75 anos da morte de Eurico Lara

Neste 6 de novembro, completam-se 75 anos da morte de Eurico Lara. Talvez seja uma data completamente inútil, uma vez que se trata do “craque imortal”.

Segundo a Placar, foi nesse dia que o Lara “deixou a vida para entrar na história“. O chavão até é cabível neste caso, mas o mais importante é ressaltar que o arqueiro sempre foi um mito, mesmo antes de jogar no Grêmio.

As passagens da sua vida ganham ares de lenda. Começando pelo fato de ter se tornado goleiro por acaso. Logo virou “o goleiro que, quando joga, seu time não toma gol”.

Ainda na sua Uruguaiana natal, mostrou-se arredio as investidas gremistas (feitas pelo futuro colega Luiz Assumpção), mas acabou vindo parar em Porto Alegre, para tornar-se uma representação do Gremismo dentro e fora do campo.

Para ele, não bastava defender a meta tricolor durantes os 90 minutos. Era preciso mais. Cuidava do gramado da baixada, da bola, do material esportivo e do treinamento dos juvenis. Para completar, morava dentro do estádio gremista. Isso tudo na mais pura acepção da palavra amadorismo.

Tinha autoridade e prestígio suficientes para demover a arbitragem de seus equívocos.

E o mais lendário e conhecido dos seus episódios foi justamente o seu último jogo. Onde as diversas versões não são capazes de dar conta da magnitude do acontecido.

11 Responses to “75 anos da morte de Eurico Lara”

  1. Vicente Fonseca Says:

    Lenda total. Parabéns pela grande lembrança desta data triste, mas que não deixa de ser mais uma reverência àquele que nenhum de nós viu jogar, mas é o maior de todos pelo que ouvimos falar.

    Tinha autoridade e prestígio suficientes para demover a arbitragem de seus equívocos.

    Precisávamos dele contra o Heber, hein André?

    Abraço.

  2. MIlton Jung Says:

    Lenda não se discute, se venera. E se reforça a medida que cada vez menos temos testemunhas de seus feitos. Por isso, Lara terá sempre esta dimensão na história do Grêmio a ponto de ser o único jogador de futebol citado no hino de seu clube.

  3. Diogo Says:

    Muito oportuna a lembrança, André.

    Como escreveu Eduardo Bueno, “Lara era o Boris Karloff dos gramados.”
    E era de um Gremismo incomparável. Pena que tenha ido para o gramado celestial tão novo, aos 37 anos. Lupicínio foi genial ao citar o craque imortal no hino tricolor.

    Ao contrário do Esporte Espetacular, a Placar cita apenas uma versão da morte de Lara; a versão a mais heróica.
    Falando em Placar, você leu a reportagem “O Sul é o meu país”, André? Está na edição de outubro. Eu não li. Fiquei curioso para saber o conteúdo da matéria.

  4. Diogo Says:

    Edição de outubro, não! Edição de NOVEMBRO.

  5. André Kruse Says:

    Vicente, O Héber nem o Lara dava jeito.

    Milton, eu acho curiosa essa relação da lenda do Lara. Pra mim, todos os depoimentos de pessoas que jogaram com ele, ou o viram jogar, só corroboram o mito.

    Diogo, eu não vi. Sobre o que se trata? é uma reportagem com o alemão Adílson?

  6. Diogo Says:

    Eu apenas folheei a revista, André. O título é “O Sul é o meu país”, com uma foto de Adilson e Rafael Sobis e o subtítulo “Existe mesmo um jeito gaúcho de viver, jogar e amar o futebol?”. Nas páginas seguintes, fotos das torcidas e uma hipotética Seleção Gaúcha atual. Não li o texto.

  7. André Kruse Says:

    Diogo, eu li a matéria. Achei boa. Tenta explicar “pro resto do país” essa questão do orgulho gaúcho no futebol, de cantar o hino, etc…

  8. Diogo Says:

    Eu até queria ler a reportagem, André, mas não crio coragem pra pagar R$10 na Placar. Até já fui assinante da revista, quando ela era referência em jornalismo esportivo.
    Fiquei curioso com o conteúdo da matéria sobre o “jeito gaúcho de viver o futebol”. Por ser mineiro, não tenho a mesma percepção de um gremista gaúcho.

  9. Antônio Almeida Jr. Says:

    Achei ontem aqui em Uruguaiana em uma pesquisa em jornais antigos, algumas matérias que citavam Lara…

  10. André Kruse Says:

    Antônio,

    Tem como tu disponibilizar essas matérias?

  11. Vanilde Machado Gomes Says:

    Busquei este Blog, descobri que este rapaz conseguiu o outro sobrenome de Eurico Lara, minha mãe NICOLASSA LARA dizem ser sobrinha do Lara, mas até o dia de hoje não consegui achar nenhum documento que provasse.Os avós paternos de minha mãe são:BALBINO LARA E CLOTILDE FONSECA LARA, ela conheceu a muito tempo uma tia aqui no azilo de URUGUAIANA, que era irmã de EURICO LARA, A sra.ELVIRA LARA, mas na época como ela chorava muito qdo se falava do irmão, minha mãe nem se interessou em saber mais, minha mãe nasceu em 1927, filha de DIRCEU LARA.

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