Camisa Tricolor 2020

May 24, 2020 by

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Eu estou entre aqueles que não gostaram da nova camisa tricolor do Grêmio. E infelizmente são muitas as questões que me desagradam nesse novo modelo.

Os dois aspectos mais flagrantes (e, ao meu ver, inexplicáveis) são os detalhes em um outro tom de azul na parte de baixo da gola na frente da camisa e na parte superior das costas. Custo a crer que alguém considerou que essa era a melhor solução para essas partes.

Vi algumas pessoas reclamando do tom de azul da camisa. A mim isso não incomoda. Gosto da variação de ano pra ano e acho que o da dessa temporada não é demasiadamente escuro (diferente do azul royal usado entre 1991 e 1993, que ao meu ver fugia sim da tradição do clube).

E, a princípio, não vejo problemas da camisa tricolor ter algum tipo de marca d´água ou estampa. Mas acho que essa foi muito mal aplicada. O contraste é muito alto, deveria ser bem mais sutil (tal qual na camisa reserva do Santos), isso somado ao fato da repetição do desenho ser “grande” e ficar limitado a listra azul tornam essa aplicação muito bruta/grosseira (aqui fica difícil não fazer uma comparação com a nova camisa do Fluminense, cuja marca d´água ficou bem mais harmoniosa e fluída).

Mais uma vez eu fico com a sensação de  primeiro esboço do desenho da camisa acabou virando o produto final, sem nenhum ajuste, revisão ou melhoria. Uma pena.

Também não gostei nenhum pouco da entrevista que executivo de marketing do Grêmio, Beto Carvalho deu à Rádio Grenal. Quando é preciso dizer que a camisa vai “crescer” com a volta dos jogos é porque ela não foi muito bem desenhada. Confesso ter imensa curiosidade em saber quem são as “várias pessoas” que participaram da “aprovação interna” (que eu saiba tradicionalmente a aprovação dos uniformes é feita pelo Conselho de Administração).

E um diretor do clube não pode simplesmente se eximir de qualquer responsabilidade sobre o valor das camisas afirmando que “A questão preço é a Umbro que impõe“. Não vivemos um momento  muito propício para promover um aumento no preço das camisas (de R$ 290 para R$ 320 na versão de jogador). E sigo achando uma bobagem essa política de ter uma camisa de torcedor e uma de jogador (nesse aspecto vale lembrar que clubes como o São Paulo e Internacional só tem um modelo de camisa e ele custa R$ 250 – ou seja a camisa de “atleta” do co-irmão é setenta reais mais barata do que a camisa de atleta do Grêmio).

Essa gola ficou muito mal resolvida. Todas as outras opções adotadas pela Umbro para os clubes brasileiros em 2020 são bem mais interessantes.

Mas talvez essa gola escolhida para o Grêmio pudesse ser aplicada de uma maneira mais inteligente. Abaixo uma comparação com o modelo original e duas possibilidades de “correção”. Na do centro a listra azul seguiria até em cima, suprimindo esse detalhe da gola. Na da direita esse V ficaria em branco.

No modelo do ano passado já havia uma diferença entre a gola da camisa de jogo para a gola da camisa feminina. Dessa vez o modelo de jogo feminina tem a mesma gola do modelo de jogo masculino, porém a versão de “torcedora” e o kit infantil tem uma gola distinta das demais camisas (uma gola mais tradicional e harmoniosa, diga-se de passagem)

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Outra questão que não tem explicação é esse “recorte” em outro tom de azul na parte de cima das costas da camiseta. Abaixo fiz um comparativo com duas possibilidades de “correção”. Na do centro a listra azul seguiria até em cima. Na da direita, esse recorte ficaria em preto.

 

Outra coisa que vem se repetindo a cada temporada é o fato do Banrisul da parte da frente ser em transfer/silkado enquanto o das costas é sublimado (o patrocínio sublimado é mais resistente/durável e confortável)

E assim como já aconteceu no ano passado a camisa versão de torcedor não tem patrocínio nas costas (faria mais sentido uma versão sem nenhum patrocínio).

E sigo achando que o patrocínio do Banrisul está demasiadamente largo (começa antes do logo da Umbra e termina depois do distintivo)

 

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Como pode se ver no comparativo acima a Umbro vem alternando a cor da listra centralizada, nos anos pares é azul, enquanto nos anos ímpares é preta (de 2000 pra cá só tivemos a listra branca centralizada nos uniformes de 2006 e 2013)

Sigo achando que a listra branca da camisa está demasiadamente estreita. Nas camisas clássicas, na média, a listras preta e azul costumam ser quatro vezes maior que a listra branca. Contudo,a após 2015 a Umbro passou usar outras proporções (conforme gráfico abaixo) nas suas criações:

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– Na camisa de 2015 a listra preta e a listra azul eram 4 vezes maiores que a listra branca.

– Na camisa de 2016 a listra preta e a listra azul eram 6 vezes maiores que a listra branca.

– Na camisa de 2017 a listra preta e a listra azul eram 8 vezes maiores que a listra branca.

– Na camisa de 2018 a listra preta e a listra azul eram 3,6 vezes maiores que a listra branca.

– Na camisa de 2019 a listra preta é 9,5 vezes maior que a listra branca, enquanto a listra azul é 10,7 vezes maior que a listra branca.

– Na camisa de 2020 a listra preta é 8,5 vezes maior que a listra branca, enquanto a listra azul é 7,5 vezes maior que a listra branca

 

Copa do Brasil 1995 – Grêmio 2×0 São Paulo

May 12, 2020 by

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Em 12 de maio de 1995, o Grêmio venceu o São Paulo por 2×0 no Olímpico, pelo jogo de volta das quartas-de-final da Copa do Brasil.

Foi uma vitória categórica, que consolidou o Grêmio como a grande sensação daquela temporada. Interessante notar (na coluna transcrita abaixo) que Alberto Helena já previa que Paulo Nunes e Jardel “se juntaram no Grêmio para fazer história“.

Se a memória não me trai, a foto abaixo foi publicada no Correio do Povo do dia seguinte (a pandemia não me permitiu que eu conseguisse confirmar isso). De qualquer forma para mim ela registra muito bem o momento que o time que viria a ser campeão da Libertadores nos meses seguintes superava o time que havia chegado nas finais das últimas três Libertadores.

GRÊMIO VENCE E PASSA PARA AS SEMIFINAIS
O time se impôs ao São Paulo por 2 a 0, gols de Arilson e Jardel, e enfrenta o vencedor de Cruzeiro e Flamengo

Com uma vitória de 2 a 0 sobre o São Paulo (gols de Arílson e Jardel), ontem à noite, no Estádio Olímpico, o Grêmio garantiu a sua classificação à fase semifinal da Copa do Brasil 1995. Na próxima etapa da competição o time gaúcho vai enfrentar o vencedor de Flamengo ou Cruzeiro (MG), nos dias 23 e 31 de maio. A segunda partida será em Porto Alegre.

Com o apoio da torcida a equipe do técnico Luiz Felipe foi melhor desde o começo da partida, utilizando principalmente as jogadas de contra-ataque – com Paulo Nunes e Jardel. Mesmo não podendo contar com titulares importantes – Luciano e Adílson – além de perder Carlos Miguel, que não se recuperou de lesão, o Grêmio dominou o São Paulo e teve pelo menos duas chances claras de gols por intermédio de Dinho e Jardel.

Na segunda etapa o Grêmio continuou marcando forte no meio-campo e anulou as jogadas de ataque do São Paulo e no contra-ataque chegou várias vezes ao gol adversário. O primeiro gol veio depois de excelente cruzamento de Goiano. Jardel disputou com Zetti e a bola sobrou para Arílson, que marcou aos 23 minutos. Dez minutos depois, Jardel definiu o placar com um gol de cabeça. Alemão foi expulso no fim” (Zero Hora, Sábado, 13 de maio de 1995)

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

GRÊMIO ELIMINA O SÃO PAULO DA COPA DO BRASIL

O São Paulo perdeu para o Grêmio por 2 a 0 ontem, em Porto Alegre, e foi eliminado da Copa do Brasil.
Classificado, o Grêmio enfrenta o vencedor do confronto entre Flamengo e Cruzeiro nas semifinais.
O primeiro tempo do jogo foi muito equilibrado. Após pressão inicial, o Grêmio recuou o seu time e passou a explorar os contra-ataques, já que o São Paulo tomava a iniciativa da partida.
Cada time perdeu nessa etapa quatro chances de gol.
No segundo tempo, o Grêmio esteve melhor e chegou ao gol aos 22min. Goiano cruzou, Jardel dividiu com a zaga e a bola sobrou para Arílson marcar.
O Grêmio definiu a vitória aos 32min, após falha de Zetti. Ele perdeu no alto para Jardel, que cabeceou para o gol. Zetti ficou pedindo falta.
O São Paulo cederá gratuitamente o seu Centro de Treinamento ao Valencia, da Espanha, entre 1 e 18 de agosto. Lá, o time espanhol fará a sua pré-temporada.” (Folha de São Paulo, sábado, 13 de maio de 1995)

ALBERTO HELENA JR: “E o tricolor chega diante do União vergado sob a carga da desclassificação na Copa Brasil, sua última alternativa para cortar caminho em direção à Libertadores. Perdeu a chance diante do Grêmio, um time armado com jogadores recrutados aqui e ali, sem grande expressão. Mas, sob a orientação inteligente e firme de Luiz Felipe, conseguiu formar um conjunto heróico, capaz de passar por cima de Palmeiras, São Paulo e quantos mais cruzem sua estrada.
O equilíbrio se irradia em todas as suas linhas, a partir do goleiro Danrlei, a mais grata revelação na sua posição nos últimos tempos. E chega a Paulo Nunes e Jardel, Mutt e Jeff, o baixinho ágil, de reflexos rápidos, e o gigante que de tonto não tem nada. Um veio do Fla; outro, do Vasco. E ambos se juntaram no Grêmio para fazer história” (Folha de São Paulo, domingo, 14 de maio de 1995)

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

TRICOLOR ESTÁ NA SEMIFINAL DA COPA

Porto Alegre — Com a força de sua torcida, que lotou o Olímpico, o Grêmio teve toda a garra e técnicas indispensáveis para atropelar o São Paulo, pelo placar de 2 a 0. garantindo presença na semifinal da Copa do Brasil. A equipe de Luiz Felipe reprisou seus grandes momentos deste ano e soube esperar o momento certo para matar o adversário.

Depois de um primeiro tempo equilibrado, com os goleiros fazendo defesas difíceis, a definição da partida ocorreu na etapa final. Aos 23 minutos, quando o São Pauto tentava pressionar, num contra-ataque, Goiano cruzou, Jardel cabeceou e a bola sobrou para Arilson driblar o goleiro e fazer 1 a 0. Aos 32, numa falha incrível de Zetti, Jardel, de cabeça. estabeleceu o segundo, para o delírio da torcida, que cantou o “olé”. Alemão, aos 45 minutos, foi expulso por chutar Paulo Nunes, mostrando o desespero da equipe paulista.

A renda do jogo foi de R$ 370.051,00, para 46.791 pagantes – cerca de dois mil torcedores não conseguiram entrar no estádio. Agora o Grêmio espera o vencedor de Flamengo e Cruzeiro, para os jogos nos dias 23 e 31 deste mês.” (Pioneiro, sábado, 13 de maio de 1995)

Grêmio 2×0 São Paulo

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Scheidt e Roger; Dinho, Goiano, Gelson e Arílson (Alexandre); Paulo Nunes e Jardel (Nildo)
Técnico: Luiz Felipe

SÃO PAULO: Zetti; Cláudio, Júnior Baiano, Bordon e Murilo; Mona, Alemão, Denílson (Palhinha) e Juninho; Caio e Bentinho (Dodô)
Técnico: Telê Santana

Data: 12 de maio de 1995, sexta-feira, 20h45min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 53.797 (46.791 pagantes)
Renda: R$ 370.071,00
Juiz: Márcio Rezende de Freitas
Cartões Amarelos: Scheidt, Rivarola, Arílson e Bentinho
Cartão vermelho:  Alemão
Gols: Arílson aos 22 minutos e Jardel aos 32 minutos do segundo tempo

Copa do Brasil 1995 – São Paulo 1×1 Grêmio

May 5, 2020 by
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Foto: Paulo Pinto (Revista Super Sport)

Em 5 de maio de 1995, Menos de 48 horas depois de eliminar o Olimpia na Libertadores o Grêmio voltou a entrar campo, dessa vez no Pacaembu, contra o São Paulo pela partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil.

O calendário esdruxulo obrigou o Grêmio a ser criativo na preparação para esse confronto. A escalação dessa noite foi testada na vitória por 3×0 diante do Juventude no domingo anterior, com Adilson de volante, somando-se a Gelson, Vagner Mancini e Carlos Miguel na meia-cancha (Arilson, Dinho e Goiano suspensos em virtude dos cartões vermelhos recebidos contra o Palmeiras na fase anterior) .

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Foto: Orlando Kissner (Revista Super Sport)

SÃO PAULO CEDE EMPATE AO GRÊMIO E SE COMPLICA NA COPA DO BRASIL
São Paulo e Grêmio empataram ontem, no Pacaembu, no primeiro jogo entre os times pelas quartas-de-final da Copa do Brasil. A partida de volta será no próximo dia 12, em Porto Alegre. Quem vencer, ganha a vaga. Se der empate de 0 a 0, o classificado é o Grêmio.

O jogo começou equilibrado. O São Paulo pressionava, mas o Grêmio respondia nos contra-ataques. A primeira grande chance de gol ocorreu aos 11min. O goleiro do Grêmio, Danrlei, fez duas grandes defesas seguidas após chutes de Caio e Juninho.

Aos 31min, o São Paulo conseguiu marcar em uma cobrança de falta. Juninho rolou para Bentinho, que chutou com efeito. A bola ainda bateu na trave antes de entrar. O Grêmio voltou para o segundo tempo com Alexandre no lugar de Vágner Mancini.” (Folha de São Paulo, sábado, 6 de maio de 1995)

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GRÊMIO REAGE E CONSEGUE EMPATE NA RAÇA
O time gaúcho teve boa atuação em São Paulo e tem vantagem para decidir a vaga no dia 12, em Porto Alegre

O esquema que o Grêmio utilizou com tanto sucesso na partida com o Juventude, domingo passado, com o zagueiro Adílson com volante, conseguiu deter também o São Paulo, ontem no estádio Pacaembu, pela Copa do Brasil. O Grêmio empatou em 1 a 1 e estará classificado com um outro empate, desde que sem gols, na partida de volta, dia 12, em Porto Alegre.

O São Paulo começou melhor, com um toque de bola envolvente no meio-de-campo com os habilidosos Juninho e Denilson, articuladores das jogadas dos paulistas. Quem criou a primeira boa chance, porém, foi Jardel, aos oito minutos, ao receber de Arce. O susto acordou o São Paulo, que por duas vezes, aos 12 min, depois de jogada individual de Denilson, exigiu de Danrlei.

A principal jogada de contra-ataque do Grêmio, com Paulo Nunes não funcionou em parte pelo excesso de individualismo de Nunes e também pela pouca produção de Carlos Miguel e Mancini no meio de campo. As conclusões dos gaúchos surgiram mais nas bolas paradas.

Aos 31 min, o árbitro Sidrack Marinho dos Santos marcou uma falta inexistente sobre Juninho. Na cobrança, Bentinho chutou forte, a bola tocou na trave e entrou.

O Grêmio – com Alexandre no lugar de Mancini – foi melhor e mereceu o empate na etapa final. Pressionou, criou chances, a melhor delas com Jardel sozinho à frente de Zetti, aos 10min. Paulo Nunes exigiu boa defesa de Zetti, aos 15, e quatro minutos depois o São Paulo respondeu com Caio, que, desmarcado, chutou por cima. Aos 23, foi a vez de Gélson errar e, aos 35, Bentinho chutou para fora. Num escanteio, aos 39, Paulo Nunes bem colocado, completou no canto direito e fez 1 a 1.” (Zero Hora, Sábado, 6 de maio de 1995)

GRUPO VIBRA E ELOGIA A PREPARAÇÃO FÍSICA

Uma grande confraternização tomou conta do vestiário do Grêmio após o empate de 1 a 1 contra o São Paulo. Além de saudarem o resultado, jogadores e comissão técnica lembraram o desgaste que o time tem enfrentado nos últimos dias. Apenas 48 horas depois de eliminar o Olimpia pela Copa Libertadores a equipe viajou a São Paulo e teve uma boa atuação, correndo durante os 90 minutos. O técnico Luiz Felipe, entretanto, precisará agora encontrar novas soluções para um outro problema surgido: os zagueiros Adílson e Luciano estão suspensos para a partida do próximo dia 12 por causa do cartão amarelo. Em compensação, Arílson, Dinho e Goiano, ausentes ontem, devem retomar.

Todos ao final da partida lembraram de elogiar o trabalho do preparador físico Paulo Paixão, que tem colocado os atletas em boas condições físicas dentro de uma sequência de partidas. “Temos que enaltecer o trabalho do professor Paixão, o grupo vem subindo de produção gradativamente” comentou o volante Adilson, um dos destaques ontem. Luiz Felipe elogiou a disposição de seus atletas em dois jogos decisivos em 48 horas. O vice de futebol Luis Carlos Silveira Martins falou em “show” de preparo físico.

O próximo jogo do Grêmio será pelo campeonato gaúcho, terça-feira, em Porto Alegre, contra o Ypiranga. A partida de amanhã, diante do São Luiz, em Ijuí foi adiada.” (Zero Hora, Sábado, 6 de maio de 1995)

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Foto: Paulo Pinto (Revista Super Sport)

São Paulo 1 x 1 Grêmio

SÃO PAULO: Zetti; Cláudio, Junior Baiano (Nelson), Bordon e Murilo; Mona, Alemão, Juninho Paulista e Denílson; Caio e Bentinho
Técnico: Telê Santana

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Luciano e Roger (Magno); Adílson, Gelson, Vagner Mancini (Alexandre) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Jardel
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Copa do Brasil 1995 – Quartas de Final – Jogo de ida
Data: 05 de maio de 1995, sexta-feira, 20h45min
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo – SP
Público: 15.934 pagantes
Renda: R$ 117.608,00
Juiz: Sidrack Marinho dos Santos
Cartões Amarelos: Danrlei, Adilson, Luciano, Gelson, Bentinho, Cláudio e Nélson
Gols: Bentinho, aos 32 minutos do primeiro tempo, e Paulo Nunes, aos 39 minutos do segundo tempo

Libertadores 1995 – Grêmio 2×0 Olimpia

May 3, 2020 by

Em 03 de maio de 1995, o Grêmio voltava a vencer o Olimpia e confirmava sua classificação para as quartas-de-final da Libertadores. Jardel e Adilson marcaram os gols daquela noite.

O serviço do jogo publicado na Zero Hora afirma que “os primeiros mil compradores de um rádio portátil ou livro do Grêmio (R$ 20,00) ganham um ingresso de cadeira“. Lembro do rádio (com um adesivo com distintivo dourado do clube) mas não faço idéia de qual seria o livro do Grêmio em questão.

Foto: Paulo Fraken (Zero Hora)

 

Foto: Paulo Fraken (Zero Hora)

GRÊMIO GARANTE A VAGA COM VITÓRIA
O time gaúcho jogou com seriedade, venceu o Olímpia por 2 a 0 e vai enfrentar o Palmeiras

O Grêmio garantiu ontem, com uma vitória por 2 a 0 sobre o Olimpia, sua classificação para as quartas-de-final da Copa Libertadores da América. Jardel, artilheiro do time na competição – com cinco gols – fez o primeiro, e Adilson o segundo gol. Agora a competição será interrompida por três meses e, quando recomeçar, o adversário gremista será o Palmeiras, que se classificou com uma vitória por 3 a 0 sobre o Bolívar. Os próximos jogos serão nos dias 26 de julho e 2 de agosto.

A partida foi de bom nível desde o primeiro minuto. O Grêmio, jogando em casa, postou-se naturalmente na ofensiva. E o Olimpia, que precisava ganhar por diferença de três gols para sonhar com a classificação, também se viu obrigado a atuar de forma aberta, ambiciosa. A bola corria verde, agitando um público que, aos olhos dos dirigentes gremistas, era decepcionante em número, não em entusiasmo.

A postura dos dois times, parecida, resultou num jogo equilibrado nos minutos iniciais. O diferencial, o ponto de desequilíbrio, despontou na medida em que Paulo Nunes passou a ser explorado pelos companheiros. O ponteiro estava inspiradíssimo. Os grandes lances de ataque passavam, todos, por ele. Foi assim no primeiro gol, quando deu o tempo exato a jogada, passou a Carlos Miguel e na sequência houve o cruzamento para a pequena área, onde Jardel completou com precisão.

O gol aos 17 minutos não mudou o panorama. O Olimpia continuou no ataque, sempre perigoso, dando trabalho aos zagueiros gremistas que, muitas vezes, tiveram de usar de rispidez.

O resultado negativo do primeiro tempo aumentou o desespero dos paraguaios e obrigou o técnico Luis Cubilla a um gesto suicida: tirou um meia de marcação, Esteche, e colocou mais um centroavante, o experiente Amarilla. Em compensação – e devido à inesperada lesão de Carlos Miguel – O Grêmio voltou para o segundo tempo com Mancini e com isso tornou-se ainda mais forte na marcação. A bola trabalhada pelo Olimpia não conseguia entrar na área do time gaúcho. Ciente disso, Sanabria arriscou um chute de fora da área e acertou o posto, lance de ataque mais perigoso do time até então.

Mas nenhum esforço, nenhum chute, nenhum gesto desesperado seria suficiente para estragar a noite festiva do Grêmio. Festa que, aos 8 minutos, ganhou um ingrediente novo. Arce cobrou escanteio e o zagueiro Adilson cabeceou no canto direito do goleiro Arbiza. Gol. Ali o Olimpia deu seus últimos suspiros. Ao Grêmio restou se poupar para o jogo de amannha contra o São Paulo pela Copa do Brasil.” (Nico Noronha, Zero Hora, quinta-feira, 4 de maio de 1995)

 

 

OS DESEMPENHOS (Zero Hora, 4 de maio de 1995)
GRÊMIO OLIMPIA
Conclusões a gol 12 11
Escanteios cedidos 6 5
Faltas cometidas 16 15
Impedimentos sofridos 2 0

“GRÊMIO-GOL DESPACHA DE VEZ O OLÍMPIA
Fez 5 a 0 nos dois jogos e agora enfrentará o Palmeiras de Edmundo pela Libertadores

Apesar do esforço do Olímpia, o Grêmio-gol não encontrou maiores dificuldades para garantir sua classificação à próxima fase da Libertadores, ontem À noite, no estádio Olímpico, ao vencer o jogo por 2 a O. Com isso, volta a enfrentar o Palmeiras. Os jogos estão marcados para os dias 26 de julho (no Olímpico) e 2 de agosto (em São Paulo).

Na maior parte do tempo a partida foi uma festa para a torcida. Afinal, desde o começo o Grémio mostrou que não estava disposto a dar chance aos paraguaios, que haviam perdido por 3 a O em Assunción e precisavam de igual resultado para levar a decisão aos pênaltis. Logo aos 2 minutos, Paulo Nunes ficou livre para marcar, mas Arbiza salvou.

O goleiro paraguaio não teve a mesma sorte aos 17 minutos. Depois de grande jogada entre Paulo Nunes e Carlos Miguel. Jardel recebeu cruzamento na área e tocou para a rede, aproveitando cruzamento do meia, deslocado pela direita. Com o 1 a 0, o Grêmio diminuiu um pouco seu ritmo. Na arquibancada, colorida de azul, branco e preto, os gremistas faziam a festa.

No segundo tempo, o Olímpia voltou com força. Aos 3 minutos, Sanabria acertou um arremate na trave superior. A resposta do Grêmio foi aos 8 minutos. Arce bateu escanteio e Adilson subiu para cabecear e fazer 2 a 0. Depois disso, mesmo conscientes de que a classificação aquela altura seria praticamente impossível, os paraguaios continuaram brigando pelo gol. Danrlei foi muito exigido e fez grandes defesas. Nos contra-ataques, o Grêmio voltou a levar perigo para Arbiza, mas o jogo ficou nos 2 a 0.”(Correio do Povo, quinta-feira, 4 de maio de 1995)

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Adílson e Róger; Dinho, Goiano, Arílson (Rivarola) e Carlos Miguel (Vágner Mancini); Paulo Nunes e Jardel.
Técnico: Luis Felipe Scolari

OLIMPIA: Arbiza; Cáceres, Caballero, Saravia e Suárez; Morán, Sanabria, Monzón e Esteche (Amarilla); Richard Baez e Mauro Caballero (Jara).
Técnico: Luis Cubilla

Libertadores 1995 – Oitavas de Final –
Data: 3 de maio de 1995, quarta-feira, 21h40min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 28.730 (23.606 pagantes)
Renda: R$ 193.578,00
Juiz: Horacio Elizondo (ARG)
Auxiliares: Francisco Lamolina e Gerardo Bertoni
Cartões Amarelos: Danrlei, Luciano, Vágner Mancini, Morán, Saravia, Sanabria, Cáceres
Gols: Jardel aos 17 minutos do 1°tempo e Adílson aos 8 minutos do 2º tempo

Preço dos Ingressos:
Cadeira: R$ 16,00
Arquibancada: R$ 8,00
Social: R$ 5,00
Estudante Gremista: R$ 3,00

Preços praticados no bares do Olímpico:
Cerveja: R$ 1,00
Refri: R$ 0,70
Conhaque (dose): R$ 0,70
Uísque (dose): R$ 2,00
Cachorro-Quente: R$ 1,00

Libertadores 1995 – Olimpia 0x3 Grêmio

April 25, 2020 by

Foto: José Doval (Zero Hora)

 

Há 25 anos o Grêmio ganhava do Olimpia por 3×0 no primeiro jogo das Oitavas de final da Libertadores de 1995.

Abaixo transcrevo matérias sobre a partida. Interessante notar que o Correio do Povo afirma que o segundo gol saiu aos 6 minutos do segundo tempo, já a Zero Hora cita 8 minutos e 30 segundos. Contudo, no vídeo da partida fica claro que Jardel ampliou o placar aos 12 minutos da segunda etapa.

 

GRÊMIO DÁ UM SHOW, FAZ 3 A 0 E ESTÁ QUASE NA PRÓXIMA FASE DA LIBERTADORES

O Grêmio praticamente garantiu sua classificação à próxima fase da Copa Libertadores ao golear o Olímpia por 3 a 0, ontem à noite, em pleno Defensores del Chaco. No segundo jogo, dia 3, no Olímpico, poderá perder até por 2 a 0 que terá a vaga assegurada para enfrentar Independiente ou Vela Sarsfield, da Argentina, ou, de novo, o Palmeiras.

No começo, o time gaúcho sentiu a pressão paraguaia, que tinha todo o apoio de sua torcida. Mesmo assim, o Grêmio manteve a calma, tocando a bola com segurança para chegar à frente. Num contra-ataque, aos 8 minutos, Arilson chutou forte e o Arbiza salvou. Aos 24, Danrlei brilhou, evitando o gol de Baez.

Quando o Olímpia era superior em campo, aconteceu o primeiro gol do Grêmio. Aos 28 minutos, na cobrança de escanteio por Arce, a bola foi afastada por Caballero. Fora da área, Dinho aparou o rebote e acertou um chute fulminante para fazer 1 a 0 e calar a torcida. Sete minutos depois. Carlos Miguel, com o goleiro fora da jogada, chutou fraco para Suarez salvar.

No segundo tempo, o time treinado por Luiz Felipe ignorou a tentativa de reação do Olímpia. E, logo aos 6 minutos, Arce levantou para Paulo Nunes, que desviou de cabeça para Jardel. O centroavante aproveitou o descuido da zaga com o goleiro Arbiza, pegou a bola, avançou e a empurrou, com calma e categoria, para a rede: 2 a 0.

Depois disso, o Olímpia foi todo para o ataque, abrindo espaço para os lançamentos longos. Aos 19, Dinho, o melhor em campo, recuperou a bola no meio de campo e lançou Paulo Nunes na direita. O ponta disparou em direção à área e tocou no canto esquerdo, na saída desesperada de Arbiza. O jogo continuou movimentado e muito leal, com as duas equipes atacando e criando boas oportunidades de gol. No final do jogo, o presidente Fábio Koff convocou a torcida a colaborar com clube, comparecendo aos jogos.” (Correio do Povo, quarta-feira, 26 de abril de 1995)

GRÊMIO SE IMPÕE E HUMILHA O OLIMPIA

O time gaúcho mostrou personalidade e um futebol eficiente para golear fora de casa e decidir a vaga em vantagem

O Grêmio teve uma excepcional atuação e deu um passo importante em busca de uma vaga às quartas de final da Copa Libertadores ao golear o Olimpia por 3 a 0, ontem à noite, no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção. Agora o time gaúcho tem a vantagem de se classificar até cm derrota por diferença de dois gols no dia 3 de maio, em Porto Alegre.

A estratégia do Grêmio foi perfeita no primeiro tempo. O time gaúcho esperou pela iniciativa do Olimpia, para conhecer o seu potencial, corrigiu a marcação no meio e se recompôs. Os paraguaios conseguiram boas jogadas ao explorar a fragilidade do lateral Arce como marcador. Aos sete minutos Báez cruzou da esquerda e Samaniego errou em bola. O Grêmio reagiu com Arilson, um minuto depois, em chute forte que o goleiro Arbiza desviou para escanteio.

Depois de duas conclusões sem perigo – Samaniego de falta e Báez para fora – o Olimpia teve o seu melhor momento aos 23 minutos: Báez disputou com Arílson na área e chutou forte, Danrlei defendeu parcialmente e, no rebote, Monzón deu de calcanhar para Samaniego concluir cruzado, para fora. A partir deste momento o Grêmio teve o controle da partida.

O domínio foi concretizado a partir do belo gol de Dinho, aos 28 minutos, Arce cobrou escanteio da esquerda, Caballero afastou de cabeça e no rebote, de sem-pulo, de fora da área, Dinho acertou um chute forte, que ainda desviou em Morán, antes de entre no gol. O a 1 a 0 empolgou o Grêmio.

Com personalidade, o time gaúcho criou outras situações. Aos 30 minutos, Jardel chutou de fora da área, um minuto depois Paulo Nunes entrou livre e concluiu por cima. Aos 35 minutos, Jardel recebeu de Arílson, deu um “balãozinho” no goleiro, devolveu para Arílson e Carlos Miguel chutou para o zagueiro Saravia salvar. O Olimpia não reagiu porque Arilson anuou Esteche.

A necessidade de fazer gols levou o técnico Luis Cubilla, do Olimpia, a colocar o veterano Amarilla, 35 anos, no lugar de Samaniego. Mas o Grêmio, determinado, manteve o domínio, explorou os erros do adversário e ampliou a vantagem aos 8min30seg: Jardel se aproveitou da indecisão entre Saravia e o goleiro e fez 2 a 0.

O time gaúcho estava infernal. Aos 19 minutos Dinho roubou uma bola no meio, lançou Paulo Nunes que entrou pela direita e chutou com precisão: 3 a 0. O Grêmio soube controlar o ritmo, Danrlei fez algumas boas defesas e garantiu o placar. No final, Dinho estava feliz: “Consegui fazer um belo gol, mas o mérito é de todos”, disse. O técnico Luiz Felipe estava contente, “Tivemos a felicidade de fazer a 3 a 0, mas precisamos agradecer a defesa por ter evitado gols no começo”, lembrou o técnico. O Grêmio chega a hoje no final da tarde.”  (Nico Noronha, Enviado Especial a Assunção, Zero Hora, quarta-feira, 26 de abril de 1995)

LAURO QUADROS: “Em Assunção, o Olimpia dominava. Mas aquele golaço do Dinho, pegando de sem pulo na veia, foi decisivo, numa partida entre dois “Coperos” ex-campeões mundiais. O Grêmio cresceu, porém só no segundo tempo Jardel e Paulo Nunes ampliaram para 3 a 0, praticamente assegurando a classificação, quarta que vem, no Olímpico.”(Zero Hora, quarta-feira, 26 de abril de 1995)

WIANEY CARLET: “Competência e sorte estão sempre juntas. O Olimpia massacrava o Grêmio quando aconteceu o disparo mortal de Dinho, auxiliado por uma falsificada perna paraguaia. Golaço que mudou a história do jogo. Depois veio Jardel, Paulo Nunes…” (Zero Hora, quarta-feira, 26 de abril de 1995)

Olimpia 0x3 Grêmio

OLIMPIA: Arbiza; Cáceres, Caballero, Saravia e Suárez; Morán, Sanabria, Monzón (Franco) e Esteche; Richard Báez e Samaniego (Amarilla).
Técnico: Luis Cubilla

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Arílson e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Magno) e Jardel (Vagner Mancini).
Técnico: Luiz Felipe Scolari


Libertadores 1995, Oitavas de Final, Jogo de ida
Data: 25 de abril de 1995, terça-feira, 21h40min
Local: Defensores del Chaco, em Assunção-PAR

Público: 16.180 pagantes
Renda: US$ 80.000,00
Juiz: Alberto Tejada (FIFA/Peru)
Auxiliares: Antonio Arnao e Vitor Arambulo
Cartões amarelos: Morán, Danrlei, Roger, Luis Carlos Goiano e Paulo Nunes
Gols: Dinho aos 28 do 1° tempo, Jardel aos 11 e Paulo Nunes 19 minutos do 2°tempo

Camisa que o Danrlei usou em Palmeiras 2×2 Grêmio na Copa do Brasil de 1995

April 18, 2020 by

1995 danrlei palmeiras 1995

Há 25 anos, o Grêmio eliminava o Palmeiras da Copa do Brasil de 1995, conseguindo um empate em 2×2 que o colocou nas quartas de competição mesmo jogando com dois jogadores a menos em todo os segundo tempo (Mancuso, do Palmeiras, Dinho, Goiano e Arílson foram expulsos na primeira etapa).

Danrlei teve atuação decisiva na partida. O detalhe é que ele jogou essa partida com uma camisa da Penalty sem qualquer patrocínio (tanto na frente, como também nas costas da camisa). Não encontrei nenhuma justificativa para ele ter ido a campo sem a marca do patrocinador (a época, Coca-cola).

Murilo já havia utilizado uma camisa idêntica em um jogo contra o Glória, em Vacaria, no Gauchão daquele ano. Posteriormente ele usou uma camisa parecida, mas com patrocínio da Renner em um patch branco e sem o distintivo do Grêmio na semifinal e na final da Libertadores (outro mistério é o motivo de Murilo ter tirado a foto com a equipe titular nesse jogo em Guayaquil). Depois disso ele utilizou um modelo com gola redonda,  distintivo e patrocínio da Renner na final do Brasileirão de 1996 e um parecido com um detalhe em V no Gauchão de 1997 (essa camisa com gola V foi usado por Silvio no jogo contra o São Paulo no Brasileirão de 1996)

O goleiro Antonio Carlos (inscrito na Libertadores de 1995) aparece em fotos de divulgação do clube com a camisa com Renner em patch branco mas com distintivo. E no site “Camisas do Grêmio” está publicada um versão da camisa com o patrocínio da Renner em um patch preto por cima do antigo patrocínio da Coca-Cola (não encontrei nenhuma foto de um goleiro usando essa versão).

 

Foto: Orlando Kissner

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Foto: Orlando Kissner

GRÊMIO GARANTE A VAGA NA RAÇA
O time gaúcho foi valente, segurou o empate com oito jogadores e vai pegar o São Paulo

O Grêmio conseguiu passar para as quartas-de-final da Copa do Brasil com um dramático empate de 2 a 2 com o Palmeiras, ontem à noite no Estádio do Parque Antártica. O clube gaúcho mostrou um futebol de força, objetividade e superação, e superou com oitos jogador – três do Grêmio e um do Palmeiras foram expulsos no primeiro tempo – o bicampeão brasileiro. O saldo qualificado – gol fora vale o dobro – assegurou a classificação por que em Porto Alegre houve o empate em 1 a 1. O adversário do Grêmio é o São Paulo, que também empatou com o Remo (1 a 1). O primeiro jogo será na capital paulista.

A principal jogada do Palmeiras com o atacante Rivaldo foi anulada logo no começo da partida. Os meio-campistas Goiano e Dinho reforçaram a marcação sobre o atleta. Aos sete minutos o meia Carlos Miguel passou para Paulo Nunes. O ponta lançou na área, a bola bateu no ombro de Goiano e encobriu o goleiro Veloso: 1 a 0. O gol desnorteou o Palmeiras. O meio de campo paulista errava os passes e deixava espaços para o contra-ataque. Na cobrança de escanteio por Arce aos 24 minutos iniciais, o atacante Paulo Nunes completou no canto direito: 2 a 0.

Com o resultado adverso o Palmeiras intensificou as disputas de bola com rispidez e violência. Em poucos minutos o volante Mancuso foi expulso. O Grêmio poderia aproveitar o momento favorável. Mas seus jogadores revidaram as faltas e três receberam cartão vermelho. Dinho, Arílson e Goiano. O jogo ficou para por oito minutos no primeiro tempo por causa das suspensões.

O segundo tempo foi dramático para o Grêmio. Com dois a jogadores a mais o Palmeiras pressionou e aos oito minutos o meio-campista Lozano (substituto de Maurílio) diminuiu: 2 a 1. O técnico do Grêmio, Luiz Felipe, retirou Jardel e colocou o volante André Vieira. O empate ocorre aos 31 minutos, por Rivaldo: 2 a 2. O desespero gremista poderia ser toral se o goleiro Danrlei não fizesse grandes defesas, como a na cabeçada de Rivaldo a dois minutos do final.” (Zero Hora – 19 de abril de 1995)

Foto: Placar

DANRLEI FAZ A FELICIDADE DA TORCIDA
O jovem goleiro que fez 22 anos na terça-feira foi saudado por sua magnífica atuação no empate com o Palmeiras
[…]
Foi inacreditável”, recordou Danrlei a respeito do jogo. “No vestiário o Luiz Felipe pediu esforço redobrado para segurar o 2 a 0”, lembrou. O Grêmio retornou com oito jogadores, sem Dinho, Goiano e Arílson, expulsos.

Um gol do volante Lozano aos oito minutos apavorou o goleiro nascido em Crissiumal, a 548 quilômetros de Porto Alegre. “Só falta empatarem”, pensou Danrlei. E aos 31, Rivaldo igualou o placar. “Quase enlouqueci”, disse. Os 14 minutos restantes foram de Danrlei. Intervenções seguras e ousadas nos pés dos atacantes do Palmeiras. Saídas oportunas nos cruzamentos.

A dois minutos do final, uma espetacular defesa. O lateral Roberto Carlos lançou a bola na área. Os 15 mil torcedores palmeirenses viram a entrada de Rivaldo pelo lado oposto e se levantaram. Pressentiram o gol da vitória. Mas Danrlei previu a ação do avante. “Ele fez como eu queria, fechei o ângulo direito e esperei a cabeçada no lado esquerdo”, explicou. A bola foi na direção esperada e parou nas mãos do goleiro, a menos de 15 centímetros da linha do gol. O Grêmio assegurou a continuidade no torneio. Com a ajuda de Danrlei de Deus Hinterholz, o aniversariante.” (Alvaro Larangeira – Zero Hora – 20 de abril de 1995)

1995 copa do brasil palmeiras luciano orlando kissner

“A casa era do Palmeiras, mas a festa foi do Grêmio, numa partida inesquecível pela Copa do Brasil. Os gaúchos seguraram (na bola e no braço) um empate heróico em 2×2 com apenas oito jogadores em campo. O resultado tirou os paulistas da competição e a pequena torcida tricolor no Parque Antártica se divertiu aos gritos de “e-li-mi-na-do” (Revista Placar, 1995)

LUIZ FELIPE ELOGIA A RESISTÊNCIA HERÓICA
[…]
Luiz Felipe considerou o fôlego e a garra dos atletas, resultado do competente trabalho de Paixão, fundamentais ontem à noite. O técnico lamentou o descontrole emocional da equipe, principalmente do volante Dinho, um dos três expulsos, junto com o armador Arílson e o meia Goiano.
” Eu passei para os jogadores tanta raiva de querer ganhar do Palmeiras, que quase a equipe foi prejudicada” afirmou Luiz Felipe. O goleiro Danrlei, que estava de aniversário, ajoelhou-se ao final do jogo e chorou, emocionado.” (Zero Hora – 19 de abril de 1995)


“Grêmio, sem 3, elimina Palmeiras


Mesmo jogando 51 minutos com dois jogadores a mais do que o Grêmio, o Palmeiras foi eliminado da Copa do Brasil, ontem à noite, no Parque Antarctica.
O jogo terminou empatado em 2 a 2. O Grêmio ficou com a vaga porque havia empatado em casa em 1 a 1 (o critério de desempate neste caso foi o número de gols marcados fora de casa).
O Grêmio enfrenta agora o São Paulo .
O Palmeiras começou o jogo melhor e logo criou duas chances, com Rivaldo. Mas aos 8min, a defesa falhou num cruzamento e Luiz Carlos Goiano marcou o primeiro gol, de cabeça.
O gol abalou o Palmeiras. Num outro cruzamento, Jardel cabeceou livre na pequena área. Velloso defendeu no reflexo.
Aos poucos, o Palmeiras recuperou o equilíbrio, mas não conseguia passar a marcação do Grêmio.
Aos 23min, a defesa falhou de novo, numa cobrança de escanteio, e o atacante Paulo Nunes completou na pequena área, livre: 2 x 0.
Aos 34min, Mancuso fez falta violenta e, como tinha o cartão amarelo, foi expulso. Parecia que o jogo estava decidido.
Dois minutos depois, ocorreu a maior confusão da partida. O zagueiro Antônio Carlos atingiu o meia Arílson sem bola. O volante Dinho peitou Antônio Carlos. Formou-se uma confusão. O palmeirense Válber chutou vários gremistas. O juiz expulsou Dinho.
Aos 43min, Arílson atingiu o lateral Roberto Carlos por trás. Foi expulso. Goiano chutou a bola para longe e foi expulso também.
Mesmo com dois jogadores a menos, o Grêmio quase liquidou o jogo ainda no primeiro tempo. Paulo Nunes invadiu a área, aos 47min, e chutou. Velloso pegou.
No segundo tempo, a 1min, Rivaldo, o maior destaque do jogo, cobrou falta, a bola bateu na barreira e saiu rente à trave.
Para fechar o meio, o técnico gremista Luiz Felipe pôs o lateral-esquerdo Roger como volante, deixando o flanco aberto. Aos 3min, o lateral-direito Flávio Conceição aproveitou a brecha e chutou rente à trave.
Aos 8min, o Palmeiras fez seu primeiro gol. Rivaldo invadiu a área e perdeu a bola. No rebote, Lozano chutou fraco e o goleiro Danrlei falhou.
Após o gol, o Palmeiras não manteve a pressão. Passou a insistir com cruzamentos altos e penetrações pelo meio. Aí o goleiro Danrlei tornou-se o destaque, nas intervenções precisas e no esforço em gastar o tempo.
Aos 31min, quando o Palmeiras parecia perdido, Rivaldo fez a jogada mais bonita do jogo. Ele recebeu a bola sobre a linha da área. De costas para Luciano, driblou o zagueiro com um toque. Entrou livre na área, fuzilou Danrlei e empatou o jogo.
Depois do gol, o Palmeiras aumentou a pressão e o Grêmio, a “catimba”. Mas o juiz só descontou 1min32.” (Marcelo Damato – Folha de São Paulo, quarta-feira, 19 de abril de 1995)

PARA ESPINOSA, ÂNSIA ATRAPALHOU

A ânsia de marcar o terceiro gol foi, na opinião do técnico Valdir Espinosa, o principal problema apresentado pelo Palmeiras no empate de 2 a 2 com o Grêmio anteontem, pela Copa do Brasil.
O resultado eliminou o Palmeiras. No primeiro jogo do confronto, em Porto Alegre, houvera empate de 1 a 1. Como o Grêmio fez mais gols no campo adversário, conseguiu a vaga.
“Em todo caso, prefiro sempre a ânsia à apatia”, disse Espinosa.
Segundo o técnico, a eliminação da Copa do Brasil trouxe lições para o Palmeiras. “Mostramos desequilíbrio emocional e isso não pode acontecer. ” (Mário Moreira, Folha de São Paulo, 20 de abril de 1995)


Palmeiras 2×2 Grêmio

PALMEIRAS: Velloso; Flávio Conceição, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; Amaral, Mancuso, Válber e Rivaldo; Maurílio (Lozano) e Paulo Isidoro.

Técnico: Valdir Espinosa
GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Luiz Carlos Goiano, Carlos Miguel e Arílson; Paulo Nunes (Magno) e Jardel (André Vieira).

Técnico: Luiz Felipe

Copa do Brasil 1995 – Oitavas de final – Jogo de volta
Data: 18 de abril de 1995, terça-feira, 20h45min
Local:
Estádio do Parque Antarctica, em São Paulo-SP
Público: 12.473 pagantes
Renda: R$ 139.400,00
Árbitro: Wilson Souza de Mendonça
Cartões vermelhos: Dinho, Arílson e Luiz Carlos Goiano; Mancuso
Gols: Luiz Carlos Goiano, aos 7min, e Paulo Nunes, aos 23min do primeiro tempo; Lozano, aos 8min, Rivaldo , aos 31min do segundo

Gauchão 2020 – Grêmio 3×2 São Luiz de Ijuí

March 16, 2020 by

Eu estava curioso para ver Pepê e Everton iniciando juntos à partida. Mas acho que toda dinâmica do jogo se alterou com os dois gols marcados logo cedo pelo São Luiz.

 

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 3×2 São Luiz de Ijuí

GRÊMIO: Vanderlei; Orejuela (Jean Pyerre, 22/1ºT), Paulo Miranda, Kannemann e Cortez; Matheus Henrique e Thaciano; Pepê, Thiago Neves (Diego Souza, 19/2ºT) e Everton; Luciano (Darlan, 40/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi

SÃO LUIZ: Lúcio; Itaqui, Silvio e Jadson; Lucas Carvalho, João Paulo, Maycon e Samuel (Duda, 19/2ºT); Jean Carlo, Elias (Rafael, 19/2ºT) e Michel (Mateus, 19/2ºT)
Técnico: Antônio Picoli

Gauchão 2020 – Segundo Turno – 3ª Rodada
Data: 15 de março, domingo, 11h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Árbitro: Jonathan Pinheiro
Auxiliares: 
André da Silva Bitencourt e Fagner Bueno Cortes
Cartões amarelos: Paulo Miranda, Kannemann; Lúcio, João Paulo, Rafael Carrilho
Gols: Michel, no 1º minuto do primeiro tempo; Jean Carlo, aos 18 minutos do primeiro tempo, Paulo Miranda, aos 48 minutos do primeiro tempo; Thiago Neves, aos 19 minutos do segundo tempo; Diego Souza, aos 35 minutos do segundo tempo

Gauchão 1995 – Grêmio 0x0 São Luiz de Ijuí

March 15, 2020 by

Gauchão 1995 - Grêmio 0x0 São Luiz de Ijuí - Alexandre Xoxó Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

No Gauchão de 1995, o Grêmio enfrentou o São Luiz numa sexta a tarde, em jogo atrasado do segundo turno da primeira fase.

Os 431 pagantes registrados se configuram no menor público do tricolor em seu estádio contra o São Luiz de Ijuí. No mesmo ano o Grêmio fez um jogo, como mandante, contra o São Luiz, com baixíssimo público, mas essa outra partida foi realizada no estádio Santa Rosa, em Novo Hamburgo.

Gauchão 1995 - Grêmio 0x0 São Luiz de Ijuí - Dega (nº 5) Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

SÓ 431 CONFEREM O EMPATE

O Grêmio deixou escapar mais um ponto em sua luta pela classificação ao Octogonal final do Gauchão. O time empatou em 0 a 0 com o São Luiz, ontem no Olímpico. Com o resultado, o Grêmio manteve-se na 8ª posição, enquanto que a equipe de Ijuí passou para a ª’ colocação, junto do Brasil, de Farroupilha. Os reservas jogam amanhã contra o Grêmio Santanense.

As duas equipes realizaram uma péssima partida. O único lance emocionante foi uma bola na trave, chutada por Fábio. No Grêmio, comandado pelo auxiliar Zeca Rodrigues, o único titular a atuar foi Danrlei. Foi a quinta partida consecutiva sem vitória da equipe na competição.” (Correio do Povo, sábado, 17 de junho de 1995)

1995 ijui paulo nunes cp

Foto: Paulo Nunes (Correio do Povo)

 

ingressos sao luiz

GRÊMIO: Danrlei; André Vieira, Luciano, Scheidt e Cristiano; Dega, Carlos Alberto, Jé (Rodrigo Gasolina) e Alexandre Xoxó; Márcio e Nildo
Técnico: Zeca Rodrigues

SÃO LUIZ: Osvaldo; Olde, Fábio, Jaime e Kiko; Nélson, Cristiano Baggio e Negrini; Evandro Britto, Sílvio (Caçula) e Tiziu
Técnico: Pontes

Gauchão 1995 – Primeira Fase – Segundo Turno – 10ª Rodada
Data: 16 de junho 1995, sexta-feira, 15h30min
Local: Estádio Olímpico em Porto Alegre-RS
Público: 786 (431 pagantes)
Renda: R$ 1.791,00
Arbitro: Luiz Cunha Martins
Auxiliares: Luís Muhle e Edisdeneu Carvalho
Cartão Amarelo: André Vieira

Libertadores 2020 – Grêmio 0x0 Inter

March 13, 2020 by

Obviamente que não é todo dia que vemos 8 expulsões em um jogo de futebol. Entendo que esse número ganhe destaque na cobertura da partida. Mas me pareceu um tanto exagerados os repúdios à confusão no final do confronto (houve muito mais empurra-empurra do que uma briga propriamente dita).

O co-irmão mostrou evolução em relação ao primeiro clássico da temporada e teve as chances claras do jogo, mas o tricolor também criou situações em que o placar poderia ter sido movimentado.

Renato não costuma entrar em detalhes táticos/técnicos nas suas coletivas. Dessa vez, contudo, ele apontou que a maior posse de bola do Inter se deu por lances no campo de defesa e os números  sustentam a alegação do técnico gremista.


– Média de público do Grêmio na temporada:
21.013 (18.812 pagantes)

– Média de público dos 15 Gre-Nais disputados na Arena:
45.383 (42.133 pagantes)

– Média de público dos últimos 80 Gre-Nais (2000 para cá):
34.126

– Média de público do Grêmio em jogos de fase de grupos da Libertadores:
26.946

– Média de público do Grêmio em jogos de fase de grupos da Libertadores na Arena:
33.102 (30.706 pagantes)

– Média de público do Grêmio em jogos de Libertadores na Arena:
38.617 (36.040 pagantes)



Fotos: Lucas Uebel (Grêmio FBPA), Raul Pereira (Terra) e Silvio Avila (AFP)

Grêmio 0x0 Inter

GRÊMIO: Vanderlei; Victor Ferraz, Geromel, David Braz e Caio Henrique; Lucas Silva, Maicon (Jean Pyerre, 6/2ºT) e Matheus Henrique; Alisson (Pepê, 17/2ºT), Diego Souza (Luciano, 33/2ºT) e Everton
Técnico: Renato Portaluppi

INTER: Marcelo Lomba; Rodinei, Bruno Fuchs, Cuesta, Uendel (Moisés, intervalo); Musto; Marcos Guilherme, Edenilson e Boschilia; Thiago Galhardo (D’Alessandro, 29/2ºT) e Guerrero (Lindoso, 51/2ºT)
Técnico: Eduardo Coudet

Libertadores 2020 – Grupo E – 2ª Rodada
Data: 12 de março de 2020, quinta-feira, 21h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre, RS
Público: 53.389 (49.971 pagantes)
Renda: R$ 3.496.713
Árbitro: Facundo Tello (ARG)
Assistentes: Julio Fernandes e Ezequiel Brailovski (Ambos da Argentina)
Cartões amarelos: David Braz, Alisson e Lucas Silva; Uendel, Musto e Marcos Guilherme
Cartões Vermelhos: Pepê, Luciano, Caio Henrique e Paulo Miranda (no banco); Moisés, Edenílson, Cuesta e Praxedes (no banco).

Médias de Público de Gre-Nais na Arena

March 10, 2020 by

GRENAIS ARENA

Até hoje foram disputados 14 Gre-Nais na Arena, com uma média de público de  44.811 (41.573 pagantes). Acima a relação deles de maior para menor público (abaixo por ordem cronológica).

Foram 5 vitórias do Grêmio, 8 empates e 1 vitória do Inter. Nesses 14 jogos, o Grêmio marcou 20 gols, contra 7 do co-irmão.

Destes 14 clássicos, apenas três superaram a marca dos 50 mil torcedores presentes. E apenas dois ficaram abaixo dos 40 mil torcedores presentes. Em nenhum deles se registrou a presença de mais de 50 mil pagantes.

Destes 14 clássicos, cinco terminaram empatados em 0x0. Curiosamente, foram os cinco clássicos de maior presença de público na Arena.

– Maior público total: Brasileirão 2016 – 0x0 – 53.287 (47.662 pagantes)
– Maior público pagante: Brasileirão 2018 – 0x0 – 51.870 (48.035 pagantes)
– Menor público (pagante e total): Gauchão 2014 – 1×1 – 24.572 (22.888 pagantes)

Até hoje o Grêmio fez 247 jogos na Arena. Apenas dois Gre-nais estão entre os dez maiores públicos do tricolor na sua nova casa.

Para efeitos de comparação, vale citar que a média de público dos últimos 14 Gre-Nais disputados no Olímpico foi de  33.791 (30.761 pagantes).

GRENAIS ARENA CRONO