Gauchão 1960 – Aimoré 1×3 Grêmio

February 8, 2020 by
1960 aimore cp alberto

Foto: Correio do Povo

Este foi o último jogo entre essas equipes no antigo estádio da “Taba Índia” (o estádio Cristo Rei seria inaugurado em março de 1961)

Na meta do Aimoré nessa partida estava o goleiro Alberto (foto acima), que viria a jogar no Grêmio a partir de 1963.

1960 aimore cp suli

Foto: Correio do Povo

GRÊMIO E INTERNACIONAL VENCERAM AIMORÉ E SÃO JOSÉ
Praticamente encerrado domingo o primeiro turno do metropolitano

Tricolores apresentaram bom trabalho na “taba” e o resultado foi de 3×1 — Vi, Marino e Gessi, os goleadores — Tomasi marcou o tento do Aimoré

O Grêmio Porto-Alegrense encerrou seus compromissos do primeiro turno na condição de invicto. O líder do certame, jogando na “Taba India”, em São Leopoldo, conquistou um triunfo tranquilo sobre o Aimoré, por 3 a 1.

O Aimoré não ofereceu, em realidade, resistência aos tricolores, que jogaram uma partida sem maiores preocupações, demonstrando uma flagrante superioridade sôbre o adversaria.

Pouco trabalho teve a defesa do Grêmio, que bloqueou por inteiro o ataque dos “capilés”, os quais poucas vezes colocaram Suli em ação, a não ser na cobrança de faltas ou em intervenções.

Enquanto isso a linha de frente gremista passou a exercer domínio sobre a retaguarda do Aimoré, especialmente depois dos vinte minutos iniciais, até quando o jogo esteve aparentemente equilibrado.

Depois disso viu se o Grêmio caminhando à vontade na cancha, com perfeito entendimento entre suas linhas, sobressaindo-se o trabalho do ligação Milton, que manobrou no meio de campe de forma magnifica, constituindo-se no melhor jogador dos vinte dois.

O Aimoré, bastante longe da equipe da temporada passada e tendo pela frente um Grêmio que vem jogando um futebol apurado, pouco pôde fazer, melhorando apenas quando os tricolores retraíram-se após o placarde já estar em três a zero, quando aliás a representação leopoldense conquistou o gôlo de honra.

Após o tento do quadro “indio” o Grêmio voltou a apertar o cerco e levou a peleja até seu final em flagrante superioridade, conquistando mais um triunfo, prêmio justo pela bela jornada cumprida.

RENDA: 264.880 cruzeiros.

JUIZ: Laje Filho, com bom trabalho, apesar de haver deixado passar uma penalidade máxima de Afonso em Marino.

Preliminar: aspirantes do Grêmio 2, aspirantes do Aimoré, 0.” (Correio do Povo, terça-feira, 30 de agosto de 1960)

LÍDER PASSOU PELO AIMORÉ ESBANJANDO CATEGORIA: 3 X 1 (Diário de Notícias, terça-feira, 30 de agosto de 1960)

GRÊMIO TERMINOU INVICTO E COMO LÍDER ABSOLUTO O PRIMEIRO TURNO DO CERTAME
O Aimoré não foi obstáculo para o elenco treinado por Osvaldo Rola, que marcha firme em busca do pentacampeonato — Os «Índios» resistiram apenas os primeiros 20 minutos da partida e perderam por três tentos contra um — Vieira. Marino e Gessi marcaram os tentos vitoriosos – Tomasi anotou o tento de honra dos leopoldenses.” (Jornal do dia, terça-feira, 30 de agosto de 1960)

Revista do Grêmio n.º 28, ano VFonte: Grêmio História

Aimoré 1×3 Grêmio

GRÊMIO: Suli; Figueiró, Airton, Bruno e Ortunho; Elton e Milton Kuelle; Cardoso, Gessi, Marino e Vieira
Técnico: Foguinho

AIMORÉ: Alberto; Amáncio,; Soligo, Afonso e Carlos; Gilnei (Jara) e Fernando; Darci, Tomasi, Gilberto e Balzareti
Técnico: Joni Alves

Data: 28 de agosto de 1960, domingo 15h30mibn
Local: Estádio da Taba Índia, São Leopoldo-RS
Renda: CR$ 264.880,00
Árbitro: José Gonçalves Lage Filho
Auxiliares: Djalma Moura e Heron Di Lorenzi
Gols: Vieira aos 23 minutos e Marino aos 29 minutos do primeiro tempo. Gessi aos 4 minutos e Tomasi, aos 24 minutos do segundo tempo

Gauchão 2020 – Grêmio 5×0 Esportivo

February 4, 2020 by


O golaço de Everton, marcado logo aos 5 minutos de jogos, facilitou o trabalho dos atletas gremistas. O Esportivo sentiu demais o golpe e não conseguiu reagir na partida.

A experiência anterior demonstra que uma goleada por 5×0 no Esportivo infelizmente não serve como parâmetro para o futebol que será apresentado no restante da temporada

 

-Média de público do Grêmio na Arena em 2020:
12.498 (10.624 pagantes)

Fotos: Diego Souza (Twitter), Fabiano do Amaral (Correio do Povo) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz (Orejuela, 33’/2ºT), Paulo Miranda, David Braz e Cortez; Maicon e Lucas Silva; Alisson, Thaciano (Diego Souza, 19’/2ºT) e Everton; Luciano (Thiago Neves, 25’/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

ESPORTIVO: Renan; Bovi, Cleiton, Gullithi e Rômulo; Galiardo, Lucas Hulk (Tony Jr, 17’/2ºT) e Washington; Gustavo Sapeka (Flávio, INT), Caprini e Marcão (Fabrício, 25’/2ºT)
Técnico: Carlos Moraes.

4ª Rodada – Campeonato Gaúcho 2020
Data: 3 de fevereiro de 2020, segunda-feira, 20h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre – RS
Público: 13.769 (11.857 pagantes)
Renda: R$ 471.903,00
Árbitro: Daniel Nobre Bins
Assistentes: Mauricio Coelho Penna e Conrado Bittencout Berger
Cartão amarelo: Lucas Hulk e Rômulo
Gols: Everton, aos 5 minutos, e Luciano, aos 37 minutos do primeiro tempo, Paulo Miranda, aos 21, e Diego Souza, aos 31, e Alisson, aos 41 minutos do segundo tempo

Gauchão 1980 – Grêmio 0x0 Esportivo

February 2, 2020 by
1980 esportivo cp nelinho 1

Foto: Correio do Povo

 

No Gauchão de 1980, Grêmio e Esportivo ficaram no 0x0 no Olimpico em partida válida pelo segundo turno da competição. Esse jogo marcou a estreia de Nelinho com a camisa tricolor (com a qual ele atuou por menos de dois meses)

Nelinho chegara cinco dias antes deste confronto e ao desembarcar em Porto Alegre disse que dificilmente atuaria nessa partida pois estava sem ritmo. Foi pro jogo mesmo assim.

O detalhe curioso do jogo é que o Grêmio jogou de camisa branca e o Esportivo com camisa branca com listras finas azuis e nenhuma das reportagens abaixo menciona a aparente dos uniformes.

1980 esportivo cp vitor hugo

Foto: Correio do Povo

COM TROPEÇO DO GRÊMIO O INTER DIMINUI A DIFERENÇA

A estréia de Nelinho levou bom público ao Estádio Olímpico para assistir Grêmio x Esportivo. Dentro do campo e resultado não foi nada bom para o Grêmio que acabou perdendo um ponto precioso ao empatar em zero a zero. O time de Bento Gonçalves, depois dos 40 minutos do primeiro tempo, teve dois jogadores expulsos e assim mesmo segurou a igualdade sem gols. Carlos Martins agiu com precisão ao expulsar Raquete mas Sol muito rigoroso retirando de jogo o ponteiro Lambari.

O Grêmio no primeiro tempo limitou-se a conclusões de fora da área, principalmente por intermédio de Nelinho, e teve poucas jogadas de penetração por causa dá forte retranca do Esportivo. No segundo tempo o time de Bento passou a dar chutões para a frente ou para fora do campo. O Grêmio atacou muito e teve boas oportunidades de gol que não saíram por força da boa presença do goleiro Noslen ou então por falta de sorte nos arremates como aconteceu num chute de Renato Sá, que bateu no poste esquerdo. A entrada de Plein no lugar de Vitor Hugo tornou o time gremista ainda mais ofensivo, sem contudo determinar a vitória . Agora o Grêmio está com dois pontos à frente do Inter no segundo turno.” (Correio do Povo, terça-feira, 7 de outubro de 1980)

1980 esportivo cp nelinho 2

Foto: Correio do Povo

NELINHO ADIA A EXPLOSÃO: ‘VEM Al MINHA MAIOR BOMBA”
O estádio encheu para ver sua estréia, suas cobranças de falta mortais.

O Grêmio empatou com o Esportivo (0 x 0), o show não saiu, mas não faltaram aplausos. Nelinho prometeu bombas, suor e o título — para voltar à Seleção e acabar com a imagem de santo do técnico Hilton Chaves.

A estréia de Nelinho no Grêmio, domingo, contra o Esportivo, teve de tudo: recorde de renda no campeonato, papo com a noiva, juiz estreando uniforme, muita catimba, expulsões e até piada de português. Só não teve o tão esperado gol de falta da nova bomba gremista.

Trinta mil eufóricos torcedores invadiram o Olímpico cedo na tarde. Era o maior público do campeonato — excetuando-se o último Gre-Nal. O recorde só não caiu porque Netinho estava sem jogar há 30 dias, sentiu bastante a física puxada da semana e até sextaf-eira sua estréia era posta em dúvida. Não houve, porém, o espetáculo que todos esperavam. Nelinho adiou a explosão de sua bomba — “Fica para a próxima vez, ela vem aí com força total” — e o Grêmio até empatou com o Esportivo, permitindo que o Inter se aproximasse perigosamente.

Não faltou incentivo ao lateral. Antes do jogo, já no meio do campo, um repórter da Rádio Gaúcha colocou-lhe os fones nos ouvidos e ele conversou rapidamente com sua noiva, Vanda, que estava em Belo Horizonte. “Como você está se sentindo com a camisa do Grêmio, amor?”. Vestido com o uniforme dois do time (o branco), Nelinho se emocionou: “Bem demais, amor, o estádio está quase lotado e todo mundo me dá força”.

E bem que ele tentou corresponder a todos aqueles aplausos. Por quatro vezes soltou sua bomba em cobranças de faltas: na primeira, logo a 1 minuto, chutou da direita, com efeito, fazendo a bola subir e baixar de repente, rente ao travessão; na segunda, aos 14, bateu rasteiro e forte no canto direito, mas, no susto, o goleiro Noslen espalmou para escanteio: aos 36, a terceira, já com menos força; e a quarta, aos 26 do segundo tempo, saiu mais fraca ainda. Praticamente andava em campo, sentindo o desgaste e as emoções da estréia.

Nelinho mostrou também, alguns defeitos na marcação, pela falta de ritmo, mas compensou essas falhas com belos passes de efeito. E foi longamente aplaudido ao fazer dois lançamentos de 40m nos pés do companheiro.

Sua estréia só não foi mais comentada porque os jogadores do Esportivo aprontaram demais, dando até peitaço no juiz Carlos Martins. Martins também tinha se preparado para a festa – usava pela primeira vez o seu uniforme de juiz da FIFA — mas não esperava ter tanto trabalho. Foi obrigado a expulsar dois, ainda no primeiro tempo, e o segundo, em conseqüência, foi de antifutebol: os nove jogadores do Esportivo se entrincheiraram, dando balões para todos os lados para garantir o 0 x 0.

De qualquer forma, sobraram elogios para Nelinho — principalmente por parte do técnico Paulinho de Almeida: “Quando ele estiver em forma, poderá até superar aquele Nelinho que todos conhecemos, pois hoje é um homem mais experiente”. Alegre, satisfeito, ele não se furtou nem a ouvir “a última do português”, que o cómico José Vasconcelos foi lhe contar no vestiário —Nelinho é descendente de portugueses e também bom piadista.

Ele só ficou sério quando soube que o técnico Hilton Chaves reagiu a sua entrevista a Placar com uma furiosa resposta. Sério, porém tranqüilo: “Isso apenas prova que ele não tem moral. Vou suar a camisa do Grêmio, ser campeão, voltar à Seleção e mostrar que estou acima de intrigas.” (Emanuel Mattos, Placar, edição n.º 545, 10 de outubro de 1980)

1980 nelinho nico esteves placar

Foto: Nico Esteves (Placar)

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Foto: Nico Esteves (Placar)

NA BASE DO CHUTÃO É DIFÍCIL JOGAR

Primeira preocupação de Nelinho, ontem pela manhã, logo após o café na concentração do Olímpico: escrever uma carta para a noiva. “É a saudade, bicho”, justificou. E, por isto, só desceu para o departamento de futebol após às 9 horas.

Abrigo da CBD e buscando o sol para se proteger do frio, Nelinho analisou sua atuação contra o Esportivo: “Foi regular. Dentro das condições físicas que me encontro no momento, cheguei a ter bons momentos. Na verdade, fiz a bola correr mais”.

Que tempo necessita para entrar em forma? A resposta é imediata: “Três a quatro jogos. Logo adquiro a condição ideal e entro no Gre-Nal na ponta dos cascos. O pessoal aqui é bom de jogar, sabe. Tocam bem a bola o são inteligentes. Fica mais fácil assim, não?”.

O que foi difícil no adversário? “Puxa, palavra, nunca neste tempo que jogo futebol vi um time tão preocupado em não jogar como o Esportivo. Eles não jogaraM. Tinham condições para tocar a bola, fazer a cera técnica, mas preferiam dar chutões para a avenida. Sinceramente, é difícil jogar assim”.

Diferença com os times de Minas? “A principal é a maneira de jogar mesmo. Lá um time pequeno segura a bola, faz o tempo passar e procura se fechar bem. Mas, acima de tudo, faz tudo isto sempre com a bola rolando. Quer dizer: ninguém dá chutão para fora do campo. Acho que esta é a grande diferença”.

Não deu para acertar uma falta domingo? “Não, bicho, não deu. Cobrei três, sendo duas no gol e uma fora. Usei a mesma técnica de sempre. Na bola fora, dei azar. Ela desceu um metro depois da goleira. Pelo efeito que dei, pensei que ela ia descer nas costas do goleiro. Sorte dele”.

Mas ainda vale advertir os zagueiros adversários para não cometerem faltas nas proximidades da área, não é? Depois do sorriso, a resposta: “Convém sim. Vou bater com força e o veneno habitual. Se facilitarem, chuto para fazer. Por isto, é bom não abrir emito e evitar as faltas. Estou sem condições físicas, mas continuo com o pé em forma”.

Chuteira alemã dá mais potência no chute. Manoel Rezende Mattos Cabral? “Pode trocar tudo isto por Nelinho que eu atendo logo. Não. O problema é que tenho o pé um pouco largo e a chuteira alemã tem maior elasticidade. O pé fica numa boa e aí o problema é do goleiro adversário”.

O empate não foi um bom começo. “Mas, também, não foi ruim. O pior é perder. Nosso time foi bem e o adversário passou todo o tempo evitando jogar futebol. Acho que comecei bem. Depois de quase oito anos de Cruzeiro, a saída me fez bem e o ambiente aqui é excelente”.

Casamento marcado para maio o morando no Olímpico, Nelinho tem dois objetivos imediatos: primeiro, entrar em forma; segundo, receber uma nova oportunidade na Seleção e mostrar que é importante em qualquer time.” (Correio do Povo, quarta-feira, 8 de outubro de 1980)

1980 esportivo guaiba

Grêmio 0x0 Esportivo

GRÊMIO: Leão; Nelinho, Newmar (Gaúcho), Vicente e Dirceu; Vítor Hugo (Plein), Paulo Isidoro e Renato Sá; Tarciso, Baltazar e Odair.
Técnico: Paulinho de Almeida

ESPORTIVO: Noslen; Toninho, Leocir, Raquete e Edgar; Dilvar, Silvio e Adilson; Lambari, Paulo Taborda (Saraci) e Rubem
Técnico: Zeca Rodrigues

Campeonato Gaúcho 1980 – 1ª Fase – 2º Turno – 11ª Rodada
Data: 05 de outubro de 1980, domingo, 15h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 26.769
Renda: Cr$ 2.107.380,00
Árbitro: Carlos Martins
Auxiliares: Mário Severo e Elinei Macedo
Cartões Vermelhos: Raquete e Lambari

Gauchão 2020 – Grêmio 2×1 São José

January 31, 2020 by

Everton fez os dois gols da virada gremista. Praticamente todas as jogadas de ataque do tricolor passam e/ou terminam com ele. Isso é sinal de uma dependência excessiva ou é o mero destaque individual de uma atleta em grande fase?

-Média de público do Grêmio na Arena em 2020:
11.864 (10.008 pagantes)

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) e Fabiano do Amaral (Correio do Povo)

Grêmio 2×1 São José

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Kannemann (Paulo Miranda, 37/1ºt) e Cortez; Maicon e Lucas Silva (Ferreira, 35/2ºt); Alisson, Patrick (Thaciano, 13/2ºt) e Everton; Luciano
Técnico: Renato Portaluppi

SÃO JOSÉ: Fábio; Márcio Lima, Rafael Goiano, Marcão e Roger (Marcelo, 35/2ªt); Tiago Pedra (Wagner, 28/2ºt) e Diguinho; Saldanha, Rafael Tavares e Matheusinho (Thayllon, 22/2ºt); Gustavo Xuxa
Técnico: Leocir Dall’Astra

3ª Rodada – Gauchão 2020
Data: 30 de janeiro de 2020, quinta-feira, 21h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre – RS
Público: 10.018 (8.138 pagantes)
Renda: R$ 303.788,00
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima
Assistentes: Tiago Augusto Kappes Diel e Luiza Naujorks Reis
Cartões amarelos: Matheusinho e Luciano
Gols: Diguinho, aos 45 minutos do primeiro tempo; Everton, aos 18 e aos 42 minutos do segundo tempo;

Gauchão 1960 – Grêmio 2×1 São José

January 30, 2020 by
foto CP

Uma fase do embate de ontem, aparecendo na jogada, Bandeira e Ortunho, que por sinal esteve meio indeciso na noite de ontem” (Correio do Povo)

 

 

Em 19 de dezembro de 1960, o Grêmio recebeu o São José pela penúltima rodada do terceiro turno do Metropolitano de 1960. O tricolor já era o campeão da cidade e aguardava o início do quadrangular final do Gauchão de 1960 (que só iniciaria em janeiro de 1961) quando enfrentaria os campeões das outras regiões do estado.

É interessante notar nas reportagens transcritas abaixo que só a Folha da Tarde questionou tão duramente a atuação do juiz na partida.

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PAULINHO EM BOM NÍVEL – O arqueiro Paulinho voltou a cumprir bom trabalho ontem à noite. Aparece numa defesa, acossado por Juarez e sob as vistas atentar de Itamar, grande valor zequinha na noite de ontem” (Folha da Tarde)

SÃO JOSÉ JOGOU MELHOR MAS PERDEU 2X1
Elton (penalti), Pinto e Airton marcaram os tentos — O embate foi fraco, melhorando na fase final — Renda: Cr$ 130.000,00

O resultado do jôgo de ontem, no Olímpico, foi até certo ponto injusto para o São José. Injusto pelo que o clube do Passo d’Areia apresentou na fase derradeira, ocasião em que dominou as jogadas e as ações. Acontece, que a sua linha dianteira, por diversas ocasiões preparou e inclusive venceu as jogadas, pecando nos arremates. Tramou bem no centro do gramado e conseguiu envolver o Grêmio, que esteve irreconhecível na noite de ontem, apresentando um futebol muito aquém de suas verdadeiras qualidades. O resultado de 2×1, para os tricolores, até certo ponto, foi injusto. Um empate, seria o resultado mais coerente com o jôgo.

Os primeiros quarenta e cinco minutos foram de mau futebol, uma vez que as duas equipes se equivaleram em mediocridade. Enquanto o Grêmio mostrava desentendimento em suas diversas linhas, o São José pecava a cada instante, tornando o embate inexpressivo. Poucas foram as jogadas que salvaram o espetáculo, na fase inicial. Houve no primeiro tempo alguns lances bons, que afinal não foram aproveitados, surgindo depois os dois que redundaram nos tentos assinalados. O primeiro foi aos 30 minutos. Marino apontou forte e Luiz Luz cometeu toque na pequena área. Clinamulte cobrou o penalti e Elton marcou. Bem cobrado, com violência. Depois, aos 44 minutos, por intermédio de Pinto, o São José empatou.

                                                                    ***

Veio o segundo tempo. O São José esteve melhor e a partida tomou outra feição. Os zequinhas procuraram botar a pelota no terreno, dando insano trabalho à defesa do Grêmio, principalmente. Mas acontece que o ataque do São José, em que pese esse rápido domínio, não soube aproveitar três grandes oportunidades. A dianteira do Passo d’Areia pecou nos momentos decisivos, “mastigando” demasiadamente a pelota. Então, a defesa do Grêmio passou a defender com mais desembaraço, dominando a situação e salvando por várias vezes, principalmente Airton e Enio Rodrigues. Por fim, veio o tento da vitória do Grêmio, após uma rápida reação. A linha do tricolor — com o apoio de sua torcida — fêz uma carga cerrada ao arco do São José. Marino perdeu grande oportunidade, quando tinha o goal à sua disposição. Mas o Grêmio não parou e voltou ao ataque, dominando a cancha. Surgiu um comer. Vieira bateu, e Airton, abandonando o seu posto, de cabeça, decretou a derrota do São José, aos 40 minutos da fase derradeira. E assim o prélio foi ao seu final, com a vitória do Grêmio por 2 x 1” (Correio do Povo, terça-feira, 20 de dezembro de 1960)

O tento da vitória gremista surgiu aos 40 minutos. Daltro cedeu escanteio e Vieira bateu com multa precisão. A pelota descreveu um arco completo e Airton, que fora tentar a conquista do tento da vitória, postando-se dentro da área zequinha, saltou com os zagueiros contrários e, favorecido pelo seu alto porte, cabeceou com êxito, enviando a pelota para o fundo do arco defendido por Paulinho e. assim, alcançando seu objetivo, pois êsse tento foi o único registrado nesse período e que deu a vitória ao Grêmio” (Jornal do dia, terça-feira, 20 de dezembro de 1960)

“SÃO JOSÉ PERDEU INJUSTAMENTE PARA O GRÊMIO: JUIZ INFLUIU

Quatro fatores levaram o São José à derrota, na noite de ontem, no Estadia Olímpico. Vamos enumerá-los:  1.º) – a marcação do penalty inexistente de Luiz Luz; 2.) — a anulação do tento de Joeci; 3.º) – a não marcação de um penalty contra o Grêmio e 4º) — o vento contrário no segundo tempo.

Três destes  fatores tem apenas dois culpados; o juiz Clinamulte Vieira França e a bandeirinha  Guilherme Sroka.

A marcação do penalty de Luiz Luz foi multo duvidosa. E muito errada a sua assinalação. Primeiramente porque foi “bola na mão”. Marino deu “uma “selada” ao braço do zagueiro central Zequinha. Nunca poderia ser marcado penalty.

[…]

Aos 26 minutos do primeiro tempo, Elton abriu a contagem cobrando penalidade máxima que já comentamos. Empatou Pinto aos 44 minutos, escorando de cabeça uma bola lançada por Alexandre, na cobrança de uma falta. O tento da vitória do Grêmio surgiu aos 41 minutos, da etapa final. VI cobrou o escanteio. A bola já havia penetrado quando Airton entrou para conferir.” (Folha da Tarde, terça-feira, 20 de dezembro de 1960)

Grêmio Porto Alegrense, já pentacampeão metropolitano, voltou a cancha para enfrentar, em compromisso valido, pelo terceiro turno do certame da Divisão de Honra, a equipe do São José, em seu penúltimo compromisso no campeonato deste ano.

Não foi fácil o triunfo obtido pelos campeões ontem à noite no Estádio Olímpico, já que o marcador final foi de 2 x 1, sendo que segundo gol gremista foi obtido quando faltavam apenas cinco minutos para findar o prélio.” (Diário de Notícias, terça-feira, 20 de dezembro de 1960)

GRÊMIO: Suli; Figueiró, Airton, Ênio Rodrigues e Ortunho; Elton e Milton Kuelle; Marino, Gessi, Juarez e Vieira.
Técnico: Foguinho

SÃO JOSÉ: Paulinho; Mossoró, Luiz Luz e Daltro; Bandeira e Itamar; Alexandre, Alteu. Pinto, Osquinha e Joeci.
Técnico: Luizinho

Data: 19 de dezembro de 1960, segunda-feira
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Renda: CR$ 136.610,00
Árbitro: Clinamulte Vieira França
Auxiliares: Agomar Martins e Guilherme Sroka

Mockups inspirados na camisa branca de 1994/1995

January 29, 2020 by

Fonte: Coleção Grêmio Gianfranco

Na semana passada o João Hernadez sugeriu que Umbro lançasse uma nova camisa inspirada na camisa reserva branca de 1994/1995 (fotos acima).

Achei a ideia interessante. Gosto dos padrões gráficos da parte de cima e manga esquerda da camisa que lembram “escamas de peixe”.

Me arrisquei a tentar imaginar uma “atualização” desse modelo, substituindo as escamas de peixe pela estampa com triângulos vistas nas camisas de goleiro de 2019.

Abaixo alguns desenhos de modelos inspirado nessa camisa de 1995.

umbro 1995 gbzaaabbbnn
No modelo acima o patrocínio tem uma aplicação mais tradicional, tal como foi feito com a Renner em 1995.

Já no modelo abaixo a ideia foi usar um eventual patrocínio do Banricompras (tal como já foi usado na partida contra o Flamengo em 2017) e aplicar o marca do patrocinador somente no lado direito da camisa.
umbro 1995 gbzaaabbb
No modelo abaixo foi retirada a estampa da manga esquerda da camisa
umbro 1995 gbzaaa

umbro 1995 gbz
e nesses últimos dois modelos a ideia foi usar a estampa por quase toda a parte da frente da camisa

umbro 1995 gbzxxx

Gauchão 2020 – Brasil 0x1 Grêmio

January 28, 2020 by

Goleiro Vanderlei usou a camisa celeste (de linha) de 2018, calção celeste (de goleiro) de 2019 e meia celeste de 2017. O que é estranho, porque a Umbro fez uma camisa de goleiro celeste em 2019 (usada por Paulo Victor no jogo contra o Botafogo no Rio)

Saiu da camisa patch do “Clube de todos” e o patrocínio da Laghetto que ele estava cobrindo.

Fotos:  Jonathan Silva (G.E.Brasil) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

BRASIL-PEL: Rafael Martins (Matheus Nogueira, 27/1°T); Edinei, Lázaro, Héverton e Bruno Santos; Leandro Leite, Wellington Simião, Nathan e João Henrique; Gabriel Poveda (Juninho Rocha, 22/2°T) e Eliel (Wesley Pacheco, Intervalo)
Técnico: Gustavo Papa

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Kannemann e Cortez; Lucas Silva, Maicon e Patrick (Isaque, 22/2°T); Alisson, Everton (Darlan, 44’/2ºT) e Luciano (Ferrira, 31/2°T)
Técnico: Renato Portaluppi

Gauchão 2020 – 2ª Rodada
Data: 26 de janeiro de 2020, domingo, 16h00min
Local: Estádio Bento Freitas, em Pelotas-RS
Público: 5.407 (4.674 pagantes)
Renda: R$ 169.520
Arbitragem: Roger Goulart,
Auxiliares: Lucio Beiersdorf Flor e Fabrício Lima Baseggio.
Cartões amarelos: Eliel (B), João Henrique (B) e Bruno Cortez
Gols: David Braz, aos 47 minutos do primeiro tempo

Gauchão 1965 – Brasil de Pelotas 0x1 Grêmio

January 25, 2020 by
1965 brasil pelotas gremio

Foto: Correio do Povo

No Gauchão de 1965 o Grêmio treinado por Carlos Froner venceu o Brasil no Bento Freitas (comando por Galego) por 1×0, gol de Sérgio Lopes.

Essa meia usada pelo Brasil tem um detalhe bem semelhante com a usada por Cassiá & Cia no Cotrisal  de São Borja em 1972.

1965 brasil pelotas gremio farroupilha diario de noticias

O tento que definiu a sorte do cotejo surgiu aos 36 minutos de ações, numa jogada de Joãozinho, pela esquerda, cujo centro foi completado por Sérgio Lopes de cabeça, burlando a vigilância do goleiro Geóvio” (Diário de Notícias, terça-feira, 6 de julho de 1965)

 

1965 brasil pelotas gremio gaucha

VITÓRIA DA DUPLA GRENAL SÔBRE FLAMENGO E BRASIL
2×0 nos Eucaliptos e 1×0 no Bento de Freitas, domingo último

[…]

GRÊMIO: UM A ZERO

O Grêmio defendeu sua condição de líder invicto do Campeonato de 65, ao derrotar na tarde de domingo ao Brasil, no Bento de Freitas, pelo marcador de 1 tento a zero. O cotejo foi dos mais movimentados, assumindo em muitas vêzes proporções emocionantes. Os dois quadros lutaram para valer em busca da vitória final, oferecendo um belo espetáculo ao público pelotense. Melhor o Grêmio na primeira etapa, especialmente no que dia respeito à ofensiva. A melhor presença do Grêmio foi traduzida pelo golo de Sérgio Lopes aos 26 minutos, de cabeça, apôs boa jogada de Joãozinho. Em que pese haver atuado melhor no primeiro tempo, o Grêmio teve no Brasil um valente adversário, que buscou sempre o golo, fazendo com que o arqueiro Arlindo trabalhasse a valer, para defender sua meta. Para a etapa complementar o Brasil decresceu um pouco de produção devido ao fato de Caçapava começar a falhar. Isso proporcionou aos tricolores maior facilidade de movimentação em campo sem reunir entretanto, fôrças para aumentar o marcador. Mesmo com a deficiência daquela peça básica os xavantes ainda encontraram recursos em várias oportunidades para oferecer perigo ao arco tricolor. Isso ocorreu a partir dos 30 minutos finais, quando o Brasil foi todo para a frente, buscando o empate, que afinal não veio. Nessa oportunidade, mais uma vez o goleiro Arlindo realizou grandes defesas, salvando praticamente a vitória do Grêmio, que venceu com justiça, num prélio que empolgou a torcida da zona Sul pelo alto nível técnico apresentado e lances dos mais atraentes.

Detalhes do cotejo — Os dois quadros formaram com as seguintes constituições: — GRÊMIO — Arlindo; Altemir, Airton, Aureo e Ortunho; Cléo e Sérgio Lopes; Vieira, Joãozinho, Alcindo e Volmir. — BRASIL —Gióvio; Adilson, Pontes, Joceli e Baía; Caçapava e Birinha; Edi, Oli, Pintinho e João Borges. O golo isolado da partida foi consignado aos 26 minutos do primeiro tempo. Joãozinho centrou da esquerda Sérgio Lopes cabeceou entre os zagueiros do Brasil, vencendo a Gióvio. Na direção do encontro funcionou João Carlos Ferrari, com boa atuação. Preciso nas marcações, foi uni dós fatores para o êxito do embate, A renda no Bento de Freitas alcançou a expressiva cifra de 2.764.000 cruzeiros. (Correio do Povo, terça-feira, 6 de julho de 1965)

1965 brasil pelotas gremio farroupilha

Árbitro: João Carlos Ferreira

Auxiliares: Jayme Soligo e Gervdin Gertz

Gauchão 2020 – Grêmio 0x0 Caxias

January 23, 2020 by

O Grêmio não parecia estar pronto para atuar após curtos 14 dias de pré-temporada. A falta de ritmo dos atletas era visível (somente Cortez parecia correr sem dificuldade).

Vanderlei jogou com a camisa celeste de 2018 e as meias celestes de 2017.

Fotos: Fabiano do Amaral (Correio do Povo) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 0x2 Caxias

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Kannemann e Cortez; Maicon, Lucas Silva (Isaque, 23’/2°T), Alisson, Patrick (Ferreira, 18/2°T) e Everton; Luciano Técnico: Renato Portaluppi

CAXIAS: Marcelo Pitol; Ivan, Laércio, Thiago Sales e Eduardo Diniz; Juliano (Yuri, intervalo), Carlos Alberto; Tilica (Bruno Ré, 35’/2°), Diogo Oliveira e Juninho Potiguar (Vinícius Baiano, 33’/2°); Gilmar
Técnico: Rafaek Lacerda

1° rodada – Gauchão 2020
Data: 22/01/2020, quarta-feira, 20h00min
Local: Arena do Grêmio
Público: 13.709 (11.877 pagantes)
Renda: R$ 466.425,00
Árbitro: Leandro Vuaden
Auxiliares: Leirson Peng Martins e Mateus Rocha
Cartões Amarelos: Kannemann, Laércio, Ivan, David Braz, Yuri
Gols: Tilica, aos 10 minutos do primeiro tempo; Ivan , aos 19min do segundo tempo

Gauchão 1990 – Grêmio 1×1 Caxias

January 22, 2020 by
1990 placar caxias lemyr martins

Foto: Lemyr Martins (Placar)

No Gauchão de 1990, Grêmio e Caxias empataram em 1×1 no Olímpico, em jogo válido pela 4ª Rodada do Quadrangular Final.

O empate em casa não foi tão ruim para o tricolor, visto que o time comandado por Evaristo de Macedo seguia com vantagem de dois pontos na liderança, faltando duas rodadas para o término do certame.

Foto: Arivaldo Chaves  (Zero Hora)

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

CAXIAS EMPATA NO OLÍMPICO E MOSTRA FORÇA

A festa que o Grêmio pretendia realizar ontem foi para o espaço com a boa atuação do Caxias. Equipe do técnico Orlando Bianchini começou ganhando no início do 2º tempo mas cedeu o empate. Chances, porém, ainda são boas

Os 18.569 torcedores que compareceram ontem à tarde no Estádio Olímpico, não saíram decepcionados. Grêmio e Caxias realizaram um belo espetáculo de futebol. O empate em 1 a1 coroou a excelente partida proporcionada pelas duas equipes, num jogo franco, aberto e ofensivo.. Com o resultado, o Grêmio continua na liderança do Gauchão, mantendo uma diferença de dois pontos do Caxias. […]”
(Pioneiro, 23 de julho de 1990)

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

Foto: Arivaldo Chaves  (Zero Hora)

CAXIAS EMPATA E SEGUE NO PÁREO PARA CONQUISTAR O TÍTULO GAÚCHO

O Caxias prometeu e cumpriu. Não tomou conhecimento do time e da numerosa torcida gremista no estádio Olímpico. Partiu para o ataque, abriu o marcador, mas cedeu o empate no final do jogo e saiu de Porto Alegre lamentando o resultado. O Grêmio começou mais determinado, apresentando grande volume de jogo e buscando decidir a partida ainda no primeiro tempo. O Caxias não se intimidou, conteve as ataques tricolores e ainda respondeu com perigosos contra-ataques, assustando o goleiro Mazaropi.

A 1 minuto do segundo tempo, João Carlos construiu boa jogada peia ponta direita, cruzou na área pata Nilson que desviou sem chances para Mazaropi, fazendo 1×0 e surpreendendo o Grêmio. Bem posicionado na defesa e fechando os espaços no meio-campo, o time de Orlando Bianchini dificultava a movimentação gremista. Somente aos 28 minutos, em cobrança de escanteio de Paulo Egídio, o zagueiro João Marcelo comparceu para empatar de cabeça.

O jogo continuou emocionante, apresentando chances alternadas de ataque para os dois times. Caxias e Grêmio proporcionaram ontem uma das melhores partidas do campeonato, mexendo com os torcedores e provando a grande […].” (Luiz Reni Marques, Folha de Hoje, 23 de julho de 1990)

1990 placar caxias lemyr martins b

Foto: Lemyr Martins (Placar)

Foto: Valdir Friolin  (Zero Hora)

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

Grêmio 1×1 Caxias

GRÊMIO: Mazaropi; Fábio, João Marcelo, Luis Eduardo e Hélcio; João Antônio, Cuca, Darci e Assis; Nilson e Paulo Egidio
Técnico: Evaristo de Macedo

CAXIAS: Marcos: Marques, Eduardo, Carlinhos e Ricardo; Caçapava, Joel Marcos e Manoel(Ranielli); João Carlos, Nilson Aragão e Edelvan
Técnico: Orlando Bianchini

Gauchão 1990 – Quadrangular final – 4ª Rodada
Data: 22 de julho de 1990, domingo, 15h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS,
Público: 18.245 pagantes
Renda: Cr$ 5.208.200,00
Árbitro: José Mocellin
Auxiliares: José Calza e Luís Augusto Mühle
Gols: Nilson Aragão, a 1 minuto do segundo tempo e João Marcelo, aos 28 minutos do segundo tempo