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A camisa “Negresco” era mesmo azarada? Quem desenhou ela?

September 18, 2021

 

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Há exatos 25 anos o Grêmio fazia sua estreia na edição de 1996 da Supercopa. E também estreava seu novo fardamento, com a famigerada camisa “Negresco” (que ganhou essa alcunha pela semelhança com a antiga embalagem da bolacha da Nestlé, imagem abaixo). Nessa partida de estreia o Grêmio empatou, no Olímpico, em 3×3 com o Velez Sarsfield, após estar vencendo por 3×1.

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Muito em função disso, essa camisa costuma ser citada em listas de fardamentos considerados como “azarados” pelos torcedores. Eu sempre achei essa fama um tanto injusta. Porque o empate com o Velez foi um resultado ruim, mas absolutamente normal. Os Argentinos foram campeões do mundo em 1994, do Torneo Apertura 1995, do Clausura 1996 e acabaram conquistando aquela edição da Supercopa. Assim, fui pesquisar se havia mais alguma coisa que confirmasse esse suposto azar da camisa.

A Zero Hora, já no final de setembro daquele ano, publicou uma notinha fazendo uma relação entre o uso do uniforme nos seus dois primeiros jogos e os resultados negativos naqueles compromissos (em uma imagem mais abaixo dá pra notar que o jornal também repetiu a informação INCORRETA de que o Inter teria aposentado seu uniforme todo vermelho após o Gre-Nal do Brasileirão de 1977, mas falaremos disso em um outro post). A revista Placar, em dezembro de 1996, foi mais enfática ao usar os termos “uniforme azarado”, “camisa maldita” e “tremendo pé-frio”, após o terceiro jogo e a terceira derrota com o novo fardamento.

 

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Curiosamente depois desses três primeiros jogos o Grêmio não mais usou o calções (pretos, usados contra o Velez, e azuis contra Botafogo e Sport) e meias (preta e branca, usada contra Velez e Botafogo e azuis contra o Sport) que faziam parte do conjunto. Em 1997 e 1998 o Grêmio usou essa camisa em, pelo menos, outras 11 ocasiões, mas jogando com os calção todo preto ou todo branco e as meias branca ou celeste. Com essa alteração no fardamento,  o retrospecto da camiseta negresco melhorou bastante.

Nos 14 jogos (sendo o último um amistoso com o Guarani de Venâncio em janeiro de 1998) em que ela foi utilizada  o Grêmio teve 6 vitórias (42,8%), 5 empates (35,7%) e 3 derrotas (21,5%). No período entre o “debut” e a “aposentadoria” da camisa, o Grêmio fez um total de 114 jogos, com 50 vitórias (43,9%), 35 empates (30,7%) e 29 derrotas (25,4%).  Destes 114 jogos eu não consegui identificar o fardamento que o Grêmio utilizou nas seguintes três partidas: Grêmio 3×1 Caxias em 7 de junho de 1997, Santa Cruz 1×1 Grêmio em 11 de junho de 1997 e Santos 3×1 Grêmio em 26 de junho de 1997.

Vale lembrar que a partir da derrota em casa para o Brasil de Pelotas no Gauchão de 1997, o Grêmio passou a utilizar essa camisa com a marca Ironcryl na frente.

 

As matérias do Correio do Povo e da Zero Hora publicadas abaixo informam que o fardamento foi lançado numa terça-feira, véspera do jogo contra o Velez. Mas na minha memória eu tenho que ele foi revelado pelo conselheiro Zelio Hocsman, numa segunda-feira, no antigo Cadeira Cativa da finada TV Guaíba.

Lembro de ter gostado muito do fardamento na época do lançamento. Hoje eu não me atrevo a dizer que a camisa é bonita, mas sigo achando que o conjunto todo (especialmente nas múltiplas possibilidades com os calções e meias) é interessante. Para o bem ou para o mal acaba sendo uma epítome dos exageros dos anos 1990. E a marca d´água que apareceu pela primeira vez nessa camisa foi repetida em todas as camisas titulares até 1999.

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O logo da Conmebol já havia aparecido na camisa branca lançada em fevereiro de 1996. Mas eu nunca entendi muito bem porque ele apareceu nessa camisa também, visto que em setembro de 1996 o Grêmio já não era mais o “detentor” do título mais recente da Libertadores. De qualquer forma esse logo foi repetido nas camisas tricolores de 98 e 99.

Em um post de 2008, eu havia me referido a essa camisa como a “quarta” de 1996. Hoje eu acredito que o mais correto seja se referir a ela como a terceira camisa, uma vez que esse lançamento significou o fim (temporário, do uso da camisa celeste (que havia sido retomado em agosto de 1994). O Grêmio só voltou a utilizar uma camisa predominantemente azul com a chegada dos novos fardamentos de 1998 (mais precisamente no empate com o Santa Cruz nos Plátanos pelo Gauchão daquele ano).

As marcas da Penalty e da Renner passaram a ser aplicadas num material aveludado enquanto o distintivo do clube voltou a ser sublimado

 

 

E o mapa-mundi do distintivo do mundial foi usado em uma das estampas da camisa e dos calções.

No seu Trabalho de Conclusão de Curso publicado em 2005, Frederico Guaragna transcreve a informação dada por Wesley Cardia (vice-presidente de marketing do Grêmio em 1996) de que esse fardamento foi uma “iniciativa exclusiva do departamento de marketing do Grêmio.” Contudo, na última terça-feira, meu amigo Snel questionou o Eugênio Lumertz , no Twitter, sobre o envolvimento da agência de publicidade SL&M na criação deste uniforme, e ele contou que a “agência pediu pra fazer a 3ª camisa” e que Luciano Leonardo foi o Diretor de Arte responsável pela criação do modelo.

 

 

 

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“O caso do Grêmio e Penalty, em 1996 é um exemplo da necessidade e o sucesso das iniciativas de novos lançamentos. Apesar do seu ótimo momento futebolístico, com grandes conquistas, a direção do clube temia pela redução do volume de vendas das camisetas oficiais após a saturação do mercado. Então, por uma iniciativa exclusiva do departamento de marketing do Grêmio, foi lançado um modelo inédito em que as combinações entre calção e camiseta formavam ondulações. A então fornecedora aprovou o modelo e a média de vendas diária nos primeiros meses de lançamento surpreendeu: 5 mil unidades, o equivalente às médias mensais dos grandes clubes do futebol do país.(A gestão do marketing esportivo no futebol : caso Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense. Frederico Mandelli Guaragna)

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“VÉLEZ SIEMPRE SALE ADELANTE

PORTO ALEGRE.- Habrá que rescatar el resultado. Y punto. Vélez empató 3 a 3 con Gremio, luego de ir perdiendo por 3 a 1, y festejó en la noche brasileña. Estuvo cerca de la goleada, sufrió la expulsión de Pellegrino (a los gaúchos le echaron a Adilson) y pudo haber regresado con una catástrofe a cuestas. Pero se recuperó con más suerte que otra cosa y se llevó a Buenos Aires mucho más de lo que pensó en algún momento. De arranque, por una cuestión de localía -casi como una obligación en esto de los torneos internacionales-, el que salió a buscar el partido resultó Gremio. Y la verdad es que no le fue demasiado bien al principio. No por que jugara mal, sino porque el que se puso en ventaja fue Vélez. Una injusticia, pero también una realidad inapelable.

Habían transcurrido 21 minutos de la primera etapa y, mientras Gremio manejaba la pelota sin crear peligro, un perfecto contraataque vía Cardozo-Pandolfi-Camps terminó con un golazo de éste, a través de un remate desde fuera del área.

El árbol, esta vez, no impidió ver el bosque. Dicho con otras palabras, el fantástico tanto de Camps no escondió el gran problema que tenía Vélez: sólo con disparos desde bien lejos podía llegar hasta los dominios de Danrlei.

Pandolfi y Posse estaban demasiado solos, como para que todos recordaran a Asad, aún en vías de recuperación. (Dicho sea de paso, Palmeiras se preocupó por la rehabilitación del delantero y pidió una cotización oficial).

Igual, los de Piazza no se retrasaron tanto en el campo. Esperaron a Gremio en la media cancha y desde allí planificaron sus contraofensivas.

Claro que no contaban con que, pocos minutos después, Chilavert reaccionara tarde en un centro de Carlos Miguel y Saulo marcara el empate de cabeza. Ni con que Arce desnivelara a un minuto del final del primer tiempo con un magnífico tiro libre que lo hizo acreedor al duelo de paraguayos. Ni mucho menos con que Ailton pusiera el 3 a 1 a los dos minutos del segundo tiempo con un cabezazo que parecía inofensivo.

Gremio se agrandó. Carlos Miguel se erigía en manija, Paulo Nunes volaba por su lateral, Saulo hacía olvidar a Jardel y Vélez tambaleaba por su lateral derecho. Para colmo, Pellegrino se tuvo que ir expulsado junto con Adilson y hasta se pensó que la firmeza defensiva quedaba a un paso del derrumbe.

Se produce el milagro

Pero no. Este Vélez está hecho a prueba de derrumbes; tiene todo para perder y no pierde. Apenas quince minutos después, Danrlei le regaló el descuento a Morigi y, cuando todavía se pensaba en que el 2-3 era un buen resultado, Mauro Galvao se llevó por delante la pelota y decretó el 3-3. Una perfecta carambola que, dadas las circunstancias, le daba muchísimo a Vélez y nada de nada a Gremio. Entre tantos desperfectos defensivos, el partido resultaba emocionante. Y aún quedaban 25 minutos. Pero Gremio se desanimó, Vélez levantó más la guardia y el tiempo sobró.

Al final, Piazza y los suyos festejaron un resultado muy bueno; más si se pone sobre la balanza el juego de ambos equipos.

Y ya es casi una costumbre. Cuando juega bien o cuando lo hace mal, cuando lo merece y cuando no, y hasta cuando ni sus hombres creen en cambiar la historia, Vélez siempre sale adelante. Como anoche.

Los equipos

Dirigió el uruguayo Julio Matto (regular) y los equipos formaron así:

Gremio: Danrlei (4); Arce (6), Rivarola (5), Galvao (5) y Roger (5); Dinho (5), Adilson (capitán, 4), Ailton (4; 23 del ST, Joao Antonio) y Carlos Miguel (7), Paulo Nunes (6) y Saulo (6). Director técnico: Luiz Scolari.

Vélez: Chilavert (5); Méndez (4), Sotomayor (5), Pellegrino (capitán, 4) y Cardozo (5); Herrera (4), Gómez (5), Morigi (7) y Camps (5; 30 del ST, Domínguez); Posse (4; 41 del ST, Cordone) y Pandolfi (5; 21 del ST, Husain). Director técnico: Osvaldo Piazza.

Primer tiempo: 21, Camps (V); 30, Saulo (G), y 44, Arce (G).

Segundo tiempo: 2, Ailton (G); 17, Morigi (V), y 20, Galvao (G), en contra. A los 11 minutos fueron expulsados Adilson (G) y Pellegrino (V)” (La Nacion)

 

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Grêmio 3 x 3 Velez Sarsfield

GRÊMIO: Danrlei; Marco Antônio, Rivarola, Mauro Galvão e Roger; Adílson, Dinho (Émerson), Aílton (João Antônio) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Saulo.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

VELEZ SARSFIELD: Chilavert; Mendes, Sotomayor, Pelegrino e Cardoso. Herrera, Gomez, Morigi e Camps (Dominguez); Póssi (Cordoni) e Pandolfi (Moussain)
Técnico: Osvaldo Piazza

Data: 18 de setembro de 1996, quarta-feira, 21h30min
Local: Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 22.903 (17.597 pagantes)
Renda: R$ 111.887,00
Juiz: Júlio Matto (Uruguai)
Cartões Amarelos: Paulo Nunes, Dinho, Mendes e Sotomayor
Cartões Vermelhos: Adílson e Pellegrino
Gols: Camps aos 20, Saulo aos 30 e Arce aos 44 do 1º; Aílton aos 2, Moriggi aos 16 e Mauro Galvão (contra) aos 20 do 2ºtempo

Terceira Camisa 2021

September 15, 2021

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Eu gostei bastante dessa nova terceira camisa do Grêmio. A Umbro se valeu do seu valeu do seu losango/diamante para fazer uma espécie de mosaico/pixel art, tal qual já havia feito para Avaí e Chapecoense. Mas eu acho que a camisa gremista teve um resultado superior a dos catarinenses (e a camisa “se basta” sem ver toda a coleção ou fazer a relação entre Umbro=Diamante)

Gosto muito da gola e da distribuição das cores. Entendo que tenha achado a camisa meio “over” (talvez ficasse mais sutil com um contraste menor entre os tons de azul), mas acho que a função da terceira é justamente a de ousar e arriscar.

Esse uso dos losangos me fez lembrar um pouco das camisas feitas pela Nike para Inter de Milão em 2010/2011 (que eu gosto muito) e da atual temporada. Da mesma forma, esse estilo quase como se fosse um camuflado tem alguma semelhança com o que Adidas fez para a Seleção Japonesa para as Olimpíadas de Tóquio e para as camisas pré-jogo dos seus times europeus como Bayern e Real Madrid.  E a disposição das cores na camisa, por algum motivo, me remete as camisas do Betis de 1995/1997 e a do Athletico Bilbao 2004/2005.

Um detalhe que não me agrada é o escudo em duas cores. Não vejo muito sentido em tirar o preto do escudo quando o resto da camisa tem tons de preto. Acho que um escudo tradicional, com preto, branco e esse azul claro usada na camisa,  ficaria melhor.

Um problema que persiste nestes lançamentos da Umbro é que as versões feminina e infantil são vendidas com uma gola completamente diferente da camisa de jogo (o que, ao meu ver, é inaceitável).

Não vejo muita serventia em se fazer um outro calção preto para essa camisa. O calção titular combinaria perfeitamente.

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 — Foto: Umbro/Divulgação

 

 

Camisa Branca 2021

June 2, 2021

 

Minha opinião sobre essa camisa reserva do Grêmio de 2021 em duas palavras: Falta azul.

Nessa colagem de fotos acima, do jogo contra o Lanus, fica claro que de determinado ângulo parece que os atletas estão usando uma camisa (e um fardamento) toda branca.

Acho interessante a ideia das listras horizontais que vão diminuindo de tamanho conforme “sobem”.  Contudo, no caso dessa do Grêmio acho que a execução foi falha. Na colagem abaixo dá pra ver que essa é uma ideia que vem sendo usada por várias marcas nos últimos anos. Com exceção da camisa do FC Dallas, as demais tiveram um resultado final mais interessante do que a do Grêmio.

Na do Grêmio dá a impressão de que alguém começou a desenhar as listras e simplesmente parou quando foi avisado que precisava inserir o patrocínio do Banrisul, o logo da Umbro e o distintivo do Grêmio.

 

 

 

Acho que a camisa ganharia se as listras seguissem até em cima ou mesmo se aparecessem também em alguma das manga. Conforme simulação abaixo.

Uma outra alternativa seria de colocar o azul na gola e/ou punhos. Abaixo fiz essa simulação, bem como uma com a mesma gola da camisa titular.

 

Outra possibilidade seria de “alterar” apenas o calção ou as meias. Repetindo o mesmo padrão de listras nas demais peças (simulação abaixo).

 

 

A gola da camisa feminina segue sendo bem diferente da masculina. Sigo sem entender a razão disso.

Camisa Tricolor 2020

May 24, 2020

lançamento 2

 

Eu estou entre aqueles que não gostaram da nova camisa tricolor do Grêmio. E infelizmente são muitas as questões que me desagradam nesse novo modelo.

Os dois aspectos mais flagrantes (e, ao meu ver, inexplicáveis) são os detalhes em um outro tom de azul na parte de baixo da gola na frente da camisa e na parte superior das costas. Custo a crer que alguém considerou que essa era a melhor solução para essas partes.

Vi algumas pessoas reclamando do tom de azul da camisa. A mim isso não incomoda. Gosto da variação de ano pra ano e acho que o da dessa temporada não é demasiadamente escuro (diferente do azul royal usado entre 1991 e 1993, que ao meu ver fugia sim da tradição do clube).

E, a princípio, não vejo problemas da camisa tricolor ter algum tipo de marca d´água ou estampa. Mas acho que essa foi muito mal aplicada. O contraste é muito alto, deveria ser bem mais sutil (tal qual na camisa reserva do Santos), isso somado ao fato da repetição do desenho ser “grande” e ficar limitado a listra azul tornam essa aplicação muito bruta/grosseira (aqui fica difícil não fazer uma comparação com a nova camisa do Fluminense, cuja marca d´água ficou bem mais harmoniosa e fluída).

Mais uma vez eu fico com a sensação de  primeiro esboço do desenho da camisa acabou virando o produto final, sem nenhum ajuste, revisão ou melhoria. Uma pena.

Também não gostei nenhum pouco da entrevista que executivo de marketing do Grêmio, Beto Carvalho deu à Rádio Grenal. Quando é preciso dizer que a camisa vai “crescer” com a volta dos jogos é porque ela não foi muito bem desenhada. Confesso ter imensa curiosidade em saber quem são as “várias pessoas” que participaram da “aprovação interna” (que eu saiba tradicionalmente a aprovação dos uniformes é feita pelo Conselho de Administração).

E um diretor do clube não pode simplesmente se eximir de qualquer responsabilidade sobre o valor das camisas afirmando que “A questão preço é a Umbro que impõe“. Não vivemos um momento  muito propício para promover um aumento no preço das camisas (de R$ 290 para R$ 320 na versão de jogador). E sigo achando uma bobagem essa política de ter uma camisa de torcedor e uma de jogador (nesse aspecto vale lembrar que clubes como o São Paulo e Internacional só tem um modelo de camisa e ele custa R$ 250 – ou seja a camisa de “atleta” do co-irmão é setenta reais mais barata do que a camisa de atleta do Grêmio).

Essa gola ficou muito mal resolvida. Todas as outras opções adotadas pela Umbro para os clubes brasileiros em 2020 são bem mais interessantes.

Mas talvez essa gola escolhida para o Grêmio pudesse ser aplicada de uma maneira mais inteligente. Abaixo uma comparação com o modelo original e duas possibilidades de “correção”. Na do centro a listra azul seguiria até em cima, suprimindo esse detalhe da gola. Na da direita esse V ficaria em branco.

No modelo do ano passado já havia uma diferença entre a gola da camisa de jogo para a gola da camisa feminina. Dessa vez o modelo de jogo feminina tem a mesma gola do modelo de jogo masculino, porém a versão de “torcedora” e o kit infantil tem uma gola distinta das demais camisas (uma gola mais tradicional e harmoniosa, diga-se de passagem)

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Outra questão que não tem explicação é esse “recorte” em outro tom de azul na parte de cima das costas da camiseta. Abaixo fiz um comparativo com duas possibilidades de “correção”. Na do centro a listra azul seguiria até em cima. Na da direita, esse recorte ficaria em preto.

 

Outra coisa que vem se repetindo a cada temporada é o fato do Banrisul da parte da frente ser em transfer/silkado enquanto o das costas é sublimado (o patrocínio sublimado é mais resistente/durável e confortável)

E assim como já aconteceu no ano passado a camisa versão de torcedor não tem patrocínio nas costas (faria mais sentido uma versão sem nenhum patrocínio).

E sigo achando que o patrocínio do Banrisul está demasiadamente largo (começa antes do logo da Umbra e termina depois do distintivo)

 

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Como pode se ver no comparativo acima a Umbro vem alternando a cor da listra centralizada, nos anos pares é azul, enquanto nos anos ímpares é preta (de 2000 pra cá só tivemos a listra branca centralizada nos uniformes de 2006 e 2013)

Sigo achando que a listra branca da camisa está demasiadamente estreita. Nas camisas clássicas, na média, a listras preta e azul costumam ser quatro vezes maior que a listra branca. Contudo,a após 2015 a Umbro passou usar outras proporções (conforme gráfico abaixo) nas suas criações:

listras certo v

– Na camisa de 2015 a listra preta e a listra azul eram 4 vezes maiores que a listra branca.

– Na camisa de 2016 a listra preta e a listra azul eram 6 vezes maiores que a listra branca.

– Na camisa de 2017 a listra preta e a listra azul eram 8 vezes maiores que a listra branca.

– Na camisa de 2018 a listra preta e a listra azul eram 3,6 vezes maiores que a listra branca.

– Na camisa de 2019 a listra preta é 9,5 vezes maior que a listra branca, enquanto a listra azul é 10,7 vezes maior que a listra branca.

– Na camisa de 2020 a listra preta é 8,5 vezes maior que a listra branca, enquanto a listra azul é 7,5 vezes maior que a listra branca

 

Mockups inspirados na camisa branca de 1994/1995

January 29, 2020

Fonte: Coleção Grêmio Gianfranco

Na semana passada o João Hernadez sugeriu que Umbro lançasse uma nova camisa inspirada na camisa reserva branca de 1994/1995 (fotos acima).

Achei a ideia interessante. Gosto dos padrões gráficos da parte de cima e manga esquerda da camisa que lembram “escamas de peixe”.

Me arrisquei a tentar imaginar uma “atualização” desse modelo, substituindo as escamas de peixe pela estampa com triângulos vistas nas camisas de goleiro de 2019.

Abaixo alguns desenhos de modelos inspirado nessa camisa de 1995.

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No modelo acima o patrocínio tem uma aplicação mais tradicional, tal como foi feito com a Renner em 1995.

Já no modelo abaixo a ideia foi usar um eventual patrocínio do Banricompras (tal como já foi usado na partida contra o Flamengo em 2017) e aplicar o marca do patrocinador somente no lado direito da camisa.
umbro 1995 gbzaaabbb
No modelo abaixo foi retirada a estampa da manga esquerda da camisa
umbro 1995 gbzaaa

umbro 1995 gbz
e nesses últimos dois modelos a ideia foi usar a estampa por quase toda a parte da frente da camisa

umbro 1995 gbzxxx

Camisa Branca 2019

December 20, 2019

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Nessa camisa a Umbro tentou pouco. No único elemento que arriscou, a fornecedora errou.

Falo do escudo monocromático, ideia que até pode gerar resultados interessantes. Mas no caso em questão toda a aposta no tom de azul do distintivo foi ignorada quando se aplicou o patrocínio do Banrisul em preto. Não vejo muito sentido em retirar essa cor do símbolo do Grêmio para manter ela no patrocinador.

Acho que todo o conjunto ficaria mais harmonioso na hipótese do patrocinador ser estampado no mesmo tom de azul dos demais elementos da camisa (inclusive fiz algumas simulações nas imagens abaixo.

Copia azul consorcioD21-3412-044_zoom1 - Copia azul vero2
Assim como acontece com a camisa titular, a versão feminina possui uma gola diferente da versão masculina.

E o kit infantil foi vendido com um calção azul, que nunca foi usado pelo time principal (somente pela equipe feminina)
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Terceira Camisa – Azul 2019

November 6, 2019

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No início de setembro a Umbro anunciou que lançaria uma coleção de terceiras camisas dos seus times no Brasil com “elementos que marcaram a década de 1990, com grafismos e traços típicos da época

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Um dia antes do aniversário do clube, o twitter oficial do Grêmio fez um pequeno teaser da nova camisa, através do qual o meu amigo Snel deduziu que o modelo gremista seria inspirada na estampa usada pela Seleção da Irlanda do Norte em 1991 (posteriormente pela Letônia).

Eu acho que existem que existem designs e elementos mais icônico dos fardamentos da Umbro dos anos 1990 do que esse da Irlanda do Norte. Contudo, ainda assim achei interessante o resultado dessa nova camisa azul do Grêmio (a mais bem trabalhada da temporada)

Mas mesmo achando a camisa mais bem trabalhada do ano, enxergo alguns elementos que desagradam. Acho que o contraste entre os tons de azul da estampa é muito baixo, o que faz com que, no campo, a camisa fique parecendo somente um azul liso.

cruzeiro gremio 2019 sportsantos chape

A Umbro vem usando a mesma modelagem em praticamente todos os seus clubes no Brasil. Também vem destacando esse “V” na parte inferior da gola. No caso dessa camisa do Grêmio, acredito que a camisa ficaria mais elegante (e menos parecida com a do Cruzeiro) com a gola toda em azul. Abaixo uma simulação disso:

gremio 3 gola

A versão do kit infantil não tem esse detalhe em branco na gola e achei que teve um resultado final mais agradável.

Já disse aqui no blog que não gostei muito da combinação do uniforme (com calção azul e meia branca) que vem sendo usada até agora. Acho que é que menos valoriza a peça. Usar uma meia azul ou mesmo um calção e meia azul marinho deixaria a combinação mais distinta (ver simulação abaixo):

Gremio x BahiaGremio x Goias

E posteriormente foi lançada a versão dessa camisa em rosa, na já habitual campanha do Outubro Rosa.

Gremio x Goias

Vale ainda lembrar que na temporada 2017-2018, a Umbro já havia feito uma releitura dessa estampa no terceiro uniforme do Derby County (foto abaixo).

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Camisa Tricolor 2019

July 10, 2019

camisa guia

Apesar de ter uma predileção por camisas com gola polo, eu confesso não ter gostado da camisa tricolor de 2019. Achei que ela ficou mal resolvida. A gola em si parece carecer de um maior capricho.  Não gostei também da distribuição das listras. A listra branca está muito estreita (ver mais sobre isso no final do post), enquanto a listra preta dos ombros/manga.

Sigo não gostando muito dos excessos de dourado no fardamento. Essa é quinta camisa tricolor que a Umbro fez pro Grêmio. A terceira com o logo da Umbro em dourado.

Vejo também um problema de “diagramação”. O patrocínio do Banrisul é demasiadamente largo. Começa antes do logo da Umbro e só termina depois do distintivo do Grêmio. A Umbro não faz isso em todos os seus times. E o Banrisul não tem essa dimensão exagerada na camisa do co-irmão (um indicativo de que não deve ser uma exigência contratual)

No geral fica a sensação de que o primeiro esboço acabou virando o produto final, sem nenhum ajuste ou polimento.

Confesso não ter entendido por que a camisa versão de torcedor não tem patrocínio nas costas (faria mais sentido uma versão sem nenhum patrocínio).

Igualmente não entendi por que a camisa feminina tem uma gola completamente diferente da camisa masculina. Uma justificativa plausível seria de que o modelo diferente é do da equipe feminina do clube, mas as atletas gremistas usam o mesmo modelo com gola polo e botões da equipe masculina. O posicionamento da Umbro sobre essa questão é apenas um conjunto de respostas evasivas. E a gola diferente também se verifica no kit infantil.

Nas camisas clássicas, na média, a listras preta e azul costumam ser quatro vezes maior que a listra branca.

A Umbro costuma usar outra proporção (conforme gráfico abaixo) nas suas criações:

compara 2016 2019 b

 

–  Na camisa de 2015 a listra preta e a listra azul eram 3,6 vezes maiores que a listra branca.

– Na camisa de 2016 a listra preta era 5,8 vezes maior que a listra branca, enquanto a listra azul era 6 vezes maior que a listra branca.

– Na camisa de 2017, a listra preta e a listra azul eram 5,7 vezes maiores que a listra branca.

– Na camisa de 2018, a listra preta e a listra azul eram 4,1 vezes maiores que a listra branca.

– Na camisa de 2019 a listra preta é 8,7 vezes maior que a listra branca, enquanto a listra azul é 9,7 vezes maior que a listra branca.

Camiseta Preta e Camisa Outubro Rosa Umbro 2018

October 4, 2018

Terceira-camisa-preta-do-Grêmio-2018-umbro
Terceira-camisa-preta-do-Grêmio-2018-umbro goleira

Na comemoração dos seus 115 anos, o Grêmio lançou o seu chamado “terceiro uniforme (na verdade a quarta camisa lançada na temporada).  Já afirmei aqui que não sou o maior entusiasta do fardamento preto para o Grêmio. E esse lançado em 2018 não me empolgou.

A sensação que eu tenho é de “mais do mesmo”. Primeiro porque o modelo tem o mesmo corte, com mangas raglan, de todos os demais lançados para o clube nesse ano (e de todos os outros clubes da Umbro no Brasil). Segundo, porque me parece demasiadamente parecida com a camisa preta de 2013 (basta ver as camisas lado a lado, como nas fotos abaixo). Não entendi por que foi lançado um novo calção preto e por que ele não foi usado na primeira vez que o time usou a nova camisa.

Eu gosto de acreditar que terceiros/quartos uniformes se prestam para lançamentos que se distingam bastante dos modelos titulares e dos modelos de anos anteriores. Nesse sentido, a Umbro, pro meu gosto, vem fazendo coisas interessantes, como por exemplo, a nova camisa reserva da Seleção da Jamaica, o terceiro uniforme do Everton e os fardamentos retrô do Melbourne Knights.

preta 2018 2013preta 2013 2018 costas
rosa umbro divulgação

Acho que “mais do mesmo” também serve para descrever a nova camisa do outubro rosa (que é uma iniciativa muito legal, mas poderia ser trabalhada de maneira diferente em cada temporada)

Camisa Preta – Mockup do Modelo do Everton FC

June 29, 2018

Em abril eu publiquei uns mockups de camisa celeste do Grêmio usando como base template da camisa titular que o Everton FC usou na temporada 2017/2018 do campeonato inglês  (modelo visto também nas camisas reservas do Hull CityDerby County e Bornemouth). 

Na época fiz também alguns modelos de camisa preta, mas acabei não publicando. Com essa parada da Copa, achei que era válido publicar elas.

O primeiro usa a mesma marca d´água da camisa da Inglaterra na Copa de 1990. As outras usam uma marca d´água da umbro criada pelo designer Alberto Mariani.