Confrontos contra o Atlético Paranaense na Copa do Brasil em Curitiba

September 4, 2019 by
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Andrei Vs. Jardel na Copa do Brasil de 1996 (Foto: Zero Hora)

Como já deve ser do conhecimento de todos, o Grêmio já enfrentou o Atlético em 4 edições da Copa do Brasil, tendo superado o adversário em 3 ocasiões. Nos jogos em Curitiba foram 2 vitórias, 1 empate e uma derrota, com média de público de 15.210 (13.650 pagantes).

Abaixo a relação desses jogos do tricolor como mandante, com links para fichas e fotos de cada partida.

Copa do Brasil 1996 – Oitavas – ida – Atlético-PR 1×1 Grêmio
Copa do Brasil 2013 – Semifinal – ida – Atlético-PR 1×0 Grêmio
Copa do Brasil 2016 – Oitavas – ida – Atlético-PR 0×1 Grêmio
Copa do Brasil 2017 – Quartas – Volta – Atlético-PR 2×3 Grêmio

Além desses jogos, o Grêmio também encarou o Atlético em outros dois torneios com mata-mata. Na Taça Brasil de 1959, quando venceu na Vila Capanema por 1×0 e na Copa Sul-Minas de 2002, quando empatou em 1×1 na Arena da Baixada, após perder por 5×1 no Olímpico na partida de ida da semifinal.

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Taça Brasil 1959 – Atlético Paranaense 0x1 Grêmio

September 3, 2019 by

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Foto: A Hora


Na Taça Brasil de 1959 o Grêmio repetiu o placar da ida e venceu o Atlético em Curitiba por 1 a 0, gol marcado por Gessy.

O jogo foi disputado na Vila Capanema, que na época era casa do Ferroviário, e não no Joaquim Américo (estádio que deu lugar a atual Arena da Baixada)

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Foto: Correio do Povo

GRÊMIO SUOU MAS VENCEU: 1X0 SÔBRE O ATLÉTICO PARANAENSE

CURITIBA, 28 (Meridional) — Repetindo o escore infligido no embate efetuado em Pôrto Alegre, dia 13 do corrente, a equipe do Grêmio classificou-se para as semi-finais da “Taça Brasil”, ao abater na tarde de ontem, no Estádio Durival de Brito, em Curitiba, ao Atlético Paranaense. Em peleja acidentada, da qual resultaram lesionados com gravidade os atletas Milton e Elton, do Grêmio e o paranaense Izabelino, os gaúchos venceram a primeira etapa do certame nacional, estando aptos, agora, para enfrentar o Atlético Mineiro, na última série eliminatória da “Taça Brasil”.

Grêmio Sai Bem

Os primeiros instantes da peleia foram francamente favoráveis aos gaúchos que pressionaram com Insistência ante o último reduto curitibano. A ausência do zagueiro central Lindomar foi a causa primeira da insegurança da defensiva atleticana, pois Borracha esteve longe de cumprir as atuações do jogador que substituiu. Havia um enorme claro no centro da área rubro-negra por onde Gessy e Juarez penetravam seguidamente. Tocafundo, sem seu companheiro, viu-se sôbre-carregado nas funçõs, de vigiar a área penal de sua equipe. As constantes deslocações do quinteto avançado gremista causaram momentos de sério perigo para a meta do Atlético. E os tentos não se apresentavam devido já pela falta de pontaria nos arremessos dos gremistas, já pela atuação soberba do arqueiro William.

Predomínio Total
Durante o primeiro tempo todo, os gaúchos predominaram na cancha. Sérgio cumpria trabalho excepcional na meia-cancha, alimentando ininterruptamente o ataque; a linha de frente tinha em Gessy um elemento que representava constante aprêmio para os defensores do Atlético, ora por suas penetrações fulminantes, ora pela colocação para receber o passe. Se tivesse sido lançado mais vêzes, por certo os tricolores teriam marcado golos na primeira etapa. A extrema defensiva gaúcha, nesta fase, não foi exigida.

Substituições

Nos minutos finais do primeiro tempo, a peleja descambou para o terreno do jôgo brusco. Milton foi obrigado a abandonar o prélio, contundido na perna direita, sendo substituído por Rudimar. No Atlético, Tião e Izabelino estiveram fora de campo por algum tempo, sendo que o último não mais retornou ao gramado, entrando em seu lugar Tiquinho.

Afinal, o Tento

No primeiro quarto de jôgo do segundo tempo, prosseguiu o domínio territorial do Grêmio. Continuavam, as características do primeiro: William se desdobrando no arco e os atacantes tricolores falhando nas conclusões. Finalmente. Juarez, após passar por três adversários, lançou Gessy dentro da pequena área, em situação privilegiada. O ponta-de-lança atirou forte, vencendo a perícia do guarda-vala adversário e assinalando o tento que daria, ao final, a vitória aos gaúchos.

Ações Emparelhadas

Após a conquista do ponto tricolor, o Atlético ensaiou uma reação. Efêmera, porém, pois a retaguarda gremista, de pronto, aparou tôdas as investidas aos rubro-negros. Não se via mais, porém, o absoluto predomínio dos visitantes, e sim, ações emparelhadas no campo. Prosseguiu o cotejo sendo disputado com excesso de virilidade, havendo os jogadores abusado do jôgo brusco e perigoso. Num dêsses lances deploráveis, Elton lesionou-se, passando a fazer número na ponta direita. Sérgio, diante da detecção de Elton, teve que abandonar a meia cancha— onde vinha registrando soberba atuação — a fim de cobrir o setor direito da retaguarda gremista. Vieira passou a formar a dupla do meia-cancha com Rudimar.

Pressiona o Atlético
Atuando, praticamente, com um homem a menos, o Grêmio sofreu duro assédio no quarto final do embate. Nessa oportunidade, pôde o esquadrão do Olímpico, mais uma vez, amparar-se em sua defensiva. Brilharam Henrique e Airton e o escore pôde ser mantido. Difíceis foram, para os gaúchos, os minutos finais da partida. Precisava, porém, o Atlético assinalar dois tentos, pois o empate seria-lhe fatal, também. Entretanto, não conseguiu vasar a meta dos rio-grandenses, defendida com invulgar disposição pelos seus zagueiros. Com êsse triunfo, os tricolores saltaram o primeiro obstáculo na “Taça Brasil” credenciando-se para as semifinais do certame.” (A Hora, segunda-feira, 29 de setembro de 1959)

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GRÊMIO RATIFICOU SUPERIORIDADE
Bisada a contagem de 1×0 — Gessi no segundo tempo marcou o tento da vitória — Futebol ruim e espetáculo pouco agradável para um público que estabeleceu renda de Cr$ 478.410,00 — Fraca também a arbitragem do Sr. Aparicio Viana e Silva — Detalhes complementares da peleja

A decepção não foi apenas o Grêmio… e nem só o Atlético. Foi o próprio espetáculo, foi a condição das equipes, tudo, tudo, que possa se prender a esta despedida do Atlético Paranaense da TAÇA BRASIL.

Nem a arbitragem conseguiu agradar ao bom público que foi a Durival de Brito e Silva. E o prélio, assim, foi melancólico com o placard de 1×0, pobre como a contagem mínima a favor dos gaúchos.

A torcida, assim, sentiu esta decepção em todo o transcorrer do match, que foi um jogo de predominância de sistemas, defensivos já que os ataques nunca foram vanguardas de campeões. Fracos, inconsistentes, infantis. Errando e errando bastante, errando em massa, na sequência pavorosa da deturpação de jogadas, da efetuação de passes errados e da complementação de tiros tortos e defeituosos. Francamente foi uma decepção inteira. E a palavra precisa ser repetida, porque o público foi para ver futebol, e tomou literalmente o Estádio Dorival de Brito v Silva para assistir aquilo que assjstiu. O Grêmio jogando mal. Com a defesa firme, é certo, mas jamais se preocupando com o ataque do Atlético que foi de uma neutralidade pasmante. E o Atlético, além de apresentar os desníveis de seu de ataque, ainda sem meia cancha e com a defesa apresentando falhas gritantes que apenas não eram transformadas em gola porque o ataque do Grêmio é outro atentado a tudo que há de bom dentro do futebol.

[…]

No mais lances sem importância, alguns tiros de longe dos dois ataques defendidos pelos arqueiros e o goal do Grêmio, marcado quando tínhamos decorridos 17 minutos do período complementar.

Juarez realizou grande jogada, dominando dois adversários no sentido do goal e atrapalhou- se sobrando a bola para Gessy que dominou e mandou a pelota para o funda das redes de William.” (Paraná Esportivo, 28 de setembro de 1959)

 

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ATLÉTICO PARANAENSE: William; Belfare, Borracha e Salvador; Sano e Tocafundo; Izabelino (Tiquinho), Gaivota, Taíco, Jerônimo e Tião
Técnico: Motorzinho

GRÊMIO: Henrique; Elton, Airton, Calvet e Ortunho; Sergio e Milton Kuelle (Rudimar); Vieria, Gessi, Juarez e Cláudio
Técnico: Osvaldo Rolla

Taça Brasil 1959 – Oitavas de final – jogo de volta
Data: 27 de setembro de 1959, domingo,
Local: Estádio Durival Briyto, em Curitiba-PR
Renda: Cr$ 478.410,00
Árbitro: Aparicio Vianna e Silva
Auxiliares: Tuffi Issler e Julio Salsamendi
Gol: Gessi, aos 17 minutos do segundo tempo

Brasileirão 2019 – São Paulo 0x0 Grêmio

September 2, 2019 by

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Esse empate, consideradas as circunstâncias (Grêmio com time reserva e São Paulo vindo de uma sequência de vitórias, foi um resultado bem aceitável.

Acho que Renato faz bem em “iniciar” um “debate” sobre quem joga o melhor futebol no Brasil.

Últimos 10 jogos entre São Paulo x Grêmio pelo Brasileirão no Morumbi (4D, 4E, 2V). Média de público nessas dez partidas: 26.191 pagantes.

48654823097_e4748e419f_oFotos: Leo Pinheiro (Grêmio.net)

São Paulo 0x0 Grêmio

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Juanfran (Igor Vinícius, 18/2ºT), Bruno Alves, Anderson Martins, Reinaldo; Tchê Tchê, Liziero (Igor Gomes, 31/2ºT); Antony, Daniel Alves, Everton; Vitor Bueno (Helinho, 26/2ºT)
Técnico: Cuca

GRÊMIO:Julio César; Rafael Galhardo, Paulo Miranda, David Braz e Juninho Capixaba; Thaciano, Michel; Luciano (Pepê, 21/2ºT), Luan (Darlan, 21/2ºT) e Everton; Diego Tardelli (Patrick, 40/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

17ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 31 de agosto de 2019, sábado, às 11h00min
Público: 46.997 pessoas
Renda: R$ 2.948.464,00
Árbitro: Caio Max Augusto Vieira (RN)
Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva (GO) e Fabiano da Silva Ramires (ES)
VAR: Emerson de Almeida Ferreira (MG)
Assistentes do VAR: Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (RN) e Flavio Gomes Barroca (RN)
Cartões Amarelos: Luciano e Antony
Cartão Vermelho: Antony (41/2ºT)

Brasileirão 1975 – São Paulo 1×2 Grêmio

August 30, 2019 by
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Foto: Zero Hora

No Brasileirão de 1975, o Grêmio chegou sem chances de classificação para as semifinais na penúltima rodada da terceira fase. O São Paulo ainda tinha remotas chances matemáticas de prosseguir na competição. E os tricolores se enfrentaram no Morumbi, num jogo que serviu como preliminar de Portuguesa x Sport.

O Grêmio, treinado por Ênio Andrade, ganhou por 2×1 com gols de Zequinha e Neca.

Vale apontar para o fato da matéria da Zero Hora considerar Tarciso como grande batedor de pênaltis (dois anos depois ele erraria uma cobrança na final do Gauchão).

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Foto: Zero Hora

DEPOIS DE PERDER PÊNALTI, NECA GARANTIU A VITÓRIA

Jogando uma partida em que mais uma vez que parecia que ia empatar, o Grêmio conseguiu ontem, depois de nove partidas sem vitórias, ganhar do São Paulo por 2 x 1. Os gols foram de Zequinha, aos 9 minutos, Serginho para o São Paulo aos 44 min e Neca, desempatando aos 40 min da segunda etapa para o Grêmio.

DOIS GOLS

A disposição do Grêmio em fazer uma boa partida começou cedo no jogo de ontem à tarde no Morumbi. A um minuto uma troca de passes entre Neca, Nenê e Claudinho quase termina em gol. E logo o Grêmio iria marcar. Aos 9 minutos, Nenê livrou-se de dois jogadores do São Paulo, deu para Neca, Neca lançou Zequinha a curta distância o chute saiu forte, rasteiro, no canto esquerdo de Valdir Peres. 1×0 para o Grêmio.

O gol talvez tenha vindo mais depressa de, que os paulistas calculassem, pegando o São Paulo de surpresa. Até que o time reagisse, o Grêmio mandou à vontade no jogo. Neca e Nenê tiveram espaços a vontade e foi dali que partiram as melhores jogadas no Grêmio na primeira etapa.

Mas o São Paulo não se acomodou. Pedro Rocha começou a jogar, destruindo as jogadas de meio de campo, anulando a função de Neca, que vinha sendo o melhor jogador do Grêmio até a altura dos 20 minutos. Já aos 13 minutos, Murici, que vinha jogando mal, perdeu um gol certo ao chutar muito mal. Depois desse lance o São Pauto aumenta a pressão que só vai terminar aos 44 minutos com o gol de Serginho. Antes do gol entretanto, o São Paulo andou bem perto do empate. Aos 25 minutos aconteceu uma jogada em que a bola tocou no braço de Beto Fuscão dentro da área. Os jogadores do São Paulo não se manifestaram e o jogo continuou. Aos 43 minutos Wilson foi o protagonista de uma jogada tão engraçada quanto sensacional. Pedro Rocha mandou uma bola para o Serginho entre Beto Fuscão e Ancheta. Ancheta na cobertura se confundiu com Vilson que também vinha na jogada. O lateral, então, na tentativa de aliviar acabou acertando um chute violento na forquilha esquerda do gol de Picasso.

Logoo depois, aos 44 minutos , o gol de empate do São Paulo. Outra jogada de Pedro Rocha, Zequinha estava recuado tentou defender mas cabeceou mal, e a bola caiu atrás com Serginho, que chutou em cima de Picasso. São Paulo 1×1. Foi a terceira oportunidade de Serginho. A segunda, ele tinha perdido numa bola no travessão de Picasso.

O PENALTI

A boa impressão do time do Grêmio no primeiro tempo aos poucos vai desaparecendo com a má finalização dos jogadores de ataque, principalmente Osmar e Claudinho. Beto Fuscão jogando recuado e Wilson dispersivo no ataque não acrescentaram quase nada a equipe. Aos 3 minutos uma bola que estava mais para Neca acabou longo do gol num chute errado de Wilson.

Aos 9 minutos Poy substitui Zé Carlos por Sergio Américo e aos 22 entra Ademir no lugar do lateral direito Osmar. A entrada de Ademir dá mais movimentação ao São Paulo, sempre alimentado por boas jogadas de Pedro Rocha, muito melhor no segundo tempo. Aos 20 minutos Pedro Rocha entrou correndo, largou para Murici, a bola bateu em Picasso e se não fosse Beta Fuscão, aliviando na frente do gol vazio, o São Paulo já teria desempatado. O Grêmio não melhora, Nenê se confunde em jogadas complicadas e aos 28 minutos acontece uma substituição esquisita do Grêmio. Ênio Andrade tira Claudinho, colocando Iúra em seu lugar.

Aos 34 minutos aconteceu o lance do pênalti. Tecão perdeu a bola para Nenê dentro da área e derrubou o ponta esquerda do Grêmio. O juiz marcou pênalti. Neca, ao cobrar, resbalou e a bola foi para fora. Parecia que o Grêmio iria terminar outra partida sem vitória. Mas Neca com um gol que o redimiu completamente depois do gol perdido no pênalti, deu a vitória ao Grêmio, aos 40 minutos depois de nove partidas sem vitória nesta Copa Brasil.

No Grêmio ninguém teve uma grande atuação individual. Neca foi o melhor em campo, mas teve um defeito que poderia comprometê-lo mais ainda: o fato de errar um pênalti. No São Paulo, também nada a destacar: Valdir Perez, Tecão, Pedro Rocha e Serginho os melhores.”  (Zero Hora, domingo, 30 de novembro de 1975)

SÓ TARCISO SABE BATER PÊNALTIS

Um pênalti de Tecão sobre Nenê aos 34 minutos do segundo tempo, bem marcado pelo iuiz Saul Mendes, mostrou mais uma vez que o Grêmio não tem quem chute corretamente este tipo de falta quando o centroavante Tarciso está ausente. Os paulistas que assistiam ao iogo de sábado à tarde no estádio do Morumbi ficaram surpresos pois, apesar da má campanha do Grêmio neste Campeonato Brasileiro, eles lembram que Ênio Andrade, como jogador do Palmeiras, foi um excelente cobrador de pênaltis. Por analogia, deveria ensinar melhor seus jogadores.

Contra o Coritiba, no Olímpico, ainda pela fase semifinal, Tarciso havia sido expulso de campo e o Grêmio, perdendo por 2 a 1, teve um pênalti a seu favor. Zequinha, escolhido para bater, chutou fraco, permitindo que Jairo agarrasse firme. No jogo de sábado contra o São Paulo, Neca foi o escalado e, apesar de Valdir Perez saltar para o lado esquerdo, o meia-cancha do Grêmio chutou fraco e completamente torto, longe da trave direita do São Paulo.

Quem observa atentamente os treinos diários no Olímpico pode ver claramente que só Tarciso chuta bem. Batendo no meio da bola e com muita força, o centroavante evita que a bola vá por cima do gol, ao mesmo tempo que — com a força — tira a possibilidade do goleiro adversário defender instintivamente, no reflexo.

NECA

Na próxima quarta-feira o Grêmio enfrenta o Sport de Recite no estádio Olímpico e encerra sua participação no Campeonato Brasileiro de 1975. Exatamente há nove partidas sem vitória, ninguém mais acreditava que o time dirigido por Ênio Andrade conseguisse ganhar do São Paulo depois que Neca chutou completamente desviado o pênalti de Tecão em Nenê no segundo tempo.

Entretanto, o próprio Neca fez o gol da vitória nos últimos minutos de jogo. Aproveitando outra boa jogada de Nenê pela esquerda, Neca recebeu a bola na entrada da área e chutou forte, de pé esquerdo, no ângulo direito de Valdir Perez. Foi o seu 12° gol neste campeonato, que o coloca entre os principais goleadores do pais, apesar de jogar na meia-cancha de um time que só venceu seis das 27 partidas disputadas. E muito embora esse jogo nada decidisse para o clube, mais uma vez Neca definiu uma partida em favor do Grêmio e deu a seus companheiros uma gratificação que eles não recebiam há quase 50 dias.” (Zero Hora, domingo, 30 de novembro de 1975)

A renda de Cr$ 107.011,00 não diz, nem por acaso, o que era o público presente ao Morumbi ao início do togo entre Grêmio e são Paulo, a preliminar da rodada dupla. Quem chegasse às 16 horas no estádio do São Pauto pensaria que o início do jogo havia sido retardado. Chegava a ser simplesmente ridículo o número de torcedores que estavam se arriscando a “tomar um banho” de chuva para ver uma partida de futebol que não tinha interesse para nenhum dos dois time. E depois do jogo, um torcedor do São Paulo exclamava desanimado, enquanto aguardava o início de Portuguesa e Sport: “Pelo menos a música do alto-falante ajuda a pagar o ingresso” (Zero Hora, domingo, 30 de novembro de 1975)

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Foto: Zero Hora

GRÊMIO VENCE PELA 1.ª VEZ

São Paulo — O São Paulo, que na fase preliminar do Campeonato Nacional foi uma das equipes mais positivas, deu ontem mais uma demonstração de sua má fase, perdendo para o Grêmio em seu estádio, no Morumbi, por 2 a 1 em partida preliminar de Portuguesa e Esporte.

O Grêmio abriu a contagem no primeiro tempo através de Zequinha, mas cedeu o empate ao São Paulo, este com tini gol marcado por Serginho. No segundo tempo, o Grêmio desperdiçou um pênalti cobrado para fora por Neca, que viria a assinalar o gol da vitória quase ao final do jogo.

A partida, tecnicamente fraca, sofreu seguidas vaias da torcida e teve ainda um pênalti não assinalado pelo Juiz Saul Mendes, a favor do Grêmio e um lance curioso, de Serginho, que defendeu para o adversário uma jogada de Pedro Rocha (gol certo) na linha do travessão.” (Jornal do Brasil, domingo, 30 de novembro de 1975)

 

VITÓRIA DO GRÊMIO, UM JUSTO CASTIGO PARA O SÃO PAULO

O São Paulo perdeu ontem, ao ser derrotado pelo Grêmio, por 2 a 1, no Morumbi, suas últimas esperanças de tornar-se um dos finalistas da Copa Brasil. O resultado bastante justo, pois o Grêmio foi a melhor equipe durante todo o jogo, enquanto o São Paulo não passou de um time lento e desordenado, em todos os setores.

No primeiro tempo, depois de uma ou outra boa jogada no ataque, onde Murici tramava bem com Terto, o São Paulo foi surpreendido por um rápido contra-ataque. Neca lançou Nenê, pela esquerda, este passou bem por Osmar e virou o Jogo completamente para a direita, quando esperava-se que seguiria para a linha de fundo. A bola foi encontrar Zéquinha às costas de Gilberto. O chute enganou Valdir Peres. Era o primeiro gol, aos 8 minutos.

Depois do gol, o Grêmio empolgou-se e o São Paulo recuou. Pedro Rocha, que vinha tendo uma atuação medíocre, resolveu levar o time à frente. Passou a jogar mais adiantado e tramar bem pela direita procurando Terto, trocando de posição com Murici e Serginho pelo meio. Zé Carlos recuou e o São Paulo passou então a ler bons momentos ofensivos. Mas foi por pouco tempo, pois o meio campo do Grêmio passou a mandar no jogo, obrigando o São Paulo a recuar novamente. Aos 44, num contra ataque, Serginho, quase sem ângulo, finalizou bem para empatar.

No segundo tempo, os dois times mostravam-se cansados e o jogo foi se tornando cada vez mais monótono. O Grêmio, mesmo atuando mal, era quem mais atacava, aproveitando-se principalmente das falhas de Osmar e depois de Ademir, para explorar o lado direito. Aos 35 minutos, Nenê foi derrubado por Tecão dentro da área Néca desperdiçou o pênalti, chutando fora. Cinco minutos mais tarde, Neca venceu Paranhos e marcou o gol da vitória.” (Folha de São Paulo, domingo, 30 de novembro de 1975)

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São Paulo 1×2 Grêmio

SÃO PAULO: Waldir Perez; Osmar (Ademir), Paranhos, Tecão e Gilberto; Chicão, Pedro Rocha e Muricy Ramalho; Terto, Serginho Chulapa e Zé Carlos (Sérgio Américo)
Técnico: José Poy

GRÊMIO: Picasso; Vilson (Beto Bacamarte), Beto Fuscão, Ancheta e Bolivar; Luís Carlos, Osmar, Nenê, Zequinha, Neca e Claudinho (Iura).
Técnico: Enio Andrade

Brasileirão 1975 – Fase Final – Grupo B – 6ª Rodada
Data: 29 de novembro de 1975, sábado, 16h00min
Local: Estádio Morumbi, em São Paulo-SP
Público: 7.084 pagantes
Renda: Cr$ 107.011,00
Árbitro: Saul Mendes
Auxiliares: Edu Monteiro e Bartolomeu Vaz Londello
Cartões amarelos: Bolivar
Gols: Zequinha, aos 09 minutos do 1º tempo. Serginho Chulapa, aos 44 minutos do 1º tempo; Neca, aos 40 minutos do 2º tempo

Libertadores 2019 – Palmeiras 1×2 Grêmio

August 29, 2019 by




Gremio x Palmeiras

De tudo que aconteceu no jogo acho importante destacar o momento que Alisson mandou seus companheiros para dentro da área antes de cobrar a falta que resultou no gol de empate tricolor. Essa ação mudou o rumo do confronto.

E pela segunda vez o Grêmio de Renato, conhecido pela posse de bola, por jogar com a bola no chão, saiu de um “buraco” graças a bola parada levantada na área.

Muito importante foi a “correção” do posicionamento de Cortez do 1º para o 2º jogo. Dudu, de fato, “não jogou”.

Também achei interessante a opção feito por Renato no segundo tempo, colocando Pepê em campo e passando Everton para o meio do ataque, deixando sua linha de frente ainda mais rápida para explorar contra-ataques.

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Gremio x Palmeiras
Fotos: Richard Callis (Jovem Pan), Eduardo Moura (Globo Esporte), Cesar Grego (S.E. Palmeiras) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Palmeiras 1×2 Grêmio

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Luan, Gustavo Gómez e Diogo Barbosa; Thiago Santos, Bruno Henrique (Raphael Veiga, 28/2ºt), Gustavo Scarpa (Zé Rafael, 20/2ºt); Dudu, Willian (Deyverson, intervalo); Luiz Adriano.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Cortez; Matheus Henrique, Maicon (Rômulo, 29/1ºt); Alisson (Diego Tardelli, 36/2ºt), Jean Pyerre e Everton; André (Pepê, 18/2ºt)
Técnico: Renato Portaluppi

Libertadores 2019 – Quartas de final – jogo de volta
Data: 27 de agosto de 2019, terça-feira, 21h30min
Local: Estádio Pacaembu, em São Paulo – SP
Público: 36.081 (34.541 pagantes)
Renda: R$ 1.847.047,50
Árbitro: Néstor Pitana (ARG)
Assistentes: Hernan Maidana (ARG) e Ezequiel Brailovsky (ARG)
VAR: Daniel Fedorczuk (URU)
Cartões amarelos: Marcos Rocha; Maicon, Matheus Henrique, Jean Pyerre, Alisson e Geromel
Gols: Luiz Adriano, aos 13 minutos do 1º Tempo, Everton, aos 17 minutos do 1º Tempo, e Alisson, aos 21 minutos do 1º Tempo

Brasileirão 2019 – Grêmio 2×1 Athlético-PR

August 26, 2019 by

Gremio x Athletico-PR

– Média de Público do Grêmio no Brasileirão 2019:
17.131 (15.386 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
24.400 (22.774 pagantes)

– Média de público do Grêmio como mandante em 2019:
23.618 (21.534 pagantes)

Gremio x Athletico-PR

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 2×1 Athlético-PR

GRÊMIO: Júlio Cesar; Rafael Galhardo, Paulo Miranda, David Braz e Juninho Capixaba; Romulo, Thaciano e Luan (Darlan, aos 46/2ºT); Luciano (Patrick, aos 24/2ºT), Diego Tardelli (Michel, aos 36/2ºT) e Pepê
Técnico: Renato Portaluppi

ATHLETICO: Santos; Khellven, Lucas Halter, Léo Pereira e Márcio Azevedo (Abner, aos 40/2ºT); Wellington (Tomás Andrade, aos 23/2ºT), Bruno Guimarães e Léo Cittadini; Vitinho (Braian Romero, aos 31/2ºT), Cirino e Rony
Técnico: Tiago Nunes.

Data: 24/8/2019, sábado, 17h00min
Local: Arena do Grêmio, Porto Alegre – RS
Público: 12.748 (10.788 pagantes)
Renda: R$ 355.594,00
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ) e Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ)
VAR: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
Cartões amarelos: Romulo, Luciano, Juninho Capixaba, Léo Pereira
Gols: Luan, aos 3 minutos do primeiro tempo; Rony, aos 2 minutos e Thaciano, aos 6 minutos do segundo tempo

 

Brasileirão 1986 – Grêmio 2×1 Atlético Paranaense

August 23, 2019 by
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Foto: José Ernesto (Correio do Povo)

No Brasileirão de 1986 o Grêmio fez sua estréia na competição vencendo o Atlético Paranaense no Olímpico.

Na primeira fase, passavam 8 dos 11 times de cada grupo (Grêmio terminou essa etapa em 5º lugar, um ponto e uma posição atrás do Atlético).

Renato, poucos meses depois de ter sido cortado da Copa de 1986, foi o grande destaque do jogo.

SUFOCO NO OLÍMPICO. MAS DEU GRÊMIO

Foi um verdadeiro sufoco a partida de ontem no Estádio Olímpico, na estréia do Grêmio no Campeonato Nacional. Apesar da vitória de 2 a 1 sobre o Atlético paranaense, o time do Valdir Espinosa teve sérias dificuldades, principalmente na segunda etapa. Renato, o herói do jogo, marcou um e Osvaldo outro.

Se o Grêmio foi absoluto na primeira etapa, isso não se verificou na segunda. Aos nove minutos, Agnaldo aproveitou o descuido da defesa gremista e empatou. Depois disso, o Atlético manteve a pressão. Luís Eduardo foi obrigado a calçar Agnaldo: pênalti. Mas Mazaropi defendeu.

Este fator trouxe novamente as forças ao Grêmio, e a Renato (o melhor da partida). Num escanteio, Osvaldo cabeceou forte no canto do goleiro Marola, registrando a vantagem 2 x 1, aos 25 minutos. No final, depois de garantido o placar favorável e os dois pontos, todos os jogadores do Grêmio se sentiam satisfeitos e apontavam as dificuldades do adversário.

O Grêmio não poderia ter começado melhor os seus primeiros 45 minutos de partida. Mesmo com o gramado molhado, não dando condições aos jogadores desenvolverem o seu melhor futebol, a torcida gremista pode perceber a manutenção da qualidade de sua equipe, que estava ausente há mais de 45 dias de seu estádio. Com alguns problemas de ataque logo nos primeiros 15 minutos, quando havia dificuldades de penetração na defesa do Atlético paranaense, o Grêmio aos poucos foi dominando todos os setores do campo adversário.

Renato, a grande figura desta etapa, propiciou as melhores jogadas. Deti, lateral do Atlético, envolvido pelo ponteiro, várias vezes teve que conter Renato na base da falta. Mas a primeira grande chance surgida para o Grêmio, partiu dos pés de China, que em combinação com Valdo e João Antônio, por pouco não abriu o placar.

Entretanto, aos 38 minutos, num lançamento do meio campo para Osvaldo, este entrou pelo lado esquerdo, passou por Marola e chutou sem ângulo para o gol vazio. Mas a bola encontrou o poste esquerdo. Renato, que acompanhava o lance bem posicionado, teve o trabalho apenas de empurrar a bola para o fundo das redes, estabelecendo o 1 a 0.

Antes disso, o árbitro Arnaldo César Coelho, distribuiu três cartões amarelos (Renato, Aroldo e Horlando) após uma confusão formada na entrada da grande área do Atlético. ” (Correio do Povo, quinta-feira, 4 de setembro de 1986)

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Correio de Notícias, quinta-feira, 4 de setembro de 1986

CORITIBA VENCE INTER, ATLÉTICO DERROTADO

[…]

Mesmo jogando bem, o Atlético acabou sofrendo sua segunda derrota na Copa Brasil, no estádio Olímpico. Aos 38 minutos do primeiro tempo Renato abriu o placar para o Grêmio, após uma confusão na área de Marolla. No 2º tempo, com grande atuação de Agnaldo e Mauro Madureira, o Atlético empatou aos 9 min, com um gol de Agnaldo. Aos 22 Mauro Madureira desperdiçou a grande chance Atleticana chutando um pênalti na mão do goleiro Mazaropi.

Quatro minutos depois, Osvaldo marcou o 2º gol do Grêmio, fechando o placar.” (Correio de Notícias, quinta-feira, 4 de setembro de 1986)

 

GRÊMIO ESTRÉIA COM UMA VITÓRIA DIFÍCIL
Depois de fazer um grande primeiro tempo e sair vencendo por 1×0, o Grêmio caiu de produção na fase final. Aí o Atlético do Paraná chegou ao empate. Mazaropi ainda salvou uma penalidade máxima antes que o Grêmio chegasse á vitória com um gol de Osvaldo.

Em seu primeira jogo na Copa Brasil, o o Grêmio teve dificuldades mas conseguiu uma importante vitória de 2×1 sobre o Atlético Paranaense. A vitória só veio depois que Mazaropi defendeu uma penalidade máxima mal batida por Mauro Mendonça aos 22 minutos do segundo tempo.

Depois de 45 dias sem jogar no Estádio Olímpico, o Grêmio voltou a se apresentar diante de sua torcida, com muita disposição E Renato estava com tanta vontade que foi, disparada-mente, o melhor jogador da partida. Antes de chegar à aber-tura do placar , o Grêmio teve duas chances desperdiçadas por Renato aos 8 e 21 minutos, em jogadas individuais, que terminaram com boas defesas de Marola. João Antônio também teve uma chance de gol, depois de um cruzamento de Raul da direita, mas ele concluiu pela linha de fundo.

Aos 38 minutos, a defesa do Atlético reclamou impedimento, que o árbitro não marcou. Então Osvaldo invadiu a área. driblou Marola e chutou no poste. No rebote, Renato fez o gol sem problemas. Ainda no primeiro tempo, aos 42, numa triangulação perfeita com Valdo e China. João Antônio quase marcou o segundo gol. E o Atlético não teve nenhuma chance nessa etapa.

No segundo tempo, houve uma inversão de papéis, apesar do Grêmio ter criado uma boa situação logo aos cinco minutos, quando Renato tabelou com Osvaldo e cruzou para Caio Júnior cabecear com perigo.

Aí o Atlético passou a tomar conta do jogo. Aos nove minutos após um lançamento de Mauro Madureira, Agnaldo tirou Mazaropi da jogada e fez o gol de empate. Seis minutos depois, Valtair cruzou da direita. Mazaropi salvou e Agnaldo apanhou o rebote e concluiu com perigo , sobre o gol.

Com o Grêmio todo na defesa, o Atlético ainda foi beneficiado com uma penalidade máxima aos 22 minutos, cometida por Luís Eduardo em Agnaldo. Mauro Madureira cobrou, fraco, e Mazaropi fez uma grande defesa.

A penalidade máxima defendida por Mazaropi deu novo ânimo ao time do Grêmio, que passou a ter apoio da torcida. Três minutos depois, Renato cobrou escanteio da esquerda para Os-valdo, de cabeça. fazer um bonito gol e confirmar a vitória do Grêmio. Depois o time de Espinosa ainda teve outra chance com Caio Júnior , mas não saiu o terceiro gol.” (Pioneiro, quinta-feira, 4 de setembro de 1986)

 

Grêmio 2×1 Atlético Paranaense

GRÊMIO: Mazaropi; Raul (Caio), Baidek, Luiz Eduardo e Casemiro; China, João Antônio e Bonamigo; Renato Portaluppi, Osvaldo e Valdo.
Técnico: Valdir Espinosa

ATLÉTICO: MarolLa; Bruno, Orlando Fumaça, Beto e Haroldo: Deti, Roberto e Mauro Madureira; Marquinhos (Gílson Bonfim, Agnaldo e Valtair
Técnico: Levir Culpi

Brasileirão 1986 – 1ª Fase – Grupo B
Data: 03 de setembro de 1986, quarta-feira, 21h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS, BRA
Público: 11.987
Renda: Cz$ 263.995,00
Árbitro: Arnaldo Cezar Coelho
Auxiliares: Aloísio Felisberto e André Campos Silva
Cartões Amarelos: João Antônio, Renato, Orlando Fumaça, Beto e Haroldo
Gols: Renato, aos 38 minutos do 1º tempo; Agnaldo, aos 9 minutos e Osvaldo, aos 25 minutos do 2º tempo

Libertadores 2019 – Grêmio 0x1 Palmeiras

August 21, 2019 by

palmeiras wesley santos

Os números do SofaScore (colados abaixo) mostram como o Palmeiras foi muito mais efetivo, mesmo com o Grêmio tendo superioridade em diversos índices importantes (Importantes, mas não necessariamente se traduzem em melhor execução do seu modelo de jogo).

O gol de Gustavo Scarpa (que poderia/deveria ter sido evitado por Jean Pyerre e Paulo Victor) só acentuou a dinâmica do jogo. O Grêmio ficava com a bola, procurava ditar o ritmo, mas faltava inspiração e faltava punch no campo de ataque. O Palmeiras ficou bastante confortável para manter a sua proposta inicial, que era proteger a sua área e “especular” em contra-ataques.

palmeiras sofa scorepalmeiras mauro schaefer cp

Renato tem muita convicção no seu esquema, mas será que o Grêmio não poderia/deveria ter alguma alternativa para situações (como a de ontem) em que esse jogo de troca de passes e valorização da posse de bola não flui como esperado?

Luan não faz grande temporada, mas ainda assim considero um erro ele sequer ter entrado em campo no decorrer da partida.

– Média de Público do Grêmio na Libertadores 2019:
36.970 (34.402 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
24.906 (22.774 pagantes)

– Média de público do Grêmio como mandante em 2019:
24.071 (21.981 pagantes)

palmeiras fabiano do amaral cp
Fotos: Wesley Santos, Fabiano do Amaral e Mauro Schaefer (Correio do Povo)

Grêmio 0x1 Palmeiras

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Kannemann e Cortez (Juninho Capixaba); Matheus Henrique, Maicon, Everton, Jean Pyerre e Alisson (Luciano); André (Diego Tardelli)
Técnico: Renato Portaluppi

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Luan, Gustavo Gómez e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique, Gustavo Scarpa (Raphael Veiga), Willian e Dudu; Luiz Adriano
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Libertadores 2019 – Quartas de final – Jogo de ida
Data: 20 de agosto de 2019, terça-feira, 21h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre – RS
Público: 47.852 (44.967 pagantes)
Renda: R$ 2.686.970,00
Árbitro: Patricio Loustau (ARG)
Assistentes: Juan Belati (ARG) e Diego Bonfa (ARG)
VAR: Mauro Vigliano (ARG)
Cartões amarelos: Kannemann ; Felipe Melo, Thiago Santos
Cartão vermelho: Felipe Melo (34/2ºT)
Gol: Gustavo Scarpa, aos 30 minutos do 1º tempo

Brasileirão 2019 – Grêmio 1×1 Palmeiras

August 20, 2019 by

Gremio x Palmeiras

– Média de Público do Grêmio no Brasileirão 2019:
17.758 (16.042 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Arena na atual temporada:
23.863 (21.765 pagantes)

– Média de público do Grêmio como mandante em 2019:
22.467 (20.453 pagantes)

Gremio x Palmeiras

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 1×1 Palmeiras

GRÊMIO: Julio César; Léo Moura (Luciano, 32/2ºT), Paulo Miranda, David Braz e Cortez; Rômulo, Darlan (Patrick, intervalo); Thaciano, Luan (Everton, 27/2ºT) e Pepê; Diego Tardelli
Técnico: Renato Portaluppi

PALMEIRAS: Weverton; Mayke (Marcos Rocha, 9/2ºT), Antonio Carlos, Gustavo Gómez, Victor Luís; Thiago Santos, Matheus Fernandes (Bruno Henrique, 18/2ºT); Dudu (Ramires, 32/2ºT), Raphael Veiga, Hyoran; Borja
Técnico: Luiz Felipe Scolari

15ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2019
Data: 17 de agosto de 2019, sábado, 21h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 14.777 (12.897 pagantes)
Renda: R$ 485.858,00
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (RJ)
Assistentes: Luiz Claudio Regazone e Silbert Faria Sisquim (RJ)
Árbitro de vídeo: Emerson de Almeida Ferreira (MG)
Gols: Dudu, aos 13 minutos do 1º tempo; David Braz, aos 42 minutos do 2º tempo

Robertão 1967 – Grêmio 1×1 Palmeiras

August 16, 2019 by
1967 gremio 1x1 palmeiras volmir baldocchi alcindo perez cp c

Foto: Correio do Povo

No quadrangular final do Robertão de 1967, Grêmio e Palmeiras empataram em 1×1 no Olímpico, com os visitantes marcando o seu gol no último lance da partida. O empate no apagar das luzes deixou o tricolor na última posição do grupo, enquanto o alvi-verde ficou na primeira posição, da qual não saiu até garantir o título na última rodada.

É válido lembrar que nessa primeira edição do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, bem como no ano seguinte, Grêmio e Inter fizeram todos seus jogos como mandantes no Olímpico. O Rodrigo Cardia fez um excelente post sobre o este episódio, que acabou sendo esmiuçado em um capítulo da sua monografia.

Recomendo a leitura integral de ambos. Abaixo segue um pequeno trecho do material por ele produzido:

“Em 1967, pela primeira vez a dupla Gre-Nal participava do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, que reunia os maiores clubes cariocas e paulistas desde 1950, e que em 1967 foi estendido a Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. O torneio, disputado até 1970, foi o “embrião” do Campeonato Brasileiro, que foi realizado pela primeira vez em 1971.

Como o critério para a participação no “Robertão” para os clubes de fora do eixo Rio-São Paulo era o convite – a princípio seriam convidados apenas os clubes mineiros, visto que as viagens a Belo Horizonte não eram dispendiosas para cariocas e paulistas – era preciso que as partidas em Porto Alegre fossem rentáveis, para que a dupla Gre-Nal continuasse a ser convidada para o “Robertão”. Os dois clubes jogavam no Olímpico, visto que o Inter ainda não tinha um estádio em condições de sediar jogos importantes – o Beira-Rio seria inaugurado somente em 1969.

Para obterem boas rendas, os clubes decidiram adotar o sistema de caixa único, e foi também conclamada uma união entre as duas torcidas para o “Robertão”, pela “afirmação do futebol gaúcho”. Surgia assim a “Torcida Gre-Nal”.

Parecia maluquice, mas a idéia vingou! Gremistas iam aos jogos do Inter e apoiavam o time vermelho, e colorados iam às partidas do Grêmio e apoiavam o Tricolor. E a união deu certo: os dois clubes se classificaram para o quadrangular final, junto com Corinthians e Palmeiras (que foi o campeão). O Inter foi vice-campeão, e o Grêmio acabou em quarto lugar.”

Na primeira fase, o Grêmio havia vencido o Palmeiras em casa por 2×0.

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GRÊMIO CASTIGADO COM O EMPATE
Palmeiras salvou-se no último momento

Foi uma lástima mas aconteceu. Quando a torcida preparava-se para saudar uma memorável façanha do futebol gaúcho, a fatalidade entrou em cena e tudo ficou tão semente no episódio do Pacaembu, onde o Internacional foi o herói. O Grêmio não perdeu para o Palmeiras no Olímpico. Mas o 1×1 teve um sabor amargo de derrota para o penta. Porque não se pode fugir: o resultado foi tremendamente injusto para o elenco tricolor. O Palmeiras, tática e tecnicamente, jamais conseguiu fazer frente ao Grêmio no curso dos 90 minutos. Aquela vantagem mínima, na expressão dos números que o penta levou até ao apagar das luzes, já era um contraste flagrante pelo que se via em campo. Faltava tão semente o azar fazer das suas. E êle veio da forma mais berrante possível, porque não deu a mínima chance sequer para o injustiçado tentar uma reação. De qualquer forma, os resultados serviram para comprovar que os gaúchos estão nesta final do “Gomes Pedrosa” como fórças reais e não por acaso. Não fôsse aquela lamentável indecisão de Ari e Alberto, no fatídico lance dos 89m12 de jogo, o Palmeiras não estaria agora isolado lá na frente da tabela. Tudo começaria de nôvo, com os de lá e os de cá iguais, na luta pelo título máximo.

GRÊMIO ABSOLUTO

O quadro gremista entrou em campo com uma escalação que aparentava preocupação mais defensiva. Mas isso jamais aconteceu. Ante um Palmeiras que foi à luta amedrontado e pensando no empate, os tricolores tomaram conta da partida na base de um acionar agressivo. Êsse panorama foi tônica de quase todo o jôgo. Alberto acabou sendo notado e de forma triste — naquele trágico final de ações, uma vez que a zaga, gremista, soberana e clássica, tranqüilamente amordaçava as poucas tentativas de invasão de um ataque “capenga”, como soube ser o do Palmeiras. Tão eficiente era o labor de Everaldo, Ari e Paulo Souza que até os pecados de Altemir pela direita não representaram maiores dissabores. No meio de campo, mesmo com “cortina” palmeirense ali plantada, o setor gremista movimentou-se com invulgar brilho, embora sem uma peça de inegável valia como é Sérgio Lopes. O veterano Oléo, manobrando com extraordinária, capacidade, levou junto Áureo — deficiente apenas nos lançamentos — e teve em Babá e as vezes João Severiano, eméritos colaboradores. Faltou para o Grêmio apenas os golos para traduzir tanta superioridade. Não por falta de oportunidades. Porque elas foram criadas em boa dose e, inclusive, em três ou mais vezes, de forma cristalina, em que pese a irregularidade de Alcindo no confronto com os demais companheiros. Antes do 1×0, Volmir — mesmo vigiado por dois, já que Suingue foi à campo para ajudar D. Santos —por diversas vezes colocou em pânico a defesa palmeirense e numa delas atirou na trave, com Perez já batido. João Severiano. numa desviada de cabeça sensacional, proporcionou ao excelente arqueiro Perez uma intervenção ainda mais espetacular. E quando o 1×0 já estava escrito, João Severiano escapou e voltou a carimbar o travessão, quando tudo parecia consumado.

EMPATE CHEGAVA

Dizendo que o Palmeiras manteve na frente apenas dois homens (César e Dario) fica bem caracterizada as intenções com que o campeão paulista foi a campo para enfrentar o Grêmio. E nem sofrendo o tento, o Palmeiras teve fôrças próprias para buscar o acionar mais ofensivo, porque aquela agressividade maior, apresentada pelo quadro de Aimoré Moreira no final, nasceu mais por urna conseqüência de atitude do adversário: o Grêmio diminuiu o ritmo de frente em favor de um cuidado mais defensivo. Entretanto, no cômputo geral, o alviverde paulista andou sempre num 4-4-2. Na meia cancha, além de Ademir da Guia — por sinal deficiente — e Dudu, estavam sempre Rinaldo e Suingue, que, de atacante, tinha sômente o 8 nas costas. Quando a supremacia gremista no importante setor mais transparecia, o técnico paulista tirou Ademir e colocou Zequinha, numa tentativa vã para buscar o equilíbrio, já que não passou muito tempo para o Grêmio marcar e estabelecer a verdade dentro das quatro linhas. Uma realidade que acabou sendo desfeita, mais por culpa exclusiva do próprio Grêmio do que por méritos do adversário. E o destino escolheu Alberto como instrumento para um final ilógico e que, normalmente, jamais aconteceria.

OS TENTOS

O Grêmio fêz o 1×0 aos 75 minutos de ações. Everaldo patrocinou espetacular “rush”, que terminou na área palmeirense. Alcindo arrematou nas costas de um contrário e no rebote fêz a cruzada para Joao Severiano. Êste, na altura do penalti, alvejou sem apelação. Aos 89m e meio aconteceu a fatídica “bobeada” na área gremista e que deu o empate ao Palmeiras. Dudu lançou despretenciosamente a bola para a esquerda. César partiu e Ari ficou esperando que Alberto entrasse em ação, já, que o lance estava todo para o arqueiro. Alberto saiu mas parou no meio do caminho! Cesar, sem perda de tempo, cruzou por cima do arqueiro, para entrar João Daniel, que, de bico de botina, acertou o arco desguarnecido.

OUTROS DETALHES

A arbitragem de Romualdo Arpi Filho, sem influir no resultado do jôgo, deixou algo a desejar. Foi complascente com “cêra” dos palmeirenses mas agiu diferente quando os gremistas utilizaram o mesmo expediente. Ao final não deu desconto algum para um jogo, cheio de interrupções. O apitador acabou expulsando Ferrari (discussão com auxiliar J. C. Ferrari), mas logo terminou a partida. Nas laterais, Djalma Moura destoou na marcação de impedimentos, mas João Carlos Ferrari andou acertado. A arrecadação foi de NCr$ 36.903,50.” (Correio do Povo, 30 de maio de 1967)

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1×1 NO MAIOR CRIME DO RGP
Grêmio foi dono do jogo

Embora num turno final onde jogam as quatro melhores equipes do Brasil, qualquer resultado deva ser recebido sem surprêsa, a grande verdade é que o Palmeiras cometeu domingo, no Olímpico, o “crime” do Gomes Pedrosa, empatando com o Grêmio, pelo marcador de 1 a 1, num prélio em que o elenco campeão paulista deu mostras, desde o primeiro minuto que se sentia inferiorizado ante o pentacampeão gaúcho tanto assim que ao iniciar o cotejo colocava-se em rígida “retranca’, atuando para não perder como que sabendo não possuir condições para ganhar o jôgo.

Foi o jôgo mais fácil para o Grêmio, desde o início e, paradoxalmente, aquele cujo resultado mais desgostou a torcida gaúcha que, a estas horas, não fora aquele tento palmeirense no período de descontos estaria festejando invejável situação de liderança, ainda que ao lado da dupla paulista.

Sabendo que o adversário estava entregue, o quadro gremista jogou tranquilo na primeira etapa, sem, que o arco de Alberto sofresse qualquer assedio e. ainda, dando-se ao luxo de perder dois ou três lances de gol, salvos pela atuação novamente extraordinária do arqueiro Perez.

No período final, sentindo que o tento da vitória estava germinando, o Grêmio foi para cima do Palmeiras e mesmo com a equipe bandeirante usando de os expedientes para truncar o jogo e manter o empate, surgiu o gol, obra de JOÃOZINHO, desviando para as rêdes um chute de Alcindo que ia sair do outro lado da meta de Perez. Decorriam então trinta minutos de jogo e, ainda que pareça impossível, foi aí que o Grêmio perdeu o jôgo, em nossa opinião.

Com o escore de um a zero e sabendo que o Palmeiras buscaria desesperadamente o empate, o elenco tricolor deveria manter a ofensiva, inclusive retirando Joãozinho e Alcindo, que estavam esgotado um e batido outro, para manter preocupado o setor defensivo visitante. Tal não aconteceu, porém, A vos do túnel ouviu-se para nós erradamente, A ordem de Froner foi recuar para garantir a vantagem. Em futebol, entretanto — e isto o treinador gremista tem obrigação de saber — quanto mais tempo o seu ataque permanecer nas proximidades do arco do Palmeiras, menos possibilidades terá o ataque palmeirense de chegar até o arco de Alberto. Lógico, não?

Caindo na defensiva e com os homens de frente totalmente parados, o Grêmio favoreceu o trabalho da meia-cancha alvi-verde e os quinze minuto finais foram dramáticos, pois Aimoré Moreira mais expedito, colocou em campo três jogadores “inteiros” fisicamente e estes se encarregaram de levar e pânico ao setor defensivo tricolor. Isto feito e para corroborar sem contestação plausível a nossa tese, surgiu o gol que tirou do Grêmio o sabor da liderança. Uma bola, das multas lançadas neste final para a área gremista provocou instantes de indecisão entre Alberto e Ari Hericilio, dando oportunidade ao comandante Cesar de desviar para o lado direito onde JOÃO DANIEL, que entrava sozinho atirou para as redes desguarnecidas, sem apelação. Estava selada a sorte do cotejo.
A bola voltou ao centro do campo e o árbitro apenas teve tempo de expulsar o lateral Ferrari por ofensas ao bandeirinha e logo deu por encerrado o cotejo.

Romualdo Arpi Filho sem reprisar suas atuações anteriores, dirigiu o cotejo, auxiliado por Djalma Moura e João Carlos Ferrari. Seus pecados maiores foram permitir a “cera” em excesso dos visitantes sem de pois descontar o tempo de paralisação do jogo e não ter expulsado de campo, no primeiro tempo, o lateral Ferrari que ofendeu ao “bandeirinha” com palavras de baixo calão. Se expulsou o defensor palmeirense no fim do jogo, pelo mesmo motivo, por que então não o fez no primeiro tempo?

A renda chegou apenas aos 36.903.50 cruzeiros novos, o que provou que a torcida rubra esteve ausente, já que não tinha interesse direto no resultado e, com o aumento do preço dos ingressos precisara guardar o “tutu* para os jogos de seu clube contra o Grêmio e o Corinthians na próxima semana. ” (Diário de Notícias, 30 de maio de 1967)

1967 gremio 1x1 palmeiras tv piratini

Grêmio 1×1 Palmeiras

GRÊMIO: Alberto, Altemir, Ari Ercílio, Paulo Souza e Everaldo; Áureo e Cléo; Babá, João Severiano, Alcindo e Volmir
Técnico: Carlos Frôner

PALMEIRAS: Pérez, Djalma Santos, Baldochi, Minuca e Ferrari; Dudu e Ademir da Guia (Zequinha, 13/2°T); Dario, Suingue (Zico, 35/2°T), César Maluco e Rinaldo (João Daniel, 30/2°T)
Técnico: Aymoré Moreira

Torneio Roberto Gomes Pedrosa 1967 – Quadrangular Final – 3ª Rodada
Data: 28 de maio de 1967, domingo
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre – RS
Renda: NCr$ 36.903,50
Árbitro: Romualdo Arppi Filho (SP)
Auxiliares: Djalma Moura e João Carlos Ferrari
Expulsão: Ferrari 45 minutos do 2° Tempo.
Gols: Joãozinho Severiano aos 31 minutos e João Daniel, aos 44 minutos do 2° tempo.