Brasileirão 2018 – Grêmio 2×1 Vasco

November 12, 2018 by

2018 vasco maxi2018 vasco gol

O Grêmio venceu a segunda partida seguida no Brasileirão após a eliminação da Libertadores e ingressou no G4. Venceu, mas não teve uma grande atuação. Ainda sem Luan e com Everton sem ritmo, o tricolor teve um meio campo de pouca mobilidade com Michel, Maicon e Cícero. O Vasco saiu na frente, com Thiago Galhardo aproveitando uma bela assistência de calcanhar de Maxi Lopez. Jael empatou ainda no primeiro tempo, completando de cabeça a grande jogada feita por Leo Moura na ponta direito. E a virada gremista só saiu graças ao frango de Martin Silva, que se atrapalhou com o chute de fora da área de Matheus Henrique.

Eu gostaria de ter 1/10 da autoestima do Jael.

Gremio x Vasco

– Média de público da Arena na atual temporada:
25.843 (23.699 pagantes)

– Média de público do Grêmio como mandante no Brasileirão 2018:
23.719 (21.761 pagantes)

Gremio x Vasco
Fotos: Rafael Ribeiro (Vasco) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 2×1 Vasco

GRÊMIO: Paulo Victor; Léo Moura (Marinho  33’/2ºT), Paulo Miranda, Pedro Geromel e Bruno Cortez; Michel, Maicon (Matheus Henrique  24’/2ºT) e Cícero; Alisson (Jean Pyerre 13’/2ºT), Jael e Everton
Técnico: Renato Portaluppi

VASCO: Martín Silva, Luiz Gustavo (Lucas Kal 41’/2ºT), Henríquez, Ricardo Graça e Ramon; Willian Maranhão, Andrey, Marrony (Rildo  11’/2ºT) e Thiago Galhardo (Raul  33’/2ºT); Yago Pikachu e Maxi López
Técnico: Alberto Valentim

33ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2018
Data: 11 de novembro de 2018, Domingo, 17h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Público: 22.622 presentes (20,763 pagantes)
Renda: R$ 666.258,00
Árbitro: Raphael Claus (FIFA-SP)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (FIFA-SP) e Rogerio Pablos Zanardo (SP)
Cartões Amarelos: Paulo Miranda, Marinho; Ricardo, Thiago Galhardo, Yago Pikachu, Lucas Kal
Gols:  Thiago Galhardo, aos 12 minutos e Jael, aos 19 minutos do 1º tempo; Matheus Henrique, aos 49 minutos do 2º tempo

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Reclamação na Conmebol

November 7, 2018 by

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Decisión del Tribunal de Disciplina de la CONMEBOL Ref.: O-207-18

Sábado, 3 Noviembre, 2018 – 20:49

El Tribunal de Disciplina de la CONMEBOL,

RESUELVE

1º. RECHAZAR el reclamo presentado por el GRÊMIO FOOT-BALL PORTO ALEGRENSE en fecha 31 de octubre de 2018.

2º. CONFIRMAR el resultado de 1 : 2 a favor del CLUB ATLÉTICO RIVER PLATE del partido disputado en fecha 30 de octubre de 2018, entre los equipos de GRÊMIO FOOT-BALL PORTO ALEGRENSE y CLUB ATLÉTICO RIVER PLATE

3º. PROHIBIR al Señor MARCELO DANIEL GALLARDO acceder al Estadio en el siguiente partido de la CONMEBOL Libertadores 2018 conforme al Artículo 20 inciso h) del Reglamento Disciplinario de la CONMEBOL. Esta prohibición de acceso al estadio incluye la prohibición de comunicarse por cualquier medio con su Cuerpo Técnico, Oficiales y Jugadores.

4º. SUSPENDER al Señor MARCELO DANIEL GALLARDO por 3 (tres) partidos. La presente sanción iniciará su vigencia una vez cumplida la sanción establecida en el punto 3º y se deberá cumplir conforme a lo dispuesto en el Artículo 76.1 del Reglamento Disciplinario de la CONMEBOL.

5º. IMPONER al Señor MARCELO DANIEL GALLARDO una multa de USD. 50.000 (CINCUENTA MIL DÓLARES ESTADOUNIDENSES), en virtud al Artículo 12.6 del Reglamento Disciplinario. El importe de esta multa será debitado automáticamente del monto a recibir por el CLUB ATLÉTICO RIVER PLATE en concepto de derechos de Televisación o Patrocinio.

6º. ADVERTIR expresamente al Señor MARCELO DANIEL GALLARDO que, en caso de
reiterarse un incidente de cualquier desacato, irrespeto a los oficiales o cualquier otra infracción a la disciplina deportiva de igual o similar naturaleza a la que ha traído causa el presente procedimiento será considerado como situación agravante.

Contra esta decisión cabe recurso ante la Cámara de Apelaciones de la CONMEBOL, en el plazo de siete días corridos, a partir del siguiente día a la notificación de los fundamentos de la decisión conforme al Art. 63.3 del Reglamento Disciplinario de la CONMEBOL. Dicho recurso será sin efecto suspensivo. El recurso deberá cumplir con las formalidades exigidas en los artículos 59 y siguientes del Reglamento Disciplinario de la CONMEBOL. De conformidad con el Art. 63.5 del Reglamento Disciplinario de la CONMEBOL, la cuota de apelación de USD. 1.000 (DOLARES ESTADOUNIDENSES MIL) ha de ser abonada mediante transferencia bancaria.

Eduardo Gross Brown, Presidente; Amarilis Belisario, Vicepresidente; Cristóbal Valdes, Miembro.

 

GRÊMIO AJUÍZA RECLAMAÇÃO NA CONMEBOL
Comitiva liderada pelo presidente Romildo Bolzan embarca nesta tarde para Assunção
31 OUT 2018 13:14 | ATUALIZADO EM 31 OUT 2018 13:14

O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, após os episódios ocorridos no jogo da última terça-feira contra o River Plate, valendo classificação à final da Conmebol Libertadores da América, de flagrante desrespeito aos princípios éticos estabelecidos pelo fair play, vem a público se manifestar com o que segue.

Em reunião extraordinária do Conselho de Administração realizada ao final da manhã desta quarta-feira, na Arena, o Grêmio decidiu ajuizar reclamação por descumprimento do regulamento geral da competição e do regulamento disciplinar, em face da participação irregular do treinador do River Plate no vestiário durante o intervalo para instruções aos atletas do seu clube, assim como por meio de comunicação por rádio com seu auxiliar – estando ele suspenso pela Conmebol. A tipificação do fato está devidamente comprovada no artigo 176 do regulamento geral da competição e artigos 19, 56 e 76 do regulamento disciplinar da Conmebol.

Além disso, o primeiro gol do River Plate ocorreu em condição irregular, sem qualquer participação ou interferência do VAR, embora constatada a ilicitude. A Conmebol, antecipadamente aos jogos das semifinais, reuniu os clubes em sua sede e estabeleceu o fair play com vistas às disputas. Na ocasião, obteve concordância de todos os clubes em competir de forma limpa, cumprindo as regras do jogo, o que motiva o Grêmio a tomar suas providências.

Em face disso, uma comitiva liderada pelo presidente Romildo Bolzan embarca nesta tarde para Assunção para protocolar reclamação e manter reuniões com autoridades da entidade.

Já havia dito isso na quarta-feira passada e repito hoje: A minha opinião é de que o Grêmio deveria limitar-se (melhor dizendo, concentrar seus esforços) em pedir explicações sobre o uso do VAR no gol do Borré. O pedido de alteração do resultado da partida pela “participação irregular do treinador do River Plate” sempre me pareceu utópico.

Além disso, por mais que infração de Gallardo tenha sido flagrante, não me parece que a eliminação do time argentino fosse a punição mais justa/proporcional para a conduta praticada. Como torcedor, eu teria certa vergonha de comemorar uma classificação para final via “Tapetão”.

Concordo que todo o episódio soa como uma afronta/deboche a primeira pena de suspensão de Gallardo. Mas mesmo assim eu acredito que seria uma demasia alterar a equipe classificada para final em função da ida do treinador ao vestiário e uso de equipamento de comunicação com o banco de reservas. Aliás, o fato da Conmebol não ter tomada nenhuma medida antes ou durante a partida mostra que a entidade não considera a infração como algo realmente grave.

Todo o processo de decisão da Conmebol em relação ao pedido do Grêmio foi, no mínimo, estranho. Eu não consigo levar muito a sério um julgamento que ocorre a portas fechadas e sobre cuja decisão, até o momento, é desacompanhada fundamentação.

Acho que todo o foco que se deu em cima da possível de uma eventual eliminação do River Plate (com campanha em redes sociais e tudo o que se implica) acabou servindo como “cortina de fumaça” e enfraquecendo a ênfase do pedido do Grêmio em relação ao VAR. Essa inegavelmente era uma demanda que se impunha. O clube tinha obrigação de buscar esclarecer o que arbitragem viu e não viu na jogada do primeiro gol do River e por que o VAR foi pro-ativo no toque de mão de Bressan e por que foi passivo no toque de mão de Borré. Mas esse tema acabou desaparecendo no meio da discussão sobre Gallardo e só voltou a ser mencionado ontem, en passant, pelo presidente Romildo Bolzan numa entrevista ao Globo Esporte.

E também não me parece demasiado dizer que todo esse episódio acabou impedindo, ou ao menos adiando, uma crítica (aqui incluindo-se também a autocrítica) sobre os erros planejamento e montagem de plantel para 2018, uma vez que parece haver um consenso que o time do segundo semestre desse ano é mais fraco do que o time do segundo semestre de 2017 (na contramão dos indicadores financeiros, que indicam melhoria no clube nesse período).

Brasileirão 2018 – Atlético Mineiro 0x1 Grêmio

November 4, 2018 by

2018 JUAREZ RODRIGUES SUPERESPORTES

A vitória foi muito importante. Na semana em que foi eliminado da Libertadores 2018 o Grêmio voltou a vencer no Brasileirão, aumentando consideravelmente suas chances de jogar a Libertadores de 2019.

Geromel foi o personagem do jogo. Fez o gol do Grêmio e salvou, em cima da linha, um chute de Terans que tinha endereço certo.

2018 BRUNO CANTINI ATLETICO MG (1)Fotos: Juarez Rodrigues (Super Esportes) Bruno Cantini (Atlético)

Atlético Mineiro 0x1 Grêmio

ATLÉTICO-MG: Victor; Emerson, Léo Silva, Maidana e Fábio Santos; Adilson, Elias, Galdezani (Denilson, 12’/2º) e Terans (Cazares, 25’/2°); Chara e Ricardo Oliveira (Leandrinho, 25’/2°)
Técnico: Levir Culpi

GRÊMIO: Paulo Victor; Leonardo Gomes, Geromel, Paulo Miranda e Cortez; Michel e Matheus Henrique; Ramiro (Alisson, 15’/2º), Jean Pyerre e Everton (Pepê, 25’/2°); Jael (Thonny Anderson, 37’/2º)
Técnico: Renato Portaluppi

Campeonato Brasileiro 2018 – 32ª Rodada
Data: 3 de novembro de 2018, sábado, às 17h00min
Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte-MG
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (FIFA/RJ)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa (FIFA/RJ) e Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ)
Cartões amarelos: Galdezani, Léo Silva, Elias, Emerson, Matheus Henrique
Gol: Pedro Geromel, aos 2 minutos do 1º tempo

Libertadores 2018 – Grêmio 1×2 River Plate

October 31, 2018 by

2018 river casa conmebol 2 gol
2018 ricardo giusti cp 2

A prudência recomendaria um pouco mais de espera para ter o devido distanciamento crítico, mas eu já arrisco em afirmar, no calor do momento mesmo, que esse jogo entrou para história como uma das eliminações mais doloridas  do Grêmio. E foi especialmente dolorido porque o tricolor esteve muito perto de chegar a sua sexta final de Libertadores (o que seria sua segunda decisão da competição em sequência).

Foi dolorido mas não foi injusto, porque o confronto foi decidido nos detalhes. Em Buenos Aires os “detalhes” penderam a favor do Grêmio. Em Porto Alegre, os “detalhes” penderam para o River.

O Grêmio mais uma vez adotou uma postura mais reativa, “abrindo mão” da posse de bola. E assim foi resistindo ao River no início do primeiro tempo, conseguindo até ampliar sua vantagem aos 35 minutos, com Leonardo Gomes apanhando um rebote de escanteio (ele praticamente fez o gol que deixou de fazer em Buenos Aires).

Na etapa final, o jogo parecia transcorrer mais ao feitio do tricolor. Everton, que entrara no lugar de Maicon (que esteve fora do seu padrão habitual), teve chance de liquidar a partida, mas o bom goleiro Armani conseguiu travar a conclusão do avante gremista. Quando faltavam menos de dez minutos para  o final, o River empatou o jogo, numa falta cobrada na área que Borré desviou para as redes. E aos 42, o juiz, com auxilio do VAR, marcou um pênalti de Bressan, que Pity Martinez converteu, classificando os visitantes.

Eu não marcaria o pênalti dado pelo árbitro Andrés Cunha. Vale lembrar que o texto da regra fala em “tocar deliberadamente a bola com as mãos“. Não acho que o toque foi deliberado (e me parece que o juiz desconsiderou o critério “a distância entre o jogador e a bola (bola inesperada)“). Mas é preciso reconhecer que a arbitragem mundial (como pode ser visto na Copa do Mundo) vem marcando pênalti em lances parecidos com esse.  O problema maior é a falta de critério, uma vez que, aparentemente, o VAR não foi acionado no toque de braço de Borré no gol de empate do River Plate.

Mas é bom lembrar que o Grêmio chegou bastante enfraquecido nessa semifinal. O time principal foi “preservado” inúmeras vezes ao longo da temporada e mesmo assim o grupo sofreu com lesões no momento decisivo. Luan não participou de nenhum dos jogos contra o River e Everton atuou em pouco mais de 30 minutos dos 180 do confronto. As contratações mais caras da temporada (André e Marinho) não deram nenhuma resposta. A discrepância (não só de qualidade, mas principalmente de característica) entre os zagueiros titulares e reservas do Grêmio era conhecida desde o ano passado e pouco se fez para corrigir isso. Enfim, é possível dizer que o Grêmio da semifinal de 2018 decaiu na comparação com o Grêmio da semifinal de 2017 (enquanto o nível dos adversários, ao menos em tradição, aumentou).

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– Média de público do Grêmio na Libertadores 2018:
38.821 (36.250 pagantes)

– Média de público da Arena na atual temporada:
25.940 (23.788 pagantes)

– Média de público do Grêmio na história da Libertadores (90 jogos em casa):
32.049 torcedores

– Média de público em jogos de semifinal da Libertadores (7 jogos em casa):
41.747 (37.655 pagantes)

– Média de público do Grêmio em partidas de Libertadores na Arena (26 jogos):
37.873 (35.360 pagantes)

– Média de público do Grêmio em partidas de mata-mata pela Libertadores na Arena (11 jogos):
46.051 (43.287 pagantes)

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Gremio vs River 30.10.2018 Foto Maxi FaillaFotos: Conmebol , Ricardo Giusti (Correio do Povo), Maxi Failla Olé e Eduardo Moura (GloboEsporte)

Grêmio 1×2 River Plate

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Leonardo, Geromel, Paulo Miranda (Bressan, 25’/2º) e Bruno Cortez; Michel e Maicon (Everton, 9’/2º); Ramiro, Cícero e Alisson; Jael (Thaciano, 40’/2º).
Técnico: Renato Portaluppi

RIVER PLATE: Armani; Montiel, Maidana, Pinola e Casco; Ponzio (Enzo Pérez, 23’/1º), Palacios, Quintero (Scocco, 17’/2º) e Nacho Fernández (Pity Martínez, int); Borré e Lucas Pratto.
Técnico: Marcelo Gallardo

Libertadores 2018 – Semifinal – jogo de volta
Data: 30 de outubro de 2018, terça-feira, 21h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 53.571 (49.893 pagantes)
Renda: R$ 4.477.119,50
Árbitro: Andrés Cunha (Uruguai)
Asistentes: Nicolás Tarán y Richard Trinidad (Uruguai)
Quarto Árbitro: Jonathan Fuentes (Uruguai)
VAR: Leodan González (Uruguai)
AVAR 1: Esteban Ostojich (Uruguay)
AVAR 2: Mauricio Espinosa (Uruguai)
Cartões amarelos: Enzo Pérez, Pinola, Paulo Miranda, Cortez, Bressan, Cícero
Cartão vermelho: Bressan
Gols: Leonardo, aos 35 minutos do primeiro tempo; Borré, aos 36 e Pity Martínez (de pênalti), aos 49 minutos do segundo tempo.

Confrontos entre Grêmio e River Plate disputados no Brasil

October 30, 2018 by
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Foto: Clarin

 

Segue abaixo uma lista de todos confrontos entre Grêmio e River Plate disputados no Brasil, com links para posts com a ficha de cada um deles:

Taça do Atlântico 1971 – Grêmio 2×0 River Plate
Taça Cidade de Salvador 1972 – Grêmio 1×0 River Plate
Amistoso em 1980 – Grêmio 0x1 River Plate
Supercopa 1988 – Grêmio 1×0 River Plate
Supercopa 1989 – Grêmio 2×1 River Plate
Supercopa 1991 – Grêmio 1×1 River Plate
Supercopa 1995 – Grêmio 2×1 River Plate
Copa Mercosul 1998 – Grêmio 2×3 River Plate
Copa Mercosul 2001 – Grêmio 1×0 River Plate
Libertadores 2002 – Grêmio 4×0 River Plate

Amistoso em 1980 – Grêmio 0x1 River Plate

October 30, 2018 by

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Em 1980, o Grêmio recebeu o River Plate, no segundo jogo do festival de reinaguração do estádio Olímpico. Os visitantes ganharam por 1×0 com um gol marcado por Tarantini.

Além do lateral esquerdo autor do gol, o River também contava com Fillol, Ortiz (que jogou no Grêmio em 1976) e Leopoldo Luque. No Grêmio, Valdir Espinosa estava na casamata (na sua primeira passagem como treinador) e Renato fazia sua terceira partida no time principal.

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GRÊMIO PERDEU PARA A VIOLÊNCIA DO RIVER
Mauro, Ortiz, Omar Labruna foram expulsos do jogo

O Grémio não teve multa sorte em sua segunda partida do festival de reinauguração do Estádio Olímpico: o time jogou melhor do que na vitória de sábado sobre o Vasco, mas perdeu por 1 a 0 para o Riverr Plate, gol do lateral esquerdo campeão do mundo, Tarantini, aos 42 minutos do primeiro tempo. A partida teve boa movimentação, apesar do campo enlameado, mas não chegou a entusiasmar os torcedores do Grêmio que, no final, diante da derrota consumada, vaiou a equipe.

No primeiro tempo, o Grémio foi muito melhor do que o River, tomando a iniciativa das jogadas ofensivas. No entanto, o detalhe mais importante da primeira fase foram as expulsões de Ortíz e Mauro, por agressão e revide, respectivamente, aos 31 minutos, e de Labruna, aos 46. Esses incidentes motivaram ainda mais as duas equipes, mas o Grêmio, com Leandro se destacando entre os companheiros, dominava, pressionava e mantinha o controle do jogo.

O grande problema do Grêmio, além da atuação fraca de Kiese — melhor do que sábado, mas ainda abaixo das necessidades da equipe – eram os contra-ataques do River, que sempre chegava a uma boa jogada ofensiva logo depois de recuperar a bola. E esse problema se agravou no segundo tempo, principalmente pelo descuido do próprio Grêmio. O time perdia o jogo para uma equipe que tinha apenas nove jogadores e a vantagem (o Grêmio tinha dez) provocou alguns erros de marcação.

Por isso, não seria injusto se o River tivesse marcado pelo menos mais três gols. Aos 11 minutos, por exemplo, Giudice lançou Diaz, que passou por Vantuir e desviou de Leão, tocando pelo lado direito do gol. Um minuto depois, perdeu outro gol certo na mesma situação. E aos 38, o mesmo Diaz, recebendo de Carrasco, entrou livre na área e tocou pelo lado de Leão: a bola bateu nas duas traves e sobrou para Vantuir. Enquanto isso, o Grêmio limitava-se a forçar as jogadas de ataque, mas cometendo um erro de avaliação do adversário: as jogadas pra preferenciais eram realizadas pelo meio, ficando Jésum, o único ponteiro realmente ofensivo, completamente esquecido na esquerda.

O técnico Angel Labruna, então, tornou a providência correta para reforçar mais ainda sou sistema defensivo: tirou Gonzales, que havia substituído Luque no primeiro tempo, e colocou Pavoni — isto é, trocou um atacante por um jogador de bloqueio no meio-campo, fixando-o na frente dos zagueiros. Assim, o Grêmio só tinha mesmo uma opção desesperada: a bola alta na área do River Plate, chutada de qualquer parte do campo. Com este recurso, a única maneira do marcar seria através de um erro individual de um zagueiro, o que sé aconteceu uma vez e não foi aproveitado pelo Grêmio: aos I8 minutos*, Leandro ficou livre para o chute mas a bola bateu na trave. No rebote, errou da área pequena.” (Zero Hora, 25 de julho de 1980)

 

Existe muita expectativa entre os gaúchos, pela presença de Maradona no novo Olímpico, contra o Grêmio. O Argentinos Juniors é o terceiro colocado no Campeonato Argentino e esse é outro motivo para que a renda seja bem melhor do que aquela da última terça-feira, contra o River Plate, quando atingiu apenas a Cr$ 376 mil, dando prejuízo certo ao clube gaúcho, que pagou Cr$ 3 milhões para trazer o adversário do segundo amistoso” (Jornal dos Sports, 26 de junho de 1980)

Fotos: Luiz Avila e Valério Ayres (Zero Hora)

GRÊMIO: Leão; Mauro, Newmar, Vantuir e Dirceu; Kiese, Flávio e Leandro (Renato Portaluppi); Jurandir, Baltazar e Jésum
Técnico: Valdir Espinosa

RIVER PLATE: Ubaldo Fillol (Luis Landaburu) – Héctor López, Daniel Lonardi, Héctor Rodríguez e Alberto Tarantini (Giudice); Alfredo de los Santos, Omar Labruna e Juan Carrasco; Ramon Diaz, Leopoldo Luque (Pedro González e depois José Pavoni) e Oscar Ortíz
Técnico: Ángel Labruna

Data: 24 de junho de 1980, terça-feira.Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre/RS
Renda: Cr$ 376.000,00
Árbitro: Carlos Martins
Assistentes: João da Silva Mendes e Jorge Silva
Cartões vermelhos: Mauro, Ortíz e Omar Labruna
Gols: Alberto Tarantini, aos 42 minutos do primeiro tempo

Supercopa 1989 – Grêmio 2×1 River Plate

October 30, 2018 by
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Foto: José Doval (Zero Hora)

Na Supercopa de 1989 o Grêmio passou pelo River Plate, com Gomes defendendo uma cobrança de Batistuta.

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

GRÊMIO GANHA VAGA NOS PÊNALTIS E AGORA ENFRENTA O ESTUDIANTES
River saiu na frente mas o Grêmio reagiu e venceu por 2 a 1. Na decisão por pênaltis, nova vitória gremista. Agora vem o Estudiantes

Após 2 a 1 no tempo normal, o Grêmio venceu o River Plate por 4 a 1 nos pênaltis e se classificou à próxima fase da Supercopa, quando terá o Estudiantes de La Plata como adversário (dia 18 no Estádio Olímpico e 25 na Argentina). Edinho, Adilson Heleno, Jandir e Hélcio marcaram para o Grêmio e Batista para o River. Gomes pegou a cobrança de Batistuta, enquanto Medina Bello chutou para fora.

Após um começo promissor, com vontade e raça, onde Kita perdeu um gol aos nove minutos, o Grêmio, nervoso e errando muitos passes, foi sendo aos poucos dominado pelo River Plate. O time argentino, paciente, esperava o Grêmio em seu campo e, sempre através de Batista e Hernan Diaz iniciava as suas perigosas jogadas de contra-ataque. Foi assim que aconteceu o primeiro gol do River, aos 24 minutos: Centurión aproveitou o rebote de um chute de Medina Bello no travessão e completou sem chances para Gomes.

Este gol desarticulou o Grêmio, que errava passes e não conseguia fazer boas jogadas. Marcando forte, o River poderia ter ampliado o placar aos 31, quando Talarico chutou outra vez no travessão, após cruzada de Medina Bello. Na raça, mas injustamente, Kita empatou aos 43, de cabeça, após lançamento de Alfinete, em falha do goleiro Comizzo.

O time do Grêmio voltou mais tranqüilo para o segundo tempo e aos 11 minutos fez 2 a 1: Adilson Heleno cobrou falta, a bola bateu em Gomez, que estava na barreira e enganou Comizzo, que tentava a defesa. Depois, Cláudio Duarte tirou Assis e Kita, colocando Sérgio Araújo e Gilson em seus lugares, para dar maior agressividade ao ataque.

Esta alteração até que deu alguns resultados, pois o Grêmio foi à frente para tentar o terceiro gol e se classificar à próxima fase sem precisar decidir nos pênaltis. Aos 28 e 32 minutos, Gilson fez duas conclusões, para fora, em boas jogadas de Sérgio Araújo. O River Plate, que já tinha Batistuta em lugar de Centurión, só se defendia. Aos 35 minutos, Alfinete teve azar ao concluir, de cabeça, no travessão. Depois, não conseguiu mais nada.” (Zero Hora, quinta-feira, 12 de Outubro de 1989)

UMA FESTA NO OLÍMPICO E MUITOS ELOGIOS A GOMES

O Grêmio sofreu, mas chegou lá. Venceu no jogo e nos pênaltis, a torcida fez a festa e os jogadores, agora, já pensam no Estudiantes. E quem mais vibrou foi o goleiro Gomes, que defendeu o pênalti cobrado por Batistuta:

— Isso só mostrou a força do Grêmio. Vamos continuar unidos em busca deste titulo tão importante.

Mazaropi, que assistiu a partida sem esconder o nervosismo, vibrou muito com o sucesso de Gomes:

— Ele é o maior responsável pela classificação.

A noite era de festa. Gomes e Hélcio falaram em “Deus”, Adilson Heleno também vibrava muito, pois de sua recuperação pessoal dois jogos frente o River:
— Sempre acreditei no meu potencial. Cheguei aqui fora de forma, não desanimei e ainda pretendo dar muitas alegrias à torcida do Grêmio.” (Zero Hora, quinta-feira, 12 de Outubro de 1989)

Grêmio 2×1 River Plate

GRÊMIO: Gomes; Alfinete, Luís Eduardo, Edinho e Hélcio; Jandir, Cuca, Adilson Heleno e Assis (Sérgio Araújo); Kita (Gilson) e Paulo Egídio
Técnico: Cláudio Duarte

RIVER PLATE: Comizzo; Basualdo, Higuain, Corti e Gomez; Zapata, Batista, Talarico (Hector Henrique) e Hernan Diaz; Centurion (Batistuta) e Medina Bello
Técnico: Reinaldo “Mostaza” Merlo

Supercopa 1989 – Oitavas de final – Jogo de volta
Data: 11 de outubro de 1989, quarta-feira, 21h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre/RS
Público: 15.980 pagantes
Renda: NCz$ 207.441,00
Árbitro: José Martínez Bazam (URU)
Auxiliares: Juan Gardelino e Jorge Nieves
Gols: Centurion, aos 24 minutos e Kita, aos 44 minutos do primeiro tempo;
Adílson Heleno, aos 11 minutos do 2º tempo

Supercopa 1991 – Grêmio 1×1 River Plate

October 30, 2018 by
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Foto: José Doval (Zero Hora)

 

Na Supercopa de 1991, o Grêmio foi eliminado pelo River Plate nos pênaltis no estádio Olímpico.

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

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Foto: José Doval (Zero Hora)

ERRO DO JUIZ LEVA DECISÃO AOS PÊNALTIS. GRÊMIO FORA
Renato abriu o placar, mas o River empatou com gol de Medina Bello, em completo impedimento. O River se classificou nos pênaltis, por 4 a 3

O Grêmio está fora da Supercopa. Empatou com o River Plate em um gol na partida, prejudicado pela arbitragem pois o gol dos argentinos foi marcado através de um jogador impedido. Nos pênaltis, o River venceu por 4 a 3, vingando-se do mesmo Grémio que o eliminara de forma semelhante na competição de 1989.

A disputa foi forte. A estratégia do técnico Daniel Passarella foi posicionar seu time na defesa, à espera dos contra-ataques. Mas o Grêmio acabou tirando proveito disso e teve três oportunidades: uma através de Renato, outra por Caio. Na terceira, foi mortal. Caio avançou com a bola dominada, lançou Alcindo que cruzou com perfeição. Renato cabeceou com força sem nenhuma chance de defesa para o goleiro. Eram 27 minutos.

Só depois disso, o River saiu para o campo adversário. Levado pelo talento do meio-campo Borrelli, que conseguia escapar da marcação de Pino e Grotto. E. aos 42 minutos, o Grêmio escapou do pior. Sidmar fez a defesa e, no rebote, Sílvani, livre, chutou no travessão.

IMPEDIMENTO – No segundo tempo, em desvantagem no escore, Passarella escalou Ramón Díaz no lugar de Zapata. E, depois de escapar do segundo gol gremista, quando AIcindo cruzou e Renato não alcançou a bola, os argentinos empataram. Silvani estava impedido, a arbitragem não marcou e Medina Bello bateu no canto direito. Logo aos oito minutos. Depois do susto, o Grêmio ameaçou por Renato, aos 14 minutos. Comizzo foi perfeito e evitou o gol. O jogo melhorou, os dois times só atacavam. Renato obrigou Comizzo a fazer nova defesa aos 19. Aos 20, Ramón Díaz respondeu, mas bateu por cima. Aos 28, Renato, espetacular, lançou Caio que chutou por cima. Renato ainda cobrou falta na trave. A decisão foi para os pênaltis. ” (José Evaristo Villalobos, Zero Hora, 11 de outubro de 1991)

A EFICIÊNCIA DOS ARGENTINOS NAS COBRANÇAS
Sidmar trocou a luva a antes da cobrança dos pênaltis. Era, quem sabe. A esperança de encontrar as luvas abençoadas para eliminar os argentinos. Mas não deu certo para a tristeza de uma torcida que ficaria ao lado dos jogadores até o final. Ironia do destino: os dois melhores jogadores em campo. Renato e Borrelli, desperdiçaram suas cobranças. Renato chutou por cima. Borrelli cobrou fraco, defendeu Sidmar. Mas Bizu tocou fraco na bola e o goleiro Comizzo, excelente todo o tempo, defendeu

Houve discussão até neste tipo de disputa. Alcindo chutou, o goleiro defendeu, a bola bateu na trave e entrou. Os argentinos protestaram muito. No final, com o empate de três gols, Medina Bello foi preciso. Os argentinos calavam o Olímpico, repetiam a festa dos paraguaios do Olimpia, dois anos antes, no Beira-Rio, quando tiraram o Inter da Libertadores.” (Zero Hora, 11 de outubro de 1991)

ARBITRAGEM
A arbitragem do uruguaio Ernesto Felippi acabou muito prejudicada por um erro que foi decisivo. Validou um gol irregular de Medina Bello, que decretou o empate do jogo. Foi, em parte, induzido ao erro por seu auxiliar, Fernando Cardelino, que deu condições a Silvani, Também exagerou ao expulsar Caio, que foi agredido sem bola e não conseguiu revidar. Nota 3 ” (Zero Hora, 11 de outubro de 1991)

“OS PREJUÍZOS DA ELIMINAÇÃO
A eliminação do Grêmio da Supercopa dos Campeões irá custar caro aos cofres do clube. Segundo os cálculos do próprio presidente Rafael Bandeira dos Santos, o clube vai deixar de arrecadar cerca de US$ 400 mil (Cr$ 240 milhões), apenas considerando-se a renda da TV e da bilheteria das partidas contra o Flamengo, pela próxima fase, sem contar uma possível chegada à final. Mesmo as-sim, ele garante que o investimento feito na contratação de Renato já teve retorno, com a venda de mais de 40 mil cautelas do Superbolão (Cr$ 200 milhões), mais os US$ 80 mil (Cr$ 50 milhões) da TV e Cr$ 87 milhões (US$ 130 mil) da renda da partida contra o River Plate, que é toda do dono da casa.” (Zero Hora, 11 de outubro de 1991)

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Foto: José Doval (Zero Hora)

Grêmio 1×1 River Plate (River 4×3 nos pênaltis)

GRÊMIO: Sidmar; Polaco, João Marcelo, Vílson e Lira; Pino, Grotto (Bizú 33/2ºT), Volnei Caio, e Juninho; Renato Portaluppi e Alcindo Sartori
Técnico: Valdir Espinosa

RIVER PLATE: Angel Comizzo, Jorge Gordillo, Jorge Higuaín, Guillermo Rivarola, Carlos Enrique, Gustavo Zapata (Ramón Díaz, intervalo), Ornaldo Claut, Juan Borrelli, Hernán Díaz, Medina Bello, Walter Silvani (Júlio Toresani 35/2ºT)
Técnico: Daniel Passarela

Supercopa 19991 – Oitavas de Final – Jogo de volta
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre – RS
Público: 42.551 (38.792 pagantes)
Renda: Cr$ 87.430.000,00
Árbitro: Ernesto Filippi Cavani (FIFA/URU)
Auxiliares: Fernando Cardellino e Sal Feldman
Cartões Amarelos: Higuain, Silvani, Medina Bello, Pino e Sidmar
Cartões Vermelhos: Volnei Caio e Claut
Gols: Renato Portaluppi 27′ do 1º tempo; Ramón Medina Bello 7′ do 2º tempo
Nos pênaltis: Grêmio – Lira, Alcindo Sartori e João Marcelo acertaram. Bizú e Renato Portaluppi erraram. River Plate – Rivarola, Ramón Díaz, Hernán Díaz, Medina Bello acertaram, Borrelli errou.

Supercopa 1995 – Grêmio 2×1 River Plate

October 29, 2018 by
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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

 

 

Grêmio e River se enfrentaram em Porto Alegre pelo jogo de ida das quartas de final da Supercopa de 1995. Esse confronto quase aconteceu na final da Libertadores daquele ano, não fosse o River eliminado pelo Atlético Nacional na semifinal. Esse confronto quase aconteceu na final da Libertadores do ano seguinte, não tivesse o Grêmio sido eliminado pelo América de Cali na semifinal.

É válido lembrar que o Grêmio teve compromisso pelo brasileirão na terça, contra o Fluminense no Rio e recebeu o River no Olímpico na quinta.

 

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

 

GRÊMIO VAI DECIDIR A VAGA EM VANTAGEM
Vitória por 2 a 1 sobre o River dá ao campeão da América a chance de se classificar com o empate em Buenos Aires

O Grêmio venceu o River Plate por 2 a 1, ontem à noite, no Estádio Olímpico, e garantiu a vantagem para a decisão da vaga na segunda fase da Supercopa dos Campeões da Libertadores. Um empate na segunda partida, dia 2 de novembro, em Buenos Aires, será suficiente para o Grêmio. Mas a missão não será fácil. Ao final do jogo de ontem, o próprio técnico Luiz Felipe admitiu: o i River Plane foi a melhor equipe que o Grêmio enfrentou em 87 jogos realizados este ano.

O Grêmio começou o primeiro tempo dando a impressão de que iria solucionar a partida em seguida. Até os cinco minutos, foram três escanteios. Num deles. Paulo Nunes concluiu com perigo para fora. A pressão, porém, aos poucos foi administrada pelo River Rate. Os argentinos tiraram proveito dos passes errados de Arilson e Luciano e ameaçaram o gol de Danrlei em contra-ataques velozes. O alerta geral surgiu aos 30 minutos, quando Gallardo chutou para fora com perigo.

No final do primeiro tempo, o atacante Jardel até então mais armador do que centroavante, ficou sem ângulo e ainda assim conseguiu colocar a bola pelo meio das pernas do goleiro Irigoytia. O 1 a 0 não chegava a ser injusto. Mas Francescoli, o uruguaio do River, executou com perfeição uma cobrança de falta, aos 46 minutos, empatando a partida. Foi o segundo alerta ao Grêmio.

O River passou a tocar a bola, com a esperança de levar o empate até o final. Com quatro jogadores da seleção argentina, Altamirano, Astrada, Gallardo e Ortega, levou o plano de jogo até os 15 minutos finais. O Grêmio ajudava, porque recomeçou o segundo tempo sem iniciativa. Então, Nildo foi visto aquecendo-se à beira do gramado. No minuto seguinte, Dinho, um dos melhores em campo, acertou a trave do River em um chute rasteiro e forte de fora da área e Carlos Miguel, como se fosse centroavante, concluiu com o goleiro batido. Nildo voltou para o reservado. Jardel ainda cabeceou na rede pelo lado de fora e o time soube manter a vitória até o final.”(Zero Hora, 27 de outubro de 1995)

 

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Grêmio 2×1 River Plate

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Catalino Rivarola, Luciano e Roger; Dinho, Luis Carlos Goiano, Arílson e Carlos Miguel (Ranielli); Paulo Nunes (Gélson) e Jardel
Técnico: Luiz Felipe Scolari

River Plate: Joaquín Irigoytia: Ricardo Altamirano, Guillermo Rivarola, Celso Ayala e Juan Gómez; Matías Almeyda, Leonardo Astrada, Hernán Díaz (Néstor Cédres) e Marcelo Gallardo (Gabriel Amato), Ariel Ortega e Enzo Francescoli.
Técnico: Ramón Díaz

Supercopa 1995 – Jogo de ida
Data: 26 de outubro de 1995, quinta-feira, 21h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 12.176 (10.254 pagantes)
Renda: R$ 64.255,00
Árbitro: Salvatore Imperatore (FIFA/CHI)
Auxiliares: Mário Sanchez e Juan Riquelmes
Gols: Jardel aos 43 minutos e Francescoli aos 44 minutos do 1º tempo; Carlos Miguel aos 14 minutos do 2º tempo

Supercopa 1988 – Grêmio 1×0 River Plate

October 29, 2018 by
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Foto: Edison Vara (Zero Hora)

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Foto: Arivaldo Chaves (Zero Hora)

 

Em maio de 1988, Grêmio e River Plate se enfrentaram no Olímpico pela partida de ida das quartas de final da primeira edição da Supercopa dos Campeões da Libertadores. O tricolor venceu com um gol de Valdo (gol que seria o seu último com a camisa do Grêmio)

Nesse jogo, o técnico Otacílio Gonçalves escalou o meio-campo com Cristovão, Bonamigo, Cuca e Valdo, formação que ganhou o apelido de “Grêmio Show

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GRÊMIO DERROTA O RIVER E PODE ATÉ PERDER A PRÓXIMA
Com a vitória de ontem, 1 a 0 sobre o River Plate, no estádio Olímpico, o Grêmio vai a Buenos Aires, na próxima quarta-feira, dia 11, para não perder pela diferença de dois gois. Se o River ganhar por 1 a 0, o jogo irá à prorrogação. Qualquer outro resultado, com diferença de um gol a favor dos argentinos, classificará o Grêmio para a semifinal da Supercopa Libertadores, contra o Racing. A partida de ontem deixou um alerta para o time gaúcho: os jogadores do River, como manda a tradição argentina, catimbaram muito, pressionaram o juiz e usaram da violência para conter os avanços gremistas. Valdo sofreu diversas faltas e Jorge Veras saiu na metade do segundo tempo, com um corte profundo na barriga da perna. Os 21.200 pagantes proporcionaram uma arrecadação de 7,2 milhões de cruzados.

O jogo começou truncado, com o River Plate tirando todos os espaços do Grêmio através de uma eficiente marcação. O time gaúcho não encontrava soluções e até os 10 minutos só exigira urna intervenção de Pumpido, quando Mazaropi já tinha feito quatro defesas. Aos 13 minutos aconteceu o gol, que mudou a história do primeiro tempo. Jorge Veras dominou um cruzamento dentro da pequena área, tirou um zagueiro da jogada e passou para Valdo, que estava fora da área. O ponteiro chutou forte, no canto, sem chance de defesa para Pumpido. E vibrou com seu gol como poucas vezes o fizera no Estádio Olímpico.

A partir deste gol o Grêmio encontrou mais espaços para criar suas jogadas e teve novas chances. Aos 15 minutos, Cuca não alcançou um cruzamento de Jorge Veras. Aos 17, Amaral lançou Lima, livre, na pequena área. O centroavante chutou por cima do travessão. Aos 23, Jorge Veras cobrou uma falta. Pumpido defendeu e, imediatamente, lançou para Caniggia, que avançou livre até a área de Mazaropi. O goleiro do Grêmio conseguiu tirar o ângulo do atacante argentino e defender a bola.

No segundo tempo, o River voltou disposto a conseguir um gol e teve menos preocupações defensivas. Isto tornou o jogo emocionante, com chances de gol para os dois times. Cuca chutou duas vezes a bola no poste e Palma perdeu um gol quando estava livre no ataque. Em Buenos Aires, a seleção brasileira juvenil venceu a Bolívia por 3 a 0, com dois gols de Assis, na primeira fase do Campeonato Sulamericano de Juniores.”(Elder Ogliari – Diário do Sul – 4 de maio de 1988)

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Foto: Paulo Dias (Zero Hora)

GRÊMIO VENCE E AGORA SÓ PRECISA DE EMPATE
Mas o River mostrou que será um adversário muito difícil em Buenos Aires

O Grêmio largou na frente, na segunda fase da Supercopa. Na noite fria de ontem, venceu ao River Plate no Olímpico por 1 a 0 —gol de Valdo — e agora decide a vaga para as semifinais na próxima quarta-feira, em Buenos Aires, podendo até empatar. O resultado só não foi o ideal, porque o técnico Otacílo Gonçalves queria ganhar por um escore maior e assim não correr o risco tão grande no Monumental de Nunes.

Primeiro tempo

O River Plate, apesar de jogar fora de casa, não começou a partida retrancado, como era previsível. Lançou-se à frente tão logo o árbitro apitou o início do jogo, e a um minuto já chegava duas vezes até a área de Mazaropi, em cruzada perigosa de Troglio e num chute de Da Silva da intermediária. O Grêmio errava passes, dava sinais de nervosismo, e apenas Valdo e Lima mostravam o seu futebol costumeiro. E foi exatamente Valdo quem mudou todo o panorama do Jogo, com um belo gol aos 13 minutos, após passe de Jorge Veras. Melhorou o Grêmio, enquanto os argentinos passaram a usar de violência (principalmente com Corti e Ruggeri). O problema era o contra-ataque do River, com Caniggia, o que quase resultou no empate, aos 28 minutos: Mazzaropi salvou, jogando-se nos pés do ponteiro. O primeiro tempo terminou com a pressão argentina, sem, entretanto, criação de jogadas perigosas de gol.

Segundo tempo

O Grêmio, buscando a tranquilidade no placar, foi para cima no início do segundo tempo, e logo conseguiu uma boa chance com Cuca. Acontece que os jogadores de defesa erravam muito na saída de bola, proporcionavam com freqüência jogadas de perigo para a equipe argentina e aos 17 minutos Da Silva chutou de dentro da área para boa defesa de Mazaropi. A resposta veio com Cuca, que dois minutos depois acertou o poste de Pumpido e aos 27 — incrível — Cuca acertou outra vez o poste, quando Helinho já estava em campo no lugar de Jorge Veras, que saiu lesionado. O jogo era veloz, ofensivo de ambos os lados, e com Centurion e Enrique nos lugares de Da Silva e Caniggia, o River chegou ao fim correndo mais que o Grêmio. Mas este fator não foi suficiente para impedir uma vitória justa do time gaúcho.

O Placar

VALDO para o Grêmio, 1 a 0 aos 13 minutos do primeiro tempo – Lima deu início à jogada e lançou a bola na área. A zaga se atrapalhou, Veras dominou e atrasou para Valdo, que bateu forte, de pé direito, no ângulo direito do goleiro Pumpido.” (Zero Hora – 4 de maio de 1988)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

DOIS GOLS PERDIDOS ENTRISTECEM CUCA
Ao terminar a partida, apesar da vitória, Cuca estava triste e explicou o motivo de seu desânimo: gols perdidos. O meia gremista, de boa atuação, em duas oportunidades concluiu a gol e a bola bateu no poste:
— Claro que tenho que estar desanimado. Tive duas belas conclusões e por azar foi no poste. Com mais dois gols, estaríamos multo bem situados. Agora é tentar segurar o jogo lá.

O presidente Paulo Odone também lamentou os gols perdidos e disse que agora a alternativa é montar um bom esquema para o Jogo em Buenos Aires e tentar manter a vantagem:
— Vencemos um bom adversário e poderíamos ter marcado mais gols. Mas a vitória foi boa e vamos mostrar que sabemos nos defender. Claro que será difícil, embora tenhamos condições de apresentar mais futebol e quem sabe aproveitar as oportunidades criadas.” (Zero Hora – 4 de maio de 1988)

CANIGGIA ELOGIA O BOM ADVERSÁRIO
Muito calmo, o ponteiro Caniggia explicou, ao final do jogo entre Grêmio e River, que o seu time não atuou como costuma e que o adversário acabou por surpreender, pois é bem superior ao Olímpia do Paraguai. O atacante não gostou de ter sido substituído na segunda etapa e disse que o técnico não percebeu todo o seu esforço para construir lances rápidos no setor do frente. Caniggia salientou a segurança da zaga do Grêmio e lembrou que em Buenos Aires será necessário bastante esforço para garantir a classificação:
– Não conseguimos vencer porque encontramos um inimigo muito disposto e qualificado. Entretanto, temos boas chances de ficar com a vaga, pois a decisãoo será na Argentina. Aprendemos aqui e que o Grêmio é muito melhor do que o Olímpia. Nós tínhamos plena consciência desse fato. Redobraremos nossas forçar para chegar na frente.” (Zero Hora – 4 de maio de 1988)

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Foto: Zero Hora

Grêmio 1×0 River Plate

GRÊMIO: Mazaropi; Amaral, Astengo, Luis Eduardo e João Antônio; Cristovão Borges, Bonamigo, Cuca e Valdo; Jorge Veras (Helinho) e Lima
Técnico: Otacílio Gonçalves

RIVER PLATE: Nery Pumpido; Jorge Borelli, Nelson Gutiérrez, Oscar Ruggeri e Pablo Erbín; Ernesto Corti, Pedro Troglio e Omar Palma; Jorge Da Silva (Ramón Centurión), Antonio Alzamendi e Claudio Caniggia (Hector Enrique)
Técnico: Carlos Timoteo Griguol

Supercopa 1988 – quartas de final – jogo de ida
Data: 03 de maio de 1988, terça-feira
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre/RS
Público: 21.259 pagantes
Renda: Cz$ 7.255.100,00
Árbitro: Carlos Maciel
Auxiliares: Juan Escobar e Astemio Martinez
Cartões Amarelos: Alzamendi e Corti
Gol: Valdo aos 13 minutos do 1º tempo