Gauchão 2021 – Inter 1×2 Grêmio

May 17, 2021 by

Foto: Diego Souza (Twitter)

Foto: Richard Dücker (@Ducker_Gremio)

 

Como a imensa maioria dos Gre-Nais, esse foi um jogo decidido nos detalhes. Matheus Henrique esteve envolvido em dois lances que poderiam ter mudado/mudaram a história da partida. No final do primeiro tempo ele perdeu um gol de um modo que não se pode perder em clássico. Mas não se abalou e ganhou a dividida e roubou a bola na origem do gol da virada do Grêmio.

Apesar da participação decisiva de Matheus Henrique e Lucas Silva o setor de meio de campo do Grêmio não funcionou tão bem (deu uma melhorada após a entrada de Darlan). Tiago Nunes vai ter que se acostumar com o fato de que, à exceção de Jean Pyerre, o Grêmio só tem jogadores de lado de campo ou volantes com bom passe. Faltam meias que joguem por dentro e se aproximem da área adversária.

Entendo que a Federação queira fazer ações para valorizar a final do campeonato, mas colocar um escudo do Inter na camisa do Grêmio (e vice-versa) passa de todos os limites. Os times não deveriam ter aceitado isso.

Foto: Ricardo Duarte (Inter)

 

Foto: Ricardo Duarte (Inter)

 

Foto: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

Foto: Richard Dücker (@Ducker_Gremio)

Inter 1×2 Grêmio

INTER: Marcelo Lomba; Rodinei, Zé Gabriel (Lucas Ribeiro, 40’/2ºT), Víctor Cuesta e Moisés; Rodrigo Dourado, Edenilson, Nonato (Marcos Guilherme, 40’/2ºT); Mauricio (Caio Vidal, 22’/2ºT), Palacios (Yuri Alberto, 14’/2ºT) e Thiago Galhardo (Praxedes, 22’/2ºT)
Técnico: Miguel Ángel Ramírez

GRÊMIO: Brenno; Rafinha, Geromel, Ruan e Diogo Barbosa; Lucas Silva (Fernando Henrique, 35’/2ºT), Luiz Fernando (Léo Pereira, 17’/1ºT), Maicon (Darlan, 19’/2ºT), Matheus Henrique e Ferreira; Diego Souza (Ricardinho, 35’/2ºT)
Técnico: Tiago Nunes

Gauchão 2021 – Final – Jogo de Ida
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, RS
Data: 16 de maio de 2021, domingo, 16h00min
Árbitro: Anderson Daronco
Assistentes: Lúcio Flor e André Bittencourt
VAR: Adriano Milczvski (PR)
Cartões amarelos: Rodrigo Dourado; Léo Pereira, Rafinha, Ruan e Maicon
Gols: Thiago Galhardo, aos 26 minutos do 1º tempo, Diego Souza, aos 12min e Ricardinho, aos 42min do 2ºT

Gauchão 2001 – Inter 0x0 Grêmio

May 16, 2021 by

Foto: Ricardo Duarte (Zero Hora)

No Gauchão de 2001, o clássico Gre-Nal disputado no Beira-Rio terminou sem movimentação no Placar. Com a vitória do Juventude no clássico Caju disputado na véspera, o Inter já entrou em campo sem chances na competição. O Grêmio, já garantido na final como vencedor do 1º turno, ainda buscava atingir a melhor campanha no geral, para poder fazer o segundo jogo da final contra o Juventude no Olímpico.

Durante a semana o Presidente José Alberto Guerreiro sugeriu que o Grêmio poupasse os titulares pensando no confronto contra o São Paulo pela Copa do Brasil. A sugestão não foi aceita, o tricolor entrou com força máxima e infelizmente Rodrigo Mendes sofreu uma lesão no ligamento do joelho direito ainda no primeiro tempo.

Esse foi  último  Gre-Nal que os dois times jogaram sem patrocínio nas camisas (no clássico anterior o Grêmio ainda estava com a camisa com patrocínio da Chevrolet)

Foto: Edison Vara (Placar)

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

 

 

“GRE-NAL TEVE MUITAS CHANCES DE GOL
As duas equipes se empenharam muito e o empate sem gol não reflete aquilo que se viu em campo

Para um jogo que não valia muita coisa, principalmente depois da vitória do Juventude sobre o Caxias, sábado, até que Gre-Nal, disputado ontem, no Beira-Rio, foi bastante movimentado. O placar em branco não retrata o que as duas equipes mostraram em campo. O resultado acabou com as chances de Grêmio e Inter superar o Juventude na classificação do returno do octogonal final do Campeonato Gaúcho.

A partida começou em alto ritmo. Antes de dois minutos, Grêmio e Inter já havia levado perigo aos goleiros Hiran e Danrlei. Aos 40 segundos, Zinho chutou de fora da área e obrigou Hiran a fazer grande defesa. A resposta colorada veio 30 segundos depois em uma jogada de Fábio Pinto, que Lê concluiu por cima. Aos 26 minutos, Paraíba desperdiçou a melhor chance de gol do primeiro tempo. No final do primeiro tempo, o zagueiro Ronaldo foi cobrar o árbitro Alexandre Barreto: “Tú é responsável pela pancadaria”, acusou o zagueiro.

Na confusão, Hiran empurrou Tite. A segunda etapa foi como a primeira: cheia de opções. Apesar disso, os atacantes nunca conseguiram levar vantagem sobre os defensores, deixando o placar em 0 a 0.” (Correio do Povo, 14 de maio de 2001 – Fonte: Grêmio Dados)

 

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

INTER: Hiran; Denílson, Ronaldo, Duílio e Dênis (Leandro Guerreiro); Marcelo Rosa, William, Juca e Lê (Gil Baiano); Fábio Pinto e Luiz Cláudio (Marco Aurélio)
Técnico: Cláudio Duarte

GRÊMIO: Danrlei; Mauro Galvão, Marinho e Ânderson Polga; Itaqui, Eduardo Costa, Tinga, Zinho e Rubens Cardoso; Marcelinho Paraíba (Luiz Mário) e Rodrigo Mendes (Warley)
Técnico: Tite

Gauchão 2001 – Octogonal Final – 2º Turno – 7ª Rodada
Data: 13 de maio de 2001, domingo, 16h00min
Local: Beira-Rio, em Porto Alegre, RS
Público: 11.408 (9.520 pagantes)
Renda: R$ 77.595,00
Juiz: Alexandre Barreto
Auxiliares: José Silva Oliveira e José Bittencourt.
Cartões Amarelos: Duílio, Juca, Lê; Marinho, Eduardo Costa, Zinho e Itaqui

Copa do Brasil 2001 – Quartas de Final – Jogo de Ida – Grêmio 2 x 1 São Paulo

May 16, 2021 by

Foto: Edison Vara (Placar)

 

Há exatos 20 anos o Grêmio Grêmio venceu o São Paulo por 2×1 no Olímpico, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil de 2001

Foi uma mostra de força gremista, que buscou a vitória mesmo com os importantes desfalques de Anderson Lima, Rodrigo Mendes e Marcelinho Paraíba

 

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

 

“SÃO PAULO SOFRE PRIMEIRA DERROTA NA COPA DO BRASIL
Equipe paulista perde por 2 a 1 e precisa de vitória por 1 a 0 no Morumbi

O São Paulo perdeu ontem a sua invencibilidade na Copa do Brasil ao ser derrotado pelo Grêmio por 2 a 1, no estádio Olímpico, em Porto Alegre. A equipe do técnico Oswaldo Alvarez havia vencido as suas cinco partidas anteriores na competição e precisa de uma vitória por 1 a 0, no Morumbi, quarta-feira, para ir às semifinais. Alvarez, que estava hospitalizado e teve alta ontem pela manhã, comandou o time de uma cabine, enquanto o auxiliar Ivo Secchi ficou no banco de reservas. A equipe da casa foi mais ofensiva desde o início, sem se descuidar na marcação. Os meias e atacantes souberam marcar os defensores adversários, o que deixou os são-paulinos com dificuldades para armar as suas jogadas. Aos 9min, o Grêmio abriu o placar com Warley, ex-jogador do São Paulo. Sem marcação, ele rebateu a bola após Rogério tentar defender cobrança de falta feita pelo meia Zinho. Os gaúchos tentaram seguir no ataque, mas o São Paulo não demorou para empatar. Reginaldo Araújo cruzou para França, dentro da área, chutar e marcar, aos 15min do primeiro tempo. Foi o sexto gol do artilheiro são-paulino na competição. O Grêmio continuou com a posse de bola por mais tempo até o final da primeira etapa. No começo do segundo tempo, o clube de Porto Alegre conseguiu ser ainda mais ofensivo do que nos primeiros 45 minutos. Aos 2min, a equipe já havia desperdiçado duas chances para marcar. Mas os gaúchos não mantiveram esse ritmo por muito tempo. Como o rival já não fazia uma marcação eficiente, o São Paulo passou a ser mais ofensivo. Mas os atacantes França e Ilan, que aos 30min saiu para a entrada de Fabiano Souza, não conseguiram finalizar as jogadas. Ao contrário da etapa anterior, foram os gaúchos que passaram a optar pelos contra-ataques. Mesmo sem corrigir as suas falhas, o Grêmio chegou ao segundo gol, aos 38min. Após cobrança de escanteio, Eduardo Costa chutou da entrada da área, a defesa tentou tirar a bola, mas ela sobrou para Marinho, que desempatou. O goleiro Rogério reclamou de impedimento do autor do gol.” (Folha de São Paulo, quinta-feira, 17 de maio de 2001)

 

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

GRÊMIO DERROTA O SÃO PAULO NO OLÍMPICO PELA COPA DO BRASIL
O Grêmio derrotou o São Paulo por 2 a 1, ontem à noite, em Porto Alegre, no jogo de ida das quartas-de-final da Copa do Brasil 2001. Agora, na partida de volta, na próxima semana, em São Paulo, o tricolor porto-alegrense precisará do empate ou de derrotas por diferença de um gol a partir de 2 a 3. Se o São Paulo devolver o 2 a 1 a vaga será decidida nos pênaltis. E se ganhar por 1 a 0 passará às semifinais. No primeiro tempo de ontem o Grêmio foi arrasador, lembrando o time com alma castelhana dos tempos de Felipão em 94 e 95. E largou na frente com um gol de Warley aos 9 minutos, aproveitando um rebote do goleiro Rogério Ceni após cobrança de falta de Zinho. Mas cinco minutos depois, aos 14, o goleador França empatou num vacilo da zaga gremista. Na segunda parte, o tricolor gaúcho diminuiu o ritmo e o tricolor paulista equilibrou. Mas as chances de gol foram do Grêmio, que pararam nas mãos do ótimo goleiro Rogério Ceni. Aos 39 ele não pode evitar que Marinho, embaixo da meta, marcasse o gol da vitória. Ele aproveitou-se de uma bola chutada por Eduardo Costa que bateu em Fábio Simplício.” (Diário Popular17/05/2001)

Foto: Ricardo Giusti (Correio do Povo)

“GRÊMIO GANHA COM GARRA INCOMUM
Time faz 2 a 1 no São Paulo mostrando muita determinação. Precisa de um empate para estar na semifinal da Copa do Brasil

O Grêmio venceu o São Paulo por 2 a 1, ontem, no Olímpico. Agora, a equipe de Tite precisa de apenas um empate contra os paulistas, no Morumbi, para garantir a vaga à semifinal da Copa do Brasil. Derrota a partir de 3 a 2 também classificará o Grêmio. Para o São Paulo a vitória de 1 a 0 já é suficiente. Uma derrota gremista por 2 a 1 levará a decisão para os pênaltis.

Jogando com uma vontade incomum, o Grêmio atacou desde o início. Depois de intensa pressão, Warley fez 1 a 0, aos 9 minutos. Luiz Mário sofreu falta na entrada da área. Zinho cobrou e Rogério Ceni espalmou para a frente. A bola bateu no peito de Warley e entrou. A resposta paulista veio logo em seguida. Aos 14, Souza se aproveitou de um erro da defesa, invadiu a área e passou para França empatar. O Grêmio não se abalou e voltou a atacar. Apesar da vontade, o ritmo já não era o mesmo. Aos 33, porém, Tinga deixou Warley na frente do goleiro, que fez grande defesa.

No 2º tempo, o Grêmio voltou revigorado ao ataque. A 1 minuto, Zinho bateu e Ceni espalmou. Na seqüência, cruzamento de Itaqui, a defesa afastou e Tinga bateu a gol, mas Wilson salvou. No rebote, novo cruzamento; a bola sobrou para Zinho, que chutou para fora.

Depois do susto inicial, o São Paulo equilibrou o jogo. Aos 27, Warley foi substituído por Cláudio. “Não entendi nada”, protestou ele ao deixar o campo. Aos 38, o gol da vitória. Zinho cobrou escanteio, a defesa afastou e Eduardo Costa, no rebote, bateu a gol. Simplício salvou com o peito e Marinho, ao lado da trave esquerda, esticou a perna e empurrou a bola para o gol.” (Correio do Povo, quinta-feira, 17 de maio de 2001)

“PELO EMPATE NO MORUMBI

É ruim levar gol em casa, mas não é nada desesperador. Importante mesmo é vencer.

Especialmente para o novo Grêmio do técnico Tite: agressivo, ousado, que não escolhe lugar nem hora para ir ao ataque com energia. Os 2 a 1 de ontem, contra o São Paulo, darão  vaga com qualquer empate ou derrota partir de 3 a 2 (2 a 1 dá pênaltis). Vitória de 1 a 0 ou por mais de um gol de diferença classifica o São Paulo.

Mas convém tirar lições da merecida e justa vitória de ontem.

Uma deles é que o Grêmio torou-se um tanto óbvio sem os deslocamentos rápidos de Marcelinho e Rodrigo Mendes. As jogadas de ataque da dupla ofensiva reserva se resumi-quase que exclusivamente a disparadas e cruzamentos de Luiz Mário pelo lado direito. Warley fez o gol, meio sem querer, embora estivesse ali, acima do lance, depois da falta batida por Zinho e da ótima defesa parcial de Rogério Ceni, aos nove minutos. Com nitidez , apareceu a falta de centroavante de oficio, o chamado camisa 9 de “referência”, como dizem os especialistas.

 Só para se ter uma idéia: com dois minutos do primeiro tempo, o Grêmio já tinha erguido cinco bolas para a área, todas da linha de fundo, sempre pelo lado direito. Todas terminaram nas mãos de Rogério ou foram tiradas pelos fracos zagueiros Jean e Wilson. A crena se repetiu o jogo todo, com pequenas variações. E o Grêmio não conseguiu encontrar alternativas ofensivas para o problema. Energia e disposição sobraram, registre-se. Bem como disciplina tática. Só que o São Paulo, ao contrário do Fluminense, é bem mais veloz, organizado. Sem falar na qualidade técnica. É mais difícil marcar Carlos Miguel do que Ramon, assim como França é infinitamente mais matador na estocada final e inteligente com a bola nos pés do que Marco Brito.

Tanto que o gol de empate do São Paulo foi dele, França, após bobeira da zaga. O arremesso lateral foi cobrado para Reginaldo Araújo, livre de marcação. Ele cruzou para trás e o artilheiro não perdoou.

No segundo tempo, o Grêmio voltou fulminante. Perdeu três gols incríveis em 2min20s. Zinho chutou forte e Rogério Ceni, o melhor em campo do São Paulo, fez grande defesa, fechando o ângulo. Itaqui cabeceou fraco, sem goleiro, e Wilson tirou de cima da linha. Zinho, também sem goleiro, errou o alvo logo em seguida. Depois, o ânimo arrefeceu. Mas Tite mexeu certo no time.

Fábio Baiano entrou no lugar de Itaqui e Cláudio no de Luiz Mário. Aos 38 do segundo tempo, Eduardo Costa chutou de dentro da área. A bola bateu no braço de Wilson e ficou picando em cima da linha, rente ao poste direito. Marinho, o melhor do Grêmio, empurrou para dentro. Outra vez a estrela de Tite, que segurou Eduardo e liberou Marinho, convertido em atacante várias vezes.

A nota negativa foi o público escasso: 16, 4 mil pessoas. Pouco para um jogo tão importante — mesmo descontados o frio, o horário e o dinheiro escasso. Quem foi estádio, porém, empurrou o time até o fim. A partida de volta será na próxima quarta-feira.” (Diogo Olivier, Zero Hora, quinta-feira, 17 de maio de 2001)

“O GOL COMO PRÊMIO AO FUTEBOL DE MARINHO
Copa do Brasil –  Zagueiro mostra recuperação depois de atuações ruins e deixa o gamado como o maior destaque do Grêmio

Se restava ainda alguma dúvida quanto a total recuperação de Marinho depois da crise técnica que levou a diretoria a tentar negociá-lo, ela desapareceu por completo ontem à noite. Melhor jogador em campo, o zagueiro teve sua atuação coroada com a marcação do segundo gol.

Execrado no começo do ano, em conseqüência das sucessivas falhas, o zagueiro teve seu nome gritado em coro pela torcida após a partida.

— Jogador tem que ter personalidade. E eu tenho — desabafou Marinho.

Humilde, ele preferiu valorizar o esquema montado pelo técnico Tite, que permite suas chegadas freqüentes ao ataque. Na sua avaliação, cada um dos jogadores do Grêmio merecia ter deixado o gramado com um troféu de destaque da partida nas mãos.

O presidente José Alberto Guerreiro voltou a elogiar o esquema tático montado por Tite, enfatizando que todos os jogadores têm a mesma capacidade de doação.

 — Encaixotamos o adversário com a nossa marcação. Tite soube dar esse espírito ao grupo — disse Guerreiro.

O capitão Zinho também saudou a recuperação do companheiro, dizendo que a fé do zagueiro em Deus ajudou na sua recuperação.” (Zero Hora, quinta-feira, 17 de maio de 2001)

 

Foto: Paulo Franken (Zero Hora)

Grêmio 2×1 São Paulo

GRÊMIO: Danrlei, Marinho, Mauro Galvão e Anderson Polga; Itaqui (Fábio Baiano 28 do 2ºT), Tinga, Eduardo Costa, Zinho e Rubens Cardoso; Luís Mário (Roger 42 do 2ºT) e Warley (Cláudio Pitbull 29 do 2ºT).
Técnico: Tite

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Reginaldo Araújo, Jean, Wilson e Gustavo Nery; Alexandre (Kaká), Fábio Simplício, Carlos Miguel e Souza (Júlio Baptista); França e Ilan (Fabiano Souza)
Técnico: Ivo Cecchi (auxiliar)

Copa do Brasil 2001 – Quartas de Final – Jogo de Ida
Data: 16 de maio de 2001, Quarta-feira, 21h45min
Local: Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 16.450 (15.082 pagantes)
Renda: R$ 95.254,00
Juiz: Luciano Augusto Teotonio Almeida (FIFA-DF)
Auxiliares: Jorge Paulo Gomes e Nilson Alves Carrijo
Cartões Amarelos: Rogério Ceni, Jean, Gustavo Nery, Alexandre, Souza, Fabiano Souza
Gols: Warley, aos 9 minutos do 1º tempo; França aos 14 minutos do 1º tempo e Marinho aos 36 minutos do 2º tempo

Camisa Tricolor 2021

May 15, 2021 by

Eu tenho imensa curiosidade em saber os detalhes por trás da criação e aprovação das camisas do Grêmio. Essa camisa de 2021 é mais uma que ganharia muito com algumas revisões/alterações.

O conceito dela em si é bastante interessante, o problema está na falta de atenção aos detalhes. E os detalhes fazem toda a diferença.

– Gosto muito do tamanho e da proporção das listras.

– Acho que o ponto forte dessa nova camisa é a gola (parecida com a que a Adidas usou nas camisas de Argentina, Japão, Suécia, Colômbia e México na Copa de 2018). Ela é diferente das demais que o Grêmio usou recentemente e está muito bem dimensionada. Em nenhum jogador ela parece muito folgada ou apertada.

– Eu entendo que o tom de azul da camisa titular pode e deve (dentro de certos limites) mudar de ano para ano. Acho esse azul bem clarinho uma variação interessante.

– O que não dá pra aceitar é que o tom de azul do escudo seja diferente do tom de azul das listras. Essa diferença ficou muito evidente já nas primeiras fotos que vazaram.

-Sigo sem entender porque o patrocínio do Banrisul da parte da frente é aplicado em transfer/silk enquanto o das costas é sublimado (o patrocínio sublimado é bem mais resistente/durável e confortável).

-Assim como aconteceu em 2019 e 2020, a camisa versão de torcedor não tem patrocínio nas costas (faria mais sentido uma versão sem nenhum patrocínio).

Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

– As disposição das listras na manga está bem “estranha’. Na foto acima fica claro que nenhuma listra está “centralizada” (sendo centro aqui o ponto imaginário que divide a parte da frente e das costas da camisa. Acho que esse é um dos defeitos mais graves dessa nova camisa.

 

Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

 

E ao menos para mim , o fato do patrocínio da Vero e o logo da Sul-Americana estar posicionado dentro da listra azul só reforça a sensação de que as listras da mangas estão mal posicionadas

Eu acredito que o desenho ficaria mais harmonioso se a a listra azul da manga estivesse mais centralizada (fosse “empurrada” um pouco mais para trás).  Nas imagens abaixo, (no lado direito) uma simulação desse ajuste.

 

 

 

 

 

–  Na comparação com as camisas de 2019 e 2020 fica claro que o distintivo do Grêmio e o logo da Umbro foram colocados mais para o centro da camisa.  Gosto mais desse “posicionamento”. Porém isso acentua um problema antigo nas camisas do Grêmio, que é a largura demasiada do patrocínio.

Quando apareceu pela primeira vez na camisa do Grêmio, a marca do Banrisul iniciava praticamente na mesma “linha” do início do logo do fornecedor ia até a mesma “linha” do fim do distintivo do clube.  Contudo, há algum tempo esse limite foi extrapolado e o Banrisul vai atravessando várias linhas e listras. Pra mim faz com que o distintivo do Grêmio pareça pequeno e no conjunto dos elementos da parte da frente da camisa acaba formando uma espécie de trapézio.

A solução mais fácil pra isso seria diminuir a largura do patrocínio tirando o símbolo do Banrisul, deixando só as letras. Porém o manual de identidade visual do patrocinador não permite isso. Abaixo simulei algumas alternativas,  uma delas seria a de trocar o Vero e o Banrisul de lugar.

 

 

 

 

 

 

Achei legal que a versão de manga longa já foi colocada à venda desde o lançamento. Uma pena que nenhum jogador tenha utilizado ela até agora.

 

 

Não entendi a razão de ter dois modelos de camisa feminina, uma com a gola igual a masculina e outra com uma gola diferente. As duas são vendidas pelo mesmo preço (R$ 239,00 a “Of.1” no site da Umbro e R$ 239,90 a “classic” no site da GrêmioMania) sendo que nenhuma delas é utilizada pela equipe feminina do clube.

E assim como aconteceu em 2016, 2017, 2019 e 2020, a gola da camisa do kit infantil é bastante diferente da camisa oficial. Curiosamente a gola da camisa infantil do ano passado era até mais bonita do que a oficial/adulto (bem como na terceira camisa de 2019), mas dessa vez a gola é um dos pontos fortes da camisa. É acredito que a camisa infantil deva ser o mais parecida possível com a usada pelos jogadores (aqui cabe também questionar o sumiço do Banrisul da camisa infantil).

Sulamericana 2021 – Grêmio 3×1 Lanús

May 14, 2021 by

 

Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

 

Matheus Henrique novamente jogou mais adiantado e novamente jogou bem.  Fez gol de cabeça pelo segundo jogo seguido.

Esse 4-1-4-1 é uma ideia bem interessante para as peças que o Grêmio tem hoje.

Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

 

Foto: Conmebol

Grêmio 3×1 Lanús

GRÊMIO: Brenno; Rafinha, Geromel, Ruan e Diogo Barbosa; Thiago Santos (Maicon, 45’/1ºT); Luiz Fernando, Matheus Henrique (Darlan, 25’/2ºT), Lucas Silva (Guilherme Azevedo, 25’/2ºT) e Ferreira (Léo Pereira, 36’/2ºT); Churín (Diego Souza, 25’/2ºT)
Técnico: Tiago Nunes

LANÚS: Morales; Aguirre, Burdisso, Alexis Pérez, Bernabei; De La Vega, Cechi (Vera, 30’/2ºT), Aude (Esquivel, 36’/2ºT), Lautaro Acosta (Besozzi, 45’2/Tº); Orsini (Orozco, 36’/2ºT), Sand (José López, 30’/2ºT)
Técnico: Maxi Cuberas (auxiliar)

Copa Sulamericana 2021— Grupo H — 4ª Rodada
Data: 13 de maio de 2021, quarta-feira, 19h15min
Local: Arena Grêmio, em Porto Alegre, RS
Árbitro: Daniel Fedorczuk (URU)
Assistentes: Martin Soppi e Carlos Barreiro (URU)
Cartão amarelo: Rafinha, Tiago Nunes, Geromel e Ruan (Grêmio); Burdisso, Aguirre e Acosta (Lanús)
Gols: Matheus Henrique, aos 2 minutos do 1º tempo, Burdisso, aos 5 minutos do 1º tempo e Ferreira, aos 21 minutos do 1º tempo. Ferreira aos 33 minutos do 2º tempo

Gauchão 2021 – Semifinal – Jogo de Volta – Grêmio 2×0 Caxias

May 10, 2021 by

Foto: Fabiano do Amaral (Correio do Povo)

O Grêmio mais uma vez usou o calção da temporada passada.

Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 2×0 Caxias

GRÊMIO: Brenno; Vanderson (Rafinha, 34’/2ºT), Geromel, Ruan, Diogo Barbosa; Thiago Santos (Lucas Silva, 42’/2ºT); Luiz Fernando (Guilherme Azevedo, 34’/2ºT), Darlan, Matheus Henrique (Maicon, 22’/2ºT), Ferreira; Diego Souza (Churín, 22’/2ºT)
Técnico: Tiago Nunes

CAXIAS: Marcelo Pitol; Marlon, Guilherme Mattis (Henrique, intervalo.), Thiago Sales, Bruno Ré; Juliano, Tontini (Gleydson, 29’/2ºT); Jhon Cley (Vidaletti, 37’/2ºT), Diogo Oliveira (Carlos Alberto, int.), Gustavo Ramos (John Lennon, 21’/2ºT); Giovane Gomez,
Técnico: Rafael Lacerda

Gauchão 2021 – Semifinal – Jogo de Volta
Data: 09/05/2021, domingo, 16h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima
Auxiliares: Leirson Peng Martins e Fabrício Lima Bassegio
VAR: Caio Max Augusto Vieira
Cartões amarelos: Gustavo Ramos, Marlon (CAX); Thiago Santos, Matheus Henrique (GRE);
Gols: Matheus Henrique, aos 29 minutos do primeiro tempo; Ferreira, aos 36 minutos do segundo tempo

Copa do Brasil 2001 – Oitavas de Final – Jogo de Volta – Fluminense 0x0 Grêmio

May 9, 2021 by

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

Há exatos 20 anos o Grêmio deu mais um passo na campanha do título da Copa do Brasil de 2001 ao segurar o 0x0 contra o Fluminense, na partida de volta das oitavas de final disputada no Maracanã

Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

FLUMINENSE É ELIMINADO PELO GRÊMIO

O Fluminense foi eliminado da Copa do Brasil ao o empatar cm 0 a 0 com o Grêmio, ontem à noite no Maracanã. O time gaúcho havia vencido a primeira partida por 1 a 0 e agora vai enfrentar o São Paulo. Ao Fluminense, resta aguardar o Campeonato Brasileiro.

O primeiro tempo foi dos piores. Fluminense e Grêmio raras vezes conseguiam articular alguma jogada que pudesse levar perigo, concentrando as ações entre as intermediárias. Uma ou outra tentativa de arrancada era sempre contida com infração,
sem que o árbitro tomasse alguma providência.

O Fluminense só ameaçou em duas cobranças de falta de Ramon e numa cabeçada de Agnaldo, que Danrlei pôs a escanteio. O Grêmio apresentou maior volume de jogo, mas só criou um lance capaz de merecer destaque, aos 45min – Marcelinho Paraíba cruzou e Rodrigo Mendes emendou para fora.

Aos 32min, a torcida tricolor começou a chamar Valdyr Espinosa de “burro”. “O time está escondido”, justificou-se o técnico. Em seguida, Marco Brito, machucado, deu lugar a Magno Alves. O técnico Tite também demonstrou sua insatisfação. “Precisamos ter calma no penúltimo e no último toques”, reclamou. E o 0 a 0 permaneceu.

O jogo melhorou um pouquinho no segundo tempo. Fluminense voltou com Âsprilla no lugar de Viveiros. O Grêmio, satisfeito com o empate, passou a jogar nos contra-ataques. E surgiram oportunidades para os dois times. Com um minuto, Tinoco fez pênalti em Tinga, ignorado pelo juiz. Aos 11 min, Ramon desperdiçou à frente de Danrlei. Aos 23min, Rubens Cardoso invadiu livre pela esquerda e preferiu tentar o passe, quando poderia ter concluído. Aos 26m in, César cabeceou na trave. Aos 30min, Magno Alves chutou em cima do goleiro. O Grêmio retraiu-se ainda mais e o Fluminense não conseguiu marcar o gol que lhe daria a oportunidade de pelo menos disputar a vaga nos pênaltis. No fim, a torcida hostilizou Espinosa e os jogadores. Foi preciso que a polícia usasse de energia para conter os ânimos. O presidente David Fischell disse que acontecerão mudanças no departamento de futebol.

Datas – As quartas-de-final da Copa do Brasil serão realizadas nos dias 16 e 23; as semifinais, em 30 de maio e 5 de junho; as finais em 9 e 15 de junho. Os semifinalistas receberão prêmios de R$ 350 mil, cada; o vice-campeão ganhará R$ 750 mil; e o campeão R$ 1,5 milhão.” (Jornal do Brasil, 10 de maio de 2001, página 35)

FLUMINENSE: Murilo, Flávio, César, Tinoco, Marcão, Fabinho, Roberto Brum, Viveros (Asprilla, intervalo); Ramón; Marco Brito (Magno Alves 34/1), Agnaldo.
Técnico: Valdir Espinosa

GRÊMIO: Danrlei;  Marinho, Mauro Galvão e Anderson Polga; Itaqui, Eduardo Costa, Tinga (Roger 39/2), Zinho e Rubens Cardoso; Marcelinho Paraíba (Fábio Baiano 31/2), Rodrigo Mendes (Warley 20/2).
Técnico: Tite

Data: 9 de maio de 2001, Quarta-feira, 20h30min
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro-RJ
Público: 18.310 pagantes
Juiz: Márcio Rezende de Freitas (FIFA-PR)
Auxiliares: Roberto Bratz (PR) e Altermar Roberto Domingues (PR)
Cartões Amarelos: Eduardo Costa, Zinho, Marcelinho Paraíba

Copa Sulamericana 2021 – Grêmio 8×0 Aragua-VEN

May 7, 2021 by

Foto: Daniel Marenco (POOL/AFP)

É possível que em, algum momento, uma goleada a favor do seu time deixe de ser divertida?

Ontem o segundo tempo, ao menos para mim, teve momentos entediantes.

Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

 

Grêmio 8×0 Aragua

GRÊMIO: Brenno; Rafinha, Geromel (Paulo Miranda, intervalo), Ruan Diogo Barbosa; Thiago Santos (Pedro Lucas, 25’/2ºT), Maicon e Darlan; Luiz Fernando (Ricardinho, aos 37’/2ºT), Diego Souza (Churín, INT) e Ferreira (Guilherme Azevedo, intervalo)
Técnico: Tiago Nunes

ARAGUA: Yustiz; Farreras, Arquímedes Hernández, Manrique e Yégues (Zapata 29’/2ºT); Andrés Hernández (Guerrero, 28’/2ºT); Arace (Febles, 28’/2ºT), José Torres (Calderón, 19’/2ºT), Pedro Alvarez e Duche; Juan García
 Técnico: Enrique Garcia

Copa Sul-Americana 2021 – Grupo H – Terceira Rodada
Data: 06 de maio de 2021, quinta-feira, 19h15min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre, RS
Árbitro: Guillermo Guerrero (EQU)
Assistentes: Christian Lescano e Juan Aguilar (EQU)
Cartões amarelos: José Yeguez e Pedro Alvarez
Gols: Luiz Fernando, aos 8 e 17 minutos do 1ºT; Diego Souza (de pênalti) aos 20 do 1ºT; Ferreira, aos 21 e 23 do 1ºT; Hernández (contra), aos 27 do 1ºT; Maicon (de pênalti) aos 18 do 2ºT; Churín, aos 31 do 2ºT

Brasileirão 1981 – Todos os jogos da Campanha

May 3, 2021 by

Fonte: Folha da Tarde

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Na campanha do título do Brasileirão de 1981 o Grêmio fez 23 jogos, com 14 vitórias, 2 empates e 7 derrotas. 32 gols marcados e 18 sofridos.

Abaixo os links com as fichas e reportagens de cada uma dessas 23 partidas.

 

Primeira Fase

18/01/1981 –  Goiás 0x0 Grêmio

21/01/1981 –  Grêmio 2×1 Galícia-BA

25/01/1981 –  Grêmio 2×0 Desportiva-ES

28/01/1981 –  Pinheiros-PR 1×1 Grêmio

31/01/1981 –  Grêmio 1×0 Corinthians

04/02/1981 –  Portuguesa 1×0 Grêmio

07/02/1981 –  Botafogo 2×3 Grêmio

15/02/1981 –  Grêmio 1×2 Brasília

21/02/1981 –  Operário-MS 2×1 Grêmio

Foto: Telmo Cúrcio da Silva  (Zero Hora)

Foto: Luiz Avila e Vilmar Calistro (Zero Hora)

Foto: Armênio Abascal (Zero Hora)

 

 

Segunda Fase

08/03/1981 –  São Paulo 3×0 Grêmio

12/03/1981 –  Grêmio 2×0 Fortaleza

15/03/1981 –  Inter de Limeira 3×1 Grêmio

21/03/1981 –  Grêmio 1×0 São Paulo

28/03/1981 –  Fortaleza 0x4 Grêmio

04/04/1981 –  Grêmio 1×0 Inter de Limeira

Foto: Zero Hora

Foto: Correio do Povo

 

Oitavas de Final

09/04/1981 –  Vitória 2×1 Grêmio

12/04/1981 –  Grêmio 2×0 Vitória

Foto: Zero Hora

 

 

Quartas de Final

15/04/1981 –  Grêmio 2×0 Operário-MS

19/04/1981 –  Operário-MS 0x1 Grêmio

Foto: Correio do Povo

 

 

Semifinal

23/04/1981 –  Ponte Preta 2×3 Grêmio

26/04/1981 –  Grêmio 0x1 Ponte Preta

Foto: Luiz Avila (Zero Hora)

 

 

Final

30/04/1981 – Grêmio 2×1 São Paulo

03/05/1981 – São Paulo 0x1 Grêmio

Fonte: Folha da Tarde

Brasileirão 1981 – Final – Jogo de Volta – São Paulo 0x1 Grêmio

May 3, 2021 by

Foto: Manchete

 

Há exatos 40 anos o Grêmio conquistava o seu primeiro título nacional ao vencer o São Paulo por 1×0 no Morumbi.

 

Eu ainda espero que algum dia o Correio do Povo publique novamente essas duas fotos abaixo do antológico gol de Baltazar em uma resolução decente.

Foto: Correio do Povo

 

Foto: Correio do Povo






 

 

 

 

 

 


 

 

 

 “UM TROFÉU EM DISCUSSÃO

Apesar da festa do time  e da torcida do Grêmio, a Taça de Ouro, , conquistada ontem, não
foi entregue ao capitão da equipe gaúcha após o jogo porque o Tribunal Especial da
CBF decidiu, na última terça-feira, que as duas partidas decisivas do Campeonato Brasileiro
não tivessem seus resultados homologados.

A pedido do Botafogo, que pretende impugnar o seu jogo contra o São Paulo, realizado no
domingo passado, o Tribunal Especial julgou e decidiu que o campeão da Taça de Ouro não tivesse seu título homologado enquanto o Superior Tribunal de Justiça Desportiva não julgasse o recurso em que o clube carioca pede a impugnação da partida de domingo passado.

O caso deve ser julgado na próxima quinta-feira, embora Antônio Quintela, , advogado do Botafogo,
venha tentando todos os esforços no sentido de incluir na pauta do julgamento de amanhã todo o caso que há algum tempo vem criando toda a polêmica em torno da Taça de Ouro. O Botafogo, no entanto, não deve ter sucesso nas suas tentativas, pois o caso é complicado e tem contornos legais
bastante confusos.

Além do mais, no caso de anulação da partida, o Grêmio seria o principal prejudicado, porque teria que jogar de novo duas vezes para provar outra vez ser o melhor time do Brasil. E para agravar:
a Seleção Brasileira, já em atividade para amistosos na Europa, viajará dia 7, esvaziando qualquer competição que venha a ser realizada. Tudo isso sem contar com o fato de que os principais jogadores de São Paulo, além do Botafogo e do Grêmio, estarem a serviço da CBF.” (Jornal do Brasil, 4 de maio de 1981)

 


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“Chegou à final, desacreditado: seu adversário era, simplesmente, a “seleção”. Mas ninguém sabia que, entre seus trunfos, havia um técnico vencedor e alguns jogadores predestinados à vitória final. Eram, todos, gigantes.Na noite histórica de 3 de maio a nação gremista saiu às ruas e tomou conta de todo o Rio Grande do Sul. Eram homens, mulheres e crianças identificados pelas camisas azuis, pretas e brancas, irmanados por uma loucura total e contagiante.
Os homens improvisaram instrumentos para a batucada, onde valia tudo -lata de cerveja e até penico – e a laegria com que conseguiam sons estridentes e retorcidos era igual à alegria de uma grande bateria de escola de samba; as mulheres desfraldaram o pavilhão tricolor com o mesmo orgulho das melhores porta-estandartes; e as crianças sopravam aquelas cornetas barulhentas com vigor semelhante ao de um sentinela em combate.
Loucura – é o mínimo que se pode dizer para sintetizar os sentimentos que essa nação gremista soltou no melhor dia dos 77 anos do clube, o dia em que o Grêmio chegou pela primeira vez ao título de campeão brasileiro. É impossível descrever de outra forma aquela massa que se deslocava aos milhares em direção ao aeroporto Salgado Filho para receber os novos heróis do Rio Grande cantando o refrão do hino gremista com um ufanismo comovente.
Era de se imaginar neles o mesmo orgulho de quem foi para as ruas, em 1930, para receber os revolucionários gaúchos que reagiram à humilhação que o poder central da República impunha à província, atacaram a sede do governo no Rio de Janeiro e amarravam seus cavalos no obelisco da Avenida Rio Branco.
Não há exagero na descrição do desabafo da torcida. Basta reproduzir as palavras do debochado Marinho, após a primeira derrota de seu time, em Porto Alegre: “O São Paulo não vai perder o título pra esses caras porque tem sete jogadores de seleção.
Foi esse tipo de provocação que feriu e humilhou o amor-próprio do gaúcho. Mas não foi só ele, foi quase todo o Brasil debatendo através da imprensa a inferioridade gremista, discutindo os critérios que permitiram sua participação na final, como se o Grêmio fosse o convidado trapalhão prejudicando o brilho da festa ou o patinho feio na lagoa reservada aos cisnes. O resumo era que o São Paulo ia ganhar como quisesse e quando quisesse – tese reforçada depois da virada contra o Botafogo, no Morumbi. O maior erro na avaliação aconteceu porque poucos sabiam que o Grêmio começou a se preparar antes de todos para a Taça de Ouro. Começou ainda em outubro, com a contratação do uruguaio De León, negócio caro e arriscado na época – 42 milhões. Mas que acabou plenamente justificado pelo futebol deste novo caudilho que chegou prometendo ser campeão brasileiro, depois de faturar a Libertadores e o Mundialito.
Outro momento decisivo foi a aposta em Ênio Andrade, um técnico com a bagagem do título brasileiro, invicto, pelo Inter em 79, e que sempre teve seu forte na simplicidade com que transmite as ideias. Um amigo dos jogadores – a ponto de receber o aval de Falcão com uma frase que virou profecia: “Com a contratação de Ênio, o Grêmio começou a ser campeão brasileiro.” Ênio pegou um time traumatizado em termos de Taça de Ouro, exatamente pelo sucesso impressionante do Inter, seu grande rival do Sul, com três títulos nos últimos seis anos. Essa talvez tenha sido a grande dificuldade para superar os primeiros obstáculos, o que ele só conseguiu com muita determinação. Prova disso é que poucas campanhas do Grêmio em anos anteriores foram piores em termos de retrospecto – sete derrotas em 23 partidas – mas nada abateu a confiança do time, como resumiu Tarciso, o mais antigo dos titulares: “Nos outros anos, quando havia algum fato negativo, a confiança se abalava e a casa caía. Este ano, houve derrotas incríveis e ninguém se desesperou, porque prevaleceu a força de vontade transmitida pelo comandante aos comandados através do diálogo firme e honesto.” Os cabelos brancos de Ênio Andrade tiveram peso decisivo na armação de um time com esquema de jogo definido e sobretudo preparado para enfrentar os jogos de vida e morte. O Grêmio chegou à final consciente das suas limitações e até satisfeito, mas recebeu na última hora a “ajuda” involuntária do São Paulo, pretensioso e prepotente com declarações como as de Marinho, por exemplo, acreditando que ganha ria o título com o nome de suas estrelas. O São Paulo perdeu no Olímpico e perdeu no Morumbi porque não se deu conta de que um campeão se faz com humildade e garra. O Brasil deve agradecer ao Grêmio essa lição, até porque o São Paulo é a base da seleção e sentiu na carne como é difícil superar um time com vergonha na cara, de raça, coragem, determinação e disposto a tudo pela vitória. Essa lição precisa ser assimilada porque o Mundial da Espanha está próximo demais e a lembrança de que fomos “campeões morais” começa a ser esquecida. Como disse com simplicidade o caudilho De León, no meio da loucura na chegada dos campeões a Porto Alegre. “Melhor time é o que ganha!” Nessa pequena e objetiva declaração se resume todo o segredo de qualquer conquista. Assim como definitiva, também, foi a resposta do goleiro Leão àqueles que consideravam suficiente a conduta do Grêmio até a final com o São Paulo. O vice seria o bastante. “Vice? E eu estou aqui pra ser vice?”, bradou Leão, despertando em cada coração gremista a ambição pelo máximo possível. (http://placar.abril.com.br/gremio/materias/e-eram-gigantes.html)

 

 

 

“Grêmio ganhou mas ainda não levou a taça
O Grêmio ganhou o titulo no campo mas ainda não pode levar a Taça de Ouro e talvez tenha que esperar muito tempo por uma decisão da Justiça em face do recurso em que o Botafogo pede a anulação do seu jogo com o São Paulo, no Morumbi. Quem perder no Tribunal Especial, amanhã, pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva da CBF, depois ao Conselho Nacional de Desportos, e, se quiser, até à Justiça Comum. De qualquer maneira, a CBF não pode homologar o titulo de campeão brasileiro até o final da decisão da Justiça Desportiva, segundo comunicação do TE ao presidente da CBF. E possível agora que o Grêmio entre como litisconsorte para garantir o titulo ganho no campo. “
(Jornal dos Sports – 4 de maio de 1981)

 

 

 

 

SÃO PAULO: Waldir Peres, Getúlio, Oscar, Darío Pereyra e Marinho Chagas; Élvio, Renato e Éverton (Assis); Paulo César, Serginho e Zé Sérgio
Técnico: Carlos Alberto Silva

GRÊMIO: Leão, Paulo Roberto Costa, Newmar, De Leon e Casemiro; China, Paulo Isidoro e Vilson Tadei (Jurandir); Tarciso, Baltazar e Odair (Renato Sá)
Técnico: Ênio Andrade

Brasileirão 1981 – Final – Jogo de volta
Data: 03 de maio de 1981, Domingo, 16h00min
Local: Morumbi, em São Paulo, SP
Público: 95.106 pagantes
Renda: Cr$ 33.819.400,00
Árbitro: José Roberto Wright (RJ);
Auxiliares: Luis Carlos Felix e Valquir Pimentel
Cartões Amarelos: Darío Pereyra, Éverton, Paulo César e China;
Expulsão: Serginho 43′ do 2º.
Gol: Baltazar 20′ do 2º;