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Copa do Brasil 1998 – São Paulo 2×0 Grêmio

December 29, 2020

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

O ano de 1998 não foi dos melhores para o Grêmio, mas quando entrou em campo para enfrentar o São Paulo no Morumbi pelas oitavas de final da Copa do Brasil a equipe gremista vivia um momento relativamente tranquilo, sem ainda ter estreado no Campeonato Gaúcho e liderando o seu grupo na Libertadores. De tal modo, a derrota por 2×0 foi um dos primeiros golpes que o time sofreu ao longo da temporada.

Nas matérias abaixo é possível notar que a Placar, Folha de São Paulo e Zero Hora ainda chamavam Ronaldinho de Ronaldo.

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

 

“GRÊMIO PERDE E DECIDE NO OLÍMPICO
O time não soube segurar a velocidade paulista e agora tentará reverter o resultado em casa, dia 14 de abril

Carlos Miguel cumprimentou antes do jogo cada um dos gremistas em campo. Foi no banco de reservas do adversário, saudou a comissão técnica. Enfim, fez tudo que um mestre de cerimônias faria com elegância. Quando São Paulo e Grêmio começou, porém, a camaradagem terminou. Foi ele o maestro time paulista. Lançou, correu, fez gol e ajudou a construir os 2 a 0 sobre seu ex-time. Agora, resta ao Grêmio devolver as mesuras a Carlos Miguel no Olímpico. Dia 14, o time gaúcho precisa fazer três gols para passar à próxima fase. Se fizer dois, e não sofrer nenhum, terá de decidir nos pênaltis a vaga à Copa do Brasil.

O São Paulo foi um time pretensioso no início. Tocou a bola de um lado para o outro, exagerou na troca de passes pelo centro, tentou um drible a mais, desfilou talento. Só não chutou a gol. Do outro lado, havia a objetividade do Grêmio. E então Guilherme recuperou um rebote, avançou sobre Rogério e só não marcou aos 22 minutos porque o goleiro tocou para escanteio. O São Paulo voltou a dar 10 mil toques na bola, até Ronaldo fugir em contra-ataque e chutar forte, rasteiro, cruzado, mas para fora. Foi a melhor chance de gol no primeiro tempo. E o time de craques teve de se contentar com uma falta isolada cobrada pelo goleiro-goleador Rogério, espalmada por Danrlei.

O técnico Sebastião Lazaroni segurou bem o jogo com as suas anunciadas triangulações. Aílton flutuou pelo lado esquerdo, deu cobertura a Roger, evitou os avanços de Zé Carlos, enfim, fez funcionar o triângulo da esquerda. Mas do outro lado, Itaqui sofreu. O garoto Ronaldo, razoável na frente, não acompanhava Serginho. Assim foi o primeiro tempo. Assim começou o segundo, com uma diferença: o São Paulo partiu resoluto ao ataque. Denílson ainda acertou um chutão no poste. Três minutos depois, Serginho partiu dois quilômetros atrás de Itaqui. Chegou à frente e cruzou numa velocidade meteórica. A bola caiu nos pés de Carlos Miguel, que fez o 1 a 0, aos 14 minutos do segundo tempo.

Lazaroni reagiu de imediato. Retirou Ronaldo e apostou no contra-ataque com Zé Alcino. Mas Denílson apareceu na área gremista, serviu Aristizábal, que deixou França em condições de entrar com bola e tudo. Era o 2 a 0. Então o Grêmio resolveu ser mais parecido com o Grêmio. Goiano cedeu lugar para Otacilio. Fez chuver bolas na área, mas Rogério estava lá. Então, o São Paulo trocou os toques pelos contra-ataques, sempre através de Carlos Miguel. No final, o jogo ficou aberto, emocionante. Denílson perdeu dois gols (e podia ter liquidado o Grêmio). Beto e Itaqui também erraram. E deixaram de amenizar o sofrimento gremista.” Zero Hora, sexta-feira, 20 de março de 1998)

 

“LAZARONI LAMENTA CHANCES PERDIDAS

O abatimento no vestiário gremista depois da partida denunciava a decepção pela derrota. A partida era propicia para o Grêmio garantir a  vantagem para o segundo jogo em Porto Alegre, dia 14 de abril. O São Paulo concedeu generosos espaços no primeiro tempo e permitiu que o Grêmio desperdiçasse duas grandes oportunidades de marcar. “Poderia ter sido a bola do jogo”, lamentou-se o técnico Sebastião Lazaroni, recostado a uma parede do vestiário do Morumbi. Elegantemente vestido e transpirando muito, Lazaroni lamentou a falta de experiência de alguns “Só jogando eles vão adquirir maturidade”, conformou-se.

A decepção do técnico era principalmente pelo panorama em que se apresentou o jogo. A torcida do São Paulo abandonou a equipe e compareceu em número muito reduzido ao Morumbi. Aliás, o futebol não tem sido o melhor programa para os são-paulinos nos últimos tempos. Ontem, além dos últimos decepcionantes resultados e do horário (21h40min), a transmissão do jogo para a capital paulista colaborou para afugentar os torcedores. Pouco mais de 3 mil pessoas compareceram. O reformado e imponente Morumbi ficou atirado às moscas. Alguns setores nem foram abertos.

O estádio estava tão vazio que era possível ouvir os diálogos entre os jogadores nas cabines. Foi um festival de “pega”, “fica” e “sai”. Talvez a técnico Sebastião Lazaroni não necessitasse berrar tanto para passar instruções para a equipe. As suas orientações eram ouvidas pelos torcedores na arquibancada superior localizada no outro lado do gramado. Para completar, os momentos mais empolgantes para os são-paulinos foram escassos e se resumiram a três lances, até o golaço de Carlos Miguel. No mais, se resumiram ao pagode emanado pelas caixas de som antes do jogo e no intervalo. A pasmaceira do time Nelsinho Batista era tamanha que, ao fim do Primeiro tempo, a torcida pediu a entrada de Susi, craque da equipe feminina do clube e da Seleção Brasileira “Se ao menos segurássemos o resultado, eles se perturbariam e abririam mais espaços”, afirmou volante Fabinho.

A mobilização para a partida de volta iniciou antes mesmo de os jogadores entrarem no vestiário. O vice-presidente Dênis Abrahão repetiu a atitude tomada depois da derrota de 2 a O para Portuguesa no Brasileirão e prometeu reação “a cobra vai fumar no Olímpico”, avisou Abrahão.“ (Leonardo Oliveira, Zero Hora, sexta-feira, 20 de março de 1998)

 

“PELO LADO ESQUERDO, SÃO PAULO BATE O GRÊMIO NA COPA DO BRASIL

O São Paulo venceu ontem o Grêmio por 2 a 0, no Morumbi, pela Copa do Brasil, e pode perder por até um gol diferença a segunda partida da série entre os dois times para se classificar para as quartas-de-final da competição.
As duas equipes voltam a jogar no dia 14 de abril, em Porto Alegre. Nas quartas-de-final, o vencedor dessa série vai enfrentar o Vasco da Gama. O primeiro jogo será no Rio de Janeiro.

O São Paulo concentrou suas jogadas pelo lado esquerdo de seu ataque, com o meia Denílson e o lateral Serginho. Com uma marcação forte e abusando das faltas, os gremistas conseguiram barrar a maioria das jogadas.
Os dois atacante dos São Paulo – Aristizábal e Marcelo Sergipano- ficaram isolados, pouco produzindo. A primeira oportunidade da partida foi numa falta batida pelo goleiro são-paulino Rogério. Danrlei defendeu.
O Grêmio respondeu logo depois. O jovem atacante Ronaldo, 17, campeão mundial sub17, avançou sem marcação e cruzou na pequena área do São Paulo. Porém nenhum atleta gaúcho apareceu para completar o passe.
Mesmo dominando a maioria das ações no primeiro tempo, o São Paulo teve outra chance de gol somente aos 34min. Carlos Miguel cruzou e Fabiano cabeceou, rente ao gol gremista.

Para tentar abrir o placar, o técnico Nelsinho, do São Paulo, fez duas alterações na sua equipe no começo do segundo tempo.
Ele tirou Fabiano e Marcelo Sergipano para a entrada de, respectivamente, Gallo e França.
As alterações não mudaram o perfil tático do São Paulo, que continuou concentrando suas jogadas ofensivas pelo lado esquerdo de seu ataque. Dessa maneira, aos 11min, o São Paulo teve sua primeira oportunidade no segundo tempo. Denílson, na entrada da área do rival, chutou na trave.
Mantendo o estilo, o São Paulo abriu o placar aos 13min. Carlos Miguel, que jogou por nove anos na equipe gaúcha, passou para Serginho e avançou para a área do Grêmio. O lateral e cruzou para o meia completar: 1 a 0.

Depois do gol, o técnico Sebastião Lazaroni, do Grêmio, tirou Ronaldo e colocou o atacante Zé Alcino para tentar o empate.
A equipe adiantou sua marcação e passou a pressionar o São Paulo dentro do campo do adversário.
Num bom contra-ataque, novamente pelo lado esquerdo, o São Paulo definiu a partida. Denílson, numa jogada individual, passou para Aristizábal. O atacante cruzou na pequena área para França, que tocou para o gol: 2 a 0.
A desvantagem desnorteou os gremistas, que passaram a atacar o São Paulo sem coordenação.

Aos 40min, a equipe paulista teve a chance de ampliar. Denílson invadiu a área do Grêmio e cruzou. A defesa gaúcha cortou.
Aos 42min, Aristizábal tabelou com Carlos Miguel. Porém o atacante chutou para fora.
Aos 43min, o Grêmio teve a chance de diminuir. Capitão cortou, de cabeça, um cruzamento nos pés do meia Beto. Porém o atleta chutou para fora.” (Folha de São Paulo, 20 de março de 1998)

“GRÊMIO PERDE E SE COMPLICA
São Paulo de Nelsinho fez 2 a 0 e deixou a equipe gaúcha em situação dramática na Copa do Brasil

O Grêmio não resistiu ao habilidoso setor esquerdo do São Paulo e acabou perdendo de 2 a 0, ontem à noite, no Morumbi, pela segunda fase da Copa do Brasil. Um dos principais destaques do jogo, Carlos Miguel, abriu o caminho da vitória sobre seu ex-clube. Dia 14, no Olímpico, o Grêmio precisa vencer por três gols de diferença para seguir na competição e 2 a 0 levam aos pênaltis.

Com um posicionamento correto no setor de marcação, o Grêmio conseguiu controlar o rápido ataque do São Paulo no primeiro tempo. Na direita, Itaqui contou com a ajuda decisiva de Goiano no combate a Denílson. Além disso, Ronaldinho, bisonho ontem com a bola nos pés, foi eficiente no primeiro combate a Serginho.

Os dois times abusaram das faltas. No primeiro tempo, Danrlei fez uma grande defesa na cobrança de falta do goleiro Rogério. No segundo tempo, o time de Nelsinho encontrou mais espaço pelo seu lado esquerdo. Aos 12, Denílson, livre, chutou na trave. Aos 14, Serginho arrancou espetacularmente e cruzou para Carlos Miguel fazer 1 a 0. Aos 28, Aristizabal cruzou para França marcar 2 a 0.” (Correio do Povo, 20 de março de 1998)

 

 

“DESTA VEZ, CARLOS MIGUEL DEIXA O CAMPO COMO CARRASCO DOS GREMISTAS

Com um belo gol aos 14 minutos do segundo tempo, Carlos Miguel foi o carrasco do Grêmio, ontem à noite. Além de marcar o gol que deu tranqüilidade ao São Paulo e fez com que o seu ex-time se abrisse para buscar o empate, Carlos Miguel foi um maestro em campo, tocando a bola com precisão e mostrando a Denílson que não é preciso abusar dos dribles para chegar ao gol. No final, saiu consagrado pela torcida e fez questão de destacar seu carinho pelo clube que o projetou. “Vibrei no gol como sempre faço, ainda mais num jogo difícil. Não teria por que sentir um gostinho especial, porque nada tenho contra o Grêmio. Pelo contrário, só tenho amigos lá.”

Carlos Miguel salientou, ainda, que o objetivo foi alcançado: “A gente sabe como é a Copa do Brasil. Precisávamos vencer por dois gols para jogar com boa chance de classificação em Porto Alegre e conseguimos isso”. No vestiário gremista, o presidente Cacalo lamentou a derrota e considerou o resultado injusto: “O Grêmio não merecia perder, e muito menos por 2 a 0. Mas nada está perdido. No Olímpico, com a ajuda da torcida, vamos buscar a vaga”.”(Correio do Povo, 20 de março de 1998)

 

HILTOR MOMBACH – PELA ESQUERDA
A pedra havia sido cantada. Não apenas por mim, não, mas por quem se dispôs a arriscar opiniões sobre o jogo. Estava claro: o São Paulo forçaria pela esquerda. Ali atuam Denílson, Serginho e Carlos Miguel, todos de estupenda habilidade.

Pois por ali, exatamente por onde se previa, o São Paulo venceu a partida. Numa cruzada precisa de Serginho, Carlos Miguel bateu Danrlei para fazer 1 a 0. Logo Carlos Miguel: o ex-companheiro de conquistas se transformou num vibrante carrasco.

O segundo gol, de França, foi todo ele também construído pela esquerda. Poderá haver o pensamento mágico de que aqui o torcedor resolverá tudo. Este São Paulo precisará de um pouco mais do que o estádio lotado para cair: o Grêmio terá que ousar. Isto significa arriscar numa partida onde levar um gol significa o fim da linha. Antecipa-se um jogo dramático. Bem ao estilo do Grêmio.” (Hiltor Mombach – Correio do Povo, 20 de março de 1998)

 

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

São Paulo 2×0 Grêmio

SÃO PAULO: Rogério; Zé Carlos, Capitão, Márcio Santos e Serginho; Alexandre (Edmílson), Fabiano (Gallo), Carlos Miguel e Denílson; Marcelo Sergipano (França) e Aristizabal
Técnico: Nelsinho Batista
GRÊMIO: Danrlei; Itaqui, Jorginho, Scheidt e Roger (André Silva); Fabinho, Luiz Carlos Goiano (Otacílio), Aílton e Beto; Ronaldinho (Zé Alcino) e Guilherme
Técnico: Sebastião Lazaroni

Copa do Brasil 1998 – Oitavas de final – Jogo de ida
Data: 19 de março de 1998, quinta-feira, 21h40min 
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (FIFA/MG)
Auxiliares: Herbert Costa Andrade e Marco Antônio Gomes
Cartões Amarelos: Capitão, Carlos Miguel, Jorginho, Roger e Fabinho
Gols: Carlos Miguel aos 14 do 2º tempo e França aos 28 minutos do 2º tempo

Copa do Brasil 1998 – Grêmio 0x2 São Paulo

December 22, 2020

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

Nas oitavas de final da Copa do Brasil de 1998 o Grêmio recebeu o São Paulo no Olímpico precisando, no mínimo, devolver os 2×0 que tinha levado no Morumbi. Para isso a diretoria gremista esperava contar com o forte apoio da sua torcida, e assim a chamada para o jogo (imagem abaixo) fazia o chamado/previsão de 55 mil torcedores no estádio.

A torcida até compareceu em bom número (32 mil pagantes) mas isso não foi suficiente para obter a classificação. Fazendo dois gols cedo, o São Paulo repetiu o placar da ida e avançou para as quartas-de-final.

 

GRÊMIO ESCAPA DE GOLEADA NO OLÍMPICO
São Paulo fez 2 a 0 em 20 minutos e sempre teve o controle da partida que eliminou o time de Sebastião Lazaroni

Sabe aquelas noites em que você toma um banhozão de 45 minutos, se perfuma todo, veste a sua camisa xadrezinha que sempre faz sucesso e sai de casa todo pimpão, pronto para o romance mais efervescente do mundo com a morena de olhos amendoados? Sabe? E aí fura o pneu do carro, você se suja de graxa trocando, o macaco hidráulico cai no seu dedão, você chega atrasado, tropeça na entrada do bar, derruba o chope no colo da moça e ela começa a dar bola para o músico. Sabe? Sabe? Pois é. Aconteceu mais ou menos isso com o Grêmio ontem à noite, na derrota para o São Paulo por 2 a 0, que resultou na sua eliminação da Copa do Brasil.

Deu tudo errado para o Grêmio. Mas também é imperioso dizer que não foi por isso que o Grêmio perdeu o jogo. Não. Perdeu por uma outra razão, mais substanciosa: porque o São Paulo é melhor. O São Paulo tem mais time, mais calma, mais organização, melhores jogadores. O São Paulo tem um capeta no ataque, Denílson, um Garrincha canhoto. Ele sempre consegue dar o drible, sempre abre espaços na defesa, sempre é endemoninhado. O São Paulo tem um papa-léguas no lado esquerdo da defesa, Serginho, que, quando vai à frente não leva vantagem, atropela. O São Paulo tem dois homicidas frios no meio da área do inimigo, Dodô e França, que matam, sopram a fumaça da pistola e depois sorriem de lado.

E o Grêmio… O Grêmio não tem. Ou, antes, tem pouco. Tem só um atacante, Guilherme. Tem quase nenhuma inspiração. Tem poucos jogadores de marcação no meio-campo, mais especificamente um: Fabinho, um explorado que ontem corria para a esquerda, para a direita e se jogava aos pés dos adversários enquanto os outros assistiam ao jogo. Inclusive Goiano, que só se fez notar em campo ao ser expulso por jogada violenta, aos 42 minutos.

O que não faltou ao Grêmio ontem foi torcida. Os mais de 35 mil gremistas no Olímpico estavam prontos para a epopeia. Gritaram, gritaram, incentivaram o time. Mas, puxa, o cronômetro do juiz ainda não marcara 11 minutos e já estava 1 a O para o São Paulo. Alexandre chutou lá de longe, a bola nem foi tão alta assim, mas Danrlei falhou melequentamente. Foi um melo frango, coxa e peito.

O Grêmio bem que tentou. Pressionou sem inteligência, Tinga deu seus driblezinhos, houve uma seqüência de escanteios em alguns momentos, mas, olha, o São Paulo não estava nem aí. Jogou aos bocejos, tocando a bola com indiferença. Aos 20, França levantou a bola sobre a zaga do Grêmio para Dodô, que deu um lençol em Danrlei: 2 a 0. Depois, os paulistas esperaram o tempo passar vendo os jogadores do Grêmio correndo atrás da bola tão inatingível quanto à morena de olhos amendoados. Uma pena. Mas venceu o melhor.” (David Coimbra, Zero Hora, quarta-feira, 22 de abril de 1998)

Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

 

“TRICOLORES
▣ O técnico Sebastião Lazaroni reconheceu a qualidade do São Paulo e rebateu as afirmações de que o grupo do Grêmio ainda carece de reforços. Lazaroni utilizara todos os titulares contra o Esportivo, amanhã, no Olímpico.

▣ Os dirigentes mantive-ram o mesmo discurso. O presidente Luiz Carlos Silveira Martins elogiou o São Paulo. O vice de futebol Marcos Herrmann até achou um lado positivo na eliminação: a folga no calendário.

▣ Denilson reclamou da violência do Grêmio. Ele deixou o campo sentindo uma pancada. Guilherme reagiu, acusando-o de provocações com ofensas e palavrões durante o jogo.

▣  Como a partida contra o Nacional será mesmo dia 29, a direção pretende jogar à tarde, pois à noite Brasil e Argentina se enfrentam no Maracanã.” (Zero Hora, quarta-feira, 22 de abril de 1998)

 

SÃO PAULO VENCE NO SUL E CONQUISTA VAGA

Da reportagem local –

O São Paulo garantiu classificação para as quartas-de-final da Copa do Brasil ao vencer o Grêmio ontem, no estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS), por 2 a 0.
Como vencera o primeiro jogo em São Paulo pelo mesmo placar, o time de Nelsinho Batista podia perder por um gol de diferença.
A partida, para o técnico são-paulino, serviu também como um teste para o time, que terá compromisso semelhante no próximo sábado, quando enfrenta o Palmeiras pela semifinal do Paulista podendo perder por um gol.
Nas quartas-de-final da Copa do Brasil, o São Paulo pega o Vasco.
O time gaúcho, empurrado pela torcida, tentou sufocar o São Paulo no começo da partida.
Entretanto, recorria apenas às bolas alçadas na área, para que o atacante Guilherme cabeceasse.
O São Paulo chegava melhor distribuído ao ataque. E no primeiro chute ao gol, abriu o placar.
Alexandre arriscou da intermediária, aos 10min, e marcou um belo gol, acertando o ângulo superior esquerdo do goleiro Danrlei.
O gol fez com que o Grêmio se abrisse mais e o São Paulo não demorou a ampliar.
Aos 19min, Dodô recebeu de França, ajeitou de cabeça e, percebendo Danrlei adiantado, encobriu o goleiro com um leve toque.
O time de Nelsinho Batista ainda teve duas chances claras para marcar no primeiro tempo.
Aos 33min, quando, após cruzamento de Serginho, França, da pequena área, cabeceou por cima.
E aos 38min, quando Dodô recebeu de França e, frente a frente com Danrlei, tocou para fora.
A melhor chance gremista aconteceu aos 32min, quando Guilherme recebeu dentro da área, passou pelo goleiro Rogério, mas teve a conclusão bloqueada por Capitão.
A situação ficou mais complicada para o time gaúcho quando o volante Luís Carlos Goiano foi expulso aos 40min, após carrinho por trás em Alexandre.
Mesmo assim, no começo do segundo tempo, Guilherme desperdiçou a melhor chance gremista para diminuir.
Aos 6min, após falha de Rogério na saída de gol para evitar cruzamento da direita, o atacante cabeceou, mas Capitão conseguiu desviar para escanteio.
Pouco depois, o meia-atacante Denílson foi substituído após se desentender com atletas rivais.
Ele teve que ser protegido por policiais no caminho para o vestiário para não ser atingido por objetos atirados da torcida.
Aos 29min, Tinga desperdiçou a última chance do Grêmio ao bater por cima do gol são-paulino.
França, aos 31min, teve oportunidade para ampliar mas bateu à esquerda do gol de Danrlei.
O São Paulo está contratando o zagueiro Marinho, que disputou o Paulista pelo Guarani.” (Folha de São Paulo, quarta-feira, 22 de abril de 1998)

 

“GRÊMIO LEVA 2 A 0 E ESTÁ FORA
Precisava vencer o São Paulo para seguir na Copa do Brasil. Levou dois gols ainda na primeira fase

O Grêmio está fora da Copa do Brasil. Precisava vencer por três gols de diferença e acabou perdendo de 2 a 0, ontem à noite, no estádio Olímpico, que recebeu mais de 35 mil torcedores. Desde 1990, o Grêmio não era eliminado tão cedo (2a fase) da competição.

Para um time que tinha a obrigação de atacar e marcar gols, não poderia ser pior o começo de partida do Grêmio. Nervoso, o time errou demais e, quando conseguiu organizar alguma jogada pelas extremas, teve em Roger e Dário duas inutilidades absolutas, com cruzamentos ridículos. O São Paulo também não conseguia acertar, parecendo sentir a pressão da torcida. Até que, aos 11 minutos, Alexandre dominou pelo meio, ajeitou a bola e chutou no canto direito, com Danrlei saltando tarde na bola: 1 a 0. O time e a torcida sentiram o golpe.

O nervosismo gremista aumentou. Os jogadores do meio de campo não se entendiam, enquanto o time paulista se mostrava cada vez mais perigoso nos rápidos contra-ataques. Aos 20 minutos, o estádio silenciou de novo. Dodô recebeu de França e, livre, esperou a saída de Danrlei para colocar a bola por cima e fazer 2 a 0. O Grêmio, que havia perdido de 2 a 0 no Morumbi, teria de marcar cinco gols para seguir na competição. Para complicar, Goiano foi expulso aos 41.

O Grêmio voltou mais tranqüilo no 2º tempo, conseguindo ao menos organizar jogadas ofensivas. Contudo, não teve sorte nas raras situações de gol que criou, e o resultado do 1O tempo foi mantido.” (Correio do Povo, quarta-feira, 22 de abril de 1998)

Foto: J.Ernesto (Correio do Povo)

Grêmio 0x2 São Paulo

GRÊMIO: Danrlei; Dário (Itaqui), Jorginho, Scheidt e Roger; Fabinho, Goiano, Tinga e Ronaldinho (Djair); Beto (Zé Alcino) e Guilherme
Técnico: Sebastião Lazaroni

SÃO PAULO: Rogério; Zé Carlos, Capitão, Márcio Santos e Serginho; Alexandre, Gallo, Fabiano (Edmílson) e Denílson (Marcelinho Paraíba); França e Dodô (Aristizabal)
Técnico: Nelsinho Batista

Copa do Brasil 1998 – Oitavas de final – Jogo de volta
Data: 21 de abril de 1998, terça-feira, 21h40min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 35.295 (32.256 pagantes)
Renda: R$ 322.389,00
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (FIFA/MG)
Auxiliares: Marco Antônio Machado e e Marco Antônio Martins (MG)
Cartões Amarelos: Tinga, Djair e Serginho
Cartão Vermelho: Goiano, aos 42 minutos do 1º tempo
Gols: Alexandre, aos 10 do 1º tempo e Dodô, aos 20 minutos do primeiro tempo

Copa Mercosul 1998 – Grêmio 5×1 Universidad Católica

May 8, 2019

Em 1998, o Grêmio recebeu a Universidad Católica pela segunda rodada da Copa Mercosul.

O 5×1 marcou a primeira de Celso Roth comandando o tricolor (ele fora contratado para o lugar de Edinho pouco menos de um mês antes).

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Grêmio goleia, faz festa e anuncia atacante uruguaio “El loco” Abreu

O presidente Luís Carlos Silveira Martins confirmou ontem, antes da goleada reabilitadora sobre o Universidad Católica, do Chile, que o Grêmio está contratando o centroavante uruguaio Sebastian Abreu (21 anos, 1,91m), emprestado pelo La Coru”a.

Conhecido por “El Loco” Abreu, o atacante jogou na seleção sub-17 do Uruguai. Destacou-se depois no San Lorenzo, da Argentina. Em 97, saiu por US$ 7 milhões para atuar na Espanha. O jornalista Alvaro Levrero, do El País, disse que o jogador, além de ‘ótimo cabeceador, chuta bem com os dois pés, se movimenta muito e é habilidoso.’

Além da boa notícia do reforço, a torcida lavou a alma com os 5 a 1 sobre os chilenos. Foi a primeira vitória do Grêmio depois de um jejum de 14 jogos. A goleada começou com Itaqui, de cabeça, aos 21min, no cruzamento de Zé Alcino. Aos 26, Zé Alcino ampliou. Scheidt, aos 29, de cabeça, fez 3 a 0. Aos 43, Ronaldinho, cobrando pênalti, marcou. No 2O tempo, Cornejo, aos 18, descontou. Aos 20, Itaqui (destaque ao lado de Zé Afonso e Zé Alcino) fez 5 a 1.” (Correio do Povo, 2 de setembro de 1998)

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Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

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GRÊMIO: Danrlei; Walmir, Rodrigo Costa, Scheidt (Éder) e Roger; Djair, Goiano, Itaqui e Ronaldinho; Zé Alcino (Rodrigo Mendes) e Zé Afonso (Clóvis)
Técnico: Celso Roth

U.CATÓLICA: Tapia; Cornejo, Ramirez, Poli e Garrido; Ormozabal, Parraguez (Pizarro) Mirosevic (Lepe), Edu Manga; Perez e Osorio (Diaz)
Técnico: Fernando Carvallo

Copa Mercosul 1998 – Grupo E – Segunda Rodada
Data: 1º de setembro de 1998, terça-feira, 21h40min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 4.235 (3.223 pagantes)
Renda: R$ 16.058,00
Árbitro: Gustavo Gallesio-URU
Auxiliares: Olivier Vieira e Carlos Lopez
Cartões Amarelos: Djair, Walmi e Ramirez

Copa Mercosul 1998 – Universidad Catolica 1×1 Grêmio

April 4, 2019

O primeiro confronto entre Universidad Catolica e Grêmio em solo chileno aconteceu na quarta rodada do Grupo E da primeira edição da Copa Mercosul, em 1998.

O empate em 1×1 acabou sendo ruim para o tricolor, que permaneceu fora da zona de classificação para a próxima fase da competição.

Vale lembrar que o jogo teve transmissão ao vivo pelo Sportv e um VT, que se iniciava as 22h35min, no SBT.

UM EMPATE COM PROBLEMAS DE LESÕES
Itaqui e Djair retomam machucados do Chile e são dúvidas para o jogo contra o Sport, domingo, em Recife

A festa dos 95 anos não foi compita. O Grêmio perdeu ontem à noite a chance de assumir a liderança do Grupo E da Copa Mercosul. O empate em 1 a 1 com o time misto do Universidad Católica, em Santiago, reduziu as chances de se classificar para as quartas-de-final do torneio e reforçar o caixa em mais US$ 600 mil. Agora, os gaúchos estão em terceiro no Grupo E, com quatro pontos. Além da fraca atuação, o técnico Celso Roth ganhou dois problemas para enfrentar o Sport, no domingo. Itaqui sofreu urna entorse no tornozelo. Pela sua reação ainda em campo, pedindo substituição imediata, Itaqui preocupa. O volante Djair, que substituiria Goiano no Recife, machucou o joelho, deixou o campo chorando, carregado na maca.

O Grêmio parecia ressentir-se do cansaço da vitória sobre o Santos. Os jogadores erravam jogadas triviais. O resultado era uma equipe estática, apática, quase sonolenta Era o Grêmio de algumas semanas atrás, o que desesperava Roth. As reclamações aumentaram aos 12 minutos. Goiano, afoito, errou em bola ao tentar desarmar Figueroa e cometeu pênalti, convertido por Lépe.

Depois disso, o Universidad contagiou-se com a pasmaceira do Grêmio. O jogo se resumiu a um duelo dos volantes e defensores nas intermediárias. Uma tortura para os pouco mais de 2 mil torcedores que enfrentaram o frio e foram assistir ao jogo. Os lances mais agudos do Grêmio se resumiam a jogadas individuais de Ronaldo. Numa delas, 27 minutos, o meia deixou Itaqui livre para cruzar. Lembrando os tempos de lateral. Itaqui encontrou Goiano livre na área, mas o volante chutou para fora. Apesar da baixa estatura dos zagueiros chilenos, os gaúchos insistiam em carimbar os adversários.

Os gritos de Roth no intervalo despertaram os jogadores. Logo aos oito minutos, Itaqui acertou outro cruzamento — o segundo — e Rodrigo Mendes empatou o jogo. O gol, ao contrário do que se esperava, não estimulou o Universidad a procurar a vitória. Muito menos o Grêmio, que se conformou com a igualdade. Para azar de Celso Roth, as lesões sofridas por Djair e Itaqui aumentam a preocupação na armação do time para domingo, contra o Sport.” (Zero Hora, quarta-feira, 16 de setembro de 1998)

Empate com prejuízo para o Grêmio
Itaqui e Djair saem machucados no 1 a 1 contra o Universidade Católica, pela Mercosul. Time ocupa o 3º lugar do grupo E

O Grêmio não conseguiu comemorar seus 95 anos de fundação com uma vitória. Ficou no empate em 1 a 1 com o Universidad Católica, ontem à noite, no estádio San Carlos, em Santiago. Com isso, o Grêmio fica em 3º lugar no grupo E da Copa Mercosul, com 4 pontos. River Plate e Vasco lideram com 5. O Universidad é o último, com 3 pontos.

Com um toque de bola envolvente no começo do jogo, o time chileno conseguiu controlar o Grêmio. Aos 12 minutos, Goiano entrou mal na jogada e cometeu pênalti. Lepe cobrou com categoria e marcou 1 a 0. Mal posicionado e sem força na frente, o Grêmio foi mal no primeiro tempo. O Universidad, com mais posse de bola, não soube aproveitar o domínio na partida.

No segundo tempo, o treinador Celso Roth deslocou Itaqui para o lado direito. Aos 8min, Itaqui foi ao fundo e cruzou na medida para Rodrigo Mendes, que havia iniciado a jogada. O atacante desviou de cabeça e empatou o jogo. O Grêmio passou a pressionar em busca do segundo gol, mas o Universidad resistiu e, aos poucos, começou a levar perigo. Preocupado, Roth reforçou a marcação com Djair em lugar de Ronaldinho.

Próximo dos 30 minutos, Itaqui, lesionado, pediu para sair. Quase ao mesmo tempo, Djair sofreu uma torção de joelho. Marcelo Müller e Éder entraram, deixando o Grêmio muito descaracterizado. A partir daí, o time gaúcho tratou de resistir, tentando contra-ataques puxados por Rodrigo Mendes.” (Correio do Povo, quarta-feira, 16 de setembro de 1998)

Universidad Catolica 1×1 Grêmio

UNIVERSIDAD CATOLICA: Tapia; Cornejo, Ramirez, Vargas e Pizzarro; Ormazábal, Lépe, Edu Manga (Osorio) e Mirosevic (Goldberg); Moya e Figueroa
Técnico: Fernando Carvallo

GRÊMIO: Danrlei: Walmir, Scheidt, Rodrigo Costa e Roger; Fabinho, Luiz Carlos Goiano, Ronaldinho (Djair, depois Eder) e Itaqui (Marcelo Miller); Clóvis e Rodrigo Mendes.
Técnico: Celso Roth

Copa Mercosul 1998 – Grupo E – Quarta Rodada
Data: 15 de setembro de 1998, terça-feira, 21h40min
Local: Estádio San Carlos de Apoquindo, em Santiago do Chile.
Arbitragem: Robert Troxler (PAR)
Auxiliares: Carlos Torres e Luiz Mereles
Cartões Amarelos: Moya, Lépe, Goiano
Cartão vermelho: Moya
Gols: Lépe (de pênalti) aos 12 minutos do primeiro tempo; Rodrigo Mendes aos 8 minutos do segundo tempo

Copa Mercosul 1998 – Grêmio 2×3 River Plate

October 28, 2018
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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

 

Em 1998, Grêmio e River Plate se enfrentaram no Estádio Olímpico pela primeira rodada da fase de grupos da primeira edição da Copa Mercosul. Os visitantes ganharam por 3×2, graças a boa atuação do atacante Juan Antonio Pizzi (atual treinador da Arábia Saudita, e técnico da Universidad Catolica na Libertadores de 2011), que recém retornara da Espanha (país pelo qual, após ter se naturalizado, havia disputado a Copa do Mundo da França).

Vale destacar ainda que o técnico Edinho foi demitido do Grêmio no jogo seguinte (derrota para o Atlético-MG em casa), tendo comandado o tricolor por somente 9 partidas;

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GRÊMIO NÃO RESISTE AO MISTO DO RIVER
A torcida não poupou alguns jogadores, como Fabinho, que reclamou da substituição, e chamou Edinho de burro

O Grêmio decepcionou em sua estréia na Copa Mercosul, ontem à noite. Perdeu para o River Plate, desfalcado de seis titulares, por 3 a 2 e mostrou que o entendimento dos jogadores com o técnico Edinho está mesmo difícil. O volante Fabinho, ao ser substituído por Tinga, aos 15 minutos do segundo tempo, não aceitou o cumprimento do vice de futebol, Marcos Hermann, disse que estava tudo errado e prometeu cobrar do técnico mais tarde, na concentração. Com o empate em 1 a 1 entre Universidad Católica e Vasco, no Chile, o Grêmio ocupa a lanterna do grupo E.

Os poucos torcedores que enfrentaram a noite fria para conferir o novo esquema do Grêmio com três volantes em campo – Fabinho, Goiano e Djair – e Palhinha, livre, para organizar os lances de ataque, viram a defesa repetir os erros de sempre. Logo aos três minutos, o árbitro marcou pênalti de Rodrigo Costa em Pizzi e prenunciou o que seria a noite gremista. O lateral Hernán Diaz chutou na trave e desperdiçou a chance de abrir o placar.

O curioso é que o esquema cauteloso dos gremistas funcionou ofensivamente, impulsionado pelo talento de Palhinha, pela boa atualção de Zé Alcino e pelo oportunismo de Guilherme. O primeiro gol surgiu através de um lance iniciado por Palhinha. Guilherme recebeu do meia e acertou um belo chute no ângulo, aos 16 minutos. Pizzi empatou aos 35 minutos. Os gremistas reclamaram, impedimento, mas Roger atrasou-se e deu condições ao atacante argentino. Depois, Sorin iniciou um contra-ataque, lançou Pizzi, que livrou-se dos dois zagueiros para marcar o segundo. Eram 44 minutos e a torcida vaiava o árbitro e os jogadores do Grêmio.

No segundo tempo, o River foi logo marcando o terceiro gol, aos 8 minutos, através de Solari. O gol surgiu novamente num lance pelo lado direito da defesa gremista. A torcida que pedia a entrada de Tinga desde os cinco minutos vaiou e ficou surpresa quando Fabinho levantou as mãos para o céu ao ser substituído, reclamando de Edinho. Rodrigo Costa descontou aos 20. Sem Fabinho e com dois volantes, o Grêmio melhorou. Tinga deu mais vibração ao time, insuficiente para chegar ao empate.” (Zero Hora – 31 de julho de 1998)

HERRMANN GARANTE PERMANÊNCIA DE EDINHO

O Grêmio perdeu para o Inter, domingo, na estréia do Brasileirão. O Grêmio perdeu ontem para o River, na estréia da Copa Mercosul. O Grêmio que enfrenta uma crise técnica e de relacionamento, escancarada ontem pela reação de Fabinho foi vaiado pelo torcedor. O vice de futebol, Marcos Herrmann, minimizou a atitude do jogador, garantiu que Edinho está firme no cargo e tem o comando do grupo e avaliou o trabalho do técnico como positivo.

– Edinho é sério, dedicado, preocupado, Não será trocando de nome a cada dois dias que vamos melhorar. Tivemos alma em campo, o resultado foi injusto. Acho que o Atlético-MG vai pagar a mula roubada no domingo – disse, na clara tentativa de manter o astral em alta, reconhecendo que jogadores estão sentindo muito sucessão de maus resultados. O Grêmio não vence um jogo oficial desde 3 de maio, quando derrotou o Santa Cruz por 2 a 0, no Olímpico, pelo Gauchão.

O presidente Luiz Carlos Silveira Martins, Cacalo, que foi ao vestiário na terça-feira dar força aos jogadores, deixou o estádio irritado, evitando as entrevistas. O técnico Edinho, que confessou não gostar do esquema com três volantes e colocou a culpa no meio-campo pela derrota no primeiro tempo, ficou um longo tempo em sua sala conversando com o diretor César Pacheco, e só depois analisou o momento da equipe e a sua própria situação.
– Temos que ter tranquilidade neste momento, o que virá quando as vitórias chegarem – destacou. Vou conversar internamente com o Fabinho para analisar o que de falou e ver qual a decisão certa a ser tomada” (Zero Hora – 31 de julho de 1998)

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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

GRÊMIO PAGÓ LOS PLATOS ROTOS
River descargó su bronca por la eliminación en la Copa de una sola vez: le ganó a Gremio, volvió al triunfo después de tres partidos y mostró a un Pizzi inspirado.

PORTO ALEGRE (ENVIADO ESPECIAL). River se está acostumbrando a convivir con el sufrimiento. Su calvario empezó la semana pasada, cuando Vasco le hizo morder el polvo en la Libertadores. Y anoche no pudo evitar que la mediocridad de Gremio lo complicara. Acumuló fastidio por la impotencia que por momentos generó su juego. Así y todo, hizo que su rival de turno pague los platos rotos por tanta rabia contenida. Y se dio varios gustos a la vez: se despachó con tres goles de visitante (no lo hacía desde el 19 de marzo de este año, cuando goleó a Sporting Cristal en Perú), volvió al triunfo después de tres partidos y disfrutó de las dos primeras delicias de Pizzi.

El partido que Ramón Díaz planteó en el pizarrón fue diferente al que se dio en la realidad. River se imaginó que Gremio se le iba a venir y apostó su dibujo táctico al contragolpe. No acertó, porque Gremio también salió a esperar muy a pesar de su urgencia de triunfos. Paradójicamente, en lugar de aliviarlo, eso complicó más a River. ¿Cómo se entiende? Simplemente, porque el equipo de Ramón no tenía conductor.

La temerosa estructura montada en el mediocampo incluyó a tres volantes de contención. Porque si bien Netto y Marcelo Gómez se repartían el ancho de la cancha, Escudero jamás se decidió a desprenderse. No fue todo: River no tuvo un enganche fijo, ya que Solari jugó como lo hace Sorín cada vez que River juega de visitante: excesivamente preocupado por las subidas de Walmir.

Gremio le cedió la pelota y River no la supo usar. Angel estuvo tan perdido que cuando Ramón puso a Placente por Solari, empezó a correr pensando que quien tenía que salir era él. El equipo pedía a gritos a Aimar. O, al menos, que Solari reaccione y se suelte. Ni una cosa ni la otra. Pero para fortuna de River, Pizzi explotó como nunca. Primero aprovechó que Roger se quedó dormido y después inventó un autopase de pecho y definió con categoría europea, pasando al olvido hasta el golazo de Guilherme que había puesto en ventaja a los brasileños.

El partido le quedó servido a River. Solari definió con clase un contragolpe y pareció que estaba liquidado. Pero no. Al equipo de Ramón le faltaba el sufrimiento. Y lo tuvo. Porque Berizo no achicó hacia adelante y la defensa tuvo muchas distraccionesas. Demasiadas para un equipo con pretensiones. Rodrigo Costa aprovechó una de las tantas. River lo padeció. Y a los tumbos, pero ganó.” (Adrián Piedrabuena , Olé, Viernes 31 de julio de 1998)

“PIZZI FUE EL REY DE LA NOCHE
Anoche hizo sus dos primeros goles en River y fue la figura.

PORTO ALEGRE (ENVIADO ESPECIAL). La tercera es la vencida, asegura el refranero popular. Y puede ser, porque anoche, en su tercer partido con la camiseta de los Millonarios, explotó Juan Antonio Pizzi. Apareció en toda su dimensión el delantero que imaginó River cuando le pagó 2.300.000 dólares al Barcelona. Anoche fue la figura de la cancha: por los dos goles que hizo en el primer tiempo y por el penal que a los tres minutos le hizo Rodrigo Costa, pero también por otras cosas.

El jugadón previo al segundo gol (se llevó la peleota con el pecho y arrastró a tres defensores brasileños) fue la frutilla del postre para Pizzi, que venía en deuda con los hinchas de River por sus primeros partidos. Pero hubo más. Lo suyo dejó mucha tela para cortar, aunque lo que más llamó la atención fue ver a un delantero que ya está adaptado al ritmo de juego que pretende Ramón Díaz y que sumó con la chapa de todos los años que pasó en el fútbol europeo.

Lejos de quedarse escondido en el área, con lo que le hubiera alcanzado, el que quiere ser el nuevo hombre gol de River, bajó a conectarse con los volantes y se animó en el toque corto y largo. Ahí muchas veces apareció como imprecisio, pero eso no lo asustó.

Venía con el plus que le daban sus triunfos de área. Como el penal que le hicieron y el emnpate que metió de media vuelta a los 35 minutos de juego. Y justo cuando se había equivocado un par de veces en el toque corto, apareció con todo para meter el segundo. Y fue, en ese primer tiempo, el hombre de Núñez que sacó la diferencia y le salvó las papas a su equipo.

Le sobró. En el segundo tiempo el hombre gol de River no estuvo tan activo como en el primero, aunque preocupó siempre. Es que, como los buenos boxeadores, ya había puesto las manos de nocaut. Esas de las que los rivales muchas veces no se recuperan.’ “(Adrián Piedrabuena , Olé, Viernes 31 de julio de 1998)

NO SE AMONTONEN
En Porto Alegre hubo nada más que 5 mil hinchas. El promedio supera apenas los 8 mil. Hasta ahora, la Mercosur tiene menos atractivo que un discurso de Romay.

PORTO ALEGRE (ENVIADO ESPECIAL). La Copa Mercosur tiene menos convocatoria que un discurso de Alejandro Romay. Y no por el nivel de los equipos, precisamente. El torneo, creado más para la comercialización de sus derechos televisivos que para incentivar la competencia entre los equipos sudamericanos, no engancha a la gente. Se pensó en convocar a los clubes “grandes” de cada país para tratar de atraer a los hinchas, pero hasta ahora sólo se logró que la gente le prestase la misma -y escasa- atención que la que a la Supercopa cuando recién daba sus primeros pasos, hace una década.

Para muestra basta un botón: anoche, en Gremio-River, al estadio Olímpico de Porto Alegre (con capacidad para 60 mil espectadores) sólo fueron unos 5.000 hinchas, entre los cuales se encontraban 10 aventureros argentinos con cuatro banderas. Y es cierto que el equipo brasileño no está pasando por su mejor momento y que viene de perder el clásico con Inter. Pero también lo es que este nuevo torneo todavía no creó un hábito para que los futboleros gasten aunque sea 5 o 10 dólares, lo que anoche costaba una entrada.

Otro dato que pinta la poca importancia que tiene la Copa es un insólito pedido de los dirigentes brasileños: como Gremio y Vasco tienen que jugar por el torneo de su país el 16 de agosto y también deben hacerlo más tarde por la Copa, le van a proponer a la Confederación Sudamericana que el choque entre ambos sirviera para los dos torneos. O sea, que un triunfo puede llegar a valer 6 puntos…

De todas maneras, la falta de convocatoria no es sólo propiedad de Gremio. En los cuatro partidos que se jugaron el miércoles tampoco hubo demasiada gente. Por ejemplo, nada más que 800 brasileños fueron a ver el debut del Palmeiras frente a Independiente, 4.300 asistieron al Maracaná para ver Flamengo-Cerro Porteño, 15.000 uruguayos estuvieron en el Centenario cuando Nacional le ganó a Universidad de Chile y, en Buenos Aires, 15.000 personas le dieron un poco de clima al Nuevo Gasómetro cuando jugaron San Lorenzo y Cruzeiro. El promedio de público en los cinco partidos fue bajísimo: 8.020 espectadores.

“El torneo más importante del continente”, como fue presentado, tiene muchos premios. De convocatoria, por ahora, ni hablar.”  (Adrián Piedrabuena , Olé, Viernes 31 de julio de 1998)

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“TORCIDA SE REVOLTA COM NOVA DERROTA
Grêmio estréia no Torneio Mercosul com derrota de 3 a 2, no Olímpico, para o River. Treinador Edinho foi chamado de ‘burro’
O Grêmio decepcionou em sua estréia no Torneio Mercosul, ontem à noite, no Olímpico, ao perder de 3 a 2 para o River Plate. O time jogou boa parte do 2º tempo sob vaias, que só amenizaram com a entrada de Tinga e a reação em busca do empate. No final, torcedores criticaram a equipe, falando até em rebaixamento no Brasileiro.

Logo aos 3 minutos, o árbitro assinalou pênalti de Rodrigo em Pizzi. Hernan Diaz cobrou e acertou a trave superior. O Grêmio assumiu o controle do jogo e, aos 16 minutos, Palhinha lançou Guilherme, que chutou de fora da área para fazer 1 a 0. O Grêmio voltou a criar situações de gol, mas quem marcou foi o River. Aos 35, Pizzi recebeu livre na área e desviou de Danrlei: 1 a 1. O time gremista reclamou impedimento no lance. Aos 45, Pizzi, substituto de Salas. recebeu do excelente Sorin e marcou 2 a 1.

No segundo tempo, aos 8 minutos, Solari recebeu lançamento às costas de Rivarola e Walmir e concluiu para a rede: 3 a 1. Vaias para o time e gritos de ‘burro, burro’ para o treinador Edinho. Ao ser substituído por Tinga, aos 15min, Fabinho reclamou. Aos 20min, Rodrigo Costa descontou na cobrança de escanteio, aparando toque de Rivarola. O Grêmio forçou o empate, mas sem sucesso.” (Correio do Povo, 31 de julho de 1998)

DIREÇÃO INSINUA QUE DEMITIRÁ EDINHO SE NÃO GANHAR DOMINGO
Grêmio sofreu mais uma derrota, agora na Mercosul
O vice-presidente Marcos Herrmann afirmou, após o jogo, que o Grêmio tem obrigação de ‘colher um bom resultado domingo, contra o Atlético Mineiro’, deixando claro que uma derrota poderá determinar mudanças no comando do time. O dirigente enfatizou, contudo, que não adianta mudar de técnico a cada ‘dois ou três dias’.

Em relação à atitude de Fabinho, que gesticulou e criticou Edinho ao ser substituído, Herrmann garante que ‘não será tolerada a indisciplina no Olímpico’ e adianta que pode pensar em contratar um psicólogo. O diretor Duda Kroeff considera que ‘há tempo de reverter a situação’.

Paulo César Tinga não resistiu à dor de uma nova derrota e chorou no vestiário, evitando até dar entrevistas. Tinga, que entrou no segundo tempo, quando o jogo estava em 3 a 1, conseguiu sacudir a equipe, levando a uma forte reação e calando parcialmente as vaias. “(Correio do Povo, 31 de julho de 1998)

 

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Foto: Edison Vara (Placar)

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Grêmio 2×3 River Plate

GRÊMIO: Danrlei; Walmir, Rivarola, Rodrigo Costa e Roger; Djair, Fabinho (Tinga), Goiano e Palhinha; Zé Alcino (Ronaldinho) e Guilherme
Técnico: Edinho Nazareth

RIVER PLATE: Bonano; Hernan Diaz, Sarabia, Berizzo e Sorin; Netto, Escudero, Gomez e Solari (Placente); Pizzi e Angel
Técnico: Ramon Diaz

Copa Mercosul 1998 – Grupo E- 1ª Rodada
Data: 30 de julho de 1998, quinta-feira, 21h55min
Público: 5.901 (4.611 pagantes)
Renda: R$ 26.939,00
Árbitro: Ubaldo Aquino (PAR)
Auxiliares: Ricardo Grance e Nestor Gonzalez
Cartões Amarelos: Palhinha, Tinga, Fabinho, Solari, Berizzo e Netto
Cartão vermelho: Netto
Gols: Guilherme, aos 16 minutos; Pizzi, aos 34 e 44 minutos do 1º tempo; Solari aos 8 minutos e Rodrigo Costa aos 20 minutos do segundo tempo

Copa Mercosul 1998 – River Plate 3×1 Grêmio

October 19, 2018
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Foto: La Nacion

River Plate e Grêmio se enfrentaramenos Aires na última rodada da fase de grupos da Copa Mercosul 1998. O tricolor precisa de uma vitória simples para avançar as quartas de final, enquanto os mandantes precisavam vencer por dois gols de diferença para se classificar.

E os donos da casa conseguiram o placar de 3×1 com um gol de pênalti, nos acréscimos, convertido por Gallardo, atual treinador do River.

Vale lembrar que depois desse jogo, o Grêmio venceu 5 dos 6 jogos restantes da primeira fase do Brasileirão e conseguiu se classificar para os playoffs na oitava posição.

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Foto: Zero Hora

MAIS UM FRACASSO TRICOLOR
Grêmio é eliminado da competição e tem quatro jogadores expulsos

Houve esforço, iniciativa, marcação forte, é verdade. Quanto a isso ninguém poderá reclamar de River Plate e Grêmio, ontem à noite, em Buenos Aires. O difícil mesmo foi enxergar futebol: passes corretos, lançamentos com alguma lucidez, tabelas de atacantes, toques de primeira, avanços verticais rumo ao gol, nada disso se viu no Monumental de Nufiez. Não fosse pelo golaço de Aimar aos 32 minutos da etapa final, o segundo dos argentinos, o jogo poderia ser considerado ruim, apesar dos quatro gols. Mas o golaço de Aimar de fora da área valeu o ingresso. Antes, Pizzi tinha aberto o placar de cabeça, aparando cruzamento da direita. O Grêmio ainda descontou em um gol contra de Berizzo, mas Galhardo fechou o placar de pênalti. A derrota por 3 a 1 eliminou o clube da Copa Mercosul e classificou o River.

Resta ao Grêmio; terminar o Brasileirão numa numa boa classificação. Hoje, ocupa a 16ª colocação, faltando, seis rodadas para encerrar a primeira fase. Ontem o Grêmio não jogou bem em nenhum momento, mas resistia aos ataque do River com o trio de volantes Fabinho, Goiano e Djair. Com ltaqui ajudando na marcação, os argentinos não conseguiam chegar à frente. Isto até Rodrigo Mendes perder a cabeça e atingir Castilho por trás. Foi expulso na hora. Então, Celso Roth teve que organizar a equipe com um jogador a menos desde os 24 minutos do primeiro tempo.

Daí em diante, os argentinos só não garantiram a vitória antes dos 10 minutos da segunda etapa, quando Pizzi marcou o primeiro, por incompetência do River, nem sombra daquele,. time multicampeão de um ano atrás. Na segunda etapa, mesmo com um a menos, o Grêmio melhorou. Palhinha entrou no lugar de Djair e conseguiu ser o melhor em campo, mesmo ficando em campo apenas alguns minutos.

Mas tudo não poderia terminar de forma mais melancólica para o tricolor. Rodrigo Costa, Goiano e Fabinho perderam a cabeça e foram expulsos. O Grêmio finalizou o jogo com apenas sete jogadores em campo. A rigor, o time de Celso Roth teve um belo chute de fora de Rodrigo Mendes na primeira etapa e um gol perdido por Tinga na segunda. E foi só. Pouco para quem precisava vencer. ” (Zero Hora – 16 de Outubro de 1998)

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ENTRÓ DE ÚLTIMA
River tenía que ganarle a Gremio por dos goles y lo hizo cerca del final con un penal de Gallardo. Antes sufrió mucho, a pesar de la gran noche de Pablo Aimar.

Había alguien que no merecía ese final. Los golpes de los brasileños le dolían con retroactividad pero él solo había encendido la ilusión de River. Asistencia para el primer gol, una joya en el segundo. Era posible. Por Aimar. Por Pablo Aimar, en la noche que dejó de ser Pablito. Pero… Gol en contra de Martínez. No. Todo mal. No puede ser. Afuera de la Mercosur. Un año maldito. Pero… Penal ¿Penal? Show de rojas y gol de Gallardo, después de los cinco minutos más largos de la historia. Clasificación. Desahogo. Con más fervor que fútbol. Sudando. Sufriendo. Al estilo de este River.

Con amor propio, como ahora le gusta a Ramón Díaz, pero con la falta de brillo de estos tiempos. Las señales de que a River todo le iba a costar el doble aparecieron con las primeras vueltas de la pelota. Enseguida se vio cómo Astrada y Marcelo Gómez se empecinaban en jugar de lo mismo. Entonces, como el ex Vélez no tenía recorrido, ni para ser salida ni para recuperar, lo de Astrada también se deslucía. Ahí surgió un interrogante: si River tenía que salir a buscar un triunfo por más de dos goles, ¿para qué Ramón Díaz armó esa dupla en el medio? Y este error de concepto del técnico se potenciaba al ver a Pablo Aimar solo de tanta soledad. El Cai intentó siempre, se bancó todas y demostró que además de tener muy buena técnica, es guapo. Cuánto le pegaron! El cordobés aceptó el compromiso y fue el conductor del equipo. Pero cada vez que levantaba la cabeza se encontraba sin los suyos. Castillo se alejaba del área para tratar de tocar y no lo conseguía. Pizzi, el único punta-punta casi no participaba del juego. Y como a Solari lo sacó un hachazo de Rodrigo Mendes, el Cai tuvo que crecer de golpe.

Este River no se pareció en nada al que goleó a Ferro el domingo y por eso quedó condenado al trabajo forzoso. No supo sacarle el jugo al hombre de más. Los laterales se proyectaron poco y entonces River dejó que Gremio se agrupara bien. Y con la amenaza constante del grandote Ze Afonso, llegó un par de veces cerca de Burgos.

Muñeco, adentro. Ramón Díaz había anunciado que Marcelo Gallardo iba a jugar un rato para ponerse en ritmo pensando en Boca. Como los papeles se quemaban, el Muñeco jugó todo el segundo tiempo. Otro manotazo del Pelado fue meter a Escudero por el opaco Gómez. Necesidad y urgencia.

A esa altura los nervios pateaban en contra. River hizo de los centros su sistema y no una alternativa. Pizzi metió un cocazo y se encendió la esperanza. Se podía, a pesar de todo. Pelotazos, más centros, algo de Gallardo y todo el coraje de Aimar. Para meter aquel derechazo. Para que River vuelva a vivir. Dedicado a Boca… (Facundo Quiroga, Olé, Viernes 16 de octubre de 1998)

ENTRÓ EL MUÑECO Y SE ARMÓ LA FIESTA
Gallardo entró en el segundo tiempo y fue clave: inició la jugada del gol de Aimar y metió el tercero de penal. Hacía un mes y medio que no pisaba una cancha.

A River le faltaba algo. Los hinchas, cansados de añorar la potencia goleadora de Salas, los lujos de Francescoli y las gambetas de Ortega, anoche se dieron el gusto de volver a disfrutar de la calidad de Marcelo Gallardo después de un mes y medio. Se nota que al Muñeco todavía le falta, pero entró en contacto con la pelota y mostró algunas cosas interesantes. De sus pies (encaró por la izquierda y le dio el pase a Cristian Castillo) nació la jugada del gol de Pablito Aimar y definió el partido con un penal. La idea es que llegue a punto para el superclásico con Boca, dentro de nueve días.

El Muñeco volvió después de recuperarse de una distensión en los isquiotibiales de la pierna izquierda en el partido contra Talleres, hace un mes y medio. Después, durante la recuperación, se complicó por una fatiga muscular en la pierna derecha. En el entretiempo, Ramón Díaz decidió que Santiago Solari se quedara en el vestuario para dejarle su lugar.

Empezó bastante bien. A los cuatro minutos le metió una buena pelota a Pizzi, pero el árbitro cobró falta del delantero contra el arquero Darnlei. A los 19 minutos, le quedó un tiro libre ideal para su perfil: a 25 metros del arco, sobre el sector izquierdo. Le pegó bien y el tiro superó la barrera, pero le faltó dirección: fue casi al medio y el arquero se quedó con la pelota.

Lo más interesante fue su buena buena aceleración en tres cuartos de cancha. A los 23 tuvo otra chance. La agarró en tres cuartos de cancha y encaró. Fabihno lo bajó dentro de la media luna. Esta vez optó por pegarle fuerte al palo del arquero. Se le fue arriba. Cinco minutos más tarde le pegó a otro tiro libre, también fabricado por él. Pero la tercera no fue la vencida. La quiso acariciar y le salió igual que el primero. Sobre el final se sacó las ganas con el penal.” (Jorge Luis Sierra, Olé, Viernes 16 de octubre de 1998)

Hizo una del Sheriff
Astrada volvió a jugar como volante central tras la polémica con Ramón. Y lo hizo muy bien.

No fue la figura de la cancha, aunque tuvo una muy buena noche. Pero lo más importante del partido de ayer para Leonardo Astrada es que volvió a jugar de cinco, como más le gusta. Porque finalmente el Negro ganó la pulseada que durante la semana tuvo con Ramón Díaz sobre su posición en la cancha. El técnico anoche ante Gremio decidió ponerlo nuevamente como volante central y el que ocupó el polémico sector derecho del mediocampo de River fue Marcelo Gómez.

“Creo que en la semana se habló de más. El domingo me tocó jugar por derecha y hoy (por ayer) tuve la oportunidad de hacerlo de volante central. Sólo espero seguir rindiendo lo mejor posible”. Después del triunfo y la clasificación, el Negro le bajó los decibeles a la polémica que nació después del partido con Ferro del domingo pasado. Astrada jugó 45 minutos como volante por derecha, y en el entretiempo el técnico lo sacó y mandó a la cancha a Escudero.

A la hora de dar las explicaciones del caso, Ramón dijo “salió porque necesitábamos ser más punzantes por ese sector”. En los primeros días de la semana, Astrada se puso firme: “Si el técnico me vuelve a pedir que juegue por la derecha, le digo que no”, dijo. Pero Ramón no se echó atrás y contestó que “es muy inteligente y sabe que en estos momentos debe jugar”. Por lo que se vio ayer en el Monumental, quedó claro que el DT no pudo convencer al Negro y las cosas fueron como antes.”(Jorge Lopez,Olé, Viernes 16 de octubre de 1998)

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EN EL ULTIMO MINUTO, CLASIFICO EN LA MERCOSUR
River entró por la ventana

Le ganó 3-1 a Gremio en un final caliente. Se quedaba afuera por un gol en contra de Martínez, pero el árbitro paraguayo González cobró un penal agónico y dejó a los brasileños con siete jugadores

En un final polémico, River pudo ganarle 3-1 al Gremio y logró clasificarse para la segunda ronda de la Mercosur. Los brasileños terminaron con siete jugadores, luego de haber complicado el partido, que el equipo de Ramón Díaz ganaba cómoda y merecidamente por 2-0 hasta que un gol en contra de Jorge Martínez, a diez minutos del final, impuso suspenso e incertidumbre. Un penal a Castillo en el último minuto, convertido suavemente por Gallardo, le dio la clasificación al local.
River había sufrido todo el primer tiempo. Manejaba el partido pero nunca pudo sacar provecho de la situación, facilitada cuando a los 20 minutos fue expulsado el delantero brasileño Rodrigo Mendes. Pizzi estuvo aislado, Castillo no le encontró la vuelta al partido, Aimar manejaba el ataque pero no conseguía ordenar las ideas, y fue repetidamente golpeado bajo la complacencia del paraguayo mundialista González.
Para el segundo tiempo, Díaz puso a Gallardo y Escudero para imprimirle más ritmo e inteligencia al ataque. Por los veinte del complemento, el partido era, definitivamente, un frontón. Gremio había renunciado a todo lo que no fuera defender, Gallardo se juntaba con Aimar, River abría la cancha, era fervor y pausa. Por eso no extrañó que Pablito –el mejor jugador de River– desbordara por izquierda, tirara un centro impecable y Pizzi, con potencia y ubicación, cabeceara solito en el área chica y pusiera el 1-0. Faltaba el último empujoncito. Castillo metió una volea a la carrera, que conjuró Danrlei. Pero de contra también se lo comió Zé Alfonso. Hasta que a los 32, tras una maniobra de Castillo, Aimar le pegó de derecha, con la cara interna, desde afuera del área, como caminando. Un golazo.Llegó el gol en contra de Martínez –un centro paralelo al fondo empujado involuntariamente– y la angustia. Hasta que en una entrada de Castillo, a un minuto del final, González cobró penal, los brasileños hicieron el escándalo y Gallardo le puso el sello.” (Página 12, 16 de outubro de 1998)

LOS NERVIOS DE RIVER NO ESTALLARON GRACIAS A UN PENAL
Sobre la hora, cuando Gremio tenía siete jugadores, Gallardo entregó la victoria y la clasificación

Difícil momento, de responsabilidad máxima, de jugarse la supervivencia del año en un simple remate. Así encaró Marcelo Gallardo el tiro final, ese penal a todo o nada como pocas veces. Temple en el elegido que salió del banco de suplentes para cambiarla la cara a River, en el juego y en la sonrisa por ese agónico triunfo por 3 a 1 que le permite avanzar a los cuartos de final de la Copa Mercosur, tras superar al Gremio desmembrado en siete hombres por culpa de un árbitro paraguayo Epifanio González que demostró ser un desastre en su trabajo. Malo en serio fue el arbitraje, pero River hizo méritos de todas maneras para mantenerse con vida futbolística.

Por más que le cuesta mucho a este River organizar un ataque colectivo y coherente. Menos claro resulta apurado por urgencias, necesitado de goles para seguir en el torneo y casi asfixiado por la cuerda de un año futbolístico tenso. Voluntad sobra y ese es un problema, porque son individualidades que por querer mucho hacen poco en beneficio del equipo.

Ni siquiera aprovechó la superioridad numérica y la expulsión de Rodrigo Mendes le provocó una ansiedad que aportó más confusión. Porque River no piensa, avanza por instinto y depende demasiado de Aimar, a quien todos le cargan la responsabilidad, sacándose la propia, claro. Y como el joven conductor se equivocó al encerrarse solo por el centro de la marca rival, el pelotazo empezó a ser el único recurso. Es una variante de pobreza futbolera, pero no daba para más River y encima le servía. No estaba este equipo para desperdiciar nada. Más convencido del camino quedó cuando uno de esos tantos centros encontró la cabeza goleadora de Juan Antonio Pizzi.

Entonado por ese tanto que bajaba las pulsaciones, River consolidó la ofensiva. Y mejoró bastante. Ya Marcelo Gallardo y Marcelo Escudero descargaban la presión de Aimar y éste encontraba la libertad para pararse en la medialuna y rematar hacia un golazo. Aunque respirar sin ahogarse no es para River y apurado en un cierre Martínez hizo un gol en contra.

Parecía un fin de año sin algo para festejar, pero a Castillo lo frenaron con una infracción y el penal fue uno de los pocos aciertos del árbitro González -ignoró un penal de Sorin por mano- que empezó a repartir rojas a mansalva. Toque firme de Gallardo y River que da otro paso tembloroso, pero que tambaleándose y todo sigue de pie…

Discusión por el horario

El horario del partido entre River y Gremio generó una situación confusa. La hora señalada para el comienzo era las 21.40. Pero ayer, a las 16.30, un fax de la Confederación Sudamericana de Fútbol llegó a la AFA con una nueva orden: se debía largar a las 21.10.

La noticia inquietó a las autoridades de Multimedios América, encargado de la transmisión, ya sin tiempo de cambiar su programación; finalmente, la emisora y la CSF se pusieron de acuerdo y el partido empezó a las 21.40, igual que el de San Lorenzo v. Gremio, televisado por TyC Max. “(La Nacion – 16 de octubre de 1998)

River Plate 3×1 Grêmio

RIVER PLATE: Burgos; Martinez, Paz, Berizzo e Sorin (Placente); Astrada, Gomez (Escudero), Solari (Gallardo) e Aimar; Castillo e Juan Pizzi.
Técnico: Ramon Diaz

GRÊMIO: Danrlei; Walmir, Rodrigo Costa, Scheidt e Roger; Djair (Palhinha), Goiano, Fabinho e Itaqui (Clóvis); Zé Afonso (Tinga) e Rodrigo Mendes.
Técnico: Celso Roth

Copa Mercosul 1998 – Grupo E – 6ª Rodada
Data: 15 de outubro de 1998, quinta-feira
Local: Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires/ARG
Público: 10 mil pagantes.
Renda: US$ 186.588,00
Árbitro: Epifanio Gonzalez (PAR).
Auxiliares: Ricardo Grance (PAR) e Celestino Galvan (PAR)
Cartões Amarelos: Astrada, Aimar, Fabinho, Danrlei, Goiano, Djair e Palhinha
Cartões vermelhos: Rodrigo Mendes (25´/1ºT), além de Rodrigo Costa (40´/2ºT), Fabinho (43´/2ºT) e Goiano (43´/2ºT)
Gols: Pizzi, aos 10 minutos; Aimar, aos 31, Martinez (contra), aos 37 e Gallardo (de pênalti) aos 46 minutos do segundo tempo

 

Protótipo das Camisas de 1998

September 3, 2013

Em 18 de fevereiro de 1998, Grêmio e Inter anunciaram o seu novo patrocinador, a Chevrolet, em uma cerimônia no Salão Negrinho do Pastoreio do Palácio Piratini. Depois de três anos, a dupla voltava a ter o mesmo patrocínio. O então diretor de Assuntos Corporativos e Exportação da General Motors do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, disse que: “Patrocinar apenas um clube seria um equívoco indesculpável”. Desde então os clubes sempre tiveram o mesmo patrocinador master.
Cada clube recebeu cerca de 7 milhões de Reais por um contrato de três anos. O lançamento em si teve uma curiosidade. O Inter estampou o símbolo da Chevrolet em seu uniforme modelo 1997, enquanto o Grêmio apresentou a marca no que parece ser um protótipo do uniforme de 1998.
O curioso é que essas camisas nunca foram usadas em jogo, e o fardamento gremista de 1998 só foi ser oficialmente lançado em 3 de março, véspera da estreia do clube na Libertadores daquele ano. Alguns detalhes foram alterados na versão final. Na camisa tricolor entrou o patrocínio do Corsa junto com o logo de Chevrolet (que passou a ser estampado num retângulo metade azul, metade preto). Já na camisa azul entrou apenas a inscrição Banco GM.

Libertadores 1998

February 12, 2007
 O Grêmio se credenciou para essa competição como ganhador da copa do brasil de 1997, mas em desde o segundo semestre de 97 o grande time do felipão vinha sendo desmontado. Arce, M.Galvão, Dinho, Emerson, Carlos Miguel, P.Nunes, todos esses deixaram a azenha e a reposição dessas peças não foi bem feita pela direção. O técnico para aquela libertadores era o controverso Sebastião Lazaroni.

O Grêmio ficou no grupo II junto com Vasco, América e Chivas. Os mexicanos estreavam na libertadores. A primeira fase foi tranqüila para o tricolor, vencendo todos jogos em casa, ganhando também do América no estádio azteca e perdendo para vasco e chivas fora. Ficou em primeiro com 12 pontos.

1998 Gremio Nacional Roger - Copia

Nas oitavas o Nacional de montevideo. 1º jogo 1×1 no centenario com Danrlei pegando pênalti. no jogo de volta, a tarde num dia de semana. Um baile 4 x 0. Roger fez um golaço. Nas quartas, novamente por força do regulamento o gremio pegou o vasco. Lazaroni (eliminado do gauchão) já tinha dado lugar a Edinho. No olímpico 1 x 1, em são januário, num fim de semana, 1 x 0 pro vasco, com um golzinho chorado.

Time base: Danrlei; Itaqui, Scheidt (Rivarola), Jorginho e Roger; Fabinho, Goiano (Otacílio), Aílton e Beto (Ronaldinho); Zé Alcino (Maurílio) e Guilherme.

 

Jogadores inscritos naquela libertadores:

1-Danrlei; 2-Itaqui; 3-Rivarola; 4-Jorginho; 5-Fabinho; 6-Roger; 7-Ailton; 8-Goiano; 9-Guilherme; 10-Beto; 11-Maurílio; 12-Murilo, 13-Marco Antonio; 14-Rodrigo; 15-Ronaldo Alves; 16-André Silva; 17-Zé Alcino; 18-Ronaldinho; 19-Tinga; 20-Sílvio; 21-Otacílio; 22-Dario, 23-Éder; 24-Scheidt, 25-Silvio Antonio, 26-Eduardo Martini, 27– Evandro Brito, 28-Robert, 29-Djair, 30-Washington.

1ª Fase – Grupo 4
04/03/98 – Porto Alegre
– Grêmio 1 x 0 Vasco – Gol: Guilherme
10/03/98 – Guadalajara – Chivas 1 x 0 Grêmio
13/03/98 – México -América 1 x 2 Grêmio – Gols: Guilherme e Beto
26/03/98 – Rio de Janeiro -Vasco 1 x 0 Grêmio
31/03/98 – Porto Alegre – Grêmio 2 x 0 Chivas – Gols: Ronaldinho e Beto
07/04/98 – Porto Aelgre – Grêmio 1 x 0 América – Gol: Dário

 


Oitavas de Final – Nacional (Uruguai)
15/04/98 – Montevideo – Nacional 1 x 1 Grêmio – Gol do Grêmio: Guilherme

29/04/98 – Poa – Grêmio 4 x 0 Nacional – Gols: Guilherme, Roger, Goiano e Tinga


 
Quartas de Final – Vasco
03/06/98 -Porto Alegre – Vasco 1 x 1 Grêmio – Gol: Guilherme
06/06/98 – Rio de Janeiro -Vasco 1 x 0 Grêmio