que apresentou diante do Grêmio. — “Se nós continuarmos apresentando o futebol que jogamos contra o Grêmio e contra o Brasil, vamos somar muitos pontos, ainda”.

DEFECÇÕES

Diante do Grêmio, além de ter perdido a partida em circunstância discutível, o Juventude ainda teve dois jogadores eliminados do jogo de hoje, em Passo Fundo: Casemiro com três cartões amarelos e Alcione expulso. O técnico, porém, contará com o retorno do Edson, devendo jogar na lateral direita, ou qualquer outra mudança que possa ser mais útil no momento. A partida diante do Grêmio foi muito vibrante, muito disputada. Alguns alegam que o Juventude teve pouca coragem. Pode ser que isto seja verdadeiro, porém no ataque o Juventude teve poucas opções quando se tratava de jogadas concatenadas. Foi o seu erro maior. Porque com elas, poderia até ter vencido o jogo.” (Pioneiro, quarta-feira, 13 de junho de 1979)

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Fonte: Pioneiro

Juventude 0 x 1 Grêmio

GRÊMIO: Manga; Vilson, Ancheta, Vantuir e Dirceu: Valderez, Nardela (Baltazar) ePaulo Cesar Caju;  Tarciso, André Catimba e Éder Aleixo(Jurandir)
Técnico: Orlando Fantoni

JUVENTUDE: Rafael: Alcione, Gonçalves, Ademir e Casemiro: Assis, Cacau e Jorge; Kasper, Plein e Maurinho (Ivanildo)
Técnico:  Marco Eugênio

Gauchão 1979 – Segundo Turno – 7ª Rodada
Data: 10 de junho de 1979, domingo
Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul-RS
Público: 16.260 pagantes
Renda: Cr$ 671.520,00
Arbitro: José Luis Barreto
Auxiliares: por Erick Fucks e Ricardo Piva
Gol: Paulo César Caju (de pênalti)

Gauchão 2019 – Pelotas 0x2 Grêmio

March 21, 2019 by

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Durante todo o primeiro tempo o Grêmio ameaçou numa jogada, que parecia (bem) treinada, que era o lançamento longo de Jean Pyerre para Pepê entrar por trás da zaga adversária quando essa saía para forçar o impedimento.

Eu sigo não gostando de ver jogadores com malha azul de manga longa por baixo da camisa tricolor de manga curta.

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Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Pelotas 0x2 Grêmio

PELOTAS: Airton; Lennon, Dão, Cleiton e Rõmulo; Reinaldo Silva (Léo Costa, intervalo), Makelele e Germano (Giovane Gomez, aos 13/2ºT); Cláudio Correa (Rubinho, aos 16/2ºT), Jarro Pedroso e Léo Bahia.
Técnico: Diego Gavilán

GRÊMIO: Breno; Rafael Galhardo (Rômulo, aos 29/2ºT), Michel, Marcelo Oliveira e Juninho Capixaba; Thaciano, Matheus Henrique, Montoya (Alisson aos 26/2ºT), Jean Pyerre e Pepê; Felipe Vizeu (Thonny Anderson, aos 20/2ºT).
Técnico: Vitor Hugo Signorelli

11ª Rodada – 1ª Fase – Campeonato Gaúcho 2019
Data: 20/03/2019, quarta-feira,às 21h30min
Local: Estádio Boca do Lobo, em Pelotas – RS
Árbitro: Roger Goulart
Auxiliares: André da Silva Bitencourt e Tiago Augusto Kapes Diel
Cartões amarelos: Germano, Claudio Correa; Michel
Gols: Thaciano, aos 8 minutos do segundo tempo; Thonny Anderson, aos 46 minutos do segundo tempo