Série B 2022 – CRB 2×0 Grêmio

August 16, 2022 by
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Foto: Francisco Cedrim (CRB)

Não sei se existe uma momento “bom” para perder. Se existe, até dá pra se admitir que uma derrota pro CRB não é o pior dos mundos. Também não sei se existe um momento bom para o Geromel ficar fora do time. Se existe, definitivamente esse momento não seria contra o Cruzeiro

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Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Foto: Lucas Uebel (Grêmio.net)

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CRB Diogo Silva; Raul Prata, Gum, Diego Ivo e Guilherme Romão; Jalysson, Claudinei (Uillian Correia, 33’/2ºT) e Rafael Longuine (Bruninho, 33’/2ºT); Paulinho Mocellin (Richard, 23’/2ºT), Fabinho (Guilherme Lopes, 26’/1ºT) e Gabriel Conceição (Regilado, 23’/2ºT).
Técnico: Daniel Paulista.

GRÊMIO: Brenno; Rodrigo Ferreira, Geromel (Bitello, intervalo), Bruno Alves e Diogo Barbosa; Villasanti, Lucas Leiva (Elkeson, 37’/1ºT), Biel (Thaciano, 25’/2ºT), Campaz (Gabriel Silva, 17’/2ºT) e Guilherme (Janderson, 17’/2ºT); Diego Souza
Técnico: Roger Machado

24ª Rodada – Série B 2022
Data: 13 de agosto de 2022, sábado, 20h30min
Local: Estádio Rei Pelé, em Maceió, AL
Público:
Renda:
Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias de Araújo (SP)
Assistentes: Luiz Alberto Andrini Nogueira (SP) e Leandro Matos Feitosa (SP)
VAR: Adriano de Assis Miranda (SP)
Cartão amarelo: Geromel (Grêmio)
Cartão vermelho: Guilherme Romão (22 do 1ºT)
Gol: Diogo Silva (ambos de pênalti) aos 7 e aos 37 minutos do 1º tempo

Série B 2005 – CRB 1×1 Grêmio

August 13, 2022 by
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Foto: Correio do Povo (Fonte: Grêmio Dados)

O Grêmio enfrentou o CRB no estádio Rei Pelé em 3 ocasiões. A primeira no Brasileirão de 1972. A última na Copa do Brasil de 2015. E no meio disse teve esse duelo pela 20ª rodada da primeira fase da Série B de 2005.

Eu tinha apagado da memória esse gol de Jeovânio. Na minha lembrança ele raramente aparecia no campo de ataque, se dedicando a proteger a defesa com zelo e elegância.

E vendo a foto abaixo fiquei com saudade do “cruzamento de carrinho” do Escalona.

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Foto: Ailton Cruz (O Jornal/ZH) – Fonte: Grêmiopédia

 

JOGO RUIM , VAGA GARANTIDA

Se algo de positivo restou ao Grêmio no empate em 1 a 1 com o modesto CRB, ontem à noite, em Maceió, foi o sinal de alerta para a próxima fase da Série B. Sem Anderson, convocado para a seleção brasileira sub17, o time mostrou que é igual a quase todos os outros que disputam a competição. E que precisará de uma dose extra de superação se quiser retomar à primeira divisão,

Se a primeira fase tivesse se encerrado ontem, os adversários na próxima fase seriam os perigosos Santo André, Vila Nova e Guarani. O Grêmio chegou a ser irritante no primeiro tempo. Abusou dos passes errados e chegou a ser displicente em alguns momentos, entrando frouxo nas divididas e permitindo ao CRB, um time sem qualquer brilho, levar perigo ao gol de Galatto.

Em sua primeira experiência como substituto de Anderson, Marcel foi tão voluntarioso quanto dispersivo. Participou de quase todos os lances de ataque do time, seja na preparação de jogadas quanto na finalização. Só que errou quase todos. Acabou substituído por Luiz Fernando no intervalo. Mas, ao menos, recebeu o terceiro cartão amarelo, que o deixa com a ficha limpa para a próxima fase, do mesmo modo do que Patrício, Bruno, Jeovânio e Domingos.

A melhor oportunidade para marcar foi aos quatro minutos. Ricardinho passou por dois marcadores e cruzou para o chute errado de Marcel. Pereira já poderia ter sido expulso aos 42 minutos, quando, em um lance grotesco, chutou um adversário para fora de campo. Acabou recebendo o cartão vermelho logo no início do segundo tempo, por nova falta.

Mano Menezes foi obrigado a mexer no time. Para recompor a defesa, trocou o centroavante Samuel por Domingos.

Como só uma vitória o mantinha longe da zona de rebaixamento para a Série C, o CRB lançou-se à frente na segunda etapa. Em dois minutos, criou dois lances curiosos. Aos sete, Helinho arriscou o chute de longe, a bola tocou no gramado, subiu e quase enganou Galatto. Aos nove, Claudinho chutou de fora da área e a bola atingiu o olho direito do goleiro Galatto, que precisou de atendimento médico dentro de campo.

Aos 23 minutos, em sua única jogada criativa, o Grêmio marcou o gol que lhe assegura uma posição entre os quatro primeiros. Ricardinho avançou pela esquerda, deu a Jeovânio que chutou de longe, com a bola desviando em Dino antes de encobrir Jéfferson.

Cristiano empatou aos 39 minutos, após falha da zaga e de Galatto. Os últimos minutos foram de pânico para os dois times. Para o Grêmio, tentando escapar da derrota. Para o CRB, cujos jogadores chegaram a se ajoelhar e rezar em campo em uma cobrança de falta, na luta para escapar do rebaixamento.

O Grêmio joga sábado contra o Marília, no Olímpico. Já classificado, a partida vale apenas para assegurar lugar entre os quatro primeiros.” (Zero Hora, sábado, 3 de setembro de 2005 – Fonte: Grêmiopédia)

 


CRB EMPATA E SE COMPLICA AINDA MAIS

Um jogo dramático. Foi assim o duelo entre CRB e Grêmio, ontem, no Rei Pelé, que terminou em 1×1. Os gols da partida aconteceram no segundo tempo. Geovânio abriu o marcador para os gaúchos aos 22 minutos, ao chutar forte de fora da área, sem defesa para o goleiro Jeferson. 1×0 Grêmio. Mas, na pressão, Cristiano, que havia entrado no lugar de Zé Carlos, aos 42 minutos, mergulhou de cabeça após confusão na área e empatou.

Com o resultado, que o deixou no 14º lugar, 26 pontos, o CRB ainda está complicado na tabela, porque terá que vencer seu último jogo, dia 10 de setembro, contra o Criciúma, em Santa Catarina, para afastar de vez o risco de rebaixamento e não depender de ninguém. Se empatar ou perder, o time alagoano dependerá da combinação de resultados no bolo de times que ainda brigam para não cair. Já o Grêmio, com o empate, consolidou sua passagem à próxima fase da Série B.

O jogo

A partida no primeiro tempo teve poucos lances de emoção para a torcida que lotou o Rei Pelé, cerca de 15 mil pessoas. De um lado, um CRB tenso que errava muitos passes na saída de bola. As melhores jogadas do Galo aconteceram pelo lado direito com a trama entre Ivonaldo, Edson Baiano e Helinho. Do outro, um Grêmio que mantinha uma postura tática de muita marcação e alguns poucos ataques que chegaram a levar o goleiro Jeferson a fazer pelo menos uma boa defesa. O meia Juninho Cearense sentiu de novo o velho problema na coxa ainda no 1º tempo. O jogador foi substituído por Claudinho, que não estava numa noite inspirada.

Na segunda etapa, a partida cresceu. Logo aos três minutos Zé Carlos fez boa jogada e forçou o árbitro a expulsar o zagueiro Pereira. Com o apoio em massa da torcida, o CRB partiu com tudo e obrigou o goleiro gremista Gallato a fazer intervenções até no susto. A primeira chance foi um chute de Helinho, aos 10 minutos, da intermediária. A bola bateu no terreno e subiu para se chocar na cabeça do goleiro, levando perigo ao gol gremista. Mas foi Grêmio que achou o gol aos 22 com Geovânio. Antes de empatar, o CRB perdeu uma chance incrível com Cristiano embaixo da trave, sem goleiro. Aos 39, ele finalmente achou o caminho das redes: 1×1 Galo. Aos 47, com o estádio em delírio para a virada, Emerson bateu uma falta do bico da área, mas colocou em cima da barreira e desperdiçou a última chance. Valmir, do Galo, também foi expulso.

A nota triste ficou por conta dos gestos obscenos do atacante Zé Carlos para a torcida e de sua discussão nos vestiários com PMs que o ameaçavam prender. A situação só foi contornada pelo policial do Bope Gilmar e o supervisor Mauro Ramos.” (WELLINGTON SANTOS Repórter, Gazeta de Alagoas, sábado, 3 de setembro de 2005)

 

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CRB: Jefferson: Carlinhos (Cristiano), Émerson e Gustavo; Ivonaldo, Dino, Edson Baiano, Juninho Cearense (Claudinho) e Valmir; Zé Carlos (Josimar) e Helinho
Técnico: Flávio Barros

GRÊMIO: Galatto; Patricio, Marcelo Oliveira, Pereira e Escalona;Jeovanio, Sandro Goiano, Bruno (Marco Aurélio) e Marcel (Luiz Fernando): Ricardinlo e Samuel (Domingos)
Técnico: Mano Menezes

Série B 2022 – Grêmio 5×1 Operário Ferroviário

August 10, 2022 by

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Há um clara evolução. Na primeira vez que o Grêmio recebeu o Operário, o placar foi 4×1; Ontem, na segunda vez, o marcador foi de 5×1.

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– Média de público do Grêmio na temporada:
19.078 (17.804 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Série B 2022:
21.150 (19.776 pagantes)

Como curiosidade, vale apontar que a média de público dos onze primeiros jogos que o Grêmio fez com torcida na Série B de 2005 foi de 22.104 (17.568 pagantes). Cabe lembrar que naquele ano o clube tinha menos de 20 mil sócios (contra pouco mais de 60 mil sócios ao final do primeiro trimestre de 2022).

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Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

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GRÊMIO: Brenno; Rodrigo Ferreira, Geromel, Bruno Alves e Nicolas; Villasanti, Lucas Leiva (Bitello, 19’/2ºT), Biel (Thaciano, 40’/2ºT), Campaz (Gabriel Silva, 29’/2ºT), Guilherme (Janderson, 19’/2ºT); Diego Souza (Elkeson, 29’/2ºT)
Técnico: Roger Machado

OPERÁRIO: Vanderlei; Arnalrdo, Thales, Reniê e Fabiano; Ricardinho (Fernando Neto, 23’/2ºT), Rafael Chorão (Michel, intervalo), Tomas Bastos (Leandrinho, 12’/2ºT) e Felipe Garcia (Jean Carlo, 27’/2ºT); Paulo Victor e Getterson (Kalil, intervalo)
Técnico: Matheus Costa

23ª Rodada – Série B 2022
Data: 9 de agosto de 2022, terça-feira, 19h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre, RS
Público: 11.367 (10.174 pagantes)
Renda: R$ 346.304,00
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (RJ)
Assistentes: Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ) e Thiago Rosa de Oliveira (RJ)
VAR: Igor Junio Benevenuto de Oliveira (FIFA-MG)
Cartões amarelos: Nicolas e Bitello
Cartão vermelho: Thales
Gols:
Campaz, aos 45 minutos do 1º tempo; Diego Souza aos 7, Kalil (O) aos 9, Biel aos 18 minutos, Elkeson aos 44, e Reniê (contra) aos 47 minutos do 2º tempo

Taça da Legalidade 1962 – Grêmio 4×1 Operário Ferroviário

August 9, 2022 by
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Foto: Folha da Tarde Esportiva

O único confronto entre Grêmio e Operário Ferroviário em Porto Alegre aconteceu em 1962, pela Taça da Legalidade. Vitória tricolor por 4×1.

Acho muito interessante perceber como são minuciosas as crônicas dos jogos publicadas na Folha da Tarde Esportiva daquela época.

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Foto: Folha da Tarde Esportiva

GRÊMIO PASSOU BRINCANDO PELO OPERÁRIO: 4 X 1

O Grêmio Pôrto Alegrense com tranquilidade — 1.º tempo fêz 4 x O no Operário Ferroviário de Ponta Grossa, Paraná, polo Torneio da Legalidade. No tempo final aconteceu um toque de justiça: o ponto de honra dos visitantes, fixando a contagem em 4×1. Os vice-campeões doRio Grande provaram diferença fundamental de football no 1º tempo sôbre os vice da terra araucariana. Aproveitando o mau trabalho dos homens de área do Operário, sempre desatentos, aos deslocamentos dos avançados, os gremistas foram tranquilamente impondo seu melhor football.

Enquanto a peleja não tinha o sua definição espelhada e, consequentemente, obrigava a um  trabalho mais árduo, a gente de Ênio Rodrigues deixou claro sua inconteste vantagem  sobre os” ponta-grossenses. Isto foi irrefutável. Não pode haver um paralelo de comparação, enquanto o jogo não estava decidido.

Os avançados tricolores, na 1ª parte do espetáculo, aproveitaram-se das constantes indecisões da linha de zagueiros Paranaense. Com os costados mal guarnecidos e com Ribamar e Laércio incapazes tecnicamente, e sem velocidade para contar Marino, Juarez e com Hélio Silvestre. vendo Elton, por um “binóculo” quando o médio ingressava na área, paulatinamente o cotejo ganhava um colorido unilateral, Era o Grêmio que dava a toada do match. Impunha sua melhor ordenação geral ante um team, bravo é verdade, porém carecendo de melhor estrutura defensiva: Somando-se ao bom trabalho ofensivo, empurrado por Elton e Milton, os gaúchos contavam ainda cem o total desacerto das linhas mais recuadas dos visitantes.

Os leves pecados iniciais de Sérgio (uma vez), Brandão e Mourão (que se recuperaram rápidos) não serviram para gerar ocasiões para boas descidas da rapaziada do Paraná, isto nos 45 minutos iniciais. Elton e Milton punham em constante movimentação seus companheiros de frente e o chefe dos médios foi figura que cumpriu saliente papel nas arremetidas contra o retângulo do ótimo guardião Arlindo.

Com muita folga e os donos do Olímpico fizeram 4×0 no Operário. É verdade que nos últimos 15 minutos da 1ª fase, já se notava uma visível poupança dos gremistas.

Para o período derradeiro, o vice-campeão Paranaense despontou com mais vontade e acerto. Alguns fatores influíram para que tanto acontecesse. O Grêmio – e o marcador em parte justificava isso — parou muito e aquele ritmo rápido, nervoso e acertado do 1º tempo desapareceu. Elton e Milton excelentes no tempo primário — ”sentaram um pouco na retranca”. O ataque lutou com mais dificuldades e alguns de seus homens (Vieira por duas vezes), Marino (igual número), Adroaldo e Juarez (uma cada um), foram bisonhos e revelaram uma falta de habilidade espantosa ao perderem “goals feitos”. Deste desperdício, o vice local pagou pesado pecado; não marcou tentos no período conclusivo.

Por seu turno, os de Ponta Grossa, solidificavam sua linha de zaga com o ingresso de Pacheco como homem de área e a retirada de um homem que claudicava: Daniel, conto lateral direito. Laércio foi para a asa média e ficaram na área Pacheco e Ribamar.

Mesmo dando-se o desconto que o Grêmio parou, foi excelente estio alteração. Hélio Silvestre moveu-se um pouco melhor e Fiuza funcionou com mais rapidez e inteligência. O ataque foi pôsto em funcionamento. A defensiva, consequentemente, dos gaúchos foi chamada a arcar com a responsabilidade maior do que no 1.º tempo. Os do Operário insistiram em descidas contra a meta de Irno. Notou-se, então, certas hesitações do bloco mais recuado tricolor, O trabalho de Sérgio em Otavinho já não era aquele muito bom do começo; Airton lutava contra Sílvio, um jogador valente; Leocádio ganhava alguma progressão contra Brandão e Mourão desdobrava-se para não permitir liberdades maiores a Jairo.

Mesmo com o Grêmio deixando de marcar (criou muito mais situações aflitivas), isto por falta de habilidade de seus avantes, foi justíssimo o ponto de honra conquistado em cima da hora, por Leocádio. Não padeceu dúvidas, o liquido triunfo do Grêmio, mesmo permitindo ao adversário presença no tempo final. Foi o triunfo daquele que deixou patente ter mais condições coletivas e individuais como esquadra de football. O Grêmio valeu quando o match ainda era uma incógnita. Daí, o alto mérito de seu triunfo. Depois, com um marcador já de 4×0, relaxou bastante os movimentos e deu chance ao team de Agustin Martinez despontar com alguma inspiração. Mesmo parecendo um paradoxo, perdendo por 4×1, o Operário-Ferroviário (em que pese a diferença fundamental) deixou impressão em pouco melhor no que diz respeito á ofensiva, do que aquilo que rendeu contra o Internacional, num match que findou zero a zero. O cotejo teve em sua primeira etapa a parte mais interessante e correta. No período derradeiro não chegou a entusiasmar inteiramente, não obstante o esforço e o relativo bom comportamento dos rapazes do Paraná, .

DETALHES TÉCNICOS
Local: Olímpico.
Renda: Cr$ 567.790.00
Equipes:
GREMIO PA (4) — Irno, muito bom; Sérgio, ótimo no princípio para cair um pouco no tempo final; Airton, com momentos de alto gabarito para se descuidar no fim: Brandão, regular: Mourão, firme na maioria dos movimentos; Elton, grande peleja no início para parar no final; Milton, igual ao “Alemão”; Adroaldo, dono de jogadas rápidas e corretas; Marino muito bom no 1º tempo. Caiu de produção e foi substituído por Abílio sem vantagem alguma: Juarez, quando “aligeirou” o jogo esteve bens, depois “amarrou” muito; Vieira, perdeu dois gols impossíveis, lances que comprometeram seu excelente 1º tempo.

OPERARIO-FERROVIÁRIO (1) — Arlindo, voltou a luzir: Daniel, muito mal, depois Laércio que jogou multo mais na lateral do que dentro da área; Ribamar, vulnerável no 1º tempo. Depois cresceu um pouco; Candinho, perdeu a batalha no 1.º tempo para jogar mais desafogado no fim. Hélio Silvestre, não reeditou seu bom trabalho do jogo contra o Internacional. Foi notado quando Elton parou bastante; Fiuza pareceu no 2º tempo; Jairo, Sílvio, Leocádio e Otavinho, com nota melhor para a bravura de Sílvio. Jogou melhor o ataque do que contra o campeão gaúcho.” (ANTONIO CARLOS PORTO, Folha da Tarde Esportiva, Sábado, 24 de fevereiro de 1962)

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OPERÁRIO NÃO RESISTIU AO PODERIO DO GRÊMIO E FOI GOLEADO NO OLÍMPICO: 4X1

[…]
Aos 14 minutos de ações, magnificamente lançado por Milton, Elton invadiu a área adversária e frente a frente com Arlindo, enviou a pelota para as redes. Seis minutos após. Marino realizou com êxito um impressionante «rush» e arrematou de pé esquerdo, anotando o tento número dois Aos 31 minutos. Marino cruzou forte e Ribamar, tentando a defesa, desfiou a pelota para dentro de suas próprias redes e o quarto tento dos tricolores foi também, fruto de uma jogada infeliz de Candinho que. Muito afoito, enviou a pelota para dentro de seu próprio arco, após uma defesa parcial de Arlindo, aos 45 minutos de jogo. […]” (Jornal do Dia, Sábado, 24 de fevereiro de 1962)

 

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Foto: Folha da Tarde Esportiva

 

“GRÊMIO CONTINUA NA CAMINHADA: VENCEU O OPERÁRIO, ONTEM
4 x 1 foi o resultado do embate — Marcaram os tentos: Elton, Marino (2) e Adroaldo; Leocádio marcou para o Operário — Regular a atuação do árbitro paranaense — Renda da partida : Cr$ 567.790,00

Grêmio e Operário Ferroviário jogaram ontem, no Olímpico mais uma partida, em prosseguimento ao Torneio Sul Brasileiro Inter-Clubes. Os tricolores, pelo que realizaram na fase inicial, venceram por 4×1. Os primeiros 45 minutos pertenceram aos locais, que bens coordenados, dominaram completamente as jogadas. Já no segundo tempo, o assunto mudou. O Operário estive bem melhor, porém seu ataque não produziu o esperado, o que de resto aconteceu na fase inicial e por ocasião do primeiro jogo entre nós.

Mas o quadro visitante trabalhou a contento, em que pese alguns defeitos de seus defensor. O trabalho da defensiva do Operário foi bom e quase certo. Arlindo voltou a brilhar, tendo ainda sorte em algumas jogadas, salvando tentos certos. Por outro lado, os atacantes do Grêmio perderam grandes oportunidades, estando nessas condições Marino e Vieira. Este, em duas vezes seguidas, deixou de marcar com o arco aberto. Mas na fase final, o ataque do Grêmio não caminhou como aliás se esperava, dado o resultado do primeiro tempo. Caíram os atacantes locais na armadilha dos defensores do Operário, que com habilidade abandonavam a grande área, e em consequência, os dianteiros gremistas ficavam impedidos. Isso aconteceu várias vêzes, principalmente com Juarez. O quadro do Operário trabalhou bem na fase derradeira, tendo inclusive envolvido os tricolores, por momentos. Mas a defensiva local esteve sempre firme, claudicando apenas no tento de honra dos visitantes, ao apagar das luzes. E o tento de Leocádio, foi o coroamento do esforço do quadro, que na verdade andou bem melhor que na fase final. Há um outro detalhe interessante. O quadro do Grêmio, com o resultado do primeiro tempo (4×0) voltou desinteressado no placar, procurando apenas defender-se e esporadicamente atacar. Os tentos não surgiram mais e todos estavam certos que o jogo terminaria com o resultado da primeira fase. Mas não aconteceu. Os visitantes no final do prélio marcaram o tento de honra. A vitória do Grêmio, foi, na verdade, a conquista do melhor quadro. Apareceu a hierarquia e os tricolores continuam liderando o torneio, invictos.

QUADROS, TENTOS, ÁRBITRO E RENDA

Os dois quadros jogaram assim firmados:

GRÊMIO — Irno; Sérgio, Airton, Brandão e Mourão; Elton e Milton; Adroaldo, Marino (Abílio) e Vieira.

OPERÁRIO — Arlindo; Daniel (Laércio); Ribamar, Laércio (Pacheco) e Candinho; Hélio Silvestre e Flua; Jairo. Silvio, Leocádio e Otavinho.

— Os tentos foram assinalados por Elton, Marino (2), sendo que o último, a pelota raspou em Ribamar e Adroaldo. Antes da pelota entrar no arco, bateu em Candinho. O tento de honra do Operário foi obra de Leocádio.

— Dirigiu a partida, regularmente, o sr. José Barbosa de Lima Neto, da FPF.

— A renda do embate foi boa: Cr$ 567.790,00.” (Correio do Povo, Sábado, 24 de fevereiro de 1962)

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Foto: Correio do Povo

 

“GRÊMIO CONTINUA SUA MARCHA EM BUSCA DO TÍTULO DA LEGALIDADE: OPERÁRIO 4X1” (Diário de Notícias, Sábado, 24 de fevereiro de 1962)

 

“OPERÁRIO GOLEADO PELO GRÊMIO NO OLÍMPICO: 4X1
— O Operário Ferroviário de Ponta grossa foi goleado hoje à noite, no Estádio
Olímpico, por 4×1, pelo Grêmio Portoalegrense, no cotejo de despedida dos alvinegros. A peleja apresentou duas fases distintas, e na primeira, o placar de 4 x 0. diz tudo o que foi aquela etapa, quando o “fantasma” esteve multo longe e corresponder a expectativa do público presente ao estádio do Grêmio” (Diário do Paraná, Sábado, 24 de fevereiro de 1962)

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Foto: Revista do Grêmio n.º 37

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GRÊMIO: Irno; Sérgio Airton, Brandão e Mourão; Elton e Milton; Adroaldo, Marino (Abílio) e Vieira
Técnico: Ênio Rodrigues

OPERÁRIO: Arlindo; Daniel (Laércio); Ribamar, Laércio (Pacheco) e Candinho; Hélio Silvestre e Flua; Jairo. Silvio, Leocádio e Otavinho
Técnico: Agustin Martinez

Série B 2022 – Guarani 1×2 Grêmio

August 6, 2022 by

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O Grêmio voltou a ganhar fora de casa na Série B. Num jogo em que sempre esteve sobre o seu controle, muito embora o tricolor não tenha tido uma atuação brilhante.

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Fotos: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

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Guarani 1×2 Grêmio

GUARANI: Kozlinski; Diogo Mateus, João Victor, Derlan e Jamerson; Leandro Vilela, Madison (Rodrigo Andrade, 19’/2ºT) e Eduardo Person (Silas, 31’/2ºT); Bruno José (Lucas Venuto, 19’/2ºT), Yago (Yuri, 12’/2ºT) e Nicolas Careca (Júlio César, 31’/2ºT).
Técnico: Mozart

GRÊMIO: Brenno; Rodrigo Ferreira, Geromel, Bruno Alves e Nicolas (Diogo Barbosa, 26’/2ºT); Villasanti, Lucas Leiva (Thiago Santos, 30’/2ºT), Biel, Campaz (Janderson, 17’/2ºT) e Guilherme (Thaciano, 30’/2ºT); Diego Souza (Elkeson, 17’/2ºT).
Técnico: Roger Machado

22ª Rodada – Série B 2022
Data: 5 de agosto de 2022, Sexta-feira, 21h30min
Local: Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, SP
Público:
Renda:
Árbitro: Sávio Pereira Sampaio (FIFA/DF
Assistentes: Lucas Costa Modesto (DF) e José Reinaldo Nascimento Júnior (DF)
VAR: Rodrigo Nunes de Sá (FIFA/RJ)
Cartões amarelos: Eduardo Person, Júlio César e Diogo Mateus (Guarani)
GolsVillasanti (G) aos 18 minutos do 1º tempo. Biel (G), aos 29 minutos, e João Victor (GU) aos 49 minutos do 2º tempo

Brasileirão 1996 – Guarani 0x2 Grêmio

August 4, 2022 by
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEir9zns1oyZqi9Y-AqkwedfJuzdaxEFt4u0ywjXOxOuGXMukMk_D6YhUKxr5fysXd0KHvAmTO-5bACaK-njwJ8RECLRTO51Ats0Df3MiTBJwZx5gyG1iztHSL7ATwP7B8N21oX0IwUVLaiIU5u_ZCyjraO5inr60fDMc-xZpITcVBLUCREw256gSwvSUQ/s1822/1996%20guarani%20campinas%20fora%20silvio%20avila%20zero%20hora.jpg

Foto: Silvio Avila (Zero Hora)

No Brasileirão de 1996, o Grêmio superou o Guarani por 2 a 0 em Campinas. Vale lembrar que o Bugre terminou a primeira fase da competição na segunda posição.

Ao meu ver, as matérias transcritas abaixo dão uma forçada na barra ao mencionar um “tabu” do Grêmio não vencer no Brinco de Ouro até então, uma vez que foram somente 4 jogos em 20 anos.

Por outro lado é interessante notar a matéria da Zero Hora do dia da partida, que acertou em cheio ao “apostar na aposta” de Ailton, autor dos dois gols da partida.

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Foto: Silvio Avila (Zero Hora)

AÍLTON, DO GRÊMIO, FAZ 2 GOLS E QUEBRA TABU EM CAMPINAS
Time gaúcho não havia vencido Guarani antes, no Brinco de Outro, e está quase classificado

O Grêmio derrotou ontem o Guarani, por 2 a 0, quebrando o tabu de nunca ter vencido o adversário em Campinas. O time do técnico Luiz Felipe conseguiu, com o resultado, acabar também com a invencibilidade de quase sete meses sem derrotas do Guarani, em sua casa. A última vez que ele havia perdido no Estádio Brinco de Ouro foi em 17 de abril, para o São Paulo (1 a 0), pelo Campeonato Paulista.

O jogo foi bastante disputado. O Guarani vinha embalado e o técnico Carlos Alberto Silva estava invicto. Jogou melhor, não tomou conhecimento do Grêmio, no primeiro tempo, e só não marcou por erros de finalização.

O goleiro Danrley também ajudou a sua equipe fazendo duas grandes defesas. O Guarani, com três atacantes – Ailton e Marcelo Carioca, mais à frente, e Gilson, mais recuado – aproveitou os espaços e entrou com facilidade na defesa gaúcha. Só Marcelo Carioca perdeu duas chances reais de gol, aos 30 e 40 minutos. O técnico Carlos Alberto não gostou e o substituiu por Edu Lima.

O Grêmio voltou do intervalo com a mesma equipe. Mas valeram as instruções que o técnico deu aos jogadores. O time melhorou na marcação, passou a dominar o meio-de-campo e não deixou o Guarani jogar. O atacante Ailton, aos 14 minutos, marcou o primeiro gol para a equipe gaúcha. O goleiro Hiran, menos vazado no campeonato, estava a exatos 389 minutos sem levar gol, nada pode fazer. Sete minutos depois, o Grêmio ampliou. Dinho cobrou falta, a bola bateu na barreira e Alexandre entregou a bola nos pés do atacante, que fez o seu segundo gol.

O Grêmio soma agora 32 pontos e está mais próximo da classificação.” (Milton Bridi, O Estado de São Paulo, segunda-feira, 4 de novembro de 1996)

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“GRÊMIO QUEBRA TABUS EM CAMPINAS
Ao vencer o Guarani por 2 a 0, o time de Luiz Felipe continua bem colocado na classificação

Na partida de ontem contra o Guarani o Grêmio tinha a chance de quebrar uma série de tabus: nunca havia vencido o adversário em Campinas, o time da casa mantinha urna invencibilidade de sete meses em seu estádio e o goleiro Hiran estava sem tomar gol havia 389 minutos. E o Grêmio precisou de apenas uma hora para começar a derrubar as escritas. Com dois gols de Ailton, a equipe de Luiz Felipe conseguiu uma importante vitória, que a manteve em sexto lugar com 32 pontos em 17 jogos e bem próximo da classificação às quartas-de-final.

A partida contra o Grêmio tinha um valor especial para o Guarani. Tanto que a direção promoveu a partida na mídia e colocou ingressos à venda por módicos R$ 5. A mobilização deu resultado, e o Brinco de Ouro recebeu o seu maior público no Brasileirão. Empurrado pela barulhenta torcida, o time paulista começou a par tida encurralando o Grêmio em sua defesa. A força ofensiva era tamanha que até o volante Dega era presença constante na defesa gaúcha.

Depois de fazer uma cena teatral, fingindo ter sido atingido por Aílton, Danrlei repôs a bola nos pés de Gilson, que imediatamente lançou Marcinho dentro da área. O lateral desperdiçou uma grande oportunidade de marcar. Sufocado, o Grêmio não conseguia levar perigo para o goleiro Hiran. Quando isso acontecia, as bolas eram cruzadas para Paulo Nunes, que isolado era obrigado a disputa-las pelo alto com os adversários. Como tinha tranqüilidade na defesa, o Guarani se mantinha agressivo no ataque.

O primeiro tempo terminou em momento oportuno para o Grêmio. E a equipe pareceu voltar do intervalo com as mesmas deficiências. Pareceu. O puxão de orelhas do técnico Luiz Felipe deixou a equipe mais agressiva nos contra-ataques. Aos nove minutos, Paulo Nunes quase marcou em cruzamento de Zé Alcino. Apenas quatro minutos depois, Adilson subiu ao ataque e lançou Émerson. O meia passou para Ailton chutar forte e abrir o placar. O gol de Aílton perturbou o Guarani. Enquanto os torcedores trocavam socos nas sociais, Alexandre deu uma rosca na bola e a deixou nos pés de Ailton, que novamente venceu o grandalhão Hiran. Eram apenas 20 minutos do   segundo tempo, mas o Grêmio já havia acabado com a euforia dos campineiros e acabado com a festa dos bugrinos.” (Leonardo Oliveira, Enviado Especial Campinas, Zero Hora, segunda-feira, 4 de novembro de 1996)

 

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Foto: Correio do Povo/Correio Popular

“AÍLTON PAGA A SUA APOSTA COM GOLS

Depois de ser confirmado como o substituto de Carlos Miguel para a partida contra o Guarani pelo técnico Luiz Felipe, o meia Aílton voltou a cantarolar pagodes e a sorrir como de costume. “Este jogo vai ser o início da minha volta por cima”, apostou antes do treino de sexta-feira. Aílton parecia ter pressentido o que iria acontecer na tarde de ontem no Estádio Brinco de Ouro. Com dois belos gols seus, o Grêmio conseguiu em Campinas uma importante vitória sobre uma das melhores equipes do Brasileirão.

A torcida do Guarani se preocupou em insultar o goleiro Danrlei e o atacante Paulo Nunes. Durante todo o primeiro tempo, o Grêmio foi pressionado pelos campineiros. O goleador do Brasileirão era submetido a uma disputa desigual com a defesa adversária, para deleite dos torcedores. Danrlei continuava a fazer defesas importantes e dava ainda mais razões para ser xingado. Já Aílton, bom … Bastava encostar na bola para ser classificado pelos bugrinos “como da casa”, em uma desdenhosa referência a sua passagem pelo Brinco de Ouro em 1993.

Por ser da casa, Aílton conhecia os atalhos para vencer o grandalhão goleiro Hiran, de 2m01cm. Depois de um primeiro tempo em que se destacou apenas pela transpiração, o meia foi premiado pelo destino com duas oportunidades de marcar na segunda etapa. E foi implacável.

Na primeira, ele recebeu um passe de Émerson e chutou cruzado. Em uma corrida desabalada, se dirigiu ao banco de reservas para agradecer ao técnico Luiz Felipe, que sempre o protegeu da ira dos torcedores. “Eu extravasei e fui abraçar o professor porque ele sempre me apoiou”, explicou-se.

Apenas sete minutos depois, o ex-gremista Alexandre deu uma rosca fantástica na bola, permitindo que ela estacionasse nos pés de Aílton. Como era de casa, o meia não se preocupou em frustrar a violenta torcida campineira com outro gol. Depois de ter liquidado com a forte equipe do Guarani, Aílton recebeu de Luiz Felipe, aos 26 minutos do segundo tempo o descanso destinado aos bravos. “Eu não estava bem no jogo, mas uma hora as coisas tinham que dar certo comigo”, afirmou. E deram. Duas vezes.” (Zero Hora, segunda-feira, 4 de novembro de 1996)

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Foto: Silvio Avila (Zero Hora)

GRÊMIO ESCAPA DO SUFOCO E QUEBRA TABU EM CAMPINAS: 2 A 0

“Foi a vitória da voz do vestiário.” A definição é do presidente Fábio Koff, ao comentar a mudança radical sofrida pelo Grêmio no segundo tempo, suficiente para garantir a placar de 2 a O sobre o Guarani, em Campinas, ontem à tarde. Mais modesto, o técnico Luiz Felipe afirmou que a vitória “foi obra do Divino”.

Depois de sofrer uma pressão quase irresistível nos primeiros 45 minutos, o Grêmio corrigiu-se e conseguiu até mesmo quebrar um tabu, o de nunca ter vencido o adversário em Campinas. O Guarani também não perdia em casa há 200 dias e seu goleiro estava há 389 minutos sem sofrer um gol sequer.

O primeiro tempo, de fato, foi amplamente favorável ao time treinado por Carlos Alberto Silva. O ponta Alexandre era o diferencial, com ampla movimentação e confundindo a marcação do adversário. Só o centroavante Ailton perdeu 3 gols. Danrlei era o melhor do jogo.

“Será que sou eu o pé-frio?”, chegou a lamentar Ailton, no vestiário. “Vamos deixa-lo numa situação dessas?”, perguntou Luiz Felipe aos demais jogadores.

A resposta não tardou. Os jogadores do Grêmio recuperaram sua característica habitual e passaram a tirar os espaços do poderoso adversário. Aos 14 minutos, Ailton, até então um jogador muito discreto, recebeu passe de Emerson, pelo lado direito, e bateu em diagonal, vencendo Hiran e abrindo o marcador. Aos 20, Dinho cobrou falta na barreira, Ailton apanhou o rebote e definiu o placar. O Grêmio soma agora 32 pontos e terá pela frente, no Olímpico, 4ªfeira, o modesto Fluminense. Cresce cada vez mais a chance de terminar entre os 4 primeiros.” (Correio do Povo, segunda-feira, 4 de novembro de 1996)

 

 

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O JOGO: O Guarani começou atacando, perdeu gols. No segundo tempo, a história foi outra e o Grêmio explorou as falhas bugrinas. (Tabelão Placar 1996, n.º 10, página 227)

 

 “Depois de ser esmagado pelo Guarani e com uma atuação irreconhecível, o Grêmio finalizou o primeiro tempo com perspectivas nada favoráveis. Depois de alguns berros de Luiz Felipe no vestiário, Ailton marcou dois gols e decretou a vitória.” (Zero Hora, segunda-feira, 16 de dezembro de 1996)

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Guarani 0x2 Grêmio

GUARANI: Hiran; Marcinho, Sangaletti, Nenê e Júlio César; Dega, Élson (Alexandre Paulista), Alexandre Xoxó (Renatinho) e Gílson; Marcelo Carioca (Edu Lima) e Aílton
Técnico: Carlos Alberto Silva

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano (André Silva), Émerson e Aílton (Mauro Galvão); Paulo Nunes e Zé Alcino (Marco Antônio)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

18ª Rodada – Primeira Fase
Data: 03 de novembro de 1996, domingo, 17h00min
Local: Estádio Brinco de Ouro, em Campinas, SP
Público: 17.984 (16.050 pagantes)
Renda: R$ 83.250,00
Árbitro: Wílson de Souza Mendonça (PE)
Assistentes: Cid Cavalcante Patricio Souza
Cartões Amarelos: Dega e Sangaletti ; André Silva, Mauro Galvão e Arce
Gols: Aílton, aos 14 e aos 20 minutos do 2° tempo.

Umbro 2022 – Camisa da Joe Strummer Foundation

July 28, 2022 by

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Mês passado a Umbro lançou uma camisa em conjunto com a Joe Strummer Foundation.

Achei interessante a gola, com um ar típico do final do anos 70, início dos 80. Justamente por isso, a primeira idéia que me ocorreu foi fazer uma simulação inspirada na camisa branca usada pelo Grêmio no mesmo período.

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Acima uma preta, que ficou lembrando muito a camisa preta de 2013.

Abaixo, Uma celeste no estilo da usada em 1975u

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Série B 2022 – Chapecoense 0x0 Grêmio

July 27, 2022 by
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Foto: Julia Galvão (Chapecoense)

Não foi dessa vez que o Grêmio voltou a ganhar fora de casa. Considerando a bizarra, mas justa, expulsão de Bitello, o resultado e o desempenho do time não podem ser considerados de todo o ruim.

Bizarro e injusto foi o cartão amarelo dado para Nicolas

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Foto: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

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Foto: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

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Chapecoense 0x0 Grêmio

CHAPECOENSE: Saulo; Mailton (Claudinho, 41’/2ºT), Léo, Victor Ramos e Fernando (Kevin, 41’/2ºT); Ronei, Luizinho (Alisson Farias, 21’/2ºT), Felipe Ferreira (Alisson Farias, 34’/2ºT), Matheus Bianqui e Chrystian (Jonathan, 21’/2ºT); Perotti
Técnico: Marcelo Cabo

GRÊMIO: Gabriel Grando; Rodrigo Ferreira, Geromel, Bruno Alves e Nicolas; Villasanti (Thiago Santos, 32’/2ºT) e Bitello; Biel (Janderson, 32’/2ºT), Campaz (Lucas Leiva, 32’/1ºT) e Ferreira (Guilherme, 24’/1ºT); Diego Souza (Elias, 32’/2ºT)
Técnico: Roger Machado

21ª Rodada – Série B 2022
Data: 26 de julho de 2022, terça-feira, 18h30min
Local: Arena Condá, em Chapecó, SC
Público: 11:302 torcedores
Renda: R$ 1.003.460,00
Árbitro: Paulo Roberto Alves Júnior (PR)
Assistentes: João Fábio Machado Brischiliari (PR) e Márcia Bezerra Lopes Caetano (RO)
VAR: Rodrigo Nunes de Sá (RJ-VAR-FIFA)
Cartões Amarelos: Roger Machado, Lucas Leiva, Nicolas
Cartão Vermelho: Bitello (31´/1ºT)

Série B 2022 – Grêmio 2×1 Ponte Preta

July 25, 2022 by
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Foto: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

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Foto: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

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Foto: Fabiano do Amaral (Correio do Povo)

https://conteudo.imguol.com.br/c/esporte/de/2022/07/23/diego-souza-fez-um-golaco-de-bicicleta-na-partida-entre-gremio-e-ponte-preta-valida-pela-serie-b-do-brasileirao-1658605888806_v2_1x1.jpg

Foto: Pedro H. Tesch (UOL)

Que partidaça fez o Villasanti. Participou dos dois gols do Grêmio e evitou o que poderia ser o gol de empate da Ponte.

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Foto: Tomás Hammes (Globo Esporte)

A média de público dos últimos dez jogos entre Grêmio e Ponte Preta com mando tricolor é de 24.503 (20.127) pagantes. Na Arena o Grêmio recebeu a Ponte

– Média de público do Grêmio na temporada:
18.084 (16.834 pagantes)

– Média de público do Grêmio na Série B 2022:
19.733 (18.381 pagantes)

Como curiosidade, vale apontar que a média de público dos dez primeiros jogos que o Grêmio fez com torcida na Série B de 2005 foi de 23.526 (18.676 pagantes). Cabe lembrar que naquele ano o clube tinha menos de 20 mil sócios (contra pouco mais de 60 mil sócios ao final do primeiro trimestre de 2022).

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Foto: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

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Foto: Lucas Uebel (Grêmio FBPA)

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GRÊMIO: Gabriel Grando; Rodrigo Ferreira, Geromel (Rodrigues, intervalo), Bruno Alves  e Nicolas; Villasanti, Bitello (Pedro Lucas, 29’/2ºT); Biel (Lucas Leiva, 14’/2ºT), Campaz (Guilherme, 14’/2ºT) e Ferreira (Janderson, 44’/2ºT); Diego Souza
Técnico: Roger Machado

PONTE PRETA: Caíque França; Thiago Oliveira (Echaporã, intervalo), Douglas Mendes e Fábio Sanches; Igor Formiga, Amaral (Fraga, 12’/2ºT), Léo Naldi, Wallisson e Artur (Jean Carlos, 29’/2ºT); Leandro Barcia (Fessin, 33’/1ºT) e Nicolas (Da Silva, 33’/1ºT)
Técnico: Hélio dos Anjos

Data: 23 de julho de 2022, Sábado, 16h30min
Público: 43.687 (41.932 pagantes)
Renda: R$ 1.893.242,00
Árbitro: Paulo César Zanovelli da Silva (MG)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (FIFA-MG) e Leonardo Henrique Pereira (MG)
VAR: Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)
Cartões amarelos: Echaporã, Da Silva e Wesley Fraga ; Ferreira e Bruno Alves
Gols:  Diego Souza, aos 9 do 1ºT, e Campaz, aos 23 do 1ºT; : Wallisson, aos 13 do 2ºT.

Brasileirão 2000 – Grêmio 1×0 Ponte Preta

July 23, 2022 by
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Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

Em novembro de 2000, o Grêmio recebeu a Ponte Preta no Olímpico pelo jogo de ida das oitavas de final do Brasileirão.  Eu sei que a chamada que Copa João Havelange foi sobretudo uma maneira de tentar contornar as reclamações do Gama no caso Sandro Hiroshi, mas ainda assim eu achava interessante a fórmula de disputa (com exceção do gol qualificado e da ausência de vantagem para o time de melhor campanha na fase anterior).

As reportagens transcritas abaixo dão conta de um jogo muito faltoso. Não lembro de muito detalhes desse jogo, mas por alguma razão tenho a vaga memória de que o Ronaldão “cagou o Ronaldinho a pau”.

Um detalhe interessante. Os cinco reais (valor do ingresso mais barato daquele jogo), corresponderiam a R$ 30,69 aplicando a correção pelo IGPM até junho de 2022 (ou R$ 19,30 se o índice aplicado fosse o IPCA). Outra referência poderia ser a taxa de câmbio do dólar, que em novembro de 2000 estava mais o menos em R$ 1,95 para  cada US$ 1,00.

Da mesma forma, o prêmio de R$ 17.000,00 pela classificação para as quartas de final corresponderia a cerca de R$ 104.000 (corrigidos IGPM até junho de 2022) ou cerca de R$ 65.000 pelo IPCA. Outra referência pode ser vista nesse anúncio do Pioneiro, onde uma revenda da Volkswagen anunciava um Gol por R$ 18 mil.

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Foto: Ricardo Giusti (Correio do Povo)

“RONALDINHO FAZ O GOL DA DIFERENÇA EM CAMPINAS
Grêmio vence Ponte Preta por 1 a 0 e decide vaga domingo

Ronaldinho, Ronaldinho, mil vezes Ronaldinho.

Em um jogo de defesas como o de ontem, com chances de gol reduzidíssimas, só o talento individual poderia fazer a diferença. E Ronaldinho matou a competente Ponte Preta, aos 25 do segundo tempo, cobrando uma falta com matizes cinematográfico. Golaço e vitória do Grêmio por 1 a O.

O resultado foi ótimo. Além de vencer e levar vantagem para o Moisés Lucarelli, domingo, o Grêmio não levou gol em casa. Assim, se empatar em Campinas, está classificado. Se perder o jogo por diferença de um gol  – à exceção de 1 a 0, que leva a disputa para os pênaltis – também garante passagem para as quartas-de-final .

Antes de Ronaldinho. Itaqui teve a chance de ouro, aos 14 minutos do segundo tempo. Na pequena área, só ele e o goleiro e o estádio inteiro do seu lado. Mas errou. Chutou mal, a bola beijou a rede, sim, só que pelo lado de fora. Em um jogo truncado, com muitos jogadores de marcação nos dois times, uma oportunidade como a de Itaqui é algo caído do céu, uma lance ímpar. Se não houvesse Ronaldinho e seu talento comum, hoje o Grêmio estaria lamentando. Mas não está. Porque existe o filho da dona Miguelina, o diferencial.

Foi uma partida dificílima, como todas entre os times desde 1970, quando a história entre Grêmio e Ponte Preta começou a ser escrita O técnico Nelsinho Baptista fechou o seu time. Escalou três volantes, retirando o meia ofensivo Marco Aurelio  – aquele do gol do outro lado de campo contra o Atlético-MG –  e colocou Roberto, 20 anos, cabeça de área. Até Ronaldinho resolver tudo batendo cem perfeição a falta sofrida por Zinho, estava dando certo. Para se ter uma idéia da retranca armada pela Ponte Preta, quando André Santos foi  expulso, no começo do segundo tempo, Nelsinho recompôs a zaga com Alex, tirando o goleador Washington.

A rigor, antes do gol de falta, o Grêmio só teve a chance de Itaqui para abrir o placar. De resto, houve uma cabeçada torta de Nené, após escanteio batido por Zinho aos 37 do primeiro tempo e um chute por cima do travessão, fraco, de Warley aos 43. Tanto que Celso Roth mudou o time no intervalo. Gavião saiu por problemas médicos. Estava com diarreia. Eduardo Costa o substituiu. Mas Anderson e Rodrigo Mendes entraram para empurrar o Grêmio à frente. Sandro Neves e Polga, de atuações inseguras, saíram. Houve melhora, mas nada que furasse a retranca da Ponte.

Até surgir Ronaldinho. Mil vezes Ronaldinho. O Grêmio está com uma mão na vaga. Resta agarrá-la com a utra mão, em Campinas.” (Diogo Olivier, Zero Hora, sexta-feira, 24 de novembro de 2000)

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Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

“RUY CARLOS OSTERMANN: “Empate já serve
Desta vez, o gol que o Grêmio não poderia admitir no Olímpico foi garantido, mas um gol de falta – obra irrepreensível de Ronaldinho – fez a diferença importante deste primeiro jogo. Em Campinas, o empate já serve.

Foi difícil, enredado, e dois fatos foram decisivos: a expulsão de André Santos a oito minutos do segundo tempo e o gol de falta de Ronaldinho, a rigor única situação de gol em 90 minutos. Uma vantagem assegurada com a garantia, mais uma vez, de um rigoroso controle defensivo.” (Ruy Carlos Ostermann, Zero Hora, sexta-feira, 24 de novembro de 2000)

 

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Foto: Ricardo Giusti (Correio do Povo)

COM UM A MAIS, GRÊMIO BATE PONTE GRAÇA A RONALDINHO

Com um gol de Ronaldinho, cobrando falta aos 26min do segundo tempo, o Grêmio derrotou a Ponte Preta por 1 a 0, na noite desta quinta-feira, no estádio Olímpico, em Porto Alegre.

Com o resultado, o time gaúcho pode empatar a partida de volta, domingo, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP), que carimba um lugar nas quartas-de-final da Copa João Havelange.

A partida, na etapa inicial, foi decepcionante. As duas equipes exageraram na cautela. Na etapa final, o perfil do jogo mudou, principalmente a partir da expulsão do zagueiro André Santos. O Grêmio, com um jogador a mais, foi para o ataque e amassou a Macaca. Porém, o time de Nelsinho Baptista segurou o ímpeto do Tricolor gaúcho e não sofreu uma derrota mais drástica.

O equilíbrio, a forte marcação no setor intermediário e a ausência de lances de perigo deram o tom do primeiro tempo. O atacante Ronaldinho cavou, aos 16min, uma falta na intermediária direita. Ele próprio cobrou, rasteiro, e a barreira amorteceu o disparo e a bola sobrou para a zaga que a despachou para longe.

Aos 24min, Ronaldinho, da boca da área, passou para o atacante Warley, que penetrou pelo lado esquerdo e chutou, com pouca força e rasteiro, no canto direito do goleiro Adriano, que agarrou a bola sem dificuldade.

A melhor chance do Grêmio na etapa inicial ocorreu aos 37’, após o meio Zinho cobrar um escanteio, do córner canhoto, e o zagueiro Nenê, sozinho entre a marca do pênalti e a risca da pequena área, cabecear e a bola se perder sobre o travessão.

Aos 43’, o cabeça-de-área Polga enfiou uma bola para Ronaldinho que, da meia-lua, serviu a Warley. Warley limpou do lateral-direito Daniel e mandou uma bomba, que não levou perigo ao arqueiro da Macaca. Quando o cronometro atingiu os 45’, a Ponte ameaçou pela primeira vez o goleiro Danrlei. O centroavante Washington roubou uma bola do zagueiro Marinho na intermediária esquerda e, sem olhar para os companheiros de time, chutou da entrada da área por cima da baliza.

Na etapa complementar, o jogo foi outro, com a Macaca adiantando a marcação e o Grêmio tentando abrir espaços no bloqueio ponte-pretano. O grande episódio do confronto, que mudou a sorte de ambas as equipe, aconteceu aos 54’, quando o zagueiro André Santos recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Daí em diante, o Grêmio comandou a partida. O meia Itaqui, aos 60’, perdeu um gol claro, de dentro da pequena área — a bola bateu na rede, mas pelo lado de fora. Aos 71’, brilhou a estrela do craque, e foi a de Ronaldinho. O jogador cobrou uma falta, frontal, no ângulo esquerdo de Adriano e fez o gol do Grêmio e da vitória.

No gramado, só dava o Tricolor. O lateral-direito Ânderson Lima, que havia entrado no intervalo, mandou um torpedo da meia-lua que passou sobre o travessão. Dois minutos depois, o meia Rodrigo Mendes bateu uma falta, de mais de 25 metros, e a bola raspou o poste esquerdo. Aos 85’, nova falta para o Grêmio, desta vez cobrada pelo meia Zinho. Do canto esquerdo, Adriano espalmou para fora . Com um homem a menos e com o Grêmio partindo para cima, a Macaca conseguiu se defender e manter o escore baixo.” (Terra, quinta-feira, 23 Novembro de 2000, 22h24)

TORCIDA APITA PARA AJUDAR O GRÊMIO

A torcida do Grêmio decepcionou pelo número –cerca de 31 mil pessoas–, mas entusiasmou pela empolgação. Durante a partida, o estádio atordoou os jogadores da Ponte Preta cada vez que eles tocavam na bola. É que a direção distribuiu 30 mil apitos que provocaram um barulho ensurdecedor, só superado pela comemoração do gol de Ronaldinho, aos 25 minutos do segundo tempo.

Entusiasmados com a presença apenas regular de colorados no jogo com o Atlético-PR, na noite anterior, dirigentes gremistas chegaram a se entusiasmar com a possibilidade de ganhar o Gre-Nal das torcidas.

Só que o público presente ao Olímpico, embora empolgado e disposto a empurrar o time, ficou muito abaixo do esperado. Não foi nem de perto o inferno azul, projetado ao longo da semana pelo vice de futebol, Antônio Vicente Martins.

“Não sei o que aconteceu. Acho que o pessoal está mesmo sem dinheiro”, afirmou o vice presidente de administração, Juarez Aiquel, que comanda em cada partida uma equipe de 60 diretores.

Também é sua atribuição coordenar a equipe de 60 seguranças que trabalham junto às bilheterias. O dirigente estava certo em sua análise. Ao elevar, embora num percentual muito pequeno, o preço das arquibancadas –de R$ 3 para R$ 5-, o Grêmio acabou fazendo com que também o torcedor mais modesto, que não tem em casa o sistema de televisão a cabo, fugisse do estádio. As chamadas acomodações populares, ao preço de R$ 5, abrigaram poucos gremistas, bem diferente do que havia ocorrido contra o Atlético-PR e o Vasco.

O presidente José Alberto Guerreiro utilizou a cabine 9, tendo nas mãos, durante todo o tempo, um terço na cor azul. Ao seu lado, também mantendo a rotina, o vice-presidente médico, Luiz Eurico Vallandro, e os assessores Luiz Arthur Mickelberg e Sérgio Ilha Moreira. Atento ao jogo, Guerreiro nem chega a perceber qualquer movimentação que ocorra.” (Terra, sexta-feira, 24 Novembro de 2000, 08h50)

“RONALDINHO VIRA HERÓI E LEMBRA DOS RESERVAS

O atacante Ronaldinho homenageou os reservas do Grêmio com o gol que garantiu a vitória da equipe gaúcha sobre a Ponte Preta, na noite desta quinta-feira.

O jogador cobrou falta aos 26min do segundo tempo e marcou. Na comemoração, foi abraçar os jogadores do banco, principalmente Paulo Nunes. Foi seu nono gol na Copa João Havelange. “Sei como é ruim ficar de fora. Foi uma forma de dar uma força para quem está sofrendo”, afirmou o atacante.” (Terra, quinta-feira, 23 Novembro de 2000, 22h43)

“RONALDINHO EVITA RÓTULO DE ´SASSÁ MUTEMA´”

Porto Alegre – Sempre que Ronaldinho, o artilheiro do Grêmio na Copa João Havelange com nove gols – mesmo tendo ficado de fora várias rodadas devido à Olimpíada –, decide os jogos, a polêmica volta. Até que ponto o time é dependente dele nas horas decisivas, em partidas encaroçadas como contra a Ponte Preta, no Olímpico?

O gol de falta teve caráter de desabafo para o craque. Alguns repórteres de rádio se aproximaram na hora da comemoração, para registrar o que o craque estava dizendo: ouviram uma saraivada de palavrões. Ronaldinho não quer saber de cobrança para cima dele.

“Não sou salvador da pátria. Tenho cara de Sassá Mutema, por acaso?”, disse o craque.

Sassá Mutema, interpretado por Lima Duarte, era o personagem principal da novela Salvador da Pátria, exibida pela Globo no final dos anos 80.” (Terra, sábado, 25 Novembro de 2000, 05h26)

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GRÊMIO MUDA PREÇOS DOS INGRESSOS

Porto Alegre – O vice de administração do Grêmio, Juarez Aiquel, acertou ontem com os suíços da ISL, a parceira do clube, os preços dos ingressos para a partida de quinta-feira, com a Ponte Preta, no Olímpico. Haverá alterações.

Somente a cadeira lateral seguirá ao preço promocional de R$ 10 utilizado nas partidas contra Atlético-PR e Vasco. Os demais setores terão um acréscimo: a arquibancada passou de R$ 3 para R$ 5, a cadeira central de R$ 10 para R$ 15 e o acompanhante de sócio, de R$ 5 para R$ 10. Todos os ingressos de arquibancada custarão R$ 5, valor utilizado no início da Copa João Havelange apenas para o ingresso popular, atrás das goleiras.

A preocupação da direção foi manter parte da promoção depois de receber a ajuda incontestável da torcida nas partidas em que era preciso vencer em casa. Os dirigentes temem passar a impressão de que só baixam os preços para ter o apoio do torcedor na hora difícil, quando tudo parece perdido. Só que a renda dos jogos, excluída a parte dos sócios, cabe à ISL através de contrato. A empresa, entretanto, aceitou baixar os preços contra Atlético-PR e Vasco, abrindo caminho para promoções do gênero. Ontem, antes do embarque para Porto Alegre, Aiquel conversou com Guerreiro e passou boa parte do tempo ao telefone. Tudo ficou acertado ao final da tarde.

O Grêmio retornou ontem a Porto Alegre. A partida contra a Ponte Preta está marcada para as 20h30min de quinta-feira. A direção espera público superior a 40 mil pessoas.

”Agora é a hora do algo mais de dirigentes, jogadores e torcida. Precisamos do apoio de todos para vencer a Ponte e ir a Campinas em vantagem, no domingo”, disse o presidente José Alberto Guerreiro.

O regulamento da competição prevê confrontos agora nos moldes da Copa do Brasil. Os times se enfrentam em partidas de ida e volta. Se houver empate em número de pontos ao final das duas partidas, os critérios de desempate são saldo de gols, maior número de gols marcados na casa do adversário (saldo qualificado) e pênaltis.” (Terra, terça-feira, 21 Novembro de 2000, 02h53)

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Foto: Fernando Gomes (Zero Hora)

RONALDINHO MARCA, E GRÊMIO BATE A PONTE

Com um gol do atacante Ronaldinho, aos 25min do segundo tempo, o Grêmio derrotou a Ponte Preta por 1 a 0, ontem, em Porto Alegre (RS), e agora decide a vaga para as quartas-de-final da Copa João Havelange precisando apenas de um empate, no próximo domingo, em Campinas.

A Ponte Preta, equipe que teve o ataque mais eficiente na primeira fase da Copa JH, com 49 gols, jogou-se à frente no começo da partida. Não conseguiu, porém, chegar com perigo ao gol, e, aos poucos, o time gaúcho equilibrou.

O Grêmio também não fez o suficiente para ameaçar o goleiro Adriano. O primeiro tempo acabou sendo monótono, com as defesas dominando os ataques.

Quando conseguiu furar o bloqueio defensivo dos paulistas, o ataque gremista falhou muito nas finalizações. A Ponte tentou explorar os contra-ataques, mas não soube aproveitar as poucas chances proporcionadas pelo Grêmio.

Com o jogo truncado, o abuso da violência resultou em cinco cartões amarelos na primeira etapa da partida.

Uma falta violenta de André Santos sobre Warley, aos 8min do segundo tempo, resultou na expulsão do jogador da Ponte e deixou o Grêmio com a vantagem de um jogador a mais em campo.

O técnico Celso Roth aproveitou e, aos 17min, colocou o atacante Rodrigo Mendes no lugar do volante Ânderson Polga.

A pressão aumentou e, aos 25min, numa cobrança de falta, Ronaldinho acertou o ângulo do goleiro Adriano e fez o único gol da partida.

O empate no próximo jogo classifica o Grêmio. A Ponte Preta precisa vencer o jogo do próximo domingo, por pelo menos dois gols de diferença, para ficar na próxima fase da Copa JH.

O técnico da equipe de Campinas, Nelsinho Batista, disse que seu time tem plenas condições de se classificar no domingo.” (Folha de São Paulo, sexta-feira, 24 de novembro de 2000)

TOSTÃO: “Contra fatos há argumentos
No futebol brasileiro, progressivamente houve aumento do número de faltas e da violência. Na quinta-feira, Grêmio e Ponte Preta cometeram 74 faltas. A média está em torno de 55 por partida. Recorde mundial.
Não há mais faltas porque não existe mais tempo e espaço.
Fato absurdo […]” (Tostão, Folha de São Paulo, domingo, 26 de novembro de 2000)

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Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)

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GRÊMIO: Danrlei; Patrício, Marinho, Nenê e Sandro Neves (Ânderson Lima); Polga (Rodrigo Mendes) Gavião (Eduardo Costa), Itaqui e Zinho; Ronaldinho e Warley.
Técnico: Celso Roth

PONTE: Adriano; Daniel, André Santos, Ronaldão e Wágner; Fabinho, Mineiro, Roberto e Piá; Hernani (Macedo) e Washington (Alex)
Técnico: Nelsinho Baptista

Data: 23 Novembro de 2000, quinta-feira, 20h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS
Público:  31.369 (27.717 pagantes)
Renda:  R$ 200.095,00
Árbitro: Luciano Augusto Almeida (FIFA/DF)
Auxiliares: Jorge Paulo Gomes e César Augusto de Oliveira
Cartões amarelos: Piá (4′), Ronaldão (15′), Marinho (20′), Sandro Neves (41′) Nenê (58′), Adriano (61′), Roberto (90′) e Mineiro (90’+1′)
Cartão vermelho: André Santos
Gol: Ronaldinho, aos 25 minutos do segundo tempo