Brasileirão 1981 – Grêmio 1×2 Brasília

February 15, 2021 by

Foto: Correio do Povo

 

Há exatos 40 anos o Grêmio sofreu sua primeira derrota na campanha do Campeonato Brasileiro de 1981. E foi uma das maiores zebras da história do Brasileirão, tendo o tricolor levado uma virada do modestíssimo Brasília Futebol Clube.

Foto: Correio do Povo

 

“BRASÍLIA DERRUBA O GRÊMIO NO OLÍMPICO
O “Colorado” jogou como se estivesse decidindo a Copa Brasil e mandou gaúchos pro vinagre
  
Surpreendente sob todos os aspectos foi a derrota do Grêmio para o Brasília por 2 a 1 no Estádio Olímpico, em Porto Alegre, pelo Grupo B da Taça de Ouro do Campeonato Brasileiro. A torcida do Grêmio saiu do seu estádio sem entender a derrota, pois há 14 jogos que o campeão gaúcho não perdia no Olímpico.
  
Tudo parecia que o Grêmio chegaria facilmente à vitória, pois marcou primeiro. Logo a 1 minuto e 40 segundos do primeiro tempo, Tarcísio fez o gol do Grêmio. A reação do Brasília veio ainda na fase inicial. Aluísio, aos 23, e Vander, aos 25 minutos, marcaram os gols do Brasília.
  
O árbitro Iolando Rodrigues teve uma boa atuação, inclusive na marcação de impedimento de Dirceu, anulando um gol do Grêmio, aos 39 minutos do segundo tempo.” (Correio Braziliense – 16 de fevereiro de 1981 – Fonte: Blue Corner)
BRASÍLIA FOI LÁ
 
No Estádio Olímpico, o nosso Colorado virou o jogo e desbancou o Grêmio de forma espetacular: 2×1
Após levar um gol logo no primeiro minuto de jogo, o Brasília reagiu e obteve espetacular vitória sobre o Grêmio, por 2 x 1, ontem à tarde, no Estádio Olímpico de Porto Alegre, pelo Grupo B do Campeonato Brasileiro. Os gols do Colorado foram marcados por Aloisio e Wander, aos 23 e 25 minutos do primeiro tempo respectivamente e ao final do jogo a torcida gremista deixou o estádio atônita, já que o seu time há 14 jogos não perdia uma partida no Olímpico.
 
O árbitro do encontro foi Iolando Rodrigues, que teve boa atuação, inclusive na marcação de impedimento de Dirceu, anulando um gol do Grêmio quando eram decorridos 39 minutos da etapa complementar.
 
Ainda ontem, pela Copa de Ouro, o Vasco da Gama perdeu para o Colorado por 1 x 0, em Curitiba; o Flamengo venceu o CRB por 3 x 2, em Alagoas, enquanto o Fluminense perdeu para o Sport Recife por 1 x 0, no Maracanã e o Santa goleou o Cruzeiro por 3 x 0, no Mineirão.
 
Pelas eliminatórias da Copa do Mundo, a Bolívia venceu a Venezuela por 3 x 0, em Caracas, conseguindo sua primeira vitória nessa primeira fase visando a classificação para a Copa do Mundo da Espanha. Telê Santana, que foi assistir a partida (sic), disse após o jogo que a Seleção Brasileira que enfrentará os bolivianos domingo, em La Paz, deverá ser a mesma que goleou o Equador por 6 x 0, sábado, em Quito.” (Correio Braziliense – 16 de fevereiro de 1981 – Fonte: Rdiasnet.com.br)
“BRASÍLIA 2×1 – MESMO EM CASA GRÊMIO DANÇOU
 
O Brasília Esporte Clube conseguiu excelente vitória, ontem, no Estádio Olímpico, de Porto Alegre, ao vencer o Grêmio por 2 x 1, pelo Grupo B da Taça de Ouro do Campeonato Brasileiro. A vitória brasiliense foi ainda mais vibrante em razão da virada no marcador, já que começou perdendo por 1 x 0, surpreendido que foi por um gol de Tarciso no primeiro minuto de jogo.
 
Após o jogo, ainda atônica (sic), a torcida do Grêmio deixou o estádio praticamente sem entender a derrota, pois há quatorze jogos que o campeão gaúcho não perdia em seu reduto.
 
Os gols do Colorado foram marcados por Aluísio, aos 23, e Wander, aos 25 minutos, também da etapa inicial. O árbitro Iolando Rodrigues teve boa atuação, inclusive destacando-se pela anulação de um gol do Grêmio aos 39 minutos da fase complementar, coisa difícil de acontecer quando a marcação é contra o time da casa. Com esse resultado, mais a derrota do Botafogo, sábado, melhoraram as coisas para o representante brasiliense.” (Correio Braziliense – 16 de fevereiro de 1981 – Fonte: Rdiasnet.com.br)

Foto: Zero Hora

 

BRASÍLIA REAGE E SUPREENDE GRÊMIO EM PORTO ALEGRE

 Porto Alegre — Em resultado surpreendente, o Brasília derrotou o Grêmio, ontem à tarde, em pleno Estádio Olímpico, por 2 a 1, dando uma zebra  de apenas 9% na Loteria Esportiva. Esta foi a primeira vez neste ano que o técnico Ênio Andrade conseguiu escalar o Grêmio com sua força máxima, inclusive com a presença de Paulo Isidoro, em sua volta da Seleção Brasileira.

 A torcida, que compareceu ao Estádio Olímpico, certa de assistir a uma goleada de sua equipe, teve seus prognósticos aumentados, pois logo a um minuto e 30 segundos de jogo, Tarciso abriu o marcador, entrando pelo meio para aproveitar um cruzamento do ponteiro Odair, pela esquerda. E foi justamente após marcar logo de início que o Grêmio permitiu ao Brasília sair para o ataque, pois somente a vitória manteria as esperanças de uma classificação à fase seguinte da Taça de Ouro do Campeonato Brasileiro.

 Com 1 a 0 antes dos dois minutos de jogo, o Grêmio passou a rolar bola, subestimando o adversário. E com alguma razão, pois logo em seguida surgiram novas chances de ampliar o marcador. Mas o Brasília também saiu para o ataque e, antes de empatar a partida, teve duas chances incrivelmente perdidas por seus atacantes. A primeira com Aluísio, quando Leão fez grande defesa. A segunda com Afonso, que chutou por cima.

 Aos 22, Aluísio, de grande atuação, arriscou um chute da intermediária e teve a felicidade de acertar o angulo direito de Leão, que nada pôde fazer. E aos 24, Vânder, na meia-lua, recebeu um cruzamento da esquerda e colocou no mesmo canto. Já em desvantagem, o Grêmio, mesmo nervoso, continuou criando chances para empatar a partida. Tarciso, Baltasar e Renato Sá perderam gols incríveis. Ao final do jogo, Dirceu marcou aquele que seria o gol de empate, mas o juiz anulou, assinalando impedimento erradamente.” (Jornal do Brasil,segunda-feira, 16 de fevereiro de 1981)

 
Enfrentar o Grêmio no Estádio Olímpico é difícil para qualquer time do mundo. Imagine então para uma equipe fundada na época há apenas seis anos, com expressão limitada ao campeonato do Distrito Federal. Mas, no dia 15 de fevereiro de 1981, o que era anunciado como uma goleada transformou-se em silêncio na casa tricolor. Um adversário com as cores do arquirrival venceu o time que tinha De León, Paulo Isidoro e Baltazar e seria campeão brasileiro naquela mesma temporada. O modesto Brasília derrubou o Grêmio em Porto Alegre e a loteria esportiva no país inteiro.
 
– Quem iria apostar no Brasília? Absolutamente ninguém. Com o gol de Tarcísio logo no começo (aos 30 segundos de jogo), então… Mas o Brasília tinha o Aluísio. Era um robozinho, corria muito. Uma hora, meio que para se livrar da bola, deu um pontapé para frente, de longe. Fez o gol e acabou com todas as apostas (Vander completou o placar a favor dos visitantes) – lembrou Gustavo Mariani, renomado historiador esportivo no Distrito Federal.
 
No dia seguinte, o jornal “Correio Braziliense” exaltou o feito dos visitantes e estampou a seguinte manchete: “O ‘Colorado’ jogou como se estivesse decidindo a Copa Brasil e mandou gaúchos pro vinagre.” (Helena Rebello, Globo Esporte, 3 de novembro de 2010)
 

Foto: Adolfo Gerchmann (Placar)

 
Placar: “OPINIÃO:O Grêmio deu a impressão de que iria golear ao marcar logo aos 2 min, mas o Brasília foi para cima, virou e teve mais time para segurar o resultado.” (Emanuel Mattos, Revista Placar, edição n.º 562, 20 de fevereiro de 1981)
 
 
“[…]  Contra o Brasília, contrariando a indiferença dos narradores e a visão, por certo encoberta, dos repórteres  de campo, eu vi o Leão falhar nos dois gols. O primeiro até o velho pipoqueiro que passava na arquibancada me garantiu – “Esta eu pegava, moço!” E, sinceramente, não duvido. Chute lá da Capital Federal que o Leão aceita, fazendo um vôo bonito, mas atrasado como a droga do meu relógio. […]” (Nilo Vaz, Correio do Povo, terça-feira, 17 de fevereiro de 1981)
 

 

Grêmio 1×2 Brasília

 
GRÊMIO: Leão; Uchoa, Vantuir, De León e Dirceu; China, Paulo Isidoro e Renato Sá (Vilson Tadei); Tarciso, Baltazar (Éber) e Odair
Técnico: Ênio Andrade
 
BRASÍLIA: Deo; Luisinho, Mário, Foca e Zé Mário (Ricardo); Alencar, Marco Antônio e Vânder; William, Afonso e Aluísio (Paulinho)
Técnico: Alaor Capela
 
8ª Rodada – 1ª fase –  Brasileirão 1981
Data: 15 de fevereiro de 1981, domingo, 17h00min
Local: Olímpico, Porto Alegre
Público: 13.525 pagantes
Renda: Cr$ 1.098.200,00
Juiz: Iolando Rodrigues – SC
Gols: Tarciso aos 2, Aluísio aos 22 e Vânder aos 25 do 1º tempo.

Brasileirão 2020 – Grêmio 1×2 São Paulo

February 15, 2021 by

O desempenho do Grêmio DURANTE as partidas anda oscilando demais. O time tricolor raramente consegue manter um padrão aceitável de jogo por mais de 30 minutos. Aí realmente fica difícil sair de campo com os três pontos.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

Grêmio 1×2 São Paulo

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz (Pinares), Rodrigues, Paulo Miranda (Thaciano) e Diogo Barbosa; Maicon (Lucas Silva), Matheus Henrique, Alisson, Jean Pyerre (Luiz Fernando) e Pepê (Ferreira); Diego Souza.
Técnico: Renato Portaluppi

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Igor Vinícius, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Luan, Tchê Tchê (Trallez), Vitor Bueno (Toró) e Daniel Alves; Luciano (Hernanes) e Carneiro (Galeano)
Técnico: Marcos Vizolli

36ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2020
Data: 14 de fevereiro de 2021, domingo, 20h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior (PR)
Assistentes: Bruno Boschilia (Fifa-PR) e Sidmar dos Santos Meurer (PR)
VAR: Adriano Milczvski (PR)
Cartões amarelos: Paulo Miranda, Diego Souza, Pinares e Alisson (Grêmio); Carneiro, Daniel Alves, Igor Vinícius e Tchê Tchê (São Paulo)
Cartão vermelho: Pinares (Grêmio)
Gols: Diego Souza, aos 32 do 1ºT ; Tchê Tchê, aos 17 do 2ºT, e Luciano, aos 22 do 2ºT (São Paulo)

Brasileirão 1995 – Grêmio 2×1 São Paulo

February 12, 2021 by

Foto: José Doval (Zero Hora)

 

É fácil verificar algumas semelhanças entre esse próximo Grêmio Vs São Paulo e o confronto pelo Brasileirão de 1995. Nas duas ocasiões o jogo era o antepenúltimo compromisso do Grêmio no Campeonato Brasileiro. Em 1995, assim como hoje, o Grêmio estava com seu foco voltado para uma outra decisão.

Um elemento marcante daquele jogo foi um embate entre Felipão e Telê Santana. Na época o técnico são-paulino era também colunista da Folha de São Paulo e, antes das finais da Copa do Brasil, escreveu queO Grêmio, em certas ocasiões, mostra-se uma equipe desleal” e que “o time gaúcho é um reflexo do Luiz Felipe, seu treinador. Na época em que ele era jogador, sempre foi considerado um atleta violento. Tinha pouca técnica e fazia muitas jogadas agressivas.” Meses depois, Felipão respondeu em uma entrevista para Placar, apontando para a hipocrisia do seu acusador: “Telê não olha o próprio rabo. Quando era do Grêmio, em 1977, ele contratou o Oberdã só para dar porrada.

 

Foto: José Doval (Zero Hora)

 

LUIZ FELIPE LEVA A MELHOR NO DUELO COM TELÊ SANTANA

Desde a disputa pela Copa do Brasil, no primeiro semestre deste ano, Luiz Felipe tem sido criticado pelo técnico Telê Santana, do São Paulo. “Ele incita os seus jogadores à violência”, insiste Tele. Sábado, no Estádio Olímpico, vencer os paulistas era uma questão de honra para o treinador gremista. O Grêmio não fez um bom primeiro tempo, chegou a estar perdendo por 1 a 0, mas ao final da partida Luiz Felipe deixou o gramado de cabeça erguida, amparado na vitória de 2 a 1. Além da derrota, Telê não pode evitar a ironia do destino. O São Paulo fez 18 faltas, apenas duas a menos que o Grêmio, e ainda teve um jogador expulso por excesso de violência.

A tarde ensolarada de sábado levou mais de 10 mil pessoas ao estádio. Eufóricos com o clima de acerto de contas entre Luiz Felipe e Telê, os torcedores não resistiram e vaiaram o técnico do São Paulo toda a vez que o polêmico treinador deixou o banco de reservas para passar instruções aos jogadores.

Preocupado com a alta velocidade das jogadas, Luiz Felipe pedia mais atenção no meio-campo e na zaga, que perdiam o confronto com Cláudio, Almir e Sierra. Em 12 minutos de jogo, o Grêmio levou perigo ao gol de Rogério duas vezes, enquanto o São Paulo perdia uma boa chance. O time de Tele desperdiçou a primeira oportunidade, mas foi fulminante na segunda, aos 17 minutos: aparando um cruzamento baixo do lateral Cláudio, o atacante Luciano colocou no canto esquerdo de Danrlei. Cinco minutos mais tarde, Arilson empatou cobrando falta, mas o inseguro árbitro Jose Rabelo anulou o gol, alegando toque de mão. Pouco depois, Rabelo voltou a anular um gol, desta vez aquele que seria o segundo de São Paulo, por falta na defesa.

Com 10 homens em campo – Bordon foi expulso por fazer falta violenta em Carlos Miguel – o São Paulo voltou mais cauteloso, para a etapa final. Levado pela torcida, o time de Luiz Felipe mostrou determinação para buscar o empate, com ataques sucessivos. À insistência foi recompensada com uma falta sobre Paulo Nunes, dentro da área: pênalti. À torcida pediu que Dinho cobrasse: O volante chutou com força e empatou. Luiz Felipe começava a derrubar Telê Santana do alto do pedestal.

A 18 minutos do final da partida, Jardel, como de hábito, subiu mais que a defesa adversária e marcou: 2 a 1. Lume Felipe se vingou das provocações de Telê Santana com uma vitória de virada e o Grêmio subiu para 16 pontos no segundo turno e 28 na classificação geral. Agora, livre definitivamente da ameaça de rebaixamento, o time passa a pensar apenas em Tóquio.” (Zero Hora, segunda-feira, 13 de novembro de 1995)

OS DESEMPENHOS (Zero Hora, 13 de novembro de 1995)
GRÊMIO SÃO PAULO
Conclusões a gol 9 6
Escanteios cedidos 5 8
Faltas cometidas 20 18
Impedimentos sofridos 4 6

ADÍLSON É APROVADO E GARANTE A SUA VAGA

O zagueiro Adilson voltou ao time do Grêmio sábado, depois de um longo período longe dos gramados. Operado de um grave problema de coluna, o capitão gremista fez uma exibição cautelosa diante do São Paulo. O  suficiente entanto, para provar que estará em condições para a decisão do Mundial Interclubes contra o Ajax, dia 28.

 Adilson só jogou a segunda etapa. Entrou no lugar de Luciano para dar mais segurança ao setor defensivo do time. Além disso, Adilson tem uma missão importante no esquema de Luiz Felipe. Com ele na equipe, Dinho e Goiano não precisam recuar para dar início à jogada. O próprio zagueiro se encarrega de sair com a bola dominada e distribui-la para o meio-campo. “Isso deixa a equipe mais adiantada e, em consequência, melhora a marcação”, disse Adilson, logo depois da partida.

A torcida gremista que compareceu ao estádio sábado não viu o Adilson vigoroso e campo.  Mesmo assim, o zagueiro mostrou habilidade. O capitão do Grêmio aparou a bola no peito, deu um “chapéu” sobre um adversário, fez lançamentos e comandou a defesa e o meio-campo. Nof inal do jogo, foi muito aplaudido. “Quero agradece o carinho dos torcedores com uma grande vitória em Tóquio”, disse. “Em toda a minha carreira, nunca recebi tanto apoio de um clube e de uma torcida como neste período aqui no Grêmio.” (Zero Hora, segunda-feira, 13 de novembro de 1995)

 

“A boa fase do Grêmio, com a vitória de virada no Olímpico, foi suficiente para convencer até o técnico Telê Santana, do São Paulo, sobre as condições em que se encontra o bicampeão da Copa Libertadores, duas semanas antes da decisão em Tóquio. Telê não economizou elogios ao Grêmio. ” O sistema de marcação é muito bom, com dois zagueiros firmes, dois volantes de contensão e dois meias criativos, mas também um atacante rápido, o Paulo Nunes, que cria condições para um atacante perigoso, o Jardel, um ótimo cabeceador”, resumiu. Telê ressaltou que o Grêmio não têm destaques individuais e o que prevalece é o senso coletivo. “Isso que o Arce, que faz as jogadas para o Jardel, não atuou” (Zero Hora, segunda-feira, 13 de novembro de 1995)

 

Foto: José Doval (Zero Hora)

 

SÃO PAULO PERDE PARA GRÊMIO E FICA EM 7º

O São Paulo perdeu para o Grêmio por 2 a 1, ontem, em Porto Alegre (RS), e ficou em situação muito ruim na luta por uma vaga nas semifinais do Brasileiro.
O time está em sétimo no Grupo B, com sete pontos em sete jogos. O Grêmio lidera o Grupo A, com 16 pontos, ao lado do Corinthians, mas com três jogos a mais.
O São Paulo marcou o primeiro gol aos 16min. O lateral Cláudio cruzou da direita e Luciano mergulhou para cabecear.
Ainda no primeiro tempo, o juiz Jorge Rabelo anulou dois gols: um do Grêmio, aos 22min -Arílson bateu falta e Goiano teria tocado com a mão na bola-, e um do São Paulo, aos 29min -Pedro Luiz marcou após escanteio, mas foi marcada falta de Edmílson.
Aos 34min, o zagueiro Bordon, que já tinha um cartão amarelo, foi expulso.
No segundo tempo, o Grêmio conseguiu o empate aos 14min, por meio de um pênalti cobrado por Dinho. Aos 19min, o goleiro Rogério evitou de forma espetacular um gol de cabeça de Arílson, mas, aos 27min, Alexandre cruzou e Jardel cabeceou, na pequena área, para marcar o segundo gol.” (Folha de São Paulo, domingo, 12 de novembro de 1995)

GRÊMIO FESTEJA DERROTA DE TELÊ
O Grêmio já havia conseguido o que queria no Campeonato Brasileiro: afastar o risco de rebaixamento para a segunda divisão.
Anteontem, no entanto, o técnico Luiz Felipe e seus jogadores deram à vitória sobre o São Paulo a importância de um desabafo há muito desejado.
“Foi um ‘cala-boca’ para o Telê Santana, que passou todo o primeiro semestre dizendo que nosso time era violento e que só sabia vencer batendo no adversário”, disse o volante Dinho.
“O meu gol foi o ‘gol São Paulo’, para quem fala muito, mas não ganha nenhum título”, disse o atacante Jardel.
O técnico Luiz Felipe foi irônico: “Eles dizem que nós batemos, que somos indisciplinados. Acho que este São Paulo que perdeu para nós e que bateu o tempo todo não é o time do Telê, deve ser o time treinado pelo Muricy (auxiliar de Telê)”.
A exemplo dos jogadores do São Paulo, os do Grêmio também se queixaram da arbitragem de Jorge Rabelo. “Ele anulou um gol nosso e um gol deles. Foi muito mal”, disse Paulo Nunes.” (Léo Gerchmann, Folha de São Paulo, segunda-feira, 13 de novembro de 1995)

“O volante Alemão disse que o São Paulo foi “roubado”.
“O Luiz Felipe (técnico do Grêmio), mesmo assim, conseguiu ser mais decepcionante que o juiz. Sabia que eu tinha cartão amarelo e mandou o Arílson me provocar”, afirmou Alemão. Para ele, esse tipo de recomendação é “coisa de mau caráter” (Folha de São Paulo, segunda-feira, 13 de novembro de 1995)

 

Foto: José Doval (Zero Hora)

 

“O JOGO: O Grêmio teve a domínio da partida, mas a zaga demonstrava insegurança no primeiro tempo. No segundo tempo, os gaúchos atacaram mais e as paulistas procuraram se defender.” (Placar, Tabelão 95 n.º 10)


Grêmio 2×1 São Paulo

GRÊMIO: Danrlei; Wágner Fernandes (Alexandre), Rivarola, Luciano (Adílson) e Roger; Dinho, Goiano, Arílson e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Magno) e Jardel
Técnico: Luiz Felipe Scolari

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Cláudio, Pedro Luiz, Bordon e André; Alemão, Edmílson, Sierra (Gilmar) e Aílton; Almir (Alexandre) e Luciano
Técnico: Telê Santana

Campeonato Brasileiro 1995 – Segunda Fase – 7ª Rodada
Data: 11 de novembro de 1995, sábado, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público: 10.298 (7.008 pagantes)
Renda: R$ 69.255,00
Juiz: Jorge Fernando Rabelo (RJ)
Cartões amarelos: Aílton, Pedro Luiz, Alemão, Gilmar e André (SP); Carlos Miguel, Paulo Nunes e Roger (G)
Cartão vermelho: Bordon, aos 38 minutos do 1º tempo
Gols: Luciano, aos 16min do primeiro tempo; Dinho (de pênalti), aos 14 minutos, e Jardel, aos 27 minutos do segundo tempo

Brasileirão 2020 – Botafogo 2×5 Grêmio

February 9, 2021 by

Muito bom, mas tijolo não revida“. Esses jogos com times já rebaixados costumam ser um tanto deprimentes. Mas isso, neste momento, não é problema do Grêmio.

Até agora não surgiu uma explicação para o fato do Grêmio não mais usar a camisa celeste, especialmente contra adversários alvinegros. Eu, por pura teimosia, sigo querendo entender isso.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Botafogo 2×5 Grêmio

BOTAFOGO: Diego Loureiro; Kevin, Kanu, David Sousa e Hugo (Warley, 38’/2ºT); José Welison (Kayque, intervalo), Caio Alexandre, Romildo (Matheus Babi, 14’/2ºT); Cesinha (Marcelo Benevenuto, 38’/2ºT), Rafael Navarro (Lecaros, 25’/2ºT) e Matheus Nascimento
Técnico: Lucio Flavio (interino)

GRÊMIO: Paulo Victor; Vanderson (Ferreira, 25’/2ºT), Paulo Miranda, David Braz e Cortez; Matheus Henrique (Thaciano, 33’/2ºT), Maicon (Lucas Silva, 11’/2ºT); Alisson (Rodrigues, 33’/2ºT), Jean Pyerre e Pepê; Diego Churín (Isaque, 25’/2ºT)
Técnico: Renato Portalupppi

35ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2020
Data: 8 de fevereiro de 2021, segunda-feira, 20h00min
Árbitro: Rodrigo Dalonso Ferreira (SC)
Local: Estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro (RJ)
Assistentes: Henrique Neu Ribeiro (SC) e Johnny Barros de Oliveira (SC)
VAR: Gilberto Rodrigues Castro Júnior (PE)
Gols: Alisson, aos 6 minutos, Jean Pyerre, aos 16 minutos do 1º tempo; Churín (de pênalti), aos 8 minutos, Rafael Navarro, aos 10 minutos, Matheus Henrique, aos 28 minutos e aos 32 minutos, e Matheus Babi aos 36 minutos do 2º tempo

Brasileirão 1981 – Botafogo 2×3 Grêmio

February 7, 2021 by
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Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

Há exatos 40 anos o Grêmio conseguiu sua primeira vitória fora de casa no Brasileirão de 1981, ao vencer Botafogo no Maracanã por 3×2, em jogo válido pela 7ª rodada da Primeira Fase. Um dos destaques daquela tarde foi Baltazar, autor dos três gols gremistas.

Outro jogador com atuação destacada nesse dia foi Vilson Tadei, que fez sua primeira partida como titular na competição (antes disso ele somente havia entrado no segundo tempo do jogo contra o Goiás)

Nessa etapa, 7 dos 10 times de cada grupo avançavam para a fase seguinte. O Botafogo, treinado por Paulinho de Almeida (que havia sido campeão gaúcho pelo Grêmio em 1980) avançou até as semifinais.

 

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Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

FALTOU FORÇA PARA O GRÊMIO GOLEAR
Daí, o Botafogo reagiu e quase chegou ao empate no segundo tempo

A reação do Botafogo, sábado, no Maracanã, foi sensacional, chegando a ameaçar uma “virada” no jogo após estar perdendo por diferença de três gols. Mas o Grêmio mereceu a vitória por 3 a 2 porque aproveitou melhor as chances de gols, e embora tenha tido o domínio de jogo apenas no primeiro tempo, conseguiu garantir sua vantagem. Os gols foram marcados por Baltazar (3) no primeiro tempo, descontando Mendonça (2) para o Botafogo na etapa final. Com este resultado o Grêmio isolou-se na vice-liderança do Grupo B, com dez pontos, apenas um de diferença da Portuguesa.

No primeiro tempo o Grêmio fez o que quis em capo, impondo um ritmo forte de jogo e marcando três gols, através de Baltazar. E só não fez mais porque parou de atacar. Logo no início, a um minuto, Tadei lançou Baltazar, às costas de Gaúcho. Ele dominou no peito mas concluiu mal de pé esquerdo. Aos quatro minutos Uchoa fez um gol, mas estava impedido. Aos dez minutos Baltazar transformou a vantagem do Grêmio em 1 a O. A equipe de Ênio Andrade tinha um bom ritmo de jogo, com Vilson Tadei destacando-se pela boa presença no meio-campo. Fez tabelas com Renato Sá e China, lançando os ponteiros e o centroavante. Rocha, Marcelo e Mendonça ficaram completamente perdidos.

O Botafogo assustou-se e tomou o segundo e o terceiro gol. A galera previa urna goleada incrível. A própria crônica carioca esperava isso com resignação, achando que o Grêmio realmente mostrava um bom esquema tático de proteção a defesa, a segurança de Hugo De Léon no combate a Miradinha e o bom trabalho do meio-de-campo, mais a vantagem de Tarciso e Baltazar sobre a confusa defesa do Botafogo: Gilmar, Zé Eduardo, Gaúcho e Serginho estavam apavorados.

Já no Intervalo Paulinho de Almeida pensou que seu time estava muito mal e fez a primeira mudança, com muito acerto: tirou Marcelo, lento e sem combatividade, colocando o habilidoso e esforçado Jérson. Mudou tudo e até Mendonça pode desenvolver seu futebol na frente.

Os erros do primeiro tempo foram corrigidos, com o time carioca marcando melhor no meio e jogando rápido pelas pontas Edson deu trabalho a Dirceu e Mendonça chegava perto da área. O Grêmio resolveu segurar o resultado num esquema de troca de passes e retardamento a Leão: teve o merecido, pois tomou dois gols, como poderia ter levado mais.

A torcida do Botafogo, depois da briga nas arquibancadas, vendo o time melhorar, passou ao incentivo e os jogadores de Paulinho reagiram. Tiveram boas chances mas o Grêmio estava em boa tarde, resistindo aos ataques no final. Paulinho ainda fez uma alteração, tirando Ziza e colocando Revelles na direita, passando Edson para a ponta-esquerda. Ênio tentou rebater, colocando Heber e Bonamigo no lugar de Baltazar e Odair, respectivamente. Para segurar o jogo.

O placar

BALTAZAR, para o Grêmio — 1 a 0 aos dez minutos do primeiro tempo. Dirceu cobrou uma falta pela intermediária do Botafogo, pelo lado esquerdo, passando a De León. O zagueiro chutou sem muita força mas a bola bateu no pé de Baltazar, desviando para o canto esquerdo do goleiro Paulo Sergio.

BALTAZAR, para o Grêmio 2 a 0 aos 16 minutos do primeiro tempo. Tarciso cobrou o escanteio pela ponta-esquerda, colocando na pequena área. O goleiro esperou pela ação da zaga, que ficou parada e Baltazar cabeceou sem multo esforço no canto direito.

BALTAZAR, para o Grêmio 3 a 0 — aos 23 minutos do primeiro tempo. Novamente o escanteio pela esquerda foi cobrado por Tarciso. Odair tocou de calcanhar para a área e Vantuir cabeceou para Zé Eduardo tirar parcialmente. China chutou a gol e a zaga rebateu. Baltazar acabou colocando para dentro do gol de pé direito.

MENDONÇA, para o Botafogo 3 a 1 se, aos 13 minutos do segundo tempo. De León fez falta em Mirandinha na intermediária, pelo lado esquerdo do Grêmio. Leão orientou a barreira, mas Mendonça cobrou por cobertura, com perfeição, colocando no canto direito do goleiro, sem chances.

MENDONÇA, para o Botafogo 3 a 2 aos 37 minutos do segundo tempo. Serginho fez um lançamento em diagonal para a área. Mendonça aparou no peito, passando a bola por sobre a cabeça de Dirceu e completando com um chute forte de pé direito, sem deixar a bola cair no chão.” (Julio Sortica, Zero Hora, Segunda-Feira, 9 de fevereiro de 1981)

1981 botafogo vilson tadei

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

COTAÇÃO – TADEI GARANTE SEU LUGAR NO TIME
Ele armou, lançou e ainda deu cobertura para sua área, jogando um futebol de alto nível

Botafogo

PAULO SÉRGIO — Não teve culpa nos gols: foi enganado no primeiro e nos outros falha foi da zaga. Poderia ter orientado os companheiros. Nota 5

GILMAR — Reserva de Perivaldo, não se complicou porque Odair foi muito mal. Não apoiou no primeiro tempo e marcou mal. Melhorou na etapa final. Nota 5

ZÉ EDUARDO — Completamente errado no início, marcando mal, levando desvantagem com Baltazar. Recuperou-se no final, quando teve bom trabalho com Gaúcho. Nota5

GAÚCHO — Zagueiro alto, mostrou-se desatento, mal na marcação e bom no apoio. Perdeu lances para Baltazar na cabeça e só melhorou na etapa final. Nota 5

SERGINHO — Era um dos mais fracos da defesa e Tarciso aproveitou o nervosismo do garoto. Batido no início, recuperou-se no final. Nota 5

ROCHA — Foi envolvido por Vilson Tadei. Tem pouco senso de jogo, em termos de visão. Errou passes e perdeu a tranqüilidade. Melhorou no segundo tempo, colocando a bola no chão. Nota 5

MARCELO — Um trabalho de baixo nível no início, foi dominado por China e Tadei. Acabou substituído por Jérson. Nota 3

EDSON — Ponteiro rápido e habilidoso, deu muitos dribles em Dirceu. Mas falta objetividade no seu futebol. Nota 4

MIRANDINHA — Bom atacante, sabe driblar bem e chuta com os dois pés. Deu trabalho a Vantuir e De León. Por ser individualista, sumiu do jogo no final. Nota 3

ZIZA — Já não é mais o jogador do Passado. No início ficou isolado na esquerda e foi para o meio. Melhorou levemente mas não rendeu bem. Acabou substituído por Revelles. Nota 3

JERSON – Um dos melhores do time. Rápido, boa visão de jogo e muita mobilidade. Já está merecendo uma vaga no time titular. Responsável pela reação do Botafogo. Nota 7

REVELLES – Entrou no lugar de Ziza, jogou na direita mas não fez nada. Nota 3

Grêmio

LEÃO — Foi um dos destaques do time, principalmente no segundo tempo. Fez boas saídas aos pés dos atacantes, interceptou bem os cruzamentos e não teve culpa nos gols do Botafogo. Nota 7.

UCHOA — Está melhorando de rendimento. No primeiro tempo não tomou conhecimento de Ziza e apoiou bem. Nota7.

VANTUIR — Um excelente primeiro tempo, bem na antecipação, na cobertura e nas bolas altas. Na etapa final andou vacilando em alguns lances. Nota 6.

DE LEON — Com Tadei, o melhor do Grêmio no primeiro tempo. Dominou completamente Mirandinha e ainda partiu para o apoio, lançando e fazendo passes. Caiu na etapa final. Nota 6

DIRCEU — O pior da defesa, pois na etapa inicial foi bem (como todo o time), mesmo permitindo alguns cruzamentos de Edson. No final, perdeu lances individuais e errou na marcação. Nota 5.

CHINA — Do bom trabalho de bloqueio, passes e cobertura no primeiro tempo, passou a ser envolvido e precipitado na etapa final. Talvez tenha sido emoção. Nota 4.

RENATO SÁ – No esquema de Ênio ele tem que recuar e marcar. Preocupa-se demais com isso e esquece de ir ao ataque. Regular no primeiro tempo e mal no segundo. Nota 4.

TARCISO — Taticamente, o melhor do ataque. Dominou a Serginho fez bons cruzamentos e deslocou-se para o meio. Nota 7

BALTAZAR — Entusiasmou os cariocas com seu oportunismo, posicionamento e sorte. Marcou os três gols do Grêmio, no início. Bem marcado, passou trabalho. Saiu para Héber “prender” o jogo na frente. Nota. 8.

ODAIR — Está na pior fase da sua carreira no Grêmio. Confunde-se taticamente, indo muito pelo meio e esquecendo da ponta. Nota 3

HÉBER – Entrou no lugar de Baltazar aos 37 minutos e não pode mostrar nada. Sem nota.

BONAMIGO – Entrou aos 30 minutos no lugar de Odair e quase complicou sua defesa num lance. Nota 3.

Os melhores

VILSON Tadei, com seu futebol objetivo e rápido, mostrou que pode ganhar a condição de titular. Contra o Botafogo ele fez de tudo: armou jogadas, fez tabelas, lançou e esteve até na área, para cobertura e retardamento de bolas a Leão. Foi dono do jogo no primeiro tempo. Na etapa final acabou cansando para marcar o meio-campo adversário. Fora de ritmo, ainda assim teve fôlego para agüentar os 90 minutos. Nota 9

MENDONÇA, talvez o único grande jogador que o Botafogo possui no momento, fez por merecer o respeito da torcida. No início foi envolvido pelo bom trabalho do meio de campo do Grêmio. Ficou retraído e só foi ao ataque depois dos 30 minutos. Na etapa final, junto com Jérson, mandou no jogo. Cobrou uma falta com perfeição e mostrou excelente visão de jogo e deslocamento. Fez o segundo gol do seu time na reação da etapa final. Nota 8

Atuação do juiz
Nota: 8
O árbitro paulista José Assis de Aragão é multo visado pelos dirigentes e jogadores. No jogo de sábado à tarde, no Maracanã, no entanto, foi quase perfeito. Acompanhou os lances de perto, marcou bem as faltas e talvez tenha sido exagerado apenas ao mostrar cartão para Rocha, Mirandinha e De León. Apenas um erro ao aceitar a marcação do bandeira Carlson Gracie num impedimento de Baltazar. Bom o trabalho dos auxiliares Carlson Gracie e Mário Santos.” (Julio Sortica, Zero Hora, Segunda-Feira, 9 de fevereiro de 1981)

1981 botafogo de leon

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

 

“ÊNIO MANTÉM A MESMA EQUIPE PARA DOMINGO
O treinador não muda o time que venceu Botafogo no sábado

Ênio gostou do time no primeiro tempo, mas no início da etapa final sentiu que o Botafogo havia se modificado e vinha modificado taticamente. O treinador concluiu que também deveria mexer na sua equipe e colocar jogadores descansados:

— O Botafogo colocou mais um jogador no ataque, tirando um do meio campo e reforçando sua força ofensiva. Isto perturbou nosso meio campo e com aquele gol de falta, eles ganharam mais motivação. Assim, eu tirei o Baltazar e coloquei o Heber, para não deixar os zagueiros do Botafogo saírem jogando, ele estava mais descansado que o Baltazar. Acho que no primeiro tempo dominamos bem o jogo e no segundo tempo o time meio que largou a bola. Acontece que com um resultado destes logo no início da partida, qualquer equipe fica morna, se desinteressa da movimentação, diminui a produção e acaba se perturbando. Mas, nosso objetivo é conseguir o primeiro lugar nesta chave. Veja só, temos no domingo o Brasília no Olímpico e quinta-feira o Operário, em Campo Grande, poderemos chegar aos 12 ou 14 pontos, o que poderá nos, dar a primeira colocação na chave B, e assim teremos vantagens nos próximos jogos.

O treinador reconheceu que o time todo diminuiu sua produção no segundo tempo, mas não chegou a se perturbar com isto. Para ele, fo. tudo uma reação natural:

— O time se desmotivou por causa do resultado. O importante é que eu gostei de tudo o que vi e não creio que haja modificação no time para o jogo do próximo domingo. Terei uma semana para pensar nisto, mas é quase certo que não farei alterações. Gostei desta equipe e vou escalar os mesmos jogadores contra o Brasília.” (Julio Sortica, Zero Hora, Segunda-Feira, 9 de fevereiro de 1981)

 

“TADEI SOUBE ESPERAR

Tadei esperou até ganhar um lugar no time, sem nunca reclamar. Treinava diariamente entre os reservas, só aguardando a chance que Ênio daria. Ela surgiu contra o Botafogo, no Maracanã e ele foi considerado como o melhor em campo:

— Todo o time foi bem, no primeiro tempo, mas no segundo houve uma acomodação. Conseguimos segurar o resultado e isto aí é importante. Claro que não poderíamos ter nos acomodado como aconteceu, mas são coisas de futebol e isto acontece. O importante é que ganhamos os dois pontos, garantimos nossa classificação e agora vamos lutar pelo primeiro lugar na chave. Eu soube esperar minha oportunidade, ela veio e se Deus quiser eu não sairei tão cedo. Tenho certeza que cumpri aquilo que o seu Ênio me pediu, mas reconheço que acabei cansando um pouco no segundo tempo. Isto se explica pois estou há muito sem jogar com a equipe principal. Com o tempo o entrosamento vai aumentando e poderei me adaptar em seguida com os titulares. Sei também que o time acomodou no segundo tempo, mas ainda bem que nos acordamos quase no final e conseguimos dar um sufoco no Botafogo.” (Julio Sortica, Zero Hora, Segunda-Feira, 9 de fevereiro de 1981)

 

BOTAFOGO REAGE TARDE: GRÊMIO VENCE COM 3 DE BALTAZAR

Depois do primeiro tempo em que (apresentou uma atuação totalmente falho no setor defensivo, quando tomou três gols, o Botafogo reagiu no segundo tempo, mas não conseguiu o empate e foi derrotado por 3 o 2 pelo Grêmio. Baltazar, com uma grande atuação, marcou os três gols no primeiro tempo. Mendonça fez os dois gols do time carioca. 

Para surpreso dos 17.161 torcedores que foram Estádio Mário Filho, o Grêmio começou jogando bem e dominando inteiramente o Botafogo. O time gaúcho encontrou uma defesa totalmente falha, fez o que quis e só não terminou com uma goleada no primeiro tempo por falto de sorte […]” (Jornal dos Sports, 08 de fevereiro de 1981)

BOTAFOGO ESCAPA DE SER GOLEADO PELO GRÊMIO

Depois de jogar de forma lamentável no primeiro tempo, quando se deixou envolver inteiramente pelo Grêmio — que chegou fácil aos 3 a 0 e ameaçou ganhar de goleada — o Botafogo, embora desordenadamente e mais na base do empenho, reagiu e acabou reduzindo o marcador para 3 a 2.

O Grêmio fez uno boa partida, sabendo aproveitar os erros gritantes da defesa do Botafogo e a inoperância de seu ataque que em todo o tempo, mesmo na fase de reação, não exigiu grande esforço de Leão, vencido nas duas únicas bolas, perigosas que foram a seu gol.  […]”  (Jornal do Brasil, 08 de fevereiro de 1981)

Placar: Se no primeiro tempo o jogo foi todo do Grêmio, que marcou em cima, no segundo o Botafogo melhorou muito chegando a ter oportunidade de empatar.” (Milton Costa Carvalho, Revista Placar, edição n.º 561, 13 de fevereiro de 1981)

GRÊMIO GANHA DO BOTA E INTER VOLTA A EMPATAR

Enquanto o Grêmio fez uma boa partida no Maracanã, vencendo o Botafogo por 3 a 2 e recuperando-se da derrota em São Paulo, o Internacional, no Beira-Rio voltou a decepcionar, empatando sem gols com o Bangu. E, por isso, a torcida colorado vaiou o time.

O Grêmio começou com um notável primeiro tempo. Com futebol rápido, jogadas organizadas com inteligência por Vilson Tadei e movimentação intensa de Baltazar e Tarciso, o tricolor inibiu o adversário. E, assim. surgiram os três gols de Baltazar.

No segundo tempo, porém, o Grêmio facilitou. Em decorrência, o Botafogo cresceu e marcou dois gols. Leão, Uchoa, Vantuir, De León, e Dirceu; China, Tadei e Renato: Tarciso, Baltazar (Éber) e Odair (Bonamigo) jogaram pelo Grêmio, no jogo que rendeu CrS 2.270.200.00.

Aqui, com os torcedores revoltados, Benitez, Carlos Alberto, Wagner, André, Minero (Bereta); Ademir, Jair, Galvão; Paulo Santos. Jones (Birra) e Mário Sérgio não conseguiram vencer o time carioca.

Nos resultados, a classificação automática da dupla, ontem.” (Correio do Povo, 08 de fevereiro de 1981)

1981 botafogo chamada guaiba1981 botafogo chamada gaucha

1981 botafogo gol bota

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

Botafogo 2 x 3 Grêmio

BOTAFOGO: Paulo Sérgio; Gilmar, Zé Eduardo, Gaúcho e Serginho; Rocha, Mendonça e Marcelo Oliveira (Jérson, intervalo); Édson, Mirandinha e Ziza (Revelles, 17 do 2ºT)
Técnico: Paulinho de Almeida

GRÊMIO: Leão; Uchoa, Vantuir, De León e Dirceu; China, Vilson Tadei, e Renato Sá; Tarciso, Baltazar (Éber 37 do 2ºT) e Odair (Bonamigo 30 do 2ºT)
Técnico: Ênio Andrade

Brasileirão 1981  – 1ª Fase – Grupo B – 7ª Rodada
Data: 07 de fevereiro de 1981, sábado, 17h00min
Local: Estádio Maracanã, Rio de Janeiro
Público: 17.161 pagantes
Renda: Cr$ 2.270.200,00
Árbitro: José de Assis Aragão – SP
Auxiliares: Carlson Gracie e Mário Leite Santos
Cartões Amarelos: Rocha, De León e Mirandinha
Gols: Baltazar 10, 16 e 23 minutos do 1º tempo; Mendonça 13 e 37 do 2º

Brasileirão 2020 – Grêmio 3×3 Santos

February 4, 2021 by

Fotos: Eduardo Moura (Globo Esporte)

17 empates. Agora só falta um para o recorde isolado da história do Brasileirão.

O juiz ignorou totalmente o que determina a regra para marcar o pênalti que resultou no terceiro gol santista. O braço de Luis Fernando não estava em “posição antinatural” e muito menos estava “acima/além da altura do ombro

Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Foto: Fabiano do Amaral (Correio do Povo)

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz, Rodrigues, Kannemann e Diogo Barbosa; Lucas Silva (Thaciano, 37’/2ºT), Matheus Henrique; Alisson (Luiz Fernando, 29’/2ºT), Jean Pyerre (Maicon, 29’/2ºT) e Pepê; Diego Souza (Ferreira, 37’/2ºT).
Técnico: Renato Portaluppi

SANTOS: John; Pará (Vinicius Balieiro, 13’/2ºT), Laércio, Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison (Bruno Marques, 35’/2ºT), Jean Mota (Madson, intervalo) e Sandry; Lucas Braga, Kaio Jorge (Ivonei, 35’/2ºT) e Arthur Gomes.
Técnico: Cuca

34ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2020
Data: 03 de fevereiro de 2021, quarta-feira, 16h00min
Local: Arena do Grêmio, Porto Alegre, RS
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Assistentes: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA) e Fabricio Vilarinho da Silva (GO)
VAR: Caio Max Augusto Vieira (RN)
Cartões amarelos:  Kannemann, Diego Souza, Matheus Henrique, Victor Ferraz e Luiz Fernando; Sandry
Cartão vermelho:  Sandry
Gols: Kaio Jorge, aos 7 minutos; Diego Souza (de pênalti), aos 36 minutos do 1º tempo; Jean Pyerre, aos 40 segundos, Pepê, aos 7 minutos, Arthur Gomes (de pênalti), aos 21 minutos, Madson (de pênalti), aos 50 minutos do 2º tempo

Brasileirão 1981 – Portuguesa 1×0 Grêmio

February 4, 2021 by

Foto: Correio do Povo

Há exatos 40 anos o Grêmio sofreu sua primeira derrota na campanha do título brasileiro de 1981. 1×0 para a Portuguesa no Canindé;

Esse foi o primeiro jogo do tricolor transmitido (pela RBS/TV Gaúcha) na competição

Foto: Zero Hora

GRÊMIO PERDEU A PRIMEIRA EM SÃO PAULO
A Portuguesa acabou com a invencibilidade dos gaúchos na Taça de Ouro

A Portuguesa derrubou mais um invicto. Ontem à noite em seu estádio, num jogo equilibrado, o time de Mário Travagliní teve melhor aproveitamento nas conclusões e através de uma falta convertida por Carrasco, aos cinco minutos do segundo tempo, venceu o Grémio por 1 a O. Foi a vitória da equipe que sempre mostrou-se mais disposta em campo e teve mais acertos.

A primeira informação dada pelos repórteres gaúchos em São Paulo falava do estado do gramado no estádio Caníndé: irregular e com muitos buracos. Mas este detalhe nem chegou a ser muito importante no andamento da primeira etapa de jogo. Conforme já era previsto, a Portuguesa, jogando em seu campo, partiu com decisão para o ataque e mostrou durante os primeiros 45 minutos uma marcação digna de suas intenções. Foi a equipe mais organizada taticamente, melhor posicionada e que sempre tomou a iniciativa.

O Grêmio teve a primeira oportunidade para marcar numa boa jogada de ataque logo a dois minutos de partida quando Venturi deixou Tarciso bem colocado para bater fraco em gol. Daí em diante apenas a equipe paulista conseguiu boas conclusões e chegou a significativa marca de cinco escanteios contra nenhum do time de Ênio Andrade, Era possível notar mesmo uma vacilação na zaga em muitos momentos, mas a presença de De León e China foi decisiva para manter a tranqüilidade.

A Portuguesa, que já conseguira uma boa chance a quatro minutos num chute perigoso de Sodré, teve nova oportunidade a 18 minutos quando Moisés ganhou a jogada em cima de Dirceu, deu a Sodré que na corrida dentro da grande área chutou por cima. O principal mérito do time de Mário Travaglini no entanto ficava na marcação que impedia qualquer tentativa de jogada de criação da meia cancha do Grémio. Apenas aos 42 minutos Tarciso levou perigo: ele recebeu mm passe na medida de China, mas chutou mal para fora.

DERROTA

A um minuto do segundo tempo o Grêmio teve a grande chance para marcar quando Odair arrancou pie-la esquerda e da linha de fundo, na pequena área, cruzou. Tarciso, quase em cima da risca de gol, errou em bola. A resposta da Portuguesa foi total: a cinco minutos Carrasco marcou. A reação do Grêmio aconteceu especialmente a partir de De León que soltou-se para o ataque realizando bons lances. Num deles Odair quase empata aos 14 minutos. Éverton defendeu para escanteio. Héber no lugar de Flávio foi a mudança de Ênio para melhorar a equipe.

Mas não bastou a vontade do uruguaio aparecendo em todas as partes do gramado e iniciando praticamente todos os lances de ataque de sua equipe. Na mais clara situação, das várias construídas pelo time gaúcho mais na base da garra e do esforço pessoal, Odair perdeu o empate. Aos 35 minutos, depois de uma jogada em que todos os atacantes participara m, o ponteiro-esquerdo chutou ao lado do gol de Éverton dentro da grande área, sem marcação. Era o fim da Invencibilidade. De positivo ficava apenas mais uma excelente apresentação de De León.

O placar

VILSON CARRASCO para a Portuguesa – 1 a 0 aos cinco minutos do segundo tempo: numa disputa de De Léon contra um adversário, o juiz marcou toque do uruguaio. Vilson Carrasco bateu certo de pé direito por cima da barreira no canto direito do gol de Leão, que chegou atrasado.” (Zero Hora, quinta-feira, 5 de fevereiro de 1981)

Foto: Zero Hora

Foto: Zero Hora

 

FALTOU FORÇA PARA O ATAQUE DO GRÊMIO

 Depois de um primeiro tempo equilibrado, a Portuguesa, aos 50 minutos, na cobrança de um toque nas proximidades da área fez o único gol de ons tem a noite, no Canindé. Carrasco foi o autor, garantindo a vitória do time paulista. O tricolor tentou a reação, mas, não conseguiu surpreender o adversário.

 PRIMEIRO TEMPO — O jogo começou em velocidade. Também com urna marcação severa. Em decorrência, pouco espaço. Mesmo assim, o Grêmio tentou buscar a ofensiva, organizando contra-ataques que saíam com rapidez da defesa. E a Portuguesa respondendo no mesmo ritmo e estratégia.

 A principal característica da partida foi o equilíbrio na movimentação. Para vencer a marcação, os times tiveram que intensificar as Jogadas, acionar os ponteiros e fazer estocadas de surpresa. Ninguém se mostrava disposto a dar vagem para os lançamentos longos.

 A Portuguesa tinha mais facilidade para chegar na zona defensiva do adversário, mas não conseguia finalizar. O Grêmio, quando conseguia a passagem, era mais perigoso. No todo, porém, um justo zero a zero no final desta fase. Baltazar ficou muito isolado en-tre os zagueiros.

 SEGUNDO TEMPO

 A Portuguesa retornou com mais disposição. Por isso, assumiu as iniciativas. E, aos cinco minutos, conseguiu o prémio pela iniciativa: toque de Vantuir nas proximidades da área. Carrasco cobrou com perfeição, sobre a barreira e vencendo Leão. Portuguesa 1, Grêmio 0.

 Depois do gol, Ênio Andrade tratou de corrigir um erro que Já havia observado no primeiro tempo: posicionamento de Flávio, que não fazia aproximação com Baltazar. E, assim, entrou Eber em seu lugar. A partir daí o Grêmio pôde equilibrar a partida.

 Com a vantagem, porém, a Portuguesa manteve-se segura. O Grêmio buscava os contra-ataques, movimentando Tarciso e Odair, A Lusa só marcava e, na resposta, descia sempre com perigo. O jogo esquentou bastante, com o tricolor gaúcho não conseguindo chegar na zona de conclusões. O Grêmio tentou o empate, mas os paulistas mantiveram o escore, Para assegurar a vantagem, Mario Travaglini retirou Pita e colocou mais um homem de marcação: Mario Reis. No final, a confirmação: Portuguesa 1 x 0.” (Correio do Povo, quinta-feira, 5 de fevereiro de 1981)

 

Placar: “OPINIÃO: Na base da força de vontade a Lusa venceu um Grêmio confuso da defesa ao ataque. Resultado Justo.” (Fábio Sormani, Revista Placar, edição n.º 561, 13 de fevereiro de 1981)

 

Portuguesa 1 x 0 Grêmio

PORTUGUESA: Éverton; Alves, Duílio, Daniel Gonzalez e Fantick; Zé Mario, Wílson Carrasco e Gérson Sodré; Moisés, Beca e Pita (Mário Reis 31 do 2º).
Técnico: Mário Travaglini

GRÊMIO: Leão; Uchoa, Vantuir, De León e Dirceu; China, Flávio (Éber 7 do 2º) e Renato Sá; Tarciso, Baltazar e Odair.
Técnico: Ênio Andrade

6ª Rodada – 1ª Fase – Brasileirão 1981
Data: 04 de fevereiro de 1981, Quarta-feira
Local: Canindé, em São Paulo, SP
Público: 14.921
Renda: Cr$ 1.564.300,00
Juiz: Wilson Cardoso dos Santos-RJ
Auxiliares: Aureliano Oliveira e Dárcio Pereira
Cartão Amarelo: Duílio, Uchoa e De León
Gol: Wilson Carrasco, aos 5 minutos do 2ºtempo

Brasileirão 1989 – Grêmio 0x0 Santos

February 3, 2021 by

Foto: João Carlos Rangel (Correio do Povo)

No Brasileirão de 1989, o Grêmio não saiu do 0x0 com o Santos no Olímpico.

 


 

UM GRÊMIO BASTANTE CONFORMADO

Jogando bem apenas durante os 20 minutos finais, o Grêmio não passou de um empate em zero a zero contra o Santos, ontem, no Olímpico, ficando em terceiro lugar no Grupo B, com cinco pontos. O ponteiro Sérgio Araújo fez sua estréia, atuando nos 45 minutos finais, em lugar de Sinué, conseguindo dar maior movimentação ao ataque. Na quarta-feira, o Grêmio atua em São Paulo, contra o Palmeiras, e é quase certo que, por problemas de lesão, verificados ontem, o técnico Cláudio Duarte volte a alterar a equipe.

Foi uma partida equilibrada no primeiro tempo. Com quatro jogadores no meio de campo, o Santos conseguiu anular a criatividade de Assis, obrigando, também, a que Cuca fosse um homem mais preocupado com a marcação. Darci procurou compensar, movimentando-se por todas as partes do gramado. Sinuê, utilizado no lugar de Paulo Egídio, esforçou-se muito, mas a timidez natural de quem estréia impediu uma melhor atuação. Os laterais Alfinete e Hélcio, desobrigados da marcação, já que o Santos não teve ponteiros agudos, puderam avançar bastante. Alfinete, principalmente, criou boas jogadas.

No segundo tempo, o técnico Cláudio Duarte fez o que todos imaginavam, lançando Sérgio Araújo no lugar de Sinuê, passando Assis para a esquerda. O crescimento da equipe, no entanto, só se verificou a partir dos 20 minutos, quando Sérgio Araújo perdeu a inibição e começou a criar jogadas fortes. As maiores chances, Porém, foram criadas por Alfinete, em dois chutes muito perigosos de fora da área, obrigando Sérgio a extraordinárias defesas. Outra boa chance foi desperdiçada por Darci, em Penetração pelo lado esquerdo. Ele tentou Por cobertura, mas a bola foi para fora. A última chance nasceu dos pés de Sérgio Araújo. Ele cruzou da direita, Gilson ajeitou e Cuca completou de Pé direito, permitindo a Sérgio outra grande defesa.

A pressão gremista possibilitou a que o Santos, em contra-ataques, criasse situações perigosas. Numa delas, Ditinho chutou, Gomes defendeu parcialmente e César Sampaio concluiu por cima.

No vestiário do Grêmio, ninguém falou em injustiça.” (Correio do Povo, segunda-feira, 25 de setembro de 1989)

 

MEIO-CAMPO DO SANTOS GARANTE PONTO NO OLÍMPICO E A PERMANÊNCIA DE NICANOR

O Santos conseguiu ontem aquilo que muitos imaginavam impossível. Apesar da crise que ameaça o time desde o empate diante do Goiás na última quarta-feira, a equipe foi a Porto Alegre e obteve um empate de 0 a 0 diante do campeão gaúcho, no estádio Olímpico. Para um time que estava para demitir seu técnico, o resultado foi recebido com alívio pelos dirigentes. Nicanor de Carvalho continua prestigiado na direção do time.

Apesar de ainda não ter vencido no campeonato e ocupar a última colocação em seu grupo, o Santos surpreendeu com um bom futebol no meio de campo, César Sampaio, César Ferreira, Ernâni e Heriberto bloquearam o setor mais criativo do Grêmio. A equipe gaúcha apresentou sua característica de sempre —muita força na marcação—, mas criou poucas oportunidades de gol e não teve substituto de bom nível para o ponta Paulo Egídio, contundido.

No primeiro tempo, aos 22 minutos o Grêmio Leve sua melhor oportunidade, quando Gilson acertou um chute de primeira, depois de um cruzamento de Assis. Aos 36, foi a vez de Élcio pegar um rebote da zaga e chutar rente à trave.

No segundo tempo, o Grêmio tentou fazer a marcação mais frente, mas foi surpreendido pelos contra-ataques santistas. Ditinho, Tuíco, César Ferreira e Paulinho só não marcaram por falta de calma diante do goleiro Gomes.” (Folha de São Paulo, segunda-feira, 25 de setembro de 1989)

 

Placar “O JOGO: As vaias da torcida no final da partida foram justas. O Santos jogou com três volantes, César Sampaio, César Ferreira e Heriberto, preocupado, sobretudo, em não tomar gols. O Grêmio não teve inspiração para furar o bloqueio do adversária. A não ser pelas quatro chances de gol, duas para cada time, criadas no segundo tempo, o que se viu foi uma sucessão de jogadas truncadas e passes errados digna de irritar o torcedor. Nota do jogo: 5” (Placar, edição n.º 1.007, 29 de setembro de 1989)

Foto: Nico Esteves (Placar)

Grêmio 0 x 0 Santos

GRÊMIO: Gomes; Alfinete, Trasante, Edinho e Hélcio; Lino, Cuca, Darci e Assis; Gílson e Sinuê (Sérgio Araújo)
Técnico: Claudio Duarte

SANTOS: Sérgio; Ditinho, Davi, Luiz Carlos e Wladimir; César Sampaio, César Ferreira, Heriberto e Ernâni; Paulinho McLaren e Tuíco (Totonho)
Técnico: Nicanor Carvalho

Campeonato Brasileiro 1989 – 1ª Fase – 5ª Rodada
Data: 24 de setembro de 1989, domingo
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público: 10.900 pagantes
Renda: NCz$ 90.951,00
Árbitro: Tito Rodrigues
Auxiliares: Francisco Carlos Vieira e Luis Carlos Pinto
Cartões Amarelos: Trasante e Sérgio

Brasileirão 2020 – Coritiba 1×1 Grêmio

February 2, 2021 by

Agora o negócio é ir atrás do recorde de empates no Brasileirão. Só faltam dois

 

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

 

CORITIBA: Wilson; Natanael, Nathan Ribeiro, Henrique Vermnudt (Rhodolfo, 28’/2ºT) e Jonathan; Nathan Silva, Hugo Moura (Rafinha, intervalo) e Matheus Galdezani; Sarrafiore (Cerutti, 34’/1ºT), Neilton (Yan Sasse, 37’/2ºT) e Nathan Fogaça (Ricardo Oliveira, intervalo)
Técnico: Gustavo Morínigo

GRÊMIO: Paulo Victor; Vanderson (Guilherme Azevedo, 33’/2ºT), Paulo Miranda, David Braz e Cortez; Darlan (Pinares, 33’/2ºT) e Thaciano; Alisson, Jean Pyerre e Ferreira (Everton, 18’/2ºT); Isaque (Luiz Fernando, 18’/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

33ª Rodada – Brasileirão 2020
Data: 31 de janeiro de 2021, domingo, 16h00min
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba -PR
Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias Araujo (SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Luiz Alberto Andrini Nogueira (SP)
VAR: José Claudio Rocha Filho (SP)
Cartões Amarelos: Neilton e Rafinha; Darlan, David Braz e Cortez
Gols: Paulo Miranda, aos 19 minutos do 1º tempo e Wilson (de pênalti), aos 27 minutos do 2º tempo.

Brasileirão 1981 – Grêmio 1 x 0 Corinthians

January 31, 2021 by

Foto: Luiz Avila e Vilmar Calistro (Zero Hora)

Há exatos 40 anos o Grêmio fez sua quinta partida no Brasileirão de 1981, vencendo o Corinthians por 1×0 no Olímpico (gol marcado numa cabeçada de Tarciso).

Foi a primeira atuação unanimemente convincente do tricolor. De León foi um dos destaques Grêmio, recebendo nota 9 na cotação da Zero Hora e sendo o personagem da reportagem da Placar daquela semana.

Foto: Telmo Cúrcio da Silva  (Zero Hora) 

Foto: Luiz Avila e Vilmar Calistro (Zero Hora)

“VITÓRIA VALEU A LIDERANÇA DO GRUPO B
No sábado, o Grêmio venceu e mostrou um bom futebol. Agora é a vez da Portuguesa

A vitória de 1 a 0 diante do Corintians, sábado a tarde, deve ter deixado satisfeitos os torcedores do Grêmio que estiveram no Estádio Olímpico. E por dois motivos: o primeiro a liderança do grupo B junto com o Botafogo; o segundo a mais importante, todos puderam perceber na equipe um esquema bem definido, um bom esquema tático onde o talento de De León acabou utilizado era sua totalidade, ficando certos os torcedores – definitivamente – que o zagueiro uruguaio em seguida será o grande desta que do Grêmio pela sua seriedade e liderança, além de sua liderança, agora bem explorada pela equipe

 Nos primeiros minutos de logo, é possível que alguns torcedores tivessem chegado a imaginar que o Grêmio repetiria a atuação ruim da partida contra a Desportiva – o Corintians ficou todo em seu próprio campo e o Grêmio não conseguia uma boa jogada ofensiva. Engano de quem pensou assim, pois o time começou a pressionar bastante, só errando por não explorar mais as jogadas pelas pontas.

 Mesmo esquecendo, às vezes, de Tarciso e Odair, o time aos poucos tomou conta do adversário e ficou buscando penetrações Aos 21 minutos, Flávio colocou uma bola atrás de Djalma para que Baltazar entrasse livre, mas o centroavante bateu torto perdeu o gol. Aos 24, numa cobrança de escanteio, Zé Maria rebateu mal e Odair teve outra chance, chutando para fora. Aos 37 novamente Baltazar deixou de marcar, pois ficou só na frente do goleiro depois de um lançamento de De León, e permitiu que Djalma tocasse para escanteio. Sete minutos depois, Tarciso teve espaço para o cruzamento e colocou a bola na área. Renato Sá penetrou atrás de Amaral mas tocou na bola com a cabeça e com o ombro, na frente de Solitinho — a bola saiu pela linha de fundo.

Poucos erros

Enquanto isso, Leão não precisou fazer uma única defesa, o que evidenciou que o Grêmio havia conseguido uma síntese importante em futebol: atacou com frequência sem jamais arriscar-se a um contra-ataque do adversário. Assim, a vitória do primeiro tempo a partir dos 42 minutos com o gol de Tarciso estabelecia claramente a superioridade do Grêmio sobre um Corintians irreconhecível — lento, sem criatividade nem força para uma tentativa ofensiva.

No segundo tempo apareceram alguns defeitos no Grêmio, principalmente durante os 15 primeiros minutos – o Corintians deu a impressão de que recuperara sua força no vestiário, procurando lugar com Vaguinho na direita. Aos seis e aos 11 minutos o Corintians poderia ter empatado: na primeira oportunidade Dirceu errou a cabeçada,  Eli dominou no peito e bateu por cima;. na outra, Vaguinho recebeu um cruzamento da esquerda e cabeceou para a entrada de Geraldo que simplesmente  errou da bola.

Mas parou aí a reação do Corintians que voltou a ser dominado pelo Grêmio e ficou confinado apenas na velocidade de Vaguinho, seu melhor jogador.

O PLACAR

TARCISO para o Grêmio – 1 a 0 aos 42 minutos do primeiro tempo – Dirceu recebeu de Flávio na intermediária, avançou rápido e cruzou alto para a área. Tarciso saltou mais do que Vladimir e cabeceou forte, no canto direito de Solitinho que não saltou na bola.” (Pedro Macedo,  Zero Hora, segunda-feira, 02 de fevereiro de 1981)

 

Foto: Luiz Avila e Vilmar Calistro (Zero Hora)

 

“TARCISO CABECEOU CERTO EM GOL

 Ao final do Jogo de sábado, Tarciso fez questão de trocar do camisa com o lateral— esquerdo Vladimir do Coríntians, que foi seu marcador muito firme durante os 90 minutos. O ponteiro-direito do Grêmio havia feito o gol da vitória aos 42 do primeiro tempo, aproveitando de cabeça uma bola cruzada do Dirceu para dentro da área:

 — Se ganharmos todas por 1 a 0, poderemos chegar à classificação. Sinto que o time está se entrosando e com mais treino e tempo de jogo vamos começar a nos entender multo melhor. Já temos tranquilidade, o que é importante, e a torcida também nos apoia, mas eu peço que os torcedores apoiem mesmo é ao China, Flávio, Bonamigo, Odair, pois estes garotos serão o Grêmio de amanhã. Eles precisam de toda a força da massa.

 O ponteiro-direito gremista lembrou que o seu gol não foi apenas obra sua:

 — O mérito deste gol é do Dirceu. Ele soube usar uma jogada de treino e teve presença de espírito para lançar a bola dentro da área. Eu só complementei um trabalho iniciado por ele, lá pela meia-cancha. Se alguém tem que receber abraços, é meu amigo Dirceu; eu só tive a sorte de marcar o gol.

Marcar gol é trabalho do centroavante Baltazar, que há dias vem errando na conclusão:

— O Baltazar é imprevisível. Numa hora está bem, noutra parece meio aéreo. Mas, o Baltazar é centroavante de ofício e sabe jogar dentro da área. Isto tudo vai passar.” (Zero Hora, segunda-feira, 02 de fevereiro de 1981)

Foto: Luiz Avila e Vilmar Calistro (Zero Hora)

Foto: Luiz Avila e Vilmar Calistro (Zero Hora)

 

Placar: “OPINIÃO: Vitória justa do Grêmio porque soube pressionar o Corinthians até a marcação do gol e teve capacidade para segurar a reação paulista.” (Emanuel Mattos, Revista Placar, edição n.º 560, 06 de fevereiro de 1981)

 

Foto: Correio do Povo

GRÊMIO VENCE CORÍNTIANS E ASSUME LIDERANÇA DO GRUPO

 Com um gol de cabeça de Tarciso, aos 42 minutes do primeiro tempo, o Grêmio venceu, ontem, no estádio Olímpico, ao Corintians de São Paulo. A vitória, alcançada num jogo bastante movimentado, elevou o tricolor gaúcho, ao lado do Botafogo do Rio de Janeiro,  à liderança do Grupo B. O Botafogo, que estava invicto tendo vencido, inclusive, os quatro primeiros jogos, perdeu ontem, no Maracanã, para a Portuguesa, de São Paulo, pelo escore mínimo.

Durante todo o primeiro tempo, o Grêmio forçou muito o ataque, sobretudo pelas pontas, mas encontrou poucos espaços na compacta defesa do Coríntians; no segundo tempo, bem mais movimentado, o time de Ênio Andrade voltou a jogar na frente, enquanto o Coríntians limitou-se a alguns contra-ataques, sempre muito perigosos.

O Grêmio atuou Leão, Uchoa, Vantuir, De León (este, em sua melhor apresentação no time). Dirceu, China, Flávio (depois Bonamigo) Renato Sá, Tarciso,  Baltazar e Odair. O Coríntians contou com Solitinho Zé Maria, Amaral. Djalma, Vladimir, Biro-Biro, Basílio. Vaguinho, Toninho (depois Geraldão) e Vilsinho.

Vinte e quatro mil e nove pessoas assistiram ao jogo, um púbico excelente para o início de feriadão, e a renda alcançou dois milhões e setenta e um mil cruzeiros.” (Correio do Povo, 3 de fevereiro de 1981)

 

Foto: Correio do Povo

Grêmio 1 x 0 Corinthians

GRÊMIO: Leão; Uchôa, Vantuir, De León e Dirceu; China, Flávio (Bonamigo 31 do 2º) e Renato Sá; Tarciso, Baltazar e Odair.
Técnico: Ênio Andrade

CORINTHIANS: Solitinho; Zé Maria, Amaral, Djalma e Vladimir; Biro-Biro, Basílio e Eli (Paulinho 24 do 2º); Vaguinho, Toninho (Geraldo) e Wilsinho.
Técnico: Osvaldo Brandão

5ª Rodada – 1ª Fase – Brasileirão 1981
Data: 31 de janeiro de 1981 – Sábado
Local: Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 24.009 (20.900 pagantes)
Renda: Cr$ 2.071.000,00
Juiz: Arnaldo Cezar Coelho – RJ
Auxiliares: Rui Canedo e Zeno Escobar Barbosa
Cartão Amarelo: Biro-Biro
Gol: Tarciso, aos 42 minutos do 1º tempo