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Supercopa 1991 – River Plate 2×2 Grêmio

October 22, 2018
1991 ida river folha de hoje roberto santos 1b

Foto: Roberto Santos (Folha de Hoje)

River e Grêmio se enfrentaram em Buenos Aires pelo jogo de ida das oitavas de final da Supercopa de 1991. Era a segunda partida de Renato na sua segunda passagem como jogador no segundo semestre daquela temporada.

Como curiosidade, vale citar que Jorge “Pipa” Higuain que marcou o gol de empate do River é o pai do Gonzalo “Pipita” Higuain.

GRÊMIO FAZ JOGÃO EM BUENOS AIRES
Time gaúcho esteve duas vezes na frente, mas cedeu empate. Caio e Sidmar foram os grandes nomes da noite portenha

o Grêmio surpreendeu ontem à noite em Buenos Aires. O time vinha de duas fracas apresentações no Gauchão, mas superou-se e conseguiu um excelente empate em 2 a 2, contra o River Plate, pela Supercopa dos Campeões. A decisão da vaga para a próxima fase será no Olímpico, no próximo dia 10.

O River Plate queria garantir a vitória em casa para não ter que decidir a vaga em Porto Alegre. Por isso, o time do experiente técnico Daniel Passarela, partiu para o ata-que. Com todos os jogadores recuados, exceção de Renato e Alcindo, o Grêmio procurava explorar os contra-ataques e o fazia muito bem.

Foi num deles, aos 12 minutos, que Renato sofreu uma falta na esquerda. Lira cruzou na área, a zaga tentou fazer a linha de impedimento, mas Higuain permaneceu dando condições a Caio que dominou e mandou urna bomba de perna direi-ta, marcando o primeiro gol gremista.

O tricolor cedeu espaços e o River cresceu no jogo. Aos 21 minutos, Sponton, cobrou uma falta com perfeição e empatou o jogo. O River continuou com mais presença até o fim do primeiro tempo. Na segundo tempo, o River perdeu Berti, lesionado aos 3 minutos. Aos 19, Renato fez excelente jogada e Juninho, depois de Alcindo, chutou sobre o gol. O Grêmio melhorou e aos 27, Polaco cobrou falta da direita, Alcindo antecipou-se ao goleiro e cabeceou marcando o segundo gol do Grêmio. A alegria gaúcha durou pouco. Aos 28 minutos Higuain empatou, também de cabeça, após uma cobrança de escanteio.

Depois disso, os dois times perderam s árias oportunidades de marcar, principalmente o River, mas Sidmar brilhou e impediu a derrota de suas equipes. Melhor para o Grêmio.”(Folha de Hoje, 2 de outubro de 1991)

OS DOIS DESTAQUES
Dois jogadores do Grêmio merecem destaque por suas atuações: Caio e Sidmar. O primeiro pela garra e espírito de luta que mantem cm campo. Ontem, no em-pate contra o River Plate, que agora dá a condição ao Grêmio de disputar a vaga em casa, Caio foi um guerreiro singular. Correu muito, marcou implacavelmente, fez jogadas e tabelas que enlouqueceram os argentinos e ainda fez um golaço. A convicção de Caio nas jogadas contagiou os gremistas. A maioria das emissoras de rádio o escolheu como o melhor jogador em campo. E pelo gol e pela raça, com a maior justiça. Sidmar salvou o Grêmio em quatro oportunidades. Por duas vezes os atacantes argentinos poderiam ter mar-cado, pois estavam livres na área. Entretanto, mesmo tendo se destacado em vários lances, Sidmar merece um pequeno puxão de orelhas, pois teve uma parcela de culpa no primeiro gol do River. Se por um lado o atacante Sponton fez um belo gol, por outro ele armou mal a barreira. De resto, o conjunto gremista merece aplausos.” (Folha de Hoje, 2 de outubro de 1991)

GOLS E EMOÇÃO NO BOM EMPATE DO GRÊMIO CONTRA O RIVER PLATE
Caio abriu o placar e Spontón empatou. Na etapa final, Alcindo fez 2 a1, mas Higuain igualou. Vitória simples garantirá vaga gaúcha

O Grêmio conseguiu um bom resultado ontem à noite em Buenos Aires: empatou com o River Plate em 2 a 2 e agora precisa uma vitória por diferença mínima na quinta-feira, em Porto Alegre, para passar à etapa seguinte da Super. Se houver empate a decisão acontecerá nos pênaltis.

Valdir Espinosa jogou pelo regulamento e escalou o jovem Grotto no lugar de Bizu para fechar o meio-campo. O empate era um bom resultado e o Grêmio começou muito bem. Aos 1, Lira cobrou falta da esquerda, os argentinos tentaram criar o impedimento e a bola sobrou para Caio, que bateu sem chances para o goleiro. Gol legal

Apesar do apoio da torcida, o River não conseguiu progredir porque o Grêmio se organizou bem. Mas aos 20 minutos, Sponton aproveitou um tiro livre direto e bateu muito forte, no canto esquerdo: 1 a 1. Depois seguiu-se um jogo truncado, de muita marcação, com Renato e Ramón Diaz não conseguindo os esperados lances de ataque para seus times.

ATAQUE – No segundo tempo, logo aos nove minutos, Berti foi atingido no tornozelo por Vilson e saiu. Entrou Lavalle. Mas quem atacou com muito perigo — e primeiro – foi o Grêmio. Renato deu o passe para Alcindo, que chutou e Juninho, livre, concluiu por cima. Aos 27 Polaco cobrou falta, Comizzo não segurou a bola e Alcindo, mesmo desiquilibrado, completou. Só que a vitória gremista durou um minuto, pois Higuain empatou, de cabeça, aos 28. Foi um jogo que agradou aos torcedores presentes no estádio pela emoção. Sidmar salvou gol certo de Spontón. E Caio também quase marcou. Foi um resultado justo, pois o goleiro gremista ainda fez mais duas grandes defesas” (Antonio Bavaresco, enviado a Buenos Aires, Zero Hora, 02 de outubro de 1991)

DIÁRIO DE VIAGEM – Uma babel dolarizada
O saguão do hotel era uma confusão de línguas. Aos turistas americanos, sul africanos e escandinavos que já andavam por aqui, juntou-se uma turma barulhenta brasileira, ainda sob o efeito do “pulo” dado pelo dólar no Brasil. Aqui, o efeito da alta foi pequeno. Maior foi a surpresa do atacante Diego Aguirre, agora jogando no Independiente da Argentina, cuja delegação está também hospedada aqui no Continental, quando soube o valor da transação que envolveu o empréstimo do Renato ao Grêmio. Na conversa, declarou-se incrédulo e pediu minha confirmação, diante de seus colegas de clube, que se recusavam a aceitar a informação. Para se ter uma idéia, Ramón Diaz, o argentino mais bem pago ainda em atividade por recebe US$ 100 mil por ano. Para quem não lembra, Renato recebera cerca de US$ 70 mil por mês” (Antônio Bavaresco, de Buenos Aires, Zero Hora, 02 de outubro de 1991)

River Plate 2×2 Grêmio

GRÊMIO: Sidmar; Polaco, João Marcelo, Vílson e Lira; Pino, Grotto, Volnei Caio e Juninho (Bizú 22 do 2ºT); Renato Portaluppi, Alcindo Sartori
Técnico: Valdir Espinosa

RIVER PLATE: Angel Comizzo; Jorge Gordillo, Jorge Higuaín, Guillermo Rivarola eCarlos Enrique; Júlio Toresani, Leonardo Astrada, Juan Borrelli eSérgio Berti (Pablo Lavallén 10 do 2ºT); Cláudio Spontón e Ramón Díaz
Técnico: Daniel Passarela

Supercopa 1988 – Oitvas de final – Jogo de ida
Data: 2 de outubro de 1991
Local: Estádio Monumental de Nuñez, Buenos Aires – ARG
Árbitro: Enrique Marin (Chile)
Auxiliares: Gaston Castro e Ivan Guerrero
Cartões Amarelos: Toresani, João Marcelo, Ramon Diaz a Volnei Caio
Gols: Caio, aos 11 minutos; Spontón aos 20 do 1º tempo; Alcindo Sartori aos 27 minutos e Jorge Higuaín aos 28 do segundo tempo

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Copa do Brasil 1991 – Coritiba 1×1 Grêmio

August 19, 2015

O primeiro confronto entre Grêmio e Coritiba pela Copa do Brasil ocorreu no dia 22 de maio de 1991, no Couto Pereira. Era o primeiro compromisso do tricolor após o rebaixamento sofrido após a derrota para o Botafogo em Caio Martins 72 horas antes.
Surpreendentemente o time de Dino Sani teve um bom início de jogo (válido como partida de ida da semifinal da competição) e saiu na frente aos 16 minutos, num belo gol de Caio (foto abaixo).  O Coxa, que tinha Sérgio Ramirez estreando no comando da equipe, só chegou ao empate aos 24 minutos do segundo tempo, numa cabeçada de Hélcio após falta cobrada por Nardela.

Fontes: Correio do Povo e Zero Hora
Fotos:
José Doval (Zero Hora)  e Gazeta do Povo

Coritiba 1×1 Grêmio

CORITIBA: Luís Henrique; Márcio, Pinela, Heraldo e Paulo César (Ricardo); Hélcio, Émerson e Pedrinho (Nardela aos 32/1ºT), Ronaldo, Chicão e Pachequinho:
Técnico: Sergio Ramirez
GRÊMIO: Gomes; Chiquinho, João Marcelo, Ion e Hélcio; Norberto, Donizete Oliveira (Jamir), João Antônio e Caio; Maurício  (Darci aos 12/2ºT e Nando.
Técnico: Dino Sani

Copa do Brasil 1991 – Grêmio 1×1 Criciúma

July 14, 2015

O primeiro confronto entre Grêmio e Criciúma pela Copa do Brasil aconteceu no Olímpico no dia 30 de maio de 1991. O bizarro é que o tricolor chegara na final da competição (a sua segunda em três edições) apenas 11 dias após ser rebaixado no Campeonato Brasileiro daquele ano.

A equipe gremista, comandada por Dino Sani (Contratado em 19 de março daquele ano) acabou sofrendo um gol cedo, na tradicional bola parada treinada por Felipão e só conseguiu chegar ao empate aos 38 minutos do segundo tempo, num pênalti batido por Maurício.

Eu lembro vagamente dessa partida, de ter ficado atrás da goleira que o Grêmio fez o gol e de como o grande número de torcedores visitantes impressionava as pessoas na minha volta.


Fontes: Correio do Povo e Zero Hora
Fotos: Fernando Gomes (ZH)

Grêmio 1×1 Criciúma

GRÊMIO: Gomes; China (Jamir), João Marcelo, Vilson, Hélcio; Norberto, Donizete Oliveira (Darci), João Antônio, Caio; Maurício, Nando.
Técnico: Dino Sani

CRICIÚMA: Alexandre; Sarandi, Vilmar, Altair, Itá; Roberto Cavalo, Zé Roberto, Grizzo; Gélson, Soares, Jairo Lenzi (Vanderlei)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Copa do Brasil 1991 – Final – Jogo de ida
Data: 30/05/1991 – Quinta-feira – 18h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 32.052 pagantes
Renda: Cr$ 36.090.000,00
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (MG)
Auxiliares: Evaristo Franco Souza e Luis Soares Azevedo
Cartões Amarelos: Alexandre, Itá, Vanderlei
Gols: Vilmar, aos 15 minutos do 1º tempo e  Maurício (de pênalti) aos 38 minutos do 2º tempo.

Hamburgo em Porto Alegre

July 23, 2012

Para desespero de alguns, alegria de outros e, espero eu, indiferença da maioria, um jornal alemão se confundiu ao anunciar a vinda do Hamburger SV para inagurar o a arena gremista no final do ano. É verdade que o mau jornalismo não se restringe a Alemanha. É um problema global e temos vários exemplos disso bem próximos a nós.

Mas talvez exista alguma explicação, algum atenuante para a desatenção do períodico germânico. Algum trauma reprimido do jornalista que redigiu a matéria, alguma evocação de uma lembrança positiva do passado. Tergiverso apenas para lembrar de um fato que não foi mencionado por jornalistas europeus e brasileiros: O Hamburgo já jogou (e venceu) em Porto Alegre.

Foi em janeiro 1991. Os alemães já haviam jogado com Palmeiras e Corinthians nos dias anteriores e enfrentariam o Inter no Beira-Rio, na primeira partida do co-irmão naquela temporada.

A estrela da noite deveria ser Cuca, que fazia sua estréia com a camisa vermelha e foi aplaudido por 11 mil pagantes. Mas quem efetivamente se destacou no jogo foi o atacante Thomas Doll, marcando o único gol da partida logo aos 5 minutos.

As fotos são dos jornais Zero Hora e Correio do Povo

Camisa Comissão Técnica 1991 – Holanda 1988

February 6, 2012


HOLANDA 1988 d

Além da camisa do treinador “inspirada” na camisa da Alemanha na Copa de 1990, outra peça curiosa produzia pela Penalty para o Grêmio é essa da foto acima.

Trata-se de uma clara cópia (ou seria homenagem?) do desenho criado pela Adidas para Eurocopa de 1988, que ficou eternizado pela Seleção de Holandesa de Van Basten & Cia. A URSS usou a mesma estampa no referido torneio. O uniforme da reserva da Alemanha entre 1988 e 1990 valia-se do mesmo desenho. Nesse tom de azul, o uniforme foi usado pela seleção dos EUA em 1988 e pelo Belenenses, de Portugal, em 1989.

Alguns colecionadores afirmam que essa versão gremista é de 1988. Contudo, nas minhas pesquisas, eu só achei imagens dela sendo usada, por membros da comissão técnica, no começo dos anos 90, como nas fotos abaixo que registram treinos em 1991.

 

Outra curiosidade é que, recentemente, a Adidas fez uma releitura desse desenho, aplicando-o em azul numa hipotética camisa Jedi, na coleção em homenagem ao filme “Guerra nas Estrelas”

Camisa Treino Penalty 1991/1992 – Alemanha 1990

January 25, 2012

Certamente um dos desenhos mais famosos da história das camisetas de futebol é o que Adidas fez para a seleção da Alemanha Ocidental usar na Eurocopa de 1988 e na Copa de 1990. Um design que marcou e influenciou muito. A própria Adidas repetiu esse padrão em outras equipes, como o Boca Juniors em 1989.

GREMIO ALEMANHA 1990a

 

Existe um site que se arrisca a montar camisas imaginárias, aplicando este desenho na camisa de times brasileiros. Achei a do Fluminense interessante, mas não gostei muito do resultado da camisa imaginada para o Grêmio (no dos outros sempre é refresco).

O curioso é que o tricolor já teve um uniforme inspirado nesse clássico alemão, mas era uma camisa de treino, feita pela Penalty. Nas fotos acima e abaixo, Valdir Espinosa usa tal peça no início de 1992 e no final de 1991.

Link

P.S. Nessa mesma época, a penalty também aplicou esse desenho na camisa titular do América Mineiro. O coelho inclusive usou ela nos confrontos contra o tricolor em 1992.

P.S. 2: A NR fez uma camisa parecida com essa para o Napoli, na temporada 1989/1990.

Amistoso 1991 – Grêmio 5 x 0 Seleção de Capão da Canoa

January 18, 2012
A organização da Copa de 2014 é uma fonte inesgotável de assunto. Confesso que fico um pouco supreso com a grande quantidade de cidades gáuchas que de se candidatam a ser subsede na Copa do Mundo. Na última segunda-feira, ao ler as notícias que davam conta da vistoria feita por técnicos da Fifa em Capão da Canoa, imediatamente lembrei dos jogos que o Grêmio fez no litoral gáucho nos anos 90.

Um deles foi realizado em 26 de janeiro de 1991 no Estádio Mariscão (que até hoje resiste a especulação imobiliária). Uma goleada na “seleção de Capao da Canoa”. Foi o segundo jogo do Grêmio naquele (triste) ano.

Abaixo relato da partida segundo o Correio do Povo:

Goleada do Grêmio em Capão da Canoa

Com Assis marcando três gols, o Grêmio goleou a seleção de Capão da Canoa, sábado, por 5 a 0. Em seu segundo amistoso na temporada e último antes da estréia no campeonato brasileiro, dia 4, contra o Goiás, o time treinado por Cláudio Duarte já mostrou um futebol superior ao apresentado no empate diante do Novo Hamburgo. Os destaques foram Assis e João Antônio, além de Nilson, que voltou a marcar.

O estádio do Capão da Canoa F.C lotou. O espetáculo para os veranistas só não foi melhor porque o adversário do Grêmio era muito frágil. Já aos 3 minutoi, Nílsonn venceu a zaga e cabeceou para fazer 1 a 0. Aos 38, Santo marcou contra. No segundo tempo, Assis ampliou para 3 a 0, aos 26. Aos 34, ele voltou a marcar. Aos 42, de pênalti, Aos 42, de pênalti, Assis completou a goleada (Correio do Povo – 27 de janeiro de 1991)

Grêmio 5 x 0 Seleção de Capão da Canoa

GRÊMIO: Sidmar (Gérson): China (Luciano), Luis Fernando (Ion), Vilson e Marco Antônio; João Antônio, Donizete e Caio; Maurício (Biro-Biro), Nilson (Rodrigo) e Assis
Técnico: Cláudio Duarte

SELEÇÃO DE CAPÃO: Beto (Rato), Amarildo, Kiko, Santo e Giba; Cidinho, Zico (Fernando) e Jair; Tarciso, Spina e Jorjão.

Amistoso
Data: 26 de Janeiro de 1991
Horário: 17 horas
Juiz: Antônio Howes
Gols: Nilson, Santo (contra) e Assis (3 vezes)

Chegada do Renato em 1991

August 12, 2010


Acima, a foto da chegada de Renato Portaluppi em 1991.

Naquela oportunidade, a torcida lotou o antigo Aeroporto Salgado Filho, causando um certo tumulto (a porta de vidro do corredor de acesso a Polícia Federal foi quebrada por torcedores ansiosos em ver o ídolo).
E assim como agora, Renato chegava em um momento ruim (por outros motivos é verdade) e envolto num clima de messianismo.
Se o Grêmio se fixar somente nisso a vinda de Renato provavelmente não vai dar certo. Portaluppi pode no máximo ser um catalisador, uma faísca no processo de mudanças. A virada depende do esforço de todos os gremistas.


Fontes – Jornal do Brasil, Zero Hora e “Anjo ou Demônio: a Polêmica Trajetória de Renato Gaúcho



Brasileiro 1991

October 12, 2007

Para quem não sabe, o Técnico campeão do mundo em 1983 tem um blog onde conta várias histórias interessantes. O endereço é www.valdirespinosa.zip.net, de lá tirei várias informações para montar os blogs da Libertadores e do Mundial de 83.

Ultimamente, Espinosa tem postado vídeos onde responde a perguntas dos internautas. Tratei de fazer minha pergunta, sobre o fatídico jogo entre Botafogo e Grêmio pelo campeonato brasileiro de 1991. No vídeo de número 7, Espinosa respondeu. Abaixo o vídeo com a resposta (que aparece a partir dos 3 minutos e 28 segundos, antes ele fala da batalha de la plata)

Em 1991, o Grêmio fez um campeonato brasileiro terrível, e chegou a última rodada brigando contra o rebaixamento junto com Vitória e Sport, dos 3 times, 2 caíriam. O Vitória jogaria em casa contra o Fluminense, o Sport receberia o Flamengo e o Grêmio enfrentaria o Botafogo em Niteroi. Dos coadjuvantes, apenas o Fluminense ainda tinha chance de classificação. Bem, o Fluminense acabou vencendo o Vitória, o Sport ganhou do Flamengo ( Júnior fez um gol contra salvador para os pernambucanos) e o Grêmio foi derrotado pelo Botafogo.

Antes do jogo muito se especulou que o Botafogo entregaria o jogo, a chiadeira dos nordestinos foi forte. Mas, até onde eu sei o Grêmio não comprou e sequer fez o menor esforço para comprar o jogo. No vídeo, Espinosa lembra muito bem que no Botafogo, além dele mesmo, haviam mais ex-gremistas naquela equipe: Paulo Roberto, De León e Renato Portaluppi. Oficialmente Renato não jogou aquela partida por causa de uma contusão, mas reza a lenda que ele se recusou a participar do rebaixamento do tricolor, o que fez muita gente questionar o papel do outros ex-gremistas naquele jogo. Abaixo a fica da partida

 

jornal dos sports 1991 botafogo1991 Botafogo Jornal dos Sports1991 botafogo gol1991 botafogo caio

Botafogo 3×1 Grêmio

BOTAFOGO: Ricardo Cruz, Paulo Roberto, André, De León e Jefferson; Carlos Alberto, Pingo e Juninho; Vivinho, Valdeir e Pichetti
Técnico: Valdir Espinosa

GRÊMIO: Gomes, Chiquinho, João Marcelo, Vílson e Hélcio; Jandir (expulso aos 42′ do 2 o), Donizete Oliveira (Darci) e Caio; Maurício, Nando e João Antônio (Nílson).
Técnico: Dino Sani

Campeonato Brasileiro 1991 – 19ª Rodada – 1 ª Fase
Data: 19/05/91 (Domingo)
Local: Estádio Caio Martins (em Niterói – RJ)
Renda: Cr$ 895.000,00
Público: 880
Árbitro: Ílton José da Costa (SP)
Gols: Pichetti (10′ do 1º ), Pichetti (1′ do 2º), Chiquinho (5′ do 2º, de pênalti) e Bujica (38′ do 2º ).