Brasileirão 2019 – Grêmio 0x1 Flamengo

November 18, 2019 by

Gremio x FlamengoGremio x Flamengo

O Grêmio (desfalcado de Matheus Henrique e Kannemann) não fez grande partida contra o time “misto” do Flamengo e acabou sendo derrotado por 1 a 0.

O “detalhe” é que o gol saiu em pênalti inexistente. Estranhamente a arbitragem ignorou os apelos dos jogadores do Grêmio, que pediam para que o lance fosse revisto, uma vez a bola bateu no braço de apoio de Leo Moura, quando este deu um carrinho.

Essa situação foi amplamente divulgada quando da final da Copa América. O pênalti não deveria ser marcado. Mas o juiz e todos os seus auxiliares preferiram seguir convictos no seu erro.

O triste é que haverá pouca crítica em cima desse fato. O que torna pouco provável uma melhora no nível da arbitragem nacional. Sempre há alguém pra contemporizar. Rodrigo Mattos, do UOL, disse que “Precisa de uma definição mais clara sobre o que é pênalti ou não em certos lances. Porque a real é que não está claro neste tipo de lance“. PVC, inicialmente, disse que “O pênalti marcado por Gabriel e que deu vitória ao rubro-negro é discutível. Mas o Grêmio não mereceu o empate“.

Ao contrário do que esses dois jornalistas escreveram, há sim uma definição para esse tipo de lance, é ela é bastante clara. E sendo clara, a questão se torna indiscutível. Ademais, cabe ressaltar o quão equivocada é a ideia de que um time possa ou não merecer uma arbitragem justa.

Abaixo a reprodução do material da FIFA elucidando essa questão (conforme disponibilizado no site da Federação Goiana, assim como também divulgado pela Federação Portuguesa)

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– Média de Público do Grêmio no Brasileirão 2019:
19.496 (17.298 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
24.975 (22.649 pagantes)

– Média de público do Grêmio como mandante em 2019:
23.893 (21.636 pagantes)


Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) e Alexandre Vidal (C.R. Flamengo)

Grêmio 0x1 Flamengo

GRÊMIO: Paulo Victor; Léo Moura (Vizeu, 31/2ºT), Geromel, David Braz e Cortez; Michel (André, 20/2ºT) e Maicon; Alisson, Diego Tardelli (Pepê, intervalo) e Everton; Luciano
Técnico: Renato Portaluppi

FLAMENGO: Diego Alves; Rodinei, Thuler (Rodrigo Caio, 39/2ºT), Rhodolfo e Renê; Piris da Motta, Diego (Vinícius Souza, 20/2ºT), Lucas Silva (Everton Ribeiro, 9/2ºT) e Arrascaeta; Reinier e Gabigol
Técnico: Jorge Jesus

33ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre – RS
Público: 30.980 (28.541 pagantes)
Renda R$ 1.175.820,00
Arbitragem: Raphael Claus (Fifa)
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis (Fifa) e Anderson de Moraes Coelho
VAR: José Claudio Rocha Filho (quarteto de SP).
Cartões amarelos: Piris da Motta, Rodinei, Alisson
Cartão vermelho: Gabigol
Gol: Gabigol (de pênalti) aos 36 do primeiro tempo

Brasileirão 1986 – Grêmio 0x0 Flamengo

November 17, 2019 by
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Foto:  Eduardo Vasseur (Correio do Povo)

 

Grêmio e Flamengo se enfrentaram pela 5ª rodada da primeira fase do Brasileirão de 1986. O empate sem gols foi melhor para os visitantes que lideravam o grupo.

Os dois times voltariam a se enfrentar na fase seguinte, primeiro num empate no Rio e depois novamente no Olímpico, mas dessa vez com vitória tricolor por 2×0.

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Foto: Placar

GRÊMIO SÓ EMPATE CONTRA O FLA DESFALCADO

Ainda não foi desta vez, ontem, contra o Flamengo, no Estádio Olímpico, que o Grêmio recuperou-se da sua má fase no Campeonato Brasileiro. Havia unanimidade por parte da Comissão técnica e dos jogadores, antes do jogo, que contra o time carioca seria o jogo da reabilitação. No entanto, dentro de campo, o time campeão gaúcho continuou a mostrar os mesmos defeitos dos jogos anteriores, ou seja: existe uma crise técnica coletiva e alguns jogadores como Caio Jr., Valdo e Paulo Bonamigo, não estão jogando o que realmente podem.

É bem verdade que, ontem, com relação aos jogos anteriores, o Grêmio melhorou, mas não multo. Nem mesmo o retorno do meia-cancha Luiz Carlos, jogador que segundo Espinosa, desequilibra e dá ao time uma força técnica fora do comum, ajudou na recuperação.

Diante de um Flamengo descaracterizado, sem Adilio, Mozer e Leandro — sem contar, ainda, com as ausências de Zico e Sócrates que ainda não jogaram nesse Nacional — o Grêmio não teve condições de vencer E não soube por quê?

Porque taticamente houve uma enorme separação entre o setor da meia-cancha e o ataque. Ninguém do Grêmio soube trabalhar a bola com habilidade no sentido de penetração. Faltou maior imaginação nas construções das jogadas pelo meio e consciência de quando deveriam reter a bola ou lançá-la. A jogada mais importante e aguda do Grêmio durante os 90 minutos, foi a de sempre: Renato.

Ele criou algumas chances de gol e quando não foi individualista, quando cruzou bolas para a grande área, lá no meio não tinha ninguém.

O posicionamento do Flamengo foi inteligente durante todo o tempo do jogo. Sabendo que teoricamente era inferior ao adversário, quando perdia a bola, todos voltavam para a proteção. Quando estavam com a bola, saiam com toques curtos e rápidos e muitas vezes conseguiram envolver o Grêmio. O campeão gaúcho fazia bem ao contrário. Era apressado, sem imaginação e não tinha conclusões. Somente no fim do jogo, num cabeceio muito forte de Luiz Carlos. o Grêmio quase ganhou o jogo, mas Zé Carlos salvou. O resultado foi justo. O Grêmio não merecia mesmo vencer e o Flamengo que veio a Porto Alegre em busca de um ponto, levou. Agora o próximo jogo será contra o Botafogo da Paraíba, quinta-feira quando o Grêmio vai fazer a estréia do seu novo centroavante: Lima.” (Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

O DESABAFO DE RENATO

No intervalo do jogo de ontem, contra o flamengo, o ponteiro-direito Renato já estava inconformado com a maneira que o time do Grêmio vinha jogando. Quando descia as escadas para os vestiários, sempre gesticulando, ele dizia: “Tem que melhorar e muito se a gente quiser ganhar esse jogo”. Mas nem mesmo com as substituições feitas – Bonamigo no lugar de Caio Jr. e Ortiz no lugar de Valdo — o time melhorou a atuação. No final, o grande desabafo de Renato. “Se continuar dessa maneira, jogando assim, é bem melhor sair do Campeonato Brasileiro. Se aqui, diante de um público forte, dentro do nosso estádio e gente não consegue vencer, então a coisa está mal mesmo. Temos que nos reunir novamente, conversar abertamente e arrumar a casa. Ninguém consegue jogar mal assim como nós estamos. Tá certo que um jogo ou dois o time não renda o suficiente, mas jogar mal sempre, aí não dá. Temos que fazer alguma coisa para nos recuperar. Não estou entendendo o que está havendo com o time do Grêmio“. (Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

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Foto:  Eduardo Vasseur (Correio do Povo)

 

LAZARONI SATISFEITO. CONSEGUIU O OBJETIVO

No lado do Flamengo a satisfação foi muito grande depois do empate com o Grêmio, ontem à tarde. Desfalcado de vários titulares, o time carioca velo para empatar e conseguiu seu objetivo. Teve momentos do jogo que poderia até mesmo ter ganho.

“Faltou-nos um pouco mais de ambição ofensiva — fala o técnico Sebastião Lazaroni.

Estou muito satisfeito porque saímos do Rio para buscar dois pontos contra a Ponte Preta e o Grêmio. Conseguimos três, portanto temos um na poupança, brincou. Lazaroni não escondia sua alegria pela resposta dos jovens jogadores do Flamengo a um jogo contra um time bem mais experiente. Com um amador no time, o ponta-esquerda Zinho, mais dois no banco, Valtinho e Wallace, o Flamengo mostrou em campo, com uma equipe mista, que tem padrão definido e que a entrada de outros valores não altera a forma de jogar do time.

Quando fala dos garotos, Lazaroni se entusiasma: “O que mais cuidamos no Flamengo é da garotada. Eles aprendem desde cedo a não se preocupar com o adversário, jogam normalmente seu futebol. O Grêmio é um time extraordinário, dos melhores do Brasil e empatar aqui, com todos os titulares. já é muito difícil, imaginem com os meninos. Estou muito satisfeito”.

Já o apoiador Júlio César, que esteve no Grêmio no ano de 1984, jogou multo bem e salientou as qualidades do Grêmio: “Já joguei aqui e sei o quanto é difícil sair deste campo sem ser derrotado. O Grêmio é um belo time, mas conseguimos segurar as principais jogadas deles e o empate ficou bem para todos”.

O próximo jogo do flamengo é contra o Sergipe, no Maracanã, quando Moser estará de volta ao time.” (Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

VALDO EM MÁ FASE . ATÉ ESPINOSA PENSA ASSIM

No final do jogo de ontem, no vestiário, o técnico Valdir Espinosa dava muitas explicações sobre mais um resultado ruim do Grêmio, Em primeiro lugar, ele não aceitava a ponderação dos repórteres de que sua equipe havia jogado mal contra o Flamengo: “Acho que a campanha do Grêmio num todo não é boa, porém, o resultado de hoje não mostra isso, pois o Flamengo é uma equipe tradicional e merece o nosso respeito”.

O técnico Valdir Espinosa tem algumas explicações para a campanha da sua equipe que, depois de perder para o Paissandu e empatar com o Goiás, ontem apenas empatou com o Flamengo: “Reconheço alguns maus resultados e acho que isto deve-se, em parte, ao jogador Valdo não estar mostrando tudo o que sabe”. Espinosa tem razão. Valdo não ó nem de longe o mesmo jogador do Gauchão 86, o homem que desequilibrou o campeonato a favor do Grêmio e que também integrou  a Seleção Brasileira.

Espinosa foi cauteloso em todas as suas respostas.  Questionado sobre se o Flamengo não entrou em campo com uma equipe muito jovem — o próprio técnico Lazaroni chamou seu time de “meninos” — ele respondeu que não. “Temos que reconhecer que o Flamengo foi um time de muita disposição em campo. No futebol uma das verdades e que o jogador jovem que entra em campo quer mostrar serviço para não sair mais do time”.

Não existe, por enquanto, nenhuma campanha para tirar Valdo do time. Trata-se de uma das estrelas do Grêmio e técnico Valdir Espinosa acha que é apenas momentânea a má fase do jogador. Por aí se vê a falta que Valdo, em boa forma, faz ao Grêmio, pois ele, com Renato é uma das peças de desequilíbrio da equipe.” (Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

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Foto:  Eduardo Vasseur (Correio do Povo)

MILTON JUNG – DESAFINAÇÃO

Nunca duvidei do que vinha sendo dito sobre o Grêmio, mesmo porque os resultados de seus três jogos falavam ainda mais alto do que as criticas que eu ouvia. Mas eu queria ver o time de Espinosa do alto do Olímpico, com vista panorâmica. Não gostei do que me foi permitido observar, mesmo descontando as dificuldades criadas pelo Flamengo, líder do grupo e equipe com boas alternativas, embora sem Zico e Sócrates, seus monstros sagrados. Esteja um time diante de um adversário fraco ou credenciado, sempre se pode perceber, porém, se joga bem ou mal, e o Grêmio está, coletiva e individualmente, muito abaixo daquele que se viu no Regional. É provável que alguns declínios individuais estejam comprometendo o conjunto. Entre tais declínios, o de Valdo é o que mais impressiona. Se antes circulava pelo campo, distribuindo a bola, organizando a meia-cancha e atuando na cobertura, hoje, faz voltas em torno de si mesmo, não chuta a gol e não acerta um passe. Ontem, Osvaldo, retornando à sua posição, e Caio, que saiu jogando, também andaram mal. Diante disso, Espinosa se vê na obrigação de realizar variações em tomo do mesmo tema. Caio, que entrava no segundo tempo, sai quando termina o primeiro; Osvaldo passa do ataque para o meia-cancha e vice-versa, mas nada muda para melhor. O Grêmio. no momento, é um time dividido dentro do campo, como se feito de setores estanques. Onde teria deixado o seu belo futebol? Na Suécia, no Marrocos? Sorte sua que seus companheiros de grupo, em sua maioria, desafiam pelo mesmo diapasão e, como se classificam seis equipes, nesta primeira fase do Nacional, não há razão para desespero e sobra tempo para que os erros sejam corrigidos.

Bem ao contrário do Grêmio, o Internacional, que entrou na Taça de Ouro envolto em descrença e com um time em formação, na base do esforço e com a inclusão de dois reforços, vai dando conta do recado. Seu empate de ontem com o Sport, na Ilha do Retiro, tratando-se de uma partida contra o líder do grupo e em campo alheio, foi um ótimo resultado.” (Milton Jung, Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

EDEGAR SCHMIDT – BOM E RUIM

Isoladamente, olhando-se apenas o resultado; a dupla Gre-Nal foi bem no domingo. O Inter empatou no Recife, contra o Sport, melhor time da chave, e o Grêmio, mesmo em casa, empatou com o Flamengo, o que também é interessante. Mas no contexto, bom foi o empate do Inter, que começa até a surpreender. O Grêmio já começa a preocupar porque tem quatro pontos em quatro jogos, é um time com muitos jogadores em flagrante crise técnica e começa a discutir até mesmo seu excelente esquema.

A crise do Grêmio é simplesmente técnica e isso se corrige como o técnico fez com Valdo, que mesmo muito mal, começou o jogo. O que pode preocupar é há mais gente jogando abaixo do que pode e o técnico não parece mais muito convicto. Depois dos primeiros resultados, o Grêmio se modificou todo, começou o jogo com Luiz Carlos mas sem Bonamigo e sem o rodízio do meio-campo. Aos 10 minutos do segundo tempo, voltou Bonamigo, apagou-se a pedra, não valeu mais nada do que fora projetado para melhorar o time. O que é melhor para o Grêmio? Nem o próprio Grêmio sabe. Isso é que pode preocupar.

Renato, ao sair de campo, disse claramente ao Vianei Carlet: “Se não melhorar, é melhor sair do campeonato”. Pouco antes, ele levara o terceiro amarelo, está fora do próximo jogo contra o Botafogo da Paraíba, na quinta-feira à noite no Olímpico Mas não desistiu, não é?” (Edegar Schmidt, Correio do Povo, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

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WASHINGTON RODRIGUES – FLA EMPATE NUM JOGÃO

Porto Alegre — Um grande jogo, no Olímpico, e um excelente resultado para o Flamengo, que, no 0 a 0 com o Grêmio, manteve a liderança do seu grupo, a invencibilidade e ficou precisando apenas de dois pontos para garantir matematicamente a classificação. E isso pode ser conseguido já na quarta-feira, no jogo com o Sergipe, no Rio.

E o Flamengo mereceu o empate, pois apresentou um futebol muito bom, sabendo usar a tática certa para a ocasião. A equipe rubro-negra teve tranqüilidade para enfrentar as dificuldades do gramado, o bom time do Grêmio e a pressão da torcida. Neutralizou as principais jogadas do adversário e ganhou um ponto, o que estava dentro dos seus planos, pois, dos quatro pontos que disputou fora de casa, o Flamengo obteve três — havia vencido a Ponte, por 1 a 0, quinta-feira, em Campinas.

O único erro do Flamengo na partida foi a insistência de alguns jogadores em utilizar as chuteiras baixas, tipo tênis, o que acarretou seguidos escorregões, permitindo até jogadas perigosas por parte do Grêmio no erro do jogador rubro-negro. Com o campo pesado como estava, não se pode entrar com chuteiras baixas. As chuteiras de trava alta oferecem mais estabilidade e evitam as constantes quedas.

De qualquer forma, o Flamengo tocou a bola, explorou os contra-ataques e em cima de grandes atuações de alguns de seus jogadores segurou o empate. Tivemos como destaque pelo lado do Flamengo o goleiro Zé Carlos, um monstro, a exemplo do que aconteceu cm Campinas. A defesa tombem esteve firme. O Adalberto marcou o Renato em cima e o ponta só teve chance de fazer uma grande jogada. O Andrade foi outro destaque e na frente o Zinho apareceu como o melhor, ajudando o meio campo pelo setor esquerdo e partindo com a bola para obrigar a defesa do Grêmio a se abrir.

Por sinal, a defesa do Grêmio é fraca, a dupla de área, Baidek e Carlos Eduardo, no chão é facilmente batida. E o Flamengo não soube explorar essa fragilidade. Mas o 0 a 0 valeu para as intenções rubro-negras, porque empatar no Olímpico não é fácil. E é bom lembrar que o Flamengo atuou ontem sem alguns titulares importantes. Do time que conquistou o titulo — não falo nem do Zico, Sócrates e Cantarele. que estão fora há meses — não atuaram em Porto Alegre Leandro, Mozer, Adilio e Marquinho” (Washington Rodrigues, Jornal dos Sports, 15 de setembro de 1986)

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Foto: Nico Esteves (Placar)

EMPATE NO SUL DEIXA MENGO NUMA BOA

PORTO ALEGRE — O Flamengo praticamente garantiu sua classificaçao para a próxima fase do Campeonato Brasileiro,  ontem, ao empatar com o Grêmio em 0 a 0, no Estádio Olímpico, graças a atuação do goleiro Zé Carlos, com defesas fantásticas, mais uma vez o herói do time. Com o resultado de ontem o campeão carioca de 86 soma 8 pontos ganhos em 5 jogos disputados. O seu próximo jogo será contra o Sergipe, quarta-feira à noite, no Estádio Caio Martins, em Niterói.

A partida foi muito disputada com as duas equipes tentando o gol a qualquer custo. O time local, empurrado pela sua imensa torcida, chegou por diversas vezes a área do adversário, mas não conseguiu êxito diante do goleiro Zé Carlos, seguro, impedindo todas as tentativas. O Flamengo, por sua vez, ressentiu-se do esforço empregado devido ao gramado encharcado, só indo à frente em contra-ataques rápidos, mas sem sucesso nas conclusões, já que Bebeto entrou em campo sem as condições físicas ideais, devido a forte gripe.

Foi o Flamengo, contudo, que por pouco quase marca o primeiro gol, logo no início da partida, através do atacante Bebeto, que de bicicleta, de dentro da área, concluiu, mas a bola desviou-se do gol, após bater no zagueiro Baidek, aos 14 minutos. O troco veio a seguir, por intermédio de Renato, que testou livre, dentro da área, obrigando Zé Carlos a espalmar para córner. Renato, novamente, fez outra grande jogada, numa arrancada sensacional pela direita, aos 22 minutos.

Na etapa final os dois times continuaram exercendo forte pressão em busca do gol: o Grêmio teve a sua frente Zé Carlos, enquanto o Flamengo continuou pecando nas conclusões dos seus atacantes. Andrade, um dos melhores em campo, aos 28 minutos, cobrou uma falta obrigando Mazaropi a fazer bela defesa. Renato perdeu uma chance aos 30 minutos. Ortiz, aos 40 minutos, mais uma vez esbarrou no goleiro Zé Carlos, ao concluir uma jogada de Valdo. ” (Jornal dos Sports, Segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

ZÉ CARLOS FOI O GRANDE DESTAQUE

O Flamengo consegue firmar-se a cada partida do Campeonato Brasileiro, mostrando acima de tudo um time competitivo, de boa organização tática, com os seus jogadores, especialmente os mais jovens, disputando com garra e determinação todos os lances do jogo.

E a exemplo do que ocorreu no recente título estadual conquistado pela equipe da Gávea, sem a presença dos seus maiores ídolos, contundidos, o time dirigido por Sebastião Lazaroni, parte firme para a conquista do titulo nacional. O goleiro Zé Carlos, agora titular absoluto, esteve impecável novamente, com defesas providenciais, evitando a todo custo o gol do adversário. Em Campinas, na vitória sobre a Ponte Preta, ele foi também o herói do Flamengo.

Na defesa, Aldair e Guto se saíram muito bem, assim como os laterais Jorginho e Adalberto, notadamente o último, na marcação a Renato Gaúcho. Foi no meio-campo, entretanto, que o time rubro-negro se saiu muito bem: Andrade, um verdadeiro paredão à frente dos zagueiros e Júlio César e Aílton no desarme e criação das jogadas. Bebeto e Zinho igualmente estiveram bem, ao contrário de Vinícius, que ficou perdido entre os zagueiros gaúchos.

NO GRÊMIO — destacaram-se Renato Gaúcho, um perigo, mesmo marcado por até três adversários; Valdo, pela boa colocação na área e Luís Carlos, ex-Vasco, pela boa distribuição de jogo.” (Jornal dos Sports, Segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

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FLAMENGO EMPATOU. MAS MERECIA A VITÓRIA

Porto Alegre — Um empate de 0 a 0. Foi apenas o que o Flamengo conseguiu, ontem, contra ao Grêmio, no Estádio Olímpico, numa tarde que iniciou com calor abafado e terminou debaixo de chuva intensa, cenário apropriado para o mau futebol jogado. Faltou calma ao Flamengo para fazer gol. As situações até que existiram, o Grêmio jogou muito mal, mas a afobação do time carioca afastou a bola da rede.

Para o Grêmio, que completa 83 anos de sua fundação e faz má campanha, o resultado não poderia ter sido pior: nas arquibancadas, a torcida não poupou vaias à equipe. A partida começou num clima de festa de aniversário, com foguetório, desfile de centenas de atletas das diversas categorias, as torcidas organizadas e uma banda tocando “parabéns pra você”. A prometida vitória do técnico Valdir Espinosa, para reabilitar o time, acabou, porém, não acontecendo.

Duas situações de gol foram criadas logo nos 15 minutos do primeiro tempo, por Vinícius e Zinho. A tática foi quase a mesma: de cabeça, eles concluíram contra o gol de Mazaropi, que conseguiu salvar. O Grêmio só conseguiu ver a área do Flamengo quase aos 20 minutos, quando Renato concluiu alto, de cabeça, depois de receber a bola de Valdo, numa cobrança de falta.

Quase no fim do primeiro tempo, o Grêmio reagiu à pressão do Flamengo — mais por iniciativa do ponta Renato, incansável no campo. Entretanto, logo decaiu e novamente
o Flamengo voltou a mostrar melhor rendimento. Numa entrada forte, num dos piores momentos do adversário, Ailton entrou rápido, pegando de surpresa Baidek e Luís Eduardo, contudo a bola rolou pelo lado esquerdo do gol de Mazaropi e não entrou.

Júlio César foi a grande estrela — melhor da partida escolhido pela imprensa gaúcha — do Flamengo. Durante todo o jogo mostrou-se competente e ágil na armação de jogadas ou neutralizando Renato. Junto com Andrade, deu ritmo ao time carioca, possibilitando
que a equipe apresentasse um futebol superior ao do Grêmio, embora com equívocos nas conclusões. Júlio César e Andrade assustaram o goleiro Mazaropi, com chutes fortes na metade do segundo tempo.

As entradas de Bonamigo, substituindo Caio Júnior, e, depois, Ortiz no lugar de Valdo, não deram a impulsão que o Grêmio necessitava. O time continuou até o fim desentrosado, nervoso e carente da habilidade individual de seus jogadores. Aparentemente satisfeito com o empate, o Flamengo não se empenhou mais em vencer,
voltando para o Rio até entusiasmado com o desempenho dos seus novos jogadores.

Zé Carlos — Quase não foi exigido. Porém, quanto foi preciso, mostrou segurança. Nota 7.

Jorginho — Marcou Valdo com firmeza, com eficiência ao ataque. Nota 6.

Aldair — Jogou melhor em partidas anteriores. Lutou bastante, embora nervosamente. Em um lance, agarrou a bola com as mãos sem explicação. Nota 5.

Guto — Entrou no lugar de Mozer, cumprindo suspensão. Está meio pesado, sem força. Não ajudou muito o time. Nota 5.

Adalberto — Sempre que exigido foi firme ao ataque, decidido, marcou China e Osvaldo. Nota 6

Andrade — Boa atuação. Dominou com facilidade as dificuldades criadas por Renato e Caio Júnior. Quase fez gol no fim. Nota 7

Ailton — Veloz, eficiente no domínio de bola, várias vezes preparou o lance para gol, que não saiu. Nota 7

Júlio César — Merecidamente escolhido como o melhor em campo pelos repórteres esportivos gaúchos. Do início ao fim, combateu, driblou, armou e criou sempre problemas para o adversário. Nota 8

Bebeto — Foi talvez o mais fraco do time. Marcado em cima por Caio e Valdo, participou de uns poucos lances no primeiro tempo. No segundo, diminuiu o desempenho. Nota 5

Vinícius — É um guerreiro. Lutou muito, foi habilidoso, rendeu para o time. Só faltou mesmo gol. Nota 7

Zinho — Recuou demais, preocupado com Renato, e teve dificuldade de chegar à linha de fundo. Nota 5

O ponta Renato foi, sem dúvida, o melhor do Grêmio. Sozinho, fez de tudo para marcar um gol. Queria mais festa no 83° aniversário do clube, mais só o seu esforço não bastou. Saiu de campo frustrado e furioso, sugerindo que, se o time não sabe jogar, é melhor não disputar o Campeonato Brasileiro. De resto, só se salvou Baidek. ” (Juarez Porto, Jornal do Brasil, segunda-feira, 15 de setembro de 1986)

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Grêmio 0x0 Flamengo

GRÊMIO: Mazaropi; Raul, Baidek, Luís Eduardo e Casemiro; China, Osvaldo e Luís Carlos Martins; Renato, Caio Júnior (Bonamigo) e Valdo (Ortiz)
Técnico: Valdir Espinosa

FLAMENGO: Zé Carlos; Jorginho, Aldair, Guto e Adalberto; Andrade, Ailton e Júlio César; Bebeto, Vinicius e Zinho
Técnico: Sebastião Lazaroni

Brasileirão 1986 – 1ª Fase – Grupo B – 5ª Rodada
Data: 14 de setembro de 1986, domingo, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 33.004 pagantes
Renda: Cz$ 799.675,00
Árbitro: Tito Rodrigues (PR)
Auxiliares: Valdir Festugato e Valdemar dos Santos
Cartões Amarelos: Renato, Luis Eduardo e Adalberto

Brasileirão 2019 – Chapecoense 0x1 Grêmio

November 11, 2019 by

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Um golaço de bicicleta (marcado por Luciano) no início do jogo, seguido de uma atuação enfadonha, quase desinteressada. Foi assim que o Grêmio chegou a sua quinta vitória seguida no Brasileirão.

Gremio x ChapecoenseFotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Chapecoense 0x1 Grêmio

CHAPECOENSE: João Ricardo; Renato, Douglas (Vinicius Locatelli, Intervalo), Rafael Pereira e Bruno Pacheco; Amaral, Márcio Araújo; Arthur Gomes (Campanharo, 37/2ºT), Camilo (Dalberto, 27/2ºT) e Roberto; Everaldo
Técnico: Marquinhos Santos

GRÊMIO: Paulo Victor; Rafael Galhardo, David Braz, Kannemann e Juninho Capixaba; Darlan (Paulo Miranda, 45/2ºT) e Matheus Henrique; Alisson, Diego Tardelli (Pepê, 22/2ºT) e Everton; Luciano (Patrick, 31/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

32ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 10 de novembro de 2019, domingo, 19h00min
Local: Arena Condá, em Chapecó – SC
Público: 13.335 pagantes
Renda: R$ 839.550,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ) e Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ)
VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga
Cartões amarelos: Amaral ; Matheus Henrique, Patrick
Gol: Luciano, aos 2 minutos do primeiro tempo

Brasileirão 2019 – Grêmio 2×1 CSA

November 8, 2019 by

Gremio x CSA

O susto que o Grêmio levou, sofrendo um empate aos 44 minutos do segundo tempo, foi totalmente desnecessário. Primeiramente, pelo fato de mais uma vez a barreira tricolor ter ser aberto numa cobrança de falta e mais uma vez Paulo Victor não ter conseguido defender um chute que não foi tão bem colocado. Mas o susto foi desnecessário sobretudo pelo fato do Grêmio ter administrado a sua vantagem no placar (conquistada logo aos sete minutos) com uma aparente displicência.

 

– Média de Público do Grêmio no Brasileirão 2019:
18.778 (16.595 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
24.788 (22.465 pagantes)

– Média de público do Grêmio como mandante em 2019:
23.684 (21.433 pagantes)

Gremio x CSA
Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 2×1 CSA

GRÊMIO: Paulo Victor; Léo Moura, Geromel, Kannemann e Cortez; Matheus Henrique e Maicon (Rômulo, 34/2ºT); Alisson (Pepê, 23/2ºT), Diego Tardelli (Patrick 38/2ºT) e Everton; Luciano.
Técnico: Renato Portaluppi

CSA: João Carlos; Celsinho, Alan Costa, Ronaldo Alves e Euller (Ricardo Bueno 32/2ºT); João Vítor, Jean Cléber, Didira (Bruno Alves, intervalo) e Warley; Bustamante (Rafinha 23/2ºT) e Bueno
Técnico: Argel Fucks

31ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 07 de novembro de 2019, quinta-feira, 21h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre -RS
Público: 13.244 (11.334 pagantes)
Renda: R$ 304.304,00
Árbitro: José Mendonça da Silva Junior (PR)
Assistentes: Bruno Boschilia (FIFA-PR) e Rafael Trombeta (PR)
VAR: Paulo Roberto Alves Junior (PR)
Cartões amarelos: Kannemann, Maicon; Alan Costa, Bruno Alves
Gols: Diego Tardelli, aos sete minutos do primeiro tempo; Rafinha, aos 44 minutos do segundo tempo; Ronaldo Alves (contra), aos 48 minutos do segundo tempo

Terceira Camisa – Azul 2019

November 6, 2019 by

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No início de setembro a Umbro anunciou que lançaria uma coleção de terceiras camisas dos seus times no Brasil com “elementos que marcaram a década de 1990, com grafismos e traços típicos da época

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Um dia antes do aniversário do clube, o twitter oficial do Grêmio fez um pequeno teaser da nova camisa, através do qual o meu amigo Snel deduziu que o modelo gremista seria inspirada na estampa usada pela Seleção da Irlanda do Norte em 1991 (posteriormente pela Letônia).

Eu acho que existem que existem designs e elementos mais icônico dos fardamentos da Umbro dos anos 1990 do que esse da Irlanda do Norte. Contudo, ainda assim achei interessante o resultado dessa nova camisa azul do Grêmio (a mais bem trabalhada da temporada)

Mas mesmo achando a camisa mais bem trabalhada do ano, enxergo alguns elementos que desagradam. Acho que o contraste entre os tons de azul da estampa é muito baixo, o que faz com que, no campo, a camisa fique parecendo somente um azul liso.

 

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A Umbro vem usando a mesma modelagem em praticamente todos os seus clubes no Brasil. Também vem destacando esse “V” na parte inferior da gola. No caso dessa camisa do Grêmio, acredito que a camisa ficaria mais elegante (e menos parecida com a do Cruzeiro) com a gola toda em azul. Abaixo uma simulação disso:

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Já disse aqui no blog que não gostei muito da combinação do uniforme (com calção azul e meia branca) que vem sendo usada até agora. Acho que é que menos valoriza a peça. Usar uma meia azul ou mesmo um calção e meia azul marinho deixaria a combinação mais distinta (ver simulação abaixo):

Gremio x BahiaGremio x Goias

E posteriormente foi lançada a versão dessa camisa em rosa, na já habitual campanha do Outubro Rosa.

Gremio x Goias

Vale ainda lembrar que na temporada 2017-2018, a Umbro já havia feito uma releitura dessa estampa no terceiro uniforme do Derby County (foto abaixo).

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Brasileirão 2019 – Grêmio 2×0 Inter

November 5, 2019 by
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Foto: Ricardo Giusti (Correio do Povo)

Zé Ricardo repetiu a escalação da sua estreia no comando do Inter, fazendo com que os colorados fossem a campo com uma linha de três atacantes de velocidade posicionados logo atrás de Guerrero. Essa formação acabou dando bastante liberdade aos volantes do Grêmio, que controlaram a partida (Matheus Henrique foi o nome do jogo).  Assim o 2×0 foi bastante justo.

A vitória do Grêmio se explica por esse domínio do meio de campo, mas o time esteve bem nos demais setores. A zaga (mais uma vez) não deu chance para Guerrero e Luciano e Diego Tardelli mostraram bom entendimento no centro do ataque.

– Média de Público do Grêmio no Brasileirão 2019:
19.147 (16.946 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
25.160 (22.824 pagantes)

– Média de público do Grêmio como mandante em 2019:
24.001 (21.739 pagantes)

– Média de público de todos os Gre-Nais jogados na Arena
44.811 (41.573 pagantes)

– Média de público dos Gre-Nais do Brasileirão jogados na Arena
47.006 (43.273 pagantes)

Foto: Raul Pereira / Fotoarena/Folhapress

GRÊMIO: Paulo Victor; Galhardo (Léo Moura, 24/2°T), Geromel, Kannemann e Bruno Cortez; Maicon (Rômulo, 14/2°T) e Matheus Henrique; Alisson, Diego Tardelli e Everton; Luciano (Pepê, 31/2°T);
Técnico: Renato Portaluppi

INTER: Marcelo Lomba; Bruno (Patrick, 31/2°T), Rodrigo Moledo, Víctor Cuesta e Uendel; Rodrigo Lindoso e Edenilson; Guilherme Parede (Danilo Fernandes, 9/2°T), Neilton (D’Alessandro, int.) e Wellington Silva; Paolo Guerrero.
Técnico: Zé Ricardo

30ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 03 de novembro de 2019, domingo, 18h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre – RS
Público: 44.376 (40.618 pagantes)
Renda: R$ 1.778.772
Arbitragem: Flávio Rodrigues de Souza (SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gasse
VAR: Rodrigo Guarizo do Amaral
Cartões amarelos: Maicon e Cortez; Edenilson, Patrick e Nico López
Cartão vermelho: Marcelo Lomba
Gols: Geromel, aos 33 minutos do 1º tempo tempo; Rômulo, aos 32 minutos do segundo tempo

Brasileirão 2019 – Vasco 1×3 Grêmio

October 31, 2019 by

vasco gol Rafael Ribeiro

O Grêmio ganhou “com autoridade” do Vasco em Januário. Mas a superioridade tricolor só apareceu depois dos 25 minutos da primeira etapa, quando Renato (vendo seu time em desvantagem no marcador) desfez o esquema com três volantes e colocou Pepê em campo. O camisa 25 marcou o gol de empate 3 minutos de entrar na partida. No segundo tempo Everton fez o gol da virada em grande arrancada iniciada após um bom desarme de Darlan e Luciano fez o 3×1 convertendo um pênalti marcado após o toque de mão de Leandro Castán.

Paulo Victor, infelizmente, falhou de novo. A bola não poderia ter passado por baixo da barreira, mas o chute de Guarin não foi tão forte e entrou quase no meio do gol.

Everton parece jogar em uma velocidade diferente dos demais jogadores. Foi impressionante a facilidade com que ele passou pelos adversários antes de marcar o gol da virada.

A iluminação de São Januário ficou bem estranha na transmissão da Rede Globo.

48989222917_a402bf3354_oFotos: Rafael Ribeiro (Vasco) e Rudy Trindade (Grêmio)

Vasco 1×3 Grêmio

VASCO: Fernando Miguel; Yago Pikachu, Ricardo, Leandro Castan e Henrique; Richard, Raul, Bruno Gomes (Bruno César, 20/2ºT), Guarín (Tiago Reis, 29/2ºT); Marrony e Ribamar (Gabriel Pec, intervalo)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

GRÊMIO: Paulo Victor; Léo Moura (Rodrigues, 23/2ºT), Paulo Miranda, David Braz e Cortez; Michel (Pepê, 29/1ºT), Rômulo e Thaciano (Darlan, 36/1ºT); Diego Tardelli, Luciano e Everton
Técnico: Renato Portaluppi

29ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 30/10/2019, quarta-feira, às 21h30min
Local: São Januário, no Rio de Janeiro – RJ
Público: 15.708 pagantes
Renda: R$ 538.333,00
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva (GO) e Bruno Raphael Pires (GO)
Árbitro de vídeo: Igor Junio Benevenuto (MG)
Cartões amarelos: Marrony, Leandro Castan; Michel, Bruno Cortez
Gols: Fredy Guarín, aos nove minutos, Pepê, aos 32 minutos do primeiro tempo; Everton, aos oito minutos e Luciano (de pênalti) aos 22 minutos do segundo tempo

Brasileirão 1975 – Vasco 2×1 Grêmio

October 30, 2019 by

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No Brasileirão de 1975, Vasco e Grêmio se enfrentaram em São Januário. Vitória dos mandantes por 2×1.

Nesse jogo o Grêmio voltou a usar a camisa tricolor, depois de ter utilizado a camisa celeste nas finais do Gauchão e na estreia daquele campeonato brasileiro contra o CSA em Maceió.

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VASCO MOSTRA ESPÍRITO DE COMPETIÇÃO NA VITÓRIA

Mostrando ser uma equipe competitiva, de muito espirito de luta, além de uma aplicação tática invejável, o Vasco derrotou o Grêmio por 2 a 1, ontem em São Januário, em sua estréia no Campeonato Nacional.

A equipe carioca deixou a forte impressão de que será muito difícil algum adversário derrotá-la em São Januário, onde os jogadores sentem de perto o calor da torcida, que lotou o estádio. Tanto assim que, durante todo o primeiro tempo, número grande de torcedores ainda entrava pelos velhos portões do campo do Vasco.

Quem chegou tarde teve de se contentar em assistir a partida de pé, colado ao alambrado, atrás do gol das piscinas, onde não há arquibancadas. Nas sociais, as dificuldades eram as mesmas, pois lugares não havia mais. Atrás do outro gol, a pequena e barulhenta torcida do Grêmio marcava sua presença com uma buzina que acabou servindo para que os torcedores do Vasco incentivassem o time a cada buzinada.

Até os 15 minutos de partida, a torcida do Vasco esteve com o grito de gol na garganta, porque a equipe já tinha perdido inúmeras oportunidades. Mas foi o Grêmio quem marcou aos f9 minutos, através de Zequinha, que emendou da entrada da área, aproveitando um passe de Nenê depois de um cruzamento do lateral-direito Wilson.

Após a saída, o Vasco perdeu um gol incrível, com Dé finalizando em cima de Picasso dentro da pequena área. Com a vantagem, o Grêmio recuou todo, dando ao adversário o domínio completo do jogo. Depois de várias chances perdidas, o Vasco conseguiu empatar aos 40 minutos, numa cabeçada de Roberto, após cruzamento de Luis Carlos. Picasso falho no lance, saindo mal do gol

OPORTUNISMO DE DÉ

O Vasco iniciou o segundo tempo com a mesma disposição, e até marcar o segundo gol, aos 20 minutos, seus atacantes já tinham desperdiçado várias chances. Dé fez o gol aproveitando uma jogada de Roberto. Depois do gol, o Vasco continuou melhor e se houvesse mais calma nas finalizações a vantagem poderia ter sido aumentada.

O Grêmio só mostrou poder ofensivo nos 10 minutos finais, quando, embora desorganizado, foi todo à frente, perdendo algumas oportunidades para empatar. A essa altura o nervosismo era geral e o time do Vasco procurava gastar o tempo de toda maneira.

Até o preparador físico Hélio Vigio fez cera. Ele, que assistiu a todo o segundo tempo atrás do gol do Vasco, depois de um ataque do Grêmio jogou para longe a bola chutada para fora por um atacante gaúcho. Mas, de qualquer maneira, a vitória do Vasco foi justa, principalmente porque a equipe mostrou uma indiscutível determinação de vitória.

O juiz foi José de Assis Aragão, que deixou de marcar dois pênaltis. Um de René em Cacau e outro de Ancheta em Roberto. Os bandeirinhas foram Wilson Dias Durão e José Valeriano Correia e a renda somou Cr$ 289 mil 220, com 18 mil 237 pagantes.

As equipes formaram assim: Vasco: Mazarópi, Paulo César, Joel, Renê e Alfinete (Celso Alonso); Alcir e Zanata; Jair Pereira, Roberto, Dé e Luís Carlos. Grêmio: Picasso, Wilson, Ancheta, Beto e Sérgio Vieira; Bolívar (Loivo), Cacau (Osmar) e Neca; Zequinha, Tarciso e Nenê.” (Carlos Alberto Rodrigues, Jornal do Brasil, segunda-feira, 25 de agosto de 1975)

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VASCO ENCHE SEU CAMPO E FESTEJA O BOM RESULTADO
Casa cheia, o Vasco provou que foi acertada sua decisão em marcar para São Januário alguns jogos do Campeonato Nacional.
Sem as exorbitantes taxas do Maracanã, o clube teve um bom lucro na renda de mais de Cr$ 280 mil.
E, para alegrar ainda mais, a equipe derrotou o Grêmio por 2 a 1.” (Jornal do Brasil, segunda-feira, 25 de agosto de 1975)

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NO CAMPO, TODAS AS FACILIDADES
Os jogos em São Januário podem não ser bons para o adversário, mas para o Vasco é da maior importância. Primeiro, porque alguns dirigentes se aproveitam das facilidades e ficam atrás do gol torcendo entusiasticamente para seus atacantes. Depois, porque o comando técnico pode instruir tranqüilamente seus jogadores em campo, sem se preocupar com o juiz. Ontem, o preparador físico Hélio Vigio, que está suspenso 20 dias pelo TJD da Federação Carioca, ficou junto ao gramado, ajudando ao técnico Mário Travaglini a orientar a equipe. Os jogos em estádios menores mostram muito mais a participação da torcida e dos dirigentes do que quando são realizados no Maracanã, onde a segurança é quase perfeita. O Vasco jogou bem e não teve problemas para derrotar o Grêmio. No entanto, a situação pode ficar ruim no dia em que o Vasco perder o jogo, porque é fácil para torcida invadir o campo .” (Jornal do Brasil, segunda-feira, 25 de agosto de 1975)

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CAMPO NEUTRO – José Inácio Werneck

ESCREVI outro dia que o Campeonato Carioca com jogos de turno e returno nos campos dos clubes, como sugeriu o presidente Francisco Horta, só seria possível com a volta dos bondes. Pensaram tratar-se de piada, mas minha intenção não era apenas a de compor ambiente. Realmente, com as ruas estreitas ao redor de nossos estádios e a massa de automóveis em que hoje se locomovem os torcedores, há uma quase impossibilidade física de realizar-se um jogo importante num campo como o do Vasco.

Acredito que além, lá por Bangu e Campo Grande, ainda haja espaço para se parar. Mas em São Januário, positivamente, não é o caso. Baseado em informações otimistas, dirigi-me confiante ao pretenso estacionamento para a imprensa que, se existe, não vi. O portão estava trancado, não apenas à chave como por uma imensa massa de automóveis largados de qualquer maneira à sua porta. A massa originava-se aliás pouco depois da Quinta da Boa Vista e praticamente não se movia. Carregado em sua lenta fluência, tive que contornar duas vezes o estádio antes de abandonar o carro, também de qualquer jeito, perto da Avenida Brasil. (Com o que, aproveito para agradecer à Dona Orozimba, por ter-me permitido atravancar sua garagem).

Pude assim, já com a partida em andamento, verificar que a fila de torcedores nas apertadas bilheterias era enorme, até que afinal muitos começaram a desistir, pelo fim do primeiro tempo. Quanto o clube perdeu na renda, não sei. Mas com a sangria das arrecadações no Maracanã é possível que, umas coisas pelas outras, tudo tenha dado no mesmo.

NÃO vi, portanto, o tão falado pênalti de René em Cacau, mas o resto da arbitragem do senhor José de Assis Aragão me pareceu bom, com uma exceção. Trago-a não com o sentido de crítica, mas de colaboração com a Comissão Nacional de Arbitragem, cujo diretor anda interessado em padronizar a interpretação das regras.

Seria interessante que essa padronização fosse feita não só em termos nacionais como também internacionais. Diz a regra que o goleiro não pode ser tocado dentro da pequena área, mas nossos juízes (e não só o senhor Aragão) tendem a dilatar este limite. Houve um lance em que Mazzaropi atirou-se ali pela altura da marca do pênalti para defender uma bola aos pés de um atacante gaúcho. Machucou-se, em conseqüência de um choque natural, e ficou no chão. Não vou falar em gol anulado, porque antes de Osmar pegar o rebote na entrada da área, e chutar a bola às redes, o senhor Aragão já marcara falta. Se não houvesse o apito é possível que os jogadores do Vasco bloqueassem a conclusão da jogada, sei lá. Não reclamo em termos de marcador, falo apenas em tese: numa partida internacional, com juiz estrangeiro, o lance teria prosseguido.

TECNICAMENTE, o segundo tempo que eu vi dividiu-se com nitidez em domínio franco do Vasco, quando a defesa do Grêmio andou cometendo tolices seguidas, e reação gaúcha a partir do gol de Dé. Até então o Grêmio andava claramente interessado em garantir seu pontinho do empate e até Zequinha cometia o gesto, para os observadores cariocas inédito, de descer para lutar na defesa.

Dé cavava faltas, falsas e verdadeiras, mas não precisou delas. A zaga gaúcha estava insegura e o goleiro Picasso soltava bolas a toda hora, apesar de suas luvas (ou, quem sabe?, por causa delas). Depois, especialmente nos últimos 10 minutos, veio a reação desesperada do Grêmio. Duas ou três vezes o Vasco salvou-se com sorte e noutra Mazzaropi fez uma excelente defesa com o pé. Mas o Grêmio não merecia o empate, pois cometeu o pecado de tentar defender muito cedo o marcador.” (José Inácio Werneck, Jornal do Brasil, segunda-feira, 25 de agosto de 1975)

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VASCO MOSTRA RAÇA E VIRA O JOGO DE NOVO: 2 A 1

Com uma atuação firme e decidida, o Vasco venceu o Grêmio por 2 a 1, ontem à tarde, em São Januário, confirmando que é forte candidato ao bi-campeonato. Os gols foram marcados por Zequinha e Roberto, no primeiro tempo, e Dé, no segundo. O time carioca podia ter marcado o terceiro gol, mas não contou com a ajuda da sorte, num lance de Jair Pereira, que tentou surpreender Picasso, chutando de longe, mas a bola cobriu o travessão.

Os primeiros cinco minutos foram de estudos. Depois a iniciativa do jogo foi do Vasco, que foi logo à frente numa jogada de contra-ataque, onde Dé e Roberto envolveram a defesa do Grêmio. Depois dos dez minutos o Grêmio passou a marcar sob pressão, para não dar campo para o Vasco armar as jogadas. E foi assim que conseguiu abrir o escore.

O Vasco não se entregou e partiu para o empate. Dos 15 aos 30min, as jogadas de perigo foram todas do time de São Januário. Nos minutos finais do primeiro tempo, o Vasco forçou o jogo e acabou empatando.

O Vasco voltou para o segundo tempo com Celso Alonso em lugar de Alfinete que sentiu dores musculares na coxa esquerda. A alteração não quebrou o ritmo e entrosamento da equipe que passou a dominar o Grêmio até marcar o gol da vitória. O time gaúcho reagiu, mas o Vasco estava bem armado, suportou bem a pressão adversária e continuou jogando como se estivesse decidindo um título. Foi uma vitória justa. O Grêmio teve o mérito de lutar durante os 90min. Os três minutos finais foram todos do time porto-alegrense, mas a defesa do Vasco suportou e garantiu o escore.

OS GOLS

GRÊMIO 1 a O — O Jogo estava muito corrido, com os dois ataques procurando abrir o escore. O Vasco vai à frente, numa boa jogada de Zanata para Roberto, Ancheta cortou e entregou a Bolivar que com um toque rápido, passou para o lateral-dlreito Wilson, já na frente como um ponta-direita. Wilson centrou à meia altura para Zequinha, que emendou de primeira, marcando o primeiro gol, aos 19 minutos.

VASCO 1 a 1 — O Vasco passou cinco minutos praticamente dentro da área do Grêmio, forçando o Jogo pelas pontas. A defesa do Grêmio se defendia bem. Mas aos 42 minutos, Luis Carlos passou por Wilson e centrou, Roberto de lado para o gol, cabeceou com violência, vencendo Picasso, que ainda tentou a defesa.

VASCO 2 a 1 — Domínio total do Vasco, com o Grêmio se defendendo da melhor maneira possível. O meio-decampo do Vasco Jogando dentro do campo adversário. Aos 20 minutos, confusão na área do Grêmio a bola sobrou para Dé, que chutou para desempatar.” (Jornal dos Sports, segunda-feira, 25 de agosto de 1975)

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GRÊMIO SENTIU A BARRA PESADA NO 1º TEMPO

O Vasco foi bem melhor no primeiro tempo, apesar de o Grêmio fazer vários contra-ataques perigosas. O time gaúcho cuidou mais do seu sistema defensivo, por isso os primeiros minutos foram lentos. Depois o jogo ganhou maior movimentação. Aos 5 minutos, numa tabela, entre Dé e Roberto, quase o Vasco abriu o escore, Picasso agarrou firme a bola chutada por Dé. Mas o Grêmio marcou primeiro, quando o Vasco era melhor.

7 minutos — Dé foi lançado, passou por Wilson, ficou com boa situação para marcar, foi empurrado por Ancheta, mas o juiz mandou seguir o lance. O Vasco continuou dominando e, aos 10 minutos, Luís Carlos centrou para Roberto, que matou a bola no peito, chutou mas Picasso defendeu.

15 minutos — Tarciso foi lançado por Bolivar, passou por Alcir, mas Renê salvou, chutando para a frente.

18 minutos — Boa jogada do ataque do Vasco mas a defesa do Grêmio
defendeu bem, salvando a situação. No minuto seguinte, o Grêmio abriu o escore, num bom chute de Zequinha Aos 23, novo ataque rápido do time gaúcho que Joel salvou chutando a bola para a arquibancada.

33 minutos — Cacau avançou, Renê foi na jogada, se apoiou no adversário e a jogada prosseguiu, com a defesa aliviando.

37 minutos — Falta de Beto em Zanata. O apoiador cobrou por cima, dando a impressão de gol.

40 minutos — Luis Carlos cobrou córner, Picasso falhou na jogada. Tocou mal na bola mas ninguém aproveitou o lance.

44 minutos — Nova falta de Beto. Zanata cobrou e Picasso agarrou firme.

O Vasco conseguiu manter a bola mais tempo em seu poder, criando assim mais jogadas. Seus ataques eram mais rápidos, mas a defesa do time de Porto Alegre tinha sempre em Ancheta um jogador eficiente. Picasso orientou muito sua linha de zagueiros, principalmente quando a bola caía nos pés do atacante Dé. Ele gritava e gesticulava. Roberto também foi sempre uma preocupação para o goleiro, que só deixou passar dois gols, numa tarde em que o Vasco esteve bem

FIRMEZA DE MAZAROPI TRANQÜILIZOU A EQUIPE

Os primeiros minutos mostraram o time do Vasco com mais disposição. Com cinco minutos de jogo, fez dois ataques perigosos. O Grêmio recuou seu meio-campo, para garantir o empate. Só atacou em jogadas isoladas. Mas nos dez minutos finais, o Grêmio tentou o empate no desespero, mas a defesa do Vasco, com Renê em primeiro plano, garantiu a vitória.

Ao primeiro minuto desta fase o Vasco foi à frente. Zanata lançou Dé, que entrou pela área e foi agarrado por Ancheta, chegando a cair, o juiz não marcou o pênalte, com a torcida vaiando. Aos 7 minutos nova tabela entre Dé e Roberto, mas Beto rebateu firme, evitando o perigo.

No minuto seguinte, Jogada sensacional de Jair Pereira, de fora da área, tentando encobrir o goleiro. A bola bateu na rede, junto ao travessão dando a impressão de gol.

Aos 11 minutos, penetração de Cacau, mas Mazaropi numa grande defesa salvou. Nesse lance o goleiro do Vasco deu tranquilidade à sua defesa.

21 minutos — Neca, impedido invalidou uma boa jogada do ataque do Grêmio.

25 minutos — Jair Pereira lançou Dé. Beto salvou colocando a córner.

27 minutos — Vasco perde grande chance de aumentar o escore. Luís Carlos, em boa situação, se atrapalhou na hora de chutar e permitiu que a defesa do Grêmio salvasse.

Mazaropi teve muito trabalho nos minutos finais. O time do Grêmio foi todo à frente, em busca do gol de empate. Tarciso, Loivo, Nenê e Valdir deram chutes perigosos e num deles do lateral-direito, o goleiro do Vasco salvou de pé. Foi um lance de muito perigo. O jogo terminou com a bola no meio-de-campo, com Jair Pereira caído, sofrendo falta de Beto.” (Jornal dos Sports, segunda-feira, 25 de agosto de 1975)

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Fotos: Ronaldo Theobald (Jornal do Brasil) Juscelino Sorrentino e Jair Motta (Jornal dos Sports)

Vasco 2×1 Grêmio

VASCO: Mazarópi; Paulo César, Joel Santana, Renê e Alfinete (Celso Alonso); Alcir, Zanata e Luís Carlos; Jair Pereira, Roberto Dinamite e Dé.
Técnico: Mário Travaglini

GRÊMIO: Picasso, Vilson Cavalo, Ancheta, Beto Bacamarte e Sérgio Vieira; Bolívar (Loivo), Cacau (Osmar) e Neca; Zequinha, Tarciso e Nenê
Técnico: Ênio Andrade

Brasileirão 1975 – Primeira Fase – 2ª Rodada
Data: 25 de agosto de 1975, domingo, 16h00min
Local: São Januário, no Rio de Janeiro – RJ
Público: 18.373 pagantes
Renda: Cr$ 289.220,00
Árbitro: José de Assis Aragão
Auxiliares: Wilson Dias Durão e José Valeriano Correia
Gols: Zequinha, aos 19 minutos e Roberto Dinamite aos 42 minutos do primeiro tempo; Dé, aos 20 minutos do segundo tempo

Brasileirão 2019 – Grêmio 3×0 Botafogo

October 28, 2019 by

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O Grêmio precisa reagir depois da eliminação da Libertadores. Reagiu, conseguindo uma importante vitória com uma atuação bem razoável (especialmente no segundo tempo, quando ocupou constantemente o campo de ataque).

A combinação entre Luciano e Diego Tardelli funcionou bem.

Ouvi a entrevista do Presidente Duda Kroeff no final da partida. Em nenhum momento foi dita a frase atribuída a ele pelo twitter da Rádio Grenal.  Contudo achei a entrevista muito ruim. Voltou a passar uma imagem de imensa dificuldade em fazer uma autocrítica. Acho bem dificil dizer que a contratação do André não deu errado depois de tudo em que vimos em campo nesse ano e meio que o jogador atua pelo Grêmio

O CRÉDITO DA FOTO É OBRIGATÓRIO: Vítor Silva/BotafogoO CRÉDITO DA FOTO É OBRIGATÓRIO: Vítor Silva/BotafogoO CRÉDITO DA FOTO É OBRIGATÓRIO: Vítor Silva/Botafogo

Público pagante de ontem foi o menor de jogos do time titular na Arena em 2019 (segundo menor no geral, atrás apenas de Grêmio 0x0 Juventude pelo Gauchão).

Desde 2013 o Grêmio fez 40 (de um total de 122) jogos de Brasileirão na Arena aos domingos com início as 16h/17h. Público pagante de ontem foi o segundo menor dessas 40 partidas (atrás apenas de Grêmio 1×1 Atlético Goianiense pelo Brasileirão de 2017)

Média de Público do Grêmio no Brasileirão 2019:
23.364 (21.149 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
24.520 (22.231 pagantes)

– Média de público do Grêmio como mandante em 2019:
17.345 (15.255 pagantes)

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Fotos: Itamar Aguiar (Grêmio FBPA) e Vitor Silva (Botafogo)

Grêmio 3×0 Botafogo

GRÊMIO: Paulo Victor; Léo Moura, Geromel, Kannemann e Cortez; Matheus Henrique e Maicon (Rômulo, 29/2ºT); Alisson (Pepê, aos 15/2ºT), Diego Tardelli e Everton; Luciano (Thaciano, 20/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

BOTAFOGO: Gatito Fernández; Marcinho, Joel Carli, Gabriel e Yuri; Cícero e João Paulo; Luiz Fernando (Rhuan, 37/2ºT), Diego Souza e Léo Valencia (Igor Cássio, aos 9/2ºT); Victor Rangel (Alex Santana, aos 15/2ºT)
Técnico: Alberto Valentim

28ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 27 de outubro de 2019, domingo, 16h00min
Local: Arena Grêmio, em Porto Alegre – RS
Público: 9.786 (7.608 pagantes)
Renda: R$ 240.139,00
Árbitro: Rafael Traci (SC)
Assistentes: Helton Nunes (SC) e Henrique Neu Ribeiro (SC)
VAR: Rodrigo Dalonso Ferreira (SC)
Cartões amarelos: Matheus Henrique, Geromel, Kannemann, Cícero, Yuri
Gols: Maicon, aos 11 minutos do primeiro tempo, e Thaciano, aos 25, e Everton, aos 34 minutos do segundo tempo

Brasileirão 1995 – Grêmio 2×3 Botafogo

October 26, 2019 by

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Em 16 de setembro de 1995, Grêmio e Botafogo se enfrentaram no Olímpico pela primeira fase do Brasileirão. O tricolor fazia seu quinto jogo após alcançar o Bicampeonato da Libertadores e parecia mais interessado no jogo seguinte, que seria a estreia na Supercopa. Desse modo o Botafogo conseguiu um importante resultado, conquistando sua primeira vitória fora de casa na campanha do seu último título nacional.

Eu imagino que a declaração dada por Felipão no intervalo dessa partida (ver a crônica da Zero Hora transcrita abaixo) seria bem mais questionada caso fosse feita atualmente.

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BOTAFOGO JOGA BEM, DERROTA O GRÊMIO E LIDERA O GRUPO A

[…]

O Grêmio, ainda de ressaca pela conquista da Libertadores, não foi aquele time  aguerrido, que sufoca os adversários quando joga no Olímpico. Mesmo assim, teve duas chances para marcar, a melhor delas com Carlos Miguel.

No segundo tempo, logo aos 10 minutos, Túlio fez as pazes com o gol. Recebeu bola açucarada de Gottardo, que estava no ataque, e bateu de primeira, sem chances para Danrlei. A torcida pediu e o técnico Luís Felipe colocou o artilheiro Jardel. Mas foi o Botafogo quem marcou. Aos 25, Luciano falhou bisonhamente dentro da área e Túlio, com muita categoria, marcou depois de deixar Danrlei no chão.

Não deu nem para comemorar. Um minuto depois, Paulo Nunes descontou após confusão na área pós confusão na área alvinegra. O. Grêmio se animou e começou a pressionar, explorando as bolas altas para Jardel. Mesmo no sufoco, a defesa do Botafogo segurou a pressão e, aos 46m, Narcisio, que entrara no lugar do displicente Beto, marcou o terceiro em bela jogada individual. Com a vitória garantida, o Botafogo relaxou e aos 48m Jardel, de cabeça, diminui. Não dava mais tempo para nada” (Jornal do Brasil, domingo, 17 de setembro de 1995)

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SÉRGIO NORONHA: “Para um time que tinha sérios problemas de relacionamento, o Botafogo até que demonstrou um belo espírito de solidariedade na vitória sobre o Grêmio. Aliás, o gol que abriu o caminho da vitória foi obra de uma jogada de dois desafetos. Gottardo cruzou e Túlio escorou para marcar. Depois os dois
se abraçaram, levemente constrangidos.

Logo no início o Botafogo deu mesma impressão de que havia um problema de comunicação entre os jogadores. O Grêmio jogava bem, dominava c fazia com facilidade as jogadas de linha de fundo. Paulo Nunes, pela direita, e Roger, pela esquerda, infernizavam a vida do Botafogo.

A reação demorou uns vinte minutos. Mas logo o Botafogo equilibrou o jogo e teve até a melhor oportunidade quando Túlio perdeu, depois de driblar até o goleiro.

E impossível que não tenha havido qualquer tipo de conversa no intervalo. O Botafogo voltou melhor, fez dois gols através de Túlio e Narcísio e acabou vencendo um jogo que lhe parecia inteiramente adverso.

A vitória mostrou que um time não se faz apenas do conjunto. As estrelas são importantes, mesmo que causem alguns ciúmes no elenco.” (Jornal do Brasil, segunda-feira, 18 de setembro de 1995)

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O JOGO: O Grêmio não resistiu ao bom toque de bola do Botafogo e, mesmo em um jogo equilibrado, mostrou desentrosamento e mereceu perder para uma equipe bem colocada no meio-campo.” (Placar, Outubro de 1995)

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O GRÊMIO, FORA DE RITMO, DECEPCIONA A TORCIDA
A derrota por 3 a 2 para o Botafogo, sábado, no Olímpico, deixou os jogadores abatidos para a estréia na Supercopa.

O time bicampeão da Copa Libertadores decepcionou a torcida gremista sábado à tarde, no Estádio Olímpico. Mesmo com nove dos 11 titulares em campo, a equipe de Luiz Felipe não jogou bem e perdeu por 3 a 2 para o Botafogo, pelo Brasileirão. O resultado negativo deixa o time na 10ª colocação no Grupo A. A derrota abalou os jogadores do Grêmio, que evitaram falar à imprensa ao final da partida. Hoje, o treinador começa os preparativos para enfrentar o Racing, da Argentina, pela Supercopa dos Campeões da América, quarta-feira, em Porto Alegre.

O começo do jogo foi favorável ao Grêmio, que atacou o time carioca com insistência. Antes dos cinco minutos, o goleiro Wagner foi obrigado a colocar para escanteio um chute forte do lateral-direito Marco António. A. 20 minutos, porém, o meio-campo do Botafogo acertou a marcação e passou e dominar o setor. Com jogadas rápidas, os meias Sérgio Manoel e Beto faziam a ligação da defesa com o ataque. Aos 42 minutos, Túlío driblou Rivarola e Danrlei, mas chutou para fora.

“Eles estão jogando como moças”, reagiu, irritado, o técnico Luiz Felipe no intervalo da partida, referindo-se à falta de empenho do time nas bolas divididas. Depois da conversa com o treinador, os jogadores do Grêmio voltaram com mais vontade e logo no primeiro minuto da segunda etapa, Carlos Miguel chutou nas pernas do goleiro Wagner. Com cinco homens no meio-campo, o Botafogo voltou a equilibrar a partida e, aos 10 minutos, Túlio recebeu a bola dentro da área, girou o corpo e marcou o primeiro gol do jogo. A derrota parcial abalou os jogadores gremistas que começaram a errar passes e lançamentos. A. 25 minutos, o zagueiro Luciano falhou ao afastar uma bola nos pés do goleador Túlio. O artilheiro do Brasileirão driblou Luciano, deixou Danrlei para trás e marcou o segundo gol do jogo.

Com Jardel, que entrou no lugar de Roger, e Paulo Nunes, o Grêmio reagiu e, aos 26 minutos, o ponteiro direito descontou, chutando dentro da pequena área. Aos 46 minutos, Narcisio ampliou para o Botafogo: 3 a 1. Os cariocas relaxaram na marcação e Jardel, de cabeça, colocou a bola nas redes de Wagner.

A derrota por 3 a 2 não estava nos planos de Luiz Felipe. “Uma vitória deixaria o time embalado para enfrentar o Racing”, disse Luiz Felipe. “Vamos tentar corrigir os erros.” De acordo com o técnico, os titulares que receberam folga depois da conquista do bicampeonato de Libertadores sentiram e falta de ritmo de jogo.” (Juan Domingues, Zero Hora, segunda-feira, 18 de setembro de 1995)

TÚLIO MOSTROU O TALENDO DE GOLEADOR

O centroavante Túlio, do Botafogo, apareceu pouco durante a vitória de 3 a 2 sobre o Grêmio, sábado. O atacante tocou raras vezes na bola. No primeiro tempo, o jogador recebeu dentro da área gremista, avançou e chutou forte, para fora. Acostumado a acertar lances como aquele, o goleador colocou as mãos na cabeça, inconformado com o erro.

Na etapa final, duas oportunidades foram suficientes para Túlio mostrar o seu talento. Na primeira, o centroavante recebeu de Wilson e deu um toque na bola para fazer 1 a 0. Pouco depois, aproveitou a falha de Luciano, driblou o zagueiro, passou por Danrlei e fez o seu segundo gol no jogo e disparou na artilharia do Brasileirão com oito gols.” (Zero Hora, segunda-feira, 18 de setembro de 1995)

1995 botafogo brasileirao
Fotos: José Doval (Zero Hora)

Grêmio 2×3 Botafogo

GRÊMIO: Danrlei, Marco Antonio (Vagner Mancini 41/2ºT), Luciano, Rivarola e Roger (Jardel 17/2ºT); Dinho, Luis Carlos Goiano, Arilson e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Nildo
Técnico: Luiz Felipe Scolari

BOTAFOGO: Wagner, Wilson Goiano, Wilson Gottardo, Gonçalves e Andre Silva; Leandro, Jamir, Beto (Marcelo Alves 36/2ºT) e Sergio Manoel; Donizete (Narcisio 43/2ºT) e Tulio
Técnico: Paulo Autuori

Primeira Fase – Campeonato Brasileiro 1995
Data: 16 de setembro de 1995, sábado, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 14.808 (10.629 pagantes)
Renda: R$ 106.318,00;
Juiz: Oscar Roberto de Godoi (SP)
Auxiliares: Epitácio Rodrigues e Carlos Silva
Cartões Amarelos: Luciano, Donizete, Wilson Goiano, Roger, Wilson Gottardo e Vagner
Cartão Vermelho: Rivarola (28/2ºT)
Gols: Túlio, aos 9 e aos 25 minutos, Paulo Nunes aos 26, Narcisio aos 46 e Jardel aos 47 minutos do 2º tempo