Copa do Brasil 1995 – São Paulo 1×1 Grêmio

May 5, 2020 by
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Foto: Paulo Pinto (Revista Super Sport)

Em 5 de maio de 1995, Menos de 48 horas depois de eliminar o Olimpia na Libertadores o Grêmio voltou a entrar campo, dessa vez no Pacaembu, contra o São Paulo pela partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil.

O calendário esdruxulo obrigou o Grêmio a ser criativo na preparação para esse confronto. A escalação dessa noite foi testada na vitória por 3×0 diante do Juventude no domingo anterior, com Adilson de volante, somando-se a Gelson, Vagner Mancini e Carlos Miguel na meia-cancha (Arilson, Dinho e Goiano suspensos em virtude dos cartões vermelhos recebidos contra o Palmeiras na fase anterior) .

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Foto: Orlando Kissner (Revista Super Sport)

SÃO PAULO CEDE EMPATE AO GRÊMIO E SE COMPLICA NA COPA DO BRASIL
São Paulo e Grêmio empataram ontem, no Pacaembu, no primeiro jogo entre os times pelas quartas-de-final da Copa do Brasil. A partida de volta será no próximo dia 12, em Porto Alegre. Quem vencer, ganha a vaga. Se der empate de 0 a 0, o classificado é o Grêmio.

O jogo começou equilibrado. O São Paulo pressionava, mas o Grêmio respondia nos contra-ataques. A primeira grande chance de gol ocorreu aos 11min. O goleiro do Grêmio, Danrlei, fez duas grandes defesas seguidas após chutes de Caio e Juninho.

Aos 31min, o São Paulo conseguiu marcar em uma cobrança de falta. Juninho rolou para Bentinho, que chutou com efeito. A bola ainda bateu na trave antes de entrar. O Grêmio voltou para o segundo tempo com Alexandre no lugar de Vágner Mancini.” (Folha de São Paulo, sábado, 6 de maio de 1995)

ZH 1995 05 06

GRÊMIO REAGE E CONSEGUE EMPATE NA RAÇA
O time gaúcho teve boa atuação em São Paulo e tem vantagem para decidir a vaga no dia 12, em Porto Alegre

O esquema que o Grêmio utilizou com tanto sucesso na partida com o Juventude, domingo passado, com o zagueiro Adílson com volante, conseguiu deter também o São Paulo, ontem no estádio Pacaembu, pela Copa do Brasil. O Grêmio empatou em 1 a 1 e estará classificado com um outro empate, desde que sem gols, na partida de volta, dia 12, em Porto Alegre.

O São Paulo começou melhor, com um toque de bola envolvente no meio-de-campo com os habilidosos Juninho e Denilson, articuladores das jogadas dos paulistas. Quem criou a primeira boa chance, porém, foi Jardel, aos oito minutos, ao receber de Arce. O susto acordou o São Paulo, que por duas vezes, aos 12 min, depois de jogada individual de Denilson, exigiu de Danrlei.

A principal jogada de contra-ataque do Grêmio, com Paulo Nunes não funcionou em parte pelo excesso de individualismo de Nunes e também pela pouca produção de Carlos Miguel e Mancini no meio de campo. As conclusões dos gaúchos surgiram mais nas bolas paradas.

Aos 31 min, o árbitro Sidrack Marinho dos Santos marcou uma falta inexistente sobre Juninho. Na cobrança, Bentinho chutou forte, a bola tocou na trave e entrou.

O Grêmio – com Alexandre no lugar de Mancini – foi melhor e mereceu o empate na etapa final. Pressionou, criou chances, a melhor delas com Jardel sozinho à frente de Zetti, aos 10min. Paulo Nunes exigiu boa defesa de Zetti, aos 15, e quatro minutos depois o São Paulo respondeu com Caio, que, desmarcado, chutou por cima. Aos 23, foi a vez de Gélson errar e, aos 35, Bentinho chutou para fora. Num escanteio, aos 39, Paulo Nunes bem colocado, completou no canto direito e fez 1 a 1.” (Zero Hora, Sábado, 6 de maio de 1995)

GRUPO VIBRA E ELOGIA A PREPARAÇÃO FÍSICA

Uma grande confraternização tomou conta do vestiário do Grêmio após o empate de 1 a 1 contra o São Paulo. Além de saudarem o resultado, jogadores e comissão técnica lembraram o desgaste que o time tem enfrentado nos últimos dias. Apenas 48 horas depois de eliminar o Olimpia pela Copa Libertadores a equipe viajou a São Paulo e teve uma boa atuação, correndo durante os 90 minutos. O técnico Luiz Felipe, entretanto, precisará agora encontrar novas soluções para um outro problema surgido: os zagueiros Adílson e Luciano estão suspensos para a partida do próximo dia 12 por causa do cartão amarelo. Em compensação, Arílson, Dinho e Goiano, ausentes ontem, devem retomar.

Todos ao final da partida lembraram de elogiar o trabalho do preparador físico Paulo Paixão, que tem colocado os atletas em boas condições físicas dentro de uma sequência de partidas. “Temos que enaltecer o trabalho do professor Paixão, o grupo vem subindo de produção gradativamente” comentou o volante Adilson, um dos destaques ontem. Luiz Felipe elogiou a disposição de seus atletas em dois jogos decisivos em 48 horas. O vice de futebol Luis Carlos Silveira Martins falou em “show” de preparo físico.

O próximo jogo do Grêmio será pelo campeonato gaúcho, terça-feira, em Porto Alegre, contra o Ypiranga. A partida de amanhã, diante do São Luiz, em Ijuí foi adiada.” (Zero Hora, Sábado, 6 de maio de 1995)

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Foto: Paulo Pinto (Revista Super Sport)

São Paulo 1 x 1 Grêmio

SÃO PAULO: Zetti; Cláudio, Junior Baiano (Nelson), Bordon e Murilo; Mona, Alemão, Juninho Paulista e Denílson; Caio e Bentinho
Técnico: Telê Santana

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Luciano e Roger (Magno); Adílson, Gelson, Vagner Mancini (Alexandre) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Jardel
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Copa do Brasil 1995 – Quartas de Final – Jogo de ida
Data: 05 de maio de 1995, sexta-feira, 20h45min
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo – SP
Público: 15.934 pagantes
Renda: R$ 117.608,00
Juiz: Sidrack Marinho dos Santos
Cartões Amarelos: Danrlei, Adilson, Luciano, Gelson, Bentinho, Cláudio e Nélson
Gols: Bentinho, aos 32 minutos do primeiro tempo, e Paulo Nunes, aos 39 minutos do segundo tempo

Libertadores 1995 – Grêmio 2×0 Olimpia

May 3, 2020 by
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Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

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Em 03 de maio de 1995, o Grêmio voltava a vencer o Olimpia e confirmava sua classificação para as quartas-de-final da Libertadores. Jardel e Adilson marcaram os gols daquela noite.

O serviço do jogo publicado na Zero Hora afirma que “os primeiros mil compradores de um rádio portátil ou livro do Grêmio (R$ 20,00) ganham um ingresso de cadeira“. Lembro do rádio (com um adesivo com distintivo dourado do clube) mas não faço idéia de qual seria o livro do Grêmio em questão.

Foto: Paulo Fraken (Zero Hora)

Foto: Paulo Fraken (Zero Hora)

GRÊMIO GARANTE A VAGA COM VITÓRIA
O time gaúcho jogou com seriedade, venceu o Olímpia por 2 a 0 e vai enfrentar o Palmeiras

O Grêmio garantiu ontem, com uma vitória por 2 a 0 sobre o Olimpia, sua classificação para as quartas-de-final da Copa Libertadores da América. Jardel, artilheiro do time na competição – com cinco gols – fez o primeiro, e Adilson o segundo gol. Agora a competição será interrompida por três meses e, quando recomeçar, o adversário gremista será o Palmeiras, que se classificou com uma vitória por 3 a 0 sobre o Bolívar. Os próximos jogos serão nos dias 26 de julho e 2 de agosto.

A partida foi de bom nível desde o primeiro minuto. O Grêmio, jogando em casa, postou-se naturalmente na ofensiva. E o Olimpia, que precisava ganhar por diferença de três gols para sonhar com a classificação, também se viu obrigado a atuar de forma aberta, ambiciosa. A bola corria verde, agitando um público que, aos olhos dos dirigentes gremistas, era decepcionante em número, não em entusiasmo.

A postura dos dois times, parecida, resultou num jogo equilibrado nos minutos iniciais. O diferencial, o ponto de desequilíbrio, despontou na medida em que Paulo Nunes passou a ser explorado pelos companheiros. O ponteiro estava inspiradíssimo. Os grandes lances de ataque passavam, todos, por ele. Foi assim no primeiro gol, quando deu o tempo exato a jogada, passou a Carlos Miguel e na sequência houve o cruzamento para a pequena área, onde Jardel completou com precisão.

O gol aos 17 minutos não mudou o panorama. O Olimpia continuou no ataque, sempre perigoso, dando trabalho aos zagueiros gremistas que, muitas vezes, tiveram de usar de rispidez.

O resultado negativo do primeiro tempo aumentou o desespero dos paraguaios e obrigou o técnico Luis Cubilla a um gesto suicida: tirou um meia de marcação, Esteche, e colocou mais um centroavante, o experiente Amarilla. Em compensação – e devido à inesperada lesão de Carlos Miguel – O Grêmio voltou para o segundo tempo com Mancini e com isso tornou-se ainda mais forte na marcação. A bola trabalhada pelo Olimpia não conseguia entrar na área do time gaúcho. Ciente disso, Sanabria arriscou um chute de fora da área e acertou o posto, lance de ataque mais perigoso do time até então.

Mas nenhum esforço, nenhum chute, nenhum gesto desesperado seria suficiente para estragar a noite festiva do Grêmio. Festa que, aos 8 minutos, ganhou um ingrediente novo. Arce cobrou escanteio e o zagueiro Adilson cabeceou no canto direito do goleiro Arbiza. Gol. Ali o Olimpia deu seus últimos suspiros. Ao Grêmio restou se poupar para o jogo de amannha contra o São Paulo pela Copa do Brasil.” (Nico Noronha, Zero Hora, quinta-feira, 4 de maio de 1995)

OS DESEMPENHOS (Zero Hora, 4 de maio de 1995)
GRÊMIO OLIMPIA
Conclusões a gol 12 11
Escanteios cedidos 6 5
Faltas cometidas 16 15
Impedimentos sofridos 2 0

“GRÊMIO-GOL DESPACHA DE VEZ O OLÍMPIA
Fez 5 a 0 nos dois jogos e agora enfrentará o Palmeiras de Edmundo pela Libertadores

Apesar do esforço do Olímpia, o Grêmio-gol não encontrou maiores dificuldades para garantir sua classificação à próxima fase da Libertadores, ontem À noite, no estádio Olímpico, ao vencer o jogo por 2 a O. Com isso, volta a enfrentar o Palmeiras. Os jogos estão marcados para os dias 26 de julho (no Olímpico) e 2 de agosto (em São Paulo).

Na maior parte do tempo a partida foi uma festa para a torcida. Afinal, desde o começo o Grémio mostrou que não estava disposto a dar chance aos paraguaios, que haviam perdido por 3 a O em Assunción e precisavam de igual resultado para levar a decisão aos pênaltis. Logo aos 2 minutos, Paulo Nunes ficou livre para marcar, mas Arbiza salvou.

O goleiro paraguaio não teve a mesma sorte aos 17 minutos. Depois de grande jogada entre Paulo Nunes e Carlos Miguel. Jardel recebeu cruzamento na área e tocou para a rede, aproveitando cruzamento do meia, deslocado pela direita. Com o 1 a 0, o Grêmio diminuiu um pouco seu ritmo. Na arquibancada, colorida de azul, branco e preto, os gremistas faziam a festa.

No segundo tempo, o Olímpia voltou com força. Aos 3 minutos, Sanabria acertou um arremate na trave superior. A resposta do Grêmio foi aos 8 minutos. Arce bateu escanteio e Adilson subiu para cabecear e fazer 2 a 0. Depois disso, mesmo conscientes de que a classificação aquela altura seria praticamente impossível, os paraguaios continuaram brigando pelo gol. Danrlei foi muito exigido e fez grandes defesas. Nos contra-ataques, o Grêmio voltou a levar perigo para Arbiza, mas o jogo ficou nos 2 a 0.”(Correio do Povo, quinta-feira, 4 de maio de 1995)

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Adílson e Róger; Dinho, Goiano, Arílson (Rivarola) e Carlos Miguel (Vágner Mancini); Paulo Nunes e Jardel.
Técnico: Luis Felipe Scolari

OLIMPIA: Arbiza; Cáceres, Caballero, Saravia e Suárez; Morán, Sanabria, Monzón e Esteche (Amarilla); Richard Baez e Mauro Caballero (Jara).
Técnico: Luis Cubilla

Libertadores 1995 – Oitavas de Final –
Data: 3 de maio de 1995, quarta-feira, 21h40min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 28.730 (23.606 pagantes)
Renda: R$ 193.578,00
Juiz: Horacio Elizondo (ARG)
Auxiliares: Francisco Lamolina e Gerardo Bertoni
Cartões Amarelos: Danrlei, Luciano, Vágner Mancini, Morán, Saravia, Sanabria, Cáceres
Gols: Jardel aos 17 minutos do 1°tempo e Adílson aos 8 minutos do 2º tempo

Preço dos Ingressos:
Cadeira: R$ 16,00
Arquibancada: R$ 8,00
Social: R$ 5,00
Estudante Gremista: R$ 3,00

Preços praticados no bares do Olímpico:
Cerveja: R$ 1,00
Refri: R$ 0,70
Conhaque (dose): R$ 0,70
Uísque (dose): R$ 2,00
Cachorro-Quente: R$ 1,00

Libertadores 1995 – Olimpia 0x3 Grêmio

April 25, 2020 by

Foto: José Doval (Zero Hora)

 

Há 25 anos o Grêmio ganhava do Olimpia por 3×0 no primeiro jogo das Oitavas de final da Libertadores de 1995.

Abaixo transcrevo matérias sobre a partida. Interessante notar que o Correio do Povo afirma que o segundo gol saiu aos 6 minutos do segundo tempo, já a Zero Hora cita 8 minutos e 30 segundos. Contudo, no vídeo da partida fica claro que Jardel ampliou o placar aos 12 minutos da segunda etapa.

 

GRÊMIO DÁ UM SHOW, FAZ 3 A 0 E ESTÁ QUASE NA PRÓXIMA FASE DA LIBERTADORES

O Grêmio praticamente garantiu sua classificação à próxima fase da Copa Libertadores ao golear o Olímpia por 3 a 0, ontem à noite, em pleno Defensores del Chaco. No segundo jogo, dia 3, no Olímpico, poderá perder até por 2 a 0 que terá a vaga assegurada para enfrentar Independiente ou Vela Sarsfield, da Argentina, ou, de novo, o Palmeiras.

No começo, o time gaúcho sentiu a pressão paraguaia, que tinha todo o apoio de sua torcida. Mesmo assim, o Grêmio manteve a calma, tocando a bola com segurança para chegar à frente. Num contra-ataque, aos 8 minutos, Arilson chutou forte e o Arbiza salvou. Aos 24, Danrlei brilhou, evitando o gol de Baez.

Quando o Olímpia era superior em campo, aconteceu o primeiro gol do Grêmio. Aos 28 minutos, na cobrança de escanteio por Arce, a bola foi afastada por Caballero. Fora da área, Dinho aparou o rebote e acertou um chute fulminante para fazer 1 a 0 e calar a torcida. Sete minutos depois. Carlos Miguel, com o goleiro fora da jogada, chutou fraco para Suarez salvar.

No segundo tempo, o time treinado por Luiz Felipe ignorou a tentativa de reação do Olímpia. E, logo aos 6 minutos, Arce levantou para Paulo Nunes, que desviou de cabeça para Jardel. O centroavante aproveitou o descuido da zaga com o goleiro Arbiza, pegou a bola, avançou e a empurrou, com calma e categoria, para a rede: 2 a 0.

Depois disso, o Olímpia foi todo para o ataque, abrindo espaço para os lançamentos longos. Aos 19, Dinho, o melhor em campo, recuperou a bola no meio de campo e lançou Paulo Nunes na direita. O ponta disparou em direção à área e tocou no canto esquerdo, na saída desesperada de Arbiza. O jogo continuou movimentado e muito leal, com as duas equipes atacando e criando boas oportunidades de gol. No final do jogo, o presidente Fábio Koff convocou a torcida a colaborar com clube, comparecendo aos jogos.” (Correio do Povo, quarta-feira, 26 de abril de 1995)

GRÊMIO SE IMPÕE E HUMILHA O OLIMPIA

O time gaúcho mostrou personalidade e um futebol eficiente para golear fora de casa e decidir a vaga em vantagem

O Grêmio teve uma excepcional atuação e deu um passo importante em busca de uma vaga às quartas de final da Copa Libertadores ao golear o Olimpia por 3 a 0, ontem à noite, no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção. Agora o time gaúcho tem a vantagem de se classificar até cm derrota por diferença de dois gols no dia 3 de maio, em Porto Alegre.

A estratégia do Grêmio foi perfeita no primeiro tempo. O time gaúcho esperou pela iniciativa do Olimpia, para conhecer o seu potencial, corrigiu a marcação no meio e se recompôs. Os paraguaios conseguiram boas jogadas ao explorar a fragilidade do lateral Arce como marcador. Aos sete minutos Báez cruzou da esquerda e Samaniego errou em bola. O Grêmio reagiu com Arilson, um minuto depois, em chute forte que o goleiro Arbiza desviou para escanteio.

Depois de duas conclusões sem perigo – Samaniego de falta e Báez para fora – o Olimpia teve o seu melhor momento aos 23 minutos: Báez disputou com Arílson na área e chutou forte, Danrlei defendeu parcialmente e, no rebote, Monzón deu de calcanhar para Samaniego concluir cruzado, para fora. A partir deste momento o Grêmio teve o controle da partida.

O domínio foi concretizado a partir do belo gol de Dinho, aos 28 minutos, Arce cobrou escanteio da esquerda, Caballero afastou de cabeça e no rebote, de sem-pulo, de fora da área, Dinho acertou um chute forte, que ainda desviou em Morán, antes de entre no gol. O a 1 a 0 empolgou o Grêmio.

Com personalidade, o time gaúcho criou outras situações. Aos 30 minutos, Jardel chutou de fora da área, um minuto depois Paulo Nunes entrou livre e concluiu por cima. Aos 35 minutos, Jardel recebeu de Arílson, deu um “balãozinho” no goleiro, devolveu para Arílson e Carlos Miguel chutou para o zagueiro Saravia salvar. O Olimpia não reagiu porque Arilson anuou Esteche.

A necessidade de fazer gols levou o técnico Luis Cubilla, do Olimpia, a colocar o veterano Amarilla, 35 anos, no lugar de Samaniego. Mas o Grêmio, determinado, manteve o domínio, explorou os erros do adversário e ampliou a vantagem aos 8min30seg: Jardel se aproveitou da indecisão entre Saravia e o goleiro e fez 2 a 0.

O time gaúcho estava infernal. Aos 19 minutos Dinho roubou uma bola no meio, lançou Paulo Nunes que entrou pela direita e chutou com precisão: 3 a 0. O Grêmio soube controlar o ritmo, Danrlei fez algumas boas defesas e garantiu o placar. No final, Dinho estava feliz: “Consegui fazer um belo gol, mas o mérito é de todos”, disse. O técnico Luiz Felipe estava contente, “Tivemos a felicidade de fazer a 3 a 0, mas precisamos agradecer a defesa por ter evitado gols no começo”, lembrou o técnico. O Grêmio chega a hoje no final da tarde.”  (Nico Noronha, Enviado Especial a Assunção, Zero Hora, quarta-feira, 26 de abril de 1995)

LAURO QUADROS: “Em Assunção, o Olimpia dominava. Mas aquele golaço do Dinho, pegando de sem pulo na veia, foi decisivo, numa partida entre dois “Coperos” ex-campeões mundiais. O Grêmio cresceu, porém só no segundo tempo Jardel e Paulo Nunes ampliaram para 3 a 0, praticamente assegurando a classificação, quarta que vem, no Olímpico.”(Zero Hora, quarta-feira, 26 de abril de 1995)

WIANEY CARLET: “Competência e sorte estão sempre juntas. O Olimpia massacrava o Grêmio quando aconteceu o disparo mortal de Dinho, auxiliado por uma falsificada perna paraguaia. Golaço que mudou a história do jogo. Depois veio Jardel, Paulo Nunes…” (Zero Hora, quarta-feira, 26 de abril de 1995)

Olimpia 0x3 Grêmio

OLIMPIA: Arbiza; Cáceres, Caballero, Saravia e Suárez; Morán, Sanabria, Monzón (Franco) e Esteche; Richard Báez e Samaniego (Amarilla).
Técnico: Luis Cubilla

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Arílson e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Magno) e Jardel (Vagner Mancini).
Técnico: Luiz Felipe Scolari


Libertadores 1995, Oitavas de Final, Jogo de ida
Data: 25 de abril de 1995, terça-feira, 21h40min
Local: Defensores del Chaco, em Assunção-PAR

Público: 16.180 pagantes
Renda: US$ 80.000,00
Juiz: Alberto Tejada (FIFA/Peru)
Auxiliares: Antonio Arnao e Vitor Arambulo
Cartões amarelos: Morán, Danrlei, Roger, Luis Carlos Goiano e Paulo Nunes
Gols: Dinho aos 28 do 1° tempo, Jardel aos 11 e Paulo Nunes 19 minutos do 2°tempo

Camisa que o Danrlei usou em Palmeiras 2×2 Grêmio na Copa do Brasil de 1995

April 18, 2020 by

1995 danrlei palmeiras 1995

Há 25 anos, o Grêmio eliminava o Palmeiras da Copa do Brasil de 1995, conseguindo um empate em 2×2 que o colocou nas quartas de competição mesmo jogando com dois jogadores a menos em todo os segundo tempo (Mancuso, do Palmeiras, Dinho, Goiano e Arílson foram expulsos na primeira etapa).

Danrlei teve atuação decisiva na partida. O detalhe é que ele jogou essa partida com uma camisa da Penalty sem qualquer patrocínio (tanto na frente, como também nas costas da camisa). Não encontrei nenhuma justificativa para ele ter ido a campo sem a marca do patrocinador (a época, Coca-cola).

Murilo já havia utilizado uma camisa idêntica em um jogo contra o Glória, em Vacaria, no Gauchão daquele ano. Posteriormente ele usou uma camisa parecida, mas com patrocínio da Renner em um patch branco e sem o distintivo do Grêmio na semifinal e na final da Libertadores (outro mistério é o motivo de Murilo ter tirado a foto com a equipe titular nesse jogo em Guayaquil). Depois disso ele utilizou um modelo com gola redonda,  distintivo e patrocínio da Renner na final do Brasileirão de 1996 e um parecido com um detalhe em V no Gauchão de 1997 (essa camisa com gola V foi usado por Silvio no jogo contra o São Paulo no Brasileirão de 1996)

O goleiro Antonio Carlos (inscrito na Libertadores de 1995) aparece em fotos de divulgação do clube com a camisa com Renner em patch branco mas com distintivo. E no site “Camisas do Grêmio” está publicada um versão da camisa com o patrocínio da Renner em um patch preto por cima do antigo patrocínio da Coca-Cola (não encontrei nenhuma foto de um goleiro usando essa versão).

 

Foto: Orlando Kissner

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Foto: Orlando Kissner

GRÊMIO GARANTE A VAGA NA RAÇA
O time gaúcho foi valente, segurou o empate com oito jogadores e vai pegar o São Paulo

O Grêmio conseguiu passar para as quartas-de-final da Copa do Brasil com um dramático empate de 2 a 2 com o Palmeiras, ontem à noite no Estádio do Parque Antártica. O clube gaúcho mostrou um futebol de força, objetividade e superação, e superou com oitos jogador – três do Grêmio e um do Palmeiras foram expulsos no primeiro tempo – o bicampeão brasileiro. O saldo qualificado – gol fora vale o dobro – assegurou a classificação por que em Porto Alegre houve o empate em 1 a 1. O adversário do Grêmio é o São Paulo, que também empatou com o Remo (1 a 1). O primeiro jogo será na capital paulista.

A principal jogada do Palmeiras com o atacante Rivaldo foi anulada logo no começo da partida. Os meio-campistas Goiano e Dinho reforçaram a marcação sobre o atleta. Aos sete minutos o meia Carlos Miguel passou para Paulo Nunes. O ponta lançou na área, a bola bateu no ombro de Goiano e encobriu o goleiro Veloso: 1 a 0. O gol desnorteou o Palmeiras. O meio de campo paulista errava os passes e deixava espaços para o contra-ataque. Na cobrança de escanteio por Arce aos 24 minutos iniciais, o atacante Paulo Nunes completou no canto direito: 2 a 0.

Com o resultado adverso o Palmeiras intensificou as disputas de bola com rispidez e violência. Em poucos minutos o volante Mancuso foi expulso. O Grêmio poderia aproveitar o momento favorável. Mas seus jogadores revidaram as faltas e três receberam cartão vermelho. Dinho, Arílson e Goiano. O jogo ficou para por oito minutos no primeiro tempo por causa das suspensões.

O segundo tempo foi dramático para o Grêmio. Com dois a jogadores a mais o Palmeiras pressionou e aos oito minutos o meio-campista Lozano (substituto de Maurílio) diminuiu: 2 a 1. O técnico do Grêmio, Luiz Felipe, retirou Jardel e colocou o volante André Vieira. O empate ocorre aos 31 minutos, por Rivaldo: 2 a 2. O desespero gremista poderia ser toral se o goleiro Danrlei não fizesse grandes defesas, como a na cabeçada de Rivaldo a dois minutos do final.” (Zero Hora – 19 de abril de 1995)

Foto: Placar

DANRLEI FAZ A FELICIDADE DA TORCIDA
O jovem goleiro que fez 22 anos na terça-feira foi saudado por sua magnífica atuação no empate com o Palmeiras
[…]
Foi inacreditável”, recordou Danrlei a respeito do jogo. “No vestiário o Luiz Felipe pediu esforço redobrado para segurar o 2 a 0”, lembrou. O Grêmio retornou com oito jogadores, sem Dinho, Goiano e Arílson, expulsos.

Um gol do volante Lozano aos oito minutos apavorou o goleiro nascido em Crissiumal, a 548 quilômetros de Porto Alegre. “Só falta empatarem”, pensou Danrlei. E aos 31, Rivaldo igualou o placar. “Quase enlouqueci”, disse. Os 14 minutos restantes foram de Danrlei. Intervenções seguras e ousadas nos pés dos atacantes do Palmeiras. Saídas oportunas nos cruzamentos.

A dois minutos do final, uma espetacular defesa. O lateral Roberto Carlos lançou a bola na área. Os 15 mil torcedores palmeirenses viram a entrada de Rivaldo pelo lado oposto e se levantaram. Pressentiram o gol da vitória. Mas Danrlei previu a ação do avante. “Ele fez como eu queria, fechei o ângulo direito e esperei a cabeçada no lado esquerdo”, explicou. A bola foi na direção esperada e parou nas mãos do goleiro, a menos de 15 centímetros da linha do gol. O Grêmio assegurou a continuidade no torneio. Com a ajuda de Danrlei de Deus Hinterholz, o aniversariante.” (Alvaro Larangeira – Zero Hora – 20 de abril de 1995)

1995 copa do brasil palmeiras luciano orlando kissner

“A casa era do Palmeiras, mas a festa foi do Grêmio, numa partida inesquecível pela Copa do Brasil. Os gaúchos seguraram (na bola e no braço) um empate heróico em 2×2 com apenas oito jogadores em campo. O resultado tirou os paulistas da competição e a pequena torcida tricolor no Parque Antártica se divertiu aos gritos de “e-li-mi-na-do” (Revista Placar, 1995)

LUIZ FELIPE ELOGIA A RESISTÊNCIA HERÓICA
[…]
Luiz Felipe considerou o fôlego e a garra dos atletas, resultado do competente trabalho de Paixão, fundamentais ontem à noite. O técnico lamentou o descontrole emocional da equipe, principalmente do volante Dinho, um dos três expulsos, junto com o armador Arílson e o meia Goiano.
” Eu passei para os jogadores tanta raiva de querer ganhar do Palmeiras, que quase a equipe foi prejudicada” afirmou Luiz Felipe. O goleiro Danrlei, que estava de aniversário, ajoelhou-se ao final do jogo e chorou, emocionado.” (Zero Hora – 19 de abril de 1995)


“Grêmio, sem 3, elimina Palmeiras


Mesmo jogando 51 minutos com dois jogadores a mais do que o Grêmio, o Palmeiras foi eliminado da Copa do Brasil, ontem à noite, no Parque Antarctica.
O jogo terminou empatado em 2 a 2. O Grêmio ficou com a vaga porque havia empatado em casa em 1 a 1 (o critério de desempate neste caso foi o número de gols marcados fora de casa).
O Grêmio enfrenta agora o São Paulo .
O Palmeiras começou o jogo melhor e logo criou duas chances, com Rivaldo. Mas aos 8min, a defesa falhou num cruzamento e Luiz Carlos Goiano marcou o primeiro gol, de cabeça.
O gol abalou o Palmeiras. Num outro cruzamento, Jardel cabeceou livre na pequena área. Velloso defendeu no reflexo.
Aos poucos, o Palmeiras recuperou o equilíbrio, mas não conseguia passar a marcação do Grêmio.
Aos 23min, a defesa falhou de novo, numa cobrança de escanteio, e o atacante Paulo Nunes completou na pequena área, livre: 2 x 0.
Aos 34min, Mancuso fez falta violenta e, como tinha o cartão amarelo, foi expulso. Parecia que o jogo estava decidido.
Dois minutos depois, ocorreu a maior confusão da partida. O zagueiro Antônio Carlos atingiu o meia Arílson sem bola. O volante Dinho peitou Antônio Carlos. Formou-se uma confusão. O palmeirense Válber chutou vários gremistas. O juiz expulsou Dinho.
Aos 43min, Arílson atingiu o lateral Roberto Carlos por trás. Foi expulso. Goiano chutou a bola para longe e foi expulso também.
Mesmo com dois jogadores a menos, o Grêmio quase liquidou o jogo ainda no primeiro tempo. Paulo Nunes invadiu a área, aos 47min, e chutou. Velloso pegou.
No segundo tempo, a 1min, Rivaldo, o maior destaque do jogo, cobrou falta, a bola bateu na barreira e saiu rente à trave.
Para fechar o meio, o técnico gremista Luiz Felipe pôs o lateral-esquerdo Roger como volante, deixando o flanco aberto. Aos 3min, o lateral-direito Flávio Conceição aproveitou a brecha e chutou rente à trave.
Aos 8min, o Palmeiras fez seu primeiro gol. Rivaldo invadiu a área e perdeu a bola. No rebote, Lozano chutou fraco e o goleiro Danrlei falhou.
Após o gol, o Palmeiras não manteve a pressão. Passou a insistir com cruzamentos altos e penetrações pelo meio. Aí o goleiro Danrlei tornou-se o destaque, nas intervenções precisas e no esforço em gastar o tempo.
Aos 31min, quando o Palmeiras parecia perdido, Rivaldo fez a jogada mais bonita do jogo. Ele recebeu a bola sobre a linha da área. De costas para Luciano, driblou o zagueiro com um toque. Entrou livre na área, fuzilou Danrlei e empatou o jogo.
Depois do gol, o Palmeiras aumentou a pressão e o Grêmio, a “catimba”. Mas o juiz só descontou 1min32.” (Marcelo Damato – Folha de São Paulo, quarta-feira, 19 de abril de 1995)

PARA ESPINOSA, ÂNSIA ATRAPALHOU

A ânsia de marcar o terceiro gol foi, na opinião do técnico Valdir Espinosa, o principal problema apresentado pelo Palmeiras no empate de 2 a 2 com o Grêmio anteontem, pela Copa do Brasil.
O resultado eliminou o Palmeiras. No primeiro jogo do confronto, em Porto Alegre, houvera empate de 1 a 1. Como o Grêmio fez mais gols no campo adversário, conseguiu a vaga.
“Em todo caso, prefiro sempre a ânsia à apatia”, disse Espinosa.
Segundo o técnico, a eliminação da Copa do Brasil trouxe lições para o Palmeiras. “Mostramos desequilíbrio emocional e isso não pode acontecer. ” (Mário Moreira, Folha de São Paulo, 20 de abril de 1995)


Palmeiras 2×2 Grêmio

PALMEIRAS: Velloso; Flávio Conceição, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; Amaral, Mancuso, Válber e Rivaldo; Maurílio (Lozano) e Paulo Isidoro.

Técnico: Valdir Espinosa
GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Luiz Carlos Goiano, Carlos Miguel e Arílson; Paulo Nunes (Magno) e Jardel (André Vieira).

Técnico: Luiz Felipe

Copa do Brasil 1995 – Oitavas de final – Jogo de volta
Data: 18 de abril de 1995, terça-feira, 20h45min
Local:
Estádio do Parque Antarctica, em São Paulo-SP
Público: 12.473 pagantes
Renda: R$ 139.400,00
Árbitro: Wilson Souza de Mendonça
Cartões vermelhos: Dinho, Arílson e Luiz Carlos Goiano; Mancuso
Gols: Luiz Carlos Goiano, aos 7min, e Paulo Nunes, aos 23min do primeiro tempo; Lozano, aos 8min, Rivaldo , aos 31min do segundo

Gauchão 2020 – Grêmio 3×2 São Luiz de Ijuí

March 16, 2020 by

Eu estava curioso para ver Pepê e Everton iniciando juntos à partida. Mas acho que toda dinâmica do jogo se alterou com os dois gols marcados logo cedo pelo São Luiz.

 

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 3×2 São Luiz de Ijuí

GRÊMIO: Vanderlei; Orejuela (Jean Pyerre, 22/1ºT), Paulo Miranda, Kannemann e Cortez; Matheus Henrique e Thaciano; Pepê, Thiago Neves (Diego Souza, 19/2ºT) e Everton; Luciano (Darlan, 40/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

SÃO LUIZ: Lúcio; Itaqui, Silvio e Jadson; Lucas Carvalho, João Paulo, Maycon e Samuel (Duda, 19/2ºT); Jean Carlo, Elias (Rafael, 19/2ºT) e Michel (Mateus, 19/2ºT)
Técnico: Antônio Picoli

Gauchão 2020 – Segundo Turno – 3ª Rodada
Data: 15 de março, domingo, 11h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Árbitro: Jonathan Pinheiro
Auxiliares: 
André da Silva Bitencourt e Fagner Bueno Cortes
Cartões amarelos: Paulo Miranda, Kannemann; Lúcio, João Paulo, Rafael Carrilho
Gols: Michel, no 1º minuto do primeiro tempo; Jean Carlo, aos 18 minutos do primeiro tempo, Paulo Miranda, aos 48 minutos do primeiro tempo; Thiago Neves, aos 19 minutos do segundo tempo; Diego Souza, aos 35 minutos do segundo tempo

Gauchão 1995 – Grêmio 0x0 São Luiz de Ijuí

March 15, 2020 by

Gauchão 1995 - Grêmio 0x0 São Luiz de Ijuí - Alexandre Xoxó Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

No Gauchão de 1995, o Grêmio enfrentou o São Luiz numa sexta a tarde, em jogo atrasado do segundo turno da primeira fase.

Os 431 pagantes registrados se configuram no menor público do tricolor em seu estádio contra o São Luiz de Ijuí. No mesmo ano o Grêmio fez um jogo, como mandante, contra o São Luiz, com baixíssimo público, mas essa outra partida foi realizada no estádio Santa Rosa, em Novo Hamburgo.

Gauchão 1995 - Grêmio 0x0 São Luiz de Ijuí - Dega (nº 5) Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

SÓ 431 CONFEREM O EMPATE

O Grêmio deixou escapar mais um ponto em sua luta pela classificação ao Octogonal final do Gauchão. O time empatou em 0 a 0 com o São Luiz, ontem no Olímpico. Com o resultado, o Grêmio manteve-se na 8ª posição, enquanto que a equipe de Ijuí passou para a ª’ colocação, junto do Brasil, de Farroupilha. Os reservas jogam amanhã contra o Grêmio Santanense.

As duas equipes realizaram uma péssima partida. O único lance emocionante foi uma bola na trave, chutada por Fábio. No Grêmio, comandado pelo auxiliar Zeca Rodrigues, o único titular a atuar foi Danrlei. Foi a quinta partida consecutiva sem vitória da equipe na competição.” (Correio do Povo, sábado, 17 de junho de 1995)

1995 ijui paulo nunes cp

Foto: Paulo Nunes (Correio do Povo)

 

ingressos sao luiz

GRÊMIO: Danrlei; André Vieira, Luciano, Scheidt e Cristiano; Dega, Carlos Alberto, Jé (Rodrigo Gasolina) e Alexandre Xoxó; Márcio e Nildo
Técnico: Zeca Rodrigues

SÃO LUIZ: Osvaldo; Olde, Fábio, Jaime e Kiko; Nélson, Cristiano Baggio e Negrini; Evandro Britto, Sílvio (Caçula) e Tiziu
Técnico: Pontes

Gauchão 1995 – Primeira Fase – Segundo Turno – 10ª Rodada
Data: 16 de junho 1995, sexta-feira, 15h30min
Local: Estádio Olímpico em Porto Alegre-RS
Público: 786 (431 pagantes)
Renda: R$ 1.791,00
Arbitro: Luiz Cunha Martins
Auxiliares: Luís Muhle e Edisdeneu Carvalho
Cartão Amarelo: André Vieira

Libertadores 2020 – Grêmio 0x0 Inter

March 13, 2020 by

Obviamente que não é todo dia que vemos 8 expulsões em um jogo de futebol. Entendo que esse número ganhe destaque na cobertura da partida. Mas me pareceu um tanto exagerados os repúdios à confusão no final do confronto (houve muito mais empurra-empurra do que uma briga propriamente dita).

O co-irmão mostrou evolução em relação ao primeiro clássico da temporada e teve as chances claras do jogo, mas o tricolor também criou situações em que o placar poderia ter sido movimentado.

Renato não costuma entrar em detalhes táticos/técnicos nas suas coletivas. Dessa vez, contudo, ele apontou que a maior posse de bola do Inter se deu por lances no campo de defesa e os números  sustentam a alegação do técnico gremista.


– Média de público do Grêmio na temporada:
21.013 (18.812 pagantes)

– Média de público dos 15 Gre-Nais disputados na Arena:
45.383 (42.133 pagantes)

– Média de público dos últimos 80 Gre-Nais (2000 para cá):
34.126

– Média de público do Grêmio em jogos de fase de grupos da Libertadores:
26.946

– Média de público do Grêmio em jogos de fase de grupos da Libertadores na Arena:
33.102 (30.706 pagantes)

– Média de público do Grêmio em jogos de Libertadores na Arena:
38.617 (36.040 pagantes)



Fotos: Lucas Uebel (Grêmio FBPA), Raul Pereira (Terra) e Silvio Avila (AFP)

Grêmio 0x0 Inter

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz, Geromel, David Braz e Caio Henrique; Lucas Silva, Maicon (Jean Pyerre, 6/2ºT) e Matheus Henrique; Alisson (Pepê, 17/2ºT), Diego Souza (Luciano, 33/2ºT) e Everton
Técnico: Renato Portaluppi

INTER: Marcelo Lomba; Rodinei, Bruno Fuchs, Cuesta, Uendel (Moisés, intervalo); Musto; Marcos Guilherme, Edenilson e Boschilia; Thiago Galhardo (D’Alessandro, 29/2ºT) e Guerrero (Lindoso, 51/2ºT)
Técnico: Eduardo Coudet

Libertadores 2020 – Grupo E – 2ª Rodada
Data: 12 de março de 2020, quinta-feira, 21h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre, RS
Público: 53.389 (49.971 pagantes)
Renda: R$ 3.496.713
Árbitro: Facundo Tello (ARG)
Assistentes: Julio Fernandes e Ezequiel Brailovski (Ambos da Argentina)
Cartões amarelos: David Braz, Alisson e Lucas Silva; Uendel, Musto e Marcos Guilherme
Cartões Vermelhos: Pepê, Luciano, Caio Henrique e Paulo Miranda (no banco); Moisés, Edenílson, Cuesta e Praxedes (no banco).

Médias de Público de Gre-Nais na Arena

March 10, 2020 by

GRENAIS ARENA

Até hoje foram disputados 14 Gre-Nais na Arena, com uma média de público de  44.811 (41.573 pagantes). Acima a relação deles de maior para menor público (abaixo por ordem cronológica).

Foram 5 vitórias do Grêmio, 8 empates e 1 vitória do Inter. Nesses 14 jogos, o Grêmio marcou 20 gols, contra 7 do co-irmão.

Destes 14 clássicos, apenas três superaram a marca dos 50 mil torcedores presentes. E apenas dois ficaram abaixo dos 40 mil torcedores presentes. Em nenhum deles se registrou a presença de mais de 50 mil pagantes.

Destes 14 clássicos, cinco terminaram empatados em 0x0. Curiosamente, foram os cinco clássicos de maior presença de público na Arena.

– Maior público total: Brasileirão 2016 – 0x0 – 53.287 (47.662 pagantes)
– Maior público pagante: Brasileirão 2018 – 0x0 – 51.870 (48.035 pagantes)
– Menor público (pagante e total): Gauchão 2014 – 1×1 – 24.572 (22.888 pagantes)

Até hoje o Grêmio fez 247 jogos na Arena. Apenas dois Gre-nais estão entre os dez maiores públicos do tricolor na sua nova casa.

Para efeitos de comparação, vale citar que a média de público dos últimos 14 Gre-Nais disputados no Olímpico foi de  33.791 (30.761 pagantes).

GRENAIS ARENA CRONO

 

Gauchão 2020 – Pelotas 0x1 Grêmio

March 9, 2020 by

Grêmio voltou a usar a camisa tricolor com patch com “clube de todos” por cima do antigo patrocínio da Laghetto (Tal como fora feito no jogo da Recopa Gaúcha, justamente contra o Pelotas)

O jogo começou muito bem (para o Grêmio) com um gol marcado logo aos dois minutos, após grande lançamento de Darlan.

Após isso a partida transcorreu num crescente enfadonho até o apito final.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) e Tales Leal (E.C. Pelotas)

Pelotas 0x1 Grêmio

PELOTAS: Douglas Silva; Iago (Osvaldir, intervalo), Pedrão, Wendel e Busanello; Felipe Guedes, Michel Schmöller, Jô (Juliano, 21/2ºT), Talles Cunha (Wallacer, 16/2ºT) e Hugo Sanches; Tadeu
Técnico: Luiz Carlos Winck

GRÊMIO: Paulo Victor; Orejuela, Paulo Miranda, Rodrigues e Cortez; Darlan (Lucas Araújo, aos 38/2ºT), Thaciano, Patrick (Guilherme Guedes, aos 29/2ºT), Thiago Neves (Jean Pyerre, aos 16/1ºT) e Pepê; Luciano
Técnico: Renato Portaluppi

Gauchão 2020 – Segundo Turno – 2ª Rodada
Data: 08 de março de 2020, domingo, 16h00min
Local: Estádio da Boca do Lobo, em Pelotas
Público:
Renda:
Árbitro: Lucas Horn
Assistentes: Tiago Kappes Diel e Max Vioni
Cartões amarelos: Michel Schmöller, Jean Roberto, Hugo Sanches, Darlan, Orejuela
Gol: Pepê, aos dois minutos do primeiro minuto.

Gauchão 1995 – Pelotas 2×1 Grêmio

March 6, 2020 by
roger 1995 - Copia

Foto: Zero Hora

Eu sigo achando um estupidez a realização da Recopa Gaúcha em Janeiro, especialmente considerando que o Grêmio irá novamente à Pelotas neste fim de semana, menos de dois meses depois, em compromisso pelo Gauchão. É um desperdício de datas inacreditável.

Parece não haver nenhuma vontade de melhorar a questão do calendário, que é um problema histórico do futebol rio-grandense. No Gauchão de 1995, o Grêmio foi até a Boca do Lobo com time reserva, num sábado, dia 3 de junho (os titulares haviam garantido a classificação à final da Copa do Brasil na quarta-feira). Roger, expulso na partida contra o Flamengo, foi o único titular em campo naquela ocasião. Na segunda-feira seguinte o tricolor jogou novamente contra o Pelotas, dessa vez no Olímpico em jogo atrasado do primeiro turno.

1995 pelotas gremio pablo jaques silvio avila zero hora

Foto: Sílvio Ávila (Zero Hora)

PELOTAS PASSA PELO GRÊMIO E SAI DO SUFOCO

Numa partida fraca tecnicamente, o Pelotas venceu o Grêmio, sábado, por 2 a 1, na Boca do Lobo. O resultado aliviou um pouco a situação do time, que tenta fugir ao rebaixamento. O Grêmio, com os reservas, foi dirigido por Zeca Rodrigues. Os primeiros minutos do jogo foram marcados pela truculência e faltas violentas de lado a lado. E depois de duas chances desperdiçadas pelo Grêmio, o Pelotas abriu o placar, com Pablo, aos sete minutos. O segundo gol do Pelotas só saiu aos 16 minutos da etapa final com Badico, de cabeça. Logo depois o lateral Betão foi expulso. Aos 35, Murilo fez pênalti em João Carlos. Badico cobrou e o goleiro do Grêmio defendeu. Aos 39, Renatinho empurrou Márcio na área pelotense. Pênalti. Scheidt diminuiu. Escurinho e Vinícius ainda foram expulsos, depois de se agredirem.” (Correio do Povo, segunda-feira, 5 de junho de 1995)

pelotas cp

Foto: Rogério Soares (Correio do Povo)

 

A VITÓRIA NO SÁBADO TIROU O PELOTAS DO SUFOCO

O Grêmio utilizou reserva e pouco entrosado no sábado à tarde contra o Pelotas, na Boca do Lobo, e saiu de campo derrotado por 2 a 1. Com um grupo inexperiente, cuja média de idade não passava dos 19 anos, a equipe orientada pelo auxiliar Zeca Rodrigues enfrentou um adversário experiente e, acima de tudo, disposto a tudo para somar três pontos e aliviar o drama da última colocação — agora é o 11 °. O Pelotas soube aproveitar a oportunidade. E começou cedo. Aos oito minutos, o zagueiro Eugénio serviu o seu companheiro de zaga Pablo, que deixou o goleiro Mutilo sem chance de defesa.

O primeiro tempo terminou 1 a 0. Zeca colocou Márcio no lugar do meio-de-campo Jé numa tentativa de reação. Mas a iminência do rebaixamento fez do Pelotas uma equipe forte. Aos 16 minutos finais, Badico fez 2a 0. de cabeça, em cobrança de escanteio — aos 35 minutos o mesmo Badico errou um pênalti e perdeu a chance de ampliar. O Grêmio diminuiu por meio de um pênalti sobre Escurinho, convertido pelo zagueiro Scheidt, aos 41 minutos do segundo tempo. Betão e Vinícius, do Pelotas, e Escurinho, do Grémio, foram expulsos. “ (Zero Hora, segunda-feira, 5 de junho de 1995)

PELOTAS: Alex; Betão, Pablo, Eugênio e Renatinho; Paulo Ricardo, Luís Carlos Gaúcho (Vinícius) e Élton Corrêa; João Carlos, Badico (Da Silva) e Élton
Técnico: Laone Luz

GRÊMIO: Murilo; André Vieira, Scheidt, Cristiano e Roger; Dega, Carlos Alberto, Jé (Márcio) e Rodrigo Gasolina; Escurinho e Jaques.
Técnico: Zeca Rodrigues

Gauchão 1995 – Segundo Turno – 11ª Rodada
Data: 03 de junho de 1995, sábado
Local: Estádio da Boca do Lobo, em Pelotas, RS
Público: 4.018 (2.804 pagantes)
Renda: RS 12.492,00
Árbitro:  Fabiano Gonçalves
Auxiliares: José Antônio Nunes e Lauro Costa
Cartões amarelos: Pablo, Eugenio, Paulo Ricardo, Elton, Badico, Renatinho e Luís Carlos Gaúcho, Dega, Roger e André Vieira
Cartões vermelhos: Betão, Vinícius e Escurinho
Gols: Pablo, aos oito minutos do primeiro tempo; Badico, aos 16 minutos do segundo tempo; e Scheidt (de pênalti) aos 41 minutos do segundo tempo